quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Um ato terrorista q não se consumou

 *Pela primeira vez em mais de 20 anos, alguém tentou sequestrar um avião com destino a Israel.* 


_Milagrosamente, o agressor, um piloto de Omã, foi dominado antes de conseguir concluir sua missão._


A região inteira prendeu a respiração quando o voo matinal da Flydubai, de Dubai para Tel Aviv, emitiu um sinal de emergência, acionou o código de sequestro e pareceu desviar de sua rota sobre o espaço aéreo saudita. A tensão na região se dissipou, quase dando lugar a um riso aliviado, quando os primeiros relatos atribuíram o incidente a uma briga entre os dois pilotos. Esse riso, porém, logo desapareceu à medida que avaliações de segurança e depoimentos de passageiros revelaram que o copiloto havia esfaqueado o comandante repetidas vezes. 


O terrorista então assumiu os controles e direcionou a aeronave para o solo, perdendo quase 20.000 pés de altitude em pouco mais de um minuto, até que vários tripulantes e passageiros forçaram a entrada na cabine de comando e o imobilizaram. 


Muitas pessoas ficaram feridas durante a ação. 


O avião fez um pouso de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde os passageiros agora aguardam que Israel os leve de volta para casa.


A motivação específica e a afiliação do agressor ainda não foram confirmadas, mas Israel trata o incidente como um ato de terrorismo.


Ao contrário de muitos sequestros na longa história de Israel, o de hoje teve um final feliz. 


O episódio ocorreu, além disso, poucas semanas após o 25º aniversário do sequestro mais letal da história.


Muitas perguntas permanecem. Como esse homem obteve autorização para pilotar a aeronave? O que exatamente o motivou? E o que isso significa para o futuro das viagens aéreas no corredor de voo mais movimentado de Israel?


A El Al suspendeu seus voos regulares para os Emirados Árabes Unidos em março de 2026 devido a ameaças à segurança e não os retomou desde então. É possível que o agressor pretendesse criar uma ruptura nessa aliança crucial. Apenas ontem, Benjamin Netanyahu alertou, em um discurso na principal base aérea das Forças de Defesa de Israel (FDI), que "nossos inimigos tentarão nos atacar". "Não mexam conosco", advertiu ele. "Nosso braço longo os alcançará em qualquer lugar e a qualquer momento."


No entanto, não foi o punho vingador da Força Aérea de Israel nem um resgate heroico realizado por forças especiais que frustrou a ameaça de hoje.  Foi a coragem de israelenses comuns. Havia uma possibilidade muito real e trágica de que eu estivesse escrevendo um artigo completamente diferente hoje. Com o capitão lutando para sobreviver, o sistema de direção avariado e uma asa danificada, foi graças à bravura de um pequeno grupo de passageiros e tripulantes que quase 180 vidas foram salvas. Hoje, no quinto dia de Sucot, recitaremos as palavras do Hallel com fervor redobrado: “Este é o dia que o Senhor fez; alegremo-nos e regozijemo-nos nele.” – Amit Segal


https://x.com/AmitSegal/status/2105250626040926320


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Os fatos chegam sempre atrasados

 Os fatos chegam atrasados

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial 


Primeiro escolhemos. O candidato chega depois.

Entre os eleitores de menor escolaridade, Lula tem 49%, Flávio Bolsonaro, 29%.

Seria a prova definitiva da superioridade política do diploma, não fosse um detalhe devastador. 

Conheço, e como conheço, doutores capazes de defender disparates com bibliografia, nota de rodapé e absoluta convicção.

Diploma aumenta repertório, não vacina contra estupidez.

A explicação é bem menos confortável.

Ninguém chega sozinho à urna. Leva os pais, a renda, o bairro, o medo, a religião, o emprego que teve, o dinheiro que faltou, a ajuda que recebeu, a raiva que guardou e a turma à qual aprendeu a pertencer.

O candidato chega por último. Para milhões, Lula não é um político. É uma biografia emprestada. Emprego, consumo, proteção, a lembrança de uma época em que a vida pareceu melhorar. Para outros, é também a memória da corrupção, das condenações depois anuladas e de uma história judicial que o país ainda interpreta de maneiras opostas.

Memória não gosta de auditor.

A rejeição trabalha no mesmo escritório.

Flávio carrega um sobrenome que entra na sala antes dele, junto com a pecha do autoritarismo bolsonarista. Lula carrega uma biografia que fecha a porta depois. Há quem rejeite antes de ouvir e quem absolva antes de julgar.

Os argumentos chegam depois. Advogados contratados pela sentença.

O Datafolha desta semana cometeu uma pequena indecência estatística: Lula e Flávio com os mesmos 45% de rejeição.

Iguais no número, diferentes na bagagem. Em Flávio, o sobrenome chega primeiro. Em Lula, uma longa biografia já está sentada à mesa. Não é equivalência. É simetria de trincheiras.

Faço parte da estatística, sem qualquer pretensão de neutralidade.

Entre os dois, minha rejeição a Lula decide meu voto. Flávio não precisa me entusiasmar.

Também carrego uma biografia para a urna.

Chamamos isso de escolha porque reconhecimento tribal ficaria feio na urna.

O grande engano é imaginar que um fato novo encontra uma cabeça disponível. Não encontra. O imóvel já tem inquilino.

Se favorece meu candidato, é prova. Se o desmente, é perseguição, contexto, sabotagem, imprensa, juiz, mercado, sistema. Para o adversário, evidentemente, contexto não existe. Embora a biografia política de Lula dispense apresentações.

Não é burrice. Seria fácil demais.

Um fato não disputa com outro fato. Disputa com uma biografia. Biografias são péssimas perdedoras.

A democracia fez uma aposta: diante dos fatos, revisaríamos nossas escolhas. A aposta não envelheceu bem.

Fizemos o contrário. A escolha vem pronta. Depois contratamos os fatos para defendê-la.


Alex Pipkin

Boi de piranha

 *CNN BRASIL: Roberta Luchsinger afirma que Lula será o culpado se algo acontecer com ela ou com suas filhas* *CNN BRASIL: Roberta Luchsinge...