quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Assimetria de juro real nos "longos"

 💰 *BTG Pactual vê assimetria em juros reais e retorno acima do CDI em NTN-B Longas*


Por Arícia Martins


Broadcast: Com os juros reais no Brasil acima de seus pares e em nível historicamente elevado, o BTG Pactual enxerga na assimetria deste mercado um momento oportuno para aplicar em Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) de vencimentos longos, que podem trazer retorno acima do CDI.


Em relatório divulgado hoje, o estrategista macro Álvaro Frasson aponta que os horizontes de 2035 e 2050 capturam, neste momento, o melhor retorno ajustado ao risco.


"Ainda que a relação esteja invertida, ou seja, onde títulos mais longos (mais volatilidade) estão pagando taxas de juros reais menores que os vencimentos mais curtos, entendemos que aplicar em vértices longos, sobretudo antes do ciclo de corte de juros e de um ambiente político que demandará narrativas fiscais prospectivas mais responsáveis, pode trazer retornos expressivos via ganhos de marcação à mercado com o fechamento dos prêmios mais longos", afirma Frasson.


Nos cálculos do estrategista, o spread de juros reais soberanos de 10 anos brasileiro comparado ao CDS do mesmo prazo estaria em 2,6, maior nível em uma lista de 14 economias emergentes, seguido por Colômbia (1,7), México (1,5) e África do Sul (0,9). "Dado o atual nível de CDS, o juro real de longo prazo brasileiro poderia ser significativamente menor", diz o relatório.


Como outros argumentos que fundamentam a tese de investimento, Frasson menciona o ciclo de política monetária favorável para a redução de juros reais, o prêmio de risco em níveis recorde - em suas estimativas, o patamar corrente dos juros reais longos está no mesmo patamar da crise de 2015 e 2016 - e as perspectivas para a relação dívida/PIB, que deve alcançar 100% em menos de cinco anos.


Considerando uma Selic média de 13,5% nos próximos 12 meses, atualmente o carrego do IPCA de 4%, acrescido de 7,5% de juros reais, não supera o CDI, destaca Frasson. "Contudo, um pequeno fechamento no juro real longo (10 anos), para 7,0% por exemplo, supera o retorno esperado do CDI mesmo se o IPCA reancorar para a meta de inflação de 3,0%", ressaltou.


Assumindo uma inflação esperada de 4,0% e um fechamento de 50 pontos-base no juro real longo, o estrategista macro do BTG estima que o retorno de uma NTN-B com vencimento em 2045 pode chegar a cerca de 16% ao ano nos próximos 12 meses. Paulo, 19/02/2026 - Com os juros reais no Brasil acima de seus pares e em nível historicamente elevado, o BTG Pactual enxerga na assimetria deste mercado um momento oportuno para aplicar em Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) de vencimentos longos, que podem trazer retorno acima do CDI.


Em relatório divulgado hoje, o estrategista macro Álvaro Frasson aponta que os horizontes de 2035 e 2050 capturam, neste momento, o melhor retorno ajustado ao risco.


"Ainda que a relação esteja invertida, ou seja, onde títulos mais longos (mais volatilidade) estão pagando taxas de juros reais menores que os vencimentos mais curtos, entendemos que aplicar em vértices longos, sobretudo antes do ciclo de corte de juros e de um ambiente político que demandará narrativas fiscais prospectivas mais responsáveis, pode trazer retornos expressivos via ganhos de marcação à mercado com o fechamento dos prêmios mais longos", afirma Frasson.


Nos cálculos do estrategista, o spread de juros reais soberanos de 10 anos brasileiro comparado ao CDS do mesmo prazo estaria em 2,6, maior nível em uma lista de 14 economias emergentes, seguido por Colômbia (1,7), México (1,5) e África do Sul (0,9). "Dado o atual nível de CDS, o juro real de longo prazo brasileiro poderia ser significativamente menor", diz o relatório.


Como outros argumentos que fundamentam a tese de investimento, Frasson menciona o ciclo de política monetária favorável para a redução de juros reais, o prêmio de risco em níveis recorde - em suas estimativas, o patamar corrente dos juros reais longos está no mesmo patamar da crise de 2015 e 2016 - e as perspectivas para a relação dívida/PIB, que deve alcançar 100% em menos de cinco anos.


Considerando uma Selic média de 13,5% nos próximos 12 meses, atualmente o carrego do IPCA de 4%, acrescido de 7,5% de juros reais, não supera o CDI, destaca Frasson. "Contudo, um pequeno fechamento no juro real longo (10 anos), para 7,0% por exemplo, supera o retorno esperado do CDI mesmo se o IPCA reancorar para a meta de inflação de 3,0%", ressaltou.


Assumindo uma inflação esperada de 4,0% e um fechamento de 50 pontos-base no juro real longo, o estrategista macro do BTG estima que o retorno de uma NTN-B com vencimento em 2045 pode chegar a cerca de 16% ao ano nos próximos 12 meses.

IPTU de NY

 O IPTU de Nova York pode aumentar 🏢 

O novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, propôs um aumento de 9,5% no imposto predial — o IPTU deles — como parte de seu plano orçamentário. Se aprovado, será o primeiro reajuste direto neste imposto da cidade em mais de duas décadas. 

A estratégia de Mamdani seria uma forma de ajudar a cobrir o déficit orçamentário municipal de cerca de US$ 5 bilhões para os próximos dois anos fiscais. 

O projeto afetaria cerca de 3 milhões de residências e mais de 100 mil prédios comerciais na cidade — que possui um dos metros quadrados mais caros do mundo —, além de trazer aproximadamente US$ 3,7 bilhões por ano em receitas. (Aprofunde)

Eleições do Lula

 🗳️ *César Felício: Lógica da eleição deste ano joga contra Lula, mas pode não ser decisiva- Valor*

 

Há uma força inercial que joga contra a reeleição de Lula da Silva e puxa para baixo nas pesquisas a avaliação de seu governo, independentemente do sabor do noticiário.


O cenário para Lula em 2026 é desafiador, com pesquisas indicando um forte desejo de mudança no eleitorado. Embora os dados favoreçam a oposição, a resiliência política de Lula e sua capacidade de se apresentar como um "outsider" mantêm a disputa aberta.


*Desejo de Mudança*: Segundo a pesquisa Genial Quaest, apenas 12% dos eleitores querem a manutenção do atual estado das coisas. A maioria se divide entre os que desejam uma mudança radical (45%) e os que preferem uma mudança moderada (39%).


*Vantagem para a Oposição*: Entre os que buscam mudança radical, a rejeição a Lula é de 71%, enquanto a de Flavio Bolsonaro é de 44%. O sentimento de guinada é forte inclusive entre os eleitores independentes (48%).


*Perfil Uniforme*: O anseio por mudanças drásticas atravessa diferentes regiões, níveis de instrução e faixas de renda, sendo menos acentuado apenas entre os idosos.


*A Força de Lula*: Apesar do clima de continuidade ser baixo, Lula ainda atrai 47% dos que querem mudanças moderadas e 25% dos que querem mudança radical. Sua trajetória histórica e o discurso de "político diferente dos demais" permitem que ele capture votos mesmo de quem critica sua gestão.


*Texto com IA*


Materia completa: https://valor.globo.com/politica/pergunte-aos-dados/post/2026/02/logica-da-eleicao-deste-ano-joga-contra-lula-mas-pode-nao-ser-decisiva.ghtml

sejo de Mudança

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: IBC-Br deve confirmar desaceleração da economia*


No exterior, renovadas tensões entre Irã e Estados Unidos mantêm mercados em alerta


… O feriado do Ano Novo Lunar mantém a China fora dos mercados e pesa para as commodities metálicas, enquanto as renovadas tensões entre Irã e Estados Unidos voltam a pressionar os preços do petróleo. Vale sentiu o baque e impôs queda ao Ibovespa, na volta do Carnaval. Já o dólar subiu com a ata do Fed, após dirigentes alertarem sobre o ritmo lento da desinflação nos Estados Unidos, que tende a adiar novo corte do juro. Aqui, a aposta em queda de meio ponto da Selic em março continua firme, apoiada pelas últimas declarações de Galípolo. Hoje, sai o IBC-Br de dezembro, que deve confirmar a desaceleração da economia. Na política, a crise do Master segue dominando o noticiário.


MASTER – A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo BC nesta quarta-feira, tira de cena todas as instituições que passaram pelo conglomerado de Daniel Vorcaro. Sete integrantes e ex-integrantes do grupo já tiveram suas atividades encerradas desde 18/11/25.


… Só está faltando liquidar o Banco Master Múltiplo, que está em Regime Especial de Administração Temporária desde novembro.


… No Estadão, a derrocada do Master deve custar quase R$ 60 bilhões ao FGC, no maior impacto de casos do tipo registrados na história. Já incorporando a conta do Pleno (R$ 4,9 bilhões), o fundo deve gastar R$ 51,9 bilhões com o ressarcimento de investidores.


… A esse montante somam-se cerca de R$ 8 bilhões usados nas operações de assistência ao Master realizadas ao longo de 2025.


… O Banco Master e outras três empresas do grupo – Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master CTVM – foram liquidados no dia 18 de novembro de 2025, após o BC ter identificado graves problemas de liquidez e de gestão das instituições.


… Na semana em que foi liquidado, o Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa e R$ 127 milhões em compromissos a pagar.


… A liquidação ocorreu após longo processo que envolveu a tentativa de compra do Master pelo BRB, que comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsos do banco. A comunicação desse fato à PF e ao MPF deu origem à operação Compliance Zero.


… A PF chegou a prender preventivamente o dono do Master, Daniel Vorcaro, e outros sócios e ex-sócios da instituição, incluindo o proprietário do Banco Pleno, Augusto Ferreira Lima. Eles acabaram soltos, com o uso de tornozeleiras eletrônicas.


… Em janeiro deste ano, o BC liquidou a antiga Reag DTVM, que já havia sido alvo da segunda fase da Compliance Zero. A empresa é suspeita de ter feito parte de um esquema bilionário de desvio de recursos e compra de ativos fraudulentos por meio do Banco Master.


… No mesmo mês, o BC liquidou o Will Bank, então controlado pelo Banco Master Múltiplo, após um acordo frustrado para a venda da instituição.


… Nesta quarta-feira, foi a vez do Banco Pleno (ex-Banco Voiter) e da Pleno DTVM, que já não faziam mais parte do conglomerado Master, tendo sido vendidas pelo banco a Augusto Ferreira Lima – um ex-sócio do próprio Master – em agosto de 2025.


… Uma das principais questões agora é acompanhar as carteiras de ativos vendidas por Vorcaro a outras instituições, incluindo os fundos Cartago, Jeitto, Kyra, Tessalia e Texas I, que, em janeiro, passaram a ser listados como parte do conglomerado prudencial do BRB.


… Além do prejuízo ao FGC e dos riscos ao mercado financeiro, a crise do Master se espalhou por Brasília, envolvendo uma rede de políticos cooptados por Vorcaro e, pelo menos, dois ministros do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.


… A descoberta de que Toffoli fez negócios com Vorcaro desgastou a imagem do Supremo e o afastou da relatoria do caso, enquanto repercute o contrato milionário do escritório de advocacia da mulher de Alexandre de Moraes com o Master. 


VORCARO VAI DEPOR – A CPMI do INSS antecipou para segunda-feira (23) o depoimento de Daniel Vorcaro. Inicialmente, a oitiva estava prevista para quinta-feira (25), mas foi remarcada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).


… Viana disse que o depoimento será restrito aos empréstimos consignados – descontados diretamente na folha de pagamento de servidores, aposentados e pensionistas – ofertados pelo Master. O banco teria 250 mil contratos de empréstimos consignados em carteira.


… Esses contratos foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação, de documentação que garantisse de fato a efetividade e a anuência dos aposentados. “Ele terá de nos explicar, e é bom que ele comece a dar explicações ao povo brasileiro”, disse o senador.


… Na terça-feira, Daniel Vorcaro deverá ser ouvido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso Master por iniciativa de seu presidente, Renan Calheiros (MDB-AL).


O VETO AOS PENDURICALHOS – Antes de viajar para a Ásia, o presidente Lula sancionou o reajuste salarial para carreiras do Poder Legislativo, mas vetou os pagamentos extras, conhecidos como “penduricalhos”, que aumentam os salários acima do teto constitucional.


… De autoria da Mesa Diretora da Câmara, a proposta vetada prevê um dia de folga a cada três dias trabalhados em períodos como feriados e fins de semana. Se não tirar a folga, o servidor pode receber em dinheiro, a título de indenização, sem pagar Imposto de Renda.


… Com isso, o salário de altos funcionários da Casa pode chegar a R$ 77 mil – casos dos consultores do último nível de carreira, chefes de gabinete de liderança e do secretário-geral da Mesa. Esse vencimento estaria acima do teto, que é o salário de um ministro do STF: R$ 46.366,19.


… Lula também sancionou parcialmente as leis que tratam de reajustes de 9% de servidores do Senado, da Câmara e do TCU, mantendo os dispositivos que estabelecem a recomposição remuneratória para 2026 nas três carreiras.


… Mas o presidente vetou os reajustes escalonados até 2029, segundo o Planalto, “porque a LRF veda a criação de despesa obrigatória nos últimos dois quadrimestres do mandato que não possa ser cumprida integralmente dentro dele”.


DESGASTE – No Estadão, líderes partidários da Câmara divergem sobre o futuro dos vetos de Lula. O líder do PT na Casa, Pedro Uczai (SC), acredita que os vetos nem sequer serão pautados em 2026, em razão da impopularidade do tema em ano eleitoral.


… Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a votação dos vetos depende de articulação do presidente da Casa, Hugo Motta. Segundo ele, se for pautada, a bancada do PL votará pela derrubada dos vetos de Lula.


… O deputado afirmou, porém, que a prioridade para a bancada do PL é a análise dos vetos presidenciais ao projeto da dosimetria, que prevê reduzir as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por investidas golpistas.


… Cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, convocar uma sessão com deputados e senadores para votar vetos.


PIB DO BC – Demorou, mas agora vêm se consolidando as evidências de que, diante da política monetária restritiva do Copom, com a Selic a 15% ao ano, finalmente a atividade econômica exibe sinais nítidos de que está desacelerando.


… A mediana das estimativas do mercado no Projeções Broadcast indica queda de 0,40% do IBC-Br de dezembro (sai hoje às 9h), depois da alta de 0,68% em novembro. As estimativas variam de recuo de 0,60% a crescimento de 0,10%.


… A retração já observada em dezembro na produção industrial (-1,2%), no volume de serviços prestados (-0,4%) e nas vendas no varejo (-0,4%) não deixa muita dúvida de que o IBC-Br deve ter perdido ritmo na leitura do mês.


… O dado fraco esperado para hoje deve reforçar a aposta de crescimento zero do PIB/4Tri, segundo o Rabobank.


… Mas como a atividade econômica levou tempo para desacelerar ao longo de 2025, o IBC-Br acumulado no ano ainda deve vir forte: 2,4% na mediana das projeções, que são todas de expansão e vão de 1,70% até 2,50%.


… O dado oficial do PIB de 2025 será divulgado pelo IBGE no início de março, no dia 2/3.


MAIS AGENDA – O dia reserva ainda as prévias da inflação do IPC-Fipe (5h), IPC-S (8h) e IGP-M (8h), além dos dados semanais do fluxo cambial (14h30). Para amanhã (sexta), o BC anunciou dois leilões de linha de até US$ 2 bilhões no total.


LÁ FORA – Quatro dirigentes do Fed falam, um dia depois de a ata ter revelado que, na reunião de política monetária de janeiro, alguns membros ventilaram a chance de subir os juros em algum momento se a inflação não desacelerar.


… Michelle Bowman discursa às 10h30 em vídeo pré-gravado para conferência, enquanto Neel Kashkari (11h), Austan Goolsbee (12h30) e Mary Daly (19h) participam de eventos públicos nesta quinta-feira.


… Bowman classificou ontem de “estranho” o último relatório do payroll, observou que a maioria dos outros indicadores não mostra um mercado de trabalho tão forte e admitiu que continua preocupada com a mão de obra.


… Hoje sai o auxílio-desemprego, às 10h30, com previsão de queda de dois mil pedidos, para 225 mil. No mesmo horário, tem a balança comercial norte-americana de dezembro, com previsão de déficit de US$ 56 bilhões.


… As vendas pendentes de imóveis em janeiro (12h) devem subir 1%. Os estoques de petróleo do DoE (14h) têm projeção de alta semanal de 1,1 milhão de barris. Na zona do euro, sai a confiança do consumidor em fevereiro (12h).


AFTER HOURS – Os ADRs da Axia, antiga Eletrobras, dispararam 7,11% em Nova York, diante da proposta da companhia de migração para o Novo Mercado da B3 e conversão integral das ações preferenciais em ON.


… Para viabilizar a operação, a companhia convocou três assembleias para o dia 1º de abril.


GEOPOLÍTICA – O governo Trump está mais perto de uma grande guerra no Oriente Médio do que muitos americanos imaginam, e ela pode começar em breve. Fontes do Axios avaliam que uma eventual operação militar dos Estados Unidos contra o Irã duraria várias semanas.


… “A campanha estaria mais próxima de uma guerra em grande escala do que da ação pontual realizada na Venezuela, e a ofensiva tenderia a ser conjunta com Israel, mais abrangente e mais ameaçadora ao regime iraniano do que a guerra de 12 dias do ano passado.”


… Na CNN, as forças armadas dos Estados Unidos estão preparadas para atacar o Irã já neste fim de semana, embora o presidente americano, Donald Trump, ainda não tenha tomado uma decisão final sobre se autorizará a ação.


… À Reuters, um alto funcionário da Casa Branca disse que o Irã deve apresentar uma proposta por escrito sobre como evitar o impasse, após as conversas em Genebra. E ainda, que as forças dos Estados Unidos destacadas para a região ficarão em posição até meados de março.


… Marco Rubio se encontrará com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Israel, no fim de semana de 28 de fevereiro.


UCRÂNIA –Os dois dias de negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia em Genebra terminaram nesta quarta-feira sem avanços significativos.


… Com a mediação do enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e do genro de Trump, Jared Kushner, Zelensky classificou as reuniões como “difíceis”. Para ele, que sofre pressão para aceitar um acordo, Moscou está obstruindo os esforços para pôr fim à guerra.


… Também o principal negociador da Rússia, o ex-ministro da Cultura Vladimir Medinsky, descreveu as negociações como “difíceis”.


DANÇOU – Na volta do feriado de Carnaval, de pouco adiantou para o Ibovespa as bolsas em Nova York terem exibido fôlego ou o petróleo ter saltado, porque Petrobras não foi tão longe e Vale levou um tombo de 3,5%.


… Levando em conta que a China está fechada para o Ano Novo Lunar e que ontem foi dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa, houve pelo menos dois argumentos para justificar o índice à vista descolado da alta no exterior.


… A atuação dos vendidos pode ter falado mais alto para a leve queda de 0,24% do Ibovespa, aos 186.016,31 pontos, com o volume financeiro de R$ 34,2 bilhões no pregão mais curto da Quarta-Feira de Cinzas inflado pelo game.


… Amanhã, tem exercício de opções sobre ações, na disputa especulativa que tende a manter a volatilidade alta.


… Mas os prognósticos para o Ibovespa continuaram animadores: segundo o BofA, 74% dos gestores de fundos da América Latina projetam o índice à vista da bolsa doméstica acima do patamar dos 190 mil pontos este ano.


… Uma parcela vai além: 30% estimam que o Ibovespa vai quebrar a barreira dos 210 mil pontos. Além disso, a maioria acredita que os ativos do Brasil terão uma performance superior aos do México nos próximos seis meses.


… O investidor estrangeiro continua chegando na B3. Uma semana atrás, no pregão do dia 12, entrou mais R$ 1,1 bilhão em capital externo, elevando o saldo acumulado no ano a quase R$ 35 bilhões (já são R$ 34,673 bilhões).


… As ações da Vale abriram a sessão de ontem devendo um forte ajuste negativo aos ADRs, que haviam afundado 4,5% em NY durante o Carnaval. Segunda pior queda do Ibovespa, os papéis da mineradora caíram 3,57% (R$ 83,92).


… Com a derrapada, zeraram os ganhos no mês (-0,47%), mas ainda ostentam um rali superior a 16% no ano.


… Petrobras avançou ontem (ON, +1,11%, a R$ 40,14; e PN, +0,81%, a R$ 37,19), mas o desempenho foi bem inferior ao do petróleo Brent, que escalou 4,34% e voltou à faixa de US$ 70, cotado a US$ 70,35, com as tensões geopolíticas.


… O fracasso de Washington nas negociações diplomáticas da crise com o Irã e da guerra da Ucrânia bota pressão.


… A boa notícia para o Ibov ontem foi que os bancos fecharam majoritariamente no azul e amorteceram a queda da bolsa. BB subiu 1,53% (máxima de R$ 25,82); Santander, +1,86% (máxima de R$ 35,14), e Itaú PN, +0,46% (R$ 47,99).


… A exceção entre as blue chips financeiras foi o Bradesco (PN -0,29%, a R$ 20,91; e ON -0,61%, a R$ 18,03).


… Os ganhos das ações da Cosan (+2,94%, a R$ 6,30) foram atribuídos por profissionais do mercado financeiro a possíveis tratativas entre a companhia e a Shell para a reestruturação bilionária da dívida da Raízen.


… Segundo o Pipeline (Valor), a proposta prevê capitalização de R$ 5 bi – R$ 3,5 bi aportados pela Shell e o resto pela Cosan, sem dividir a Raízen em duas (uma focada em açúcar e etanol e outra na operação de combustíveis).


… Num segundo momento, de acordo com a reportagem, os controladores poderiam ampliar a injeção de recursos e realizar uma oferta de ações (follow-on) para captar capital adicional no mercado.


INIBIDORES DE APETITE – As bolsas americanas subiram, embaladas pelas ações de tecnologia, mas fecharam longe das máximas, com o tom cauteloso da ata do Fed sobre a inflação afastando a chance de corte do juro em março.


… A preocupação com o cenário geopolítico, diante da possibilidade de os Estados Unidos lançarem um ataque contra o Irã em breve, também moderou o interesse por risco do investidor e limitou os ganhos em Wall Street.


… O Dow Jones subiu 0,26%, para 49.662,66 pontos; o S&P 500 ganhou 0,56% (6.881,31); e o Nasdaq avançou 0,78% (22.753,63), com destaque para Nvidia (+1,63%), depois de fechar parceria estratégica com a Meta (+0,6%) sobre IA.


… Vários dirigentes do Fed, segundo a ata, cobraram uma desaceleração convincente da inflação rumo à meta de 2% antes de se comprometerem com mais cortes de juros. Março está praticamente fora do páreo nas apostas do CME.


… Junho segue como o mês com maior chance (61,3%) de o Fed retomar o ciclo de relaxamento monetário. Até lá, o Fed já deve ter uma melhor ideia sobre a trajetória de inflação e também sobre o ritmo do mercado de trabalho.


… No curtíssimo prazo, o PCE de dezembro, amanhã, pode ajudar a dar a medida sobre a persistência inflacionária.


… Vários membros do BC americano julgaram que “um afrouxamento monetário adicional pode não ser justificado até que haja indicação clara de que o progresso da desinflação esteja firmemente de volta aos trilhos”.


… A barra mais elevada da ata para o Fed cortar juro acelerou ontem as taxas dos Treasuries e o dólar. O juro da Note-2 anos subiu a 3,464% (de 3,436% na véspera) e o rendimento do bônus de 10 anos foi a 4,087% (de 4,056%).


… No câmbio, o índice DXY fechou em alta de 0,56%, a 97,703 pontos. A moeda americana levou a melhor até mesmo contra o iene (154,81/US$), apesar da cautela fiscal com o governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi.


… Além da ata, também o enfraquecimento das moedas europeias contribuiu para o dólar se sobressair. O euro caiu 0,53%, a US$ 1,1787, repercutindo relatos de que Lagarde deixará o BCE antes do término de seu mandato (out/27).


… Fontes do Financial Times disseram que a dirigente deseja deixar o cargo antes das eleições presidenciais francesas, em abril do próximo ano, para dar tempo de Macron participar da escolha do sucessor de Lagarde no BCE.


… Os ex-presidentes dos BCs da Espanha e da Holanda, respectivamente, Pablo Hernández de Cos e Klaas Knot, são vistos como os principais candidatos a substituir Christine Lagarde na presidência do BCE, segundo a Reuters.


… Oficialmente, o porta-voz do BC europeu disse que Lagarde ainda não decidiu sobre uma saída antecipada.


… A libra perdeu 0,44%, a US$ 1,3502, após a inflação ao consumidor do Reino Unido desacelerar a 3% em janeiro, como previsto, reforçando expectativa de corte de juros pelo BC inglês, um dia depois de dados fracos de emprego.


… Alinhado ao exterior, por aqui, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,20%, a R$ 5,2406.


… Os contratos futuros dos juros fecharam perto dos ajustes: Jan/27 a 13,315% (contra 13,313% no pregão da sexta-feira antes do Carnaval); Jan/29 a 12,660% (de 12,678%); Jan/31, 13,080% (13,097%); e Jan/33, 13,320% (13,335%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – LIGHT informou que a WNT reduziu participação para menos de 5% do capital social. O movimento ocorre após o Opus FIP elevar sua fatia para 9,9% depois de executar garantias e receber ações…


… Conforme dados do formulário de referência da Light de 31 de dezembro de 2025, a WNT detinha 18,94% do capital da companhia.


UNIPAR firmou joint venture com a Casa dos Ventos e assinou contrato de 15 anos para compra de energia de projeto solar em Mato Grosso do Sul…


… O acordo prevê fornecimento de 33 MW médios e participação de 9,8% na Ventos de São Norberto Energias Renováveis. A autoprodução já responde por 80% do consumo da companhia no Brasil.


TUPY. Acionistas rejeitaram proposta da Charles River para alterar estatuto social com inclusão de “critérios mínimos de elegibilidade” para conselheiros e diretores. Previ e BNDES votaram contra. Conselho segue com nove membros.


MULTILASER elegeu Eduardo Ferreira Belelas para os cargos de diretor financeiro e de relações com investidores. André Poroger volta a exercer exclusivamente o cargo de diretor-presidente.

Assimetria de juro real nos "longos"

 💰 *BTG Pactual vê assimetria em juros reais e retorno acima do CDI em NTN-B Longas* Por Arícia Martins Broadcast: Com os juros reais no Br...