sábado, 25 de julho de 2026

2027 é logo ali

 *_COMENTÁRIO: SEM UM SINAL CRÍVEL DE AJUSTE FISCAL EM 2027, BC E TESOURO VÃO CONTINUAR SANGRANDO_*


Por Cícero Cotrim


 Brasília, 24/07/2026 - O período oficial de campanha ainda nem começou, mas, hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado o mais cotado para vencer a eleição presidencial. Isso se expressa não só nas pesquisas, mas também nos preços de ativos e nas expectativas do mercado, que têm refletido o temor de descontrole fiscal na próxima gestão do petista.


 O impacto é mais evidente nas expectativas e nos juros longos, livres dos efeitos dos choques de oferta que têm atingido a economia brasileira. Não há razão, por exemplo, para a projeção de IPCA de 2028 incorporar efeitos do choque de petróleo causado pelo conflito no Oriente Médio, nem do El Niño.


 Esses choques levaram a uma disparada das medianas do Focus para o IPCA de 2026 (4,06% no início do ano para 5,15% agora) e 2027 (3,80% para 4,20%). Mas a projeção para 2028 também subiu significativamente no mesmo período, de 3,50% para 3,78%.


 A alta das expectativas foi acompanhada por um aumento nas projeções para a taxa Selic no fim deste ano (12,25% para 14%) e do próximo (10,50% para 12%). Ou seja: as projeções de inflação sobem a despeito de uma alta dos juros, e não por causa de leniência na política monetária.


 Sem falar da política fiscal, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tratou da alta simultânea das projeções de inflação e Selic nesta sexta-feira, durante palestra em um evento da XP Investimentos, destacando a necessidade de que um terceiro fator explique o movimento do IPCA.


 "Existe algum outro tipo de fator e que é isso que está proporcionando o andar - ou seja, se a taxa de juros se moveu para cima, não foi a taxa de juros que provocou essas expectativas se moverem ainda mais distantes da meta", disse o banqueiro central.


 Pelo lado dos ativos, a NTN-B de cinco anos pagava juros reais já elevados de 7,8% ao ano em março de 2026. Hoje, a taxa está ao redor de 8,3%. O Tesouro Nacional chegou a cancelar leilões de NTN-B em março e a intervir no mercado com a recompra de títulos. Em junho, mais um leilão acabou abortado.


 Esses números já têm um custo presente, tanto na capacidade do Tesouro de rolar a dívida quanto na dose de juros que o Banco Central precisa aplicar para controlar a inflação corrente e as expectativas. Ao mesmo tempo, eles refletem um cenário incerto em várias frentes, desde a vitória de Lula até a política fiscal do próximo governo.


 Lula e o PT até podem acusar o mercado de estar especulando, mas qualquer ação considerando o futuro sempre vai exigir algum grau de especulação. E, se o mercado e as empresas esperam uma inflação mais alta lá na frente, ela se torna verdade, já que os preços são reajustados com base nessas expectativas.


 O histórico recente não está do lado do petista, que presidiu um aumento de quase 10 pontos na dívida pública de janeiro de 2023 até maio de 2026. As falas de membros do governo, como aquelas em defesa de um ajuste fiscal que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez hoje, também não fazem preço no mercado. Seja porque há dúvidas sobre a permanência dele no cargo, seja porque as declarações não são acompanhadas de ações efetivas.


 A única solução é que Lula sinalize a disposição de fazer um ajuste fiscal mínimo a partir de 2027, que pode incluir medidas como a desvinculação dos pisos de saúde e educação, a desvinculação dos reajustes de aposentadorias do salário mínimo e revisões de benefícios. Sem isso, o mercado vai continuar dobrando a aposta ao longo do próximo governo.

As portas se fecham...

 AS PORTAS SE FECHAM PARA OS BRASILEIROS


Stephen Kanitz 


“Quem tem muito dinheiro já foi embora. Quem ficou, ficará — para sempre.


Os últimos a saírem ainda conseguiram um visto italiano, português, americano.


Os que zombaram da política, que votaram “no que fala pouco”, agora vão entender o preço da omissão.


No Brasil do futuro — que já começou — você somente obedecerá. Obedecerá calado.


Pagará impostos cada vez mais pesados, aceitará uma saúde pública em colapso, verá seus filhos estudarem em escolas sucateadas. E ainda agradecerá, pois reclamar será crime.


Desde o fim do regime militar, único período de crescimento sustentado, nossa renda per capita foi cortada pela metade. Dado escondido pelo IBGE, abafado pela imprensa.


Caímos do 40º onde hoje está a Grécia, para o 81º lugar no ranking global de renda.


Sim, caímos — e acreditamos todo este tempo estar subindo. Foram 40 anos de doutrinação.


Nossos jornalistas, intelectuais e professores venceram: conseguiram fazer o país regredir em nome de justiça social — uma justiça que só distribui miséria.


Como ex-professor universitário, afirmo: nunca ouvi na USP uma conversa séria sobre crescimento. Só sobre distribuição.


Nunca discutimos eficiência. Só aumento de gastos.


Nunca produtividade. Só aumento de salários do funcionalismo.


Agora, quando o Brasil se tornar verdadeiramente inviável, Flórida e Portugal não estarão com os braços abertos para nos receber. Estarão com os portões trancados. E com razão.


A esperança de que Tarcísio, Caiado, ou Ratinho, poderão mudar tudo isso sozinhos, é uma ingenuidade atroz.


Como se trocar o piloto mudasse o avião em queda.


A verdade é amarga: 1,5 milhão de brasileiros irresponsáveis, somados aos 12 milhões que anularam o voto, colocaram no poder um condenado em três instâncias. Mesmo que a primeira instância fosse falha, a segunda e a terceira confirmaram e isso ainda não foi contestado.


Prepare-se. O Brasil caminha para mais 50 anos de estagnação, comandado por políticos e economistas que vivem do que você produz, sem entregar nada em troca.


Mas ainda há tempo para reagir. Comece se educando, politicamente e economicamente.


Exija reformas, desmascare as mentiras, confronte o discurso único.


Ensine seus filhos a pensar — e não a repetir slogans.


Denuncie o populismo, o aparelhamento, a corrupção sistêmica. Vote com coragem, com lucidez, com memória.


O futuro do Brasil não será diferente enquanto os brasileiros forem os mesmos. Mude. Agora.


Ou se conforme em assistir o país definhar — por sua culpa.”


(STEPHEN KANITZ é Consultor de empresas e Conferencista brasileiro, Professor na USP, Mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e Bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo)


Texto 👆 indispensável. Leia. Desse texto, destaco esse trecho 👇


A verdade é amarga: 1,5 milhão de brasileiros irresponsáveis, somados aos 12 milhões que anularam o voto, colocaram no poder um condenado em três instâncias.


A Hora chegou meus amigos, não tem mais volta. Salve-se que puder e Deus o ajude!

UM ANTÍDOTO PARA A CRISE DE LEITURA

  UM ANTÍDOTO PARA A CRISE DE LEITURA Vivemos cercados por mensagens, e-mails, posts e notificações. Nunca lemos tanto — e, paradoxalmente, ...