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Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sexta-feira, 15 de novembro de 2024
Galípolo BCB
+ MARCOS MENDES: ME PREOCUPA PRESENÇA DE GALÍPOLO EM REUNIÃO DE CORTE DE GASTOS DO GOVERNO
++ MARCOS MENDES: PELA AUTONOMIA, GABRIEL GALÍPOLO NÃO TINHA NADA QUE ESTAR NAQUELA REUNIÃO
Incorporadoras x inflação
Cenário Setorial: Inflação volta para a prancheta das incorporadoras
Por Circe Bonatelli
São Paulo, 15/11/2024 - O custo de construção está acima da inflação média do País e voltou para a prancheta das incorporadoras, que se prepararam para ampliar o orçamento para obras no ano que vem e reajustar os preços de vendas dos imóveis.
O tema merece atenção, especialmente após a lembrança ainda fresca dos estragos causados pela disparada dos custos e estouros de orçamentos durante a pandemia.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 5,72% nos 12 meses encerrados em outubro, enquanto a inflação geral, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 4,76% no mesmo período.
E não é só isso. A inflação setorial vem acelerando. O resultado de 5,72% representa um avanço expressivo em comparação com o registrado um ano atrás, de 3,37%.
O que mais puxa para cima a inflação setorial é a mão de obra. Isso porque o setor atingiu a marca de 2,9 milhões de pessoas empregadas formalmente, o maior nível de emprego desde 2014, e se aproxima do recorde histórico de 3,1 milhões de empregados.
Por outro lado, faltam trabalhadores qualificados, o que gera elevação nos salários. Com isso, a componente "mão de obra" dentro do INCC subiu 7,79% em 12 meses. Trabalhar com obras ficou mais interessante. O salário médio no setor é de R$ 2.315, o terceiro mais alto do País, atrás apenas da área de finanças e administração, com R$ 2.324; e servidores públicos, com R$ 2.455.
Entretanto, o que mais jogou gasolina na fogueira da inflação este ano foi a elevação nos preços dos materiais de construção. Essa componente do INCC subiu 4,31% no acumulado de 12 meses. Trata-se de uma aceleração expressiva em relação ao mesmo período um ano antes, quando estava em apenas 0,61%.
Vale lembrar que as vendas de materiais estão bombando no Brasil, em virtude dos milhares de canteiros de obras abertos por empreendimentos residenciais, bem como pela recuperação no consumo das famílias, conforme já apontou a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A entidade elevou duas vezes a projeção para as vendas este ano. Começou em uma previsão de alta de 2%, depois passou para 3% e agora está em 4,5%.
"A indústria de materiais é muito ligada à economia nacional. Com o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) maior que o esperado, nós tivemos essa revisão no setor", afirma o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.
Consequências
Como consequência, quem for comprar um imóvel novo vai se deparar com preços maiores ao longo dos próximos meses, avisou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia. "A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores.
Dentro das empresas, tal cenário já se confirma. O diretor financeiro da Cyrela, Miguel Mickelberg, afirmou, em entrevista, que o aumento nos custos de produção tem sido percebido e que a política interna é de repassar esse efeito para o preço final dos apartamentos, visando manutenção da margem de lucro. Por ora, não houve queda nas vendas.
O diretor financeiro da MRV, Ricardo Paixão, atesta o mesmo cenário. Ele comentou que tem percebido um aumento nos custos de construção, mas, por enquanto, isso está sob controle. Para 2025, o orçamento da MRV vai embutir uma previsão de elevação de 6% do INCC. "Estamos fazendo esse orçamento de forma conservadora. A ideia é não ter surpresa negativa no futuro", comentou.
Na visão do Itaú BBA, há um risco de que os materiais de construção continuem acelerando devido à demanda grande após a grande onda de lançamentos e vendas de imóveis nos últimos trimestres. Além disso, há um cenário de desvalorização do real perante o dólar e de aumento nos preços das commodities, que resultam no encarecimento dos itens importados.
"Como a inflação da mão de obra provavelmente permanecerá alta e a inflação dos materiais básicos pode acelerar, tememos que o INCC possa se expandir rapidamente para níveis altos, de um dígito, em linha com a média histórica", descreveram os analistas de construção civil Daniel Gasparete, Luiz Capistrano e Mariangela Castro, em relatório do Itaú BBA.
O INCC teve saltos de 8,68% em 2020, 14,03% em 2021 e 9,41% em 2022, por conta dos impactos provocados pela pandemia. Depois, desacelerou para 3,34% em 2023, o que permitiu às empresas irem reajustando o preço dos imóveis pouco a pouco para compensar ao menos uma parte do aumento de custos.
Se um avanço mais robusto do INCC for confirmado, isso afetará em cheio as empresas que atuam no Minha Casa Minha Vida. Nesse caso, as incorporadoras vendem os imóveis na planta e repassam o cliente para financiamento bancário logo em seguida. Portanto, não carregam contratos com reajuste do valor da parcela com base no INCC, como acontece fora do programa habitacional. Se o custo de construção sobe, as incorporadoras do MCMV não têm essa proteção.
"As incorporadoras de imóveis para a população de baixa renda geralmente preveem algum nível de inflação, mas acreditamos que o INCC pode surpreender", estimaram os analistas do Itaú BBA. "Se estivermos nos estágios iniciais de um novo processo inflacionário, pode-se esperar impactos maiores nos resultados", citaram.
Contato: circe.bonatelli@estadao.com
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BANKINTER PORTUGAL 1511
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: A apreciável subida de ontem na Europa não tem muito sentido face a Wall St. a cair de novo timidamente e a bloqueada pela mudança de contexto pós-eleitoral. Principalmente depois de Powell (Fed) expressar, ontem, um tom muito mais dovish/suave, o que arrefece seriamente as estimativas de descidas de taxas de juros nos EUA, e isso terminará por se transferir para a Europa/BCE. Este é o assunto do dia e um pouco mais. É algo em baixa para as bolsas e obrigações (yields superiores), mas apreciatório para o USD. Entre outras coisas, afirmou que “a economia não envia sinais de que necessitamos de baixar taxas de juros rapidamente. A força que percebemos na economia dá-nos oportunidade de decidir com cuidado. […] se os dados nos permitem ir um pouco mais devagar, então parece inteligente fazê-lo”.
HOJE temos 2 referências americanas que seriam relevantes em circunstâncias normais (13:30h Vendas a Retalho +0,3% vs +0,4% e 14:15h Produção Industrial a repetir em -0,3%), mas o realmente importante é o reconhecimento explícito de Powell do que já todos sabíamos. A sua mudança de perspetiva confirma as nossas primeiras as nossas primeiras impressões publicadas na nossa Estratégia Semanal de 11 de novembro. Nela insistimos que consideramos muito provável que a Fed baixe menos taxas de juros e/ou mais devagar do que o esperado até agora devido às políticas inflacionistas de Trump. Consideramos praticamente certo -25 p.b., desde o intervalo atual 4,50%/4,75% até 4,25%/4,50%, na reunião de 18 de dezembro. Contudo, devido a este novo contexto pós-eleitoral americano, cada movimento posterior está sujeito a revisão, inclusive em relação à reunião de 29 de janeiro. Até agora, estimávamos -100 p.b. em 2025 e -50 p.b. em 2026, terminando em julho de 2026 em 2,75%/3,00%. Assim, numa primeira aproximação, poderíamos pensar num nível terminal de taxas de juros, no final de todo o processo (para meados de 2025), no intervalo 3,50/3,75% -3,75%/4,00% em vez de 2,75%/3,00% (para meados de 2026). Trata-se apenas de uma primeira aproximação preliminar do que poderão ser as nossas estimativas atualizadas, visto que publicaremos as definitivas (isto é, a nossa revisão formal) na nossa Estratégia de Investimento 2025, a 19 de dezembro.
A conclusão prática para hoje não é diferente da que temos tido desde quarta-feira, quando assumíamos a semana como terminada, sem possibilidade de recuperação até que o mercado termine de reajustar em alta as suas expetativas sobre taxas de juros. Haverá quem pense que o BCE/Europa seguirá o seu próprio caminho, como se nada fosse, mas engana-se. Também reajustarão em alta as expetativas de taxas de juros europeias, porque se o BCE não altera, arrisca-se a importar inflação devido a um euro frágil, precisamente agora que a inflação europeia começou a aumentar (+2,0% vs +1,7%). Não se pode permitir isso. O normal é que HOJE as bolsas europeias retrocedam ca.-1% e ca.-0,5% Wall St., com aumento nas yields das obrigações, tanto europeias (Bund até 2,45% desde 2,35%?) como americanas (T-Note até 4,50% desde 4,45%?), e mais apreciação do USD (testar a fronteira de 1,050/€?).
S&P500 -0,6% Nq-100 -0,7% SOX -0,03% ES-50 +2% IBEX +1,3% VIX 14,3% Bund 2,35% T-Note 4,45% Spread 2A-10A USA=+11pb B10A: ESP 3,05% PT 2,80% FRA 3,09% ITA 3,54% Euribor 12m 2,494% (fut.2,024%) USD 1,054 JPY 164,7 Ouro 2.561$ Brent 71,7$ WTI 67,9$ Bitcoin -1,7% (88.199$) Ether -3,7% (3.069$).
FIM
Imperdível! Vejam...
*NO AR!*: Episódio com Marcos Lisboa, Samuel Pessôa, Alexandre Manoel e Marcos Mendes.
Na pauta, o estudo que eles fizeram mostrando os gastos dos últimos governos para se reelegerem e por que estamos contratando uma crise fiscal em 2027.
Sem dúvida um dos episódios mais profundos que já fizemos em nossa história do Market Makers.
*Participação especial:* Walter Maciel, CEO da AZ Quest, que participou da moderação e abriu as portas da empresa para nos receber.
https://youtu.be/hol-W6TUig0?si=1hkcUYRVsITZI6HS
Ailton Braga
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...
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