quinta-feira, 6 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira, 06 de Agosto de 2.026.


*Copom deixa tudo em aberto*


Novo corte ou pausa em setembro dependem de melhora das expectativas inflacionárias, redução gradual da atividade e desaceleração do mercado de trabalho


… O mercado espera poucas reações ao Copom, após a reunião que cortou a Selic para 14% – amplamente esperada – e trouxe um comunicado sem novidades, já que evitou qualquer guidance, deixando em aberto e dependente dos dados os próximos passos do ciclo de calibração. Um novo corte ou uma pausa em setembro estarão condicionados à melhora das expectativas inflacionárias, à continuidade da redução gradual da atividade e à desaceleração do mercado de trabalho. Na agenda de hoje, o investidor repercute o balanço do Bradesco, enquanto espera pelos resultados de Petrobras, após o fechamento. Lá fora, a atenção permanece nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.


GUERRA E PETRÓLEO –Apesar dos novos ataques dos houthis contra navios sauditas no Mar Vermelho e das ameaças de ampliar o conflito com a Arábia Saudita, o petróleo terminou o dia sem direção única e manteve o Brent abaixo de US$ 80 por barril.


… Esse é um sinal de que o mercado continua atribuindo maior peso às negociações para reabrir o Estreito de Ormuz do que aos conflitos.


… O WTI caiu 0,73%, para US$ 75,22, enquanto o Brent avançou apenas 0,11%, a US$ 79,45, acumulando perdas próximas de 10% na semana.


… O principal fator de alívio veio da informação de que Irã e Omã concluíram o rascunho de um acordo para restabelecer o tráfego na principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio.


… Donald Trump afirmou que houve progresso nas conversas e os Estados Unidos removeram parte das sanções ligadas ao regime iraniano, reforçando a percepção de que Washington tenta preservar o canal diplomático.


… O otimismo, porém, continua limitado.


… O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã ainda não decidiu se avançará para uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos, voltou a negar conversas diretas e fez exigências para fechar qualquer acordo.


… O governo iraniano quer a retirada de sanções, a liberação de ativos iranianos e o cumprimento de compromissos anteriores por Washington.


… Enquanto isso, os houthis intensificaram a pressão sobre a navegação no Mar Vermelho ao reivindicar ataques contra dois petroleiros sauditas e ameaçar impedir a passagem de embarcações do país até que suas exigências sejam atendidas.


… Mais tarde, o grupo afirmou que se prepara para um conflito em larga escala com a Arábia Saudita, mantendo elevado o risco geopolítico.


AGORA SIM – O Copom entregou o esperado corte de 0,25 ponto da Selic, para 14% ao ano, mas o principal destaque da reunião ficou por conta da comunicação. Na avaliação predominante entre economistas, o BC acertou em divulgar um texto mais curto e objetivo.


… Depois das críticas geradas em junho, dessa vez todo mundo aprovou o comunicado, embora tenha omitido qualquer sinalização futura, sem qualquer compromisso com uma nova queda ou uma pausa do ciclo de calibração.


… Mas deixar todas as opções sobre a mesa também era a expectativa majoritária dos analistas. Ninguém apostava em guidance.


… Para o Itaú, o Copom “corrigiu o ruído” anterior ao recolocar a assimetria altista no comunicado e deixar setembro totalmente em aberto.


… O Santander avaliou que o Banco Central simplificou a mensagem, preservando o mesmo framework adotado em junho, mas sem a necessidade de justificar o ciclo de calibração, agora que a projeção de inflação para o novo horizonte relevante (1T2028) caiu para 3,2%.


… Já o Goldman Sachs classificou o comunicado como focado e neutro, enquanto a XP destacou que o BC ajustou seu diagnóstico para incorporar a moderação da atividade e a desaceleração da inflação observadas nas últimas semanas.


… A autoridade monetária reconheceu a desaceleração gradual da atividade econômica e da inflação, mas preservou um tom cauteloso ao reforçar a resiliência do mercado de trabalho, a desancoragem das expectativas e a assimetria altista do balanço de riscos.


… A leitura predominante foi de que o ciclo de flexibilização continua vivo, mas dependerá integralmente dos próximos indicadores.


… Alguns economistas consideraram o texto do comunicado marginalmente mais hawkish.


… Na avaliação de Marco Antonio Caruso, do Santander, o foco do Comitê passa gradualmente da continuidade do ciclo de calibração para a identificação do nível adequado de restrição monetária, mantendo elevada a dependência dos dados para as decisões futuras.


… Já Fernando Honorato, do Bradesco, espera que a ata do Copom detalhe a leitura do Banco Central sobre o mercado de trabalho.


… Para ele, a troca da expressão “mercado resiliente”, usada em junho, por “mercado aquecido” sugere que o BC passou a reconhecer alguma perda de tração na geração de vagas, embora continue avaliando que o desemprego permanece em nível baixo.


… Honorato entende que o Copom deixou “todas as opções em aberto” para setembro e mantém como cenário-base mais um corte do juro, para 13,75%, mas não descarta reduções adicionais caso a inflação continue melhorando e o câmbio permaneça comportado.


… Também Itaú, Santander e Inter seguem vendo espaço para mais um corte de 0,25 ponto em setembro, enquanto Goldman Sachs e Citi preferem aguardar a ata na semana que vem e os próximos dados antes de revisar suas projeções.


… Na ponta mais conservadora, o ABC Brasil avalia que o Banco Central parece ter alcançado o nível de restrição desejado, embora também reconheça que o comunicado não fechou completamente a porta para novas reduções da Selic.


… No conjunto, o mercado entendeu que o Copom preservou a flexibilidade na condução da política monetária.


… A partir de agora, o foco passa a ser a evolução da atividade, da inflação, das expectativas e do cenário externo, que determinarão se haverá espaço para mais um corte da Selic – como a pesquisa Focus mostrou nesta semana – ou para uma pausa.


… Com o comunicado sem surpresas, a curva de juros tende a manter as apostas em nova queda de 25 pontos em setembro, que estavam projetadas em 70% no fechamento desta quarta-feira, contra 23% de estabilidade e 7% de uma redução de 50 pontos (leia mais abaixo).


NOVOS RECORDES – No calendário corporativo, o balanço de Petrobras após o fechamento é o grande destaque desta quinta-feira.


… A expectativa é de novos recordes de lucro, receita e geração de caixa no segundo trimestre, impulsionados pela alta do Brent e pelo aumento da produção. Na média das projeções levantadas pela Broadcast, a estatal deve registrar lucro líquido de US$ 8,2 bilhões.


… O Ebitda deve somar US$ 17,4 bilhões e a receita líquida, US$ 36,3 bilhões, além de dividendos próximos de US$ 4 bilhões.


… Segundo analistas, os resultados robustos serão sustentados pelo aumento da produção e preços mais elevados do petróleo e combustíveis.


… O principal fator de pressão continua sendo o imposto sobre a exportação de petróleo, enquanto o aumento dos recebíveis relacionados aos subsídios aos combustíveis deve limitar parte da geração de caixa neste trimestre, com recuperação esperada apenas no terceiro trimestre.


MAIS BALANÇOS – Além de Petrobras, também divulgam resultados hoje após o fechamento do mercado: Allos, Assaí, Localiza, Lojas Renner, Hypera, Magazine Luiza, Alpargatas, Energisa, Eztec, Fleury e Petroreconcavo.


AFTER HOURS – O Bradesco abriu os balanços de ontem à noite reportando números em linha com as expectativas.


… O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, alta de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,5% na comparação trimestral, praticamente na média das projeções do Prévias Broadcast.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 16,2%, de 15,8% no primeiro trimestre, enquanto a margem financeira avançou com o crescimento da carteira de crédito e o melhor desempenho das operações de tesouraria.


… A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%, pouco acima do trimestre anterior, refletindo principalmente o comportamento das carteiras de pessoa física e de pequenas e médias empresas. No after hours de Nova York, os ADRs do Bradesco reagiram em leve alta (+0,49%).


… Com a divulgação do Bradesco, os três maiores bancos privados do País encerraram a temporada do segundo trimestre com lucro combinado de R$ 22,47 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Broadcast.


… O desempenho foi sustentado principalmente pelo Itaú e pelo próprio Bradesco, que manteve a trajetória de recuperação da rentabilidade, enquanto o Santander ficou para trás após reforçar provisões e registrar queda de 20% no lucro na comparação trimestral.


INTER – O Banco Inter também divulgou resultados acima dos registrados há um ano, com lucro líquido de R$ 421 milhões no segundo trimestre, alta de 34% na comparação anual e de 6,7% em relação aos três primeiros meses do ano.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) avançou para 16,3%, enquanto as receitas cresceram 32%, para R$ 2,6 bilhões.


… No balanço, o banco informou ainda que já está próximo de cumprir sua nova “Regra de 50”, anunciada em maio, que combina crescimento de receitas e rentabilidade, ao atingir 48% no segundo trimestre. O ADR subiu 1,46% no after de Nova York.


AXIA – Ainda no pós mercado, o ADR de Axia Energia fechou com queda de 0,67%, após frustrar no lucro líquido, que veio 45% abaixo do estimado, em R$ 1,19 bilhão, embora a empresa tenha conseguido reverter o prejuízo de R$ 1,33 bilhão registrado um ano antes.


… Leia abaixo no Cias Abertas os demais balanços divulgados ontem à noite, entre os quais, da Copel, Engie Brasil, Totvs e Riachuelo.


MAIS AGENDA – Além da repercussão do Copom, a agenda desta quinta-feira traz a balança comercial de julho, às 15h, com expectativa de superávit de US$ 8,1 bilhões, segundo a mediana do Broadcast, sustentado principalmente pelos embarques de petróleo e soja.


… Nos Estados Unidos, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30, indicador que continua no radar depois da surpresa negativa do ADP e às vésperas do payroll de amanhã. Às 17h30, fala o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem.


… A pesquisa ADP mostrou que o setor privado dos Estados Unidos criou 44 mil empregos em julho, ante previsão de geração de 75 mil postos.


CURTAS DA POLÍTICA –Sem conseguir atrair a ex-presidente da Caixa Daniella Marques para sua chapa, diante da neutralidade do Republicanos, Flávio Bolsonaro anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice.


… A escolha foi recebida com frustração pelo mercado, reforçando a percepção de dificuldades na articulação política do senador. Integrantes da própria campanha afirmaram reservadamente segundo o Estadão apurou, terem sido surpreendidos pela decisão.


… Gaspar também chega à disputa sob desgaste político por responder a ação relacionada a acusações de estupro e tentativa de suborno feitas por parlamentares durante a CPMI do INSS – acusações que ele nega.


… Apesar de a pesquisa Genial/Quaest mostrar redução da vantagem de Lula no segundo turno — de 45% para 44%, enquanto Flávio avançou de 37% para 39% —, a avaliação predominante é que a melhora eleitoral ainda não compensou a fragilidade na construção de alianças.


LULA. Já o presidente segue administrando o aumento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos e a Argentina às vésperas da eleição.


… A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington repercute como mais um capítulo da escalada de tensões com a Casa Branca, enquanto Lula disse que quer conversar com Trump para defender reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre as guerras.


… No front doméstico, o presidente também enfrentou desgaste com a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da coordenação da campanha petista, após a revelação de uma transferência financeira feita por uma empresária investigada pela Polícia Federal.


STAND BY – Em clima de esperar para ver o que viria no comunicado do Copom após o fechamento, os juros futuros reduziram o fôlego de queda à tarde e o dólar se protegeu na estabilidade, mais perto da máxima que da mínima.


… O fato de o petróleo ter praticamente zerado a queda da manhã contribuiu para reduzir o alívio por aqui.


… No pano de fundo, o comportamento morno dos negócios domésticos também parece ter refletido a falta de ânimo com a questão fiscal, agora que o trade eleitoral começa a influenciar mais diretamente o cenário de mercado.


… Apesar de Lula ter reduzido a sua vantagem contra Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest, a escolha do vice do senador foi vista com reservas, diante da avaliação de que agrega pouco capital político à pré-candidatura.


… Cresce a percepção de que, sem uma alternância no Poder, o enfrentamento aos gastos pode ser mais desafiador.


… Sob oscilações modestas, o DI para janeiro de 2027 fechou a 13,770% (de 13,786% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,810% (contra 13,835%); Jan/29, a 14,015% (de 14,034%); Jan/31, 14,185% (14,239%); Jan/33, 14,290% (14,368%).


… O dólar à vista se afastou do piso intraday abaixo de R$ 5,10 e fechou próximo de R$ 5,13, cotado a R$ 5,1282, praticamente estável (-0,05%), sem ímpeto para corrigir parte do estresse observado durante o pregão anterior.


… Lá fora, o câmbio entra em compasso de espera pelo payroll de amanhã, depois de o relatório ADP ter mostrado que o setor privado americano criou 44 mil vagas em julho, abaixo das expectativas de 75 mil postos de trabalho.


… Apesar da frustração com os dados, a diretora do Fed Lisa Cook disse que o mercado de mão de obra permanece resiliente e que a Inteligência Artificial ainda não provocou perdas significativas de emprego nos Estados Unidos.


… Ela indicou que, atualmente, os riscos relacionados à inflação superam os riscos para o mercado de trabalho.


… Embora tenha reconhecido que algumas forças desinflacionárias já estão em ação, “o que pode empurrar a inflação em direção à meta sem um aumento de juro”, ela disse que o Fed está “ficando sem margem” para esperar.


… Apesar de ter apoiado a pausa no juro na reunião mais recente, Cook reiterou estar “firmemente comprometida” em restaurar a estabilidade de preços e garantiu que o Fed está pronto para agir se a inflação não desacelerar.


… Na mesma linha, Mary Daly disse na noite de ontem que os choques de oferta não devem ter impacto duradouro sobre a inflação, mas ressaltou que o Fed precisa seguir atento para agir caso as pressões se mostrem persistentes.


… Diante dos números fracos do emprego ontem, o índice DXY caiu 0,18%, a 99,676 pontos. O euro subiu 0,19%, para US$ 1,1550, a libra avançou 0,11%, a US$ 1,3464, e o iene ficou perto do zero a zero, a 157,74 por dólar.


… Depois do frenesi das últimas intervenções coordenadas no câmbio entre os governos de Tóquio e de Washington, a moeda japonesa testa uma acomodação. Mas o BofA está confiante que a rodada de ganhos ainda não acabou.


… O banco projeta o iene a 153 por dólar no final deste trimestre e em 149 por dólar quando o ano terminar.


… Sem arriscar grandes passos, os juros dos Treasuries caíram ontem muito de leve, no pregão sem emoção. O rendimento da Note de dois anos recuou para 4,177% (de 4,195% na véspera) e o de dez anos, a 4,612% (de 4,618%).


FICOU NA PROMESSA – Quem viu o Ibovespa subir quase 1,5% durante o pregão e romper os 180 mil pontos na máxima do dia (180.194) acabou surpreendido pelo rápido esgotamento do fôlego da bolsa na reta final da sessão.


… A perda de gás foi atribuída ao suspense com o comunicado do Copom e com o balanço do Bradesco, à falta de novidades sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e ao desconforto com o cenário eleitoral e fiscal.


… Além disso, participantes do mercado observaram ao Valor que a chegada nos 180 mil pontos pode ter atraído um movimento técnico de vendas, concentrado em Petrobras e Bradesco, enquanto Vale e Itaú aliviaram a barra.


… No jogo de forças opostas, o Ibovespa fechou estável (-0,09%), a 177.726,17 pontos, com giro de só R$ 17 bilhões. Apesar de o petróleo não ter assustado, Petrobras foi mal: ON -2,08%, a R$ 47,15; e PN -1,34%, a R$ 41,93.


… Na contagem regressiva para o seu balanço, Bradesco PN destoou do setor e caiu 0,77% (R$ 18,05). Já Itaú PN subiu 0,67% (R$ 42,38), Santander unit emplacou nova alta (+1,31%; R$ 29,48) e BB, +0,29% (R$ 21,05).


… As ações da Vale avançaram 0,46%, para R$ 76,66, sintonizadas à valorização de 0,93% do minério de ferro.


… Em Nova York, o Dow Jones engatou a quinta alta seguida (+0,49%) e renovou o topo histórico: 54.349,12 pontos.


… O impulso veio da Nvidia (+3,43%), depois de CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmar que a sua empresa aeroespacial usará exclusivamente processadores da Nvidia na construção de sua infraestrutura de computação voltada à IA.


… Já os temores renovados com investimentos excessivos em inteligência artificial voltaram a rondar o Nasdaq, que perdeu 0,83%, aos 26.363,44 pontos, e o S&P 500, que caiu 0,17%, aos 7.723,50 pontos. SpaceX derreteu 13,60%.


… Apesar de a empresa ter superado as expectativas na divulgação do primeiro balanço trimestral desde a abertura de capital, em junho, anunciou investimentos em IA acima do esperado, resgatando o fantasma do mercado.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE contestou cobranças de R$ 17,78 bilhões em royalties da mineração feitas pela ANM e afirmou que recolhe regularmente a CFEM.


… STF incluiu na pauta de 21/08 julgamento sobre a tributação dos lucros da companhia no exterior.


SANTANDER contratou Daniel Bassan, ex-UBS, para a vice-presidência do banco de investimento no Brasil, com posse prevista para o início de 2027.


BTG PACTUAL aprovou JCP de R$ 0,258896 por ação ON ou PN, com pagamento em 14/08. As ações ficam ex-direitos em 11/08.


AGIBANK teve lucro líquido de R$ 200,3 milhões no segundo trimestre, alta de 24,4% ante um ano antes. A receita total avançou 26,3%, para R$ 3,2 bilhões.


BRB. STF marcou para 13/08 nova audiência para definir a execução do acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC ao banco, após o governo do Distrito Federal alegar inércia da União.


AXIA informou que hoje será o último dia de negociação dos ADRs da companhia na Bolsa de Nova York.


BRAVA teve lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre, queda de 16,9% ante um ano antes. A receita cresceu 14%, para R$ 3,598 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 33%, para R$ 1,774 bilhão.


… Ecopetrol adquiriu 116,1 milhões de ações da companhia por R$ 23 cada, em operação de R$ 2,67 bilhões, e passará a deter 51% do capital após a liquidação da OPA em 17/08.


ENGIE BRASIL teve lucro líquido de R$ 1,962 bilhão no segundo trimestre, alta de 246% ante um ano antes. A receita cresceu 13,8%, para R$ 3,511 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 16,8%, para R$ 2,179 bilhões…


… Conselho aprovou R$ 770,8 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,544207 por ação. Os papéis ficam ex-dividendos em 21/08.


COPEL teve lucro líquido de R$ 645,1 milhões no segundo trimestre, 10% acima das projeções do Broadcast. O Ebitda ficou em linha, em R$ 1,612 bilhão, enquanto a receita recorrente ficou 6,8% abaixo das estimativas, em R$ 5,96 bi.


AUREN ENERGIA teve prejuízo líquido de R$ 379 milhões no segundo trimestre, 32,7% menor ante um ano antes. A receita cresceu 5,9%, para R$ 3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 12,4%, para R$ 858,9 milhões.


BRASKEM. Moody’s rebaixou o rating global de Caa3 para Ca, com perspectiva negativa, considerando a suspensão temporária de execuções de dívidas como evento de inadimplência.


PRIO. A política de remuneração aos acionistas seguirá atrelada às oportunidades de M&A e independe das eleições, segundo a companhia.


JBS N.V. e subsidiárias, incluindo a JBS, assinaram aditivo que prevê nova linha de crédito rotativo de até US$ 2,65 bi.


NATURA convocou duas AGEs para 27/08 destinadas a deliberar sobre a dispensa de OPA relacionada à entrada da Advent e a ampliação do conselho de administração.


GUARARAPES teve lucro líquido de R$ 167,9 milhões no segundo trimestre, alta de 36,2% ante um ano antes. A receita cresceu 3,3%, para R$ 2,691 bilhões, e o Ebitda avançou 12,7%, para R$ 460,6 milhões.


VIVARA teve lucro líquido de R$ 156,7 milhões no segundo trimestre, alta de 0,9% ante um ano antes. A receita cresceu 9,5%, para R$ 833,1 milhões, e o Ebitda avançou 4,9%, para R$ 205,4 milhões.


SMARTFIT teve lucro líquido recorrente de R$ 204 milhões no segundo trimestre, alta de 8% ante um ano antes. A receita cresceu 22%, para R$ 2,2 bilhões, e o Ebitda atingiu recorde de R$ 712 milhões, avanço de 24%.


AURA MINERALS teve lucro líquido de US$ 217,7 milhões no segundo trimestre, salto de 2.572% ante um ano antes, impulsionado por ganho não caixa com derivativos…


… A receita cresceu 76%, para US$ 336 milhões, e o Ebitda ajustado avançou 85%, para US$ 196,7 milhões.


COPASA. Cade aprovou sem restrições a aquisição de 30% das ações ordinárias da companhia pela Gerais Saneamento, do grupo Equatorial.


AEGEA homologou aumento de capital de R$ 2,1 bilhões, com subscrição de novas ações pelo GIC e pela Itaúsa, para reforço da estrutura de capital e aceleração da desalavancagem.


TOTVS teve lucro líquido ajustado de R$ 240,6 milhões no segundo trimestre, alta de 5,9% ante um ano antes. A receita cresceu 13,3%, para R$ 1,9 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 22,5%, para R$ 486,8 milhões.


CYRELA assinou memorando não vinculante para vender à TRX lajes comerciais e participações em quatro galpões logísticos por cerca de R$ 2,14 bilhões.


GAFISA. Lad Capital passou a deter 9,50% do capital.


DEXCO teve lucro líquido recorrente de R$ 33,8 milhões no segundo trimestre, alta de 13% ante um ano antes. A receita cresceu 5,2%, para R$ 2,2 bilhões, e o Ebitda ajustado recorrente avançou 23,7%, para R$ 547,4 milhões.


IOCHPE-MAXION teve lucro líquido de R$ 86,9 milhões no segundo trimestre, praticamente estável ante um ano antes. A receita caiu 2,3%, para R$ 4,012 bilhões, e o Ebitda recuou 7,3%, para R$ 417,5 milhões.

Dia de mercado de trabalho nos EUA e balança comercial no Brasil.

Dia de mercado de trabalho nos EUA e balança comercial no Brasil, com Copom ainda no radar após o corte da Selic.


🇧🇷 Cenário Doméstico

Após a redução da Selic para 14% ao ano, o foco do mercado migra para os desdobramentos da decisão e para a agenda desta quinta. O Ivar da FGV abre o dia como termômetro de preços no setor imobiliário, seguido por leilão do Tesouro e, à tarde, a balança comercial de julho, que ajuda a calibrar as expectativas para câmbio e fluxo externo. No radar político e corporativo, entrevista do ministro da Fazenda, prazo para sanção de MP e julgamento no STF dividem atenção com uma rodada relevante de balanços, liderada por Petrobras, além de varejo e energia.

🌍 Cenário Internacional (EUA/Europa/Ásia/outros)

Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados preliminares de produtividade e custo do trabalho do segundo trimestre são os principais vetores do dia, com potencial de mexer nas apostas para juros e no comportamento dos Treasuries. Na Europa, as encomendas à indústria da Alemanha e as vendas no varejo da zona do euro oferecem sinais sobre o ritmo de atividade no bloco. Entre emergentes, a decisão de juros do Banco do México também entra no radar.


📊 Agenda do dia – Brasil

▪️ 08h00 – Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) - FGV (julho)

▪️ 11h45 – Leilão de títulos públicos - Tesouro Nacional

▪️ 15h00 – Balança Comercial (julho)


🕒 Agenda do dia – Exterior

▪️ 03h00 – Alemanha: Encomendas à indústria (junho)

▪️ 06h00 – Zona do Euro: Vendas no varejo (junho)

▪️ 09h30 – EUA: Pedidos semanais de seguro-desemprego; Produtividade não-agrícola preliminar (2º tri); Custo do trabalho (2º tri)

▪️ 16h00 – México: Decisão de política monetária (Banxico)

▪️ 18h30 – EUA: Discurso de dirigente do Fed (Musalem) 

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,2% US tech -0,8% US Semis -1,4% UEM -0,1% España +0,2% VIX 15,8% Bund 3,10%. T-Note 4,62%. Spread 2A-10A USA=+53pb B10A: ESP 3,55% PT 3,46% ITA 3,89% FRA 3,90% Euribor 12m 2,93% (fut.12m 2,80%). USD 1,156 JPY 182,2/€. Ouro 4.278 $. Brent 79,5$. WTI 74,9$. Bitcoin +0,9% (64.674$). Ether +2,1% (1.909$).


SESSÃO de ligeiros avanços, com a atenção nas negociações EUA/Irão e digestão dos novos resultados empresariais.


O preço do barril de Brent amanhece nos 79 $ pelo terceiro dia consecutivo. Notícias sobre um acordo entre o Irão e Omã para gerir o tráfego no Estreito de Ormuz sustêm o otimismo sobre um novo acordo que pause o conflito e permita a abertura do Estreito no curto prazo. O Irão insinuou a possibilidade de cobrar taxas e exige um levantamento dos bloqueios e sanções. Os EUA, que procuram uma reabertura livre de taxas, consolidar um cessar-fogo duradouro e regressar às discussões sobre o programa nuclear iraniano, ainda não se pronunciaram.


Com a geopolítica a dar uma pequena pausa, o mercado continuará a digerir os resultados empresariais. Hoje publicam 31 das maiores empresas americanas (entre elas Ralph Lauren, Constellation Energy ou Datadog). Também 37 das principais europeias, entre as quais, à primeira hora, conhecemos os resultados positivos de Siemens, Rheinmetall e Deutsche Telekom. 76% das maiores empresas americanas já publicaram e o crescimento médio do EPS no 2T é de +51% vs. +24% inicialmente estimado.


Na frente macro nos EUA (13:30 h) veremos um novo avanço da produtividade no 2T 2026 até +0,6% t/t esp. vs. +0,3% ant. com Custos Laborais Unitários contidos (+2,1% vs. +1,8%). São boas notícias, porque o mercado laboral não está a gerar pressões inflacionistas relevantes.


Em suma, a combinação de um preço do petróleo contido, resultados previsivelmente positivos e macro pró-mercado apontam para uma sessão de ligeiros avanços, com autorização das imprevisíveis novidades em termos geopolíticos.

Uma derrota cantada

 Eu continuo esperando um diagnóstico "corajoso", honesto, de um cientista político sobre a realidade do país. Muitos, pela necess...