O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor
Em dezembro, taxas reais ultralongas chegaram a operar abaixo de 7%, mas foram afetadas pela piora na percepção de risco político com entrada de Flávio Bolsonaro na corrida pelo Planalto
s taxas das voltaram a subir após um breve alívio no início de dezembro. elevando os prêmios de risco e empurrando as taxas de longo prazo novamente para cima do patamar de 7%.
Cenário das Taxas
• Curto e Médio Prazo: As taxas de médio prazo ainda orbitam os 7,5%. A NTN-B 2030, por exemplo, encerrou o período em 7,738%.
• Longo Prazo: O papel para 2055, que chegou a testar 6,9%, fechou dezembro em 7,134%.
• Movimento de Curva: O mercado apresentou um aumento da inclinação (steepening), com investidores adotando posturas defensivas nos vencimentos longos devido à sensibilidade a questões políticas.
Visão das Instituições Financeiras
Apesar da volatilidade, grandes casas de investimento mantêm uma visão construtiva, enxergando as taxas atuais como "excessivamente elevadas" e atrativas para o longo prazo:
• UBS Wealth Management: Considera os títulos atraentes para preservação de patrimônio. O estrategista Ronaldo Patah recomenda papéis com vencimento em 2035, visando uma duration acima do índice de referência (IMA-B).
• BTG Pactual: Mantém aposta em títulos com vencimento superior a sete anos. João Scandiuzzi destaca que o patamar de IPCA + 7,5% está muito acima do juro real neutro, prevendo uma trajetória de queda ao longo de 2026.