sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor

  O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor




Em dezembro, taxas reais ultralongas chegaram a operar abaixo de 7%, mas foram afetadas pela piora na percepção de risco político com entrada de Flávio Bolsonaro na corrida pelo Planalto


s taxas das voltaram a subir após um breve alívio no início de dezembro. elevando os prêmios de risco e empurrando as taxas de longo prazo novamente para cima do patamar de 7%.


Cenário das Taxas


Curto e Médio Prazo: As taxas de médio prazo ainda orbitam os 7,5%. A NTN-B 2030, por exemplo, encerrou o período em 7,738%.


Longo Prazo: O papel para 2055, que chegou a testar 6,9%, fechou dezembro em 7,134%.


Movimento de Curva: O mercado apresentou um aumento da inclinação (steepening), com investidores adotando posturas defensivas nos vencimentos longos devido à sensibilidade a questões políticas.


Visão das Instituições Financeiras


Apesar da volatilidade, grandes casas de investimento mantêm uma visão construtiva, enxergando as taxas atuais como "excessivamente elevadas" e atrativas para o longo prazo:


UBS Wealth Management: Considera os títulos atraentes para preservação de patrimônio. O estrategista Ronaldo Patah recomenda papéis com vencimento em 2035, visando uma duration acima do índice de referência (IMA-B).


BTG Pactual: Mantém aposta em títulos com vencimento superior a sete anos. João Scandiuzzi destaca que o patamar de IPCA + 7,5% está muito acima do juro real neutro, prevendo uma trajetória de queda ao longo de 2026.

ECONOMIA E MATEMÁTICA: A LINGUAGEM DA PRECISÃO E DA DECISÃO RACIONAL

 

Introdução

O debate econômico na mídia é frequentemente sobre retórica e política, mas nos bastidores, a Economia moderna é uma ciência de modelos, equações e estatísticas. A Matemática não é apenas uma ferramenta auxiliar; ela é a linguagem essencial que permite à Economia transcender a opinião, quantificar a Escassez e formalizar a lógica da decisão. Sem a precisão matemática, conceitos como Custo Marginal ou Equilíbrio de Mercado seriam apenas vagos argumentos.

Profundidade Conceitual Simples

Segundo a perspectiva dos Fundamentos de Economia, a Matemática é indispensável para:

  1. Formalização da Teoria: A Matemática permite expressar as teorias econômicas de forma concisa e rigorosa. Por exemplo, a função de Demanda pode ser expressa como uma equação, onde a quantidade demandada é uma função do preço, da renda e dos preços de outros bens. Isso transforma uma ideia em um modelo testável.
  2. Análise de Otimização: A Microeconomia se baseia fortemente no cálculo diferencial para determinar o comportamento ótimo. As empresas buscam maximizar o lucro, os consumidores buscam maximizar a utilidade. O cálculo é usado para encontrar os pontos de máximo e mínimo (como o ponto onde a Receita Marginal é igual ao Custo Marginal, que define a produção ótima).
  3. Econometria e Previsão: A Estatística (um ramo da Matemática) e a Econometria são usadas para processar dados reais, estimar as relações entre variáveis (ex: como um aumento de 1% no PIB afeta o emprego) e validar os Argumentos Positivos através de testes empíricos. Isso permite fazer previsões de cenários futuros.

Impacto no Dia a Dia

Para o gestor, a Matemática transforma a incerteza em risco calculável:

  • Gestão de Riscos: Modelos matemáticos (estatísticos) são usados para quantificar e gerenciar o risco financeiro, desde o cálculo do Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto até a modelagem de carteiras de investimento.
  • Otimização de Custos: A pesquisa operacional, baseada em álgebra linear e otimização, ajuda a determinar a alocação mais eficiente de recursos (ex: otimizar rotas de entrega ou a mistura de insumos para minimizar custos).
  • Valoração: A precificação de ativos e a avaliação de empresas exigem o uso de séries temporais, logaritmos e conceitos de valor presente e futuro, todos fundamentais para o Fluxo Monetário.

Conclusão

A Matemática é o alicerce metodológico que confere rigor, precisão e poder de previsão à Economia. Embora as decisões econômicas sejam tomadas por pessoas em um contexto de Política e Direito, a análise das consequências e a busca pela eficiência são guiadas pela lógica quantitativa. Dominar a linguagem matemática é crucial para ir além da retórica e fazer uma análise econômica verdadeiramente estratégica.

Reflexão Pro Seu Dia

Qual ferramenta matemática (VPL, Elasticidade ou Análise de Regressão) você considera a mais subutilizada, mas potencialmente mais valiosa, em sua área profissional?


REFERÊNCIAS:

Autor: Fernando Alencar é estudante de Economia na Universidade Federal de Santa Catarina, com formação em Geopolítica Interdisciplinar pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Seu grande sonho é democratizar o entendimento da economia e proporcionar um conhecimento econômico acessível, evidenciando as conexões entre a economia e diversas outras áreas profissionais.

Livro: VASCONCELOS, Marco Antonio Sandoval de; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos de economia. 6. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.

Imagem: Pngtree

Produtividade no país

 


𝗣𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲: 𝗼 𝗱𝗮𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹 𝗲𝘃𝗶𝘁𝗮 𝗲𝗻𝗰𝗮𝗿𝗮𝗿

Felipe Rodrigues Martins, CFP®, CEAEnquanto o Brasil produz perto de US$ 21 por hora trabalhada, as economias mais eficientes do mundo produzem entre US$ 90 e US$ 160. O problema não está nas horas trabalhadas. Está no valor entregue.

Produtividade não mede apenas capital ou tecnologia.
Mede comportamento, incentivos e cultura econômica.

A estrutura importa, mas o trabalhador também é parte do sistema. Um ambiente que protege excessivamente o emprego, dificulta demissão, penaliza eficiência e dissocia direitos de entrega cria incentivos claros. Produzir pouco passa a não ter custo relevante. Entregar mais raramente gera recompensa proporcional.

Leis trabalhistas rígidas, alto custo de contratação, judicialização constante e assimetria de risco desestimulam investimento, automação e profissionalização. O empresário aprende a sobreviver, não a escalar. O trabalhador aprende a se proteger, não a performar.

Quando a produtividade é baixa, o crescimento depende de mais horas trabalhadas ou mais gente empregada. Ambos têm limite. O resultado aparece em ciclos curtos, instáveis e sempre decepcionantes.

O câmbio fraco não é acidente político. É reflexo de uma economia que produz pouco valor, exporta baixa sofisticação e importa tecnologia. A moeda traduz produtividade, não discurso.

Salários reais sustentáveis acompanham produtividade. Forçar aumentos sem ganho real gera inflação, informalidade ou destruição de margens. O custo se espalha pela economia inteira.

A desigualdade nasce nesse ponto. Quando se gera pouco valor, a disputa deixa de ser sobre crescimento e passa a ser sobre repartição. O conflito vira estrutural.

Países produtivos combinam capital, tecnologia, educação exigente, meritocracia e mercados de trabalho flexíveis.
O Brasil combina proteção elevada, baixa exigência, pouca cobrança e fraca integração global.

Não é só o Estado.
Não é só o empresário.
Não é só o trabalhador.

É o arranjo inteiro que recompensa pouco valor entregue.

Nenhum país ficou rico distribuindo pouco valor.
Países ricos constroem sistemas onde produzir mais vale a pena, para empresas e para pessoas.

A pergunta real não é se o brasileiro trabalha muito ou pouco.
É por que o Brasil insiste em um sistema que normaliza baixa entrega e chama isso de justiça social.

ECONOMIA E MÉTODO CIENTÍFICO: A BUSCA PELA VERDADE EM UM MUNDO COMPLEXO

 Fernando Alencar 

Introdução

A Economia é uma ciência? Muitos duvidam, pois economistas raramente concordam entre si. No entanto, a divergência não nasce da falta de método, mas da complexidade do objeto de estudo: o ser humano em sociedade. O Método Científico na economia é o que nos permite transformar observações caóticas em leis gerais, utilizando o rigor da lógica e a prova dos dados para validar o que funciona e descartar o que é mera ideologia.

Profundidade Conceitual Simples

Segundo Vasconcelos e Garcia, o método econômico segue os pilares das ciências sociais aplicadas, adaptando o rigor das ciências exatas às limitações da realidade humana:

  1. Observação e Indução: O processo começa com a observação de fatos reais (ex: toda vez que o preço da carne sobe, o consumo cai). A partir desses fatos, o economista induz uma hipótese geral.
  2. Dedução e Modelagem: Com a hipótese em mãos, constrói-se um Modelo Teórico. Aqui, utiliza-se a lógica e a matemática para prever consequências. Se a hipótese for "A", então o resultado esperado sob Ceteris Paribus deve ser "B".
  3. Testes Empíricos (Falsificabilidade): Diferente da física, o economista raramente pode fazer experimentos controlados em laboratório. Ele utiliza a Estatística e a Econometria para olhar para o passado (dados históricos) e verificar se a teoria se sustenta na prática. Uma teoria só é científica se puder ser testada e, potencialmente, refutada pelos fatos.

O Desafio do Objeto de Estudo

O grande "problema" do método científico na economia é que os átomos não mudam de comportamento porque leram um livro de física, mas os humanos mudam suas decisões com base em expectativas econômicas. Isso exige que o método seja constantemente revisado para incorporar novas variáveis sociais e comportamentais.

Impacto no Dia a Dia

O pensamento científico é o antídoto contra o "achismo" gerencial:

  • Tomada de Decisão Baseada em Evidências: Um gestor que utiliza o método científico não aceita uma estratégia apenas porque "parece boa". Ele exige dados, testa a hipótese em pequena escala (projeto-piloto) e analisa os resultados antes da expansão.
  • Ceticismo Saudável: O método ensina a questionar correlações espúrias. Só porque as vendas subiram após uma campanha de marketing, não significa que a campanha foi a causa (pode ter sido um fator sazonal ou macroeconômico). O rigor científico busca a causalidade.
  • Modelagem de Cenários: Ao planejar, o executivo científico trabalha com margens de erro e níveis de confiança, reconhecendo a incerteza inerente ao mercado em vez de confiar em previsões deterministas.

Conclusão

O Método Científico é a espinha dorsal da honestidade intelectual na economia. Ele nos obriga a confrontar nossas crenças com a realidade dos dados. Em um mundo de fake news e populismo econômico, o compromisso com o método é o que permite ao profissional de elite identificar as leis invisíveis que realmente movem os mercados e as sociedades.

Reflexão Pro Seu Dia

Qual "verdade absoluta" do seu setor você gostaria de ver testada pelo rigor do método científico para saber se é um fato ou apenas um mito de gestão?


REFERÊNCIAS:

Autor: Fernando Alencar é estudante de Economia na Universidade Federal de Santa Catarina, com formação em Geopolítica Interdisciplinar pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Seu grande sonho é democratizar o entendimento da economia e proporcionar um conhecimento econômico acessível, evidenciando as conexões entre a economia e diversas outras áreas profissionais.

Livro: VASCONCELOS, Marco Antônio Sandoval de; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos de economia. 6. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.

O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor

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