segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Oxford economic

 *Fiscal é fraco, mas não é crítico e há prêmio em excesso nos ativos brasileiros, avalia Oxford Economics*


Ainda que a incerteza sobre a sustentabilidade da dívida pública cause temor, há um exagero nos prêmios embutidos nos ativos financeiros brasileiros, avalia o economista Felipe Camargo, da Oxford Economics. “O ‘sell-off’ dos ativos brasileiros foi brutal. Pensamos que as taxas de juros futuras e o câmbio deveriam embutir um prêmio de risco, mas os mercados foram longe demais, dados os fundamentos da inflação e as perspectivas fiscais”, diz o economista em relatório. “Além disso, a vulnerabilidade do Brasil às políticas de [Donald] Trump é relativamente baixa — à parte do discurso abstrato de uma moeda concorrente ao dólar, patrocinado pelos BRICS.” O economista avalia que os choques nos preços de alimentos, a expectativa de inflação mais elevada e a inflação de serviços persistente justificam o ciclo de aumento da Selic. “No entanto, estamos diferentes das pesquisas quanto à magnitude das altas [de juros]. Nossos modelos sugerem que reduzir a inflação para os 3,6% previstos pelo BC no segundo trimestre de 2026 exigirá aumentos de 0,75 pp e uma manutenção estendida em 12%.”, afirma. “Pesquisas apontam para [uma Selic a] 13,25%. Os nossos modelos podem subestimar um pouco as altas [de juros], dadas as percepções acrescidas do risco fiscal, mas consideramos que os juros a 13,25% são claramente excessivos”, avalia Camargo.

Ciclos econômicos

 


Potencial ministro do Tarcísio

 Igor Gadelha


Prestes a deixar o comando do Banco Central, Roberto Campos Neto participou nesta semana, sem alarde, de eventos promovidos pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com integrantes do governo Javier Milei.

Na segunda-feira (2/12), Tarcísio recebeu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o atual ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, e Karina Milei, irmã do presidente argentino e secretária-geral da Presidência.

Segundo fontes do governo de São Paulo, a convite de Tarcísio, Campos Neto participou de uma parte da agenda de Tarcísio com os auxiliares de Milei e acompanhou a comitiva até a despedida no Palácio dos Bandeirantes.

Embora tenha participado dos eventos, Campos Neto não apareceu nas fotos oficiais divulgadas por Tarcísio. O presidente do BC também alterou sua agenda oficial após as agendas no Palácio dos Bandeirantes.

Inicialmente, a agenda do banqueiro dizia que ele tinha ido para uma reunião com o ministro da Economia argentino. Depois, a agenda passou a dizer apenas que ele foi cumprimentar Caputo.

Auxiliares do presidente do Banco Central afirmam que Campos Neto já estava em São Paulo e foi ao Palácio dos Bandeirantes encontrar o ministro argentino porque os dois são “amigos”.

Campos Neto e o Planalto

A participação de Campos Neto nas agendas com Tarcísio chamou a atenção de ministros do Palácio do Planalto e reacendeu especulações de que o banqueiro pode ir trabalhar no governo paulista quando deixar o Banco Central.

Tarcísio e Campos Neto são amigos. Em junho, o governador de São Paulo deu um jantar no Bandeirantes em homenagem ao banqueiro, após ele receber uma comenda na Assembleia Legislativa paulista.

Dívida Pública

 


Dominância fiscal 2

 


*ARMINIO FRAGA: DECEPÇÃO COM PACOTE ALIMENTA TEMORES DE DOMINÂNCIA FISCAL - VALOR

*ARMINIO FRAGA: ESTRATÉGIA DO GOVERNO É INSUFICIENTE PARA INTERROMPER A ESCALADA DA DÍVIDA PUBLICA, QUE SUBIU DE 71,7% PARA 78,6% DO PIB DESDE 2022 - VALOR

Dominância fiscal 0912

 Decepção com pacote alimenta temores de dominância fiscal

Por Alex Ribeiro


O risco de o país entrar em dominância fiscal volta ao radar de economistas e investidores, dias depois de o governo anunciar um pacote de corte de gastos que frustrou as expectativas dos participantes do mercado financeiro, provocando alta da cotação dólar e pressão nas taxas de juros.

“Eu acho que hoje o risco de uma dominância fiscal é real”, disse ao Valor Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos. Na prática, a dominância fiscal significa que o Banco Central estaria diante de constrangimentos que limitam o uso da taxa Selic para segurar a inflação.

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, avalia que nas condições atuais a autoridade monetária ainda pode agir. “Uma expansão fiscal dessa magnitude gera inflação”, afirma. “O Banco Central tem condições de controlar essa inflação, só que a taxas de juros maiores.”

Quando a situação das contas públicas se torna muito crítica, a economia entra num limiar em que apertos monetários levam a mais inflação, em vez de baixá-la. O fenômeno é conhecido entre os economistas como dominância fiscal. Nessas circunstâncias, altas da Selic aumentam o gasto de juros com a dívida pública, piorando a percepção e solvência do governo e pressionando a cotação do dólar. O dólar mais caro, por sua vez, acelera a inflação.

“Não tenho certeza de que já estamos em dominância fiscal, diz o ex-diretor de política econômica do Banco Central, Sergio Werlang, que esteve à frente da implantação do regime de metas de inflação no Brasil. “O que sei é que a política monetária está menos eficaz. Isso é um dado.” Ele lembra que o juro real subiu, aumentou a inflação implícita dos títulos públicos e o dólar se valorizou ainda mais perante o real.

Há alguns dias, o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, citou uma espécie de enigma: os economistas do mercado preveem que o Banco Central vai subir os juros para percentuais que eles mesmos consideram adequados, mas ainda assim as expectativas de inflação seguiram se deteriorando.

“Dominância fiscal se percebe ex-post”, explica a economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting. “Atualmente, a eficácia dos juros para controlar a inflação é baixa. A política monetária, sozinha, não vai fazer esse serviço, por isso tem que ser usada com parcimônia, sem grandes choques.”

As duas vezes que o Brasil esteve na zona de dominância fiscal foram na eleição de 2002, quando os participantes do mercado achavam que, se Lula fosse eleito, não manteria as contas públicas sob controle; e no governo Dilma Rousseff. Em ambos os casos, a inflação chegou a dois dígitos, e o país entrou em recessão, embora mais curta na primeira vez.

O país entra em dominância fiscal quando a dívida pública chega a um patamar tão alto que o esforço para pagá-la com cortes de gastos e aumento de impostos é excessivamente alto - e os governos lançam mão da inflação, que corrói o valor real de sua divida e de suas despesas. Mas os primeiros sintomas podem ser sentidos antes de a dívida atingir esse patamar, caso quem financia o governo chegue à conclusão de que já está em curso uma trajetória fiscal que levará a esse ponto.

Hoje, a dívida bruta se encontra em 78,6% do PIB, e alguns estudos acadêmicos dizem que nesse patamar já estaria nessa condição. Werlang cita um estudo do professor Aloisio Araújo, da FGV, Vitor Costa, Paulo Lins, Rafael Santos e Serge de Valk que estima o limiar em 90% do PIB.

Mas não é so o nível da dívida que importa, explica Werlang, mas tambem a direção. Durante a pandemia, a dívida bruta chegou próxima de 90% do PIB, mas havia o teto de gastos e a percepção dos agentes de mercado de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estava empenhado no ajuste das contas publicas. Além disso, na pandemia, o Banco Central reduziu os juros básicos a 2% ao ano, o que significa encargos menores para a dívida bruta.

Hoje, o quadro é diferente: os juros estão altos, atualmente em 11,25% ao ano, e devem subir mais, para patamares superiores a 14% a ano, segundo previsões de analistas econômicos. A percepção dos participantes do mercado é que o governo Lula tem um baixo grau de comprometimento com o ajuste fiscal, e o frustrado pacote de corte de gastos piorou as coisas.

Economistas ouvidos pelo Valor explicam que dois fatores levaram à deterioração na percepção de solvência do governo nas últimas semanas, colocando a cotação do dólar acima de R$ 6 e os juros negociados em mercado para a casa dos 15% ao ano.

Primeiro, a estratégia fiscal adotada pelo governo Lula desde o início de seu governo era muito gradual e insuficiente para interromper a escalada da dívida pública num horizonte de tempo minimamente razoável.

Segundo, o pacote de medidas anunciado pelo governo em fins de novembro não tinha a abrangência necessária para corrigir o problema e, ao contrário, sinalizou baixa disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer escolhas politicamente difíceis, que poderiam causar danos de curto prazo na sua popularidade.

“Ainda acho que o risco maior de uma trajetória pior do câmbio é com BC não fazendo seu trabalho, e não com ele fazendo”, avalia afirma o ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA, Jeferson Bittencourt. “Então acho que não estamos em dominância fiscal. Mas o fiscal tem que fazer o seu trabalho para que este tema não ganhe mais visibilidade.”

Os problemas já estavam presentes no início do terceiro mandato de Lula e, desde então, vieram se agravando. Ele assumiu com uma dívida bruta do governo geral de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), alta para os padrões de países emergentes, que costumam ter débitos na casa dos 40% do PIB.

O resultado primário - ou seja, a economia que os governos fazem para pagar parte dos juros da dívida - também se deteriorou. Em 2022, o presidente Jair Bolsonaro encerrou seu mandato com um superávit primário de 1,25% do PIB, mas ele havia sido obtido com bases frágeis. O governo deixou de pagar alguns de seus compromissos, como os precatórios, e fez o ajuste graças à inflação, que corroeu gastos.

Um ano depois, o governo Lula já tinha um déficit primário de 2,29% do PIB. Parte disso se deveu ao pagamento de dívidas que não haviam sido saldadas pelo governo anterior e parte se deveu a expansão de gastos, incluindo o cumprimento de promessas de campanha de ambos candidatos. A primeira medida fiscal de Lula foi a aprovação de uma proposta de emenda constitucional que aumentou o nível de gastos em 1,7% do PIB. Também foi adotada uma política de reajustes reais do salário mínimo e foi retomada a regra que faz os gastos com saúde e educação aumentarem junto com a arrecadação.

Para segurar a alta da dívida bruta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs e aprovou no Congresso Nacional o chamado arcabouço fiscal, que basicamente limita o crescimento real dos gastos a 2,5% reais ao ano. Também adotou metas de superávit primário que, ao longo dos anos, sinalizavam a intenção de retomar superávits primários necessários para estabilizar a relação entre a dívida e o PIB.

“O mercado financeiro sempre achou o arcabouço insuficiente para estabilizar a dívida bruta”, diz Bittencourt. Segundo ele, isso pode ser ilustrado pelos dados do chamado Prisma Fiscal, uma pesquisa que a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda faz junto aos especialistas do mercado para colher as expectativas sobre a política fiscal.

Bittencourt destaca dois conjuntos de dados. Primeiro, o mercado projeta até 2033 uma alta nominal do gasto de 5,5% ao ano, o que significa uma alta da despesa dentro do limite de 2,5% estabelecido pelo arcabouço, considerando que a inflação fique na meta, de 3%. Assim, deduz-se que os analistas econômicos acham que o governo vai cumprir o arcabouço fiscal.

Segundo conjunto de dados: o mercado prevê que a dívida bruta vá subir em todos os anos até 2033, último período para o qual há projeções disponíveis, chegando a 94,4% do PIB.

Juntando os dois conjuntos de dados, a conclusão é que o mercado acredita que o governo Lula e as gestões seguintes vão cumprir o arcabouço fiscal, mas não acha que isso seja suficiente para estancar a escalada da dívida.

Por que o arcabouço é insuficiente? Uma regra de bolso muito usada pelos economistas diz que, para estabilizar a dívida bruta, o superávit primário teria que equivaler à diferença entre os juros que, em média, o governo paga ao longo dos anos sua dívida e o crescimento real de longo prazo da economia.

Numa conta conservadora, que estima a capacidade de crescimento da economia em 2,5% e os juros de equilíbrio de 4,75% ao ano, o superávit primário requerido para estabilizar a relação entre a divida bruta e o PIB seria de pouco mais de 2% do PIB. Num artigo recente no Valor, Arminio estimou esse primário em 3% do PIB, mas ele pondera que uma queda inequívoca a dívida deveria exigir mais do que isso.

Ou seja, numa visão mais otimista, precisaria de um ajuste fiscal de 2,5 pontos percentuais do PIB para levar o superávit primário a 2% do PIB, considerando o déficit de 0,5% do PIB previsto para este ano. Nos cálculos de Bittencourt, o arcabouço fiscal leva a uma melhora de 0,15 ponto percentual do PIB no superávit primário, por ano. Assim, o arcabouço levaria cerca de 17 anos para obter o superávit primário necessário para estabilizar a dívida bruta, na visão otimista.

“Não estava clara uma estratégia de contenção da expansão da dívida em relação ao PIB, esse é o problema maior”, afirma Meirelles. “A continuar no ritmo atual, a dívida vai superar os 90% do PIB. Isso preocupa porque, quando vai chegando a níveis maiores, aumentam o risco e os juros no mercado para a venda de títulos do governo.”

Desde o princípio, era de conhecimento do mercado que as contas não fecham, mas havia uma expectativa de que o pacote do governo fosse na direção correta, lidando de forma gradual com as despesas que tornam insustentáveis as contas públicas.

Os grupos principais são as despesas com a Previdência, que estão pressionadas pelo envelhecimento da população brasileira e pelos reajustes do salário mínimo. Muitos economistas consideram insustentável os gastos com saúde e educação crescerem junto com a arrecadação, como determinado pela Constituição de 1988. Meirelles defende uma reforma administrativa para reduzir gastos com funcionalismo. Arminio acha necessário rever os gastos tributários. O pacote frustrou as expectativas porque mexeu em poucos pontos.

Da forma como foi divulgado, diz Bittencourt, o governo transpareceu, aos olhos do mercado, pouca disposição para medidas impopulares. “Aparentemente, havia no mercado alguma esperança de que o governo Lula iria utilizar o seu capital político para melhorar as condições macroeconômicas”, afirma.

“Primeiro, o anúncio foi continuamente adiado. Isso foi criando uma preocupação no mercado de que o governo estava tendo dificuldades para chegar ao tamanho necessário do pacote”, diz Meirelles. “Depois, com todos esperando cortes de gastos, veio a notícia de que o governo estava cortando impostos com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.”

Zeina reconhece alguns pontos positivos do pacote, como a disposição do governo em rever a regra de reajuste do salário mínimo. “Não é uma boa proposta, mas bem ou mal reconheceu que a regra que vincula o reajuste do salário mínimo ao PIB foi equivocada.” Ela também cita a decisão de mexer com o abono salarial, com o benefício de prestação continuada (BPC) e com a previdência dos militares.

Ainda assim, afirma, o pacote frustra pela abrangência restrita. Faltou o governo sinalizar que está disposto a fazer mudanças, ainda que incrementais, em temas como vinculações constitucionais de gastos, seguro desemprego e reforma administrativa. “Quando se fala em dominância fiscal, o sinal que governo dá sobre a disposição para resolver o problema fiscal é importante”, diz Zeina.

Na sexta, o dólar voltou a subir, fechando em R$ 6,07, em parte porque o mercado identificou baixa disposição também no Congresso na aprovação do pacote fiscal. Um texto para discussão apresentado pelo economista Barry Eichengreen na reunião de banqueiros centrais de Jackson Hole, em 2023, mostra que, em tempos de polarização política, ajustes fiscais são mais difíceis, porque é mais difícil encontrar consenso nos parlamentos e os governos evitam medida impopulares e ajustes que possam ser recessivos.

Os economistas debatem há décadas os impactos dos ajustes fiscais na atividade econômica. Em meio a uma grave crise cambial, em 1998, o governo anunciou um pacote fiscal que chegou a cerca de 4 pontos percentuais do PIB. Ainda assim, a economia evitou uma recessão, que parecia certa, e cresceu 0,5% em 1999.

“Sei que o momento não parece propício, mas se entrar em pauta um ajuste fiscal estrutural, amplo, que aborde os grandes problemas, eu apostaria que o impacto na economia seria positivo, assim como foi em 1998 e 1999”, diz Arminio.

BDM Riscala 09/12

 *Rosa Riscala: Alta de 0,75pp da Selic vira piso*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Destaque da agenda em NY, o CPI de novembro (4ªF) dificilmente terá potencial para mudar a aposta consolidada por mais um corte do juro pelo Fed este mês. Na Europa, o BCE realiza decisão de política monetária na 5ªF, quando deve promover uma redução gradual de 25pb. Por aqui, o IPCA de novembro (amanhã, 3ªF) deve desacelerar, mas não existe qualquer esperança de que possa aliviar a barra para o Copom na 4ªF. Entre os economistas, o consenso é de um ajuste no ritmo de aperto da Selic de 0,50pp para 0,75pp, enquanto a curva do DI sobe cada vez mais a régua e não duvida que o BC possa dobrar o pace para 1pp. As expectativas desancoradas da inflação, a pressão do dólar, após ter rompido a barreira dos R$ 6, e a frustração com o pacote fiscal, que a Câmara tentará votar esta semana, reforçam a perspectiva de uma elevação mais agressiva no juro.


… Deputados ouvidos pelo Estadão, em especial do PT, admitiram resistência a aprovar regras que endurecem o acesso de idosos e pessoas com deficiência de baixa renda ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).


… O governo espera economizar R$ 2 bilhões por ano com a revisão no BPC e R$ 12 bi ao longo de seis anos.


… Na tentativa de contornar a falta de apoio político, técnicos da Fazenda, Casa Civil e Desenvolvimento Social pretendem se reunir no final da tarde (18h30) de hoje com a bancada petista para explicar o pacote fiscal.


… Em reunião fechada do diretório nacional em Brasília, no sábado, o PT aprovou uma resolução em que recomenda à bancada do partido a avaliação “com profundidade” sobre as mudanças sinalizadas no BPC.


… Diante das queixas, o líder do governo na Câmara, José Guimarães, disse no encontro que as mudanças no benefício serão reformuladas, mas cobrou do PT maior sustentação política e censurou as críticas ao pacote.


… Na resolução aprovada no final de semana, o PT se manifesta contra a pressão por cortes em gastos sociais, que “emerge como uma ameaça constante ao bem-estar social”, mas elogia o ministro Fernando Haddad.


… O documento volta os ataques ao mercado. Acusa os “especuladores” da Faria de Lima de uma série de “artimanhas” para minar conquistas econômicas e sociais e promover a maior alta do dólar na história.


… O PT também aponta “sabotagem” por parte de RCN para paralisar a agenda do Planalto com a Selic elevada.


… Neste domingo, em seu perfil no X, José Guimarães disse que o presidente Lula não trabalha para satisfazer a “ganância” do mercado e que o investidores não gostam de Lula, mas “o Brasil gosta”.


… “O mercado não suporta o PIB beirando 3,5%; desemprego em 6,2%; menor nível de pobreza da história; a isenção de IR; o Brasil sendo o 2º país que mais recebe investimentos externos no mundo. Mas o Brasil gosta.”


… De seu lado, o mercado parte para a briga e já embute na curva do DI a necessidade de juro terminal de 15,75%, em “terapia de choque”, segundo resumiu o economista Nicolas Borsoi, da Nova Futura Investimentos.


… Segundo ele, já há até mesmo quem defenda elevação de 1,5pp da Selic esta semana, para ver a proporção que a insatisfação dos investidores tomou nestes últimas dias de embate aberto entre o mercado e Lula.


… A dimensão da crise tem tudo para se tornar ainda mais evidente hoje nas projeções do boletim Focus (8h25).


… Neste contexto de estresse generalizado, o alívio projetado amanhã para o IPCA, de 0,56% em outubro para 0,36% em novembro, segundo a mediana das apostas em pesquisa Broadcast, tem tudo para ser ofuscado. 


… Mesmo porque, o acumulado em 12 meses da inflação oficial deve acelerar a 4,84%, de 4,76%.


… Também nesta 3ªF está prevista a sabatina pelo Senado dos indicados pelo governo às diretorias do BC.


… A agenda doméstica da semana ainda será movimentada pela atividade econômica aquecida, confirmada recentemente pelo PIB/3Tri (+0,9%) recorde da série histórica do IBGE, que ajuda a projetar Selic lá em cima.


… O investidor confere os dados de outubro do IBC-Br (6ªF), volume de serviços (4ªF) e vendas do varejo (5ªF). Do lado da inflação, além do IPCA, saem o IGP-10/dezembro (6ªF) e prévias do IPC-S (hoje, 8h) e IPC-Fipe (3ªF).


REFORMA TRIBUTÁRIA – Existe a expectativa de que o Senado vote o texto em plenário na 4ªF, após a aprovação na CCJ. O relator, Eduardo Braga (MDB-AM), divulga hoje, às 9h, o projeto de lei à imprensa.


AUXÍLIO-GÁS – O governo anuncia nos próximos dias a reformulação do desenho do programa. Segundo a repórter Adriana Fernandes, da Folha, o benefício deve custar R$ 3,5 bilhões e será bancado por redução de despesas.


… O espaço no Orçamento será obtido por meio de ajuste de despesas obrigatórias, porque a nova proposta elimina a autorização para que o benefício seja concedido às famílias de baixa renda por meio de renúncias não tributárias.


PETROBRAS – Após negociação com senadores, o governo deve recuar da indicação de Pietro Mendes, secretário do MME e atual presidente do conselho de administração da Petrobras, para a diretoria-geral da ANP.


… Segundo apurou a Folha, o governo federal vai enviar à ANP o nome de Artur Watt Neto, procurador da AGU.


… Hoje, a Petrobras se reúne com a Gol, Latam e Azul para avaliar o preço do querosene de aviação, neste momento em que o tema ganha relevância com a depreciação do câmbio, já que o combustível é comercializado em dólar.


LÁ FORA – Depois de o payroll (abaixo) não ter abalado a convicção de que o Fed promoverá mais um corte do juro em dezembro, as apostas serão calibradas pela inflação de novembro do CPI, na 4ªF, e do PPI, no dia seguinte (5ªF).


… Hoje, ao meio-dia, saem nos EUA os estoques no atacado, que têm previsão de crescimento de 0,2% em outubro.


… Em entrevista neste domingo à NBC, quando perguntado se planeja encurtar o mandato de Powell, Trump respondeu que não tentará remover o presidente do Fed do cargo antes de maio/26. “Não vejo isso”, assegurou.


… Os BCs do Canadá (4ªF) e Peru (5ªF) divulgam suas decisões de política monetária. Opep (4ªF) e AIE (5ªF) soltam seus relatórios mensais de petróleo, neste momento em que a desaceleração global prorroga os cortes de produção.


… A Arábia Saudita está reduzindo os preços do petróleo para os compradores na Ásia, depois que a OPEP+ adiou ainda mais a normalização da oferta, diante da continuidade das perspectivas fracas no mercado, segundo a BBG.


SÍRIA – O regime do ex-ditador da Síria Bashar al-Assad caiu após a conquista da capital, Damasco, por forças rebeldes. Assad e família receberam asilo da Rússia e estão em Moscou, segundo a agência Interfax.


… Al-Assad fugiu do país pouco antes da tomada da capital pela milícia jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS). Reeleito a seu quarto mandato em 2021, ele governava a Síria desde os anos 2000, herdando o regime do pai, Hafez Assad.


… Os EUA consideram o HTS organização terrorista e seu líder, Abu Mohammad al-Jolani, é tido como extremista.


… O futuro da Síria continua incerto e a volatilidade da situação abre a possibilidade de que a guerra civil que matou 500 mil sírios e forçou o deslocamento de outros 6 milhões seja retomada com força total.


… Os principais líderes do Ocidente comemoram a queda do regime de Al-Assad, considerado “bárbaro”. Joe Biden declarou que a ditadura “finalmente” caiu e enviará representantes ao Oriente Médio para “garantir a estabilidade”.


… Para analistas, a queda de Al-Assad ocorre num cenário em que a Rússia não conseguia sustentar duas frentes de guerra e, entre a Síria e a Ucrânia, escolheu a Ucrânia, considerada mais estratégica por Putin.


CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) registrou alta anualizada de 0,2% em novembro, frustrando a previsão de 0,5%. Já o índice de preços ao produtor (PPI) teve queda de 2,5% no período, menor do que a estimativa (-2,8%).


… Os investidores aguardam a reunião desta semana de membros do Politburo, principal órgão decisório do Partido Comunista, na tentativa de ver se haverá o anúncio de novas medidas de estímulo econômico no país.


… Na virada de hoje (2ªF) para amanhã (3ªF), o governo de Pequim divulga a balança comercial de novembro.


JAPÃO HOJE – O PIB cresceu 0,3% na leitura final do 3Tri24 sobre o 2Tri24, acima da leitura preliminar, de 0,2%. Na comparação com um ano antes, o crescimento foi de 1,2%, também acima da estimativa inicial, de 0,9%.


O CÉU É O LIMITE –A percepção de que o pacote de contenção de gastos pode ser desidratado no Congresso disparou o dólar para um novo recorde e derrubou o Ibovespa de volta aos 125 mil pontos na 6ªF.


… Nos juros, a curva degringolou e passou a precificar 100% de chance de alta de 100pb pelo Copom daqui a dois dias e uma Selic terminal de 15,75%.


… Em meio à fuga do risco, o histórico acordo fechado entre Mercosul e União Europeia ficou em segundo plano.


… Se nos dias anteriores reinava certo otimismo com a tramitação rápida do pacote fiscal, sinais contrários na oposição ao governo no Congresso, e até na base aliada, murcharam as expectativas na 6ªF.


… Há objeção especialmente a mudanças no BPC, benefício pago a idosos e deficientes sem remuneração, e cujo orçamento subiu 16% este ano, para R$ 110 bilhões.


… No pior momento do dia, os DIs longos mais longos chegaram a ganhar 40pb. No fechamento, o DI Jan/26 marcava 14,350% (de 14,190% no fechamento anterior).


… O Jan/27 subia a 14,690% (de 14,430%); Jan/29, a 14,375% (de 14,145%); Jan/31, a 14,080% (de 13,950%); e Jan/33, a 13,900% (de 13,740%).


… O dólar renovou recorde intradia (R$ 6,0925) e de fechamento (R$ 6,0708, +1,02%), também prejudicado pela queda nos preços do petróleo e do minério de ferro e alta da moeda no exterior. Na semana, subiu 1,16%.


… Contaminada pelo mau humor, o Ibovespa derreteu 1,50%, aos 125.945,67 pontos, com apenas 12 ações em alta.


… Vale afundou 1,71% (R$ 56,81), bem pior do que a queda de 0,93% do minério de ferro em Dalian. O recuo de Petrobras também excedeu o do petróleo.


… Petrobras ON registrou -2,07% (R$ 42,11) e Petrobras PN, -1,54% (R$ 39,03), enquanto na ICE o Brent para fevereiro caiu 1,34%, a US$ 71,12 por barril, em meio à perspectiva de demanda global menor em 2025.


… Bancos também foram mal, com destaque para o BB, que teve rebaixados recomendação (compra para neutra) e preço-alvo pelo Citi. A ação do banco recuou 2,94% (R$ 24,73).


… Bradesco PN caiu 2,30% (R$ 12,32) e ON cedeu 1,51% (R$ 11,12). Itaú perdeu 2,04% (R$ 32,70. Santander baixou 1,05% (R$ 25,48).


… Papéis mais sensíveis ao ciclo econômico desabaram, liderados por CVC (-11,59%; R$ 2,06), GPA (-8,14%; R$ 2,37) e Azul (-7,22%; R$ 4,37).


… Entre as poucas altas do pregão, ficaram Embraer (+1,70%; R$ 57,32) e Weg (+1,22%; R$ 55,60).


… B3 subiu 1,53% (R$ 9,93) depois de o Goldman Sachs elevar a recomendação de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 12.


NY FECHADA NA APOSTA – A rotina de fechamentos recordes em NY prosseguiu na 6ªF após o payroll reforçar que o Fed tem espaço para mais um corte de juro na semana que vem.


… Embora acima da mediana esperada (227 mil contra 200 mil), o dado do mercado de trabalho não foi alto o suficiente em novembro para contrabalançar as minguadas 36 mil vagas criadas em outubro (revisadas de 12 mil).


… Nas palavras de Bruce Kasman, economista-chefe do JPMorgan nos EUA, o dado recolocou o mercado de trabalho americano em uma “trajetória relativamente sólida”. Mas não significa que houve um boom de vagas.


… Mesmo porque, o dado muito fraco de outubro foi distorcido pelos furacões e greve na Boeing. Além disso, o payroll foi contrabalançado pelo aumento da taxa de desemprego, para 4,2% em novembro, de 4,1% em outubro.


… Logo após a divulgação do relatório, as chances de corte de 25pb no juro pelo Fed em dezembro subiram de 72% para 91%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.


… O aumento da remuneração dos trabalhadores foi um número incômodo, mas que ficou em segundo plano. Em novembro, o salário médio por hora aumentou 0,37% em relação a outubro, quando se esperava queda de 0,30%.


… Na comparação anual, houve ganho salarial de 4,03%, acima da previsão de 3,9%.


… Em discursos feitos após a divulgação do payroll, dirigentes do Fed consideraram que o mercado de trabalho dos EUA está “saudável”. Mas não deixaram de receitar cautela quanto aos próximos passos do Fed.


… Mary Daly (San Francisco) afirmou que o mercado está em boa posição e equilibrado, mas adiantou que o Fed está pronto para elevar juro de novo se a inflação der sinais de alta.


… Michelle Bowman alertou que, enquanto os EUA estão próximos do pleno emprego, a inflação ainda está alta. “Prefiro uma abordagem gradual para a flexibilização monetária”, afirmou.


… Austan Goolsbee (Chicago) observou que o payroll mostrou um dado bom, com um mercado mais estável. Beth Hammack (Cleveland) disse que o emprego saudável beneficia os gastos dos consumidores.


… Nas bolsas de NY, o S&P 500 subiu 0,25% (6.090,22 pontos) e o Nasdaq avançou 0,81% (19.859,77 pontos), novos recordes de fechamento.


… O Dow Jones caiu 0,28% (44.642,40 pontos), ainda pressionado por UnitedHealth (-5,07%) e por Chevron (-2,57%), que reduziu projeção de investimentos para 2025.


… Nos Treasuries, a reação foi de queda mais pronunciada no juro da note de 2 anos, a 4,097%, de 4,142% na sessão anterior. Os longos recuaram menos. O retorno da note de 10 anos cedeu a 4,152% (de 4,171%).


… O dólar seguiu forte e o índice DXY subiu 0,32%, a 106,055 pontos. O euro caiu 0,23%, a US$ 1,0563, e a libra recuou 0,15%, a US$ 1,2740. O iene ficou praticamente estável (+0,06%), a 150,012/US$.


EM TEMPO… S&P rebaixou a CSN de BB para BB-, com perspectiva estável.


GERDAU. A subsidiária Gerdau Aços Longos e a Newave Energia iniciarão construção de novo parque de geração de energia solar, em Barro Alto (GO). O investimento será de aproximadamente R$ 1,3 bilhão…


… A conclusão da obra está prevista para o primeiro semestre de 2026.


PETRORECÔNCAVO. Produção consolidada somou 26.121 boe/dia em novembro, queda mensal de 2,5%, segundo dados operacionais.


MULTIPLAN concluiu a venda de 25% do JundiaíShopping ao XP Malls Fundo de Investimento Imobiliário – FII por R$ 253,2 milhões.


EMBRAER. Moody´s elevou o rating da companhia de Ba1 para Baa3. As atualizações incluem também a mudança de perspectiva de positiva para estável.


ITAÚ protocolou na 6ªF uma ação civil contra Alexsandro Broedel, ex-diretor financeiro do banco, e Eliseu Martins, um dos maiores especialistas em contabilidade do país…


… O banco acusa Broedel de conflito de interesses na contratação de pareceres contábeis entre 2019 e 2024.


… Broedel teria autorizado pagamentos de R$ 13,3 milhões a uma empresa de Martins, de quem é sócio em outra firma. Posteriormente, teria recebido R$ 4,86 milhões desse valor…


… O ex-CFO, que hoje está no Grupo Santander, na Espanha, disse por meio da assessoria que as acusações do Itaú são infundadas, que Martins já prestava serviços ao Itaú havia décadas e que vai acionar a Justiça…


… Professor da USP, Eliseu Martins também negou as acusações do Itaú e disse que os serviços pagos pelo banco foram efetivamente prestados e estão dentro da regularidade.


ITAÚSA aprovou a distribuição de R$ 535 milhões em JCP, o equivalente a R$ R$ 0,0493 por ação, com pagamento em 30/4/25.


COGNA. Anhanguera Educacional fará resgate antecipado facultativo total das debêntures da 6ª emissão, a ser liquidado em 16/12.


EQUATORIAL. Equatorial Pará fará a 8ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,475 bilhão.


ENERGISA. Energisa Minas Rio fará a 18ª emissão de debêntures, no valor de R$ 190 milhões…


… Energisa Mato Grosso fará a 22ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,180 bilhão…


… Energisa Mato Grosso do Sul fará a 25ª emissão de debêntures, no valor de R$ 190 milhões.


RAÍZEN confirmou que avalia a alienação de ativos não estratégicos. Posicionamento responde a questionamento da CVM sobre notícias na imprensa de que a empresa colocará à venda um pacote de usinas por cerca de R$ 1 bilhão.

Matinal ConfianceTec 0912

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

09/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (06)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na sexta-feira (06), derreteu, em queda de 1,50%, a 125.945 pontos. Já o dólar à vista fechou em forte alta de 1,0%, a R$ 6,0718. Na semana subiu 1,16%.


PRINCIPAIS MERCADOS 05h40


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,08%

S&P 500 Futuro, +0,04%

Nasdaq Futuro, +0,13%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,05%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,18%

Hang Seng Index (Hong Kong), +2,76%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -2,78%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,02%

Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,33%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,09%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,64%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,03%

STOXX 600: +0,22%


Commodities:

Petróleo WTI, +1,41%, a US$ 68,15 o barril

Petróleo Brent, +1,28%, a US$ 72,02 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,57%, a 808,50 iuanes (US$ 111,11)


NO DIA 09/12:


Abrindo a semana numa agenda repleta de eventos e reuniões de bancos centrais.


Repercutem também a instabilidade no Oriente Médio com a queda do regime tirânico de Bashar All-Assad na Síria. Quem assume no seu lugar? Como será a liderança dos rebeldes?


Em NY, em destaque, o CPI de novembro, antes da reunião do Fomc, dia 18, a decidir pelo corte de juros pelo Fed. 


Na Europa, o BCE realiza reunião de política monetária, a sancionar uma redução gradual de 0,25 pp. 


Na semana doméstica, destaque para o IPCA de novembro. Na próxima reunião do Copom, na 4ªfeira, teremos ajuste no ritmo de aperto da taxa Selic a 0,75 pp (12,25%). As expectativas desancoradas, a pressão do dólar, após rompido a barreira dos R$ 6, e a frustração com o pacote fiscal, que a Câmara tentará votar esta semana, reforçam esta perspectiva.


AGENDA 0912


Indicadores:

08h00. Brasil/FGV: IPC-S - 1ª quadrissemana de novembro.

08h30. Brasil/BC: Boletim Focus.

12h00. EUA/Deptº do Comércio: Estoques no atacado - out.

13h00. EUA/Fed de NY: Expectativas de inflação em novembro.

15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial semanal.


Eventos:

09h00. Lula faz reunião com Haddad e mais 15 ministros.

11h30. OCDE divulga "Perspectiva Econômica da América Latina".

18h30. Fazenda, Casa Civil e MDS reúnem-se com a bancada do PT para explicar pacote fiscal

Reunião do Eurogrupo.

               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa segunda-feira e bons negócios!

Marcos Lisboa 0812

 Opinião - Marcos Lisboa: A instabilidade não é de hoje


https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-lisboa/2024/12/a-instabilidade-nao-e-de-hoje.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo

Domingo 0812

 RADAR DA IMPRENSA: TRUMP DIZ QUE NÃO TENTARÁ REMOVER O PRESIDENTE DO FED, JEROME POWELL


11:42 08/12/2024 


NBC - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não tentará substituir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, cujo mandato vai até maio de 2026. Em entrevista, Trump disse "não", quando perguntado se planeja encurtar o mandato do chefe do banco central. "O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que não deixará seu posto mesmo que você peça. Você tentará substituir Powell?" , perguntou a repórter da NBC. "Não, não acho. Não vejo isso", respondeu Trump. O republicano nomeou Powell, um ex-executivo de private equity, como presidente do Conselho de Governadores do Federal Reserve em fevereiro de 2018. Logo depois, durante uma disputa sobre taxas de juros, Trump sugeriu removê-lo.

Fatos de domingo 0812

 Resumo de domingo - 08/12/2024 


Edição de Chico Bruno


Manchetes dos jornais


Valor Econômico – Não circula hoje


O ESTADO DE S.PAULO – Brasil perde espaço entre investidores que miram emergentes


O GLOBO – Para investir mais, Brasil bate recorde de importação de máquinas


FOLHA DE S.PAULO – Seca leva país a escassez inédita em cinco grandes bacias hidrográficas


CORREIO BRAZILIENSE –  Partidos se unem pela manutenção do futuro de Brasília


Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia


Perda de prestígio - Ao longo dos últimos anos, o Brasil tem visto a sua relevância encolher entre os países emergentes como destino de investimentos internacionais. Gestores de recursos têm redirecionado sua atenção para a Ásia, em especial Índia e Taiwan. Um termômetro que aponta para essa perda de relevância do Brasil é o índice Morgan Stanley Capital International (MSCI) Emerging Markets (mercados emergentes), que vem caindo consistentemente. No último rebalanceamento do índice, em novembro, a participação do Brasil foi de 4,5%. No auge, no fim de 2009, o País chegou a responder por 16,3%. O Brasil ainda é a quinta economia com mais relevância na composição do índice de emergentes. No rebalanceamento de novembro, a China seguia na liderança com 26,99%, seguida por Índia (19,93%), Taiwan (18,88%) e Coreia do Sul (9,73%). A perda de participação brasileira foi influenciada tanto por fatores externos quanto internos. No lado externo, o menor crescimento da China contribuiu para uma queda do patamar dos preços das commodities em relação ao pico registrado na virada da década passada. O Brasil é um grande exportador de produtos básicos, como soja, petróleo e minério de ferro. Portanto, o comportamento do valor das commodities sempre tem um impacto na Bolsa de valores brasileira e no câmbio.


Recorde de compras - Com economia aquecida, mas capacidade limitada de entrega, o Brasil está recorrendo mais ao exterior para trocar maquinário e comprar novos equipamentos, caminhões e ônibus. O objetivo é continuar obras rodoviárias, saneamento, construção civil e setor elétrico, expandir a mineração e ampliar centros de distribuição de compras pela internet, por exemplo. Neste ano, já foi importado o equivalente a R$ 198 bilhões, um salto sobre 2023 e um recorde. A China, com seus preços competitivos, abocanhou boa parte desses contratos, desbancando a hegemonia dos EUA e da Alemanha e preocupando fabricantes nacionais.


Escassez - Cinco grandes bacias hidrográficas do país tiveram decretado, oficialmente, "estado de escassez hídrica", em mais de um século de medição. Foi o que se viu nas bacias dos rios Madeira, Purus, Tapajós e Xingu, todos afluentes do rio Amazonas, e no rio Paraguai, que banha o pantanal. Com exceção do rio Madeira, todos os demais motivaram decretos de escassez pela primeira vez. "Crise climática e crise hídrica estão associadas, especialmente em situações que se combinam com a intensificação da degradação ambiental nos territórios", avalia Suely Araújo, do Observatório do Clima. A seca extrema atingiu 26% do território nacional, ou 2,2 milhões de quilômetros quadrados, a soma da áreas das bacias. A declaração de escassez hídrica não é uma mera formalidade, mas gatilho para que políticas públicas que evitem a pane no sistema hídrico.


Grita candanga - Às vésperas de uma reunião de líderes, na terça-feira, quando será definida a orientação para a votação do projeto 4614/2024, que trata da correção do Fundo Constitucional do DF, mais partidos declaram apoio à manutenção do cálculo atual. “Vamos votar contra” (o projeto), assegurou o presidente do PP, Ciro Nogueira, argumentando que a continuidade do volume do repasse “é essencial” para garantir a qualidade dos serviços prestados à população da capital. Segundo o secretário da Fazenda do DF, Ney Ferraz, o impacto na redução do valor afetaria não somente os serviços e as carreiras do funcionalismo público, como o setor econômico, diminuindo a quantidade de emprego e renda. A bancada do PT na Câmara Federal tem encontro amanhã para definir a posição do partido quanto ao corte proposto pelo Planalto. 


A hora da verdade -  A votação do pacote de contenção de gastos será um divisor de águas nos partidos e ponto de largada de uma reforma ministerial. Há ensaio de queda de braço entre as alas mais governistas e as oposicionistas. No União Brasil, por exemplo, a passagem de uma lista no grupo que desejava substituir o líder Elmar Nascimento (BA) foi o motivo para que ele se antecipasse e deixasse o cargo, de forma a se preservar. Porém, votou contra a urgência do pacote, o que pode representar um problema. No PP, o presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), fez tudo o que estava ao seu alcance para levar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacote fiscal plenário. Se o governo quiser mesmo usar a votação do pacote de contenção de gastos para definir seus novos ministros, há quem diga que Lira não pode ficar de fora. Os deputados, porém, estão revoltadíssimos com a perspectiva de o governo usar as emendas para aprovar o pacote de gastos. O deputado Luiz Ovando (PP-MS), por exemplo, é direto: “Esse pacote é um amadorismo. Forçou os deputados a assumirem a responsabilidade de aprovação diante da liberação das emendas. Há uma dificuldade muito grande para aceitar esse pacote porque ele penaliza as pessoas que mais precisam”, comentou. 


Para acalmar MST - O governo federal aposta em um pacote de medidas neste final de ano para aplacar as cobranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em meio a protestos e invasões de fazendas. Elas envolvem assentamento de famílias e liberação de recursos para produção e assistência técnica. Até o final do governo, a expectativa do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) é assentar 60 mil famílias das 100 mil atualmente acampadas, de acordo com o cadastro do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). O MST vem pedindo a cabeça de Teixeira, que prefere não polemizar com o movimento.


PT aprova resolução que critica 'Faria Lima' - O Diretório Nacional do PT aprovou por margem apertada neste sábado (7), em Brasília, resolução que critica o que chama de "artimanhas da Faria Lima" e cobra uma reformulação da comunicação do governo Lula. Foram apenas 4 votos de diferença a favor do texto elaborado pela corrente majoritária do partido, a CNB (Construindo um Novo Brasil), 42 a 38. Alas mais à esquerda do partido queriam aprovar um texto bem mais crítico ao pacote de corte de gastos do ministro Fernando Haddad (Fazenda), o da corrente "Avante PT"!, dizendo ser um "grave equívoco" mexer nas regras do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e na política de valorização do salário mínimo. "Não será possível uma solução que agrade ao mercado e a nossa base." A ala majoritária só conseguiu evitar isso por pouco, aceitando incluir emenda recomendando à bancada do partido no Congresso trabalhar para que cortes no BPC envolvam apenas "eventuais desvios e fraudes ao sistema, preservando integralmente os direitos estabelecidos na Constituição".


Campos Neto é serviçal do mercado financeiro - A resolução proposta pela corrente Construindo Um Novo Brasil, a majoritária do PT, e aprovada na reunião do Diretório Nacional do partido renova as críticas à condução do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que é chamado no texto de "serviçal do sistema financeiro". O documento, aprovado na reunião realizada neste sábado (7) em Brasília, elenca uma série de indicadores econômicos do governo Lula (PT), entre eles a redução do desemprego, a nova política industrial e a retomada da construção civil. O texto, que pode ser alterado, indica que o "cenário só não é mais promissor devido à sabotagem deliberada do Banco Central de Roberto Campos Neto, que comanda a autarquia com viés político-partidário."


Janja é homenageada por Prerrogativas - A festa de fim de ano do grupo de advogados e juristas Prerrogativas, alinhado ao governo Lula (PT), homenageou na noite desta sexta-feira (6) a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, em um evento com a presença do presidente em São Paulo. Após receber a homenagem, Janja fez um discurso protocolar, em que afirmou que a misoginia atrapalha todas as mulheres e defendeu a nomeação de mulheres para o Judiciário. Em seu atual mandato, Lula nomeou dois homens para as duas vagas abertas no STF (Supremo Tribunal Federal): Cristiano Zanin e Flávio Dino. Janja disse ainda que este terceiro mandato de Lula tem a missão de reconstruir caminhos que já haviam sido trilhados, mas que os retrocessos apagaram. Segundo ela, o ano de 2024 foi "difícil", mas houve "sementes plantadas". A primeira-dama também mencionou a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada durante evento paralelo ao G20, como uma das principais iniciativas de Lula e que, segundo ela, é "um divisor de águas da humanidade".


Admissão após indiciamento prejudica defesa de Bolsonaro - A admissão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de que discutiu o estado de sítio com militares em 2022 prejudica sua defesa em processo envolvendo a trama golpista, na interpretação de especialistas ouvidos pela Folha. No dia 21 de novembro, o ex-mandatário foi indiciado pela Polícia Federal na apuração sobre tentativa de golpe. Segundo o relatório policial, ele planejou, atuou e "teve domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios" contra a democracia. Uma semana após o indiciamento, Bolsonaro admitiu, durante entrevista à revista Oeste, ter discutido o estado de sítio e o estado de defesa com militares após as eleições de 2022. "Eu discuti, sim, conversei, não foi uma discussão acalorada", afirmou, citando que um dos assuntos debatidos foi o artigo 142 da Constituição, que aborda as atribuições das Forças Armadas. Ele já havia falado sobre o tema em outras ocasiões, mas de forma menos explícita, como em manifestação de fevereiro na avenida Paulista, quando indicou saber da existência de minutas de decreto para anular a eleição do presidente Lula (PT).


Bahia fecha acordo de R$ 9 bi com chineses - A construção de uma megaponte de 12,4 quilômetros entre Salvador e a ilha de Itaparica, cujo contrato foi firmado em novembro de 2020, deve destravar nos próximos meses com um acordo firmado entre o Governo da Bahia e o consórcio formado por empresas chinesas. A nova proposta prevê um investimento total de R$ 9 bilhões na construção da ponte, entre recursos públicos e privados. O valor foi apurado pela Folha com duas fontes ligadas à negociação, que corre sob confidencialidade. Em parceria público-privada, o contrato original previa R$ 6,3 bilhões para construção do sistema viário, sendo R$ 1,5 bilhão de recursos público. Além disso, o governo baiano pagaria uma contraprestação de R$ 56 milhões anuais pelos 30 anos de vigência da concessão. A renegociação atualizou o valor da obra e reviu pontos do contrato, caso os temos do seguro de demanda, que prevê que o estado entre com recursos adicionais na concessão caso o volume de veículos seja abaixo do projetado. Para ser concretizado, o acordo depende do aval do Tribunal de Contas do Estado da Bahia. Há três meses, a Corte instaurou um processo de Solução Consensual de Controvérsias e Prevenção de Conflitos entre as partes, replicando modelo adotado pelo TCU (Tribunal de Contas da União).


Dança das cadeiras - Lula planeja reforma ministerial visando apoio político e melhorias na gestão. Mudanças incluem pastas como Desenvolvimento Social e Comunicação. Estratégia visa fortalecer alianças para 2026, incluindo possível entrada de Rodrigo Pacheco. Partidos como PSD e União Brasil são alvos da reorganização para garantir neutralidade ou apoio no futuro.


Lula e Toffoli selam a paz após seis anos de mágoas - Após seis anos de mágoa, Lula e Toffoli selam a paz em encontro discreto. Conversa de duas horas focou no futuro, evitando passado conturbado. Reconciliação estratégica e movimentos recentes do ministro contribuíram para distensão.


Ex-presidente veta filho - Eduardo Bolsonaro é considerado "plano B" para eleições de 2026, mas enfrenta resistência do ex-presidente Bolsonaro e do PL. Há debate sobre sucessão familiar e estratégias para viabilizar candidatura. Alianças internacionais e discurso de fortalecimento da direita são destaque.


Bolsonaro reage e diz que obra não precisaria de alvará - Jair Bolsonaro (PL) se manifestou em suas redes sociais acerca de matéria publicada no GLOBO deste sábado (7) sobre o fato de que a reforma de sua casa de praia em Angra dos Reis, no valor de R$ 900 mil, não ter tido alvará. Em vídeo compartilhado no X, em que fala diretamente do aeroporto de Passo Fundo (RS), o ex-presidente afirmou: "Dizem que eu não requeri licença. Mas de acordo com o que dispõe o Código de Obras do Município de Angra dos Reis, é dispensável (o pedido de licença). Não foi aumentado ou diminuído um metro sequer nessa obra."


‘STF virou grande tribunal criminal com poder desmedido’ - Eleito com votação recorde para presidir a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo (OAB-SP), a maior do País, o criminalista Leonardo Sica tomará posse em janeiro de 2025 disposto a mexer em alguns vespeiros. O primeiro é pressionar por mudanças na composição e na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Sica reclama de poder excessivo da Suprema Corte, considera muito graves as restrições ao uso da palavra nos tribunais e diz que a figura de um juiz universal no caso do 8 de janeiro levará ao risco de anulação do julgamento, da mesma forma que vem ocorrendo com a Lava Jato. “Há interferência do Judiciário em todas as esferas da vida pública de uma maneira incontida. Isso é ruim. A gente tem que encontrar uma maneira de redefinir os limites do Judiciário. Todos os poderes têm que ter limites”, afirma em entrevista exclusiva à Coluna do Estadão.


Raio-X do Centrão - A reforma política de 2017, que buscou punir partidos com comportamento fisiológico, reduziu o número de siglas menores e concentrou recursos e poder nas mãos dos partidos médios do chamado “Centrão 2.0″, grupo reunido em torno de demandas clientelistas, em detrimento de uma agenda ideológica. A conclusão é do estudo “Do fisiologismo ao poder: as reformas eleitorais e o centrão 2.0″, dos cientistas políticos Graziella Testa (FGV), Lara Mesquita (FGV) e Bruno Bolognesi (UFPR), que buscou apresentar pela primeira vez uma definição acadêmica do que compõe o Centrão – termo recorrente no jargão jornalístico – e descobrir se houve mudança no perfil dos deputados federais a partir das reformas de 2007 e 2017.

Bankinter Portugal Matinal 0912

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: A semana voltou a ser melhor do que o esperado. Perante a ausência de obstáculos, impôs-se uma suave inércia em alta. Inclusive apesar da instabilidade política em França, de um “autogolpe” falhado e fugaz na Coreia do Sul, de um emprego americano bastante bom e de umas declarações de Powell otimistas sobre o ciclo americano, mas de tom hawkish/duro, referências que deveriam ter arrefecido as expetativas de descidas de taxas de juros por parte da Fed e, por extensão natural, também o mercado… mas não aconteceu nada disso. Surpreendente resistência das obrigações e perfeito estado da tecnologia. O arrefecimento sobre taxas de juros após a vitória de Trump parece já descontado a 100%. O final de 2024 está a ser tão sólido que convém refletir sobre o potencial que deixa para 2025. 

 

Esta semana, o interessante será na quarta e quinta-feira, com uma inflação americana um pouco desconfortável e outra descida de taxas de juros do BCE. Os futuros vêm a retroceder hoje um pouco e parece que será o tom da sessão, o que seria bastante bom, porque este rally de final de ano pode dificultar o arranque de 2025. Esta é uma semana de 5 bancos centrais. Amanhã. Austrália repetirá a Taxa Diretora em 4,35%. Depois, Canadá -50 p.b., até 3,25%, mas Brasil +75 p.b., até nada menos que 12% para tentar travar a depreciação do real (até ca. 6,0/$ vs ca,4,8/$ em 2024) e saída de capitais. Mas, principalmente, na quinta-feira, duas descidas de taxas de juros relevantes: BCE (-25 p.b., até 3,00% Depósito/3,15% Crédito) e Suíça (-50 p.b., até apenas 0,50% visto que a sua inflação está +0,7%). Embora ambas estejam descontadas, influenciarão um pouco favoravelmente sobre as bolsas e obrigações europeias, principalmente o movimento do BCE. Publicará também estimativas macro atualizadas e, considerando a debilidade da França e Alemanha, o mais inteligente que poderia fazer é realizar uma revisão substancial em baixa para que o mercado se adapte de seguida. 

 

E a inflação americana de quarta-feira mostrará a sua resistência a ceder: IPC +2,7% vs. +2,6%, com Subjacente a repetir em +3,3%. Em suma, tanto este dado como a provável revisão em baixa das estimativas macro do BCE e apesar da descida de taxas de juros, deverão traduzir-se em alguma realização de lucros nas bolsas, a qual se resistem a aceitar desde há semanas… resistência que, insistimos, não é nada bom para o arranque de 2025, que poderá ser fraco se as bolsas continuarem a não parar por nada. 

 

De resto, a queda de Asad na Síria não afeta o mercado. Em todo o caso, é bom a curto prazo, porque debilita a Rússia e os seus aliados.  

 

S&P500 +0,3% Nq-100 +0,9% SOX +0,7% ES-50 +0,5% IBEX -0,4% VIX 12,8% Bund 2,10% T-Note 4,14% Spread 2A-10A USA=+4pb B10A: ESP 2,75% PT 2,51% FRA 2,87% ITA 3,19% Euribor 12m 2,399% (fut.1,992%) USD 1,055 JPY 158,4 Ouro 2.644$ Brent 71,5$ WTI 67,6$ Bitcoin -1,4% (99.127$) Ether -2,7% (3.920$). 

 

FIM

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...