sexta-feira, 16 de maio de 2025

Armadilha da renda média

 https://www.youtube.com/watch?v=HUU7vtgc9hA

Os economistas do Real

 https://www.youtube.com/watch?v=bA5ENK0_VrA&t=771s

Assistindo aos debates com os ex-presidentes do BCB. Não resta dúvida q foi aquela turma de excelência, todos da PUC, q conseguiu criar os alicerces do Real. Baixíssima contribuição da UNICAMP, da UFRJ, e tantas outras escolas heterodoxas. E estes caras se arvoram a tentar desconsiderar a preciosa contribuição destes brilhantes economistas e intelectuais. Faço questão de destacar todos, Pedro Malan, Persio Arida, Armínio Fraga, André Lara Resende, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Francisco Lafayette Lopes, e vamos em frente. Isso sim eram economistas de verdade. A engenharia da URV, a partir do PLANO LARIDA, é algo sensacional, dada a sua simplicidade. E lembremos que foi o PT a se posicionar contra, ao acusar o Real, de estelionato eleitoral. PATÉTICOS.

BCB 60 anos. Bate papo entre Gabriel Galípolo e Gustavo Loyola

https://www.youtube.com/watch?v=VmAfxWO68do

Gustavo Loyola, muito bom também. “Três dos dez maiores bancos brasileiros quebraram. Liquidamos mais de cem instituições financeiras. Sofremos vários processos. Mas quando a gente vê a trajetória do Plano Real, esse saneamento foi decisivo. Se tivesse havido uma crise bancária aberta, teríamos uma grande ameaça à estabilidade monetária”. No segundo episódio da série Conversas Presidenciais, Gustavo Loyola, presidente do BC em 1992 e em 1995, conta a Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco, os desafios que enfrentou, as boas e más lembranças, sua relação pessoal com o BC e a importância da instituição para sua carreira.

BCB 60 anos. Bate papo entre Gabriel Galípolo e Pedro Malan

 https://www.youtube.com/watch?v=0voVNXgSJwI 


Pedro Malan, sempre um lord, e extremamente preparado e equilibrado. “Lembro de uma conversa em março de 1994, a URV já lançada, em que o José Roberto Mendonça de Barros diz: ‘Vocês lançaram um foguete. Têm ideia de como e quando ele vai aterrissar?’ Foi uma aposta arriscada. O sucesso não estava garantido, qualquer que fosse o contexto”. No terceiro episódio da série Conversas Presidenciais, Pedro Malan, que assumiu a presidência do BC em agosto de 1993, fala a Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco, sobre o BC à sua época, os desafios da implementação do Real e como o Banco Central deve estar atento a um “mundo mais incerto e mais perigoso”.

BCB 60 anos. Gabriel GALÍPOLO e Gustavo Franco

 https://www.youtube.com/watch?v=Tcb952qwzSk

Sou fã de carteirinha deste grande economista, Gustavo Franco. Sempre muito espirituoso, foi presidente numa época crucial, a transição do regime cambial, então em sistema de bandas , e alargando. Grande bate-papo.

“Sei pelo meu passado de historiador do tamanho do caos, da doença, que é a hiperinflação. Em matéria de doenças sociais, a hiperinflação é das piores que tem. E tivemos talvez a mais longa”. No 5º episódio da série Conversas Presidenciais, Gustavo Franco, presidente do BC em 1995 e entre 1997 e 1999, fala a Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco, sobre os desafios econômicos que vivenciou e a experiência à frente do BC.

60 anos de BCB Gabriel Galípolo e Armínio Fraga

Ótimo bate-papo entre alípolo e Armínio Fraga. Foi um dos mais importantes presidentes do BCB, no esforço de criar um sistema de regras, um arcabouço institucional para a atuação da autoridade monetária. Enviarei outros.

“Hoje todo mundo tem um celular que funciona para receber dinheiro. Mas naquela época não existia. O uso de correspondentes permitiu que o número de postos bancários quadruplicasse. Foi sensacional.” No 6º episódio da série Conversas Presidenciais, Armínio Fraga, presidente do BC entre 1999 e 2003, relembra sua trajetória à frente da instituição, os desafios da economia à época e as conquistas que marcaram sua gestão.

https://www.youtube.com/watch?v=43XjFCvBWYE

Bankinter Portugal Matinal 1605

 Análise Bankinter Portugal 


SESSÃO: Demasiada complacência durante demasiadas sessões consecutivas. Ontem, ligeiras subidas, novamente. Os megacontratos assinados por Trump com os Estados do Golfo Pérsico, que favorecem principalmente ou quase exclusivamente empresas de defesa americanas (ca.+3% ontem, por exemplo), apoiam um mercado mais apoiado na liquidez e no errático fluxo de notícias de curto prazo do que em fundamentos sólidos. Mas funciona. É inegável. Por agora. A subida das empresas de defesa apenas apoia a nossa recomendação a respeito (ver a nossa Carteira Temática Buy&Hold Defesa), mas somos céticos em relação ao empurrão geral no mercado. A mensagem de Trump a estes países é algo como “Se querem proteção incondicional dos EUA como até agora, comprem todo o armamento connosco. E bastante, principalmente agora que sou o Presidente e, assim, serei aclamado internamente”. E funciona, claro. Mas estes empurrões artificiais são de pouca duração. 


A realidade de fundo é que as estimativas sobre os resultados empresariais estão a ser revistas em baixa, tanto pelo custo de impostos alfandegários que continuam a ser impossíveis de quantificar como pelo debilitamento da confiança. O EPS 2025 estimado para as empresas americanas agora é +8,7% vs. +10,5 a 1 de abril vs. +14,0% a 1 de janeiro. No caso das europeias, +1,9% agora vs. +5,8% a 1 de abril. Isso é bastante pouco. Desde logo, não o suficiente para justificar uma subida de +10% das bolsas europeias, depois de +8% em 2024 e +19% em 2023. A evolução é menos incoerente para Wall St., porque está plana este ano vs. +23% e +24% em 2024/23, respetivamente. Apenas o fluxo de fundos desde os EUA para a Europa explica isto, portanto é melhor ter cuidado. 


HOJE, os futuros sobre as bolsas europeias vêm a subir um pouco (+0,3%), mas os americanos quase planos. À primeira hora, recebemos um PIB 1T Japão em contração (-0,2% vs. +0,6% 4T; anualizado -0,7% vs. +2,4%), o que implica uma mudança substancial para pior; e os resultados de Richemont (luxo) de ano completo (porque termina em maio) com Vendas boas, mas margens e lucros dececionantes e abalados. Ontem, Walmart publicou resultados decentes, mas fechou -0,5% e na sessão chegou a -4%, porque considerou-se incapaz de dar guidance sobre EPS devido aos erráticos impostos alfandegários. Lógico e sensato. E a chave do dia é a Confiança da Univ. de Michigan de maio, às 15 h, que está em níveis francamente baixos (52,2) e que se espera que suba um pouco até 53,4… sendo o realmente importante os seus componentes de Expetativas de Inflação, que agora estão em nada menos do que +6,5% a 1 ano e +4,4% a 5/10 anos. Este é um dos indicadores adiantados que mais claramente tem vindo a avisar sobre a deterioração da confiança e as futuras tensões inflacionistas, que estimamos que se materializarão ao longo do 3T e 4T.


CONCLUSÃO: Sensações mistas. Continuar a subir, embora milimétricamente, seria imprudente. Pode acontecer hoje. Dependerá das expetativas de inflação da Universidade de Michigan, às 15 h. Agora são tão más que, se reduzirem um pouco, a subida seria possível. Se piorarem, a situação agravar-se-á com vontade. Portanto, depende, temos de esperar e não tentar adivinhar com base na sorte. Com este indicador, não.


S&P500 +0,4% Nq-100 +0,1% SOX -0,6% ES50 +0,2% IBEX +0,7% VIX 17,8% Bund 2,61% T-Note 4,42% Spread 2A-10A USA=+48pb B10A: ESP 3,23% PT 3,11% FRA 3,29% ITA 3,62% Euribor 12m 2,161% (fut.2,095%) USD 1,121 JPY 162,9 Ouro 3.220$ Brent 64,6$ WTI 61,7$ Bitcoin +0,5% (103.964$) Ether +2,1% (2.592$). 


FIM

BDM Matinal Riscala 1605

 *Rosa Riscala: Risco fiscal volta ao radar do mercado*


… Destaque lá fora, o índice do sentimento do consumidor americano medido pela Universidade de Michigan deve melhorar para 53,4 em maio, com o alívio das tensões comerciais. Junto, saem as expectativas de inflação, que saltaram a 6,50% (2026) e 4,40% (5 anos) em abril, na reação às tarifas. Nesta 5ªF, a deflação no atacado e as vendas no varejo abaixo do previsto reforçaram apostas de que o Fed deve reduzir os juros duas vezes este ano. No Brasil, repercute na B3 o tombo da BRF no after hours em NY (-6,9%), após a companhia se tornar subsidiária da Marfrig. A agenda mais fraca prevê o IGP-10 e o Prisma Fiscal, com as previsões do mercado para os principais indicadores fiscais, quando investidores voltam a mostrar preocupação com as medidas que Lula poderá decidir para tentar recuperar a popularidade.


… Em nova apuração de bastidores, o jornalista Thomas Traumann publicou na Veja que o presidente volta da viagem à China com uma agenda de ações para enfrentar o escândalo do INSS, entre as quais, isenção da conta de luz, de botijões de gás e crédito a motoboys.


… Já está pronta para ser assinada a Medida Provisória que concede gratuidade de energia elétrica para quase 60 milhões de inscritos no Cadastro Único, que inclui todos que recebem programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BCP).


… Para viabilizar a iniciativa, o MME aumentará em 1,5% as contas dos demais consumidores e cortará os benefícios aos consumidores de energia eólica e solar. A luz de graça aos mais pobres seria só a primeira de uma série de medidas em gestação no governo.


… Ainda este mês, Lula deve anunciar o novo Vale Gás, com a distribuição de botijões por meio de vouchers de R$ 110 a serem entregues pela Caixa aos inscritos no Bolsa Família. A proposta ainda permite fracionar a venda do gás, com compras de R$ 50.


… Para as próximas semanas, o governo planeja o lançamento de uma nova modalidade de crédito aos microempreendedores, que terá o Pix recorrente como garantia dos empréstimos tomados junto aos bancos. Uma nova lei ajustará essa nova operação.


… Além disso, a pedido de Lula, a Caixa e o BB preparam uma linha de crédito para compra de motocicletas a entregadores de aplicativos.


… Na Saúde, o presidente quer trocar a dívida federal de hospitais particulares pelo uso de sua estrutura para cirurgias do SUS, de modo a diminuir a fila de espera dos pacientes para tratamentos de câncer, problemas cardíacos e ortopedia.


… Finalmente, o jornalista Thomas Traumann confirma em sua coluna desta 5ªF a informação, antecipada na véspera, que o Ministério do Desenvolvimento Social prepara proposta para reajustar o valor do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 700, a partir de janeiro de 2026.


… As notícias causaram desconforto e volatilidade no mercado, levando Haddad a descer para falar com os repórteres.


… “Não existe pacote nenhum sendo discutido, não há nenhuma demanda para novos gastos”, disse o ministro, admitindo, porém, que há um “conjunto de medidas corriqueiras”. “Não sei por que ficam gerando ruídos que só interessam à especulação.”


… Segundo Haddad, as medidas que estão sendo preparadas para levar a Lula na semana que vem são “questões pontuais” para cumprir a meta fiscal de 2025, “que vamos cumprir”. “O Orçamento de 2026 [sobre o Bolsa Família] nem começou a ser discutido.”


… Uma dessas medidas “pontuais” inclui o Vale Gás, que tem que entrar no Orçamento deste ano, com um novo desenho. Outra questão é o programa Pé-de-Meia, que ganhou um prazo do Tribunal de Contas da União para ser incluído no PLOA.


… Enquanto Haddad falava, o dólar renovou a máxima de R$ 5,6905 e os juros futuros ampliaram os prêmios (leia abaixo).


… Como registrou o BDM Online no meio da tarde, as declarações do ministro não convenceram o mercado, que já projeta pressões cada vez maiores no plano fiscal, com Lula tentando de tudo para salvar a reeleição em 2026.


… Essa preocupação com o fiscal não é nova, mas ficou em stand-by algum tempo com o mercado distraído pelas tarifas de Trump.


O MUNDO LÁ FORA – Enquanto Trump acelera os negócios de IA com o Oriente Médio, sugere que um acordo com o Irã está próximo e vê fracassar a reunião entre Zelensky e Putin, os banqueiros americanos continuam apreensivos com a guerra comercial.


… Em entrevista à Bloomberg TV, nesta 5ªF, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirmou que a recessão continua sendo uma possibilidade, já que as consequências das tarifas estão afetando as economias globais.


… “Espero que consigamos evitar isso, mas eu não tiraria isso da mesa neste momento”, disse ele, acrescentando que, “se houver uma recessão [da economia dos Estados Unidos], não sei quão grande ela seria ou quanto tempo duraria.”


… Dimon revelou que alguns clientes continuam retendo investimentos devido à volatilidade e diz que espera que o degelo nas tensões entre os EUA e a China seja duradouro. “Acho que a coisa certa a fazer é recuar em algumas dessas questões.”


… O CEO do JPMorgan disse que o volume de negociação do banco permaneceu elevado nas últimas semanas, após o recuo das tarifas punitivas de Trump e Xi Jinping. “Esta foi uma volatilidade boa, mas a próxima pode não ser tão boa.”


… Para ele, uma das consequências da agitação tarifária pode ser um declínio nos investimentos transferidos para os Estados Unidos. “Vai ter um pouquinho disso”, disse ele, “mas, se você pegasse todo seu dinheiro para colocar em um único país, ainda seria os EUA”.


MAIS AGENDA – O IGP-10 de maio (8h) deve subir 0,21% em maio, na mediana de pesquisa Broadcast, após deflação de 0,22% em abril. A queda menos intensa nos preços industriais deverá puxar o avanço esperado para o indicador.


… Também às 8h, a FGV divulga a segunda quadrissemana de maio do IPC-S, que avançou 0,50% na primeira prévia (4,47% em 12 meses).


… Em Brasília, o Banco Central inicia às 9h o último dia da conferência anual com palestras mediadas por diretores da instituição. Às 10h, será divulgado o boletim Prisma Fiscal, com as previsões do mercado para os principais indicadores fiscais.


… Lá fora, o dia começa com os dados da balança comercial na Zona do Euro (6h) e construções de moradias iniciadas em abril nos EUA previstas para as 9h30. A confiança do consumidor, único indicador capaz de mexer com os mercados, sai às 11h.


… Ainda nos EUA, a Baker Hughes divulga (14h) o número de poços e plataformas de petróleo em operação.


… As falas de dois dirigentes do Fed hoje, Tom Barkin/Richmond (19h) e Mary Daly/São Francisco (22h40), só acontecem à noite.


JAPÃO HOJE – PIB contraiu 0,7% no 1Tri, pela primeira vez em um ano, em meio a preocupações com a guerra comercial.


AFTER HOURS – Os ADRs da BRF tiveram forte queda em NY, após a notícia de incorporação da totalidade de suas ações pela Marfrig, em uma operação que poderá consolidar uma das maiores companhias globais do setor de alimentos.


… A BRF lucrou R$ 1,12 bilhão no 1Tri, aumento de 122,7% comparado ao mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado consolidado bateu recorde para o período, a R$ 2,8 bilhões (+30%), e a receita líquida de R$ 15,5 bilhões registrou aumento de 16%.


… Já a Marfrig registrou lucro líquido de R$ 88 milhões no 1Tri25, com um aumento de 40,3% em relação ao mesmo período/24. O Ebitda ajustado cresceu 20,8%, para R$ 3,19 bilhões, e receita líquida avançou 27%, a R$ 38,56 bilhões.


… Para hoje, nenhum balanço está previsto para ser divulgado. Confira abaixo no Em Tempo… os resultados de ontem à noite!


PACOTE DE BONDADES – As notícias que correram em off na imprensa, de que Lula já está no palanque para 2026 e vai jogar pesado nos gastos sociais, levantaram a lebre, puxaram o dólar e constrangeram o DI a cair.


… Só mesmo o Ibovespa, em véspera de exercício de opções, ignorou os rumores e renovou marca inédita.


… Foi frustrada a tentativa de Haddad de apagar o incêndio, desmentindo durante a tarde os planos do governo de tocar uma agenda fiscal positiva para ofuscar o escândalo das fraudes no INSS e as polêmicas do Pix.


… Plantada a semente de que pode vir bomba fiscal pela frente, o real fechou na pior colocação do ranking das 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, induzindo o dólar a se reaproximar da marca de R$ 5,70.


… Antes mesmo de o risco populista entrar no radar, o câmbio já vinha abalado pelo mergulho do petróleo. A indicação de Trump de que um acordo nuclear com o Irã está próximo afundou o Brent a US$ 64,53 (-2,36%).


… Descolada da queda no exterior, a moeda americana fechou em alta de 0,82%, negociada a R$ 5,6788.


… Lá fora, o dólar caiu com aposta de dois cortes de juro pelo Fed este ano, reforçada pela segunda deflação (-0,5%) seguida do PPI e vendas no varejo (excluindo automóveis) em abril (+0,1%) abaixo do esperado (+0,3%).


… Depois de ter reinado absoluta por tanto tempo, a moeda americana vive hoje uma crise de confiança detonada pela guerra comercial de Trump, que causou uma ruptura no padrão da estrutura inabalável dos EUA.


… Retrato da vulnerabilidade do momento, as apostas contra o dólar continuam aparecendo: o euro pode subir para US$ 1,20 em 12 meses (Danske Bank). A libra tem potencial para alcançar US$ 1,34 no curto prazo (ING).


… Ontem, o euro subiu para US$ 1,1184, a libra esterlina avançou para US$ 1,3306 e o iene se fortaleceu para 145,61/US$, levando o índice DXY, que mede a força do dólar, a registrar queda de 0,16%, para 100,879 pontos.


… Com a inflação nos EUA rodando em níveis inferiores ao que se imaginava e sinais renovados de atividade econômica desaquecida, os juros dos Treasuries pararam de subir ontem, quebrando a sequência de três altas.


… A taxa da Note de 2 anos caiu abaixo de 4%, para 3,964%, de 4,056% na véspera, a de 10 anos furou 4,5%, a 4,447%, contra 4,533% no dia anterior, e a do T-Bond de 30 anos recuou a 4,912%, de 4,967% no pregão de 4ªF.


POP – O alívio nos juros dos Treasuries teria sido seguido à risca pelo DI, não tivesse o rumor sobre a cartada eleitoreira de Lula desencadeado pico de nervosismo, com salto momentâneo de quase 10pb no miolo da curva.


… Até o fechamento dos negócios, os juros futuros baixaram a tensão, mas não dá para dizer que tenham conseguido relaxar, preferindo operar próximos da estabilidade, com o risco fiscal de volta à cena.


… O DI para Jan/26 marcou 14,795% (contra 14,820% no pregão anterior); Jan/27 terminou a 14,145% (de 14,155%); Jan/29, a 13,675% (de 13,710%); Jan/31, a 13,750% (de 13,880%); e Jan/33, a 13,790% (de 13,910%).


… Entre os indicadores, o IBGE informou que as vendas no varejo doméstico aumentaram 0,8% em março, na margem, maior crescimento em quase um ano (desde maio de 2024), mas abaixo da projeção de 1,0%.


… Pode ser mais um sintoma de que, devagar, a política monetária contracionista vai mostrando sua eficácia.


… Ignorando o risco do DNA expansionista do governo Lula, o Ibovespa engatou alta moderada de 0,66% e escreveu novo recorde de fechamento de todos os tempos (139.334,38), com volume de R$ 25,2 bilhões.


… Entre as blue chips, Petrobras ON (+0,32%, a R$ 34,19) e PN (-0,13%, a R$ 31,87) resistiram à liquidação do petróleo e Vale ON (+1,00%, a R$ 55,45) seguiu o otimismo do minério (+1,17%) com o diálogo dos EUA-China.


… No setor financeiro, BB ON (-1,21%, a R$ 29,40) caiu antes da publicação de seu balanço trimestral. Já Itaú PN (+1,34%, a R$ 37,68); Bradesco PN (+0,99%, a R$ 15,35) e Santander Unit (+0,07%, a R$ 30,43) fecharam no azul.


… A avaliação de que o Fed tem espaço para cortar juro impulsionou o Dow Jones (+0,65%; 42.322,75 pontos) e S&P 500 (+0,41%; 5.916,93 pontos), apesar tombo de UnitedHealth (-11%), alvo de suposta fraude no Medicare.


… Já o Nasdaq realizou de leve (-0,18%), aos 19.112,31 pontos, com as gigantes de tecnologia corrigindo os ganhos recentes proporcionados pela percepção de que Washington e Pequim começam a ficar de bem.


… Amazon caiu 2,42%; AMD, -2,3%; Alphabet, -0,85%; Meta, -2,35%; Tesla, -1,4%; e Apple, -0,47%.


EM TEMPO… BB teve lucro líquido ajustado 7,4 bi no 1TRI25, queda de 20,4% na comparação anual. ROE ficou em 16,7% no 1TRI25, de 21,7% no 1TRI24. Carteira de crédito expandida cresceu 14,4%, para R$ 1,277 tri…


… O BB suspendeu a divulgação de guidances para Custo do Crédito, Margem Financeira Bruta e Lucro Líquido Ajustado de 2025…


… O banco informou que agravamento da inadimplência no agronegócio e novas regras de contabilização de ativos com risco significativo elevaram incerteza sobre projeções…


… O BB distribuirá R$ 1,908 bi em JCP, a R$ 0,33 por ação; ex dia 3/6.


NU HOLDING. As ações foram mal no after hours (-2,89%) após a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, informar que eliminou toda a sua participação na instituição no início deste ano.


J&F realizou o pagamento à vista de R$ 15 bilhões para adquirir a totalidade das ações da Eldorado Brasil Celulose detidas pela Paper Excellence, encerrando todas as ações judiciais e arbitrais em curso aqui e lá fora.


MARISA reverteu prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 2,264 milhões no 1Tri25. Ebitda somou R$ 86,4 milhões e reverteu resultado negativo de R$ 29,6 milhões visto um ano antes…


… A receita líquida totalizou R$ 297,9 milhões entre janeiro e março, alta anual de 17,7%.


CPFL reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no 1Tri25, queda de 8% contra o mesmo período de 2024. Ebitda ficou em R$ 3,9 bilhões, praticamente estável (-0,4%) na comparação com igual intervalo do ano anterior…


… Receita operacional líquida fechou o trimestre em R$ 10,6 bilhões, variação 4,8% superior a um ano antes.


CYRELA teve lucro líquido de R$ 328 milhões no 1TRI25, alta de 23% s/ 1TRI24. Receita líquida cresceu 24%, para R$ 1,943 bi.


EZTEC atingiu lucro líquido de R$ 94,1 milhões no 1Tri25, alta de 65,9% sobre o mesmo período de 2024. Receita líquida somou R$ 311,2 milhões, avanço de 30,1%…


… A empresa pagará R$ 22,3 milhões em dividendos intercalares, a R$ 0,10 por ação ON; ex no próximo dia 23.


TENDA. O conselho de administração da construtora aprovou a 12ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 180 milhões. A empresa informou ainda que a Polo Capital reduziu participação em ações ON para 24,76%.


TECNISA reduziu prejuízo líquido no 1TRI25 em 62,3%, para R$ 7,784 milhões. Receita líquida caiu 44,9%, para R$ 46,892 milhões; Ebitda ajustado subiu 188,5%, para R$ 12,457 milhões.


COSAN. Prejuízo aumentou mais de nove vezes no 1Tri25, para R$ 1,78 bi. Receitas encolheram 1,8% entre janeiro e março, para R$ 9,66 bilhões, e Ebitda recuou 32,4% frente o 1Tri do ano passado, para R$ 1,98 bilhão.


CRUZEIRO DO SUL EDUCACIONAL registrou lucro líquido ajustado de R$ 87 milhões no 1TRI25, salto de 98,1% na comparação anual. Receita líquida cresceu 10%, a R$ 672 milhões; Ebitda ajustado, +28,5%, a R$ 252 milhões


OUROFINO SAÚDE ANIMAL obteve lucro líquido ajustado de R$ 2,1 milhões no 1Tri25. O resultado representa queda de 76,3% ante igual período do ano passado. O Ebitda ajustado diminuiu 22,6%, para R$ 18,7 milhões…


… Já a receita líquida aumentou 6,3%, para R$ 189,6 milhões.


DEXXOS registrou lucro líquido ajustado de R$ 52,6 milhões no 1Tri25, alta de 30,1% contra igual período de 2024. Ebitda ajustado cresceu 13,6%, para R$ 88,2 milhões, e receita líquida avançou 55,5%, a R$ 603,2 milhões.


AZUL. A BlackRock passou a deter, de forma agregada, 5,07% do total de ações preferenciais da companhia.


VALE. O conselho de administração aprovou a nova composição do Comitê de Auditoria e Riscos para o mandato 2025-2027. Ollie Oliveira permanece como coordenador e especialista Financeiro…


… Como membros, foram aprovados Heloísa Belotti Bedicks e Reinaldo Duarte Castanheira Filho. Rachel Maia, conselheira independente da Vale desde 2021, foi eleita para integrar o Comitê.


PETROBRAS. Petroleiros planejam greve nos dias 29 e 30, após estatal anunciar política de austeridade… (Folha)


… FUP organiza protesto “contra a estagnação nas negociações com a empresa”, especialmente em relação à remuneração variável dos empregados e à política de cortes de custos anunciada pela companhia.


FERROVIAS. O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou em um roadshow em NY os primeiros leilões de ferrovias com investimento de US$ 9,443 bilhões (R$ 53,5 bilhões).

Paulo Cursino

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