quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

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Esther Dweck

 *Dweck: Déficit nas estatais não representa problema para o Tesouro*


A ministra da Gestão, Esther Dweck, reiterou hoje que o déficit primário de empresas estatais não representa "nenhum problema" para o Tesouro. Ela repetiu que o parâmetro técnico para verificar a saúde de uma companhia é a geração de lucro ou prejuízo. "A empresa pode acumular recursos em caixa e, em determinado ano, resolver gastar. Isso vai gerar déficit. Mas, do ponto de vista do lucro ou prejuízo, não faz o menor sentido [comparar], porque lucro ou prejuízo não é apurado desse jeito", declarou, em conversa com jornalistas na sede do Ministério. Para exemplificar, ela cita a situação do Serpro, empresa pública de serviço em tecnologia da informação. Em 2024, foram investidos R$ 210,11 milhões e o déficit foi de R$ 221,62 milhões. Por outro lado, o lucro da empresa foi de R$ 426,32 milhões até o terceiro trimestre de 2024, com expectativa de fechar com o recorde de R$ 600 milhões de lucro. "O déficit é fruto de um dinheiro que estava parado em caixa. Déficit não nos preocupa, em princípio. O déficit não é um problema. Se é por investimento, estamos super concordando com essa decisão".

Bankinter Portugal Matinal 3001

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As últimas horas foram um pouco fracas para as bolsas, mas o semis aguentaram bem (SOX +0,2%) e as yields das obrigações mantiveram-se mais ou menos estáveis, em níveis não problemáticos (Bund 2,58%; T-Note 4,52%). Isso é o mais importante.  

 

Ontem à noite, a Fed repetiu taxas de juros em 4,25/4,50%, como se esperava, depois de efetuar descidas sem interrupções desde setembro de 2024, e expressou-se mais hawkish/dura, relutante em baixar ainda mais a curto prazo: eliminou do comunicado a menção que a inflação “progrediu” para o objetivo de 2% e destacou que o ritmo de aumento de preços “continua a ser um pouco elevado”. Esta atitude mais fria era que a esperávamos e, na realidade, não acreditamos que voltará a realizar uma descida até setembro deste ano. isso irá apreciar o USD/depreciar o euro inevitavelmente, à medida que o mercado digere esta perspetiva, se não estamos em erro. 

 

HOJE temos PIBs da UE e dos EUA. Mas, principalmente, outra descida de taxas de juros do BCE (13:15 h), -25 p.b. até 2,75/2,90%. O mais importante será a mensagem, para tratar de averiguar o quão decididos estão a continuar a fazer descidas. O tempo corre e a Fed suspendeu as suas descidas, portanto deverão mover-se rapidamente e baixar -50 p.b. agora que ainda podem, mas é improvável que o façam e continuarão fixados em -25 p.b. O mercado já o tem descontado e não acontecerá nada. Mas, pouco a pouco, irão ficando mais frios em relação às futuras descidas, porque a depreciação do euro fará com que a Europa importe inflação e isso é muito perigoso porque pode forçar a subida de taxas de juros no futuro para a neutralizar. 

 

Mais cedo saiu um PIB 4T’24 francês mais ou menos em linha, pelo menos a crescer um pouco: +0,7% vs. +1,2% 3T. E ontem à noite o Brasil continuou com o seu suicídio na frente da política monetária ao voltar a subir taxas de juros (+100 p.b., até 13,25%), porque teme o aumento de uma inflação que está ca.+5% (PIB ca.+4%, que é muito pouco para o Brasil). Às 9 h, sairá o PIB alemão, que está há 5 trimestres em contração e que poderá sair 0% no melhor dos casos. O italiano também será a essa hora; espera-se que aumente até +0,6% desde +0,4%. O da UE, às 10 h: +1,0% desde +0,9% 3T. Depois o BCE, como comentado, e, para fechar o dia, às 13:30 h temos os PIB 4T EUA: +2,6% vs. +3,1%. Os resultados e guias das empresas mais recentes são, em geral, bons (Tesla, Meta, Lam Research, IBM, BBVA… embora Microsoft e Sanofi fracos) e darão apoio a umas bolsas que provavelmente aumentarão um pouco (+0,2%?), também ajudadas pela descida do BCE. Mas pouco, porque se mantém bastante a expetativa, insegura até que se clarifique, tanto da importância de DeepSeek (pouca, mas certamente terminará por ter impacto impulsionador para a IA) como até que ponto a Fed e o BCE podem mudar para uma perspetiva mais relutante a baixar taxas de juros, e que consequências isso tem para as avaliações. Por isso, se HOJE as bolsas subirem um pouco e as obrigações reduzirem um pouco as suas yields, como parece que acontecerá, poderemos considerar-nos satisfeitos. Porque já avisamos na Estratégia 2025, publicada este mês, que convém ter mais cautela, porque o mercado será irregular e lento. 

 

S&P500 -0,5% Nq-100 -0,2% SOX +0,2% ES-50 +0,7% IBEX +1,1% VIX 16,6 Bund 2,58% T-Note 4,52% Spread 2A-10A USA=+31pb B10A: ESP 3,18% PT 2,96% FRA 3,32% ITA 3,66% Euribor 12m 2,535% (fut.2,418%) USD 1,042 JPY 161,4 Ouro 2.761$ Brent 76,6$ WTI 72,7$ Bitcoin +1,4% (105.221$) Ether +1,6% (3.191$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 3001

 *Rosa Riscala: Copom mantém dúvida sobre Selic terminal*


… Às 10h15, o BCE deve cortar o juro da zona do euro hoje de 3% para 2,75%, segundo estimativas de consenso, aproveitando o bom comportamento da inflação para socorrer o fraco desempenho da economia do bloco. A decisão será seguida de entrevista de Lagarde (10h45) e ocorre um dia após o Fed manter estável sua taxa e o Copom, em decisão unânime, subir a Selic para 13,25%. O novo BC, comandado por Galípolo, manteve o guidance de nova alta de 100pbs para março, mas deixou maio em aberto e dependente do que vier. Ainda em NY, repercute a fala de Powell, que admitiu incertezas elevadas com as políticas de Trump, dizendo que o Fomc está em modo espera para entender e agir depois. Na agenda, tem Caged, IGP-M e contas do Governo Central aqui e, nos EUA, o PIB/4Tri. Wall Street reage aos balanços da Meta, Microsoft e Tesla.


… A empresa de Zuckerberg se deu bem no after hours, com alta de 2,29%, após superar em muito as apostas para o 4Tri. O lucro por ação saltou 50% em termos anuais, para US$ 8,02, contra o consenso de US$ 6,76.


… A receita de US$ 48,4 bilhões registrou um aumento de 21%, acima da projeção dos analistas de US$ 47,0 bi.


… Tesla deslanchou 4,14% com a receita de US$ 25,7 bilhões vindo 2% superior na comparação anualizada.


… Só Microsoft não foi bem (-4,63%) entre as magníficas, abalada pelo aumento de gastos com inteligência artificial, que pega especialmente mal agora que a chinesa DeepSeek promete fazer mais por menos.


… Hoje, depois do fechamento, saem Apple e Intel. Antes da abertura do mercado, tem Mastercard.


… Além do noticiário corporativo, os mercados também devem se orientar pelos sinais de Powell sobre a condução dos juros nos EUA. O presidente do Fed disse que não tem pressa de entender os impactos das políticas de Donald Trump.


… “Não sabemos o que vai acontecer com tarifas, imigração, políticas fiscal e regulatória. Estamos apenas começando a ver [sinais], e eu acho que precisamos deixar essas políticas serem articuladas antes de uma avaliação plausível de suas implicações para a economia.”


… Na entrevista após o Fomc, que manteve os juros inalterados entre 4,25% e 4,50%, Powell disse que o Fed vai observar cuidadosamente as futuras políticas, mas que “não teremos pressa em entender [os seus efeitos] para definir a nossa resposta”.


… Prometeu, no entanto, que o Fed não ficará atrás. “Estamos em modo espera para ver o que acontece com a economia para agir.”


… Isso significa que Trump continua no foco, não só dos investidores, mas também do Federal Reserve e do mundo todo.


… Na noite de ontem, horas após o Fed, Trump voltou ao ataque: acusou Powell de “atrapalhar a luta contra a pior inflação da história” e qualificou de “péssimo” o trabalho do BC americano na regulamentação bancária.


DOVISH COM D MAIÚSCULO NÃO FOI – Aqui, repercute o Copom.


… Se o mercado tinha algum receio de que o BC poderia relaxar sua política monetária, já pode sossegar. Embora alguns economistas do mercado ainda tenham achado a mensagem mais para “dovish”, a prova dos nove virá na curva de juros.


… O texto do comunicado veio duro como tinha de ser, citando o ambiente externo desafiador, o dinamismo da atividade econômica e do mercado de trabalho, o câmbio depreciado e a elevação da inflação nas divulgações recentes.


… Manteve ainda o alerta sobre a política fiscal, admitindo impacto relevante sobre os preços dos ativos e as expectativas dos agentes.


… Mais do que isso, o Copom alinhou-se ao salto das projeções do último Focus e subiu sua estimativa para a inflação deste ano de 4,5% para 5,2% – apenas um pouco abaixo do que o mercado espera (5,5%) – muito acima da meta.  


… Para o 3Tri de 2026, que passa a ser o horizonte relevante da política monetária, a projeção do BC é de 4%.


… Como riscos para a inflação, que mantém assimetria altista, o BC citou a desancoragem das expectativas por período mais prolongado; maior resiliência na inflação de serviços e uma taxa de câmbio “persistentemente” mais depreciada.


… Esse cenário, concluiu o Copom, exige uma política monetária mais contracionista, que justificou a alta da Selic para 13,25% agora e a contratação de um aumento da mesma magnitude na reunião de março, de 100pbs, para 14,25%.


… Já para maio, era esperado que o BC não se comprometesse, conservando um grau de liberdade no cenário incerto, mas foi positivo ter reforçado que o tamanho total do ciclo será ditado pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta”.


… O ponto de estranhamento no comunicado foi colocar uma eventual desaceleração da atividade econômica mais acentuada como fator baixista no balanço de riscos. Também faltou um comentário mais incisivo sobre a nova rodada de deterioração das expectativas.


RACHA NA FARIA LIMA – A interpretação entre os economistas sobre o comunicado não foi unânime.


… Drausio Giacomelli (Deutsche) viu teor conservador no comunicado e acredita que o Brasil se aproxima da dominância fiscal. Para Roberto Padovani (BV), o BC manteve postura austera, mesmo sob nova direção.


… Sérgio Goldenstein, da Warren, reconhece que os agentes esperavam um texto mais hawkish do que veio, mas ele não descarta Selic terminal acima de 14,75% por conta de riscos fiscais e cenário externo mais adverso.


… Também o Citi alerta que os gastos fiscais podem continuar impulsionando a inflação subjacente, o que pode gerar necessidade de Selic mais alta. O cenário-base do banco é que a taxa Selic atinja 15,50% em junho.


… Depois do comunicado, o Barclays manteve projeção de Selic terminal em 15,25%.


… Na ponta dovish, o Itaú cogita que o juro pode não subir tanto como o previsto. “Vemos 15,75%, mas o Copom pode encerrar o ciclo antes.” Ainda a XP coloca no radar a chance de reduzir o call de 15,50%.


… Na avaliação do Bradesco, a comunicação veio alinhada ao cenário do banco de juro terminal de 15,25%. É a mesma estimativa do BofA, que além do 1pp contratado para março, projeta duas altas de 50pb (maio e junho).


… Ex-diretor do BC, Fabio Kanczuk entende que o recado transmitido pelo Copom foi “mais dovish possível”.


… Mas ele não descarta que, se o mercado reagir mal, com inclinação da curva de juros e piora das projeções de inflação, o BC possa corrigir o tom e adotar uma abordagem diferente na ata da semana que vem (3ªF).


… No Santander, Marco Caruso leu o comunicado como dovish e acredita que o Copom de maio caminha para uma redução na intensidade de aperto monetário contra o ritmo atual, desacelerando a alta para 50 ou 75pb.


… Para a Capital Economics, a alta de 1pp do guidance março marcará o fim do ciclo de aperto da Selic.


E A GLEISI QUE CULPOU O RCN – Sem poder criticar Galípolo, a presidente do PT – que está sendo cogitada para ministra de Lula – disse que “a alta da Selic estava determinada e não restava muita alternativa ao novo presidente do Banco Central”.


AI, AI, AI – Nem bem uma crise se resolve e outra já está se armando, como essa agora de o governo estudar um teto da taxa de juros ao crédito consignado para os trabalhadores do setor privado. E foi Haddad quem admitiu que o debate existe.


… “Essa ação vai em direção contrária à ação do Copom, ao impulsionar o mercado de crédito e contribuir para o menor desaquecimento da demanda agregada”, avaliou o economista-chefe da Nova Futura, Nicolas Borsoi, ao Broadcast.


… A preocupação não é pequena quando se toma o volume potencial apontado pelo presidente da Febraban, Isaac Sidney. Segundo ele, o crédito consignado “pode sair de R$ 40 bilhões para R$ 120 bilhões, R$ 130 bilhões”.


… A notícia contribuiu para puxar os juros futuros de curto prazo perto do fechamento (leia abaixo).


SEM REAJUSTE? – Em meio a especulações sobre aumento nos preços dos combustíveis, a diretoria da Petrobras apresentou ao Conselho de Administração um balanço do cumprimento de sua política de preços no último trimestre de 2024, segundo apurou a Folha.


… A diretoria defendeu que, mesmo com defasagens em relação aos preços internacionais, a política foi cumprida ao garantir a venda de combustíveis acima do preço de custo e abaixo dos preços dos concorrentes, banda estabelecida na gestão Jean Paul Prates.


… Após o encontro, segundo o jornal, os conselheiros ligados ao governo entenderam que o cenário melhorou desde o início do ano, com as quedas do dólar e das cotações do petróleo, reduzindo a pressão por reajustes dos combustíveis nesse momento.


… Ainda há, no entanto, expectativa de aumento para o diesel, que não tem reajuste há um ano e está com defasagem estimada de 17%.


… O aumento do diesel (e não da gasolina) teria sido comunicado a Lula pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na reunião que tiveram no início da semana, em Brasília.


… De qualquer forma, o preço da gasolina vai subir R$ 0,10 por litro (e o diesel deve aumentar R$ 0,06 por litro nas bombas) neste sábado (01º/2) devido ao aumento do ICMS, que ocorrerá em todo o País. Na média nacional, a alta deste ano será de 1,3%.


… O impacto no IPCA de fevereiro será de 0,08 pp, conforme estimou o economista da FGV, André Braz.


MAIS AGENDA – Hoje, o IGP-M (8h30) deve aliviar para 0,21%, contra alta de 0,94% em dezembro. O Caged (10h) tem previsão de fechamento de 405.524 vagas de empregos formais em dezembro (mediana Broadcast).


… Às 14h30, saem as contas do Governo Central. O mercado projeta superávit primário de R$ 20,30 bilhões (mediana) em dezembro. As projeções são todas de saldo positivo, de R$ 6,84 bilhões a R$ 24,40 bilhões.


… Para o acumulado do ano passado, a estimativa intermediária do mercado (-R$ 45,7 bilhões) prevê uma melhora no déficit em comparação com o resultado de 2023, que foi de saldo negativo de R$ 230,5 bilhões.


… Haddad já antecipou déficit de 0,1% em 2024, dentro da meta (zero), com intervalo de tolerância de 0,25% do PIB para cima ou para baixo. Hoje, o ministro concede entrevista à Rede TV. A gravação vai ao ar às 23h45.


LÁ FORA – A leitura do PIB/4Tri dos EUA (10h30) deve desacelerar para 2,5%, contra 3,1% em comparação ao trimestre anterior, enquanto Trump promete reviver os “anos dourados” da economia americana.


… Ainda nos EUA, saem o auxílio-desemprego (10h30) e as vendas pendentes de imóveis em dezembro (12h).


… Hoje também é dia de PIB na zona do euro (7h), Alemanha e Itália (6h). África do Sul decide juro às 10h.


FOGO AMIGO – Pouco antes de o mercado doméstico fechar, as taxas de curto prazo da curva do DI ensaiaram um pico de estresse com a história do teto da taxa de juros ao crédito consignado, que pega bem mal.


… O investidor não gosta nada de ver o governo sabotando toda a batalha do BC para conter a inflação.


… Em algum grau, a alta dos juros futuros por aqui também reproduziu o avanço dos Treasuries com o entendimento, depois suavizado por Powell, de que o Fed estaria mais preocupado com os preços nos EUA.  


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,180% (de 15,135% no fechamento anterior); Jan/27, 15,375% (de 15,310%); Jan/29, 15,115% (de 15,065%); Jan/31, 15,060% (15,020%); e Jan/33, 14,980% (14,940%).


… O esclarecimento de Powell de que a falta de referência no comunicado ao progresso da inflação não se tratava de nenhuma indireta acabou por desacelerar o dólar lá fora e zerou a alta da cotação por aqui.


… A moeda americana fechou cotada a R$ 5,8662 (-0,06%). Já faz oito pregões consecutivos que não sobe e vai terminando o mês com alívio acumulado de 5%, tirando vantagem da atratividade do carry trade do momento.


CADA UM COM SEUS PROBLEMAS – Por justificativas diferentes, faltou fôlego às blue chips da bolsa doméstica, que roubaram a força do Ibov, em queda moderada de 0,50%, a 123.432,12 pontos, com giro de nem R$ 15 bi.


… Na reta final do pregão, as ações dos bancos registraram piora simultânea às declarações de Haddad de que o governo estuda o teto de juros no novo desenho do crédito consignado para trabalhadores do setor privado.


… Os papéis caíram em bloco: Bradesco PN registrou -1,03% (R$ 11,51); Santander, -0,76% (R$ 24,78), na mínima do dia; Bradesco ON, -0,56% (R$ 10,58); Banco do Brasil, -0,33% (R$ 27,44); e Itaú, -0,24% (R$ 33,22).


… Petrobras registrou dose dupla de cautela: com a queda do petróleo e os receios de que a estatal possa estar segurando os preços dos combustíveis para aliviar a barra do governo no combate às pressões inflacionárias.


… Para o BofA, o reajuste dos combustíveis traria alívio à preocupação sobre governança corporativa e impacto negativo no fluxo de caixa livre gerado pela defasagem em relação ao preço de paridade de importação (PPI).


… A empresa informou que vai divulgar seu relatório de produção e vendas do 4TRI na próxima 2ªF, após o fechamento. Petrobras ON recuou 1,00%, a R$ 40,57, e PN registrou desvalorização de 0,62%, a R$ 36,90.


… Lá fora, o contrato do Brent para abril caiu 1,15%, a US$ 75,61 por barril, inibido pelo aumento dos estoques comerciais dos EUA, que vieram mais do que no triplo do esperado, após nove semanas consecutivas de queda.


… No caso da Vale, o otimismo foi se esgotando ao longo do dia. O papel chegou a subir mais de 1%, na reação positiva ao relatório de produção e vendas do 4Tri. Mas reduziu os ganhos a 0,28% no fechamento, a R$ 52,80.


… A perda de ânimo foi atribuída à incerteza do Fed, que ainda tem que observar se Trump vai aprontar.


… As maiores altas do dia foram Petz (+2,90%; R$ 4,97), RD Saúde (+2,14%; R$ 21,45) e Rumo (+1,88%; R$ 17,91). No negativo, Localiza (-3,79%; R$ 30,18), Automob (-3,23%; R$ 0,30) e Braskem (-2,67%; R$ 14,21).


NÃO É BEM ASSIM – As bolsas em NY já não iam bem quando saiu o comunicado da decisão do Fed sem o trecho em que o Fomc mencionava o progresso da inflação em direção à meta de 2%.


… Em teoria, estaria aí um sinal de maior preocupação com o aumento de preços.


… A mudança no texto ampliou o recuo dos índices, elevou o dólar e os juros dos Treasuries. Mas na entrevista dada logo após o Fed pausar o ciclo de queda de juros, como esperado, Jerome Powell conteve os ânimos.


… Esclareceu que a ideia era apenas encurtar a frase, sem querer enviar qualquer tipo de sinalização. Acrescentou que os dois últimos dados de inflação foram bons e não vê pressão inflacionária no mercado de trabalho.


… Na ferramenta do CME, o mercado continua a precificar junho como mês mais provável para o primeiro corte de juros do ano, com 70,8% das apostas. A chance de um recuo total de 50pb no ciclo deste ano é majoritária (33,4%).


… As bolsas saíram das mínimas depois de Powell, mas continuaram no vermelho, pressionadas pelas techs e por declarações do bilionário Howard Lutnick, indicado para secretário do Comércio dos EUA.


… Em audiência no Senado, ele saiu criticando a China, defendeu a imposição de tarifas a outros países, além dos já anunciados, e disse que a medida pode ter efeito inflacionário. Tentou se corrigir depois, mas o estrago estava feito.


… O Dow Jones caiu 0,31%, aos 44.713,52 pontos. S&P500 recuou 0,47% (6.039,31) e o Nasdaq perdeu 0,51% (19.632,32).


… Nvidia (-4,03%) voltou a cair com a notícia de que o governo Trump estaria estudando restrições adicionais à venda de chips da empresa para a China após o advento da DeepSeek.


… Na mesma toada das ações, o mercado de Treasuries reagiu às declarações de Lutnick, depois ao comunicado do Fed e declarações de Powell, com as taxas terminando o dia como começara, em alta.


… O juro da note de 2 anos subiu a 4,223%, de 4,202% na sessão anterior, e o da note de 10 anos avançou a 4,547% (de 4,534%). O do T-bond de 30 anos foi a 4,787% (de 4,782%).


… O dólar subiu, com o índice DXY voltando aos 108 pontos (+0,12%). O euro caiu 0,27%, a US$ 1,0409, na véspera da decisão do BCE. A libra ficou estável (-0,03%), em US$ 1,2440 e o iene subiu 0,24%, a 155,180/US$.


… Ontem, dois BCs cortaram os juros. O da Suécia fez uma redução de 25 pb, a 2,25% ao ano. O do Canadá também baixou o juro em 25pb para 3%, mas alertou que a política tarifária de Trump pode ter impacto inflacionário.


EM TEMPO… PETROBRAS informou que as reservas provadas de óleo, condensado e gás natural somaram 11,4 bi boe em 2024. Do total, 85% são de óleo condensado e 15% de gás natural…


… Em outro comunicado, a empresa informou que a 13ª Vara Cível Federal de São Paulo indeferiu uma demanda societária, solicitando o afastamento de Arthur Cerqueira Valério no Comitê de Pessoas…


… O TCU anulou pontos de acórdão de 2023 sobre a política de preços da Petrobras entre 2002 e 2019. A empresa alegou que havia contradição no acórdão.


AZUL teve seu rating rebaixado de ‘CC’ e ‘brCC’, escala global e nacional, para SD (default seletivo) pela S&P Global.


TELEFÔNICA aprovou convocação de AGE em 13/3 para deliberar sobre proposta de grupamento da totalidade de ações ON, na proporção de 40 para 1, e subsequente desdobramento, de 1 para 80, sem alteração do capital social.


… EVEN e MELNICK firmaram parceria para projeto imobiliário na cidade de São Paulo com VGV de R$ 700 milhões. A participação da Melnick é de 25%.


ECORODOVIAS firmou com o governo de MG o segundo termo aditivo ao contrato de concessão da BR-135, a fim de autorizar o reequilíbrio econômico-financeiro do projeto.


OPENAI. O SoftBank mantém conversas para investir entre US$ 15 bilhões e U$ 25 bilhões na companhia, em um acordo que tornaria o grupo japonês o maior financiador da empresa criadora do ChatGPT, segundo o FT.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...