segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Call Matinal ConfianceTec 0212

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

02/12/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS E 6M GERAL


FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (29)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na sexta-feira (29) em forte alta de 0,85%, a 125.667 pontos. Ja o dólar à vista fechou em alta de 0,20%, a R$ 6,0012. Acumulou altas de 3,21% na semana e de 3,81% em novembro; no ano, sobe 23,65%.


PRINCIPAIS MERCADOS 02/12:


Iniciando a semana com os mercados de NY cautelosos diante dos muitos indicadores de mercado de trabalho a serem divulgados.


05h40


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,21%

S&P 500 Futuro, -0,20%

Nasdaq Futuro, -0,18%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +1,13%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,80%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,65%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,06%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,14%


Europa🇪🇺:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧): -0,03%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,10%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,70%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,50%

STOXX 600, -0,18%.


Commodities:

Petróleo WTI, +0,93%, a US$ 68,63 o barril

Petróleo Brent, +0,90%, a US$ 72,48 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,26%, a 806,00 iuanes (US$ 110,85). 


NO DIA (02/12)


Iniciando a semana com os mercados futuros de NY cautelosos diante dos indicadores de mercado de trabalho nos EUA (payroll, ADP e Jolts) e a participação de Powell em evento.


Ainda na agenda externa, a Opep deve atrasar a retomada da produção global, diante do excesso de oferta. 


No Brasil, continua repercutindo negativamente o "mal amarrado" pacote fiscal. Na semana, temos o PIB/3Tri e a produção industrial de outubro. 


Com o dólar a R$ 6, Galípolo participa de Fórum Político da XP hoje (10h), em SP, e o mercado financeiro acompanha o início da tramitação dos dois textos de contenção de gastos, que já chegaram à Câmara, e começam a ser discutidos.


AGENDA 02/12


Indicadores:

05h55. Alemanha: PMI/S&P Global industrial de novembro (final)  

06h00. Zona do euro: PMI/S&P Global industrial de novembro (final)  

06h30. Reino Unido: PMI/S&P Global industrial de novembro (final)  

07h00. Zona do euro: Taxa de desemprego de outubro

07h00. Itália: PIB/3Tri (final)

08h00. FGV: IPC-S de novembro

08h25. Levantamento Focus do BC

11h45. EUA: PMI/S&P Global industrial de novembro (final)  

12h00. EUA: PMI/ISM industrial de novembro

12h00. EUA: Investimentos em construção em outubro


Eventos:

10h00. Galípolo participa de Fórum Político da XP, em SP

17h15. Christopher Waller (Fed) discursa

18h30. John Williams (Fed).

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa segunda-feira e bons negócios!


Saudações alvinegras! 

Fogo!

JR Guzzo

 A treva do ministro Barroso

Por J.R. Guzzo 30/11/2024

“O presidente do STF, pelo que diz em público e pelas decisões que toma, é uma lanterna que funciona ao contrário: sempre que aponta para algum lugar, cria a escuridão imediata sobre tudo aquilo que até então estava claro. A liberdade de expressão, um dos pontos mais luminosos da aventura humana, é para ele e seus colegas uma doença social. Tem de ser combatida, como a febre amarela, e o ministro Luís Barroso faz isso criando o máximo possível de treva no debate sobre o tema.

Sua última barragem de artilharia contra o direito constitucional à palavra livre é uma aula magna sobre os usos da sua lanterna da escuridão. A possível revisão das normas que hoje regulam as redes sociais é claramente um assunto do Congresso Nacional, e de ninguém mais. Só o parlamento está autorizado a fazer leis no Brasil – uma auto evidência óbvia como o sol do meio-dia. Não interessa se são boas, médias ou ruins. São as únicas possíveis. Barroso e o STF discordam. Acham só eles fazem as leis “certas”.

No caso, o presidente do STF diz que os ministros estão criando a legislação de fato sobre a questão, ao julgarem processos relacionados a ela, porque o Congresso ainda não aprovou nenhuma lei para regulamentar as redes sociais. “O tribunal aguardou, por um período bastante razoável, a sobrevinda de legislação por parte do Poder Legislativo”, diz Barroso. “Não ocorrendo, chegou a hora de decidirmos essa matéria”.

É a treva absoluta do oceano a 10 mil metros de profundidade – ali onde a luz não entra, nunca. Na verdade, é raro encontrar tanta falsidade num único pensamento. Onde está escrito, para começar, que o Congresso tem “prazo” para aprovar qualquer tipo de lei? Isso não existe. E quem define o que seria um prazo “razoável”? Prazo, na lei, é prazo: 24 horas, 10 dias, 30 anos. Se não está escrito, não é nada. “Razoável” é um adjetivo; expressa uma opinião, e lei não tem adjetivo, nem opinião.

É integralmente falso, também, que não exista lei regulamentando o uso das redes sociais do Brasil. Existe, sim, há dez anos – é o marco civil da internet. O que não existe, na verdade, é uma lei que o STF goste. O regulamento em vigor preserva a liberdade de expressão, e a liberdade de expressão é a besta-fera fundamental que o STF quer eliminar no Brasil. Exigem a censura prévia e eterna, onde o cidadão é proibido de dizer até mesmo o que ainda não disse - é o que acontece quando lhe cassam o “perfil” e não devolvem.

A liberdade de palavra é uma conquista essencial da humanidade. Barroso, Moraes, Dino etc. acham que é propriedade privada do Estado, a ser dada nas doses que eles querem. Não há nada mais escuro.”

Bruno Funchal

 Estadão/Broadcast: Pacote fica em torno de R$ 40 bi e não R$ 70 bi, diz Bruno Funchal


Ex-secretário especial do Tesouro e Orçamento e atual CEO da Bradesco Asset, Bruno Funchal avalia que o pacote de contenção de gastos do governo está na direção correta, mas deve ficar aquém dos R$ 70 bilhões anunciados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. "Na nossa visão, talvez não chegue em R$ 70 bilhões. Talvez chegue em algo em torno de R$ 40 bilhões", calcula.

Em entrevista ao Broadcast, ele diz que há dificuldade na tramitação. "O problema é que tem que passar PEC, tem que passar projeto de lei. É muito difícil essa tramitação." Funchal considera que uma parte desses recursos já tinha sido anunciada em alguma medida, dentro do combate à fraude em benefícios. "O pacote talvez não seja tão forte quanto está sendo anunciado. Talvez a expectativa esteja superestimada". Ainda segundo ele, o pacote não ataca despesas obrigatórias.

Para Funchal, no entanto, muito do estresse do mercado financeiro desde ontem está relacionado ao anúncio do reajuste da tabela do Imposto de Renda - isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, com aumento na tributação para os salários acima de R$ 50 mil como compensação. "A peculiaridade é que a isenção tem um custo elevado, algo em torno de R$ 40 a 45 bilhões. A contrapartida é 'ok', mas sabemos que na tramitação há muita dificuldade de criar imposto e há um incentivo ao Congresso querer também conceder alguma coisa. Então, ficou muito desbalanceado esse risco."

"O risco está muito mais para uma redução de receita por causa do ajuste da tabela do IR que para algo neutro. Sendo que esses R$ 40 bilhões podem ser mais que R$ 40 bilhões, se houver outros ajustes. Por exemplo, se mantiver a 'escadinha' do Imposto de Renda e não usar a metodologia que o governo propôs, esse custo pode ser maior. Então, acho que isso acabou contaminando o anúncio do pacote fiscal", analisou.

De acordo com o ex-secretário do Tesouro, os investidores que apostam no Brasil estão começando a vender ativos, o que provoca elevação das taxas de juros futuros e da cotação do dólar, acima de R$ 6,00. "Isso é reflexo de como o pacote foi percebido. Foi percebido como um risco."

Ainda na visão de Funchal, o pacote fiscal só saiu por causa do reajuste da tabela do IR. Então, não dá para desvincular as discussões e, olhando o todo, o que fica é mais incerteza. "Ou seja, você espera algo numa direção e vem em outra. Nessa direção, acaba ficando mais difícil o combate à inflação, já que é uma política que talvez não contenha gastos ou que possa até colocar mais renda na mão da população no curto prazo. Isso vai pressionar o Banco Central. A curva de juros já precifica aumentos de juros relevantes nas próximas reuniões."


Fonte: Macro Trader

🏦@alexeconomia

BDM Matinal Riscala 0212

 Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2024.


FISCAL NÃO SAI DO FOCO AQUI EM SEMANA DE EMPREGO NOS EUA

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… A força do mercado de trabalho nos EUA (payroll, ADP e Jolts) e a participação de Powell em evento, pouco mais de duas semanas depois de ter descartado pressa em cortar os juros, calibram as apostas para o Fed deste mês. Ainda na agenda externa, a Opep deve atrasar a retomada da produção global, diante do excesso de oferta. Aqui, o PIB/3Tri e a produção industrial de outubro tendem a sinalizar que a atividade econômica continua aquecida, no contexto de pressão crescente para o Copom acelerar o ritmo de alta da Selic, especialmente em meio ao estresse fiscal. Com o dólar a R$ 6, Galípolo participa de Fórum Político da XP hoje (10h), em SP, e o mercado financeiro acompanha o início da tramitação dos dois textos de contenção de gastos, que já chegaram à Câmara, e começam a ser discutidos.


… No fim de semana, Lula recebeu os comandantes das Forças Armadas no Palácio da Alvorada, que foram pedir um tempo maior de transição para a idade mínima de 55 anos, prevista para começar em 2032. O presidente disse que encaminhará a proposta à Fazenda.


… Na 6ªF, em entrevista exibida à noite na Record News, Haddad repetiu o que havia dito mais cedo na Febraban, que o pacote não é o “gran finale”, nem uma “bala de prata”, e que novas medidas podem ser decididas se o ajuste não for suficiente.


… “Se daqui a dois, três meses, nós identificarmos riscos para essa trajetória (das despesas), vamos ter que voltar à mesa para verificar que [outros] ajustes terão que ser feitos.” O ministro citou o BPC como exemplo de programa social que precisa de adequação.


… Haddad deixou clara a importância de controlar a situação fiscal, porque, segundo ele, “se os gastos da União se expandirem para além das regras do arcabouço, haverá um risco de desaceleração econômica em função da alta nos juros e no dólar”.


… O ministro culpou o vazamento da proposta de isenção do IR para a faixa até R$ 5 mil, sem uma explicação prévia, para justificar o salto do dólar. “Não adianta se queixar do mercado, dizer que leu errado. O que me contrariou foi o vazamento sem uma explicação.”


… Mas o fato é, mesmo após as explicações, o dólar fechou acima de R$ 6, pela primeira vez na história do Plano Real (leia abaixo).


… A explicação que Haddad acredita que pode tranquilizar o mercado é que a isenção do IR é um assunto para 2025, como disseram os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, em ação coordenada para acalmar os investidores.


… O ministro repetiu que a proposta só será adotada se for fiscalmente neutra e defendeu a compensação com alíquota mínima de 10% para os mais ricos, “que fazem uma engenharia contábil, uma arquitetura financeira para não pagar imposto de renda”.


… Haddad não quis opinar sobre uma intervenção no câmbio, dizendo que essa é uma decisão técnica que cabe ao BC, mas sugeriu que não vê a alta do dólar como especulação. “Só a alta do dólar não é justificativa para fazer intervenção, se acontece por um ruído.”


… Uma rápida pesquisa do BDM com gestores e analistas mostrou que a grande maioria não é a favor da atuação no câmbio, defendida pelo PT, já que o dólar subiu porque precifica um prêmio de risco fiscal maior e não por qualquer disfuncionalidade.


… Para Alfredo Menezes (Armor Capital), “o BC não quer quebrar o termômetro”. “Se quiser atuar deve ser para conter a volatilidade, com uma quantidade pequena na oferta (seja no spot ou em swap cambial), e não para tentar reduzir o valor do dólar.


ERRARAM – A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula fez uma publicação com uma mensagem equivocada nas redes sociais, no fim de semana, informando que o Executivo já enviou ao Congresso a proposta de isenção do IR para faixa até R$ 5 mil.


… Segundo integrantes do Executivo já esclareceram, o texto só será enviado ao Congresso e discutido em 2025, como parte da reforma tributária da renda, para ser implementado em 2026. Ainda não há data anunciada para o envio do projeto de lei.


UM DRIBLE NO PRIMÁRIO – O projeto de lei complementar que compõe o pacote de contenção de gastos do governo traz um dispositivo que possibilita a livre aplicação de superávit financeiro de alguns fundos entre 2025 e 2030, segundo apurou o Broadcast.


… Como o mecanismo permite que o governo gaste como quiser os recursos do saldo, inclusive com despesas discricionárias, essa medida não representaria um corte de despesas. Pelo contrário, libera o uso de receitas que normalmente estariam indisponíveis.


… Segundo técnicos de Orçamento, os saldos desses fundos ficam alocados no caixa do Tesouro, mas vinculados a outros gastos.


… Com a desvinculação, o Executivo poderá usar o dinheiro em outra despesa, e se for uma despesa primária, terá impacto no resultado primário. O superávit não vira uma receita primária, mas passa a financiar outra ação, contabilizada como despesa primária.


… O texto define que até 25% do superávit financeiro dos recursos vinculados aos fundos públicos do Executivo poderão ser destinados ao financiamento de ações de enfrentamento, mitigação e adaptação a mudanças climáticas e de transformação ecológica.


AJUSTE NO BLOQUEIO – Um relatório surpresa publicado pelo governo na noite de 6ªF reduziu o bloqueio no Orçamento, apenas uma semana depois de ter indicado a necessidade de um volume maior de contenção nos gastos fiscais.


… Edição extra do Diário Oficial da União trouxe que o governo cortou recursos da Lei Aldir Blanc, de repasse de recursos para a cultura nos Estados e municípios, e diminuiu o bloqueio de R$ 19,3 bilhões para R$ 17,6 bilhões.


… A “pedalada” acontece, segundo o Planejamento, para compensar despesas obrigatórias que cresceram além do esperado (principalmente benefícios da Previdência Social) e respeitar o teto de gastos do arcabouço fiscal.


… O governo reduziu ainda a previsão de déficit primário no ano em praticamente R$ 1 bilhão, de R$ 28,737 bilhões para R$ 27,746 bilhões, próximo ao piso da meta (R$ 28,756 bi), que prevê banda de tolerância de 0,25pp do PIB.


SALVARAM O DIA – O investidor só testou algum alívio na 6ªF (abaixo), porque Pacheco e Lira afinaram o discurso e garantiram que tramitação da proposta do governo de isenção do IR até R$ 5 mil não vai ser rápida e tampouco está garantida.


… Segundo eles, tudo vai depender das condições fiscais. Para o presidente do Senado, esta “não é pauta para agora” e a mudança está condicionada à existência de espaço nas contas públicas para uma desoneração tributária.


… Na mesma linha de austeridade, Rodrigo Lira escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter) que iniciativas do governo federal que impliquem em renúncia fiscal terão de passar por uma análise “cuidadosa” e “realista”. Adiantou um pouquinho, mas não foi suficiente.


FERA NO CÂMBIO – Também agradou e ajudou a aliviar o dia a indicação de Nilton David, da tesouraria do Bradesco, à diretoria de Política Monetária do BC. Ele é considerado uma “fera” nas mesas de operação, principalmente em relação ao câmbio.


… A indicação será encaminhada ao Senado esta semana. Outros dois diretores foram escolhidos. Gilneu Vivan, chefe do departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, substituirá Damaso na Diretoria de Regulação.


… Izabela Correa, atual secretária na Controladoria-Geral da União (CGU), assumirá a Diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, no lugar de Carolina Barros, cujo mandato vence no final deste mês.


… Caso os três nomes sejam aprovados, a diretoria do BC terá sete dos nove nomes escolhidos por Lula.


JURO NA LUA – Segundo o Broadcast, o sentimento de frustração e descrédito com a política fiscal dominou a reunião de economistas do mercado financeiro com o BC na 6ªF, reforçando a cobrança por uma resposta mais agressiva do Copom.


… Relatos à reportagem indicam que nenhum economista presente ao encontro citou a manutenção do ritmo de alta da Selic em 0,50pp. A maioria fala em 0,75pp. Dois defenderam 1,0 ponto para turbinar a credibilidade do BC.


… Pesquisa relâmpago da AE confirmou esta percepção depois do pacote fiscal: 23 das 31 instituições consultadas agora têm a elevação de 0,75pp como cenário base. A mediana da Selic terminal subiu de 12,75% para 13,50%.


… Durante almoço na Febraban, na 6ªF, ao lado de Haddad, Gabriel Galípolo reforçou o recado de que juros mais contracionistas devem ser necessários por mais tempo, diante da economia aquecida e dólar forte, com menos cortes de juros pelo Fed.


… Seguindo à risca o comportamento do dólar, os juros futuros botaram pressão pela manhã, para depois passarem por uma correção das máximas à tarde com as mensagens do Congresso de que a isenção do IR não será tão fácil.


… Perto do fechamento, as taxas desaceleraram a alta com os elogios do mercado à indicação de Nilton David ao BC.


… Nas taxas curtas do DI, porém, o efeito positivo foi ofuscado pelos comentários de Galípolo de que o Copom eventualmente terá que ser mais agressivo para não permitir que o aquecimento econômico pressione a inflação.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subia para 13,890% (de 13,860% no pregão anterior); Jan/27, a 14,040% (de 13,940%); e Jan/29, a 13,800% (13,770%). Já o Jan/31 caía a 13,600% (13,750%); e Jan/33, a 13,460% (13,630%).


… O acionamento da bandeira verde na conta de luz no mês de dezembro, anunciado na tarde de 6ªF pela Aneel, já estava incorporado ao cenário de mercado financeiro e não mudou as projeções para o IPCA deste ano.


… As estimativas para a inflação seguiram abaixo de 5% na Warren (4,9%), na Terra (4,84%) e na LCA (4,78%).


DEVOLVEU A MÁXIMA – Ainda na Febraban, Galípolo disse que o regime de câmbio flutuante é uma ferramenta muito importante de política econômica e reiterou que a autoridade monetária intervém apenas quando há disfuncionalidade.


… O dólar renovou o recorde 6ªF, após bater a máxima de R$ 6,1155, fechando a R$ 6,0012 (+0,20%).


… Além de ter se acomodado com a sinalizações de que a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil deve ficar para um segundo momento, reagiu ainda ao sucessor de Galípolo no Banco Central.


IBOVESPA REAGIU – Sob o efeito Lira-Pacheco, o Ibovespa driblou a terceira queda consecutiva, fechou em alta firme de 0,85%, perto de retomar os 126 mil pontos (125.667,83), com um sprint no volume financeiro para R$ 33,8 bilhões.


… A tendência de acomodação nos DIs abriu espaço de reação da bolsa no último pregão do mês, mas o índice à vista ainda acumulou queda de 3,12% em novembro, contra -1,60% em outubro e -3,08% em setembro.


… O Julius Baer rebaixou a recomendação das ações brasileiras de “overweight” para neutra devido à piora da credibilidade fiscal, com o pacote que “não consegue convencer os mercados de uma consolidação significativa”.


… Um dia depois de ter anunciado distribuição de R$ 2,2 bilhões em JCP, Vale teve elevação de 2,17% (R$ 58,78). Petrobras ON registrou +2,08% (R$ 42,62) e Petrobras PN, +0,80% (R$ 38,90), apesar da queda do petróleo.


… Os principais bancos fecharam mistos. BB ON avançou 1,18% (R$ 24,77) e Santander ganhou 0,12% (R$ 24,93). No lado negativo ficaram Bradesco PN (-1,02%; R$ 12,63), Bradesco ON (-0,89%; R$ 11,13) e Itaú (-0,24%; R$ 32,60).


RECORDES NO MEIO-FERIADO – Com pregões reduzidos na 6ªF, entre o Dia de Ação de Graças e o final de semana, Dow Jones (+0,42%, a 44.919,65 pontos) e S&P 500 (+0,56%, 6.032,38 pontos) renovarem recordes de fechamento, cravando o melhor mês do ano.


… Também o Nasdaq foi muito bem, com avanço de 0,83%, a 19.218,17 pontos, com destaque para Nvidia (+2,15%) e Tesla (+3,69%).


… Ainda há muita euforia em Wall Street, apesar das ameaças protecionistas de Trump de sobretaxação de tarifas ao México, Canadá e à China. No sábado, o presidente eleito prometeu impor tarifas de 100% aos países do BRICS, se tentaram substituir o dólar.


… As propostas de tarifas de Trump ampliam as incertezas sobre os próximos passos do Fed para o juro e mantêm a volatilidade na curva dos Treasuries, que operaram com os rendimentos de 10 anos (4,171%) e de 30 anos (4,359%) nos menores níveis de outubro.


… De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, as chances de um corte de 25 pontos-base na reunião de dezembro do Fomc estão em 66%, enquanto uma parcela significativa continua apostando em manutenção do juro.


… No câmbio, o dólar perdeu para as moedas fortes, e teve baixa acentuada ante o iene (149,86/US$), após a inflação do Japão acelerar. Também caiu contra o euro (US$ 1,0560) e a libra esterlina (US$ 1,2717).


… O índice DXY registrou a primeira queda semanal desde o final de setembro, recuando 0,37%, a 105,747 pontos.


… Já o petróleo manteve cautela na expectativa da reunião da Opep+ nesta semana, que deve prorrogar para abril de 2025 o aumento de produção. O WTI/janeiro fechou em queda de 1,05%, a US$ 68,00, enquanto o Brent/fevereiro recuou 1,29%, a US$ 71,84.


… O contrato de ouro para dezembro segue em alta (+0,65%, a US$ 2.657,00 a onça-troy), com investidores buscando proteção.


MAIS AGENDA – O relatório Focus desta 2ªF (8h25) promete trazer a reação decepcionada ao pacote fiscal. 


… O PIB/3Tri, que o IBGE informa amanhã (3ªF), deve apontar um novo crescimento da economia brasileira, de 0,8%, mas já com menor ímpeto do que o observado nos três meses anteriores, quando a expansão foi de 1,4%.


… O ritmo da atividade econômica também poderá ser conferido pela produção industrial de outubro, na 4ªF.


… Do lado da inflação, saem o IPC-Fipe (3ªF), o IGP-DI (6ªF) e o IPC-S de novembro (hoje, às 8h), que deve desacelerar para 0,01%, contra 0,30% em outubro. Na 5ªF, tem a balança comercial mensal.


LÁ FORA – Powell participa de evento na 4ªF, mesmo dia em que saem o Livro Bege e relatório da ADP de criação de empregos no setor privado. Amanhã (3ªF) tem a pesquisa Jolts, mas o maior interesse é o payroll de novembro (6ªF).


… Hoje, nos EUA, o PMI industrial de novembro será divulgado pela S&P Global (11h45) e ISM (12h). O diretor do Fed Christopher Waller discursa em conferência às 17h15 e o presidente do Fed de NY, John Williams, fala às 18h30.


… Também é dia de PMI industrial na Alemanha (5h55), zona do euro (6h) e Reino Unido (6h30).


… Christine Lagarde (BCE) e Andrew Bailey (BoE) participam de eventos na 4ªF. O vice do BCE, Luis de Guindos, vê a inflação a caminho da meta de 2%, apesar do aumento de 2,3% do CPI de novembro, divulgado na última 6ªF.


… Já o dirigente Yannis Stournaras disse que as tarifas dos EUA podem justificar cortes agressivos de juro pelo BCE.


OPEP+ – Fontes dizem que, na reunião de 5ªF, o cartel deve decidir que a redução gradual dos cortes na produção, programada para janeiro, ficará para mais tarde, possivelmente para abril, diante dos sinais de excesso de oferta.


CHINA HOJE – O PMI industrial medido pelo setor privado subiu de 50,3 em outubro para 51,5 em novembro, atingindo o maior nível desde junho. O resultado surpreendeu os analistas, que previam estabilidade.


… O resultado veio acima do indicador oficial (50,3), que registrou o segundo mês consecutivo de expansão e superou o dado de outubro (50,1), depois de Pequim ter tomado medidas para estabilizar o crescimento econômico.


… Amanhã (3ªF) à noite, sai a leitura final de novembro do PMI composto.


JAPÃO HOJE – A atividade industrial medida pela S&P Global caiu de 49,2 em outubro para 49,0 em novembro, atingindo o menor nível em oito meses e indicando que o setor manufatureiro japonês segue em contração.


BLACK FRIDAY – Foi um sucesso aqui e nos EUA. Dados publicados no fim de semana pelas consultorias e empresas parceiras de varejistas mostraram que, desde a pandemia, há quatro anos, a data não era tão boa no Brasil.


… A coincidência este ano do pagamento da primeira parcela do 13° salário justamente na Black Friday ajudou. O faturamento nominal no online superou a projeção de 9% e avançou 11%, a R$ 8 bi, segundo a Neotrust Confi.


… Já o Índice Cielo do Varejo Ampliado registrou +17,1% nas vendas do comércio físico e 8,9% no e-commerce.


… Nos EUA, os gastos online atingiram o recorde de US$ 10,8 bi, aumento de 10,2% contra um ano antes. As vendas no varejo, excluindo automotivo, cresceram 3,4%, segundo dados preliminares do Mastercard SpendingPulse.


… Amanhã (3ªF), após fechamento, a Salesforce divulga seu balanço, outro termômetro do consumo.


EM TEMPO… PETROBRAS iniciou processo de contratação de plataformas para projeto Sergipe Águas Profundas.


BRASKEM. O novo presidente, Roberto Ramos, promoverá uma grande mudança na diretoria da empresa, segundo Lauro Jardim/O Globo. O executivo foi escolhido pela Novonor para assumir o lugar de Roberto Bischoff.


COSAN/RAÍZEN. Ricardo Mussa renunciou a um assento efetivo no conselho de administração e Rodrigo Alves foi  eleito para assumir o posto.


CSN concluiu bookbuilding de emissão de R$ 500 milhões em debêntures em duas séries.


ELETROBRAS reiterou a previsão de investimento de R$ 9 bilhões este ano.


TELEFÔNICA aprovou a distribuição de R$ 855 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,4410 líquido por ação, com pagamento em 17/12.


RD SAÚDE aprovou a distribuição de R$ 123,9 milhões em JP, o equivalente a R$ 0,0722 por ação, com pagamento até 30/5/25; ex em 5/12/24…


… A companhia informou que ampliou a projeção de abertura bruta de lojas de 280 a 300 para 330 a 350 em 2025.


HAPVIDA concluiu a virada de sistemas no processo de integração com a NotreDame Intermédica. O movimento acontece três anos após a fusão entre as companhias.


VAMOS LOCAÇÃO celebrou o termo de fechamento da operação referente a reorganização societária, incluindo a aquisição pela NewCo das ações ordinárias de emissão da Automob de titularidade da Simpar…


… As ações pertencentes à Simpar equivalem a 51,29340159% do capital social da Automob, pelo valor de R$ 1 bilhão. Assim, haverá a incorporação da Automob pela NewCo com a consequente extinção da Automob.


TECNISA propôs aumento de capital de até R$ 25 milhões com venda de novas ações, a R$ 1,48 cada.


ULTRAPAR pediu autorização do Cade para realizar parceria entre Ultragaz e Supergasbrás Energia em construção de terminal no Porto de Pecém (CE), para movimentação de GLP.


STELLANTIS anunciou que o conselho aceitou a renúncia do CEO, Carlos Tavares, um ano antes do previsto.


VOLKSWAGEN. Funcionários farão greves de advertência em fábricas de toda a Alemanha hoje, na nova escalada na disputa com a empresa por conta de demissões em massa, cortes de salários e possíveis fechamentos de fábricas.

Bankinter Portugal Matinal 0212

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Estamos no que poderíamos denominar de etapa de "debilidade em alta”. Suave inércia de subida que, contudo, poderá quebrar-se hoje transitoriamente como uma reação técnica de descanso. O S&P500 retrocedeu apenas uma sessão desde 15 de novembro, que foi véspera de Ação de Graças (27 de novembro, -0,4%) e após 7 sessões consecutivas de subidas suaves, mas consistentemente. Isso é muito melhor do que o esperado, no contexto de uma segunda interpretação mais prudente das consequências da vitória de Trump (que deu como resultado 5 sessões consecutivas de subidas significativas desde 5 até 11 de novembro). Fazemos esta revisão para elevar um pouco a perspetiva e afastarmo-nos do curto prazo feroz. E a tecnologia a aguentar melhor do que o esperado, perante a perspetiva de menores taxas de juros do que o esperado, fator que a afeta diretamente. Os semicondutores quase não hesitaram. O resumo é desde 4 de novembro, dia das eleições: S&P500 +5,6%, Nq-100 +4,8% e SOX -1%. Europa enfraqueceu, mas pouco: ES-50 -1%. E as obrigações claramente compradas nas últimas sessões, com yields a reduzirem-se. Isso é francamente melhor do que o esperado, portanto agora poderá permitir-se ao luxo de enfraquecer já no fecho do ano. 

 

Temos 3 assuntos destacáveis nas últimas 48h, todos bons: (i) Vendas EUA Holiday Season (primeiros dias) parecem boas: +3,4%/+7% consoante a fonte vs. +2,5%/+3,5% esperado para toda a HS, com resultados claramente melhores online (+10,2%/+14,6%). (ii) Surpreendentemente, S&P confirma rating e perspetiva de França em AA- e Estável. (iii) Trégua entre Israel e Hezbollah, embora se reaviva a frente síria para Rússia; em termos líquidos, deverá reduzir um pouco a tensão geopolítica. 

 

Hoje é Cyber Monday, portanto teremos alguns resultados amanhã, provavelmente bons a julgar pelos do fim de semana. E às 15h, sai o PMI Industrial americano, provavelmente a melhorar um pouco (47,6 vs. 46,5). Temos Emprego americano ao longo da semana: amanhã com Vagas de Emprego (JOLTS) 7,47M vs. 7,44M; quarta-feira, Inquérito Emprego Privado ADP 158k vs. 233k; sexta-feira, Criação de Emprego Não Agrícola 200k vs. 12k e Taxa de Desemprego a repetir em 4,1%. Na quarta-feira, às 18h45, Powell (Fed) fala, podendo tornar-se hawkish/duro e afetar já quinta/sexta-feira. 

 

Depois de um período em alta pós-vitória de Trump, entramos nas últimas semanas de 2024, que poderão ser bastante laterais, dando o ano já por terminado. MAS se rompesse em alguma direção seria mais provavelmente em alta, uma vez que já assumiram taxas de juros menos baixas do que o esperado e à vista de uma Holiday Season com bom ar, os prováveis bons resultados de Cyber Monday a partir de amanhã, o cessar-fogo em Israel e um emprego americano bastante bom ao longo desta semana. Debilidade em alta, poderíamos dizer. 

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +0,9% SOX +1,5% ES-50 +1% IBEX +0,3% VIX 13,5% Bund 2,08% T-Note 4,22% Spread 2A-10A USA=+2pb B10A: ESP 2,80% PT 2,55% FRA 2,89% ITA 3,29% Euribor 12m 2,461% (fut.1,950%) USD 1,055 JPY 158,4 Ouro 2.627$ Brent 72,5$ WTI 68,7$ Bitcoin -1% (96.475$) Ether +2,5% (3.682$). 

 

FIM

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