terça-feira, 4 de novembro de 2025

Arko Advice

 🇧🇷 *Arko Advice/Murillo de Aragão: segurança pública será pauta decisiva nas eleições presidenciais*


Broadcast- O cientista político e CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, avalia que, após a megaoperação policial no Rio de Janeiro na semana passada, a segurança pública será uma pauta decisiva nas eleições presidenciais de 2026. E, segundo Aragão, o tema pode representar uma fragilidade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


"Ao olhar o episódio do Rio de Janeiro, com o apoio da população à operação, vemos que existe uma parcela conservadora da população que exige abordagem mais assertiva na segurança pública. É uma pauta que vai ser decisiva e vai ser explorada [nas eleições], pois remexe num medo íntimo das pessoas. Ter um discurso que não seja de 'Law & Order' traz grande fragilidade ao Lula", afirmou Aragão, durante painel no Congresso Internacional Planejar, que acontece hoje, em São Paulo.


O CEO da Arko Advice diz que, em tese, Lula é o favorito para ganhar o pleito de 2026, mas que muitas variáveis podem alterar o cenário. "Não acho que o Lula ganha por WO. Existia uma precipitação do mercado em achar que o Lula não ia ganhar a eleição, falava-se do Tarcísio. Mas as pessoas esquecem que o Lula é muito bom candidato. A pedreira que ele vai enfrentar é difícil. Ele é favorito ao se olhar o livro de receitas, mas às vezes o 'bolo desanda'. Tem variáveis que podem afetar", ponderou.


Por Bruna Camargo

Sistema de metas de inflação. KAUAN EMILIO

 


O estudo abrangeu Brasil, África do Sul, México, Chile, Coreia do Sul, Inglaterra, Nova Zelândia e Canadá, economias com diferentes graus de desenvolvimento e estruturas institucionais. A escolha desse conjunto buscou contrastar a performance de países desenvolvidos, que apresentam maior credibilidade monetária e menor volatilidade de preços, com a de economias emergentes, frequentemente mais expostas a choques externos e instabilidade cambial.


Os resultados apresentados no dashboard mostram que países em desenvolvimento tendem a adotar bandas de tolerância mais amplas, criando uma zona de segurança maior para lidar com choques econômicos, sem comprometer o regime. Já nas economias avançadas — como Canadá, Inglaterra e Nova Zelândia —, observa-se maior estabilidade inflacionária, metas mais restritas e forte ancoragem das expectativas devido à solidez institucional e à independência de seus bancos centrais.

O dashboard permite:

Comparar a trajetória da inflação e o cumprimento das metas em cada país;
Visualizar bandas de tolerância e médias históricas;
Identificar padrões de credibilidade e flexibilidade entre economias desenvolvidas e emergentes.
Ferramentas utilizadas: Power BI, Excel e bases de dados oficiais de indicadores macroeconômicos.

Acesse o dashboard completo aqui:
https://lnkd.in/d6GpRhus

Rompendo a meta fiscal

 *Editorial Estadão - Fim do Disfarce sobre a Meta Fiscal*


O governo obteve a aprovação do Congresso para seguir o limite inferior da meta fiscal, livrando-se da obrigação de cortar R$ 30,2 bilhões em despesas neste ano. Uma emenda inserida em um projeto aprovado na última quinta-feira alterou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), permitindo que o Executivo opere com um rombo de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 31 bilhões, em vez de buscar o equilíbrio fiscal.


A proposta foi aprovada em uma votação simbólica e sancionada no dia seguinte, evidenciando um acordo entre o governo e os parlamentares para contornar as exigências do Tribunal de Contas da União (TCU). Em setembro, o TCU já havia alertado que a estratégia de buscar o limite inferior da meta infringia as normas fiscais vigentes. O ceticismo deste jornal na época provou ser pertinente, já que o governo não apenas recorreu da decisão, mas também alterou a legislação para garantir respaldo legal e agir sem responsabilizações. Assim, o objetivo fiscal que o governo alegava perseguir se tornou uma mera ilusão.


O limite inferior da meta, que deveria ser utilizado apenas em situações excepcionais, tornou-se a nova normalidade. O apoio da maioria no Congresso não surpreende: se a determinação do TCU fosse rigorosamente aplicada, não haveria como preservar as emendas parlamentares. O congelamento de despesas precisaria ser elevado de R$ 12,1 bilhões para R$ 42,3 bilhões até o final de novembro, afetando pelo menos R$ 6,8 bilhões em emendas, conforme reportado pelo Estadão.


Após um tempo, a equipe econômica finalmente abandonou a fachada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado que o governo buscaria o equilíbrio fiscal; porém, na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, admitiu que essa meta era irrealizável. “Não haveria despesas discricionárias que pudessem ser contingenciadas, faltando dois meses para o término do exercício, para atender tal magnitude”, explicou.


Um corte de R$ 30,2 bilhões nos últimos dois meses do ano poderia paralisar a administração pública. Isso suscita reflexões sobre as razões pelas quais o governo não atingirá os objetivos inicialmente estabelecidos. A falha reside na elaboração do Orçamento, que subestimou os gastos e superestimou a arrecadação.


Essa não foi uma falha acidental. Em maio, durante a revisão bimestral de receitas e despesas, o governo já tinha consciência de que os números estavam desalinhados, tanto que anunciou um congelamento de R$ 31,3 bilhões em despesas e a alteração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empresas e previdência privada.


Após várias idas e vindas, o governo revogou parte de um decreto que foi interpretado como uma medida de controle cambial, mas o Legislativo o derrubou, e o Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu-o parcialmente. As tensões resultaram em novas medidas, como a Medida Provisória 1.303, que eliminou a isenção das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs) e aumentou a tributação sobre apostas e fintechs. O governo cedeu mais do que deveria, e a proposta foi consideravelmente reduzida durante as negociações, mas mesmo assim foi rejeitada na Câmara no início de outubro.


No final, restou uma revisão nos gastos com o seguro-defeso, a inclusão do Pé-de-Meia no piso constitucional da Educação e um limite para compensações tributárias, todos incorporados em outro projeto de lei que passou na Câmara na semana passada. O governo ainda busca aumentar a tributação sobre apostas e fintechs, mas já desistiu de tributar os títulos isentos.


Em suma, o Orçamento deste ano nunca foi sólido e o do próximo ano deve seguir a mesma trajetória. O governo deseja aumentar a arrecadação, o Congresso não abre mão de suas emendas e, com um ano até as eleições, ninguém quer cortar gastos. O Executivo foca em uma narrativa que divide ricos e pobres, enquanto o Legislativo recusa o aumento de impostos, mas ambos concordam em buscar o limite inferior da meta fiscal, ignorando o aumento contínuo da dívida bruta.

Call Matinal 0411

 Call Matinal

04/11/2025
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (03/11)
MERCADOS E AGENDA
O Ibovespa fechou em alta de 0,61%, aos 150.454,24 pontos, após oscilar entre 149.550,84 e 150.761,29. Índice renovou máximas intradia e de fechamento. Volume financeiro somou R$ 21,3 bilhões, sexto pregão seguido de alta. já o dólar fechou em baixa de 0,43%, a R$ 5,3574. A contribuir a perspectiva de corte do juro na reunião do Copom em janeiro de 2026. Hoje é o primeiro dia de Copom.
PRINCIPAIS MERCADOS
Os índices futuros dos EUA operam em queda nesta terça-feira (4), depois que o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em alta devido ao entusiasmo contínuo em torno do setor de inteligência artificial. O mesmo acontece no mercado europeu, com quedas mais consistentes. Resultados sólidos dos balanços no 3º trimestre e altos investimentos em IA, pelos grandes players de nuvem, seguem sustentando o otimismo dos investidores. Nesta terça, como destaques: AMD, Uber, Spotify e SuperMicro.
MERCADOS 5h40
EUA
Dow Jones Futuro: -0,73%
S&P 500 Futuro: -0,96%
Nasdaq Futuro: -1,28%
Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), -0,41%
Nikkei (Japão): -1,74%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,79%
Nifty 50 (Índia): -0,38%
ASX 200 (Austrália): -0,91%
Europa
STOXX 600: -1,22%
DAX (Alemanha): -1,60%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,16%
CAC 40 (França): -1,39%
FTSE MIB (Itália): -1,12%
Commodities
Petróleo WTI, -1,05%, a US$ 60,41 o barril
Petróleo Brent, +0,68%, a US$ 64,45 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,71%, a 775,50 iuanes (US$ 108,90)
NO DIA, 0411
Primeiro dia de reunião do Copom e toda expectativa em torno do comunicado a ser divulgado. Todos querem ter “pistas” sobre quando será o início do ciclo de corte da Selic. Por enquanto é maioria os que preveem janeiro de 2026. A batalha em torno da questão fiscal, no entanto, segue obliterando a visão do mercado sobre esta possibilidade. De uma certa forma, por outro lado, enquanto este dia não chega, o carry trade segue intenso, com apreciação cambial continuando, até porque também continha contribuindo para derrubar a inflação. Em paralelo, o Ibovespa bate recordes seguidos e já transita nos 150 mil pontos. No Senado, tem início a discussão e votação em torno da isenção de IR até R$ 5 mil.
Agenda Macroeconômica Brasil – Destaque para a reunião do Copom, deliberando pela manutenção da Selic (15,00%)
Segunda-feira, 3 de novembro
8:00 AM — FGV CPI IPC-S (Estimativa e Consenso: 0,19%)
8:25 AM — Pesquisa Focus (Market Readout Report)
Terça-feira, 4 de novembro
5:00 AM — FIPE CPI Mensal (Outubro) (Est: 0,37% / Consenso: 0,65%); 9:00 AM — Produção Industrial Ano a Ano (Setembro) (Est:2,20% / Consenso: -0,70%); 9:00 AM — Produção Industrial Mensal (Setembro) (Est:-0,30% / Consenso: 0,80%)
Quarta-feira, 5 de novembro
Reunião do Copom
6:30 PM — Taxa Selic (5-Nov) mantida em 15,00% (Est e Consenso) – Manutenção da taxa Selic em 15,0%
Quinta-feira, 6 de novembro
3:00 PM — Balança Comercial Mensal (Outubro) (Est: 2,990 mi / Consenso: 6,200 mi)
Sexta-feira, 7 de novembro
8:00 AM — FGV Inflação IGP-DI Mensal (Outubro) (Est: 0,54% / Consenso: 0,36%); 8:00 AM — FGV Inflação IGP-DI Ano a Ano (Outubro) (Est: -0,22% / Consenso: 2,31%)
Boa terça-feira a todos!

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...