sábado, 23 de maio de 2026

Mercado de aluguel

 *Estadão: Demanda alta por aluguéis e preços mais elevados beneficiam investidores e empresas*


São Paulo, 23/05/2026 - A alta demanda por aluguel, o encarecimento da locação e a pouca oferta em regiões centrais impulsionaram o interesse de investidores e proprietários. “O aluguel voltou a ser visto como uma fonte relevante de renda recorrente, especialmente em regiões urbanas consolidadas”, afirma Thiago Reis, gerente de comunicação e dados do QuintoAndar. “O imóvel está no radar como um ativo estratégico, não apenas patrimonial”, diz Reis.


Reis afirma que, aliado aos desafios da compra, nota-se uma mudança de comportamento. “O aluguel deixou de ser uma etapa temporária e passou a ser uma escolha estrutural para uma parcela relevante das pessoas”, acredita. “Há uma demanda crescente por unidades compactas, funcionais e bem localizadas, especialmente estúdios e apartamentos de um dormitório.”


Incorporadoras passaram a desenvolver projetos específicos para o investidor comum que busca a renda do aluguel. Também é neste cenário que se fortalecem as iniciativas de multifamily, prédios residenciais de um único proprietário ou fundo destinados integralmente à locação.


A Vila 11, por exemplo, compra e constrói empreendimentos em regiões nobres da cidade de São Paulo e os disponibiliza para locação. Só em 2025, seis novos prédios e 680 unidades foram entregues.


O pacote do apartamento de um dormitório e 33 m² é negociado por R$ 5 mil mensais, enquanto as unidades de três dormitórios e 93 m² podem chegar a R$ 20 mil. “O aluguel passa a ser a saída mais eficiente: sem entrada, sem dívida de longo prazo, menos capital imobilizado”, afirma Jorge de Moraes, diretor comercial e de marketing da empresa.


“A mobilidade profissional cresceu e ter um imóvel pode representar rigidez, prendendo o morador a uma localização numa hora em que a capacidade de adaptação importa”, defende o executivo, cuja companhia dobrou de faturamento no último ano.


Combinação


Outra empresa que atua no segmento é a Greystar, que adota uma estratégia semelhante ao combinar investimento e operação de ativos residenciais. A companhia saltou de 1.220 unidades gerenciadas, em 2023, para 1.877 unidades em 2025.


O objetivo da Greystar é atender solteiros e famílias pequenas em apartamentos de um ou dois quartos, com aluguel previsto de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. “A estrutura do fundo está sendo desenhada para atrair capital com foco em localizações como Barra Funda e zona norte de São Paulo”, explica Cristiano Viola, diretor de operações da empresa.


Para Gustavo Favaron, CEO global da consultoria GRI Institute, existe um hiato no mercado de imóveis entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão. “Ao notar a redução do poder de compra da classe média, o movimento natural é voltar as atenções para o aluguel, suprindo uma necessidade do consumidor”, afirma. “Essa tese é consolidada em outros mercados, como na Europa e Estados Unidos, e deve crescer no Brasil.”


*Desafios*


O governo federal tem buscado responder aos desafios habitacionais enfrentados pela classe média para sair do aluguel. Em resposta a isso, anunciou uma série de medidas nos últimos anos. Entre elas, destaca-se o Programa Reforma Casa Brasil, com crédito habitacional destinado à solução de problemas estruturais e ampliações de residências.


O governo também anunciou, em 2025, a nova política de crédito habitacional, que permite que a Caixa financie até 80% do valor dos imóveis comprados via poupança. Alguns meses antes, o banco havia reduzido essa fatia máxima do financiamento para 70%.


Outra medida significativa foi o aumento no teto de financiamento para imóveis pelo SFH de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões e o teto de 12% de juros ao ano para o financiamento habitacional.


No entanto, talvez a medida mais aclamada pelo mercado seja a expansão do Minha Casa, Minha Vida, com a criação da Faixa 4, destinada a famílias com renda mensal de R$ 8,6 mil a R$ 12 mil.


A análise de especialistas é que as iniciativas são positivas, mas não são suficientes para estimular a retomada do segmento.


Broadcast+

Roberto Freire Institucional

 "Como cidadão e parlamentar que combateu a ditadura  militar de 64, não aceito lições de democracia de conveniência . 

Minha crítica a este decreto de Lula  - criando um "orwelliano ministério da justiça" um moderno dipizinho da censura - não se confunde com o barulho dos neodemocratas que ontem aplaudiam o autoritarismo. Minha assinatura está na historia da resistência e redemocratização do nosso país. 


O atual governo de Lula, embora se reivindique de esquerda e se diga respeitador da democracia , flerta abertamente com uma visão dogmática e autoritária de Estado. Ao criar uma máquina burocrática para policiar o debate público e ditar o que é "verdade" ou "mentira", "discurso de ódio" "desinformação", "ações e atos contra a democracia" et caterva...   o palácio do Planalto abre as portas para a censura e pavimenta a antessala de um regime autoritário, ditatorial.


As lições da história são implacáveis: o arbítrio sempre se instala sob o pretexto de nos proteger. 

O problema é que as ferramentas de vigilância e controle criadas por este governo são abusos hoje e permanecerão na estrutura do Estado amanhã. E essa  faca institucional cortará o pescoço sem distinção alguma de toda e qualquer dissidência não importa de onde venha. 

Crimes se combatem na legalidade democrática e na Justiça, com o devido processo legal, e não por meio de decretos do Executivo. A democracia exige pluralismo, não um consenso forçado pelo medo e pela vigilância.

Combati o autoritarismo fardado no passado e não assistirei calado à sua reedição burocrática e dogmática no presente. Os fins não justificam os meios. Quem é livre e democrático não aceita mordaça.


QUE O CONGRESSO NACIONAL APROVEITE O QUE PODE E DEVE SER APROVEITADO NO MALFADADO DECRETO DA CENSURA E O RESTANTE REMETA A LATA DE LIXO DA HISTÓRIA .

 ENQUANTO É TEMPO !


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Jairo José da Silva

 Na chamada síndrome de Estocolmo, o prisioneiro desenvolve uma ligação emocional com seu algoz, ele passa a ama-lo.

Nós, brasileiros, temos uma forte síndrome de Estocolmo em relação a nosso pior algoz, o Estado.

Quando algo vai mal no país, ou seja, sempre, e por quase tudo, as soluções que imaginamos sempre convocam o Estado. Pobreza? Problema do Estado. Saúde da população? Estado. Segurança pública? Estado. Péssimo nível educacional? Mais Estado. O trânsito está ruim? Faltam leis e punições. Ainda mais Estado. É como se não existisse sociedade fora do Estado. O que lembra a máxima fascista: tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado (Benito Mussolini, 1922).


O Estado retira um terço dos nossos salários via imposto de renda e joga sobre o que sobra uma penca de outros impostos. Para desencorajar a atividade econômica privada, fora do Estado, ele afoga o investidor em impostos, taxas e tributos e o enreda numa teia bizantina de leis e regulamentos.

E para quê? Principalmente para o seu próprio benefício. Privilégios principescos aos marajás do Estado, que vão de salários astronômicos (a unidade mais rica da Federação é de longe o DF, o ninho da burocracia estatal), a benesses que empalidecem príncipes orientais.

Uma juíza afastada por corrupção continua a receber salários que passam do milhão, um ministro pode requisitar um jato da Força Aérea para ir para casa no final de semana, o STF exige que seus vinhos tenham pelo menos dois prêmios internacionais. O presidente e sua mulher, em suas viagens “oficiais”, que são quase mensais, esnobam as dependências já nababescas das nossas embaixadas para se hospedarem em hotéis que cobram milhares de dólares o pernoite. Para o Estado tudo e sempre às nossas custas. Para o povo, nada ou migalhas.


O Estado, qualquer Estado, é intrinsecamente fascista e nossa fascinação com o Estado é uma fascinação com o fascismo. E quanto mais pobre é o indivíduo, mais fascistamente fascinado com o Estado ele é. O Estado o mantém acorrentado, mas impede que ele morra de fome, como um domador de circo o seu animal. E por isso ele ama o Estado, frequentemente encarnado num líder carismático que o incorpora, Hitler, Mussolini, Stálin ou Lula. Ele vê o flagelo que o Estado impõe aos “ricos” com satisfação, como se fosse uma vingança pessoal. Não lhe ocorre que substituir o Estado pelos ricos, ou melhor, por uma sociedade livre capaz de produzir riqueza, gerando assim mais e melhores empregos, bons salários e mais amplas oportunidades, não apenas roubar a riqueza de quem a produz, seria para ele bem melhor negócio.


A senhora que faz a faxina semanal em meu apartamento me contou hoje, feliz, que finalmente recebeu os R$3.000 da ação judicial que moveu contra o Estado pelo golpe financeiro promovido pelo governo Collor, o confisco da poupança, mais uma ação violenta do Estado. Lembro que esse confisco se deu em março de 1990. 36 anos para recuperar parte do dinheirinho roubado!


Em Cuba, toda a atividade econômica está concentrada numa entidade cuja função precípua é colocar a parca riqueza produzida em mãos dos barões do Estado, os Castro e seus capangas, bilionários num país de esfomeados.

Trump disse que vai enviar 100 milhões de dólares em ajuda a Cuba, mas através de entidades não estatais, como a Igreja, para que o dinheiro chegue efetivamente ao povo e não seja roubado pelos comunistas.

E o que fez o Estado cubano? Baixou hoje uma lei que o permite confiscar bens e propriedades privadas sem aviso prévio. Tudo no Estado, nada contra o Estado.


No Brasil, o lulopetismo controla completamente o Estado. O parlamento, os tribunais, as forças armadas, colocados todos a seu serviço. Para continuar assim, ainda que haja formalmente eleições, ele controla todo o processo eleitoral através de cortes aparelhadas e imprensa de cabresto. Ontem, instalou a censura oficial às redes que relutam em se submeter aos seus desígnios. Para ele, o Estado é sinônimo de democracia. A voz rouca do povo não conta, só a sua própria voz ecoada nos aparelhos do Estado.


O Estado é um cancro e o lastro que nos mantém escravos e pobres.

Temos que aprender a pensar e a agir fora do Estado.

Reflexões pós eleição

Passados alguns dias da eleição majoritária, vitória de Lula da Silva em segundo turno, uma reflexão se faz necessária. 1) Concordo que os d...