sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Celso Ming

 Opinião - Celso Ming - (Estadão de hoje)


Presidente Lula quer diminuir os preços dos alimentos, mas é incapaz de reconhecer que essa disparada tem como um dos principais motivos a perda de confiança na administração da economia por conta do rombo nas contas públicas


(...)


Esta não deixa de ser uma novidade, porque, até agora, o governo dizia que tratava de garantir o crescimento econômico e a criação de empregos. Viu que mais PIB e contratações não vêm ajudando na imagem. O aumento dos preços da comida pesa na popularidade do governo.


Em 2024, os preços dos alimentos subiram 7,69%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Entre os maiores impactos estão a alcatra, 21,1%; café, 39,6%; óleo de soja, 29,2%; e o leite longa vida, 18,8%. Ou seja, na percepção do consumidor, que não come PIB, como advertia a economista Maria da Conceição Tavares, a vida ficou muito mais difícil.


Por aí se vê que, por vias transversas, o governo Lula passa a admitir que a fonte de insatisfação do eleitor não está na má divulgação dos sucessos na administração econômica do governo; está na corrosão do salário pela inflação. Ou seja, não está em algum problema de comunicação; está na maneira como o governo vem lidando com o aumento do custo de vida.


Nesse ponto, o governo incorre no risco de outro erro de diagnóstico. O de achar que a inflação da comida se deveu apenas a eventos climáticos – chuvas demais e inundações no Sul ou seca em algumas regiões – que produziram escassez e carestia. Tende a esquecer ou a não levar em conta dois outros fatores: o aumento artificial da demanda em consequência do forte despejo de dinheiro no mercado pela gastança do governo, não acompanhada pelo aumento da produção (hiato do produto); e a escalada do câmbio, ou a alta do dólar de 27,3% em 2024. Essa desvalorização do real tem a ver com o fator já apontado: o do aumento do rombo fiscal que, por sua vez, derrubou a confiança na política econômica e empurrou o mercado à compra de moeda estrangeira.


Se o presidente Lula tivesse chegado às verdadeiras causas da alta dos alimentos, teria feito mais para reequilibrar as contas públicas, conter a dívida e recuperar a confiança do brasileiro na administração da economia.


Ao contrário, o presidente Lula vem corroendo o prestígio do ministro Fernando Haddad, quando não aceita suas ponderações em direção à responsabilidade fiscal e o culpa por trapalhadas na condução da economia, como ficou demonstrado no último episódio das notícias fake sobre a taxação do Pix.


De nada adiantará o combate à inflação na base do gogó e das novas técnicas a serem usadas pelo novo secretário das Comunicações, o marqueteiro Sidônio Palmeira, se o governo não enfrentar sua causa mais profunda: o rombo fiscal.

William Waack

 Quando a única saída é o marketing, não existe mais saída


**********


Crise autoinfligida

William Waack


O Estado de S. Paulo.

23 de jan. de 2025


Desde sempre historiadores tentaram resumir em poucas palavras o fenômeno de decisões políticas (e/ou militares) que levaram a grandes desastres, embora claramente previsíveis. Duas obras de enorme sucesso foram “A Marcha da Insensatez”, de Barbara Tuchman (de Troia ao Vietnã), e “Os Sonâmbulos”, de Christopher Clark (como a Europa “tropeçou” para dentro da Primeira Guerra Mundial).


Não há nada de sonâmbulo na marcha de Lula 3 no caminho da insensatez fiscal, que arrisca provocar uma crise política justamente quando seria menos desejável – isto é, num cenário eleitoral. Ao contrário, o presidente não transmite em privado ou em público qualquer sinal de que entenda a questão fiscal como insustentável.


A principal assessoria econômica do Ministério da Fazenda produz avaliações do seguinte teor: “nós estamos no caminho certo da consolidação, uma consolidação fiscal feita com baixíssimo desemprego, crescimento econômico, distribuição de renda e combate à pobreza. Sempre foi nosso objetivo: conduzir uma política econômica capaz de consolidar as contas públicas ao mesmo tempo que promove o crescimento e a distribuição de renda”.


É prosseguindo nessa trilha que o governo bateu um recorde histórico na terça-feira, quando passou a pagar IPCA + 7,94% para remunerar papéis de dívida de curto prazo. Com números dessa ordem, não espanta que agentes de mercado (sim, esses vilões) considerem que a atual situação política impeça Lula de adotar medidas capazes sequer de estabilizar a dívida pública, quanto mais reverter sua trajetória de crescimento.


Por “situação política” leia-se a cabeça de Lula e o que faz do “Zeitgeist” (espírito de uma época) ou “vibe” ou como se queira chamar o momento político e sua direção. A combinação de descrédito quanto às políticas do governo e o enorme tsunami representado por Trump (do comércio à geopolítica, passando pela guerra cultural) é componente bastante visível de uma realidade política extraordinariamente difícil e desafiadora para qualquer governante.


Realidade tornada ainda mais grave quando tudo é visto sob a perspectiva do marketing, uma ferramenta política capaz de produzir resultados apenas localizados, e da qual agora tudo se espera. Nesse sentido, Lula piorou a tarefa de seu chefe de propaganda política. O que tem a oferecer é mais do mesmo (gasto é vida) e promessas pontuais de “intervenção” para mitigar inflação de preços de alimentos, e seu devastador efeito na popularidade de qualquer governo.


Miopia também é uma boa palavra para se descrever como um dirigente político fabrica uma crise para si mesmo. É o que Lula está fazendo agora. •

BDM Matinal Riscala 2401

 *Rosa Riscala: Lula tem reunião sobre preços dos alimentos*


… Índices PMI de serviços e atividade industrial estão na agenda da zona do euro e dos EUA, que têm, ainda, o sentimento do consumidor de Michigan. Em Wall Street, AMEX divulga balanço antes da abertura. Mas o destaque internacional é a decisão do BoJ, que aumentou o juro japonês a 0,50% para enfrentar pressões inflacionárias e fortalecer o iene. Correndo por fora, as falas de Trump sempre podem surpreender e mexer com os mercados. Já aqui, o IPCA-15 de janeiro, às 9h, tem previsão de queda (-0,01%), mas a inflação dos alimentos continua pressionada pela carne. Essa se tornou a principal preocupação do governo e motivo para receio de medidas que podem agravar a percepção de risco do cenário fiscal. Hoje, Lula tem nova reunião para debater o tema com os ministros Haddad e Rui Costa, às 9h30.


… Depois que Costa falou em “intervenção”, e voltou atrás, e que chegou a ser cogitado um prazo mais flexível de validade dos produtos, uma nota da Bloomberg, informando que o governo estuda criar uma rede popular de alimentos, pegou feio, nesta 5ªF.


… A ideia seria fornecer alimentos mais baratos nas periferias de grandes cidades, uma iniciativa que exigiria subsídio. A pressão na curva de juros foi imediata, mesmo com dólar em queda (leia abaixo).


… A boa notícia é que essa fonte admitiu que é preciso buscar a redução dos preços sem gerar gastos extras, considerando o ceticismo do mercado envolvendo o compromisso de Lula com a responsabilidade fiscal.


… No fim da tarde, Haddad classificou como “boataria” a informação sobre um eventual subsídio estatal para interferir no custo dos alimentos e disse que não há espaço fiscal para adotar medidas para baratear os preços.


… De seu lado, Rui Costa afirmou ao blog da jornalista Ana Flor/g1 que o governo descarta criar uma rede popular de alimentos como forma de diminuir o preço da comida e nem vai congelar preços ou criar subsídios.


… O ministro da Casa Civil negou qualquer “medida heterodoxa” na apresentação de hoje a Lula.


… O que parece estar na mesa é o redirecionamento do crédito para os alimentos que mais subiram de preço e uma mudança na taxa dos vales refeição e alimentação – demanda apresentada pelos supermercados alegando que isso reduziria os custos dos alimentos.


… De novo, o governo pode cair na armadilha de atender os empresários acreditando que garantirá benefícios à população. Dilma fez isso quando distribuiu benefícios fiscais em troca de manutenção do emprego e está aí uma “bondade” que ninguém tira mais.


… Além disso, os vales refeição e alimentação atendem apenas os trabalhadores CLT (que nem são a maioria hoje) e servidores públicos.


… O fato é que a alta dos alimentos se tornou uma obsessão para Lula, que não consegue melhorar os seus índices de popularidade. E ele deixou claro que essa é a prioridade do momento do governo na reunião do ministério na Granja do Torto, no início da semana.


… Em 2024, os preços dos alimentos subiram 7,69%, sendo os maiores impactos a carne (21%), café (39%), óleo de soja (29%), leite (18%).


… Para hoje, pesquisa do Broadcast apurou que Alimentação, que subiu 1,47% em dezembro, ainda deve subir 1,44% no IPCA-15.


… A entrada do bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica deve corroborar o recuo do IPCA-15 em janeiro (-0,01% na mediana), entre o piso de -0,12% e alta de 0,24%. Para a inflação em 12 meses, a mediana indica desaceleração de 4,71% para 4,36%.


JURO NA LUA – Os economistas dizem que não há muito o que governo pode fazer para baixar os preços dos alimentos, a não ser torcer por uma safra melhor este ano – o que depende de fatores climáticos – e tomar medidas para baixar os juros e o dólar.


… Mas, embora o dólar tenha voltado à razão (com a ajuda de Trump), os juros continuam escalando.


… O choque no preço dos alimentos e os efeitos do repasse cambial, diante do período de real bastante depreciado, contribuem para a desancoragem das expectativas de inflação e cobram mais do Copom.


… Mais duas doses de alta da Selic, de 1pp cada, estão dadas – a primeira na semana que vem e a próxima em março. Depois disso, as apostas no mercado são variadas para o juro terminal. Na pior hipótese, vai a 16,25%.


… Segundo pesquisa Broadcast, a estimativa intermediária para o juro básico ao final deste ano subiu de 14,75% para 15%. Para o 2Tri de 2026, horizonte relevante da política monetária, avançou de 13% para 13,25%.


MAIS AGENDA – O balanço de pagamentos que o BC divulga às 8h30 deve trazer um déficit de US$ 12,4 bilhões na conta corrente em dezembro, segundo mediana do Broadcast. Em 2024o, o déficit deve chegar a US$ 56,2 bi.


… O IDP deve ficar negativo em US$ 1,1 bilhão no mês e fechar 2024 positivo em US$ 69,3 bilhões.


LÁ FORA – NY segue de olho nos balanços. Além da American Express, antes da abertura, Verizon divulga números depois do fechamento.


… A S&P Global informa a leitura preliminar do PMI composto de janeiro (11h45) dos EUA, que deve cair de 55,4 para 55,2, enfraquecido pelo dado de serviços, enquanto a indústria deve mostrar recuperação.


… Ao meio-dia, saem as vendas de moradias usadas em dezembro (previsão de +1,2%) e o índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, que traz embutido as expectativas de inflação.


… Baker Hughes informa às 15h o número de poços e plataformas de petróleo em operação.


… Christine Lagarde (BCE) faz mais uma participação em debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos (7h).


JAPÃO HOJE – Conforme esperado, o BoJ elevou as taxas de juros de 0,25% para 0,50%, nível mais alto em 17 anos, e sinalizou altas adicionais se a economia e os preços evoluírem de acordo com as perspectivas.


… O BC japonês aumentou a estimativa para a inflação ao consumidor (CPI) deste ano de 1,9% para 2,4%.


… Além da inflação acima da meta e o iene fraco, também os reajustes significativos de salários e a grande diferença dos juros pagos por títulos públicos japoneses e americanos contribuíram para o aperto monetário.


… As taxas de juro vinham inalteradas há três reuniões seguidas, mas agora não deu para segurar mais.


NÃO ENGOLIU BEM – Quando não é Trump, é Lula que vem para adicionar incerteza no mercado, com o rumor de subsídios para baratear os alimentos pondo em xeque o compromisso com a responsabilidade fiscal.


… Coincidindo com a notícia, que estourou na imprensa no meio da tarde, os mercados pioraram na reta final.


… O dólar desacelerou o ritmo de queda e já estava fechado quando veio o desmentido de Haddad (“boataria”), que ainda pegou a curva do DI aberta, mas não impediu as taxas de continuarem rodando na faixa dos 15%.


… Mais cedo, a moeda norte-americana havia conseguido furar os R$ 5,90, com mínima em R$ 5,8745, aliviada por Trump em Davos, que não está barbarizando como prometia em relação à sua política protecionista.


… Mas os afagos à China foram parcialmente ofuscados por aqui na segunda metade do pregão pelas investidas de Lula para recuperar a popularidade, renovando as dúvidas sobre a capacidade de cumprir a meta fiscal.


… O dólar à vista reduziu a intensidade da baixa no fechamento para 0,35%, cotado a R$ 5,9255. Apesar disso, ainda conseguiu emplacar o quarto pregão consecutivo de queda, com recuo acumulado de 2,31% na semana.


… Quem diria que o real, que caiu quase 3% em dezembro, já esteja registrando valorização superior a 4% agora em janeiro e exibindo o melhor desempenho entre as principais divisas globais neste início de ano.


… Famoso pelo otimismo com a moeda brasileira, o economista Robin Brooks, do Brookings Institute, fez ontem postagem na rede social X para dizer que o real “não merece e não pertence” ao nível do dólar acima de R$ 6,00.


… Disse que o “Brasil está longe de ser perfeito e que o atual governo comete erros não forçados”, mas que nada justifica um real 30% mais fraco (como aconteceu em 2024) do que antes da pandemia de covid-19.


… Anos atrás, Brooks se notabilizou por qualificar o Brasil com o status de “Suíça da América Latina”.


… Apesar de Haddad ter assegurado que não se cogita usar espaço fiscal para reduzir os preços de alimentos, a curva do DI não comprou o alívio. Interrompeu a sequência de baixas dos últimos dias e resgatou os 15%.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,070% (de 14,920% no fechamento anterior); Jan/27, 15,355% (de 15,165%); Jan/29, 15,205% (de 14,995%); Jan/31, 15,170% (14,960%); e Jan/33, 15,110% (14,880%).


… Em relatório, o Itaú avalia que o governo federal deveria anunciar uma contenção “significativa”, da ordem de R$ 35 bilhões, das despesas discricionárias (não obrigatórias) como forma de cumprir o seu plano fiscal.


… Segundo o banco, o tamanho exato do desafio fiscal este ano dependerá principalmente da evolução do número de beneficiários de programas sociais, que será uma das principais variáveis para se acompanhar.


… Por enquanto, o Itaú duvida do cumprimento da meta fiscal e estima déficit primário de 0,7% do PIB.


… Mas reconhece que os riscos são de um resultado melhor do que o estimado, diante da resiliência da atividade econômica e do esforço contínuo exibido pela equipe econômica na agenda de receitas.


… Semana que vem o Tesouro anuncia o resultado das contas públicas no acumulado do ano passado. Haddad já antecipou déficit de 0,1%, acima da meta de zero, mas dentro do intervalo de tolerância (-0,25%).


AMARGOU – Como os demais ativos domésticos, também o Ibovespa não digeriu bem a história dos subsídios para combater a inflação dos alimentos, que pega mal do ponto de vista fiscal e deixa todo mundo na defensiva.


… Embora negada por Haddad, o estrago da notícia já estava feito. O Ibovespa fechou em baixa de 0,40%, aos 122.483,32 pontos, com volume financeiro que não reage: somou R$ 18,9 bilhões.


… As blue chips de commodities ficaram no vermelho. Petrobras ON caiu 0,92% (R$ 40,75) e PN cedeu 0,70% (R$ 36,83), diante da queda do Brent (-0,76%, a US$ 77,56), após Trump mandar recado para a Opep reduzir os preços.


… Vale (-0,65%; R$ 53,32) ignorou os incentivos da China para o mercado acionário, que fez o minério de ferro subir 0,44% em Dalian.


… O governo chinês disse que continuará a diminuir os requisitos para empresas obterem empréstimos para recompra de ações.


… Bancos não foram poupados do mau humor, com exceção de BB (+2,26%; R$ 26,72). Santander caiu 1,76% (R$ 24,58), Bradesco ON perdeu 1,41% (R$ 10,48), Bradesco PN, -0,78% (R$ 11,39); e Itaú, -0,21% (R$ 32,54).


… Marfrig liderou os ganhos (+4,06%; R$ 15,64) após o Goldman Sachs elevar a estimativa de Ebitda da empresa, com a exclusão dos resultados da BRF.


… Minerva, por outro lado, encerrou na mínima de R$ 4,48 (-6,67%), estendendo as perdas da véspera após rebaixamento pelo Citi. Na semana, ação acumula queda de quase 11%.


… MRV (-5,70%; R$ 5,13) e Grupo Pão de Açúcar (-5,57%; R$ 2,71) também tiveram perdas expressivas.


MEU MALVADO FAVORITO – O discurso de Trump em Davos foi música para os ouvidos de Wall St.


… Em clima best friend com a China, defendeu relação comercial justa com Pequim, garantiu que terá boa relação com Xi Jinping e afirmou que os chineses podem ajudar os EUA a interromper a guerra entre a Rússia e Ucrânia.


… Desafiando a autonomia do Fed, o novo presidente dos EUA afirmou que exigirá queda dos juros, que entende mais disso do que o próprio Fed, que vai conversar com Powell “no momento apropriado” e espera que ele escute.


… O mercado sabe que Trump não pode controlar o Fed nem tem poder para interferência direta, mas “o investidor gosta mesmo assim de ouvir esse tipo de coisa”, como disse Larry Tentarelli (Blue Chip Daily Trend Report), na CNBC.


… Após o discurso em Davos, junho seguiu como mês mais provável para um corte de juro pelo Fed, com 44,9% das apostas, quase sem alteração na comparação com o dia anterior, de 44,7%, segundo a ferramenta do CME Group.


… Nas bolsas, o S&P 500 bateu novo recorde de fechamento (6.118,71 pontos), com alta de 0,53%. As techs se destacaram novamente. Trump assinou ontem uma série de ordens executivas relacionadas à IA e criptomoedas.


… O Nasdaq (+0,22%) fechou na máxima do dia, em 20.053,68 pontos, e o Dow Jones subiu 0,92%, (44.565,07).


… As bolsas de ações anotaram a quarta alta consecutiva. Desde a posse do presidente americano, o mercado ganhou impulso por causa dos potenciais cortes de impostos e desregulamentação.


… Embora o tema das tarifas continue na cabeça de todo mundo, a falta de uma ação formal mantém o otimismo. Para o diretor da Moody’s Analytics, Brendan LaCerda, Trump deve adotar tarifas de 20% sobre importados da China.


… Em seu cenário-base, as tarifas atingirão 10% para o México, 5% ao Canadá, 5% para a União Europeia, 5% para o Brasil e outros países da América Latina, 10% para Vietnã e 2% para o Japão.


… A possibilidade de um recuo mais significativo no preço do petróleo e seu impacto na inflação fez o juro da note de 2 anos ter leve queda, para 4,288% (de 4,292% na sessão anterior). Os demais rendimento dos Treasuries subiram.


… O da note de 10 anos se elevou a 4,646% (de 4,611%) e o do T-Bond de 30 anos avançou a 4,876% (de 4,825%).


… O câmbio colou no tom mais conciliatório de Trump em relação à China. O índice DXY caiu 0,11%, a 108,047 pontos, com destaque para a libra, que subiu 0,30%, a US$ 1,2358.


… O iene subiu 0,27%, a 156,024/US$, na espera pela decisão do BoJ. O euro ficou estável (+0,04%), em US$ 1,0421.


EM TEMPO… VALE comunicou que subsidiária Vale Base Metals iniciou revisão estratégica para explorar e avaliar série de alternativas, incluindo venda de seus ativos de mineração e exploração em Thompson, Manitoba (Canadá)…


… Os ativos incluem duas minas subterrâneas em operação, uma usina adjacente e oportunidades significativas de exploração do cinturão, que tem 135 quilômetros de extensão.


PETROBRAS. A diretora de exploração e produção, Sylvia dos Anjos, disse que espera que a licença para perfurar na Foz do Amazonas saia no fim deste 1Tri…


… O centro de resgate e despetrolização de animais que está sendo construído no Oiapoque deve ser concluído em fevereiro, o que eliminaria a última pendência para a concessão da licença pelo Ibama…


… A companhia informou ter dado início à fase vinculante para venda de participação no Campo de Tartaruga, no município de Pirambu (SE), em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas, operado pela SPE Tieta (PetroRecôncavo).


AZUL vai suspender operações em 12 cidades do país por causa do aumento dos custos e baixa demanda…


… São elas: Campos e Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA).


PLANO&PLANO aprovou pagamento de R$ 200 milhões em dividendos extras, montante correspondente a R$ 1,006 por ação. Ex em 28 de janeiro.


NUBANK ultrapassou o Itaú em número de clientes no 4Tri24. Segundo dados do BC, o banco digital tinha 100,77 milhões de clientes entre outubro e dezembro, ante 98,5 milhões do Itaú…


… Assim, o Nubank tornou-se o 3º maior banco do Brasil em número de clientes, perdendo apenas para Caixa Econômica Federal (154 milhões) e Bradesco (109 milhões).

Call Matinal ConfianceTec 2401

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

24/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (23/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quinta-feira (23), fechou em queda de 0,44%, aos 122,483 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,33%, a R$ 5,926.


PRINCIPAIS MERCADOS 7h00


Índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (24).


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,02%

S&P 500 Futuro, -0,08%

Nasdaq Futuro, -0,18%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,70%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,07%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,86%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +0,85%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,36%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,14%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,35%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,90%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,54%

STOXX 600🇪🇺, +0,40%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 74,54 o barril

Petróleo Brent, -0,11%, a US$ 78,20 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,69%, a 806,50 iuanes (US$ 111,39)


NO DIA, 24/01


Nos EUA, Trump dá uma aliviada no seu discurso sobre tarifas, tendo como principal alvo a China. 


No Brasil, hoje é dia de IPCA15, na expectativa de uma boa desaceleração a 0,1% no mensal e 4,4% no anual. 


No Japão, Bank of Japan subiu actaxa de juro de 0,25% para 0,50%. 


Segundo o BoJ, "a taxa de juros aumentará mais se a economia e os preços evoluírem de acordo com as perspectivas."


AGENDA, 24/01


Indicadores:

05h30. Alemanha🇩🇪/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

06h00 – Zona do euro🇪🇺/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

06h30. Reino Unido🇬🇧/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

08h30. Brasil🇧🇷/BCB: Balanço de pagamentos de dezembro

09h00. Brasil🇧🇷/IBGE: IPCA-15 de janeiro 

11h45. EUA🇺🇸/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

12h00. EUA🇺🇸/Univ. Michigan: Sentimento do Consumidor - Jan 

12h00. EUA🇺🇸/NAR: vendas de moradias usadas - Dez

15h00. Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação


Eventos:

07h00. Christine Lagarde (BCE) participa de conversa em Davos

09h30. Presidente Lula tem reunião sobre preços dos alimentos com ministros


Balanços:

NY/Antes da abertura: American Express

NY/Após o fechamento: Verizon

                           

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa sexta-feira e bons negócios!

Abertura 2401

 Abertura: IPCA-15 e reunião de Lula sobre alimentos ficam no foco; dólar se enfraquece


São Paulo, 24/01/2025


Por Luciana Xavier e Silvana Rocha*


OVERVIEW. O IPCA-15 é destaque local nesta sexta-feira, juntamente com a reunião do presidente Lula com ministros para debater os preços dos alimentos. No exterior, após uma série de índice de gerentes de compras (PMI) na Europa, é esperado o PMI composto dos Estados Unidos, além do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com expectativas de inflação. O investidor também fica em compasso de espera pelas decisões sobre juros do Federal Reserve (Fed) e Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima quarta-feira.


NO EXTERIOR. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue mexendo com os mercados. O yuan negociado em Xangai se valoriza fortemente após ele dizer que preferiria não punir produtos chineses com tarifas. "Eu preferiria não ter que usar as tarifas, mas é um poder enorme sobre a China", disse à Fox News. O dólar se mostra mais fraco em geral no exterior. Já as bolsas operam mistas, com europeias em alta após dados da região e futuros de Nova York no vermelho. O euro ampliou ganhos ante o dólar após o PMIs da zona do euro e da Alemanha terem vindo acima do esperado. A libra passou a subir mais após o PMI composto do Reino Unido também superar as expectativas. O dólar cai ante o iene após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua principal taxa de juros de 0,25% para 0,50% ao ano, como estimado. A Capital Economics considera que o BoJ deixou a porta aberta para apertos adicionais. Os mercados também estão à espera de manutenção dos juros pelo Fed na próxima quarta-feira.


POR AQUI. A reunião do governo para discutir os preços dos alimentos pode mexer com o humor do mercado, em meio a ruídos recentes de comunicação. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, descartou ontem a criação de uma rede de abastecimento popular como forma de diminuir o preço dos alimentos. "O governo não vai criar rede popular de alimentos, nem congelar preços, nem criar subsídios", disse. O dólar mais fraco ante maioria das moedas pode beneficiar o real. A deflação de 0,01% esperada para o IPCA-15 de janeiro, após alta de 0,34%, poderia trazer alívio à curva, uma vez que a inflação em 12 meses também pode desacelerar. Por outro lado, o mercado prevê aceleração da média dos núcleos, o que pode limitar o movimento. O dado não deve alterar a perspectiva para o Copom na próxima semana. Uma ampla maioria no mercado aposta em mais uma alta de 100 pontos-base da Selic, para 13,25%, em linha com o forward guidance do Banco Central.


NA POLÍTICA. O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, criticou “mentiras” difundidas nos últimos dias contra a proposta do setor para flexibilizar a validade de alimentos no País. O governo federal trabalha com o cenário no qual o bloqueio de recursos do programa Pé-de-Meia pelo Tribunal de Contas da União (TCU) será derrubado a tempo de o pagamento de fevereiro ser efetuado. A posse de Donald Trump abriu uma nova temporada de tretas entre o vereador Carlos Bolsonaro (PL-Rio) e o influenciador digital Pablo Marçal (PRTB-SP), evidenciando ainda mais o racha da direita bolsonarista de olho nos planos presidenciais para 2026.


AGENDA.


IPCA-15 E REUNIÃO DE LULA SOBRE ALIMENTOS EM FOCO - A agenda desta sexta-feira traz a divulgação do IPCA-15 de janeiro (9h). Antes, tem o dado de conta corrente de dezembro e 2024 (8h30). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz reunião com ministros para debater os preços dos alimentos (9h30). Nos EUA, sai o índice de gerentes de compras (PMI) composto preliminar de janeiro (11h45); vendas de moradias usadas (12h); índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (12h), além dos balanços da American Express e Verizon.


O QUE SABEMOS.


PETROBRAS - A Petrobras deu início à fase vinculante para venda total de sua participação minoritária de 25% nos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural no Campo de Tartaruga. O campo fica no município de Pirambu-SE, em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas, e é operado pela SPE Tiêta (Petrorecôncavo). De acordo com comunicado da estatal, os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo, com orientações para a realização de due diligence e envio das propostas vinculantes.


EM TESE  A operação deve ser bem recebida porque faz parte da estratégia de desinvestimento da estatal para focar em ativos mais rentáveis. Mas o impacto positivo nas ações e ADRs da estatal pode ser moderado, já que se trata de um ativo de menor relevância no portfólio da empresa. Os ADRs subiam 0,65% por volta das 6h30, refletindo ainda o ensaio de alta dos preços do petróleo, após quedas acumuladas nas últimas seis sessões.


AZUL - A partir de 10 de março, a Azul suspenderá operações em 12 cidades do País, a maioria no Nordeste. Estão no plano, Campos e Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA). Segundo a empresa, a suspensão decorre de uma série de fatores, como aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda.


EM TESE: A suspensão de operações da Azul em 12 cidades pode pressionar as ações no curto prazo, refletindo desafios operacionais e financeiros. Porém, a readequação da malha aérea pode  melhorar a eficiência da companhia no médio prazo e amenizar o impacto nos preços de seus papéis, mas consumidores enfrentarão menos opções de voos e possíveis aumentos de preços. A medida beneficia concorrentes, como Gol e Latam, e pode afetar a economia local das cidades envolvidas, prejudicando o turismo e os negócios.


OVERNIGHT.


PREÇO DOS ALIMENTOS - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a regulamentação da portabilidade do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) pode ter um efeito positivo no curto prazo no preço dos alimentos. Embora a lei que permite a portabilidade dos cartões de Vale-Alimentação e Vale-Refeição já tenha sido aprovada, ainda falta regulamentação, responsabilidade do Banco Central. Haddad mencionou possíveis reduções entre 1,5% e 3%, mas não especificou se esses porcentuais se referem aos preços dos alimentos ou às taxas cobradas pelas empresas do setor.


IBGE  - A presidência do IBGE informou que a servidora Maria do Carmo Dias Bueno assumirá o cargo de diretora de Geociências, em substituição à servidora Ivone Lopes Batista, enquanto o servidor Gustavo de Carvalho Cayres da Silva assumirá a diretoria-adjunta, em substituição à servidora Patricia do Amorim Vida Costa. Nos últimos meses, o sindicato dos servidores do instituto tem realizado diferentes mobilizações de trabalhadores, incluindo paralisações temporárias, contra o que chamam de "autoritarismo" da gestão Pochmann.


NUBANK - O Nubank, que anunciou que já tem 10 milhões de clientes no México, acaba de ultrapassar o Itaú em número de clientes no Brasil. Com isso, se tornou o terceiro maior banco do país em número de correntistas, com 100,8 milhões. O Itaú tem 98,5 milhões, de acordo com dados do Banco Central desta quinta-feira. O banco com mais clientes no Brasil é a Caixa Econômica Federal, com 154,2 milhões. Em seguida aparece o Bradesco, com 109 milhões. O Itaú é o quarto e o Banco do Brasil ocupa a quinta posição, com 78 milhões.


USIMINAS  - A Usiminas informou que, no âmbito da oferta de recompra em dinheiro (Tender Offer) de senior notes com vencimento em 2026 e taxa de 5,875% emitida pela Usiminas International S.à r.l, foram recebidas propostas válidas com relação a US$ 224.068.000,00 no valor principal agregado das Notes. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que a condição financeira (Financing Condition, definida na Offer to Purchase) foi totalmente satisfeita. A ofertante espera aceitar e fazer com que a emissora efetue o pagamento de todas as Notes que validamente aceitaram a Tender Offer em 28 de janeiro.


AMBIPAR - A Fitch deu rating "BB-" à proposta de emissão de títulos verdes da Ambipar, que deve somar US$ 500 milhões. Segundo fontes, a expectativa é que a operação vá a mercado no começo da próxima semana. Os recursos captados serão destinados à gestão de passivos.


GOL - A Gol informou que não firmou nenhum acordo de investimento com terceiros, como companhias aéreas, sobre um aporte de capital. A empresa confirmou a intenção de levantar até US$ 1,85 bilhão por meio de uma linha de crédito relacionada ao Chapter 11, para quitar o financiamento Debtor-in-Possession e garantir liquidez para sua estratégia futura. O comunicado foi uma resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou rumores sobre negociações com grandes companhias aéreas internacionais para aportes financeiros.


BOEING - A Boeing reconhecerá os diversos impactos financeiros quando divulgar os resultados do seu quarto trimestre, em 28 de janeiro, informou a companhia nesta quinta-feira. Entre as dificuldades enfrentadas pela empresa que serão reconhecidas no balanço estão os impactos da paralisação e acordo trabalhista com o sindicato, encargos de determinados programas de Defesa, Espaço e Segurança e custos associados às reduções da força de trabalho anunciadas no ano passado. A empresa espera registrar no quarto trimestre uma receita de US$ 15,2 bilhões e prejuízo por ação de US$ 5,46. O caixa e os investimentos em títulos negociáveis totalizaram US$ 26,3 bilhões no final do trimestre.


PANAMÁ -  O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fará sua primeira viagem oficial ao exterior na próxima semana para a América Central, incluindo uma parada no Panamá - país que tem gerado irritação junto ao presidente Donald Trump, que citou a possibilidade de tentar recuperar o Canal do Panamá. Rubio, ex-senador da Flórida e filho de imigrantes cubanos, também visitará El Salvador, Guatemala, Costa Rica e República Dominicana, disse a porta-voz do departamento, Tammy Bruce.


PMI DO JAPÃO - O índice de gerentes de compras (PMI) composto do Japão subiu de 50,5 em dezembro para 51,1 em janeiro, segundo pesquisa preliminar da S&P Global em parceria com o Jibun Bank. O PMI industrial cedeu de 49,4 para 48,0, ainda em território de contração, enquanto o PMI de serviços teve alta de 50,9 para 52,7. A expansão da atividade permaneceu liderada pelo setor de serviços, com taxa de crescimento atingindo recorde de quatro meses, mas a produção industrial caiu para o menor valor desde abril passado.


E NOS MERCADOS.


TREASURIES - Os rendimentos dos Treasuries operam em baixa, depois do comportamento misto da sessão anterior, enquanto investidores aguardam indicadores dos EUA, incluindo PMIs preliminares e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, e seguem atentos a eventuais falas do presidente americano, Donald Trump. Às 7h15, o juro da T-note de 2 anos caía a 4,268% (ante 4,289% no fim da tarde de ontem), o da T-note de 10 anos recuava a 4,634% (de 4,644%) e o do T-bond de 30 anos diminuía a 4,866% (de 4,872%).


FUTUROS DE NY - Os índices futuros das bolsas de Nova York recuam, depois de Wall Street acumular ganhos nos últimos pregões. Investidores aguardam dados dos EUA, incluindo PMIs preliminares e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, além de balanços trimestrais da American Express e da Verizon. Às 7h15, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,10%, o S&P 500 recuava 0,13% e o Nasdaq tinha perda de 0,18%.


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias operam na maioria em alta nesta sexta-feira, ampliando ganhos de ontem, em meio a um alívio nos temores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, possa elevar tarifas agressivamente. Investidores reagem também aos PMIs preliminares alemães de janeiro acima do esperado. Na Zona do Euro, o PMI industrial veio acima do esperado, mas o de serviços decepcionou. Às 7h15,  a Bolsa de Paris avançava 0,87% e a de Frankfurt ganhava 0,32%, mas a de Londres caía 0,31%.


MOEDAS - O dólar opera em baixa ante outras moedas de países desenvolvidos, estendendo perdas de ontem, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer, em entrevista à Fox News, que preferiria não impor tarifas a produtos chineses. O yuan negociado em Xangai se valoriza fortemente com alívio em temores de que os EUA venham a impor tarifas a importações da China. O iene avança após elevação a elevação de juros pelo Banco do Japão. O euro e a libra ganham força após os dados de PMIs da Alemanha e Reino Unido acima das previsões. Às 7h16, o euro subia a US$ 1,0496 (de US$ 1,0421), a libra avançava a US$ 1,2432 (de US$ 1,2358) e o dólar recuava a 155,75 ienes (de 155,92 ienes). Já o índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - tinha baixa de 0,55%, a 107,457 pontos.


PETRÓLEO  - Os contratos futuros do petróleo buscam recuperação e sobem levemente, após acumular perdas nas últimas seis sessões. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, detalhou planos de impulsionar a produção doméstica e disse que irá pedir à Arábia Saudita e à Opep que reduzam os preços da commodity. Às 7h17, o barril do petróleo WTI para março subia 0,35% na Nymex, a US$ 74,88, enquanto o do Brent para abril ganhava 0,27% na ICE, a US$ 77,77.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira em meio a um alívio em relação à postura tarifária do recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, mas a de Tóquio caiu após o Banco do Japão elevar seu juro básico. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,70% e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,21%, a 1.936,34 pontos, à medida que o sentimento melhorou após Trump dizer que preferiria não impor tarifas a produtos chineses. No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 0,07%, após o BoJ aumentar sua principal taxa de juros em 25 pontos-base, para 0,50%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,86%, após dois dias consecutivos de perdas. O índice Kospi avançou 0,85% em Seul, antes de um feriado na Coreia do Sul que deixará a bolsa local fechada até dia 30. Em Taiwan, o mercado não opera desde ontem por causa de feriados, e só retomará os negócios no dia 3 de fevereiro. Na Oceania, o S&P/ASX 200 subiu 0,36% em Sydney.


Colaborou Sergio Caldas


Contatos: luciana.xavier@estadao.com e silvana.rocha@estadao.com



Broadcast+

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...