sexta-feira, 14 de março de 2025

Bankinter Portugal Matinal 1403

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Trump ameaça com imposto alfandegário de 200% (ameaçar não é aplicar) e Pernod Ricard caiu -4% (LVMH aguentou bem: -1,1%). Esse é o problema: a imprevisibilidade das reações de um presidente americano que acredita firmemente na ameaça como forma de relação e o melhor caminho para alcançar objetivos que engrandeçam o seu ego. A confusão no comércio é absoluta (e, por extensão, sobre o PIB, a inflação… o ciclo económico em geral), mas não é menor na sua estratégia de bazar. A sua proposta de cessar-fogo na Ucrânia baseada na ameaça dos próprios aliados e não ao inimigo inevitavelmente fracassará, porque dá confiança à Rússia. Trump pensa que pode negociar com o espírito herdeiro do KGB como se estivesse a regatear algo em Coney Island, mas engana-se. E o pior é que provavelmente não terá um plano B, porque o seu ego é tão grande que está convencido que não pode falhar. O resultado da primeira ronda é que Rússia diz aceitar o cessar-fogo “incondicionalmente” para continuar a frase impondo condições prévias inaceitáveis (reter o território invadido, que a Ucrânia nunca entre na OTAN, etc.), o que é absolutamente previsível. 


O resultado é que, quando as bolsas caem novamente como ONTEM, as yields das obrigações quase não se reduzem e isso é um mau sinal de mercado. O contexto continua a complicar-se e, por isso, as bolsas combinam subidas e retrocessos erraticamente e/ou segundo a última notícia comercial (Trump) ou sobre estímulos fiscais (Alemanha)… os quais são sempre interpretados desde o lado da Oferta (mais despesa pública = mais dívida = mais impostos) e nunca do lado da Procura (descidas de impostos = mais Consumo e Investimento, reajuste de Despesa Pública), o que não é necessariamente bom. Insistimos que os riscos se movem em alta, as expetativas de crescimento económico em baixa, com um pouco mais de inflação na 2.ª ronda (não agora, mas acontecerá inevitavelmente com impostos alfandegários superiores), e as estimativas de EPS (lucros empresariais) são revistas em baixa. É óbvio que isso não é bom para as bolsas, é mau, e logo veremos como afeta as obrigações, mas de momento é mau para as obrigações europeias, enquanto continua um prémio de risco por geoestratégia elevado e a dívida pública aumenta ainda mais rápido. Porque, embora determinadas despesas (Defesa) hipoteticamente não sejam contabilizadas para os limites do Défice Fiscal, há que as pagar de igual forma. 


A realidade é que ninguém sabe quase nada fiável agora mesmo, quase ninguém se atreve a admiti-lo. Insistimos que não se pode tirar conclusões fiáveis com base em informações incompletas, entre outras coisas, porque ainda é cedo para que os indicadores económicos mostrem algo diferente, nem sequer os adiantados… o primeiro dos quais corresponde a março (qualquer registo de março tornou-se especialmente importante, porque fevereiro ainda terá pouco impacto negativo no sentimento) sai hoje (14 h): Confiança Univ. Michigan, que se espera que retroceda até 63,0 desde 64,7… embora já esteja um pouco descontado, porque já retrocedeu em fevereiro (64,7) e janeiro (71,7) desde o seu máximo recente em dezembro (74,0). O risco de que hoje saia inferior ao esperado (63,0) é elevado, e isso poderá começar a despertar o mercado em relação ao dano que está a acontecer sobre o sentimento (isto é, bolsas, Consumo Privado, Investimento Empresarial, etc.). O próximo indicador adiantado de primeira ordem será o Leading americano de quinta-feira da próxima semana (Q20), que será de fevereiro e, por isso, não se espera especialmente mau (-0,1% vs. -0,3%). Estes são os 2 indicadores mais importantes a monitorizar nos próximos dias. Estes e as reuniões do BoJ e Fed a 19 de fevereiro, e do BoJ no dia 20 de fevereiro, todas na próxima semana.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: HOJE os futuros sobem um pouco (+0,2%/+0,5%), mas é uma simples contrarreação positiva às quedas de ontem. Nada de fundo muda. O mercado está abalado, de momento. A Confiança Univ. Michigan (14 h) decidirá os fechos nesta sexta-feira de uma semana em baixa (Wall St. ca.-6% e Europa ca.-2,5%), que no caso americano será a 4.ª consecutiva em negativo. E Wall St. marca a tendência global, não o esqueçamos. O risco de que a sessão de hoje se torne negativa durante a tarde não é desprezível. 


S&P500 -1,4% Nq-100 -1,9% SOX -0,6% ES-50 -0,6% IBEX +0,1% VIX 24,7 Bund 2,85% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+32pb B10A: ESP 3,49% PT 3,36% FRA 3,55% ITA 3,94% Euribor 12m 2,451% (fut.2,355%) USD 1,084 JPY 161,2 Ouro 2.986$ Brent 70,5$ WTI 67,2$ Bitcoin -1,8% (81.973$) Ether +0,9% (1.895$).


FIM

Vivara

 CEO da Vivara é investigado por possível ‘insider trading’




O CEO da Vivara, Icaro Borrello, virou réu em processo sancionador recentemente aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para apurar possível prática de “insider trading” primário, a negociação de papéis com base em informações privilegiadas obtidas na qualidade de administrador de uma companhia.

Não estão claras quais acusações pesam contra Borrello, nem quais valores mobiliários foram negociados com base em suposto “insider trading”, pois os detalhes do processo da CVM — que regula o mercado de capitais — ainda não são públicos.

Processos sancionadores são aqueles com acusação formulada pela CVM e que vão a julgamento. 

Borrello chegou à Vivara no começo do ano passado, vindo da consultoria Alvarez & Marsal. Ele iniciou como diretor de desenvolvimento de negócios e foi logo promovido a diretor operacional. No fim de 2024, o executivo se tornou CEO, após meses turbulentos no comando da rede de lojas de joias.

A coluna entrou em contato com a Vivara no começo da tarde desta quinta-feira, mas a companhia ainda não respondeu.


https://oglobo.globo.com/blogs/capital/post/2025/03/ceo-da-vivara-e-investigado-por-possivel-insider-trading.ghtml

BDM Matinal Riscala 1403

 *Rosa Riscala: Varejo e dados fiscais encerram a semana*


… O Congresso americano tem até hoje para aprovar uma lei provisória que garantirá novo financiamento e mais recursos para o governo Trump, evitando um shutdown, que, segundo o presidente, pode levar a impostos “muito, muito mais altos”, à medida que atrasaria a proposta tributária. Em paralelo, Trump segue tentando o aval de Putin para fechar um acordo de cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia e continua barbarizando com as tarifas. Está bravo com o Canadá, dizendo que não vai se curvar à taxação dos metais, e ameaça aplicar 200% para vinhos e champagnes da União Europeia. Na agenda dos indicadores, destaque para o sentimento do consumidor de Michigan, que traz as expectativas de inflação (11h), e, no Brasil, para os resultados fiscais de março (8h30) e do varejo em janeiro (9h).


… A mediana das estimativas do mercado indica um superávit primário de R$ 101,8 bilhões nas contas do setor público consolidado, após saldo positivo de R$ 15,745 bilhões em dezembro. As projeções do Broadcast oscilam entre R$ 76,4 bilhões e R$ 118,7 bilhões.


… A sazonalidade favorável do período e o resultado positivo do Governo Central, que somou R$ 84,882 bilhões, devem sustentar o saldo de janeiro. Os dados estavam previstos para 28/2 e foram adiados por duas vezes por indisponibilidade das estatísticas, segundo o BC.


… Já as vendas do varejo ampliado devem subir 1,7% em janeiro, após dois meses de queda (-1,4% em novembro e -1,1% em dezembro).


… Economistas consideram indicadores antecedentes que corroboram a estimativa de expansão, como o da Abras (supermercados), que mostrou alta de 8% nas vendas. Confirmada a reação, os números devem lançar dúvidas sobre a desaceleração da atividade.


… A expectativa de crescimento, no entanto, não é um consenso. Flávio Serrano (banco Bmg) espera recuo de 0,1% no varejo ampliado e diz que a queda menos intensa em janeiro é influenciada pelo bom desempenho da venda de automóveis no período.


… Para o varejo restrito, a mediana projeta alta de 0,2% em janeiro, também depois de duas quedas consecutivas (-0,1% em dezembro).


… Em entrevista à Agência Estado, o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, concorda que a atividade econômica começou a desacelerar, “mas não de forma abrupta nem forte”, apenas eliminou o viés de alta à projeção de um PIB de 2% para este ano.


… A curva de juros está ajustada para uma Selic terminal de 15%, ou em torno disso, com uma alta de 1,00pp na próxima semana, quando o Copom se reúne e deve confirmar o forward guidance contratado pelo BC de Campos Neto.


… Já nos EUA, que tem reunião do Fomc na mesma 4ªF, é unânime a expectativa de estabilidade da taxa americana, a partir da sinalização de vários Fed Boys e do próprio Powell, que citam elevadas incertezas sobre o impacto das políticas de Trump sobre a inflação.


… Nesta semana, investidores deixaram de lado os resultados mais fracos do CPI e do PPI, que ainda não refletiram a pressão das tarifas, mas operaram pregões de forte aversão ao risco, em meio aos receios não só de inflação, mas também de recessão.


… Foram expressivas as quedas das bolsas, enquanto se registrava uma corrida para ativos seguros, como os Treasuries.


… Aqui, os ativos até que se seguraram bem e, ontem, descolaram completamente de NY, com o Ibovespa resgatando os 125 mil pontos, queda dos juros futuros e o câmbio encontrando boa resistência na faixa dos R$ 5,80 (leia abaixo).


TRUMP E O CANADÁ – “Não precisamos de carros, madeira e energia do Canadá”, disse o presidente, nesta 5ªF, admitindo que “haverá algumas interrupções, mas que não durarão muito”, referindo-se a problemas na cadeia dos produtos que são alvos de tarifas.


TRUMP E A RÚSSIA – Putin disse concordar com a proposta de cessar-fogo dos EUA, mas faz observações, dizendo, por exemplo, que o acordo deve levar a uma paz duradoura e eliminar as “causas raízes do conflito”.


… Em Washington, Trump disse que os detalhes de um acordo final entre a Ucrânia e a Rússia estão sendo discutidos e que um dos temas na mesa é o território da Ucrânia, assim como a questão de uma estação de energia.


… Já Zelensky disse que Putin planeja rejeitar a proposta de um cessar-fogo, por isso estabelece condições para que não aconteça.


… Trump também voltou a falar que quer anexar a Groenlândia na entrevista desta 5ªF. “Acho que a anexação da Groenlândia ocorrerá.”


MERCOSUL-UE – O governo Lula avalia que a guerra comercial travada por Trump pode impulsionar a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast Político.


… De acordo com interlocutores do governo, o “tarifaço” americano tende a melhorar a recepção do acordo pelo Parlamento Europeu, já que significará a oportunidade de comércio regulado.


… O acordo foi assinado no fim de 2024, mas o texto ainda precisa passar pela aprovação nos congressos nacionais dos países do Mercosul, além do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.


… Na Folha, o presidente Lula planeja focar na Ásia em suas viagens ao exterior este ano, fortalecendo o relacionamento comercial do Brasil com grandes mercados do continente, para além da China, o que não implica diminuir as relações com os chineses.


MAIS AGENDA – Entra em vigor hoje a alíquota zero do imposto de importação de 11 alimentos anunciada pelo governo Lula na semana passada para tentar conter a inflação de alimentos e aprovada pela Camex. O MDIC detalhou cada item.


… Carnes desossadas de bovinos, congeladas; café torrado e não torrado, não descafeinado, em grão; milho em grão; massas alimentícias não cozidas; bolachas e biscoitos; azeite de oliva extravirgem; óleo de girassol; açúcares de cana; e conservas de sardinhas.


… Em relação à sardinha, a alíquota de importação foi zerada dentro de uma quota estabelecida de 7,5 toneladas.


… O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, disse que, se essas alíquotas ficarem zeradas por um ano, o governo federal deixará de arrecadar R$ 650 milhões. “O que a gente espera é que vai ser mais transitório, então será menor.”


LEILÃO – Governo de Mato Grosso leiloa hoje (14h) na B3 a concessão de 2 mil quilômetros de rodovias estaduais para a iniciativa privada. As concessões serão divididas em seis lotes, somando R$ 8 bilhões em investimentos (capex) ao longo de 30 anos de contrato.


BALANÇOS – Ainda no noticiário corporativo, Even divulga resultado/4Tri após o fechamento e as empresas que soltaram balanços ontem fazem teleconferências com investidores: às 9h, Magazine Luiz e Natura; às 10h, EzTec, LWSA e Vittia; às 11h, Eletrobras; às 16, Prio.


LÁ FORA – Na Europa, o dia começa com a inflação do CPI de fevereiro na Alemanha, que registrou resultado negativo em janeiro, com deflação de -0,2%, e pela produção industrial do Reino Unido em janeiro (+0,5% em dezembro).


TESLA – Alertou que a guerra comercial pode torná-la um alvo de tarifas retaliatórias contra os EUA e aumentar o custo de fabricação de veículos no país, em carta datada de 3ªF, 11, não assinada e endereçada ao representante de Comércio, Jamieson Greer.


… A fabricante de carros elétricos de Elon Musk disse que “apoia” o comércio justo, mas alertou que os exportadores americanos estavam “expostos a impactos desproporcionais quando outros países respondem às ações comerciais dos EUA”.


ESCALADA SEM FIM – Trump subiu mais o tom na guerra comercial ao prometer tarifa de 200% sobre bebidas alcoólicas da UE e dizer que os Estados Unidos não precisam de produtos do Canadá.


… Mais uma vez, o mercado ficou de pé atrás e, na fuga do risco, ações caíram em NY e os juros dos Treasuries cederam, após três altas consecutivas. A ameaça do presidente ocorreu depois que o bloco europeu impôs tarifa de 50% sobre o uísque americano.


… Enquanto lá fora os ativos reagiram mal à nova bravata de Trump, por aqui a expectativa de que o Brasil ganhe mercado com a guerra tarifária, além de boas notícias corporativas, fizeram o Ibovespa andar descolado do exterior.


…  Em NY, apenas três semanas após bater novos recordes, o S&P 500 engatou uma correção de 10% desde o pico de 19 de fevereiro, com queda de 1,39%, a 5.521,52 pontos. Na mesma toada, o Dow Jones cedeu 1,30% (40.813,57), a 4ª baixa seguida.


… Líder das perdas, o Nasdaq (-1,96%; 17.303,01) sentiu o peso da queda das ‘sete magníficas’, com destaque para a Tesla (-2,99%).


… Ao cabo do dia, o PPI de fevereiro (estável) abaixo do esperado (+0,3%) acabou ficando em segundo plano, mas reforçou a expectativa de três cortes de 25pb pelo Fed no ano e contribuiu para o alívio dos Treasuries.


… O rendimento da note de 2 anos afastou-se mais da marca dos 4%, caindo a 3,954%, o da note de 10 anos recuou a 4,267% e o do T-bond de 30 anos cedeu a 4,588%, com a demanda defensiva dos investidores.


… Essa baixa ajudou na queima de prêmios nos DIs médios e longos no mercado brasileiro, que, pela manhã, se assustou com o leilão grande de 27 milhões de LTNs, o maior desde dezembro de 2020, mas depois se acalmou.


… Os curtos rondaram a estabilidade na expectativa de aumento de 1pp na Selic no Copom da semana que vem.


… No fechamento, o Jan/26 marcava 14,720% (de 14,700%); Jan/27, a 14,490% (de 14,565%); o Jan/29, a 14,410% (de 14,545%); o Jan/31, a 14,560% (14,710%) e o Jan/33, a 14,580% (de 14,720%).


… A baixa dos juros dos Treasuries não deu alívio ao DXY, que subiu 0,21% (103,828), com queda no euro (-0,41%, a US$ 1,0854), libra (-0,18%, US$ 1,2949). O iene subiu (+0,40%, 147,765/US$).


… Por aqui, o dólar chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas entrou na onda do bom humor doméstico e cedeu 0,15%, a R$ 5,8002, com entrada de fluxo gringo na B3 e via leilão do Tesouro. De outro lado, a questão fiscal continuou a segurar maior alta no real.


… Apoiado nas blue chips de commodities, além de bancos e metálicas, o Ibovespa subiu 1,43%, maior alta desde 14 de fevereiro, aos 125.637,11 pontos. O giro financeiro de R$ 20,7 bilhões.


… Com perspectiva de maior demanda por minério na China, Vale avançou 1,38%, a R$ 54,50. Em Dalian, a commodity subiu 0,45%.


… O movimento favoreceu CSN Mineração (+9,09%; R$ 5,76) e CSN (+7,91%; R$ 9,14), com os balanços bem-recebidos pelo mercado.


… Petrobras andou na contramão do Brent (-1,50%; US$ 69,88) com a ação ON em alta de 0,71% (R$ 36,97) e a PN, +1,00% (R$ 34,44).


… Bancos subiram em bloco na esteira da queda dos juros futuros e do consignado privado: Bradesco PN, +1,75% (R$ 11,65) e ON, +1,14% (R$ 10,68), BB, +1,63% (R$ 27,49), Itaú, +1,62% (R$ 33,23), e Santander, +1,12% (R$ 25,34).


… B3 disparou 10,48% (R$ 11,60) após decisão favorável à companhia em processo de R$ 5,77 bilhões envolvendo amortização de ágio na incorporação de ações da Bovespa Holding. Cogna perdeu 6,40%, a R$ 1,61, em reação ao balanço trimestral da companhia.


EM TEMPO… PRIO registrou lucro líquido de US$ 1,074 bilhão no 4TRI, alta de 231% na comparação anual; Ebitda somou US$ 301,7 milhões, queda de 41% em relação ao mesmo trimestre de 2023…


… Empresa publicou nova certificação de reservas, elaborada pela DeGolyer & MacNaughton (D&M), com data de referência em 1º de janeiro deste ano; certificação inclui reservas dos clusters Polvo e TBMT, Frade e Wahoo, e o Campo de Albacora Leste.


ELETROBRAS registrou lucro líquido ajustado de R$ 517 milhões no 4TRI, queda de 54,7% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 4,672 bilhões, alta de 22,8% em relação ao mesmo trimestre de 2023.


MAGAZINE LUIZA teve lucro líquido de R$ 294,8 milhões no 4TRI24, alta de 38,9% s/ 4TRI23; Ebitda cresceu 53,6%, para R$ 842,4 milhões; Receita líquida aumenta 2,3%, para R$ 10,787 bi.


UNIPAR registrou lucro líquido de R$ 293 milhões no 4TRI, avanço de 82% na comparação anual; Ebitda ajustado recorrente somou R$ 342 milhões, alta de 44% em relação ao mesmo trimestre de 2023.


EZTEC registrou lucro líquido de R$ 126,6 milhões no 4TRI, avanço de 53% na comparação anual; Ebitda somou R$ 106,1 milhões, alta de 50,5% em relação ao mesmo trimestre de 2023.


… A empresa vai pagar R$ 30 milhões em dividendos intercalares, a R$ 0,13 por ação ON; ex em 21/03.


LWSA registrou prejuízo líquido de R$ 17,5 milhões no 4TRI, 61,2% menor frente o mesmo trimestre de 2023; Ebitda somou R$ 63,6 milhões, alta de 2,1% na comparação anual.


PETROBRAS informou que realizará em 20/3 pagamento da segunda parcela dos proventos como forma de dividendos e parte sob a forma de JCP; montante foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal em novembro, relativo ao 3TR24…


… Valor total bruto a ser distribuído foi atualizado para R$ 0,6814 por ação ON e PN.


VALE E BHP emitiram nota conjunta afirmando que trabalham “lado a lado” na compensação ao acidente de Mariana, de 2015, quando uma barragem da Samarco, joint-venture das duas empresas, se rompeu…


… Para as companhias, processo em andamento no Reino Unido “vende ilusões” por tratar de questões já resolvidas no Brasil…


… Nota veio em reação a afirmações do advogado britânico Tom Goodhead, chefe do escritório que representa pessoas e municípios vítimas do acidente, de que as empresas divergem na condução da defesa em ação sobre o acidente de Mariana na Justiça do Reino Unido…


… Vale concluiu 2º teste de capacidade de Salobo 3, com taxa de processamento acima de 35 Mtpa; Salobo receberá US$ 144 milhões pelo atingimento da taxa de processamento.


TELEFÔNICA aprovou a distribuição de R$ 200 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1233 por ação ON, com pagamento em 30/4/26; ex em 25/3/25.


… Os acionistas aprovaram, em AGE, a proposta de grupamento da totalidade das ações ordinárias da empresa, na proporção de 40 para 1, e subsequente desdobramento, de modo que uma ação grupada corresponda a 80 ações.


OI informou que ocorreu nesta 5ªF (13) o fechamento da alienação e transferência de 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados, cujo capital contribuiu com o Acervo Torres Selecionadas e o Acervo Imóveis Selecionados, mediante “dação” em pagamento de parte dos créditos detidos pela IHS Brasil, credor Take or Pay sem Garantia – Opção I, contra a companhia.


TOTVS. Subsidiária Totvs Large Enterprise Tecnologia vendeu sua participação na RJ Participações (representante de 80% das ações ON) à Bus Serviços de Agendamento, por R$ 49,6 milhões.


CCR negou negociação ou perspectiva de efetivação de qualquer operação relativa à venda de concessões em aeroportos; negativa surgiu após questionamento da CVM sobre notícias da contratação de bancos para vender suas 20 concessões.


CENTRO UNIVERSITÁRIO FMU entrou com pedido de recuperação judicial por dívidas de mais de R$ 116 milhões; empresa, que pertence à gestora Farallon, citou pandemia da Covid-19 como uma das causas para a dificuldade financeira, além de briga com fundadores da companhia.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...