domingo, 1 de junho de 2025

Stephen Kanitz

 No Brasil, Até a Direita É de Esquerda


Aqueles que acham que a Direita irá vencer “o sistema” e as eleições em 2026,  tomem um calmante e leiam.


No Brasil, os rótulos políticos são uma farsa. 


Aquilo que se vende como “direita” nada mais é do que uma máquina de poder estatizante, travestida de moralismo conservador, retórica liberal e verniz católico. 


Basta um arranhão na superfície e se revela o que ela realmente é: uma esquerda disfarçada, dependente do Estado, populista, patrimonialista e antimeritocrática.


Lula, o sindicalista, só chegou à Presidência graças a um empresário que se fantasiou de vice-presidente: José Alencar. O mercado aplaudiu. 


Alencar queria salvar sua empresa, nem isso conseguiu. Seu filho virou Presidente da FIESP. Skaf outro Presidente da Fiesp se candidatou governador pelo Partido Socialista. Nem escondem mais.


Quando Lula voltou em 2022, graças a Geraldo Alckmin , um político da velha guarda paulista, simpatizante do Opus Dei, injustamente considerada Extrema Direita.


No Brasil, a esquerda governa com o aval da “direita”.


As grandes famílias empresariais brasileiras que posam com medalhas de “empreendedorismo” , não são capitalistas. Até ajudam vide Meirelles, Furlan , Gerdau, A Globo.


A Extrema DIreita vive de empréstimos subsidiados do BNDES, renúncias fiscais, tarifas protecionistas e contratos públicos.


 Bancam think tanks de Esquerda, patrocinam pautas ESG, e falam em “inclusão” para agradar, porque sabem que o dinheiro virá do contribuinte, não do mérito.


Um empresariado de Direita pediria menos Estado, menos impostos, mais competição, fim da apropriação de nossas contribuições previdenciárias. 


 No Brasil, eles pedem mais favores, mais proteção, mais intervenção. Isso não é capitalismo. É socialismo para os ricos.


Tarcísio de Freitas, hoje apresentado como o “nome técnico da nova Direita a”, fez sua carreira no governo Dilma Rousseff. .


 Que tipo de “funcionario publico ” mesmo sendo de direita aceita convite para servir no núcleo duro do petismo?


 Não há dúvida que Tarcísio seria muito melhor que Lula, mas com um Estado literalmente quebrado, obras não é a prioridade.


Metade da classe média brasileira, a mesma que diz odiar o PT, vive do Estado. São funcionários públicos com estabilidade, aposentadorias especiais e salários acima da média.


 Essa base “conservadora” luta contra qualquer reforma: da previdência, da educação, da administração pública.


 São contra o mérito, contra a eficiência, contra a concorrência.


Um Estado grande não existe sem uma classe média que o defenda com unhas, dentes e greves.


A melhor evidência é a idolatria da Direita com Fernando Henrique Cardoso, o ícone do “centro-direita” acadêmico brasileiro, que sempre se declarou social-democrata, sua esposa se declarava comunista .


Seu governo expandiu programas sociais, criou agências reguladoras inchadas e consolidou a ideia de que tudo se resolve com mais Estado. 


A Direita simplesmente não existe. 


Enquanto a esquerda possui um brilhante  estrategista que é José Dirceu, que por 30 anos prepara o desfecho em 2026, a Direita não tem um estrategista, uma think tank, um porta-voz, todos quietos e envergonhados.


Acho que José Dirceu teme demais um resurgimento de uma Direita no Brasil ou no mundo. Passamos o ponto de não retorno. Ele é a pessoa para se escutar daqui para frente.


O Brasil não tem uma Direita  e uma Esquerda. 


Tem duas esquerdas: uma escancarada e revolucionária, e outra engravatada, institucional e dissimulada. 


Se você não pretendem mudar e ficar no Brasil, pelo menos acorde. Se prepare para mais do mesmo. Conselho de amigo.

Fernando Cavalcanti 2

 POR QUE A ESQUERDA SE TORNOU TÃO INSUPORTÁVEL (Parte II: ÉRAMOS TÃO FELIZES)


Fiquei agradavelmente surpreso de ver o número de leituras e, mais significativo, de compartilhamentos do texto anterior. Provaram que o assunto é incômodo para muitos, não só para moi. E que explicações sobre ele geram interesse.


Parênteses: Na verdade, em redes sociais percebo que o número dos que nos lêem, se se trata de temas polêmicos, é sempre muito superior ao dos que curtem ou comentam. Às vezes vc publica um texto, pensa que passou despercebido, e uns dez anos depois alguém te diz "Ah, mas vc diz que tal coisa é assim e assado...". E vc descobre que ela, SIM, leu aquele seu texto aparentemente obscuro. Apenas não denunciou sua presença com comments ou emojis. Geralmente é porque teve reservas ao que eu disse. Mas gostou de outros pontos. Então ficou indecisa, naquele dilema: "E agora? Boto like ou dislike? Gostei do que Fernando comentou sobre tal ponto, mas  aquelas outras opiniões dele são chocantes. Se eu curtir o texto, vão achar que concordo 100% com ele. " E a pessoa termina não postando nada. E eu penso que ela nem tomou comhecimento. É engraçado, né? Rs!


Mas chega de digressões. Nosso papo é Esquerda, essa desgraça.


Estava explicando no texto anterior que eles mudaram de foco, e por isso se tornaram tão insuportáveis.


Sinto isso na pele. Literalmente. Tenho saudades de tantas amizades queridas, que me abandonaram.


Enquanto a questão era ser patrão ou empregado, a gente convivia numa ótima. Discutíamos política sem ver uma discordância doutrinária como algo grave.


Mas a partir do momento em que a esquerda substituiu proletário por "minoria" no papel de oprimido, as brigas se maximizaram.


Explico: Se vc tem ou não tem dinheiro importa pouco num debate ideológico. Mas, se a questão "pula" para raça, sexo, origem ou preferências eróticas, o negócio vira potencialmente explosivo.


Dinheiro vc tem ou não, e pode adquirir.


Mas ninguém muda de sexo, cor, origem ou tesão.


E, se vc achar que o outro é um "opressor natural" por conta de tais fatos, desgraçou tudo.


Seu suposto opressor vai ter que viver te pedindo desculpas por existir. Se não o fizer, comprovará (na ótica distorcida, doente, da esquerda) que é, deveras, um malvadão.


Tipo: "Como é que é? Ele é branco, homem, hetero, nasceu em tal lugar/condição e mesmo assim quer negar que é um privilegiado? Que monstro!"


Vira um ponto de celeuma MORAL. Essas questões que vc não tem como mudar. E por isso, dia a dia, gerarão situações problemáticas.


Vou exemplificar.


Eu tinha uma amiga que paquerava, a M.... Sem grandes expectativas, por ela morar longe. (Se a lady valer muito a pena, OK, mas é sempre complicado.) Mas, enfim, eu a paquerava.


Chamava-a de minha linda mulata, minha marrom, minha sapoti etc. E ela adorava. Retribuía denominando-me seu vampirinho, seu desbotadinho, seu papel ofício etc. Rolava um delicioso clima de sedução mútua entre nós, potencializado pelo fator tom de pele.


Um dia, do nada, ela me ordenou que nunca mais a chamasse de mulata. Explicou que DESCOBRIRA que era um termo racista, que advinha de mula.


Retorqui que nunca tivera má intenção, pelo contrário. E que essa suposta origem denegridora do termo estava perdida nos séculos, e devia ser ignorada.


Debalde. Ela continou exigindo que eu suprimisse o termo. Recusei-me (aquariano, vcs sabem, nunca dê ordens, que o efeito será o oposto) e nunca mais nos falamos.


Pensem num rompimento ridículo!


E minha amiga K...?


Meu Deus, como nos deliciávamos avec nossa amizade! Era tão culta, bem-humorada e gatinha! Creio que só não namoramos por acaso. Ela anunciou que viria a Recife cerca de um mês antes de conhecer seu futuro marido.


Ao chegar aqui, já estava apaixonada. Levei-a para comermos ostras com vinho branco, ela até publicou no Face, e (soube depois) as migas "votaram" em mim . Rs! Mas ela pensava no seu atual marido. Na época, achei um tremendo azar. Hoje vejo que foi sorte.


Pois K..., que tinha uma ideia light da dominação masculina, virou uma fanática que enxergava machismo em tudo.


Para ela, por exemplo, Dilma só caiu por ser mulher. E nos estertores de seu governo, quando admitiu, em busca de votos, um ministro do trabalho idoso, casado com uma mulher jovem que exibia despudoradamente seus seios siliconados, ficava revoltada quando a gente dizia que a mulher era uma prostituta. "Sororidade", vcs sabem.


Quando lhe falei sobre esquerda identitária, surtou. Disse que não era degradação, era PROGRESSÃO da esquerda. E deixou de falar comigo. Alegou que tinha "descoberto" meu secreto machismo.


Esse negócio de "descobrir" que a outra pessoa, no fundo, é má, é típico da Nova Esquerda. Assim se acabaram tantas amizades.


Vejam meus amigos gays... Eu tinha um monte!


Dava-me fantasticamente bem com eles. Temos vários gostos em comum. Ficavam até brincando que eu era um gay que não tinha me descoberto. Eu explicava que já tinha "provado" mulher, sorry, e tinha apreciado muito. Too late. Não podia mais dispensar. Kkkkkkkkkk!


Todos ríamos e nos aceitávamos tão bem, poxa!


Então veio a eleição retrasada, e votar no Bolsonaro passou a ser encarado por eles como uma ofensa inadmissível.


"VOCÊ, Fernando, um homem tão culto, não pode votar num político que é tão homofóbico! Vc entende a gravidade do discurso dele! Se vota, é porque, no fundo, é como ele!!!"


(Que ódio tenho desse papo de "NO FUNDO"! Elimina qualquer debate. Feito aquele conceito de "lugar de fala".)


Por mais que eu lhes falasse em figuras de linguagem e em voto por conjunto de ideias, não pontos específicos do discurso, eles não se conformavam. E os perdi quase todos.


A esquerda identitária é assim. Ou tudo ou nada.


Se vc não rezar pela cartilha dela é racista, machista, homofóbico, eurocentrista ou coisa que o valha.


A esquerda clássica via a burguesia como um espaço a ser conscientizado. Vc podia "ADERIR" ao movimento, entendem? Feito Bakunin, nobre e rico, que virou um dos mais entusiasmados e reverenciados revolucionários comunistas.


Mas, pela Nova Esquerda, Identitária, o negócio é imutável.


Vc, meu caro homem, meu caro branco, meu caro hetero, meu caro nascido em país rico (ou pior ainda, vivendo em país pobre não sendo pobre), nunca terá como mudar sua condição. Precisará passar o resto de sua vida baixando a cabeça por isso, VISSE?


Ora, que vão para o diabo, que os carregue!


Uma das frases que mais me deram ódio de ouvir, ultimamente, foi "Se vc vc não tem sangue negro nas veias, tem esse sangue nas mãos."


Imbecis da esquerda, para começar, no Brasil praticamente todo o mundo tem algum sangue negro nas veias!!!


Em segundo lugar, em geral quem não tem nenhum sangue negro ou índio nas veias é a galera "colona", gente cujos antepassados chegaram neste lixo de país por desespero, só porque iam morrer de fome na terra natal.


Esses desgraçados proletários ralaram horrores para seus descendentes hoje terem sua condição digna atual.


E vocês os recriminam por sua tez pálida??? Esses netos de infelizes??


Isso é louco, é mórbido, é doentio.


Mas a Esquerda identitária é assim, insana.


Por isso está tão desagradável viver.


Morro de saudades da época em que eu adorava meus amigos de esquerda, e eles me adoravam.


Mas a punição desses novos fanáticos chegará.


A Direita cresce em todo o mundo. Terceira Lei de Newton. Onde é contida é na marra, como no Brasil.


Tenho fé em Deus que essa Esquerda que dissemina o ódio a pretexto de combatê-lo terminará sendo expurgada.


E voltaremos a conviver em paz.


Direita e Esquerda, como adversários, não inimigos figadais.


Não é impossível. Já presenciei isso.


Éramos tao felizes!

Paulo Cursino

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