O Rio de Janeiro,em especial a capital carioca, ha decadas se tornou um laboratorio experimental para políticas públicas de altissimo risco.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Adriano de Aquino Leonardo Correa
Índice de competitividade
De acordo com o estudo da Tax Foundation, Índice de Competitividade Fiscal 2025, divulgado em Portugal pelo Instituto +Liberdade, o sistema fiscal português foi o que melhorou mais entre os países da OCDE desde a edição do ano transato.
Face ao país líder do índice (a Estónia, que representa a pontuação 100), a pontuação portuguesa foi a que mais subiu entre os 38 países da OCDE analisados. Para além disso, Portugal subiu duas posições face ao ranking de 2024, ultrapassando a 🇪🇸 Espanha e a 🇵🇱 Polónia.
A melhoria foi mais notória na categoria “rendimentos singulares”. Nessa categoria, Portugal subiu cinco posições (de 26.º para 21.º), sobretudo devido ao facto de ter baixado a taxa de imposto sobre mais-valias de longo-prazo de 28% para 19,6%. A descida das taxas de IRS também terá certamente contribuído para a melhoria da classificação do sistema fiscal português nesta categoria. No âmbito das empresas, o relatório destaca também a redução da taxa máxima de imposto sobre as sociedades de 31,5% para 30,5%. Para 2025, Portugal também tornou a sua dedução de juros nocionais mais generosa, um incentivo fiscal para empresas que permite uma dedução sobre o património líquido.
No entanto, Portugal continua na cauda da OCDE na competitividade fiscal, sendo o 6.º pior classificado (5.º pior na Europa). Portugal está na segunda metade da tabela (ou seja, entre os menos competitivos) nas 5 áreas analisadas: impostos sobre as empresas, sobre os rendimentos singulares, sobre o consumo, sobre a propriedade e tributação internacional.
🇵🇱 Polónia, 🇸🇰 Eslováquia e 🇫🇷 França foram os países com pior progressão ao longo do último ano.
📌 Consulta o resumo anotado, em português, do Instituto +Liberdade através do link no 1º comentário.
Marcelo Guterman
Se a polícia, depois de um ano de investigações, conseguisse da justiça mandatos de prisão para a grande família Guterman, certamente não haveria mortos ou feridos na operação. Ok, não somos tantos, a operação seria menor, mas a resistência seria, no máximo, uma corrida à pé para se esconder em algum lugar.
Call Matinal 2910
CALL MATINAL
29/10/2025
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (28/10)
MERCADOS E AGENDA
O Ibovespa, na terça-feira (28), avançou 0,31%, a 147.428 pontos, com giro de 20,4 bi; já o dólar registrou leve recuo de 0,20%, a R$ 5,3597. Hoje é dia de Fed, deliberando sobre taxa de juros. Mercado doméstico deve operar também repercutindo a decisão do Senado americano de vetar a tarifação de Trump ao Brasil. Já o mercado americano acompanha os resultados das big techs Meta, Microsoft e Alphabeth, dona do Google.
PRINCIPAIS MERCADOS
Índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (29), com os do mercado europeu fracos. Investidores seguem atentos nesta semana ao encontro entre Donald Trump e Xi Jing Ping na quinta-feira (30) na Coréia do Sul.
MERCADOS 7H00
EUA Dow Jones Futuro: -0,06%
S&P 500 Futuro: +0,27%
Nasdaq Futuro: +0,48%
ÁSIA-PACÍFICO Shanghai SE (China), +0,70%
Nikkei (Japão): +2,17%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,33%
Nifty 50 (Índia): +0,55%
ASX 200 (Austrália): -0,96%
EUROPA STOXX 600: +0,04%
DAX (Alemanha): +0,07%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,38%
CAC 40 (França): -0,05%
FTSE MIB (Itália): -0,04%
COMMODITIES Petróleo WTI, -0,47%, a US$ 59,87 o barril
Petróleo Brent, -0,48%, a US$ 64,09 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,96%, a 804,50 iuanes (US$ 113,32)
NO DIA, 2910
Dia de Fed. Mercado doméstico deve ficar de olho no comunicado de Jerome Powell, sinalizando quanto devem ser od cortes de juros. Pelo CME, é grande maioria (99,5%) os que acreditam num corte de juro de 0,25 pp, a 3,75% - 4,00%, mesmo com o apagão de dados gerados pelo shutdown. A corroborar para a decisão deste corte os dados de mercado de trabalho mais fracos.
Boa quarta-feira a todos!
BDM Matinal Riscala
*Rosa Riscala: Fed está dado, mas Powell gera expectativa*
Wall Street espera os balanços de três magníficas após o fechamento: Meta, Alphabet e Microsoft. Na B3, tem Bradesco e Santander
… Antes uma notícia importante de ontem à noite: o Senado americano derrubou o tarifaço contra o Brasil. Se isso é bom ou vai irritar Trump, que agora está de boa com Lula, é o que se verá. De qualquer modo, não é pra valer, e hoje o dia é do Fed. O mercado em peso aposta no corte de mais 25pbs do juro (15h). A expectativa é para Powell (15h30), que pode quebrar o paradigma de cautela e sinalizar nova queda em dezembro. No cenário de fundo, o investidor conta as horas para o acordo EUA-China, enquanto Wall Street espera os balanços de três magníficas após o fechamento: Meta, Alphabet e Microsoft. Na B3, tem Bradesco e Santander. A agenda de indicadores fica em segundo plano.
FED CORTA O JURO – O mercado inteiro aposta todas as fichas na queda da taxa de juros, projetando esse resultado em 99,5% no CME Group, apesar do apagão de dados com o shutdown, que impediu a divulgação do payroll, do PCE e do PIB/3Tri.
… A convicção dos investidores vem desde os relatórios de emprego de julho e agosto, especialmente, desde o Simpósio de Jackson Hole, quando Powell deixou clara a inflexão da política monetária, admitindo a preocupação do Fed com o mercado de trabalho.
… Ainda que os dirigentes do BC americano tenham mantido um discurso cauteloso sobre a inflação, que continua elevada e acima da meta, o emprego passou a ser a prioridade. O corte de hoje será o segundo consecutivo, levando o juro para a faixa entre 3,75% e 4%.
… Na semana passada, o CPI de setembro, divulgado como exceção em meio ao apagão de dados, reforçou as expectativas de corte, vindo abaixo do esperado. O grande suspense é Powell, que pode esvaziar as apostas em nova queda de 25pbs na última reunião do ano.
… Em Wall Street, há especulações de que o Fed pode anunciar também o fim do processo de redução do seu trilionário balanço de ativos.
… Na véspera da reunião, o presidente Trump voltou a criticar Powell em uma reunião com empresários na Ásia, repetindo que o Fed tem hoje um “chefe incompetente”, mas que ele logo sairá de lá. O mandato de Jerome Powell vai até maio do ano que vem.
TRUMP E XI – Com as pontas amarradas em negociações preliminares que aconteceram na Ásia nos últimos dias, o encontro entre os dois presidentes desperta grande otimismo de que um acordo comercial será fechado entre os Estados Unidos e a China.
… No WSJ, Trump e Xi Jinping discutirão a redução de tarifas em troca do compromisso de Pequim em coibir exportações de fentanil.
… Segundo reportagem do Journal, os Estados Unidos poderiam reduzir à metade a taxa de 20% imposta em retaliação à exportação de produtos químicos chineses para a fabricação de fentanil e, em troca, os chineses retomariam as compras de soja americana.
… O acordo suspenderia potenciais novas tarifas dos Estados Unidos e adiaria os controles de exportação de terras raras da China.
… A bordo do Air Force One, no trajeto ontem à noite entre o Japão e a Coreia do Sul, Trump disse a jornalistas ter uma “relação muito boa” com a China e adiantou que “muitos problemas serão resolvidos” no encontro com Xi.
SURPRESA NO SENADO – Justo quando Lula reabriu um canal de diálogo com Trump, com boas chances de conseguir a revisão das sobretaxas de 50%, o Senado americano decide aprovar uma resolução revogando o tarifaço aos produtos brasileiros.
… Desafiando a orientação do vice-presidente J.D. Vance, cinco senadores republicanos uniram-se aos democratas para aprovar a medida, que contesta o uso de poderes emergenciais do presidente Trump para implementar as chamadas tarifas recíprocas.
… Apesar de aprovada no Senado, a resolução deve ficar parada na Câmara, após deputados republicanos terem votado, recentemente, um compromisso de não considerar projetos sobre as tarifas comerciais até o início de 2026.
… Algumas análises vão no sentido de que os democratas apenas quiseram provar que Trump não tem o apoio de todo o seu partido em sua política tarifária. Novos projetos sobre tarifas podem ser votados no Senado esta semana, inclusive sobre o Canadá.
… O fato é que mesmo se a legislação fosse aprovada agora pela Câmara, Trump ainda poderia vetar, o que provavelmente faria.
… Mais importante é a decisão da Suprema Corte, que analisará em breve a autoridade de Trump para implementar tarifas abrangentes.
BALANÇOS – Depois de entusiasmarem as bolsas em Nova York, nesta terça-feira (abaixo), as techs continuam no foco, com os balanços da Meta (previsão de lucro/ação de US$ 6,72), Microsoft (US$ 3,60/ação) e Alphabet (US$ 2,26/ação) – as três após o fechamento.
… Antes da abertura, saem Boeing (US$ 5,16), Verizon (US$ 1,19) e Caterpillar (US$ 4,53) – previsões da FactSet.
… Na B3, o mercado espera que o Bradesco divulgue lucro de R$ 6,303 bilhões no terceiro trimestre, segundo o Broadcast. Se confirmado, o resultado representará crescimento de 20,6% contra igual intervalo de 2024. O resultado sai após o fechamento.
… Já o Santander, antes da abertura, deve registrar lucro trimestral líquido de R$ 3,726 bilhões, leve melhora de 1,9% na base anual.
… Ainda hoje, após o fechamento, saem os balanços de Isa Energia, Kepler Weber e Motiva.
AFTER HOURS – Divulgado ontem à noite, o balanço da Visa reportou lucro líquido de US$ 5,09 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2025, uma queda de 4% em relação a igual período de 2026. O lucro/ação foi de US$ 2,98, pouco acima da previsão da FactSet (US$ 2,97).
… Nas negociações do pós-mercado em Nova York, as ações da Visa fecharam em alta de 0,44%.
ISENÇÃO DO IR – Relator da matéria no Senado, Renan Calheiros continua esperando da Fazenda a atualização do impacto do projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês, que, segundo ele, comprometeu a neutralidade fiscal na Câmara.
… Renan disse ontem que trabalha com ajustes no texto, aprovado por unanimidade pelos deputados, mas voltou a garantir que as mudanças que pretende fazer não levarão a matéria de volta para a Câmara. “Meu compromisso é que vá direto à sanção presidencial.”
… O senador antecipou que as mudanças devem envolver emendas de redação, supressão de matérias ou o desmembramento do projeto, com a opção de votar o texto como aprovado na Câmara e apresentar outro projeto para compensar eventuais desequilíbrios.
… Haddad informou que a Fazenda vai reavaliar o impacto fiscal e estudar a necessidade de nova compensação, prometendo uma definição ainda nesta quarta-feira. Aos jornalistas, disse acreditar que, “na pior das hipóteses, o projeto está próximo do equilíbrio”.
… De acordo com estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), da forma como está, o texto gera R$ 1 bilhão de déficit por ano.
… Não há data ainda para a votação da isenção do IR no Senado, mas Renan admitiu que, se o relatório for apresentado esta semana, pode ser discutido na Comissão de Assuntos Econômicos e remetido para o plenário no mesmo dia, ou na semana seguinte.
MUDANÇA NA LDO –Davi Alcolumbre convocou para amanhã, quinta-feira, uma sessão conjunta do Congresso para analisar o projeto de lei que pede alterações na LDO de 2025, permitindo que a isenção do IR até R$ 5 mil/mês tenha validade por tempo indeterminado.
… A LDO determina que a criação de benefícios só pode valer por até cinco anos e, por isso, a necessidade de ajuste no texto.
MEDIDAS FISCAIS – O ministro Fernando Haddad confirmou que as propostas que foram derrubadas na MP do IOF serão incorporadas no projeto do deputado Juscelino Filho (PT), que trata da Regularização de Valores e Bens Móveis e Imóveis de pessoas físicas.
… O projeto incluiria medidas relacionadas ao Pé-de-Meia, seguro-defeso e ao Atestmed, com expectativa de votação ainda nesta semana.
… Já o aumento de impostos para as bets e criptoativos deve ser adicionado na MP do Gás do Povo, relatado pelo deputado Hugo Leal (PSD), segundo apurou o Valor. As propostas serviriam como compensação para o programa, que tem impacto fiscal de R$ 8 bilhões.
… A tributação das bets seguiria o modelo original proposto pelo governo, com elevação de 12% para 18%.
SETOR ELÉTRICO – O relator da MP que estabelece novas regras para o setor elétrico, senador Eduardo Braga (MDB), manteve em seu relatório a criação de um teto para os subsídios embutidos nas tarifas de energia.
… Diferentemente da proposta do governo, que atrelava o limite ao orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de 2026, ainda indefinido, Braga optou por vinculá-lo ao orçamento deste ano, que chegou quase a R$ 50 bilhões.
… O parecer foi apresentado na comissão mista, que deve retomar a sessão nesta manhã para discussão e votação da matéria.
… No Estadão, Braga reintroduziu os “jabutis” que atendem a segmentos selecionados do setor de energia e têm como consequência encarecer as contas de luz, com a proposta de uma nova alteração da lei da privatização Eletrobras, de 2021.
… Dessa forma, abre espaço às termelétricas movidas a gás natural e a carvão para manter seus nacos na venda de energia aos consumidores.
DANÇA DAS CADEIRAS – Fontes do mercado ouvidas pela Broadcast acreditam que o BC pode buscar uma solução caseira para substituir Guillen e Renato Gomes, que deixarão os seus cargos de diretores no final deste ano.
… Picchetti, responsável por Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos, é cotado para assumir a Política Econômica de Guillen. Para a vaga de Gomes, outro nome do BC: o secretário-executivo Rogério Lucca.
MAIS AGENDA – O BC divulga a nota de crédito de setembro (8h30) e o fluxo cambial semanal (14h30). Também às 14h30, o Tesouro solta o relatório mensal da dívida pública relativo de setembro, que será comentado às 15h.
LÁ FORA – Antes da decisão do Fed, saem nos Estados Unidos as vendas de imóveis pendentes em setembro (11h) e os estoques semanais de petróleo do DoE (11h30), que devem registrar queda de 200 mil barris.
… O BC do Canadá BC divulga decisão de política monetária às 10h45 e deve baixar o juro em 25pbs, para 2,25%.
NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS – Testando novamente a rotina de recordes, o Ibovespa superou a marca inédita dos 147 mil pontos, com três principais drivers no radar: juros, balanços e esperança de trégua tarifária.
… O Brasil opera na expectativa de reversão do tarifaço e também o encontro marcado de Xi Jinping com Trump amanhã renova a percepção de que os Estados Unidos possam estar dispostos a pegar mais leve no protecionismo.
… Além dos gestos de aproximação diplomática, o ciclo de corte de juro pelo Fed e as apostas cada vez mais amplas de que o Copom pode antecipar um alívio da Selic para janeiro ajudam a embalar a bolsa aos picos históricos.
… Entra ainda no radar a safra dos balanços. Na véspera de seu balanço, Bradesco ON registrou valorização de 0,45% (R$ 15,61). Já Bradesco PN ficou praticamente estável (+0,05%), a R$ 18,24, e Santander caiu 0,14%, a R$ 29,36.
… Itaú subiu 0,34% e fechou na máxima do dia, a R$ 38,48, enquanto BB ON engatou alta de 0,53%, para R$ 20,96.
… Em seu 16º recorde do ano, o Ibovespa terminou o dia subindo 0,31%, a 147.428,90 pontos, com giro de R$ 20,4 bilhões. O índice se afastou da máxima intraday de 147.811 pontos e perdeu fôlego na última meia hora de pregão.
… A desaceleração do ritmo foi atribuída à queda expressiva do petróleo. O Brent para dezembro caiu 1,86%, a US$ 64,40, de olho na Opep+, que deve decidir no domingo por um novo aumento na produção, de 137 mil barris.
… A oferta, no entanto, é considerada moderada, o que leva a crer que o barril pode estar se valendo de pretextos para continuar realizando lucro, depois do salto superior a 7% na semana passada com as sanções ao petróleo russo.
… Petrobras perdeu tração e fechou praticamente estável: ON, +0,09%, a R$ 32,00; e PN, -0,03%, a R$ 29,99. Já Vale subiu 0,88% (R$ 62,20), na esteira da valorização de quase 2% do minério e na expectativa de seu balanço amanhã.
… Os papéis da MBRF ampliaram os ganhos da véspera, dispararam mais 15,62%, para R$ 18,50, e lideraram o ranking positivo do Ibovespa, impulsionados pela expansão da joint venture com o fundo soberano saudita (PIF).
… Em Nova York, a estrela do dia foi a Nvidia, com um rali de quase 5%, depois de uma série de anúncios de parcerias: com a Nokia, Oracle, Palantir, Uber, Eli Lilly e o Departamento de Energia dos Estados Unidos.
… O otimismo garantiu que as bolsas americanas subissem pelo quarto pregão seguido, renovando recordes: Dow Jones, +0,34% (47.706,37 pontos); S&P 500, +0,23% (6.890,89 pontos); e Nasdaq, +0,8%, aos 23.827,49 pontos.
DARLING – Ao Broadcast, o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, destacou o real como “campeão mundial” entre as principais moedas quando se observa o carry trade, com a melhor relação entre risco e retorno.
… Esta posição privilegiada tem tudo para ser reforçada hoje, quando o Fed não vai decepcionar a aposta super ampla de corte do juro, enquanto o Copom ainda deve levar mais algum tempo para abandonar o conservadorismo.
… O dólar à vista fechou ontem em leve baixa de 0,20% e voltou à faixa de R$ 5,35, cotado a R$ 5,3597, menor patamar em três semanas. Além do diferencial do juro, a expectativa positiva para Trump/Xi jogou a favor do câmbio.
… Os juros futuros, porém, operaram descolados do alívio do dólar, exibindo cansaço depois das quedas recentes.
… O contrato de DI para Jan/2027 avançou para 13,830% (contra 13,812% no pregão da véspera); Jan/29 subiu para 13,082% (de 13,020%); Jan/31 se ajustou para 13,365% (de 13,286%); e Jan/33 foi a 13,515% (de 13,525%).
… Lá fora, as taxas dos Treasuries exibiram queda limitada, no suspense se Powell vai sinalizar cortes em série do juro. O retorno da Note-2 anos caiu a 3,486%, de 3,501%, e o rendimento de 10 anos recuou a 3,976%, de 3,990%.
ARIGATÔ – O índice DXY registrou queda de 0,12%, a 98,667 pontos. O iene, que subiu 0,51%, a 152,00/US$, esteve no centro das atenções depois do encontro entre representantes do governo Trump com autoridades japonesas.
… Comentários do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, contra a “volatilidade excessiva da taxa de câmbio” indicaram a preferência de Washington por um dólar mais fraco, na interpretação de Danske Bank.
… A libra esterlina caiu 0,49%, para US$ 1,3277, em meio a ruídos fiscais no Reino Unido. Já o euro ficou estável (+0,06%), a US$ 1,1660, apesar Lagarde (BCE) ter dito que a inflação dos alimentos deve continuar diminuindo.
COMPANHIAS ABERTAS – PETROBRAS espera ter em breve uma conclusão sobre entraves societários na Braskem, segundo o diretor de processos industriais da estatal, William França (Valor)…
… De acordo com ele, a companhia está próxima de conseguir um acordo junto à Novonor (antiga Odebrecht) e os bancos para que haja a reestruturação da petroquímica e novo acordo de acionistas.
PRIO. Conselho de Administração aprovou, em 21 de outubro, aumento de capital social de R$ 2 bilhões, mediante a capitalização de recursos alocados na reserva de lucros denominada de “reserva de investimentos”…
… Após a operação, o capital social da companhia será de R$ 15,73 bilhões.
FLEURY anunciou a compra do Laboratório São Lucas (LSL), em Rio Claro (SP), por R$ 34 milhões.
HYPERA registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 457,6 milhões no terceiro trimestre, alta anual de 21,6%. Ebitda somou R$ 759,7 milhões, crescimento de 35,3% em relação ao mesmo período de 2024.
NUBANK atingiu valor de mercado de US$ 76,97 bilhões ontem, superando a Petrobras (US$ 74,50 bilhões) e se tornando a empresa mais valiosa do Brasil.
AÉREAS. A Câmara aprovou emenda que retoma a gratuidade do despacho de bagagem de até 23 quilos em voos domésticos ou internacionais operados em território nacional e veda a cobrança por marcação de assento padrão.
Bankinter Portugal Matinal
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: Hoje é o dia da Fed, e amanhã de Trump/Xi sobre comércio. E continua o fluxo de resultados corporativos, com um saldo em Wall St. de +14,1% vs. +8,5% (EPS), o que significa que desacelera um pouco. Nas últimas horas, o tom foi misto: Hynix (semis, Coreia) bate e afirma que a procura supera a sua capacidade de produção (sobe +7%), ASMI resultados bons, mas guidance e pedidos fracos por China (ADR -7%), Santander bate e confirma guidance, Mercedes maus resultados, mas menos do que o esperado (Vendas -6,9%; BNA -32,3%), BASF resultados mistos, Endesa bate, Ferrovial um pouco débil… e Nokia subiu ontem +21% após Nvidia anunciar que comprou 2,9%.
Os futuros europeus vêm um pouco fracos (-0,1%/-0,2%), mas os americanos sobem (+0,2%/+0,4%). As obrigações sem grandes mudanças. Apoiadas, embora tenham ganho um pouco de yield (retrocesso em preços) nas últimas horas. Parece que o ouro descansará um tempo abaixo de 4.000 $/onça após a recente realização de lucros, e o petróleo continua em níveis muito confortáveis para a economia mundial (60/65 $/barril).
O Canadá irá baixar taxas de juros às 13: 45 h (-25 p.b., até 2,75%) e depois (18 h) também a Fed (-25 p.b. até 3,75/4,00%), sendo a abordagem de Powell o mais relevante. Perante a ausência de indicadores macro americanos devido ao encerramento parcial do governo, deverá confirmar o seu recente movimento para uma atitude mais dovish/suave e talvez esclarecer se a redução do balanço será ou não mais lenta, inclusive se, como pareceu expressar-se num discurso a 14 de outubro, a Fed está perto de ter terminado esse processo de redução. Porque quanto menos ou mais lentamente reduza o balanço, mais dovish/suave será a sua política monetária e mais agradavelmente será recebido pelo mercado. Esta é a chave hoje, que chegará com a Europa já fechada. E amanhã, a reunião Trump/Xi sobre comércio, que provavelmente terminará de forma ambígua, mas não destrutiva, com a China a aparentar ceder na exportação de terras raras e os EUA a referirem uma extensão da trégua atual em relação à aplicação de 100% de impostos alfandegários sobre a China. Os gestos de ambas as partes antes da reunião parecem indicar esse caminho de desescalada, embora instável: China comprou a primeira soja americana da colheita deste ano, e Trump afirmou que irá falar com Xi sobre o chip Blackwell de Nvidia. Embora também a China tenha dito que não renuncia de forma alguma a usar a força sobre Taiwan. Poderíamos dizer que se trata de uma tentativa de reequilíbrio que, a qualquer momento, pode desequilibrar-se.
NY +0,3% US tech +0,7% US semis +0,4% UEM -0,1% España +0,5% VIX 16,4% Bund 2,61% T-Note 3,98% Spread 2A-10A USA=+48pb B10A: ESP 3,13% PT 2,99% FRA 3,42% ITA 3,39% Euribor 12m 2,195% (fut.2,292%) USD 1,163 JPY 177,0 Ouro 3.980$ Brent 64,5$ WTI 60,3$ Bitcoin -0,7% (113.132$) Ether -1,8% (4.025$)
CONCLUSÃO: A Fed decidirá a sessão, embora as empresas americanas grandes que publicam também influenciarão muito: Microsoft, Starbucks, Alphabet, Meta, Ebay… Por isso, será uma sessão mais durante a tarde do que de manhã. Assim, a manhã europeia estará um pouco desorientada, embora seja provável que evolue desde débil para melhor. E o desenvolvimento da tarde não deverá ser mau, porque a Fed irá baixar taxas de juros e mostrar-se mais dovish/suave, talvez até esclareça algo sobre o seu saldo, embora este último seja apostar às cegas. Isso significa que Nova Iorque poderá subir um pouco (+0,5%?), mas perdendo vontade no final da sessão, porque será imposta alguma cautela em relação à reunião EUA/China. Mas, caso se desmarque desse padrão estimado, será mais provavelmente para melhor, para subir.
FIM
Paulo Cursino
Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...
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