sexta-feira, 11 de abril de 2025

Jose Neumane

 DEU NO ESTADÃO 


José Neumane publicou Excelente  e Necessária Matéria,  contra o Descalabro que assola o Brasil.

Que envolve os Três Poderes. 


Comentario:


Resumo do artigo “O Estado podre e a Nação emparedada” – José Nêumanne (2017)


Publicado em 2017, o artigo de José Nêumanne foi um grito de alerta potente sobre o estágio terminal da decomposição moral do Estado brasileiro. Denunciando a simbiose entre os três Poderes da República e os esquemas de corrupção, o autor desenha um retrato sombrio de um país afundado em cinismo, impunidade e aparelhamento institucional. Inspirando-se em Shakespeare, ele afirma que há algo de podre no Brasil oficial — e que a sociedade brasileira estava cercada, emparedada, sem forças para reagir. A Operação Lava Jato, naquele momento, representava uma última esperança para frear o colapso completo.


Destaques:

 1. Impunidade crônica: O texto mostra como o foro privilegiado virou um mecanismo de autoproteção para políticos corruptos que desejavam manter o poder e a fortuna a qualquer custo.

 2. Conluio institucional: Nêumanne denuncia como os Poderes se blindavam mutuamente para evitar investigações e punir exemplarmente apenas quando inevitável.

 3. Aparato jurídico como escudo: O uso de manobras legais, chantagens regimentais e distorções no funcionamento do Parlamento e da Justiça reforçavam a cultura da impunidade.

 4. Povo emparedado: O cidadão comum, sem foro, sem acesso e sem voz, assistia passivamente ao desmonte das instituições, enquanto os verdadeiros responsáveis seguiam ilesos.


Atualização e constatação:


Infelizmente, o alerta de Nêumanne foi ignorado. O tempo não apenas confirmou suas previsões, como agravou o cenário. O crime organizado retornou ao poder — institucionalizado, mais ousado e mais blindado do que nunca. Cargos, orçamentos, estatais e até cortes superiores foram loteados, e a democracia tornou-se uma encenação onde os mesmos protagonistas de outrora continuam ditando as regras. O Estado não foi saneado; foi capturado. O povo não rompeu os muros que o emparedavam; apenas os pintou de outras cores.


Conclusão e chamada à ação:


O artigo foi um grito de alerta que a maioria preferiu ignorar. E o preço do silêncio coletivo foi alto: a repetição do ciclo. Neste momento, mais do que nunca, é preciso recordar, nomear os fatos e recusar qualquer normalização do absurdo. A história só se repete quando nos recusamos a aprendê-la.


Pergunta final:


Como fomos capazes de esquecer completamente o assalto perpetrado por 20 anos em apenas 5 anos e permitir que essa quadrilha organizada voltasse ao poder? Será que vamos permitir novamente que isso se repita ou vamos compartilhar essa lembrança de forma que nenhum brasileiro jamais se esqueça?

Falcatruas

 Master ‘esconde’ investimentos de risco em fundos; valor pode ser o dobro do que aparece no balanço.  É um bando de bandidos. Só me espanta q mtos dos q ingressaram no banco não soubessem disso...ingênuos ou oportunistas. No mínimo coniventes.


Banco tem ao menos R$ 16 bi em precatórios e pré-precatórios, ativos considerados de maior risco para instituições financeiras; procurado, Master não se manifestou


BRASÍLIA – O Banco Master tem pelo menos R$ 16 bilhões em precatórios e pré-precatórios, de acordo com pessoas a par dos números da instituição. O valor é quase o dobro da cifra desses ativos que consta em seu balanço, uma vez que parte deles está alocada em fundos de investimento.


Tanto os precatórios – dívidas que os governos são obrigados a pagar por decisões da Justiça – quanto os direitos creditórios – uma espécie de pré-precatório, porque ainda não há sentença de pagamento – são ativos considerados de risco mais alto para os bancos porque têm baixa liquidez – ou seja, são difíceis de vender no curto prazo caso as instituição financeiras necessitem de recursos para honrar dívidas.


Em seu balanço de 2024, o Master afirma ter R$ 158 milhões em precatórios e R$ 8,5 bilhões em direitos creditórios. O restante desses ativos, segundo fontes envolvidas na operação de venda do banco, estaria alocado em fundos e outras empresas da holding, como os bancos Voiter e Will. Procurado, o Master não se pronunciou.


Master está sob os holofotes do mercado financeiro e de autoridades após ter recebido uma oferta de aquisição de 58% de seu capital total pelo Banco de Brasília (BRB).


Controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, o Master está sob os holofotes do mercado financeiro e de autoridades após ter recebido uma oferta de compra de 58% de seu capital total pelo Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.


A operação, estimada em R$ 2 bilhões, ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nesta sexta-feira, 11, Vorcaro se reúne com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


Desde o início, o BRB descartou a carteira de precatórios do Banco Master e fez uma proposta de compra para outras partes do negócio, como o cartão de crédito consignado.


A engenharia financeira do Master, que alocou boa parte dos seus ativos em fundos, chamou a atenção da KPMG, que auditou e aprovou o balanço do banco. Cerca de um terço do total de ativos está alocado em fundos (R$ 19,5 bilhões), de difícil estimação de preço e de valorização.


Desse total, R$ 10,2 bilhões estão em fundos de investimentos de direitos creditórios, ou seja, de recebimento de dívidas. Dentro do conglomerado do Banco Master SA, há 16 fundos registrados como sendo de direito creditório. Cinco deles são da categoria “não padronizados” – ou seja, podem ter precatórios ou títulos oriundos de dívidas judiciais.


As informações não são totalmente transparentes, uma vez que há fundos que divulgam balanços, enquanto outros apresentam apenas informes trimestrais com variações numéricas.


Um destes fundos é o C3E, que detém R$ 215 milhões em direitos creditórios derivados de uma ação judicial contra a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE) do Rio Grande do Sul na 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre. Ainda não há julgamento da causa, nem data de vencimento estimada.


Há ainda fundos de dívida que não constam no mapa societário do Master SA, mas fazem parte do seu balanço e ajudaram de forma indireta a turbinar o patrimônio do banco no ano passado. Como mostrou o Estadão, o patrimônio do banco dobrou em 2024 – o que contribuiu para manter o Master dentro dos requisitos mínimos exigidos pelo Banco Central para seguir operando.


Entre estes fundos está o AZO – pertencente ao Will Bank, subsidiária do Master –, que possui R$ 724 milhões em precatórios ligados ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). No ano passado, o banco registrou uma valorização de 10,85% desse fundo.


Embora o Will faça parte da proposta feita pelo BRB pelo Master, a carteira de precatórios não estaria incluída na transação, assim como direitos creditórios e participações em empresas.


Bancos costumam comprar precatórios de credores pagando valores menores para depois receber as quantias cheias e assim ter lucro. No mercado, os precatórios e pré-precatórios são vendidos com desconto.


No caso dos precatórios, os bancos pagam de 70% a 80% do valor de face (nominal), já que são processos transitados em julgado e que aguardam a liberação da ordem de pagamento. Os pré-precatórios são vendidos a cerca de 20% do valor de face, porque os casos ainda não foram concluídos e há risco de derrota nos tribunais ou de demora maior para a conclusão.


Por isso, esses ativos, embora arriscados, podem ser bastante rentáveis e, portanto, atraentes para as instituições financeiras que tenham menos necessidade de liquidez.


Nos últimos três anos, o Banco Master quase quadruplicou o montante de precatórios e direitos creditórios em seu balanço. O peso desses ativos tem despertado desconfiança nos agentes financeiros sobre a capacidade de o banco fazer frente aos pagamentos elevados de CDBs que tem no curto prazo.


Como mostrou o Estadão, uma norma editada pelo Banco Central em outubro de 2023 abriu uma brecha para que o Master e outras instituições financeiras não fossem obrigadas a contabilizar o risco de precatórios e direitos creditórios que já carregavam em seu balanço. Com isso, o Master pôde continuar operando sem a necessidade de receber mais aportes por parte dos sócios ou ser obrigado a vender ativos.


Os precatórios e direitos creditórios do Master teriam despertado o interesse do Banco BTG Pactual, como mostrou o Estadão.


Pessoas ligadas ao BTG dizem que é possível que o Banco de Brasília (BRB) consiga comprar a fatia do Master que anunciou e que o próprio BTG fique com outra parte, incluindo os precatórios. Essa possibilidade é bem recebida pelo BRB.


Outra hipótese é que o BTG resolva fazer uma proposta para comprar todo o Banco Master. O Credcesta, programa de crédito consignado para servidores públicos e aposentados, interessaria aos dois lados.


A interlocutores, contudo, o banqueiro André Esteves tem afirmado que o BTG nunca fez proposta pelo Master, nem tem interesse em adquirir qualquer ativo do banco. Procurado, o BTG reforçou o fato relevante divulgado ao mercado na semana passada, afirmando que nunca fez proposta, nem due diligence (análise sobre o balanço) para aquisição do banco.


Esteves começou a articular o apoio dos três maiores bancos privados do País – Itaú, Bradesco e Santander –para viabilizar uma solução para o Master. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mediou uma reunião com os presidentes dessas instituições no último dia 5, em São Paulo.


Fontes do mercado financeiro envolvidas nas negociações acreditam que o Banco Central só aprovará a venda do Master se houver essa solução conjunta incluindo os bancos privados. Esses bancos colocam dinheiro no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), usado como um “seguro” para os títulos pelo Master – que chegou a oferecer CDBs com rendimento de 140% do CDI, bem acima da média do mercado.


Se houver uma intervenção e uma liquidação do banco de Daniel Vorcaro, os maiores bancos poderiam ter de aportar ainda mais dinheiro para “salvar” as garantias do FGC – que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição bancária. Por isso, os bancos tentam afastar esse cenário.


Outra preocupação nesse grupo é que, com a exposição do caso e a falta de uma solução rápida, a carteira do Banco Master comece a se deteriorar e contamine a confiança no setor bancário.


https://www.estadao.com.br/amp/economia/master-esconde-investimentos-de-risco-em-fundos-valor-pode-ser-o-dobro-do-que-aparece-no-balanco/

BDM Matinal Riscala 02

 *Rosa Riscala: Agenda cheia encerra a semana*


… Em meio ao estresse dos mercados em Wall Street, JP Morgan, Wells Fargo e Morgan Stanley abrem a temporada de balanços, antes da abertura. O ânimo dos investidores com a trégua das tarifas não durou 24 horas e os sinais da guerra comercial que Trump mantém com a China voltaram com tudo, refletindo os riscos de inflação e recessão global, que parecem não ter solução a curto prazo. Na agenda tem Lagarde, PPI nos EUA, sentimento do consumidor americano e Fed boys alertando para as incertezas do cenário. No Brasil, são destaques: o IPCA de março e o IBC-Br de fevereiro (ambos às 9h), além de uma entrevista ao vivo de Fernando Haddad à BandNews (8h50).


… Com o mercado novamente negativo, o presidente Trump tentou injetar ânimo nos investidores, repetindo que quer um acordo com a China e restabelecer as relações bilaterais. “Xi Jinping tem sido meu amigo por muitos anos e espero conversar com ele”.


… O presidente chegou a dizer que “autoridades chinesas” já teriam entrado em contato com o governo americano, mas que não poderia revelar quem. “Só posso dizer que estou esperançoso”. Não conseguiu reverter o pessimismo.


… Enquanto isso, as projeções continuam a ser feitas considerando as piores variáveis.


… Para a Capital Economics, a tarifa de 145% imposta pelos Estados Unidos à China pode reduzir o PIB global em até 1% nos próximos dois anos, caso não haja avanços em acordos comerciais. A China seria a mais prejudicada, com retração de 1,2% do PIB.


… Os efeitos indiretos também atingiriam Canadá e México, que seriam afetados pela desaceleração da economia americana. UE, Índia e Japão sofreriam impactos mais contidos, enquanto o Reino Unido praticamente escaparia ileso.


… O economista-chefe do banco BTG Pactual, Mansueto Almeida, afirma que a falta de acordo entre os EUA e a China afeta os preços de commodities e prejudica países da América Latina, como o Brasil, que são grandes exportadores de produtos básicos.


… Segundo ele, além da instabilidade e possível queda no preço das commodities, as incertezas ainda devem dificultar investimentos de empresas no Brasil, uma vez que elas vão buscar moedas mais fortes. “O cenário é delicado.”


… Em entrevista à CNN no final da tarde, o conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, também tentou acalmar os mercados, dizendo que Índia, Austrália e Reino Unido já estão em negociação com os EUA. “Os acordos vão acontecer o mais rápido possível.”


… Hoje, o ministro de Política Econômica e Fiscal do Japão, Ryosei Akazawa, disse que deseja visitar os EUA “o mais rápido possível” para abrir negociações sobre as tarifas aplicadas pela Casa Branca, que, segundo ele, são “uma crise nacional”.


UNIÃO EUROPEIA – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse ontem que a UE buscará um acordo “completamente equilibrado”, mas alertou estar pronta para expandir dramaticamente a guerra comercial se essas negociações falharem.


… “Estamos desenvolvendo medidas retaliatórias. Há uma ampla gama de contramedidas em estudo e podemos incluir um imposto sobre as receitas de publicidade digital que afetaria grupos de tecnologia como Meta, Google e Facebook.”


… Pouco antes, Trump disse que a União Europeia foi “esperta” ao recuar em retaliações aos EUA. “Viram o que fizemos com a China e resolveram recuar”, disse o presidente, em referência ao aumento das tarifas aos produtos chineses, atualizadas para 145%.


… Trump informou que lidará com a UE como bloco ao negociar as tarifas, descartando acordos individuais com os países membros.


… Enquanto isso, a China fica soltando notícias sobre a aproximação com a Europa (pra cutucar a onça).


… Hoje, o South China Morning Post informa que os líderes da União Europeia estão planejando viajar para Pequim para uma cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, no final de julho.


HADDAD – O ministro deve ser questionado hoje na entrevista à BandNews sobre a crise tarifária nos EUA, mas ele tem tido todo cuidado para tratar do tema, porque o governo brasileiro ainda espera negociar um acordo para os 10% e os 25% do aço e do alumínio.


… Haddad reconhece que há “muita insegurança” sobre o que está acontecendo porque não há uma diretriz clara [de Trump], afirmando que, por ora, não é possível fazer uma avaliação criteriosa. “Vamos aguardar o posicionamento final para saber como proceder.”


… Aos jornalistas nesta 5ªF, Haddad negou estudo na Fazenda ou na Casa Civil para ampliar a tarifa social da energia elétrica, como havia dito o ministro Alexandre Silveira (MME) pouco antes, antecipando que o número de beneficiados aumentaria em 50%.


… Também descartou que haja previsão de alterar a meta de resultado primário para o ano que vem, de um superávit de 0,25% do PIB. A meta estará prevista no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que será divulgado na próxima 3ªF (15).


… Haddad admitiu ainda que pode haver uma audiência de conciliação entre governo e Senado no STF sobre a política de desoneração da folha, já que as medidas aprovadas pelo Congresso não foram suficientes para compensar a perda de arrecadação com o benefício.


… O relator da matéria, ministro Cristiano Zanin, acionou o Senado a se manifestar, após ter sido informado pela AGU do risco de prejuízo de R$ 20,23 bilhões para os cofres públicos neste ano, com a prorrogação da renúncia fiscal.


… O governo quer garantir no STF a compensação da perda de receita com a desoneração da folha, seja por meio da revisão do benefício, de um aperto maior na regra para reoneração gradual ou até mesmo exigindo que o Congresso apresente as soluções.


… Essa é uma das preocupações da equipe econômica nos próximos meses.


IPCA – A inflação deve arrefecer para 0,54% em março, após alta de 1,31% em fevereiro. As projeções variam de 0,46% a 0,59%. O IPCA em 12 meses deve subir para 5,46%, de 5,06% até fevereiro. O dado será divulgado pelo IBGE às 9h.


… A saída do efeito rebote do bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica, somada ao alívio no preço de combustíveis, deve contribuir para a desaceleração da alta do IPCA em março, de acordo com economistas consultados pelo Projeções Broadcast.


… De outro lado, o mercado prevê aceleração no grupo Alimentação, como alta de alimentos in natura, como tubérculos, carnes e ovos.


… Também a média dos núcleos deve desacelerar de 0,60% para 0,45% em março, com recuo nos preços livres (0,68% para 0,63%), preços administrados (3,16% a 0,27%), bens industriais (0,40% a 0,24%), serviços (0,82% a 0,59%) e serviços subjacentes (0,69% a 0,63%).


… Já a expectativa para a alimentação no domicílio é de alta do núcleo do IPCA (de 0,79% para 1,30%).


… Ainda que os números da inflação agradem, a recente depreciação do câmbio – com as incertezas causadas pelas tensões das tarifas de Trump – surgem como obstáculo para as expectativas de que o BC possa encurtar o ciclo de alta da Selic.


IBC-BR – A mediana do mercado indica expansão de 0,30% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central de fevereiro, após alta de 0,89% em janeiro. A produção agropecuária e o resultado acima do esperado dos serviços prestados devem impulsionar o IBC-Br.


… Os dados serão divulgados pelo Banco Central às 9h, tendo como novidade as aberturas setoriais do indicador.


… Nesta 5ªF, a Pesquisa Mensal de Serviços mostrou alta de 0,8% em fevereiro ante janeiro, superando o teto das estimativas (0,4%).


MASTER – Gabriel Galípolo reúne-se (9h) com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, na sede do BC em Brasília.


NOS EUA – O Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março nos EUA tem estimativa de alta de 0,3% para o núcleo na margem, após -0,1% em fevereiro, subindo para 3,5% na comparação anual (de 3,4% em fevereiro). O dado será divulgado às 9h30.


… Nesta 5ªF, o índice de preços ao consumidor (CPI), com alta de 0,1% do núcleo em março, veio abaixo da mediana (0,3%).


… Às 11h, é importante a preliminar de abril do Índice de Sentimento do Consumidor medido pela Universidade de Michigan, que deverá recuar para 54,0 (57,0 em março). Junto, saem as expectativas de inflação para 1 ano e para 5 anos.


FED BOYS – Mais dois dirigentes do Fed falam hoje Alberto Musalem/St. Louis (11h) e John Williams/NY (12h).


… Na Polônia, a presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de coletiva de imprensa do Eurogrupo à primeira hora (6h45).


… Nesta 5ªF, Austan Goolsbee (Chicago) disse que a incerteza pode frear os investimentos. “Há muita ansiedade nas empresas que visito. Temem que a inflação volte a sair do controle, como em 2021.” Disse ainda que a barra para mexer nos juros está “bastante alta”.


… Jeffrey Schmid (Kansas City) disse que está “preocupado que qualquer novo aumento nos preços possa subir ainda mais as expectativas de inflação”, e ressaltou que a política atual e o ambiente econômico tornaram-se “consideravelmente mais complicados”.


… Susan Collins (Boston), que as tarifas, “grandes e abrangentes”, podem elevar o núcleo do PCE para “bem acima de 3% este ano”.


BALANÇOS EM NY – Pesos pesados de Wall Street puxam a fila da temporada de balanços, que estreia daqui a pouco, antes da abertura dos mercados. Além de JPMorgan, Wells Fargo e Morgan Stanley, também a BlackRock divulga resultados.


… A FactSet estima que o setor financeiro registre a quinta maior taxa de crescimento anual dos lucros entre todos os 11 setores do S&P 500 no 1Tri, com 2,3%. A exceção deve ser o mercado de seguros, que deve reportar queda de 15% nos lucros do 1Tri.


… Muitas seguradoras americanas devem reportar perdas no período por conta dos incêndios florestais em Los Angeles, no início do ano. Os prejuízos foram estimados entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões por casas como Evercore ISI e a corretora britânica Aon.


… Reportagem da correspondente da AE em NY, Aline Bronzati, revela que analistas adotaram cautela nas projeções para os lucros devido aos receios com o impacto das tarifas, definindo um corte de 4,2% para o período sobre as estimativas anteriores.


… O grupo conhecido como Sete Magníficas sofreu cortes ainda maiores nas projeções para os lucros, de cerca de 10%, diante dos receios tarifários. Apple, Alphabet (dona do Google), Nvidia, Microsoft, Amazon e Tesla já caíram em bloco nesta 5ªF (abaixo).


NÃO COLOU – Em seu esforço para tranquilizar os mercados, Trump também sugeriu ontem à tarde que a pausa das tarifas recíprocas poderia ser maior que 90 dias. Mas as bolsas em Wall Street não tomaram nota e continuaram caindo.


… A pausa nas retaliações anunciada pela UE também não contribuiu para amenizar o clima.


… A senha para as ações entrarem em nova liquidação, depois da alta histórica da véspera, foi o esclarecimento da Casa Branca de que as tarifas aplicadas à China não somavam 125%, mas sim 145%. Tinham esquecido dos primeiros 20%.


… Liderando as perdas das Sete Magníficas, a ação da Tesla caiu 7,3%. Mas todas sofreram quedas expressivas: a Meta devolveu 6,7%, a Nvidia, -5,9%; Amazon, -5,2%; Apple, -4,3%; Alphabet, -3,53%; e Microsoft, -2,3%.


… O S&P 500 fechou em queda de 3,46% (5.268,05 pontos). Nasdaq, -4,31% (16.387,31). E Dow Jones, -2,50% (39.593,66).


… A deflação do CPI, que seria excelente notícia, foi ofuscada pelo vaivém das tarifas. Mesmo porque, o futuro já começou.


… Analistas não acreditam que a leitura benigna da inflação, antes do anúncio das tarifas recíprocas, seja sustentada nos meses à frente diante da guerra comercial com a China, e mesmo com as relações instáveis com outros países.


… A deflação, então, sugeriu uma diminuição na demanda com o medo de recessão provocada pelo aumento das tarifas de importação.


… Apesar do dado, no fim da tarde o FedWatchTool, da CME, mostrava aposta majoritária (71%) na manutenção dos juros na reunião do Fed em maio. Para todo o ano, as apostas se dividiam entre corte total de 100pbs (33,2%) e de 75pbs (30,7%).


… Investidores seguiram se desfazendo de Treasuries, com consequente alta dos rendimentos. Os juros dos títulos tiveram um momento de alívio após a divulgação do CPI, mas foi só. Depois, apenas o yield da note de 2 anos caiu a 3,845% (de 3,921%).


… O rendimento da note de 10 anos subiu a 4,412% (de 4,352% na véspera) e do título de 30 anos subiu a 4,921% (de 4,891%). Um leilão de bonds de 30 anos teve boa demanda, mas sem conseguir reduzir o juro do papel.


… A liquidação dos títulos do Tesouro americano teria sido o gatilho para o recuo de Trump, à medida que estariam colocando em risco a confiança no governo dos Estados Unidos. Cerca de US$ 8,5 trilhões desses papéis estão nas mãos de países estrangeiros.


… Japão (US$ 1 trilhão), China (US$ 760 bilhões) e Reino Unido (US$ 740 bilhões) são os maiores detentores.


… Também o dólar foi mal. O mercado global voltou a dar preferência a moedas como o iene e o franco suíço. O índice DXY caiu 1,97%, a 100,867 pontos. O euro disparou 2,07%, para US$ 1,1175, e a libra subiu 1,05%, a US$ 1,2948. O iene avançou 1,96%, a 144,529/US$.


… Entre as moedas emergentes, o dólar levou a melhor e o real continuou com um dos piores desempenhos diários entre seus pares. No mercado à vista a moeda americana subiu 0,88%, a R$ 5,8988. Na máxima, chegou a R$ 5,95.


… Os juros tiveram alta firme nos vencimentos médios e longos, com o mercado avesso ao risco e sob pressão do câmbio.


… O DI Jan/26 ficou estável em 14,805%; o Jan/27 subiu a 14,520% (de 14,475% na véspera); o Jan/29, foi para 14,470% (de 14,350%); o Jan/31, para 14,790% (de 14,600%) e o Jan/33, avançou a 14,900% (de 14,700%).


… Com as tensões crescendo entre Estados Unidos e China, as commodities foram novamente penalizadas, o que é ruim para o Ibovespa, que tem cerca de 35% de seu peso relacionado a empresas de matérias-primas.


… O índice fechou em baixa de 1,13%, aos 126.354,75 pontos, com giro de R$ 25,9 bilhões. Petroleiras levaram a pior, puxadas pela baixa de 3,28% no contrato do Brent com vencimento em junho, que fechou a US$ 63,33 o barril na Ice londrina.


… Petrobras ON (-6,49%; R$ 33,26) e PN (-6,22%; R$ 31,23), foram seguidas por Prio (-8,13%; R$ 32,89), Brava Energia (-6,82%; R$ 16,40) e Petrorecôncavo (-6,30%; R$ 13,38). Vale teve alta de 1,79% (R$ 52,78), seguindo o minério de ferro em Dalian (-3,06%).


… A mineradora também foi favorecida após o BofA elevar a recomendação e aumentar o preço-alvo das ADRs de US$ 11 para US$ 11,5.


… Bancos caíram em bloco: Santander (-1,50%), BB (-0,68%), Itaú (-0,41%), Bradesco PN (-0,16%) e ON (-0,09%).


… Entre as poucas altas do dia, LWSA subiu 4,58%; Magazine Luiza, +4,50%; e Hapvida; +2,78%.


EM TEMPO… ELETROBRAS defendeu eleição de chapa indicada pela administração em carta a acionistas; adoção ou não de voto múltiplo é irrelevante para indicações da União ao CA…


… Processo de indicação e sucessão, liderado por Vicente Falconi, com envolvimento do Comitê de Pessoas, foi criterioso e cuidadosamente estruturado…


… Companhia fez mapeamento para composição da matriz de competência do CA, que apontou necessidade de renovação controlada do colegiado…


… Indicação de Pedro Batista foi solicitada por cinco acionistas; CA considerou desempenho e avaliações de cada conselheiro para reconduções; nome de Ferreira foi indicado por quatro acionistas e incorporado em proposta da Administração.


NEOENERGIA. Energia injetada aumentou 3,6% no 1TRI, na comparação anual, para 22.903 GWh.


CYRELA. Lançamentos chegaram a R$ 3,4 bilhões no 1TRI, valor 183% acima do atingido no mesmo intervalo de 2024.


SANTANDER aprovou distribuição de R$ 1,5 bilhão em JCP, o equivalente a R$ 0,1913 por ação ON, R$ 0,2105 por ação PN e R$ 0,4019 por unit, com pagamento em 8/5; ex em 18/4.

BDM Matinal Riscala 1104

 🌎🇧🇷🇺🇸 IPCA, IBC-Br, Haddad e balanços em NY são destaques


Em meio ao estresse dos mercados em Wall Street, JP Morgan, Wells Fargo e Morgan Stanley abrem a temporada de balanços, antes da abertura. O ânimo dos investidores com a trégua das tarifas não durou 24 horas e os sinais da guerra comercial que Trump mantém com a China voltaram com tudo, refletindo os riscos de inflação e recessão global, que parecem não ter solução a curto prazo. Na agenda tem Lagarde, PPI nos EUA, sentimento do consumidor americano e Fed boys alertando para as incertezas do cenário. No Brasil, são destaques: o IPCA de março e o IBC-Br de fevereiro (ambos às 9h), além de uma entrevista ao vivo de Fernando Haddad à BandNews (8h50).  (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️ 03h00 – Alemanha/Destatis: CPI de março

▪️ 03h00 – Reino Unido/ONS: Produção industrial de fevereiro

▪️ 09h00 – IBGE: IPCA, INPC e INCC/Sinapi de março 

▪️ 09h00 – BC: IBC-Br de fevereiro 

▪️ 09h30 – EUA/Deptº do Trabalho: PPI e Núcleo do PPI de março

▪️ 14h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação     

▪️ 16h00 – Argentina/Indec: inflação ao consumidor (CPI) de março


Eventos

▪️ 06h45 – BCE: Christine Lagarde participa de coletiva de imprensa do Eurogrupo

▪️ 08h50 – Fernando Haddad concede entrevista à Bandnews 

▪️ 09h00 – Gabriel Galípolo reúne-se com CEO e presidente do Banco Master

▪️ 11h00 – Alberto Musalem (Fed/St. Louis) discursa em evento

▪️ 11h00 – EUA/Univ. Michigan: Índice de Sentimento do Consumidor preliminar de abril

▪️ 12h00 –  John Williams (Fed/NY) discursa em evento


Balanços

▪️ NY/ Antes da abertura: BlackRock, JPMorgan, Wells Fargo e Morgan Stanley


🇺🇸 Dow Jones Futuro cai após China impor tarifas de 125% sobre produtos americanos


Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (11), com as persistentes preocupações em torno das tarifas comerciais. A China retaliou as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, elevando de 84% para 125% as taxas sobre produtos norte-americanos.


🔎 Veja os principais indicadores às 5h40 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: -0,32%

* S&P 500 Futuro: -0,31%

* Nasdaq Futuro: -0,33%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), +0,45%

* Nikkei (Japão): -2,96%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +1,13%

* Kospi (Coreia do Sul): -0,50%

* ASX 200 (Austrália): -0,82%

🌍 Europa

* STOXX 600: -0,68%

* DAX (Alemanha): -0,80%

* FTSE 100 (Reino Unido): -0,06%

* CAC 40 (França): -0,60%

* FTSE MIB (Itália): -1,02%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, +0,25%, a US$ 60,24 o barril

* Petróleo Brent, +0,21%, a US$ 63,46 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,71%, a 708,00 iuanes (US$ 96,79)

Josué Leonel

 *China eleva tarifa a 125%; IPCA e Galípolo em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- China escala a guerra comercial ao elevar

suas tarifas para 125% contra os EUA, em resposta ao aumento das

taxas americanas sobre os produtos chineses. Pequim chama de

“uma piada“ as tarifas de Donald Trump e diz que deve ignorar

eventuais novas elevações. Dólar estende queda com represália

chinesa e ativos vistos como refúgio, como iene e ouro, se

valorizam. Futuros das bolsas de Nova York sobem e rendimento

dos treasuries têm baixas leves, após sessões de alta

volatilidade. 

Agenda nos EUA traz balanços de bancos, PPI, dados da

Universidade de Michigan e falas de dirigentes do Fed. No

Brasil, IPCA de março deve desacelerar sobre fevereiro, graças

ao alívio nos combustíveis e ao fim do efeito do bônus de

Itaipu, mas acelerar em termos anuais. BC ainda divulga IBC-Br.

Mercado restabeleceu aposta em Selic de 15% no final do ano,

depois de cogitar possibidade de aperto ser abreviado com receio

de recessão global. Presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem

reunião com Banco Master e Haddad dá entrevista. 

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*T

Às 7:28, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +1%

STOXX 600 -0,1%

FTSE 100 +0,8%

Nikkei 225 -3%

Shanghai SE Comp. +0,5%

MSCI EM +1,9%

Dollar Index -1%

Yield 10 anos -2,4bps a 4,4013%

Petróleo WTI +1% a US$ 60,66 barril

Futuro do minério em Singapura +0,3% a US$ 97,45

Bitcoin +3,6% a US$ 82728,56

*T

 

Internacional

Dólar amplia queda com aumento de tarifas da China; futuros

NY sobem

* Dólar prolonga as perdas com o aumento das tarifas da China de

84% para 125% sobre todos os produtos dos EUA, no mais recente

episódio da guerra comercial que abalou os mercados esta semana

** Decisão da China ocorre depois que o presidente Donald Trump

promoveu nova elevação das taxas sobre o país asiático, que já

somam 145%, mesmo tendo suspendido tarifas adicionais sobre

outros parceiros comerciais

** Pequim afirmou que planeja ignorar quaisquer novos aumentos

anunciados por Washington a partir de agora, porque as medidas

do governo Trump se tornaram “uma piada”

* Índice dólar ruma para quarta baixa seguida e ativos vistos

como portos seguros como o iene, o franco suíço e o ouro

avançam; euro lidera ganhos; rublo, peso mexicano e lira são

destaques negativos

* Rendimento dos treasuries de 10 anos recua, mas segue no

patamar de 4,4%, após alta de 50 pontos-base nesta semana;

futuros dos índices em Nova York revertem queda

* Guerra comercial corre o risco de levar os EUA a uma recessão,

em meio a um êxodo mais amplo de ativos do país que levantou

questões sobre o status de refúgio dos títulos do Tesouro

americano


“O principal protagonista do comércio global acabou de

rasgar o manual e não sabemos qual é o seu objetivo final”,

disse Olivier Baduel, chefe de ações europeias da OFI Invest AM

em Paris

* Mercado aguarda balanços de alguns dos maiores bancos dos EUA,

incluindo JPMorgan, Morgan Stanley e Wells Fargo, além da

BlackRock

* Agenda econômica destaca PPI de março e dados da Universidade

de Michigan de abril, além de falas de dirigentes do Fed

* Petróleo tem leve alta, mas ruma para queda semanal com receio

de recessão; já o cobre estende ganhos com expectativa de

estímulos da China para compensar tarifas de Trump; minério de

ferro tem baixa oscilação


Para acompanhar

IPCA de março e IBC-Br; Galípolo com Master

* IPCA de março, que IBGE divulga às 9:00, deve mostrar aumento

de 0,53% na comparação mensal, ante 1,31% na medição anterior, e

5,45% na comparação anual, contra 5,06% em fevereiro, segundo

economistas

* BC divulga às 9:00 IBC-Br de fevereiro, estimativa +0,30% na

comparação mensal, anterior +0,89%, e 3,60% na comparação anual,

anterior 3,58%

* Galípolo tem às 9:00 audiência fechada com Daniel Vorcaro,

presidente do Banco Master, e Augusto Ferreira Lima, CEO, para

tratar de assuntos institucionais; presidente do BC ainda se

encontra ao longo do dia com representantes da Invixx

Investimentos, SPX Capital, Buysidebrazil e Banco do Brasil

* NOTA: Anúncio de venda do Master ao BRB traz investigações em

série

* BC oferta 20.000 contratos de swap cambial para rolagem


Outros destaques

Entrevista de Haddad; orçamento, IR, Tarcísio

* Haddad concede às 8:50 entrevista ao vivo à Bandnews e terá

reuniões com representantes da CNSEG e do TikTok, Bytedance

* Brasília em Off: O esmorecimento das apostas sobre Haddad

* Lula tem reuniões com ministros incluindo Esther Dweck, da

Gestão

* Brasil apresentará as diretrizes orçamentárias para 2026 na

terça-feira, em meio a preocupações com o aumento dos custos de

financiamento da dívida

** Segundo a Bloomberg Economics, idealmente o governo elevaria

a meta de superávit primário, mas isso pode ser evitado diante

do receio de recessão e proximidade da eleição de 2026

* Fazenda estima custo de R$ 27,7 bi em 2027 e R$ 29,68 bi em

2028 com projeto do IR: Estado

* Governo sanciona Orçamento de 2025 e precisará repor R$ 4 bi

para Mais Médicos e saúde indígena: Folha

* STF decide que aposentado não precisa devolver dinheiro da

revisão da vida toda: Folha

* Decisão do STF que retira recursos judiciários do arcabouço

fiscal pode tirar R$ 3 bi do limite de gastos: O Globo

* Pedro Lucas é indicado a ministro das Comunicações: O Globo

* PL atinge 257 assinaturas para urgência e Motta será

pressionado a votar anistia: O Globo

* Datafolha aponta que 58% acham que Tarcísio deveria disputar

reeleição em SP: Folha


Empresas

Santander Brasil, Cyrela, CPFL

* Santander Brasil pagará R$ 1,5 bi em juros sobre capital

próprio

* Cyrela: Vendas contratadas 1T R$ 3,03 bi

* Morgan Stanley rebaixou CPFL a equal-weight e elevou Vamos a

overweight

Bankinter Portugal Matinal 1104

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Como já começa a ser habitual, ontem tivemos uma sessão com dois tons. Ásia e Europa celebravam o atraso de 90 dias anunciados pelos EUA para a aplicação de impostos alfandegários recíprocos, exceto China. A UE correspondia com um adiamento equivalente das suas contramedidas. Mantêm-se os 10% genéricos a todas as importações americanas, assim como os impostos alfandegários já aplicados ao aço, alumínio e automóveis. O otimismo desvanecia-se no início da sessão americana após os EUA anunciarem que não é só a China a ficar excluída desta pausa, mas também os impostos alfandegários extra de 125% aplicados sobre os 20% já anunciados anteriormente. Um total de 145%!... em resposta aos 84% anunciados pela China.


A inflação americana moderava-se mais do que o esperado em março. A Taxa Geral caiu até +2,4% a/a vs. +2,5% esperado e +2,8% anterior; a Subjacente até +2,8% vs. 3,0% e 3,1%, respetivamente. Mas o mercado fez uma leitura negativa perante a possibilidade de que esta moderação de preços venha por um debilitamento da procura. Os dados não refletem ainda o impacto da política alfandegária que chegará nos próximos meses, quando entrarem em vigor. A maioria das empresas inquiridas pela National Retail Federation, que agrupa 80% do setor de distribuição do país, declara que irá transferir para os preços pelo menos 2/3 do impacto dos impostos alfandegários. Daí a importância de seguir os indicadores adiantados de confiança e componentes de preços. Hoje teremos o Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan (15 h) e as suas expetativas de preços a 1 e 5/10 anos. Espera-se que retroceda pelo quarto mês consecutivo até 53,8, o nível mais baixo em quase 2 anos, enquanto as componentes de preços aumentam 2 décimas até +5,2% e +4,3%, respetivamente. Como referência, as expetativas de preços a 1 ano estavam em +2,6% em novembro passado e as de 5/10 anos em +3,0% em dezembro; com o Índice de Confiança em 71,8 em novembro.


O outro foco da sessão será o início da temporada de publicação de resultados 1T 2025. Os bancos americanos começam hoje (Wells Fargo EPS +3%e, JP Morgan +4%e e Morgan Stanley +14%e), mas o realmente importante serão as mensagens e guias sobre a evolução do negócio nos próximos meses. Duvida-se que mostrem otimismo. A chave será o quão sombria ou transitória será a situação atual… algumas vozes relevantes do setor (Larry Fink, Jamie Dimon) alertaram para o risco da política comercial da sua Administração.


Apesar dos futuros virem em alta, todo o anterior faz pensar numa sessão que irá perdendo força à medida que avança. Não há motivos para confiar numa melhoria sustentada do tom do mercado.     


S&P500 -3,5% Nq-100 +12,0% SOX -8,0% ES-50 +4,2% IBEX +4,3% VIX 40,7 Bund 2,58% T-Note 4,42% Spread 2A-10A USA=+58pb B10A: ESP 3,31% PT 3,19% FRA 3,35% ITA 3,82% Euribor 12m 2,16% (fut. 2,0%) USD 1,126 JPY 162,0 Ouro 3.195$ Brent 63,9$ WTI 60,6$ Bitcoin +1,5% (81.111$) Ether +1,7% (1.555$).


FIM

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: O ano eleitoral que começou mais cedo* Lá fora, Trump promete anunciar sucessor de Powell este mês … A agenda doméstica é ir...