segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,7% US tech +1% US semis +2,7% UEM +1,6% España 0% VIX 14,5% Bund 2,82% T-Note 4,17% Spread 2A-10A USA=+63pb B10A: ESP 3,25% PT 3,10% FRA 3,52% ITA 3,45% Euribor 12m 2,251% (fut.2,437%) USD 1,167 JPY 184,4 Ouro 4.575$ Brent 63,5$ WTI 59,2$ Bitcoin +0,8% (91.759$) Ether +1% (3.153$).


SESSÃO: A semana começará a sério amanhã, com inflação e bancos americanos. Hoje, segunda-feira, será inercial em positivo e de preparação para a inflação americana de amanhã e a progressiva publicação dos resultados do 4T 2025, começando pelos grandes bancos americanos, o que nos ajudará a situar-nos em relação a resultados que voltarão a ser bons, como nos recentes trimestres. Espera-se um EPS (Benefício por Ação) a expandir-se +8,9% para as empresas americanas avaliadas, incluindo todos os setores (mas Tecnologia +26,5%), expetativa que parece mais do que decente, considerando que é habitualmente superada pela realidade, portanto supomos um provável aumento real não inferior a +15%. Como referência mais próxima para apoiar esta estimativa, o EPS 3T 2025 foi um generoso +14,9% vs. +5,6% esperado.


Se elevarmos um pouco mais a perspetiva sobre os EPSs, espera-se que 2026 seja até um pouco melhor, trimestre a trimestre: +14,4% para 1T 2026, +15,2% 2T 2026, +15,1% 3T 2026 e +18,3% 4T 2026. São os lucros empresariais o fator que coloca as bolsas no seu local correto, a médio e longo prazo. E esta expetativa de lucros não é nada má.


A subida da semana passada, que foi a primeira semana completa de 2026, apesar de uma geoestratégia agitada, de umas questionáveis OPVs em IA na China e de um emprego americano confuso na sexta-feira, confirma a nossa estimativa de que o mercado está disposto a interpretar em positivo quase tudo, desde que o ciclo continue a ser expansivo (PIBs), a inflação esteja controlada e permita mais descidas de taxas de juros por parte da Fed e os resultados empresariais continuem bons. 


Em relação à inflação americana de amanhã, provavelmente irá repetir em +2,7%, mas, em todo o caso, o mercado não a interpretará negativamente. Em primeiro lugar, porque esse nível já é, por si só, bastante bom. E, em segundo lugar, porque o resultado não será considerado de todo fiável devido às distorções na recolha de dados posterior ao encerramento parcial do governo americano.


A primeira reunião sobre a Gronelândia entre a Dinamarca e os EUA será amanhã, mas só será o início de um longo e complexo processo que terminará em algum acordo relutante para financiar o investimento americano em defesa lá com as matérias-primas da ilha, ainda não exploradas. E no Irão, o regime poderá colapsar antes do que parece devido à ruína económica: outro grande produtor de petróleo que tem de importar petróleo pela péssima gestão dos seus recursos.


CONCLUSÃO: Trump processou Powell (Fed) por assuntos sem conteúdo aparente de fundo (a renovação das instalações da Fed e a sua comparência perante o Senado em junho) para pressionar ainda mais a descida de taxas de juros e/ou a sua saída (embora o tenho nomeado em 2018), e isso pode introduzir ruído na sessão de hoje, que poderá baixar um pouco. Mas, além deste assunto, o desenvolvimento semanal razoável será uma modesta correção das potenciais subidas da semana passada, embora seja mais provável uma complacência em alta um pouco menos potente do que a semana passada.


FIM

kRUGMAN 1201

 *Para Krugman, economia dos EUA sob Trump em 2026 'pode muito bem piorar antes de melhorar'*


Por Pedro Lima


São Paulo, 11/01/2026 - A perspectiva para a economia dos Estados Unidos, para o Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, é de continuidade da incerteza e risco de deterioração adicional. Ao avaliar o que vem pela frente após o primeiro ano da economia sob Donald Trump, sob o termo "Trumpnomics", Krugman afirma que "pode muito bem piorar antes de melhorar", indicando que os resultados "fracos" observados em 2025 podem não representar o pior cenário.


Para o economista, não há expectativa de mudança relevante na condução da política econômica. Krugman escreve que Trump "claramente" não vai reconsiderar suas escolhas, reagindo a sinais de fracasso com "negação e redobrando a aposta". Nesse contexto, as tarifas tendem a ser mantidas, já que "sua política tarifária fracassada continuará, a menos que a Suprema Corte a invalide".


Krugman aponta que a principal consequência dessa estratégia é a manutenção de um ambiente de forte incerteza, que desestimula investimentos e contratações. Ele avalia que a economia seguirá pressionada por decisões erráticas e por propostas que classifica como "uma sequência de ideias inviáveis e mal concebidas", incapazes de compensar os efeitos negativos já observados no mercado de trabalho e na indústria.


O economista também chama atenção para riscos adicionais à frente, como a tentativa de politizar o Federal Reserve (Fed) e o prolongamento da guerra comercial, fatores que podem "desestabilizar os mercados financeiros" e aprofundar a cautela das empresas. Embora o mercado acionário continue resiliente, Krugman ressalta que "o resto dos EUA não está", destacando a fragilidade da situação para trabalhadores e pequenos negócios.


O ganhador do Nobel sustenta que a combinação de políticas persistentes e elevada incerteza indica um cenário adverso no curto e médio prazo. Segundo ele, sem uma reversão de rumo, a economia americana tende a enfrentar um período prolongado de estagnação e frustração, sobretudo entre os eleitores que acreditaram nas promessas de prosperidade rápida feitas pelo atual governo.


Contato: pedro.lima@estadao.com



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Cadê o nosso dinheiro do MASTER?

 *Cadê o nosso dinheiro aplicado no Banco Master?*

No domingo dia 18, fará dois meses da quase intervenção do Banco Master Até agora, nenhum investidor recebeu um tostão, nem ao menos uma balinha de Uber

11.jan.2026 às 15h49

Marcelo Rubens Paiva


Escritor e dramaturgo. Autor, entre outros livros, de "Feliz Ano Velho", "Malu de Bicicleta" e "Ainda Estou Aqui"


O negócio é transparente, com regras simples. Aplica-se num CDB por aplicativos bancários que até crianças sabem usar. Caso o banco quebre, o governo intervém, via Banco Central, e devolve o aplicado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o teto de R$ 250 mil por CPF.


Criado pelo governo Fernando Henrique em 1995, quando Steve Jobs ainda projetava o iPod, e celular era apelidado de "tijolão", o fundo se modernizou e ganhou um aplicativo.


Assim que teve a intervenção do Banco Master, os investidores receberam emails da fintech responsável pela aplicação, indicando o passo a passo. Foram convidados pelo BC a se cadastrar no aplicativo FGC.


No entanto, ao abri-lo, o informe num gerúndio indigesto: "O FGC está aguardando o envio das informações pelo liquidante para iniciar o pagamento".


Investidores do Banco Santos, Rural, BVA, Cruzeiro do Sul, que foram liquidados, receberam o que investiram. Os do Banco BRJ S.A. receberam em 27 dias. Os do Neon, em 14 dias.


Tudo muito simples. Porém, azedou o angu. No domingo dia 18, fará dois meses da quase intervenção do Banco Master. Além de nenhum investidor receber um tostão, nem ao menos uma balinha de Uber, toma preju.


Eu tenho um CDB no Master. Imagine o dinheiro que estou perdendo se eu tivesse recebido e aplicado em um título do Tesouro, nessa Selic de 15% ao ano


Porém, os CDBs sumiram dos sites das fintechs e do aplicativo do FGC. Porque a intervenção virou uma "desintervenção", numa disrupção das regras republicanas e o disparo para todos os lados de descalabros.


Seria a maior operação de resgate de papel podre da história: R$ 41 bilhões para cerca de 1,6 milhão de CPFs e CNPJs.


O Master, cujos papéis eram oferecidos efusivamente por assessores da nossa personal fintech, pois pagavam mais, provou que uma das poucas instituições confiáveis foi retalhada pela corrupção orgânica.


O banqueiro ostentação Daniel Vorcaro, figurinha carimbada da tradicional sociedade mineira, descobriu os furos do queijo suíço brasileiro, o poder, para praticar o golpe do século, tão manjado quanto a ameixa de um manjar branco, e montou uma pirâmide financeira.


Bastava mimar com presentes (subornos?) figuras-chave da nossa República e vender aquilo que não tinha. Minou a confiança na nossa democracia e ameaça a instável estabilidade política.


Fez o que manda o manual do malandro, sem infringir a lei. Segundo esta Folha, se aproximou e patrocinou eventos que reunia empresários e políticos, de João Camargo, do grupo Esfera Brasil, João Doria, do Lide, a Karim Miskulin, do grupo Voto.


Nos últimos três anos, eventos com poderosos foram patrocinados pelo Master. Na sua planilha de consultores, já estiveram os ex-ministros Ricardo Lewandowski, Gustavo Loyola, Henrique Meirelles, e o ex-presidente do BC Guido Mantega, afundador geral da República Dilma 2.


Patrocinou (ele nega) influencers para atacar o Banco Central. Até a jornalista Gabriela Priolli, ao anunciar que começará a fazer posts ligados ao mercado financeiro, defendeu o investimento ao Banco Master e a compra do mesmo pelo BRB, acusando os grandes bancos de querer melar o negócio.


Ela entrou no grupo de suspeitas por internautas que analisaram cada uma de suas palavras e conselhos. Sem maquiagem, informal, explicou sem explicar e omitiu o fato do BRB ser um banco público, sob o comando de Ibaneis Rocha, governador do DF; até agora, não se sabe como ele se livrou do inquérito da tentativa de golpe de Estado.


Gabriela incentivou seguidores a comprarem um título que agora não está sendo pago. Não sabia da transferência de papéis podres do Master para o BRB, e de fundos de pensão de funcionários públicos, que viraram charutos cubanos?


Até a esquerda caiu no "caô" da desinformação, quando viu a jornalista Malu Gaspar denunciar o herói Alexandre de Moraes —ela que escreveu um dos melhores livros jornalísticos sobre corrupção, "A Organização", a ruptura da família Odebrech, em que um pai sacrifica um filho, como o tratado arquetípico de Abraão e Isaque (Gêneses 22:6-12).


Vorcaro continuou sua trilha ao país das maravilhas, se aproximou de Ciro Nogueira, presidente do PP, e de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, espalhando seu perfume no ciclone do centrão.


De resto, você já sabe. Contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, o literal salvador da pátria, por um preço muito acima da tabela da OAB.


Dias Toffoli, ministro do STF, viajou de carona de jatinho com a advogado do Master, Augusto Botelho, para ver em Lima, Peru, seu time tomar uma tunga na final da Libertadores (bem feito).


Tentou uma absurda acareação entre os envolvidos da intervenção do banco de pilantras que pegou tão mal que retrocedeu e deixou a toga na lavanderia do tribunal (penduricalho que deve ser gratuito).


Vorcaro, que viu sua sede nos últimos andares do cafona prédio da baleia invadida pela PF, o símbolo "farialimer" de que sonhar com um pedaço de Dubai no Brasil é possível, que deu até em praia de surfe a metros do fétido rio Pinheiros, escritório com charutos cubanos climatizados e garrafas de Macallan, descolou um aliado inesperado, o TCU.


O desconhecido ministro Jhonatan de Jesus, até 2023 um deputado federal por Rondônia do Republicanos, filho do senador Mecias de Jesus, movido por um senso de justiça divina, decidiu atropelar o papel do BC e, no bojo da sua experiência de dois anos e sete meses no cargo, colocou a reputação do sistema financeiro no ralo.


Desinterviu o que não lhe cabia desintervir. Foi salvo por Vitalzinho, como é conhecido Vital do Rêgo, há 11 meses na presidência do TCU, médico como Jhonatan, filho de senador como ele.


Todos e todas acima podem ser inocentes, agiram de boa-fé, para defender os interesses e a poupança de brasileiros do bem. A investigação não parará aqui. Novas denúncias surgirão. Investigar a fundo é dever do Estado, para que não se repita. E vamos ao que interessa: cadê o nosso dinheiro?




https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/cade-o-nosso-dinheiro-aplicado-no-banco-master.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*

Segunda Feira, 12 de Janeiro de 2.026.

*Ruído no Fed abre semana carregada*


Departamento de Justiça ameaçar mover investigação criminal contra Powell por reforma em prédio

… Os mercados globais devem sentir mais fortemente esta semana a retomada do fluxo, em meio à agenda carregada aqui e lá fora. O fôlego da atividade econômica é destaque no Brasil, com o volume de serviços, vendas no varejo e o IBC-Br de novembro. Ainda o trade eleitoral volta ao foco com a pesquisa Quaest para o Planalto. Hoje à tarde (14h), o presidente do TCU, Vital do Rêgo, tem reunião com Galípolo e Ailton de Aquino (BC), tendo o Master como pivô das polêmicas. Lá fora, após o payroll, vêm a inflação americana do CPI (terça) e o Livro Bege (quarta), enquanto os bancos abrem a temporada dos balanços. Ainda um novo ruído entre Trump e Powell estressa os negócios, depois de o Departamento de Justiça ameaçar mover investigação criminal contra o presidente do Fed.

ATACA NOVAMENTE – Powell gravou vídeo na noite deste domingo para denunciar “intimidação” de Trump, depois de ter sido intimado na última sexta-feira com acusação sobre o projeto de reforma do prédio do BC.

… Segundo o presidente do Fed, a ameaça de acusação criminal faz parte de uma campanha contínua do governo Trump contra sua gestão, que não tem cedido às pressões por cortes mais intensos de juros.

… De saída do Fed, Powell lançou dúvidas sobre a independência da condução da política monetária.

… “Trata-se de saber se o Fed será capaz de continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação.”

… Powell lembrou que serviu ao Fed sob quatro administrações, tanto republicanas como democratas, e que, em todos os casos, desempenhou a função com foco exclusivo no mandato duplo (inflação estável e máximo emprego).

… Na primeira reação à escalada da tensão, os futuros das bolsas americanas e o dólar caíam durante a madrugada.

MAIS AGENDA – Economistas antecipam que a inflação americana do CPI de dezembro deve voltar a acelerar, após ter vindo significativamente mais baixa que o esperado em novembro por problemas com a coleta no shutdown.


… O dado tem potencial para mexer com as apostas para o Fed, depois de o recuo inesperado na taxa de desemprego do payroll (abaixo) ter provocado uma mudança de precificação no timing do próximo corte.


… Junho, ao invés de abril, passou a ser o mês com maior chance de o Fed derrubar o juro, segundo a ferramenta de apostas do CME, diante da percepção de que o mercado de trabalho não está tão enfraquecido no momento.


… Semana terá ainda o PPI de novembro, vendas no varejo e Livro Bege, todos na quarta-feira, além da produção industrial de dezembro (sexta-feira). Hoje, falam três Fed boys: Bostic (14h30), Barkin (14h45) e John Williams (20h).


… Também a legalidade do tarifaço de Trump continua no foco. Havia ampla expectativa de uma decisão na última sexta-feira, mas agora a sinalização é de que o anúncio pela Suprema Corte possa ser feito na quarta-feira.


BALANÇOS – A safra dos resultados corporativos do quarto trimestre será inaugurada pelos grandes bancos americanos: JPMorgan (amanhã); BofA, Citi e Wells Fargo (quarta-feira); e Goldman Sachs e Morgan Stanley (quinta).


MODO COMBATE – Trump terá reunião amanhã com a alta cúpula do governo para discutir a resposta à repressão do regime islâmico aos protestos no Irã, que já deixaram mais de 500 mortos, segundo os cálculos de ativistas. 


… Autoridades americanas disseram que os próximos passos podem incluir emprego de armas cibernéticas sigilosas contra alvos militares e civis iranianos, a imposição de mais sanções ao regime e possíveis ataques militares.


… O secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, participarão do encontro. O trio esteve à frente da operação de captura de Maduro.


… O governo de Teerã elevou o tom neste domingo e advertiu que as forças norte-americanas e Israel podem se tornar “alvos legítimos” caso Washington leve adiante uma ofensiva contra a República Islâmica.


… Horas depois, porém, Trump disse que o Irã procurou representantes americanos e propôs negociar.


… Em outra frente de batalha, um grupo de países europeus liderado pelo Reino Unido e pela Alemanha está discutindo planos para uma presença militar da Otan na Groenlândia para tentar conter as ameaças de Trump.


… Interessado há muito tempo no controle da ilha localizada no Ártico para a segurança nacional norte-americana, o republicano disse que seu governo tomará medidas em relação à Groenlândia “quer gostem ou não”.


… Washington avalia as opções, incluindo o uso das forças armadas ou a compra negociada com a Dinamarca.


CHINA – Na virada de quarta para quinta, sai a balança comercial de dezembro. Na noite do próximo domingo, a atividade entra no radar, com o PIB do quarto trimestre e as vendas no varejo e produção industrial de dezembro.


FLÁVIO X TARCÍSIO – O instituto Quaest saiu às ruas e ouviu até este domingo mais de duas mil pessoas para a primeira pesquisa de intenções de voto do ano para a presidência da República, que será divulgada na quarta-feira.


… Foram pesquisados sete cenários para o primeiro e segundo turnos. Estão na lista dos presidenciáveis: Flávio Bolsonaro, Lula, Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Aldo Rebelo e Renan Santos.


MAIS AGENDA – Depois de o IPCA de dezembro não ter abalado a expectativa de corte da Selic em março, o foco estará esta semana nos três indicadores que servirão de termômetro sobre o ritmo da atividade econômica.


… Saem o volume de serviços (amanhã), as vendas no varejo (quinta) e o IBC-Br de novembro (sexta). Hoje, além da Focus (8h25) e da balança comercial (15h), serão divulgadas as prévias de inflação do IGP-M (8h) e IPC-Fipe (5h).


DISPUTA DE FORÇAS – Vital do Rêgo quer discutir hoje com o BC, a partir do escândalo do banco de Vorcaro, um modelo que equilibre as prerrogativas do TCU e a autonomia da autoridade monetária no âmbito da liquidação.


… Ele assegurou que o Tribunal de Contas respeita a autonomia do BC e que deseja a autarquia “forte”. Mas que a Corte não “abrirá mão” da competência de fiscalizar a atuação, ainda que não tenha poder de reverter a liquidação.


… Análise preliminar dos auditores do TCU concluiu que não houve “inação” do BC sobre as fraudes do Master. Técnico elaboraram o documento após a primeira ameaça do ministro Jhonatan de Jesus de suspender a liquidação.


… Em reação ao parecer, Jhonatan de Jesus divulgou nota à imprensa neste sábado para dizer que a manifestação  das áreas técnicas do TCU é preliminar e que não pode se confundir com as decisões do colegiado do TCU.


… Semana passada, o ministro recuou formalmente na determinação de inspeção in loco no BC, acolhendo recurso da autoridade monetária para que a decisão seja submetida ao plenário do TCU após o recesso, que vai até sexta.


… Documentos e dados oficiais analisados pela Folha indicam que duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli (STF) tiveram como sócio um fundo de investimentos (Arleen) conectado a suspeitas no caso Master.


… Familiares do ministro foram donos de resort que recebeu aporte milionário do Arleen, que era administrado pela Reag, ligada a Vorcaro e investigada na operação Carbono Oculto por suspeita de lavar dinheiro para o PCC.


… Parte dos investidores que aplicaram recursos (CDBs) no Banco Master podem começar a ser ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) nesta semana ou na próxima, segundo apurou o Valor Investe.


… Pelas contas iniciais do FGC, os pagamentos devem somar R$ 41 bilhões e atender 1,6 milhão de investidores.


MERCOSUL-UE – Os blocos querem assinar no sábado, no Paraguai, o acordo comercial fechado na última sexta, o maior já concluído pelos europeus e que ainda precisa da aprovação do Parlamento para entrar em vigor.


… França, Hungria e Irlanda votaram contra e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve enfrentar nas próximas semanas moção de censura por parte do grupo de extrema direita Patriotas pela Europa.


… Na França, os partidos de oposição a Macron já apresentaram moções de desconfiança contra o primeiro-ministro do país, Sébastien Lecornu, aliado do presidente, para tentar derrubar governo após aprovação do acordo comercial.


… Mas, segundo a Reuters, é improvável que consigam os votos necessários para a afastar o premiê.


… Lula celebrou o acordo Mercosul-UE e escreveu em seu perfil no X que a aprovação foi histórica para o multilateralismo. “Após 25 anos de negociação, foi aprovado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo.”


… “A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam um PIB de US$ 22,4 trilhões”.


… Ainda não há confirmação sobre a presença de Lula na assinatura do acordo. Ele deve escalar ministros e auxiliares, já que, há poucos dias, os presidentes sul-americanos já estiveram reunidos em Foz do Iguaçu.


TÁ RUIM, MAS TÁ BOM – Os números contraditórios do payroll mais agradaram do que preocuparam investidores em NY, apesar de terem transferido para junho a aposta principal de retomada do ciclo de corte do juro pelo Fed.


… O payroll trouxe 50 mil empregos em dezembro, menos do que os 60 mil esperados. Mas o que mais surpreendeu foi a taxa de desemprego, que recuou de 4,5% em novembro (revisado de 4,6%) para 4,4% no mês passado.


… A expectativa dos analistas era de que o desemprego ficasse em 4,5%. Já o salário médio por hora aumentou 0,33% na comparação mensal.


… A criação de vagas, embora ligeiramente menor do a que expectativa, mostra uma economia americana que ainda está se recuperando lentamente, com os economistas prevendo uma aceleração gradual do crescimento.


… “O que poderia ser um risco é se o emprego tivesse caído um pouco mais que o esperado. Acho que isso, talvez, teria preocupado mais os investidores”, disse Anthony Saglimbene, estrategista da Ameriprise Financial, à CNBC.


… “Analisando os números, tudo indica que o Fed provavelmente não precisará cortar as taxas em janeiro, e talvez, nem em março”, acrescentou Saglimbene. Pelo CME, talvez nem mesmo em abril, só em junho.


… Dow Jones (+0,48%, aos 49.504,07 pontos) e S&P 500 (+0,65%, aos 6.966,28) renovaram recordes de fechamento. O Nasdaq teve ganho de 0,81% (23.671,35). Na semana, os índices subiram 2,32%, 1,57% e 1,88%, respectivamente.


… Entre os destaques corporativos de 6ªF, as ações da Intel dispararam 10,80%, depois que Trump afirmou que teve uma “ótima reunião” com o CEO da empresa, Lip-Bu Tan.


… As geradoras de energia Vistra (+10,49%) e Oklo (+7,90%) subiram após a Meta (+1,08%) anunciar novos acordos para expandir o fornecimento de energia nuclear nos EUA para seus data centers e projetos ligados à IA.


… Na mão contrária, General Motors caiu 2,70%, após anunciar que registrará US$ 6 bilhões em despesas no 4TRI com ativos ligados ao seu programa de veículos elétricos, devido à queda da demanda na América do Norte.


SÓ EM MARÇO – O IPCA de dezembro reforçou a percepção dos investidores de que o Copom não vai mexer na Selic pelo menos até março, levando a curva de juros a se ajustar ao cenário, especialmente nos vencimentos curtos.


… A inflação acelerou de 0,18% em novembro para 0,33% no mês passado, em linha com o esperado pelo mercado. O número fechado de 2025 ficou em 4,26%, pouco abaixo das projeções (4,27%) e dentro do teto da meta (4,5%).


… Porém, a abertura do dado não agradou tanto. Um dos pontos de preocupação do Copom, a inflação de serviços acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,760% (de, 13,714% no ajuste anterior); Jan/29, 13,060% (de 12,994%); Jan/31, 13,345% (de 13,309%); e Jan/33, 13,505% (de 13,486%).


SEGUE O JOGO – O dólar recuou diante do real, após os dados do payroll e do IPCA não alterarem o cenário favorável para o carry trade pelo menos até março, com manutenção dos juros aqui e nos EUA.


… A forte recuperação do petróleo também ajudou as moedas de países produtores, como o real. O dólar fechou em baixa de 0,43%, a R$ 5,3658. Na semana, recuou 1,10% e já perde 2,24% neste mês, após subir 2,89% em dezembro.


… Lá fora, o dólar subiu moderadamente frente aos pares (DXY, +0,20%, aos 99,127 pontos). O euro caiu 0,20%, a US$ 1,1635. A libra recuou 0,22%, para US$ 1,3408, e o iene perdeu 0,69%, a 157,90/US$.


PERDEU FÔLEGO – O Ibovespa acompanhou o desempenho positivo de Wall Street durante boa parte da sessão, apoiado pelo mercado de trabalho morno nos EUA em dezembro e pela inflação dentro do teto da meta aqui.


… Depois de testar os 164 mil pontos no melhor momento do dia, o índice perdeu força à tarde e fechou com alta modesta, de 0,27%, aos 163.370,31 pontos, e giro de R$ 22,3 bilhões. Na semana, acumulou ganho de 1,76%.


… A maioria dos papéis de bancos terminou no azul: Santander Unit (+1,16%; R$ 34,12), Bradesco PN (+0,11%, a R$ 18,54) e BB ON (+0,05%, a R$ 21,83). A exceção foi Itaú, que recuou 0,20% (R$ 39,85).


… Já as ações da Petrobras não conseguiram colar na forte alta do petróleo e encerraram sem direção única, com a ON em baixa de 0,19% (R$ 31,90) e PN em alta de 0,33% (R$ 30,30).


… Vale ON seguiu o minério (-0,73% em Dalian, a US$ 116,63/t) e fechou em queda de 1,14% (R$ 74,72), em um dia agitado para o setor, com a notícia de que a Rio Tinto estaria em negociações para comprar a Glencore.


… A maior alta do Ibovespa ficou com Multiplan ON (+4,25%; R$ 28,69), seguida de Cogna ON (+3,95%; R$ 3,68) e Cury ON (+3,81%; R$ 33,75).


… Do lado negativo, Assaí ON liderou a perdas do índice (-4,22%, a R$ 7,04), acompanhada de Azzas ON (-4,13%; R$ 23,69) e Magazine Luiza ON (-3,69%, a R$ 8,88).


MISSÃO IMPOSSÍVEL – O mercado de petróleo já tinha fechado quando Trump se reuniu na tarde de 6ªF com cerca de 20 executivos de companhias americanas do setor para discutir um plano de investimentos na Venezuela.


… Trump prometeu garantir a segurança das empresas na Venezuela. Em troca, cobrou que as americanas tirem US$ 100 bilhões do próprio bolso para reconstruir a infraestrutura de produção no país.


… Do outro lado da mesa, Darren Wood, o chefão da ExxonMobil, maior petrolífera dos EUA, retrucou: “hoje, é impossível investir na Venezuela”. E cobrou “reformas profundas” nas leis do país.


… “Nossos ativos foram confiscados lá duas vezes. Então você pode imaginar que reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastante significativas”, explicou Woods.


… Trump não gostou da resposta e, neste domingo, disse que pode manter a Exxon fora da Venezuela.


… O petróleo voltou a subir na 6ªF, em meio às tensões geopolíticas, com o mercado atento às novas ameaças de Trump ao Irã, onde a escalada de protestos contra o governo aumentou os temores com interrupções na produção.


… O Brent para março fechou em alta de 2,18%, a US$ 63,34 por barril na ICE, e saltou 4,06% na semana passada.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PRIO anunciou ajuste no valor do aumento de capital social para R$ 91 mi, resultante do exercício de opções de compra de ações outorgadas no âmbito do primeiro plano de opções de ações da empresa…


… Com isso, foi aprovada a emissão de 3.039.475 de ações ordinárias da companhia…


… Anteriormente, a Prio havia divulgado o valor de R$ 95,1 milhões para ratificar a conversão de 3.137.840 opções de compra de ações nos seus planos de incentivo.


SABESP anunciou a correção do valor por ação referente ao pagamento de JCP aprovado em dezembro…


… Valor total de R$ 1,798 bilhão permanece inalterado, com pagamento previsto para 30/4, mas valor por ação passou de R$ 2,6305 para R$ 2,6442…


… Ajuste considerou 3,55 milhões de ações mantidas em tesouraria na data-base de 23 de dezembro de 2025.


TENDA. A construtora anunciou recorde de vendas e lançamentos em sua prévia dos resultados operacionais de 2025. A companhia reportou um crescimento de 4% no valor geral dos lançamentos, para R$ 5,1 bilhões…


… As vendas brutas durante o ano passado ficaram em R$ 4,75 bilhões, 3,5% acima de 2024. Foram lançados 45 empreendimentos em 2025.


ISA ENERGIA. O conselho de administração aprovou a 21ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até três séries, no valor de R$ 3,785 bilhões.


TAESA. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu termos de liberação para a energização do reforço autorizado na concessão São Pedro.


GOL recebeu da Gol Investment Brasil (GIB) laudo de avaliação da Apsis consultoria, que servirá de referência para OPA no contexto do processo de incorporação pela Gol Linhas Aéreas S.A. e consequente fechamento de capital…


… O documento apontou valor de R$ 10,13 por lote de mil ações preferenciais (GOLL54), com base na metodologia de fluxo de caixa descontado…


… A companhia destacou que esse valor é apenas um parâmetro e que o preço final da OPA será divulgado no edital,


previsto para as próximas semanas…


… Com a conclusão da operação, Gol deixará o nível 2 de governança corporativa da B3 e passará a ser uma empresa de capital fechado.


AZUL. Acionistas votam hoje em assembleias a proposta de conversão das ações PN em ON e de unificação da estrutura acionária. Operação integra o plano de reestruturação financeira no âmbito do Chapter 11…


… A votação antecipada e à distância dos acionistas da Azul teve predominância da rejeição às propostas.

Abertura 1201

*Abertura: Temor sobre automia do Fed pesa em NY em meio a tensões globais*

Por Luciana Xavier e Maria Regina Silva*

São Paulo, 12/01/2026


OVERVIEW. A semana tem agenda mais robusta no exterior, com o CPI dos Estados Unidos, Livro Bege do Federal Reserve (Fed), balança comercial e PIB da China.  Grandes bancos dos EUA - incluindo nomes como JPMorgan e Goldman Sachs - dão a largada na temporada de balanços do quarto trimestre de 2025. Nesta segunda-feira, são esperados discursos de dirigentes do Fed. No Brasil, a pauta semanal traz pesquisa de serviços, vendas no varejo e IBC-Br. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reúne com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho para tratar da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro do ano passado pelo BC.

NO EXTERIOR. Os futuros de Nova York estão em queda firme após o Fed receber uma intimação do Departamento de Justiça com ameaça de uma acusação criminal contra o presidente Jerome Powell. A ação seria parte de uma campanha contínua do governo Donald Trump contra sua gestão, disse Powell, que não tem cedido às pressões por cortes mais intensos de juros. O caso reacende o temor de perda de autonomia do Fed. Com isso, os metais preciosos - ouro, prata e cobre - operam em forte alta. No cenário de tensões geopolíticas, o Irã elevou o tom contra os EUA e Israel em meio à escalada de protestos nacionais. Líderes dos cinco partidos da Groenlândia emitiram um comunicado reafirmando a soberania da ilha. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters que sanções adicionais à Venezuela poderiam ser suspensas já nesta semana para facilitar as vendas de petróleo. Na sexta-feira, o presidente Donald Trump defendeu um limite de 10% nas taxas de juros dos cartões de crédito por um ano, o que pesa nas operadoras e setor financeiro.


POR AQUI. A cautela no exterior pode limitar o fôlego no Ibovespa, embora a alta do minério de ferro deve ajudar ações da Vale e siderúrgicas. Além disso, o mercado pode reagir bem à notícia de que Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) constataram que o Banco Central agiu corretamente em todos os passos que levaram à liquidação do Master, decretada no dia 18 de novembro. A reunião de integrantes do BC com o TCU fica no radar.  O ministro do TCU Jhonatan de Jesus, relator do processo do Banco Master, que indicou R$ 42 milhões em emendas parlamentares para Roraima que se transformaram em obras inacabadas e asfalto de má qualidade. O mercado segue repercutindo o histórico acordo entre Mercosul e União Europeia, fechado na sexta-feira. O agronegócio brasileiro vai obter melhores condições tarifárias para acesso ao seu segundo maior destino, avalia o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. (leia mais abaixo em O que Sabemos)


NA POLÍTICA. Na quarta-feira tem pesquisa Quaest de intenções de voto, a primeira do ano para presidência da República. Galípolo telefonou na semana passada para o presidente Lula e para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para agradecer o apoio de ambos em relação ao caso Master. Os irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli cederam uma fatia milionária no resort Tayaya a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis. Os ministros do TCU receberam pelo menos R$ 4,3 milhões fora do teto constitucional em 2025, além do salário mensal de R$ 44 mil. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, publicou em sua rede social no Instagram, um vídeo em que o presidente Lula aparece na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, e prega contra o “preconceito entre direita e esquerda”.


AGENDA.


INFLAÇÃO DOS EUA EM DESTAQUE - O destaque da semana será o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, na terça-feira, que deve orientar as apostas sobre o início dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Nesta segunda-feira, são esperados discursos do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic (14h30); do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin (14h45); e do presidente do Fed de Nova York, John Williams (20h00). Na quarta-feira, a China apresenta a balança comercial de dezembro, e os EUA divulgam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) e as vendas no varejo, além do Livro Bege do Fed. Na quinta-feira, saem a produção industrial do Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha de 2025 e os dados de balança comercial e produção industrial da zona do euro. Na sexta-feira, serão conhecidos o CPI da Alemanha e a produção industrial dos Estados Unidos.


SERVIÇOS E VENDAS NO VAREJO NO FOCO NACIONAL - Os destaques da semana no Brasil são a Pesquisa Mensal de Serviços, na terça-feira, e as vendas no varejo, prevista para quinta-feira, ambas referentes a novembro, além do IBC-Br de novembro, na sexta-feira. Hoje são esperados o IGP-M do primeiro decêndio de janeiro (8h00) e o Boletim Focus (8h25).


O QUE SABEMOS.


CASO MASTER - O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, relator do processo na Corte sobre a liquidação do Banco Master, indicou R$ 42 milhões em emendas parlamentares para Roraima que se transformaram em obras inacabadas e asfalto de má qualidade. A maior parte da verba sumiu sem a prestação de contas sobre o que foi feito com o dinheiro. Em um conjunto de habitações populares que deveria ter 300 moradias desde 2024 só uma casa foi construída - e está abandonada.


EM TESE: O novo desdobramento do caso do Banco Master, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, pode gerar cautela nos mercados, à medida que a investigação se alastra para o meio político. Além disso, pode elevar a desconfiança fiscal dos agentes financeiros não só em relação aos gastos no Estado de Roraima, mas ao Brasil. Isso pode afetar negativamente a confiança da população nas instituições e nos processos governamentais. Por isso, fica no radar a possibilidade de uma CPI para investigar o caso do Banco Master. As  investigações sobre a instituição apontam que houve uma ação coordenada para atacar instituições e autoridades, com pagamentos milionários. Ou seja, o banqueiro Daniel Vorcaro contou com um verdadeiro gabinete do ódio agindo a seu favor. O número de assinaturas para abertura de uma CPI cresceu nos últimos dias, indo para nível recorde, com endosso de 208 deputados e 37 senadores. Ou seja, número suficiente e pelo menos um fato determinado para garantir a instalação.


MERCOSUL-UE - O acordo entre Mercosul e União Europeia, aprovado na última sexta-feira, após mais de 25 anos de negociações, abre caminho para a criação da maior zona de livre-comércio do mundo, a despeito das várias concessões destinadas a acalmar a oposição dos agricultores europeus. O tratado vai reunir mais de 720 milhões de consumidores e um PIB total de US$ 22 trilhões. A assinatura está prevista para sábado.


EM TESE: O tratado comercial pode ser benéfico principalmente ao agronegócio brasileiro, de forma a favorecer algumas empresas exportadoras com ações listadas na B3. O acordo prevê exportação de frutas, como abacates, limões, limas, melões, melancias, uvas de mesa e maçãs, e café do Mercosul à UE sem tarifas e sem cotas. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, o agronegócio brasileiro vai obter melhores condições tarifárias para acesso ao seu segundo maior destino. "Hoje a União Europeia já é responsável por 14,9% de todas as exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 25,2 bilhões exportados em 2025. Estamos falando de um bloco que é o segundo principal comprador do Brasil, já é extremamente relevante", disse. O acordo cria um mercado de aproximadamente US$ 22 trilhões e pode elevar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima a ApexBrasil. Porém, José Velloso, presidente executivo da Abimaq, a associação dos fabricantes de máquinas e equipamentos, pondera que a abertura de mercado a concorrentes europeus representa um risco para a indústria de transformação. "Se, por um lado, é bom para o consumidor final, porque os produtos ficarão mais baratos, e para o agronegócio, porque o agro brasileiro tem uma competitividade melhor, esse acordo é um risco para a indústria de transformação."


OVERNIGHT.


MAIS DE 500 MORTOS - Os protestos que começaram na capital iraniana como resposta a uma crise cambial ganharam força na última semana, tornando-se as maiores manifestações contra o regime desde a revolta de 2022. Os atos já foram registrados em pelo menos 185 cidades. A repressão também aumentou e o número de mortos subiu para 538, informou neste domingo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega. Outras 10,6 mil pessoas foram detidas nas últimas duas semanas.


TRUMP - O presidente Donald Trump disse que o Irã entrou em contato com representantes americanos e propôs negociações após ele ameaçar agir em resposta à repressão a manifestações contra a crise econômica no Irã. Trump disse estar em diálogo com Teerã para organizar uma reunião.


EXXONMOBIL - Trump disse que está inclinado a deixar a ExxonMobil fora da Venezuela depois que o principal executivo da companhia se mostrou cético em relação aos esforços de investimento em petróleo no país após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.


PETRÓLEO VENEZUELANO - O presidente dos EUA, Donald Trump, deu mais um passo em direção ao controle das vendas futuras de petróleo venezuelano e seus rendimentos ao declarar uma emergência nacional e emitir uma ordem executiva destinada a bloquear reivindicações sobre a receita. Após as declarações, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que o país "não recebe nem recebeu jamais qualquer compensação monetária ou material" e que tem "direito absoluto de importar combustível" de mercados dispostos a exportá-lo.


MARCO RUBIO - Uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Truth Social voltou a chamar atenção para a política americana em relação a Cuba em meio ao agravamento da crise energética e econômica na ilha e sob tensões do governo do republicano com países da América Latina, após a operação militar na Venezuela. Ao responder, neste domingo, a um post que dizia que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, "será presidente de Cuba", Trump escreveu: "Parece bom para mim!"


"CONSELHO DA PAZ" - Donald Trump deve anunciar ainda nesta semana líderes globais para um "Conselho da Paz" destinado a administrar seu ambicioso plano para o pós-guerra em Gaza


KRUGMAN - A perspectiva para a economia dos Estados Unidos, para o Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, é de continuidade da incerteza e risco de deterioração adicional. Ao avaliar o que vem pela frente após o primeiro ano da economia sob Donald Trump, sob o termo "Trumpnomics", Krugman afirma que "pode muito bem piorar antes de melhorar", indicando que os resultados "fracos" observados em 2025 podem não representar o pior cenário.


GROENLÂNDIA - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) publicou no X uma foto de navios realizando exercícios militares no Ártico. Na publicação, a aliança afirmou que "as forças navais da Otan estão treinando juntas nas duras condições do extremo norte para manter essa região estrategicamente importante segura". A postagem ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas envolvendo a Groenlândia e os Estados Unidos.


CHINA - O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que Pequim pretende reforçar a cooperação com países do Sul Global para defender o multilateralismo e os interesses dos países em desenvolvimento.


WALMART E GOOGLE - A Walmart e o Google, controlado pela Alphabet, anunciaram uma parceria para integrar o modelo de inteligência artificial (IA) Gemini à experiência de compras do Walmart e do Sam’s Club, com lançamento inicial nos Estados Unidos e expansão internacional posterior.


PROCESSO - - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu um processo contra o general Augusto Heleno, de forma preliminar. O procedimento antecede a possível instauração de um Processo de Apuração Ética (PAE). Segundo a Casa Civil, o processo seguirá o decreto que institui o Sistema de Gestão Ética do Poder Executivo Federal e prevê dez dias para o investigado se manifestar.


TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL - A Transparência Internacional acusou autoridades brasileiras de promoverem uma escalada de assédio contra sua filial no País após a divulgação de um estudo que apontou falhas de transparência no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


AZUL - A votação antecipada e à distância dos acionistas da Azul teve predominância da rejeição à proposta de conversão das ações preferenciais (PN) em ações ordinárias (ON) e de unificação da estrutura acionária da companhia, segundo os mapas sintéticos consolidados divulgados pela empresa na véspera das assembleias marcadas para esta segunda-feira.


UNITED-AZUL - O pedido do Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) para ingressar como terceiro no processo de aquisição pela United Airlines de uma participação minoritária do capital social da Azul suspendeu o trânsito em julgado do processo e a operação não pode, no momento, ser consumada. O IPSConsumo terá agora 15 dias corridos, a partir do dia 8, para apresentar documentos e pareceres necessários à comprovação das alegações que fez contra a operação entre as empresas aéreas.


UNIDAS - A Unidas fará a 21ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, com garantia fidejussória prestada pela subsidiária Unidas Locadora, no valor de R$ 1 bilhão, prevista para 20 de janeiro de 2026.


TENDA - A construtora Tenda anunciou recorde de vendas e lançamentos em sua prévia dos resultados operacionais do ano passado. A companhia reportou um crescimento de 4% no valor geral dos lançamentos, para R$ 5,1 bilhões em 2025, com vendas brutas durante o ano de R$ 4,75 bilhões, 3,5% acima de 2024.


E NOS MERCADOS.


TREASURIES - Os rendimentos dos Treasuries curtos caem e intermediários e longos sobem após o presidente do Fed, Jerome Powell, responder com um tom contundente à intimação do Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) dos Estados Unidos com a ameaça de uma acusação criminal contra o dirigente. Às 7h19, o juro da T-note de 2 anos recuava a 3,520%, após 3,531% do fim da tarde de sexta-feira em Nova Yor. O rendimento da T-note de 10 anos tinha alta a 4,198% (de 4,166%), enquanto o T-bond de 30 anos subia a 4,864% (de 4,817%).


FUTUROS DE NY E EUROPA CAEM - Os índices futuros das bolsas de Nova York caem com apreensão sobre a autonomia do Fed. Na Europa, a maioria das bolsas também recua. Às 7h21, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,71%, o S&P 500 recuava 0,68% e o Nasdaq tinha perda de 0,94%. No continente europeu, a bolsa de Londres cedia 0,08%, a de Paris recuava 0,38% e a de Frankfurt subia 0,10%. Por lá, o chanceler alemão Friedrich Merz está em visita à Índia. Diante das tarifas americanas, das ameaças russas e de uma China incerta, a Alemanha busca estreitar os laços com o gigante asiático.


PETRÓLEO RECUA - Os contratos futuros de petróleo recuam, após alta na sexta-feira e diante da possibilidade de ampliação da oferta em contraponto ao recuo do dólar e a apreensões geopolíticas elevadas. Às 7h23, o petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) tinha queda de 0,66%, a US$ 58,73 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), cedia 0,52%, a US$ 63,01 o barril.


MOEDAS FORTES - O dólar cai, em meio à apreensão sobre a autonomia do Fed. Às 7h24, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, cedia 0,28%, a 98,855 pontos. Na sexta-feira, fechou em alta de 0,2%, a 99,133 pontos. A moeda americana recuava a 0,7966 franco suíço, de 0,8010 franco suíço na sexta-feira perto do horário de fechamento das bolsas de NY. O euro subia US$ 1,1677 (de US$ 1,1637) e a libra se valorizava a US$ 1,3449 (de US$ 1,3409). O dólar cedia a 157,94 ienes (de 157,89 ienes), em dia de feriado no Japão. Mercado assimila ainda notícia de que o governista Partido Liberal Democrático (PLD) estaria planejando dissolver a Câmara Baixa do Japão, segundo informações da NHK. A mídia japonesa cita que o PLD estava buscando capitalizar sobre os altos índices de aprovação da primeira-ministra Sanae Takaichi.


ÀSIA - As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, com recorde no índice sul-coreano Kospi. A Bolsa de Tóquio não funcionou, em razão de um feriado no Japão. O Kospi avançou 0,8% em Seul, renovando máxima histórica pelo sétimo pregão consecutivo. As ações da Hyundai Glovis subiram 7%. A fabricante de robôs Boston Dynamics, na qual a Hyundai Glovis detém 80% das ações, anunciou uma parceria com o Google DeepMind para integrar inteligência artificial em robôs humanoides, segundo a CNBC. Na China continental, o Xangai Composto avançou 1,1% e o menos abrangente Shenzhen Composto garantiu alta de 2,05%. O volume de negociações nas bolsas de valores da China continental atingiu um recorde de US$ 521,80 bilhões na segunda-feira, com a consolidação de um mercado em leve alta em meio às medidas de apoio do país e aos avanços em inteligência artificial. Em Xangai, as ações da Beijing Kingsoft Office Software dispararam 11%. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 1,4% em Hong Kong. As ações da empresa de design de chips OmniVision Integrated Circuits Group subiram 1,54% em sua estreia na Bolsa de Valores de Hong Kong, após levantar HK$ 4,8 bilhões (US$ 616 milhões) em uma oferta pública. O Taiex subiu 0,9% em Taiwan, a 30.567,29 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 da bolsa australiana subiu 0,52%. A gigante de mineração Rio Tinto cedeu 0,44% em Sydney, ainda sob efeito da revelação de que retomou negociações com a Glencore para um possível acordo de fusão. 

ANDERSON NUNES

 TENSÃO GEOPOLÍTICA E MUDANÇAS NO GOVERNO LULA - MC 12/01/26

Por Anderson Nunes - Analista Político

A ameaça de investigação criminal contra Jerome Powell pelo Departamento de Justiça eleva o risco político global e derruba o otimismo dos investidores e a captura de Nicolás Maduro pelos EUA e a crise interna na Justiça brasileira definem o tom de urgência para os mercados e a diplomacia nesta semana.

RUPTURA INSTITUCIONAL NOS ESTADOS UNIDOS

A ameaça de processo criminal contra o chefe do Fed por reformas em prédios mascara a pressão política por juros baixos. O mercado teme que a interferência direta destrua a credibilidade da maior autoridade monetária do mundo.

CONFLITO IMINENTE NO IRÃ

O governo norte-americano avalia opções militares e cibernéticas contra Teerã após protestos contra o regime deixarem centenas de mortos e milhares de presos. Isso importa porque uma escalada direta entre Trump e os aiatolás pode disparar os preços globais de energia e desestabilizar o comércio no Oriente Médio.

INTERVENÇÃO NA VENEZUELA

Donald Trump ordenou a captura militar de Nicolás Maduro e agora planeja uma reestruturação do país vizinho baseada na compra massiva de petróleo. Isso importa porque a ação altera drasticamente o equilíbrio de poder na região e testa a capacidade de Lula de exercer influência internacional após tentativas frustradas de mediação.

INFLAÇÃO E JUROS AMERICANOS

Investidores aguardam os dados do CPI de dezembro com a expectativa de manutenção das taxas elevadas até o meio do ano. O fortalecimento do emprego nos Estados Unidos retirou a urgência de cortes imediatos na taxa de juros.

CRISE NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

A demissão de Ricardo Lewandowski abre uma lacuna crítica no governo e acelera a pressão para o desmembramento da pasta em Justiça e Segurança Pública. A segurança será o grande campo de batalha eleitoral em 2026 e a oposição já lidera as projeções para a renovação do Senado.

ACORDO MERCOSUL-UE

Após 25 anos de negociações, o tratado comercial foi aprovado e a assinatura oficial deve ocorrer neste sábado no Paraguai. A vitória diplomática de Giorgia Meloni sobre a resistência francesa abre mercados vitais para o agronegócio sul-americano.

LARGADA ELEITORAL DE 2026

A primeira pesquisa Quaest do ano medirá o potencial de votos de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas na sucessão presidencial. O levantamento antecipa o clima de polarização que deve dominar o debate eleitoral nos próximos meses.

RADAR CORPORATIVO

1. Banco Master: O TCU suspendeu temporariamente a inspeção técnica no Banco Central sobre a liquidação da instituição para definir um modelo de condução conjunta.
2. Google: A big tech integrará publicidade personalizada via inteligência artificial Gemini para facilitar compras diretas em suas ferramentas de busca.
3. Balanços Globais: Delta Airlines e J.P. Morgan divulgam resultados do quarto trimestre nesta terça-feira servindo como termômetro da saúde financeira sob a nova política dos EUA.
4. Bradesco: A divisão de leasing do banco ampliou sua fatia de mercado para 37% e registrou patrimônio líquido superior a 4 bilhões de reais.
5. Santander: O banco realiza nesta segunda-feira o leilão de mais de 200 imóveis em 21 estados com descontos que podem atingir 73%.
6. Intel: Ações dispararam após reunião positiva entre o comando da empresa e Donald Trump para discutir investimentos.
7. Meta: Gigante de tecnologia firma acordos para expandir o uso de energia nuclear em seus centros de inteligência artificial.
8. General Motors: Montadora registra prejuízo bilionário com ativos de veículos elétricos devido à baixa demanda no mercado norte americano.
9. Gol: Companhia avança no plano de fechar capital e deixar de ser listada na bolsa de valores brasileira.
10. Azul: Acionistas votam hoje propostas cruciais de reestruturação financeira para garantir a sobrevivência da empresa.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal  NY +0,7% US tech +1% US semis +2,7% UEM +1,6% España 0% VIX 14,5% Bund 2,82% T-Note 4,17% Spread 2A-10A USA=+63...