sexta-feira, 5 de setembro de 2025

OESP

 *O Banco Central sob ataque dos abutres*


Só um BC independente pode tomar decisões que contrariam poderosos interesses, como a que impediu a compra do Master pelo BRB, motivo pelo qual o Centrão quer subjugar a autarquia


A diretoria do Banco Central (BC) reprovou a compra de parte do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) por entender, conforme apurou o Estadão, que a aquisição poderia contaminar o BRB, um banco público, com ativos “podres” do Master.


A sustentabilidade do modelo de negócios do Master há muito era causa de inquietação no mercado financeiro. O banco cresceu vertiginosamente usando recursos que os clientes investiam em CDBs, remunerados com taxas bem acima das de mercado, para aplicar em ativos de risco elevado, como precatórios.


Anunciada no final de março, a compra do Master pelo BRB era, portanto, de interesse de muita gente poderosa. Com exceção do BC, que passou mais de cinco meses analisando o negócio, a venda foi aprovada de forma relâmpago em outras instâncias envolvidas no negócio.


O governo do Distrito Federal, controlador do BRB, só enviou projeto de lei buscando aprovação do Legislativo local para a compra do Master após ser obrigado pela Justiça. Mas a Câmara Legislativa do DF levou apenas uma tarde para dar sinal verde à transação.


Já parte do mercado financeiro, mesmo incomodada com o Master, entendia que a solução via BRB era uma saída menos traumática para a questão. Com o negócio vetado, pode haver impacto em outras instituições financeiras. Ademais, uma intervenção do BC no Master torna-se cada vez mais provável, o que sempre pode resultar na revelação de mais problemas.


Veio do Congresso, porém, o sinal inequívoco de que o acordo BRB-Master atenderia a desejos inconfessáveis. Sabe-se que o dono do Master, Daniel Vorcaro, tem excelente trânsito em Brasília, sobretudo com parlamentares, com destaque para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), estrela do Centrão.


Diante das notícias de que havia resistência ao negócio no BC – resistência essa que acabou personificada pelo diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Dias Gomes –, o Congresso partiu para a intimidação desbragada. No início da semana, lideranças de partidos do Centrão assinaram pedido de urgência para a tramitação de um projeto de lei que permite ao Congresso destituir presidentes e diretores do BC, prerrogativa que hoje compete única e exclusivamente ao presidente da República. O alvo evidente era o diretor Gomes, responsável pelo parecer que baseou a decisão do BC e que resistia a recomendar o negócio, em razão de evidente falta de garantias.


“Se o Congresso pode afastar o presidente da República, por que não poderia afastar um diretor do Banco Central?”, questionou o deputado Doutor Luizinho (RJ), líder do PP na Câmara. Ora, não poderia porque, como bem resumiu o ex-presidente do BC Arminio Fraga, isso seria coisa de “republiqueta”.


Graças à independência operacional do BC, conquistada há apenas quatro anos, é que a diretoria da autarquia pode barrar negócios como o que envolve o Master e o BRB, mesmo sob forte pressão. Agora, parte do mesmo Congresso que aprovou a Lei Complementar n.º 179, que transformou o Banco Central em autarquia de natureza especial justamente para protegê-lo de interferências político-partidárias, quer acabar com essa blindagem fundamental.


Conforme o projeto de lei que está sendo articulado na Câmara, os parlamentares podem votar a demissão de diretores do BC “quando a condução das atividades do Banco Central for incompatível com os interesses nacionais”. Obviamente, não houve preocupação de detalhar que interesses seriam esses nem que atividades seriam consideradas incompatíveis, abrindo espaço para o arbítrio.


Mesmo com o veto à aquisição do Master pelo BRB, a novela sobre o banco de Vorcaro está longe de acabar, porque ainda cabe recurso e, claro, os parlamentares contrariados não deverão se conformar.


Ao recusar a compra do Master pelo BRB, o Banco Central deixou evidente ao mercado que se orienta por posicionamento técnico, o que é essencial para que novos casos como esse não voltem a ocorrer.


Mas a elite política de Brasília não gosta muito dos técnicos, aqueles que normalmente são funcionários públicos de carreira que não fazem as vontades dos chefes de partidos. A esses abnegados servidores o Brasil agradece.



https://www.estadao.com.br/amp/opiniao/o-banco-central-sob-ataque-dos-abutres/

BDM Matinal Riscala

 Bom dia


Bom Dia Mercado.


Sexta Feira , 05 de Outubro de 2.025.


*Rosa Riscala: Payroll decide juros*


Haddad participa nesta sexta-feira, em São Paulo, do leilão do Túnel Santos-Guarujá, às 16h, na sede da B3.


… Não há nada na agenda dos mercados globais nesta sexta-feira além do payroll, o relatório de emprego dos Estados Unidos (9h30), que poderá definir quantos cortes do juro serão decididos pelo Fed este ano, se dois ou três. Não é o Fomc de setembro que está em jogo. Essa aposta está dada desde que Powell mostrou desconforto com o mercado de trabalho, em Jackson Hole. As chances de uma queda de 25pbs no dia 17 batem quase 100%. O que está em questão é se o payroll validará a expectativa de novas reduções em outubro e dezembro, que já é majoritária. Se os números de agosto vierem fracos, como vieram os de julho, podem mexer forte com os ativos.


… Nesta quinta, a pesquisa ADP comprovou o esfriamento do mercado de trabalho americano, ao apontar a criação de 54 mil vagas em agosto no setor privado, abaixo da projeção de 85 mil. Na véspera, o relatório Jolts já tinha mostrado abertura de postos menor que a esperada.


… Os dados contribuíram para reforçar o sentimento de que o payroll também virá ruim, abrindo espaço para um ritmo mais acelerado do Fed, o que impulsionou as bolsas em NY e também recuperou o Ibovespa, ajustando os juros e o dólar em baixa (leia abaixo).


… Para hoje, o mercado espera a criação de 76 mil postos em agosto, segundo a mediana das estimativas apuradas pelo Broadcast. As projeções vão de zero a 104 mil. Em julho, o payroll deu um susto e provocou a inflexão da política monetária, com apenas 73 mil vagas.


… A mediana para o salário médio por hora trabalhada deve avançar 0,3% (de 0,33% em julho) e ter alta de 3,7% na base anual (de 3,8%), enquanto a taxa de desemprego deve subir de 4,2% para 4,3%. Pequenas surpresas não devem alterar o cenário para o Fed.


… Para o Deutsche Bank, seria necessário um desempenho muito superior do payroll para que o mercado colocasse em dúvida o corte da reunião desse mês. Mas os dados de agosto podem colocar na mesa uma pausa no próximo Fomc, em outubro.


… No teto das estimativas, a JPMorgan Asset projeta uma recuperação no número de contratações para 100 mil em agosto, enquanto o UBS espera 70 mil; o Morgan Stanley, um resultado semelhante a julho (73 mil), e o Citi está mais pessimista, com 45 mil.


EUROPA – Ainda na agenda internacional, Alemanha divulga de madrugada (Brasil) as encomendas à indústria em julho e o Reino Unido, vendas no varejo, enquanto na Zona do Euro será informado o resultado final do PIB do segundo trimestre (6h).


NO BRASIL – A agenda é vazia, prevendo apenas duas reuniões dos diretores do Banco Central com economistas de São Paulo para a elaboração do Relatório Trimestral de Inflação, às 9h30 e 11h, quando os participantes já terão os números do payroll em mãos.


… Um diferencial de juros maior entre Estados Unidos e o Brasil tende a apreciar o câmbio ante o dólar, o que melhora a dinâmica inflacionária e pode esquentar o debate sobre uma redução antecipada da taxa Selic, deslocando as apostas de janeiro para dezembro.


GALÍPOLO – O presidente do BC viaja à tarde para Basileia, na Suíça, onde participa, entre os dias 6 e 8 de setembro, da Roundtable on Financial Stability e das Bimonthy Meetings do BIS, promovidas pelo Banco de Compensações Internacionais.


HADDAD – Ministro da Fazenda participa nesta sexta-feira, em São Paulo, do leilão do Túnel Santos-Guarujá, às 16h, na sede da B3. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também estará presente.


TARCÍSIO – O governador de São Paulo voltou às redes sociais, nesta quinta-feira, com uma postagem em defesa da anistia. “A história já mostrou que a anistia e o perdão são os melhores remédios para pacificar o País”, escreveu o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.


… Tarcísio é visto como potencial sucessor de Bolsonaro e poderá ser candidato à Presidência em 2026, em uma articulação que conta com o apoio do Centrão. Já o PL ainda defende uma anistia ampla, que reverteria a inelegibilidade do ex-presidente.


… A proposta do partido é, não só beneficiar Bolsonaro para disputar o Planalto no ano que vem, mas também livrar seu filho Eduardo.


… É um texto difícil de avançar, inclusive com muitas chances de ser considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, que já avisou que aceitaria discutir apenas o perdão aos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro.


… O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que não há ainda um texto definido sobre a anistia e que as discussões com os líderes a favor e contra estão em andamento. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trabalha em um projeto alternativo.


… A ideia seria deixar de fora os líderes da organização criminosa, acusação imputada a Bolsonaro e aos réus em julgamento no STF. A previsão é que o julgamento do núcleo principal da trama golpista termine na próxima semana, com o voto de Moraes na terça-feira, 9.


LULA – Nesta quinta, em Belo Horizonte, onde lançou o programa Gás do Povo, o presidente disse que a “batalha” contra o projeto que anistia os envolvidos nos atos do 8 de janeiro tem que ser feita pelo “povo, porque a extrema-direita tem força no Congresso”.


… Hoje, o presidente Lula assina a MP que autoriza a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por intempéries climáticas ao longo dos últimas cinco safras, com recursos que podem chegar a R$ 20 bilhões, segundo o Broadcast Agro.


… Já no domingo, Lula participará das festividades do 7 de Setembro em Brasília, onde um desfile oficial terá três temas principais, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência: a defesa da soberania nacional, a COP30 e o Novo PAC.


GÁS DO POVO – As mudanças no programa do Auxílio Gás devem custar entre R$ 5,1 bilhões e R$ 7,1 bilhões em 2026, segundo cálculos da Warren Investimentos, realizados a partir de dados da ANP e dos números trazidos pela MP publicada nesta quinta-feira.


… A Warren vê tal custo como “administrável”, embora o Orçamento contemple para o programa o piso previsto estimado pela corretora.


… O “Gás do Povo” pretende atender 15,5 milhões de famílias até março de 2026, das atuais 5,13 milhões beneficiadas pelo Auxílio Gás.


NÃO FOI IGUAL PERU – Sem sofrer de véspera com o payroll, os negócios globais vivenciaram pregões tranquilos ontem, com o Ibovespa aqui perto dos 141 mil pontos, o dólar abaixo de R$ 5,45 e DI com leve viés de queda.  


… O game que está sendo jogado é lá para frente, porque como se viu, já está mais do que precificado que o Fed vai cortar o juro em setembro. A pergunta que hoje vale dinheiro nos mercados é quanto vai durar o ciclo dovish.


… Otimista com a possibilidade de uma série de cortes da taxa americana, o dólar fechou em leve baixa de 0,11%, a R$ 5,4468, depois de o dado da ADP confirmar a desaceleração do mercado de trabalho nos Estados Unidos.


… O indicador apontou a criação de 54 mil empregos no setor privado americano em agosto, abaixo dos 65 mil esperados e quase na metade do número registrado em julho (106 mil), confirmando as suspeitas de Powell.


… Em Jackson Hole, o presidente do Fed já havia sugerido que o BC está priorizando o enfraquecimento do mercado de trabalho, ao invés das incertezas quanto à inflação, apesar dos impactos nos preços do tarifaço de Trump.


… Além da expectativa de que o juro vai cair este mês nos Estados Unidos, ainda ontem, a balança comercial de agosto foi citada pelo economista-chefe da Equador, Eduardo Velho, como driver do leve alívio no câmbio.


… Em agosto, as exportações registraram um avanço de 3,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 29,861 bilhões. Já as importações caíram 2,0% no intervalo e atingiram US$ 23,728 bilhões.


… A balança comercial registrou superávit comercial de US$ 6,133 bilhões em agosto, após saldo positivo de US$ 7,075 bilhões em julho. O resultado veio levemente acima da mediana das estimativas, de US$ 6,050 bilhões.


… O resultado positivo ocorreu, apesar de as exportações aos Estados Unidos terem caído 18,5% em agosto, o primeiro mês em que começou a vigorar a taxa de 50% aplicada pelo governo Trump aos produtos brasileiros.


… Ao Broadcast, o economista Adauto Lima (da Western), que prevê um ciclo de cortes de 75 pontos-base pelo Fed (um corte em todas as reuniões deste ano), disse que, dependendo da tendência global, o dólar pode furar R$ 5,40.


… Lá fora, o índice DXY fechou em leve alta de 0,21%, aos 98,347 pontos, não porque o dólar subiu, mas porque as moedas europeias exibiram viés de queda, diante dos temores fiscais e políticos atravessados no momento.


… Na França, a popularidade de Macron despencou 4 pontos em setembro contra agosto, para 17%, pior nível desde sua primeira eleição, em 2017. No Reino Unido, a turbulência orçamentária tem elevado a guarda do investidor.


… O euro caiu 0,11%, a US$ 1,1653, e a libra perdeu 0,08%, a US$ 1,3434. O iene recuou para 148,47/US$.


SEU BONECO – Durante sabatina no Senado para a confirmação de seu nome ao Fed, Stephen Miran, indicado de Trump para a vaga de Adriana Kugler, garantiu que não será “marionete e fantoche” do presidente republicano.


… Miran se disse compromissado com a independência do Fed, prometeu tomar decisões com base nas próprias análises e no que é melhor para a economia, e negou que sofra pressão do governo para defender juros mais baixos.


… Em discurso muito alinhado a Washington, defendeu a política comercial protecionista da Casa Branca (“não é inflacionária”) e considerou “deflacionários” os esforços de Trump para restringir a imigração nos Estados Unidos.


… Momentaneamente, os juros dos Treasuries chegaram a desacelerar o ritmo de queda com os comentários de Miran, na medida em que o investidor teme que a credibilidade do Fed possa estar sendo colocada à prova.


… Mas não demorou para as taxas dos títulos do Tesouro americano recuperaram o fôlego de baixa, já que o relatório de emprego da ADP frustrou a previsão e o payroll deve confirmar o mercado de trabalho menos aquecido.


… O retorno da Note de 2 anos caiu para 3,585%, de 3,621% na véspera, e o de 10 anos recuou a 4,160%, de 4,222%.


… Aqui, não foi diferente com a curva do DI. Jan/26 marcou 14,885% (de 14,891% na véspera); Jan/27, 13,980% (de 13,996%); Jan/29, 13,305% (de 13,318%); Jan/31, 13,630% (contra 13,644%); e Jan/33, 13,820% (de 13,814%).


… No otimismo antecipado com o payroll, o S&P 500 avançou 0,83% e renovou recorde histórico, a 6.502,08 pontos; o Dow Jones subiu 0,77%, aos 45.621,29 pontos; e o Nasdaq fechou com ganho de 0,98%, aos 21.707,69 pontos.


… Pegando embalo, o Ibovespa interrompeu a sequência de três sessões de perdas e fechou em alta de 0,81%, aos 140.993,25 pontos, tendo superado os 141 mil pontos (141.482) na máxima do dia. O giro foi de R$ 18 bilhões.


… Cansados de cair, os bancos testaram uma recuperação em bloco. O BB, que estaria preparando um plano de contingência caso os EUA intensifiquem sanções da Lei Magnitsky, registrou valorização de 0,69%, a R$ 20,42.


… O papel PN do Bradesco emplacou alta de 2,00%, a R$ 16,83; Bradesco ON também subiu forte (+2,13%), para R$ 14,39; Itaú avançou 0,40%, cotado a R$ 37,94; e Santander unit fechou com ganho de 0,39%, valendo R$ 28,19.


… Vale subiu 0,20%, cotada a R$ 55,71, acompanhando de longe a alta firme de 1,67% do minério, enquanto Petrobras resistiu à queda do petróleo. O papel ON subiu 0,48%, a R$ 33,66, e o PN ficou estável, a R$ 31,06.


… À espera da reunião de domingo da Opep+, quando deve vir mais um aumento de produção, e reagindo ainda à alta inesperada dos estoques da commodity nos Estados Unidos, o barril do Brent caiu 0,90%, para US$ 66,99.


CIAS ABERTAS – OI registrou prejuízo líquido de R$ 835,8 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de R$ 15 bilhões de um ano antes; Ebitda ficou negativo em R$ 91 milhões, perda 8,6% maior na comparação anual.


NUBANK nomeou Patricia Whitaker como diretora-executiva da NuInvest.


SAMARCO. Fitch Ratings elevou a nota de risco da companhia de B- para B, mantendo a perspectiva positiva.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


SESSÃO: De novo, compra de bolsas e obrigações ontem. O mais importante: a estabilização no formato recuperação suave das obrigações (redução de yields), porque isso afasta a possibilidade de um ajuste brusco do mercado. Os bancos centrais voltam a atuar como anjos da guarda das obrigações quando estas sofrem. Não se pode garantir que isto seja assim, mas é a alternativa mais provável. 


Good vibes today. Arrancamos o dia com Broadcom a subir +4,6% em aftermarket depois de publicar, ontem à noite, no fecho de Nova Iorque, resultados 2T e guidance 3T melhores do que o esperado. E com o Japão a subir quase +1% depois de Trump assinar, ontem, a ordem executiva de reduzir os impostos alfandegários sobre os automóveis japoneses desde 27,5% até 15% e prometer (?) não aplicar impostos alfandegários na aeronáutica. Já se sabia, mas a execução elimina incertezas. Mazda +3%, Nissan +2%, Toyota +1,5%... A chave será o emprego dos EUA de hoje, às 13:30h: Payrolls ou Criação de Emprego Não Agrícola 75k vs. 73k; Desemprego 4,3% vs. 4,2%. O melhor desenvolvimento seria alguma debilidade que reforçasse a expetativa de que a Fed continuará a baixar taxas de juros além da sua reunião de 17 de setembro, para a qual estão absolutamente descontados -25 p.b., até 4,00/4,25%. Este desenvolvimento é provável, porque ontem o Inquérito ADP de Emprego Privado saiu fraco: 54k vs. 68k esperado vs. 106k anterior.


EMPRESAS: Além de Broadcom, ontem Sanofi -9% por un fracasso no seu novo medicamento para eczema, e Lululemon -16% em aftermarket após rever em baixa o seu guidance para 2025 pela 2.ª vez. 


MACRO: Um par de dados fracos publicados à 1.ª hora, embora com pouca influência. Alemanha: Pedidos à Fábrica -3,4% vs. -0,6% esperado vs. +1,7% anterior. Reino Unido: Vendas a Retalho +1,1% vs. +1,3% esperado vs. +0,9% anterior.


POLÍTICA: O LDP governante no Japão votará, na segunda-feira, se Ishiba, atual PM, continua ou não. Poderá ser substituído por Takaichi, crítico com as subidas de taxas de juros do BoJ e mais dovish que Ishiba; isto é, fiscalmente mais laxo. Isso é mau para as obrigações japonesas, que têm vindo a sofrer por isso (O30A 3,24%), e depreciação para o yen (173/€). Mas poderá terminar por favorecer o PIB e a bolsa.


CONCLUSÃO: É provável que as bolsas aguentem o fecho semanal a subir (+0,2%/+0,4%?), como ontem ou um pouco menos, graças a Broadcom, Japão e emprego americano. A atenção estará na provável queda do governo na França na segunda-feira (moção de confiança) e na reunião do BCE na quinta-feira (repetir em 2,00/2,15%), e no aumento da inflação dos EUA até +2,9% desde +2,7%. Esse será um fluxo de notícias pior, portanto na próxima semana, o tom deverá ser menos firme. 


NY +0,8% US tech +0,9% US semis +1,3% UEM +0,4% España +0,6% VIX 15,3% Bund 2,71% T-Note 4,15% Spread 2A-10A USA=+57pb B10A: ESP 3,31% PT 3,14% FRA 3,49% ITA 3,60% Euribor 12m 2,190% (fut.2,183%) USD 1,165 JPY 172,7 Ouro 3.531$ Brent 67,1$ WTI 63,5$ Bitcoin -0,1% (110.709$) Ether +1% (4.369$). 


FIM

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...