segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Pedro Malan

 


Produtividade baixa

 


Call Matinal 1002

 Call Matinal.                                 

10/02/2025 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (07/02)

MERCADOS


Na sexta-feira passada (O7), o Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, aos 124.619,40 pontos, com volume financeiro de R$ 21,0 bilhões. Na semana, a queda acumulada foi de 1,20%. Já o dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 5,7936, após oscilar entre R$ 5,7354 e R$ 5,8086. Na semana, porém, a moeda caiu 0,74%. Acreditamos numa semana de muitas oscilações, dada a movimentação do presidente dos EUA, Donald Trump, na questão das tarifas, e a “agenda pesada” de indicadores. 


PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00


Índices futuros dos EUA operando em alta nesta segunda-feira (10), numa semana cheia de indicadores e acompanhando presidente dos EUA, Donald Trump, na sua cruzada por tarifas de importação mais elevadas. Agora, anunciou a taxação de 25% para o aço, alumínio e outros. Pelo Brasil ser um grande exporador, o terceiro à nível global, acabará duramente afetado. 


EUA:

Dow Jones Futuro, +0,13%

S&P 500 Futuro, +0,26%

Nasdaq Futuro, +0,49%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China), +0,56%

Nikkei (Japão), +0,04%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,84%

Kospi (Coreia do Sul), -0,03%

ASX 200 (Austrália), -0,34%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido), +0,40%

DAX (Alemanha), +0,31%

CAC 40 (França), +0,26%

FTSE MIB (Itália), +0,35%

STOXX 600, +0,36%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,52%, a US$ 71,37 o barril

Petróleo Brent, +0,52%, a US$ 75,05 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,79%, a 826,50 iuanes (US$ 113,10)


NO DIA, 1002


Numa semana repleta de indicadores, toda atenção para o que será dito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na sua cruzada comercial. 


Hoje, deve anunciar a taxação sobre as importações de aço e alumínio em 25%. Lembremos que o  Brasil é o terceiro exportador e deve ser muito atingido. Além disso, deve aplicar tarifas recíprocas de importação aos seus parceiros comerciais, a serem anunciadas “amanhã ou 4ªF”. Segundo ele, “tarifas são uma opção para lidar com o déficit e que as sobre automóveis estão sempre em consideração”.


Expectativas são de que estas novas tarifas sobre o aço repercutam nas empresas de energia dos EUA, de desenvolvedores eólicos a perfuradoras de petróleo, que dependem de graus especiais de aço não fabricados nos EUA. Muitos compradores e vendedores de aço e alumínio achavam que teriam pelo menos até março para se preparar para qualquer implementação de tarifa. O fato é que a escala das ambições tarifárias gerais de Trump permanece incerta. Na semana passada, ele disse que imporia tarifas sobre outros bens, incluindo produtos farmacêuticos, petróleo e semicondutores, e disse que está considerando taxas de importação contra a UE.


Na agenda semanal, por aqui, destaque para o IPCA de janeiro, as vendas no varejo (PMC IBGE) e o volume de serviços (PMS IBGE) de dezembro. Tudo isso deve influenciar no futuro de DI nesta semana, em paralelo à repercussão da maior oferta de crédito consignado, anunciada por Lula. Nos EUA, é divulgado na quarta-feira o CPI de janeiro, e na quinta-feira, o PPI e os dados dos pedidos iniciais de auxílio-desemprego. Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, testemunhará perante o Congresso na terça e na quarta-feira, aumentando o foco sobre a política monetária.


Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting 

 

Boa segunda-feira a todos!

Bankinter Portugal Matinal 1002

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Esta semana, inflação americana e Powell (Fed), mas o realmente importante acontecerá durante o fim de semana e estará relacionado com o prémio de risco geoestratégico: a Conferência de Segurança de Munique. 

 

A temporada de publicação de resultados empresariais continua ativa e, por agora, está a apoiar as bolsas, porque os resultados agregados são bons: tendo publicado já ca. 3/5 das empresas americanas avaliadas, o seu EPS médio é +13,3% vs. +7,5% esperado. Isto é, a realidade quase duplica a expetativa. Por isso, voltam a ser, mais um trimestre, um apoio fiável para as bolsas. Não esqueçamos que, a longo prazo, estas evoluem de forma coerente com os resultados empresariais. Dando isto por descontado em positivo, esta semana dependemos basicamente da inflação americana, na quarta-feira, a meio do dia, e do tom de Powell perante o Senado e o Congresso, na terça e quarta-feira, respetivamente. Espera-se que a inflação repita em +2,9%, mas que a Taxa Subjacente retroceda até +3,1% desde +3,2%, portanto pode ser um evento modestamente favorável. 

 

Powell dará a sua visão sobre a situação da economia e será responsabilizado em frente às câmaras pela política monetária da Fed, no que antes se denominava “Discurso Humphrey-Hawkins” semestral. Provavelmente, mostrar-se-á cauteloso e relutante em orientar sobre as seguintes descidas de taxas de juros até ter informação mais fiável em relação ao impacto sobre a inflação e o crescimento das políticas de Trump, principalmente sobre os impostos alfandegários. De facto, hoje serão anunciados impostos alfandegários de 25% às importações de aço e alumínio, as quais têm origem, principalmente, do Canadá (79% do total), México, Brasil, Coreia do Sul e Vietnam. Isso poderá arrefecer um pouco o mercado… mas pouco, porque pesarão mais os seus comentários sobre uma conversa que afirma ter mantido com Putin para terminar a guerra na Ucrânia, sem acrescentar concretização e expressando-se de forma ambígua. 

 

E isto tem relação direta com a Conferência de Segurança de Munique no próximo fim de semana, cuja influência, já para a próxima semana, é imprevisível. Qualquer alusão a um hipotético cessar-fogo reduzirá o prémio de risco geoestratégico e relançaria as bolsas, mas qualquer deceção a respeito conseguiria o contrário. Por isso, é provável que na quinta/sexta-feira ocorra uma retirada de posições que se traduzirá em ligeiros retrocessos. Ou o contrário, porque o desenvolvimento é tão imprevisível como as declarações de Trump. A questão é que, por precaução, as bolsas devem enfraquecer para o final de semana, embora apenas como precaução. Embora hoje iniciem a subir um pouco, animadas por essa ambígua e inconcreta conversa de Trump com Putin. 

 

S&P500 -0,9% Nq-100 -1,3% SOX -1,6% ES-50 -0,6% IBEX -0,3% VIX 16,5 Bund 2,37% T-Note 4,49% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,04% PT 2,89% FRA 3,09% ITA 3,46% Euribor 12m 2,384% (fut.2,160%) USD 1,033 JPY 156,5 Ouro 2.888$ Brent 75,3$ WTI 71,6$ Bitcoin +0,4% (97.281$) Ether -2,4% (2.638$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1002

 Brasil deve ser atingido por tarifas de Trump

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*.


[10/02/25]


… O IPCA, as vendas no varejo e o volume de serviços calibram as apostas para a taxa Selic nesta semana, enquanto o aumento do crédito anunciado por Lula concentra o maior foco de risco. Nos EUA, as sabatinas de Powell no Congresso e dados de inflação americana (CPI e PPI) são destaques da agenda, depois que o payroll esvaziou as chances de dois cortes de juro pelo Fed este ano. Mas o dia já começa com pressão sobre o dólar, diante da ameaça de Trump de anunciar ainda hoje a taxação sobre as importações de aço e alumínio em 25%. O Brasil é o terceiro exportador e deve ser atingido. Além disso, prometeu aplicar tarifas recíprocas de importação aos seus parceiros comerciais, a serem anunciadas “amanhã ou 4ªF”. Nesta 2ªF, entraram em vigor as medidas retaliatórias da China contra os EUA, em resposta às tarifas de Trump.


… Havia expectativa por negociações entre Washington e Pequim que pudessem evitar a guerra comercial, como aconteceu com o México e o Canadá. A Casa Branca chegou a anunciar que Trump conversaria com Xi Jinping, mas descartou o telefonema horas depois.


… Segundo o Ministério do Comércio da China informou na última semana, o gás liquefeito e o carvão exportados para os Estados Unidos serão taxados em 15%, e o petróleo, máquinas agrícolas e veículos de grande potência, em 10%.


… Ao mesmo tempo, Trump veio com novas ameaças de tarifas, falando a repórteres a bordo do avião presidencial, no fim do domingo.


… Disse que a tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio será anunciada nesta 2ªF para todos os países e que, na 3ªF ou 4ªF, em coletiva de imprensa, anunciará também tarifas recíprocas aos países que “estão tirando vantagem dos EUA”.


… Sobre as tarifas às importações de aço e alumínio, a Bloomberg afirmou que podem repercutir nas empresas americanas de energia, de desenvolvedores eólicos a perfuradoras de petróleo que dependem de graus especiais de aço não fabricados no país.


… Compradores e vendedores de aço e alumínio achavam que teriam pelo menos até março para se preparar para uma eventual taxação.


… A agência diz que a escala das ambições tarifárias gerais de Trump permanece incerta, lembrando que ele já falou em taxar outros bens, incluindo produtos farmacêuticos, petróleo e semicondutores, além de considerar taxas de importação contra a UE.


… Neste domingo, em debate eleitoral com o líder da União Democrática Cristã, Friedrich Merz, o chanceler Olaf Scholz reconheceu que a Alemanha será um dos países mais prejudicados por tarifas contra a UE, mas que está preparado para reagir “em até uma hora”.


… Aqui, o presidente Lula também já disse que o seu governo reagiria a uma eventual taxação de Trump.


… Em 2023, o Brasil foi o terceiro maior fornecedor de aço para os EUA, atrás de Canadá e México. Naquele ano, os EUA compraram 18% de todas as exportações brasileiras de ferro fundido, ferro ou aço.


… Durante o primeiro mandato, Trump impôs tarifas de 25% sobre importação de aço e 10% sobre as de alumínio. Mais tarde, revogou as sobretaxas. Mas houve desligamento de fornos e demissões no setor no Brasil.


… Pouco antes de embarcar no Force One, Trump deu entrevista à Fox News, quando reclamou do déficit comercial que o país tem com o México e o Canadá. “Nós temos um déficit com o México de US$ 350 bilhões. Não vou deixar isso acontecer”.


… Voltou também a falar que quer o Canadá para os EUA. “Perdemos todos os anos US$ 200 bilhões para o Canadá.”


… O presidente Trump disse ainda ter conversado com Putin sobre a guerra na Ucrânia, disse que “está fazendo progressos”, e revelou que quer se encontrar presencialmente com o líder russo no “momento apropriado”. Trump falou ainda sobre Gaza.


… “Seria um erro deixar os palestinos voltarem para lá. Não queremos a volta do Hamas. Estou comprometido a comprar e a ser dono de Gaza. Pense em Gaza como um local imobiliário. Outros lugares do Oriente Médio vão construir lugares para os palestinos morarem.”


… Os futuros de NY reagiam em queda às novas ameaças tarifárias de Trump, enquanto o dólar subia.


METRALHADORA GIRATÓRIA – A ameaça de tarifas sobre o aço ocorre em meio a um acordo paralisado pela japonesa Nippon Steel para comprar a US Steel por US$ 14,1 bi, que, se depender de Trump, não irá pra frente.


… Na entrevista no avião presidencial, ele disse que a Nippon pode até investir na US, mas não comprá-la.


… Atirando para todos os lados ontem à noite, sobrou até para o Tesouro. Para Trump, a dívida dos EUA pode ser menor do que se pensa por causa de supostas fraudes do Departamento do Tesouro.


QUEM QUER DINHEIRO? – A partir desta semana, o governo federal anuncia novos programas voltados à aceleração do crédito, enquanto os bancos privados vão na contramão e pisam no freio, diante da piora da inflação e Selic nas alturas.


… Durante agenda na Bahia, na última 6ªF, Lula repetiu que vai anunciar “muitas” políticas de crédito. Segundo ele, quando o dinheiro começar a circular no País, “ninguém aqui vai comprar dólar e depositar no exterior”.


… Reportagem da Folha de sábado informa que o presidente Lula planeja ainda que os bancos públicos tenham forte atuação na oferta do crédito pela nova modalidade do empréstimo consignado privado, prestes a sair.


… O novo modelo será lançado sem a exigência de um teto para os juros, ao contrário da versão para o INSS.


… O esforço para bombar o crédito acontece no contexto de inflação pressionada, especialmente dos alimentos, que tem levado o governo a procurar representantes de setores para cobrar as razões dos reajustes no varejo.


… O mercado vê com preocupação o risco de intervencionismo e as tentativas de segurar a inflação “na marra”.


NÃO TEM SIDÔNIO QUE DÊ JEITO – Mais uma trapalhada na comunicação do governo abriu nova crise na última 6ªF, quando o ministro Wellington Dias cogitou um aumento do Bolsa Família para compensar o impacto da pressão dos alimentos.


… Em entrevista ao portal Deutsche Welle, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome assustou ao revelar que uma alta no valor do repasse do programa assistencial “está na mesa”.


… Antecipou que está preparando um relatório sobre o assunto para apresentar a Lula até o mês que vem.


… Na tentativa de apagar o incêndio, a Casa Civil teve que redigir uma nota às pressas na tarde de 6ªF para desautorizar o ministro e negar que exista qualquer estudo circulando dentro do governo sobre o tema.


… Ao Broadcast, integrantes da equipe econômica disseram que tudo não passa de ruído. Segundo os técnicos, além de não haver espaço orçamentário para um aumento no benefício, a medida pioraria o cenário de inflação. 


… Os desmentidos, porém, não acalmaram o mercado, que já vinha estressado pelo tarifaço de Trump. Na onda de maior nervosismo, o dólar à vista encostou na marca dos R$ 5,80 e o Ibovespa devolveu os 125 mil pontos.


… Os contratos curtos dos juros futuros voltaram a pagar taxas na faixa de 15% (leia mais abaixo). 


… Profissionais do mercado acreditam que, se o governo resolver levar adiante a possibilidade de reajuste do Bolsa Família, a percepção de risco fiscal só vai piorar e que a curva do DI vai cobrar prêmios mais elevados.


… No Focus (8h25), a mediana para a Selic terminal roda em 15%. Foi interessante observar que, durante a reunião de economistas com diretores do BC na 6ªF, ninguém mencionou apostas mais agressivas, de 16%.


… Mas o governo não pode brincar com o fiscal, no risco calculado para não pressionar ainda mais a Selic.


… Segundo apurou o Broadcast, existe o consenso de que os juros mais altos, combinados à retirada de parte dos impulsos fiscais, devem frear o ritmo da atividade econômica, sobretudo no segundo semestre.


… Há divergências, porém, quanto à intensidade da desaceleração. Apesar dos sinais de menor dinamismo, o PIB pode seguir relativamente aquecido pela safra recorde de grãos, mercado de trabalho e herança estatística.


PÉ-DE-MEIA –Em Brasília, o ministro do TCU Augusto Nardes pauta para esta semana a votação de recurso do governo para liberar as verbas do programa, bloqueadas pela Corte por terem sido operadas fora do Orçamento.


… O entendimento do TCU é de que o governo federal não poderia ter operado o programa para o ensino médio, porque se desviou da lei orçamentária e dos limites fiscais ao pagar a bolsa para os estudantes.


MAIS AGENDA –O grau de esfriamento da economia poderá ser medido esta semana pelos dados de dezembro das vendas no varejo (5ªF) e do volume de serviços (4ªF). Amanhã, o mercado estará ligado no IPCA de janeiro.


… O índice oficial de inflação deve desacelerar para 0,16%, contra alta de 0,52% em dezembro. O bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica deve contribuir para a desaceleração do resultado do indicador em janeiro.


… Para a inflação em 12 meses, a mediana indica taxa de 4,56% em janeiro, abaixo de dezembro (4,84%).


… Semana reserva ainda as primeiras prévias dos preços em fevereiro: IPC-S (hoje, às 8h) e IPC-Fipe, amanhã.


BALANÇOS –Depois do início movimentado da temporada com os resultados dos bancos, a semana é mais tranquila, com destaque para Usiminas (6ªF). Hoje, BTG Pactual e TIM Brasil soltam os seus números.


… Na 4ªF, é a vez de Suzano, Banrisul, Jalles Machado e Totvs. Na 5ªF, Caixa Seguridade. Na 6ªF, Porto e Raízen.


LÁ FORA – Powell estará no Congresso americano duas vezes esta semana para apresentar o Relatório Semianual de Política Monetária em audiências nas comissão do Senado amanhã (3ªF) e na Câmara na 4ªF.


… Os investidores também estarão de olho nos dados de inflação de janeiro: CPI (4ªF) e PPI (5ªF). Entre os indicadores de atividade econômica nos EUA, saem na 6ªF as vendas no varejo e produção industrial de janeiro.


… Apesar de o payroll ter desacelerado em termos de criação de emprego em janeiro, a pressão salarial ganhou força e o desemprego diminuiu, reduzindo as chances de cortes de juro pelo Fed ao longo deste ano (abaixo).


… Além dos fundamentos econômicos, o Fed reconhece que a abordagem sobre a política monetária também continua condicionada aos potenciais efeitos do tarifaço de Trump sobre a inflação norte-americana.


… No bloco europeu, como parte de um acordo para evitar uma guerra comercial, o Financial Times informou que a União Europeia oferecerá uma redução de tarifas sobre as importações de automóveis dos EUA. 


… No campo geopolítico, Trump antecipou que se encontrará Zelensky na próxima 6ªF. Segundo relatório vazado nos últimos dias, os EUA pressionam a Ucrânia a aceitar um cessar-fogo com a Rússia até a Páscoa.


… Os planos são acompanhados de perto pelo petróleo, que monitora também os relatórios mensais da Opep (4ªF) e da AIE (5ªF). Ainda na agenda da semana, o McDonald´s divulga balanço hoje, antes da abertura.


… Também nesta 2ªF, Lagarde (BCE) participa de debate (11h). Amanhã (3ªF), o presidente do BC inglês (BoE), Andrew Bailey, discursa em evento. Na 6ªF, o BC da Rússia anuncia decisão de política monetária.


CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) registrou alta anualizada de 0,5% em janeiro, acima da previsão de 0,4%. O núcleo subiu pelo quarto mês consecutivo, acelerando de 0,4% em dezembro para 0,6%. 


… O resultado sinaliza possível recuperação após as medidas de estímulo anunciadas pelo governo de Pequim.


… Por outro lado, o índice de preços ao produtor (PPI) caiu 2,3% contra um ano antes (mesmo resultado de dezembro). Economistas previam queda de 2,2%. O dado permanece em deflação por mais de dois anos.


APANHA DE TODO LADO – Os ativos brasileiros encararam uma sinuca de bico na 6ªF, com o exterior fugindo do risco, em meio a escalada tarifária de Trump, e a política doméstica provocando ruído fiscal, mais uma vez.


… Investidores avaliavam se a reciprocidade tarifária a ser anunciada pelos EUA poderia atingir o Brasil, quando no meio da tarde o ministro Wellington Dias veio com aquela história de estudo sobre o aumento no Bolsa Família.


… Pegos de surpresa, Fazenda e Casa Civil negaram a informação, mas ainda assim o mercado aprofundou as perdas.


… O dólar voltou aos R$ 5,80 na máxima do dia (R$ 5,8086), para fechar próximo disso, em alta de 0,52%, a R$ 5,7936. Na semana, ainda fechou com queda de 0,74%.


… Embalado pelo dólar e pela alta dos Treasuries, os juros escalaram, com os curtos de volta à marca dos 15%.


… O DI Jan/26 marcou 15,020% (de 14,930% no fechamento anterior); Jan/27 subiu a 15,195% (15,000%); Jan/29, a 14,900% (14,665%); Jan/31, a 14,820% (14,640%); e Jan/33, a 14,770% (14,580%).


… Com perdas em suas principais blue chips, o Ibovespa encerrou o dia em 124.619,40 pontos, baixa de 1,27%. O índice engatou a primeira perda semanal do ano: -1,20%. No acumulado de 2025, ainda ganha 3,60%.


… Bradesco foi destaque de baixa após o balanço do 4Tri com números positivos, mas guidance conservador. A ação PN registrou -3,93% (R$ 11,99) e a ON, -3,12% (R$ 10,88).


… Outros bancos sentiram o mau humor. Santander caiu 2,19% (R$ 26,41). Banco do Brasil baixou 1,31% (R$ 27,78) e Itaú Unibanco desvalorizou 0,73% (R$ 33,92).


… Petrobras ON teve queda de 0,68% (R$ 39,70), Petrobras PN perdeu 0,57% (R$ 36,58), na contramão do Brent/abril, em alta de 0,49%, a US$ 74,66, diante das sanções anunciadas por Trump às exportações de óleo do Irã.


… Vale cedeu 0,54% (R$ 54,83), também na direção contrária ao minério de ferro em Dalian (+0,86%).


… Outras baixas importantes foram de Automob (-7,41%; R$ 0,25), Cosan (-6,14%; R$ 7,18) e Localiza (-6,11%; R$ 29,94). Entre as maiores altas, Totvs (+2,69%; R$ 33,54), Hapvida (+2,64%; R$ 2,33) e Fleury (+1,83%, a R$ 11,69).


VAI PASSAR DE BRAVATA – Uma potencial escalada da guerra comercial nesta semana deixou os investidores com o pé atrás na 6ªF. Se o governo Trump começou num tom mais moderado, agora parece que o caldo vai engrossar.


… Em NY, o mercado já estava tenso com dados sobre o sentimento do consumidor e salários em aceleração, quando Trump falou em “tarifas recíprocas” e desandou os ativos.


… Basicamente, a reciprocidade taxa importações na mesma medida em que as exportações do país são taxadas.


… Ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, em reunião na Casa Branca, sequer descartou tarifas contra o país.


… Se aumenta o temor dos investidores sobre o impacto das tarifas na inflação, a percepção dos consumidores sobre os preços também anda preocupante.


… Pesquisa mensal da Universidade de Michigan mostrou que a expectativa de inflação dos americanos para 12 meses saltou de 3,3% em janeiro para 4,3% em fevereiro. Para o horizonte de cinco anos, subiu de 3,2% para 3,3%.


… A confiança do consumidor caiu de 71,1 em janeiro para 67,8 em fevereiro, de expectativa de 72.


… No FedWatch, do CME, ampliou-se a aposta de apenas um corte de 25 pb no juro pelo Fed este ano, de 32% para 35%. Essa possibilidade, de uma redução única, já havia crescido com o payroll.


… Os dados do mercado de trabalho vieram mistos, mas ainda firmes.


… Os EUA criaram um saldo de 143 mil vagas em janeiro, abaixo do 170 mil esperados, mas os empregos de dezembro (de 256 mil para 307 mil) e novembro (212 mil para 261 mil) foram ajustados em 100 mil vagas a mais, no total.


… Houve ganho salarial anual de 4,1%, de 3,8% esperados. Na comparação mensal, a alta foi de 0,48%, de projeção de +0,3%.


… Dois dirigentes do Fed, Austan Goolsbee (Chicago) e Adriana Kugler, consideraram o mercado de trabalho americano saudável, perto do pleno emprego, permitindo que o Fed segure os juros por mais tempo.


… Em entrevista à CNBC, Neel Kashkari (Fed de Minneapolis), disse que a inflação vai continuar a esfriar em direção à meta de 2%, permitindo um corte de juros “modesto” no fim do ano.


… No mercado de ações, o Nasdaq puxou as perdas, com queda de 1,36%, a 19.523,40 pontos. Amazon (-4,05%) se destacou após guidance que decepcionou investidores. O S&P 500 recuou 0,95% (6.025,99) e o Dow Jones caiu 0,99% (44.303,40).


… O cenário em torno da inflação pressionou os juros dos Treasuries. O da note de 2 anos subiu a 4,286% (de 4,212% na sessão anterior) e o da note de 10 anos avançou a 4,487% (de 4,440%). O do T-Bond de 30 anos subiu a 4,686% (de 4,636%).


… Pressão também no dólar, com o índice DXY em alta de 0,32%, a 108,040 pontos. O euro caiu 0,58% (US$ 1,0327). O BCE divulgou relatório apontando espaço para mais cortes de juros a fim de chegar à taxa neutra.


… A libra caiu 0,27%, a US$ 1,0327. O iene ficou perto da estabilidade (+0,07%), a 151,409/US$.


EM TEMPO… USIMINAS prepara uma queixa contra a CSN na CVM alegando que a companhia teria mentido ao mercado ao declarar que não sabia do prazo para se desfazer das ações da Usiminas até julho do ano passado…


… A disputa é um capítulo da novela que envolve a Ternium, empresa parte do conglomerado italiano Techint, e a própria CSN, referente ao controle da Usiminas.


LWSA celebrou protocolos de justificação com a finalidade de determinar os termos e condições das possíveis incorporações das suas controladas LwK e LwCommerce.


CCR assinou contrato de concessão para exploração do sistema rodoviário “Rota Sorocabana”. O lote foi arrematado no leilão de outubro, com uma oferta de outorga fixa de R$ 1,601 bilhão.


RAÍZEN negou haver qualquer decisão sobre um potencial aumento de capital da companhia, após ser questionada pela B3 e pela CVM sobre notícia veiculada no Valor.


RAÍZEN POWER foi colocada à venda pelo grupo Cosan, visando dar continuidade a redução de seu endividamento…


… A Cosan também quer levantar capital na Rumo, sua empresa ferroviária e de logística, vendendo participação em projetos. O JPMorgan está cuidando da primeira transação e o BTG Pactual, da segunda.


SÃO MARTINHO teve lucro líquido de R$ 157,9 milhões no 3TRI fiscal, queda de 25% na comparação anual; Ebitda subiu 50,4%, para R$ 1,058 bi; receita líquida aumentou 14,6%, para R$ 1,845 bi.


JHSF renovou até agosto de 2026 o programa de recompra de 28,6 milhões de ações, equivalente a 10% dos papéis em circulação.


CURY informou que realizará o resgate antecipado facultativa do total de debêntures da 4ª emissão no dia 17/2.


INTERCEMENT vai entregar hoje à Justiça seu plano de recuperação judicial para reestruturar dívidas de R$ 14,2 bi, envolvendo suas controladoras indiretas, InterCement Participações (ICP) e Mover Participações (Broadcast).


MOOVE. Incêndio atingiu uma fábrica da empresa de lubrificantes, na Ilha do Governador (RJ), no sábado. Não houve vítimas. A Moove, subsidiária do Grupo Cosan, informou que a fábrica não estava em operação.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: O ano eleitoral que começou mais cedo* Lá fora, Trump promete anunciar sucessor de Powell este mês … A agenda doméstica é ir...