Lucro só no papel: o caso do Banco Master
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
Um monstro sagrado da literatura universal e latino americana. Supera Garcia Marques, por não ter se rendido às sinecuras e propostas de socialistas (forma de adesão e puxa saquismo). Sempre se manteve independente, defensor do valores da democracia liberal, em q o q vale é o empreendedorismo, a liberdade de ir e vir, de opinar, de desmontar frágeis teses do socialismo utópico.
O fim da ordem global liderada pelos EUA está acontecendo diante dos nossos olhos?
Neste episódio especial do Market Makers, destrinchamos o colapso da ordem econômica que sustentou o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A partir do texto “The End of an Era”, escrito por Daniel Ades, vamos discutir como tarifas, dívidas públicas, a impotência da ONU e o papel da China estão redefinindo o futuro das relações internacionais e dos investimentos.
Você vai entender:
✅Por que o sistema criado após a Guerra Fria se tornou insustentável
✅Como as instituições como ONU, OTAN e OMC falharam em se adaptar ao novo mundo
✅O impacto da supremacia da China e do declínio da hegemonia americana
✅O que a história da tarifa Smoot-Hawley ensina sobre o momento atual
✅Por que os investidores precisam esquecer os padrões antigos e repensar seus portfólios
✅Como a excecionalidade dos EUA era sustentada por um sistema que está ruindo
Essa mudança não é apenas econômica — é geopolítica, estrutural e pode afetar tudo.
Você acha que os EUA estão perdendo sua posição de liderança global? Ou estamos apenas vendo uma transição de poder inevitável?
https://www.youtube.com/live/ItwA6j1R7KM?si=ArzTKBxePf5EqIWI
🌐 Internacional: Mercados caem com impacto das tarifas sobre grandes empresas e tensão geopolítica | 16/04/2025 #morningcall
• Bolsas globais recuam com sinais crescentes de que as tarifas já afetam grandes empresas e que a guerra comercial vai além de impostos de importação.
• Trump proibiu a Nvidia de vender seus chips H20 para a China; a empresa alertou que pode ter baixas contábeis de até US$ 5,5 bilhões. As ações da ASML também caíram após pedidos abaixo do esperado.
• Futuros dos índices de NY e o petróleo reduziram perdas após reportagem da Bloomberg indicar que a China estaria disposta a negociar, caso os EUA mostrem respeito e designem um negociador com apoio direto de Trump.
• Segundo o Wall Street Journal, Trump quer compromissos de aliados para isolar a China em troca da redução de tarifas e barreiras comerciais.
• O índice dólar retoma queda e os rendimentos dos Treasuries de 10 anos operam estáveis.
• Nos EUA, os dados de vendas no varejo de março saem às 9h30, com expectativa de alta antecipada por compras antes das tarifas. Jerome Powell discursa às 14h30.
• O PIB da China cresceu 5,4% no 1º tri ante o ano anterior, acima das previsões, com apoio de subsídios ao consumo e embarques antecipados antes das tarifas. Apesar disso, o Société Générale alerta que a atividade deve perder força e que novos estímulos são urgentes.
• O minério de ferro recua com pressão da guerra comercial e aumento da produção de aço na China. O cobre também cai em Londres.
@filipevillegas | CNPI-P | Genial Investimentos
*Rosa Riscala: Trump cria nova frente de crise com a China*
… Os índices futuros das bolsas de NY afundavam no início da madrugada com o tombo da Nvidia (-6,31%) no after market, após Trump proibir a empresa de vender seu chip H20 à China, na escalada da batalha de Washington contra Pequim, que custará bilhões (US$ 5,5 bi) à empresa. A notícia ofusca a reação positiva ao PIB da China, divulgado ontem à noite, com crescimento de 5,4% no 1Tri, acima do previsto (5,1%). Nos EUA, a agenda é importante, com as vendas no varejo (9h30), que já podem refletir o pessimismo do consumidor (ou um possível movimento de antecipação de compras), e um discurso de Powell (14h30), que deve reforçar as expectativas mais cautelosas para o juro, em meio à guerra tarifária. No CME, as apostas para o primeiro corte foram transferidas para junho. Maio mantém chances de 80% de estabilidade da taxa entre 4,25% e 4,50%.
… Na última fala, Powell já corrigiu declarações da entrevista após o Fomc, quando defendeu o caráter “transitório” da inflação, admitindo que as tarifas eram maiores e mais abrangentes do que se esperava e poderiam ter impacto mais duradouro nos preços.
… Ele insistiu, então, que não há pressa para mexer nos juros e que é mais adequado esperar que o cenário fique mais claro.
… A maioria dos Fed boys tem repetido mais ou menos a mesma coisa, à exceção de Christopher Waller, esta semana, que foi explícito ao pregar uma ação mais rápida e mais profunda para evitar que uma provável recessão prejudique o mandato do pleno emprego.
… Operando no escuro, sem uma diretriz consistente ou que faça sentido, o mercado vive um dia de cada vez, tomado por incertezas.
… Nesta 3ªF, Trump mandou um recado para ser lido pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, no briefing diário com os jornalistas, no qual pressiona a China a fazer uma oferta para acalmar a guerra tarifária.
… O presidente quer que o governo de Pequim dê o primeiro passo.
… “A bola está na quadra da China. A China precisa fazer um acordo conosco. Nós não precisamos fazer um acordo com eles.”
… Segundo Leavitt, lendo o que o chefe escreveu, “não há diferença entre a China e qualquer outro país, exceto que são muito maiores, e a China quer o que nós temos, o consumidor americano. Em outras palavras, eles precisam do nosso dinheiro”.
… É verdade esse bilhete, mas também é verdade que os Estados Unidos precisam dos produtos da China, que continua firme, sem dar sinal de que pretenda ceder após a disputa instigada por Trump que levou as barreiras comerciais a níveis alarmantes.
… A porta-voz revelou que o governo negocia com dezenas de outros parceiros comerciais e que há, pelo menos, 15 propostas que estão sendo consideradas e que Trump quer assinar pessoalmente todos esses acordos. Não disse que países são esses.
O ATAQUE À BOEING – Numa prova de que também sabe jogar duro, a China ordenou, ontem, que suas companhias aéreas não aceitem mais as entregas dos jatos da Boeing, suspendendo a compra de 10 aeronaves adquiridas pela China Southern Airlines.
… A companhia planejava substituir os aviões de fuselagem larga fabricados nos EUA por aeronaves maiores e mais novas. De acordo com informes à Bolsa de Xangai, a China Southern citou “eventos que impactaram as transações” para suspender a compra.
… Parte inferior do formulário
A Bloomberg informou, ainda, que Pequim também pediu às transportadoras que parassem de comprar peças de aeronaves fabricadas nos Estados Unidos, à medida que a guerra comercial entre as duas maiores economias avança.
… Trump reagiu em sua rede social Truth, afirmando que a China “simplesmente renegou o grande acordo com a Boeing”.
… O China Southern é um dos maiores grupos de transporte aéreo do mundo, com participações em dez companhias aéreas. Operando 932 jatos comerciais, transportou 165 milhões de passageiros e 1,8 milhão/t de carga e correio em 2024.
O CETICISMO DA UE – A União Europeia e os EUA fizeram poucos progressos na redução de diferenças comerciais nesta semana, depois que autoridades do governo Trump indicaram que a maior parte das tarifas americanas impostas ao bloco não será removida.
… Nesta 2ªF, o chefe de comércio da UE, Maros Sefcovic, deixou uma reunião com o Secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em Washington, mencionando a “pouca clareza” sobre a posição da Casa Branca e dificuldades para entender os seus objetivos.
… A UE ofereceu a remoção de todas as tarifas sobre bens industriais, incluindo automóveis, tanto de seus países como dos EUA, mas essa proposta foi rejeitada. Os EUA importaram mais de US$ 52,3 bilhões em veículos novos da UE no ano passado.
… As novas tarifas de Trump atingem cerca de 380 bilhões de euros (US$ 431 bilhões) em produtos da UE.
… A UE também propôs aumentar as suas compras de gás natural liquefeito dos EUA, mas os negociadores não teriam achado suficiente como alternativa às tarifas, embora Trump já tivesse dito que a energia poderia reduzir o superávit comercial da UE com os EUA.
… Na semana passada, a União Europeia concordou em adiar (também por 90 dias) a implementação de um conjunto de contramedidas aos Estados Unidos, após Trump ter reduzido de 20% para 10% a tarifa aplicada aos países do bloco.
… Mas a Comissão Europeia já havia dito, na ocasião, que
suas medidas, que visam cerca de 21 bilhões de euros em produtos americanos, entrarão em vigor após esse prazo de três meses, caso as negociações não produzam resultados satisfatórios.
… O bloco já está trabalhando para preparar mais contramedidas caso esse cenário se concretize. Paralelamente, está se apressando para concluir acordos comerciais com países ao redor do mundo e melhorar o funcionamento do seu mercado único.
CANADÁ – O BC canadense deve decidir hoje (10h45) a primeira pausa dos juros em oito reuniões, mantendo as taxas estáveis em 2,75%, segundo pesquisa Bloomberg, enquanto avalia os danos causados pela guerra comercial do presidente Trump.
… Trump poupou o Canadá de suas “tarifas recíprocas” no início do mês, mas impôs impostos de 25% sobre incluindo automóveis, aço e o alumínio. O primeiro-ministro Mark Carney retaliou com imposto de importação de 25% sobre os carros importados dos EUA.
… Nesta 3ªF, Carney reforçou que as montadoras que mantiverem a produção no Canadá terão 100% de isenção. Segundo ele, CEOs do setor automotivo do mundo todo “têm falado que querem manter ou iniciar atividades no Canadá”.
… Os comentários aconteceram logo após o governo canadense divulgar novas medidas para auxiliar as empresas afetadas pela disputa comercial com os EUA, incluindo um alívio temporário de seis meses para produtos importados de fornecedores americanos.
… Outra iniciativa é um programa de empréstimos para grandes empresas que enfrentam dificuldades financeiras devido às tarifas.
CHINA HOJE – Além do crescimento de 5,4% do PIB no 1Tri, o governo de Pequim divulgou nesta 3ªF forte avanço de 7,7% da produção industrial em março, bem acima do consenso (5,6%), e crescimento de 5,9% das vendas no varejo (consenso: 4,2%).
… Também hoje, a China divulgou queda de 4,6% dos preços dos imóveis novos em março, pouco abaixo da queda de 4,8% de fevereiro, marcando o 21º mês consecutivo de baixa, mas no ritmo mais lento desde junho do ano passado.
O ORÇAMENTO PARA 2026 – O governo federal apresentou nesta 3ªF as bases do Orçamento do próximo ano, que estabelece uma meta positiva de 0,25% do PIB, com limite de tolerância entre zero e superávit de 0,50% do PIB (R$ 68,5 bilhões).
… A meta para 2026 é de um superávit de R$ 34,3 bilhões, mas o governo prevê um superávit primário de R$ 38,2 bilhões em 2026.
… Essa conta considera um desconto de R$ 55,1 bilhões de despesas não computadas para fins de cumprimento da meta, especialmente o pagamento de precatórios. Caso contrário, a previsão seria de déficit de R$ 16,9 bilhões.
… Essa retirada dos precatórios da meta só vale até 2026 e isso foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.
… Com o degrau mais alto, a equipe econômica deve enfrentar um desafio ainda maior no ano que vem. Neste ano, já há desconfiança do mercado sobre a concretização das estimativas de arrecadação, considerando, por exemplo, a frustração com as receitas do Carf.
… Inicialmente, o governo previu embolsar R$ 55,6 bilhões em 2024, mas só R$ 307 milhões entraram nos cofres públicos. No Orçamento deste ano, a estimativa com os desempates do Carf também é significativa, de R$ 28,5 bilhões.
… Para economistas ouvidos pelo Valor, esse é um exemplo de receita superestimada no projeto, com crescimento de 5% sobre 2025. Já Felipe Salto (Warren) também vê as despesas subestimadas, o que torna o Orçamento “pouco realista”.
… Outra questão é que a esperada desaceleração econômica pode prejudicar a arrecadação com impostos, mas no PLDO a estimativa é de um crescimento de 2,5% em 2026, com uma inflação de 3,5%. Para 2027, PIB de 2,59% e IPCA de 3,10%.
… O projeto do Orçamento ainda prevê o dólar a R$ 5,97 em 2026, Selic média de 12,56% e petróleo em US$ 66,74.
… Pelo lado das despesas, também há dificuldades em meio à crescente pressão nos gastos obrigatórios, como a previdência e benefícios assistenciais. O aumento do salário mínimo para R$ 1.630, como prevê o PLDO, deve piorar o quadro.
… Além disso, há receio no mercado que o governo anuncie novas medidas populistas em meio à campanha eleitoral para presidência no ano que vem. As eleições também diminuem o espaço para novas ações estruturais para a contenção de despesas.
… O governo também estima que a dívida pública do país fechará 2025 em 78,5% do PIB e subirá para 81,8% no ano que vem, com o teto de 84,2% do PIB em 2028, segundo estimativas da própria equipe econômica. Depois, a dívida começaria a cair.
EMENDAS – O PLDO prevê ainda R$ 40,8 bilhões em emendas parlamentares individuais e R$ 12 bilhões para emendas de comissão!!!
MINHA CASA, MINHA VIDA – A criação de uma nova faixa de financiamento habitacional no programa, para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, foi bem recebida pelo mercado imobiliário. Até agora, só atendia a famílias com renda de até R$ 8 mil mensais.
… A medida foi aprovada nesta terça-feira pelo Conselho Curador do FGTS e o programa terá taxa efetiva de juros limitada a 10,5% ao ano e, neste ano, a nova modalidade vai dispor de um volume total de R$ 30 bilhões, para imóveis de até R$ 500 mil, novos e usados.
… No Globo, o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, Luiz França, disse que com essa taxa em até 30 anos, o número de pessoas capacitadas a comprar imóveis nessa faixa de preços é significativo, e que há uma demanda real.
… Já Thiago Soares, diretor da The INC Incorporações, considera que a chamada “Faixa 4” tem potencial para provocar uma reorganização importante no mercado e pode aquecer o setor, no momento em que os juros altos reduzem o poder de compra da classe média.
PETROBRAS – A Assembleia Geral Ordinária (AGO) desta 4ªF deve reconduzir o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes, à presidência do conselho de administração, apurou o Estadão.
… A expectativa é de que a AGO da Petrobras não tenha grandes novidades e mantenha quatro representantes dos acionistas minoritários e seis da União, além da representante dos empregados, Rosângela Buzanelli, que vai para o terceiro mandato, até abril de 2026.
… O uso do voto múltiplo, pedido por acionistas, pode dar mais força aos minoritários, por permitir concentrar votos num único candidato e evitar que a União eleja os seus oito indicados. Mas não deve dar brecha para a quinta cadeira dos acionistas minoritários.
VALE – O ADR caiu 1% no after market, repercutindo mal o relatório trimestral de produção e vendas.
… A quantidade de minério de ferro produzida no 1Tri totalizou 67,7 Mt, queda de 4,5% na comparação anual. A produção de pelotas totalizou 7,2 Mt, recuo de 15% em relação ao mesmo período de 2024.
… As vendas de minério de ferro totalizaram 66,1 Mt, alta de 4% ante mesmo trimestre do ano passado, e a produção de cobre totalizou 90,9 kt, crescimento anual de 11%.
MAIS AGENDA – Os dados semanais do fluxo cambial, que o BC divulga às 14h30, estão previstos para hoje. Haddad, participa ao vivo (16h) do programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães na TV Brasil.
… Nos EUA, saem a produção industrial em março (10h15) e os estoques de petróleo do DoE (11h30), que devem registrar mais uma alta, desta vez de 800 mil barris. Na zona do euro, o CPI de março sai logo cedo (6h).
NOVELA SEM FIM – Depois do curto alívio de dois dias, os mercados globais voltaram a reproduzir os desdobramentos da guerra comercial, diante dos sinais trocados de Trump e um novo revide da China.
… Como se viu, o governo de Pequim ordenou que as companhias aéreas chinesas deixem de receber aeronaves da Boeing, como retaliação às tarifas de 145% impostas pelos americanos para produtos da potência asiática.
… De seu lado, depois de anunciar uma pausa temporária das tarifas sobre eletrônicos e sugerir que pode dar isenção temporária para autopeças, Trump indicou que vai elevar a pressão sobre o setor farmacêutico e chips.
… Assim, com ataques de lado a lado, segue tudo igual, com o investidor obrigado a viver sob o fogo cruzado.
… Vítima da escalada comercial, Boeing fechou em queda de 2,36%. No mês, já perdeu perto de 6%. Quem acabou se beneficiando da investida da China contra a aérea americana foi a Embraer (+3,06%), a R$ 64,65.
… Mas diante do ambiente cauteloso com o protecionismo econômico, o Ibovespa fechou em leve baixa de 0,16%, embora ainda tenha conseguido bancar o nível dos 129 mil pontos (129.245,39), com giro de R$ 20,5 bi.
… As blue chips das commodities se destacaram no negativo. À espera do relatório trimestral de produção e vendas de ontem à noite e dos indicadores de atividade da China, Vale registrou queda de 1,01% (R$ 53,81).
… Em linha com o recuo registrado nos preços do petróleo, as ações PN da Petrobras fecharam em queda de 2,30% (R$ 31,00) e ON perdeu 1,85% (R$ 33,36). Lá fora, o Brent para junho caiu 0,32%, cotado a US$ 64,67.
… O barril sente o clima instável da guerra de Trump, que pode afetar a demanda global pela commodity.
… Entre os bancos, Itaú fez a diferença (+1,27%, a R$ 32,74), destoando da fraqueza do setor: Bradesco ON, +0,18% (R$ 11,38); Bradesco PN, +0,08% (R$ 12,74); BB, -1,07% (R$ 27,77); e Santander, -0,07% (R$ 26,93).
… Em NY, as bolsas fecharam com viés negativo, porque é difícil relaxar com Trump e a China. O Dow Jones caiu 0,38%, a 40.368,96 pontos; o S&P 500 recuou 0,17%, a 5.396,63 pontos; e o Nasdaq, -0,05% (16.823,17).
… Com Trump ameaçando agora taxar o setor farmacêutico, Merck & Co registrou queda de 1%. Já Bank of America (+3,6%) e Citigroup (+1,76%) comemoraram os balanços trimestrais melhores do que o esperado.
… De olho nos próximos passos da guerra de tarifas, o dólar assumiu postura defensiva em escala global. Aqui, fechou em alta de 0,66%, a R$ 5,8900. Lá fora, índice DXY avançou 0,52% e resgatou os 100 pontos (100,157).
… Diante da reação, o euro caiu 0,64%, para US$ 1,1281. Já a libra esterlina ainda subiu: 0,30%, a US$ 1,3229.
… No movimento coletivo de busca por ativos mais seguros, como efeito direto dos tarifaços, os rendimentos dos Treasuries recuaram. A taxa da Note de dez anos caiu para 4,339%, contra 4,378% no pregão da véspera.
… No pregão asiático, no final da noite de ontem, o ouro confirmava o seu status de refúgio de proteção e subia 0,40%, para US$ 3.243,49 a onça-troy, com as novas barreiras comerciais que não param de ser levantadas.
… Sob o suspense do quanto a disputa tarifária ainda pode assustar, a curva do DI corrigiu parte da queda recente, de carona no dólar mais caro. No pano de fundo, pesou a expectativa pelos detalhes do Orçamento.
… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subiu para 14,725% (de 14,695% no fechamento anterior); Jan/27, a 14,225% (14,165%); Jan/29, a 14,110% (14,025%); Jan/31, a 14,380% (14,310%); e Jan/33, 14,460% (14,410%).
… Na agenda dos indicadores do dia, o IGP-10 caiu 0,22% em abril, após subir 0,04% em março. Com esse resultado, o índice de inflação acumula uma alta de 1,22% no ano e 8,71% nos últimos 12 meses.
EM TEMPO… Aneel aprovou reajustes tarifários para NEOENERGIA Coelba (2,05%) e Neoenergia Cosern (-0,32%), que serão aplicados a partir de 22/4.
ENERGISA. Aneel aprovou reajuste tarifário médio de 7% para Energisa Sergipe, que passa a ser aplicado a partir de 22/4.
UNIPAR venceu processo arbitral instaurado em 2022, que tramitava sob sigilo, e espera receber US$ 27 milhões da outra parte (não revelada). A empresa não forneceu mais detalhes sobre o processo em fato relevante.
ROMI encerrou o 1Tri com lucro líquido de R$ 9,9 milhões, 44,18% inferior ao lucro de um ano antes. De janeiro a março, a receita avançou 30,97% em relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 273 milhões.
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: Depois de termos recebido ONTEM um péssimo índice ZEW de Sentimento Económico alemão (-14,0 vs 10,0 esperado vs 51,6 anterior) e, surpreendentemente, um Empire Manufacturing menos mau do que o esperado (-8,1 vs -13,5 esperado vs -20,0 anterior; embora a componente de expectativas a 6 meses tenha caído para mínimos desde 2001: -7,4 desde +12,7), arrancamos HOJE com ASML e Nvidia em baixa.
A Nvidia estima um impacto negativo de 5.500M$ (5% do Lucro Líquido estimado para 2025) devido às restrições à exportação do seu chip H20 para a China, e caiu -6% no aftermarket (a AMD caiu -7% por contágio).
A ASML apresentou bons resultados, mas a carteira de encomendas do 1º trimestre ficou nos 3.900M$ (+8%) vs 4.890M$ esperados, e está a cair cerca de -12% no pré-mercado europeu.
Como ponto positivo, alguns dados macro… mas algo desactualizados, pois dizem respeito a março: o PIB do 1º trimestre da China manteve-se nos +5,4% vs +5,1% esperado (com fiabilidade questionável) e a inflação do Reino Unido ficou em +2,6% vs +2,7% esperado vs +2,8% em fevereiro.
Como os dados macro ainda não refletem qualquer impacto da guerra comercial (pois cobrem apenas março ou até março), o que realmente pesa hoje são Nvidia e ASML. Assim, os futuros americanos estão a cair cerca de -1,5%/-2% e os europeus caem cerca de -1,2%.
Às 13h30 saem nos EUA as Vendas a Retalho de março, que não se esperam muito fortes: +1,3% vs +0,2%, mas excluindo automóveis deverá repetir os +0,3%, e o Grupo de Controlo deverá subir +0,6% vs +1%. E às 14h15 a Produção Industrial, que deverá ser fraca (-0,2% vs +0,7%) e a Taxa de Utilização da Capacidade ligeiramente abaixo (78,0% vs 78,2%), ambas também referentes a março. Nem são bons números, nem são representativos de nada (são de março), pelo que dificilmente animarão os mercados, que deverão recuar entre -1% e -2%, tanto na Europa como nos EUA. As yields das obrigações mantêm-se praticamente inalteradas, enquanto (e isto é importante) o ouro continua a subir, impulsionado pelo agravamento das expectativas de inflação (recorde: +6,7% a 1 ano — o máximo desde 1981 — segundo o inquérito de Confiança da Univ. de Michigan da passada sexta-feira), sendo utilizado como cobertura.
CONCLUSÃO: A sessão de ontem foi melhor (ou mais ingénua) na Europa, que fechou com um claro sinal positivo, do que em Wall Street, onde foi perdendo força ao longo do dia até fechar praticamente neutra. HOJE o cenário é diferente, após 3/4 sessões aceitáveis ou quase benignas graças às supostas exceções e adiamentos na aplicação de tarifas por parte de Trump, dependendo de quantas Coca-Colas bebia por dia e do estado de espírito que elas lhe provocavam. A instabilidade está de volta... embora, na verdade, nunca tenha desaparecido, apesar de certos miragens temporárias.
S&P500 -0,2% Nq-100 +0,2% SOX +0,5% ES-50 +1,2% IBEX +2,1% VIX 30,1% Bund 2,49% T-Note 4,32% Spread 2A-10A USA=+52pb O10A: ESP 3,22% PT 3,11% FRA 3,26% ITA 3,70% Euribor 12m 2,126% (fut.1,943%) USD 1,137 JPY 161,9 Ouro 3.290$ Brent 64,0$ WTI 60,7$ Bitcoin -2,3% (83.575$) Ether -3,9% (1.575$).
FIM
O texto mostra que a ofensiva do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) no caso Master começou a acender um alerta vermelho: analistas, técnicos...
Nos últimos tempos, o Banco Master ganhou destaque no mercado, mas não exatamente por boas razões. Apesar de divulgar resultados expressivos e lucros em alta, a realidade por trás dos números parecia contar uma história bem diferente. O caso escancarou um velho problema do setor financeiro: quando o lucro registrado não vem acompanhado de dinheiro no caixa.
O banco apresentava balanços com crescimento acelerado e bons indicadores operacionais, o que atraiu muitos investidores. Para quem olhava apenas os números, parecia o momento certo para investir. Mas, de repente, veio a notícia de que a instituição precisava ser vendida às pressas.
Como isso pode acontecer?
A resposta é simples: empresas podem mostrar lucro contabilizando receitas futuras, operações ainda não concluídas ou reavaliações de ativos. Isso gera um lucro “no papel”, mas que ainda não virou dinheiro de verdade. O perigo está justamente aí — se a empresa tiver obrigações a vencer e não tiver dinheiro em caixa para honrá-las, a situação pode desandar rapidamente.
No caso do Banco Master, começaram a surgir sinais de problemas de liquidez — ou seja, falta de recursos imediatos para cumprir compromissos. Isso ligou o alerta em instituições como Bradesco e BTG Pactual, que interromperam a oferta de papéis do banco aos seus clientes. Muitos investidores correram para resgatar seus investimentos, mas nem todos conseguiram sair sem prejuízo, principalmente aqueles com aplicações fora da proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Aí a crise se agravou ainda mais.
Esse episódio deixa um recado claro: lucro contábil não é sinônimo de boa saúde financeira. Para quem investe, é essencial olhar além dos resultados do balanço e analisar a real posição de caixa da empresa — ou seja, quanto ela realmente tem disponível para pagar suas contas.
A lição que fica: Ebitda não é caixa.
Lucro não é caixa.
O que quebra uma empresa é a falta de caixa.