terça-feira, 25 de março de 2025

BDM Matinal Riscala 2503

 *Rosa Riscala: Ata deve vir hawk ou causará ruídos*


… O índice de confiança do consumidor do Conference Board, a fala de mais um Fed boy e o vaivém de Trump com as tarifas compõem a agenda dos negócios hoje em NY, enquanto os indicadores mais relevantes, como o PCE, ficam para o final da semana. No Brasil, o dia começa cedo, com a ata do Copom (8h), a primeira sob a liderança de Galípolo, e que tem o desafio de confirmar a mensagem mais hawk do comunicado. Ou o bicho pode pegar. O BC poderia ter vindo mais dovish, por exemplo, deixando de contratar um novo aumento da Selic em maio ou mencionando a evolução favorável do câmbio e colocando a desaceleração “incipiente” da atividade como fator baixista no balanço de riscos. Mas, apesar de ter sinalizado o fim próximo do ciclo de altas do juro, manteve os alertas e o tom duro.


… O ajuste do pós-Copom foi forte, corrigindo posições mais otimistas precificadas na curva de juros futuros, seguido de elogios ao placar unânime e à atuação técnica dos diretores nomeados pelo presidente Lula, que evitou qualquer crítica ou comentário.


… O BC até pode indicar que a Selic já subiu demais e que é importante considerar a defasagem da política monetária, mas sem esquecer que assumiu uma postura data dependent e o firme compromisso de levar a inflação à meta.


… Em paralelo, não pode passar batido pela piora da percepção fiscal, acentuada nos últimos dias.


… Em meio à série de iniciativas do governo para recuperar a popularidade, o mercado resgatou os riscos para as contas públicas e tudo o que precisa é ter o BC fazendo sua parte. Assim, a ata tem que vir coerente com o comunicado, ou causará ruídos e volatilidade.


… No Broadcast, o economista Daniel Miraglia (Integral Group) defendeu que a ata do Copom venha mais hawkish de modo a evitar que o receio com o quadro fiscal resulte em mais aumento do prêmio de risco na curva de juros.


… “Temos o Copom tentando entregar um bom trabalho e o lado político fazendo o contrário. Se ficar no mais ou menos, o mercado vai ter que precificar esse fiscal e podemos ter deterioração relativamente rápida do juro e do câmbio.”


… O principal risco apontado pelo mercado é a possibilidade de passar só a isenção do IR para a faixa até R$ 5 mil, sem a compensação.


… O Estadão apurou que Estados e municípios passaram a pressionar parlamentares para evitar que a isenção do IR resulte em uma perda de arrecadação. O principal receio é o impacto que a medida pode gerar na arrecadação do IR pago por funcionários públicos.


… O economista Silvio Campos Neto (Tendências Consultoria) também espera que o BC mantenha a cautela que mostrou na ata, mas quer ver como serão tratados os aspectos mais positivos, como o dólar que cedeu e não foi mencionado.


… “O BC deve seguir cauteloso para abordar esses sinais, para não transmitir a mensagem de que pretende reverter a alta em breve.”


… O analista Drausio Giacomelli (Deutsche Bank) defende que a ata esclareça como as defasagens da política monetária se manifestaram.


… “Qual é o canal de transmissão dessa elevada incerteza? Impacto sobre crescimento, expectativa [de inflação], crescimento? Acho que precisam colocar pingos nos is, falar mais precisamente sobre o que quer dizer com efeito da incerteza.”


… Já a economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, considera que o comunicado foi “mais subjetivo, não tão claro” sobre o motivo que levou o Copom a sinalizar um ritmo de ajuste menor, visto que o texto continuou enfatizando o balanço de riscos altista.


… Nesta 2ªF, as taxas de juros e o dólar subiram pelo terceiro pregão seguido, impulsionados pelos receios com o cenário fiscal, que estão de volta à medida que as ações do governo se apoiam em mais gastos ou têm potencial para aumentar a inflação (abaixo).


A PRESSÃO DOS ESTADOS – Representantes dos governos estaduais se reunirão hoje com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil, que beneficiará também os funcionários públicos.


… O objetivo é entender como funcionará a compensação para garantir que não haverá impacto nos cofres dos entes federados.


… Desde que o governo apresentou a proposta há uma movimentação dos Estados e municípios, que pressionam os parlamentares para evitar uma eventual perda de arrecadação com o IR pago pelos servidores estaduais e municipais.


… O problema maior é com os municípios, que deixariam de arrecadar cerca de 12% do total da folha, ou R$ 4,8 bilhões, com a ampliação da isenção. Já os Estados, onde a média salarial é mais alta, perderia cerca de 6%, mas também próximo de R$ 4,8 bilhões.


RUÍDOS – Prova de que Haddad está perdendo pontos com o mercado, desde que se aproximou mais da agenda do presidente Lula, foi a reação a uma fala do ministro em evento do Valor, na manhã desta 2ªF, quando o dólar bateu a máxima de R$ 5,77.


… Referindo-se ao arcabouço, Haddad comentou que não que seria “vergonha nenhuma mudar um parâmetro ou outro do arcabouço”, e, embora tenha afirmado que “não mudaria”, porque “está convencido de que o sistema funciona”, gerou especulações.


… Foi a senha para interpretações de que o governo poderia alterar as metas fiscais.


… O ministro reagiu de imediato e, em post na rede social X, disse que distorceram suas palavras, que está confortável com a estrutura e os parâmetros atuais do arcabouço e que pretende reforçá-los, como fez com as medidas do ano passado.


… “Estão tentando distorcer o que falei agora em um evento do Valor. Eu disse que gosto da arquitetura do arcabouço fiscal, que eu estou confortável com os seus atuais parâmetros. E que defendo reforçá-los com medidas como as do ano passado.”


… “Houve apenas uma menção à possibilidade de mudança dos parâmetros no futuro, se as circunstâncias mudarem”, concluiu.


… Em mensagem a clientes, o Itaú chamou o ocorrido de “interpretações dúbias” da fala do ministro, enquanto o Morgan Stanley explicou que a fala foi colocada “fora de contexto”, que o governo pode ajustar o arcabouço para torná-lo mais robusto, e não o contrário.


PAUSA NAS TARIFAS – Trump confirmou os bastidores do fim de semana e afirmou, nesta 2ªF, que poderá conceder “várias pausas em tarifas para diversos países”. Mas ainda prometeu anunciar sobretaxas adicionais “nos próximos dias”.


… As novas tarifas devem atingir automóveis, madeira e chips, além de aço, alumínio e fármaco, e penalizar países que tiverem negócios com a Venezuela. Qualquer país que importe petróleo venezuelano será taxado em 25% pelos EUA, a partir de 2 de abril.


… Uma ordem executiva foi emitida pela Casa Branca, ontem à noite. Antes, Trump havia dito que “nem todas as tarifas começarão em 2 de abril”. Mas continuou chamando a data de Dia das Tarifas Recíprocas, quando “o mundo vai tratar os EUA de maneira mais justa”.


… O presidente do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Stephen Miran, disse à Bloomberg que Trump ainda não tomou uma decisão final sobre o que será aplicado em 2 de abril, afirmando que “as tarifas são muito mal compreendidas”.


… A sinalização de alguma flexibilidade nas tarifas causou alívio nos mercados em NY (abaixo) e levou o premier do Canadá, Mark Carney, a declarar que está “disponível” para conversar com o presidente Donald Trump, por telefone.


MAIS AGENDA – Duas prévias de inflação, IPC-Fipe (5h) e IPC-S das capitais (8h), saem hoje, referentes à 3ª quadrissemana de março.


… O ministro Fernando Haddad participa do evento “Reforma Tributária e Agora?”, organizado pela Fiesp (8h30).


… Às 11h, o Tesouro faz leilão de NTN-B para 15/8/2030, 15/5/2035 e 15/8/2060 e de LFT para 1º/3/2028 e 1º/3/2031.


… Lá fora, a Alemanha divulga o índice Ifo de sentimento das empresas em março (6h) e nos EUA há dois indicadores agendados para 11h: vendas de moradias novas (fevereiro) e a confiança do consumidor do Conference Board, que deve recuar a 96 em março (de 98,3).


… Nesta 2ªF, o PMI composto da S&P Global dos EUA registrou uma alta inesperada dos serviços (de 51 em fevereiro para 54,3 em março), subindo a 53,5 (previsão de 50,1). Mas o PMI industrial recuou de 52,7 para 49,8 (previsão de 52,2), menor nível em três meses.


… Dois dirigentes do Fed têm falas públicas hoje: a diretora Adriana Kluger (9h40) e John Williams (10h05), do Fed/NY.


BALANÇOS – JBS, Bradespar e Boa Safra Sementes divulgam resultados do 4Tri hoje, após o fechamento do mercado.


HYUNDAI – Ação abriu o pregão da Coreia do Sul em forte alta, após confirmar um plano de investimento de US$ 21 bilhões nos EUA.


À FLOR DA PELE – Com o mercado sensível a qualquer notícia sobre a política fiscal, a fala de Haddad sobre o arcabouço se juntou às preocupações com o aumento de gastos do governo, estressando os juros (o curto voltou a 15%) e o dólar, que tocou R$ 5,77.


… De um lado, há temor de a isenção do IR até R$ 5 mil mensais passar sem a compensação. De outro, Estados e municípios começam a pressionar o Congresso para impedir que o benefício implique perda de arrecadação.


… Depois da postagem de Haddad no X explicando o que queria dizer com “arquitetura” e parâmetros do arcabouço, os ativos saíram dos piores níveis, mas ainda assim terminaram o dia estressados.


… Também pesou a cautela pré-Copom, com investidores querendo ver se de fato a postura hawkish do colegiado no comunicado pós-decisão será mantida. O dólar à vista fechou em alta de 0,61%, a R$ 5,7524.


… Nos DIs, o Jan/26 terminou em 15,03% (de 14,93% no fechamento anterior); o Jan/27 foi a 14,92% (de 14,78%); o Jan/29, a 14,72% (de 14,535%); o Jan/31, a 14,84% (de 14,64%) e o Jan/33, a 14,85% (de 14,63%).


… Lá fora, o DXY avançou 0,17%, para 104,262 pontos com a boa surpresa do PMI Composto dos EUA em março, contra um resultado ruim do dado na zona do euro. O vaivém tarifário permaneceu como pano de fundo que incentivou a compra de dólar.


… O euro caiu 0,18%, a US$ 1,0802. A libra ficou estável em US$ 1,2922 e o iene cedeu 0,91%, a 150,680/US$.


… Na preliminar medida pela S&P Global, o PMI americano subiu de 51,6 para 53,5, com avanço inesperado em serviços. Foi mais um sinal de resiliência na economia, que reforçou a expectativas de que a desaceleração econômica possa ser gradual.


… A possibilidade de um Trump mais light nas tarifas beneficiou ativos de risco, com investidores deixando de lado os Treasuries, que viram os rendimentos subirem. Na note de 2 anos, o retorno voltou a ficar acima de 4% (4,037%), enquanto o note de 10 anos subiu a 4,336%.


… Também pesou sobre os títulos a declaração de Raphael Bostic, do Fed/Atlanta, de que só espera inflação na meta de 2% em meados de 2027 e que vê apenas um corte de juro em 2025, e não mais dois cortes.


… A aplicação pouco previsível das tarifas tem deixado os investidores de cabelo em pé, mas pelo menos ontem eles viram oportunidade para comprar techs bem descontadas como a Tesla (+11,9%), que ainda tem queda de 44% neste ano, Nvidia (+3,15%) e AMD (+6,9%).


… Com isso, o Nasdaq puxou os ganhos do dia, com alta de 2,27% a 18.188,59 pontos. O S&P 500 avançou 1,76% (5.767,5) e o Dow Jones subiu 1,42% (42.582,58).


… Citando métricas de sentimento e posicionamento do investidor, estrategistas do JPMorgan, Morgan Stanley e Evercore ISI acreditam que o pior da recente crise provavelmente já passou.


… “Do ponto de vista do risco, a escalada tarifária sempre preocupa, mas se os EUA apresentarem uma estratégia mais direcionada e tática nas tarifas, os riscos de uma guerra comercial serão reduzidos”, disse Charlie Ripley (Allianz Investment), à Reuters.


… Por aqui, o otimismo sobre tarifas mais diluídas sob Trump não colou, com investidores focados no fiscal. Na mínima, o Ibovespa chegou a bater em 130,9 mil. Fechou com queda de 0,77%, aos 131.321,44 pontos e volume financeiro fraco, de R$ 18,3 bilhões.


… Com o preço-alvo cortado pelo UBS BB, de R$ 51 para R$ 49, para os papéis de Petrobras cederam na contramão do petróleo. A ação ON caiu 0,25% (R$ 40,24) e a PN cedeu 0,14% (R$ 36,75).


… O banco também reduziu o preço-alvo dos ADRs da companhia, de US$ 18,1 para US$ 16,3, mas manteve a recomendação de compra.


… Na ICE, o Brent para junho, subiu 1,06%, a US$ 72,37 o barril com a ameaça dos EUA de tarifar países que negociarem com a Venezuela.


… Vale caiu 0,52% (R$ 57,15), a despeito da forte alta (+2,43%) do minério em Dalian. Bancos fecharam mistos. Santander baixou 0,52% (R$ 26,73) e BB ficou estável (-0,04%), a R$ 28,36. Bradesco ON (+1,23%; R$ 11,50), PN (+1,04%; R$ 12,65) e Itaú (+0,09%; R$ 32,18) subiram.


… Entre as poucas altas do pregão, Brava Energia avançou 10,19%, a R$ 21,30, com o aumento na produção dos campos de Atlanta e Papa Terra. CVC ganhou 7,07% (R$ 2,12), e a perspectiva otimista para o balanço da empresa, que será divulgado amanhã.


… As maiores perdas foram de Embraer (-4,70%; R$ 71,25), Hapvida (-4,15%; R$ 2,08) e Rumo (-3,94%; R$ 17,08).


EM TEMPO… Funcionários da PETROBRAS aprovaram em assembleia greve de advertência de 24 horas na 4ªF (26), em defesa do home office e de outras reivindicações trabalhistas, segundo comunicado da FUP…


… Companhia identificou presença de hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Campos; consórcio seguirá operando para caracterizar condições de fluidos encontrados; dados permitirão avaliar potencial e direcionar as próximas explorações na área.


VALE. A subsidiária Vale Overseas Ltd adquiriu US$ 323,965 milhões do valor principal agregado dos bonds com vencimentos em 2034, 2036 e 2039. O oferta foi anunciada em 24 de fevereiro e tinha valor de até US$ 450 milhões. 


PRIO. Goldman Sachs atingiu participação de 4,94% do total das ações da companhia, passando a deter posição de derivativos com liquidação equivalente a 44.283.141 de papéis ON…


… Conforme dados do formulário de referência da empresa de 21/3, banco não detinha participação relevante na companhia.


AZZAS. BlackRock atingiu participação de 5,013% do total de ações ON da companhia, passando a deter 10.351.151 de papéis; conforme dados recentes do formulário de referência da empresa, gestora não detinha participação relevante na varejista.


LOJAS RENNER. Schroder Brasil atingiu participação de 5,016% do total de ações ON, passando a deter 53.156.044 de papéis do tipo.


ENERGISA. Consumo de energia subiu para 3.515 GWh em fevereiro, aumento de 2,9% ante o mesmo mês de 2024.


CEMIG. Justiça de Minas Gerais proferiu nova sentença no âmbito da ação popular movida contra o edital para o leilão público de venda de pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas realizado pela Cemig em agosto de 2023…


… Em janeiro desse ano, a Justiça havia considerado ser procedente a ação popular que, na prática, anulava o leilão realizado; no entanto, a nova decisão declara a sentença anterior nula…


… Em comunicado, a Cemig declarou que continuará atuando no processo e que conduzirá a nova sentença para apreciação do mérito.


ONCOCLÍNICAS. Goldman Sachs deve deixar de aparecer no quadro societário do grupo, com a conclusão de uma série de transferências de ações que detém na companhia e envolveu quatro fundos (Broadcast) …


… Todos os fundos carregam o pré-nome de Josephina e tinham posições na Oncoclínicas.


COPASA registrou lucro de R$ 271,9 milhões no 4TRI, queda de23,5% na comparação anual; Ebitda somou R$ 640,5 milhões, recuo de 5,8% em relação ao mesmo período de 2023.

Bankinter Portugal Matinal 2503

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Wall St. subiu ONTEM ao interpretar como indício de flexibilização que os impostos alfandegários aos automóveis, desde 2 de abril, são seletivos conforme os países (Trump disse “a lot of countries” breaks on tariffs), embora a novidade seja que, também os países que comprarem petróleo à Venezuela sofrerão de 25% de imposto alfandegário. A sua estratégia alfandegária continua a ser obsessiva-compulsiva. A nomenclatura da moda nesta Administração americana é “TBD” (To Be Determined) em que se refere a quais e quanto serão os impostos alfandegários sobre automóveis, farmacêuticas, semis, alumínio, madeira (ou roupa interior para animais ou qualquer outra ocorrência do momento) a partir de 2 de abril. 


Como o mercado interpretou ontem que os impostos alfandegários serão menos extensos e/ou mais levianos do que o anunciado, então Wall St. subiu com alguma energia. O seu assessor económico, Kevin Hasset, criou o termo “Dirty 15”, referindo-se a uma suposta lista de 15 países que mantêm elevados superavits comerciais com os EUA. Quando vemos os dados, encontramos 4 países que concentram 70% do Défice Comercial americano: China 27%, México 18%, UE 14% e Vietname 11%. Mas México e Vietname são como o seu “salão traseiro” em termos de produção, porque trata-se maioritariamente de centros de produção intermédios das próprias empresas americanas, portanto aplicar-lhe impostos alfandegários seria como disparar um tiro no pé. Enfim… Trump tem a mesma mentalidade sobre o comércio mundial que se tinha, erradamente, após a Primeira Guerra Mundial: que é uma soma zero e que o que um perde, o outro ganha. Mas é um grande erro: numa guerra alfandegária, todas as partes perdem porque reduz-se o comércio e, por acréscimo, a atividade económica enquanto se gera inflação, porque a história económica demonstra que entre 30% e 50% dos impostos alfandegários repercutem em preços finais.


Em termos de descidas de taxas de juros, Bostic (Fed Atlanta, mas sem voto este ano) estima agora apenas uma descida em 2025 vs. 2 antes, portanto a nossa defesa de bancos centrais cada vez mais frios em relação a descidas de taxas de juros vai sendo apoiada pela evolução dos acontecimentos.


HOJE saem: (i) 9 h, IFO Clima Empresarial na Alemanha, provavelmente a melhorar até 86,7 desde 85,2, e principalmente pela sua importância; (ii) 14 h, Confiança do Consumidor dos EUA, a piorar até 94,0 ou inferior desde 98,3. Este dado é realmente importante, porque é um indicador adiantado muito fiável e já de março, que é quando começaram a notar-se as mudanças para pior devido aos impostos alfandegários e ao restante. Esta é a chave. 


Já está disponível a nossa Estratégia de Investimento 2T 2025: “Ninguém sabe quase nada. Ciclo expansivo questionado. Reajuste. Recessão improvável. Posicionamento um pouco menos agressivo.” (em espanhol; versão portuguesa brevemente).

 

CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: Os futuros retrocedem inercialmente (ca.-0,2%) após as fortes subidas de ontem, que foram mais viscerais do que objetivas. O IFO sairá bom, mas a chave é a Confiança do Consumidor EUA, porque será já o 6.º indicador adiantado americano com registo de março a piorar, o que diz bastante de forma objetiva. É provável que a semana arrefeça substancialmente a partir de hoje. Recordemos que esta semana há bastante macro, mas que a outra referência importante será o Deflator de Consumo (PCE) americano, na sexta-feira, certamente a aumentar na Taxa Subjacente (+2,7% vs. +2,6%), e isso é de fevereiro, o que não assentará nada bem no mercado. Parece que as yields das obrigações americanas começam a elevar-se e isso tampouco é bom para as bolsas.


S&P500 +1,8% Nq-100 +2,2% SOX +3% ES-50 -0,2% IBEX -0,2% VIX 17,5 Bund 2,78% T-Note 4,33% Spread 2A-10A USA=+29pb B10A: ESP 3,40% PT 3,29% FRA 3,46% ITA 3,87% Euribor 12m 2,366% (fut.2,302%) USD 1,080 JPY 162,5 Ouro 3.015$ Brent 72,9$ WTI 69,0$ Bitcoin -0,5% (87.603$) Ether -0,7% (2.053$). 


FIM

GWM Investimentos

 Advisor Talks entrevista sócio fundador da GWM Investimentos, Habib 


https://youtu.be/Z9hAP8sjfhM?feature=shared

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...