sábado, 22 de agosto de 2026

Ray Dalio

 'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS'


Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão estava errada: em vez do colapso, começava um dos maiores ciclos de alta da história. O erro quase o levou à falência, mas também deu origem a um método criado para resistir às falsas certezas do mercado.

Ray Dalio já foi chamado de “Steve Jobs dos investimentos” e está à frente da Bridgewater Associates, gigante que administra mais de US$ 150 bilhões para clientes institucionais ao redor do mundo, entre fundos de pensão, governos e bancos centrais.

A quase falência foi descrita por Dalio como uma experiência “muito dolorosa”, mas decisiva para mudar sua forma de pensar e o levou a desenvolver um sistema de investimentos capaz de atravessar diferentes cenários econômicos, mesmo quando o excesso de confiança apontasse para a direção errada.

Confira no site do Seu Dinheiro: https://mrf.lu/2sw6p

Papo de Economista

Quando algum tema me chama atenção, quando o momento demanda, eu saio a escrever. Não tem jeito.

2013 foi um ano engraçado. Em meados daquele ano, me veio uma pessoa, lá do Nordeste, me contactando, através do meu linkedin, num convite para eu ser assessor econômico do fundo soberano de um país da Africa, rico em diamante e petroleo, mas, infelizmente, na mão de corruptos, dentre os paises mais corruptos do continente. Não sabia bem quem eram as pessoas. Fui investigar, ou como dizem, "puxar a capivara". O gestor do fundo soberano era o filho do presidente. A proposta era muito poupuda, sedutora, mas eu recusei de pronto, por uma questao etica. Nenhum dinheiro do mundo me compra para participar de esquemas estranhos, nem ficar proximo de pessoas envolvidas com corrupçao pesada. E a minha consciência, o poder dormir tranquilo, ter a confiança do meu filho...

Ao fim de 2013, entre novembro e dezembro, eu acabei dando, com um amigo do BCB, um curso de Tesouraria Bancaria, pelo BPC, isso, atividade totalmente licita, por varias provincias deste pais. Foram duas oportunidades num mesmo ano. Mas interessante, uma oportunidade nada tendo a ver com a outra. Contatos ttmente diferentes e sem conhecimento entre eles. Muito estranho. Mas depois disso, nunca mais. Por isso, eu achar engraçado. Vida que segue.

Uma das coisas q mais me orgulho é não compactuar com esquemas, corrupções variadas, puxadinhos para cá, ou para lá. Tenho 61 anos, sendo uns 35 trabalhando como consultoria do mercado de capitais, na Lopes Filho Associados. Não é facil. Nunca foi.

Mas a LFA sempre foi uma "blindagem", embora com algumas ocasiões em operaçoes de rating. Faz parte. Mas eu não era da area. Sempre fiz o q me dá prazer, ser economista, falar de conjuntura, economica e politica, de macro, finanças publicas. O que me atrai são os projetos, nunca, o dinheiro. Este, depois, se torna consequencia. 

No capitalismo, existem várias fissuras, vazamentos até, mas sem dúvida, que é o sistema mais eficiente que existe.

Um fato interessante é quando, diante do potencial de demanda crescente, varias medias empresas buscam dar um salto, para se tornarem maiores, mais robustas. Muitas, diante das taxas de juros praticadas no mercado, acabam tentando achar um socio, um parceiro, alguem que compre 5%, 10% da empresa, e a ajude a se capitalizar e investir.

É o chamado "Venture Capital" colocando o seu bloco na rua, algo muito comum de acontecer. Muitas vezes, são gestores de recursos alocando na empresa, por acreditar ter potencial grande de se expandir, valorizando sobremaneira seus 5% ou 10%.

Geralmente, o gestor sabe o "timing certo" para vender a sua parte, depois de consideravel valorização. Uma empresa onde trabalhei nao teve oportunidade de fazer isso no longo ciclo de 1977 a 2019.

Só o fez quando uma concorrente fez uma operação de pagar um "preço simbolico" pelos passivos fiscais e trabalhistas, e assim a empresa foi vendida para este outro concorrente. Poucos anos depois, este mesmo concorrente acabou incorporado por um peixe ainda maior e o cara que havia feito a primeira operacao, acabou saindo. Faz parte.

O fato é q qdo uma empresa não quer pegar emprestimo em banco para investir em ampliação, pelas taxas abusivas, o uso do "venture capital" acaba se tornado uma saída.

MarabraZ em RJ



O pedido de recuperação judicial da Marabraz traz, na lista de motivos que levaram a varejista à uma dívida de R$ 140 milhões, uma extensa briga familiar. No documento apresentado à Justiça, os controladores da Marabraz afirmam que passaram a encontrar dificuldades para ter acesso a crédito após perderem acesso a uma holding criada para administrar os imóveis da família.
A briga entre duas gerações da família Nasser — do fundador da Marabraz — já rendeu um longo processo judicial. Em um dos capítulos, o anel de noivado dado por Abdul Fares a atriz Marina Ruy Barbosa foi usado como demonstração de que os netos do criador da varejista fariam “retiradas anuais milionárias” para “sustentar um padrão de vida de luxo extremo”.

Cravejada de diamantes e comprada em Dubai, a jóia é avaliada em cerca de US$ 1 milhão — aproximadamente R$ 6 milhões. O objetivo da ação judicial era retirar Abdul e outros netos do fundador da Marabraz do comando, justamente, da holding que controla os imóveis da família: a LP Administradora de Bens.

A confusão começou em meados de 2011, quando os filhos do fundador transferiram as participações que detinham nesta holding para seus descendentes. Ou seja, o controle da LP passou para os netos, entre eles, o noivo de Marina Ruy Barbosa.

Os irmãos Nasser e Jamel Fares — atuais controladores da Marabraz e filhos do fundador da varejista — afirmam, no processo judicial, que a transferência das cotas para os descendentes foi uma “operação simulada” com o objetivo de blindar o patrimônio da família de dívidas da Marabraz.

Já os herdeiros — netos do fundador da Marabraz — argumentam que a transferência de cotas foi legítima e que a ação para anular o negócio teria sido motivada por desavenças familiares.

Em setembro de 2025, decisão judicial manteve os netos no controle da LP por entender que os filhos não poderiam pedir a nulidade do negócio ao argumentarem que, na verdade, teria se tratado de uma manobra maliciosa para despistar credores.

Leia mais na coluna Dinheiro e Negócios, de Gabriella Furquim, no metropoles.com

Winston Churchill

 


"Economia Moral: Da Prostituição à Venda de Órgãos, O Que Transações Controversas Revelam Sobre Como Funcionam os Mercados" por Alvin E. Roth.



Nos tempos que vivemos em q tudo é permitido, este livro cai como uma luva. Tempos bicudos em que se naturaliza a safadeza e a corrupção. Pobre país.








Instigante e talvez polêmico: definitivamente uma boa leitura para o verão!
"Economia Moral: Da Prostituição à Venda de Órgãos, O Que Transações Controversas Revelam Sobre Como Funcionam os Mercados" por Alvin E. Roth.

"Combinando a expertise incomparável de Roth como pioneiro em design de mercado com seus relatos incisivos e espirituosos de questões complexas, Moral Economics oferece uma nova e poderosa e inovadora estrutura para resolver as controvérsias mais difíceis de hoje."

"Os mercados não precisam permitir tudo ou proibir tudo. Um design de mercado prudente pode encontrar um equilíbrio entre preservar os direitos das pessoas de perseguir seus próprios interesses e proteger os mais vulneráveis de danos."

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Call Matinal


21/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (20\08)

MERCADOS

Depois da sequência de onze quedas, o Ibovespa testou alguma reação na última quarta-feira, mas ontem já voltou a exibir sinais de fadiga, fechando estável (+0,06%), aos 167.927,15 pontos, com giro de R$ 20,6 bilhões.Os gringos retiraram mais R$ 1,7 bilhão da bolsa na última terça-feira. Só este mês, já saíram mais de R$ 20 bi. Na quinta-feira (20), o dólar ainda operou comportado (beneficiado pelo carry trade), mas vai mudando de faixa. Antes abaixo de R$ 5,10, agora vive perto ou acima de R$ 5,20, como ontem, quando fechou em alta de 0,32%, a R$ 5,1933.

 

PRINCIPAIS MERCADOS       

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (21), em uma tentativa de recuperação após as fortes perdas da véspera, enquanto os investidores aguardam mais detalhes sobre o plano de "guerra econômica" do presidente Trump contra o Irã. Ao mesmo tempo, o aumento do programa de recompra de títulos do Tesouro dos EUA não foi suficiente para conter a pressão sobre os rendimentos.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: +0,23%

S&P 500 Futuro: +0,29%

Nasdaq Futuro: +0,44%

Semana foi rui,: S&P -1,9%, Nasdaq -2,5%, Dow -1,8%, depois de três semanas de alta.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,04%

Nikkei (Japão): -0,30%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,21%

Nifty 50 (Índia): +0,01%

ASX 200 (Austrália): -0,27%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,29%

DAX (Alemanha): +0,35%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%

CAC 40 (França): +0,22%

FTSE MIB (Itália): +0,57%

 

Commodities

 

 

 

🛢️🛢️Petróleo WTI, -0,77%, a US$ 86,16 o barril

Petróleo Brent, -0,59%, a US$ 93,23 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,21%, a 707,50 iuanes (US$ 105,23)

Bitcoin, +7,02%, a US$ 77.730,00

 

 

Dia 2108

Mercado de treasuries americanos vive estressado pelas açoes de Donald Trump. Ontem, os juros longos voltaram a subir, reforçando as dúvidas sobre a capacidade das recompras de conter uma pressão alimentada pelo endividamento dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou pela quinta sessão consecutiva, para perto de US$ 94, depois que Washington prometeu ampliar o cerco econômico ao Irã, mantendo acesos os riscos para a inflação e para o Fed. No Brasil, a desaceleração da atividade ainda sustenta as apostas em novo corte da Selic em setembro, apesar da piora externa. A agenda desta sexta-feira traz os PMIs na Europa e nos EUA, a sabatina de Lula no SBT e um novo Datafolha.

 

 

 

Agenda

Sexta-feira, 2108

04h30 – Alemanha: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

05h00 – Zona do euro: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

05h30 – Reino Unido: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

10h45 – EUA: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

11h00 – Zona do euro: Confiança do consumidor (preliminar de ago)

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Tesouro compra menos de 24 horas de alívio nos juros*


… Durou pouco o alívio provocado pela intervenção do Tesouro americano. Os juros longos voltaram a subir, reforçando as dúvidas sobre a capacidade das recompras de conter uma pressão alimentada pelo endividamento dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou pela quinta sessão consecutiva, para perto de US$ 94, depois que Washington prometeu ampliar o cerco econômico ao Irã, mantendo acesos os riscos para a inflação e para o Fed. No Brasil, a desaceleração da atividade ainda sustenta as apostas em novo corte da Selic em setembro, apesar da piora externa. A agenda desta sexta-feira traz os PMIs na Europa e nos EUA, a sabatina de Lula no SBT e um novo Datafolha.


DUROU POUCO – Os juros longos voltaram a subir ontem, com a T-note de 10 anos novamente perto de 4,7% e o T-bond de 30 anos em 5,25%, reforçando a percepção de que a ampliação das recompras não é suficiente para conter a pressão do endividamento dos Estados Unidos.


… A dívida pública americana ultrapassou US$ 40 trilhões e segue no centro das preocupações com o custo de financiamento do governo.


… O efeito da recompra não durou 24 horas, como alguns analistas já desconfiavam. O aumento do limite das operações, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões, é pequeno diante do tamanho do mercado e não altera a deterioração dos fundamentos.


… Scott Bessent foi a mercado para dizer que o Tesouro poderá ampliar as recompras nos próximos meses, negou que a estratégia tenha relação com a política monetária do Fed ou seja inflacionária e prometeu maior ênfase à consolidação fiscal.


… O secretário afirmou ainda que os atuais rendimentos dos Treasuries não refletem os fundamentos da economia. Mas não convenceu.


… A First Eagle alertou que a recompra pode “sair pela culatra” se exigir maior emissão de títulos de curto prazo, ampliando o risco em um cenário de déficit elevado. Já o Macquarie avaliou que as operações sinalizam a disposição do Tesouro para conter novas disparadas das taxas.


… A volta da pressão nos juros longos pesou sobre Wall Street, que ainda absorvia a alta do petróleo e a piora das tensões no Oriente Médio.


CERCO AO IRÃ – Scott Bessent também se manifestou sobre a outra fonte de preocupação do governo americano, prometeu impor ao Irã as “sanções mais duras da História” e disse que buscará aliados para isolar economicamente Teerã.


… Além disso, ameaçou agir contra países e empresas que comprarem petróleo iraniano e ajudarem o país a contornar as restrições.


… A ofensiva dá sequência à “guerra econômica” anunciada por Donald Trump e aumenta o temor de que a pressão americana retire mais barris do mercado. Para o Price Futures Group, a possibilidade de as sanções apertarem ainda mais a oferta ajudou a impulsionar as cotações.


… Bessent anunciou uma coletiva de imprensa para segunda-feira, quando deve fornecer detalhes das medidas.


… Nesta quinta-feira, o petróleo subiu pela quinta sessão consecutiva, com o Brent avançando 2,36%, a US$ 93,78 por barril, diante da nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A falta de negociações e o impasse no Estreito de Ormuz mantêm elevado o prêmio de risco.


… O Irã não recuou diante das pressões, afirmando que utilizará todos os meios disponíveis em resposta às sanções. A Guarda Revolucionária ameaçou ainda recorrer a armas mais destrutivas caso a guerra seja retomada, mantendo vivo o risco de uma nova escalada militar.


FED EM ALERTA – A nova escalada do petróleo complica ainda mais o cenário para o Fed, ao aumentar os riscos para a inflação, justamente quando os dirigentes continuam divididos sobre a necessidade de retomar a alta dos juros.


… Alberto Musalem (St. Louis) afirmou que recomendaria uma elevação das taxas em setembro se a probabilidade de a inflação permanecer elevada continuar alta. Ele revelou que já teria votado por um aumento em julho, se tivesse direito a voto neste ano.


… Defendeu que é melhor começar a subir os juros gradualmente agora do que ser obrigado a agir de forma mais agressiva depois.


… Musalem disse que a inflação subjacente ainda está entre 2,5% e 3%, acima da meta de 2%, e avaliou que a política monetária americana se encontra entre neutra e acomodatícia. O payroll mais fraco de julho, segundo ele, não é suficiente para mudar essa avaliação.


… Mary Daly (São Francisco), porém, disse não ver sinais que justifiquem aumentos preventivos dos juros. O mercado continua majoritariamente apostando em manutenção das taxas na reunião de setembro, transferindo as chances de um aperto para dezembro.


… Musalem também atribuiu a escalada dos juros dos Treasuries à combinação de crescimento nominal próximo de 6%, forte competição por capital entre empresas e dívida pública elevada, e descartou que o movimento reflita dúvidas sobre a credibilidade do Fed.


… Na próxima semana, as atenções estarão voltadas para Kevin Warsh em Jackson Hole, em busca de pistas sobre como o presidente do Fed pretende lidar com uma inflação que permanece acima da meta.


NO BRASIL – Apesar da pressão externa e do petróleo, o mercado aqui ainda vê espaço para novo corte de 25 pontos-base da Selic em setembro, diante da desaceleração da atividade e das surpresas benignas da inflação (leia mais abaixo).


ELEIÇÃO – A corrida presidencial volta ao radar nesta sexta-feira, com nova pesquisa e sabatina. Lula participa às 18h30 de entrevista no SBT, enquanto o Datafolha deve divulgar no fim do dia novo levantamento sobre a disputa pelo Planalto.


… Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso uma nova regulamentação da reforma tributária.


… O candidato, que votou contra a reforma no Senado, criticou a alíquota estimada do IVA, próxima de 28%, e prometeu buscar uma distribuição mais equilibrada da carga, com redução dos tributos principalmente sobre comércio e serviços.


… No Estadão, Flávio tem sinalizado a aliados que poderá abrir mão de disputar a reeleição em 2030 caso vença neste ano. O gesto busca ampliar o apoio de outras lideranças da direita à sua candidatura e abrir espaço para uma nova disputa presidencial daqui a quatro anos.


… Ronaldo Caiado prometeu adotar uma política dura contra as bets caso seja eleito. Em encontro com comerciantes em São Paulo, o candidato do PSD comparou as apostas a uma droga e afirmou que o setor terá a “mão pesada” de seu governo.


CURTAS – O governo acertou com Davi Alcolumbre adiar para depois das eleições a promulgação da PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast.


… A medida é considerada uma pauta-bomba pela equipe econômica e teria impacto fiscal de R$ 27,9 bilhões em dez anos.


… A estratégia daria tempo para o governo buscar no STF a suspensão dos efeitos da PEC ou a exigência de compensação, evitando também ter de questionar durante a campanha benefícios concedidos aos agentes de saúde.


FISCAL. IFI alertou que o cumprimento formal da meta fiscal de 2026 só será possível com deduções legais de até R$ 69,8 bilhões e não representa melhora estrutural das contas públicas. A instituição projeta déficit primário efetivo de R$ 52 bilhões no ano, cerca de 0,4% do PIB.


… O déficit estrutural dobrou de 0,7% do PIB, no período de quatro trimestres até junho de 2025, para 1,4% neste ano. Segundo a IFI, seria necessário superávit de 2,1% do PIB para estabilizar a dívida bruta.


CARNES. Exportadores pedem à União Europeia um período de transição para as novas exigências de controle de antimicrobianos, evitando a interrupção das vendas brasileiras ao bloco a partir de 3 de setembro.


… A UE respondeu por US$ 1,049 bilhão em exportações de carne bovina brasileira no ano passado.


… A Abiec alerta que a restrição europeia se soma à queda das vendas para a China e já leva frigoríficos a adotar férias coletivas, redução de turnos e interrupção de operações em algumas unidades.


COMBUSTÍVEIS. O governo estuda prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina, que vence na terça-feira (25), diante da permanência do petróleo em níveis elevados, segundo o Valor.


… A extensão exigiria a aprovação da MP que autoriza os subsídios, com validade até 9 de setembro, ou outra solução jurídica.


AGENDA – A atividade global entra no radar nesta sexta-feira, com a divulgação das prévias de agosto dos índices de gerentes de compras (PMIs) na Europa e nos Estados Unidos, enquanto no Brasil não há indicadores previstos para hoje.


… Às 10h45, o PMI composto dos EUA deve recuar de 54,5 em julho para 54,3, segundo a mediana das projeções. O índice de serviços é esperado em 53, ante 54,6, enquanto o industrial deve avançar de 53,9 para 54,4.


… Os PMIs da zona do euro abrem o dia, com previsão de queda do composto de 52 para 51,8 e do industrial de 51,9 para 51,6, enquanto o indicador de serviços deve permanecer em 51,7.


… Na Alemanha, o PMI de serviços deve voltar ao território de expansão, de 49,8 para 50,5, enquanto o industrial é esperado em 52, ante 52,2.


… Às 11h, a Comissão Europeia divulga a confiança do consumidor da zona do euro em agosto, com expectativa de melhora de -15,9 para -15,7.


JAPÃO HOJE – A leitura preliminar do PMI composto subiu de 52,7 pontos em julho para 53,4 pontos em agosto. O PMI industrial avançou de 54,5 para 55,1 pontos no período e PMI de serviços melhorou de 51,2 para 52,3 pontos.


… O nível acima de 50 pontos em todos os resultados indica expansão da atividade econômica japonesa.


SEM ROLAGEM – O Banco Central informou no início da noite que não realizará hoje o leilão de rolagem de swaps cambiais com vencimento em 1º de setembro, sem explicar a razão. As operações, que vinham sendo feitas diariamente, serão retomadas na segunda-feira.


CMN – Também ficou para segunda-feira a reunião ordinária do Conselho Monetário Nacional, inicialmente prevista para ontem.


VALE – O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta de hoje o julgamento sobre a tributação de lucros da mineradora no exterior.


RESSACA – Liquidada a euforia inicial com a intervenção no Tesouro americano nos Treasuries para baixar a febre dos juros longos, voltaram a circular desconfianças nos mercados globais de que a atuação pode ser ineficaz.


… Na avaliação do JPMorgan, o aumento das recompras de títulos nos Estados Unidos ataca os sintomas, mas não as causas. “Na ausência de uma consolidação fiscal real, tememos que se veja esta ação como carente de credibilidade.”


… Em relatório, analistas do banco disseram que a iniciativa do Tesouro esta semana foi incomum, porque não havia sinais de disfunção ou falta de liquidez no mercado que justificassem o aumento das recompras de Treasuries.


… Esgotou-se muito rápido, como se viu, o alívio das taxas dos títulos da dívida pública americana, que já voltaram a subir, diante da preocupação de que a ofensiva liderada por Scott Bessent tenha pouca eficácia no longo prazo.  


… Apesar de ele não ter descartado um aumento no tamanho das operações de recompra de Treasuries, o retorno do T-Bond de 30 anos atingiu 5,27% na máxima da sessão e a taxa da Note de 10 anos encostou novamente em 4,7%.


… O rendimento do T-Bond de 30 anos fechou ontem a 5,246%, de 5,182% na véspera, depois de ter ultrapassado momentaneamente 5,3% esta semana, na máxima em duas décadas, antes da atuação inesperada do Tesouro.


… A Note de 10 anos pagou 4,699% ontem, acima do dia anterior (4,636%), e a de 2 anos, 4,183% (de 4,162%).


… O sentimento de ceticismo também bateu por aqui na curva do DI, que embutiu ainda a pressão do petróleo. Apesar disso, os juros curtos terminaram estáveis. Nada abala a aposta em corte de 0,25 pp da Selic em setembro.


… O peso do mercado de renda fixa americano se refletiu no trecho intermediário e longo. Jan/28 marcou 13,940% (contra 13,899% na véspera); Jan/29, 14,275% (14,221%); Jan/31, 14,580% (14,529%); e Jan/33, 14,700% (14,657%).


… Só o Jan/27 ficou perto do ajuste, a 13,725% (de 13,726%), incorporando nova dose de flexibilização pelo Copom.


VAZA – Não bastasse a reversão do otimismo global com a atuação do Tesouro americano, o câmbio doméstico teve que voltar a olhar ontem para a realidade da fuga do investidor estrangeiro da B3 com o trade eleitoral/fiscal.


… Os gringos retiraram mais R$ 1,7 bilhão da bolsa na última terça-feira. Só este mês, já saíram mais de R$ 20 bi.


… O dólar ainda opera comportado (beneficiado pelo carry trade), mas mudou de faixa nas últimas semanas. Antes abaixo de R$ 5,10, agora vive perto ou acima de R$ 5,20, como ontem, quando fechou em alta de 0,32%, a R$ 5,1933.


… O real segue na lanterninha este mês, com a pior performance entre as moedas mais importantes do mundo. A piora está diretamente associada à perda de apetite do k externo pelo Brasil, agora que a eleição entrou em cena.


… Lá fora, pouco convencido sobre o sucesso a longo prazo da iniciativa de Bessent de recomprar Treasuries, o DXY zerou ontem a reação de alívio (bem passageiro) e fechou perto da estabilidade (+0,05%), aos 98,886 pontos.


… Em relatório, o Citi informou que abandonou a visão neutra e passou a projetar um dólar global mais fraco, diante da surpresa com a recente rodada de indicadores americanos (CPI, PPI e payroll), que não pregou nenhum susto.  


… Para os estrategistas do banco, a inflação americana não deve registrar altas surpreendentes e o Fed já deve ter atingido o pico do tom mais conservador. Assim, o Citi projeta o DXY a 98,34 pontos, contra 102,12 pontos antes.


… O euro operou estável ontem, a US$ 1,1678, a libra subiu 0,17%, para US$ 1,3630, e o iene caiu a 159,14/US$.


… Um dia depois de a ata do Fed ter revelado que “diversos” dirigentes defenderam elevação de 25 pontos no juro na última reunião, Alberto Musalem informou ter sido um destes que recomendou o aumento da taxa em julho.


… Mesmo sem direito a voto este ano, ele tem expressado abertamente sua preferência por uma postura mais cautelosa contra as pressões inflacionárias persistentes. “Quero que a inflação caia para 2% em 18 meses”, disse.


VOO DE GALINHA – Desencorajados pela percepção de que o ajuste fiscal continuará deixando a desejar, seja qual for o vencedor da eleição, os estrangeiros saem do Brasil em busca de melhores oportunidades e o Ibovespa patina.


… Depois da sequência de onze quedas, o índice à vista testou alguma reação na última quarta-feira, mas ontem já voltou a exibir sinais de fadiga, fechando estável (+0,06%), aos 167.927,15 pontos, com giro de R$ 20,6 bilhões.


… Em sessão predominantemente negativa para os bancos, Itaú PN registrou queda de 2,24%, a R$ 37,51; Bradesco PN perdeu 1,69%, a R$ 15,75; e BB ON recuou 0,22%, para R$ 18,04. Já Santander unit subiu 0,94%, a R$ 28,97.


… Segundo analistas, o crédito continua como um dos principais pontos de atenção para o setor financeiro.


… O sinal vermelho dos papéis dos bancos foi contrabalançado ontem pela força das blue chips das commodities.


… A alta do petróleo justificou os ganhos de Petrobras ON (+2,64%, a R$ 49,41) e PN (+2,81%, a R$ 44,32). Já Vale ON (+2,62%, a R$ 74,02) ignorou a queda do minério de ferro na China (-1,19%), porque precipitou um ajuste técnico.


… “A Vale entrou em região de suporte forte (R$ 71 e R$ 72). Com isso apareceu comprador”, explicou ao Broadcast o analista Rodrigo Brolo (da AAX Investimentos). Apesar disso, ele disse que o papel segue em tendência de baixa.


… Ainda que o Ibovespa não tenha conseguido tomar impulso no pregão desta quinta, foi importante ter operado descolado da queda das bolsas em Nova York, afetadas por três fatores: alta dos Treasuries, do petróleo e Walmart.


… A gigante varejista despencou 9,15% após o balanço do segundo trimestre frustrar as expectativas, com vendas menores, devido ao preço mais alto da gasolina. O Nasdaq registrou queda de 1,00%, aos 26.067,17 pontos.


… O Dow Jones cedeu 1,32%, aos 52.759,21 pontos, e o S&P 500 perdeu 0,87%, aos 7.641,16 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE informou que 19 municípios aderiram ao acordo definitivo de reparação pelos danos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG)…


… Com isso, 45 dos 49 municípios elegíveis já integram formalmente o acordo.


CSN/CSN MINERAÇÃO. Citi manteve recomendação neutra para ambas e elevou preço-alvo da CMIN de R$ 4,50 para R$ 6, apesar de ter cortado em 9% a projeção de Ebitda para 2027.


COSAN. Fitch retirou observação negativa e reafirmou ratings BB-/A+(bra), mas manteve perspectiva negativa…


… A agência de classificação de risco vê melhora moderada da alavancagem após desinvestimentos, mas diz que novas vendas de ativos seguem necessárias.


EMBRAER. Maurício Augusto Silveira de Medeiros renunciou ao conselho e será substituído pelo suplente Walcyr Josué de Castilho Araújo, ambos indicados pelo governo federal…


… Citi elevou preço-alvo dos ADRs da Embraer de US$ 76 para US$ 90 e manteve recomendação de compra.


LATAM confirmou vazamento de dados pessoais de uma parcela de clientes do Latam Pass.


AERIS iniciou mediação com principais credores para renegociar seu endividamento e pediu à Justiça suspensão, por até 60 dias, de execuções e cobranças relacionadas aos créditos em negociação.


CEMIG. Governador de MG e candidato à reeleição, Mateus Simões, admitiu em sabatina à CNN a possibilidade de troca na presidência da companhia, ao ser questionado sobre eventual negociação de cargos com o União Brasil.


AXIA ENERGIA transferirá 23,08 milhões de ações em tesouraria para recompor saldo ligado a processos judiciais e dará baixa em passivo de cerca de R$ 1,1 bilhão. Medida não terá impacto no resultado.


TAESA. Energização da Conversora Garabi 2 acrescentou R$ 24,2 milhões à RAP da Saíra, elevando a receita habilitada para R$ 195,9 milhões, equivalente a 97,5% da RAP total da concessão.


EDP ESPÍRITO SANTO fará emissão de R$ 800 milhões em debêntures, com vencimento em dez anos. Recursos serão destinados à expansão, renovação e melhoria da infraestrutura de distribuição de energia no Estado.


ENEL SP defendeu perícia técnica no processo de caducidade para avaliar falhas na prestação do serviço e efeitos de eventos climáticos extremos. Pedido será analisado pela Aneel na segunda-feira.


ONCOCLÍNICAS concluiu venda de 27,49% da joint venture na Arábia Saudita por US$ 6,55 milhões, cerca de R$ 33,3 milhões. Recursos serão usados na compra de medicamentos, conforme plano de recuperação extrajudicial…


… CVM julgará no dia 25 recurso contra decisão da área técnica que afastou necessidade de OPA em reorganização dos fundos Josephina envolvendo participação atribuída à Centaurus.


AMIL. Negociações para venda de 100% da companhia à Advent e Bain avançaram, mas preço ainda é impasse. Ativo é avaliado em cerca de R$ 17 bilhões, segundo fontes do Valor.


SER EDUCACIONAL pagará R$ 51,9 milhões em dividendos intermediários, em duas parcelas, nos dias 25/9 e 30/10. Terão direito ao pagamento acionistas na base de 31/8.


TOKY. Soller elevou participação para 17,58% das ações, enquanto DSK e SPX zeraram suas posições acionárias. Fundo gerido pela SPX permanece titular de 80.944 debêntures conversíveis.

Ray Dalio

  'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS' Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão es...