quinta-feira, 30 de julho de 2026

BDM Matinal Riscala

 Bom dia

Quinta-feira, 30 de Julho de 2026.

*SUPERQUINTA PARA OS MERCADOS*

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Uma Superquinta espera você, com uma agenda que não vai dar um minuto de descanso hoje. Começa cedo com a reunião do BoE, que deve manter o juro. Em Nova York, o PCE de junho e a preliminar do PIB do 2TRI podem mudar o relativo alívio com Kevin Warsh. O mercado ainda repercute o tombo da Meta e a alta da Microsoft no after hours, enquanto espera Amazon e Apple, após o fechamento. Aqui, o calendário de balanços começa com Usiminas e Ambev, antes da abertura, e termina com Vale. Entre os indicadores, saem o IGP-M de julho, Pnad Contínua, arrecadação e mais um déficit do Governo Central. Tudo isso e mais a tensão no Oriente Médio.


GUERRA VOLTA A ESCALAR – Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite desta quarta-feira, encerrando a breve pausa que havia reduzido temporariamente as tensões no Oriente Médio e recolocando a guerra no centro das atenções dos mercados.


… O presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques iranianos contra forças americanas na Jordânia. Mais cedo, já havia prometido atingir Teerã “com força” – levando o petróleo a disparar 7% no pregão regular.


… O Brent fechou em alta de 7,32%, a US$ 88,09 por barril, enquanto o WTI avançou 6,56%, para US$ 84,46. No eletrônico devolvia um pouco, com o Brent caindo cerca de 1%, ainda acima de US$ 89, e o WTI, em queda leve, a US$ 83,82 o barril.


… O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou o início da operação e a imprensa iraniana relatou explosões na Ilha de Qeshm e em Bushehr, no sul do país, indicando que a nova ofensiva atingiu áreas estratégicas já bombardeadas anteriormente.


… A escalada da guerra ganhou uma dimensão mais ampla com a atuação de grupos aliados de Teerã.


… Enquanto Estados Unidos e Arábia Saudita atacaram milícias pró-Irã no Iraque, rebeldes houthis ampliaram as ameaças à navegação no Mar Vermelho e milícias iraquianas prometeram retaliar interesses americanos e sauditas.


… O risco é que o conflito se expanda e afete simultaneamente duas das principais rotas do comércio mundial de petróleo.


… O Estreito de Ormuz continua praticamente bloqueado.


… O Centcom redirecionou 20 navios comerciais e mantém o bloqueio aos portos iranianos, enquanto Teerã rejeitou a proposta de Omã para administrar conjuntamente o tráfego marítimo na região e reafirmou que pretende manter controle exclusivo sobre o acesso ao Golfo.


… Apesar da nova ofensiva, ainda permanecem abertas algumas frentes diplomáticas.


… Trump afirmou que permitirá a continuidade das negociações com o Irã, enquanto a Arábia Saudita voltou a defender uma desescalada e tenta formar uma coalizão internacional para proteger a navegação no Mar Vermelho.


HAWK OU DOVE? – A decisão do Fed acabou produzindo duas leituras diferentes para o mercado.


… De um lado, o comunicado e o placar da votação reforçaram a percepção de que o banco central americano continua preocupado com a inflação. De outro, a coletiva de Kevin Warsh acabou aliviando parte dessa impressão.


… A manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% veio acompanhada da maior dissidência desde 2016, com Beth Hammack (Cleveland), Neel Kashkari (Minneapolis) e Lorie Logan (Dallas) defendendo uma alta imediata de 25 pontos-base.


… Isso ficou acima dos dois votos divergentes esperados pelo mercado.


… Para parte dos analistas, o resultado fortalece a hipótese de um aumento dos juros já na reunião de setembro, caso os próximos indicadores confirmem uma nova aceleração da inflação. A coletiva de Kevin Warsh, porém, suavizou essa percepção.


… Embora tenha reiterado diversas vezes que a meta de inflação continua sendo de 2% e afirmado que o Fed “não hesitará em agir” se os preços permanecerem elevados, o presidente da instituição evitou sinalizar qualquer decisão antecipada para setembro.


… Ao contrário, insistiu que o Federal Reserve continuará avaliando um conjunto amplo de indicadores para conduzir a política monetária e que o mais importante é identificar a tendência da inflação, sem reagir a um único dado mensal.


… Ao mesmo tempo, reconheceu que a economia americana segue resiliente, que o mercado de trabalho permanece sólido e que o Fed ainda avalia até que ponto os choques de energia estão pressionando a inflação.


… Warsh pareceu preocupado em não decepcionar o mercado, soando ambíguo em algumas falas.


… Procurando desfazer a percepção de que sua gestão seria mais tolerante com uma inflação acima da meta, disse que houve uma “impressão equivocada” nesse sentido e reiterou que a estabilidade de preços continua sendo a prioridade da autoridade monetária.


… No fim do dia, prevaleceu entre os investidores a avaliação de que Warsh adotou uma postura relativamente mais dovish durante a coletiva.


… As apostas em uma alta dos juros em setembro, que chegaram a superar 80% nos últimos dias, recuaram para 57,4% no fechamento dos mercados, contra 42,6% de manutenção. Em outras palavras, o Fed deixou os investidores tão divididos quanto ele próprio se mostrou.


… Se o Comitê afirma que continuará monitorando os efeitos dos choques de energia sobre a inflação, a retomada da pressão sobre o petróleo certamente não ajuda a reduzir as expectativas de um novo aperto monetário nos próximos meses.


AGENDA CHEIA – O principal destaque da agenda internacional será o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de junho, medida de inflação preferida do Fed e primeiro grande teste das expectativas para a política monetária americana após a decisão de ontem.


… O PCE será divulgado às 9h30, com a mediana das projeções apontando para queda de 0,1% no índice cheio e desaceleração da taxa anual de 4,1% para 3,6%. Já o núcleo deve subir 0,2% no mês, reduzindo a variação em 12 meses de 3,4% para 3,3%.


… No mesmo horário, será divulgada a preliminar do PIB americano do segundo trimestre, com expectativa de alta anualizada de 2,3%.


… Mais cedo, às 8h, o BoE anuncia sua decisão de política monetária e a expectativa é de manutenção da taxa em 3,75%, seguida de entrevista coletiva. O mercado estará atento a eventuais mudanças no tom da autoridade em meio à retomada da alta do petróleo.


… Ainda na Europa, o destaque será a primeira leitura do PIB do segundo trimestre da Zona do Euro (6h), cuja expectativa é de crescimento de 0,1% na comparação trimestral e de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado.


… Serão divulgados também os resultados do PIB da França, Alemanha e Itália.


NO BRASIL – O destaque é a Pnad Contínua, às 9h, com expectativa de recuo da taxa de desemprego de 5,6% para 5,4%.


… Nesta quarta-feira, o Ministério do Trabalho antecipou a divulgação do Caged, que mostrou a criação de 145,2 mil vagas formais em junho, acima das expectativas do mercado, mas inferior ao resultado de junho do ano passado e o menor para o mês desde 2020.


… Para o Bradesco, os dados reforçam a percepção de perda gradual de fôlego nas contratações e de crescimento mais moderado dos salários, em linha com o cenário de desaceleração da economia.


… Antes, às 8h, sai o IGP-M de julho, com mediana indicando deflação de 1,03%, após recuo de 0,50% em junho. A queda dos preços industriais no atacado deve levar à segunda variação negativa consecutiva do índice na margem.


… Às 8h30, o Banco Central divulga a nota de política monetária e operações de crédito referentes ao mês de junho.


… Às 11h, a arrecadação federal de junho deve somar R$ 261,6 bilhões, segundo a mediana das projeções do Broadcast, o que representaria alta real de cerca de 6,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.


… O desempenho continua sendo sustentado principalmente pelos recolhimentos com o Imposto de Importação.


… Às 14h30, o Tesouro apresenta o resultado primário do governo central, cuja mediana das projeções aponta para um déficit de R$ 47,2 bilhões.


… A expectativa é de que o aumento das despesas discricionárias, incluindo a execução de emendas parlamentares e outros gastos não obrigatórios, continue pressionando as contas públicas, apesar da arrecadação ainda robusta.


GALÍPOLO – O presidente do Banco Central participa nesta quinta-feira, às 15h, da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).


BALANÇOS – O recrudescimento da guerra pega a temporada do 2TRI no auge, com as big techs dividindo as atenções em Wall Street.


… No after hours, a ação da Meta caiu 7,45%, apesar de ter apresentado receita acima do esperado, mas decepcionou no lucro e elevou a projeção de investimentos em infraestrutura de IA para este ano, aumentando as preocupações com o ritmo de expansão dos gastos.


… Já a Microsoft subiu 8,83%, reforçando o otimismo com a inteligência artificial, ao superar as estimativas de receita, impulsionada pelo crescimento da computação em nuvem e do Azure, que ultrapassou US$ 100 bilhões em receita anual pela primeira vez.


… Ainda no after hours, a Qualcomm recuou 4,68% com lucro e receita abaixo das expectativas, atribuindo o desempenho ao aumento dos custos de memória e de outros insumos, embora tenha reafirmado a estratégia de repassar parte dessas pressões aos preços de seus produtos.


… A Pilgrim’s Pride, processadora de frango controlada pela JBS, também decepcionou, com lucro 96% menor, pressionada pela queda dos preços da carne de frango nos Estados Unidos, em um cenário de crescimento da oferta acima da demanda. A ação caiu 2,50%.


… Hoje, mais duas Magníficas divulgam resultados, Amazon e Apple, após o fechamento do mercado em Nova York.


… Na Europa, os destaques são AB InBev, Anglo American, Shell, ING e Société Générale, entre outras empresas.


VALE – Na B3, a grande expectativa é para o balanço da mineradora, que será divulgado após o fechamento do mercado. Após um relatório de produção considerado sólido, a Vale deve apresentar recuo no lucro do segundo trimestre, mas com melhora do desempenho operacional.


… A média das estimativas compiladas pelo Prévias Broadcast aponta para um lucro líquido de US$ 1,89 bilhão, queda de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda deve avançar cerca de 13%, para US$ 3,87 bilhões.


… Analistas destacam a resiliência dos preços realizados do minério de ferro, o bom desempenho do cobre e a evolução dos custos como os principais pontos de atenção para a reação das ações.


USIMINAS – Antes da abertura do mercado, a siderúrgica divulga o balanço do segundo trimestre.


… A média das estimativas compiladas pelo Prévias Broadcast aponta para lucro líquido de R$ 320 milhões, alta de cerca de 150% na comparação anual, e Ebitda ajustado de R$ 704 milhões, avanço de 73%.


… O mercado deve acompanhar principalmente a evolução dos custos da mineração e a capacidade da companhia de preservar margens na divisão de aço, em meio à estratégia de priorizar rentabilidade em vez de volume.


AMBEV – Também antes da abertura, a Ambev divulga o balanço do segundo trimestre.


… A média das estimativas aponta para lucro líquido de R$ 3 bilhões, alta de 7,9% na comparação anual, com avanço também da receita e do Ebitda. O mercado espera que a operação de cerveja no Brasil continue liderando, beneficiada pela Copa do Mundo e por uma base fraca.


… Ainda hoje, após o fechamento, Multiplan e EcoRodovias divulgam seus resultados do segundo trimestre.


MOTIVA – Ontem à noite, a companhia divulgou balanço praticamente em linha com as expectativas do mercado. O lucro líquido ajustado somou R$ 663 milhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou em R$ 2,37 bilhões e a receita líquida em R$ 3,63 bilhões.


BDM LIVE – Entrevista hoje, às 10h30, o head de Research da Genial Investimentos, Eduardo Nishio.


… A live será conduzida pelo editor-chefe Téo Takar e irá debater a expectativa para os balanços das blues chips no segundo trimestre, como a Vale. O BDM Live será transmitido pelo canal YouTube do Bom Dia Mercado.


CURTAS DA POLÍTICA – O governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil, classificando como “descabida” a alegação de que o País representa uma ameaça à segurança americana.


… Em nota, a Secom afirmou que a medida reitera acusações “infundadas e inverídicas”, reafirmou a soberania brasileira e defendeu a atuação do STF e das instituições nacionais.


BRB. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Fazenda intensificaram as negociações com os grandes bancos para destravar o aporte de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).


… A operação continua enfrentando resistência das instituições financeiras, que pedem garantias adicionais antes de participar do socorro. A expectativa é concluir a capitalização até o fim de agosto.


GÁS NATURAL. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realiza reunião extraordinária nesta quinta-feira para votar mudanças na política de comercialização do gás natural da União.


… A proposta prevê priorizar o abastecimento de setores industriais estratégicos, como as indústrias química e siderúrgica.


TCU. O Tribunal de Contas da União recomendou que o governo deixe de incluir nas projeções fiscais receitas de leilões de petróleo sem parâmetros técnicos robustos.


… A Corte também determinou ajustes no sistema de monitoramento das emendas Pix após identificar irregularidades na maior parte dos repasses fiscalizados e deu prazo para o Ministério da Saúde apurar transferências acima dos limites previstos a Estados e municípios.


PASSOU PANO? – Se nem o contra-ataque do petróleo a US$ 90 e tampouco o racha no placar do juro sensibilizaram Warsh a transmitir uma mensagem mais hawkish, coube a parte do mercado ler que o Fed pode ficar atrás da curva.


… Seu argumento, na coletiva, de que cinco anos de inflação acima da meta não podem ser curados em nove semanas é realista, mas só reforçou o contexto de desconfiança sobre uma postura excessivamente tolerante.


… Escolhido por Trump, Warsh assumiu sob algumas suspeitas de ter sido colocado para fazer valer a influência dovish. Se vestir este figurino, pode passar o recado de estar negociando com o inegociável: o combate à inflação.


… A interpretação de leniência predominou e, aqui e lá fora, os juros curtos caíram e os longos subiram, porque é a lei da compensação: se o Fed não brigar contra os preços agora, vai ter que correr atrás do prejuízo à frente.


… Para o BofA, a inclinação da curva dos Treasuries e a queda do dólar provam que a credibilidade do Fed está em xeque, depois de o yield do T-bond de 30 anos ter escalado para a máxima em quase 20 anos, a 5,205% (de 5,091%).


… O retorno da Note de 10 anos subiu a 4,672% (contra 4,600% na véspera) e o de 2 anos caiu a 4,237% (de 4,275%).


… Os juros domésticos reproduziram à risca a postura externa, recuando nos contratos curtos e subindo nos longos.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,850% (de 13,870% no ajuste anterior); Jan/28, 13,975% (contra 13,976% na véspera); Jan/29, 14,250% (14,223%); Jan/31, 14,515% (14,467%); e Jan/33, 14,655% (14,604%).


… Apesar da surpresa com os dados de emprego mais fortes do que o esperado medidos pelo Caged, o dado não influenciou, porque profissionais avaliam que o mercado de trabalho aquecido segue perdendo fôlego gradualmente.


… Em junho, foram criados 145,1 mil de postos de trabalho com carteira assinada, acima do consenso de 110 mil.


… A forma pouco conservadora como Warsh se posicionou ontem causou especial desconforto diante do novo repique do petróleo, que aos olhos de muita gente no mercado, merecia incorporar maior dose de cautela pelo Fed.


… Após três fortes quedas e um breve período de negociações diplomáticas, o petróleo disparou com Trump decidindo retaliar com intensidade um ataque surpresa do Irã contra instalações americanas no Oriente Médio.


SEJA FEITA A VOSSA VONTADE – A percepção de que o dissenso no placar do Fed não causou constrangimento em Warsh levantou questionamentos sobre o rigor técnico na condução da política monetária e derrubou o dólar.


… O câmbio duvidava de uma abordagem mais relaxada sobre a inflação e, surpreendido, o índice DXY caiu 0,52%, a 100,886 pontos, com alta do euro (+0,51%, a US$ 1,1458), libra (+0,41%, a US$ 1,3359) e iene (163,44 por dólar).


… Warsh vai priorizar o crescimento (ao invés da inflação) até ser “encurralado”, acredita Steven Blitz (TS Lombard).  “A estratégia de absorver golpes enquanto ganha tempo só funciona por um tempo. Depois disso, cuidado”, adverte.


… Rafael Rondinelli (da MAG) qualificou a postura de Warsh como “hawkish talk, dovish walk”, com inclinação para a paciência. A perspectiva de que o Fed possa demorar mais para reagir enfraqueceu o dólar também aqui.


… Além disso, o petróleo caro foi vantajoso para o real contra a moeda americana, que caiu 0,27%, a R$ 5,1084.


… A percepção de certo descompromisso de Kevin Warsh na briga contra a inflação, apesar do rali do petróleo, abalou os nervos das bolsas em Nova York, que também estão tendo de lidar com o medo dos gastos em IA.


… À espera dos balanços da noite de ontem da Meta e da Microsoft, o Nasdaq afundou 1,74%, para 24.442,94 pontos, o S&P 500 perdeu 1,52%, aos 7.316,15 pontos, e o Dow Jones caiu 2,19%, fechando em 51.594,14 pontos.


… Não foi diferente por aqui o humor do Ibovespa, que registrou baixa de 1,52% e terminou na mínima de 173.885,34 pontos, com giro de R$ 22,8 bilhões. Além efeito Warsh, também pegou mal o balanço do Santander.


… A unit do banco desabou 7,37%, para R$ 25,63. A repercussão negativa ao resultado trimestral levou o valor de mercado da instituição a cair para R$ 96,7 bilhões, pior nível desde março do ano passado (em torno de R$ 94 bi).


… O setor financeiro caiu ontem em bloco: Itaú PN registou desvalorização de 2,43% (R$ 41,82) e Bradesco PN recuou 2,24% (R$ 18,35), ambos nas mínimas do dia. BB ON perdeu -0,24% (R$ 20,78) e BTG unit, -2,11% (R$ 54,66).


… Na véspera da divulgação de seu balanço, Vale operou no campo negativo (-0,85%), a R$ 75,05. Petrobras (ON +2,35%, a R$ 47,51; e PN +1,92%, a R$ 42,00) seguiu o petróleo, no day after da prévia operacional da estatal.


… As ações da CSN despencaram 7,80%, para R$ 5,20, depois de o Broadcast apurar que a companhia deve anunciar nos próximos dias uma emissão de títulos de dívida no exterior (bonds) para buscar cerca de US$ 1 bilhão.


CIAS ABERTAS NO AFTER – BRADESCO aprovou aumento de capital de até R$ 10 bilhões por meio da emissão de novas ações. As controladoras assumiram compromisso firme de subscrever até R$ 8 bilhões.


… O banco também decidiu antecipar o pagamento de JCP R$ 0,483 por ON e R$ 0,531 PN para 15 de setembro.


PETROBRAS. Conclusão da perfuração do poço na Foz do Amazonas foi adiada para o fim de agosto, segundo documento enviado ao Ibama, informou a Folha.


TAESA. ONS autorizou a energização de reforço na concessão ATE, que passará a receber RAP adicional de cerca de R$ 19 milhões no ciclo 2026/2027.


EQUATORIAL informou que o volume de energia distribuída cresceu 5,4% no segundo trimestre, para 15.714 GWh. A base de consumidores aumentou 2,9% e as perdas caíram para 17,9%.


ENEL SÃO PAULO teve lucro líquido de R$ 214,6 milhões no segundo trimestre, alta superior a 100% ante um ano antes. A receita líquida cresceu 8,3%, para R$ 5,87 bilhões, e o Ebitda avançou 26,8%, para R$ 1,13 bilhão.


INTELBRAS teve lucro líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre, alta de 16,1% ante um ano antes. A receita caiu 7,8%, para R$ 1,14 bilhão, enquanto o Ebitda avançou 9,4%, para R$ 168,9 milhões…


… Conselho aprovou o pagamento de R$ 93,4 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,2856364 por ação, com pagamento em 14 de agosto.


EDUCAÇÃO. Bradesco BBI elevou a recomendação da Cogna para compra e passou a apontar a companhia como sua preferida no setor de educação. Paralelamente, rebaixou a recomendação da Ânima para neutra…


… Além disso, manteve a recomendação de compra para Yduqs, Vitru e Afya.


CASAS BAHIA. Itaú BBA retomou a cobertura com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1.


GAFISA. Fator Capital reduziu participação de 7,421% para 4,77% do capital social.


PARANAPANEMA reduziu o prejuízo líquido em 33,1% no primeiro trimestre, para R$ 88,2 milhões. O Ebitda permaneceu negativo em R$ 31,1 milhões, mas melhorou 33% na comparação anual.

Call Matinal

30/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (2907)

MERCADOS

Na quarta-feira (29), o Ibovespa fecha em baixa de 1,52%, aos 173.885,34 pontos, na mínima do dia; na máxima, índice marcou 176.563,85. Volume somou R$ 22,8 bilhões.

 PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados nesta quinta-feira (30), repercutem a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros inalterados e monitoram a retomada das tensões no Oriente Médio.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

* Dow Jones Futuro: +0,20%

* S&P 500 Futuro: +0,23%

* Nasdaq Futuro: +0,63%

Os índices futuros dos EUA sobem, impulsionados pelo forte resultado da Microsoft, que reforçou a confiança dos investidores de que os elevados investimentos em inteligência artificial (IA) começam a gerar retornos concretos.

Ásia-Pacífico

 

 

 

* Shanghai SE (China), -0,62%

* Nikkei (Japão): +0,71%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +0,20%

* Nifty 50 (Índia): +0,16%

* ASX 200 (Austrália): -0,78%

 

Europa

 

 

 

* STOXX 600: +0,39%

* DAX (Alemanha): -0,23%

* FTSE 100 (Reino Unido): +0,45%

* CAC 40 (França): +0,65%

* FTSE MIB (Itália): -0,13%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +0,60%, a US$ 84,97 o barril

Petróleo Brent, +1,33%, a US$ 91,95 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -3,31%, a 715,00 iuanes (US$ 105,67)

Bitcoin, +0,61%, a US$ 64.170,43

Escalada do conflito levou o barril a forte alta. O Brent fechou em alta de 7,32%, a US$ 88,09 por barril, enquanto o WTI avançou 6,56%, para US$ 84,46.


Dia 3007

 Uma quinta-feira bem intense, com o dia começando pela reunião do BoE, na perspectiva de manter o juro. Em NY, em destaque o PCE de junho e a preliminar do PIB do 2TRI a balizar as expectativas de Kevin Warsh do Fed. O mercado ainda repercute o tombo da Meta e a alta da Microsoft no after hours, enquanto espera Amazon e Apple, após o fechamento.

 NO Brasil, o calendário de balanços começa com Usiminas e Ambev, antes da abertura, e termina com Vale. Entre os indicadores, temos o IGP-M de julho, Pnad Contínua, arrecadação federal e mais um déficit do Governo Central. Tudo isso e mais a tensão no Oriente Médio. Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite desta quarta-feira, encerrando a breve pausa que havia reduzido temporariamente as tensões no Oriente Médio e recolocando a guerra no centro das atenções dos mercados.

 Agenda

Quinta-feira, 30/07

Brasil: IGP-M de julho

Pnad Contínua

arrecadação federal

déficit do Governo Central

EUA: PCE de junho

preliminar do PIB do 2TRI

quarta-feira, 29 de julho de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quarta Feira, 29 de Julho de 2026.


*PETRÓLEO VOLTA AO RADAR NO DIA DO FED*


… Depois de o IPCA-15 surpreender positivamente e consolidar as apostas de corte da Selic na próxima semana, os mercados chegam à decisão do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. A retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, porém, devolveu parte do prêmio de risco ao petróleo durante a madrugada e reforçou o ambiente de incerteza, justamente no dia em que Kevin Warsh deverá explicar como pretende conduzir a política monetária em um cenário ainda marcado por riscos inflacionários. Enquanto isso, a temporada de balanços acelera com Santander, Microsoft e Meta. O mercado também repercute o relatório de produção e vendas de Petrobras.


FIM DA PAUSA – Depois de três pregões de forte queda do petróleo, os mercados voltaram a acordar sob o impacto da guerra.


… Durante a noite, os Estados Unidos afirmaram ter interceptado um ataque surpresa do Irã contra bases americanas na região e anunciaram, em conjunto com a Arábia Saudita, ataques contra grupos apoiados por Teerã no Iraque.


… Ao mesmo tempo, milícias pró-Irã voltaram a lançar drones contra instalações petrolíferas sauditas pelo segundo dia consecutivo, enquanto os houthis mantêm a pressão sobre o Mar Vermelho e o bloqueio marítimo à Arábia Saudita.


… A sucessão de ataques reacendeu os temores sobre a oferta global de energia e levou o Brent de volta para cima de US$ 87 por barril no mercado eletrônico, recuperando parte das perdas acumuladas nas últimas três sessões.


… A mudança de humor acontece, apesar dos sinais diplomáticos emitidos nos últimos dias.


… O Irã apresentou a Omã uma proposta para a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, embora tenha negado negociações com Washington, confirmando apenas uma mensagem americana indicando que os Estados Unidos não pretendiam realizar novas ações militares.


… Trump também voltou a defender uma solução negociada e afirmou que este é “um bom momento” para um acordo nuclear com o Irã.


… O mercado, porém, passou a demonstrar maior ceticismo em relação a um avanço diplomático no curto prazo, diante da rápida retomada dos confrontos e da persistente instabilidade nas duas principais rotas de exportação de petróleo da região.


… O Estreito de Bab el-Mandeb continua operando sob forte pressão, com o tráfego reduzido desde os ataques dos houthis a embarcações sauditas. Em Ormuz, a navegação também segue limitada, enquanto forças americanas mantêm uma ampla presença militar na região.


… A retomada dos confrontos ocorre justamente no dia da decisão de política monetária do Fed.


… Depois de a queda de quase 16% do Brent em apenas três pregões aliviar parte do prêmio de risco geopolítico e das preocupações com a inflação, investidores voltam a avaliar até que ponto a guerra poderá influenciar novamente as expectativas para juros.


FED VEM COM DISSENSO – A expectativa do mercado não está na decisão de juros, que devem ser mantidos, como amplamente esperado, mas no número de votos por um aumento da taxa, depois de Kevin Warsh abandonar o forward guidance da política monetária.


… A ferramenta FedWatch, do CME Group, atribuía ontem cerca de 70% de probabilidade de estabilidade dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A expectativa é de que a reunião tenha pelo menos dois votos dissidentes defendendo uma alta dos juros já.


… BofA e Citi esperam que Beth Hammack (Fed/Cleveland) e Lorie Logan (Fed/Dallas) votem pelo aumento dos juros, refletindo a preocupação de parte do Fomc com a persistência das pressões inflacionárias, reforçadas nas últimas semanas pela alta do petróleo.


… Sem o guidance para orientar as expectativas, os votos de dissenso passam a ser a principal sinalização sobre os próximos passos do Fed. Quanto maior o número de dissidentes, maior tende a ser a percepção de que o juro poderá ser elevado na reunião de setembro.


… Para parte dos analistas, porém, a precificação de novas altas ao longo dos próximos meses continua excessivamente agressiva.


… Monte Bravo e UBS avaliam que a desaceleração da inflação subjacente e do crescimento da economia americana deve abrir espaço para juros mais baixos em 2027, embora reconheçam que o Fed deverá permanecer cauteloso enquanto persistirem as incertezas sobre a inflação.


… A rápida retomada das tensões geopolíticas durante a noite reforça a expectativa de uma mensagem mais conservadora na reunião de hoje.


OTIMISMO COM INFLAÇÃO – O IPCA-15 muito abaixo do esperado desencadeou uma onda de revisões nas projeções para inflação e juros.


… Mais do que a alta de apenas 0,06% em julho, abaixo do piso das estimativas, analistas destacaram a melhora disseminada da composição do índice, com desaceleração dos núcleos, dos serviços subjacentes e de praticamente todas as principais medidas acompanhadas pelo BC.


… O Barclays reduziu sua projeção para o IPCA de 2026 de 5,2% para 4,9%, enquanto o ASA cortou a estimativa de 5,5% para 5,0%. A Terra passou a projetar inflação de 5,04%, e o HSBC reduziu sua previsão para o IPCA de julho, admitindo viés de baixa também para o fim de ano.


… O Itaú também passou a trabalhar com viés de baixa para sua projeção de 5,4% em 2026, destacando o qualitativo benigno da inflação.


… XP, BNP Paribas, SulAmérica, MAG Investimentos, BV, Terra, BGC Liquidez e Inter ressaltaram que a desaceleração foi disseminada, reforçando a percepção de que o processo de desinflação ganhou consistência, abrindo espaço para o Copom seguir com a calibração da Selic.


… A partir dos dados, o mercado consolidou a expectativa de um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima semana, avaliando que o IPCA-15 fortaleceu os argumentos para uma nova redução dos juros. A principal novidade, porém, foi o início da discussão sobre setembro.


… O Daycoval acredita que, mantidas as condições atuais, o resultado do IPCA-15 aumenta a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto também na reunião seguinte, embora mantenha como cenário-base a interrupção do ciclo após agosto.


… Na direção oposta, o Citi manteve a expectativa de Selic estável, avaliando que a persistente desancoragem das expectativas de inflação ainda justifica cautela por parte do BC. A curva de juros, porém, projetava ontem 90% de corte para agosto e 40% para setembro (leia abaixo).


SANTANDER ABRE TEMPORADA DOS BANCOS – Santander divulga balanço do 2TRI antes da abertura, dando início aos resultados dos grandes bancos, que devem mostrar instituições divididas entre rentabilidade elevada e pressionadas pelas provisões para perdas com crédito.


… Segundo as estimativas compiladas pelo Prévias Broadcast, os quatro maiores bancos de capital aberto devem registrar lucro combinado de R$ 26,48 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado.


… O Itaú deve continuar liderando em rentabilidade, enquanto o Bradesco deve manter a trajetória gradual de recuperação. Já Santander e, principalmente, BB devem seguir pressionados pelo aumento das provisões, especialmente nas carteiras de agronegócio e de pessoa física.


… Apesar da expectativa de crescimento dos lucros, analistas continuam atentos à qualidade dos ativos em um ambiente de juros ainda restritivos.


… Citi e Goldman Sachs projetam resultados moderados, com desaceleração da expansão do crédito e maior preocupação com a inadimplência.


… Já para a XP, o Bradesco deve ser o principal destaque positivo da temporada, apoiado pela recuperação da rentabilidade e pela estabilidade da qualidade da carteira. Bradesco divulga balanço no dia 5/8. Itaú, no dia 4/8, e Banco do Brasil, no dia 12/8.


MOTIVA – Ainda no calendário da B3, a Motiva divulga balanço hoje, após o fechamento do mercado.


… Segundo as estimativas compiladas pelo Prévias Broadcast, a companhia deve apresentar um segundo trimestre sólido, com expansão das margens impulsionada pelo crescimento do tráfego, pelos reajustes tarifários e pela consolidação da concessão Fernão Dias.


… A expectativa é de receita líquida de R$ 3,68 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 2,43 bilhões e lucro líquido de R$ 632 milhões.


PETROBRAS – A companhia divulgou ontem à noite o seu relatório de produção e vendas do segundo trimestre dentro das expectativas do mercado, reforçando a perspectiva de um resultado financeiro robusto no balanço que será publicado em 6 de agosto.


… A produção média alcançou 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 14,4% em um ano, enquanto as vendas de derivados no mercado interno cresceram 1,6%.


… O trimestre foi o primeiro a refletir integralmente os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã, combinando produção mais elevada, maior exportação de petróleo, vendas aquecidas de combustíveis e redução das importações de diesel.


… No after hours de Nova York, os ADRs da Petrobras reagiram de forma moderadamente positiva aos números operacionais, com alta de 0,66% para as ações ON e de 0,12% para as PN. No pregão da Bovespa, Petrobras subiu apesar da queda do petróleo (abaixo).


FORD E VISA – Ainda no pós mercado, a Ford subiu 5,41% após elevar seu guidance para 2026, enquanto a Visa recuou 1,15%, apesar do aumento do lucro, depois de divulgar resultado por ação abaixo das estimativas.


MICROSOFT E META – Duas das Sete Magníficas concentram as atenções dos mercados em Nova York nesta quarta-feira, com divulgação dos resultados após o fechamento das bolsas e devem testar o otimismo dos investidores com a inteligência artificial.


… Antes da abertura dos mercados, também divulgam resultados Procter & Gamble, Airbus, Deutsche Bank, Telefónica e Intesa Sanpaolo.


MAIS AGENDA – O principal evento do dia será a decisão de política monetária do Fed, às 15h, seguida da entrevista coletiva de Kevin Warsh, às 15h30, quando investidores buscarão pistas sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos.


… Antes disso, às 11h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo e derivados.


… No Brasil, a FGV publica, às 8h, o Índice de Confiança da Indústria de julho.


… Às 14h30, saem o fluxo cambial semanal do Banco Central e o Relatório Mensal da Dívida Pública de junho, seguido de coletiva do Tesouro.


CURTAS DA POLÍTICA – O presidente Donald Trump prorrogou por mais um ano a declaração de emergência nacional sobre o Brasil de 2025, que cita “perseguição a Bolsonaro” e embasou as sanções comerciais contra o País.


… A renovação não cria novas medidas nem restabelece as tarifas que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte.


… Durigan disse à RedeTV!, ontem à noite, que “está cada vez mais difícil” de resolver o tarifaço imposto pelos Estados Unidos antes das eleições e que a medida é uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.


CAPITAL ECONOMICS. Consultoria avalia que o tarifaço dos Estados Unidos terá impacto econômico modesto, mas pode fortalecer Lula politicamente ao reforçar o discurso de defesa da soberania nacional.


ARGENTINA. Casa Rosada minimiza a crise diplomática com o Brasil e afirma que as divergências políticas não devem afetar relações comerciais.


DESENROLA. Governo prorrogou o programa até 31 de agosto, sem custo fiscal adicional, com expectativa de beneficiar 10 milhões de pessoas.


ALCKMIN. Lula participa hoje da convenção do PSB que oficializa Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa governista.


… Em discurso na abertura da reunião anual da SBPC, ontem à noite, o presidente afirmou que não pretende desrespeitar o arcabouço fiscal, mas defendeu a busca de novas fontes de recursos para ampliar os investimentos em ciência e tecnologia.


QUE TRIPLA – Três fatores combinados (tombo do petróleo, IPCA-15 perto de zero e leitura qualitativa positiva da inflação) despertaram ontem a esperança de que o corte da Selic contratado pra semana que vem não seja o último.


… A Buyside Brazil observou que a surpresa baixista no IPCA-15 foi relativamente disseminada e reforçou o bom momento da inflação corrente, com desaceleração da média dos núcleos e composição amplamente benigna.


… Para a BGC Liquidez, a prévia da inflação oficial reflete a perda de fôlego da atividade econômica doméstica.


… Demorou para a política monetária restritiva fazer efeito. Mas os sinais começam a se consolidar. O IPCA-15 teve em julho a menor variação para o mês em três anos, de +0,06%, bem abaixo do esperado pelo mercado (+0,21%).


… A surpresa com os preços controlados, num ambiente de desaceleração da economia e de acomodação temporária do petróleo, depois do repique recente, reprecificou parte das apostas para o Copom de setembro.


… Nas últimas 24 horas, subiu de 30% para 40% a chance de corte da Selic em setembro, segundo cálculos de Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, ao Broadcast. A projeção de uma pausa se esvaziou neste contexto.


… Mas o petróleo é perigoso e ainda pode botar tudo a perder para uma nova flexibilização do juro em setembro.


… Para a reunião da semana que vem, a aposta certa (90%) é de que o juro vai cair 0,25 ponto, mesmo se o Fed assumir hoje uma linguagem mais hawkish para a próxima decisão de política monetária, também em setembro.


… Entre os traders, o alívio do IPCA-15 acendeu a fagulha de continuidade da flexibilização para além de agosto e precipitou queda firme dos contratos futuros dos juros, que embutiram ainda o efeito desinflacionário do petróleo.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caía a 13,865% (de 13,908% no ajuste anterior); Jan/28 recuava a 13,995% (de 14,042%); Jan/29, 14,250% (contra 14,346%); Jan/31, 14,465% (14,585%); e Jan/33, 14,595% (14,686%).


… Em termos de carry trade, se o Copom cortar o juro em setembro e o Fed subir, o diferencial pode ficar menos atrativo para o real. De qualquer maneira, o câmbio reagiu muito mais ontem à nova rodada de vendas do petróleo.


… Segundo o Valor, a fraqueza da commodity tirou suporte da moeda brasileira, que figurou na lista das divisas com pior desempenho entre as 33 mais líquidas, só perdendo para o rublo russo. O dólar subiu 0,20%, cotado a R$ 5,1223.


 FOI NO EMBALO – Em meio ao clima positivo gerado pela variação quase nula do IPCA-15 de julho, o Ibovespa retomou a faixa dos 176 mil pontos. Subiu 0,70%, aos 176.564,75 pontos, com giro melhor, de R$ 22 bilhões.


… Entre as blue chips, Petrobras contrariou a forte queda do petróleo e avançou (ON +0,80%, a R$ 46,42; e PN +0,49%, a R$ 41,21), com os investidores na expectativa do relatório trimestral de produção e vendas.


… Lá fora, o barril do Brent com vencimento em setembro derreteu mais 4,83% e foi parar em US$ 84,09.


… Os papéis da Vale terminaram estáveis, em R$ 75,69, em dia de leve baixa de 0,20% do minério de ferro.


… Os principais bancos atraíram compras. Bradesco PN subiu 0,32% (R$ 18,77), Itaú PN avançou 0,40% (R$ 42,86) e BB ON, +1,61% (R$ 20,83). Na véspera de seu balanço, Santander registrou valorização de 1,13%, a R$ 27,67.


… Vamos liderou os ganhos do Ibovespa, com +5,05% (R$ 3,33), diante de expectativa positiva de analistas sobre o setor de locação de veículos. Na outra ponta, a Telefônica Brasil foi a que mais caiu (-5,98%; R$ 33,83), após balanço.


… Na Nyse, JBS ampliou a alta (+2,8%), de volta às melhores marcas desde maio (US$ 13,93), com a reabertura em fases da fronteira de gado entre México e Estados Unidos. JPMorgan elevou para compra a recomendação da cia.


… Já o Santander reiterou a recomendação neutra e avaliou que a recuperação da oferta de bovinos nos Estados Unidos ainda deve levar ao menos dois anos, mantendo as margens dos frigoríficos pressionadas.


NÃO ADIANTA APOSTAR CONTRA – Lá fora, ganham atenção as apostas na tendência de alta da moeda norte-americana contra as rivais europeias, independente de o Fed confirmar hoje a aposta ampla de juro estável.


… O TD Securities admite que o dólar pode até esboçar alguma fraqueza, mas o movimento deve ser de curto prazo, já que o placar do Fed deve vir rachado e já que nada abalou até aqui a aposta do mercado de aperto em setembro.


… O BofA acrescenta que os indicadores americanos também sugerem que há força para uma nova trajetória de alta do dólar e que uma comunicação mais agressiva do Fed pode facilmente levar a moeda a atingir máximas no ano.


… Para a Capital Economics, as pressões persistentes sobre a inflação subjacente, que guardam uma relação tênue com o mercado de trabalho, serão suficientes, por si só, para levar o Fed a elevar as taxas de juros em setembro.


… Caso as condições do mercado de trabalho norte-americano também comecem a se apertar ao longo do próximo ano, o argumento a favor de um maior aperto monetário ganhará força, acredita a consultoria.


… Seja como for, na véspera da decisão de juro, o DXY resolveu pegar carona no alívio do petróleo. Caiu 0,12%, a 101,417 pontos. O euro subiu 0,13%, a US$ 1,1393, e a libra avançou a US$ 1,3295. O iene recuou a 163,84/US$.


… A perspectiva ontem de uma saída diplomática para a guerra no Irã derrubou as taxas dos Treasuries pela terceira sessão consecutiva. Mas este movimento promete ser interrompido pelo petróleo, que quer escalar de novo.


… Ontem, o juro da Note-2 anos caiu a 4,275% (contra 4,320% na véspera) e o de 10 anos foi a 4,600% (de 4,647%).


… O quarto dia sem ataques militares e os balanços da Boeing (+4,76%) e da Coca-Cola (+5,0%) deram impulso ao Dow Jones, que subiu 1,03%, aos 52.747,32 pontos, e ao S&P 500, que ganhou 0,21%, aos 7.428,78 pontos.


… Já o Nasdaq caiu 0,22%, a 24.876,91 pontos, com o tombo das techs (Micron -8,87%; Intel -5,81%; AMD -8,15%; e Dell -8,15%) provocado pela incerteza sobre os gastos em IA e notícias de concorrência da China no setor de chips.


CIAS ABERTAS NO AFTER – BRASKEM informou que as negociações com credores para uma possível reestruturação de capital seguem sem definição. Entre as alternativas em análise estão capitalização e uso de ativos como garantia.


MOTIVA. Grupo Mover acertou a venda de toda a participação de 14,86% no capital da companhia ao Bradesco BBI. A conclusão da operação depende do cumprimento de condições precedentes.


SANTOS BRASIL afirmou que a entrada da Stonepeak na joint venture United Ports, controlada pela CMA CGM, não altera o controle direto nem tem impacto imediato sobre as operações da companhia.


RAÍZEN aprovou adesão ao Refis de Goiás para liquidar débitos e litígios tributários relacionados ao ICMS.


MRV concluiu a venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Texas, por US$ 139 milhões. A operação reduziu em US$ 87 milhões o endividamento líquido consolidado.


ALLOS. Moody’s prevê que a alavancagem bruta ajustada permaneça próxima de 2,5 vezes em 2026 e 2027, sustentada pela geração de caixa e venda de ativos não estratégicos.


MAGAZINE LUIZA. Citi reduziu o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve recomendação neutra, diante da pressão competitiva sobre o comércio eletrônico.


PAGUE MENOS cancelou a AGE prevista para 31/07, que deliberaria sobre a eleição de um novo conselheiro e seu suplente, para avaliar sugestões de acionistas minoritários.

Homeschooling

 


Em entrevista ao jornal O Globo, James Heckman, economista da Universidade de Chicago e vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2000, e Aloisio Araujo, pesquisador e vice-diretor da FGV EPGE, discutem os limites do homeschooling. Na matéria, os dois pesquisadores analisam evidências sobre os efeitos do ensino domiciliar e o papel da escola no desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais ao longo da infância.

Call Matinal

29/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (2807)

MERCADOS

Na terça-feira (28), o Ibovespa subiu 0,70%, a 176.564 pontos, após o IPCA-15 vir abaixo das expectativas. O dado reforçou as apostas de um novo corte da Selic no início de agosto. Já o dólar fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,122, pressionado pela forte queda do petróleo e pela perda de atratividade do carry trade, já que uma inflação mais baixa aumenta a possibilidade de redução dos juros no Brasil.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados, nesta quarta-feira (29), aguardam a decisao do FOMC Fed e tambem os resultados das gigantes da tecnologia Microsoft e Meta Platforms, previstos para após o fechamento dos mercados.

MERCADOS 5h30

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,01%

S&P 500 Futuro: +0,08%

Nasdaq Futuro: -0,22%

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (29), com investidores aguardando a decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed) e a coletiva de imprensa do presidente da instituição, Kevin Warsh.

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,40%

Nikkei (Japão): -1,49%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,96%

Nifty 50 (Índia): +1,14%

ASX 200 (Austrália): +1,01%

Mercados sem rumo, pela má situação das empresas de semicondutores e o acirramento no conflito do Oriente Medio.

Europa

STOXX 600: -0,13%

DAX (Alemanha): -0,16%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,33%

CAC 40 (França): -0,41%

FTSE MIB (Itália): -0,09%

Commodities

Petróleo WTI, +3,85%, a US$ 82,31 o barril

Petróleo Brent, +3,98%, a US$ 87,44 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,27%, a 739 iuanes (US$ 109,14)

Bitcoin, +0,84%, a US$ 64.241,99

Petróleo Brent avançando 3,9% (87,44) como consequência de ataques EUA/Arábia Saudita sobre proxys de Irã no Iraque, a redução de estoques de petróleo (-3,3M b.) na semana passada.


Dia 2907

Depois de o IPCA-15 surpreender na baixa (0,06%) e consolidar as apostas de corte da Selic na próxima semana, os mercados chegam à decisão do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. A retomada das tensões entre EUA e Irã, porém, devolveu parte do prêmio de risco ao petróleo durante a madrugada e reforçou o ambiente de incerteza, justamente no dia em que Kevin Warsh deverá explicar como pretende conduzir a política monetária em um cenário ainda marcado por riscos inflacionários. Enquanto isso, a temporada de balanços acelera com Santander, Microsoft e Meta. O mercado também repercute o relatório de produção e vendas de Petrobras.


Agenda

Quarta-feira, 29/07

11h30 – EUA: DoE – Estoques de petróleo

14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal

14h30 – Brasil: Tesouro – Relatório Mensal da Dívida Pública (jun)

15h00 – EUA: Fed decide juros

BDM Matinal Riscala

 Bom dia Quinta-feira, 30 de Julho de 2026. *SUPERQUINTA PARA OS MERCADOS* Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato* … Uma Superquinta espera você...