segunda-feira, 13 de julho de 2026

Call Matinal 1307

 Call Matinal

13/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1007)

MERCADOS

Na sexta-feira (10), o Ibovespa fechou na máxima de 177.866,37 pontos, com ganho de 2,97%. Volume negociado chegou a R$ 25,2 bilhões. Na semana, índice acumulou ganho de 2,18%. Isso se explicou pelo “baixo posicionamento técnico de investidores em ações cíclicas domésticas”. Já o dólar comercial fechou em baixa de 0,31%, a R$ 5,1078. Na semana, baixa foi de 1,17%.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados terão uma semana decisiva, marcada pela combinação entre dados de inflação nos EUA, indicadores de atividade na China e no Brasil (PMC e PMS do IBGE), início da temporada de balanços dos bancos americanos, vencimentos de derivativos na B3 e acompanhamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,01%

S&P 500 Futuro: -0,34%

Nasdaq Futuro: -1,13%

Os índices futuros de NY operam em queda nesta segunda-feira (13), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, a pressionar os preços do petróleo. Mercado aguarda o CPI de junho nos EUA e o depoimento do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, ao Congresso. Na semana passada: Dow Jones: -0,50%; S&P 500: +1,23%; e Nasdaq: +1,75%

Ásia-Pacífico

 

 

 

S&P/ASX    +0,03%   8.808,50

Nikkei     -1,76%  67.350,00

KOSPI      -8,95%   6.806,93

Shanghai   -2,06%   3.913,79

Hang Seng  +0,10%  24.199,50

Mercado asiático em queda forte. PIB, produção industrial, vendas no varejo e balança comercial serão divulgados nesta semana e indicarão se a economia chinesa continua desacelerando.

Europa

 

 

 

DAX        -0,20%  25.036,50

FTSE 100   +0,23%  10.521,50

CAC 40     -0,13%   8.328,08

IBEX 35    -0,36%  19.314,78

EuroStoxx50-0,24%   6.254,90

A economia europeia continua enfrentando crescimento fraco, enquanto permanece vulnerável aos efeitos da guerra e do aumento dos custos de energia.

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +2,91%, a US$ 73,49 o barril

Petróleo Brent, +3,04%, a US$ 78,35 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,47%, a 744,50 iuanes (US$ 109,86)

Bitcoin, -1,89%, a US$ 62.943,40

Mercado segue acompanhando de perto os desdobramentos das tensões no Oriente Médio, principal fator de risco para os preços da commodity. O Brent voltou a negociar próximo de US$ 80 por barril. Mercado monitora possíveis interrupções no comércio de petróleo.

 

Dia 1307

Os mercados terão uma semana decisiva, marcada pela combinação entre dados de inflação nos EUA, indicadores de atividade na China e no Brasil (PMS e PMC do IBGE), início da temporada de balanços dos bancos americanos, vencimentos de derivativos na B3 e acompanhamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

 

Agenda

Segunda-feira, 13/07

Brasil: Boletim Focus (Banco Central).

EUA: Dados de Orçamento Federal, previsto para segunda-feira às 15h

Agenda da semana

 *AGENDA DA SEMANA | INFLAÇÃO NOS EUA, PIB DA CHINA, BALANÇOS NOS EUA E IBC-BR NO RADAR*


*Elaboração: Francisco Henrique Alves*


🌎 Mercados iniciam a semana atentos aos principais indicadores econômicos globais, com destaque para a inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, a divulgação do PIB da China, o início da temporada de balanços do segundo trimestre nos EUA e importantes dados de atividade econômica no Brasil. O petróleo segue no centro das atenções em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio, enquanto a B3 terá uma semana marcada pelo vencimento de derivativos.


*🇧🇷 Brasil*


• Segunda-feira (13): Boletim Focus (Banco Central).

• Quarta-feira (15): Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE).

• Quinta-feira (16): Vendas no Varejo (IBGE).

• Sexta-feira (17): IGP-10 (FGV) e IBC-Br (Banco Central), considerado uma prévia do PIB brasileiro.

• Na B3, destaque para o vencimento de opções sobre o Ibovespa (15) e opções sobre ações (17).


*🌏 Ásia*


• Índia: Inflação ao consumidor (CPI) de junho, na segunda-feira.

• China (terça-feira): PIB do 2º trimestre, produção industrial, vendas no varejo, taxa de desemprego, investimentos em ativos fixos e balança comercial.

• Japão: Produção industrial na terça-feira.


*🇪🇺 Europa*


• Quarta-feira: Produção industrial da Zona do Euro e inflação (CPI) da Espanha.

• Quinta-feira: Reino Unido divulga PIB, balança comercial, produção industrial e atividade do setor de serviços.

• Sexta-feira: Inflação ao consumidor (CPI) da Zona do Euro.


*🇺🇸 Estados Unidos*


A inflação será o principal foco dos investidores.


• Terça-feira: CPI (Índice de Preços ao Consumidor).

• Quarta-feira: PPI (Índice de Preços ao Produtor) e divulgação do Livro Bege do Federal Reserve.

• Quinta-feira: Vendas no varejo e pedidos semanais de auxílio-desemprego.

• Sexta-feira: Produção industrial, expectativas de inflação (1 e 5 anos) e índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.


Também começa a temporada de balanços do segundo trimestre, tradicionalmente aberta pelos grandes bancos americanos.


*🛢️ Petróleo*


O mercado segue acompanhando de perto os desdobramentos das tensões no Oriente Médio, principal fator de risco para os preços da commodity.


*Na semana:*


• WTI: +3,82%

• Brent: +5,54%


📈 Mercados


*Brasil*


• Ibovespa: +2,18% na semana.

• Dólar comercial: -1,17%.


*Estados Unidos*


• Dow Jones: -0,50%

• S&P 500: +1,23%

• Nasdaq: +1,75%


Ouro (Comex)


• Contrato de agosto: -0,30% na semana.


*💻 Tecnologia & IA*


Apesar da agenda econômica mais esvaziada para o setor, o mercado continua acompanhando os reflexos das recentes estreias e ofertas de ações.


• A entrada da SpaceX no Nasdaq ficou abaixo das expectativas, com queda acumulada de 9,43% desde sua inclusão no índice.

• A SK Hynix protagonizou a maior abertura de capital de uma companhia estrangeira na história da bolsa americana, levantando US$ 26,5 bilhões, com valorização de 12,76% no primeiro pregão.


*💰 Fluxo Investidor – B3*


Investidores estrangeiros


• Retirada de R$ 607,6 milhões em 08/07.

• Julho: -R$ 421,0 milhões.

• Acumulado de 2026: +R$ 33,3 bilhões.


*Investidores institucionais*


• Entrada de R$ 172,5 milhões em 08/07.

• Julho: -R$ 1,43 bilhão.

• Acumulado do ano: -R$ 33,2 bilhões.


*🎯 Resumo da semana*


Os mercados terão uma semana decisiva, marcada pela combinação entre dados de inflação nos Estados Unidos, indicadores de atividade na China e no Brasil, início da temporada de balanços dos bancos americanos, vencimentos de derivativos na B3 e acompanhamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Esses eventos devem ditar o comportamento dos ativos e da volatilidade ao longo dos próximos dias.


▶️ Acompanhem o Pré-Market, às 8h00, na BM&C News.


Boa semana e bons negócios!

Intervenções do BCB no mercado cambial

 *Leitura de Sábado: Intervenções do BC em câmbio durante maio e junho surpreendem mercado*


Por Antonio Perez


São Paulo, 06/07/2026 - A estratégia do Banco Central de aproveitar o fluxo cambial positivo no primeiro trimestre para reduzir o estoque de contratos de swap cambial tradicional e deixar de rolar linhas (venda de dólares com compromisso de recompra) foi executada por meio de intervenções que surpreenderam analistas e provocaram ruídos no mercado de câmbio.


O episódio que causou mais desconforto foi a oferta de 10 mil contratos de swap cambial reverso (US$ 500 milhões) realizada em 6 de maio. Na prática, o BC executou uma compra de dólar futuro, o que tende a jogar a taxa de câmbio para cima. A operação representou a primeira venda de swap cambial reverso de forma isolada - ou "seca", no jargão do mercado - desde novembro de 2016.


Nos dias anteriores ao anúncio da intervenção, o dólar emendava o terceiro pregão abaixo de R$ 5,00 e se aproximava de R$ 4,90 - o que levou parte dos analistas a cogitar a possibilidade de que a autarquia estivesse tentando moderar o ritmo de apreciação do real, àquela altura a moeda de melhor desempenho no mercado global de câmbio. Como foi aceita apenas uma proposta, outra hipótese foi de que a operação havia sido direcionada a um "player" específico.


Para a head de câmbio da Tesouraria do Santander, Roberta Guimarães, o BC apenas aproveitou o momento favorável para o real, em meio à alta do petróleo com o conflito no Oriente Médio, para dar sequência à estratégia de reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais.


"Aproveitaram que o dólar estava rodando abaixo de R$ 5,00 para fazer essa operação 'seca' de swap reverso. Foi uma atuação que fez certo barulho e gerou um pouco de desconforto, mas não teve nenhuma pressão no câmbio", afirma Guimarães. "O real começou a perder força em seguida porque houve uma virada do dólar para cima no exterior, com a reprecificação dos juros americanos. Não houve relação com a atuação do BC."


Depois de uma queda de 4,36% em abril e de ter fechado abaixo do nível de R$ 4,90 nos dias 8, 11 e 12 de maio - após, portanto, a operação surpreendente do BC -, o dólar à vista começou a ganhar força. A moeda americana encerrou maio com alta de 1,82% frente ao real e subiu mais 2,38% em junho, quando atingiu os maiores níveis desde fins de março. Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY superou a marca dos 101,000 pontos no fim de junho, atingindo o maior nível em mais de um ano.


Além da valorização da moeda americana no exterior, com o aumento das apostas de alta dos juros nos Estados Unidos até o fim do ano, e da queda de mais de 20% do petróleo, na esteira das negociações de paz no Oriente Médio, analistas apontam questões domésticas que podem ter levado o real a perder tração - o aumento das preocupações fiscais diante de medidas de estímulo ao crédito pelo governo federal e a desidratação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.


Apesar de elogiar a estratégia do Banco Central de aproveitar o fluxo cambial positivo para reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais, o economista Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, viu com estranheza a oferta "seca" de swaps reversos. Naquele momento, em que o choque de oferta de petróleo alimentava os riscos inflacionários, qualquer ação para conter a apreciação do real parecia contraproducente, por obstruir um dos canais mais importantes de transmissão da política monetária, observa.


"Foi difícil entender a motivação da oferta 'seca' de swap reverso. Mas a redução do estoque de swaps cambiais tradicionais, que estava acima de US$ 100 bilhões, alivia a pressão sobre a curva de swap cambial, o que encarece o hedge e favorece o carry trade. De forma indireta, isso beneficia o real", afirma Goldenstein, ex-chefe do Departamento de Mercado Aberto (Demab) do BC.


Casadão em dose dupla


Houve certa surpresa e ruído também com as intervenções realizadas no fim de junho. O BC vendeu ao todo US$ 2 bilhões à vista e comprou valor equivalente em dólar futuro via contratos de swap cambial reverso, em operações conhecidas como "casadões", realizadas nos dias 22 e 26. Sem sinais de escassez de divisas e com o cupom cambial (juro em dólar) de curto prazo comportado, não parecia haver motivo para injeção de dólares no mercado spot.


Para a head de câmbio da Tesouraria do Santander, a opção pelos "casadões" levou em conta a demanda fraca em leilões de contratos de swap cambial tradicional e o vencimento de US$ 2 bilhões em linhas no início de julho. Em vez de rolar as linhas, o BC realizou "casadões", combinando a redução de estoques de swaps cambiais e irrigando o mercado à vista. "Ele apenas trocou um instrumento por outro. E os 'casadões' foram absorvidos de forma bem tranquila", afirma Guimarães.


Embora operadores não identificassem demanda adicional por divisas nos dias das intervenções, dados do Banco Central divulgados na última quarta-feira mostraram que o fluxo cambial total entre os dias 22 e 26 de junho foi negativo em US$ 1,028 bilhão, com saídas líquidas de US$ 2,571 bilhões pelo canal financeiro e entrada líquida de US$ 1,543 bilhão via comércio exterior.


"O BC provavelmente atuou de forma preventiva para evitar qualquer estresse com o fluxo cambial negativo na reta final do mês, ao mesmo tempo em que reduziu o estoque de swaps tradicionais", afirma o diretor da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, ressaltando que a autoridade monetária tem um mapeamento constante das necessidades do mercado e atua quando identifica demanda pontual.


Contato: antonio.perez@estadao.com


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Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,4% EUA tech +0,3% EUA Semis +0,1% UE -0,2% Espanha +0,3% VIX 15,0% Bund 3,03%. T-Note 4,59%. Spread 2A-10A EUA=+37pb B10A: ESP 3,51% PT 3,40% ITA 3,80% FRA 3,83% Euribor 12m 2,831% (futuro 12m 3,013%) USD 1,140 JPY 185,0/€ 162,3/$. Ouro 4.054$. Brent 79,6$. WTI 74,9$. Bitcoin -2% (62.779$). Ether +0,2% (1.782$).



:: SESSÃO. Inflação americana a suavizar-se, campanha de resultados 2T e Fed incerta. Ganhará impulso durante a semana, apesar de Ormuz.


O aspeto volta a ser pró-bolsas e pró-riscos, embora o mercado perca ritmo, felizmente, devido à reativação frequente dos ataques entre os EUA e o Irão. Insistimos que será um conflito de longo prazo e de desgaste. As últimas semanas foram bastante neutras, alternando entre muito boas com outras de realizações de lucros de alguma profundidade (Nova Iorque, por exemplo, -2% na última semana de junho, mas +1,8% na primeira de julho e +1,2% na semana passada). O mercado tornou-se um pouco mais sensível, mas esta semana poderá ganhar solidez, se amanhã a inflação americana retroceder, como se espera (+3,9% esperado desde +4,2%), visto que isso indicaria que teria marcado o seu “pico” em maio, suavizando-se a partir de junho. Recordemos que a inflação europeia retrocedeu em junho até +2,8% desde +3,2%, claramente melhor do que o esperado (+3,0%/+3,1%). 


Mas não será o único aspeto importante, nem a influenciar positivamente. Entre terça e quarta-feira, os primeiros bancos americanos (Goldman, BoA, JP Morgan, M.Stanley…), publicarão os resultados do 2T, que francamente se esperam bons. E também algumas tecnológicas de primeira linha (ASML, TSMC, Intuitive Surgical…), que tampouco deverão dececionar.


Complementarmente, também em positivo, 2 indicadores adiantado: na quinta-feira, Philly (Índice de Atividade da Fed de Filadélfia), a melhor para 15 pontos desde 10,3; e na sexta-feira, Confiança da Univ. de Michigan até 51,3 desde 49,5.


Deixando o petróleo e Ormuz de lado por um momento, o que poderá acrescentar confusão seriam as comparências semestrais do governador da Fed (Kevin Warsh, no cargo recentemente) no Congresso (terça e quarta-feira), que é algo imprevisível.


:: CONCLUSÃO. Em suma, é provável que uma inflação americana em retrocesso e os bons resultados dos bancos americanos permitam outra subida semanal em Nova Iorque. Inclusive apesar de um arranque semanal com a reativação dos ataques entre os EUA e o Irão, que encarece o petróleo até à fronteira de 80 $.


FIM

Spacex e bitcoin

 *Leitura de Domingo: US$ 110 bilhões são drenados do mercado de bitcoin do IPO da SpaceX até ontem*


Por Jean Mendes


São Paulo, 07/07/2026 - O mercado de bitcoin perdeu US$ 110 bilhões do dia 12 de junho, quando a SpaceX abriu seu capital na Nasdaq até o último dia 6. Naquela data, o montante aplicado na principal criptomoeda do mundo somava US$ 2,30 trilhões, volume que recuou para US$ 2,19 trilhões. Para analistas, o recuo abriu uma janela histórica: negociado cerca de 50% abaixo de sua máxima, o Bitcoin é visto hoje como a oportunidade das mais atraentes dos mercados globais.


"Muitos investidores reduziram posição em cripto para aproveitar a nova oportunidade em tech e no setor espacial. Ao mesmo tempo, a atenção do mercado mudou: o foco saiu temporariamente de cripto e foi para temas como inteligência artificial (IA), big tech e a própria Space Economy", diz Lucas Veronezi, especialista em investimentos e cripto na Blue3 Investimentos.



Para ele, o movimento reflete uma rotação natural de portfólios, influenciada pelo próprio ecossistema de Elon Musk, o dono da SpaceX e um entusiasta do mercado cripto, em especial do bitcoin.


A mesma visão é compartilhada por Maximiliaan Michielsen, estrategista de investimentos da 21shares. Ele explica que o que aconteceu foi uma competição por capital. "Não estamos diante de algo que destrua a na tese do bitcoin", comenta. Para a 21shares, isso é um sinal positivo, pois demonstra que a atual fraqueza do bitcoin é apenas uma questão de liquidez. "Nada na tese fundamental se deteriorou enquanto a SpaceX abria capital", comenta.


Michielsen comenta que um capital que migra para um IPO como o da SpaceX é um capital que retorna quando a agenda se esvazia e os novos queridinhos do mercado já estiverem totalmente precificados. Para ele, em breve os investidores voltarão a caçar valor e, “depois de um reajuste de 50% com os fundamentos intactos, o bitcoin é, sem dúvida, a proposta de valor relativo mais atraente dos mercados globais atualmente ", afirma.


Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, entende que independentemente de alocações ativas ou passivas, diante de um evento de tamanha magnitude, é natural que ocorra uma liquidação tática em outras classes de ativos líquidos e especial as de perfil de volatilidade semelhante, como o bitcoin.


*Como fica o investidor neste cenário?*


A partir de hoje, a SpaceX passa a compor o índice Nasdaq com valor de mercado de US$ 2,026 trilhões, um valor 5% abaixo da data do IPO. Com isso, ocupa a marca de sétima maior empresa em valor de mercado. No seu auge até aqui, chegou a valer US$ 2,44 trilhões, um montante 25,38% acima da data da oferta de ações.


Rodrigo Franchini, especialista de Soluções de Investimentos da Monte Bravo, afirma que essa variação na cotação é algo normal e esperado. Franchini diz que o que está acontecendo com a SpaceX é justamente um ajuste de preço de algo que foi altamente precificado com elevação no momento de empolgação de abertura.


Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, comenta que embora a realização de lucros na SpaceX possa trazer um alívio técnico, com mais capital disponível que pode ser direcionado para o bitcoin, esse fluxo rotativo, de forma isolada, não necessariamente será suficiente para iniciar um novo ciclo de alta.


Desde o final do mês de junho, parte do capital está rotacionando em um movimento de realização de lucros no setor de tecnologia e aversão ao risco no exterior, o que, por sua vez, pode manter o capital institucional afastado das teses de cripto.


Lobo também afirma que existe uma possibilidade de alguns investidores mais táticos aproveitarem esse momento de queda mais expressiva no bitcoin. Segundo ele, por mais que a SpaceX tenha recuado do seu preço de IPO, o bitcoin está bem abaixo do que estava no dia em que a empresa lançou as ações. "Não necessariamente é isso que vai acontecer, pois atualmente estamos vendo o mercado com maior aversão ao risco", afirma o especialista em investimentos da Nomad.


Contato: jean.mendes@bradcast.com.br


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BNDES financiando safra

 *Leitura de Domingo: BNDES ofertará R$ 72 bi em financiamentos à agropecuária na safra 2026/27*


Por Isadora Duarte


Brasília, 10/07/2026 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai ofertar R$ 72 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário no Plano Safra 2026/27. Os números foram antecipados com exclusividade ao Broadcast Agro. O valor é recorde e 3% superior ao oferecido ao setor agropecuário na temporada anterior, de R$ 70 bilhões.


O banco público espera maior demanda do setor para custeio e investimento e aposta na cadeia longa do agro. O BNDES avalia que o orçamento está adequado às necessidades do setor em momento de estabilidade no crédito rural e de ajustes financeiros no agronegócio. "O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário brasileiro, atendendo tanto a agricultura empresarial quanto a familiar. É crédito para investimento, tecnologia, inovação e sustentabilidade, fortalecendo a produção nacional, ampliando a oferta de alimentos a preços acessíveis e permitindo que o agro siga sendo um dos principais motores do desenvolvimento brasileiro, com práticas que preservem o meio ambiente", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.


Do montante, R$ 40,5 bilhões serão ofertados em recursos equalizados que poderão ser acessados por meio dos programas agropecuários do governo federal, 2% mais que na safra anterior. Esses recursos equalizados têm prazos e taxas de juros diferenciados. O banco responderá por uma fatia de 28,6% do total dos recursos equalizados ofertados na safra, de R$ 141,4 bilhões.


A maior parte da cifra será destinada a financiamentos de investimento, somando R$ 27,7 bilhões. Outros R$ 12,8 bilhões serão destinados a financiamentos de custeio.


Do total de recursos equalizáveis, R$ 21,5 bilhões serão destinados a financiamentos da agricultura empresarial em nove programas com juros de 8% a 12,5% ao ano. Da cifra, R$ 7,5 bilhões são direcionados a financiamentos a médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Outros R$ 18,9 bilhões em recursos equalizados serão destinados a financiamentos de pequenos produtores da agricultura familiar com juros entre 0,5% e 7,5% ao ano por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A cifra destinada à agricultura familiar é 41% superior ao oferecido na temporada anterior. A redução dos juros acompanha a retração generalizada feita pelo governo sobre as linhas de crédito na safra em meio à queda na Selic em um ano.


Para as regiões Norte e Nordeste, o BNDES destinará R$ 646,9 milhões exclusivamente para crédito da agricultura familiar nessas regiões, informou o banco.


O BNDES também vai ofertar ao setor agropecuário R$ 31,5 bilhões em recursos próprios por meio da linha BNDES Crédito Rural na safra 2026/27, 4% mais que na safra passada. As linhas dolarizadas concentram a maior demanda entre os recursos próprios ofertados pelo banco. O BNDES Crédito Rural é destinado a projetos de investimento, aquisição isolada de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e emissão de Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F) ou Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio.


Os financiamentos do BNDES ao setor agropecuário ocorrem na modalidade direta, com os recursos sendo contratados diretamente com o banco de fomento, e na modalidade indireta, na qual a contratação de recursos é feita com 90 instituições financeiras repassadoras. Do valor total operado pelo BNDES em crédito rural, cerca de 95% é repassado na modalidade indireta.


O BNDES publicará as circulares informativas aos bancos repassadores ainda nesta sexta-feira. Os protocolos dos programas de custeio serão abertos em 16 de julho para recebimento das propostas dos agentes. Os programas de investimento estarão abertos em 21 de julho para agricultura empresarial e em 29 de julho para agricultura familiar. A expectativa do banco é que os financiamentos sejam operacionalizados em todas as modalidades até o fim do mês.


Contato: isadora.duarte@estadao.com


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sábado, 11 de julho de 2026

Papo de Economista

 Papo de Economista 


1) Assistindo ao documentário do Primo Rico, no 24 hs...sobre Eike Baptista. Vale a pena dar uma espiada, lá no YouTube. O cara  era muito visionário.


2) Aliás, quando se vê este Daniel Vorcaro, se observa a abissal diferença de conduta. Ele, Eike, errou nos seus diagnósticos, desabou seu império com apostas erradas, mas sua conduta era bem diferente.


3) O Brasil vai se tornando um país de alguns "burocratas preguiçosos". Ninguém parte para o risco. Poderíamos enumerar...


4) Todos q se dizem "bem sucedidos" na vida, fizeram concurso, passaram, "se estabeleceram" e um abraço.


5) Conheço uns poucos, no entanto, que seguem por aí com a fagulha do empreendedorismo. 


6) Estou envolvido num projeto da uma consultoria privada, q tem chance de dar certo. Só preciso de financiamento. O projeto está ali, é ótimo. Mas quem financia? BNDES, FINEP...? Esquece...todos os seus canhões estão apontados para o Nordeste. É facil saber porque...


7) Mas a minha vida sempre foi assim...se eu fosse para uma sinecura pública iria morrer de tédio.

Call Matinal 1307

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