*Coluna do Estadão: Patrocínios do BRB subiram em 14 vezes sob Ibaneis; banco tem rombo do caso Master*
Investigado pela Polícia Federal no caso Master e com rombo estimado superior a R$ 5 bilhões com compras de ativos da empresa liquidada, o Banco de Brasília (BRB) também é alvo de questionamentos sobre sua política de patrocínios. A instituição estatal aumentou em 14 vezes o gasto com eventos e outros apoios comerciais durante a gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB). Em 2025, reservou R$ 125,8 milhões de gastos para esta rubrica. O valor contrasta com o de uma década atrás, quando o BRB gastava anualmente apenas R$ 1 milhão com patrocínios. A guinada aconteceu nos últimos anos, na gestão Ibaneis, a partir de 2019. No primeiro ano de seu governo, a despesa foi de R$ 7,2 milhões, depois a escalada acelerou. A Coluna levantou os números nos dados oficiais do BRB.
EXTENSÃO. De janeiro a setembro de 2025, o banco estatal do DF havia desembolsado R$ 82,3 milhões do total previsto para o ano em diversos eventos. Bancou de congresso de procuradores a show do cantor Roberto Carlos na Paraíba.
PAIXÃO. Em 2020, segundo ano da gestão Ibaneis, o BRB passou a patrocinar o Flamengo, time de futebol do Rio, por R$ 32 milhões anuais. O caso foi parar no Tribunal de Contas do DF a pedido do Ministério Público, que questionou a regularidade do negócio. No ano seguinte, a família Ibaneis adquiriu franquia de revenda de produtos do Flamengo.
CAIXA-PRETA. O BRB impôs sigilo aos documentos que embasaram o contrato. Alegou que o objetivo dos patrocínios era nacionalizar e fortalecer a marca, “geração de negócios, divulgação de produtos e ampliação de relacionamentos”. O contrato segue ativo e o banco tenta renová-lo.
ADIA. O ministro Luiz Fux, do STF, cancelou uma audiência de conciliação entre o governo federal e representantes de bets para discutir o bloqueio de apostas para beneficiários do Bolsa Família. O encontro estava marcado para a próxima terça-feira, 10. Ele alegou choque de agenda. Na prática, a medida amplia a validade da decisão de Fux que, em dezembro, suspendeu ordem do Ministério da Fazenda que vetou apostas feitas pelos beneficiários do auxílio. Dados do TCU apontam que, em janeiro de 2025, integrantes de famílias com beneficiário do Bolsa Família transferiram R$ 3,7 bilhões a casas de apostas.
APURE. A Justiça de Pernambuco ordenou a retomada da investigação de um suposto esquema de desvio de verbas públicas envolvendo contratos da prefeitura do Recife para a manutenção de prédios. Em nota, a prefeitura disse que não faz parte da investigação formalmente, e que “confia na legalidade das contratações da gestão municipal”.
GAVETA. O presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo, já tem pronta a documentação para defender o repasse de R$ 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageará Lula. A ideia é mostrar que o patrocínio às 12 escolas de samba cariocas foi igual a outros anos.
CALMA. O ministro Aroldo Cedraz, do TCU, negou um questionamento de técnicos do tribunal que apontava possível desvio de finalidade. Ele deu 15 dias para o governo se manifestar, prazo que acaba após o carnaval.
PRONTO, FALEI!
Fabiano Contarato
Senador (PT-SE)
"O ataque promovido pelo governo de Donald Trump contra Barack e Michelle Obama não é apenas um desrespeito institucional. É um ato grave de racismo.”
CLICK
José Múcio
Ministro da Defesa
Em Plymouth, na Inglaterra, durante visita técnica ao navio Oiapoque, que foi adquirido pela Marinha brasileira para ser sua segunda maior embarcação.
(ROSEANN KENNEDY. COM EDUARDO BARRETTO E LETICIA FERNANDES)
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