quinta-feira, 11 de junho de 2026

Call Matinal 1106

 Call Matinal

11/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1006)

MERCADOS

Na quarta-feira (10), o Ibovespa fechou em queda de 0,70%, indo a 268.619 pontos. Volume diário foi a R$ 26 bilhões. No mercado cambial, apesar do susto, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,09%, a R$ 5,1726, após oscilar entre R$ 5,1596 e R$ 5,1976. Os investidores monitoraram o noticiário sobre a guerra e os dados da economia americana. Lá fora, a moeda americana também mostrava estabilidade frente aos pares, mesmo Trump afirmando que fosse atacar o Irã “com muita força”.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (11), após Washington anunciar a conclusão dos ataques contra o Irã, aumentando as expectativas de que as negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz sejam retomadas.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,59%

S&P 500 Futuro: +0,72%

Nasdaq Futuro: +1,21%

Bolsas operando em alta na expectativa do acordo de paz, mesmo com a troca de ataques ontem.  

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,16%

Nikkei (Japão): +0,06%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,65%

Nifty 50 (Índia): +0,01%

ASX 200 (Austrália): -0,23%

Bolsas asiáticas mistas, diante da indefinição da guerra do Oriente Médio.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,59%

DAX (Alemanha): +0,22%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,60%

CAC 40 (França): +0,56%

FTSE MIB (Itália): +1,08%

Bolsas europeias em alta na expectativa de uma definições da guerra.

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,89%, a US$ 89,23 o barril

Petróleo Brent, -0,98%, a US$ 92,19 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,46%, a 764 iuanes (US$ 112,80)

Bitcoin, +1,64%, a US$ 62.869,81

Petróleo em queda, na expectativa do fim da guerra do Oriente Médio.

 

NO DIA, 1106

Há alguns dias vivemos entre recuos e avanços em relação à guerra com o Irã. Os aiatolás seguem bradando aos quatro ventos os dítames do Alcorão, como ditadura teocrática que são. Os EUA tentam dourar a pilula, até porque começa hoje a Copa do Mundo e eles não querem estragar a festa. No Israel nada muda,com os ataques ao Libano na ordem do dia. Retornando aos EUA, a inflação veio dentro do esperado, a 0,5% mensais e 4,2% em 12 meses, embora bem acima da meta do Fed. Em paralelo, Trump cumpriu a promessa feita ao longo do dia e voltou a atacar o Irã, aprofundando a escalada militar no Oriente Médio. O Brent voltou a se aproximar de US$ 95 e os futuros de Nova York abriram em queda. Na agenda de hoje, reunião do BCE, que deve subir o juro, PPI nos Estados Unidos e Serviços no Brasil, na contagem regressiva para o Fed e o Copom na próxima semana.

 

Agenda macro 08 a 12 de junho

 

Quinta-feira, 11 de junho

Opep: relatório do mercado de petróleo

Brasil: Volume de serviços de abril
Zona do euro: Decisão de juros do BCE
EUA: PPI de maio e auxílio-desemprego
Zona do euro: Coletiva de Lagarde

Sexta-feira, 12 de junho

Brasil: IPCA de maio
EUA: Confiança do consumidor de Michigan

 

 

Boa semana e quinta-feira para todos!

Alvaro Gribel

 *COMENTÁRIO:SOCORRO AO BRB OFENDE LÓGICA E BANCO PERDEU RAZÃO DE EXISTIR APÓS PREJUÍZOS COM MASTER*


20:52 10/06/2026 

Por Alvaro Gribel, do Estadão


Brasília, 10/06/2026 - O Banco de Brasília (BRB) perdeu a razão de existir, se é que já a teve um dia. O plano para socorrer o banco significa que a população do Distrito Federal irá assumir um financiamento de R$ 6,6 bilhões, que será pago com juros e correção monetária por 15 anos, além de abrir mão de R$ 2,2 bilhões em receitas da securitização de sua dívida que ajudariam a melhorar as finanças do Governo do DF (GDF).


No total, uma conta de R$ 8,8 bilhões, que será injetada em um banco quebrado e que demonstrou falhas grosseiras - para não dizer criminosas - em sua administração nos últimos anos. Como mostrou o Estadão, a estimativa da consultoria legislativa do GDF é de que isso possa drenar até R$ 1 bilhão por ano do Orçamento do GDF.


Na prática, haverá menos recursos para saúde, educação e segurança na capital federal - que já vive problemas nas três áreas depois da desastrosa gestão Ibaneis Rocha - apenas para cobrir o rombo dos prejuízos que o BRB teve nas suas relações com o

Banco Master.


A conta, na verdade, pode ser maior, porque a proposta de empréstimo deve prever juros de IPCA+4,5% ao ano, uma taxa de pai para filho - menor do que a Selic - e que certamente será recusada pelos bancos privados.


Para pagar a conta, o DF se comprometeu a congelar reajustes salariais de servidores, não abrir concursos e não contratar despesas obrigatórias. Essas regras, porém, já começaram a ser flexibilizadas: na Câmara Legislativa do DF, deputados distritais autorizaram o governo a recompor o salário de servidores.


O pior é que não há garantias de que esse valor bilionário irá reequilibrar o banco, já que ele vive uma "corrida por liquidez", como admitiu o presidente Nelson Antônio de Souza, e provavelmente está vendendo ativos a preços mais baixos do que consta em seu balanço. O buraco, portanto, já poder ser muito maior, mas ninguém sabe ao certo o número, já que o BRB vem se recusando a divulgar o seu balanço.


O acordo de socorro foi homologado pelo STF, e em entrevista ao Estadão, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou o motivo: o ministro Luiz Fux está preocupado com os R$ 30 bilhões de cinco Tribunais de Justiça que foram depositados no BRB. É sempre revelador das prioridades do Judiciário em resolver problemas quando recursos do próprio Poder estão em risco.


A pergunta que a população do GDF deve se fazer é: vale a pena arcar com o custo do socorro apenas para continuar tendo banco estadual que tem histórico de agir sob pressões políticas? A resposta pura e simples é não. Desde o Proes, nos anos 90, a imensa maioria dos bancos estaduais foi fechada. A atuação do BRB no caso do Master deixa claro o porquê.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: A inflação passou no teste. A guerra não*


… O mercado amanhece diante de um cenário que parecia improvável há apenas algumas semanas. A inflação americana passou no teste, mas a guerra não. O CPI de maio veio em linha com as expectativas e, embora bem acima da meta do Fed, afastou o risco imediato de uma alta do juro. Mas o alívio durou pouco. Trump cumpriu a promessa feita ao longo do dia e voltou a atacar o Irã, aprofundando a escalada militar no Oriente Médio. O Brent voltou a se aproximar de US$ 95 e os futuros de Nova York abriram em queda. Na agenda de hoje, reunião do BCE, que deve subir o juro, PPI nos Estados Unidos e Serviços no Brasil, na contagem regressiva para o Fed e o Copom na próxima semana.


GUERRA SEM TRÉGUA – Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã na noite de ontem, aprofundando a escalada militar no Oriente Médio e reduzindo ainda mais as expectativas de uma trégua duradoura no curto prazo.


… A ofensiva ocorreu após um dia inteiro de ameaças públicas de Donald Trump, que acusou Teerã de prolongar as negociações e afirmou que o país teria de “pagar o preço” pela demora em aceitar um acordo.


… Ao longo de toda a quarta-feira, diplomatas do Catar ainda tentaram construir uma saída negociada para o conflito.


… Houve contatos indiretos entre americanos e iranianos em Doha, mas Teerã se recusou a participar de uma reunião trilateral e voltou a afirmar que não negociará sob pressão militar.


… A tensão aumentou no fim da tarde, quando o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou que novos ataques seriam realizados. “Atacaremos o Irã com força, negociaremos com bombas se for necessário”, afirmou.


… O Irã colocou suas Forças Armadas em prontidão máxima, prometeu atingir novos interesses americanos na região em caso de agressão e voltou a acusar Washington de comprometer qualquer esforço diplomático.


… Horas depois, os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra múltiplos alvos iranianos. Segundo a imprensa americana, a operação teve como foco sistemas de defesa aérea, radares e estruturas militares ligadas ao comando de drones.


… Trump afirmou que os bombardeios continuarão (“Voltarei a atacar amanhã também”) caso o Irã não assine um acordo. Disse que autoridades iranianas teriam pedido a interrupção dos ataques. Teerã, porém, negou conversas diretas com Washington.


… A nova ofensiva reforça a percepção de que a estratégia americana passou a combinar pressão militar e negociação simultaneamente, aumentando os riscos para o mercado de energia e para a estabilidade da região.


… Com o cessar-fogo firmado em abril praticamente esvaziado e o Estreito de Ormuz permanecendo no centro da disputa, investidores voltam a monitorar a possibilidade de uma interrupção mais prolongada do fluxo global de petróleo.


COMPRANDO A GUERRA – Os novos ataques americanos contra o Irã voltaram a colocar a geopolítica no centro das atenções dos investidores, reduzindo o impacto positivo provocado pelo CPI americano divulgado ontem.


… O petróleo avançava mais de 2% no início dos negócios asiáticos, com o Brent se aproximando de US$ 95 por barril, enquanto bolsas da região operavam em queda e os futuros de Nova York também recuavam.


… O movimento reforça a percepção de que a guerra voltou a dominar a formação de preços dos mercados, em um momento em que investidores já enfrentam uma realização importante nas ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores.


… “Os investidores continuam cautelosos, apesar do alívio proporcionado pelos dados da inflação”, afirmou Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado da IG, à Bloomberg. Segundo ele, ninguém está disposto a voltar às compras enquanto persistirem as incertezas geopolíticas.


… Mesmo após a inflação americana ter vindo em linha com as expectativas, os juros dos Treasuries voltaram a subir ao longo da sessão de ontem, acompanhando a alta do petróleo e as preocupações com seus potenciais efeitos sobre a inflação global.


… O resultado é que a boa notícia da inflação acabou ofuscada pela guerra. O CPI passou no teste. O conflito no Oriente Médio, não.


PETRÓLEO TESTA NOVO PATAMAR – Analistas avaliam que um prolongamento da guerra, com o Estreito de Ormuz fechado, pode levar o barril a patamares significativamente mais elevados.


… Em cenários extremos, algumas estimativas apontam preços entre US$ 150 e US$ 180 por barril, embora projeções mais conservadoras trabalhem com uma faixa entre US$ 90 e US$ 120 caso o conflito persista sem uma solução rápida.


… Mesmo quem aposta em uma normalização gradual do mercado, como a economista Laura Pitta (Itaú), avalia que a guerra passou a incorporar um prêmio de risco estrutural às cotações, que continuará embutido nos preços mesmo com a redução das tensões.


… O banco trabalha com o preço do barril de petróleo de US$ 85 até o fim do ano de 2026 e a US$ 75 até o fim do próximo ano. Antes do conflito, as previsões estavam em cerca de US$ 50 a US$ 60 por barril, dado o cenário de excesso de oferta.


… Na sessão de ontem, o Brent fechou em alta de 1,8%, a US$ 93,10, enquanto o WTI avançou 2,1%, a US$ 90,03, refletindo as ameaças do presidente Donald Trump, que passou o dia inteiro avisando que iria atacar o Irã “hoje à noite”.


… Além da escalada da guerra, os preços foram impulsionados pela queda de 7,227 milhões de barris nos estoques americanos do DoE na semana passada, que vieram bem acima da expectativa de um recuo de 2,9 milhões.


… O dado reforçou a percepção de aperto no mercado físico justamente em um momento de crescente preocupação com a oferta global.


… Após o fechamento dos mercados, os contratos já aceleravam os ganhos no pregão eletrônico, à medida que investidores passaram a precificar a possibilidade de novos ataques e uma ampliação do conflito no Oriente Médio.


… Hoje, a atenção se volta para o relatório mensal da Opep, que será divulgado à primeira hora do dia na Áustria e poderá trazer novas indicações sobre oferta, demanda e capacidade de compensação do choque provocado pela guerra.


VAI SER COM EMOÇÃO – O CPI de maio veio em linha com as expectativas nos Estado Unidos e não confirmou as apostas de nova alta de juros, embora o mercado continue esperando manutenção e um tom mais cauteloso no primeiro Fomc sob o comando de Kevin Warsh.


… O fato de a inflação americana não ter surpreendido, porém, trouxe apenas um alívio relativo para a curva de juros no Brasil.


… Após devolver parte dos prêmios ao longo da tarde de ontem, os contratos de DI seguem próximos dos maiores níveis do ano, refletindo as preocupações com a guerra no Oriente Médio, a alta do petróleo e seus potenciais impactos sobre a inflação.


… A cautela também se explica pela divulgação do IPCA de maio na sexta-feira, último indicador relevante antes do Copom. Nesse ambiente de grande expectativa, cresce a distância entre a precificação do mercado e as projeções dos economistas.


… Enquanto a curva precifica como majoritária a manutenção da Selic, levantamento do Projeções Broadcast mostra que 40 das 49 instituições consultadas ainda esperam um corte de 0,25 ponto porcentual na semana que vem. Só nove apostam na estabilidade em 14,50%.


… Apesar disso, os economistas admitem que o cenário ficou significativamente mais desafiador desde a última reunião do BC.


… A avaliação predominante entre eles é que o Copom deve entregar mais um corte de 25 pontos-base porque esse movimento foi amplamente sinalizado pela comunicação recente da autoridade monetária, mas acreditam que depois disso vem uma pausa.


… Cresce a percepção de que o ciclo de flexibilização está perto do fim e que a Selic terminal será mais elevada do que o imaginado antes.


… A pesquisa mostrou ainda nova alta nas projeções para os juros ao final de 2026 e 2027, com a mediana das estimativas subindo de 13,25% para 14% no fim do próximo ano e de 11,25% para 12% no encerramento de 2027.


… O fato é que, em um ambiente de inflação persistente, petróleo em alta e crescente incerteza no cenário internacional, com a guerra que não termina, a próxima Superquarta – com as reuniões do Fed e do Copom – será com emoção.


MAIS REVISÕES – Novas revisões de cenário continuam apontando para uma inflação mais persistente e juros elevados por mais tempo.


… Nesta quarta-feira, o Daycoval elevou sua projeção para o IPCA de 2026 de 4,7% para 5,1% e para o de 2027 de 3,7% para 3,9%, citando os riscos associados à guerra no Oriente Médio, ao possível Super El Niño e ao cenário eleitoral.


… Embora mantenha a expectativa de cortes graduais da Selic, o banco admite que cresce a probabilidade de uma interrupção do ciclo diante da piora das expectativas de inflação e do ambiente cambial mais desafiador.


… Já o ASA elevou sua projeção para a Selic terminal de 2026 de 13,25% para 14,25%, embora continue esperando um último corte de 0,25 ponto na próxima semana. Em comum, as revisões refletem menor espaço para a flexibilização monetária nos próximos meses.


PAUTA-BOMBA – O Senado aprovou no início da noite de ontem o projeto de lei que cria mecanismos para a renegociação de dívidas rurais e que pode gerar um impacto fiscal de R$ 120 bilhões até 2027, segundo cálculos da Fazenda, em mais uma derrota para a equipe econômica.


… O governo tentou construir um acordo até os minutos finais da votação, mas não conseguiu impedir o avanço da proposta.


… O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entrou pessoalmente nas negociações e chegou a afirmar que aguardaria “até meia-noite” por um entendimento entre os parlamentares e o ministro da Fazenda, Dario Durigan.


… Ao longo do dia, Durigan se reuniu com o relator, Renan Calheiros, e a senadora Tereza Cristina, uma das principais articuladoras do projeto, mas não houve consenso. O texto foi concebido para atender produtores atingidos por calamidades climáticas, mas teve o alcance ampliado.


… A proposta prevê o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outras fontes para financiar operações de renegociação de débitos rurais.


… O agronegócio pressionava pela aprovação antes do lançamento do Plano Safra 2026/27, em 1º de julho, argumentando que a medida pode dar fôlego financeiro a produtores afetados por sucessivas perdas de safra e por custos mais elevados de produção.


… A equipe econômica, por sua vez, tentou restringir o alcance do programa e limitar o benefício a produtores efetivamente atingidos por eventos climáticos ou dificuldades econômicas específicas. O principal argumento é fiscal, mas não sensibilizou.


… A Fazenda calcula que o impacto potencial pode alcançar R$ 817 bilhões ao longo de treze anos, dependendo da adesão ao programa.


… Como sofreu alterações no Senado, o projeto retorna agora para análise da Câmara dos Deputados.


… O governo pretende continuar tentando mudanças durante a nova fase de tramitação. Após a votação, Durigan afirmou que o Planalto avalia vetar trechos da proposta e não descartou recorrer ao STF caso o texto final desrespeite regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.


… A aprovação reforça a percepção de que o Congresso segue disposto a avançar em medidas com elevado custo fiscal.


CURTAS DA POLÍTICA – Novas pesquisas consolidadas pelo agregador Rali, do Globo em parceria com o Instituto Locomotiva, reforçaram a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.


… O presidente aparece com 45% das intenções de voto, contra 40,6% do senador, após a divulgação das últimas rodadas de Datafolha, Quaest e Meio/Ideia. Em maio, Flávio chegou a liderar o levantamento agregado.


EM CAMPANHA. Lula voltou a subir o tom contra os Estados Unidos e afirmou que o Brasil não aceitará as novas tarifas impostas por Washington sobre produtos brasileiros.


… Em discurso no Conselhão, nesta quarta, o presidente defendeu os trabalhadores brasileiros e questionou argumentos americanos relacionados a questões trabalhistas e ambientais, reforçando uma agenda que deve ganhar espaço na campanha de 2026.


6X1 NO CENTRO DA DISPUTA. Enquanto Dario Durigan defendeu no Conselhão o avanço imediato do fim da escala 6×1, o governo indicou que pretende manter a urgência constitucional do projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais.


… Decisão mantém a pauta da Câmara travada e amplia a pressão sobre Alcolumbre para acelerar a tramitação da PEC no Senado.


BC FORTE. Ainda na reunião do Conselhão, em meio ao debate sobre a autonomia financeira do Banco Central, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, defendeu um BC “forte, técnico e independente”.


… Segundo ele, a combinação de tensões geopolíticas, inflação mais alta e menor previsibilidade global exige instituições mais robustas e capacidade permanente de coordenação entre setor público e privado.


VACINA. Em recado dado em meio ao avanço das pautas-bomba no Congresso, o ministro Gilmar Mendes lembrou que propostas que criem despesas obrigatórias ou renúncia de receitas precisam apresentar previamente estimativas de impacto fiscal.


… Segundo ele, a ausência desses estudos pode levar à inconstitucionalidade das medidas.


BIG TECHS. Também no STF, o ministro Dias Toffoli propôs prazo de 60 dias para que grandes plataformas digitais implementem as obrigações definidas pela Corte no julgamento do Marco Civil da Internet.


… Entre elas estão mecanismos para combate a conteúdos ilícitos, relatórios de transparência e canais específicos de atendimento aos usuários.


AGENDA – A quinta-feira traz como destaques a atividade do setor de serviços no Brasil, a reunião do BCE, o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos e o relatório mensal da Opep, em mais um dia de atenção redobrada para os efeitos da guerra sobre inflação e juros.


… Às 9h, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de abril, que tem a mediana das estimativas do Projeções Broadcast apontando para alta de 0,6%, após a queda de 1,2% registrada em março.


… Economistas atribuem a recuperação esperada principalmente à resiliência do mercado de trabalho, ao avanço da massa salarial e aos efeitos das medidas de estímulo à demanda.


… Se confirmado, o resultado reforça a percepção de uma atividade ainda aquecida e de menor espaço para cortes adicionais da Selic.


… A agenda doméstica ainda traz o primeiro IGP-M de junho, às 8h.


… No exterior, o principal evento do dia será a decisão de política monetária do BCE (9h15). O mercado espera uma alta de 25 pontos-base nos juros, que seria a primeira elevação em quase três anos, em resposta ao choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio.


… Apesar da expectativa de aperto monetário, investidores acreditam que o BCE terá pouco espaço para continuar elevando os juros diante da desaceleração da economia europeia. Na entrevista (9h45), Lagarde deve destacar a inflação mais alta e o crescimento mais fraco.


… Às 9h30, os Estados Unidos divulgam o PPI de maio e os pedidos semanais de auxílio-desemprego.


… Depois de o CPI ter vindo em linha com as expectativas, ontem, investidores buscam novos sinais sobre o comportamento da inflação e seus impactos sobre os próximos passos do Federal Reserve.


… Também o BC da Turquia decide hoje sobre juros, com resultado às 8h.


… Ainda durante a madrugada, a Opep publica seu relatório mensal de petróleo, acompanhado de perto em meio às preocupações com oferta, estoques e os riscos associados ao conflito entre Estados Unidos e Irã.


GALÍPOLO – Presidente do BC retorna hoje da viagem à China e desembarca em São Paulo a poucos dias da reunião do Copom.


SPACEX – Encerrados os pedidos de reserva para o IPO da SpaceX, a definição do preço da ação está prevista para hoje e o início das negociações marcado para amanhã, sexta-feira. A operação mobiliza máxima atenção de Wall Street.


… Segundo a Reuters, a empresa de Elon Mask pretende vender cerca de US$ 75 bilhões em ações, mas a demanda superou US$ 250 bilhões, o equivalente a mais de três vezes o volume ofertado.


… A procura continua crescendo e inclui fundos soberanos do Golfo, como o PIF da Arábia Saudita e a Autoridade de Investimento do Kuwait, que teriam registrado pedidos bilionários para participar.


… A expectativa é que a SpaceX estreie no mercado avaliada em cerca de US$ 1,8 trilhão, tornando-se uma das maiores empresas listadas do mundo e superando o valor de mercado combinado de diversas companhias tradicionais do setor aeroespacial e de defesa.


… O tamanho da oferta e o forte apetite dos investidores alimentam a percepção de que parte do mercado vem direcionando recursos para a operação, movimento citado como um dos fatores por trás da realização observada recentemente em bolsas ao redor do mundo.


ORACLE – Superou as expectativas de lucro no quarto trimestre fiscal, com ganho ajustado de US$ 2,11 por ação, acima da projeção de US$ 1,96, enquanto a receita ficou praticamente em linha com o esperado pelo mercado.


… O destaque continuou sendo a divisão de nuvem, cuja receita avançou 47% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento de 93% da infraestrutura voltada para inteligência artificial.


… A empresa manteve a previsão de receita de US$ 90 bilhões para o ano fiscal de 2027 e projetou crescimento entre 27% e 29% no 2TRI.


… No after hours em Nova York, as ações chegaram a recuar mais de 4%, mas fecharam em baixa de 2,2%, em um movimento de realização após a forte valorização acumulada pelo setor de tecnologia e inteligência artificial.


QUER PAGAR QUANTO? – As bolsas americanas foram novamente pressionadas pelas perdas das ações de tecnologia, especialmente do segmento de chips. O setor industrial também foi penalizado, com o CPI no foco.


… Dow Jones terminou em forte queda de 1,87% (49.918,78 pontos). S&P 500 perdeu 1,62% (7.266,99). E o Nasdaq recuou 1,98%, (25.169,50).


… Além de monitorar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, após Trump renovar as ameaças de ataques ao Irã, investidores reagiram ao CPI, que avançou 4,2% na comparação anual – em linha com o esperado, mas bem acima da meta de 2% do Fed.


… Entre as techs, Super Micro Computer levou um tombo de 28%, após anunciar que pretende levantar US$ 7 bilhões por meio de oferta de ações para dar conta do aumento da demanda por servidores.


… Outros destaques negativos do setor foram Qualcomm (-6,92%), Arm (-5,37%), AMD (-4,86%), Micron (-4,70%), Marvell (-5,35%), Broadcom (-5,12%) e Nvidia (-3,73%).


… Na indústria, a expectativa de que o Fed suba os juros neste ano bateu em cheio na Caterpillar (-6,40%), Mosaic (-6,86%) e Boeing (-2,57%).


… Entre os poucos destaques positivos do dia ficaram as petroleiras Devon Energy (+5,74%), Chevron (+1,63%) e ExxonMobil (+1,15%), em linha com a alta no preço da commodity.


NEM TUDO ESTÁ PERDIDO – Apesar do pessimismo de Wall Street nos últimos dias, especialmente após o payroll, que reprecificou os juros globais, a Pantheon Macroeconomics ainda acredita que os cortes podem voltar ao radar do Fed.


… A consultoria não vê sinais de efeitos de segunda ordem na alta dos preços da energia que justifiquem um aperto da política monetária. E a melhora do mercado de trabalho permite ao Fed se concentrar apenas na inflação.


… Após o CPI de maio não ter surpreendido com um resultado ainda maior, a Pantheon acha que o afrouxamento voltará rapidamente à agenda do Fed se a alta dos salários desacelerar, o emprego perder força e os aluguéis puxarem a inflação para baixo.


… “O aumento de 7% nos preços da gasolina em maio representou quase metade da alta do CPI geral. Mas, fora isso, o núcleo está relativamente calmo”, diz a consultoria em relatório.


… A Pantheon estima que o deflator do núcleo do PCE subiu 0,32% em maio, elevando a taxa de inflação para 3,4%, de 3,3% em abril.


CONTRA FLUXO NÃO HÁ ARGUMENTO – Operadores citaram a abertura de capital da SpaceX como fator negativo para a bolsa brasileira, já que players globais estariam liquidando posições em ativos mundo afora para entrar no IPO.


… A fuga não é culpa somente da captação gigantesca da empresa de Elon Musk, estimada em US$ 75 bilhões. O fato é que o capital especulativo virou a mão há algumas semanas, deixando os mercados emergentes.


… Relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) mostrou que o fluxo total de portfólios registrou saída de US$ 26,6 bilhões dos emergentes em maio, após entrada de US$ 70,6 bilhões em abril.


… Considerando apenas o fluxo de investimentos em ações, os emergentes tiveram saída de US$ 37 bilhões no mês passado, frente à entrada de US$ 18,6 bilhões de abril. Índia e Coreia do Sul foram os mercados mais penalizados.


SEM ESCOLHA – Depois da alta modesta de terça-feira, a bolsa brasileira voltou a cair ontem, em meio ao cenário geopolítico incerto, a preocupação com a inflação dos Estados Unidos, os juros mais altos por lá, além da saída de capital estrangeiro.


… O Ibovespa recuou 0,70%, aos 168.619,26 pontos, com volume financeiro fraco, de R$ 25,8 bilhões, bem distante da média diária de R$ 37 bilhões vista nos pregões de abril, quando o fluxo gringo estava bombando.


… Petrobras (ON +1,50%, a R$ 46,81; e PN +1,17%, a R$ 41,65) foi na contramão do índice, ajudada pelo avanço firme do petróleo. Vale caiu 1,02% (R$ 77,70), ignorando a forte alta do minério de ferro (+1,51%).


… Os principais bancos terminaram majoritariamente em baixa: BTG unit (-3,24%, a R$ 49,20), Bradesco PN (-0,98%, a R$ 17,26), Santander unit (-0,63%, a R$ 27,00) e BB (-0,58%, a R$ 19,00). Já Itaú PN subiu 0,36% (R$ 39,36).


… Totvs (-7,02%, a R$ 28,63), liderou as perdas do índice, com Magazine Luiza (-6,74%; R$ 5,12) e Natura (-5,65%; R$ 8,68). Do lado positivo, MBRF (+2,71%, a R$ 15,90) puxou a fila, seguida por SLC Agrícola (+2,27%; R$ 14,89) e Caixa Seguridade (+2,17%; R$ 18,35).


APOSTA NEUTRA – O BofA cortou sua exposição às ações brasileiras de “overweight” (equivalente a compra) para marketweight (neutra) dentro de sua carteira para a América Latina.


… O banco cita a perspectiva mais desafiadora para os juros e expectativas mais fracas de lucros para as empresas brasileiras. Apesar do rebaixamento, o País ainda responde pela maior parte (55%) da carteira do banco na região.


… Para o México, a recomendação segue neutra, com postura mais cautelosa diante da desaceleração econômica, das incertezas políticas e dos riscos relacionados ao acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá.


PERDIDO NO BAILE – O dólar ficou sem rumo pela segunda sessão seguida, tanto aqui como no exterior. Depois da disparada na semana passada e no início desta, com o payroll e a guerra como pano de fundo, o câmbio estacionou.


… Mesmo os eventos recentes, com Donald Trump renovando os ataques ao Irã, e o CPI bem acima da meta do Fed, têm causado apenas volatilidade pontual, com a moeda americana praticamente voltando ao preço de abertura.


… O dólar fechou em leve baixa de 0,09%, a R$ 5,1726. Lá fora, o índice DXY subiu 0,09%, para 100,003 pontos. O euro ficou estável (US$ 1,1538), assim como a libra (US$ 1,3369).


… O BC informou ontem que o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 2,588 bilhões na semana passada (01 a 05/06), com entrada tanto pela conta financeira (US$ 515 milhões) como pela via comercial (US$ 2,074 bilhões).


… No acumulado ao ano, o fluxo segue positivo, em US$ 16,640 bilhões, e a posição cambial líquida está em US$ 259,495 bilhões até dia 5.


PAUSA PARA OS COMERCIAIS – A volatilidade continuou presente nos juros futuros, mas as taxas encontraram algum espaço para uma leve devolução de prêmios, após a disparada vista desde a semana passada.


… O mercado absorveu bem o CPI americano, dentro do esperado, ficou preocupado com a alta do petróleo após novos conflitos no Oriente Médio, mas a avaliação é de que as taxas já incorporam as principais fontes de tensão.


… Depois de a curva flertar com os 15%, o investidor aguarda o IPCA nesta sexta-feira para fazer o ajuste fino do Copom da próxima semana.


… Prevalece a aposta de que o BC vai manter a Selic em 14,5%, mas a chance de um corte de 0,25 ponto ainda não está descartada.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,495% (de 14,511% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,890% (14,934%); Jan/29 a 14,940% (14,968%); Jan/31 a 14,820% (14,809%); e Jan/33 a 14,755% (14,762%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – AMAZON fechou um empréstimo de US$ 17,5 bilhões para reforçar suas reservas financeiras em meio a um aumento histórico dos investimentos, impulsionados pela inteligência artificial.


… O acordo, estruturado como um empréstimo a prazo com saque diferido, foi liderado pela Citigroup Global Markets e envolve um consórcio de credores internacionais, incluindo Bank of America, JPMorgan Chase, HSBC e Wells Fargo.


… Pelos termos da operação, a companhia poderá utilizar a linha de dívida de forma incremental ao longo do tempo, em vez de tomar o valor total de uma vez, oferecendo alavancagem financeira com maior flexibilidade.


ITAÚ emitiu Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas no montante de R$ 3 bilhões. As Letras têm opção de recompra a partir de 2031 sujeita à autorização prévia do Banco Central.


… Os títulos, segundo o banco, contribuirão para o Capital Complementar do Patrimônio de Referência, com impacto estimado de 0,19 pp no seu índice de capitalização Nível 1.


ENGIE BRASIL. Conselho aprovou a realização de uma oferta pública primária de ações ordinárias. Além de captar recursos para pagamento de dívidas e investimentos, operação deve permitir a incorporação da Jirau Energia.


… A oferta prevê a controladora Engie Brasil Participações (EBP) poderá subscrever ações por meio da transferência de 40% do capital da Jirau Energia, avaliadas em R$ 5,74 bilhões.


… A operação depende da aprovação dos acionistas, em assembleia marcada para 2 de julho, quando será deliberada a contratação da Apsis Consultoria para elaboração do laudo de avaliação, bem como a aprovação do mesmo.


… O Itaú BBA e o Santander Brasil serão os coordenadores da oferta.


AXIA ENERGIA concluiu a cessão dos créditos que possuía contra a Amazonas Energia, no total de R$ 554,1 milhões. Operação prevê opção de compra de fatia minoritária na distribuidora, que poderá ser exercida ou cedida a terceiros.


CEMIG pagará no dia 30 a primeira parcela de proventos relativos a 2025, que totalizam R$ 1,548 bilhão, ou R$ 0,5411 por ação.


REDE D’OR encerrou terceiro programa de recompra, com aquisição de 14,725 milhões de ações, ao custo médio de R$ 36,64. Conselho aprovou um novo programa de recompra, de até 30 milhões de ações, pelo período de um ano.


… Companhia também cancelou 49 milhões de ações mantidas em tesouraria, sem alteração do valor do capital social.


MOTIVA registrou tráfego, em termos comparáveis, de 86,9 milhões de veículos em maio, aumento de 2,6% sobre maio do ano passado.


… Nas operações de mobilidade urbana, foram transportados 65,9 milhões de passageiros em maio, alta de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2025.


ÂNIMA. Conselho aprovou quarta emissão de notas comerciais, no montante de R$ 250 milhões, em série única, com prazo de 1.812 dias, e correção pelo IPCA mais juros de 8,92% ao ano.


C&A: Norges Bank, o Banco Central da Noruega, elevou fatia de 4,97% para 5,05% do capital.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,5% US tech -2,0% US Semis -3,6% UEM -0,7% España -0,1% VIX 22,2% Bund 3,08%. T-Note 4,55%. Spread 2A-10A USA=+41pb B10A: ESP 3,52% PT 3,46% ITA 3,85% FRA 3,74% Euribor 12m 2,87% (fut.12m 3,01%) USD 1,154 JPY 185,2/€ 160,5/$. Ouro 4.072$. Brent 93,1$. WTI 90,0$. Bitcoin -0,6% (61.742$). Ether -1,8% (1.629$).


:: SESSÃO. Os EUA intensificam os ataques no Irão e Trump ameaça atuar em Teerão se o Irão não assinar de forma iminente um acordo de paz. Contudo, o petróleo mantém-se perto dos 90 $/barril e os futuros das bolsas avaliam com algum positivismo à espera da reunião de taxas de juros do BCE de hoje (13:15 h).


Ontem o tom foi negativo nas bolsas (Nova Iorque -1,5%, Europa -0,7%) e obrigações (T-Note +3 p.b., Bund +4 p.b.) num movimento de risk-off que recebe o aumento do prémio de risco por geoestratégia e algum nervosismo do mercado por conhecer a decisão de taxas de juros do BCE e a saída à bolsa de SpaceX amanhã… No plano mais convencional, a inflação americana de maio cumpriu o esperado. Tanto a taxa geral (+4,2% vs. +3,8% anterior) como a subjacente (+2,9% vs. +2,8% ant. vs. +2,5% antes do início da guerra). Na nossa opinião, a leitura dos dados é positiva. Principalmente porque: (1) com os preços da gasolina a moderarem-se, o registo de maio poderá ser o pico da inflação, mostrando que a pressão em preços derivada do conflito foi mais benigna do que o esperado. (ii) Uma inflação subjacente inferior a +3,0% demonstra que o encarecimento da energia não causa efeitos de segunda ronda sobre os preços e que, portanto, (iii) o aumento da inflação tem caráter mais transitório do que estrutural. Em suma, primeiro marco da semana (IPC EUA) sem surpresas e dando algum alívio ao mercado. 


Para hoje, o foco está na reunião de taxas de juros do BCE (13:15 h). O mercado dá por garantida uma subida de 25 p.b. até 2,25%/2,40% (Depósito/Crédito) e, portanto, a chave estará na atualização do quadro macro e dialética que Lagarde utilize na comparência (13:45 h). Em relação a este último ponto, acreditamos que irá manter a “abordagem dependente de dados” e “a cada reunião”, evitando mensagens explícitas, mantendo todas as opções abertas. Na nossa opinião, com um crescimento errático (+0,3% 1T26) e uns picos de inflação (+3,2%) inferiores ao estimado inicialmente, fazem-nos estar um pouco céticos sobre as subidas de taxas de juros do BCE que o mercado desconta. Veremos… Às 13:30 h, também serão publicados os Preços Industriais (maio) nos EUA. Provavelmente a subirem até +6,4% desde +6,0%, embora certamente para segundo plano após se conhecer o dado de inflação de ontem.


Na frente empresarial, Oracle publicou ontem no fecho resultados melhores do que o esperado, mas cai -10% em aftermarket após anunciar a sua intenção de aumentar o endividamento por 40.000 M$ (dívida + ampliação capital) para continuar com os seus planos de investimento/CAPEX.


Com esta mistura, o lógico hoje seria ver alguma estabilização do mercado, desde que não haja surpresas negativas na frente geoestratégica e o petróleo se mantenha próximo aos 90 $/barril.


FIM

quarta-feira, 10 de junho de 2026

AGUALUSA

 


ESG X CVM

 A


Avanço da CVM no tema ESG com a nova Resolução 244 revisando o arcabouço normativo no mercado de capitais referente aos reportes de sustentabilidade de Companhias Abertas.


A CVM conduziu importante recalibragem do paradigma regulatório ESG, com a edição a Resolução CVM 244, que reforma a Resolução CVM 193. Dentre as alterações, destaco a revogação da obrigatoriedade da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, que se tornaria mandatória já em 2026, conforme a anterior redação da Res 193.

Como bem destacado pela sempre vigilante Abrasca (https://lnkd.in/dUnXST-f), as exigências regulatórias devem observar a materialidade e evitar a imposição de custos desproporcionais que possam comprometer a competitividade empresarial.

Vale o complemento de que a conformidade não pode ter sua importância em si mesma mas sim naquilo que efetivamente contribui para a integridade do sistema regulatório e do ambiente de negócios.

A busca do atendimento à norma não deve ser um exercício irracional e meramente burocrático de conformidade. Devem ser consideradas como peças centrais o atual nivel de maturidade da governança corporativa no ambiente de negócios brasileiro, os regionalismos, as especificidades de cada setor, e, muito importante, o peso do custo de observância versus o benefício material que sua implementação poderá trazer.

Com essa nova roupagem normativa, a divulgação retoma seu caráter voluntário, fundamentado no consagrado modelo do "pratique ou explique" (comply or explain), sendo importante notar que a flexibilização não é um "cheque em branco" para as Companhias. Aquelas que optarem pelo reporte deverão, obrigatoriamente, seguir os padrões internacionais, em especial o IFRS.

Em mais de duas décadas acompanhando a evolução da nossa B3, vejo este movimento não como um retrocesso, mas como um amadurecimento. A governança sólida pressupõe transparência, mas também exige pragmatismo e foco na materialidade. O compromisso com a sustentabilidade deve emanar da estratégia de negócio e da cultura organizacional, e não apenas do Diário Oficial.

Setor agrícola e os riscos

 


Call Matinal 1106

  Call Matinal 11/06/2026 Julio Hegedus Netto, economista   MERCADOS EM GERAL   FECHAMENTO (1006) MERCADOS Na quarta-feira (...