terça-feira, 26 de maio de 2026

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XP Política & Macro Strategy



Brasil

 

O presidente Lula avançou ontem em um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para a votação da PEC que acaba com a escala 6x1 de trabalho, principal bandeira eleitoral do Planalto para este ano (https://tinyurl.com/3k9u45vx). 

 

A proposta prevê a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de folga por semana e sem corte de salários, pontos colocados como “inegociáveis” por Motta. A mudança será implementada de forma escalonada, em um período de transição de um ano – com uma redução de 2 horas semanais ainda em 2026, 60 dias da promulgação da PEC, e o restante após 12 meses. Ao mesmo tempo, Motta indicou que o Congresso deverá discutir uma legislação complementar para flexibilizar a contratação de trabalhadores via MEI e revisar os limites de faturamento da categoria, numa tentativa de mitigar impactos sobre setores intensivos em mão de obra. A expectativa é que a PEC seja votada, tanto na comissão especial quanto em plenário, nesta semana (app: https://bit.ly/4vdEIkA | desktop: https://tinyurl.com/278bqdhy). 

 

Uma vez aprovada na Câmara, a proposta segue para o Senado, onde ainda não há definição sobre o calendário de tramitação, mas as negociações em torno da matéria já começam a ganhar tração. Os jornais reportam que o setor produtivo deve buscar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, na tentativa de viabilizar mudanças no texto, como um período de transição mais longo (https://bit.ly/4fHCeX1 e https://bit.ly/4dILQON) – o relator, deputado Leo Prates (Republicanos), defendia uma transição de dois a quatro anos, mas o governo pleiteava um período mais curto, bem como a implementação imediata de algumas medidas. Apesar do alinhamento entre Motta e Lula, empresários estariam apostando no mal-estar entre Alcolumbre e o governo para conseguir avançar nas tratativas (https://tinyurl.com/mr2mt7et). 

 

O Planalto, por sua vez, também já estaria atuando para evitar que a matéria trave nas tensões que marcaram a relação com o Senado nos últimos meses (https://bit.ly/4fIRCSV). Apesar da pressão do setor empresarial, a leitura é que Alcolumbre não deve impor resistência à proposta, diante de seu forte apelo popular (https://bit.ly/4dwt8eh). Com isso, a ideia do governo é que os primeiros efeitos da medida já possam ser sentidos antes do primeiro turno das eleições, potencializando seu efeito nas urnas (https://bit.ly/3PGnJbu). 

 

Ainda assim, a avaliação na cúpula do Executivo, segundo a Folha, é que, mesmo com uma eventual rejeição do texto no Congresso, o presidente Lula sairá vitorioso do debate. Mesmo que seja derrotado, o petista poderia dizer na campanha que defende os trabalhadores e seus adversários, não (https://bit.ly/4v24uYW). Seria uma forma de reforçar o discurso antissistema que está elaborando para a disputa eleitoral (https://tinyurl.com/29vbaejl). 

 

Em paralelo, o governo publicou na noite de ontem decreto e portaria que viabilizam a subvenção a produtores e importadores de gasolina no valor de R$ 0,44 por litro, com vigência de dois meses. Na sexta-feira, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a subvenção teria um impacto de R$ 2,4 bilhões no período. Já em relação ao diesel, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, disse que não estão descartadas a extensão de prazo de medidas ou até mesmo a ampliação da subvenção (https://bit.ly/4tWxPmI).

 

Flávio Bolsonaro também segue em busca de uma agenda positiva para deixar para trás o desgaste recente em sua campanha (https://bit.ly/3Q2HcTR). Para isso, o senador desembarcou ontem nos Estados Unidos, onde espera ter uma reunião com o presidente Donald Trump. Entre interlocutores, a previsão é que ele seja recebido pelo mandatário americano nesta terça-feira, embora o encontro não tenha sido oficialmente confirmado pela Casa Branca (https://bit.ly/4u0BqQp). 

 

Já a CNN afirma que a reunião poderia ser realizada com o vice-presidente JD Vance, não com Trump (https://bit.ly/3PIpnsY), mas que integrantes do PL temem o risco de que a agenda, caso frustrada, possa ser usada por partidos de esquerda como munição para desgastar ainda mais a imagem do pré-candidato (https://tinyurl.com/235zjb9z). Entre os compromissos previstos para Trump nesta terça, estão um check-up médico pela manhã e três “reuniões políticas” internas no Salão Oval à tarde (https://bit.ly/3PDZVoG). 

 

Monitor de pesquisas: Pesquisas Boas Ideias e PoderData podem ser divulgadas a partir de quinta e sexta-feira, respectivamente. 

 

Agenda BCB: Presidente e diretores não possuem agendas abertas ou com o mercado. 

 

Agendas de Lula e Durigan: Durigan concede entrevista ao Valor, às 14h. Também se reúne ao longo do dia com o deputado Aguinaldo Ribeiro, com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e com a ministra Esther Dweck. A agenda de Lula não havia sido divulgada até a publicação deste material. 

 

Agenda local de dados: Às 8h30 o BC publica o BoP de abril, com o mercado antevendo déficit em conta corrente de USD 150 mi e IDP de USD 5,4 bi e a XP, USD 700 mi e USD 5,0 bi, respectivamente. Às 10h30 o Tesouro divulga os editais do leilão de NTN-B e LFT.

 

Internacional

 

Donald Trump avaliou que as negociações com o Irã estão “avançando muito bem” e chegou a cogitar a possibilidade de o urânio iraniano ser transferido para outro local que não os EUA – mas voltou a fazer ameaças caso não haja entendimento entre os dois países. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Esmaeil Baghaei, afirmou que as negociações avançaram em “muitas questões”, apesar de estarem longe da assinatura do acordo (https://bit.ly/4a7zAGk). 

 

Agenda internacional de dados: Nos EUA, às 9h15 serão divulgados os dados semanais do ADP  e, às 11h, os dados de maio da confiança do consumidor do Conference Board. Às 14h teremos leilão de títulos de 2 anos.

 

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Bons negócios!

 

XP Política & Macro Strategy

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira,26 de Maio de 2.026.


*Wall Street volta operando a trégua*


… Nova York volta do feriado de Memorial Day repercutindo as expectativas de que um acordo entre Estados Unidos e Irã pode estar próximo. Nesta terça-feira, ataques dos Estados Unidos a instalações de mísseis iranianos induziram o petróleo a corrigir a queda na abertura dos negócios asiáticos, após devolver 7% na véspera, antecipando a reabertura de Ormuz. Ainda há riscos envolvendo temas mais sensíveis. O mercado continua operando os highlights da guerra. A agenda no Brasil prevê dados do setor externo. Já a votação do fim da escala 6X1, que prevê a redução da carga horária semanal para 40 horas, sem redução dos salários, com transição de 14 meses, foi adiada para amanhã. Nos Estados Unidos, o destaque é a confiança do consumidor do Conference Board.


AINDA HÁ RISCOS – O mercado continua ampliando as apostas em uma distensão no Oriente Médio, após novas sinalizações de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, mas o cenário ainda está longe de um consenso definitivo.


… À noite, forças americanas realizaram ataques no sul do Irã. Os alvos incluíram barcos que tentavam instalar minas e plataformas de lançamento de mísseis. Apesar da ofensiva, Trump disse que as negociações “prosseguem bem”.


… Ele indicou flexibilidade em relação ao destino do urânio enriquecido iraniano, admitindo inclusive a possibilidade de destruição do material dentro do próprio Irã, sob supervisão internacional.


… A sinalização deve ser interpretada pelo mercado como um gesto de concessão em um dos pontos mais sensíveis da negociação nuclear. Ao mesmo tempo, persistem os principais focos de impasse. Israel voltou a endurecer o discurso sobre o Líbano.


… Netanyahu prometeu ampliar ataques contra o Hezbollah e autoridades iranianas seguem afirmando que qualquer acordo precisa incluir cessar-fogo em todas as frentes do conflito, incluindo a atuação israelense contra grupos apoiados por Teerã na região.


… O mercado também monitora relatos de que Washington tenta transformar a trégua em um rearranjo diplomático mais amplo no Oriente Médio, pressionando Arábia Saudita e Catar a aderirem aos Acordos de Abraão e reconhecerem Israel.


… Mas sauditas e catarianos condicionam qualquer avanço à criação de um Estado palestino, o que Israel não aceita.


… Apesar do alívio, portanto, investidores seguem operando um ambiente altamente dependente de manchetes e sujeito a reversões rápidas.


… As próprias negociações continuam cercadas por condicionais envolvendo o controle do Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano, a atuação do Hezbollah no Líbano e a liberação de recursos iranianos congelados no exterior.


… Em resumo, o mercado trabalha com um cenário de redução do risco extremo de interrupção prolongada do fluxo de petróleo pelo Estreito, mas ainda sem elementos suficientes para sustentar uma leitura de solução definitiva para o conflito no Oriente Médio.


ESCALA 6X1 – O relator da comissão especial da Câmara, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta segunda-feira o parecer da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44h para 40h e amplia o descanso semanal remunerado para dois dias.


… O texto, construído em acordo com o governo Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, prevê uma transição de 14 meses e mantém a vedação de qualquer redução salarial – um dos pontos mais sensíveis da proposta.


… O setor empresarial segue pressionando, sob argumento de aumento relevante de custos trabalhistas e necessidade de novas contratações.


… O relatório estabelece uma primeira redução de 44h para 42h semanais 60 dias após a promulgação da PEC. Depois de um ano, a carga máxima cairá para 40h. O texto também prevê dois dias de folga remunerada por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.


… O texto também tenta acomodar preocupações do setor produtivo ao prever regras específicas para MEIs, micro e pequenas empresas, além da discussão sobre flexibilização de contratações e eventual reajuste do teto de faturamento do microempreendedor individual.


… Esse tema enfrenta resistência da equipe econômica pelo impacto fiscal.


… Outro ponto flexibiliza o controle de jornada para trabalhadores com ensino superior e remuneração acima de dois tetos e meio do INSS, hoje em torno de R$ 21 mil. Nesse caso, o controle de horas poderá ocorrer apenas por liberalidade do empregador ou por acordo coletivo.


… Hugo Motta afirmou que há “ampla convergência” entre Câmara e governo sobre os pilares da proposta — redução da jornada, fim da escala 6×1 e manutenção dos salários — e que o prazo de transição busca equilibrar a pressão dos trabalhadores com a adaptação das empresas.


… Economistas ouvidos pelo Valor avaliam, porém, que o período de transição ainda é curto e alertam para riscos de aumento de custos, maior rotatividade e avanço da informalidade, sobretudo entre trabalhadores de menor qualificação.


… A votação do texto, que aconteceria ontem na comissão especial da Câmara, foi adiada para amanhã (10h).


GALÍPOLO VS DURIGAN – O debate em torno da PEC 65 ganhou novo ruído político, após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, contradizer publicamente o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre o grau de envolvimento da equipe econômica na formulação do texto.


… Galípolo afirmou receber com “estranhamento” as críticas ao relatório do senador Plínio Valério, dizendo que a proposta “veio justamente da equipe econômica”, numa tentativa de reduzir o conflito dentro do governo em torno do novo desenho institucional para o BC.


… Horas depois, Durigan rebateu, afirmando que o texto apresentado no Senado não foi fechado pela Fazenda. Segundo ele, a equipe econômica teria apresentado uma alternativa focada em resolver o problema orçamentário do BC sem provocar aumento da dívida pública.


… A divergência gira em torno do modelo previsto na PEC 65, que transforma o Banco Central em uma entidade pública de natureza especial, transferindo a instituição para o setor público financeiro.


… Nesse desenho, os títulos do Tesouro mantidos na carteira do BC passariam a ser contabilizados como dívida, motivo da preocupação.


… Além da discussão sobre o impacto contábil da proposta, o embate também expõe sensibilidades políticas em torno do grau de autonomia e da governança futura da autoridade monetária.


UMA FOTO COM TRUMP – O senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington na expectativa de uma possível reunião com Donald Trump, em meio ao desgaste provocado pelas revelações envolvendo conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… Segundo aliados, a intenção do entorno bolsonarista é garantir uma foto dele com o presidente americano, na tentativa de reforçar seu capital político em meio à crise. O encontro, porém, ainda não foi confirmado oficialmente pela Casa Branca.


… Interlocutores próximos afirmam que Flávio “foi convidado” para uma agenda no governo americano, mas admitem receio de eventual adiamento, diante da instabilidade da agenda de Trump, concentrada nas negociações envolvendo o Irã e o Oriente Médio.


… A articulação da viagem é atribuída ao irmão Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado e mantém relação próxima com setores do trumpismo mais ideológico. Eduardo também é alvo de investigação no Brasil.


LULA É O PLANO A – Lideranças do PT voltaram a reforçar nesta segunda-feira que o presidente segue como candidato à reeleição, após o início do tratamento preventivo de radioterapia no couro cabeludo para reduzir o risco de recorrência de um câncer de pele.


… Integrantes do partido afirmam que Lula não tem restrições médicas, manterá a agenda de trabalho normalmente e deve intensificar as viagens pelo País no segundo semestre, já em ritmo mais forte de pré-campanha.


… O tratamento deve durar cerca de três semanas e terminar antes do início oficial da campanha eleitoral.


… Nos bastidores, dirigentes petistas evitam ampliar publicamente a discussão sobre o tratamento para não alimentar especulações sobre eventual mudança de planos na disputa presidencial. A orientação interna é afastar qualquer hipótese de substituição de candidatura.


… “Lula é o candidato, não tem plano B”, resumiu uma liderança do partido ao Valor.


… O PT avalia que preservar a imagem de vitalidade política e capacidade operacional do presidente será central para evitar ruídos, num momento em que o cenário eleitoral começa a ganhar tração com novas pesquisas e movimentações da oposição.


BTG-NEXUS – Nesta segunda, nova pesquisa mostrou Lula com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, no limite da margem de erro. No primeiro turno, Lula aparece com 40% e Flávio com 35%, reforçando a polarização entre petismo e bolsonarismo.


PESQUISAS DA SEMANA – A corrida presidencial ganha nova rodada de monitoramento nesta semana, com divulgação de levantamentos de diferentes institutos em meio ao aumento da tensão política envolvendo a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.


… Amanhã, quarta-feira, serão divulgadas as pesquisas Jota e Indexa. Na quinta, sai o levantamento Meio/Ideia. Já na sexta-feira, serão publicados os números do PoderData e da Veritá, enquanto a Vox Brasil divulga pesquisa nacional no domingo.


… Além dos nomes consolidados para a disputa presidencial, alguns levantamentos vão testar cenários alternativos com Michelle Bolsonaro, Fernando Haddad, Tereza Cristina, Joaquim Barbosa e Aécio Neves, refletindo o ambiente ainda aberto para definição de candidaturas.


… Estrategistas políticos avaliam que as próximas rodadas podem ajudar a calibrar o impacto inicial da deterioração recente da imagem de Flávio, embora ainda exista cautela sobre movimentos mais estruturais no cenário eleitoral.


MAIS AGENDA – A terça-feira traz como principal destaque doméstico a divulgação das estatísticas do setor externo de abril pelo Banco Central, enquanto no exterior investidores acompanham os números de confiança do consumidor americano.


… Às 8h30, o BC publica os dados de transações correntes e Investimento Direto no País (IDP).


… A mediana das Projeções Broadcast aponta déficit de apenas US$ 100 milhões em conta corrente em abril, após rombo de US$ 6 bilhões em março, no que pode marcar o melhor resultado desde outubro de 2023.


… O desempenho é explicado principalmente pelo superávit robusto da balança comercial, impulsionado pelos embarques de soja e petróleo em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços da commodity.


… Parte do mercado, inclusive, trabalha com possibilidade de superávit nas transações correntes no mês.


… Para o IDP, a mediana das estimativas aponta entrada líquida de US$ 5,55 bilhões em abril.


… Economistas observam, porém, que a escalada geopolítica recente elevou cautela global com investimentos, reduzindo parcialmente o fluxo para emergentes, apesar da percepção ainda favorável em relação ao Brasil.


… No exterior, o principal evento do dia será o índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos medido pelo Conference Board, às 11h.


… O dado ganha relevância em uma semana marcada também pela divulgação do PIB americano revisado e, principalmente, do PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve – ambos na quinta-feira.


… A agenda internacional ainda traz, o índice de atividade do Fed de Chicago (9h30), falas do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, em painel com o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda (21h), além dos números de lucro industrial da China (22h30).


VAI DAR BOM? – A julgar pela queda livre do petróleo ontem, com o Brent abaixo de US$ 100 e WTI querendo furar US$ 90, o investidor decidiu mergulhar na aposta do acordo de paz preliminar com possível reabertura de Ormuz.


… Antes mesmo que um plano tenha sido anunciado, o mercado já começa a fazer os cálculos sobre que faixa de suporte o barril pode testar. Apesar do otimismo, o que se diz é que dificilmente o Brent valerá menos de US$ 80.


… As perdas de estoques e a produção interrompida no Oriente Médio devem demorar para ser compensadas. Assim, mesmo que a guerra acabe hoje, a percepção é de impacto prolongado, que não acabará do dia para a noite.


… Mas ontem o tombo foi pesado: o contrato do Brent para agosto desabou 6,78%, a US$ 93,42. O WTI não operou no pregão regular, por conta do feriado nos EUA, mas derreteu 6,58% na sessão eletrônica, negociado a US$ 90,24.


… O choque inflacionário do petróleo virou atualmente o fiel da balança para a política monetária global, com os grandes BCs todos em compasso de espera, de olho no Irã, para decidir se antecipam ou não um aperto do juro.


… Por aqui, o mercado confia que, independentemente de o conflito acabar logo ou não, vem pelo menos mais um corte da Selic pelo Copom em junho, embora a taxa básica possa continuar em patamar elevado por mais tempo.


… Ontem, o boletim Focus apontou nova piora na expectativa do IPCA para este ano (de 4,92% para cima de 5%, a 5,04%), indicando que a inflação continua resistente, mesmo em um ambiente de juros ainda bastante altos.


… Ainda no Focus, a estimativa de inflação para 2027 oscilou marginalmente, de 4% para 4,01%. A de 2028, que na última sexta-feira foi foco de atenção dos diretores do BC na reunião trimestral com economistas, seguiu em 3,65%.


… O fato de as expectativas não terem sofrido deterioração neste prazo pode, eventualmente, deixar o Copom mais à vontade para seguir com os cortes, ainda mais se os Estados Unidos e o Irã progredirem para um acordo definitivo.


… Durante a coletiva à imprensa, ontem, sobre o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025, Galípolo ponderou que as projeções de inflação para horizontes mais curtos estão contaminadas por duas variáveis.


… De um lado, o choque de oferta do conflito no Irã; de outro, o choque de oferta relativo ao El Niño. Disse ainda que a política monetária vem funcionando e colocando o crescimento mais próximo do nível potencial.


… A volta do apetite por risco com as notícias sobre os planos diplomáticos para a reabertura do Estreito de Ormuz promoveu ontem uma forte queima de prêmios na curva dos juros futuros, em sessão marcada pela baixa liquidez.


… No fechamento, o contrato de DI para janeiro de 2027 marcava 14,025% (de 14,077% no ajuste anterior); Jan/28,  13,725% (contra 13,835%); Jan/29, 13,710% (de 13,851%); Jan/31, 13,840% (13,970%); e Jan/33, 13,930% (14,063%).


ZONA DE ARREBENTAÇÃO – A guerra vive um de seus momentos mais decisivos, com o mercado torcendo para que a aproximação entre Trump e o Irã desta vez não morra na praia e nem entre para a coletânea de frustrações.


… O alívio de risco no exterior levou o dólar a furar momentaneamente ontem o suporte psicológico dos R$ 5 na mínima intraday, a R$ 4,9943. Mas a moeda desacelerou o fôlego de queda no fechamento, a R$ 5,0190 (-0,18%).


… Ao Broadcast, o economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, estimou que, em um “cenário benigno”, que leva em conta “eleição favorável para a oposição e fim da guerra”, a taxa de câmbio poderia recuar para R$ 4,84.


… Já no adverso, com “reeleição de Lula, piora da perspectiva fiscal e extensão da guerra”, o dólar atingiria R$ 5,24.


… Economistas do BTG ressaltam que o real se beneficiou até bem recentemente da escalada do petróleo e que ainda há espaço para novas apreciações, mas o trade eleitoral começará a pegar mais forte daqui em diante.  


… Diante deste risco, o banco prevê um cenário mais desafiador até outubro, com dólar a R$ 5,10 no final do ano.


… Lá fora, o sentimento de que “agora vai” e de que esta guerra acaba relaxou a moeda americana. O índice DXY recuou 0,26%, para 98,978 pontos. O euro subiu 0,35%, para US$ 1,1646, e a libra avançou 0,58%, a US$ 1,3509.


… Também o iene conquistou terreno, a 158,92 por dólar. Na noite de ontem, o vice-presidente do BC japonês, Ryozo Himino, disse que o BoJ continuará apertando a política monetária, mas o momento dependerá do risco.


… Muitos economistas e investidores esperam aumento das taxas na próxima reunião, em junho, à medida que mais formuladores de políticas se tornam cautelosos com a chance de aceleração da inflação devido ao petróleo caro.


… A derrocada do barril ontem destoou da longa sequência de pressão recente e pesou para as ações da Petrobras nesta segunda, mas o Ibovespa acabou poupado de perdas, porque foi sustentado pelo ânimo dos papéis dos bancos.


… Sem a referência de Nova York e com a liquidez global reduzida a apenas R$ 14,2 bilhões por conta do feriado americano de Memorial Day, o Ibovespa fechou em alta de 0,91%, na máxima do dia, aos 177.815,72 pontos.


… Três ações do setor financeiro fecharam no pico do dia: Bradesco PN (+2,55%, a R$ 18,07), Santander unit (+1,99%, a R$ 27,64) e BTG unit (+3,65%, a R$ 55,90). Itaú PN subiu 2,26%, para R$ 40,32, e BB ON, +3,39% (R$ 21,65).


… As ações da Vale ganharam 0,59% (R$ 83,59), apesar da estabilidade do minério de ferro (+0,06%), enquanto os papéis da Petrobras caíram forte (ON, -2,91%, a R$ 48,69; e PN, -2,43%, a R$ 43,40) com o petróleo derretendo.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS aprovou nova composição do Comitê de Auditoria Estatutário (CAE). Foram eleitos Renato Galuppo e Marcelo Gasparino da Silva, membros independentes do conselho de administração…


… Também seguem no comitê, os membros externos Eugênio Tiago Chagas Cordeiro Teixeira e Newton de Araujo Lopes. Renato Campos Galuppo assumirá seu mandato como membro e presidente do CAE a partir de 10 de julho…


… Ele sucederá Fábio Veras de Souza, que deixa os cargos de membro externo e presidente interino.


BRAVA ENERGIA. Ecopetrol lançou OPA voluntária para assumir controle da empresa, ao preço de R$ 23 por ação…


… A estatal colombiana pretende adquirir 25% do capital da companhia e elevar participação para 51%. O leilão da oferta ocorrerá em 25 de junho na B3.


COPASA. A privatização da companhia recebeu propostas da Equatorial e do consórcio formado por Equipav, GIC, Itaúsa e Aegea, segundo fontes do Valor e Broadcast. A Sabesp ficou de fora. Os envelopes serão abertos amanhã.


COPEL. A controlada Elejor formalizou repactuação de parcelas de R$ 420,6 milhões devidas de Uso de Bem Público (UBP) das usinas Santa Clara e Fundão.  


JHSF. A companhia lançou o Fasano Yachts, nova frente de negócios voltada à hospitalidade de luxo no mar, com frota inicial de 12 iates na Sardenha.


RAÍZEN. Credores já não contam mais com eventual aporte de R$ 500 milhões de Rubens Ometto na companhia, segundo a Coluna do Broadcast. A expectativa, porém, segue de acordo com credores até 9 de junho.


SÃO MARTINHO. A companhia encerrou o 4Tri da safra 2025/26 com lucro de R$ 172,85 milhões, alta anualizada de 64,6%. O Ebitda ajustado somou R$ 1,094 bilhão, avanço de 41,9%…


… A receita líquida cresceu 29,1%, para R$ 2,245 bilhões.


AZZAS 2154. A companhia afirmou não haver decisão sobre eventual cisão ou segregação de ativos entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy.


ORIZON. Tarpon Gestora e TPE Gestora reduziram participação para 4,45% do capital da companhia.


PARANAPANEMA. A companhia homologou aumento de capital de R$ 85,2 milhões por meio da conversão de créditos em ações, conforme previsto no plano de recuperação judicial.


LUPATECH. A companhia protocolou pedido de homologação de recuperação extrajudicial para reestruturar passivo de R$ 295,4 milhões…


… A proposta já conta com apoio de credores que representam 55,4% dos débitos trabalhistas e 42% dos créditos quirografários.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque fechada; EUA tech fechado; EUA Semis fechado; UE +1,9% Espanha +2,2% VIX fechado; Bund 2,95%. T-Note fechado; Spread 2A-10A USA=+45pb B10A: ESP 3,37% PT 3,31% ITA 3,65% FRA 3,64% Euribor 12m 2,78% (fut.12m 2,83%) USD 1,164 JPY 185,0/€ 159,0/$. Ouro 4.571$. Brent 96,3$. WTI Cerrado. Bitcoin +1,7% (77.207$) Ether +1,8% (2.108$). 


:: SESSÃO. Hoje o tom é positivo. Nova Iorque reabre após permanecer fechada ontem e os futuros vêm a subir +0,6%/+0,7%. Incluem o bom comportamento das bolsas, ontem, na Europa (ca. +2,0%) perante a expetativa de um possível acordó de paz entre os EUA e o Irão. É certo que o acordo ainda não se materializou, mas parece vislumbrar-se a curto prazo num quadro preliminar que incluiria: (i) a reabertura do Estreito de Ormuz com a cessação do bloqueio naval dos EUA, (ii) eliminação de sanções para ativos iranianos e (iii) adiamento das negociações sobre questões nucleares por 60 dias. Veremos… De momento, esta madrugada, os EUA atacaram vários objetivos no Irão, embora Marco Rubio garante que se trata de uma “operação defensiva” e que não influencia nas negociações que poderão durar “mais alguns dias”. Como consequência, o petróleo aumenta ca. +2,0%, embora se mantenha <100 $/barril.


Na frente convencional, a referência macro mais importante de hoje será a Confiança do Consumidor nos EUA (15 h). Provavelmente irá retroceder de forma testemunhal (91,5 esp. vs. 92,8 ant.), embora os três últimos registos tenham surpreendido para melhor, reforçando a ideia de que a deterioração macro da guerra no Médio Oriente não está a ser tão evidente como se poderia ter esperado. Também será publicado o Índice Industrial da Fed de Dallas (13:30 h) que certamente ficará para segundo plano.


Em suma, hoje o lógico é que o tom seja um pouco melhor em Nova Iorque, já que deverá incluir hoje as subidas registadas ontem na Europa após ter permanecido fechada ontem. Na Europa, o tom da sessão será mais neutral/lateral perante a ausência de catalisadores na sessão e à espera de novas notícias na frente geoestratégica.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Fundo Verde

 https://valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/05/verde-ve-ciclo-eleitoral-complexo-e-alerta-para-reversao-de-fluxo-estrangeiro.ghtml


*_VERDE ASSET VÊ CICLO ELEITORAL COMPLEXO E ALERTA PARA REVERSÃO DE FLUXO ESTRANGEIRO NO BRASIL_*


• *Maré Baixa e Populismo Fiscal*: O ambiente que parecia favorável para os ativos brasileiros sofreu uma deterioração acentuada. Em entrevista exclusiva, o gestor da Verde Asset, Luiz Parreiras, alertou que a combinação de choque do petróleo, pressões inflacionárias e a antecipação do ciclo eleitoral reduziu drasticamente o espaço para cortes na Selic. O gestor estima que as medidas de estímulo e isenções concedidas pelo governo injetaram um impulso fiscal e parafiscal equivalente a 1% do PIB, criando um modelo econômico com acelerador fiscal potente que passa a exigir um freio monetário muito mais duro.


• *O Racha no Fluxo Global*: De acordo com a Verde, o investidor internacional mudou sua régua de alocação. Se em um primeiro momento da guerra no Oriente Médio o fluxo buscou o Brasil pelo "trade do petróleo", a calmaria marginal levou a uma clivagem técnica focada em Inteligência Artificial. O dinheiro estrangeiro migrou para polos como Taiwan e Coreia, deixando o Brasil na vala dos países que "não têm IA". Parreiras adverte que se o dólar iniciar um ciclo global de valorização estrutural, a retirada de capital emergente pode punir o mercado doméstico de forma severa.


• *A Derretida dos Juros na Curva*: O reflexo desse superaquecimento e da desancoragem de expectativas foi violento nos modelos de precificação. O mercado, que em 27 de fevereiro projetava um IPCA de 3,7% para este ano, já precifica uma inflação de 5,7%. Com isso, a aposta consensual de que o Banco Central traria a Selic de 15% para 12% desidratou na B3, com a curva mal conseguindo precificar juros na casa dos 14%. Parreiras avalia que o atual BC tentará "olhar além" do choque e agirá de forma gradual, descartando altas de juros na marra, mas operando com o espaço de manobra estrangulado.


• *Estratégia de Portfólio do Fundo*: No desenho das estratégias da Verde Asset, a gestora adotou as seguintes posições de proteção:


* *Câmbio*: Redução na exposição comprada em Real, após a atuação do BC com swaps cambiais, embora os modelos internos estimem o valor justo da divisa entre R$ 4,60 e R$ 4,65.

* *Metais e Hedge*: Manutenção de alocações táticas em Ouro e Prata como proteção definitiva contra ruídos fiscais e geopolitical bagunça.

* *Internacional*: Posições compradas em inflação americana (TIPS) desde a eleição de Trump, capturando o prêmio de tarifas comerciais e o capex global de IA.

* *Juros Locais*: Posição zerada em juros no Brasil devido à opacidade e falta de potência da política monetária frente aos estímulos de crédito estatais.


• *A Assimetria de 2026*: Parreiras pondera que o cenário político para o próximo ano é nebuloso e dominado pelo populismo enraizado, inclusive no Congresso. Em caso de continuidade do governo atual, o risco é de um avanço ainda mais agressivo nos gastos em busca de legado, o que fará a trajetória da dívida — que já cresce de 4 a 5 pontos do PIB ao ano — bater no muro. Pelo lado da oposição de direita, favorita com Flávio Bolsonaro, o mercado ensaia uma assimetria positiva de corte de despesas, mas o gestor mantém ceticismo sobre a viabilidade política de medidas duras em ano de eleição. "O estrangeiro não precisa estar aqui. Me preocupa o Brasil gastar a sunga antes da maré baixar", concluiu.


📚 NEWS + RESUMO: *A FALTA DE POTÊNCIA MONETÁRIA ANTE O ATIVISMO PARAFISCAL*


*Análise de Cenário*: Os apontamentos de Luiz Parreiras expõem com precisão cirúrgica o principal curto-circuito da macroeconomia doméstica: o ativismo parafiscal anulando a política monetária tradicional. Injetar o equivalente a R$ 190 bilhões em estímulos via canais de crédito subsidiados e ampliação de renda cria uma falsa sensação de dinamismo no PIB de curto prazo, mas cobra um preço punitivo na inflação de serviços e na curva longa de juros. Ao distorcer os mecanismos de transmissão do Copom, o front fiscal obriga o investidor local a exigir prêmios de risco cada vez maiores, viciando o mercado na liquidez imediata da renda fixa isenta e paralisando o fluxo de debêntures e IPOs no mercado de capitais.


*Perspectiva de Mercado*: Para o investidor institucional, a leitura de portfólio da Verde Asset chancela a necessidade de máxima seletividade e posições defensivas no atual estágio do ciclo. Operar comprado em Real por fundamentos de balança comercial de petróleo faz sentido técnico, mas a velocidade desse ganho foi limitada pela própria atuação do Banco Central nos swaps. Sem o suporte do fluxo internacional — que prefere pagar os múltiplos esticados do ecossistema de inteligência artificial nos EUA a carregar o risco político de Brasília —, o Ibovespa perde sustentação estrutural. A estratégia correta para os próximos meses segue ancorada no carrego de inflação de curto prazo e na diversificação internacional em moedas duras ou ativos reais (como ouro), evitando apostas direcionais na ponta longa da curva DI até que haja clareza sobre o teto do déficit público.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Mercado compra a trégua no Oriente Médio*


… Com feriados nos Estados Unidos (Memorial Day), no Reino Unido, Alemanha e parte da Ásia, a liquidez é mais reduzida nesta segunda-feira, enquanto o mercado tende a sustentar a expectativa de um acordo próximo entre os Estados Unidos e o Irã, que seguiu em negociação no fim de semana. No início dos negócios, o Brent operava abaixo de US$ 100, antecipando a reabertura do Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, investidores aguardam pela agenda de peso nos próximos dias, com IPCA-15, PIB brasileiro, dados de emprego e números fiscais por aqui, e, nos Estados Unidos, a segunda leitura do PIB/1TRI e, principalmente, o PCE de abril – a medida de inflação preferida do Fed.


TRÉGUA EM NEGOCIAÇÃO – O mercado inicia a semana comprando a tese de descompressão no Oriente Médio, após sequência de reportagens indicar avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e ampliar o cessar-fogo por mais 60 dias.


… Segundo o NYT, Axios e agências internacionais, os dois lados já teriam chegado a um entendimento preliminar envolvendo a retomada gradual da navegação em Ormuz, autorização para o Irã voltar a exportar petróleo e abertura de negociações sobre o programa nuclear iraniano.


… O esboço do acordo também incluiria o compromisso de Teerã de discutir a redução do estoque de urânio altamente enriquecido, além da remoção de minas implantadas no estreito durante o conflito, embora pontos centrais ainda permaneçam sem definição.


… Entre esses pontos mais sensíveis, estariam o destino do material nuclear iraniano, o eventual desbloqueio de ativos congelados no exterior e a exigência americana de limitar o enriquecimento de urânio no longo prazo.


… O tom das autoridades, porém, continua longe de sugerir um acordo fechado.


… Donald Trump afirmou neste domingo que as negociações avançam de forma “profissional e produtiva”, mas ressaltou que o entendimento “ainda não foi totalmente negociado” e orientou seus representantes a “não se apressarem”.


… O presidente americano também reforçou que o bloqueio seguirá “em pleno vigor” até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado, numa tentativa de conter a percepção de que a guerra estaria perto de um encerramento definitivo.


… Do lado iraniano, autoridades e veículos estatais da mídia mantiveram o discurso cauteloso, afirmando que ainda existem divergências importantes no texto e negando que exista um acordo finalizado.


… Já o governo de Israel elevou o tom.


… Benjamin Netanyahu voltou a afirmar que qualquer pacto definitivo precisará eliminar completamente o risco nuclear iraniano, incluindo o desmonte das instalações de enriquecimento e retirada do urânio enriquecido do território iraniano.


… Ainda assim, o noticiário do fim de semana foi suficiente para sustentar a percepção de que o mercado continua inclinado a trabalhar com um cenário de redução gradual das tensões, especialmente em um pregão de liquidez mais fraca no feriado do Memorial Day.


QUANTO CAI O PETRÓLEO? – Em meio às negociações, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou neste domingo que um eventual acordo com o Irã poderia provocar forte queda nos preços de energia.


… Com isso, ele completou, a inflação terá alívio, abrindo espaço para o Federal Reserve voltar a cortar juros.


… Segundo Hassett, o mercado já começou a operar essa possibilidade, diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e do retorno de uma grande quantidade de petróleo represado ao mercado internacional.


… O assessor de Donald Trump afirmou que existe capacidade ociosa relevante de produção na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes e disse esperar que gasolina e petróleo “surpreendam para baixo” assim que o fluxo em Ormuz for normalizado.


… Na abertura do mercado asiático, o petróleo antecipava um desfecho e afundava, com o Brent negociado a US$ 99,06 (-4,33%).


FLÁVIO AINDA É COMPETITIVO – O primeiro Datafolha após o “Flávio Day 2.0” mostrou perda de fôlego do senador Flávio Bolsonaro, mas sem produzir, ao menos por enquanto, um colapso da candidatura que o mercado chegou a temer ao longo da semana.


… Na pesquisa divulgada na sexta-feira, Lula abriu nove pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno, 40% a 31%, enquanto no segundo turno o petista aparece numericamente à frente, com 47% a 43%, ainda em cenário de empate técnico dentro da margem de erro.


… A leitura predominante no mercado foi menos negativa do que se imaginava, principalmente porque o desempenho no segundo turno preserva a percepção de competitividade da direita em 2026, mesmo após a crise envolvendo Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”.


… Analistas políticos, porém, avaliam que o desgaste ainda pode continuar, já que cerca de um terço do eleitorado afirma não conhecer o caso, enquanto a rejeição de Flávio começou a subir e já se aproxima da rejeição de Lula.


… Outro ponto que chamou atenção foi a ausência de migração relevante de votos para nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, mantendo a oposição fragmentada e reforçando a percepção de que Flávio continua sendo o principal polo competitivo do campo conservador.


… Também na sexta-feira, a pesquisa Futura/Apex reforçou essa leitura ao mostrar Lula com 47,7% contra 42,2% de Flávio no segundo turno, em um cenário ainda apertado, apesar da deterioração recente da imagem do senador.


O APOIO DE TRUMP – Em meio à tentativa de reorganizar a narrativa da campanha, Flávio Bolsonaro deve embarcar nesta segunda-feira para os Estados Unidos, onde busca uma reunião com Donald Trump, ainda não confirmada pela Casa Branca.


ESCALA 6X1 – A Câmara entra em uma semana decisiva para a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1, com expectativa de votação do parecer na comissão especial e avanço do texto ao plenário nos próximos dias.


… O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve se reunir com Lula ainda hoje, antes da apresentação do relatório para tentar fechar os pontos ainda em aberto, especialmente as regras de transição para adaptação das empresas.


… O relator da proposta, deputado Leo Prates, pretende apresentar o parecer no final da tarde, às 17h, com previsão de votação na comissão até amanhã, terça-feira, e tentativa de levar a proposta ao plenário até quinta-feira.


… A tendência é que o texto da emenda seja mais enxuto, prevendo apenas a redução da jornada, dois dias de descanso e manutenção dos salários, enquanto detalhes setoriais e regras específicas ficariam para regulamentação posterior em projeto de lei.


… Lula voltou a defender uma implementação imediata da mudança, afirmando que a redução da jornada “não trará prejuízo” e que o trabalhador ficará “mais descansado”, embora tenha reconhecido que o governo precisará negociar o formato final com o Congresso.


CURTAS DA POLÍTICA – Enquanto a Câmara se dedica ao fim da escala 6 x 1, no Senado, a pauta desta semana é esvaziada.


… Entre os destaques nas comissões, a CAE analisa o projeto de renegociação das dívidas do agronegócio, enquanto a Comissão de Segurança Pública debate mudanças na legislação de combate à lavagem de dinheiro, ampliando o alcance das regras para incluir partidos políticos.


… Já a Comissão de Assuntos Sociais deve votar, em caráter terminativo, proposta que altera o salário mínimo de médicos e cirurgiões-dentistas.


… Na agenda do Executivo, Lula participa nesta segunda-feira da abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, ao lado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini.


MAIS AGENDA – A semana será mais curta nos mercados internacionais por causa dos feriados, mas concentra indicadores importantes de inflação e atividade aqui e no exterior, num momento em que investidores seguem sensíveis ao comportamento dos juros americanos.


… No Brasil, o foco principal ficará sobre o IPCA-15 de maio, na quarta-feira, especialmente na dinâmica de serviços e dos núcleos de inflação, pontos que seguem no radar do Banco Central após o discurso mais cauteloso do Copom.


… A agenda doméstica também traz a Pnad Contínua na quinta-feira e o PIB do primeiro trimestre na sexta-feira, além da divulgação dos números do Caged de abril. A expectativa é de aceleração da atividade após a estabilidade observada no fim de 2025.


… Na agenda do BC, o boletim Focus (8h25) e o Relatório de Estabilidade Financeira (8h) abrem a semana hoje, com entrevista coletiva de Gabriel Galípolo e diretores da autoridade monetária (Ailton de Aquino e Paulo Picchetti), às 11h.


… Amanhã, terça-feira, saem os dados do setor externo; na quarta, estatísticas de crédito; e, na quinta-feira, números fiscais de abril e a taxa de desemprego do trimestre até abril, com expectativa de recuo para 5,9%.


… Ainda hoje, o ministro da Economia, Dario Durigan, participa em São Paulo do lançamento do 5º leilão do Eco Invest Brasil.


BALANÇO – No finalzinho da temporada, o destaque da segunda-feira fica para os números da São Martinho, após o fechamento do mercado.


NOS ESTADOS UNIDOS – O grande destaque será a quinta-feira, quando saem a segunda leitura do PIB americano do primeiro trimestre, os números de renda e gastos pessoais e, principalmente, o índice de preços PCE de abril, medida de inflação preferida do Fed.


… Os dados ganham peso adicional após as últimas leituras mais fortes de inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos, que reforçaram o discurso mais duro de dirigentes do BC e aumentaram as apostas de juros elevados por mais tempo.


… A semana ainda traz ata do BCE, CPI preliminar da Alemanha, decisão de juros na Coreia do Sul e novos discursos de Fed boys.


NÃO CAIU DO CAVALO – Com o “efeito Dark Horse” provando-se menos impactante do que se imaginava na Datafolha para Flávio, em empate técnico com Lula no 2º turno, os juros futuros domésticos moderaram a pressão.


… A ponta longa do DI esvaziou os ganhos e zerou o estresse, com a melhora atribuída à redução do risco eleitoral e fiscal, na medida em que o mercado financeiro tem uma percepção mais expansionista em relação ao governo Lula.


… Apesar de na sexta o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no Orçamento no relatório bimestral de receitas e despesas ter superado o esperado, o número foi apenas monitorado pelos investidores, sem influência direta sobre a curva.


… Perto dos ajustes, o contrato de juro para Janeiro de 2031 passou de 14,012% para 14,000% e o Jan/33 caiu a 14,085% (contra 14,120% no pregão da véspera). Os demais vencimentos subiram, mas se afastaram das máximas.


… O trecho curto ainda avançou, porque foi surpreendido pelo comentário de Christopher Waller, que mesmo sendo um dos dirigentes mais dovish do Fed, admitiu na sexta que não há a menor chance de os juros caírem este ano.


… Mas ele enfatizou que é uma “loucura” falar em alta de juros num futuro próximo, enquanto o mercado não para de antecipar as apostas de aperto monetário, agora concentradas em outubro, contra dezembro um dia antes.


… Além da surpresa com a mudança de postura de Waller, descartando um corte este ano, outra novidade do noticiário na sexta-feira foi o passe livre de Trump para o novo presidente do Fed agir com independência.


… “Não olhe para mim; faça o que quiser”, disse Trump, durante a posse de Kevin Warsh.


… Aqui, causou curiosidade o fato de, na reunião periódica com economistas, os diretores do BC Paulo Picchetti e Nilton David terem feito perguntas aos profissionais presentes, o que é bastante incomum neste tipo de encontro.


… Fontes do Valor relataram que o BC deu atenção especial às estimativas de inflação para 2028. “Perguntaram sobre como a projeção para os preços do petróleo estaria afetando a projeção para o IPCA neste prazo.”


… A percepção que ficou é que, se a projeção de 2028 no relatório Focus não piorar mais, o BC pode continuar seu ciclo de corte de juros. Já se houver deterioração nesse prazo mais longo, a autoridade limitaria a flexibilização.


… Também o petróleo em alta contribuiu para manter os juros futuros de curto prazo ainda sustentados na sexta-feira: Jan/27 marcou 14,115% (de 14,043% na véspera); Jan/28, 13,885% (de 13,802%); e Jan/29, 13,895% (13,844%).


… Sem segurança sobre se haveria progressos diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã durante o fim de semana, o contrato do Brent para julho subiu 0,93%, a US$ 103,54, mas caiu 5% na semana, na torcida por um acordo.


MUITO ESPUMA – Na dúvida se uma proposta de paz avançaria nas próximas horas, o câmbio doméstico preferiu não ficar desprotegido. Além disso, o conservadorismo inusitado de Waller levou o dólar a fazer o hedge.


… A moeda norte-americana negociada no mercado à vista fechou em alta de 0,55%, cotada a R$ 5,0282.


… Lá fora, faltou fôlego para o índice DXY do dólar (-0,02%, a 99,239 pontos), porque o euro caiu com Lagarde evitando sinalizar uma alta do juro na reunião de junho do BCE, apesar de a guerra ainda não ter tido um desfecho. 


… Segundo ela, na véspera da próxima decisão de política monetária, que acontece dia 11, serão divulgadas projeções de inflação e só então é que serão decididas as medidas necessárias para manter os preços na meta de 2%.


… A estimativa atual no mercado aponta inflação de 2,6% este ano, com retorno ao alvo apenas em 2027.


… O euro, que contava antecipadamente com um aperto do juro, recuou 0,13%, para US$ 1,1610. A libra esterlina fechou praticamente estável, em leve alta de 0,08%, valendo US$ 1,3441, e o iene caiu para 159,16 por dólar.


… A sinalização de Waller de juros mais altos por mais tempo pelo Fed sustentou as taxas da Note-2 anos (a 4,122%, contra 4,059% na véspera) e 10 anos (4,559%, de 4,555%). Só a do T-Bond de 30 anos caiu, a 5,066% (de 5,082%).


… O sinal verde de Trump para Kevin Warsh fazer “o que quiser” no comando do Fed foi lido pelas bolsas norte-americanas pela ótica de credibilidade da política monetária e ajudou o Dow Jones a renovar o recorde histórico.


… O índice subiu 0,58%, para 50.579,70 pontos, o S&P 500 ganhou 0,37%, aos 7.473,47 pontos, e o Nasdaq teve leve alta de 0,19%, aos 26.343,97 pontos, saindo para o feriado do Memorial Day em otimismo cauteloso com a guerra.


… Na contramão de Nova York, o Ibovespa fechou em baixa de 0,81%, aos 176.209,61 pontos. Petrobras terminou em queda (PN, -1,05%, a R$ 44,48; e ON, -0,30%, máxima de R$ 50,15), apesar da alta moderada do petróleo.


… Os papéis dos principais bancos também caíram, com exceção do BB (+0,58%; R$ 20,94). Itaú PN recuou 1,72% (R$ 39,43); Santander unit, -1,78% (R$ 27,10); Bradesco PN, -1,56% (R$ 17,62); e BTG unit, -0,81% (R$ 53,93).


… Já a ação da Vale subiu 0,57% (R$ 83,10), apesar de o minério de ferro ter operado em leve queda de 0,13%.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS decidiu suspender um novo leilão de GLP para reduzir a pressão sobre o preço do gás de cozinha e sinalizar normalização após críticas do presidente Lula, segundo O Globo…


… Separadamente, a Reuters informou que o BNDES vendeu cerca de R$ 3 bilhões em ações da companhia em maio.


SABESP. O Cade aprovou a aquisição de 90% da Sanessol pela companhia, por R$ 125 milhões.


COPASA. As empresas interessadas em fazer uma oferta por uma fatia minoritária têm até hoje para apresentarem a proposta, conforme previsto no prospecto da operação. O nome do vencedor será divulgado ao mercado na quarta.


JBS. As ações registraram alta firme de 1,82% na sexta-feira na Nyse, depois de a companhia ter sido incluída na lista preliminar do índice Russell 3000, em meio ao processo anual de rebalanceamento dos índices americanos.


AXIA ENERGIA. Reuters informou que o BNDES vendeu mais de R$ 500 milhões em ações da companhia em maio.


COPEL. Reuters informou que o BNDES vendeu R$ 280 milhões em ações da companhia em maio.


QUALICORP. A companhia anunciou processo de sucessão no comando. Maurício Lopes assumirá a presidência do conselho em 31 de agosto, enquanto Eduardo Oliveira ocupará o cargo de diretor-presidente.


RD SAÚDE. Conselho aprovou compra da fatia do GPA na STIX por R$ 23 milhões.


ONCOCLÍNICAS. A companhia contratou o BTG Pactual para atuar como formador de mercado das ações na B3.


DIMED. Acionistas aprovaram aumento de capital de R$ 1,227 bilhão para R$ 1,294 bi, sem emissão de novas ações.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,4% US tech +0,4% US Semis +2% UEM +1% España +0,1% VIX 16,7% Bund 3,04%. T-Note 4,56%. Spread 2A-10A USA=+43pb B10A: ESP 3,47% PT 3,41% ITA 3,78% FRA 3,81% Euribor 12m 2,780% (fut.12m 3,0671%) USD 1,164 JPY 185,0/€ 158,9/$. Ouro 4. 553$. Brent 97,9$. WTI 90,9$. Bitcoin -0,2% (77.305$). Ether -1,1% (2.105$). 


:: SESSÃO. Nova subida hoje, provavelmente com o apoio de um risco inferior da geoestratégia (prorrogação de 60 dias no Irão, parece), petróleo abaixo dos 100 $/b., resultados corporativos 1T brilhantes e uma macro menos afetada do que o temido pela subida do petróleo, além de fatores associados à geoestratégia. Com Nova Iorque e Londres fechados, Europa poderá despistar-se, mas a melhoria de fundo provavelmente irá dar-nos a nona semana consecutiva de subidas em Nova Iorque. 


Em primeiro lugar, o risco geoestratégico parece inferior, percebendo-se o desejo de uma desescalada por parte dos EUA e do Irão. A situação provavelmente estancar-se-á durante tempo indeterminado, mas o seu agravamento parece pouco provável. 


Em segundo lugar, os resultados corporativos são simplesmente brilhantes: lucros +29% nos EUA e +12% na UE vs. +14,4% e +4% estimado, respetivamente. E os lucros determinam as bolsas a longo prazo.


Em terceiro lugar, a macro que se publica parece menos deteriorada do que se temia, no que diz respeito ao ciclo económico. E o aumento da inflação, até quase +4% nos EUA e um pouco superior a +3% na Europa, parece digerido. É provável que de daqui para a frente se modere. O “protagonista macro” desta semana será, precisamente, o Deflator do Consumo (PCE) americano (quinta-feira), que não prejudicará o mercado porque se espera que aumente até +3,9%, o que não surpreenderá porque a inflação já publicada saiu +3,8%, e é provável que não suba muito mais.


Além disso, a 12 de junho sairá SpaceX à bolsa, provavelmente com sucesso, independentemente do justificável da sua avaliação (OPV por aprox. 4% do capital a uma avaliação no intervalo 1,7Bn$/2,0Bn$), reavivando o dinamismo do mercado.


:: CONCLUSÃO. Estimamos que as bolsas continuarão a subir até à saída de SpaceX a meados de junho, pelo menos se a geoestratégia não incomodar, e que esta semana poderá ser a nona consecutiva de subidas em Nova Iorque.


FIM

domingo, 24 de maio de 2026

Viva a longevidade!

 O livro do ano no Japão:

O psicólogo Hideki Wada publicou um livro intitulado “A Parede dos 80 Anos”. Assim que foi lançado, o livro superou 500.000 cópias vendidas, tornando-se o mais vendido do momento. Se essa tendência continuar, as vendas deverão ultrapassar 1 milhão de exemplares, tornando-se o livro do ano no Japão.

O Dr. Wada, de 61 anos, é um médico especializado em doenças mentais em idosos. Ele condensou os segredos de uma vida “afortunada” para os jovens de 80 anos em 44 frases, listadas a seguir:

* Continue caminhando.

* Quando estiver zangado, respire profundamente.

* Faça exercícios suficientes para que seu corpo não fique rígido.

* Beba mais água ao usar ar-condicionado no verão.

* Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo.

* A perda de memória não se deve à idade, mas à falta de uso do cérebro.

* Não há necessidade de tomar medicação em excesso.

* Não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.

* Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz.

* A preguiça não é motivo de vergonha.

* Não é necessário gastar dinheiro com carteira de motorista (há uma campanha no Japão para que os idosos devolvam suas habilitações).

* Faça o que quiser; não faça o que não gosta.

* Os desejos naturais permanecem mesmo na velhice.

* Em qualquer caso, não fique sentado em casa o tempo todo.

* Coma o que quiser; um pouco de sobrepeso é melhor.

* Faça tudo com cuidado.

* Não se envolva com pessoas de quem você não gosta.

* Não assista televisão o tempo todo.

* “Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece”: esta é a frase mágica da felicidade para os idosos.

* Coma frutas e saladas frescas.

* O tempo de banho não deve ultrapassar 10 minutos.

* Se não conseguir dormir, não se obrigue.

* As atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral.

* Diga o que sente; não pense demais.

* Encontre um “médico de família” o quanto antes.

* Às vezes, mudar de ideia está tudo bem.

* Se você parar de aprender, envelhece.

* Não deseje fama; o que você tem já é suficiente.

* Quanto mais difícil é algo, mais interessante se torna.

* Tomar sol traz felicidade.

* Faça coisas que beneficiem os outros.

* Passe o dia de hoje com tranquilidade.

* O desejo é a chave da longevidade.

* Viva com alegria.

* Respire com leveza.

* Os princípios da vida estão em suas próprias mãos.

* Aceite tudo em paz.

* Pessoas alegres são amadas por todos.

* Um sorriso traz boas energias.


Com a perspectiva correta e hábitos diários saudáveis, os anos depois dos 60 podem ser os mais gratificantes da vida.

News XPress

 News XPress XP Política & Macro Strategy Brasil   O presidente Lula avançou ontem em um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados...