É questão de humanidade acudir quem teme ser preso ou ter de fugir, quiçá cometer uma loucura, como um de seus sicários
Papo de Economista
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sábado, 5 de setembro de 2026
Gente implicante, por Eduardo Affonso
Nota da Transparência Internacional
Nota da Transparência Internacional:
TEORIA ECONÔMICA DA CORRUPÇÃO, por Gustavo Maia Gomes
Qual é a taxa máxima de corrupção com que um país pode conviver sustentavelmente? Se as hipóteses e os parâmetros (apenas ilustrativos) do meu modelinho estiverem corretos, a resposta é 50% do PIB. Ou seja: se os agentes públicos ou privados de honestidade duvidosa tentarem se apropriar ilegalmente de mais do que isso, eles provocarão a queda persistente do produto interno bruto, até que o valor deste chegue a zero. Portanto, se quiserem maximizar seu fluxo de renda no longo prazo, os corruptores voltarão para os 50%.
Reflexões de um economista cansado 1
O cansaço advém da total impotência em "gritar" por moralidade, por descência neste país, até porque não há eco, parte da sociedade parece ter "banalizado" o ato em si.
Lutar por um pouco de ética! Dá para ser? E os cidadãos, lá em cima, sentados nas cadeiras do poder, pouco se importam, pouco estão preocupados com isso, a ponto de vermos toda a família, os filhos, envolvidos em "esquemas", ganhos paralelos as expensas do Estado Brasileiro.
É isso que dói, indigna e revolta.
Isso acontece no Executivo em Brasília, no Legislativo, nas altas direções das Estatais.
Lembrando que tudo piorou, na desastrada gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia, num embate inútil com parte da imprensa.
Só de pinimba, diante da histeria de alguns veículos da imprensa, Bolso resolveu remar em direção contrária e acabou se afogando no "negacionismo" de discutir a origem da pandemia e a necessidade ou não no uso das máscaras, da vacina, vendo conspiração em tudo. Na minha opinião, acabou sendo a "pá de cal" do seu governo. Penso, inclusive, que seria este o motivo mais do que plausível dele ter ficando inelegível e ter sido preso.
Não por causa daquela outra movimentação desastrada de articulação de um possível golpe de Estado, que acabou não se materializando por uma infinidade de razões, a maior delas, adesão praticamente inexistente. Ninguém, dos grandes batalhões, apoiou. Acabou algo brancaleônico, patético até, e a turma do submundo do STF bem se aproveitou.
Em verdade, tudo isso para dizer que nos movimentos desastrados da pandemia, o Congresso foi em cima e por pouco, Bolsonaro não foi cassado durante o seu mandato.
Em verdade, Bolsonaro acabou perdendo os anéis, numa negociação em que ele abriu para as emendas impositivas, um verdadeiro assalto aos cofres públicos, pois os políticos passaram a ter acesso a emendas individuais, nada mais do que recursos públicos, sem estabelecer uma prestação de contas. Estabeleceu-se então a corrupção oficial ou institucionalizada, um verdadeiro desastre.
E tantas contestações, dado o comportamento rebelde e arrogante do ex-presidente Bolsonaro, acabou por fortalecer o outro lado. Se o objetivo era "enterrar" a quadrilha do PT, depois da LAVA JATO, o comportamento do Bolso acabou por fortalecer a oposição. Deu-se o que se esperava nas eleições atípicas de 2022.
Importante, no entanto, que se diga, que o desgaste do PT é tão latente na sociedade brasileira, no seu "modus operanti oba oba", irresponsável, recheado de esquemas e aparelhamentos que, mesmo ganhando, a eleição foi muito disputada, na margem com uma vantagem em torno de 2 milhões de votos, pouco para um país da dimensão do Brasil.
Lula foi eleito com a esta retórica de "defensor da democracia", ou seria dos seus "companheiros", mas logo se estabeleceu toda a variedade de pequenos a monstruosos esquemas de desvio, traficância, roubalheira...
Nos próximos textos, falemos do ciclo lulo-pestista no poder.
Editorial OESP
Duas coisas chamam a atenção neste novo editorial do Estadão: a veemência das críticas ao Careca do Master e a mudança de tom em relação aos manifestantes do 8/1, outrora chamados de golpistas pelo jornal paulista e agora de arruaceiros. Falta agora pedir a revisão dos processos desses arruaceiros, muitos deles condenados por crimes que jamais cometeram.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
“Equilíbrio entre razão e emoção eleva desempenho”, de Suzana Liskauskas, reflexões do Prof. Diego Marconatto, da Fundação Dom Cabral.
Gostei muito do que li hoje no Valor Econômico, no artigo “Equilíbrio entre razão e emoção eleva desempenho”, de Suzana Liskauskas, trazendo reflexões do Prof. Diego Marconatto, da Fundação Dom Cabral. Uma frase, em particular, sintetiza muito do que acredito sobre liderança e tomada de decisão:
“A intuição não foi abolida pela era digital. Digamos que ela foi enriquecida pelos dados.”
Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por dados, IA e velocidade, é tentador acreditar que boas decisões são resultado apenas de mais informação e maior capacidade analítica. O artigo nos lembra que dados estruturam a decisão, mas não substituem experiência, julgamento e intuição.
Outra reflexão importante é que a vantagem competitiva está justamente na forma como os líderes utilizam os dados, combinando razão e emoção para tomar decisões mais assertivas.
Talvez esse seja um dos grandes desafios da liderança contemporânea: não escolher entre razão e emoção, entre dados e intuição, mas desenvolver a capacidade de integrá-los.
Porque tecnologia pode ampliar nossa inteligência. Mas discernimento continua sendo uma responsabilidade humana.
Gente implicante, por Eduardo Affonso
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