domingo, 29 de março de 2026

Fernando Schüller

 Muito bom, como de hábito. 👇


Sociedades Abertas e a Lógica dos Grupos de Pressão

Por Fernando Schüler


"A misoginia é uma bestialidade, assim como o ódio a qualquer grupo social, de raça, gênero, religião e tantos outros. De modo que não é este o ponto. As questões em jogo são mais complicadas e podem se resumir a duas perguntas: é correto abrir mão do universalismo de direitos, diferenciando juridicamente os cidadãos, ou seria melhor corrigir assimetrias injustas com boas políticas públicas? Nosso foco, como sociedade, deveria ser o combate a delitos claros e bem identificados a direitos humanos? Ou vale avançar na regulação da cultura? Da linguagem, da crítica, da ideologia, do humor e tudo que compõe o discurso público?


Vamos imaginar que se decidisse criminalizar o “ódio e aversão aos mais velhos”. Alguém seria contra? O que deveria valer, exatamente, nesse conjunto de palavras? Se trocássemos uma parte da frase para “ódio a pessoas com deficiências”? Valeria classificar como crime inafiançável e imprescritível? Qual “identidade” seria mais merecedora de respeito? E se mudássemos uma vez mais para “ódio a crianças e adolescentes”? O infanticídio é um drama silencioso, no Brasil, e o fato é que daria para ir longe aqui.


O problema de se romper com o princípio elementar da igualdade de todos, diante da lei, é sempre o mesmo: joga-se o universo dos direitos humanos, ou das garantias individuais, no plano da competição política. Muita gente pode imaginar que exista uma secreta sabedoria, neste mecanismo, mas quem sabe seja o inverso: a sabedoria moderna se encontra precisamente nos limites que estipulamos, como civilização, ao conflito político.


Do contrário, o que nos resta é um tipo de ladeira escorregadia. Vamos criando uma hierarquia de direitos e de “respeito” à base da capacidade de influência que cada grupo dispõe na sociedade e na arena política. O Brasil de hoje é um ótimo laboratório sobre como estas coisas funcionam.


E aqui voltamos ao ponto. Toda sociedade abriga grupos mais e menos vulneráveis. E é precisamente para isso que existem as políticas públicas. Regras de acessibilidade, acesso à educação, saúde pública e políticas de transferência de renda são instrumentos legítimos de correção. O problema começa quando se abandona esse terreno e se passa a diferenciar direitos e garantias individuais.


Nesta fronteira, não se trata mais de política pública, mas da ruptura com o princípio da igualdade de todos perante a lei (que além de tudo é, ou um dia foi, a pedra angular de nossa Constituição). Foi essa inflexão que Fukuyama identificou ao descrever a passagem, muitas vezes silenciosa, da isothimia para a heterothimia, numa referência à noção grega do timós, ou dignidade humana, numa interpretação mais aberta. De novo, há muita gente que se empolga, com este princípio de diferenciação. Há muito barulho em toda parte. E há também um silêncio ressentido, difuso, no qual eventualmente deveríamos prestar atenção.


A complicação prossegue quando se confunde a garantia de direitos essenciais com o controle da cultura. Ainda recentemente, houve uma avalanche de críticas à condenação de um humorista a 8 anos de cadeia, por piadas preconceituosas. A punição foi reformada pela Justiça, mas a ferida continua aberta.


Quando o Congresso aprova uma lei criminalizando opiniões, com base em tipos muito abertos, sujeitos a infinitas interpretações, dá espaço, na prática, ao abuso de poder. Exatamente o espaço jurídico que levou à punição do comediante. E com um agravante: o tratamento seletivo. A ideia de que certos grupos não podem ser satirizados e outros sim. Que alguns podem ser ofendidos e outros não. E que tudo isso será eternamente pauta de uma disputa, ao sabor de quem detém o poder de julgar, fazer e interpretar as leis, a cada momento.


É possível que muita gente esteja mesmo disposta a viver em um país no qual cada frase, nas redes, nos palcos, nas conversas de bar, seja filtrada e potencialmente punida, caso alguém a considere ofensiva a este ou àquele grupo. Teríamos, então, um país devidamente “higienizado”. (...)


Quando Madison concebeu o Bill of Rights americano, no fim do século XVIII, o tema era este, em última instância: proteger o mundo dos direitos individuais do universo volátil da guerra política. Impedir que liberdades fundamentais, entre elas a liberdade de expressão, fossem capturadas por maiorias ou minorias barulhentas, facções organizadas. Ou simplesmente pelas opiniões daqueles que, a cada momento, ocupam o poder, seja na esfera política, seja no Judiciário.


Uma boa sociedade liberal é feita da sabedoria de corrigir injustiças pela via da ação voluntária dos cidadãos e das boas políticas públicas. Ao mesmo tempo em que preserva a igualdade de todos diante da lei. E é também uma sociedade aberta, cujo universo cultural e da retórica pública permanece como um espaço diverso, livre do controle por parte deste ou daquele grupo ou visão de mundo. Ensaiamos algo nesta direção na Constituição de 1988. Mas durou pouco. Talvez não seja mesmo nossa tradição, tampouco nosso destino."

sábado, 28 de março de 2026

Elena Landau

 Se Deus for brasileiro

elena.landau@eusoulivres.org 

ADVOGADA E ECONOMISTA


Com a campanha eleitoral já na rua, começa a temporada de propostas para os futuros candidato


A campanha já está nas ruas, antecipada por Lula e Flávio, um na academia e outro na dancinha. Mas, dizem que Deus é brasileiro. É o ano de testar isso, e não estou falando da Copa do Mundo. O altíssimo nível de rejeição de ambos traz alguma esperança para um nome fora da polarização. Ainda não se sabe o que querem para o País os outros potenciais candidatos. Dos favoritos, não há novidade. Ambos alegam “vocês sabem o que fiz no verão passado”, como se fosse credencial. Sim, nós sabemos. Esse é o problema.


A boa notícia é que começa a temporada de propostas para os futuros candidatos. Em geral, um pacote de sugestão vem de forma genérica, destacando pontos cardeais, como responsabilidade fiscal, saúde e educação, segurança, sem muita profundidade. Este ano, surgiu algo novo. O Centro de Estudos de Política Pública (cdpp.org.br) acaba de lançar “Caminhos do desenvolvimento: estabilizar, crescer, incluir”, estudo coordenado pelos economistas Fernando Veloso, Marcos Mendes e Vinícius Botelho, os mesmos que construíram as bases do PL de responsabilidade social. Tive a honra de participar dos dois projetos e ser testemunha da qualidade do trabalho do trio.


Neste recém-lançado documento, convidaram mais de 50 especialistas em diferentes áreas para compor o texto final, destacando a interconexão dos vários temas. A sempre inevitável demanda por responsabilidade fiscal não aparece de forma isolada, coisa que os eleitores estão cansados de ouvir nas campanhas e os governantes não cansam de ignorar. Muito resumidamente, os capítulos se conectam desta maneira: desequilíbrio fiscal gera inflação e juros altos, corroendo renda dos mais pobres e transferindo renda para os mais ricos, ampliando a demanda por políticas redistributivas, que exigem mais recursos públicos. Em paralelo, políticas sociais mal desenhadas, que entregam benefícios de valor elevado a famílias de média e alta renda, têm custo fiscal mais alto que o necessário. Junte-se a isso crédito subsidiado e benefícios tributários concedidos a setores com maior capacidade de lobby, que limitam a produtividade e travam o crescimento da economia. Está tudo ligado, gerando um círculo vicioso de desigualdade, crescimento limitado e juros reais dos mais altos do planeta. A novidade do documento é que cada ideia vem acompanhada de propostas de mudanças legislativas, prontas para serem aplicadas pelo novo governo.


Ia escrever algo bem diferente, com o título “Se gritar pega ladrão”. Mas nem sempre se acha notícia boa e resolvi aproveitar. Não se sabe quando aparecerá outra.

Lula, um absoluto cínico

 Lula agora exige desculpas da imprensa. Então serei o primeiro, hehe;

Por Ricardo Kertzman


“Oh, grande líder do mensalão e do petrolão, estes dois esquemas fantasiosos de corrupção que assaltaram o Brasil, humildemente eu lhe peço desculpas - no jargão jurídico, escusas. Oh, alma mais honesta deste País, por favor, me perdoe. Nos perdoe! Oh, ‘amigo de meu pai’, que não é dono de sítio e de tríplex, nos conceda a graça de sua santa clemência.


Perdoe Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato. Perdoe os três desembargadores do Rio Grande do Sul e os cinco ministros do STJ. Ah! Perdoe, também, os quatro ou cinco ministros do STF que, injustamente, como os demais magistrados citados acima, cometeram tamanha crueldade ao condenar alguém tão limpo e probo assim.


Perdoe todas as oitenta fases daquela operação ilegal a que assistimos durante seis anos. Perdoe os mais de seis bilhões de reais recuperados e devolvidos aos cofres públicos do País. Perdoe as mais de duzentas condenações, que somaram mais de três mil anos de prisão. Tudo isso foi uma brutal perseguição orquestrada pelo FBI e a CIA.


Perdoe, grande e amado pai dos pobres brasileiros, os arbitrários e ilegais mil e quinhentos mandados de busca e apreensão; as duzentas e tantas conduções coercitivas - inclusive a sua - injustificadas; os trezentos mandados de prisão (temporárias e preventivas) sem o menor cabimento. É que vivemos tempos sombrios de exceção no País, entende? 


Por caridade, perdoe também as dezenas de ações de improbidade administrativa, que resultaram em processos de mais de 40 bilhões de reais. E perdoe as dezenas de executivos da Odebrecht, OAS e outras empreiteiras inocentes e honestas, como o senhor, que o delataram e apresentaram documentos (falsos, é claro) provando as acusações.


Igualmente, não se esqueça de perdoar seus amigos de décadas, parceiros da maior intimidade e confiança, como Emílio e Marcelo Odebrecht, Léo pinheiro, Antônio Palocci, entre outros, que não apenas o acusaram de corrupção, como também apresentaram recibos e planilhas (sim, eu sei, tudo falso!!) comprovando o que disseram.


E perdoe todos os últimos tesoureiros do PT, presos por crimes diversos, como corrupção e lavagem de dinheiro - o senhor já ouviu falar nestes crimes, grande líder? E também José Dirceu, Aloizio Mercadante, Gleisi Hoffmann, Guido Mantega, João Cunha, José Genuíno, Paulo Bernardo, etc., pois alvos da Justiça, que mancharam seu honrado nome.


Sim, tanta gente em volta, gente do mais íntimo círculo de sua confiança que o traiu e se envolveu em negociatas. Mas graças à sua mãe que ‘nasceu analfabeta’, o senhor sempre resistiu às tentações do vil metal, não é mesmo? Malditos sejam aqueles que plantaram vinhos raros, pedalinhos e outras provas em seu desfavor, apenas para incriminá-lo.


Perdoe William Bonner e a Globo. Perdoe o saudoso Ricardo Boechat e a Band. Perdoe a FSP, o Estadão, a Veja, a IstoÉ, o Estado de Minas, enfim, perdoe este desconhecido e insignificante colunista por tantas mentiras e ofensas que os fatos e a história insistiram em nos atirar aos olhos. Perdoe aquele delírio coletivo, sumo Lula da Silva! Nós, pobres mortais pecadores, carecemos de seu divino perdão. Ou melhor: pai, perdoe-nos. Não sabíamos o que fazíamos. Assim está bem, Santo Lula?”

sexta-feira, 27 de março de 2026

A morte do livreiro

 Uma despedida sentimental: a morte de um livreiro. Vivam todos os livreiros! _RA


A morte do livreiro

Ruy Castro 

Folha de S. Paulo, 27/-3/2026


O melhor amigo de um leitor é um bom livreiro. Aquele que não só conhece o livro que você procura, mas, na falta deste, sabe indicar alternativas do mesmo autor ou de outro. Não que tenha lido esses livros, mas o convívio com tantos deles faz com que, pelos títulos, capas ou editoras, se torne um profissional à altura do produto com que trabalha. Entre esses profissionais, há um que admiro mais: o livreiro de sebo.

O livreiro comum conhece os livros que estão saindo. O de sebo conhece livros de todas as épocas, que costuma receber aos milhares de uma vez, do filho ou viúva de um colecionador. Aceita todos, não escolhe, e, no dia seguinte, já recebe outro lote igual. Catalogá-los, dar-lhes preço e botá-los nos escaninhos deveria ser o trabalho de uma equipe. Quase sempre ele o faz sozinho.

Tenho amigos entre esses livreiros por toda parte. Mas, nos últimos dez anos, um foi especial: Luiz Carlos Araújo, do sebo Mar de Histórias, em Copacabana. Para escrever meu livro "Metrópole à Beira-Mar", sobre o Rio moderno dos anos 1920, decidi que precisava ler a obra completa dos autores daquele tempo que, em minha opinião, já eram modernos — ou seja, escreviam de forma clara, adulta, objetiva, sem as firulas parnasianas ou os maneirismos modernistas. O problema é que, exceto por João do Rio e Manuel Bandeira, todos eram autores perdidos: Theo-Filho. Ronald de Carvalho, Carmen Dolores, Chrisanthème, Orestes Barbosa, Adelino Magalhães, Elysio de Carvalho, Agrippino Grieco. Pois, nos quatro anos que o trabalho me tomou, até 2019, Luiz Carlos encontrou-os um a um. Fez o mesmo com o material dos anos 1940 sobre a Segunda Guerra no Rio, que resultou em meu livro "Trincheira Tropical", de 2025.

Nesta segunda-feira (23), um enfarte levou Luiz Carlos, aos 66 anos. Não fomos apenas nós, seus clientes e amigos, que o perdemos. Quando morre um livreiro, são os livros os que mais perdem.

Na sexta, eu lhe escrevera desculpando-me por estar alugando-o a respeito de mais um livro impossível. Ele respondeu: "Deixa comigo, Ruy. Estamos juntos. Estamos vivos".


Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras

Auditoria do BRB

 *Análise do BRB nos créditos do Master encontrou _cliente de 124 anos_ e e-mail falso: ‘naotem@hotmail’*

_Relatório de auditoria interna foi produzido em 4 de abril de 2025, mas banco continuou comprando carteiras mesmo depois disso; ex-presidente diz que só tomou conhecimento no fim de maio e avisou ao BC_

ESTADÃO

Por Aguirre Talento

27/03/2026 | 05h30


BRASÍLIA - Um relatório de auditoria interna produzido pelo Banco Regional de Brasília (BRB) já havia detectado, em 4 de abril de 2025, diversos indícios de que as carteiras de créditos consignado comprados do Banco Master eram falsas. Ainda assim, o BRB continuou comprando essas carteiras até o mês de maio. 

Procurado, o ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, afirmou que apenas tomou conhecimento desse relatório no fim de maio e enviou as informações ao Banco Central para verificação das irregularidades (leia nota na íntegra abaixo).

Nesta quinta-feira, 26, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou, por sua vez, que em janeiro de 2025 a venda de carteiras já havia despertado a atenção da diretoria de fiscalização e, em fevereiro, foi constituído um grupo para começar a analisá-las.

No total, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões de falsos créditos consignados do banco de Daniel Vorcaro. Após o BC iniciar uma fiscalização e apontar irregularidades, o BRB substituiu essas carteiras por outros ativos também suspeitos de serem fictícios. 

O rombo ao BRB ainda está sendo calculado, mas pode passar de R$ 8 bilhões, segundo a nova gestão do banco. O número seria apresentado em um balanço a ser divulgado até o final desse mês, mas o banco tenta obter o adiamento desse prazo.

O Estadão teve acesso a detalhes inéditos desse documento, produzido por um grupo de trabalho do BRB formado para analisar os créditos. Chamou a atenção dos auditores que a base de dados entregue pelo Master ao BRB consistia em uma simples planilha com nomes, CPFs e dados dos contratantes dos créditos, completamente vulnerável a manipulações, em vez de fazer parte de um sistema de informática organizado para gerir esses créditos.

Ao verificar os dados, o relatório indicou que as planilhas estavam preenchidas com e-mails falsos e data de nascimento fictícia, de 1º de janeiro de 1901, o que significaria que o contratante do crédito consignado teria 124 anos.

“Preenchimento de dados inverídicos, realizados para evitar campos em branco, incluindo inserções manuais como a data de nascimento em 01 de janeiro de 1901 ou o endereço de email fictício ‘naotem@hotmail.com’. Este procedimento compromete a integridade e precisão dos dados coletados”, diz o relatório.

As planilhas também continham clientes homônimos e contratos iguais de crédito consignado, o que indicou uma fabricação de dados somente para a captação de recursos do BRB.

Como parte desse trabalho, os auditores do BRB procuraram o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para realizar um trabalho de checagem nos dados dos créditos consignados. Quando o Serpro verificou os CPFs da base de dados, descobriu que muitos deles não correspondiam a nenhum contrato de crédito consignado existente, o que reforçou o indício de falsidade.

Um último fator de risco detectado no relatório foi a existência de uma “alta incidência de reclamações” dos clientes que apareciam na base de dados de créditos consignados e que diziam nunca terem contratado o produto.


*Relatório não foi enviado a conselho*

Esse relatório foi entregue ao Comitê de Auditoria do BRB, à época presidido por Marcelo Talarico, considerado homem de confiança de Paulo Henrique Costa.

De acordo com integrantes do banco, o relatório foi encaminhado apenas à Presidência e nunca foi submetido ao Conselho de Administração do BRB. Nas atas do conselho, não consta nenhum debate sobre esse documento. Questionado, Talarico não se manifestou.

O relatório também não foi enviado aos órgãos de investigação na época. Ele foi entregue à Polícia Federal apenas no final do ano passado, após a deflagração da Operação Compliance Zero.

Posteriormente, análises da Polícia Federal e do Ministério Público Federal também apontaram as suspeitas de falsificação nas carteiras de crédito consignado compradas pelo BRB. Esse foi o principal fato sob investigação na primeira fase da operação, que resultou na primeira prisão de Daniel Vorcaro. O banqueiro foi preso novamente e agora negocia um acordo de delação premiada.

Após a operação da PF, o BRB trocou a presidência e contratou uma auditoria externa para fazer uma análise desses investimento e da situação das contas do banco. O relatório final deve ser apresentado nas próximas semanas.

Em nota divulgada por sua defesa, Paulo Henrique Costa disse que enviou as informações ao BC e negou irregularidades. Leia a íntegra da nota:

“O relatório do grupo de trabalho constituído pelo BRB em 2025 foi apresentado ao Comitê de Auditoria em 22/05/2025, momento em que as compras de carteiras de crédito vendidas pelo Banco Master e originadas pela Tirreno já haviam sido suspensas desde 15/05/2025.

Ao tomar conhecimento da existência das dúvidas sobre a integridade dessas carteiras, o ex-presidente Paulo Henrique Costa deu conhecimento ao Banco Central do Brasil em 25/05/2025, exigiu a ampliação das verificações nessas carteiras, a contratação de uma auditoria independente, a apresentação de garantias adicionais pelo Banco Master e a substituição dessas carteiras. 

A atuação do ex-presidente em conjunto com a equipe do BRB, sob supervisão do Banco Central, fez com que a maior parte desses ativos fosse substituída por outros ativos, sendo que, no momento do seu afastamento, permaneciam pendentes de substituição aproximadamente R$ 2,5 bilhões, que contavam com garantias adicionais de R$ 10,5 bilhões. Além disso, as operações de cessão de crédito haviam gerado receitas de R$ 6,0 bilhões ao BRB até aquele momento.

O Conselho de Administração do BRB tinha pleno conhecimento das aquisições das carteiras de crédito, das discussões sobre substituições de carteiras e da estratégia de atuação, conforme pode ser verificado em suas atas.“


https://www.estadao.com.br/economia/analise-interna-brb-creditos-master-dados-falsos/

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Sexta Feira,27 de Março de 2.026.


*O novo recuo de Trump*


Deadline para Irã responder sobre cessar-fogo é adiado para 6 de abril


… Encurralado pelo jogo duro do Irã, Trump adiou pela segunda vez o deadline para que o regime dos aiatolás dê uma resposta a Washington sobre o cessar-fogo ou enfrente ataques mais violentos. O prazo inicial era 23 de março, depois passou para hoje e agora virou 6 de abril. A concessão passa recibo de desespero e coincide com a falta de progressos nas negociações, que despertaram nova piora nos mercados ontem, com as bolsas de NY nas mínimas em seis meses. O presidente americano diz que a pausa de 10 dias veio a pedido do Irã, que nega, na guerra sem fim de narrativas. Segundo Trump, uma reunião com Teerã está marcada para hoje à noite. Em véspera de final de semana, os negócios podem se manter retraídos. Aqui, a Pnad (9h) é destaque, após alertas do BC sobre a força do emprego.


QUEM FALA A VERDADE? – Trump continua insistindo que as negociações com o Irã estão indo “muito bem”, que o Irã está “implorando” por um acordo, que as notícias sobre a resistência de Teerã são “falsas”. Mas, uma a uma, suas declarações são negadas pelos aiatolás.


… No final de mais um dia de aversão ao risco, ao anunciar que estava prorrogando para 6 de abril a trégua nos ataques à infraestrutura de energia iraniana, o presidente disse que atendeu a um pedido do Irã. “Eles vieram até mim pedir sete dias, eu dei 10” – na Fox News.


… O Irã desmentiu mais essa informação, enquanto Trump esnobava o Estreito de Ormuz, afirmando que os Estados Unidos não precisam dele para abastecer sua energia. “Estamos lá pelos nossos aliados. Hoje produzimos mais petróleo do que Rússia e Arábia Saudita juntos.”


… Para os representantes iranianos, a proposta de cessar-fogo apresentada por Washington, com 15 pontos de negociações, é “enganosa” e apenas um meio para conter os preços do petróleo e ganhar tempo para uma ação militar no sul do país.


… A resposta oficial de Teerã foi enviada por meio de intermediários, segundo a Tasnim News, com exigências como o fim das “agressões e assassinatos”, garantias para evitar nova guerra, indenizações e o fim do conflito em todas as frentes.


… Ao mesmo tempo, surgem relatos de que o Irã poderia fechar também o Estreito de Bab el-Mandeb, que tem o segundo maior fluxo de petróleo do mundo e é uma entrada vital para o Canal de Suez, por onde passam de 10% a 12% do comércio marítimo internacional.


… As narrativas conflitantes colocam em dúvida quais devem ser os próximos passos de Trump, em meio a especulações na mídia de que ele estuda a possibilidade de autorizar uma invasão terrestre ao Irã para tomar o controle do Estreito de Ormuz.


… A questão é saber como o presidente dos Estados Unidos escapará dessa armadilha, armada por ele próprio, sem que pareça uma derrota.


… Provavelmente por isso, mantém uma retórica agressiva e continua lançando ameaças, como o alerta de que o Irã deve levar as conversas com Washington “a sério”, caso contrário “não haverá volta e não será nada bonito”. Do outro lado, eles não deixam por menos. 


… Elogiando o Hezbollah, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou para “uma série de surpresas a caminho”.


… Os impactos econômicos da guerra ainda são imensuráveis, mas relatório divulgado pela OCDE projetou que a inflação nos países do G20 deve acelerar para 4% em 2026, enquanto a Fitch afirma que a alta nos preços de petróleo pode reduzir o PIB global em 0,8%.


A CRISE DO DIESEL – Reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) hoje, em SP, discute a proposta do governo de subvenção do diesel, após governadores rejeitarem zerar a incidência do ICMS sobre o combustível.


… A alternativa prevê subvenção de R$ 1,20 por litro importado, metade paga pela União e metade pelos Estados.


… O Broadcast apurou que os secretários de Fazenda estaduais estão longe de chegarem a um consenso. A medida enfrenta resistência especialmente da gestão Tarcísio, que não admite a possibilidade de renúncia de receita.


… O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra, descartou ontem risco de desabastecimento de diesel e assegurou estoque suficiente para atender março e abril.


… Segundo ele, os relatos de falta do produto são pontuais e devem ser investigadas caso a caso.


… A Petrobras informou nesta quinta-feira ter aumentado a oferta de diesel e gasolina, depois de distribuidores terem alertado para as ameaças de fornecimento, em meio à disparada dos preços do petróleo com a guerra no Irã.


… A companhia vai adicionar 70 milhões de litros de diesel S10 e 95 milhões de litros de gasolina em abril.


… A decisão de ampliar as entregas via contratos ocorre após a ANP ter notificado a companhia semana passada para ofertar “imediatamente” volumes referentes a leilões de combustíveis da estatal que haviam sido cancelados.


… A oferta via contratos existentes permitirá que os preços cobrados sejam mais baixos do que se de fato fossem levados a leilões, disseram fontes à Reuters, em medida que ajuda a atenuar os efeitos da alta nas bombas.


O LAG DO EMPREGO – Na véspera dos dados de emprego do IBGE, a situação do mercado de trabalho mereceu comentários cautelosos de Galípolo e Picchetti, durante a entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária.


… O presidente do BC disse que a mão de obra “mais apertada” potencializa os riscos de inflação e pontuou que a atividade resiliente e a pressão no setor de serviços exigem monitoramento contínuo para a convergência à meta.


… Também o diretor Paulo Picchetti reconheceu que o mercado de trabalho resistente demanda atenção e que o rendimento médio real do trabalhador medido pela Pnad ou pelos dados do Caged mostra elevação na ponta.


… Seja como for, depois de uma sequência de resultados positivos, com mínimas históricas do desemprego, os dados mais recentes podem indicar perda de ritmo, sob o efeito defasado da política monetária contracionista do BC.


… Para a Pnad de hoje, a mediana no Projeções Broadcast indica avanço da taxa de desemprego para 5,7% no trimestre móvel encerrado em fevereiro, de 5,4% no trimestre móvel até janeiro. As apostas variam de 5,4% a 5,9%.


… Segundo economistas, o período costuma ser mais desfavorável para contratações. Além disso, a esperança do BC é que a Selic em nível elevado comece a surtir o efeito de desaquecer o emprego e, por tabela, a inflação.


… Ainda a agenda desta sexta-feira, o câmbio tem para conferir os dados em conta corrente de fevereiro, às 8h30. A previsão é de déficit de US$ 5,500 bilhões em fevereiro, depois do saldo negativo de US$ 8,360 bilhões em janeiro.


… A melhora do saldo comercial em fevereiro deve levar à moderação do déficit em transações correntes. O intervalo das estimativas varia de um rombo de US$ 8,27 bilhões a um resultado negativo de US$ 4,50 bilhões.


… Para o Investimento Direto no País (IDP), a mediana indica entrada líquida de US$ 7,6 bilhões em fevereiro, contra um saldo positivo de US$ 8,168 bilhões em janeiro. As expectativas vão de US$ 6,5 bilhões a US$ 12,810 bilhões.


… No final da tarde, a Aneel define a cor da bandeira tarifária de energia elétrica para o mês de abril.


BALANÇOS – Bradespar e Azul soltam resultados antes da abertura. Fertilizantes Heringer vêm após o fechamento.


CPMI DO INSS – O STF derrubou, por 8 votos a 2, a decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos da Comissão. A maioria do Supremo rejeitou a invasão às prerrogativas do Congresso e competências de Alcolumbre.


… Com a derrubada, a leitura do relatório final do colegiado deve ser feita hoje para votação até amanhã.


TUDO PELO SOCIAL – Na tentativa de reverter o desgaste na popularidade apontado pelas pesquisas eleitorais para presidente, Lula confirmou os relatos na imprensa de que estuda saídas para melhorar o endividamento familiar.  


… “Temos um problema: a economia está bem, mas temos a sociedade brasileira um pouco endividada”, disse. A elaboração de propostas para facilitar o pagamento de dívidas de pessoas físicas está a cargo da Fazenda, afirmou.


BOLSONARO – Deve ter alta hoje, depois do quadro de broncopneumonia, e ir para a prisão domiciliar.


NOS EUA – A leitura final de março do sentimento do consumidor, medido pela Univ. de Michigan (11h), deve piorar para 54,2, contra 56,6 em fevereiro. No dado, vêm embutidas as expectativas de inflação para 1 ano e 5 anos.


… Às 14h, saem os números da Baker Hughes sobre os poços e plataformas em operação.


… Três dirigentes do Fed participam de eventos hoje: Tom Barkin (12h) e Mary Daly e Anna Paulson (14h).


NA DEFENSIVA – As incertezas voltaram a impulsionar os preços do petróleo, que subiram mais de 5% nesta quinta-feira, ampliando a pressão sobre as bolsas de Nova York, o dólar e os juros dos Treasuries, com riscos para a inflação e a política monetária dos principais BCs.


… Para a Bannockburn Capital Markets, o sentimento deverá permanecer hoje, às vésperas do fim de semana, já que ninguém parece disposto a apostar se o conflito está à beira de uma escalada significativa ou de uma resolução.


… Na falta de avanços concretos, o petróleo Brent encerrou acima dos US$ 100, com o contrato para junho em alta de 4,61%, a US$ 101,89, na ICE londrina. Só em março, a commodity acumula ganhos de mais de 40% e, no ano, alta de quase 80%.


… Em Wall Street, o Nasdaq (que caiu 2,38%, aos 21.408,08 pontos) fechou em território de correção técnica, com baixa de mais de 10% desde máxima recente de 29 outubro de 2025, e destaque para o tombo de quase 8% da Meta e de 4% da Nvidia.


… O Dow Jones fechou em queda de 1,01%, aos 45.960,11 pontos, e o S&P 500, com perda de 1,74%, aos 6.477,16 pontos.


… Acompanhando a piora em Nova York, o Ibovespa aprofundou as perdas à tarde e falhou em defender os 183 mil pontos, após bater máxima de 185 mil no início do dia. Fechou em baixa de 1,45%, aos 182.732,67 pontos, com giro de R$ 26,5 bilhões.


… As ações de Petrobras (ON +2,16%, a R$ 53,37, PN +1,09%, a R$ 48,02) subiram com o petróleo, mas o índice foi contido pelas quedas dos bancos: BB, -3,35%; Itaú PN, -2,69%, na mínima. O dia também foi negativo para Vale ON, que cedeu 0,80%, a R$ 78,91.


… Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY voltou a tocar os 100,000 pontos, com alta de 0,30% (99,90 pontos) na altura do fechamento em Nova York, refletindo os riscos da guerra no Oriente Médio.


… O dólar subia a 159,82 ienes, o euro recuava a US$ 1,1525 e a libra tinha queda a US$ 1,3318, enquanto a taxa da Note-2 anos avançava para 3,998%; da Note-10, a 4,426%; e do T-Bond 30, a 4,941%, diante dos temores inflacionários sobre as expectativas da política monetária.


… Frente ao real, o dólar à vista avançou 0,69%, a R$ 5,2562, após máxima de R$ 5,2632. Em março, acumula alta de 2,38%.


… Uma oferta não programada de US$ 1 bilhão em dois leilões de linha (venda de dólar com compromisso de recompra) foi totalmente absorvida pelo mercado. Segundo especialistas, o BC atua para controlar o cupom cambial, em quadro de liquidez mais escassa.


CONSERVADORISMO PERMITIU QUEDA – Os juros futuros fecharam em firme alta, impulsionados pelo mau humor geral com os conflitos no Oriente Médio, embora Gabriel Galípolo tenha demonstrado relativa tranquilidade ao falar sobre o tema, nesta quinta-feira.


… Em entrevista para comentar o RPM, ele justificou a queda de 25pbs da Selic afirmando que o conservadorismo do Copom no ano passado manteve o nível do juro contracionista, e isso é que teria dado ao BC margem para iniciar o afrouxamento, mesmo em meio à guerra.


… Os outros BCs, disse, agiram mais rápido porque estão mais próximos da taxa neutra.


… Para Galípolo, temos “tempo para entender” como essa crise vai evoluir. Ele, inclusive, ainda não vê um choque de oferta do petróleo.


… Na sua avaliação, o quadro só se tornará mais grave se a produção for atingida pela destruição da infraestrutura de energia. Na hipótese menos complicada, os preços de energia tendem a devolver o prêmio da guerra se o Estreito de Ormuz for liberado.


… “A função do BC é botar a bola no chão, tirar o ruído e ver o que fica”, disse ele, numa rara demonstração de confiança, que pode ser entendida como o desejo de prosseguir com os cortes da Selic em abril. A não ser que as coisas piorem e fiquem muito mais feias.


… Apesar disso, a curva futura apontava no fechamento do dia um corte total de apenas 0,75 ponto do juro este ano, para 14,25%, segundo cálculos de Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, ao Broadcast. As taxas curtas e intermediárias chegaram a subir 30 pontos.


… Após os ajustes, o DI para janeiro de 2027 projetava 14,33% (de 14,088% no ajuste da véspera). O DI para janeiro de 2029 tinha juro de 14,08%, ante 13,794% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2031 subiu de 13,943% para 14,15%.


… Já o IPCA-15 de março, que subiu 0,44%, perto do teto das projeções (0,48%) e bem acima da mediana (0,29%), foi relativizado pelo diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, que participou da entrevista ao lado do presidente do BC.


… Para ele, o IPCA-15 “reforçou, de certa forma, a visão de algum arrefecimento da inflação”, quando se olham os dados abertos e os núcleos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – ITAÚ emitiu R$ 3,3 bilhões em letras financeiras subordinadas nível 2, com vencimento em 2036 e impacto de 0,22 pp. no índice de capitalização.


B3 aprovou R$ 372,5 milhões em JCP, a R$ 0,074 por ação, com pagamento em 13/04. Ex em 01/04.


PETROBRAS informou que não há fato novo sobre eventual recompra da Refinaria de Mataripe, destacando que qualquer decisão seguirá sua governança interna.


HYPERA aprovou pagamento de R$ 185 milhões em JCP, a R$ 0,263 por ação, com pagamento até o fim de 2027. Ex em 1/04.


DASA. Prejuízo líquido piorou 13,9% na comparação anual, para R$ 948 milhões no 4TRI25. A receita líquida somou R$ 1,828 bilhão (+2,5%) e o Ebitda foi negativo em R$ 111 mi, ante resultado positivo de R$ 403 mi um ano antes…


… A companhia transferiu ativos hospitalares (Hospital Santa Lúcia e Clínica Vitória) para a Amil, em ajuste de portfólio da joint venture Ímpar.


ONCOCLÍNICAS convocou assembleia para deliberar sobre waiver de covenants, visando evitar inadimplência e viabilizar entrada de novos investidores.


YDUQS aprovou programa de recompra de até R$ 100 milhões em ações, com prazo de 18 meses.


AZUL aprovou programa de recompra de até 2,5% das ações ON em circulação, com prazo de até 18 meses.


GOL informou que suas ações deixaram de ser negociadas hoje na B3, depois de ter sido incorporada pela Gol Linhas Aéreas S.A., no contexto da reorganização do grupo.


PORTOS. Governo cogita realizar leilão do Tecon 10 só em 2027, diante de impasse sobre formato do edital; projeto prevê investimento de cerca de R$ 5 bilhões no Porto de Santos, que deve dobrar a capacidade até 2028. (Broadcast)


PETZ registrou prejuízo de R$ 8,7 milhões no 4TRI25, redução de 79,7% na comparação anual. A receita líquida somou R$ 951,5 milhões (+8,3%) e o Ebitda ajustado foi de R$ 88,7 milhões (+6,5%).


CASAS BAHIA instaurou comitê independente para investigar suposta irregularidade envolvendo créditos de ICMS, após notícias sobre o tema.


ZAMP aprovou a 12ª emissão de debêntures no valor de R$ 500 milhões, podendo chegar a R$ 600 milhões.


MARISA informou a renúncia da presidente do conselho, Andrea Maria Meirelles de Menezes, e da conselheira Maria Laura Peixoto Santos Tarnow, com indicação de Ivan Luiz Murias dos Santos e Adriana Caetano como substitutos.


MAHLE METAL LEVE encaminhou sucessão da presidência, com Eduardo Luiz Spilla indicado para CEO e o atual presidente, Sergio Pancini de Sá, indicado ao conselho de administração.


3TENTOS aprovou aumento de capital de R$ 3,1 milhões via exercício de opções, com diluição de cerca de 0,25%.


GAFISA reverteu lucro e reportou prejuízo líquido de R$ 480,4 milhões no 4TRI25. A receita líquida somou R$ 359,6 milhões (-69,5%) e o Ebitda foi negativo em R$ 363,3 milhões, ante resultado positivo de R$ 75,2 milhões no 4TRI24.

quinta-feira, 26 de março de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta-feira,26 de março de 2026


*Osso duro de roer*


Trump quer organizar reunião com iranianos no fim de semana


… Não há nada de concreto ainda sobre as tratativas entre os Estados Unidos e o Irã para um cessar-fogo de 30 dias. O governo Trump trabalha para organizar uma reunião com os iranianos neste fim de semana, provavelmente no Paquistão. A Casa Branca admite que nenhuma negociação de paz deve ser considerada oficial neste momento, mas diz que as conversas nos últimos dias têm sido “produtivas”. O mercado dá o benefício da dúvida e resolve apostar em uma saída pacificada, enquanto o Copom espera pelas cenas dos próximos capítulos para decidir o que fazer em abril. Na coletiva de hoje (11h) para comentar o Relatório de Política Monetária (8h), Galípolo deve manter as opções em aberto. Ainda na agenda do dia, o IPCA-15 de março (9h) ainda não deve pegar todo o impacto da guerra.


INSHALLAH! – Apesar de Teerã ter rejeitado publicamente as propostas dos Estados Unidos para o fim do conflito, a Casa Branca afirma que as negociações de paz com o Irã estão em andamento. E ontem os mercados decidiram acreditar nisso.


… Uma outra leitura para o otimismo de Wall Street – que pode virar a qualquer momento – é o grande esforço demonstrado por Trump para conseguir um acordo, porque a guerra já está causando estragos para a economia americana e a imagem do presidente.


… Analistas do Swissquote acreditam que os esforços unilaterais dos Estados Unidos dão alguma esperança aos mercados para o fim do conflito. “Está claro que Trump quer que esta guerra termine. Se ele conseguirá fazer isso acontecer, ainda é uma incógnita.”


… O presidente Donald Trump, no entanto, não quer sair por baixo dessa guerra e, ao mesmo tempo que repete que “o Irã quer fazer um acordo”, continua lançando ameaças se o regime dos aiatolás não ceder às suas pressões.


… “Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, Trump garantirá que eles sejam atingidos com mais força do que jamais foram. O presidente Trump não blefa e está preparado para desencadear o inferno”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.


… Já o Irã ameaçou uma “resposta implacável” caso haja qualquer tentativa de ocupação de uma de suas ilhas, sugerindo que Estados Unidos e Israel estariam cogitando uma incursão contra a ilha de Kharg, onde se concentra a maior parte do petróleo iraniano.


… Para o analista da Macquarie, Benjamin Cohen, é provável que, nas próximas duas semanas, os Estados Unidos intensifiquem as ações militares na tentativa de pressionar o Irã a fazer concessões importantes.


… O prazo de cinco dias dado por Trump para negociar vence nesta sexta-feira e até agora há dúvidas sobre as chances de um acordo, enquanto ambos os lados continuam atacando e a guerra se aproxima de completar um mês.


… Leavitt afirmou que o governo “sempre estimou uma duração de aproximadamente quatro a seis semanas” para a guerra. Trump quer fechar um acordo no fim de semana. Segundo a CNN, o vice-presidente JD Vance poderá viajar ao Paquistão para negociações com o Irã.


… A maioria dos americanos acredita que os Estados Unidos foram longe demais contra o Irã, e muitos estão preocupados com o custo da gasolina, de acordo com uma nova pesquisa da Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research (AP-NORC).


… O levantamento indica que cerca de 59% dos americanos consideram excessiva a ação militar, e que 45% estão “extremamente” ou “muito” preocupados com a capacidade de pagar pela gasolina nos próximos meses.


… Esse desgaste popular pode custar as eleições de meio de mandato para Trump, que poderá perder o controle do Congresso.


CHÁ DE CADEIRA – Ocupado com a guerra contra o Irã, Trump desmarcou a viagem que faria à China na semana que vem para se reunir com o líder Xi Jinping e remarcou a visita para os dias 14 e 15 de maio.


SEM COMPROMISSO – Galípolo deve confirmar nesta quinta-feira a mensagem cautelosa da ata do Copom de que o ritmo de ajuste da Selic continuará 100% condicionado à evolução da crise desencadeada pelo choque do petróleo.


… Se tudo se acomodar para a resolução do conflito, um corte de meio ponto da taxa básica de juro volta a ser considerado como uma aposta viável. Já um impasse que prolongue demais a ofensiva, pode pedir até pausa do BC.


… Está tudo nas mãos da guerra, que coloca o mundo na defensiva. Até Stephen Miran, Fed boy de Trump, reduziu a previsão de cortes de juros no ano, reconhecendo o impacto da escalada do petróleo sobre a pressão inflacionária.


… De seis quedas, ele passou a prever quatro, depois de ter subido a projeção para a inflação cheia para 2,7%.


… De seu lado, o Copom, no comunicado da semana passada, preferiu fazer um ajuste tímido no IPCA projetado para o horizonte relevante da política monetária (3Tri de 2027), de 3,2% para 3,3%, porque não sabe o que vai acontecer.


… Por enquanto, a barra está alta para uma possível aceleração no ritmo de cortes da Selic para 0,50 ponto. Mas daqui até a próxima reunião do Copom (28/4), ainda tem mais de um mês, tempo de sobra para muita coisa mudar.


… A Casa Branca reiterou ontem o cronograma de duração de quatro a seis semanas das operações no Irã. Por estes cálculos, como quase um mês já se passou desde o início da investida, estariam faltando 15 dias para o desfecho.


… O IPCA-15 de março só capturou as duas primeiras semanas da guerra e, por isso, os efeitos do conflito no Irã sobre os combustíveis só devem ficar mais evidentes à frente, especialmente se vier um reajuste da Petrobras.


… A mediana no Projeções Broadcast para a prévia da inflação aponta para desaceleração a 0,29% em março, contra alta de 0,84% em fevereiro, diante da dissipação dos efeitos dos reajustes nas mensalidades escolares.


… O intervalo das projeções vai de 0,24% a 0,48%. O economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, prevê um recuo de 0,10% para a gasolina nesta leitura, após alta de 1,30% em fevereiro. “A deflação seria até maior não fosse a guerra.”


… No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 deve desacelerar a 3,74%, após ter registrado alta de 4,10% em fevereiro.


SOCORRO – Lula editou MP que institui a segunda edição do Plano Brasil Soberano e libera R$ 15 bilhões adicionais às linhas de crédito para ajudar micro, pequenas e médias empresas com exportações afetadas pela guerra.


… O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que os valores vêm de recursos que não foram usados na primeira etapa do programa, lançado em 2025 para contrabalançar o tarifaço imposto por Trump às exportações brasileiras.


A ILHA DO TESOURO – Na manchete do Estadão, “STF limita penduricalhos, mas oficializa o teto com puxadinho”.


… O Supremo decidiu nesta quarta-feira que os chamados penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público deverão ser pagos até um limite de 70% do salário dos servidores desses órgãos.


… No caso dos integrantes do próprio Supremo, que recebem o teto do funcionalismo público, de R$ 46.366, esses pagamentos adicionais podem chegar a R$ 32.456. Ou seja, a remuneração chegaria a R$ 78,8 mil.


… Como trouxe a Folha, o teor da decisão contrasta com o tom duro de liminares expedidas em fevereiro por Dino, que falava em “dar fim ao império dos penduricalhos”, e Gilmar, “perplexo com a desordem da remuneração”.


… Os ministros do STF afirmam que, antes, a média de pagamentos mensais era R$ 95 mil e que o julgamento vai gerar economia de R$ 7,3 bi ao ano. Na prático, porém, a medida mantém a existência de supersalários.


DE OLHO NO AZARÃO – Nova pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg News revelou, pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro ultrapassando o presidente Lula na corrida para as eleições ao Planalto em outubro.


… Em um cenário de segundo turno, Flávio aparece com 47,6% das intenções de votos, contra 46,6% do petista. A vantagem ficou dentro da margem de erro da pesquisa, de 1 ponto percentual, o que sugere empate técnico.


… “Mas é um alerta às pretensões de reeleição de Lula”, avaliou Yuri Sanches, head de análise política da AtlasIntel, ao UOL. A sondagem mostrou ainda outro sinal de desgaste: o índice de desaprovação do presidente subiu 2pp.


… Passou de 51,5% em fevereiro para 53,5% em março, enquanto a aprovação oscilou negativamente, para 45,9%, de 46,6%. Outra pesquisa, do PoderData, também capturou essa mesma piora no quadro de avaliação do presidente.


… A desaprovação de Lula chegou a 61%, maior taxa já registrada em dois anos. O nível de aprovação soma 31%.


… Diante do impacto negativo da alta do endividamento familiar em seus níveis de popularidade, o presidente quer mudanças para diminuir o custo do rotativo do cartão de crédito, segundo apurou reportagem da Folha.


… O governo também estuda medidas para reduzir os juros “abusivos” do consignado privado. A proposta não passará pela criação de um teto. O tema foi discutido essa semana com integrantes da equipe econômica.


O ORÁCULO DE KASSAB – O presidente nacional do PSD afirmou que o partido deve definir antes do feriado de Páscoa, até a próxima terça-feira, o nome que disputará a Presidência este ano: Eduardo Leite ou Ronaldo Caiado.


… Depois da desistência de Ratinho Junior, o PSD tenta viabilizar uma candidatura competitiva contra a polarização.


… Após reunião com Kassab ontem, Eduardo Leite voltou a defender o seu nome como alternativa de centro e afirmou que sua trajetória política o credencia a dialogar com diferentes segmentos do eleitorado brasileiro.


LIGAÇÕES PERIGOSAS – Fontes da Folha informaram que Lulinha mantém, relação de amizade com o empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor, que foi alvo nesta quarta-feira de operação da PF sobre fraudes bancárias.


… O filho de Lula teria atuado como consultor da Fictor e foi contratado para fazer a aproximação do grupo com o governo. Foi a partir dele que Rubini foi nomeado para integrar o chamado Conselhão da Presidência da República.


CPMI DO INSS – Em reviravolta, o STF deve derrubar a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. O julgamento está marcado para hoje (14h).


… O entendimento é de que o ministro da Corte se intrometeu em uma prerrogativa do Congresso ao determinar que Alcolumbre adotasse providências para promover a leitura do requerimento de prorrogação da CPMI.


MAIS AGENDA – O Tesouro divulga o relatório da dívida de fevereiro às 14h30. Braskem e União Pet soltam balanço após o fechamento do mercado. Confira no Cias abertas no after os resultados trimestrais divulgados ontem à noite.


… Secretários estaduais da Fazenda devem se reunir hoje para debater a proposta feita pelo governo federal de subvenção de R$ 1,20 por litro aos importadores de diesel, com metade paga pela União e metade pelos Estados.


… O plano já poderá ser aprovado amanhã na reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).


LÁ FORA – Único dado nos EUA é o auxílio-desemprego (9h30), com previsão de alta de 5 mil pedidos, para 210 mil.


… Quatro dirigentes do Fed falam, todos eles após o fechamento: Lisa Cook (17h), Stephen Miran (19h30), Phillip Jefferson (20h) e Michael Barr (20h10). Os BCs do México (16h) e África do Sul (10h) decidem juros hoje.


UM DIA DE CADA VEZ – Embora a convicção de um desfecho diplomático seja baixa, o petróleo voltou a cair nesta quarta-feira, com investidores aliviando posições compradas em massa desde o início do mês. O Brent voltou a ficar abaixo dos US$ 100 o barril.


… O contrato para junho negociado na ICE caiu 2,96%, a US$ 97,26, e o WTI para maio, -2,19%, a US$ 90,32 na Nymex. Já o contrato mais líquido do ouro (abril) fechou em alta nesta quarta-feira, a US$ 4.552,3 por onça-troy (+3,41%) na Comex, refletindo os riscos geopolíticos.


… Em Wall Street, apesar de fecharem longe das máximas intraday, as bolsas subiram, amparadas pela alta das ações de tecnologia e pelos setores financeiro e industrial. A exceção foi o setor de energia, que recuou diante da queda nos preços do petróleo.


… O Dow Jones fechou em alta de 0,66% (46.429,49 pontos), o S&P 500, +0,54% (6.591,90), e o Nasdaq, +0,77% (21.929,83).


… Os juros dos Treasuries operaram em baixa, com a T-note de 2 anos projetando 3,881% e a T-note de 10 anos, 4,319%, enquanto o índice DXY fechou em alta de 0,16% (99,599 pontos), subindo frente ao euro (US$ 1,1567) e a libra esterlina (US$ 1,3367), mas caindo a 159,48 ienes.


… Para analistas do ING, ainda é cedo para uma nova rodada importante de queda da moeda americana.


NO EMBALO – Aqui, o Ibovespa aproveitou os bons ventos soprados por Nova York e subiu pelo terceiro pregão consecutivo, fechando em alta de 1,60%, aos 185.424,28 pontos. O giro financeiro somou R$ 27,9 bilhões.


… O índice teve o apoio das blue chips, inclusive de Petrobras, com avanço de 0,56% em ON (R$ 52,24) e de 0,49% da PN (R$ 47,50), apesar da queda do petróleo. Vale ON subiu 1,86% (R$ 79,55) e os bancos tiveram Bradesco ON (+2,39%) entre os destaques.


… Lideraram as altas MRV (+7,49%), Brava (+6,05%) e Hapvida (+4,69%). E as quedas, Azzas (-2,01%), IRB (-1,16%) e CSN Mineração (-0,80%).


… O dólar à vista encerrou em queda de 0,67%, a R$ 5,2202, com o real registrando o melhor desempenho entre as moedas globais mais líquidas. Na mínima, caiu até R$ 5,20 no fim da manhã. Na semana, a moeda americana acumula baixa de 1,68%.


… O Banco Central informou que o fluxo cambial total na semana passada, entre 16 e 20 de março, foi negativo em US$ 119 milhões, em razão de saída líquida de US$ 1,663 bilhão pelo canal financeiro, que abriga os investimentos em carteira, como ações e renda fixa.


… No mês, até o dia 20, o fluxo total é negativo em US$ 4,724 bilhões, com saídas líquidas de US$ 9,980 bilhões pelo canal financeiro.


… Já na curva de juros, que opera colada às oscilações do petróleo, o DI para janeiro de 2027 caiu de 14,176% no ajuste para 14,115%. O DI para janeiro de 2029 recuou a 13,815%, de 13,87% no ajuste. E o DI para janeiro de 2031 cedeu de 14,005% para 13,975%.


… Em relatório, o Barclays avaliou que o mercado de juros nominais seria uma das primeiras curvas a fechar em um cenário de resolução do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, uma vez que ainda há “margem para calibragem”.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Conselho do BRADESCO aprovou distribuição de R$ 3 bilhões em JCP (R$ 0,2703/ON e R$ 0,2973/PN), com ações “ex” em 07/04 e pagamento até 30/10.


PETROBRAS e Finep lançaram edital de R$ 30 milhões para projetos de P&D em biorrefino, dentro de programa de até R$ 120 milhões voltado à transição energética.


JBS. reportou lucro de US$ 415 milhões no 4TRI25, alta de 0,5% na comparação anual. A receita líquida somou US$ 23,063 bilhões (+15%) e o Ebitda ajustado foi de US$ 1,715 bilhão (-7%)…


… Conselho aprovou dividendo de US$ 1 por ação, com pagamento em 17/06 e base acionária em 18/05.


EQUATORIAL reportou lucro ajustado de R$ 802 milhões no 4TRI25, queda de 20,7% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 3,54 bilhões (+10,5%) e a receita líquida alcançou R$ 14,418 bilhões (+14,3%)…


… A companhia levará à assembleia proposta de reduzir o dividendo mínimo de 25% para 1% do lucro, visando maior flexibilidade financeira.


CEMIG concluiu a aquisição de 51% da PCH Pipoca por R$ 38,9 milhões e passou a deter 100% do ativo.


LIGHT. Aneel derrubou liminar que permitia reajuste tarifário de 16,69%, mantendo os 8,59% definidos pela agência.


ENEL afirmou que seguirá buscando “pleno respeito às normas legais” após perder liminar relacionada a processo na Aneel que pode levar à caducidade da concessão.


AMERICANAS registrou prejuízo de R$ 44 milhões no 4TRI25, redução de 92,5% na comparação anual. O Ebitda ajustado foi de R$ 276 milhões (+1,9%) e a receita líquida somou R$ 3,6 bilhões (-3,8%)…


… A companhia solicitou à Justiça encerramento da recuperação judicial após cumprimento das obrigações do plano…


… A empresa teve homologada a venda da UPI Uni.Co para a BandUP!, por R$ 152,9 milhões, após desclassificação de proposta concorrente.


CASAS BAHIA aprovou emissão de R$ 1,38 bi em notas comerciais, com prazo de dois anos e custo de CDI +4% aa.


MARISA foi alertada pela B3 por negociar ações abaixo de R$ 1 e deverá apresentar plano de reenquadramento até 11/09.


AZZAS. BlackRock passou a deter 6,113% das ações ordinárias da companhia.


MULTIPLAN informou que pagará R$ 140 milhões em JCP, a R$ 0,29 por ação, com pagamento até 31/03/2027. Ex no próximo dia 31 (terça-feira).


LOCALIZA. CRGI reduziu participação nas ações preferenciais para 4,87%, de 8,78% anteriormente; gestora detém ainda 9,30% das ON.


VAMOS reportou lucro de R$ 77,7 milhões no 4TRI25, queda de 52,6% na comparação anual. O Ebitda somou R$ 956,9 milhões (+13,2%) e a receita líquida totalizou R$ 1,483 bilhão (+24,3%).


AZUL aprovou grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, com efeitos a partir de 20/04.


GOL informou que será incorporada pela Gol Linhas Aéreas S.A., com extinção da companhia e último dia de negociação na B3 amanhã.


KLABIN. Fitch reafirmou rating BB+ e revisou perspectiva para positiva.


KEPLER WEBER. Conselho reelegeu Bernardo Nogueira como CEO para novo mandato de dois anos.


SER EDUCACIONAL reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no 4TRI25, revertendo prejuízo. A receita líquida somou R$ 572,9 milhões (+9,4%) e o Ebitda ajustado foi de R$ 150,4 milhões (+22,8%)…


… A empresa aprovou pagamento de R$ 61,1 milhões em dividendos (R$ 0,4789/ação), em duas parcelas, com pagamentos em 30/04 e 29/05. Ex em 07/04.


NEOGRID registrou prejuízo líquido de R$ 3,5 milhões no 4TRI25, redução de 80,2% na comparação anual. A receita líquida somou R$ 65 milhões (−6,7%) e o Ebitda ficou positivo em R$ 4,4 milhões.


PORTO SEGURO. Conselho aprovou distribuição de R$ 347,3 milhões em JCP (R$ 0,5422/ação), com “ex” em 31/03.


SÃO CARLOS fechou acordo de R$ 735 milhões para alienação de um portfólio de quatro ativos de escritório, totalizando 76,8 mil metros quadrados de área bruta locável.

Fernando Schüller

 Muito bom, como de hábito. 👇 Sociedades Abertas e a Lógica dos Grupos de Pressão Por Fernando Schüler "A misoginia é uma bestialidade...