terça-feira, 23 de junho de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira, 23 de Junho de 2.026.


*Depois do ruído, vem a ata*


… Hoje é dia de chegar mais cedo no escritório pra ler a ata do Copom, que sai daqui a pouquinho, às 8h. Depois da forte reação ao comunicado, os investidores esperam que o BC esclareça os fundamentos que justificaram não só a queda da Selic para 14,25%, mas a possibilidade de novos cortes acontecerem, mesmo admitindo um ambiente de inflação pressionada, expectativas em deterioração e riscos mais desafiadores. A torcida é para que tenha sido só um texto confuso. Enquanto isso, a geopolítica trouxe alívio importante, com o fluxo do petróleo começando a normalizar no Estreito de Ormuz – o que reduz uma das principais fontes recentes de tensão para os mercados globais.


A ATA MAIS ESPERADA – Depois da forte reação provocada pelo comunicado da semana passada, a ata da reunião de junho do Copom se transformou no principal evento da semana para os mercados. É de longe uma das atas mais esperadas dos últimos tempos.


… Mais do que a decisão que reduziu a Selic para 14,25%, investidores querem entender os motivos que levaram o BC a sinalizar que pode manter os cortes em um ambiente de expectativas de inflação mais elevadas, projeções piores e balanço de riscos considerado mais desafiador.


… O desconforto surgiu após o Copom fazer referências a diferentes trajetórias de juros compatíveis com a convergência da inflação à meta, antecipando o tema do 1TRI/2028, que só passará a ser o horizonte relevante da política monetária a partir da reunião de agosto.


… A combinação desses fatores foi interpretada por boa parte dos investidores como um sinal de maior flexibilidade e alimentou dúvidas sobre os próximos passos do ciclo e especulações sobre a credibilidade do BC. A reação dos mercados foi imediata e bastante significativa.


… Nos dias seguintes ao comunicado, a curva de juros ganhou inclinação, as taxas mais longas avançaram de forma expressiva, as expectativas de inflação continuaram se deteriorando e o dólar voltou a ganhar força frente ao real.


… Nesta segunda-feira, os ativos recuperaram apenas uma pequena parte desse movimento, em um comportamento que reforçou a percepção de que as dúvidas permanecem e foram apenas transferidas para a ata e o Relatório de Política Monetária, na quinta-feira.


… Entre os participantes do mercado, há interpretações distintas sobre o significado da mensagem transmitida pelo Copom.


… Parte dos economistas considera que o principal problema foi de comunicação mal feita e avalia que o comitê falhou ao explicar de forma mais clara como diferentes trajetórias de juros poderiam levar à convergência da inflação.


… Outros veem na decisão uma sinalização de maior flexibilidade na condução da política monetária, embora sem abandono da meta ou mudança explícita da função de reação do BC. O consenso, porém, é que a ata precisará responder a uma série de questionamentos.


… Entre eles estão o significado das chamadas trajetórias alternativas para a Selic, o peso atribuído ao novo horizonte relevante, a interpretação do balanço de riscos, a avaliação sobre a atividade econômica e o espaço efetivo para novos cortes de juros nos próximos meses.


… O desafio é particularmente relevante porque o próprio ambiente inflacionário continua se deteriorando.


… O Boletim Focus desta semana mostrou nova alta das projeções para o IPCA de 2026, que voltou a se afastar da meta, enquanto as estimativas para a inflação no horizonte considerado pelo Banco Central também permaneceram pressionadas.


… Nesse contexto, a expectativa predominante é por uma explicação convincente da mensagem do Copom, que coloque um fim nos ruídos.


… Depois de uma semana marcada por interpretações divergentes, a ata será vista como a primeira oportunidade para o Banco Central esclarecer os fundamentos da decisão e indicar se a leitura mais dovish feita pela maioria era de fato a intenção do comitê.


SEM CHANCELA – O cancelamento do leilão de NTN-B previsto para hoje acabou aumentando a importância da ata do Copom.


… Interpretada como uma resposta à deterioração observada no mercado de títulos públicos após o comunicado da semana passada, a decisão reforçou a percepção de que os ruídos tiveram consequências concretas sobre os papéis.


… A decisão nesta segunda-feira ajudou a aliviar a pressão sobre a curva de juros e foi apontada como um dos fatores que contribuíram para a devolução de parte dos prêmios acumulados após a reunião do Copom da semana passada (leia mais abaixo).


… Nas últimas sessões, as NTN-B sofreram forte abertura de taxas em toda a curva, com movimentos particularmente intensos nos vencimentos intermediários e longos. Segundo cálculos da BGC Liquidez, a NTN-B 2029 chegou a abrir mais de 18 pontos-base.


… Também as inflações implícitas avançaram de forma expressiva e participantes do mercado concordam que o cancelamento representa mais do que uma simples decisão operacional e colocou o Tesouro como protagonista político.


… A Warren Investimentos afirmou que a medida é um reconhecimento explícito da deterioração das condições de negociação dos títulos públicos e de sinais de comportamento considerado disfuncional em alguns segmentos da curva.


… O estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren, Luis Felipe Vital, atribui esse ambiente à combinação de fatores que inclui o tom mais duro do Fed, os ruídos com a comunicação do Copom, a volatilidade do conflito no Oriente Médio e incertezas fiscais domésticas.


… Segundo ele, o problema deixou de ser apenas o nível das taxas e passou a envolver a própria dinâmica de funcionamento do mercado.


… A avaliação predominante é que o Tesouro dispõe de caixa suficiente para atravessar o período de maior turbulência sem necessidade de emitir títulos indexados à inflação em condições consideradas desfavoráveis.


… Alguns participantes chegaram a levantar a possibilidade de operações de recompra de títulos, embora a percepção majoritária ainda seja de que medidas extraordinárias não serão necessárias caso a normalização observada neste início da semana tenha continuidade.


… Ainda assim, concordam que a direção dos mercados continua dependente das explicações que o BC oferecerá na ata do Copom e no RPM.


ORMUZ REABRE – Enquanto o mercado aguarda esclarecimentos do Banco Central sobre os ruídos provocados pelo Copom, pelo menos um dos fatores de estresse das últimas semanas começou a perder força, com o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio.


… As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça nesta segunda-feira e ganharam uma dimensão mais concreta, com o Tesouro americano emitindo uma licença temporária de 60 dias autorizando a produção, entrega e venda de petróleo iraniano.


… E após semanas de tensão e ameaças de bloqueio, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz mostrou sinais de normalização.


… O vice-presidente JD Vance classificou como “muito, muito boas” as primeiras conversas realizadas após a assinatura do memorando de entendimento da semana passada e afirmou que as equipes registraram progresso nas discussões técnicas.


… Segundo ele, o Irã concordou em permitir o retorno de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e avançou na construção de mecanismos para garantir a manutenção do tráfego marítimo por Ormuz.


… O presidente Donald Trump reforçou a mesma mensagem, ao afirmar que Teerã aceitará inspeções abrangentes para assegurar a chamada “honestidade nuclear” e disse que o fluxo de petróleo pelo estreito foi retomado.


… Também advertiu que Washington restabelecerá restrições caso considere que o Irã descumpriu os entendimentos alcançados.


… As declarações americanas, porém, foram contestadas por autoridades e veículos estatais iranianos. Teerã negou ter assumido compromisso formal sobre inspeções nucleares e afirmou que qualquer entendimento nessa área dependerá de um acordo definitivo.


… Fontes ligadas às negociações também rejeitaram versões divulgadas por Washington sobre a utilização de recursos iranianos bloqueados e sobre futuras compras de produtos agrícolas americanos.


… Apesar das divergências, os fatos observados pelo mercado seguiram na direção oposta à escalada que predominava há poucos dias. Dados de rastreamento mostraram aumento do tráfego em Ormuz, incluindo embarcações transportando petróleo iraniano e gás natural do Catar.


… Os mediadores Paquistão e Catar também confirmaram a criação de mecanismos para supervisionar as negociações, reduzir tensões no Líbano e evitar incidentes relacionados à navegação na região.


… O avanço das conversas ajudou a ampliar a percepção de que o risco de interrupção prolongada da oferta global de energia diminuiu. Com isso, o petróleo devolveu parte relevante do prêmio. O Brent caiu 3,31%, para US$ 77,90, enquanto o WTI recuou 2,62%, para US$ 73,86.


… Para os investidores, mais importante do que as divergências entre Washington e Teerã foi a constatação de que o petróleo iraniano começa a retornar ao mercado e que o Estreito de Ormuz voltou a operar de forma mais próxima da normalidade.


CURTAS DA POLÍTICA – Futuro de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado deve ser definido em reunião com Lula amanhã, enquanto cresce a avaliação de que ele precisa deixar o cargo para evitar que o caso Master contamine a campanha à reeleição do presidente.


… O desgaste aumentou após novas revelações da PF sobre a relação de Wagner com dirigentes do banco.


PLANO SAFRA. O governo trabalha com um Plano Safra 2026/27 entre R$ 600 bilhões e R$ 650 bilhões, acima dos R$ 594,4 bilhões da temporada atual. As negociações entram na reta final com divergências entre Fazenda e Agricultura sobre volume de recursos e subsídios.


… A prioridade do setor agrícola continua sendo a redução dos juros das linhas de financiamento, considerados excessivamente elevados.


FERTILIZANTES. O Senado deve votar nos próximos 30 dias o Programa Nacional de Fertilizantes, que busca reduzir a dependência externa do Brasil por meio de incentivos à produção nacional, linhas de financiamento, crédito fiscal e desonerações para o setor.


TARIFAS DOS EUA. Um estudo da S&P Global estima que novas tarifas americanas podem atingir até US$ 8,5 bilhões em exportações brasileiras por ano, concentradas principalmente na indústria de transformação.


… Apesar do impacto potencial, a consultoria avalia que produtos relevantes do agronegócio devem ficar de fora das medidas.


MAIS AGENDA – Após cancelar a oferta de NTN-B, o Tesouro realiza hoje leilão de LFTs (11h), enquanto o Banco Central promove operações de rolagem de swaps cambiais (11h30). Mais cedo (8h), a FGV divulga a terceira quadrissemana do IPC-S de junho.


… Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve chegar na China hoje à tarde, onde participará de encontros voltados à agenda de finanças verdes, programas ligados à transição energética e atração de investimentos, com o Plano de Bonds do Tesouro e leilões do Eco Invest.


… No exterior, atenção para os PMIs preliminares de junho na Alemanha, zona do euro, Reino Unido e Estados Unidos (10h45), importantes para medir o ritmo da atividade global, em meio à expectativa de manutenção dos juros elevados por mais tempo nas principais economias.


… Investidores também seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, que continuam influenciando os preços do petróleo e a percepção de risco global, após os avanços registrados na Suíça e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz.


JAPÃO HOJE – O PMI de serviços subiu de 50 pontos em maio para 51,8 pontos em junho, segundo pesquisa preliminar da S&P Global. O PMI industrial foi de 54,5 para 54,9 pontos e o PMI composto, de 51,1 para 52,5 pontos.


BAIXOU A FEBRE – No esforço para estancar o estresse, após a ata do Copom ter deixado todo mundo perdido em combate, a decisão do Tesouro de cancelar o leilão de NTN-Bs previsto para hoje queimou prêmio nos juros futuros.


… O DI devolveu parte dos exageros recentes, quando alguns contratos flertaram com taxas de 15%, enquanto as taxas das NTN-B encostaram em 9% em vencimentos de curto prazo e em 8% em longos da curva de juros reais.


… A estratégia de não chancelar picos nas taxas, em momento de incerteza, acalmou a tensão, enquanto paralelamente, o BC atuou no câmbio por meio de um leilão “casadão”, ajudando a aliviar a pressão sobre o dólar.


… O alívio nos negócios também coincidiu com os progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,215% (de 14,257% no ajuste anterior); Jan/28, 14,680% (contra 14,816%); Jan/29, 14,755% (de 14,940%); Jan/31, 14,685% (de 14,898%); e Jan/33, 14,610% (de 14,824%).


… O petróleo abaixo de US$ 80 também ajudou na correção. A curva contrariou a pressão externa das taxas dos Treasuries, puxada pela expectativa de que o Fed de Warsh surpreenda com uma postura mais conservadora.


… Antes mesmo da divulgação esta semana da inflação do PCE, o BofA já revisou em alta as projeções para a política monetária e passou a considerar três doses de aperto do juro, de 25 pontos cada (setembro, outubro e dezembro).


… Na noite de ontem, em entrevista a uma rádio americana, o Fed boy Austan Goolsbee alertou que a inflação permanece bem acima da meta de 2% e tem seguido na direção errada, com risco de se tornar persistente.


… O rendimento da Note de 2 anos avançou para 4,230%, contra 4,176% antes do feriado de Juneteenth, o de 10 anos subiu para 4,507%, de a 4,452% no pregão anterior, e do T-bond de 30 anos avançou para 4,945%, de 4,898%.


… No câmbio, o dólar avançou especialmente contra o iene, que vive um momento dramático de fragilidade, perto do pior nível em quase 40 anos, o que levanta a lebre de que o Japão esteja preparando o terreno para intervir.


… As especulações sobre uma intervenção ganharam força depois das notícias de que a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, fez uma reunião de emergência com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.


… As discussões abordaram respostas políticas às perdas históricas do iene. Entre o fim de abril e início de maio, o Japão gastou um valor recorde de 11,7 trilhões de ienes em intervenções no câmbio, segundo fonte do Investinglive.


… A moeda japonesa caiu ontem para 161,69 por dólar, enquanto o euro recuou 0,37%, para US$ 1,1424, e a libra subiu pouco (+0,12%), a US$ 1,3247, sinalizando que já havia precificado antecipadamente a renúncia de Starmer.


… O ex-prefeito de Manchester Andy Burnham se candidatou para o cargo de primeiro-ministro britânico. Com isso, o Reino Unido terá o sétimo chefe de governo em pouco mais de dez anos, dando a medida da instabilidade política.  


… O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra seis moedas fortes, subiu 0,20%, a 101,020 pontos.


A UNIÃO FAZ A FORÇA – A suspensão de leilão pelo Tesouro e a intervenção simultânea do BC no câmbio, com venda de dólares à vista conjugada com compra no mercado futuro via swap reverso, acomodaram o câmbio.


… As atuações ajudaram a combater a turbulência causada pelos ruídos na comunicação do Copom, que colocaram em xeque a credibilidade do BC, diante das suspeitas de displicência com a ancoragem das expectativas de inflação.  


… Na véspera da ata, o dólar conseguiu recuperar algum sangue-frio, para fechar em baixa de 0,45%, a R$ 5,1415.


… A queda firme do petróleo colaborou para a melhora na percepção de risco, de que o fim da guerra está sendo endereçado, depois dos avanços diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã na rodada de negociações na Suíça.


… Como resultado da aproximação entre os dois países, o Departamento do Tesouro americano suspendeu as sanções ao petróleo iraniano até 21 de agosto. O Brent caiu ao menor patamar desde março, valendo US$ 77,90.


… Em meio aos entendimentos, o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz está ocorrendo no ritmo mais acelerado desde o início da guerra, no fim de fevereiro, segundo dados de rastreamento obtidos pela Bloomberg.


… Navios-tanque transportando 20 milhões de barris de petróleo passaram por Ormuz na sexta, sábado e domingo.


… Apesar de os preços do Brent terem afundado ontem, as ações da Petrobras avançaram (PN, +0,95%, a R$ 39,17; e ON, +0,69%, a R$ 43,64), porque preferiram fazer uma leitura positiva do sucesso nas tratativas do conflito militar.


… O alívio nos juros futuros provocado pelo cancelamento do leilão de NTN-Bs pelo Tesouro também ajudou a embalar a bolsa, junto com o impulso dos bancos, garantindo a retomada dos 170 mil pontos pelo Ibovespa ontem.


… O índice à vista fechou com ganho de 1,21%, aos 170.370,38 pontos, e giro financeiro de só R$ 23,8 bi. Ou seja, não dá para falar em volta do capital estrangeiro. Neste mês de junho, já saíram mais de R$ 4 bi em k externo da B3.


… Entre as blue chips, o destaque ficou ontem com os bancos: BTG unit avançou 3,10% (R$ 52,21), Itaú PN ganhou 2,68% (R$ 40,94), Bradesco PN subiu 1,20% (R$ 17,68), BB, +0,82% (R$ 19,58), e Santander unit, +0,26% (R$ 26,95).


… No ambiente de melhora de humor, Vale subiu 0,20%, a R$ 80,91, contra a queda de 0,87% do minério de ferro.


… Azzas disparou 10,48% (R$ 19,40), liderando os ganhos do índice, após confirmar interesse em vender a marca Farm Rio. Segundo o Valor, o Morgan Stanley já iniciará a venda essa semana e a lista de interessados é longa.


… Pode incluir fundos como L Catterton (sócio do St Marche no Brasil), Carlyle (ex-sócio da Tok& Stok), General Atlantic (sócia da Pague Menos) e Advent (ex-sócio do Walmart). Além disso, ainda há grupos estratégicos.


… ABG, WHP, Bluestar Alliance, LVMH, Kering e Inditex (Zara) podem estar entre os potenciais compradores.


GANGORRA – Em Wall Street, o investidor operou dividido entre o otimismo com a negociação para o final da guerra e uma onda de vendas nas ações das gigantes de tecnologia, que levou o Nasdaq a recuar 1,32%, a 26.166,60 pontos.


… Alphabet levou um tombo de 5,74% após perder para a concorrente Anthropic o cientista John Jumper, vencedor do Nobel e um dos especialistas responsáveis pelos modelos avançados de Inteligência Artificial da empresa.


… O S&P 500 caiu 0,37%, a 7.472,97 pontos, e o Dow Jones fechou em alta moderada de 0,29%, a 51.712,53 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – A Previ informou que deixará de indicar o presidente do conselho da VALE a partir da assembleia de 2027 e apoiará um candidato independente.


PETROBRAS. A companhia assinará hoje memorando de entendimentos com a estatal mexicana Pemex para cooperação em projetos de petróleo e gás.


REDE D’OR. Conselho aprovou distribuição de R$ 400 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,1832 por ação. Os papéis ficam ex em 26/06.


IGUATEMI. A Radar Gestora elevou participação de 6,68% para 10,28% das ações preferenciais da companhia.


LIGHT captou R$ 1,24 bi em aumento de capital, superando o mínimo previsto no plano de recuperação judicial e habilitando o pedido de saída da RJ. A empresa abriu etapa para subscrição das sobras do aumento de capital.


AXIA ENERGIA. Conselho aprovou a 9ª emissão de debêntures, no valor de R$ 800 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25%.


CELESC DISTRIBUIÇÃO fará a 2ª emissão de notas comerciais, no valor de R$ 750 milhões.


COELBA. A subsidiária da Neoenergia fará a 24ª emissão de debêntures, no valor de R$ 700 milhões.


YDUQS. O Ibmec abrirá sua primeira unidade no Nordeste, em Fortaleza, com investimento estimado em R$ 10 mi.


MRV. A companhia vendeu dois ativos da Resia nos EUA por US$ 139 milhões, reduzindo a dívida líquida consolidada em US$ 87 milhões.


GAFISA. A BlackRock reduziu participação para 4,628% do capital social, ante 5,037% anteriormente.


3TENTOS abriu oito novas lojas em Goiás, Pará, Tocantins e Minas Gerais, elevando sua rede para 81 unidades.


GPA. Conselho elegeu Inácio Caminha como diretor de RI, substituindo Pedro Vieira Lima de Albuquerque.


ANAC autorizou as companhias aéreas estrangeiras Wamos Air (Espanha) e Air Peace (Nigéria) a operar voos regulares internacionais de passageiros e cargas com origem e destino no Brasil…


… A Anac informou que o Brasil bateu recorde de passageiros em voos domésticos de janeiro a maio: mais de 42 milhões, alta de 6%. Só em maio, resultado mostrou avanço de 2% em base anual, para 8,31 milhões de passageiros.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Falece Alan Greenspan, aos 100 anos

 


Um dos presidentes do FED mais respeitados e longevos dos Estados Unidos, Alan Greenspan, faleceu nesta segunda-feira, por intercorrências do Parkinson. Tinha 100 anos. 

Seu mandato como chairman no FED foi um dos mais marcantes na história da autoridade monetária, durando de agosto de 1987 até janeiro de 2006, quase duas décadas completas. Foi um período intenso de acontecimentos, mas também marcado pelo mais longo ciclo de alta da bolsa de valores de NY, ao longo de quase toda a década de 90. Durou de março de 1991 e foi até março de 2001. 

Comentava Greenspan, nas suas intervenções sempre muito enigmáticas, e daí ter surgido o tal "linguajar de banco central", sempre muito econômico nas explicações, que o aumento da produtividade na economia norte-americana nos anos 90 foi a grande contribuição para esta expansão não ter resultado em mais inflação. 

Roger Ferguson, vice-presidente do Fed de 1999 a 2006, lembrou que Greenspan "esteve entre os primeiros a reconhecer o impacto da tecnologia no aumento da produtividade dos EUA, permitindo que a economia crescesse mais rapidamente do que imaginávamos sem gerar inflação".

 Sua decisão de deixar a economia seguir seu curso, inclusive, apesar da pressão para aumentar a taxa de juros diante de uma ameaça de inflação que nunca se concretizou, ajudou a promover anos de prosperidade nos EUA e lhe rendeu o status de “maestro” econômico.

Foi daí que surgiu também o famoso termo "exuberância irracional" dos mercados.  Jerome Powell, o banqueiro central que mais bateu de frente com Donald Trump, disse que Greenspan foi "um exempĺo de como discernimento pode, às vezes, superar os modelos tecnocráticos da economia".

Não viu, no entanto, a crise do subprime em 2008. Foi nesta, inclusive, que muitos passaram a acusá-lo de a ter provocado por estimular o sistema financeiro americano a afrouxar na sua regulação. 

Reconheceu seu erro, por diagnosticar, erroneamente, que os gestores das associações de crédito não iriam operar contra si, se alavancando em excesso. Contra si, também, contribuiu o fato de ter alimentado uma série de bolhas de ativos. 

Mas sua atuação como banqueiro do banco central mais poderoso do mundo foi muito além de umas poucas celeumas. 

Superou a crise do mercado de ações injetando liquidez em resposta, superou a recessão de 1990/91, o contágio asiático de 1997/98, o colapso das ponto.com em 2000 e as turbulências causadas depois do 11 de setembro de 2001. 

Para mim, um dos maiores banqueiros centrais de todos os tempos, acompanhado por Paul Volcker, e poucos outros. 




ESQUERDA SE ESFARELANDO....

 


As eleições mais recentes, pelos vários rincões desta LATINO AMÉRICA, nos mostram que os apelos populistas da esquerda vão ficando pelo caminho. 

Saem de cena governos que prometem o "céu" aos eleitores, mas só entregam frustrações, à governos, bem mais pragmáticos, que só prometem o possível, ou seja, boa governança e preparo adequado para enfrentar as interpéries. 

Agora, SÓ resta o governo LULA, o lulo-petismo, blindado pelo STF, mas desgastado pelo longo período de governança. 

VAMOS VER...




Call Matinal 2206

 Call Matinal

22/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 FECHAMENTO (1906)

MERCADOS

Na sexta-feira (19), o Ibovespa fechou em leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos, após oscilar entre 167.657,5 e 168.786,5. Volume somou R$ 27,5 bilhões em dia de exercício de opções sobre ações. Na semana, o índice caiu 1,64%. O mercado também acompanhou a queda do dólar em 0,17%, a R$ 5,1648, após ter operado na faixa e R$ 5,13 na mínima intraday. Acabou intimidado pelo avanço dos juros futuros, diante do receio de uma maior parcimônia da autoridade monetária, no Copom, com a inflação elevada.

 PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta segunda-feira (22), à medida que investidores monitoram sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã e aguardam a divulgação de um dos indicadores de inflação mais importantes para a política monetária americana.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,12%

S&P 500 Futuro: -0,21%

Nasdaq Futuro: -0,09%

Os futuros de NY, à medida que as negociações entre Washington e Teerã sobre um acordo de paz acabam obscurecidas por uma nova ameaça do presidente Donald Trump de atacar o Irã.

Ásia-Pacífico

 

 

 

S&P/ASX    -0,14%   8.816,10

Nikkei     +1,86%  72.572,00

KOSPI      +0,69%   9.114,55

Shanghai   +1,78%   4.163,10

Hang Seng  -0,69%  23.759,00

Ações asiáticas fecharam mistas, mas repercute decisão do Fed.

Europa

 

 

 

DAX        +0,06%  25.041,00

FTSE 100   -0,05%  10.358,00

CAC 40     -0,17%   8.406,63

IBEX 35    +0,05%  19.357,24

EuroStoxx50+0,17%   6.303,86

Bolsas europeias mistas diante dos avanços no acordo de paz do Oriente Médio.     

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +0,72%, a US$ 77,15 o barril

Petróleo Brent, -1,01%, a US$ 79,76 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,87%, a 739,50 iuanes (US$ 109,24)

Bitcoin, -0,08%, a US$ 64.085,65🛢️

Petróleo instável diante da indefinição do acordo de Paz no Oriente Médio.  

 

NO DIA, 2206

Abrindo a semana de olho nas negociações entre EUA e Irã sobre o acordo de paz na Suíça, e por aqui, toda atenção para a ata do Copom na terça-feira quando teremos novos sinais sobre os movimentos do BCB, depois de reduzir a Selic na semana passada. Na Suíça, as negociações entre EUA e Irã avançaram e os dois países concordaram com a criação de um mecanismo para garantir o encerramento das operações militares no Líbano, aliviando o petróleo. As discussões, se concentraram nos combates entre o Hezbollah e Israel, que colocaram em risco o acordo de paz assinado por Trump na semana passada. Enquanto o mercado acompanha os desdobramentos diplomáticos que seguem influenciando o petróleo, também tentam entender se há ou não exagero na leitura dovish sobre o BCB. Aqui, o desafio é decifrar a “biruta tonta” que se transformou Gabriel Galípolo na condução do Banco Central, de um lado, tentando agradar ao “chefe”, do outro, buscando manter a credibilidade do BCB, na sua autonomia. Não é uma tarefa nada fácil.

 Agenda 22 a 26 de junho

Segunda-feira (22): pesquisa Focus (8h25) e o BCB realizando uma operação simultânea de venda de dólares à vista e leilão de swap cambial reverso (9h20). No exterior, índices preliminares de atividade (PMIs), divulgados ao longo da semana, nos Estados Unidos, Europa e Ásia, além de uma série de discursos de dirigentes do Federal Reserve, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra. Na China, o PBoC manteve as principais taxas de juros inalteradas: a de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3,0% ao ano e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Os juros seguem no mesmo nível desde maio/25. Mercado também acompanha a situação política britânica após o primeiro-ministro Keir Starmer anunciar que deve renunciar nesta segunda-feira (22).

Terça-feira (23): temos a ata do Copom e o relatório de política monetária do BCB na quinta-feira.

Quinta-feira (25): Principal evento da agenda internacional, a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, indicador de inflação preferido do Fed.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Entre a Suíça e o Copom*


… O mercado inicia a semana acompanhando dois temas: a guerra e o Copom. Na Suíça, as negociações entre os Estados Unidos e o Irã avançaram pela madrugada e os dois países concordaram com a criação de um mecanismo para garantir o encerramento das operações militares no Líbano, aliviando o petróleo. Aqui, a atenção se volta para a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária, vistos como a chance de esclarecer a comunicação que gerou forte reação nos juros. Enquanto investidores acompanham os desdobramentos diplomáticos que seguem influenciando o petróleo, também tentam entender se há ou não exagero na leitura dovish sobre o BC.


SUÍÇA NO CENTRO DO JOGO – O mercado inicia a semana acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã.


… As conversas em Bürgenstock, na Suíça, acontecem poucos dias depois da assinatura do memorando de entendimento que interrompeu a guerra iniciada em fevereiro e estabeleceu um prazo de 60 dias para a construção de um acordo definitivo.


… A expectativa inicial era que a nova rodada de negociações se concentrasse principalmente no programa nuclear iraniano, na normalização do tráfego pelo Estreito de Ormuz, na retomada das exportações de petróleo do Irã e na liberação de ativos iranianos congelados no exterior.


… As discussões, porém, foram desviadas para se concentrar nos combates entre o Hezbollah e Israel, que colocaram em risco o acordo de paz assinado por Trump na semana passada.


… No final da noite deste domingo, o Irã e os Estados Unidos concordaram com a criação de um mecanismo para garantir o encerramento das operações militares no Líbano, informaram os mediadores Paquistão e Catar.


… O anúncio surge depois que o Trump voltou a ameaçar o Irã, afirmando que os Estados Unidos poderiam atacar “com ainda mais força” caso aliados iranianos no Líbano continuassem promovendo ataques contra Israel.


… As declarações provocaram forte irritação em Teerã. Embora os iranianos tenham reiterado que não pretendiam abandonar o processo diplomático, passaram a adotar uma postura mais rígida durante as negociações.


… Segundo relatos da imprensa iraniana, a delegação do país retirou-se das conversas, deixou de participar do formato presencial e passou a negociar por meio dos mediadores do Catar e do Paquistão.


… Apesar da deterioração do ambiente político, nenhuma das partes abandonou formalmente as negociações.


… As conversas seguiram, enquanto diplomatas tentavam avançar em mecanismos para manter o Estreito de Ormuz aberto, consolidar o cessar-fogo regional e definir os próximos passos para a implementação do memorando.


… Em comunicado, o Catar e o Paquistão disseram que foi estabelecido um canal de comunicação entre Irã e Estados Unidos para evitar incidentes e permitir passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz.


… Na reação imediata, o petróleo zerou a pressão e passou a cair quase 2% no início da madrugada.


… Embora o risco de ruptura imediata tenha diminuído, os acontecimentos do fim de semana reforçaram a percepção de que a implementação do acordo deverá ser mais lenta e mais difícil do que parecia logo após a assinatura do memorando na semana passada.


COPOM AINDA NÃO ACABOU – No Brasil os investidores começam a semana tentando entender os sinais enviados pelo Banco Central na última quarta-feira.


… A ata do Copom amanhã, terça-feira, e o Relatório de Política Monetária (RPM), na quinta, podem ter o efeito de uma segunda etapa da decisão que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, se conseguirem colocar os pontos nos is.


… Embora o corte já fosse amplamente esperado, a comunicação do Banco Central provocou forte desconforto entre investidores e economistas.


… Boa parte do mercado interpretou que o BC deixou aberta a possibilidade de novos cortes de juros, questionando se a mensagem foi compatível com um cenário de inflação ainda acima da meta, expectativas desancoradas e atividade econômica resiliente.


… Desde então, os juros futuros acumularam quatro sessões consecutivas de alta, com alguns vencimentos voltando a flertar com a marca de 15%, enquanto aumentaram as dúvidas sobre qual será a estratégia da autoridade monetária para os próximos meses.


… A principal expectativa agora é que a ata e o RPM ajudem a esclarecer os fundamentos da decisão e apresentem com mais clareza os cenários considerados pelo Copom para a trajetória futura da Selic.


… O mercado também aguarda a coletiva ao vivo de Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti, na quinta-feira, para comentar o Relatório de Política Monetária em busca de sinais adicionais sobre os próximos passos para os juros.


… Para o economista Sérgio Goldenstein (Eytse Estratégia), a forte abertura de prêmios observada nos últimos dias decorreu mais de problemas de comunicação do que de uma mudança efetiva na estratégia do Banco Central.


… Segundo ele, a reação dos ativos foi amplificada por uma comunicação pouco clara e os documentos desta semana poderão ajudar o mercado a compreender melhor os cenários alternativos considerados pelo Copom.


… Já o ex-diretor do BC José Júlio Senna disse em entrevista ao Estadão que o comunicado deixou dúvidas importantes sobre a estratégia futura da política monetária e acabou transferindo para agosto uma definição mais clara sobre o ritmo e a extensão do ciclo de flexibilização.


… O tema ganhou ainda mais relevância, porque a reunião do Copom ocorreu no mesmo dia em que o Fed reforçou um discurso mais duro.


… O contraste entre um Fed percebido como mais hawkish e um Copom interpretado por parte do mercado como mais dovish contribuiu para pressionar os ativos domésticos ao longo da semana.


… Na prática, a decisão anunciada na última quarta-feira ainda não terminou.


… A ata, o RPM e a coletiva do Banco Central serão decisivos para determinar se o mercado continuará ampliando as apostas em juros mais altos à frente ou se parte dos prêmios acumulados desde a Superquarta foi exagerada e poderá ser devolvida.


RUÍDO ELEITORAL – Em paralelo, o tema eleitoral começou a aparecer no radar dos investidores na reta final da semana, contribuindo para o mau humor da curva de juros em um mercado já sensível à comunicação do Copom.


… Na sexta-feira, declarações de Flávio Bolsonaro foram recebidas com desconforto por parte dos agentes financeiros.


… Em entrevista ao SBT News, o senador afirmou que não pretende acabar com os pisos constitucionais da saúde e da educação, nem promover mudanças na vinculação do salário mínimo ou realizar uma reforma da Previdência.


… As propostas se aproximam mais de uma agenda voltada à disputa eleitoral do que de um programa de ajuste fiscal para 2027. O tema ganhou relevância, porque muitos investidores enxergam a oposição como um contraponto ao expansionismo fiscal associado ao atual governo.


… O assunto ganhou novo capítulo no sábado com a divulgação da pesquisa Datafolha.


… O levantamento mostrou Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, ante 31% de Flávio Bolsonaro, e manteve a vantagem do presidente em eventual segundo turno, por 47% a 43%. Nos índices de rejeição, Flávio tem 48%, ligeiramente acima dos 46% de Lula.


CURTAS DA POLÍTICA – Lula participa hoje às 10h, no Palácio Guanabara, da cerimônia de adesão do Rio de Janeiro ao Propag. O presidente permanece no Estado até terça-feira, com agendas ligadas ao BNDES, infraestrutura e programas voltados para periferias e favelas.


MASTER NO RADAR. A Operação Compliance Zero continuou produzindo desdobramentos no fim de semana.


… A PF afirmou que a compra de um apartamento para o senador Jaques Wagner seguiu estrutura semelhante identificada em outros casos do Banco Master. Já o Globo apontou novos encontros entre o pré-candidato Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ao longo de 2025.


DURIGAN NA CHINA. O ministro da Fazenda embarca hoje para a China, onde participa do Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes e se reúne com a presidente do NDB, Dilma Rousseff, na quarta-feira.


… Na quinta-feira, terá encontro com o presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, em meio às negociações para emissão dos chamados Panda Bonds e à divulgação de novas etapas do Eco Invest.


PAUTA-BOMBA. No Senado, Alcolumbre pode levar ao plenário a PEC que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde.


… Na Folha, com o Congresso esvaziado pelas festas juninas, o governo aposta em uma proposta de súmula vinculante em discussão no STF para tentar limitar a aprovação de medidas com impacto fiscal.


ETANOL 32%. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve aprovar na quarta-feira, 24, o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%, para ampliar o consumo de biocombustíveis e ajudar a reduzir o preço final dos combustíveis.


MAIS AGENDA – A ata do Copom amanhã e o Relatório de Política Monetária (RPM), na quinta-feira, serão os principais destaques da semana no Brasil, depois da forte reação do mercado ao comunicado da semana passada.


… Os investidores também acompanham com especial atenção a coletiva de Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti.


… No calendário de indicadores, o destaque fica para o IPCA-15 na quarta-feira, principal prévia da inflação oficial do mês. Na sexta-feira, o Banco Central divulga os dados do setor externo, com transações correntes e investimento direto no País (IDP), além da Pnad Contínua.


… Hoje, além da pesquisa Focus (8h25), o Banco Central realiza uma operação simultânea de venda de dólares à vista e leilão de swap cambial reverso (9h20), em movimento que será acompanhado pelo mercado, em meio à recente valorização da moeda americana.


… No exterior, as atenções se concentram nos índices preliminares de atividade (PMIs) divulgados ao longo da semana nos Estados Unidos, Europa e Ásia, além de uma série de discursos de dirigentes do Federal Reserve, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra.


… O principal evento da agenda internacional acontece na quinta-feira, com a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, indicador de inflação preferido do Federal Reserve.


… O dado ganha relevância adicional após a postura mais dura adotada pelo Fed na reunião da semana passada.


… Também estarão no calendário os pedidos semanais de auxílio-desemprego, encomendas de bens duráveis, renda e gastos dos consumidores americanos, além dos indicadores de confiança empresarial na Europa e dos sinais sobre a atividade econômica chinesa.


… Em paralelo, os mercados continuam monitorando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã na Suíça, que seguem como principal variável para o comportamento do petróleo e dos ativos globais nesta semana.


RENÚNCIA NO REINO UNIDO – O mercado também acompanha a situação política britânica após reportagens indicarem que o primeiro-ministro Keir Starmer pode anunciar nesta segunda-feira um cronograma para sua saída do cargo.


… A possibilidade ganhou força no fim de semana em meio ao aumento das pressões dentro do Partido Trabalhista e às críticas de Donald Trump.


ELEIÇÃO NA COLÔMBIA – Na votação mais acirrada da história do país para a sucessão presidencial, o representante da direita radical Aberlado de la Espriella, apoiado por Trump, venceu o progressista Iván Cepeda.


CHINA HOJE – O PBoC manteve as principais taxas de juros inalteradas: a de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% ao ano e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Os juros seguem no mesmo nível desde maio/25.


TECLA SAP – Enquanto o mercado seguia tentando desvendar na sexta-feira o porquê de a comunicação do Copom ter vindo tão dovish e destoado do balanço de riscos, a ordem nas mesas foi continuar abrindo a curva de juros.


… O medo de desancoragem das expectativas de inflação e de que a inclinação do BC para novos cortes da Selic cobre o seu preço lá na frente voltou a trazer pressão às taxas futuras, principalmente para a ponta mais longa.


… Parte dos economistas passou o dia criticando a estratégia do Copom de “alongar” o horizonte relevante, e o comunicado foi considerado confuso e soou contraditório em um ambiente de inflação elevada e atividade resiliente.


… O DI para Jan/33 escalou para 14,810% (contra 14,687% no pregão da véspera); Jan/31, a 14,885% (de 14,762%); Jan/29, a 14,940% (de 14,843%); Jan/28, a 14,820% (de 14,737%); e Jan/27 marcou 14,255% (de 14,246%).


… Diante dos novos cortes da Selic no radar, contrariando a expectativa de pausa em agosto, o mercado aciona a contagem regressiva para a ata do Copom e os comentários de Galípolo durante a apresentação do RPM.


… O BC terá estas duas oportunidades para corrigir sua linguagem, se eventualmente tiver julgado que foi mal interpretado em suas palavras e que há ajustes para tornar a sua abordagem mais clara para o mercado financeiro.


… Quanto ao Fed, depois da surpresa com o tom bem mais hawkish do que o imaginado adotado pelo statement, a aposta mais provável passou a ser de um aperto monetário em setembro, segundo a ferramenta de apostas do CME.


… Além da evolução dos indicadores americanos, os investidores monitoram as negociações de paz para ver se a guerra contra o Irã acaba de uma vez por todas e se o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz se normaliza.


… Na sexta-feira marcada pelo adiamento das negociações para um acordo de paz permanente entre os Estados Unidos e Irã devido à intensificação dos combates no sul do Líbano, o petróleo Brent subiu 0,90%, a US$ 80,57.


… Durante o dia, a notícia de que um cessar-fogo foi acordado entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, com ambos os lados se comprometendo com a trégua se não forem atacados, reduziu parte da pressão do barril.


… Perto do fechamento, porém, as cotações voltaram a subir, com os sinais de fragilidade no campo diplomático.


… A consultoria Capital Economics duvida de uma queda acentuada do petróleo no curto prazo, já que os fluxos de energia devem se recuperar “apenas gradualmente”. O UBS destaca as incertezas sobre o custo do tráfego marítimo.


… O vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que, após o período de 60 dias sem pedágio em Ormuz, um novo mecanismo para a gestão será introduzido e apresentado aos países da região.


MODERADOR DE APETITE – Bem que o dólar quis devolver com maior força o salto de 1,32% do pregão anterior. No melhor momento do dia, chegou a cair em torno de 0,80%, mas reduziu a queda no fechamento para apenas 0,20%.


… Fechou cotado a R$ 5,1648, após ter operado na faixa e R$ 5,13 na mínima intraday. Acabou intimidado pelo avanço dos juros futuros, diante do mal estar com a aparente complacência do Copom com a inflação elevada.


… Lá fora, na sessão esvaziada pela ausência do investidor estrangeiro, devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, o índice DXY caiu 0,12%, aos 100,728 pontos, apesar da percepção hawkish sobre o Fed no statement.


… O iene avançou para 161,30 por dólar, o euro subiu 0,11%, a US$ 1,1478, e a libra ganhou 0,22%, a US$ 1,3236, enquanto cresce a pressão para a renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.


… No pregão morno, sem o parâmetro de Nova York, o Ibovespa fechou estável (+0,03%), aos 168.333,61 pontos. O giro de R$ 27,5 bilhões foi fortalecido pelo vencimento de opções sobre ações, que redobrou a volatilidade.


… Garantida pelos interesses dos comprados, Vale operou em alta de 1,01%, a R$ 80,75, sem a referência do minério de ferro na China, fechada para feriado. Petrobras operou sem direção única, apesar de o petróleo ter subido.


 … ON avançou 0,49%, a R$ 43,34, mas PN operou em leve queda de 0,13%, a R$ 38,80, no dia de exercício na bolsa.


… A maioria dos bancos ficou no vermelho: Itaú, -0,80% (R$ 39,87), BB, -0,56% (mínima de R$ 19,42), e BTG unit, -0,41% (mínima de R$ 50,64). Bradesco PN fechou estável (R$ 17,47). Já Santander subiu 0,60% (máxima de R$ 26,88).


… Azzas saltou 8,33%, animada pela notícia de que contratou o Morgan Stanley para conduzir a venda da Farm.


CIAS ABERTAS NO AFTER – O conselho da VALE aprovou convocação de AGE para 22 de julho, atendendo a pedido da Previ, que detém 7,01% do capital da companhia…


… A assembleia deve apreciar a destituição do presidente do colegiado, Daniel Stieler, apurou o Valor.


ALIANÇA ENERGIA, controlada pela Vale, incorporou o complexo eólico Caetité e ampliou sua capacidade instalada em 9%.


PETROBRAS. Conselho aprovou investimento de US$ 1,2 bilhão em planta de BioQAV e diesel renovável na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), com operação prevista para 2030…


… A Justiça Federal julgou improcedente pedido de afastamento de Raoni Santos do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras.


TRANSPETRO assinou contrato de US$ 427 milhões com o Estaleiro Rio Grande para construção de quatro navios de transporte de petróleo.


VIBRA. Conselho aprovou distribuição de R$ 558 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,47 por ação. Os papéis ficam ex-JCP amanhã.


COSAN. A companhia antecipou R$ 2,8 bilhões em dívidas e totalizou R$ 8,8 bilhões em pré-pagamentos desde o início de 2026.


BRASKEM. Credores externos defendem pagamento de juros de bonds com vencimento em julho e agosto, enquanto a companhia avalia buscar proteção judicial durante as negociações de reestruturação.


MULTIPLAN distribuirá R$ 120 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,24562576235 por ação.


AZZAS. Alexandre Birman pediu o encerramento de uma das arbitragens contra Roberto Jatahy para concentrar toda a disputa societária em um único processo.


BRB. Bancos privados questionam as garantias oferecidas pelo Distrito Federal e podem ficar fora da operação de fiança para socorro ao banco, segundo fontes do Valor.


UNIDAS. A companhia fará sua 23ª emissão de debêntures, no valor de R$ 900 milhões.

Leitura de fim de semana

 *Leitura de Sábado: governo prega calma e avalia o comportamento do brent para decidir subvenções*


Por Mateus Maia


Brasília, 16/06/2026 - A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prega calma e avalia comportamento do brent após anúncio de acordo de paz provisório entre Estados Unidos e Irã para decidir sobre subvenções e outras medidas tomadas para conter os preços dos combustíveis durante o conflito.


De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a ideia é ter cautela e ver como o mercado reage ao anúncio feito pelos países, se ele se confirmará e qual será o novo patamar do petróleo internacional.


Ainda não foi decidido em qual patamar de brent o governo começará a retirar as medidas adotadas para controlar a alta de preços - será uma avaliação mais ampla e cenário. O governo lembra que, antes da guerra, o barril estava em US$ 65, mas avalia que o preço dificilmente atingirá esse valor no curto prazo.


A ideia é que seria difícil de prever o comportamento da commodity, mas que é possível que ele se mantenha acima do valor pré-guerra por um tempo mesmo depois do fim do conflito. Por isso seria complicado cravar em que patamar as medidas do Executivo não seriam mais necessárias usando somente esse parâmetro.


Segundo mostrou a Broadcast, até maio, o governo mobilizou R$ 36,4 bilhões entre subvenções, garantias de crédito para exportadores e cortes de impostos. O valor era cerca de 53% do usado por Jair Bolsonaro. O ex-presidente, em 2022, usou um leque mais amplo de medidas e a transferência direta de recursos a setores afetados pela alta dos combustíveis, com um gasto de R$ 68 bilhões, valor corrigido pela inflação do período.


Contato: mateus.maia@broadcast.com.br


Broadcast+

Leitura de fim de semana

 *Leitura de Sábado: Além de IG4, Makalu, Geribá, Laplace e Mapa querem assumir dívidas da Raízen*


Por Cynthia Decloedt e Altamiro Silva Junior


São Paulo, 17/06/2026 - Gestoras especializadas em ativos problemáticos estão se posicionando para concorrer com o grupo IG4 Capital pelos créditos da Raízen, que tem R$ 65 bilhões em dívidas. A Broadcast apurou que Makalu, Geribá, Laplace e Mapa estruturam propostas para assumir dívida de credores da Raízen.


Um dos fundamentos da disputa pelos créditos está na proposta do plano de recuperação extrajudicial, homologado na semana passada, de conversão de 45% das dívidas em ações, as quais têm um valor de mercado extremamente baixo neste momento. Com a conversão, os credores passarão a ter 80% do capital da Raízen. A depender do valor e do modelo de aquisição dos créditos, aqueles que emprestaram dinheiro para a joint venture da Cosan e da Shell poderiam recuperar um valor maior de recursos e reduzir o "haircut" (desconto) implícito nessa troca.


A visão é também de que dada a diversidade de credores - bancos, debenturistas e detentores de certificados de depósitos agrícolas (CRAs) - a conversão resultará em uma corporação sem controle definido, potencialmente, trazendo implicações em sua governança e gestão. Uma das fontes afirmou que os bancos, em tal conversão, são potencialmente o grupo que poderá restar com um volume maior de ações da Raízen, implicando ainda mais cadeiras no conselho de administração. "Bancos geralmente não querem ter responsabilidade fiduciária sobre empresas", disse.


Segundo fontes, a Makalu pretende avançar sobre os créditos concedidos às operações de açúcar e etanol da Raízen, dada a experiência com reestruturações no segmento, como do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), Grupo Safras e da Usina Caeté.


A Geribá Investimentos, por sua vez, estaria olhando para os créditos relacionados às operações de combustíveis. Em abril, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda da subsidiária no Acre da Brasil Biofuels (BBF) para a Japaratinga Participações, ligada à gestora Geribá Investimentos. A gestora Laplace têm mantido conversas essencialmente com bancos credores para dar saída a eles em diferentes estruturas, entre as quais, a criação de um veículo para gestão das ações, em modelo semelhante ao da IG4 na Braskem.


A Mapa Capital já tem a experiência de ter assumido a dívida da Casas Bahia, ao ficar com debêntures que eram do Bradesco e do Banco do Brasil. A gestora então converteu esses papéis em ações e passou a ter 85% da Casas Bahia, assumindo seu controle. O objetivo agora é reestruturar financeiramente e sanear a companhia, o que pode fazer as ações voltarem a subir na B3 e recuperar o valor da varejista.


Procuradas, as gestoras não comentaram.


Contato: cynthia.decloedt@estadao.com; altamiro.junior@estadao.com


Broadcast+

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado* Terça Feira, 23 de Junho de 2.026. *Depois do ruído, vem a ata* … Hoje é dia de chegar mais cedo no escritório pra ler a ...