quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O Brasil no Divã Estatístico, de Marcelo Giufrida

 No jargão financeiro e econométrico, o sucesso de um ativo é medido pelo seu Alfa (o retorno que ele gera por mérito próprio) e pelo seu Beta (sua sensibilidade aos movimentos do mercado). 

Quando transportamos esses conceitos para a macroeconomia e comparamos o crescimento do PIB brasileiro com o crescimento mundial desde o ano 2000, o diagnóstico é desconcertante: o Brasil apresenta um Beta baixo e um Alfa persistentemente negativo. 

Mas o que esses termos técnicos dizem sobre a nossa realidade social e política? 

O Beta da Dependência: O Voo da Galinha 

O fato de o Brasil possuir um Beta baixo (estimado entre 0,6 e 0,8) indica que não somos capazes de capturar integralmente o dinamismo da economia global. Quando o mundo acelera, o Brasil reage com atraso e com menos intensidade. Historicamente, nossa economia é movida por ciclos de commodities, mas a falta de integração nas cadeias globais de valor e a precariedade da infraestrutura logística impedem que o país surfe as ondas de crescimento mundial com eficiência. 

Diferente de tigres asiáticos ou de outros emergentes que alavancam o crescimento externo para transformar suas estruturas internas, o Brasil parece atuar como um freio de mão puxado. Somos sensíveis ao preço do minério e da soja, mas insensíveis à inovação e ao ganho de produtividade global. 

O Alfa Negativo: A Autossabotagem Estrutural O dado mais alarmante, contudo, é o Alfa negativo. 

Em uma regressão linear, o alfa representa o que sobra quando o efeito do mundo é retirado. Se o alfa é negativo, significa que, se o crescimento mundial fosse zero, a economia brasileira estaria encolhendo por forças próprias. 

É a representação numérica da autossabotagem. Desde 2000, esse alfa negativo tem três pilares principais: 

1. A Carga do Estado e a Crise Fiscal: Gastamos muito e gastamos mal. A dívida pública, que consome uma fatia gigantesca do orçamento com juros, retira capital que poderia estar financiando o setor produtivo. 

2. A Armadilha da Produtividade: O trabalhador brasileiro médio produz hoje quase o mesmo que produzia nos anos 80. Sem educação básica de qualidade e sem incentivos à modernização industrial, o país estagnou tecnologicamente. 

3. Insegurança Jurídica e Custo Brasil: O ambiente de negócios é um labirinto tributário e regulatório que afugenta o investimento direto estrangeiro e pune o empreendedor local. A Década Perdida e a Queda de Relevância Os números não mentem. 

Se em 2011 chegamos a ser a 7ª economia do mundo, hoje lutamos para nos manter no top 10, mas com uma participação no PIB global que só encolhe. O crescimento médio de 2,4% ao ano nas últimas duas décadas é insuficiente para uma nação jovem que precisa de emprego e renda. Enquanto o mundo cresce a taxas próximas de 3,8%, o Brasil se contenta com as sobras.

Conclusão: É possível inverter o sinal? 

A conclusão dessa "regressão" da nossa história recente é que o Brasil se tornou um país "caro antes de ser rico". Para transformar o alfa negativo em positivo e elevar o nosso beta, não basta torcer por um novo superciclo de commodities ou por uma queda nas taxas de juros americanas. A solução exige uma ruptura com o modelo de crescimento baseado apenas no consumo e no gasto público. É necessário um choque de oferta: reforma administrativa profunda, simplificação tributária real e, acima de tudo, um foco obsessivo na produtividade. Sem isso, continuaremos sendo a economia do "quase" — um país que observa o mundo passar pela janela, preso em sua própria inércia estatística. 

26/02/2016

Call Matinal 2602

 Call Matinal

26/02/2026

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (2502)

MERCADOS

Ibovespa rumo aos 200 mil pontos. O Ibovespa (IBOV) fechou nesta quarta-feira (25) em queda de 0,13%, a 191.247 pts, novo recorde e novo ajuste técnico. Já o volume financeiro somou R$ 32,98 bilhões. Small caps também podem vir a disparar. No mercado cambial, o dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,1252, após oscilar entre R$ 5,1191 e R$ 5,1672.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados globais aguardam nesta quinta-feira o desfecho do encontro entre EUA e Irã, em Genebra, na busca de um acordo nuclear, e pelo testemunho da vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, em comitê do Senado americano.

NO DIA, 2602

Dia de encontro dos EUA com o Irã, em Genebra, para tentar um acordo nuclear. Expectativa não é boa e um desfecho negativo pode levar Trump a cumprir as ameaças de atacar o país. Hoje, saem os balanços de Axia Energia (ex-Eletrobras) e B3, após o fechamento, enquanto a agenda de indicadores é mais fraca, prevendo apenas o IGP-M de fevereiro, que deve recuar 0,65%.


Em Genebra, é baixa a expectativa por um acordo nuclear entre EUA e Irã. Citando fontes, o site israelense Ynet informou que as chances de um ataque ao país no curto prazo são altas. O ultimato de Trump para o Irã aceitar um acordo em dez ou 15 dias já venceu. Autoridades diplomáticas dizem que uma nova proposta iraniana provavelmente não atenderá às exigências básicas de Washington. Teerã já concordou em reduzir o enriquecimento de urânio para 3,6%, com suspensão por sete anos, mas os EUA querem limites mais longos e a remoção de todo o estoque existente. No Financial Times, o Irã está ameaçando intensificar qualquer conflito com os EUA na eventualidade de um ataque americano.


Por aqui, entre escândalos pesados de corrupção, o cerco vai se fechando sobre membros do STF e politicos do Congresso, embora a blindagem nestas instituições seja elevada. A todo dia, uma estarrecedora notícia, ou denúncia, envolvendo personagens destas duas casas. No cerne, o caso Banco Master e o escândalo dos benefícios do INSS. Ontem, em delação premiada, o filho do Lula (alguma dúvida?) se viu envolvido. É uma vergonha mesmo. A justiça dos homens pode tardar, mas acaba chegando. E o careca do STF está nervoso e dando uma de machão. Até quando?

Boa quinta-feira para todos! 

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,8% US tech +1,4% US semis +1,7% UEM +0,9% España +1,3% VIX 17,9% Bund 2,71% T-Note 4,06% Spread 2A-10A USA=+58pb B10A: ESP 3,11% PT 3,05% FRA 3,26% ITA 3,31% Euribor 12m 2,21% USD 1,181 JPY 184,7 Ouro 5.171$ Brent 71$ WTI 65,6$ Bitcoin +7,6% (68.939$) Ether +13,3% (2.101$)

SESSÃO: O mercado mantém um tom construtivo, apoiado na solidez dos resultados empresariais e na progressiva normalização do sentimento após as dúvidas recentes sobre o impacto da IA em determinados modelos de negócio. A tecnologia volta a atuar como principal catalisador, com especial protagonismo do segmento de semicondutores (+1,7% ontem), que continua a liderar a evolução na bolsa em 2026.

Os resultados publicados por NVIDIA após o fecho de Nova Iorque reforçam esta narrativa. O EPS cresce +82,0% até 1,62 $/ação (vs. 1,53 $ esperado), com margens elevadas e um guidance para 2026 que confirma que o investimento em IA continua a acelerar. Além da reação tática do mercado, a mensagem de fundo é clara: a cadeia de valor vinculada à IA mantém tração estrutural. Os semis acumulam reavaliações superiores a +17,5% YTD e continuam a ser o principal motor do ciclo. Além disso, as avaliações, embora exigentes em termos absolutos, são razoáveis com o crescimento esperado (PER 2026e ~24,6x no caso de NVIDIA).

Em contraste, o comportamento do software tradicional continua a ser mais exigente. Assim aconteceu com Salesforce que, apesar de publicar resultados sólidos, apresentou um guidance para o 1T 2026 percebido como pouco ambiciosos. Num contexto onde o mercado mantém elevada sensibilidade perante possíveis ameaças derivadas da IA, a ação caiu -4% em aftermarket. Este comportamento reflete que os investidores estão a discriminar com maior intensidade entre modelos de negócio estruturalmente beneficiadas pela IA e os que poderão enfrentar maiores desafios competitivos.

No conjunto, a campanha de resultados oferece um balanço positivo, com revisões moderadas em alta em lucros e planos estratégicos que acrescentam visibilidade para 2026. Após a recente rotação desde crescimento para “value”, as avaliações agregadas situam-se em níveis mais equilibrados (PER 2026e ~17,7x na Europa e ~23,3x nos EUA), o que reduz a probabilidade de ajustes brutos.

Na frente macro, as referências continuam a ser de segunda ordem e coerentes com um cenário de crescimento moderado, sem mudanças substanciais nas expetativas de política monetária. Hoje, às 10 h, teremos o Sentimento Económico da UE, que se espera que melhore ligeiramente até 99,8 desde 99,4, assim como as Petições Semanais de Desemprego nos EUA, onde se antecipa um ligeiro aumento até 216K desde 206K.


CONCLUSÃO: O mercado demonstra capacidade para conviver com a incerteza comercial e geopolítica, apoiado em fundamentos empresariais sólidos e na força estrutural do investimento em IA. A tendência de fundo continua a ser ligeiramente positiva, com liderança clara do segmento de semicondutores e um contexto de avaliação que, após os ajustes recentes, é mais equilibrado. Esperamos uma sessão de menos a mais, desde que os dados macro europeus confirmem a melhoria do sentimento e a tecnologia norte-americana, apoiada por sólidos resultados de NVIDIA, mantenha a sua capacidade de arrastar todo o mercado.


FIM

BDM Matinal Riscala

 Irã tem reunião decisiva hoje em Genebra

Fracasso pode levar Trump a cumprir as ameaças de atacar o país

26/02/2026


… O encontro de representantes dos Estados Unidos e do Irã em Genebra para tentar um acordo nuclear é o principal evento da agenda internacional, nesta quinta-feira. A expectativa não é boa e um desfecho negativo pode levar Trump a cumprir as ameaças de atacar o país. No after hours, Nvidia exibiu pouco fôlego, mesmo após superar estimativas de lucro e receita, e surpreender em guidance. Já Nubank levou um tombo após reportar lucro recorde, mas apontar custo de risco maior. Hoje, saem os balanços de Axia Energia (ex-Eletrobras) e B3, após o fechamento, enquanto a agenda de indicadores é mais fraca, prevendo apenas o IGP-M de fevereiro, que deve recuar 0,65%.


GEOPOLÍTICA – Volta ao topo das preocupações, com a baixa expectativa para um acordo nuclear entre Estados Unidos e o Irã, em reunião hoje, em Genebra. Citando fontes, o site israelense Ynet noticiou que as chances de um ataque ao país no curto prazo são altas.


… O ultimato de Trump para o Irã aceitar um acordo em dez ou 15 dias está com prazo vencido.


… Autoridades diplomáticas dizem que uma nova proposta iraniana provavelmente não atenderá às exigências básicas de Washington.


… Segundo as últimas informações, Teerã concordou em reduzir o enriquecimento de urânio para 3,6%, com suspensão por sete anos, mas os Estados Unidos querem limites mais longos e a remoção de todo o estoque existente.


… No Financial Times, o Irã está ameaçando intensificar qualquer conflito com os Estados Unidos na eventualidade de um ataque americano.


… O major-general Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, afirmou nesta semana que, embora “a estratégia de antes fosse evitar uma escalada”, o “comportamento dos Estados Unidos nos levou a mudar de postura”.


… “Se eles atacarem, infringiremos pesadas baixas. Desta vez não seria uma resposta encenada”, disse uma fonte, referindo-se aos ataques com mísseis a bases dos Estados Unidos no Iraque (2020) e no Catar (2025), previamente sinalizados para limitar a retaliação.


… O presidente Donald Trump tem deixado vazar que faria um ataque limitado no princípio, mas está determinado a não permitir que o Irã – “o patrocinador do terrorismo mundial” – tenha uma arma nuclear, como disse em seu discurso do Estado da União.


PESQUISAS –No front doméstico, o mercado começa a ensaiar os primeiros movimentos do “trade eleitoral”, embora ainda sem impacto nos preços dos ativos. Nesta quarta-feira, a pesquisa AtlasIntel foi bastante comentada.


… O levantamento mostrou avanço de 2,9 pontos de Flávio Bolsonaro, para 37,9% (35% em janeiro), e queda de 3,8 pontos nas intenções de voto em Lula, para 45% (48,8%). E o dado mais importante, empate entre os dois na simulação de segundo turno (46,3% a 46,2%).


… Esse cenário teve forte influência do voto masculino, com recuo mais significativo de Lula entre os homens (40,6% para 36,4%) e forte alta de Flávio nesse eleitorado (38% para 45,6%). Houve ainda uma mudança importante entre pessoas que cursaram até o ensino fundamental.


… Em janeiro, Lula tinha 61,2% desse grupo e, em fevereiro, o percentual caiu para 37,3%. Já Flávio subiu de 28% para 41,2% no mesmo grupo.


… Houve queda de Lula também no Sudeste, o mais populoso, de 49,3% em janeiro para 43,6% em fevereiro, e no Nordeste, seu principal reduto eleitoral, de 58,2% em janeiro para 50,4% em fevereiro. Flávio subiu nas duas regiões.


… No Valor, os números colocaram o Planalto em alerta, sugerindo a necessidade de ajustar a comunicação.


… Membros do governo admitem que não esperavam um cenário tão apertado neste momento da disputa eleitoral. Os monitoramentos feitos pelo Executivo e o “sentimento de rua” indicavam uma vantagem mais confortável do atual presidente sobre Flávio.


… A avaliação é de que a antecipação da polarização já no início do ano frustrou a expectativa de que medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de indicadores econômicos positivos, pudessem impulsionar a popularidade do presidente.


… A estratégia para recuperar a popularidade de Lula deve focar em temas como corrupção e segurança pública.


… A AtlasIntel entrevistou 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual.


AS NOVAS TARIFAS – Com a revogação das sobretaxas aplicadas com base na Lei de Emergência Econômica americana, US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras aos Estados Unidos (34,9%) tiveram suas sobretaxas reduzidas de 40% ou 50% para 10%.


… O cálculo é da Câmara Americana de Comércio (Amcham), confirmando que, em alguns casos (aeronaves), as tarifas foram eliminadas.


… A nova sobretaxa global de 10% tem como base jurídica a chamada Seção 122, legislação comercial de 1974, voltada ao enfrentamento de desequilíbrios no balanço de pagamentos, com vigência temporária de até 150 dias, e pode ser elevada até 15%.


… Nesta quarta-feira, o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o governo publicará nos próximos dias uma proclamação para elevar as tarifas a 15%. Em seu discurso no Estado da União, Trump prometeu tarifas “mais fortes”.


… Enquanto isso, a China informou que tomará as “medidas necessárias” caso os Estados Unidos avancem com as novas tarifas.


… A manifestação vem após o representante comercial americano ter sinalizado que as investigações da Seção 301 vão continuar e que isso poderia acarretar mais cobrança. Pequim afirma ter cumprido todas as obrigações comerciais do acordo.


MERCOSUL-UE – A Câmara aprovou, ontem, o projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em votação simbólica.


… Agora, o texto será encaminhado para apreciação do Senado, onde será relatado pela senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS), com previsão de ser apreciado no plenário na semana que vem, entre terça (3) e quarta-feira (4).


… Por demanda do agronegócio, o governo publicará nos próximos dias um decreto que estabelece medidas de salvaguardas para produtos agrícolas brasileiros, a exemplo das regras mais rígidas aprovadas pelo Parlamento Europeu para importações do bloco sul-americano.


… A estratégia do governo é acelerar os trâmites para a ratificação do acordo, abrindo espaço para vigência provisória pela Comissão Europeia.


CADUCOU O REDATA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não colocou para votar o projeto que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, aprovado na véspera pela Câmara, e com isso a Medida Provisória que criou o incentivo perdeu a validade.


… A jornalistas na portaria da Fazenda, Fernando Haddad disse que há um “caminho jurídico” para o benefício fiscal a serviços de data centers no Brasil, após a MP caducar, “desde que o Congresso queira e exista vontade política do Senado em apreciar a matéria”.


… “Vamos ter que entender junto ao presidente do Senado se há uma indisposição para o programa ou se há uma negociação possível para nós aprovarmos um programa que vai trazer dezenas de bilhões de reais de investimento para o Brasil.”


… Segundo o ministro, há uma fila de empresas querendo investir no Brasil e, para o governo, esta é uma questão de soberania digital, porque 60% dos dados pessoais de brasileiros são processados no exterior, sem a proteção da lei brasileira.


… Haddad foi perguntado ainda sobre sua saída da Fazenda e disse que terá hoje uma reunião com Lula para decidir se acompanhará ou não o presidente na viagem aos Estados Unidos, no final de março, quando está prevista uma agenda com Trump.


MASTER –No Estadão, oBanco de Brasília pediu um aporte de até R$ 8,86 bilhões para reforçar o capital da instituição após as perdas com o Banco Master. O governo do DF enviou um projeto à Câmara Legislativa pedindo autorização para o aporte.


… A proposta autoriza o governador Ibaneis Rocha (MDB) a pegar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC e instituições financeiras, em troca de nove imóveis públicos dados como garantia. O projeto, no entanto, enfrenta resistências no Legislativo distrital.


… A Operação Compliance Zero, que levou à liquidação do Banco Master em novembro revelou que o BRB pagou R$ 12,2 bilhões por carteiras de crédito inexistentes vendidas pelo banco comandado por Daniel Vorcaro. Os valores ainda são incertos.


… O BRB precisa divulgar o balanço até 31 de março e tem de apresentar ao BC a solução para reequilibrar o seu patrimônio até esta data.


… Ainda nesta quarta, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que a Caixa avalia a situação do BRB como oportunidade de negócio para a instituição, e não como necessidade de política pública ou operação que possa trazer prejuízos à instituição.


… Ceron, que também é presidente do Conselho de Administração da Caixa, afirmou ainda ser prematuro tratar de qualquer decisão sobre eventual venda do BRB, uma vez que ainda se buscam alternativas para assegurar a liquidez e a continuidade das operações.


TOFFOLI NA CPI – A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira o convite para o comparecimento do ministro Dias Toffoli (STF) ao colegiado e a quebra de sigilo fiscal da Maridt Participações no período entre 2022 e 2026.


… Toffoli é sócio da empresa, que vendeu parte do resort Tayayá a um fundo ligado ao Banco Master.


… A CPI aprovou ainda a convocação de dois irmãos do ministro do STF, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, que são gestores da Maridt. Pelo tipo de requerimento votado, a presença deles para prestar depoimento à CPI é obrigatória. Já a de Toffoli é facultativa.


… O colegiado também avalizou o convite ao ministro do STF Alexandre de Moraes e a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Master, além da quebra de sigilos do banco. A lista ainda inclui convites à mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes.


UMA PROPOSTA PARA O FGC –No Estadão,para mitigar os efeitos dos desembolsos extras para o Fundo Garantidor de Créditos, os bancos negociam uma proposta para redirecionar recursos do compulsório bancário para a recomposição do fundo.


… A solução demanda autorização do Banco Central, que ainda não se manifestou sobre o assunto.


AFTER HOURS – As ações da Nvidia chegaram a disparar quase 4% na primeira reação ao balanço, mas zeraram quase todo o fôlego no pregão noturno (+0,20%), na alta volatilidade atribuída às expectativas muito elevadas.


… “Não basta mais que a Nvidia apresente bons resultados trimestrais; eles precisam ser perfeitos”, resumiu o diretor executivo da Futurum Group, empresa de pesquisa e consultoria em tecnologia, Daniel Newman.


… Impulsionado pela IA, o lucro da fabricante de chips dobrou para US$ 42,96 bilhões no quatro trimestre fiscal, no comparativo com igual período de 2024. Ajustado, o lucro por ação foi de US$ 1,62, acima do consenso de US$ 1,54.


… A receita total somou US$ 68,13 bilhões (+73% na base anual) e acima da expectativa de US$ 66,13 bilhões. O segmento de data centers registrou receita de US$ 62,3 bilhões (+75%) e superou a aposta de US$ 60,69 bilhões.


… A Nvidia projeta faturamento no 1Tri fiscal/2027 de US$ 78 bilhões, melhor que o esperado pelo mercado (US$ 72 bilhões).


… O guidance e o balanço positivo, porém, não parecem ter sido suficientes para impressionar no after hours.


NUBANK – Ainda no after market, afundou perto de 5%. Apesar do balanço sólido, com lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões no quarto trimestre, alta de 50% contra um ano antes, o maior custo de risco foi o que pegou.


… As despesas do banco continuam crescendo em ritmo mais rápido do que a receitas com tarifas.


HOJE – Após o fechamento dos mercados, a Axia Energia (ex-Eletrobras) deve divulgar um balanço animador. A previsão no Broadcast é de um salto anualizado de 234% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025, para R$ 1,73 bilhão.


… A empresa deve se beneficiar do aumento do preço da energia no País no período, apontam os analistas.


… A projeção para o Ebitda é de R$ 5,85 bilhões, valor 25% maior do que o reportado um ano antes. Já a receita líquida esperada é de R$ 10,33 bilhões, montante 10% abaixo dos R$ 12 bilhões reportados em igual etapa de 2024.


… Ainda B3, Copel, Localiza, Caixa Seguridade, Qualicorp e M.Dias Branco divulgam resultados após o fechamento. Marcopolo vem antes da abertura. Leia sobre os balanços divulgados na noite de ontem no Cias abertas no after.


… Lá fora, Casino (previsão de lucro de € 0,86) e Stellantis informam os seus desempenhos trimestrais.


… O CEO da Netflix, Ted Sarandos, participa hoje de reuniões na Casa Branca para discutir a proposta para comprar a Warner Bros, na negociação sob pressões políticas e uma guerra de lances para a finalização do acordo.


… Trump exige que a gigante de streaming demita a conselheira Susan Rice, ex-assessora do governo Biden. Ainda não está claro se Sarandos se reunirá com Trump. A Netflix tenta superar a oferta da Paramount pela Warner.


MAIS AGENDA – Além da negociação entre os Estados Unidos e o Irã, ainda nesta quinta-feira, representantes da Ucrânia se encontrarão com enviados da Casa Branca para discutir a Rússia.


… Entre os indicadores, o auxílio-desemprego sai às 10h30 e deve registrar alta de seis mil pedidos, para 212 mil, neste momento em que o Fed parece estar mais preocupado com a inflação do que com o mercado de trabalho.


… A vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, testemunha ao meio-dia em comitê do Senado.


… Às 5h30, Lagarde fala ao Parlamento Europeu e, às 7h, sai o sentimento econômico de fevereiro na zona do euro.


AQUI – A deflação dos preços agropecuários no atacado deve aliviar o IGP-M de fevereiro (8h). O indicador deve virar para queda de 0,65%, após alta de 0,41% em janeiro, segundo a mediana das apostas no Projeções Broadcast.


… As estimativas para esta leitura são todas de baixa e vão de 0,90% a 0,56%.


… Galípolo participa da reunião do CMN, por meio eletrônico, que deve terminar às 17h.


RYCAAA – A rotação de portfólios globais, que tem tirado a superconcentração em ativos dos Estados Unidos, continua favorecendo a B3: na última segunda-feira, houve mais uma “entrada-monstro” de dinheiro estrangeiro.


… Ingressaram mais R$ 3 bilhões em capital externo. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, R$ 35,5 bilhões de k estrangeiro já entraram na bolsa brasileira, superado com folga os R$ 25 bilhões registrados no ano passado inteiro.


… No Valor, o JPMorgan diz que pode ser só o começo e estima que mais US$ 11 bi podem entrar na bolsa em 2026.


… “Se o ano terminasse hoje, seria o terceiro melhor ano em fluxo desde o início da série (2001)”, segundo as estrategistas Emy Shayo Cherman e Cinthya Mizuguchi. “Janeiro costuma ser forte, mas nada comparado ao que foi.”


 … Ontem, durante o BTG Summit 2026, em São Paulo, o presidente do conselho de administração e sócio sênior do banco, André Esteves, manifestou a confiança de que a bolsa brasileira continuará subindo mesmo após rali recente.


… Segundo ele, o Ibovespa continua barato, mesmo após os recentes recordes de alta. “Somos pobrinhos, qualquer dinheiro que pinga aqui faz estrago”, brincou Esteves, sobre a força do fluxo estrangeiro que tem escolhido o Brasil.


… O mercado mantém os prognósticos de que a bolsa vai querer esticar até os 200 mil pontos e duvida de qualquer correção de lucro mais prolongada. Os recuos tendem a ser pontuais e isolados, servindo de escala para novos topos.


… Ontem, o índice à vista primeiro estabeleceu para a sua coleção de recordes mais uma máxima intraday inédita (192.623,56 pontos), para só depois chamar uma leve realização (-0,13%) e fechar aos 191.247,46 pontos.


… O volume de negócios continuou forte, em R$ 28,1 bilhões, diante da continuidade do fluxo estrangeiro.


… Vale impediu nesta quarta-feira um recuo maior do Ibovespa. Na quinta alta seguida, o papel saltou 2,55%, a R$ 89,97, ocupou a terceira melhor colocação do ranking de altas na bolsa e superou o ganho de 1,42% do minério.


… Petrobras pouco oscilou (PN estável, em R$ 39,57, e ON, +0,28%, a R$ 42,81), em linha com o petróleo Brent, que subiu quase nada (+0,11%, a US$ 70,85), à espera da reunião entre os EUA e Irã, hoje, e de olho na Opep+ (domingo).


… O grupo deverá considerar um aumento na produção de 137 mil barris por dia, segundo fontes da Reuters. O cartel disse que os crescentes riscos de conflito no Oriente Médio estão atrapalhando as perspectivas.


… Em paralelo, a Arábia Saudita estaria aumentando a sua produção e as exportações de petróleo como parte de um plano de contingência caso um ataque dos americanos a Teerã interrompa o fornecimento na região.


… Entre as blue chips do setor financeiro, Bradesco PN (-1,07%, a R$ 21,17), Itaú (-0,79%, a R$ 47,79) e Santander (-3,94%, a R$ 34,38) contribuíram para que o Ibovespa parasse de subir ontem. Já BB ON subiu 1,70%, para R$ 27,58.


RYCOOO – Turbinado, como a bolsa, pelo alto fluxo de recursos para ativos emergentes, o real está bem na foto.


… Faltando apenas um pregão para o mês terminar, a moeda doméstica sobe 2,33% em fevereiro e acumula alta de 6,63% no ano. Ontem, cravou a quinta alta seguida e derrubou o dólar à faixa de R$ 5,12, menor nível em 21 meses.


… A divisa americana fechou em baixa de 0,59%, cotada a R$ 5,1252, com os motivos já conhecidos (rotação global de carteiras e carry trade). No pano de fundo, o empate de Flávio e Lula começou a ser olhado com maior interesse.  


… Em primeiro plano, porém, é o fluxo que tem ditado as regras no câmbio para o dólar estar abaixo de R$ 5,15.


… Ontem, o BC informou saldo positivo pelo canal financeiro de US$ 2,095 bilhões na semana passada, mais curta com o carnaval. A internalização pelo Tesouro de metade da emissão externa de US$ 4,5 bi pode ter influenciado.


… No ano, o fluxo total, considerando também o saldo comercial, mostra entrada de US$ 8,426 bilhões.


… O Inter reduziu ontem a expectativa para a taxa de câmbio no fim do ano de R$ 5,50 para R$ 5,40 e informou que, caso o dólar se estabilize em um nível mais próximo de R$ 5,20, aliviará ainda mais a projeção do IPCA.


… O banco espera que o dado feche o ano em 3,8% (de 3,9% antes). Mas alerta para a inflação de serviços pressionada, que deve ter queda mais gradual, com o mercado de trabalho aquecido e desemprego no piso histórico.


… À espera do IPCA-15 de fevereiro (amanhã) e do leilão de prefixados do Tesouro (hoje), que pode vir de novo com oferta elevada, a curva dos juros futuros não conseguiu curtir ontem o recuo do dólar e a pesquisa eleitoral.


… Os contratos longos apagaram a queda e os curtos e médios operaram com viés de alta: Jan/27, 13,240% (de 13,221% na véspera); Jan/29, 12,595% (de 12,567%); Jan/31, estável (13,005%); e Jan/33, 13,245% (de 13,262%).


SUBIU A RÉGUA – Em Nova York, a novidade do dia foi que a aposta principal sobre o início do ciclo de cortes de juro pelo Fed não é mais junho. Foi adiada em um mês (julho), diante da inflação persistente e protecionismo de Trump.


… Metade do excesso de inflação provém das tarifas, disse o dirigente do Fed Alberto Musalem. Para ele, é importante concluir o trabalho no combate à inflação, que está “quase 1 ponto porcentual acima da nossa meta”.


… Também o colega Jeffrey Schmid concorda que ainda há esforços a serem feitos do lado da inflação dentro do mandato duplo do Fed, enquanto o mercado de trabalho, por outro lado, está atualmente em “um bom lugar”.


… A perspectiva de um Fed restritivo por mais tempo puxou os juros dos Treasuries. A taxa da Note de dois anos subiu para 3,471%, contra 3,462% no pregão anterior, e a de dez anos avançou para 4,050%, de 4,034%.


… Já o dólar só conseguiu suporte contra o iene (156,41/US$), depois que o governo de Sanae Takaichi nomeou candidatos dovish para duas cadeiras no BoJ, diminuindo as expectativas de aperto monetário no curto prazo.


… Um iene fraco e as políticas fiscais expansionistas da primeira-ministra, incluindo uma proposta de corte no imposto sobre o consumo, alimentaram os temores de que a inflação possa acelerar muito e rápido demais.


… Mas os sinais de ingerência política no BoJ esvaziam agora a esperança em aumento do juro.


… Na noite de ontem, o membro do conselho do BC japonês Hajime Takata disse que o caminho está livre para aumentar as taxas de juros o quanto antes. Mas como ele é o dirigente mais hawkish, a fala deve ser relativizada.


… Ontem, o DXY perdeu 0,15% (97,700 pontos), o euro subiu 0,28% (US$ 1,1810) e a libra, +0,42% (US$ 1,3556).


… Nas bolsas americanas, o investidor resolveu correr risco e apostar que o balanço da noite da Nvidia (+1,44%) não reforçaria o medo de estouro da bolha da IA e que a Netflix (+5,98%) sairá vencedora na disputa pela Warner.


… O Dow Jones subiu 0,63%, a 49.482,27 pontos; S&P 500 ganhou 0,81% (6.946,13); e Nasdaq, +1,26% (23.152,08).


CIAS ABERTAS NO AFTER –REDE D’OR informou lucro líquido de R$ 1,224 bilhões no 4TRI25, 3,4% acima das projeções; Ebitda alcançou R$ 2,768 bilhões e também superou estimativas.


IOCHPE-MAXION. Receita líquida caiu 10%, para R$ 3,519 bilhões, e Ebitda recuou 13,2%, a R$ 328,2 milhões no trimestre; pagará R$ 46 milhões em JCP no dia 2 de abril.


NEOENERGIA. Concluiu venda de 6,87% de Canoas 3 à Nexus para autoprodução eólica; acordo destina 15 MW por dez anos.


MULTIPLAN. Vai propor em AGE aumento de capital de R$ 320 milhões com capitalização de reservas, sem emissão de novas ações.


TIM BRASIL. Nicandro Durante renunciou ao conselho; Adrian Calaza assume a presidência a partir de 31 de março.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


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Receita x PF

 *PF pede a prisão de analistas da Receita em Guarulhos e agrava crise entre os órgãos*


Proibição de gravação de programa de TV é um dos motivos da briga; Receita e PF não comentaram Solicitação de prisão foi negada; servidores do Fisco estariam em operação autorizada quando detidos


25.fev.2026 às 19h40


A Polícia Federal solicitou à Justiça a prisão de três analistas tributários da Receita Federal sob suspeita de usurpação de função pública. O pedido foi negado nesta terça-feira (25), mas a ação da PF ampliou a crise aberta entre os dois órgãos do governo federal.


Os três servidores, segundo fontes da Receita, participavam de uma operação regular, documentada e autorizada de combate ao tráfico de drogas numa área de mata próxima ao Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, quando foram interceptados por policiais federais.


A ação dos policiais federais causou indignação na Receita porque, segundo relatos, teria sido abusiva e com insinuações de crimes graves sem qualquer indício.


A PF não respondeu ao pedido de informação da Folha até a publicação desta reportagem. Procurada, a Receita informou que não iria se manifestar.


A usurpação de função pública é crime previsto no Código Penal e ocorre quando alguém exerce, indevidamente, atribuições que são exclusivas de determinado cargo público, sem ter competência legal para isso.


O caso tende a piorar a relação já desgastada entre PF e Receita, afetada também pelo caso da investigação de suposta quebra de sigilo fiscal feita por auditores contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).


Em janeiro, a PF proibiu as gravações do programa de televisão "Aeroporto: Área Restrita", que mostra o cotidiano de autoridades na inspeção de passageiros. De acordo com a produtora responsável, foram indeferidas as credenciais da equipe em Guarulhos (SP) e cassadas as permissões de trabalho nos terminais de outras cidades.


A proibição já havia criado atritos com agentes da Receita, que afirmam que a PF não tem atribuição legal para determinar quem pode ou não acessar as áreas de alfândega —o que seria uma função da própria Receita. Já a PF disse, na ocasião, que é responsável pela segurança aeroportuária, o que inclui esses recintos.


Um integrante da Receita destacou que os envolvidos no novo incidente são analistas que participam frequentemente do seriado área restrita da Discovery.


"Recebemos com muita surpresa porque, até onde nós sabemos, eles [agentes da PF] interromperam uma operação que a Receita estava realizando", afirmou à Folha o presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Dão Real Pereira dos Santos.


"A gente desconhece que tenha havido um inquérito. A única informação que a gente recebeu é que eles teriam um mandado emitido por um juiz para atuar em relação a um dos analistas. Mas eles atuaram em relação a três analistas e retiraram os equipamentos de todos eles, usados em operações especiais."


Os relatos recebidos até agora pelo Sindifisco de pessoas que leram a sentença do juiz são de que houve uma acusação circunstancial, e de forma tangencial, de que esses servidores poderiam estar envolvidos com facilitação ao tráfico de drogas. "Mas logo na sequência, na petição feita pela própria PF, eles dizem que se não for isso, haveria ali um conflito de competências".


Dão dos Santos destaca que os servidores estavam executando uma operação autorizada pelo delegado da Receita de vigilância para combate ao tráfico de drogas.


Para ele, existe um clima instável entre a atuação da PF e da Receita, principalmente nos aeroportos e nos portos porque o Fisco tem atuado intensamente no combate ao tráfico internacional de drogas. "E há ali um conflito de competências com a PF. Só que nos recintos alfandegados a lei estabelece a precedência para a atuação da Receita", explica.


Ele defende uma atuação do comando dos dois órgãos para acabar com o clima de desconfiança por parte da PF em relação à Receita. "A Receita precisa se manifestar e precisa construir uma norma, alguma coisa que estabeleça com clareza a competência de cada órgão dentro do recinto alfandegado."


O presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais), Kleber Cabal, afirma que, embora não haja auditores fiscais envolvidos nesse episódio, é preocupante o clima hostil estabelecido pela PF em relação à Receita no aeroporto. "É algo que já vem de alguns meses, e que se agravou com a proibição inédita da PF quanto às filmagens da série, que contava com o protagonismo de auditores e de analistas do Fisco", afirma.


O Sindireceita, sindicato que representa os analistas tributários, não respondeu aos pedidos de informação da reportagem.



https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/pf-pede-a-prisao-de-analistas-da-receita-em-guarulhos-e-agrava-crise-entre-os-orgaos.shtml

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Pesquisas eleitorais - Luciano Sobral


Dois pitacos rápidos sobre o que já vi de pesquisas eleitorais e mercados:


1. Até as eleições de 2018, a pesquisa do Datafolha era o padrão-ouro do mercado, e as divulgações de fato mexiam com os preços—tanto que fundos e tesourarias gastavam fortunas com trackings que tentavam antecipar o resultado publicado. Uma previsão certeira algumas horas antes do que sairía na pesquisa de fato valia muito dinheiro.

Desde então, duas coisas aconteceram: primeiro, o Datafolha (e outras pesquisas "tradicionais") deixaram de antecipar o resultado das urnas e, segundo, explodiu o número de concorrentes. Hoje, há, ao mesmo tempo, pouquíssima concordância sobre qual é a "melhor" pesquisa e pesquisas divergentes o bastante para confirmar vários vieses prévios. Os movimentos de mercado em função de pesquisas, portanto, tendem a ser menores, mais erráticos e mais difíceis de serem antecipados (não dá para saber qual pesquisa "fará preço" e qual será ignorada, sem contar os microajustes praticamente instantâneos com base nos muitos trackings diários).

2. A mais de seis meses da votação, pesquisas de intenção de voto, na minha opinião, têm uma relação informação/ruído bem ruim. Vale mais prestar atenção na avaliação do governo, que é um bom preditor de probabilidade de reeleição e para qual é possível acessar um histórico consistente ao longo do tempo.

Dito isso tudo, sigo achando a eleição "inoperável" para quem busca assimetrias. Creio que chegaremos na véspera da votação em um cenário de, no máximo, 52-48 para um ou outro candidato, útil apenas para quem gosta de apostar em cara ou coroa.

(abaixo a tão falada simulação de segundo turno da Atlas de hoje)

Call Matinal 2502

 CALL MATINAL 

25/02/2026 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO (2402)

MERCADOS 

Ibovespa rumo aos 200 mil pontos. O Ibovespa (IBOV) fechou nesta terça-feira (24) em alta de 1,4%, a 191,5 mil pontos, novo recorde sustentado, principalmente, pelas blue chips, embaladas neste início de ano pelo forte fluxo de recursos gringos para a bolsa. Já o volume financeiro somou R$ 32,98 bilhões. Small caps também podem vir a disparar. No mercado cambial, o dólar à vista recuou pela 4ª sessão seguida, acompanhando a fraqueza da divisa americana contra outras moedas emergentes. Dólar à vista fechou em baixa de 0,26%, a R$ 5,1554, após oscilar entre R$ 5,1429 e 5,1845.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (25), à medida que os investidores digerem o discurso sobre o Estado da União do presidente Donald Trump e aguardam o balanço da Nvidia.


NO DIA, 2502

Nos EUA, Trump realizou ontem o seu discurso do Estado da União. Defendeu a política tarifária como motor da “maior reviravolta econômica da história” do país, dias após a Suprema Corte barrar suas amplas tarifas comerciais. Trump disse que esta decisão foi “desastrosa”, mas argumentou que a boa notícia é que os países desejam manter os acordos porque sabem que podem receber taxas mais elevadas. Afirmou ainda que sua equipe já trabalha em “alternativas legais” para manter as tarifas em vigor. O presidente declarou que as tarifas, que são temporárias (por 150 dias), continuarão em vigor com base em “estatutos legais alternativos, aprovados e testados”, descartando a necessidade de aprovação do Congresso.


Na agenda do dia, destaque para o PIB na Alemanha e o CPI na Zona do Euro, enquanto nos EUA falam mais três Fed boys, que ontem ajudaram a aliviar o medo da IA, na véspera do balanço da Nvidia, hoje, após o fechamento. A decisão da Casa Branca de manter a nova tarifa em 10% e as negociações com o Irã também resgataram o bom humor. Mas as incertezas permanecem, favorecendo a volatilidade. 


Boa quarta-feira para todos!

O Brasil no Divã Estatístico, de Marcelo Giufrida

 No jargão financeiro e econométrico, o sucesso de um ativo é medido pelo seu Alfa (o retorno que ele gera por mérito próprio) e pelo seu Be...