segunda-feira, 20 de julho de 2026

Call Matinal 2007

 Call Matinal

20/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1707)

MERCADOS

Na sexta-feira (17), o Ibovespa terminou a sessão no zero a zero (-0,06%), aos 173.714,08 pontos. O giro ficou em R$ 23,6 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações. A alta firme da Petrobras neutralizou o impacto das vendas dos bancos. Na semana, bolsa paulistana fechou em queda de 2,33%. Já o dólar fechou comportado, em alta moderada de 0,24%, a R$ 5,1112. O câmbio conseguiu, mais uma vez, reverter a seu favor o petróleo caro, que ajuda a balança comercial.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados terão uma semana decisiva, marcada pelas decisões de política monetária em importantes economias, pelas prévias dos PMIs globais e pelos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. No Brasil, o Boletim Focus e o ambiente eleitoral permanecem no radar dos investidores. O fluxo de capital estrangeiro para a B3, o comportamento das commodities e a evolução do setor de tecnologia também deverão influenciar o desempenho dos mercados ao longo da semana.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,17%

S&P 500 Futuro: +0,30%

Nasdaq Futuro: +0,55%

Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira (20), em tentativa de recuperação após uma semana negativa para as bolsas americanas.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,85%

Nikkei (Japão): fechado por feriado

Hang Seng Index (Hong Kong): +2,36%

Nifty 50 (Índia): -0,39%

ASX 200 (Austrália): -0,06%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,02%

DAX (Alemanha): +0,12%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,35%

CAC 40 (França): +0,11%

FTSE MIB (Itália): 0,00%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,21%, a US$ 82,32 o barril

Petróleo Brent, +0,32%, a US$ 88,38 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,39%, a 758,00 iuanes (US$ 111,91)

Bitcoin, -0,32%, a US$ 64.173,62

Petróleo amplia rali e subiu mais 2,5% no pregão asiático, com retomada das hostilidades entre EUA e Irã. Contrato de setembro negociado em Dalian: +2,16% na semana.

 

Dia 2007

Continuamos focados no conflito do Oriente Médio, com EUA e Irã em seguidas “estocadas”. Diante disso, o barril de petróleo chegou a mais de US$ 90 no fim de semana. É o que deve comandar os mercados, com investidores começando a reavaliar as expectativas para os juros do Fed e também para a Selic, enquanto a disputa comercial com o governo Trump pode ter novidades, com uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A semana será marcada ainda pela reunião do BCE, pelos balanços de Alphabet, Tesla e IBM em Nova York e, no Brasil, pela expectativa com Galípolo na Expert XP, além do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que poderá trazer novas sinalizações para o cenário fiscal China mantém principais taxas de juros inalteradas. Na China, a taxa de juros de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Os juros seguem no mesmo nível desde maio de 2025.

 

 

Agenda

Segunda-feira, 20/07

03h00 – Alemanha: PPI (jun)

08h25 – Brasil: BCB – Relatório Focus

15h00 – Brasil: Secex – Balança comercial semanal

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo reacende alerta*


… A guerra entre Estados Unidos e Irã continuou escalando no fim de semana, levando o Brent de volta para cima de US$ 90 na abertura desta segunda-feira. É o que deve comandar os mercados, com investidores começando a reavaliar as expectativas para os juros do Fed e também para a Selic, enquanto a disputa comercial com o governo Trump pode ter novidades, com uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A semana será marcada ainda pela reunião do BCE, pelos balanços de Alphabet, Tesla e IBM em Nova York e, no Brasil, pela expectativa com Galípolo na Expert XP, além do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que poderá trazer novas sinalizações para o cenário fiscal.


GUERRA ENTRA NA NONA NOITE DE ATAQUES – A escalada militar entre Estados Unidos e Irã atravessou o fim de semana sem qualquer sinal concreto de trégua e voltou a pressionar fortemente o petróleo na abertura dos mercados asiáticos.


… O Comando Central dos Estados Unidos anunciou nova onda de ataques contra o território iraniano pela nona noite consecutiva, prolongando uma sequência de ofensivas que já ultrapassou os alvos estritamente militares e passou a atingir infraestruturas críticas.


… Segundo o Centcom, a ofensiva busca continuar degradando a capacidade militar do Irã para atacar embarcações e marinheiros civis que transitam no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirma que continua controlando a rota marítima.


… Na sexta-feira, as forças americanas já haviam iniciado uma nova rodada de ataques aéreos, bombardeando seis pontes rodoviárias, cidades e instalações no sul do país, além de uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no Golfo de Omã.


… Também houve relatos de ofensivas em Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear do Irã, e de um novo ataque a um petroleiro vazio atracado na ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo iraniano.


… No fim de semana, os Estados Unidos voltaram a atacar a ilha de Qeshm e cidades do sul do Irã, entre elas Shadegan, Sirik e Hajiabad. O governo americano também enviou mais aviões de reabastecimento à região, em preparação para a ampliação das operações militares.


… Já Teerã atacou instalações americanas e de países aliados em diferentes pontos do Oriente Médio. Bases dos Estados Unidos no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein foram atingidas, assim como posições no Catar e na Arábia Saudita.


… Um ataque na Jordânia matou dois militares americanos e deixou outros feridos. No sábado, um terceiro militar morreu durante a detonação controlada de um drone iraniano no norte do Iraque, o que elevou para 17 o número de americanos mortos desde o início da guerra.


… Os ataques à infraestrutura de energia e abastecimento de água aumentaram o temor de que o conflito se espalhe para além do território iraniano e comprometa serviços essenciais nos países do Golfo. A troca de ataques também se intensificou no mar.


… O Irã continua exigindo que embarcações solicitem autorização antes de atravessar o Estreito de Ormuz e voltou a ameaçar as exportações de petróleo e gás da região enquanto os Estados Unidos mantiverem suas ofensivas.


… Washington, por sua vez, retomou o bloqueio a portos iranianos e revogou a licença que permitia parte das exportações de petróleo do país.


… O agravamento das hostilidades praticamente desmontou o frágil cessar-fogo firmado no mês passado, que previa a normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz e a retomada de negociações para um acordo de paz mais duradouro.


… No sábado, o Irã afirmou que não respeitaria mais os termos do entendimento provisório. Ainda assim, o chanceler Abbas Araghchi defendeu neste domingo a continuidade das negociações, mesmo admitindo que as chances de sucesso podem ser de apenas 10%.


… Trump continua sem apresentar publicamente uma estratégia clara para o conflito. O presidente manteve perfil discreto durante o fim de semana e limitou-se a classificar como “muito tristes” as mortes dos militares americanos, dizendo que o sacrifício ocorreu a serviço do país.


… Os ataques cada vez mais frequentes, mortes de militares americanos, ofensivas contra infraestrutura civil e ausência de uma saída diplomática sugerem que Washington e Teerã estão presos a uma dinâmica de retaliações da qual nenhum dos dois lados consegue recuar.


… Especialistas alertam que a ampliação dos alvos aumenta o risco de uma escalada regional difícil de controlar.


PETRÓLEO REACENDE TEMOR INFLACIONÁRIO – Depois de saltar 4,59% na sexta-feira e fechar a US$ 88,10 por barril, o Brent avançava mais de 2% na abertura dos mercados, ontem à noite. O WTI havia encerrado o último pregão em alta de 4,47%, a US$ 81,78.


… Na semana passada, desde que os conflitos voltaram a se agravar, os dois contratos futuros da commodity acumularam valorização superior a 14%, refletindo o comprometimento da navegação pelo Estreito de Ormuz e o risco de novas interrupções na oferta.


… As exportações de petróleo bruto e condensado dos países do Golfo, que chegaram ao maior nível da guerra na primeira metade de julho, alcançando 12 milhões de bpd, começam novamente a perder força, à medida que a escalada militar se intensifica.


… A interrupção da oferta regional já pressiona também os preços de derivados nos Estados Unidos, especialmente diesel e gasolina, e a alta dos combustíveis recoloca o risco de inflação no centro das atenções, pouco depois de o CPI e do PPI terem trazido alívio aos mercados.


… Com o petróleo acumulando avanço superior a 20% em julho, operadores voltaram a elevar as apostas em alta dos juros pelo Fed em setembro ou outubro, com o presidente do Fed, Kevin Warsh, reiterando que o combate à inflação permanece como prioridade.


… Nos mercados, o efeito aparece na busca por proteção, no fortalecimento do dólar e na pressão sobre as bolsas.


SELIC SOB PRESSÃO – A nova disparada do petróleo reacende a discussão sobre até que ponto a intensificação da guerra entre Estados Unidos e Irã pode reduzir o espaço para novos cortes da Selic, ou mesmo comprometer a continuidade do ciclo já em agosto.


… Depois de um período em que a desaceleração da inflação no Brasil e nos Estados Unidos reforçou as apostas em flexibilização monetária, a alta da commodity volta a pressionar as expectativas inflacionárias e a provocar abertura da curva de juros.


… Já na sexta-feira, os contratos de DI aceleraram em toda a extensão da curva, refletindo a aversão ao risco provocada pelo avanço do Brent, mas também uma reportagem do Valor citando peregrinação da Fazenda à Faria Lima ampliou o mau humor (leia abaixo).


… Nesse ambiente de renovada incerteza, a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, na Expert XP, na sexta-feira, será acompanhada com atenção, em busca de sinais sobre até que ponto o Copom continua confortável com a perspectiva de novo corte da Selic.


… Hoje, Galípolo cumpre agenda em São Paulo, em reuniões com o BofA, Central de Serviços de Registro e Depósito aos Mercados Financeiro e de Capitais (CSD BR) e Cargill. Todos os compromissos serão pela manhã e fechados à imprensa.


VEM MAIS TARIFA – Apesar de a guerra entre Estados Unidos e Irã ter deslocado o foco dos mercados para o petróleo, a disputa comercial entre Brasília e Washington continua produzindo novos desdobramentos e gerando expectativas.


… O governo espera que seja anunciada ainda nesta semana uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de uso de insumos produzidos com trabalho forçado. A dúvida é se a nova alíquota será aplicada de forma cumulativa aos 25% já anunciados.


… Enquanto aguarda uma definição, o governo busca manter as negociações com Washington e intensificar a abertura por novos mercados para os setores atingidos. A Apex lançará, no início de agosto, um plano de diversificação das exportações, com orçamento de R$ 130 milhões.


… Na sexta-feira, o ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) revelou que os Estados Unidos pediram abertura integral do mercado brasileiro de produtos químicos, isenção tarifária para bens industriais, maior acesso ao setor automotivo e restrições a investimentos em minerais críticos.


… Segundo ele, o Brasil rejeitou as propostas por considerar que atingem interesses estratégicos e a soberania nacional.


… Enquanto isso, o governo continua descartando qualquer retaliação imediata. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o foco permanece na negociação e que eventuais medidas de reciprocidade serão avaliadas apenas “na medida e no tempo corretos”.


CURTAS DA POLÍTICA – Os partidos iniciam nesta segunda-feira o período de convenções para oficializar candidaturas e coligações às eleições de outubro. O prazo termina em 5 de agosto. O PL lança Flávio Bolsonaro como presidenciável no sábado (25), em São Paulo.


… No mesmo sábado, o PT paulista oficializa Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo, em evento em Campinas com a presença do presidente Lula. O Republicanos deve confirmar a candidatura à reeleição de Tarcísio de Freitas em 1º de agosto.


LEGISLATIVO. O Congresso permanece em recesso até 1º de agosto. Entre os projetos pendentes para o retorno dos trabalhos estão a ampliação do teto do MEI, o projeto que tipifica a misoginia como crime, o PL dos combustíveis e a regulamentação da inteligência artificial.


JUDICIÁRIO. O STF continua em recesso até 31 de julho. O presidente da Corte, Edson Fachin, cumpre agenda oficial em Angola entre segunda e quinta-feira, enquanto Alexandre de Moraes responde interinamente pela presidência. O TSE não tem eventos previstos.


LULA. O presidente sanciona, às 10h, o projeto que cria a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que busca fortalecer a produção nacional de medicamentos, insumos e tecnologias para reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade do SUS.


MAIS AGENDA – A decisão de política monetária do BCE, na quinta-feira, é o principal destaque da semana no exterior.


… A expectativa é de manutenção dos juros em 2,40%, mas investidores acompanharão com atenção a entrevista da presidente Christine Lagarde para comentar o resultado em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.


… Além do BCE, África do Sul, Turquia e Rússia também anunciam decisões de política monetária entre quinta e sexta-feira.


… Nos Estados Unidos, o foco estará nos PMIs preliminares de julho, na sexta-feira, que ajudarão a medir o ritmo da atividade econômica, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, na quinta.


… Antes disso, o Departamento de Energia divulga, na quarta-feira, os estoques de petróleo e derivados, dados que ganham importância adicional diante da nova escalada das tensões no Oriente Médio.


… Na frente comercial, o representante do USTR, Jamieson Greer, se reúne com autoridades mexicanas para dar continuidade às negociações sobre a revisão do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA).


NETANYAHU – Em meio à nova escalada da guerra no Oriente Médio, viajou aos Estados Unidos e se reunirá hoje com Donald Trump.


CHINA HOJE – PBoC manteve os juros inalterados: a taxa de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano ficou em 3% e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Seguem no mesmo nível desde maio de 2025.


… Ainda na Ásia, feriado fechou hoje os mercados do Japão.


NO BRASIL – A principal divulgação da semana será o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, na sexta-feira, quando a equipe econômica atualizará as projeções para o resultado primário e poderá anunciar novos bloqueios ou contingenciamentos no Orçamento.


… A Receita Federal também deve divulgar, em data ainda não definida, os dados da arrecadação de junho e do acumulado do primeiro semestre.


… Hoje, a agenda doméstica é mais esvaziada, com a divulgação do Boletim Focus, às 8h25, e da balança comercial semanal, às 15h.


BALANÇOS – A temporada de resultados ganha força nesta semana nos Estados Unidos, com destaque para os balanços da Alphabet, controladora do Google, da Tesla e da IBM, na quarta-feira, após o fechamento dos mercados.


… Também divulgam resultados GM e 3M, na terça-feira; Intel, na quinta; e American Express, na sexta-feira.


… Na Europa, a temporada começa com Santander e Iberdrola, na quarta-feira, seguidos por UniCredit e BNP Paribas, na quinta-feira.


NA B3 – A temporada de balanços começa a ganhar tração nesta semana. A Neoenergia divulga seus resultados na terça-feira, após o fechamento do mercado, e a WEG publica o balanço na quarta-feira, também após o encerramento do pregão.


… Também amanhã, terça, a Vale divulga o relatório de produção e vendas do segundo trimestre, um dos principais eventos corporativos da semana para o mercado brasileiro. Leia abaixo, em Cias Abertas o que foi notícia no after hours.


A SEGUNDA ONDA – O petróleo volta a colocar fogo nos mercados e nas expectativas, abalando por aqui o alívio recente com o IPCA de junho. O salto do barril põe em xeque o cenário de inflação e estressa os juros futuros.


… Na sexta, a tensão externa disparou a curva do DI e o movimento foi acelerado pelo temor com o quadro fiscal doméstico, após o Valor informar que a Fazenda foi à Faria Lima para conter o mau humor com a dívida pública.


… Segundo a reportagem, nos últimos dias, integrantes da equipe econômica têm feito uma peregrinação ao principal endereço dos investidores na capital paulista para discutir a sustentabilidade das contas públicas.


… Chamou a atenção dos participantes dos encontros o fato de o governo ter indicado que será necessário mudar os parâmetros do arcabouço fiscal e elevar a parte discricionária do Orçamento para a trajetória da dívida não explodir.


… Apesar disso, não houve sinalizações de medidas práticas para levar a dívida de volta a uma trajetória sustentável.


… Em outra frente, a Fazenda indicou mudanças nas bandas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF) em relação à composição da dívida, como o secretário do Tesouro, Daniel Leal, já havia sinalizado no início do mês.


… Com o petróleo e o fiscal fazendo preço na curva, os juros futuros embutiram alta expressiva de prêmio na sexta.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,960% (de 13,872% no ajuste anterior); Jan/28, 14,100% (contra 13,904% na véspera); Jan/29, 14,335% (14,106%); Jan/31, 14,525% (14,326%); e Jan/33, 14,600% (14,412%).


… Sem influência nos negócios, o IBC-Br de maio subiu 0,1%, pouco acima do esperado (0%), mas desacelerou em relação à alta de 0,5% de abril, reforçando a percepção de perda gradual de ritmo da atividade no segundo trimestre.


… Pesquisa relâmpago do Broadcast realizada após a divulgação do indicador apontou que o mercado manteve a mediana das estimativas para o PIB do segundo trimestre em 0,5%, contra 1,1% nos primeiros três meses do ano.


… Na avaliação da Austin Rating, o IBC-Br de maio corrobora a projeção de dois cortes da Selic no ano, para 13,75%.


… Apesar da escalada da guerra no Oriente Médio, o dólar fechou comportado, em alta moderada de 0,24%, a R$ 5,1112. O câmbio conseguiu, mais uma vez, reverter a seu favor o petróleo caro, que ajuda a balança comercial.


… “Acho difícil a taxa ultrapassar de R$ 5,20”, disse o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt.


… Segundo explicou o especialista, o real é, de certa forma, protegido pelo carry trade elevado e pela melhora recente dos termos de troca, uma vez que o Brasil é um grande exportador de petróleo.


… Estrategistas do Société Générale, porém, avaliam que os investidores estão subestimando os riscos políticos e fiscais da reeleição de Lula e, por isso, o banco informou que decidiu encerrar as apostas na valorização do real.


… Além disso, a decisão da instituição financeira foi motivada pela expectativa de mais um corte da Selic em agosto.


CAUTELA ANDOU EM DUPLA – O petróleo não foi o único vilão da sexta-feira, quando também o sell-off de ações do setor de tecnologia, diante do nível elevado de investimentos voltados à inteligência artificial, redobrou os riscos.


… O investidor volta a se questionar se a IA dará um retorno à altura das despesas bilionárias das big techs.


… Analistas do Bank of America ainda mantêm, no entanto, a convicção no potencial dos papéis do segmento. “A correção é um reajuste durante a alta temporada no Hemisfério Norte, não uma reversão fundamental”, afirmam.


… Para piorar, na sexta-feira, o tombo de 7,38% dos papéis da Netflix com as projeções mais fracas do que esperado para o trimestre atual ajudou a compor um ambiente bastante defensivo nas bolsas norte-americanas.


… O Dow Jones caiu 0,77%, a 52.146,42 pontos, o S&P 500 perdeu 1,01%, aos 7.457,69 pontos, e o Nasdaq recuou 1,40%, aos 25.520,24 pontos. Alphabet (-2,17%) e Tesla (-2,63%) foram mal, às vésperas dos balanços desta semana. 


… Não fosse a disparada de quase 5% do petróleo, que puxou as ações da Petrobras, o Ibovespa muito provavelmente teria tido mais dificuldade em driblar o pessimismo em Nova York e se salvar na estabilidade.


… O Ibovespa terminou a sessão no zero a zero (-0,06%), aos 173.714,08 pontos. O giro ficou em R$ 23,6 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações. A alta firme da Petrobras neutralizou o impacto das vendas dos bancos.


… Petrobras ON subiu 2,62%, a R$ 45,81, e PN avançou 2,53%, para R$ 40,90, enquanto o petróleo Brent para setembro emplacava o seu rali de 4,59%, para US$ 88,10, diante do agravamento das tensões no Oriente Médio.


… Vale terminou praticamente estável (-0,05%; R$ 72,94) e os bancos caíram: Itaú PN, -1,39% (R$ 41,96); Bradesco PN -0,65% (R$ 18,29); BB ON, -1,30% (R$ 20,49); Santander unit, -0,67% (R$ 26,65); e BTG unit, -0,72% (R$ 56,18).


… Com o petróleo voltando a se apresentar como canal de pressão inflacionária, a taxa da Note-2 anos subiu para 4,176% (contra 4,153% na véspera), em dia de mais um alerta dentro do Fed indicando alta do juro em setembro.


… Para a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, a inflação “alta demais” ainda é a maior preocupação.


… Apesar dos desafios na geopolítica, o índice DXY do dólar fechou estável, aos 100,763 pontos.


… A libra perdeu 0,13%, a US$ 1,3459, mas dizem que pode se recuperar hoje, diante da expectativa de que Andy Burnham assuma o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido e indique Shabana Mahmood à pasta das Finanças.


… O euro registrou oscilação marginal na sexta-feira (-0,02%), a US$ 1,1440, e o iene caiu a 162,47 por dólar.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Minoritários da VALE estudam recorrer à Justiça para tentar barrar acordo que prevê pagamento de R$ 7,8 milhões ao ex-presidente do conselho Daniel Stieler, segundo Lauro Jardim/O Globo.


EMBRAER. Subsidiária Eve anunciou a assinatura de cartas de intenções para venda de 46 eVTOLs (“carros voadores”), sendo 30 para a Moov, empresa suíça de aviação, e 16 equipamentos para a Shearwater Global Capital.


PETRORECÔNCAVO. O Citi reduziu o preço-alvo das ações da companhia de R$ 13 para R$ 11, mantendo recomendação de compra antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre.


BANCO INTER emitiu R$ 300 milhões em letras financeiras subordinadas.


DIGIMAIS. Governo de São Paulo suspendeu a contratação de crédito consignado com o banco após a Operação Miragem, da Polícia Federal.


RAÍZEN. A B3 concedeu prazo até 31/03/27 para a companhia enquadrar a cotação das ações ao mínimo de R$ 1 exigido por regulamento.


AXIA ENERGIA aprovou a 11ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, para financiar o projeto da UHE Santo Antônio.


CASAS BAHIA aprovou aumento de capital de R$ 140,6 milhões por meio da conversão de debêntures em ações.


GPA negou à CVM informações divulgadas pelo Valor sobre favorecimento indevido a bancos credores e conflitos de interesse com o Itaú no âmbito do plano de recuperação extrajudicial.


ONCOCLÍNICAS. Josephina III reduziu participação para 9,91% do capital, enquanto a Centaurus diminuiu sua exposição econômica para 0,70%.


HELBOR registrou VGV de R$ 338,5 milhões no segundo trimestre, queda de 27,5% na comparação anual. A companhia não realizou lançamentos no período.


GAFISA. Lad Capital elevou participação para 14,70% do capital.


GRUPO SBF pagará R$ 125 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,54285111913 por ação, em 05/08.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque -1,0% EUA tech -1,4% EUA Semis -1,6% UE -0,8% Espanha -0,4% VIX 18,7% Bund 3,12%. T-Note 4,56%. Spread 2A-10A USA=+37pb B10A: ESP 3,59% PT 3,48% ITA 3,96% FRA 3,93% Euribor 12m 2,80% (fut.12m 2,83%) USD 1,143 JPY 185,7/€ 162,4/$. Ouro 4.013$. Brent 95,4$. WTI 84,4$. Bitcoin -0,8% (64.197$). Ether -0,5 % (1.858$). 


SESSÃO: A geopolítica não acompanha porque estamos há 9 dias consecutivos com ataques no Irão por parte dos EUA, e o petróleo Brent sobe +2,6% até 90,4 $. Ainda assim, a yield das obrigações mantém-se em níveis razoáveis, sem alterações significativas nas perspetivas de taxas de juros. A realização de lucros da semana passada parece passageira, especialmente em tecnologia e nos semis, em particular (-20,0% desde máximos anuais). O lançamento por parte da empresa chinesa Moonshot de um elo de IA (Kimi K3) gerou suspeitas sobre a possibilidade da China reduzir a falha tecnológica com os EUA.


Em suma, o natural é ver uma sessão de subida. Não podemos esquecer que a macro e a inflação evoluem melhor do que o esperado e que os resultados empresariais, que são o principal catalisador do mercado, estão a ser extraordinários.


A banca americana fez a abertura da temporada, e esta semana publicam empresas importantes de ambos os lados do Atlântico (Alphabet, SK Hynix, Intel, Amex, Santander, Total…). Cabe recordar que se espera um EPS 2T de +24,4% nos EUA e +15,3% na Europa.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Elena Landau



Terra sem lei


Elena Landau elena.landau@eusoulivres.org ADVOGADA E ECONOMISTA

A falta de respeito ao próximo, às autoridades e às leis está em todas as classes sociais

Esta semana, vi um vídeo em que um adolescente agredia um professor em sala de aula. Arremessou uma camisa molhada, rasgou a própria prova e a dos colegas e saiu dando gargalhadas. O professor pediu demissão. Sozinho, não consegue lidar com as agressões frequentes. Não há punição para esses delinquentes. Se os mestres desistem, não restará mais esperança. Mas nossos problemas vão além destes frequentes episódios chocantes em sala de aula. A falta de respeito ao próximo, às autoridades e às leis está por todos os lugares e em todas as classes sociais.

Reclamamos de entregadores e suas bicicletas nas calçadas, mas, ao menos, estão trabalhando. O que dizer de pais e mães carregando seus filhos nas e-bikes, na contramão ou a caminho do trabalho, trafegando pelas calçadas com seus fones de ouvido, indiferentes aos pedestres? Avançar o sinal e fechar cruzamentos é o novo normal nos bairros de renda alta. Motoristas não ligam: “Se todo mundo faz, eu também faço” e seguem sem culpa pelo acostamento de uma estrada engarrafada ou parados tranquilamente em fila dupla.

Viajei para torcer pela seleção sem muitas ilusões. Só não esperava um Brasil apático. No intervalo do trágico jogo contra a Noruega, uma brasileira, fingindo-se de distraída, furou a fila do banheiro e entrou pela saída: “Vou apenas lavar as mãos”. Mentira, claro. Quando reclamei, veio a resposta: “Cala a boca ou faço xixi em você”. A norueguesa à minha frente comentou: “Ela está usando o símbolo do seu país!”. Sim, estava enrolada na bandeira onde se lia “Ordem e Progresso”. Envergonhada, pedi desculpas.

Dizem que o exemplo vem de cima. Deve ser por isso que estamos lascados. Os Três Poderes estão focados em melar a investigação sobre Vorcaro. Não se fala mais de contrato nem de resort. Segundo um senador, mandado de busca virou patacoada. Normal ter tanto dinheiro vivo em casa, afinal, os juros reais são só 10% ao ano. A máfia do orçamento vai dominando o noticiário e penduricalhos são legalizados, enquanto a população segue endividada.

Gilmar Mendes “assumiu” a presidência da CBF, acumulando sua função no STF. Em breve, o veremos em uma mesa-redonda comentando jogos. Não por acaso, a seleção virou piada.

A escalação que me importa é a que vai comandar o Brasil nos próximos anos. Sobrevivendo, podemos pensar no hexa em 2030. As eleições não trazem esperança. Flávio lê cartinha do papai, envolto em escândalos, e segue em frente, impávido colosso. Lula mostra o dedo do meio e chama de palhaçada a lei eleitoral que limita suas inaugurações e ainda ameaça não obedecer.

Imoral? Ilegal? E daí?

Cora Ronai

 Pessoas, desculpem. Eu sei que ando sumida, mas estou atravessando um daqueles momentos de ranço absoluto das redes sociais. Começo a escrever alguma coisa ou a pensar num post para o Instagram e lá vem a revolta: Mas qual é o sentido de trabalhar de graça para uma das empresas mais ricas do universo?!

Se a minha profissão fosse diferente, as redes seriam apenas um hobby como outro qualquer e provavelmente eu não me sentiria lesada.
Escrever, porém — esse negócio de sentar no computador e ficar batucando nas pretinhas — é a minha profissão. Por incrível que pareça, e continua parecendo incrível para mim, é como eu ganho dinheiro para pagar as despesas dos gatos, e as minhas também.
Às vezes consigo ignorar esse sistema de exploração. Às vezes, não.
Estou num momento "não".
A vida offline, por sua vez, não deu trégua.
Temos um bebê novo na família, o filhotinho da Ma e do Rafa, que eu ainda não consigo chamar de Carlos porque isso é nome de homem sério e circunspecto, e ele é tão pequenininho... Por enquanto, então, é Pessoa Pequena para mim.
O Paulinho e a Kelyndra estiveram no Rio. Passamos ótimos momentos juntos, eles voltaram para casa e, dois ou três dias depois, a Kelyndra teve que ser operada às pressas por causa de uma apendicite supurada. Quase morreu — foi para a UTI e tudo — mas está se recuperando muito bem.
Ela teve uma enfermeira particular espetacular: a Alícia, que por acaso tinha acabado de tirar uns dias de folga para descansar da pressão do hospital em Seattle. Resultado: passou as férias num hospital em San Diego, cuidando da mãe.
Assim que a Kelyndra teve alta, Fábio e Nina viajaram para lá para passar as férias com os tios. Ontem mandaram um vídeo de um bando de leões-marinhos que apareceu na praia.
A Famiglia Gatto, infelizmente, não vai tão bem.
Toró está bem, embora muito mais fraco do que costumava ser. Continua tomando insulina duas vezes por dia; anda vomitando de madrugada, mas não é grave.
Florzinha foi operada: teve uma hérnia; a bexiga saiu da cavidade abdominal. Foi um caso complicado e assustador. Doutor Thomas resolveu com o carinho e a habilidade de sempre.
A Rata está definhando. É renal, tem uma massa esquisita no fígado e toma soro dia sim, dia não. Anda cada vez mais inapetente, apesar do remédio para abrir o apetite.
Pessoa está bem dentro das suas limitações.
Frida Gatto apareceu hoje com uma diarreia suspeita — giárdia, provavelmente.
E Mirthes continua tocando o terror entre gatos e humanos com igual eficiência.
Quanto aos peixinhos, seguem levando uma vida exemplar, sem dar trabalho nem manchete.

Call Matinal 1706

 Call Matinal

17/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (1607)

MERCADOS

Na quinta-feira (16), o Ibovespa queimou quase 2.200 pontos de uma vez só. Fechou em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, e giro de apenas R$ 19,1 bilhões. Já o o dólar teve alta moderada, colou em R$ 5,10, mas ainda deu um jeito de fechar abaixo disso. Acompanhou a força global, mas continuou comportado, em R$ 5,0990, alta de 0,40%, mesmo com o tarifaço devendo render capital político para Lula.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (17), pressionados pela nova onda de vendas de ações de fabricantes de chips, em meio ao aumento das preocupações sobre as elevadas avaliações do setor impulsionadas pela inteligência artificial (IA).

MERCADOS 5h30

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,61%

S&P 500 Futuro: -1,04%

Nasdaq Futuro: -2,13%

Bolsas de NY em baixa. Além das dúvidas sobre o boom da IA, o apetite por risco também é limitado pelo aumento das tensões geopolíticas. O sentimento do mercado é impactado por mais um dia de ataques e contra-ataques no Oriente Médio.


Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -3,05%

Nikkei (Japão): -4,03%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,78%

Nifty 50 (Índia): +0,63%

ASX 200 (Austrália): -0,50%


Europa

STOXX 600: -0,46%

DAX (Alemanha): -0,54%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,31%

CAC 40 (França): -0,61%

FTSE MIB (Itália): -0,81%

Commodities

Petróleo WTI, +0,82%, a US$ 79,60 o barril

Petróleo Brent, +0,43%, a US$ 84,59 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,53%, a 762,00 iuanes (US$ 112,50)

Bitcoin, -2,38%, a US$ 62.657,46

  


Dia 1707

Fechamos a semana ainda preocupados com a escalada dos conflitos no Oriente Médio. Um novo prêmio de risco geopolítico se consolida com a ameaça de abertura de novas frentes. No Brasil, o tarifaço dos EUA transformou a disputa comercial em mais um capítulo da polarização eleitoral, enquanto causa apreensão a possibilidade do governo aplicar a Lei de Reciprocidade. Na agenda desta sexta-feira, produção industrial e o índice de sentimento do consumidor nos EUA e o IBC-Br no Brasil, depois de o varejo vir negativo e reforçar os sinais de desaceleração da economia. Em Nova York, as bolsas prometem abrir em queda por causa do balanço da Netflix.

 

Agenda

Sexta-feira, 17/07

Brasil: 9h00 - IBC-Br de maio, prévia do PIB, depois de as vendas do varejo crescerem apenas 0,1% no mês, bem abaixo de 0,7% esperada pelo mercado, reforçando os sinais de desaceleração gradual da atividade

Brasil: 8h00 - FGV divulga o IGP-10 de julho, com mediana de queda de 0,99%, após recuo de 0,30% em junho.

EUA: 10h15 - Produção industrial em expectativa de alta de 0,4% no mês, após avanço de 0,1% em maio

EUA: 11h - Universidade de Michigan publica a leitura preliminar de julho do índice de sentimento do consumidor

EUA: 14h - Baker Hughes divulga o número de poços e plataformas de petróleo em operação nos Estados Unidos

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Mercado entre a guerra e o tarifaço*


… A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o petróleo, ontem à noite, reforçando a percepção de que um novo prêmio de risco geopolítico pode estar se consolidando com a ameaça de abertura de novas frentes no Oriente Médio. No Brasil, o tarifaço dos Estados Unidos transformou a disputa comercial em mais um capítulo da polarização eleitoral, enquanto causa apreensão a possibilidade de o governo aplicar a Lei de Reciprocidade. Na agenda desta sexta-feira, produção industrial e o índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos e o IBC-Br no Brasil, depois de o varejo surpreender negativamente e reforçar os sinais de desaceleração da economia. Em Nova York, as bolsas prometem abrir com gap de queda por causa do balanço da Netflix.


TARIFAÇO – O governo do presidente Lula entrou em campo nesta quinta-feira para responder, ponto a ponto, às justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para impor a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.


… Em uma coletiva que reuniu seis ministros e o presidente do Banco Central, a estratégia foi desmontar os argumentos da investigação da Seção 301 e reforçar que o Brasil continuará negociando, mas sem abrir mão da soberania nacional.


… Enquanto Mauro Vieira e Márcio Elias defenderam a condução das negociações e rebateram as exigências americanas, Geraldo Alckmin e Dario Durigan sinalizaram apoio aos setores afetados e deixaram aberta a possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade.


… Gabriel Galípolo contestou as críticas ao Pix e João Paulo Capobianco fez o mesmo em relação ao desmatamento.


… Mais do que responder ao tarifaço, o governo procurou deslegitimar os argumentos que embasaram a decisão americana. A estratégia também deixou evidente a dimensão político-eleitoral que o governo pretende atribuir ao episódio.


… Além de rebater tecnicamente as justificativas apresentadas por Washington, ministros sustentaram que o tarifaço teve motivação política e criticaram a atuação de brasileiros que, na avaliação do governo, estimularam ou apoiaram a medida.


… A referência indireta à família Bolsonaro é, no entanto, muito clara e não deixará de ser explorada eleitoralmente por Lula na disputa eleitoral.


… Enquanto o País tomava conhecimento dos detalhes da decisão do USTR, a Quaest divulgou pesquisa mostrando que a maioria dos brasileiros atribui ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelo novo tarifaço imposto ao Brasil.


… Segundo o levantamento, 51% concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula de que Flávio teria pedido a adoção das tarifas, enquanto 42% dos entrevistados afirmam que o tarifaço aumenta a vontade de votar no petista.


… Em transmissão nas redes sociais, Flávio Bolsonaro quis apagar essa impressão, culpando Lula e afirmando que tentou de tudo para impedir a adoção das tarifas. No mercado, porém, esse foi justamente o impacto que mais pesou para o mau humor dos negócios (leia abaixo).


NEGOCIAÇÃO CONTINUA – O governo reafirmou que continuará buscando uma solução negociada para o impasse comercial com os Estados Unidos, apesar da confirmação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.


… Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, o Brasil seguirá defendendo um acordo “mutuamente benéfico”, mas não aceitará exigências incompatíveis com os interesses nacionais, do setor produtivo ou da soberania do País.


… O chanceler Mauro Vieira afirmou que, desde julho de 2025, foram realizadas mais de 30 reuniões com representantes do governo americano, mas as negociações fracassaram porque Washington passou a exigir concessões consideradas inaceitáveis pelo Brasil.


… “Eles queriam abertura total. Esperavam um acordo absoluto. Em outras palavras, exigiam que o Brasil se curvasse à capitulação.”


LINHAS VERMELHAS – Entre as exigências americanas, Márcio Elias revelou que os Estados Unidos pediram ao Brasil restrições a investimentos estrangeiros em projetos ligados a minerais críticos. A proposta foi rejeitada.


… Segundo o ministro, o governo brasileiro apresentou alternativas de cooperação, inclusive nas áreas de minerais críticos, combate à lavagem de dinheiro e organizações criminosas, mas preservando a autonomia nacional sobre investimentos estratégicos.


… O vice-presidente Geraldo Alckmin também reforçou que o governo continuará negociando, classificou a tarifa como “injusta e descabida” e confirmou que a Lei da Reciprocidade será utilizada “no momento adequado”, sem interromper o diálogo com Washington.


SETORES AFETADOS – Segundo Márcio Elias, cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão atingidas pela nova tarifa, percentual que cairia para aproximadamente 15% considerando a pauta exportadora de 2025.


… A medida passa a valer em 22 de julho, preservando mercadorias já embarcadas até 29 de julho.


… Os segmentos mais afetados incluem madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.


… A CNI estima que, mesmo após a ampliação das exceções, cerca de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras continuarão sujeitos às novas tarifas, atingindo especialmente alimentos. O governo anunciou prioridade no atendimento aos setores prejudicados.


… Segundo Alckmin e Dario Durigan, ApexBrasil, BNDES, BID e o programa Brasil Soberano deverão apoiar a abertura de novos mercados, ampliar linhas de financiamento e reduzir os impactos sobre exportadores.


PIX E MEIO AMBIENTE – O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que as críticas americanas ao Pix não encontram respaldo técnico, que foram feitas para justificar as tarifas, lembrando que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e se tornou referência internacional.


… Segundo ele, mais de 47 bancos centrais de vários países estão interessados em modelos semelhantes.


… Na mesma linha, o ministro João Paulo Capobianco afirmou que as acusações ambientais ignoram a queda de cerca de 50% do desmatamento na Amazônia nos últimos três anos e o menor índice para um primeiro semestre em uma década.


… Também contestou as críticas ao setor madeireiro, destacando que o Brasil responde por apenas 0,65% do comércio mundial de madeira e possui um dos sistemas de rastreabilidade mais rigorosos do mundo.


IMPACTO LIMITADO – As estimativas do mercado apontam para efeitos macroeconômicos relativamente modestos.


… O Goldman Sachs calcula que, após as exceções, a tarifa efetiva caia para 16,8%, enquanto o Daycoval estima uma perda de aproximadamente US$ 700 milhões em exportações e impacto de apenas 0,03 ponto percentual sobre o PIB.


… Para o economista Sérgio Vale, da MB Associados, a decisão americana dificilmente seria evitada por meio de concessões do Brasil, já que a política tarifária é uma estratégia de Donald Trump, não só com o Brasil, mas inclusive com os parceiros.


… Para ele, a eventual aplicação da Lei da Reciprocidade precisa ser cuidadosamente calibrada para evitar custos adicionais à indústria brasileira.


DEFESA DA SEÇÃO 301 – No fim do dia, o governo divulgou sua defesa formal na investigação da Seção 301, rebatendo uma a uma as acusações americanas que embasaram a imposição das tarifas, afirmando que “não encontram respaldo nos fatos nem nas normas multilaterais”.


… Nota do MDIC lembra que os Estados Unidos acumulam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio bilateral nos últimos 15 anos e registra que propostas brasileiras para negociação dos mercados de etanol e açúcar jamais receberam resposta de Washington.


LÁ FORA, A GUERRA – O petróleo voltou a subir no eletrônico, recuperando as perdas do fechamento regular desta quinta-feira, à medida que a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã aumentou as preocupações com interrupções mais amplas no fornecimento global.


… O Brent beirava os US$ 85 por barril e caminhava para uma valorização de cerca de 12% na semana, a maior desde abril, enquanto investidores passaram a olhar não apenas para Ormuz, mas também às ameaças ao transporte marítimo no Mar Vermelho.


… Os Estados Unidos realizaram uma nova onda de ataques contra o Irã pelo sexto dia consecutivo, atingindo áreas próximas a Bandar Abbas, enquanto Teerã intensificou as ameaças de retaliação.


… Segundo a agência Reuters, o governo iraniano orientou os houthis do Iêmen a se prepararem para fechar o estreito de Bab el-Mandeb caso a infraestrutura energética do país seja atacada, ampliando os riscos para outra rota estratégica do comércio internacional de petróleo.


… O grupo também ameaçou atingir instalações petrolíferas da Arábia Saudita caso Riad volte a participar de uma ofensiva militar no Iêmen.


… A recuperação no eletrônico reforça a volatilidade e a percepção de que o mercado pode incorporar um novo prêmio de risco geopolítico.


… Para a Rystad Energy, na Bloomberg, a principal questão deixou de ser a possibilidade de um acordo diplomático e passou a ser a capacidade de o transporte marítimo continuar operando normalmente sob uma ameaça prolongada.


… Já a BCA Research avalia que a recente recuperação dos preços mostra que os investidores subestimaram a fragilidade do cessar-fogo, enquanto a Capital Economics alerta que um fechamento prolongado de Ormuz ainda poderia levar o Brent para a região de US$ 120 por barril.


PRONUNCIAMENTO À NAÇÃO – A fala do presidente Donald Trump ontem à noite foi essencialmente eleitoral. A única referência à guerra no Oriente Médio foi a declaração de que “estamos vencendo muito bem no Irã, mas ainda temos desafios à frente”.


… O presidente concentrou a maior parte do pronunciamento em acusações de fraude nas eleições de 2020 e voltou a afirmar, sem apresentar novas evidências, que a China e outros países tiveram acesso a dados de eleitores americanos.


AFTER HOURS – Netflix desabou 9%, após a frustração com a receita no segundo trimestre e a projeção fraca para o atual trimestre, que ofuscaram o lucro de US$ 0,80 por ação, ligeiramente acima das estimativas de US$ 0,79.


… A gigante registrou receita de US$ 12,56 bilhões entre abril e junho, abaixo do consenso de US$ 12,58 bilhões.


… Para o trimestre atual, a Netflix projetou lucro de US$ 0,82 por ação sobre receita de US$ 12,86 bilhões. As duas previsões decepcionaram Wall Street, que apostava em lucro de US$ 0,84 por ação sobre receita de US$ 13 bilhões.


AGENDA – Depois de uma sequência de indicadores reforçar os sinais de força da economia americana, investidores em Nova York acompanham nesta sexta-feira novos dados capazes de influenciar as expectativas para a política monetária do Fed.


… Às 10h15, a produção industrial tem expectativa de alta de 0,4% no mês, após avanço de 0,1% em maio. O principal destaque, porém, fica para as 11h, quando a Universidade de Michigan publica a leitura preliminar de julho do índice de sentimento do consumidor.


… Neste caso, a projeção é de alta de 49,5 para 51. Junto, saem as expectativas de inflação para um e cinco anos, acompanhadas de perto pelo Fed. Às 14h, a Baker Hughes divulga o número de poços e plataformas de petróleo em operação nos Estados Unidos.


… No Brasil, a atenção se volta para o IBC-Br de maio, considerado uma prévia do PIB, depois de as vendas do varejo crescerem apenas 0,1% no mês, bem abaixo da mediana de 0,7% esperada pelo mercado, reforçando os sinais de desaceleração gradual da atividade.


… O IBC-Br será publicado pelo Banco Central às 9h e a mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta queda de 0,20% na margem, após alta de 0,51% em abril, com projeções entre recuo de 1,06% e avanço de 0,40%.


… Economistas avaliam que a perda de fôlego do setor de serviços deve liderar o resultado mais fraco, reforçando a expectativa de desaceleração da atividade no segundo trimestre. Na comparação anual, a expectativa é de crescimento de 0,70%, abaixo do 0,92% do mês anterior.


… Antes, às 8h, a Fundação Getúlio Vargas divulga o IGP-10 de julho, com mediana de queda de 0,99%, após recuo de 0,30% em junho.


O AMIGO INDESEJÁVEL – De todos os prejuízos do tarifaço, o mercado sentiu que o pior deles não foi a taxa de 25%, que já estava no script, nem a lista divulgada (com várias itens poupados) e nem o troco que o Brasil promete dar.


… Foi o potencial efeito colateral sobre a candidatura de Flávio, porque não existe a menor dúvida de que o Lula vai capitalizar a estratégia mal sucedida da família Bolsonaro de posar como parte do círculo próximo de Trump.


… A pesquisa indicando que a maioria da população acredita que a culpa pelas tarifas é de Flávio dá munição para Lula explorar politicamente a seu favor a crise protecionista, inclusive comprando briga com os Estados Unidos.


… O grande risco é que o tiro no pé de Flávio na questão do tarifaço abra ainda mais a vantagem do presidente Lula nas sondagens eleitorais, esvaziando as chances da alternância de poder e eventual melhora da percepção fiscal.


… Não bastasse o mercado doméstico estar operando negativamente o trade eleitoral, tem tido ainda que lidar com a volatilidade do petróleo e o risco de persistência da inflação americana, que mantêm o Fed de guarda elevada.  


… Foi ótimo o CPI e o PPI terem aliviado as pressões e despertado especulações de que o juro pode demorar mais para subir nos Estados Unidos. Mas o Fed não tem perdido uma só oportunidade de puxar o mercado à realidade.


… Todo dia tem um Fed boy para lembrar que dados positivos isolados não representam um contexto mais amplo do quadro inflacionário, ainda mais com o novo choque de energia, que tanto pode acomodar como surpreender.


… O outro driver de incerteza para a inflação vem dos investimentos na IA, não se sabe se sustentáveis ou não.


… Juntando tudo, a cautela externa com o impacto político do tarifaço, o Ibovespa queimou quase 2.200 pontos de uma vez só, enquanto o dólar teve alta moderada, colou em R$ 5,10, mas ainda deu um jeito de fechar abaixo disso.


… Sem apetite por risco, o índice à vista da bolsa doméstica fechou em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, e giro de apenas R$ 19,1 bilhões. O discurso hawkish do Fed pode estar ajudando na migração do fluxo estrangeiro.


… No day after da nova rodada de tarifas impostas por Trump para o Brasil, as ações da Vale destoaram do minério de ferro estável e caíram 2,05%, para R$ 72,98, cautelosas com o efeito protecionista sobre a pauta de exportação.


… Petrobras PN terminou na mínima de R$ 39,89 (-1,72%) e ON perdeu 1,95% (R$ 44,64), em dia de queda do petróleo, atribuída a correção de excessos, já que a guerra continua sem sinais concretos de entendimento.


… No fechamento, o contrato do Brent para setembro caiu 0,85%, para US$ 84,23 por barril na ICE londrina.


… Os principais bancos também recuaram no Ibovespa: Itaú PN, -1,37% (R$ 42,55); Bradesco PN, -1,02% (R$ 18,41); BTG unit, -0,79% (R$ 56,59); e Santander unit, -0,63% (R$ 26,83). BB foi exceção e subiu 1,02% (R$ 20,76).


… Braskem PNA liderou as perdas e afundou 4,84% (R$ 6,10), com temor de mudança de controle da empresa.


CANTO DA SEREIA? – Por dois pregões seguidos, o mercado embarcou no alívio da inflação em junho. Mas ontem já não deu mais para ignorar os alertas dos Fed boys de que ninguém deve se iludir de que o perigo esteja superado.


… “Infelizmente, não parece que a inflação esteja voltando de forma sustentável para a meta de 2%”, comentou a dirigente do Fed Lorie Logan em evento, onde defendeu juros “ligeiramente mais altos” para equilibrar riscos.


… Ela observou que um mês de inflação mais baixa não é suficiente, que os preços não estão caminhando por conta própria ao objetivo e que as perspectivas de curto prazo para o mercado de energia são incertas.


… Em outra fonte de pressão, apontou que a onda de investimentos em IA pode gerar inflação de curto prazo.


… O colega Jeff Schmid assumiu a mesma linha de raciocínio e defendeu que é cedo demais para atribuir maior peso ao CPI e PPI, já que a inflação segue muito elevada e se mostra persistente em uma ampla gama de bens e serviços.


… À noite, quem falou foi o número 2 do Fed, Philip Jefferson, que até defendeu a manutenção das taxas dos juros, mas reconheceu que pode reconsiderar a sua postura mais acomodatícia se a inflação não arrefecer em breve.


… A abordagem cautelosa sustentou o dólar e as taxas dos Treasuries. O índice DXY subiu 0,27%, a 100,763 pontos, enquanto o euro caiu 0,20%, a US$ 1,1441, a libra perdeu 0,45%, a US$ 1,3472, e o iene recuou a 162,40/US$.


… O juro da Note-2 anos avançou para 4,153% (contra 4,145% na véspera) e o de 10 anos foi a 4,560% (de 4,554%).


… Diante do apelo dos Fed boys por cuidado com a inflação, o dólar aqui acompanhou a força global, mas continuou comportado, em R$ 5,0990, alta de 0,40%, mesmo com o tarifaço devendo render capital político para Lula.


… Entre os juros futuros, a ponta curta caiu com o dado mais fraco do IBGE de vendas no varejo, enquanto os contratos intermediários e longos subiram, mas sem exageros, de olho no Fed e no ruído político do tarifaço.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,875% (de 13,889% no ajuste anterior); Jan/28, 13,910% (contra 13,850% na véspera); Jan/29, 14,095% (14,029%); Jan/31, 14,295% (14,246%); e Jan/33, 14,395% (14,330%).


A LINHA TÊNUE DA BOLHA – Poderia ter sido uma boa notícia a fabricante taiwanesa de semicondutores TSMC ter surpreendido nesta quinta-feira em seu balanço, com receita firme de US$ 40,2 bilhões no segundo trimestre.


… Mas o ponto de preocupação foi que a companhia aumentou a sua projeção de investimentos de US$ 60 bilhões para US$ 64 bilhões no ano. Em tese, seria uma sinalização de otimismo. Na prática, o anúncio foi lido com cautela.


… O mercado voltou a se perguntar se a IA vale o risco e se os gastos volumosos darão retorno financeiro à altura.


… As declarações duras dos Fed boys também fizeram preço nas bolsas em Nova York. O Nasdaq perdeu 1,47%, a 25.881,95 pontos; o S&P 500 recuou 0,51%, a 7.533,77 pontos; e o Dow Jones caiu 0,20%, para 52.552,97 pontos.  


CIAS ABERTAS NO AFTER – JBS aprovou 12ª emissão de debêntures, no valor de R$ 400 milhões, para reembolso de investimentos em projetos.


COSAN. Moody’s rebaixou a nota de crédito da companhia de Ba3 para B1, com perspectiva negativa, após revisar os impactos da reestruturação da Raízen.


KLABIN. Citi reduziu o preço-alvo das ações de R$ 24 para R$ 23, mantendo recomendação de compra, antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre.


TELEFÔNICA BRASIL aprovou JCP de R$ 500 milhões, equivalente a R$ 0,15646482856 por ação. Os papéis ficam ex-JCP em 28/07, e o pagamento será até 30/04/2027.


BRB negou existência de cronograma para recebimento de aporte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e afirmou que o tema é conduzido pelo Governo do Distrito Federal.


INTER. Squadra Investimentos elevou participação para 9,80% das ações ordinárias Classe A.


ISA ENERGIA aprovou a 24ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1 bilhão, para investimentos em reforços e melhorias na rede de transmissão.


ENEVA elevou em 35% a geração bruta de energia no segundo trimestre, para 2.537 GWh.


PLANO&PLANO lançou empreendimentos com VGV de R$ 781,4 milhões no segundo trimestre, queda de 34,2% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas cresceram 7,1%, para R$ 828,3 milhões.


LAVVI lançou dois projetos com VGV de R$ 847,9 milhões no segundo trimestre, queda de 28% na base anualizada, enquanto as vendas líquidas recuaram 11%, para R$ 544,7 milhões.


MARISA aprovou 30ª emissão de notas comerciais, no valor de R$ 20 milhões, com vencimento em janeiro de 2027.


VOTORANTIM CIMENTOS investirá R$ 260 milhões na ampliação da fábrica de Xambioá (TO), elevando a capacidade anual para 1,5 milhão de toneladas de cimento a partir de julho de 2028.


VAMOS registrou alta anual de 10,1% na receita líquida da prévia operacional do segundo trimestre, para R$ 1,5 bilhão, com taxa de ocupação da frota de 88,6%.

Call Matinal 2007

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