domingo, 16 de agosto de 2026

Debates...

Eu ja "dobrei o cabo da boa esperança", o que me permite um olhar mais livre e menos preocupado com as patrulhas, em relação ao que podemos chamar de "realidade". 

No ambiente acadêmico brasileiro, por exemplo, eu so vejo uma meia dúzia de faculdades, na area de Economia, que praticam a boa e acertada cátedra de ensinar o que deve ser ensinado. 

Dentre os cursos que eu considero na fronteira do conhecimento, poderia lembrar do INSPER aqui em SP, e no Rio, sem duvida, da PUC e da EPGE, da FGV, só para eu me lembrar das principais. São escolas extremamente atualizadas, sempre se renovando para quem pensa na fronteira da ciência, sem ser escravo, como dizem, de algum economista defunto. 

Assistindo por estes dias uma mesa na UNICAMP, sobre os rumos do desenvolvimento, colocaram o Samuel Pessoa no meio de toda a turma do Beluzzo, além do Guilherme Mello e outros, que eu desconhecia. Meu Deus, os argumentos da turma são tão rasos e ultrapassados. Tão provincianos...

Tive uma breve experiencia acadêmica em Évora, uma cidadela murada no meio do Alentejo, e, em nenhum momento me confrontei com os debates de práxis aqui no Brasil. Estas inúmeras correntes acadêmicas, cada qual refém de algum economista keynesiano. Sempre achei que a Universidade deve ser o ambiente para a liberdade do pensar, do refletir, do ser iconoclasta. 

E o que me choca muito e que na maioria das universidades publicas e isso que acontece. Os caras saem doutrinando os alunos, muitos, virgens de livre arbítrio e liberdade do pensar. Acabam embarcando na canoa do professor medalhado e badalado. 

La em Évora o que predominava eram modelos macro pesados, DGSE, o que para mim se mostrou um choque, pois nao fui isso que eu estudei nas universidades brasileiras. 

Ou seja. Estudante de ECONOMIA, se queres alguma relevância, se queres ir para o exterior, se queres ser um economista mais completo, se renda aos modelos.  


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

UM ANTÍDOTO PARA A CRISE DE LEITURA

 




UM ANTÍDOTO PARA A CRISE DE LEITURA


Vivemos cercados por mensagens, e-mails, posts e notificações. Nunca lemos tanto — e, paradoxalmente, talvez nunca tenhamos lido tão mal. Passamos os olhos, antecipamos conclusões e respondemos antes mesmo de compreender.

O artigo de Isabel Clemente mostra que a pressa está produzindo uma nova forma de incomunicabilidade. Não terminamos as mensagens, ignoramos o contexto e reagimos ao que imaginamos ter sido escrito. A falta de atenção transforma informações simples em ruído, confusão e retrabalho.

O antídoto pode estar justamente nos livros. A leitura de obras como Memorial do Convento, de José Saramago, exige desaceleração, concentração e disposição para acompanhar ideias que não cabem em frases curtas. Ler literatura é treinar o cérebro para resistir ao imediatismo e recuperar a capacidade de interpretar.

Em um mundo que nos condiciona ao previsível, ler é um exercício de liberdade. Quem lê com profundidade pensa melhor, comunica-se melhor e compreende melhor o que acontece dentro e fora de si.

Talvez a verdadeira crise não seja a falta de informação, mas a falta de atenção. E, para isso, ainda não inventaram tecnologia melhor do que um bom livro aberto — e a paciência para chegar até o fim.

Call Matinal


14/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1308)

MERCADOS

Na quinta-feira (13), o Ibovespa fechou em baixa de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, com volume financeiro de R$ 22,4 bilhões. A moeda americana avançou 0,25%, para R$ 5,1930, descolada da fraqueza no exterior, em dia de alívio do PPI.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

O movimento ocorre com a retomada do apetite por ações ligadas à inteligência artificial e a desaceleração da inflação nos Estados Unidos, que reduziu as apostas de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: -0,14%

S&P 500 Futuro: +0,03%

Nasdaq Futuro: +0,06%

Os índices futuros do EUA operam próximos da estabilidade nesta sexta-feira (14), caminhando para a terceira semana consecutiva de ganhos.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,01%

Nikkei (Japão): +0,59%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,10%

Nifty 50 (Índia): -0,06%

ASX 200 (Austrália): -0,80%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,21%

DAX (Alemanha): +0,42%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,42%

CAC 40 (França): -0,23%

FTSE MIB (Itália): -0,28%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +1,58%, a US$ 82,53 o barril

Petróleo Brent, +1,14%, a US$ 88,06 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,42%, a 710,50 iuanes (US$ 105,37)

Bitcoin, -0,87%, a US$ 62.796,29

 

 

Dia 1408

Nos EUA, a inflação veio mais comportada, o que deve adiar para dezembro uma nova elevada na taxa de juros, pelo Fed. Hoje o mercado acompanha as vendas no varejo e o sentimento do consumidor de Michigan. No Brasil, a Pnad Contínua e a nova pesquisa Quaest. Mas preocupa mesmo  o risco fiscal e a eleição, cobrando prêmio dos ativos domésticos. O ambiente ganhou uma fonte adicional de tensão à noite, com a decisão do governo de abrir processo para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na temporada de balanços, investidores repercutem os números do Nubank, que disparou no after hours em Nova York.

 

Agenda

Sexta-feira, 1408

 A sexta-feira traz a Pnad Contínua trimestral, às 9h, no trimestre encerrado em junho. Nos EUA, as vendas no varejo de julho saem às 9h30. O indicador ganha importância depois de CPI e PPI reduzirem as apostas de alta dos juros pelo Fed em setembro e outubro. Às 11h, a Universidade de Michigan divulga a leitura preliminar de agosto do índice de sentimento do consumidor. Também serão conhecidas as expectativas de inflação para um e cinco anos. Antes, às 6h, sai a segunda leitura do PIB da zona do euro no segundo trimestre, com previsão de alta de 0,4% na margem e 1% em 12 meses.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Alívio externo não chega no Brasil*


Risco fiscal e a eleição passaram a cobrar prêmio dos ativos domésticos


… Depois de o CPI e o PPI aliviarem as pressões inflacionárias e adiarem para dezembro as apostas de uma alta do juro pelo Fed, o mercado acompanha hoje as vendas no varejo e o sentimento do consumidor de Michigan. No Brasil, a Pnad Contínua e a nova pesquisa Quaest dividem as atenções, em um momento em que o risco fiscal e a eleição passaram a cobrar prêmio dos ativos domésticos. O ambiente ganhou uma fonte adicional de tensão à noite, com a decisão do governo de abrir processo para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na temporada de balanços, investidores repercutem os números do Nubank, que disparou no after hours em Nova York.


PETRÓLEO CAI APESAR DA GUERRA – O petróleo caiu mais de 2% nesta quinta-feira, pressionado pelas preocupações com a demanda global, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio e sem qualquer avanço nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.


… O Brent fechou em queda de 2,15%, a US$ 87,07, e o WTI recuou 2,43%, a US$ 81,25.


… Pesaram sobre as cotações os cortes nas projeções de demanda da Opep e da AIE, além do aumento dos estoques americanos, divulgados nesta semana. A Arábia Saudita também deu sinais de que está elevando as exportações pelo Golfo Pérsico.


… Mas o risco de uma nova escalada da guerra aumentou. O comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, alertou autoridades israelenses de que os Estados Unidos podem retomar os ataques contra o Irã e pedir novamente a ajuda de Israel.


… Uma eventual ofensiva incluiria instalações de petróleo, gás e eletricidade iranianas. Já o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos podem manter por tempo indefinido o bloqueio aos portos iranianos.


… À noite, o vice JD Vance disse que Washington continuará usando instrumentos diplomáticos, militares e econômicos para pressionar Teerã.


… O Irã também endureceu o discurso e voltou a afirmar que nenhum navio pode atravessar Ormuz com segurança sem sua autorização.


… Segundo a UKMTO, o tráfego comercial permanece fortemente reduzido, com o número de petroleiros transitando pelo estreito na casa de um dígito em cada direção. À noite, dois navios da ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, foram atacados na travessia.


… O risco de uma nova frente de conflito na região também aumentou. Os houthis atacaram uma refinaria da Saudi Aramco em Jizan e intensificaram os confrontos com forças do governo do Iêmen.


… Em resumo, seria precipitado concluir que a queda do petróleo aponta uma tendência. As cotações devem continuar sujeitas à forte volatilidade, diante dos riscos da guerra e das restrições no Estreito de Ormuz.


FISCAL COBRA PRÊMIO – O PLP dos Combustíveis, aprovado pelo Congresso, trouxe uma primeira tentativa de conter o crescimento das despesas a partir de 2027, mas não foi suficiente para aliviar as preocupações do mercado com a trajetória fiscal.


… A menos de dois meses das eleições, as dúvidas sobre a capacidade do próximo governo de estabilizar a dívida mudaram o mercado.


… O projeto dos Combustíveis estabelece gatilhos que podem abrir espaço de cerca de R$ 10 bilhões no Orçamento de 2027, mas, ao mesmo tempo, ampliou benefícios tributários, criou novas exceções às regras fiscais e antecipou despesas previstas para os próximos anos.


… A IFI considera factível a estimativa, mas ressalta que não se trata de corte de gastos. É uma folga no Orçamento que poderá ser ocupada por outras despesas. Também alertou que novas exclusões das regras fiscais não contribuem para conter o rápido crescimento da dívida pública.


… A avaliação predominante entre os economistas é de que a trava representa algum avanço, mas está muito distante do ajuste necessário.


… Tiago Sbardelotto, da XP, estima que o País precisaria sair de um déficit primário de 0,3% a 0,4% do PIB para um superávit de cerca de 2%, o equivalente a um ajuste entre R$ 300 bilhões e R$ 350 bilhões.


… Jeferson Bittencourt, do ASA, considera o ajuste previsto no PLP assimétrico e frágil: a economia é futura, condicional à existência de déficit e relativamente pequena, enquanto o projeto antecipa despesas e cria ou amplia subsídios e exceções ao arcabouço.


… Marcelo Bacelar, da Azimut, avalia que o governo vem tentando sinalizar algum ajuste, mas que são necessárias atitudes mais concretas.


… Para o mercado, o problema permanece essencialmente o mesmo: faltam medidas capazes de garantir uma trajetória sustentável para a dívida.


… Já o ex-presidente do BC Gustavo Franco diz que o País caminha gradualmente para uma crise fiscal se não voltar a produzir superávits primários capazes de estabilizar a dívida. Segundo ele, desde o antigo teto de gastos não houve nenhuma medida realmente forte de ajuste.


… A própria IFI avalia que a crescente rigidez das despesas obrigatórias tornará inevitável uma revisão profunda do regime fiscal em 2027.


… A discussão ganha ainda mais peso com a eleição, diante das dúvidas sobre quais medidas de ajuste serão efetivamente adotadas pelo próximo governo. Desse modo, as incertezas acabam se transformando em prêmio de risco, sinalizando um período de volatilidade.


… O alerta do JPMorgan nesta semana marcou essa mudança de percepção e colocou definitivamente a eleição no preço dos ativos domésticos, que passaram a se descolar até mesmo dos dias de alívio em Nova York (leia abaixo mais sobre os mercados).


BRASIL REAGE AOS EUA – O governo abriu nesta quinta-feira à noite o processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta aos produtos brasileiros.


… O Itamaraty notificou Washington e pediu a abertura de consultas diplomáticas. A decisão acrescenta uma nova fonte de tensão aos mercados, que já haviam reagido durante o pregão ao risco de deterioração das relações entre os dois países.


… Mais cedo, os Estados Unidos acusaram o Brasil e mais 40 países de ajudarem a China a contornar as tarifas americanas de importação, com a promessa do assessor econômico da Casa Branca, Peter Navarro, de adotar medidas para impedir o transbordo de produtos chineses.


… Antes mesmo da resposta brasileira, o temor de novas retaliações dos Estados Unidos já havia contribuído para o mau humor dos mercados. Para o economista-chefe do BMG, Flávio Serrano, esse risco passou a fazer parte da equação dos negócios, ao lado das preocupações fiscais.


… Apesar da abertura do processo de reciprocidade, o governo do presidente Lula sinalizou que pretende evitar uma escalada.


… Em entrevista ao Estadão, o ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) disse que a prioridade continua sendo a negociação com Washington, enquanto o processo na Camex deixa preparado o instrumento da Reciprocidade para a adoção de contramedidas, caso sejam necessárias.


BRB SEGUE SEM SOLUÇÃO – A audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira no STF terminou sem acordo para o socorro de R$ 6,6 bilhões ao BRB e deixou o banco e o governo do Distrito Federal isolados na tentativa de viabilizar a operação.


… Luiz Fux deixou claro que o Supremo não obrigará o Tesouro a dar garantia e nem o FGC e os grandes bancos a participarem do empréstimo.


… O Fundo Garantidor de Créditos insistiu que ainda faltam informações para avaliar a situação financeira do BRB, incluindo o balanço de 2025, enquanto os grandes bancos não demonstraram confiança no plano de negócios apresentado pela instituição.


… Apesar das resistências, a governadora Celina Leão disse acreditar que o acordo será concluído e argumentou que um socorro de R$ 6,6 bilhões seria preferível a uma eventual liquidação do BRB, que poderia custar cerca de R$ 20 bilhões ao FGC.


… As negociações continuam e o próximo passo será a apresentação de novas propostas pelas partes.


NUBANK BRILHA NO AFTER – O Nubank surpreendeu o mercado com lucro líquido recorde de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, 49% maior do que um ano antes e 10,6% acima da média das estimativas do Prévias Broadcast. As ações subiram 8,34% no after hours em Nova York.


… Foi a primeira vez que o banco digital superou US$ 1 bilhão de lucro em um trimestre. A receita cresceu 39%, para US$ 5,9 bilhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) avançou para 33%, de 28% um ano antes.


… A carteira de crédito aumentou 37% em 12 meses, para US$ 39,4 bilhões, enquanto a base alcançou 139 milhões de clientes. No México, onde já soma 16 milhões de clientes, o Nubank teve o primeiro trimestre completo de lucratividade.


… O ponto de atenção ficou com o custo do crédito, que aumentou 61% em um ano, e com a inadimplência acima de 90 dias, que subiu de 6,5% para 6,9%. A inadimplência de curto prazo, porém, recuou para 4,8%, e o banco afirmou que as métricas de risco permanecem sob controle.


MAIS AFTER HOURS – A Braskem também subiu forte no after hours de Nova York (+5,31%), pelo segundo dia seguido, antes da divulgação do balanço, em meio a rumores de que poderá protocolar recuperação extrajudicial.


… Já era madrugada quando a Braskem informou que reverteu o prejuízo e teve lucro líquido de R$ 3,32 bilhões no 2Tri26. A receita líquida avançou 22%, para R$ 21,7 bilhões, e o Ebitda subiu mais de 12 vezes, para R$ 5,25 bilhões.


… Já a Stone caiu 1,47%, após reportar queda de 2,6% no lucro líquido ajustado, para R$ 583 milhões, acusando o cenário “mais desafiador”.


… Ainda a ação da Reddit foi destaque no after hours, disparando mais de 12% após a S&P Global anunciar a inclusão da empresa no S&P 500.


MAIS BALANÇOS – Para hoje estão previstos os resultados de Casas Bahia, Cosan, Vibra Energia, Jalles Machado e Marisa Lojas, todos após o fechamento.


… Confira abaixo, no Cias Abertas, os demais resultados divulgados ontem à noite:  Cemig, MBRF, CPFL Energia, Cyrela, Raízen, Yduqs, 3Tentos, Compass, Even, Fertilizantes Heringer, Light, M.Dias Branco, Petz Cobasi e Grupo Mateus.


MAIS AGENDA – A sexta-feira traz a Pnad Contínua trimestral, às 9h, com os dados do mercado de trabalho no trimestre encerrado em junho.


… Nos Estados Unidos, as vendas no varejo de julho saem às 9h30 e devem avançar 0,1% na margem, após alta de 0,2% em junho. O indicador ganha importância depois de CPI e PPI reduzirem as apostas de alta dos juros pelo Fed em setembro e outubro.


… Às 11h, a Universidade de Michigan divulga a leitura preliminar de agosto do índice de sentimento do consumidor, com previsão de queda para 54,5, de 55,2 em julho. Também serão conhecidas as expectativas de inflação para um e cinco anos.


… Antes, às 6h, sai a segunda leitura do PIB da zona do euro no segundo trimestre, com previsão de alta de 0,4% na margem e 1% em 12 meses.


CURTAS DA POLÍTICA – Flávio Bolsonaro divulgou seu plano de governo prometendo reduzir a dívida pública e entregar superávits primários, com uma revisão do arcabouço fiscal para que os gastos caibam no Orçamento.


… A meta é estabilizar e depois reduzir a relação dívida/PIB. O programa prevê uma regra para limitar os gastos discricionários dos três Poderes e restringir o crédito subsidiado com recursos do Tesouro.


… Flávio propõe ainda um “choque de gestão”, com corte de pelo menos dez ministérios, redução de cargos comissionados e despesas administrativas e combate aos supersalários.


… O plano prevê também a retomada das privatizações, sem indicar quais estatais poderiam ser vendidas, além da redução de impostos sobre consumo e produção e de uma revisão da reforma tributária para diminuir o IVA.


LULA. Em ritmo de campanha, transformou a divulgação de novos dados sobre o mercado formal de trabalho em uma agenda de caráter eleitoral, com apoiadores reunidos para receber o presidente e imagens produzidas para as redes sociais.


… Os dados do Ministério do Trabalho mostraram que o estoque de vínculos formais chegou a 62,9 milhões em junho, alta de 3,6% em relação ao fim de 2025. Apesar do avanço do emprego, a massa salarial caiu 3,3% e a remuneração média recuou 2,9%.


EUA X ELEIÇÃO. O governo Trump afirmou que respeitará o resultado da eleição presidencial brasileira desde que a disputa seja “livre e justa” e negou que pretenda interferir no processo eleitoral. A declaração ocorre após Lula acusar Washington de tentar interferir na eleição.


… Em nota, o Depto de Estado afirmou que os Estados Unidos já mantiveram relações bem-sucedidas com diferentes governos brasileiros.


BYE BYE BRASIL – Um rio de dinheiro estrangeiro tem deixado a B3 e se confirmou a “profecia” de que haveria uma retirada gigantesca de capital externo no pregão da última terça-feira, quando o Brasil foi rebaixado pelo JPMorgan.


… Naquele dia, a sangria foi de R$ 4,7 bilhões, elevando a fuga de capital externo no mês para quase R$ 12 bilhões.


… Neste momento em que o trade eleitoral entra pra valer no preço, a disputa acirrada reacende as dúvidas sobre a capacidade de o próximo governo de promover o ajuste fiscal necessário para estabilizar as contas públicas.


… “Faz sentido entrar no período eleitoral com um pouco menos de risco no Brasil”, disse Kieran Curtis (Aberdeen) ao Infomoney. Para ele, trata-se de se preparar para volatilidade e não necessariamente para o resultado da eleição.


… Já a Sycamore Capital disse ao Valor que reduziu a exposição às ações brasileiras de 5% para algo próximo de zero nas carteiras do clientes por causa do risco específico de reeleição do presidente Lula.


… De seu lado, o chefe de pesquisa macroeconômica global da Ashmore, Gustavo Medeiros, discorda que a forte saída de capital externo esteja diretamente ligada à incerteza eleitoral ou à rotação para outros emergentes.


… Ele avalia que o movimento parece ter caráter mais técnico e pode estar relacionado à elevada concentração das posições de alguns fundos no País, de cerca de 60% (maior nível em 20 anos), que estariam efetuando resgates.


… Um fator que pesa, segundo este profissional, é a perspectiva de um ciclo menor de relaxamento monetário, na medida em que a Selic elevada reforça o cenário mais negativo para a expansão do crédito e a inadimplência.


… Embora Medeiros não atribua a saída recente de estrangeiros à eleição, ele afirma estar mais cauteloso com o pleito, que tende a elevar a volatilidade em um cenário no qual, “o risco fiscal ainda não foi precificado”.


… Muitos investidores não estão sentindo firmeza nos planos de cortes de gastos de Lula e Flávio Bolsonaro.


… Na pior sequência em três anos, o Ibovespa completou ontem a sua oitava queda consecutiva, destoando dos ganhos em Nova York. Fechou em baixa de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, com volume financeiro de R$ 22,4 bilhões.


… As ações do BB foram o destaque negativo entre os bancos e afundaram 4,16% (R$ 18,21), após o balanço. Bradesco PN recuou 0,48% (R$ 16,66), Itaú PN perdeu 0,31% (R$ 38,31), mas Santander unit subiu 0,71% (R$ 29,83).


… Vale caiu firme (-1,75%; R$ 71,90) e foi pior do que o minério (-0,21%). Petrobras subiu (PN, +1,09%, a R$ 41,90; e ON, +0,89%, a R$ 46,73), apesar de o petróleo ter caído mais de 2%, com as tensões geopolíticas em stand by.


… Hapvida desabou 33,09% (R$ 6,41) e liderou com folga as perdas do índice. Depois de dois trimestres em que a companhia acenou com uma recuperação, o balanço voltou a decepcionar e acendeu um alerta no mercado.


EFEITO COLATERAL – O câmbio doméstico sente o movimento dos investidores estrangeiros batendo em retirada do Brasil e, com o fluxo se esvaindo da bolsa, o que se vê é o dólar à vista já se reaproximando da marca de R$ 5,20.


… Ainda um desmonte de posições compradas em real por fundos locais tem pesado, segundo apuração do Valor. Ontem, também a queda do petróleo contribuiu para tirar suporte do real, que caiu pelo quarto pregão consecutivo.


… A moeda americana avançou 0,25%, para R$ 5,1930, descolada da fraqueza no exterior, em dia de alívio do PPI. No acumulado do mês, a divisa brasileira exibe o pior desempenho na lista das 33 moedas globais mais importantes.


… Sorte que o carry trade atrativo ainda tem inibido qualquer investida do dólar para níveis próximos de R$ 5,50.


… Também os juros futuros não escaparam ontem da dinâmica negativa observada nos demais ativos brasileiros. Os vencimentos longos e intermediários subiram, apesar de o petróleo e de os rendimentos dos Treasuries terem caído.


… A piora na percepção de risco fiscal, associada aos ruídos eleitorais, voltou a falar mais alto para a curva do DI.


… Só a ponta curta fechou perto da estabilidade, refletindo a expectativa de corte de juros pelo Copom em setembro, apesar de as vendas no varejo restrito em junho terem mostrado alta de 0,5%, acima do 0,2% esperado.


… O indicador não descredencia a avaliação de que o fôlego da atividade econômica continua desaquecendo.  


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,750% (de 13,749% no ajuste anterior); Jan/28, 13,915% (contra 13,921%); Jan/29, 14,245% (de 14,223%); Jan/31, 14,530% (de 14,456%); e Jan/33, 14,640% (de 14,554%).


2 X 0 – Dois indicadores da inflação americana (CPI e PPI) já passaram no teste de que o Fed pode deixar para subir o juro em dezembro, mas ainda faltam mais cinco desafios pela frente até a próxima reunião de política monetária.


… O mercado vai repercutir mais três leituras da inflação (o PCE de julho e CPI e PPI de agosto), além de mais um relatório do payroll e a reunião de Jackson Hole, no final do mês. Nova York ainda tem os Fed boys para monitorar.


… Em entrevista para a Fox News, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee reconheceu que a inflação em torno de 3% ainda está acima do desejável, mas avaliou que as leituras recentes oferecem algum alento.


… “Se essas pressões forem superadas, a economia poderia voltar ao caminho dourado, no qual a inflação retorna ao objetivo de 2%”, disse, projetando que os efeitos do tarifaço e da alta do petróleo vão continuar perdendo força.


… O colega Tom Barkin reconheceu que fica dividido entre focar no fato de que a inflação está acima da meta há mais de 5 anos e observar que os preços agora estão desacelerando e que os choques devem ser passageiros.


… Neste sentido, ele acredita que ainda não está claro se o Fed terá que subir o juro e aponta fatores otimistas: o mercado de trabalho está mais frágil e o arrefecimento gradual da inflação ajuda a reduzir as expectativas.


… Já Beth Hammack não traiu ontem a postura hawkish assumida na última reunião de política monetária.


… “Minha visão é que precisamos agir agora. Se levar mais 3 a 4 anos para atingirmos a meta de inflação, o público pode esperar?”, questionou, observando que a inflação é generalizada, não se restringindo a setores específicos.


… Segundo ela, alguns fatores que impulsionam a inflação, incluindo a IA, podem ser persistentes.


… “O investimento em IA parece imune ao nível das taxas de juros. Elevar os juros pode ser doloroso, mas não se pode permitir que o crescimento e o investimento sejam tão rápidos a ponto de superaquecer a economia.”


… Depois do CPI e do PPI desta semana, as chances de manutenção dos juros pelo Fed são majoritárias em setembro (65,2%) e outubro (50,1%), e o mercado adiou para a reunião de dezembro a aposta em um aperto monetário.


NÃO CONVENCE – A ideia de juro estável em setembro devolveu o índice DXY (-0,05%) para baixo do 100 pontos (99,964), mas o dólar ainda resiste a cair com mais consistência por causa da volatilidade dos preços do petróleo.


… De nada adiantou ontem para o iene nem a expectativa de que o Fed demore mais para subir o juro e tampouco que o BC japonês possa apressar uma alta para um futuro próximo, provavelmente setembro ou outubro.


… Fontes da Bloomberg disseram que o governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, apoia um aumento das taxas de juros pelo BoJ em breve. Mas o iene continuou fragilizado e recuou para 159,54 por dólar nesta quinta-feira.


… Com oscilações marginais, o euro subiu 0,04%, a US$ 1,1531, e a libra recuou 0,07%, para 1,3486.


… Entre os Treasuries, o efeito combinado da inflação do PPI abaixo do consenso e o alívio do petróleo derrubaram as taxas da Note de dois anos, a 4,143% (contra 4,199% na véspera), e de dez anos, a 4,643% (de 4,686%).


… Também as bolsas em NY concentraram o foco na percepção de que o Fed pode não subir os juros em setembro.


… O S&P 500 ganhou 0,65% e renovou seu recorde de fechamento, aos 7.798,99 pontos, tendo superado os 7.800 pontos no pico intraday (7.816,70). O Dow Jones registrou leve valorização de 0,13%, para 53.839,99 pontos.


… O Nasdaq ganhou 0,81% e fechou aos 26.803,03 pontos, com destaque para Micron (+4,23%) e Super Micro Computer (+4,12%). Netflix (+5,43%) também saltou após Bill Ackman anunciar que voltou a investir na empresa.


CIAS ABERTAS NO AFTER – EMBRAER distribuirá R$ 154 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,2163 por ação. Papéis ficam “ex” em 22/9 e o pagamento está previsto para 24/5/2027.


AZUL teve prejuízo líquido ajustado de R$ 1,070 bilhão no segundo trimestre, piora de 125,1%. Receita cresceu 0,7%, para R$ 4,978 bilhões, e Ebitda caiu 55,4%, para R$ 510,1 milhões…


… Companhia informou que a Readystate Asset Management elevou participação para 10,5% do capital social, passando a deter 19,3 milhões de ADS.


CEMIG teve lucro de R$ 945,4 milhões no segundo trimestre, 5,4% acima das projeções do Broadcast. Receita de R$ 11,156 bilhões superou o esperado em 35,5% e Ebitda de R$ 2,47 bilhões, em 34,7%.


CPFL ENERGIA teve lucro líquido de R$ 1,438 bilhão no segundo trimestre, alta de 21,3%. Receita cresceu 5,3%, para R$ 11,107 bilhões, e Ebitda avançou 17,4%, para R$ 3,556 bilhões.


AXIA subscreveu R$ 1,5 bilhão em debêntures conversíveis da Eletronuclear para financiar a extensão da vida útil de Angra 1. Compromisso total previsto no acordo com a União é de R$ 2,4 bilhões.


LIGHT teve prejuízo líquido de R$ 252 milhões no segundo trimestre, piora de 390,2%. Receita cresceu 9,8%, para R$ 3,796 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 82,3%, para R$ 599 milhões.


RAÍZEN teve prejuízo líquido de R$ 1,642 bilhão no primeiro trimestre da safra 2026/27, melhora de 11%. Receita cresceu 4%, para R$ 51,460 bilhões, e Ebitda ajustado mais que dobrou, para R$ 3,848 bilhões.


COMPASS teve lucro líquido de R$ 287,2 milhões no segundo trimestre, queda de 19%. Receita caiu 9%, para R$ 3,93 bilhões, e Ebitda cresceu 5%, para R$ 1,27 bilhão…


… Empresa aprovou recompra de até 3,2 milhões de ações, equivalentes a 1,86% dos papéis em circulação, pelo prazo de 18 meses.


SANEPAR teve prejuízo de R$ 505 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de um ano antes. Receita cresceu 11,5%, para R$ 1,9 bilhão, e Ebitda avançou 0,8%, para R$ 540,3 milhões.


GRUPO MATEUS teve lucro líquido de R$ 241,9 milhões no segundo trimestre, queda de 38,9%. Receita cresceu 12,2%, para R$ 9,852 bilhões, e Ebitda caiu 12,1%, para R$ 681,6 milhões.


PETZ COBASI teve lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre, alta de 8,4%. Receita cresceu 7,9%, para R$ 1,7 bilhão, e Ebitda ajustado avançou 11%, para R$ 186,7 milhões.


AMERICANAS concluiu a venda de três das dez lojas deficitárias do Natural da Terra ao Oba Hortifruti. A operação total envolvendo os ativos é de R$ 69,3 milhões.


MBRF teve lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 69 milhões no segundo trimestre, queda de 19,5%. Receita cresceu 4,9%, para R$ 40,720 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 5,4%, para R$ 3,203 bilhões.


M. DIAS BRANCO teve lucro líquido de R$ 168,8 milhões no segundo trimestre, queda de 22%. Receita caiu 0,9%, para R$ 2,7 bilhões, e Ebitda recuou 17,5%, para R$ 284,4 milhões.


CYRELA teve lucro líquido de R$ 452 milhões no segundo trimestre, em linha com as projeções do Broadcast. Receita de R$ 2,481 bilhões também ficou em linha com o esperado.


JHSF teve lucro líquido de R$ 444,4 milhões no segundo trimestre, alta de 80,8%. Receita cresceu 88,5%, para R$ 935,3 milhões, e Ebitda ajustado mais que dobrou, para R$ 502,6 milhões.


TRISUL teve lucro líquido de R$ 44,9 milhões no segundo trimestre, queda de 10%. Receita cresceu 26,1%, para R$ 370,2 milhões.


EVEN teve lucro líquido de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre, queda de 37,2%. Receita recuou 64,7%, para R$ 201 milhões.


ALLOS acertou a venda de sua fatia de 60% no São Bernardo Plaza Shopping ao XP Malls por R$ 331,1 milhões. Operação considera cap rate de 9% e ainda depende de condições precedentes.


DASA reduziu o prejuízo para R$ 35 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 454 milhões um ano antes. Receita bruta caiu 10%, para R$ 2,414 bilhões, e Ebitda cresceu 53%, para R$ 446 milhões.


YDUQS reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 1,5 milhão no segundo trimestre. Receita cresceu 1%, para R$ 1,4 bilhão, e Ebitda avançou 4,5%, para R$ 392,9 milhões.


TOTVS aprovou emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures com vencimento em 2033. Recursos serão usados para resgatar antecipadamente a quinta emissão e alongar o perfil da dívida.


LWSA teve lucro líquido ajustado de R$ 65,7 milhões no segundo trimestre, alta de 48,7%. Receita cresceu 8,2%, para R$ 375,2 milhões, e Ebitda ajustado avançou 35,1%, para R$ 102,5 milhões…


… Empresa distribuirá R$ 23,4 milhões em dividendos, ou R$ 0,0425 por ação, com pagamento no dia 31. Ações ficam ex-dividendo em 19/8.


RANDONCORP teve prejuízo líquido de R$ 90,5 milhões no segundo trimestre, aumento de 159,3%. Receita cresceu 0,9%, para R$ 3,3 bilhões, e Ebitda avançou 19,4%, para R$ 440,4 milhões.


3TENTOS teve lucro líquido ajustado de R$ 14,4 milhões no segundo trimestre, queda de 86,3%. Receita cresceu 31,9%, para R$ 4,7 bilhões, e Ebitda ajustado com hedge caiu 64,3%, para R$ 78,7 milhões…


… A empresa aprovou recompra de até 5 milhões de ações, equivalentes a cerca de 4,43% dos papéis em circulação, pelo prazo de 18 meses.


FERTILIZANTES HERINGER teve prejuízo de R$ 37,2 milhões no segundo trimestre, aumento de 29%. Receita caiu 54,8%, para R$ 316,5 milhões, e Ebitda ficou negativo em R$ 3,4 milhões.


CVC. Fundos da Apex venderam cerca de 17 milhões de ações da companhia em meio à crise da gestora, segundo o Valor. Participação da Apex teria caído de 15% para cerca de 11%.


COSAN formalizou intenção de vender sua participação integral no TUP São Luís por R$ 300 milhões. Companhia poderá receber ainda earn-out de R$ 50 milhões condicionado à implantação de novo berço no terminal.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,6% US tech +1,2% US Semis +0,5%  UE +0,1% Espanha -0,2% VIX +14,6%. Bund 3,13%. T-Note 4,64%. Spread 2A-10A USA=+50,4pb B10A: ESP 3,56%  PT 3,46%  ITA 3,89%   FRA 3,94%. Euribor 12m 2,94%. USD 1,153. JPY 183,9. Ouro 4.350$. Brent 87,1$. WTI 81,3$. Bitcoin -0,3% (63.358$). Ether -0,0% (1.885$).


SESSÃO: As bolsas continuam em alta, marcando novos máximos históricos nos EUA. Após a boa temporada de resultados empresariais, agora veem-se impulsionadas pelo arrefecimento de expetativas de subidas de taxas de juros por parte da Fed. Ontem, os Preços Industriais confirmaram a desaceleração da inflação nos EUA e Barkin (Fed) defendeu manter taxas de juros sem alterações. Além disso, o mercado já relativiza as novas ameaças de Trump, que avisa sobre um “isolamento económico sem precedentes” contra o Irão e que incluiria, claro, o bloqueio do Estreito de Ormuz. Contudo, o preço do petróleo Brent mantém-se abaixo de 90 $, ontem retrocedeu -2% e hoje quase não reage a estas novas ameaças de Trump. Por último, hoje teremos dados de consumo nos EUA (Vendas a Retalho e Confiança do Consumidor da U. de Míchigan) que poderão enfraquecer, moderando ainda mais as pressões inflacionistas. Portanto, hoje o mais provável é que as bolsas continuem a subir, embora de forma moderada (+0,5%? ).

Elena Landau

 


Debates...

Eu ja "dobrei o cabo da boa esperança", o que me permite um olhar mais livre e menos preocupado com as patrulhas, em relação ao qu...