terça-feira, 28 de julho de 2026

Call Matinal

28/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2707)

MERCADOS

Na segunda-feira (27), o Ibovespa encerrou positivo, 0,74%, a 175.334 pontos, mas com o volume financeiro voltando ao padrão das últimas semanas. O Relatório Focus mostrou mais uma desaceleração nas expectativas de inflação, embora as projeções ainda permaneçam acima da meta. O dólar fechou em alta, 0,60%, a R$ 5,112, refletindo a menor atratividade do carry trade diante da possibilidade de cortes na Selic.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados, nesta terça-feira (28), operam sem um rumo definido, tanto em NY, como no resto do mundo. A influenciar, o desempenho das empresas de semicondutores.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,16%

S&P 500 Futuro: -0,09%

Nasdaq Futuro: -0,70%

Os índices futuros dos EUA operam sem direção única nesta terça-feira (28), à medida que a piora no desempenho das ações de fabricantes de semicondutores ofusca o alívio observado em outros setores, beneficiados pela queda dos preços do petróleo e pelo recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -1,16%

Nikkei (Japão): -3,95%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,41%

Nifty 50 (Índia): +0,03%

ASX 200 (Austrália): +0,60%

Mercados cairam fortes, pela má situação das empresas de semicondutores.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,07%

DAX (Alemanha): +0,32%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,02%

CAC 40 (França): +0,16%

FTSE MIB (Itália): -0,03%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -2,61%, a US$ 80,45 o barril

Petróleo Brent, -3,81%, a US$ 85,55 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,20%, a 741,00 iuanes (US$ 109,52)

Bitcoin, -2,35%, a US$ 63.384,16

Petróleo recua bastante diante da perspectiva de trégua no Oriente Médio. Brent está a US$ 89, caindo -7%.

 

Dia 2807

Dia de IPCA15 por aqui e de reunião do Fed nos EUA, além da tregua no Oriente Medio, o que vem derrubando pesado a cotação dos barris de  petróleo ja negociados abaixo de US$ 90. Não descartemos que o FOMC sinalize uma elevação da taxa FED Fund, na reunião de setembro. Ontem, a cotação do barril de petróleo fechou em forte queda, ampliando o movimento iniciado antes do fim de semana, com a pausa dos ataques entre EUA e o Irã. O Brent caiu 6,33%, para US$ 85,87, e o WTI, 7,5%, para US$ 82,61. A melhora de humor foi reforçada por declarações do presidente Trump, afirmando que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que Washington mantém “boas conversas” com Teerã. “Há uma chance de chegarmos a um acordo”. Na agenda desta terça-feira, destaque para os dados do setor externo de junho, que vem com déficit menor nas transações correntes, e para o IPCA-15 de julho, que deve desacelerar. No calendário corporativo, a expectativa é para o relatório de produção e vendas de Petrobras, após o fechamento do mercado.

 

Agenda

Terça-feira, 28/07

Brasil: Dados do setor externo de junho

Brasil: IPCA-15 de julho, que deve desacelerar

Brasil: Produção e vendas de Petrobras

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,1% EUA tech -0,2% EUA Semis -2,2% UE +0,1% Espanha +0,8% VIX 18,7% Bund 3,13%. T-Note 4,65%. Spread 2A-10A USA=+32pb B10A: ESP 3,59% PT 3,48% ITA 3,94% FRA 3,91% Euribor 12m 2,92% (futuro 12m 3,10%) USD 1,137 JPY 186,2/€ 163,7/$. Ouro 4.077$. Brent 87,8$. WTI 81,9$. Bitcoin +1,2% (64.917$). Ether +4,6% (1.945$).


:: SESSÃO. Hoje o tom é bastante negativo nas bolsas. Principalmente por um errático comportamento dos semis depois de ontem uma empresa chinesa anunciar que poderá começar a fabricar máquinas de litografia avançada. Máquinas que desempenham um papel crucial no fabrico de chips e que eventualmente competirão com os equipamentos que ASML desenvolve. Como consequência, Coreia do Sul cai ca. -10%, Japão -4% e os futuros em Nova Iorque vêm com quedas de -0,4%.

 

Ontem: petróleo ca. -10% até 87 $/barril após a decisão dos EUA de deter os ataques sobre o Irão e a saída bem-sucedida de CXMT (empresa de semis chinesa). Apresentavam um panorama favorável para bolsas e obrigações. Contudo, o anúncio da empresa chinesa, à primeira hora da tarde, de começar a fabricar máquinas para fabricar chips prejudicou tanto ASML (-8,5%) como o setor de semis em geral (-2%), deixando, assim, as bolsas com saldos praticamente planos, tanto na Europa como em Nova Iorque (+0,1%). Por sua vez, as obrigações tiveram uma pausa graças à queda dos preços do petróleo (T-Note -3 p.b.; 4,65%; Bund -4 p.b.; 3,13%), embora ainda se mantenha em níveis quiçá demasiado elevados.


Para hoje, a macro fica para segundo plano (Balança Comercial, Confiança do Consumidor nos EUA) e a atenção está nos semicondutores. O risco de crescente concorrência chinesa é um novo foco de preocupação para o mercado de sobreinvestimento em IA e que propicia realizações de lucros após umas reavaliações anuais que ainda se situam >60%. Na nossa opinião, quiçá as quedas sejam excessivas e se expliquem mais pelo bom comportamento do ano e um contexto de elevada volatilidade do verão do que por uma mudança de fundo nos fundamentos das empresas do setor. Os semis são praticamente imunes ao complexo panorama geoestratégico os lucros empresariais (EPS 2026e +84% vs. +23% no conjunto EUA), portanto, interpretamos as quedas como correções prudentes e não como um aspeto alarmante que oferecem oportunidades de entrada a níveis mais atrativos. 


Deixando de lado os semis, continuamos em plena temporada de resultados. Ontem, após o fecho europeu, LVMH publicou resultados 1S26 que, com aspetos positivos e negativos, não conseguem dissipar as dúvidas sobre o setor do luxo. E à primeira hora, Mercedes corta guias e antecipa queda de vendas em 2026 pela debilidade da procura na China. Hoje também publica Coca-Cola e, após o fecho europeu, ASMI, EssilorLuxottica, Kering… Todos serão no prelúdio dos eventos realmente importantes da semana: (i) a publicação de 4 de 7 Magníficas (na quarta-feira, Microsoft e Meta; na quinta-feira, Apple e Amazon) que certamente serão bons resultados, embora os investimentos de CAPEX que anunciem possam prejudicar. (ii) A reunião da Fed, amanhã, onde o mais provável é que K. Warsh se expresse de forma confusa e seja complicado extrair conclusões fiáveis. E (iii) inflações na Europa, que servirão para testar o impacto do novo aumento dos preços do petróleo em julho. Veremos…


CONCLUSÃO: Hoje arranca fraca como consequência do acontecido no setor de semis, que poderá melhorar um pouco ao longo da sessão, enquanto o petróleo se mantiver <90 $/barril e os resultados empresariais continuarem a dar apoio ao mercado.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: IPCA-15 antes do Fed*


… Na véspera da reunião do Fed, a embicada do petróleo não mudou as apostas altamente majoritárias de que o Comitê poderá sinalizar amanhã uma alta do juro americano em setembro. O risco de volatilidade continua elevado, já que nada está resolvido ainda no Oriente Médio, apesar de novas tentativas de negociação e da suspensão dos ataques entre Estados Unidos e o Irã. Na agenda desta terça-feira, destaque para os dados do setor externo de junho, que vem com déficit menor nas transações correntes, e para o IPCA-15 de julho, que deve desacelerar. No calendário corporativo, a expectativa é para o relatório de produção e vendas de Petrobras, após o fechamento do mercado.


TRUMP FALA EM ACORDO –O petróleo fechou em forte queda nesta segunda-feira, ampliando o movimento iniciado antes do fim de semana, com a pausa dos ataques entre Estados Unidos e o Irã. O Brent caiu 6,33%, para US$ 85,87, e o WTI, 7,5%, para US$ 82,61.


… A melhora de humor foi reforçada por declarações do presidente Trump, afirmando que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que Washington mantém “boas conversas” com Teerã. “Há uma chance de chegarmos a um acordo”, disse ele.


… Apesar da distensão, o conflito permanece longe de uma solução definitiva. O Irã negou negociações diretas com Washington, os Houthis reivindicaram novos ataques contra instalações petrolíferas sauditas e o tráfego no Estreito de Ormuz continua reduzido.


… No fim do dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou como “fabricadas” as reportagens recentes da mídia segundo as quais o seu país teria proposto conversas diretas com Washington.


… Chamou isso de uma invenção do outro lado e ressaltou que o foco atual do Irã é a defesa, afirmando que não há negociações em andamento.


… O risco de volatilidade, portanto, continua vivo e foi expresso por Trump ao dizer que “os ataques poderão ser retomados se os esforços diplomáticos fracassarem”. Na véspera do Fed, a queda do petróleo não reduziu as apostas em alta do juro em setembro.


… Na ferramenta do CME Group, as chances de um aperto naquele mês são projetadas em mais de 80%, atingidas no auge das tensões, quando o Brent voltou a bater os US$ 100: 55,7% esperam alta de 25 pontos, 25,8%, de 50 pontos, e só 18,5% esperam manutenção.


… Para o head de estratégia de mercado global da Ebury, Matthew Ryan, os investidores acreditam que, “no mínimo, o Fomc manterá aberta a opção de elevar os juros em setembro”, depois de decidir pela estabilidade da taxa nesta quarta-feira.


NETANYAHU EM WASHINGTON – Hoje, a reunião entre Trump e o primeiro-ministro de Israel deve oferecer novos sinais sobre a continuidade da trégua e das negociações. Sobre o encontro, o presidente disse que ambos estão bem alinhados no que diz respeito ao Irã.


… Em publicação no X antes da viagem, Netanyahu destacou que será sua oitava reunião com Trump, “mais do que com qualquer outro líder internacional”, e que na conversa desta terça-feira abordará “todos os temas que estão sobre a mesa, mas sobretudo o Irã”.


… O objetivo é claro, escreveu o premiê, “preservar a segurança de Israel, fortalecer seu poder e ampliar o círculo de paz ao nosso redor”.


… Segundo o NYT,Netanyahu deve apresentar informações de inteligência indicando que o Irã está ampliando suas instalações nucleares no complexo de Pickaxe Mountain e que o regime iraniano estaria mentindo ao afirmar que pretende dar continuidade às negociações de paz.


… Citando uma fonte em Jerusalém, o jornal afirmou que Israel descobriu provas de que centrífugas nucleares chegaram recentemente ao país e demonstrará ao presidente Donald Trump que Teerã não estaria negociando de boa-fé neste momento.


… Como um gesto a Trump, que mandou avisá-lo que não aceitaria sua visita de mãos vazias, o gabinete israelense aprovou a entrada de uma força internacional em Gaza, contrariando um princípio estabelecido anteriormente.


… Além de Netanyahu, Donald Trump também receberá hoje na Casa Branca o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.


CHINA – Discursando em evento da GM em Milford, Michigan, Trump disse que montadoras europeias, como BMW, Mercedes e Volkswagen, estão sendo “dizimadas” pelos carros chineses, ao defender tarifas abrangentes e a produção de veículos nos Estados Unidos.


… Ao mesmo tempo, a China cobrou os Estados Unidos a “corrigirem seus erros” e eliminarem completamente as medidas tarifárias unilaterais, após a imposição da sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos chineses no âmbito da investigação relacionada ao trabalho forçado.


… Segundo Pequim, os Estados Unidos usam a questão do trabalho forçado como pretexto para justificar novas barreiras comerciais, “apesar de não terem ratificado a Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930”.


… O governo chinês também acusou os Estados Unidos de “hegemonismo em IA” e afirmou que poderá adotar contramedidas após autoridades de Washington declararem que empresas chinesas podem ser alvo de sanções por suposta apropriação indevida de tecnologia americana.


… Já Trump reagiu dizendo que os Estados Unidos estão vencendo a China na corrida de inteligência artificial.


OMC – O Brasil apresentou nesta segunda-feira um pedido formal de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio contra as novas tarifas impostas ao País.


… A ação questiona tanto a sobretaxa de 25%, aplicada na investigação específica sobre o Brasil, quanto a tarifa adicional de 12,5% anunciada para um grupo de 60 países. Segundo o Itamaraty, as medidas são incompatíveis com as regras do comércio internacional.


… O governo continua estudando a Lei da Reciprocidade, mas busca equilibrar uma resposta para evitar impactos sobre o mercado interno.


CRISE DIPLOMÁTICA – Também a tensão entre Brasil e Argentina continuou escalando nesta segunda-feira.


… Depois de convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas e cobrar explicações do governo argentino, o Itamaraty passou a tratar como “muito grave” a ofensiva verbal do presidente Javier Milei contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes.


… Os integrantes do governo, porém, foram orientados a evitar ataques pessoais para não ampliar o desgaste diplomático.


… Ao longo do dia, Milei voltou a atacar o governo brasileiro nas redes sociais, repetiu críticas a Lula e ao STF e fez novas acusações, sem apresentar provas, de interferência do Brasil na eleição presidencial argentina de 2023.


… Em telefonema com Lula, o presidente chinês, Xi Jinping, deu apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e contra “interferências externas”.


DIA DE IPCA-15 – Principal destaque da agenda, o IPCA-15 de julho será divulgado pelo IBGE às 9h e deve confirmar a desaceleração da inflação e reforçar o cenário favorável para o Copom, que faz sua reunião de política monetária na semana que vem.


… Mediana das projeções (Broadcast) aponta alta de 0,21%, após 0,41% em junho, reduzindo o acumulado em 12 meses de 4,80% para 4,67%.


… A melhora deve ser sustentada principalmente pela deflação dos alimentos, especialmente produtos in natura, que mais do que compensará a alta esperada de passagens aéreas, energia elétrica e combustíveis.


… A expectativa é de queda de 0,84% nos preços da alimentação no domicílio, além de desaceleração dos preços livres e dos bens industriais.


… Além do índice cheio, investidores acompanharão a composição do indicador. A média dos núcleos de inflação deve desacelerar de 0,34% para 0,25%, sinalizando perda adicional de fôlego das pressões mais persistentes sobre os preços.


… Ainda assim, serviços e preços administrados devem permanecer pressionados, refletindo reajustes de energia e a alta das passagens aéreas.


… Na quinta-feira, serão importantes os dados do mercado de trabalho, com Caged e Pnad Contínua de junho.


MAIS AGENDA – Antes do IPCA-15, investidores acompanham a Nota do Setor Externo, às 8h30, com a mediana das projeções apontando para um déficit de US$ 2,3 bilhões em transações correntes em junho, após saldo negativo de US$ 3,185 bilhões em maio.


… Ao longo da manhã, o Tesouro realiza leilão de títulos (11h), enquanto o Banco Central promove leilão de swap cambial (11h30).


… Nos Estados Unidos, o destaque é o índice de confiança do consumidor de julho, medido pelo Conference Board (11h). A expectativa é de alta para 92,2 pontos, ante 91,2 em junho, em mais um indicador relevante para calibrar as expectativas às vésperas da decisão do Fed.


BALANÇOS – A temporada de resultados do segundo trimestre segue movimentando os mercados nesta terça-feira.


… Antes da abertura de Wall Street, divulgam seus números Boeing e Coca-Cola, enquanto, no Reino Unido, saem os balanços de Barclays e Rio Tinto. Após o fechamento dos mercados americanos, será a vez de Visa e Ford.


… Aqui, não estão previstos balanços nesta terça-feira, mas os investidores acompanham as teleconferências da Telefônica Brasil (Vivo), às 10h, e da TIM, às 11h, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, ontem à noite.


… A Vivo reportou lucro líquido de R$ 1,57 bilhão, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos móvel e fixo, expansão das margens e controle de custos.


… Já a TIM apresentou lucro líquido normalizado de R$ 1,04 bilhão, praticamente em linha com as expectativas do mercado, enquanto Ebitda e receita vieram acima das projeções, reforçando a continuidade do bom desempenho operacional da companhia.


PETROBRAS – Divulga relatório de produção e vendas do segundo trimestre hoje, após o fechamento do mercado.


VALE – Ainda no calendário corporativo, é grande a expectativa pelo balanço de Vale, nesta quinta-feira. A previsão das Prévias Broadcast é de um lucro de US$ 1,8 bilhão no segundo trimestre – o que, se confirmado, representará recuo de 10,8% ante o 2TRI25.


CURTAS DA POLÍTICA – A pesquisa AtlasIntel, que será divulgada nesta terça-feira, deve trazer a primeira leitura dos efeitos eleitorais do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.


… O levantamento também vai testar, pela primeira vez, um eventual confronto entre Michelle Bolsonaro e Lula no primeiro e no segundo turno.


… Já a pesquisa BTG/Nexus, nesta segunda, mostrou Lula com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o presidente aparece à frente, com 47%, ante 43% do senador.


ZEMA. O Partido Novo oficializou Romeu Zema como candidato à Presidência da República.


… O ex-governador de Minas Gerais afirmou que manterá a candidatura até o fim, descartou novamente a possibilidade de compor uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro e disse que a definição do companheiro de chapa deve ocorrer nas próximas semanas.


INDÚSTRIA. O pessimismo voltou a avançar entre os empresários industriais em julho. Levantamento da CNI mostrou que 26 dos 29 setores pesquisados estão sem confiança, enquanto apenas três permanecem otimistas.


… Segundo a entidade, a falta prolongada de confiança tende a adiar investimentos, contratações e decisões de aumento da produção.


REFORMA TRIBUTÁRIA. O Ministério da Fazenda informou que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS divulgarão até o fim de julho o calendário de obrigatoriedade dos novos documentos fiscais eletrônicos da reforma tributária.


… O governo também anunciou que lançará um programa de estímulo à conformidade para apoiar a fase de transição da CBS e do IBS.


PREVIDÊNCIA. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que não considera necessária uma nova reforma que aumente a idade mínima ou as alíquotas de aposentadoria, dizendo que o desafio deve ser enfrentado pela revisão de políticas que afetam as receitas da Previdência.


EM CIMA DA HORA – Às vésperas da bateria de importantes decisões globais de política monetária, a surpresa com o petróleo abaixo de US$ 90 desconstrói parte o estresse e chama os grandes BCs a administrarem a reviravolta.


… As apostas para os juros em setembro vêm afunilando nas últimas semanas para a tendência mais conservadora (aperto do Fed e pausa do Copom), mas o tombo do petróleo ressurge e ainda pode confundir as expectativas.


… Por enquanto, porém, o mercado mantém a precificação hawkish como majoritária, mesmo porque, até setembro ainda tem tempo e muita coisa pode rolar. Kevin Warsh, que já não gosta de dar guidance, pode ficar na sua.


… Galípolo também deve evitar se comprometer precocemente antes de saber se o alívio do petróleo vem pra ficar.


… Durante evento da XP, na última sexta-feira, ele já disse que ambientes de alta incerteza econômica exigem cautela e humildade na comunicação oficial, evitando o uso rígido de forward guidance para preservar a flexibilidade.


… Enquanto isso, o petróleo derrete com a pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã e a esperança renovada sobre as negociações para um possível acordo de paz, com todas as atenções hoje em Trump e Netanyahu.


… O tombo do Brent aliviou o temor inflacionário e desencadeou forte devolução de prêmios de risco na curva do DI.


… A curva ignorou a leve piora apontada pelo boletim Focus da mediana das estimativas para o IPCA do ano que vem (de 4,20% a 4,22%) e para 2028 (de 3,78% para 3,80%). Já a projeção para 2026 melhorou de 5,15% para 5,12%.


… No fechamento, o contrato do DI para Janeiro de 2027 caiu a 13,900% (de 13,960% no ajuste anterior); Jan/28, a 14,015% (de 14,167%); Jan/29, a 14,310% (de 14,457%); Jan/31, a 14,545% (14,632%); e Jan/33, 14,650% (14,699%).


… Com a pausa nos ataques ininterruptos das últimas duas semanas no Oriente Médio, as taxas dos Treasuries se sentiram à vontade também para o ajuste em baixa: Note-2 anos, 4,320%, de 4,330%; e 10 anos, 4,647%, de 4,678%.


… Descolado do cenário de risk-on, o dólar subiu, ou melhor, foi o real que caiu, porque desta vez não pôde contar com o suporte do petróleo caro, que vinha dando fôlego para as moedas de países produtores da commodity.


… Após o tombo do barril, o dólar à vista fechou em alta de 0,62%, negociado a R$ 5,1122, e destoou da estabilidade do câmbio lá fora, onde o índice DXY ficou praticamente estável (+0,07%, a 101,535 pontos), à espera do Fed.


… O iene, que acompanha a decisão do BoJ essa semana, subiu para 163,72 por dólar. Ontem, a premiê, Sanae Takaichi, falou sobre política fiscal e defendeu que o Japão abandone o pensamento “excessivamente austero”.


… A libra caiu 0,23% antes da reunião do BoE, para US$ 1,3290, e o euro fechou de lado (-0,03%), a US$ 1,1371.


NÃO MELOU – Em queda livre, o petróleo levou junto para o negativo os papéis da Petrobras (ON -3,15%, R$ 46,05; PN, -2,84%, a R$ 41,01), mas a onda de vendas não impediu o Ibovespa de reconquistar os 175 mil pontos.


… Vale e os bancos fizeram o contraponto para o índice à vista defender uma alta de 0,74%, aos 175.334,46 pontos. Como de costume, o giro continuou fraco: R$ 19,2 bilhões. A temporada dos balanços começa a agitar o pedaço.


… Santander, que abre amanhã a safra do setor financeiro, saltou 3,87% e fechou na máxima de R$ 27,36. Itaú PN ganhou 1,40% (R$ 42,69), Bradesco PN avançou 1,24% (R$ 18,71) e BB ON registrou impulso de 0,74% (R$ 20,50).


… Vale, que também vem aí com o seu resultado trimestral, na quinta-feira, subiu 0,60%, negociada a R$ 75,69.


… Como aqui, em Nova York, os investidores acionam a expectativa pelos balanços e lançam um foco especial de atenção sobre os planos de gastos das gigantes de tecnologia em inteligência artificial nos próximos trimestres.


… Houve desconforto ainda ontem com a informação na imprensa de que a China começou a desenvolver máquinas de litografia ultravioleta profunda, utilizadas para fabricar semicondutores, preocupando a concorrência americana.


… Os riscos falaram mais alto para o Nasdaq, que não aproveitou o alívio do petróleo e caiu 0,18%, a 24.932,08 pontos. O S&P 500 fechou estável (+0,02%), a 7.413,18 pontos, e o Dow Jones subiu 0,51%, a 52.210,08 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – A Fitch reafirmou em BBB os ratings do BANCO DO BRASIL de transações de fluxo futuro lastreadas em direitos de pagamento em dólares originados pelo banco, com perspectiva estável.


NATURA. S&P reafirmou o rating brAAA e alterou a perspectiva de estável para negativa, citando riscos de execução, custos de transformação e desafios na integração com a Avon.


HAPVIDA lançará em agosto a NotreDame Saúde, marca de planos voltada ao segmento premium, com rede credenciada de hospitais e laboratórios de alta complexidade.


WEG. Citi manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 49, destacando demanda sólida e menor exposição às tarifas de importação dos Estados Unidos.


ISA ENERGIA. JPMorgan rebaixou recomendação de compra para neutra e reduziu preço-alvo de R$ 30 a R$ 26,50.


SIMPAR teve receita líquida de R$ 11,25 bilhões no segundo trimestre, alta de 8,8% ante um ano antes. A alavancagem caiu para 2,8 vezes, menor nível desde o IPO.


GRUPO TOKY aprovou grupamento de ações na proporção de 20 para 1 para adequar a cotação dos papéis ao mínimo de R$ 1 exigido pela B3.


TUPY contratou R$ 600 milhões em financiamentos junto ao BNDES, com prazo de 60 meses, para otimizar a estrutura financeira e apoiar sua estratégia de crescimento.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Gustavo Franco

 


Holding Patrimonial

 


Holding patrimonial: a reforma tributária exige mais estratégia do que nunca


A reforma tributária trouxe um alerta importante para quem utiliza holdings patrimoniais. A cessão gratuita de um imóvel da empresa para uso de sócios ou familiares poderá, em determinadas situações, ser considerada uma operação tributável. A incidência de IBS e CBS dependerá da forma como o imóvel foi adquirido, da apropriação de créditos e da finalidade do bem dentro da holding.

Além dos novos tributos sobre o consumo, a operação também pode produzir efeitos no IRPJ e na CSLL, conforme o regime tributário, a escrituração contábil e a existência (ou não) de contraprestação. O consenso entre especialistas é que não existe uma regra única: cada caso deve ser analisado considerando a origem do imóvel, o histórico de créditos, a documentação e o efetivo uso do patrimônio.

Outro ponto relevante é o fortalecimento da fiscalização. Com o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), a Receita Federal passará a contar com uma base nacional integrada de informações sobre imóveis, aumentando significativamente sua capacidade de cruzamento de dados.

A mensagem para investidores e famílias é clara: estruturas patrimoniais continuam sendo instrumentos importantes de planejamento, mas exigirão governança, documentação e revisão periódica. Na nova realidade tributária, decisões que antes pareciam simples podem gerar impactos fiscais relevantes. Antecipar essa análise pode evitar custos e riscos no futuro.

BDM Matinal Riscala

 Segunda-feira, 27 de Julho de 2026.


*PETRÓLEO AMPLIA QUEDA NA SEMANA DO FED*

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

 

Aqui, o IPCA-15 de julho e os dados de emprego são os destaques…

que devem consolidar as apostas em corte de 0,25 ponto da Selic no Copom do dia 5


… Depois de quase duas semanas em que a guerra entre Estados Unidos e Irã dominou completamente os mercados, a nova queda do petróleo nesta segunda-feira permite que a agenda econômica – que está bastante carregada – volte a disputar o protagonismo. Com o Brent recuando 4% no eletrônico, investidores têm a chance de recalibrar as expectativas para inflação e juros às vésperas da reunião do Fed, nesta quarta-feira. Aqui, o IPCA-15 de julho e os dados de emprego são os destaques, que devem consolidar as apostas em corte de 0,25 ponto da Selic no Copom do dia 5. Em paralelo, a temporada de balanços acelera com as big techs em Nova York e pesos pesados na B3, incluindo Vale.


PAUSA NOS ATAQUES – O fim de semana confirmou a pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, reacendendo as expectativas de uma solução diplomática para o conflito, que, na sexta-feira, já reduziu parte do prêmio de risco incorporado ao petróleo.


… Depois de 13 dias consecutivos de bombardeios, Washington suspendeu as ofensivas no Oriente Médio para abrir espaço às negociações, numa decisão atribuída ao comandante das forças americanas na região, para quem a campanha atingiu o limite de sua eficácia.


… Ao mesmo tempo, Omã retomou os esforços de mediação, enquanto Paquistão e China passaram a articular uma nova tentativa de negociação entre os dois países. Teerã sinalizou que também interromperá seus ataques, enquanto os Estados Unidos mantiverem essa estratégia.


… A decisão foi reforçada por declarações do governo americano de que o objetivo é ampliar o espaço para a diplomacia, embora o presidente Donald Trump tenha reiterado que “todas as opções continuam sobre a mesa”.


… O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, porém, permanece em vigor no Estreito de Ormuz, e os houthis continuam pressionando o tráfego no Mar Vermelho, indicando que os riscos para a oferta global de petróleo ainda estão longe de desaparecer.


… Depois de acumular alta de 10% na semana passada, o Brent deixou o nível de US$ 100 e fechou em US$ 96,78 o barril, queda de 3%. No início do pregão eletrônico, nesta segunda-feira, o preço do barril ampliava a queda, negociado a US$ 93,04 (-3,86%).


… Os investidores iniciam a semana tentando avaliar se essa descompressão representa o início de uma solução mais duradoura ou apenas uma pausa temporária em um conflito que continua capaz de alterar rapidamente as expectativas para inflação, juros e crescimento.


… Nesse ambiente, a agenda econômica volta a ganhar protagonismo, com a reunião do Fed, os balanços das big techs americanas e a temporada de resultados no Brasil disputando espaço com os desdobramentos da guerra.


FED VEM ANTES DO COPOM – Desta vez não tem superquarta, a reunião do Fomc nesta semana deve manter os juros americanos inalterados, mas será importante para sinalizar as chances de um aumento este ano. Muitos investidores apostam em setembro.


… A pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã veio a calhar para aliviar um pouco o ambiente para o Fed, mas a mensagem de Kevin Warsh e da maioria dos dirigentes do Comitê sugere que a mensagem conservadora deve ser preservada.


… Principal destaque da agenda, o Fed tem alto potencial de influência sobre os ativos globais e sobre as expectativas para o Copom, que faz sua reunião na próxima semana, dias 4 e 5 de agosto, com a maioria apostando em um novo corte de 0,25pp da Selic.


… No caso do BC do Brasil, o que os investidores querem saber é se depois dessa queda haverá uma pausa no ciclo de calibração. Em sua participação na Expert XP, na sexta-feira, Gabriel Galípolo evitou dar qualquer pista sobre o que poderá vir por aí. 


… Além do Fed, também o BoE inglês (quinta-feira) e BoJ japonês (sexta-feira) fazem reuniões de política monetária.


MAIS AGENDA LÁ FORA – A semana internacional reserva outros testes importantes para as expectativas de juros, sendo os dois principais o PCE de junho e a primeira leitura do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos – ambos após o Fed, na quinta-feira.


… No mesmo dia, serão divulgados ainda os PIBs preliminares da Alemanha e zona do euro e, à noite, os PMIs de julho na China.


… Já na sexta-feira, os Estados Unidos voltam ao foco, com o PMI industrial (ISM) e o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, com as expectativas inflacionárias. Amanhã, terça, sai a confiança do consumidor americano do Conference Board.


… Hoje, a agenda inclui o índice de sentimento das empresas (IFO) na Alemanha e as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos (9h30).


NETANYAHU… – No campo político, o primeiro-ministro de Israel viaja amanhã a Washington para encontros com o presidente Donald Trump e outras autoridades americanas, em meio às tentativas de retomada das negociações no Oriente Médio.


… E ZELENSKY – Também está prevista para terça-feira uma reunião entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando deverá ser discutida uma nova proposta de cessar-fogo aéreo para o conflito com a Rússia.


IPCA-15 – Aqui, a agenda da semana também é importante, com a prévia da inflação de julho, além de dados do emprego e do setor externo e fiscal. O IPCA-15 de julho, antes do Copom, será divulgado amanhã, terça-feira, a uma semana do Copom.


… Após leituras benignas nos números de inflação de junho, a expectativa para o índice preliminar é de desaceleração para 0,21% em julho, segundo a mediana das estimativas do mercado apurada em pesquisa do Broadcast. Em junho, o IPCA-15 teve alta de 0,41%.


… A Pnad Contínua, com a taxa de desemprego, e o Caged – ambos referentes a junho – serão divulgados na quinta-feira (30), como indicadores importantes para atestar a desaceleração da economia brasileira, que deixa o BC mais confortável para reduzir a Selic.


… Na mesma quinta, o Conselho Monetário Nacional se reúne, enquanto o Banco Central divulga a nota de crédito de junho.


… Ainda referente a junho, saem as contas do setor externo amanhã, terça-feira, e na sexta-feira, os dados fiscais.


HOJE – O BC divulga o Boletim Focus (8h25), enquanto Gabriel Galípolo recebe o presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa às 16h.


BALANÇOS PESOS-PESADOS – A temporada de balanços ganha força nesta semana, com resultados de algumas das maiores empresas do mundo e do Brasil, que devem testar o apetite por risco, calibrando as expectativas para a atividade e os lucros corporativos no segundo semestre.


… Nos Estados Unidos, o destaque fica para as gigantes de tecnologia. A Meta e a Microsoft divulgam resultados na quarta-feira (29), enquanto Amazon e Apple apresentam seus números na quinta-feira (30), em uma semana decisiva para Wall Street.


… Também entram no radar empresas como Visa, Mastercard, Coca-Cola, Boeing, Ford, Procter & Gamble, Qualcomm, Chevron e Shell.


… Na Europa, a agenda inclui balanços de bancos como Barclays, Deutsche Bank, Intesa Sanpaolo, Lloyds, ING e NatWest, além de companhias como Anglo American, Airbus, Telefónica, Enel, AB InBev e Renault.


B3 – Aqui, a temporada também acelera, já com Vivo e TIM hoje, após o fechamento do mercado.


… Na quarta-feira (29), o foco se volta para o Santander, e, na quinta (30), para a Vale e a Ambev, dois dos balanços mais aguardados da semana por seu peso no Ibovespa. Também divulgam resultados Multiplan e EcoRodovias (quinta), Usiminas e AgroGalaxy (sexta-feira).


LULA X TRUMP – A escalada das tensões entre Brasil e Estados Unidos deve continuar no radar nesta semana.


… Em artigo publicado neste domingo no Washington Post, o presidente Lula voltou a rebater as justificativas do governo Trump para o tarifaço sobre produtos brasileiros, defendeu o Pix e reafirmou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade.


… O texto reafirma a disposição de manter o diálogo, mas sem aceitar “interferência externa” no processo eleitoral brasileiro.


… Em um trecho duro, o artigo de Lula referiu-se a Marco Rubio, afirmando que “nunca antes” um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. “Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, escreveu o presidente.


… O embate diplomático ganhou novos capítulos após o governo brasileiro negar vistos a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o País para discutir temas relacionados às eleições.


… Segundo o Estadão, o Planalto interpretou a iniciativa como tentativa de disseminação de dúvidas sobre o sistema de votação brasileiro.


… Paralelamente, o governo também prepara uma nova contestação das tarifas americanas na Organização Mundial do Comércio (OMC).


CURTAS DA POLÍTICA – O PL oficializou no sábado a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.


… A convenção em São Paulo foi marcada por um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem e a voz de Jair Bolsonaro, mensagens de apoio de Michelle e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, além de um discurso do presidente argentino, Javier Milei.


… O governador Tarcísio de Freitas lamentou a ausência do ex-presidente e afirmou que “dói” não ter Bolsonaro presente no evento.


… O governo brasileiro chamou o embaixador em Buenos Aires para consultas após os ataques feitos por Milei ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes durante a convenção do PL. Já o PT acionou o TSE e o STF contra a exibição do vídeo de IA com Bolsonaro.


… Ainda sem vice na chapa de Flávio, o nome do senador Astronauta Marcos Pontes passou a ser cogitado pelo PL nos últimos dias.


CAIADO. O PSD oficializou a chapa pura formada por Ronaldo Caiado para presidente e Gilberto Kassab para vice, em convenção no domingo.


… Em entrevista à CNN, Caiado reafirmou que pretende dar um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro no 1º dia de seu governo.


ZEMA. Nesta segunda-feira, o Novo oficializa a candidatura de Romeu Zema.


HADDAD. Convenção estadual do PT que sacramentou a escolha de Fernando Haddad como candidato a governador, no sábado, em Campinas, teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que falou sobre soberania nacional em seu discurso.


ALCKMIN. Lula deve estar presente na convenção do PSB, que confirmará Geraldo Alckmin como seu vice, na quarta-feira.


… O PT oficializará a candidatura do presidente Lula no próximo domingo (2).


PESQUISAS. AtlasIntel divulga amanhã, terça-feira, o primeiro levantamento após o tarifaço dos Estados Unidos, medindo os efeitos eleitorais da medida e testando cenários com Michelle Bolsonaro.


… A pesquisa Datafolha divulgada na noite de sexta-feira mostrou Lula com 48% contra 43% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.


PLANALTO. Acordo comercial entre Mercosul e Coreia do Sul é o tema de hoje da visita do presidente Lee Jae-myung ao presidente Lula.


VEIO A CALHAR – Menos por convicção e mais por uma correção técnica, o petróleo testou uma acomodação no pregão da sexta-feira e devolveu os US$ 100, com os esforços de diplomacia na guerra de volta às manchetes.


… Um dia depois do salto de 7%, o Brent estava no jeito para uma realização, ainda que parcial.


… A notícia de que o Paquistão tenta fazer o meio de campo e explora um caminho para retomar as negociações, após uma iniciativa liderada pela China, caiu como uma luva para a commodity corrigir parte do estresse.


… Mesmo assim, o Brent não caiu tudo o que havia subido na véspera, à espera do fim de semana.


… O petróleo ainda terminou a semana com rali acumulado de 9,85%, para dar a medida dos riscos, e continua despontando como driver muito importante a ser administrado nas próximas decisões de política monetária.


… Faltando pouco mais de uma semana para a reunião do Copom, Galípolo frustrou a expectativa do mercado de sinalização sobre a Selic. Durante a sua participação no evento Expert XP, só reafirmou a comunicação recente do BC.


… Disse que o cenário atual demanda juro em um patamar restritivo por um período mais longo. Segundo o Broadcast, a taxa implícita na curva do DI para o segundo semestre de 2028 precifica Selic de volta ao nível dos 15%.


… Nos últimos dias, cresceu entre os traders a percepção de que um corte do juro na semana que vem pode ser o último do ciclo. Apesar disso, a curva do DI se aproveitou na sexta-feira do alívio do petróleo para desarmar pressão.


… No fechamento, o contrato de juro para Janeiro de 2027 marcava 13,96% (de 14,045% no ajuste anterior); Jan/29, 14,445% (contra 14,675% na quinta-feira); Jan/31, 14,625% (de 14,850%); e Jan/33, 14,69% (de 14,880%).


… As taxas operaram em sintonia com os rendimentos dos Treasuries, que também colaram na queda do petróleo. O yield da Note de dois anos caiu para 4,330% (de 4,349% na véspera) e o de 10 anos recuou para 4,678% (de 4,699%).


… O de 30 anos voltou a 5,161% (de 5,167%). Analistas comentam que o rendimento da ponta longa segue próximo de 5,20%, perto do pico atingido em maio, e que é o trecho que mais tem refletido a perspectiva de gastos com a IA.


… Vira e mexe, o investidor alterna os sentimentos sobre este tema e migra da euforia à cautela com a inteligência artificial, na volatilidade que responde às incertezas sobre o medo de perder este trem e o medo de pegar este trem.


… Voltou à cena na sexta-feira o receio da bolha da IA, levando o Nasdaq a ignorar a acomodação do petróleo e cair 0,64%, aos 24.975,82 pontos. O S&P 500 também não quis arriscar. Fechou estável (+0,05%), a 7.411,99 pontos.


… “As preocupações quanto à capacidade de monetizar os enormes investimentos em IA podem continuar a pesar sobre o S&P 500, assim como a nova escalada das hostilidades no Oriente Médio”, aponta a Capital Economics.


… Só o Dow Jones ensaiou ganho mais consistente na sexta-feira (+0,46%) e terminou o dia aos 51.947,25 pontos.


OS HUMILHADOS SERÃO EXALTADOS? – Durante dois meses seguidos (maio e junho), analistas observaram a fuga do capital estrangeiro da B3, migrando para países emergentes mais expostos à IA, como Taiwan e Coreia do Sul.


… Julho, porém, quebrou esta tendência negativa e o fluxo gringo voltou a dar sinal de apetite pelo Brasil, com saldo mensal positivo de R$ 4,6 bilhões até aqui, levantando especulações sobre as razões para este interesse renovado.


… A BB asset avalia que os investimentos em ações ligadas à inteligência artificial no exterior podem estar saturados e que o investidor volta a enxergar a bolsa doméstica como uma janela de oportunidade.


… Poucos dias atrás, o Citi já havia notado o fluxo atraído pelo Brasil, que estaria funcionando como uma espécie de “hedge de IA”, com a “velha economia” contrabalançando os altos riscos assumidos nas apostas em tecnologia.


… Nem todo mundo, porém, confia que o volume desaplicado na IA possa sobrar para nós. “Se o aspirador virar um ventilador, não necessariamente esse dinheiro volta para o Brasil”, advertiu Thiago Salomão (Market Makers) à AE.


… Um ponto de atenção é a eleição presidencial em outubro e seus riscos sobre os desafios fiscais domésticos.


… Apesar de a curva do DI ter queimado prêmio na sexta-feira, o Ibovespa não desfrutou do alívio. Caiu 1,52% e, por muito pouco, não perdeu os 174 mil pontos. Fechou na mínima, aos 174.042 pontos, com giro de R$ 16,5 bilhões.


… Os papéis da Petrobras (ON, -2,36%, a R$ 47,55; e PN, -1,72%, a R$ 42,21) caíram junto com o petróleo.


… Vale recuou 0,58% (R$ 75,24), aproveitando para devolver parte do otimismo com os dados de produção e vendas do segundo trimestre e já acionando as expectativas para o balanço agendado para a próxima quinta-feira.


… As ações dos bancos caíram em bloco: Bradesco PN registrou desvalorização de 1,28%, a R$ 18,48; Bradesco ON perdeu 1,47% (R$ 16,09); Itaú, -1,08% (R$ 42,10); BB ON, -2,77% (R$ 20,35); e Santander, -1,09% (R$ 26,34).


QUANTO MELHOR, PIOR – Em termos de percepção de risco, o ajuste em queda do petróleo é muito bem-vindo. Só que nem tanto para o real, que se beneficia dos termos de troca na balança comercial do preço do barril mais caro.


… Desde que a guerra contra o Irã começou, no final do mês de fevereiro, a moeda brasileira acumula ganhos superiores a 1,5%, faturando em cima do fato de o Brasil ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo.


… Com a commodity mais barata na sexta-feira, o real perdeu fôlego e o dólar fechou estável (-0,06%), a R$ 5,0809.


… Se houver uma normalização gradual do mercado de petróleo, com o barril retornando para níveis próximos de US$ 80, a 4intelligence projeta câmbio a R$ 5,30 por dólar no fim de 2026, embutindo ainda o fator eleição.


… Em relatório a clientes, a casa observa que, até aqui, mesmo após a redução acumulada de 0,75 ponto da Selic no ano, a remuneração relativa dos ativos domésticos permaneceu elevada em comparação aos padrões internacionais.


… Como resultado, o Brasil ofereceu atratividade aos estrangeiros e preservou um importante suporte ao câmbio.


… Lá fora, um dia depois de o BCE ter mantido os juros estáveis, dirigentes do Banco Central Europeu reforçaram o sentimento que a evolução dos preços da energia será decisiva para a reunião de política monetária de setembro.


… Martin Kocher (Áustria) disse que a autoridade monetária está pronta para agir caso as perspectivas de inflação se deteriorem, enquanto Gabriel Makhlouf (Irlanda) afirmou que as pressões inflacionárias persistem.


… O economista-chefe do BCE, Philip Lane, considerou que o atual choque inflacionário é de magnitude média, que exige alguma atuação, mas não medidas agressivas, e que a inflação voltará à meta de 2% em 2027 “mais ou menos”.


… O euro operou de lado (-0,08%) na sexta-feira, cotado a US$ 1,1369, assim como a libra esterlina (+0,05%), a US$ 1,3320, e o iene (+0,03%), a 163,852 por dólar, justificando a apatia do índice DXY (+0,03%), aos 101,476 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – EMBRAER atingiu carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 16% ante um ano antes. As entregas cresceram 7%, para 65 aeronaves.


PETROBRAS. O conselho de administração elegeu William Vella Nozaki como diretor executivo de Transição Energética, em caráter interino, a partir de 1º de agosto.


BRAVA. O conselho de administração aprovou a OPA para a aquisição do controle da companhia lançada pela Ecopetrol…


… Citi reduziu o preço-alvo das ações da Brava de R$ 25 para R$ 23, mantendo recomendação de compra…


… A Brava informou que a campanha de perfuração de cerca de 100 poços no Rio Grande do Norte e na Bahia faz parte do curso normal dos negócios e não terá impacto material sobre os resultados.


ISA ENERGIA precificou o follow-on em R$ 27 por ação e levantará R$ 1,2 bilhão com a emissão de 44,4 milhões de ações preferenciais.


LOCALIZA. Dynamo elevou participação para 25,01% das ações preferenciais.

Call Matinal 2707

27/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2407)

MERCADOS

Na sexta-feira (24), o Ibovespa encerrou em queda de 1,52% aos 174.041,91pontos, pressionado principalmente pelas perdas de ações de grande peso, como bancos e Petrobras, após a forte retração do petróleo no mercado internacional. O índice acumulou alta de 0,27% na semana. No câmbio, o dólar praticamente eliminou as perdas do dia e fechou em R$ 5,0809, com leve baixa de 0,06%, movimento atribuído à queda do petróleo.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

O mercado nesta segunda-feira (27) se prepara para uma semana intensa, com resultados de gigantes da tecnologia e decisões sobre juros de bancos centrais, incluindo o Fed

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,88%

S&P 500 Futuro: +0,92%

Nasdaq Futuro: +1,54%

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta segunda-feira (27), enquanto as cotações do petróleo desabam após uma trégua nas hostilidades no Oriente Médio.

Ásia-Pacífico

 

 

 

* Shanghai SE (China), +1,15%

* Nikkei (Japão): +0,50%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +0,98%

* Nifty 50 (Índia): +0,82%

* ASX 200 (Austrália): +1,39%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,53%

DAX (Alemanha): +1,37%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,31%

CAC 40 (França): +0,47%

FTSE MIB (Itália): +0,34%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -6,39%, a US$ 83,63 o barril

Petróleo Brent, -7,04%, a US$ 89,98 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,27%, a 741,00 iuanes (US$ 109,42)

Bitcoin, +0,70%, a US$ 65.107,80

Petróleo cede bastante diante da perspectiva de trégua no Oriente Médio. Brent está a US$ 89, caindo -7%.

 

Dia 2707

Abrimos a semana observando as cotações de petróleo derretendo nos mercados, diante do cessar de ataques retaliatórios entre EUA e Ira. Lembremos que na semana passada o barril WTI subiu 9,2e o Brent (setembro), +9,85%, se aproximando de US$ 100. Agora, ambos caem fortes, o Brent, 7,4%, para menos de US$ 90 o barril, antes de reduzir as perdas com a suspensão, pelos EUA, de uma série de ataques contra o Irã que durava quase duas semanas. Esta pausa ocorre, enquanto autoridades iranianas e Omanitas negociavam a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, aumentando as esperanças de que a importante rota de trânsito de petróleo não sofra novas interrupções.

 

Para a semana de 27 a 31 de julho, temos alguns dos eventos mais relevantes para os mercados globais, com destaque para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Japão (BoJ). Nos Estados Unidos, investidores também acompanham a divulgação do PIB do segundo trimestre, do PCE (inflação preferida do Fed) e a continuidade da temporada de balanços, com quatro das gigantes da tecnologia entre os principais destaques: Microsoft e Meta na quarta-feira, além de Apple e Amazon na quinta-feira.

Agenda

Segunda-feira, 27/07

Brasil: Boletim Focus

EUA: Prévia das Encomendas de Bens Duráveis de junho

Call Matinal

28/07/2026 Julio Hegedus Netto, economista   MERCADOS EM GERAL   FECHAMENTO (2707) MERCADOS Na segunda-feira (27), o Ibovespa ...