quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Call Matinal 0511

05/11/2026
Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO (0411)

Na quarta-feira (04), o Ibovespa fechou em alta, pela primeira vez em seis pregões, com ganho de 1,23%, aos 167.563,47 pontos, e giro financeiro de R$ 32,9 bilhões, após ter despencado 19,5% desde o resultado-surpresa da eleição. Sobre o fluxo cambial total, fechou outubro positivo em US$ 18,151 bi, o financeiro, positivo em US$ 8,812 bi, o comercial, +US$ 9,339 bi. No acumulado de 2026, o fluxo cambial continua positivo em US$ 28,743 bi.



MERCADOS

Os índices futuros de NY operam em mistos nesta quinta-feira (05), após os ganhos da sessão anterior, impulsionados por uma forte queda no preço do petróleo e pela vitória democrata nas eleições de meio de mandato. Enquanto o alívio geopolítico e a perspectiva de menor pressão inflacionária favorecem parte do mercado, preocupações com possíveis restrições à expansão de data centers pressionam ações de tecnologia.



PRINCIPAIS MERCADOS







MERCADOS 5h30




EUA

Índices

Comentários




Dow Jones Futuro: +0,46%

S&P 500 Futuro: -0,03%

Nasdaq Futuro: -0,69%




Ásia-Pacífico








Shanghai SE (China), +0,10%

Nikkei (Japão): -1,79%

Hang Seng Index (Hong Kong): +3,67%

Nifty 50 (Índia): +2,51%

ASX 200 (Austrália): +2,61%




Europa








STOXX 600: +0,60%

DAX (Alemanha): +0,48%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,82%

CAC 40 (França): +1,27%

FTSE MIB (Itália): +0,41%




Commodities








Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 88,02 o barril

Petróleo Brent, +0,53%, a US$ 95,12 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,77%, a 691,00 iuanes (US$ 103,60)

Bitcoin, +0,54%, a US$ 80.513,04






Dia 0511

Veio sem supresas a decisão do Copom nesta quarta-feira (4). Manteve a taxa Selic em 13,75%, de olho nesta transição de ciclo de governo, preocupado sobre o que deve ser anunciado no front fiscal. Fez questão de deixar em aberto os próximos passos, não sinalizando que iria manter a Selic neste patamar por período prolongado, se teríamos um aperto maior ou um relaxamento adiante. Os boatos sobre o “tabelamento da Selic”, ruídos sobre uma proposta de André Lara Resende, serviram para turvar o horizonte. E é justamente isso que define os passos do BCB, a ancoragem, ou não, das expectativas. Em verdade, o BCB resolver dar um tempo, diante da instabilidade atual. As coisas se acalmando, um ajuste fiscal crível anunciado, pode ser que o ciclo de cortes seja retomado. Com esta preoucpação, o presidente Lula fará um pronunciamento neste fim de semana para acalmar o mercado financeiro, prometendo responsabilidade fiscal, o cumprimento de promessas de campanha e o anúncio de ajustes fiscais. Nos EUA, uma “onda azul” varreu o país de costa a costa, com a vitória dos democratas nas duas casas do Congresso, Câmara e Senado, além dos governos estaduais (eleições midterm). Uma boa notícia? Tudo dependerá dos próximos passos de Trump, num contexto já de atoleiro na guerra do Irã. Mesmo sem grandes perdas pelo lado americano, o impasse sobre o estreito de Ormuz, e a preservação de poder dos aiatolás continuam a reverberar. Continuamos vivendo de estocadas, aqui, acolá, e os fanáticos fundamentalistas nem pensam em passar o bastão. Uma pergunta que não quer calar, como achar que, não se metendo no Irã, nas barbaridades das facções terroristas, Hammas e Hezbolah, as coisas tendem a se normalizar? Não é isso que a história nos mostra. Basta lembrar 7 de outubro.



Agenda, 0511

03h30 – França: PIB (prévia do 3º tri)
05h00 – Alemanha: PIB (prévia do 3º tri)

05h00 – Espanha: PIB (prévia do 3º tri)
06h00 – Itália: PIB (prévia do 3º tri)
07h00 – Zona do euro: PIB (prévia do 3º tri)
08h00 – Portugal: PIB (3º tri)
09h00 – Brasil: IBGE – Pnad Contínua (set)
09h30 – EUA: Índice de Custo do Emprego (3º tri)
10h00 – Alemanha: CPI (prévia de out)
10h45 – EUA: ISM Chicago – PMI (out)
14h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação
17h00 – Brasil: Aneel – Bandeira tarifária de energia elétrica
22h30 – China: NBS – PMI composto (out)





Boa semana a todos !

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 

NY +1,5% US tech +1,0% US Semis -3,1% UEM +1,9% Espanha +2,9% VIX 16,6% Bund 3,27%. T-Note 4,89%. Spread 2A-10A USA=+32pb B10A: ESP 3,82% PT 3,68% ITA 4,31% FRA 4,77% Euribor 12m 3,30% USD 1,123 JPY 177,9/€ 158,4/$. Ouro 4.061$. Brent 94,6$. WTI 88,1$. Bitcoin +3,0% (80.157$). Ether +5,4% (2.416$).

 

:: SESSÃO. De descanso após a euforia de ontem. Sem grandes catalisadores, com a exceção do Banco de Inglaterra (BoE), que se unirá aos restantes bancos centrais com subidas de taxas de juros (+25 p.b.) até 4,00%, num contexto de inflação elevada (+3,5% a/a em set.).


Ontem vivemos uma sessão de risk on, subida para bolsas, com descida geral das rentabilidades das obrigações e forte correção do preço do petróleo bruto (-8,3%), que encadeia três sessões de quedas e volta a situar-se abaixo da barreira psicológica dos 100$/barr. O tom em alta esteve marcado pela vitória democrata nas midterms em ambas as Câmaras. Isto implica menos incerteza perante um possível bloqueio para a nova legislação até ao fim do mandato e limita a capacidade de Trump de impulsionar novas medidas fiscais e de despesa. Com tudo isso, os Treasuries reagiram com cortes das rentabilidades em todas as secções (T-Note: 4,89%; -8 p.b.), que contagiaram a Europa, especialmente as periféricas. Não obstante, os semis viram-se penalizados perante a possibilidade de uma supervisão regulatória e política sobre os centros de dados e IA mais restritiva.


Na frente macro, o IPC na Europa não surpreendeu, aumentando até +4,0% desde +3,8%. Isto aumenta a expetativa de subida de taxas de juros (+25 p.b.) até 2,75%/2,90% (Depósito/Crédito) por parte do BCE, na sua próxima reunião. Além disso, o Riskbank (Suécia) subiu taxas de juros (+25 p.b.) até 2,00%, num contexto de maiores pressões inflacionistas, por custos energéticos mais elevados e uma coroa mais débil.


Em linha com o Riskbank (Suécia), o BoE também fará o seu primeiro movimento de subida (+25 p.b.) até 4,00%, num contexto de inflação elevada (+3,5% a/a), enquanto o NorgesBank (Noruega) poderá manter as taxas de juros estáveis em 4,50%, após ter subido +50 p.b. este ano. Na Europa, conheceremos os Preços Industriais (10 h), que aumentarão alcançando duplo dígito, o que não deverá surpreender, tendo em conta o aumento do petróleo bruto em setembro (+14%).


Na frente micro, os resultados empresariais são mistos. Os de Qualcomm são melhores do que o esperado, mas as vendas de cartões para telemóveis dececionam e as guias para o 4T 2026 situam-se simplesmente em linha, provocando uma queda das ações de -7,5% no mercado fora de horas. Os números de Rheinmetall dececionam e reveem em baixa as guias do ano, enquanto Toyota bate (+17% em Tóquio).

 

:: CONCLUSÃO. Sessão com poucos catalisadores, de mais a menos com fechos planos ou ligeiros cortes à medida que se vai dissipando a alegria pós-eleitoral.

 

FIM

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Copom faz pausa; onda azul sacode mercados*


BC ganha tempo para avaliar a piora das expectativas de inflação e as incertezas fiscais após a reeleição de Lula, deixando as próximas reuniões em aberto


… O Copom fez uma pausa no ciclo de cortes e manteve a Selic em 13,75%, ganhando tempo para avaliar a piora das expectativas de inflação e as incertezas fiscais após a reeleição de Lula, deixando as próximas reuniões em aberto. Mas ontem o alívio veio de fora: a onda azul nas eleições americanas enfraqueceu Trump, derrubou o petróleo e provocou uma festa em Wall Street, com recuo dos Treasuries e do dólar. No Brasil, os juros futuros recuaram fortemente e o Ibovespa voltou a subir, enquanto cresce a expectativa por um pronunciamento de Lula. A agenda desta quinta-feira traz produção industrial, decisão de juros do Banco da Inglaterra e uma bateria de balanços na B3.


BC GANHA TEMPO – Diante da turbulência provocada pela reeleição de Lula e das incertezas sobre a política fiscal do próximo governo, o Copom optou por ganhar tempo. A decisão de manter a Selic em 13,75% interrompeu o ciclo de flexibilização, mas não o encerrou.


… Ao deixar em aberto os próximos passos, o BC afastou, por ora, a perspectiva de uma nova alta e preservou a possibilidade de retomar os cortes quando houver maior clareza sobre a equipe econômica e, sobretudo, sobre o compromisso do Lula 4 com a trajetória da dívida pública.


… O comunicado expôs o dilema enfrentado pelo BC: a inflação e as expectativas pioraram justamente quando a atividade econômica passou a dar sinais mais fortes de desaceleração. O Comitê reconheceu o cenário “desafiador” para a política monetária.


… A mudança de diagnóstico em relação à reunião de setembro foi expressiva. A atividade, antes descrita como em “moderação gradual”, passou a apresentar “moderação mais acentuada”, sobretudo nos setores cíclicos.


… E o mercado de trabalho, até então aquecido em setembro, continua resiliente, mas já mostra sinais de desaquecimento na margem.


… Na direção oposta, a inflação e as medidas subjacentes, que vinham desacelerando e estavam abaixo do teto da meta, ultrapassaram o limite de tolerância. As expectativas do Focus para 2026 subiram de 4,9% para 5,2%, e as de 2027 passaram de 4,3% para 4,8%.


… Mais significativa foi a revisão das projeções do próprio BC.


… A inflação estimada para 2027 saltou de 3,9% para 4,7%, e para 2026 avançou de 5,2% para 5,6%. No horizonte relevante da política monetária, que passou do primeiro para o segundo trimestre de 2028, a projeção subiu de 3,2% para 3,5%, afastando-se ainda mais da meta de 3%.


… Diante do cenário subitamente desfavorável, o BC também endureceu o tom da mensagem e retirou do texto a referência à definição da “magnitude total do ciclo de calibração” à luz de novas informações, presente no comunicado de setembro.


… A exclusão enfraquece a sinalização de continuidade dos cortes, mas não foi acompanhada de qualquer indicação de que o ciclo esteja definitivamente encerrado ou de que a Selic permanecerá em 13,75% por um período prolongado.


… A política fiscal continua no centro das preocupações. O BC reiterou que acompanha seus efeitos sobre os ativos financeiros e a política monetária, num ambiente de desancoragem das expectativas, depreciação cambial e aumento dos prêmios de risco.


… Ao pausar o ciclo, o Copom compra tempo para avaliar se a deterioração das expectativas será absorvida ou revertida.


… Na hipótese mais favorável, a definição da equipe econômica e a apresentação de medidas fiscais capazes de melhorar a percepção sobre a dívida pública poderão abrir espaço para novos cortes. Por enquanto, o BC preferiu não se comprometer com nenhuma direção.


A DURAÇÃO DA PAUSA – As primeiras avaliações dos economistas convergem na leitura de que a piora da inflação e das expectativas justificou a manutenção da Selic, mas divergem sobre a duração da pausa e a possibilidade de retomada dos cortes em 2027.


… Para Marco Caruso, economista-chefe do Santander, o BC não caracterizou a decisão como encerramento do ciclo de calibração nem sinalizou uma manutenção prolongada dos juros. “A melhor forma de preservar a possibilidade de voltar a cortar pode ser pausar agora.”


… O Santander prevê a Selic estável até o início de 2027.


… O Itaú destacou que, ao classificar a Selic como “substancialmente contracionista”, o Copom elevou “bastante a barra para novas altas” dos juros. “A sinalização é que, no cenário que o próprio Copom projeta, ele não pretende voltar a subir os juros.”


… O banco espera estabilidade nas próximas reuniões.


… Também o Bradesco prevê a Selic em 13,75% até dezembro, mas vê espaço para a taxa recuar ao intervalo de 12,5% a 13% em 2027, dependendo do câmbio, da atividade e da inflação. Para o banco, “o dilema entre a inflação e a atividade econômica começa a aparecer”.


… O Citi considera que a retirada da referência à magnitude total do ciclo sugere que o BC já não está mirando uma sequência de cortes, mas a avaliação de que a Selic está substancialmente contracionista indica que ainda há espaço antes de uma eventual alta dos juros.


… O Citi também espera manutenção da taxa nas próximas reuniões.


… O Barclays elevou a projeção de inflação para 2027 de 4% para 5% e reduziu a estimativa de crescimento do PIB de 1,3% para 1%. Entre os riscos inflacionários, Roberto Secemski cita a redução da jornada de trabalho, o novo IVA, o câmbio e os choques do petróleo.


… O banco prevê retomada dos cortes em meados de 2027, condicionada a um ajuste fiscal crível, com a Selic encerrando o ano em 12,25%.


… Do mesmo modo, a Capital Economics vê espaço para retomar os cortes em 2027, desde que o governo Lula adote medidas concretas para reduzir as preocupações fiscais. A consultoria preservou sua projeção de Selic em 11,75% no fim do próximo ano, com risco de alta.


MERCADO RESPIRA – Antes mesmo da decisão do Copom, os juros futuros tiveram forte queda, superior a 40 pontos-base nos vértices longos, acompanhando o recuo dos Treasuries e o tombo do petróleo.


… O alívio ganhou força com a informação de que o presidente Lula fará um pronunciamento à nação no fim de semana, sinalizando compromisso com as metas fiscais e medidas de ajuste, sem abandonar as promessas de campanha.


… Em sintonia com Wall Street, o Ibovespa interrompeu seis quedas e o dólar recuou em meio à melhora do apetite global por risco (abaixo).


A ONDA AZUL – A vitória histórica dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos impôs uma derrota contundente ao presidente Donald Trump, mudou a correlação de forças em Washington e provocou uma onda de alívio nos mercados globais.


… A conquista da maioria nas duas Casas do Congresso alimentou expectativas de contenção dos gastos públicos, menor agressividade comercial e, sobretudo, de uma saída para a guerra com o Irã. O petróleo despencou quase 9%.


… Também os rendimentos dos Treasuries e o dólar recuaram, enquanto Wall Street comemorou com um salto de 3% do Dow Jones.


… O resultado das midterms encerrou dois anos de controle republicano sobre o Executivo e o Legislativo e abriu caminho para uma oposição mais forte a Trump na segunda metade de seu mandato.


… Segundo projeções da Associated Press, os democratas já haviam conquistado até ontem 234 cadeiras na Câmara, acima das 218 necessárias para a maioria, e 54 assentos no Senado, onde precisavam de 51.


… A vitória também alcançou redutos tradicionalmente republicanos, como o Texas, ampliando o alcance político da chamada onda azul.


A GUERRA COBRA A CONTA – Donald Trump reconheceu que a disparada dos preços da gasolina provocada pela guerra com o Irã contribuiu decisivamente para a derrota republicana, mas disse não se arrepender da ofensiva.


… “Provavelmente essa foi a principal razão. O preço. Não a guerra, o preço”, afirmou. O vice-presidente, JD Vance, também atribuiu o revés eleitoral ao conflito, reforçando a percepção de que a Casa Branca poderá ser pressionada a rever sua estratégia no Oriente Médio.


… Trump afirmou que a guerra terminará “quando eu quiser que termine”, mas também sinalizou que poderá trabalhar com os democratas.


… Favorito para presidir a Câmara, o deputado Hakeem Jeffries defendeu o fim do conflito antes da posse do novo Congresso, em janeiro, “após o recado claro contra uma guerra que encareceu combustíveis, fertilizantes e alimentos e agravou a crise do custo de vida dos americanos”.


PETRÓLEO DERRETE – A perspectiva de uma solução diplomática para o conflito provocou uma liquidação nos contratos de petróleo.


… O Brent para janeiro chegou a cair 10% durante o pregão e encerrou em baixa de 8,66%, a US$ 94,62 o barril, voltando a ficar abaixo dos três dígitos. O WTI para dezembro recuou 8,29%, a US$ 88,12.


… A queda trouxe alívio às preocupações com a inflação global e com a necessidade de manutenção de juros elevados.


… O Swissquote avalia que o novo Congresso poderá ampliar a fiscalização dos gastos militares e pressionar por uma saída diplomática. Uma perspectiva de navegação mais segura pelo Estreito de Ormuz ajudaria a sustentar preços menores.


… Mas o otimismo está longe de ser consensual: o Rabobank vê pouco terreno comum entre Washington e Teerã e não descarta uma escalada das tensões nas próximas semanas. Já a Kpler lembra que Trump ainda terá dois meses para agir sob a atual composição do Congresso.


FESTA EM WALL STREET – A onda azul também surpreendeu os investidores pela intensidade da reação positiva dos mercados (abaixo).


… Para Mohamed El-Erian, professor da Wharton School e conselheiro da Allianz, a vitória democrata acompanhada da reação favorável das bolsas, dos juros e do petróleo representou um “duplo golpe” para os republicanos mais conservadores.


… O economista advertiu, porém, que os democratas não devem interpretar o resultado apenas como uma adesão às suas propostas, mas também como expressão da insatisfação dos eleitores com o governo.


… O desafio agora, diz ele, será apresentar uma agenda capaz de responder a esse descontentamento.


IA NA CONTRAMÃO – Nem todos os setores participaram da festa. A perspectiva de maior regulação sobre a inteligência artificial e de restrições à construção de data centers pressionou empresas ligadas à infraestrutura tecnológica.


… O índice de semicondutores da Filadélfia (SOX) caiu mais de 3%, enquanto Nvidia perdeu 3,12%.


… Em contrapartida, gigantes já estabelecidas, como Amazon, Microsoft e Alphabet, avançaram, diante da avaliação de que novas barreiras regulatórias podem dificultar a entrada de concorrentes.


… O Texas, que elegeu a democrata Gina Hinojosa para o governo e James Talarico para o Senado, tornou-se um foco dessas preocupações. Gina defendeu uma moratória para novos data centers até a adoção de regras mais rigorosas e Talarico propôs maior fiscalização do setor.


… A mudança política representa um revés para Elon Musk, que transferiu para o Estado as sedes da Tesla e da SpaceX e investiu pesadamente na campanha republicana. As ações da Tesla caíram 3,34% ontem na sessão regular.


AFTER HOURS – Os papéis da Qualcomm despencaram 7,52% no pregão noturno, após a companhia divulgar queda anualizada de 7% na receita do quarto trimestre fiscal, para US$ 10,4 bilhões, em meio à expansão por data centers.


TRUMP SOB PRESSÃO – A nova composição do Congresso também amplia os riscos políticos para o presidente.


… No mercado de apostas, a probabilidade de Trump enfrentar um processo de impeachment até o fim do mandato saltou para 77% na Polymarket e 76,7% na Kalshi. Isso não significa, porém, que afastá-lo será fácil.


… A condenação exige o apoio de dois terços dos senadores presentes, um obstáculo elevado, mesmo com a maioria democrata.


… Trump advertiu que uma tentativa de impeachment “destruiria o Partido Democrata” e sinalizou disposição para negociar com a oposição em algumas questões econômicas. Ao mesmo tempo, ameaçou recorrer ao poder de veto para barrar propostas dos adversários.


… O Rabobank avalia que o presidente poderá intensificar o uso de seus poderes executivos, testando os limites diante de um Congresso hostil.


ALÍVIO COM PRAZO DE VALIDADE? – A perspectiva de um governo dividido reduz o espaço para novos estímulos fiscais e cortes de impostos, mas também aumenta o risco de paralisia legislativa.


… O ING alerta que a disputa orçamentária poderá atingir seu ponto mais crítico em meados de 2027, com possibilidade de um novo shutdown. Para o banco, uma paralisação deixaria novamente o Fed sem estatísticas oficiais para suas decisões de política monetária.


TARIFAÇOS – O resultado eleitoral também foi recebido com alívio cauteloso por líderes internacionais, que esperam uma política externa americana menos combativa. Mas a mudança de comando no Congresso não significa uma alteração imediata da estratégia de Trump.


… O presidente já descartou reduzir as tarifas comerciais, sob o argumento de que a retirada das sobretaxas prejudicaria os investimentos industriais nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, disse que poderá trabalhar com os democratas em mais questões econômicas.


… Para o coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, o tarifaço contribuiu para elevar o custo de vida dos americanos e pesou no resultado das eleições. Segundo ele, a vitória democrata pode abrir espaço para um diálogo mais construtivo entre Washington e Brasília.


… Os avanços poderão ocorrer especialmente no agronegócio, com oportunidades de cooperação em proteínas e biocombustíveis.


AGENDA – A quinta-feira tem como destaque a produção industrial de setembro, divulgada pelo IBGE às 9h. A mediana do Broadcast aponta queda de 0,3% ante agosto, após recuo de 0,6% no mês anterior. Na comparação anual, a expectativa é de retração de 1,9%.


… A indústria deve continuar mostrando fraqueza, com algum suporte da atividade extrativa, impulsionada pela produção de petróleo, enquanto a transformação sofre os efeitos dos juros elevados, dos custos de energia e da demanda doméstica enfraquecida.


… Também às 9h, a S&P Global divulga o PMI de serviços de outubro, após marcar 49,2 pontos em setembro, em território de contração.


… Às 11h, o Tesouro realiza leilões de títulos prefixados, com ofertas de NTN-F e LTN.


… Na agenda política, Lula participa às 15h30 da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, no Palácio do Planalto. Às 19h, realiza mais uma live com o Exército de Lula, comandado pelo deputado André Janones.


BOE SOB PRESSÃO – No exterior, o principal evento é a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, às 9h.


… A expectativa é de alta de 25 pontos-base, para 4% ao ano, no primeiro aperto monetário britânico desde 2023, em resposta à persistência da inflação e ao choque dos preços da energia provocado pela guerra no Oriente Médio.


… A inflação britânica acelerou para 3,5% em setembro, bem acima da meta de 2%. Bank of America e Capital Economics avaliam que o aumento pode ser pontual, enquanto Wells Fargo e ING projetam outro aperto no primeiro trimestre de 2027.


AINDA LÁ FORA – Na Europa, saem as encomendas à indústria da Alemanha em setembro, que devem subir 3%, após tombo de 10,6% em agosto. Já as 7h, a zona do euro divulga os preços ao produtor, com previsão de alta de 2,5% no mês.


… Nos Estados Unidos, às 10h30, os pedidos semanais de auxílio-desemprego têm expectativa de 198 mil solicitações, ante 194 mil na semana anterior. No mesmo horário, o custo unitário da mão de obra no terceiro trimestre deve avançar 1,2%, após alta de 1,3% no segundo.


… Às 11h10, o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, participa de painel. Na Europa, Christine Lagarde fala às 13h.


… Às 16h, o Banco do México anuncia sua decisão de juros. A taxa básica está atualmente em 6,5% ao ano.


JAPÃO HOJE – O PMI de serviços subiu de 51,3 em setembro para 51,7 em outubro, permanecendo acima do patamar neutro de 50, ou seja, indicando expansão da atividade. Já o PMI composto caiu de 52,3 para 52,1.


BALANÇOS – No calendário internacional, Bombardier, no Canadá, e ConocoPhillips, nos Estados Unidos, divulgam resultados antes da abertura dos mercados. Também estão previstos números de Sony, Toyota e Cigna.


… Após o fechamento em Nova York, os destaques incluem Airbnb e Cloudflare.


NA B3 – Aqui, a agenda de resultados corporativos é carregada, com Porto Seguro divulgando seus números antes da abertura do mercado. Após o fechamento, saem os balanços de Suzano, Localiza, Lojas Renner, Allos, Assaí, Sabesp, Fleury, Eztec, Vivara e PetroReconcavo.


… No varejo, Lojas Renner deve apresentar lucro líquido de R$ 195 milhões no 3TRI, queda de 30% em relação ao 3TRI/2025. A receita líquida do varejo deve avançar apenas 0,3%, para R$ 3,089 bilhões, refletindo o consumo enfraquecido de vestuário e o endividamento das famílias.


… Para o Assaí, a expectativa é de lucro líquido ajustado de R$ 192 milhões, recuo anual de 1,5%, com receita líquida de R$ 19,2 bilhões, alta de apenas 1,5%. O atacarejo segue pressionado pelos juros elevados e pela dificuldade de recuperação das vendas.


TUDO AZUL – A impopularidade causada pela guerra de Trump contra o Irã, que custou derrotas importantes dos republicanos nas midterms, deu o start para a nova queda livre do petróleo e aliviou a pressão inflacionária global.


… A esse cenário mais favorável, somou-se a notícia de que Lula defenderá a agenda fiscal em cadeia nacional no domingo. A combinação dos dois gatilhos (petróleo e potencial política de corte de gastos) fez a festa nos negócios.


… A ponta longa dos juros futuros queimou mais de 40 pontos-base e alguns contratos furaram a marca dos 15%. O dólar voltou para a faixa de R$ 5,45 e o Ibovespa acordou do seu pesadelo vendedor vivido desde o segundo turno.


… Nem mesmo o tombo da Petrobras (ON, -7,64%, a R$ 53,40; e PN, -7,08%, a R$ 47,12) com o petróleo quebrou o clima na bolsa, que quis pegar carona no apetite externo e na expectativa de defesa da responsabilidade fiscal.


… Interrompendo o jejum de alta, o Ibovespa subiu pela primeira vez em seis pregões. Fechou com ganho de 1,23%, aos 167.563,47 pontos, e giro de R$ 32,9 bilhões, após ter despencado 19,5% desde o resultado-surpresa da eleição.  


… Ainda falta muito para a bolsa zerar toda a liquidação, mas é muito positiva a perspectiva de resolução rápida do conflito militar no Oriente Médio e, mais que isso, o aceno de Lula para acalmar o mercado sobre a condução fiscal.  


… Após os ruídos do episódio Lara Resende, lido pelo viés de um corte artificial da Selic para melhorar a trajetória da dívida pública, o investidor eleva a cobrança do compromisso público do governo com o rigor nas contas públicas.


… Acionado o risk-on ontem, profissionais relataram ao Broadcast a entrada de capital estrangeiro, trazendo fôlego para os papéis de bancos e da Vale, que saltou 3,49%, para R$ 62,35, impulsionada também pelo minério (+1,56%).


… Apesar disso, o papel ainda encontra dificuldades para reconquistar a barreira dos R$ 70.


… Entre os bancos, sobrou apetite por risco. No day after de seu balanço, Itaú PN subiu 3,17% (R$ 39,71). BTG unit saltou 5,96% (R$ 54,02); Santander, +5,43% (R$ 25,81); Bradesco PN, +3,69% (R$ 14,06); e BB, +1,85% (R$ 16,49).


LULA E TRUMP PISCAM – A sensação de que Lula não quer comprar briga com o mercado sobre o fiscal e de que, lá fora, Trump não tem mais capital político para bancar a continuidade da guerra derreteram os juros futuros.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2028 marcava 14,390% (de 14,632% no ajuste anterior); Jan/29, 14,785% (contra 15,135%); Jan/31, 14,990% (de 15,431%); Jan/33, 15,060% (de 15,509%); e Jan/35, 15,040% (de 15,486%).


… Embora sem influência nos negócios ontem, o resultado do emprego do Caged reforçou as evidências de desaquecimento gradual do mercado de trabalho, paralelamente à atividade econômica menos aquecida.


… Foram abertas 121,3 mil vagas com carteira assinada em setembro, abaixo da mediana da Broadcast, de 163,6 mil.


… Teoricamente, a derrocada do petróleo abaixo de US$ 95 teria potencial para provocar uma onda de vendas no real. Mas não foi o que se viu, porque o câmbio dispensou o apelo defensivo, diante do noticiário favorável do dia.


… Hoje, a moeda brasileira pode ampliar o gap de alta, diante da opção do Copom pela pausa da Selic, ao invés de corte, que mantém a atratividade do carry trade, favorecendo o interesse do fluxo de capital estrangeiro pelo Brasil.


… Se o mercado enxergar uma pausa mais longa no ciclo de flexibilização, pode sustentar ainda mais o câmbio, avaliou a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, à Broadcast. Ontem, o dólar caiu 0,64%, a R$ 5,4518.


… A moeda americana, que um dia antes havia cravado a máxima no ano, potencializou o alívio à tarde com a notícia de que Lula deve defender no pronunciamento superávits primários ao longo de todo seu quarto mandato.


SUCO DE LARANJA – O fracasso devastador do trumpismo nas eleições de meio de mandato acabou recebido com euforia pelas bolsas em Nova York, apesar da bandeira democrata de desmonte de parte da infraestrutura em IA.


… Falou mais alto para os investidores a esperança em um desfecho nos ataques ao Irã, na guerra cara e longa (mais de oito meses até agora), que puxou a inflação e despertou a insatisfação dos americanos com o custo de vida.


… O esvaziamento das preocupações com a inflação estimulou a busca por risco. O Dow Jones disparou 3,03%, a 53.356,12 pontos; o S&P 500 ganhou 1,58%, a 7.688,62 pontos; e o Nasdaq avançou 1,44%, a 25.736,51 pontos.


… Os principais índices de ações vinham ignorando nos últimos dias o alívio do petróleo, mas ontem tudo mudou.


… A garantia de que Trump terá de mudar sua estratégia militar e limitar o poder de gasto do Executivo encorajou o mercado a derrubar as taxas dos Treasuries: as da Note-2 anos caíram 4,576%, de 4,619% antes das midterms.


… Análise do ING, porém, aponta que a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro pode perder força nos próximos dias, diante da possibilidade de impasse político entre o Congresso democrata e o presidente republicano.


… O banco também avalia que uma economia americana ainda forte e pelo menos mais um aumento da taxa de juros pelo Fed devem limitar perdas maiores do dólar, que ontem relaxou com o petróleo e as eleições legislativas.


… A perspectiva de menor expansionismo fiscal e menos inflação levou o índice DXY a cair 0,30%, a 101,566 pontos. O iene subiu para 158,45 por dólar e a libra esterlina avançou 0,43%, para US$ 1,3474, na véspera da decisão do BoE.


… O euro ganhou 0,34%, a US$ 1,1232. Dois dirigentes do BCE assumiram discursos hawkish nesta quarta-feira.


… Klaas Knot, cotado para substituir Lagarde, disse que a inflação na zona do euro continuará sujeita a pequenos choques de alta e avaliou que BCE poderá ter de conviver com inflação acima da meta de 2% com maior frequência.


… O dirigente alertou que as pressões sobre o núcleo da inflação europeia e os seus efeitos de segunda ordem provavelmente se intensificarão, ampliando os desafios para a política monetária.


… Já Martins Kazaks defendeu aumento gradual dos juros contra o risco de a inflação se espalhar.


CIAS ABERTAS NO AFTER – AXIA ENERGIA teve lucro líquido de R$ 1,113 bilhão no terceiro trimestre, 53% abaixo do consenso do Broadcast. Ebitda de R$ 3,79 bilhões ficou 39,94% inferior às projeções…


… A companhia aprovou emissão de R$ 500 milhões em debêntures.


VIBRA teve lucro líquido de R$ 2,460 bilhões no terceiro trimestre, salto de 504% ante um ano antes. Receita ajustada cresceu 17%, para R$ 56,932 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 137%, para R$ 4,288 bilhões.


ENERGISA concluiu empreendimento de transmissão na região de Manaus 11 meses antes do prazo contratual, com investimento de R$ 234 milhões e receita anual permitida de R$ 22 milhões.


PRIO teve lucro líquido de US$ 521 milhões no terceiro trimestre, disparando 468% contra um ano antes. Receita cresceu 146%, para US$ 1,369 bilhão, e Ebitda avançou 268%, para US$ 1,13 bilhão.


CBA teve lucro líquido de R$ 616 milhões no terceiro trimestre, uma escalada de 367% contra um ano antes. Receita cresceu 18%, para R$ 2,7 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 142%, para R$ 565 milhões.


IRANI pagará R$ 13,9 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,06109 por ação, em 19 de novembro. Terão direito acionistas posicionados em 9 de novembro.


MOTIVA. JPMorgan reiterou recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 19,50 para dezembro de 2027, e elegeu a companhia como uma das preferidas do setor de transportes.


RUMO. JPMorgan reiterou recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 20 para dezembro de 2027, destacando perspectivas de geração de caixa e melhora nas tarifas de frete.


SIMPAR reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 35,2 milhões no terceiro trimestre. Receita cresceu 4,1%, a R$ 11,56 bilhões, e Ebitda avançou 19,9%, para R$ 3,48 bilhões.


MOVIDA. S&P Global destacou melhora operacional e manteve rating BB-, com perspectiva estável. Agência projeta relação entre geração de recursos operacionais e dívida de 20% a 21% em 2026.


VAMOS. JPMorgan rebaixou recomendação de overweight para neutro, citando alavancagem elevada e riscos associados à manutenção dos juros altos.


TEGMA teve lucro líquido de R$ 117 milhões no terceiro trimestre, alta de 46,5% ante um ano antes. Receita cresceu 19,9%, para R$ 760,6 milhões, e Ebitda avançou 11,1%, para R$ 129,8 milhões.


MILLS teve lucro líquido de R$ 130,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 94,5% ante um ano antes, beneficiado por efeitos não recorrentes. Receita avançou 2,1%, para R$ 492,9 milhões.


IOCHPE-MAXION reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 16,1 milhões no terceiro trimestre. Receita cresceu 15,8%, para R$ 4,404 bilhões, e Ebitda avançou 7,2%, para R$ 386,3 milhões.


LAVVI teve lucro líquido de R$ 90,7 milhões no terceiro trimestre, queda de 13% ante um ano antes. Receita registrou alta de 28%, para R$ 531,9 milhões, e Ebitda ajustado avançou 15%, para R$ 143,3 milhões.


TENDA teve lucro líquido de R$ 57,3 milhões no terceiro trimestre, queda de 48,7% ante um ano antes. Receita cresceu 10,5%, para R$ 1,25 bilhão, e Ebitda teve avanço de 12,2%, para R$ 174,5 milhões.


HBR REALTY fechou acordo para vender participações em três shoppings e um empreendimento comercial por R$ 937,7 milhões, sendo R$ 562,6 milhões à vista. Fechamento está previsto até 11 de novembro.


TOTVS teve lucro líquido ajustado de R$ 237,2 milhões no terceiro trimestre, queda de 8,8% ante um ano antes. Receita cresceu 13,2%, para R$ 1,977 bilhão, e Ebitda ajustado avançou 16,9%, para R$ 500,9 milhões.


MERCADO LIVRE teve lucro líquido de US$ 448 milhões no terceiro trimestre, alta de 6,4% ante um ano antes. Receita teve crescimento de 45%, para US$ 10,75 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 5%, para US$ 982 milhões.


SMARTFIT teve lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre, alta de 40% ante um ano antes. Receita cresceu 29%, para R$ 2,3 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 30%, para R$ 763 milhões.


PAGUE MENOS teve lucro líquido de R$ 93,6 milhões no terceiro trimestre, alta de 23,4% ante um ano antes. Receita subiu 5,4%, para R$ 4,06 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 7,2%, para R$ 278,8 milhões.


COGNA. BlackRock reduziu participação de 5,05% para 4,999% das ações ordinárias, mantendo exposição adicional de 0,290% por meio de derivativos.


GPA reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 220 milhões nas operações continuadas no terceiro trimestre. Receita caiu 9,6%, para R$ 4,1 bilhões, enquanto Ebitda ajustado cresceu 16,9%, para R$ 482 milhões.


C&A teve lucro líquido de R$ 170,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 145,1% ante um ano antes. Receita cresceu 2,3%, para R$ 1,88 bilhão, enquanto Ebitda ajustado pós-IFRS 16 recuou para R$ 317,6 milhões.


AZZAS 2154. BlackRock reduziu participação para 4,931% das ações ordinárias, equivalente a 10,2 milhões de papéis, em operação realizada em 30 de outubro.


DEXCO reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 161,9 milhões no terceiro trimestre. Receita cresceu 9,8%, para R$ 2,33 bilhões, e Ebitda ajustado recorrente avançou 31,6%, para R$ 585,4 milhões.


DAYCOVAL teve lucro recorrente de R$ 452 milhões no terceiro trimestre, queda de 4,7% contra um ano antes. Carteira de crédito expandida cresceu 24,4%, para R$ 80,1 bilhões, com ROAE de 22,4%.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Marcelo Battisti



Economista americano citado por Lara Resende diz que brasileiro propõe uma teoria sem histórico
Felipe Gutierrez


· John Cochrane, de Stanford que, acima de tudo, mercado precisa acreditar que haverá superávits duradouros nas contas públicas
· Uso de reservas para segurar o real desperta desconfiança no economista
O economista John Cochrane, da Universidade Stanford, cujo trabalho serve como uma das bases teóricas para a ideia de André Lara Resende de como derrubar a Selic (a taxa de juros básica da economia), afirmou que não há nenhum precedente histórico para as propostas do brasileiro, classificadas pelo americano como sofisticadas e intrigantes.
Para Resende, um dos formuladores do Plano Real, o problema fiscal está nos juros, não no gasto público. Ele propõe que um Conselho Fiscal e Monetário Nacional fixe uma faixa para a Selic, hoje em 13,75%, entre a meta de inflação (3%) e o crescimento nominal potencial do PIB (5,5%). Para chegar lá, o BC cortaria a taxa gradualmente até 7,5% em 12 meses e usaria as reservas para segurar o dólar (leia a íntegra aqui: https://andrelararesende.substack.com/.../eu-acuso-uma...).
A ideia é que os juros muito altos também podem causar inflação, e que, com a derrubada da taxa básica, não haveria essa pressão.
"Há muitos precedentes de pacotes de reformas em que a inflação para [de subir], a dívida é paga, e os juros despencam. Mas essas três coisas acontecem juntas. Isso não quer dizer que Resende esteja errado. Quer dizer apenas que estamos nos aventurando em um terreno teórico que pode funcionar, mas que nunca foi testado", respondeu ele nesta terça-feira (3), em sua página The Grumpy Economist (https://www.grumpy-economist.com/.../fisher-and-resende...).
Resende publicou seu texto em 25 de setembro, mas o conteúdo só começou a chamar a atenção do mercado depois que saíram notícias sobre um suposto encontro do economista, um dos responsáveis pelo Plano Real, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há um encontro marcado, mas pessoas ligadas ao governo, como José Sérgio Gabrielli (responsável pela elaboração do plano de governo da candidatura do presidente) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), elogiaram as considerações de Resende.
O economista brasileiro usa uma série de ideias para embasar suas propostas, entre elas, a teoria fiscal do nível de preços, de Cochrane, sobre a inflação: no fundo, é a política fiscal que determina a inflação, e não a política monetária.
Resende diz que o problema atual da dívida pública brasileira é causado pelos juros altos, e não pelo resultado fiscal primário (que exclui os juros). Ele afirma que "a taxa nominal de juros e a inflação estão positivamente, e não inversamente, correlacionadas como se convencionou acreditar".
Ele propõe uma série de medidas. Entre as principais, estão a ideia de estabelecer uma meta fiscal e monetária por um período de cinco anos e usar reservas internacionais para defender o real de desvalorização logo após uma queda dos juros básicos.
Um dos trechos que mais chamaram a atenção foi o seguinte: "O Banco Central anunciaria a redução gradual do juro básico, ao longo de cerca de 12 meses, para a taxa de crescimento nominal potencial (do PIB) mais um spread transitório de segurança de 2%, isto é, perto de 7,5% ao ano".
Cochrane é cético sobre a parte fiscal da proposta. Resende diz que a política fiscal deveria se concentrar em racionalizar e simplificar receitas e despesas. "‘Racionalizar e simplificar’ seria ótimo, assim como eliminar desperdício, fraude e abuso", diz o americano. Sobre as metas plurianuais, ele disse: "Bem, ‘metas’ são bonitas. Políticos as fazem o tempo todo. Mas daí as coisas acontecem".
Para Cochrane, o mecanismo só funciona se o mercado acreditar que o governo fará superávits no futuro, e isso exige instituições duradouras e não tanto metas. Ele cita como modelo um freio constitucional da dívida da Suíça, mas também diz que os suíços são poupadores patológicos. O economista também duvida de que o governo deixaria intocada uma economia de cerca de 8% do PIB: "O Brasil realmente não vai gastar um real a mais, ou cobrar um real a menos de impostos?".
A ideia de usar as reservas internacionais para conter desvalorizações do real é outro ponto de desconfiança. "Segurar a moeda tem uma longa e não muito bem-sucedida história na América Latina", escreveu. Para ele, se a queda dos juros de fato melhorar a situação do país, o real deveria se valorizar, e não se desvalorizar.
Cochrane diz preferir um pacote coordenado de reformas fiscal, monetária e microeconômica, como o dos anos 1990, quando o regime de metas de inflação veio acompanhado de medidas fiscais e de estímulo ao crescimento. Para ele, as reformas voltadas ao crescimento são as mais importantes. O americano não endossa nem rejeita a proposta de Resende. "Ideias são como filhos. Elas precisam encontrar seu próprio caminho."
Apesar das ressalvas, Cochrane elogia o texto de Resende em vários momentos. Logo na abertura, ele diz que o artigo é "intrigante" e que, mesmo sem concordar com tudo, considera as ideias do brasileiro "sofisticadas do ponto de vista econômico" e com "um argumento coerente". Ao tratar do risco de o corte de juros elevar a inflação no curto prazo, ele diz que Resende "resume bem" o problema.
O americano também diz que a estrutura da dívida brasileira, curta e atrelada à Selic, evita o mecanismo pelo qual a queda dos juros poderia pressionar os preços. Em outro trecho, ele diz que o argumento do brasileiro é mais sutil do que uma simples defesa de juros baixos, e chama de interessante a parte internacional da proposta, embora depois diga duvidar dela."

Call Matinal 0411

04/11/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0311)

Na terça-feira (03), o Ibovespa fechou em forte queda de 1.42%, a 165.528 pontos, volume de R$ 42,6 bi, pressionado principalmente por Petrobras e Vale. A preocupação com possíveis mudanças na condução da política econômica e da Selic pesou sobre os negócios, na véspera da decisão do Copom. Já o dólar subiu 0,79%, a R$ 5,487, enquanto os juros futuros avançaram, refletindo a cautela dos investidores com os rumos da economia brasileira. Tá feia a coisa.

 

 

MERCADOS

Principais Mercados

NY +0,3% US tech +0,6% US Semis +2,6% UEM -0,5% España -0,8% VIX 20,8% Bund 3,33%. T-Note 4,97%. Spread 2A/10A USA=+32pb B10A: ESP 3,93% PT 3,77% ITA 4,46% FRA 4,95% Euribor 12m 3,32%. USD 1,119 JPY 177,6/€. Ouro 3.930$. Brent 103,6$. WTI 96,1$. Bitcoin +1,4% (77.804$). Ether +1,7% (2.293$).

 

Dia 0411

Mercados acordando nesta manhã de quarta-feira refletindo a dura derrota de Donald Trum, nas eleições midterm ocorridas ontem. Uma nova composição de forças se estabelece a partir daí, com Trump tendo que tomar decisões primeiro pensando no Congresso. Na composição de forças, os democratas passam a ter 54 cadeiras no Senado, contra 44 dos republicanos e na Câmara, 231 a 139. Isso pode representar algum impacto ao mundo em conturbação que estamos vivendo atualmente. Só consideramos difícil encontrar algum candidato forte para as próximas eleições presidenciais, talvez alguém ligado ao grupo de Barack Obama. No mercado, dia de Copom e parece que o BCB deve ignorar os debates sobre as sugestões de André Lara Resende, e até manter o juro no patamar atual (13,75%), como quem diz, “eu não me dobro à pressões políticas”. Uma pausa no ciclo de quedas, até que se dissipem as incertezas sobre as políticas fiscal e monetária, daria tempo para uma reavaliação do cenário e permitiria retomar a calibração dos juros em condições mais favoráveis. Insistir no corte em meio ao estresse poderia ampliar a turbulência e colocar em risco a credibilidade do Copom. Aguardemos a reunião com o resultado a ser divulgado após as 18h30.

 

Agenda, 0411

Brasil

5h - IPC-Fipe de outubro, que deve desacelerar de 0,51% para 0,45%.

8h - FGV divulga o IPC-S Capitais de outubro.

14h30 - Ministério do Trabalho libera o Caged de setembro, com previsão de abertura líquida de 163.639 vagas formais

Banco Central informa o fluxo cambial semanal. 

Fenabrave apresenta hoje os dados de emplacamentos de veículos de outubro.

Resultados do terceiro trimestre, após o fechamento do mercado: Axia Energia, GPA, C&A, Dexco, Vibra Energia, Prio, Smart Fit, Tenda e Totvs.

Europa

PMI finais de serviços de outubro, com a Alemanha, zona do euro e Reino Unido. 

7h - prévia da inflação ao consumidor da zona do euro tem expectativa de aceleração da taxa anual de 3,8% para 4%.

Estados Unidos

10h15 - relatório ADP de emprego privado.

10h30 - balança comercial de setembro, com déficit estimado em US$ 107,8 bilhões.

11h45 - PMI final de serviços, seguido, ao meio-dia, pelo ISM de serviços, que deve subir de 54,9 para 55 pontos.

12h30 - Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo, com previsão de queda de 200 mil barris.

 

 

 

Boa semana a todos !         

BDM Matinal Riscala

 *COPOM DEVE OPTAR POR PAUSA NOS CORTES DA SELIC*


[04/11/26]


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato


... Dificilmente o BC irá contrariar a forte deterioração do ambiente financeiro e levar adiante o corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, esperado antes da reeleição do presidente Lula. Uma pausa no ciclo de quedas, até que se dissipem as incertezas sobre as políticas fiscal e monetária, daria tempo para uma reavaliação do cenário e permitiria retomar a calibração dos juros em condições mais favoráveis. Insistir no corte em meio ao estresse poderia ampliar a turbulência e colocar em risco a credibilidade do Copom. Trata-se, sem dúvida, da reunião mais difícil presidida por Gabriel Galípolo, em meio a uma enorme expectativa do mercado. O resultado será divulgado após as 18h30.


*COPOM NA BERLINDA* – A manutenção da taxa Selic em 13,75% tornou-se o cenário majoritário, diante da forte deterioração das condições financeiras, da piora das expectativas de inflação e das incertezas sobre a política fiscal do próximo governo.


... A ausência de sinalizações concretas sobre o ajuste das contas públicas e a composição da equipe econômica elevou os prêmios de risco, provocou forte depreciação cambial e abriu a curva de juros futuros, que já incorpora expectativas de novo aperto monetário em 2027.


... A discussão em torno das propostas de André Lara Resende para um novo desenho da política monetária acrescentou uma fonte de incerteza.


... As negativas do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que as propostas estejam em avaliação no governo não foram suficientes para tranquilizar o mercado. Até porque sua permanência no cargo durante o Lula 4 é considerada improvável.


... Nesta terça-feira, o primeiro Focus após a eleição confirmou a dimensão da deterioração das expectativas. 


... A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, enquanto a estimativa para 2027 saltou de 4,34% para 4,76%. A piora alcançou também os horizontes mais longos, com as projeções para 2028 indo de 3,75% para 4% e as de 2029, de 3,5% para 3,98%.


... No câmbio, a projeção para o dólar em dezembro deste ano saltou de R$ 5,05 para R$ 5,34, enquanto a estimativa para o fim de 2027 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,40. Para a Selic, o consenso passou de 13,25% para 13,50% no fim de 2026 e de 11,75% para 12,50% em 2027. 


... O movimento reforça a percepção de que o mercado já não espera apenas uma interrupção temporária dos cortes, mas também uma trajetória de juros mais elevados nos próximos anos. As opções digitais negociadas na B3 apontam predominância das apostas de manutenção da Selic.


... Ontem, XP e Santander também abandonaram a previsão de queda de 0,25 ponto porcentual na reunião de hoje. Para Marco Antonio Caruso (Santander), pausar o ciclo neste momento seria a forma mais confiável de preservar a possibilidade de novos cortes adiante. 


... Sérgio Goldenstein (Eytse Estratégia) também considera a pausa a alternativa mais adequada, diante da deterioração do balanço de riscos.


... Segundo ele, a elevação dos prêmios de risco, a depreciação cambial e a piora das expectativas de inflação representam a materialização de riscos altistas já identificados pelo próprio Copom, em especial a desancoragem das expectativas e o câmbio persistentemente depreciado.


... Goldenstein estima que a projeção de inflação do BC para o segundo trimestre de 2028, novo horizonte relevante da política monetária, possa chegar a 3,5%, ante os 3,1% projetados em setembro para o mesmo período e os 3,2% previstos para o primeiro trimestre.


... Já no câmbio, alerta para uma particularidade: a média em dez dias úteis usada pelo Copom ficou próxima de R$ 5,20, enquanto o dólar já ronda R$ 5,50. Se a depreciação persistir, parte das pressões inflacionárias poderá não estar integralmente refletida no cenário de referência.


... O economista chama atenção ainda para a combinação de choques de custos, incluindo o petróleo acima de US$ 100, o risco de reajustes dos combustíveis, os possíveis efeitos do El Niño sobre alimentos e energia e o impacto da redução da jornada de trabalho. 


... O principal argumento em favor da pausa está nos riscos de um corte adicional de apenas 0,25 ponto porcentual. 


... Na avaliação de Goldenstein, se a decisão fosse interpretada como uma postura excessivamente tolerante diante da piora inflacionária, poderia provocar nova abertura da curva de juros, pressão sobre o câmbio e maior deterioração das expectativas.


... O resultado seria um aperto das condições financeiras capaz de neutralizar, ou até superar, os benefícios da redução da Selic.


... Há, contudo, fatores que recomendam cautela antes de concluir que a Selic precisará voltar a subir. 


... A atividade econômica apresenta sinais de desaceleração, especialmente nos setores mais sensíveis aos juros, enquanto a restrição do crédito, o aumento da inadimplência e a piora das condições financeiras tendem a conter a demanda. 


... A própria abertura da curva de juros já representa um aperto adicional, independentemente da decisão do Copom. Goldenstein projeta crescimento de apenas 0,5% para o PIB em 2027 e não considera que o estresse recente, por si só, justifique novas altas da taxa básica.


... Para o comunicado, ele espera um tom mais conservador, com reconhecimento da piora do balanço de riscos e da necessidade de acompanhar a evolução das condições financeiras, sem declarar encerrado o ciclo de cortes nem descartar a possibilidade de retomá-los.


... A pausa permitiria ao Banco Central ganhar tempo até que haja maior clareza sobre a política fiscal, preservando a flexibilidade para voltar a calibrar os juros caso o cenário se torne mais favorável. Assim, 2027 e até mesmo dezembro continuam sendo opções vivas.


*BDM LIVE* – Horas antes da decisão do Copom, hoje, às 12h, Rosa Riscala e Téo Takar entrevistam Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, sobre as perspectivas para a Selic e os desafios diante da deterioração do cenário fiscal e financeiro após as eleições.


*JUROS SEM TABU* – Em meio à enxurrada de críticas à proposta de André Lara Resende há duas perguntas incontornáveis: Por que o Brasil convive há tanto tempo com uma das maiores taxas reais de juros do mundo? E qual é o peso dessa política sobre a trajetória da dívida pública?


... Em artigo publicado em setembro, intitulado Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos, Lara Resende sustenta que o principal motor do desequilíbrio fiscal não é o déficit primário, mas o custo de financiamento da dívida, que já consome mais de 10% do PIB ao ano.


... Enquanto a dívida bruta custa quase 13% ao ano, o PIB nominal cresce cerca de 7%, tornando insustentável a trajetória do endividamento. Para ele, nenhum ajuste nas contas primárias seria capaz de compensar essa diferença sem provocar uma recessão profunda.


... Assim, o economista propõe uma mudança profunda na condução da política monetária, que permitiria reduzir rapidamente o custo da dívida pública, melhorando a perspectiva fiscal e contribuindo, segundo sua tese, para a estabilidade dos preços.


... Para isso, André Lara Resende propõe a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), responsável por estabelecer metas fiscais e monetárias para um horizonte de quatro a cinco anos, incluindo uma banda para a taxa básica de juros.


... A Selic seria reduzida para um intervalo entre 3% e 5,5%, um cálculo que toma como referência um piso equivalente à meta de inflação, hoje em 3%, e um teto correspondente à soma dessa meta com o crescimento potencial da economia, estimado em 2,5%. 


... A transição seria gradual: ao longo de aproximadamente 12 meses, a taxa cairia para perto de 7,5%, incluindo uma margem temporária de segurança de dois pontos porcentuais.


... André Lara Resende também prevê intervenções do Banco Central para suavizar eventuais pressões cambiais decorrentes da saída de capitais especulativos, utilizando parte das reservas internacionais, superiores a US$ 350 bilhões.


... A proposta provocou forte reação entre economistas e instituições financeiras, que questionam sobretudo a possibilidade de reduzir os juros sem comprometer a ancoragem das expectativas de inflação, a estabilidade cambial e o financiamento da dívida pública.


... Lara Resende, porém, rejeita a caracterização de sua proposta como tabelamento dos juros e diz que há “má-fé” nessa leitura. Ao jornalista José Paulo Kupfer (UOL), ele afirmou que sempre foi contrário a qualquer tipo de tabelamento.


*SÓ DEPOIS DA COP* – Lula somente deverá anunciar os primeiros nomes de seu novo ministério após retornar da COP31, na Turquia, segundo informações que circulam em Brasília – o que significa que o mercado ainda poderá ter mais alguns dias de incertezas.


... O presidente participará da conferência climática nos dias 11 e 12, e depois segue para a cúpula da Asean, nas Filipinas, nos dias 14 e 15.


... Para as duas viagens, Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, em nova sinalização de aproximação com o Congresso. Segundo o Estadão, os convites foram feitos na semana passada e ainda estão sob avaliação dos parlamentares.


... O PT já declarou apoio à reeleição dos dois presidentes das Casas em 2027. Enquanto Motta reúne apoio de partidos do Centrão, Alcolumbre enfrenta a possibilidade de uma candidatura do PL, que terá 28 senadores na próxima legislatura e poderá disputar o comando da Casa.


*PEC DA SEGURANÇA* – O Senado aprovou ontem, em segundo turno, por 75 votos a zero, a PEC da Segurança Pública, numa vitória do governo Lula, que conseguiu impedir a inclusão da redução da maioridade penal no texto. 


... Por uma margem apertada, de 38 a 36, os senadores decidiram deixar o tema para discussão posterior. A proposta segue para promulgação.


... A PEC amplia a integração das forças de segurança no combate ao crime organizado, permite a criação de polícias municipais e destina mais recursos ao setor. Com a aprovação, Lula poderá cumprir a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública.


*ORÇAMENTO/2027* – Ainda ontem, o senador Eduardo Braga (MDB) foi indicado relator da peça, que o governo pretende aprovar até 17/12.


... Com a definição do relator, a equipe econômica poderá enviar uma mensagem modificativa, remanejando recursos para acomodar o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, sem elevar o total de despesas previsto nem alterar a meta fiscal, segundo o Ministério do Planejamento.


*MIDTERMS* – Democratas saíram na frente na apuração das eleições americanas, na Câmara e no Senado, enquanto os mercados acompanham os resultados em busca de sinais sobre a força política de Donald Trump na segunda metade de seu mandato.


... Os futuros de Nova York perderam o fôlego inicial e passaram a cair, acompanhados pelos rendimentos dos Treasuries. Segundo o ING, o dólar pode ser pressionado, tanto pelo risco de paralisia política quanto por possíveis efeitos sobre o entusiasmo dos investidores com a IA.


... A IA entrou no debate eleitoral diante das críticas aos incentivos fiscais para data centers, ao consumo de energia e água e aos impactos dessas instalações sobre as comunidades. Uma maioria democrata no Congresso poderia abrir espaço para maior escrutínio e restrições ao setor.


... O Brown Brothers Harriman avalia que uma vitória democrata nas duas Casas deve ter reação moderada, por já estar incorporada às apostas. Mas, no início da madrugada, os futuros das bolsas em Nova York caíam forte. 


... Se confirmada, a onda azul, com vitória democrata nas duas Casas, poderá ampliar os obstáculos à agenda de Trump e aumentar o risco de impasses fiscais, incluindo negociações sobre o teto da dívida e paralisações do governo.


... As eleições de meio de mandato também funcionam como um referendo sobre o governo Trump, em meio à insatisfação dos eleitores com a inflação, o custo de vida e os preços da energia, agravados pela guerra com o Irã.


*AFTER HOURS* – Os balanços de empresas ligadas à inteligência artificial animaram o pós-mercado em Nova York. 


... A AMD subiu 5,02%, após superar as expectativas de receita e lucro, impulsionada pela forte demanda por chips para data centers. A receita dessa divisão saltou 97%, para US$ 8,5 bilhões, enquanto a companhia projetou faturamento de US$ 17 bilhões para o quarto trimestre.


... A Super Micro Computer avançou 7,20%, depois de divulgar lucro acima das previsões e receita recorde de US$ 19,95 bilhões, quase quatro vezes o faturamento registrado um ano antes.


*ITAÚ* – No Brasil, o Itaú Unibanco divulgou, também após o fechamento, lucro líquido gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre, alta de 6,2% em um ano e em linha com o consenso. No after hours, os ADRs de Itaú recuaram 0,14%. 


... O banco realiza teleconferência sobre o balanço hoje, às 8h.


... Em entrevista à Broadcast, Renato Lulia, diretor de Estratégia Corporativa, alertou que o cenário para o crédito deverá ser mais restritivo em 2027. Ele também antecipou desaceleração das receitas com serviços e seguros, que devem encerrar o ano próximas ao piso do guidance.


... Leia abaixo, em Cias Abertas, os demais resultados divulgados ontem à noite!


*BALANÇOS DE HOJE* – Na B3, nove empresas divulgam resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira, todas após o fechamento do mercado: Axia Energia, GPA, C&A, Dexco, Vibra Energia, Prio, Smart Fit, Tenda e Totvs.


... O destaque é a Axia, que deve apresentar lucro líquido de R$ 2,39 bilhões, alta de 63% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o consenso Prévias Broadcast, apesar da sazonalidade desfavorável para a geração de energia e dos baixos preços no mercado spot.


... A companhia chega ao balanço em meio à pressão sobre as ações do setor elétrico, após os deságios agressivos no recente leilão de transmissão levantarem preocupações sobre a rentabilidade dos projetos e a concorrência de estrangeiras com acesso a financiamento mais barato.


... Nos Estados Unidos, o McDonald's divulga resultados antes da abertura, com projeção de lucro de US$ 3,38/ação. Após o fechamento, é a vez da Qualcomm, com estimativa de US$ 2,17/ação. A AIG também apresenta seu balanço, com expectativa de ganho de US$ 1,88/ação.


*MAIS AGENDA* – A quarta-feira começa às 5h com o IPC-Fipe de outubro, que deve desacelerar de 0,51% para 0,45%, segundo o Broadcast, com o alívio da energia elétrica compensando parcialmente a pressão dos alimentos. Às 8h, a FGV divulga o IPC-S Capitais de outubro.


... Às 14h30, o Ministério do Trabalho libera o Caged de setembro, com previsão de abertura líquida de 163.639 vagas formais, após a criação de 165.827 postos em agosto. No mesmo horário, o Banco Central informa o fluxo cambial semanal. 


... Sem horário definido, a Fenabrave apresenta hoje os dados de emplacamentos de veículos de outubro.


... No exterior, a madrugada traz uma bateria de PMIs finais de serviços de outubro, com a Alemanha, zona do euro e Reino Unido. 


... Ainda na Europa, às 7h, a prévia da inflação ao consumidor da zona do euro tem expectativa de aceleração da taxa anual de 3,8% para 4%, enquanto o núcleo deve permanecer em 2,5%.


... Nos Estados Unidos, o relatório ADP de emprego privado (10h15) deve mostrar criação de 70 mil vagas em outubro, após 90 mil em setembro. 


... Ontem, o relatório JOLTS mostrou aumento das vagas abertas de 7,190 milhões em agosto, dado revisado, para 7,523 milhões em setembro, acima da previsão de 7,125 milhões. A grande expectativa é para o payroll, na sexta-feira. 


... Às 10h30, os Estados Unidos divulgam a balança comercial de setembro, com déficit estimado em US$ 107,8 bilhões. Às 11h45, sai o PMI final de serviços, seguido, ao meio-dia, pelo ISM de serviços, que deve subir de 54,9 para 55 pontos.


... Às 12h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo, com previsão de queda de 200 mil barris.


... À noite, o Japão divulga (20h50) a ata da penúltima reunião do BoJ, seguida pelos PMIs finais de serviços e composto de outubro (21h30).


*CHINA HOJE* – O PMI/S&P Global de serviços caiu para 50,8 em outubro, de 51,6 em setembro, contrariando a projeção de analistas de leve alta para 51,8. O PMI composto recuou de 52,4 para 52 de um mês para o outro.


... Apesar das quedas nos índices, os resultados continua acima de 50, sinalizando expansão da atividade econômica.


*NA MARRA* – Pouco mais de uma semana depois do choque do resultado eleitoral, o ruído do corte artificial da Selic elevou o receio com a credibilidade da política econômica e promoveu mais uma onda de estresse nos negócios. 


... Traders não só vêm eliminando rapidamente as apostas em queda dos juros pelo Copom nas últimas duas reuniões do ano (hoje e dezembro), como já precificam amplas chances de um aperto monetário no início de 2027. 


... Mas é cedo para cravar os próximos passos, porque tudo ainda pode se acomodar nas próximas semanas. 


... De qualquer maneira, como se viu, o Focus apontou uma piora nas expectativas de inflação pelos próximos três anos, até 2029, e contribuiu para injetar uma nova dose de nervosismo nos contratos dos juros futuros. 


... Na estratégia conservadora até que o mercado estabilize, o Tesouro promoveu leilão de lotes mínimos. 


... No fechamento, o DI para Janeiro de 2028 marcava 14,565% (contra 14,483% no ajuste anterior). O Jan/29 superou 15%, a 15,070% (de 14,962%). Jan/31 subiu a 15,370% (de 15,272%); e Jan/33, a 15,435% (de 15,349%). 


... No câmbio, as incertezas sobre a âncora fiscal desencadearam pressão renovada. Mesmo vindo de um rali acumulado de 9% na semana passada, o dólar continuou subindo e fechou na cotação mais cara do ano. 


... A moeda americana avançou mais 0,79%, negociada a R$ 5,4871, praticamente zerando a queda no ano (-0,03%). Testou R$ 5,51 na máxima do dia, em meio ao mal-estar sobre a suposta proposta de tabelamento da taxa de juros. 


*SE UM DIA SUBI, NÃO ME LEMBRO* – Em seis pregões depois do segundo turno, o Ibovespa caiu em todos eles e já voltou à menor pontuação desde janeiro. Com a bolsa a nocaute, ainda ontem teve o petróleo para piorar as coisas. 


... O tombo do barril durante o feriado, que já havia assustado os ADRs da Petrobras na segunda-feira, não poupou a estatal no pregão regular de um ajuste negativo intenso: PN afundou 3,79%, a R$ 50,71, ON, -3,65%, a R$ 57,82. 


... Apesar da queda livre de quase 8% do petróleo na véspera, uma correção não veio e a commodity ampliou as perdas ontem, com o contrato do Brent para janeiro caindo mais 1,12%, para fechar cotado a US$ 103,60. 


... A esperança na diplomacia e no diálogo entre os Estados Unidos e o Irã, a partir de mediações do Catar, voltou a falar mais alto, apesar do risco ainda considerável de retomada dos combates, que torna a situação incerta. 


... O alívio do petróleo ainda respondeu ontem à declaração de Trump de que cortará a ajuda anual de US$ 4 bilhões a Israel, argumentando que o país não necessita mais da assistência e tem condições de adquirir suas próprias armas. 


... Na dobradinha negativa das blue chips das commodities, também a Vale atraiu vendas fortes nesta terça-feira (-2,85%, a R$ 60,25), devolvendo grande parte do que subiu no pregão anterior (+3,28%) com o balanço trimestral.  


... O BofA cortou o preço-alvo do ADR da mineradora de US$ 15 para US$ 13, diante do cenário de oferta elevada e demanda fraca por minério de ferro. O banco vê os custos altos da companhia como um "ponto de atenção". 


... Entre os bancos, Bradesco PN puxou a fila negativa (-2,02%; R$ 13,58), seguido de BB (-1,70%; R$ 16,19) e BTG unit (-1,05%; R$ 50,98). Itaú PN caiu 0,47% antes do balanço, a R$ 38,49. Exceção, Santander unit subiu 2,26% (R$ 24,48).


... No momento de maior pessimismo do dia com os rumores sobre um possível “tabelamento” da Selic e a incerteza quanto ao futuro ministro da Fazenda no governo Lula 4, o Ibovespa chegou a entregar os 165 mil pontos. 


... Mas teve tempo de desacelerar a queda para 1,42% e fechar aos 165.528,92 pontos, com giro de R$ 32,4 bilhões. 


... A XP ainda enxerga o Ibovespa em 200 mil pontos no final do ano que vem, antecipando um potencial de valorização de 19%. Mas pondera que esse retorno não é muito superior ao oferecido pela renda fixa local. 


... Por isso, a corretora rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de compra para neutra e alertou para um quadro mais adverso, com inflação e juros em alta, riscos de queda das projeções de lucro e atividade desaquecida. 


*FICARAM BARATAS* – Depois da liquidação recente, parte das ações de chips e semicondutores negociadas em Nova York interrompeu a turbulência e garantiu um respiro para o Nasdaq, que subiu 0,83%, aos 25.372,01 pontos.


... Apesar disso, a Capital Economics avalia que a correção dos papéis ligados ao setor de tecnologia pode ser mais duradoura do que em episódios anteriores, diante das preocupações crescentes com os investimentos em IA.


... A consultoria também tem estranhado o fato de o tombo do petróleo não estar empolgando as bolsas. 


... De qualquer forma, a expectativa sobre o desfecho das eleições de meio de mandato justifica o comportamento menos entusiasmado dos investidores, que levou o S&P 500 a limitar os ganhos ontem a 0,36%, aos 7.568,92 pontos.


... Já o Dow Jones caiu 0,38%, a 51.786,72 pontos, frustrado pela Apple, que perdeu 1,9% no day after de seu balanço, após divulgar projeção de margem abaixo do esperado no 4Tri, devido ao alto preço dos chips de memória.


... Além disso, as vendas de iPads no quarto trimestre fiscal vieram inferiores às estimativas dos analistas. 


... Momentaneamente, as taxas dos Treasuries caíram junto com o petróleo, mas o alívio foi revertido, dando espaço no radar para a expectativa com as midterms e para a abertura de postos de trabalho revelada pelo relatório Jolts. 


... O juro da Note de dois anos subiu a 4,619% (de 4,585%) e o de dez anos avançou a 4,956% (contra 4,900%). 


... Também de olho nas eleições, o índice DXY do dólar avançou 0,12%, a 101,867 pontos.


... O euro operou de lado (+0,01%), a US$ 1,1196, apesar de o presidente do Bundesbank e membro do BCE, Joachim Nagel, ter afirmado que é “muito provável” que um aumento das taxas de juros seja necessário em dezembro. 


... Segundo ele, houve pressões inflacionárias acima do esperado em setembro, contribuindo para um cenário adverso. “Podemos e devemos evitar que uma disparada no preço da energia provoque uma inflação generalizada.”


... Às vésperas da reunião do BC inglês, a libra ficou estável (+0,07%), a US$ 1,3415. O iene caiu a 158,74 por dólar. 


*CIAS ABERTAS NO AFTER* – Fitch reafirmou o rating BB da PETROBRAS, com perspectiva estável, e elevou perfil de crédito autônomo de bbb para bbb+, destacando melhora da governança, geração de caixa e baixa alavancagem.


PRIO produziu 196,4 mil barris de óleo equivalente por dia em outubro, alta de 1,98% ante setembro. Vendas de petróleo caíram 5,15%, para 5,15 milhões de barris.


BRASKEM. Representantes da IG4 e da Petrobras negociam com credores em Nova York até sexta-feira, segundo fontes da Broadcast. Discussões incluem aporte de capital e recuperação extrajudicial da petroquímica.


BB SEGURIDADE teve lucro recorrente gerencial de R$ 2,432 bilhões no terceiro trimestre, queda de 5,1% ante um ano antes. Resultado das participações recuou 6,6%, para R$ 2,363 bilhões.


BTG PACTUAL. Capital International Investors passou a deter 5,179% das ações preferenciais classe A, sem alteração no controle ou na administração.


AXIA ENERGIA. GQG Partners passou a deter 5,08% das ações ordinárias, incluindo papéis representados por ADRs.


ISA ENERGIA teve lucro regulatório de R$ 1,905 bilhão no terceiro trimestre, salto de 246% ante um ano antes. Receita líquida regulatória cresceu 41%, a R$ 1,511 bilhão, e Ebitda consolidado avançou 259%, a R$ 3,190 bilhões.


ENEVA fechou contratos para instalar terminal de GNL e complexo termelétrico de 690 MW no Espírito Santo. Companhia deterá 100% do projeto, com operação prevista para 2031.


ALUPAR venceu licitação no Chile para projeto de transmissão de US$ 85 milhões, com receita anual permitida de US$ 11,9 milhões e início de operação previsto para 2031.


RD SAÚDE teve lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,2% ante um ano antes. Receita cresceu 7,8%, para R$ 11,4 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 14,7%, para R$ 1,024 bilhão.


YDUQS aprovou incorporação da Afya e estima sinergias de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões em valor presente. Operação ainda depende de aprovações, incluindo aval definitivo do Cade.


COPASA. BlackRock reduziu participação para 4,986% das ações ordinárias, mantendo exposição adicional de 0,020% por meio de derivativos.


LATAM teve lucro líquido trimestral de US$ 441 milhões, alta de 16,3% ante um ano antes. Receita cresceu 18,4%, a US$ 4,5 bilhões, enquanto Ebitda ajustado caiu 4,7%, a US$ 1,095 bilhão, pressionado pelo combustível.


MARCOPOLO teve lucro líquido de R$ 187 milhões no terceiro trimestre, queda de 42,2% ante um ano antes. Receita recuou 8,5%, para R$ 2,29 bilhões, e Ebitda caiu 34,7%, para R$ 274,1 milhões.


C&A. O Goldman Sachs passou a deter posição comprada em derivativos equivalente a 4,95% das ações ordinárias, com liquidação financeira, além de posição vendida equivalente a 1,43%.


BRASILAGRO reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 81,3 milhões no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27. Receita cresceu 16%, para R$ 351,7 milhões, enquanto Ebitda ajustado operacional caiu 32%, para R$ 43,8 milhões.


AGROGALAXY foi notificada pela B3 para regularizar cotação de suas ações, abaixo de R$ 1, até abril de 2027. Companhia poderá propor novo grupamento de papéis.


PARANAPANEMA. Marcelo Vaz Bonini renunciou às diretorias Financeira e de RI. CEO, Vitor Saback, e diretor jurídico, Álvaro Cunha, assumirão interinamente as respectivas funções.


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Call Matinal 0511

05/11/2026 Julio Hegedus Netto, economista MERCADOS EM GERAL FECHAMENTO (0411) Na quarta-feira (04), o Ibovespa fechou em alta, pela primeir...