*Rosa Riscala: Petróleo reacende alerta*
… A guerra entre Estados Unidos e Irã continuou escalando no fim de semana, levando o Brent de volta para cima de US$ 90 na abertura desta segunda-feira. É o que deve comandar os mercados, com investidores começando a reavaliar as expectativas para os juros do Fed e também para a Selic, enquanto a disputa comercial com o governo Trump pode ter novidades, com uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A semana será marcada ainda pela reunião do BCE, pelos balanços de Alphabet, Tesla e IBM em Nova York e, no Brasil, pela expectativa com Galípolo na Expert XP, além do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que poderá trazer novas sinalizações para o cenário fiscal.
GUERRA ENTRA NA NONA NOITE DE ATAQUES – A escalada militar entre Estados Unidos e Irã atravessou o fim de semana sem qualquer sinal concreto de trégua e voltou a pressionar fortemente o petróleo na abertura dos mercados asiáticos.
… O Comando Central dos Estados Unidos anunciou nova onda de ataques contra o território iraniano pela nona noite consecutiva, prolongando uma sequência de ofensivas que já ultrapassou os alvos estritamente militares e passou a atingir infraestruturas críticas.
… Segundo o Centcom, a ofensiva busca continuar degradando a capacidade militar do Irã para atacar embarcações e marinheiros civis que transitam no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirma que continua controlando a rota marítima.
… Na sexta-feira, as forças americanas já haviam iniciado uma nova rodada de ataques aéreos, bombardeando seis pontes rodoviárias, cidades e instalações no sul do país, além de uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no Golfo de Omã.
… Também houve relatos de ofensivas em Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear do Irã, e de um novo ataque a um petroleiro vazio atracado na ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo iraniano.
… No fim de semana, os Estados Unidos voltaram a atacar a ilha de Qeshm e cidades do sul do Irã, entre elas Shadegan, Sirik e Hajiabad. O governo americano também enviou mais aviões de reabastecimento à região, em preparação para a ampliação das operações militares.
… Já Teerã atacou instalações americanas e de países aliados em diferentes pontos do Oriente Médio. Bases dos Estados Unidos no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein foram atingidas, assim como posições no Catar e na Arábia Saudita.
… Um ataque na Jordânia matou dois militares americanos e deixou outros feridos. No sábado, um terceiro militar morreu durante a detonação controlada de um drone iraniano no norte do Iraque, o que elevou para 17 o número de americanos mortos desde o início da guerra.
… Os ataques à infraestrutura de energia e abastecimento de água aumentaram o temor de que o conflito se espalhe para além do território iraniano e comprometa serviços essenciais nos países do Golfo. A troca de ataques também se intensificou no mar.
… O Irã continua exigindo que embarcações solicitem autorização antes de atravessar o Estreito de Ormuz e voltou a ameaçar as exportações de petróleo e gás da região enquanto os Estados Unidos mantiverem suas ofensivas.
… Washington, por sua vez, retomou o bloqueio a portos iranianos e revogou a licença que permitia parte das exportações de petróleo do país.
… O agravamento das hostilidades praticamente desmontou o frágil cessar-fogo firmado no mês passado, que previa a normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz e a retomada de negociações para um acordo de paz mais duradouro.
… No sábado, o Irã afirmou que não respeitaria mais os termos do entendimento provisório. Ainda assim, o chanceler Abbas Araghchi defendeu neste domingo a continuidade das negociações, mesmo admitindo que as chances de sucesso podem ser de apenas 10%.
… Trump continua sem apresentar publicamente uma estratégia clara para o conflito. O presidente manteve perfil discreto durante o fim de semana e limitou-se a classificar como “muito tristes” as mortes dos militares americanos, dizendo que o sacrifício ocorreu a serviço do país.
… Os ataques cada vez mais frequentes, mortes de militares americanos, ofensivas contra infraestrutura civil e ausência de uma saída diplomática sugerem que Washington e Teerã estão presos a uma dinâmica de retaliações da qual nenhum dos dois lados consegue recuar.
… Especialistas alertam que a ampliação dos alvos aumenta o risco de uma escalada regional difícil de controlar.
PETRÓLEO REACENDE TEMOR INFLACIONÁRIO – Depois de saltar 4,59% na sexta-feira e fechar a US$ 88,10 por barril, o Brent avançava mais de 2% na abertura dos mercados, ontem à noite. O WTI havia encerrado o último pregão em alta de 4,47%, a US$ 81,78.
… Na semana passada, desde que os conflitos voltaram a se agravar, os dois contratos futuros da commodity acumularam valorização superior a 14%, refletindo o comprometimento da navegação pelo Estreito de Ormuz e o risco de novas interrupções na oferta.
… As exportações de petróleo bruto e condensado dos países do Golfo, que chegaram ao maior nível da guerra na primeira metade de julho, alcançando 12 milhões de bpd, começam novamente a perder força, à medida que a escalada militar se intensifica.
… A interrupção da oferta regional já pressiona também os preços de derivados nos Estados Unidos, especialmente diesel e gasolina, e a alta dos combustíveis recoloca o risco de inflação no centro das atenções, pouco depois de o CPI e do PPI terem trazido alívio aos mercados.
… Com o petróleo acumulando avanço superior a 20% em julho, operadores voltaram a elevar as apostas em alta dos juros pelo Fed em setembro ou outubro, com o presidente do Fed, Kevin Warsh, reiterando que o combate à inflação permanece como prioridade.
… Nos mercados, o efeito aparece na busca por proteção, no fortalecimento do dólar e na pressão sobre as bolsas.
SELIC SOB PRESSÃO – A nova disparada do petróleo reacende a discussão sobre até que ponto a intensificação da guerra entre Estados Unidos e Irã pode reduzir o espaço para novos cortes da Selic, ou mesmo comprometer a continuidade do ciclo já em agosto.
… Depois de um período em que a desaceleração da inflação no Brasil e nos Estados Unidos reforçou as apostas em flexibilização monetária, a alta da commodity volta a pressionar as expectativas inflacionárias e a provocar abertura da curva de juros.
… Já na sexta-feira, os contratos de DI aceleraram em toda a extensão da curva, refletindo a aversão ao risco provocada pelo avanço do Brent, mas também uma reportagem do Valor citando peregrinação da Fazenda à Faria Lima ampliou o mau humor (leia abaixo).
… Nesse ambiente de renovada incerteza, a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, na Expert XP, na sexta-feira, será acompanhada com atenção, em busca de sinais sobre até que ponto o Copom continua confortável com a perspectiva de novo corte da Selic.
… Hoje, Galípolo cumpre agenda em São Paulo, em reuniões com o BofA, Central de Serviços de Registro e Depósito aos Mercados Financeiro e de Capitais (CSD BR) e Cargill. Todos os compromissos serão pela manhã e fechados à imprensa.
VEM MAIS TARIFA – Apesar de a guerra entre Estados Unidos e Irã ter deslocado o foco dos mercados para o petróleo, a disputa comercial entre Brasília e Washington continua produzindo novos desdobramentos e gerando expectativas.
… O governo espera que seja anunciada ainda nesta semana uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de uso de insumos produzidos com trabalho forçado. A dúvida é se a nova alíquota será aplicada de forma cumulativa aos 25% já anunciados.
… Enquanto aguarda uma definição, o governo busca manter as negociações com Washington e intensificar a abertura por novos mercados para os setores atingidos. A Apex lançará, no início de agosto, um plano de diversificação das exportações, com orçamento de R$ 130 milhões.
… Na sexta-feira, o ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) revelou que os Estados Unidos pediram abertura integral do mercado brasileiro de produtos químicos, isenção tarifária para bens industriais, maior acesso ao setor automotivo e restrições a investimentos em minerais críticos.
… Segundo ele, o Brasil rejeitou as propostas por considerar que atingem interesses estratégicos e a soberania nacional.
… Enquanto isso, o governo continua descartando qualquer retaliação imediata. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o foco permanece na negociação e que eventuais medidas de reciprocidade serão avaliadas apenas “na medida e no tempo corretos”.
CURTAS DA POLÍTICA – Os partidos iniciam nesta segunda-feira o período de convenções para oficializar candidaturas e coligações às eleições de outubro. O prazo termina em 5 de agosto. O PL lança Flávio Bolsonaro como presidenciável no sábado (25), em São Paulo.
… No mesmo sábado, o PT paulista oficializa Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo, em evento em Campinas com a presença do presidente Lula. O Republicanos deve confirmar a candidatura à reeleição de Tarcísio de Freitas em 1º de agosto.
LEGISLATIVO. O Congresso permanece em recesso até 1º de agosto. Entre os projetos pendentes para o retorno dos trabalhos estão a ampliação do teto do MEI, o projeto que tipifica a misoginia como crime, o PL dos combustíveis e a regulamentação da inteligência artificial.
JUDICIÁRIO. O STF continua em recesso até 31 de julho. O presidente da Corte, Edson Fachin, cumpre agenda oficial em Angola entre segunda e quinta-feira, enquanto Alexandre de Moraes responde interinamente pela presidência. O TSE não tem eventos previstos.
LULA. O presidente sanciona, às 10h, o projeto que cria a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que busca fortalecer a produção nacional de medicamentos, insumos e tecnologias para reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade do SUS.
MAIS AGENDA – A decisão de política monetária do BCE, na quinta-feira, é o principal destaque da semana no exterior.
… A expectativa é de manutenção dos juros em 2,40%, mas investidores acompanharão com atenção a entrevista da presidente Christine Lagarde para comentar o resultado em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.
… Além do BCE, África do Sul, Turquia e Rússia também anunciam decisões de política monetária entre quinta e sexta-feira.
… Nos Estados Unidos, o foco estará nos PMIs preliminares de julho, na sexta-feira, que ajudarão a medir o ritmo da atividade econômica, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, na quinta.
… Antes disso, o Departamento de Energia divulga, na quarta-feira, os estoques de petróleo e derivados, dados que ganham importância adicional diante da nova escalada das tensões no Oriente Médio.
… Na frente comercial, o representante do USTR, Jamieson Greer, se reúne com autoridades mexicanas para dar continuidade às negociações sobre a revisão do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA).
NETANYAHU – Em meio à nova escalada da guerra no Oriente Médio, viajou aos Estados Unidos e se reunirá hoje com Donald Trump.
CHINA HOJE – PBoC manteve os juros inalterados: a taxa de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano ficou em 3% e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Seguem no mesmo nível desde maio de 2025.
… Ainda na Ásia, feriado fechou hoje os mercados do Japão.
NO BRASIL – A principal divulgação da semana será o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, na sexta-feira, quando a equipe econômica atualizará as projeções para o resultado primário e poderá anunciar novos bloqueios ou contingenciamentos no Orçamento.
… A Receita Federal também deve divulgar, em data ainda não definida, os dados da arrecadação de junho e do acumulado do primeiro semestre.
… Hoje, a agenda doméstica é mais esvaziada, com a divulgação do Boletim Focus, às 8h25, e da balança comercial semanal, às 15h.
BALANÇOS – A temporada de resultados ganha força nesta semana nos Estados Unidos, com destaque para os balanços da Alphabet, controladora do Google, da Tesla e da IBM, na quarta-feira, após o fechamento dos mercados.
… Também divulgam resultados GM e 3M, na terça-feira; Intel, na quinta; e American Express, na sexta-feira.
… Na Europa, a temporada começa com Santander e Iberdrola, na quarta-feira, seguidos por UniCredit e BNP Paribas, na quinta-feira.
NA B3 – A temporada de balanços começa a ganhar tração nesta semana. A Neoenergia divulga seus resultados na terça-feira, após o fechamento do mercado, e a WEG publica o balanço na quarta-feira, também após o encerramento do pregão.
… Também amanhã, terça, a Vale divulga o relatório de produção e vendas do segundo trimestre, um dos principais eventos corporativos da semana para o mercado brasileiro. Leia abaixo, em Cias Abertas o que foi notícia no after hours.
A SEGUNDA ONDA – O petróleo volta a colocar fogo nos mercados e nas expectativas, abalando por aqui o alívio recente com o IPCA de junho. O salto do barril põe em xeque o cenário de inflação e estressa os juros futuros.
… Na sexta, a tensão externa disparou a curva do DI e o movimento foi acelerado pelo temor com o quadro fiscal doméstico, após o Valor informar que a Fazenda foi à Faria Lima para conter o mau humor com a dívida pública.
… Segundo a reportagem, nos últimos dias, integrantes da equipe econômica têm feito uma peregrinação ao principal endereço dos investidores na capital paulista para discutir a sustentabilidade das contas públicas.
… Chamou a atenção dos participantes dos encontros o fato de o governo ter indicado que será necessário mudar os parâmetros do arcabouço fiscal e elevar a parte discricionária do Orçamento para a trajetória da dívida não explodir.
… Apesar disso, não houve sinalizações de medidas práticas para levar a dívida de volta a uma trajetória sustentável.
… Em outra frente, a Fazenda indicou mudanças nas bandas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF) em relação à composição da dívida, como o secretário do Tesouro, Daniel Leal, já havia sinalizado no início do mês.
… Com o petróleo e o fiscal fazendo preço na curva, os juros futuros embutiram alta expressiva de prêmio na sexta.
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,960% (de 13,872% no ajuste anterior); Jan/28, 14,100% (contra 13,904% na véspera); Jan/29, 14,335% (14,106%); Jan/31, 14,525% (14,326%); e Jan/33, 14,600% (14,412%).
… Sem influência nos negócios, o IBC-Br de maio subiu 0,1%, pouco acima do esperado (0%), mas desacelerou em relação à alta de 0,5% de abril, reforçando a percepção de perda gradual de ritmo da atividade no segundo trimestre.
… Pesquisa relâmpago do Broadcast realizada após a divulgação do indicador apontou que o mercado manteve a mediana das estimativas para o PIB do segundo trimestre em 0,5%, contra 1,1% nos primeiros três meses do ano.
… Na avaliação da Austin Rating, o IBC-Br de maio corrobora a projeção de dois cortes da Selic no ano, para 13,75%.
… Apesar da escalada da guerra no Oriente Médio, o dólar fechou comportado, em alta moderada de 0,24%, a R$ 5,1112. O câmbio conseguiu, mais uma vez, reverter a seu favor o petróleo caro, que ajuda a balança comercial.
… “Acho difícil a taxa ultrapassar de R$ 5,20”, disse o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt.
… Segundo explicou o especialista, o real é, de certa forma, protegido pelo carry trade elevado e pela melhora recente dos termos de troca, uma vez que o Brasil é um grande exportador de petróleo.
… Estrategistas do Société Générale, porém, avaliam que os investidores estão subestimando os riscos políticos e fiscais da reeleição de Lula e, por isso, o banco informou que decidiu encerrar as apostas na valorização do real.
… Além disso, a decisão da instituição financeira foi motivada pela expectativa de mais um corte da Selic em agosto.
CAUTELA ANDOU EM DUPLA – O petróleo não foi o único vilão da sexta-feira, quando também o sell-off de ações do setor de tecnologia, diante do nível elevado de investimentos voltados à inteligência artificial, redobrou os riscos.
… O investidor volta a se questionar se a IA dará um retorno à altura das despesas bilionárias das big techs.
… Analistas do Bank of America ainda mantêm, no entanto, a convicção no potencial dos papéis do segmento. “A correção é um reajuste durante a alta temporada no Hemisfério Norte, não uma reversão fundamental”, afirmam.
… Para piorar, na sexta-feira, o tombo de 7,38% dos papéis da Netflix com as projeções mais fracas do que esperado para o trimestre atual ajudou a compor um ambiente bastante defensivo nas bolsas norte-americanas.
… O Dow Jones caiu 0,77%, a 52.146,42 pontos, o S&P 500 perdeu 1,01%, aos 7.457,69 pontos, e o Nasdaq recuou 1,40%, aos 25.520,24 pontos. Alphabet (-2,17%) e Tesla (-2,63%) foram mal, às vésperas dos balanços desta semana.
… Não fosse a disparada de quase 5% do petróleo, que puxou as ações da Petrobras, o Ibovespa muito provavelmente teria tido mais dificuldade em driblar o pessimismo em Nova York e se salvar na estabilidade.
… O Ibovespa terminou a sessão no zero a zero (-0,06%), aos 173.714,08 pontos. O giro ficou em R$ 23,6 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações. A alta firme da Petrobras neutralizou o impacto das vendas dos bancos.
… Petrobras ON subiu 2,62%, a R$ 45,81, e PN avançou 2,53%, para R$ 40,90, enquanto o petróleo Brent para setembro emplacava o seu rali de 4,59%, para US$ 88,10, diante do agravamento das tensões no Oriente Médio.
… Vale terminou praticamente estável (-0,05%; R$ 72,94) e os bancos caíram: Itaú PN, -1,39% (R$ 41,96); Bradesco PN -0,65% (R$ 18,29); BB ON, -1,30% (R$ 20,49); Santander unit, -0,67% (R$ 26,65); e BTG unit, -0,72% (R$ 56,18).
… Com o petróleo voltando a se apresentar como canal de pressão inflacionária, a taxa da Note-2 anos subiu para 4,176% (contra 4,153% na véspera), em dia de mais um alerta dentro do Fed indicando alta do juro em setembro.
… Para a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, a inflação “alta demais” ainda é a maior preocupação.
… Apesar dos desafios na geopolítica, o índice DXY do dólar fechou estável, aos 100,763 pontos.
… A libra perdeu 0,13%, a US$ 1,3459, mas dizem que pode se recuperar hoje, diante da expectativa de que Andy Burnham assuma o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido e indique Shabana Mahmood à pasta das Finanças.
… O euro registrou oscilação marginal na sexta-feira (-0,02%), a US$ 1,1440, e o iene caiu a 162,47 por dólar.
CIAS ABERTAS NO AFTER – Minoritários da VALE estudam recorrer à Justiça para tentar barrar acordo que prevê pagamento de R$ 7,8 milhões ao ex-presidente do conselho Daniel Stieler, segundo Lauro Jardim/O Globo.
EMBRAER. Subsidiária Eve anunciou a assinatura de cartas de intenções para venda de 46 eVTOLs (“carros voadores”), sendo 30 para a Moov, empresa suíça de aviação, e 16 equipamentos para a Shearwater Global Capital.
PETRORECÔNCAVO. O Citi reduziu o preço-alvo das ações da companhia de R$ 13 para R$ 11, mantendo recomendação de compra antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre.
BANCO INTER emitiu R$ 300 milhões em letras financeiras subordinadas.
DIGIMAIS. Governo de São Paulo suspendeu a contratação de crédito consignado com o banco após a Operação Miragem, da Polícia Federal.
RAÍZEN. A B3 concedeu prazo até 31/03/27 para a companhia enquadrar a cotação das ações ao mínimo de R$ 1 exigido por regulamento.
AXIA ENERGIA aprovou a 11ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, para financiar o projeto da UHE Santo Antônio.
CASAS BAHIA aprovou aumento de capital de R$ 140,6 milhões por meio da conversão de debêntures em ações.
GPA negou à CVM informações divulgadas pelo Valor sobre favorecimento indevido a bancos credores e conflitos de interesse com o Itaú no âmbito do plano de recuperação extrajudicial.
ONCOCLÍNICAS. Josephina III reduziu participação para 9,91% do capital, enquanto a Centaurus diminuiu sua exposição econômica para 0,70%.
HELBOR registrou VGV de R$ 338,5 milhões no segundo trimestre, queda de 27,5% na comparação anual. A companhia não realizou lançamentos no período.
GAFISA. Lad Capital elevou participação para 14,70% do capital.
GRUPO SBF pagará R$ 125 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,54285111913 por ação, em 05/08.