segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,4% US tech +0,8% US Semis +2,9% UEM +0,3% España 0% VIX +14,9%. Bund 3,13%. T-Note 4,65%. Spread 2A-10A USA=+45pb B10A: ESP 3,56%; PT 3,46%; ITA 3,90%; FRA 3,92%. Euribor 12m 2,90% (fut.12m 3,06%). USD 1,155. JPY 183,0. Ouro 4.349,11$. Brent 83,75$. WTI 78,21$. Bitcoin +0,10% (65.171$). Ether +0,01% (1.924$).

 

SESSÃO: Entramos nas semanas centrais do verão, o que costuma ser sinónimo de menos liquidez que por vezes gera mais volatilidade. As bolsas estão em zona de máximos, o objetivo é consolidar níveis. A geoestratégia continuará a marcar o tom, com vaivéns aos quais nos tem habituado. Declarações do Irão durante o fim de semana apontavam para a possibilidade de estar “muito perto” de um acordo com Omã para reestabelecer o tráfego pelo Estreito de Ormuz, embora descartassem negociações diretas com os EUA. Desde que o preço do petróleo bruto não se aproxime dos 100 $/barril, o mercado permanecerá tranquilo.


Iniciamos a semana sem grandes referências macro nem empresariais:


Pelo lado macro, hoje destaca-se apenas o Indicador de Confiança Sentix na UE (09:30 h), que pode mostrar uma ligeira melhoria (-0,5 desde -3,1) em agosto. O mais relevante da semana serão os dados de preços nos EUA (quarta-feira, IPC de julho), que se espera que retrocedam uma décima (até 3,4% a/a Geral e até 2,5% Subjacente). Após a debilidade do mercado laboral nos EUA, na passada sexta-feira (-23k empregos em julho), será o principal foco de atenção para a Fed e, caso se confirme, seria positivo para as bolsas.


No lado empresarial, o grosso da temporada de resultados terminou. O crescimento de lucros tem sido um dos principais catalisadores dos mercados nas últimas semanas. Em termos gerais, foi superior ao esperado (com 87,2% do mercado americano publicado, o EPS cresce 51,8% a/a acima de 14,4% esperado no início da temporada, enquanto na Europa com mais de 75% publicado, o EPS é 27,3% a/a superando também as expetativas no início da temporada).


Em suma, sessão sem referências relevantes, com apoio na boa evolução empresarial recente. Consolidamos ligeiras realizações de lucros perto dos níveis de máximos históricos.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Inflação põe juros à prova aqui e nos EUA*


Semana traz a inflação do CPI e do PPI em julho, de maior interesse para o Fed. No Brasil, o futuro da Selic está em foco, com o IPCA de julho e a ata do Copom


… Após a surpresa com o payroll fraco nos Estados Unidos, que reduziu as apostas em alta dos juros em setembro, a agenda desta semana traz a inflação do CPI e do PPI em julho, de maior interesse para o Fed. No Brasil, o futuro da Selic está em foco, com o IPCA de julho, que será divulgado amanhã, junto com a ata do Copom. Na bolsa, a temporada de balanços do segundo trimestre segue intensa, hoje com os resultados da Embraer, antes da abertura, e da JBS, após o fechamento. O calendário dos próximos dias prevê, ainda, B3, Banco do Brasil, CSN e Braskem, entre outras companhias. Já sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz, não houve avanços no fim de semana.


ORMUZ MAIS DISTANTE – A expectativa de um acordo rápido para reabrir o Estreito de Ormuz, que ajudou a derrubar o petróleo na semana passada, perdeu força, depois que o Irã apresentou nas últimas horas novas condições aos Estados Unidos.


… Teerã deixou claro que as negociações com Omã sobre rotas marítimas não significam a liberação da passagem, depois que uma autoridade americana disse à Reuters, na sexta-feira, que havia progresso nas conversas entre Irã e Omã e que esperava uma solução “em breve”.


… Não adiantou Washington ter se comprometido em suspender o bloqueio aos portos iranianos “assim que fosse anunciado um entendimento” para restabelecer o transporte comercial sem restrições. As coisas complicaram no fim de semana.


… No sábado, o Conselho Supremo do Irã afirmou que Ormuz não será reaberto até que os Estados Unidos “corrijam seu comportamento”.


… Entre as exigências estão o fim permanente da guerra contra o Irã e seus aliados, a retirada das forças americanas da região, o levantamento do bloqueio naval e das sanções, a liberação de ativos congelados e compensações pelos danos causados pelo conflito.


… O chanceler Abbas Araghchi disse neste domingo que as conversas com Omã para definir novas rotas marítimas estão nas etapas finais, mas ressaltou que eventual acordo não representa a reabertura do Estreito, que depende do atendimento das demais condições iranianas.


… O impasse ocorre enquanto o tráfego pela região continua restrito. Na sexta-feira, o movimento de navios por Ormuz caiu 33% em relação ao dia anterior, segundo a Kpler. O Brent encerrou a sessão em alta de 1,29%, a US$ 83,55, mas acumulou queda de quase 5% na semana.


… Também aumentaram as tensões no Iêmen.


… Ainda ontem, os houthis reivindicaram um ataque com drone contra uma instalação ligada à refinaria da Aramco em Jazan, na Arábia Saudita, onde houve um incêndio sem vítimas, além de um ataque com mísseis e drones ao porto de Mocha, no Mar Vermelho.


… Apesar do impasse, Trump sinalizou que, por enquanto, prefere ampliar a pressão econômica sobre Teerã a lançar uma nova ofensiva militar. Segundo a Axios, o presidente disse estar mantendo um “perfil discreto”, enquanto acompanha a deterioração da economia do país.


… Já para o Wall Street Journal, Trump se preparava para declarar vitória na guerra contra o Irã caso o Estreito de Ormuz fosse reaberto, mesmo sem um acordo nuclear, mas as novas exigências de Teerã complicaram seus planos.


… O petróleo acompanha nesta quarta-feira os relatórios mensais da AIE e da Opep, que atualizam suas projeções para oferta e demanda global.


INFLAÇÃO EM DESTAQUE – Depois da surpresa do payroll, a inflação volta ao centro das atenções nesta semana nos Estados Unidos e no Brasil, em um momento em que Fed e o BC seguem dependentes dos próximos dados para definir os passos da política monetária.


… Nos Estados Unidos, o fechamento inesperado de 23 mil vagas em julho, contra expectativa de criação de 80 mil postos, reduziu as apostas em alta dos juros pelo Fed já em setembro. Segundo o CME Group, a probabilidade de elevação de 25 pontos-base caiu de 54,7% para 46,3%.


… A manutenção dos juros americanos na reunião do Fomc do mês que vem tornou-se o cenário majoritário.


… A discussão, porém, está longe de encerrada.


… O mercado ainda atribui mais de 50% de chance a uma alta em outubro, enquanto o BofA mantém a previsão de aumento de 75 pontos neste ano, começando em setembro, por considerar que o Fed continuará mais preocupado com a inflação do que com o emprego.


… Por isso, o CPI de julho, que será divulgado na quarta-feira (12), ganhou importância adicional. A expectativa é de alta de 0,1% no índice cheio e de 0,2% no núcleo. Na comparação anual, as projeções são de 3,4% e 2,5%, respectivamente.


… Na quinta-feira (13), sai o PPI de julho, com previsão de avanço de 0,1% no índice cheio e de 0,3% no núcleo.


… Além disso, até setembro, o Fed ainda terá pela frente outro payroll, duas leituras de inflação e o Simpósio de Jackson Hole – o que mantém o cenário bastante aberto. E, a depender dos dados, bastante volátil.


… No Brasil, o foco está no IPCA de julho, amanhã (11). A mediana do Projeções Broadcast aponta desaceleração da inflação de 0,16% em junho para apenas 0,03%, com as estimativas variando de queda de 0,06% a alta de 0,22%.


… Em 12 meses, o IPCA deve recuar de 4,64% para 4,40%, voltando a ficar abaixo do teto da meta. A desaceleração deve ser puxada principalmente pela deflação dos alimentos, pelo vestuário e pela acomodação dos combustíveis.


… O qualitativo também tende a ser favorável: a média dos núcleos deve desacelerar de 0,21% para 0,20%, enquanto alimentação no domicílio e bens industriais devem registrar deflação. O ponto de atenção permanece nos serviços, cuja mediana indica aceleração de 0,34% para 0,40%.


À ESPERA DA ATA – Também nesta terça-feira (11), o Banco Central divulga a ata da reunião do Copom (8h) que cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14%, e deixou em aberto os próximos passos da política monetária.


… A falta de guidance no comunicado aumenta a importância do documento, no qual o mercado buscará pistas sobre a possibilidade de um novo corte em setembro, hoje a expectativa da maioria dos economistas e o cenário majoritário na curva de juros.


… A precificação indica, porém, estabilidade a partir daí e uma Selic terminal em torno de 13,75%, mesmo nível projetado pela mediana do Focus.


… Entre os pontos que devem receber atenção na ata do Copom está a mudança na avaliação do mercado de trabalho, que passou de “ainda com sinais de resiliência”, em junho, para “aquecido” no comunicado da semana passada.


… Os analistas querem entender também por que o Banco Central retirou a referência às evidências de transmissão da política monetária para a desaceleração da atividade, presente no comunicado anterior.


… Na inflação, a expectativa é de que a ata detalhe o grau de preocupação do Copom com a desancoragem das expectativas mais longas, que foi destacada no comunicado, e com o balanço de riscos, que permanece assimétrico para cima.


… O documento sai uma hora antes do IPCA de julho, previsto para mostrar forte desaceleração da inflação e um qualitativo ainda favorável, dando ao mercado duas peças importantes para recalibrar as apostas sobre a Selic.


FOCUS – Daqui a pouco, às 8h25, sai novo Boletim Focus, acompanhado com atenção sobretudo pelas expectativas mais longas de inflação. Na semana passada, após cinco semanas de estabilidade, a projeção para a Selic no fim do ano caiu para 13,75%.


MAIS AGENDA – Além da inflação e da ata do Copom, a semana traz indicadores importantes de atividade.


… No Brasil, saem o volume de serviços de junho, na quarta-feira (12), e as vendas do varejo, na quinta (13).


… Nos Estados Unidos, também saem vendas do varejo de julho, que serão divulgadas na sexta-feira (14). No mesmo dia, a Universidade de Michigan publica a leitura preliminar de agosto da confiança do consumidor e das expectativas de inflação.


… A agenda do Fed inclui discursos de Beth Hammack/Cleveland e de Tom Barkin/Richmond, ambos na quinta-feira (13).


… Na zona do euro, destaque para o PIB do segundo trimestre, na sexta-feira (14). Amanhã, terça, feriado fecha os mercados no Japão.


CHINA – No fim de semana, divulgou a inflação ao consumidor (CPI), que subiu 0,5% em julho na comparação anual, abaixo da previsão de 0,8%. Já a inflação ao produtor (PPI) avançou 3,5%, também aquém da expectativa de 3,9%.


ISRAEL – Ainda no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou um plano de 15 pontos para Gaza apresentado pelo Conselho de Paz dos Estados Unidos e afirmou que não retirará as tropas israelenses enquanto o Hamas não estiver totalmente desarmado.


A CAÇADA CONTINUA – Fontes da ABC News informaram que Trump prossegue com a tentativa de demitir Lisa Cook do Fed, após o revés sofrido na Suprema Corte, e que a Casa Branca teria enviado carta a ela notificando a intenção.


… A correspondência exigia que ela respondesse às alegações (não comprovadas) de fraude hipotecária no prazo de três semanas, na medida que provavelmente desencadeará uma nova batalha jurídica sobre a independência do BC.


BALANÇOS – A temporada do segundo trimestre segue intensa no Brasil nesta semana.


… Hoje, além de Embraer, antes da abertura, estão previstos para depois do fechamento: JBS, Itaúsa, Natura, São Martinho, Terra Santa Agro, Caixa Seguridade e Movida. Amanhã (11), é a vez da B3, Direcional, PagBank, Aeris Energy, Cury e Taesa.


… Na quarta-feira (12), a agenda fica especialmente carregada, com Banco do Brasil, CSN, CSN Mineração, Suzano, Hapvida, Rede D’Or, Rumo e Sabesp, entre outros. Na quinta (13), saem Nubank, Stone, Braskem, MBRF, Raízen e Cemig. Cosan e Vibra Energia vêm na sexta-feira (14).


… Em Nova York, Super Micro Computer divulga resultados amanhã, terça-feira (11).


BERKSHIRE –A holding de empresas e investimentos de Warren Buffett praticamente dobrou o lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para US$ 25,667 bilhões, ante US$ 12,370 bilhões do mesmo período de 2025.


… O resultado, divulgado no sábado, foi impulsionado por ganhos de US$ 16,077 bilhões com investimentos e reavaliação de ações em carteira.


CURTAS DA POLÍTICA – A Câmara terá semana de esforço concentrado e deve votar o projeto que reduz tributos sobre combustíveis em 2026. A pauta será definida amanhã, terça-feira (11), em reunião de líderes.


… No Senado, as votações serão retomadas depois de uma semana sem sessões deliberativas. Também há expectativa de um novo encontro hoje entre Lula e Davi Alcolumbre, após a reaproximação dos dois na semana passada.


… Na última semana antes do início oficial do período eleitoral, Lula deve concentrar a agenda em Brasília, sem viagens previstas, antes de intensificar a campanha nos Estados.


ELEIÇÕES. No Dia dos Pais, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta afirmando ter o aval de Jair Bolsonaro para disputar a Presidência. Lula, por sua vez, voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, dizendo que os pais merecem ter mais tempo com os filhos.


QUAEST. Nos recortes da última pesquisa Genial/Quaest, Lula lidera entre as mulheres em todos os cenários de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, tem 47% das intenções de voto feminino, ante 35%, enquanto entre os homens Flávio aparece à frente, com 44% a 40%.


… Por idade, Lula lidera contra Flávio entre os eleitores de 16 a 34 anos, por 44% a 38%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, por 48% a 34%. Na faixa de 35 a 59 anos, os dois estão empatados em 42%.


TEMPO DE TV. A coligação de Lula deverá ter o maior tempo de propaganda eleitoral na televisão, com cerca de 5 minutos e 30 segundos.


SOBERANIA. Em meio à crise diplomática com os Estados Unidos, o programa de governo de Lula cita 31 vezes a palavra “soberania” e promete manter o arcabouço fiscal. O documento também faz referências diretas a Trump e críticas à família Bolsonaro.


… Em meio às tensões entre Brasília e Washington, o Departamento de Estado americano afirmou à CNN Brasil neste domingo que respeitará qualquer governo escolhido pelos brasileiros em eleições “livres e justas”.


… Segundo fontes ouvidas pela emissora, o governo brasileiro sinalizou que deve continuar adiando até depois das eleições a decisão sobre o agrément de Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada dos Estados Unidos no País.


ACORDO. No Estadão, o Planalto negocia com Alcolumbre um acordo que prevê apoio à sua reeleição à presidência do Senado em 2027, caso Lula seja reeleito, assim como apoio a um novo mandato a Hugo Motta. O acordo prevê ainda nova indicação de Jorge Messias ao STF.


TIRA-TEIMA – A fraqueza inesperada do payroll despertou apostas de que o Fed pode demorar mais para elevar os juros. Mas o relatório de emprego não é conclusivo para a decisão de política monetária de setembro.


… Analistas mantêm a convicção de que a inflação, muito mais que o mercado de trabalho, segue como protagonista da próxima ação do Fed. Até lá, como se viu, além de mais um payroll, saem mais duas leituras da inflação.


… Além disso, a participação de Warsh e de outros Fed boys no simpósio de Jackson Hole ganhará atenção redobrada, neste momento em que a divisão interna no BC americano sobre um aumentos de juros se aprofunda.


… Segundo a Bloomberg, cinco anos de inflação elevada testam a paciência dos dirigentes do Fed e comentários recentes sugerem a existência de uma parcela minoritária, mas significativa, que defende elevar os juros em breve.


… Além dos três dissidentes do placar do último encontro (9 x 3), alguns outros integrantes começam a reconhecer que está se esgotando o espaço e o tempo de esperar para ver se a inflação consegue desacelerar naturalmente.


… “São os relatórios de inflação que ditam as regras do Fomc. A leitura dos salários [do payroll] é útil para prever algum afrouxamento, mas se torna notícia velha e o foco se volta à inflação”, disse Jeff Rosenberg (BlackRock).


… Os dados do payroll contrariaram a previsão de mercado de trabalho sólido nos Estados Unidos e, além de mostrar o fechamento de 23 mil postos em julho, os resultados dos dois meses anteriores foram revisados em baixa: maio (129 mil para 63 mil) e junho (57 mil para 20 mil).


… A surpresa com os números fracos esfriou as apostas em alta do juro e deu suporte à aposta de pausa.


… Mas este é um retrato do momento, que no curtíssimo prazo já poderá ser abalado pelo CPI de julho (na quarta-feira). 


… Seja como for, o payroll fraco ditou no último pregão uma onda global de desvalorização do dólar, que por aqui furou R$ 5,10, após ter passado três pregões seguidos acima desta marca. Fechou em baixa de 0,46%, a R$ 5,0836.


… Para o real e o fluxo, a melhor combinação em termos de atratividade do carry trade seria um Fed dovish com um Copom hawkish, uma equação que esta semana será testada não só pelo CPI americano, como pelo IPCA e pela ata do Copom.


PRAZO DE VALIDADE – Descontando os riscos de que os próximos indicadores possam sugerir que a inflação continua rodando alta nos Estados Unidos, os negócios não desperdiçaram o alívio proporcionado pelo payroll.


… O índice DXY recuou 0,39% e permaneceu abaixo dos 100 pontos (99,539), com alta do euro (+0,34%), para US$ 1,1567, da libra (+0,35%), para US$ 1,3501, e do iene, para 157,49 por dólar, reacendendo alerta de intervenção.


… Uma alta repentina da moeda japonesa foi deflagrada assim que a ministra de Finanças do país, Satsuki Katayama, disse que tem mantido contato próximo com Washington e que ambos os lados não hesitarão em intervir no câmbio.


… Depois de o payroll ter mobilizado a aposta mais dovish (ainda que ela possa se provar temporária), as taxas dos Treasuries se ajustaram em baixa: a da Note-2 anos caiu a 4,193% (de 4,241%) e a de 10 anos, a 4,640% (de 4,663%).


… Por aqui, os juros futuros seguiram o movimento à risca e corrigiram a pressão do dia anterior, reavaliando o cenário para a decisão do Fed em setembro e mantendo no centro do debate as dúvidas sobre o próximo Copom.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,745% (de 13,764% no ajuste anterior); Jan/28, 13,790% (contra 13,853%); Jan/29, 14,035% (de 14,108%); Jan/31, 14,275% (de 14,322%); e Jan/33, 14,390% (de 14,431%).


… O Bradesco mantém como cenário-base a chance de Selic cair para 13,75%, mas não descarta cortes sequenciais além de setembro, para 13,25%, se a atividade econômica confirmar uma desaceleração mais acentuada.


… Apesar de o banco projetar o IPCA em 5% neste ano, o economista-chefe, Fernando Honorato, afirmou que a dinâmica à frente tende a ser mais favorável, com a acomodação do petróleo e um câmbio comportado.


… De outro lado, economistas continuam advertindo sobre a urgência de um ajuste fiscal, mas admitem que o tema é impopular e dificilmente ganhará espaço de discussão na campanha eleitoral e nas negociações com o Congresso.


… “Se a gente coloca uma contabilidade similar à usada no resto do mundo, em linha com o que o FMI faz, nós já estamos na casa dos 90% e pouco de endividamento do governo”, disse o ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman.


… “Já estamos batendo os recordes da pandemia [em dívida pública]. Isso era compreensível na pandemia, mas hoje é injustificável”, afirmou ele, durante o primeiro debate da série do Estadão Brasil 2027: Caminhos para o País.


O NÃO O MERCADO JÁ TEM – Pouco convencido de que o petróleo vai se bancar acima de US$ 80 por muito tempo, o diretor Financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, disse ser improvável ter dividendo extraordinário no ano.


… O investidor não teve como esconder a frustração e, apesar de o balanço da estatal ter superado com folga as expectativas do mercado, as ações afundaram na última sexta-feira: ON, -3,42%, na mínima de R$ 45,69; e PN, -2,99%, a R$ 40,87.


… A declaração de Melgarejo foi dada pela manhã à CNN Money e reforçada durante a teleconferência com analistas, acentuando a percepção de que, se surgir um acordo com o Irã, a Petrobras não pagará dividendos extras.


… O Ibovespa fechou em queda firme de 1,73%, na mínima em um mês, a 172.513,42 pontos, com giro de R$ 21 bilhões. Vale registrou perda de 0,56% (R$ 74,97), na contramão do minério (+0,35%). Os bancos também atraíram vendas.


… Itaú PN caiu 2,58% (R$ 40,75), Bradesco PN perdeu 2,20% (R$ 17,31) e BB, que divulga os seus resultados na próxima quarta-feira, registrou desvalorização de 1,08% (R$ 20,06). BTG Pactual recuou 4,07% (balanço sai amanhã).


… Em Nova York, as bolsas foram embaladas pela chance, aberta pelo payroll, de o juro só subir em outubro.


… O Dow Jones foi o que menos subiu, só 0,28%, aos 54.036,93 pontos. Já o S&P 500 ganhou 0,62% e renovou seu recorde histórico de fechamento, aos 7.757,64 pontos, e o Nasdaq engatou alta de 1,30%, para 26.690,62 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Citi reiterou compra e preço-alvo de US$ 20 para a JBS após avaliar positivamente o acordo com fundo soberano da Indonésia. Potencial de valorização é de 40,5%.


GERDAU. A PF pediu bloqueio de bens da companhia para garantir eventuais indenizações por contaminação ambiental em Salvador (BA), informou O Globo/Lauro Jardim. Empresa foi multada em R$ 50 milhões.


BB pagou R$ 100 milhões à União no novo cronograma de quitação do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida. Saldo remanescente será amortizado até 2029.


AMERICANAS. Ajuste elevou de R$ 152,9 milhões para R$ 162,05 milhões o valor da venda da UPI Uni.Co à Fan Store; saldo será pago em cinco parcelas anuais.


IGUATEMI acertou venda de participações em cinco ativos ao TRX Real Estate por R$ 876,1 milhões. Companhia manterá a administração dos empreendimentos.


MULTIPLAN fará emissão de R$ 300 milhões em debêntures a 96,5% do DI, com recursos destinados a investimentos e aquisições em imóveis e empreendimentos.


COGNA. Inter recomenda compra e vê potencial para a ação chegar a R$ 2,66, apoiado na melhora operacional, geração de caixa e redução da alavancagem. Na sexta-feira, Cogna ON fechou cotada a R$ 2,22.


TEGMA comprará 70% da Transcopa por R$ 99,4 milhões, ampliando atuação em logística integrada e portuária. Operação ainda depende de condições como aval do Cade.


TENDA distribuirá R$ 78 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,6363 por ação, com pagamento em 30/12. Ações ficam ex-dividendo em 14/8.


M.DIAS BRANCO. Fitch reafirmou rating AAA(bra), com perspectiva estável, destacando forte perfil de negócios e estrutura de capital conservadora.

sábado, 8 de agosto de 2026

Marcola é Lula



"As notícias que se sucedem diariamente _ sobre a relação de um número impressionante de autoridades no topo de nossas mais importantes instituições do Estado com a corrupção e negócios escusos _ deveriam deixar claro para toda a população brasileira que a vitória de uma das facções mafiosas em um ciclo eleitoral (seja por ser a nossa preferida, a menos odiada, ou uma combinação dessas duas coisas), além de não representar a "vitória definitiva do bem sobre o mal", também não significará um avanço institucional na direção da conformidade com o bem comum e o interesse público.


A conclusão de quem observa a sucessão de notícias é a de que a "moeda em circulação" no país, com a qual disputamos o cara ou coroa eleitoral, é falsa.


Infelizmente, a "galera militante" (que se orgulha de não ser omissa ou isenta) não está nem aí para esse "detalhe"... e está preocupada unicamente se "vai dar cara", ou se "vai dar coroa".


A verdade é que a face do populista, estampada no lado da moeda que cairá para cima na eleição, não irá mudar nem o fato de que usamos uma moeda falsa... nem o fato de que o processo político em nosso país se tornou uma farsa, um jogo de cartas marcadas completamente dissociado de qualquer um dos princípios e causas nobres usados no discurso dos oportunistas que lideram as máfias político-partidárias.




A briga entre populistas irresponsáveis é a distração na qual o povo brasileiro está viciado.




"Todos" estamos única e exclusivamente preocupados em apostar no vencedor da próxima eleição, enquanto tudo ao nosso redor se torna cada vez mais arbitrário e injusto.


Solução?


Imediata?


Não existe.


Porém, o caminho mais razoável é claro:


Precisamos parar de achar que a nossa repulsa, convicção, ou sensação de superioridade moral, poderia substituir a necessidade de debatermos políticas, criticarmos a falta de resultados, reconhecermos os retrocessos, exigirmos mudanças de curso.


É preciso reconhecer o fato básico da política:




O poder corrompe e só a vigilância constante _ com a troca da "fralda do bebê" sempre que os sinais olfativos assim o sugerirem _ "salva".

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cenário econômico Bradesco

 🇧🇷 *Cenário econômico Bradesco | Ago26*

 

*A dissipação dos choques inflacionários tem sido mais rápida do que projetávamos, levando-nos a revisar o IPCA de 2026 de 5,3% para 5,0%.* Para 2027, mantivemos a projeção em 4,1%. A surpresa baixista de junho foi disseminada, qualitativamente favorável e sem sinais de contaminação para outros setores. O principal risco à projeção segue sendo o El Niño, cujo efeito sobre a inflação de alimentos ainda é incerto.

 

*Os dados do segundo trimestre confirmam a moderação do crescimento. Com isso, ajustamos o PIB de 2026 para 1,9% e, o de 2027, de 1,5% para 1,3%.* Os estímulos de crédito começam a mostrar fadiga, em um ambiente de elevado comprometimento de renda das famílias.

 

*Mantivemos a projeção para o câmbio em R$/US$ 5,00 ao final de 2026 e R$/US$ 5,20 em 2027*, com fundamentos externos sólidos. O déficit em conta corrente converge para próximo de 2,0% do PIB e o investimento direto no país foi revisado para US$ 90 bilhões em 2026 e US$ 95 bilhões em 2027. No âmbito fiscal, mantemos a expectativa de cumprimento do arcabouço em 2026 e 2027, mas o debate começa a se deslocar para a sustentação das regras adiante — esse segue sendo o maior risco do cenário.

 

*Com a inflação cedendo e a atividade acomodando é provável que a Selic encerre o ano abaixo da nossa atual projeção, em 13,75%.* Para 2027, mantivemos a previsão em 11,00%, patamar no qual o juro real ainda permanecerá acima do que estimamos como neutro.

 

*Fernando Honorato*

Economista-Chefe Bradesco

Divida publica descontrolada

 


Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,2% US tech -0,4% US Semis -1,4% UEM +0,4% España +0,6% VIX 15,2% Bund 3,14%. T-Note 4,68%. Spread 2A-10A USA=+53pb B10A: ESP 3,58% PT 3,47% ITA 3,92% FRA 3,90% Euribor 12m 2,88%. USD 1,153 JPY 182,6/€. Ouro 4.239 $. Brent 82,5$. WTI 77,3$. Bitcoin -0,6% (64.393$). Ether -0,5% (1.906$).


SESSÃO: Sem notícias das negociações entre os EUA e o Irão, o petróleo sobe, superando novamente os 80 $/barril e a yield das obrigações soberanas aumenta e situa-se já em níveis a vigiar (T-Note c.4,70%, Bund 3,15%). Isto fez com que as bolsas perdessem força ontem, fechando ontem a sessão americana com ligeiríssimas quedas (-0,2%), após ter estado a subir durante toda a sessão (Europa +0,4%). Hoje, as bolsas asiáticas optam pela realização de lucros e o mais provável é que a Europa abra também um pouco em baixa (-0,2%?), à espera do emprego americano (13:30 h). Será a única referência capaz de marcar o tom da sessão e tudo aponta que a Criação de Emprego Não Agrícola (Payrolls) recuperará tração em julho após a queda registada em junho (80k esp. vs. 57k ant.), enquanto os Salários se mantêm fixos em +4,2% e a Taxa de Desemprego (4,2%), próxima a mínimos históricos. A confirmar-se, terá pouco impacto nas expetativas de taxas de juros da Fed, mais preocupada com a inflação do que cm a economia, e o mercado poderá tentar regressar à série em alta na sessão americana, apoiada na força dos resultados empresariais. Nos EUA, o EPS cresce c. +51% no 2T (a/a) vs 24% esperado inicialmente, com a temporada de resultados praticamente finalizada.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo rouba a cena do payroll*


Só uma deterioração forte do emprego desviaria o foco do Fed dos riscos inflacionários


… Depois de apenas dois dias de alívio, a guerra entre Estados Unidos e Irã volta a comandar os mercados, recolocando o petróleo, a inflação e os juros no centro das atenções. A piora das tensões no Oriente Médio elevou as dúvidas sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e reforçou apostas de que o Fed pode elevar os juros em setembro. Nesse ambiente, o payroll hoje perde parte do protagonismo, já que só uma deterioração forte do emprego desviaria o foco do BC dos riscos inflacionários. No Brasil, o day after do Copom confirmou as expectativas de novo corte, enquanto a Petrobras divulgou um balanço acima das expectativas, impulsionado justamente pelo petróleo mais caro.


GEOPOLÍTICA VOLTA A PESAR – O otimismo com um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz deu lugar a uma nova rodada de tensão no Oriente Médio, recolocando o petróleo e a geopolítica no centro das atenções dos mercados.


… Ao longo da quinta-feira, aumentou o pessimismo sobre uma solução entre Estados Unidos e Irã após relatos de ataques dos houthis contra alvos sauditas no Mar Vermelho, explosões na ilha iraniana de Qeshm e um esboço do acordo entre Irã e Omã que não convenceu.


… O texto prevê restrições à navegação de embarcações dos Estados Unidos, Israel e países considerados “hostis” pelo Estreito, além da cobrança de pedágios. O avanço das hostilidades levou o Brent a fechar em alta de 3,83%, a US$ 82,49 o barril.


… No pregão eletrônico, o petróleo ampliava os ganhos, com o Brent em torno de US$ 83 o barril e o WTI a US$ 78.


… Segundo a agência Tasnim, as explosões em Qeshm ocorreram após disparos contra “alvos inimigos” na entrada de Ormuz.


… Ao mesmo tempo, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de promover um “teatro diplomático” e exigiu que os Estados Unidos “cumpram seus compromissos”.


… Também pesaram as informações de que Washington rejeita os termos propostos por Teerã e Omã para a reabertura da principal rota marítima do petróleo, insistindo que Ormuz permaneça uma via internacional livre de restrições e taxas.


… Em meio ao aumento das incertezas, Donald Trump afirmou que acredita que a guerra terminará “em breve” e disse participar diretamente das negociações sobre Ormuz, embora tenha voltado a admitir a possibilidade de novos ataques ao Irã.


… Para analistas do ING, continuam existindo divergências profundas entre Estados Unidos e Irã sobre o controle do Estreito de Ormuz e a questão nuclear, o que mantém elevado o risco de um novo fracasso das negociações.


… Enquanto isso, o tráfego de navios permanece reduzido, ameaçando o fluxo global e sustentando o prêmio de risco do petróleo.


PAYROLL PERDE STATUS – O relatório oficial de emprego dos Estados Unidos será divulgado hoje, às 9h30, em um momento em que o mercado em Nova York voltou a concentrar todas as atenções nos riscos inflacionários, ampliados pela volatilidade do petróleo.


… Desde a reunião da semana passada, quando o Fomc registrou três votos dissidentes favoráveis à alta dos juros, dirigentes do Federal Reserve vêm reforçando que a prioridade continua sendo levar a inflação de volta à meta de 2%.


… Ontem, reportagem do Financial Times teve impacto sobre os negócios ao revelar que o presidente do Fed, Kevin Warsh, está preparado para defender uma alta dos juros em setembro caso os próximos indicadores de preços confirmem esse cenário.


… Nesse contexto, o payroll tende a ser relativizado pelos investidores. Apenas uma deterioração mais acentuada do emprego teria potencial para reduzir de forma significativa as apostas de aperto monetário em setembro, que voltaram a crescer.


… Um mercado de trabalho que permaneça resiliente dificilmente mudará a percepção de que a principal variável para a decisão do Fed voltou a ser a inflação, especialmente após a piora das tensões no Oriente Médio e a pressão do petróleo.


… A mediana do Projeções Broadcast aponta para a criação de 80 mil vagas em julho, após 57 mil em junho, com estimativas entre 63 mil e 130 mil. A taxa de desemprego deve permanecer em 4,2%, enquanto o salário médio por hora deve desacelerar para alta de 0,3% no mês.


… Os indicadores antecedentes trouxeram sinais mistos: o relatório Jolts e o ADP sugeriram alguma moderação na demanda por mão de obra, enquanto os pedidos semanais de auxílio-desemprego seguem próximos das mínimas históricas.


… A aversão ao risco do pregão desta quinta-feira, que contagiou os mercados domésticos, teve tudo a ver com o cenário externo (leia abaixo).


O DAY AFTER DO COPOM – As chances renovadas de uma alta dos juros americanos em setembro pressionaram os juros dos Treasuries, em um movimento reproduzido pela curva dos DIs, um dia depois de o Copom deixar em aberto as próximas decisões.


… Ainda que alguns trechos do comunicado tenham vindo mais conservadores, o fato de o BC permanecer dependente dos dados, colocando na mesa todas as opções – inclusive uma pausa no ciclo de calibração da Selic – não foi o que puxou os juros.


… O mercado não teve a facilidade de um forward guidance, mas acredita que o Copom possa dar mais um corte em setembro. Não só a curva de juros fechou o day after do Copom precificando essa aposta, como essa também é a expectativa da maioria dos economistas.


… Segundo levantamento realizado pelo Broadcast, de 48 casas consultadas, 34 esperam uma nova queda de 25 pontos em setembro, para 13,75%. Outras 13 instituições estimam manutenção da taxa em 14% e uma (Integral Group) vê espaço para um corte 50 pontos.


… As medianas para o nível da Selic caíram de 14% para 13,75% para as reuniões de setembro, novembro e dezembro, na comparação com levantamento realizado semana passada, de acordo com o consenso da última pesquisa Focus.


… A atenção dos investidores se volta agora para a ata do Copom, que será divulgada na terça-feira.


… Economistas esperam que o documento detalhe a avaliação sobre o mercado de trabalho, a transmissão da política monetária para a atividade e o comportamento das expectativas de inflação, depois de um comunicado deliberadamente sucinto.


O LUCRO DA PETROBRAS – Divulgado após o fechamento, o balanço da estatal superou com folga as expectativas do mercado.


… A Petrobras registrou lucro líquido de US$ 10,4 bilhões no segundo trimestre, uma alta de 120,3% em relação a um ano antes. O Ebitda ajustado também veio acima do esperado, em US$ 18,6 bilhões, e a receita de vendas alcançou US$ 33,6 bilhões.


… Em reais, lucro de R$ 52,4 bilhões; Ebitda de R$ 93,8 bilhões; e receita de R$ 169,5 bilhões – todos entre os maiores resultados da história da companhia. A Petrobras ainda anunciou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos, ou R$ 1,348/ação. Ex em 24/8.


… No after hours de Nova York, os ADRs subiram 1,4% (ON) e 1,09% (PN), refletindo um resultado impulsionado pela combinação entre aumento da produção, maior utilização das refinarias e preços elevados do petróleo ao longo de praticamente todo o trimestre.


… Depois de a guerra entre Estados Unidos e Irã sustentar um Brent elevado entre abril e junho, o desempenho da estatal no terceiro trimestre dependerá, em grande parte, da evolução do conflito e, especialmente, do comportamento do petróleo.


… A teleconferência da Petrobras para analistas e investidores acontecerá pela manhã, a partir das 11h45.


BRASKEM – Ainda no after hours, destaque para a forte alta da petroquímica (7,30%), após a decisão da Camex de prorrogar por até cinco anos o direito antidumping sobre importações de resina PVC-S da China.


BALANÇO HOJE – Aqui, só Porto divulga resultados hoje, antes da abertura do mercado.


MAIS AGENDA – FGV divulga o IGP-DI de julho, às 8h, com expectativa de queda de 0,98% (Broadcast), após recuo de 0,79% em junho.


… A deflação deve refletir, principalmente, a continuidade da queda dos preços no atacado, ainda favorecidos pelo recuo das commodities, especialmente agrícolas, e dos combustíveis.


… Às 11h30, o BC realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial (US$ 2,5 bilhões), iniciando a rolagem dos contratos de setembro.


… No exterior, a Alemanha divulga de madrugada a produção industrial de junho, e, nos Estados Unidos, o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, participa de evento às 11h, enquanto o Fed publica os dados de crédito ao consumidor de junho, às 16h.


CHINA HOJE – As exportações registraram alta anualizada de 23,9% em julho, desacelerando o ritmo contra junho (27%), mas o resultado superou a expectativa dos analistas do mercado financeiro de um crescimento 22,9%…


… As importações também perderam fôlego, de 36% para 27,5%, porém vieram acima do consenso de 27,1%. O superávit comercial de US$ 112,5 bilhões ficou abaixo de junho (US$ 125,6 bi), mas acima da projeção de US$ 100 bi.


CURTAS DA POLÍTICA – A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos pode ganhar um novo capítulo.


… Segundo o Estadão, diplomatas americanos alertaram empresários brasileiros de que Washington poderá ampliar as retaliações caso o governo brasileiro continue sem conceder o agrément ao indicado por Donald Trump para a embaixada em Brasília, Daniel Perez.


… Entre as possibilidades discutidas estariam novas restrições de vistos e até a retomada de sanções contra autoridades brasileiras.


LULA. Segundo a Folha, o presidente aprovou as diretrizes de seu plano de governo para um eventual quarto mandato, retirando propostas como reestatizações e tarifa zero no transporte público e reforçando o compromisso com responsabilidade fiscal e controle da inflação.


FLÁVIO. Também já prepara propostas de corte de gastos, incluindo PECs e projetos de lei, para serem discutidos em uma eventual transição de governo, informou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que participou com ele do podcast Market Makers.


VALE TUDO – Não teve nada a ver com o Copom a pressão observada ontem nos juros futuros domésticos, mesmo porque o BC sinalizou que todas as opções estão em aberto para setembro, até mesmo um novo corte da taxa Selic.


… O que pegou na curva foi o fantasma da inflação com o novo rali de quase 4% do petróleo, sem perspectiva de um desfecho rápido para a guerra, o que também puxou as taxas dos Treasuries e pôs na conta um Fed hawkish.


… Acima de US$ 80, o barril aprofundou a repercussão à notícia de que Kevin Warsh estaria preparado para um potencial aperto monetário na próxima reunião, em setembro, se as próximas leituras da inflação assustarem.


… Mesmo os dirigentes do Fed que votaram junto com Warsh pela manutenção do juro na reunião mais recente não descartam agir de forma mais conservadora caso as pressões inflacionárias se mostrem mais persistentes.


… Apesar de não ter direito a voto este ano pelo sistema de rodízio do Fed, Alberto Musalem declarou publicamente ontem, durante evento, a sua preferência por uma “restrição significativa” para conter a inflação “elevada demais”.


… Para ele, o juro no nível atual é incompatível com o cumprimento da meta de inflação de 2% e um BC que tolera os preços acima do alvo, com a promessa de ganhos de produtividade, corre o risco de desancorar as expectativas.


… Além do petróleo, Musalem alertou para o risco de o El Niño se transformar em um novo choque de oferta.


… Na defensiva, o juro da Note de 2 anos subiu para 4,241% (de 4,177%) e o de 10 anos, a 4,663% (de 4,612%).


… Aqui, o DI para Janeiro de 2027 marcou 13,770% (de 13,755% no ajuste anterior); Jan/28, 13,865% (contra 13,793% na véspera); Jan/29, 14,120% (de 14,009%); Jan/31, 14,330% (de 14,193%); e Jan/33, 14,430% (de 14,292%).


… O efeito em cascata da guerra, que puxa o petróleo e que puxa o medo da inflação, chegou ontem também ao câmbio no exterior, com o índice DXY em alta de 0,25%, embora ainda abaixo da linha dos 100 pontos (99,930).


… O euro caiu 0,26%, a US$ 1,1521, a libra ficou estável (-0,08%), a US$ 1,3455, e o iene recuou a 158,46 por dólar. A BBG informou que a Alemanha cogita nomear Joachim Nagel ao BCE se Lagarde sair antes do final de seu mandato.


… Imune à valorização do dólar em escala global, por aqui, a moeda americana fechou em baixa de 0,41%, a R$ 5,1073, porque o real faturou a disparada do petróleo e não se abalou pela possibilidade de o Fed virar hawkish.


… Fora um ou outro pico de estresse, o câmbio doméstico se mantém comportado, ainda confiando que o fluxo não deve parar de vir para o Brasil nem se a Selic cair, se o juro do Fed subir e se o fiscal não se resolver com um Lula 4.


NÃO ORNOU – Tem dias em que o mercado combina reações inusitadas, como ontem, quando o petróleo escalou, mas o Ibovespa queimou quase 2.200 pontos, e o balanço do Bradesco veio dentro do script, mas o papel caiu.


… A bolsa parece ter respondido ao cenário mais amplo de incômodo com o risco de descontrole da inflação global.


… Diante da piora no apetite por risco, Petrobras teve alta tímida (PN, +0,48%, a R$ 42,13; e ON, +0,34%, a R$ 47,31). Não se empolgou nem com a força do petróleo e tampouco com a previsão de que o balanço viria forte à noite.


… Bradesco ignorou o resultado trimestral em linha com o esperado e afundou 1,94% (PN), a R$ 17,70. Os bancos recuaram em bloco: BB, -3,66% (R$ 20,28); Itaú PN, -1,3% (mínima de R$ 41,83); e Santander unit, -0,71% (R$ 29,27).


… Também “do contra”, Vale recuou 1,66%, a R$ 75,39, apesar da alta firme de 2,57% do minério de ferro. O mau humor roubou os 176 mil pontos do Ibovespa, que caiu 1,23%, a 175.546,36 pontos, com giro de R$ 19,3 bilhões.


… Os desafios do ambiente externo (petróleo, Fed e expectativa pelo payroll) vieram a calhar para o Dow Jones interromper a sequência de cinco altas e abandonar seu pico histórico, para recuar 0,85%, aos 53.885,10 pontos.


… Ainda o S&P 500, que continua flertando com seus recordes, caiu de leve (-0,18%), a 7.709,96 pontos, enquanto o Nasdaq fechou estável (-0,06%), aos 26.348,35 pontos, apesar das incertezas sobre os retornos dos gastos em IA.


CIAS ABERTAS NO AFTER – RENNER teve lucro líquido de R$ 404,6 milhões no segundo trimestre, em linha com as projeções do Broadcast…


… O Ebitda de varejo ficou 22% acima do previsto, em R$ 791,2 milhões, e a receita de R$ 3,6 bilhões veio em linha.


ALPARGATAS teve lucro líquido de R$ 169,7 milhões no segundo trimestre, alta de 95% ante um ano antes. A receita cresceu 11,3%, para R$ 1,2 bilhão, e o Ebitda avançou 54%, para R$ 269 milhões.


GRENDENE teve lucro líquido de R$ 89,4 milhões no segundo trimestre, queda de 37,7% ante um ano antes. A receita recuou 0,4%, para R$ 552,8 milhões, e o Ebitda ajustado caiu 27,4%, para R$ 40,7 milhões.


AZZAS negou à CVM que as projeções divulgadas para a Cris Barros, marca de moda feminina de luxo que integra o portfólio do grupo, tenham sido elaboradas, revisadas ou aprovadas pela companhia…


… Segundo a reportagem do Valor, a Azzas planeja encerrar o ano com faturamento próximo de R$ 300 milhões, crescimento de 20% ante 2025, margem de lucro operacional de 28,5% e retorno sobre o capital investido de 44%.


ALLOS teve lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre, 66% acima das projeções do Broadcast…


… O Ebitda ajustado de R$ 525 milhões ficou 5,6% acima do esperado, enquanto a receita líquida de R$ 723 milhões superou as estimativas em 5,2%.


MAGAZINE LUIZA reverteu lucro e registrou prejuízo ajustado de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre. A receita caiu 2,6%, para R$ 8,8 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 2,5%, para R$ 708,8 milhões.


ASSAÍ teve lucro líquido recorrente de R$ 344 milhões no segundo trimestre, 111% acima das projeções do Broadcast. O Ebitda de R$ 1 bilhão e a receita de R$ 19,175 bilhões vieram em linha…


… Conselho elegeu Rafael Sachete da Silva como diretor de Relações com Investidores, acumulando a função com a vice-presidência de Finanças. Belmiro Gomes permanece como CEO.


CVC. Fernando Antonio Kulnig Cinelli renunciou ao conselho de administração, e o substituto ainda não foi escolhido.


HYPERA teve lucro líquido de operações continuadas de R$ 490 milhões no segundo trimestre, alta de 15% ante um ano antes. A receita cresceu 8,5%, para R$ 2,336 bilhões, e o Ebitda avançou 4,1%, para R$ 754,9 milhões.


FLEURY teve lucro líquido de R$ 221,9 milhões no segundo trimestre, alta de 45,7% ante um ano antes. A receita cresceu 14,4%, para R$ 2,3 bilhões, e o Ebitda avançou 15,2%, para R$ 612,9 milhões…


… A companhia distribuirá R$ 217,8 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,4007 por ação, com pagamento em 02/10. Os papéis ficam ex-JCP em 12/08.


PAGUE MENOS aprovou a nona emissão de debêntures, no valor de R$ 350 milhões, para resgatar antecipadamente títulos da sexta emissão.


OUROFINO teve lucro líquido ajustado de R$ 15,9 milhões no segundo trimestre, queda de 33,3% contra um ano antes. A receita cresceu 30,7%, para R$ 338,7 milhões, e o Ebitda ajustado avançou 22,1%, para R$ 60,8 milhões.


BRB. O ministro Fux (STF) marcou para o próximo dia 13 uma nova audiência de conciliação para discutir o acordo entre a União, o governo do Distrito Federal (DF) e o banco, que busca viabilizar um socorro de até R$ 6,6 bilhões…


… O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou inércia da União e afirmou que a liberação do empréstimo depende da apresentação de um plano de negócios pelo banco e pelo governo do DF.


UBS. Daniel Barros assumirá comando do banco no Brasil, substituindo Daniel Bassan, que irá para o Santander.


BR PARTNERS teve lucro líquido de R$ 35,1 milhões no segundo trimestre, queda de 22,4% ante um ano antes. A receita recuou 6,6%, para R$ 130,1 milhões.


LOCALIZA teve lucro líquido de R$ 1 bilhão no segundo trimestre, alta de 30,6% ante um ano antes. A receita cresceu 24,5%, para R$ 12,3 bilhões, e o Ebitda avançou 14%, para R$ 3,7 bilhões.


EZTEC teve lucro líquido de R$ 110,4 milhões no segundo trimestre, queda de 21,1% ante um ano antes, enquanto a receita recuou 16,1%, para R$ 376,7 milhões…


… A companhia distribuirá R$ 26,2 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,09456 por ação, com pagamento em 28/08. Os papéis ficam ex em 14/08.


MRV. A Resia celebrou acordos para vender o empreendimento Memorial e cinco terrenos nos Estados Unidos por US$ 170 milhões. As operações reduzirão o endividamento em US$ 141 milhões.


PETRORECONCAVO teve lucro líquido de R$ 202,7 milhões no segundo trimestre, queda de 15% ante um ano antes. O Ebitda cresceu 6%, para R$ 396,1 milhões, e a receita ficou estável em R$ 807,9 milhões…


… Conselho aprovou R$ 100 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,340736 por ação, com pagamento em 27/08. Os papéis ficam ex-proventos em 18/08…


… A companhia informou que a produção média recuou 1,4% em julho ante junho, para 23,7 mil barris de óleo equivalente por dia….


… A empresa também comunicou ter fechado contrato para vender à BRAVA ao menos 50% da produção líquida de petróleo do Ativo Potiguar entre outubro de 2026 e dezembro de 2030.


REFIT. ANP deve julgar nesta sexta-feira a retirada da autorização de operação da refinaria.


ENERGISA teve lucro líquido ajustado recorrente de R$ 88 milhões no segundo trimestre, queda de 80% ante um ano antes. A receita cresceu 4%, para R$ 7,2 bilhões, e o Ebitda ajustado recorrente avançou 1%, para R$ 1,9 bilhão…


… Conselho aprovou R$ 251,5 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,50 por unit e R$ 0,10 por ação ON ou PN, com pagamento em 24/08. Os papéis ficam ex-dividendos em 12/08.


ALUPAR teve lucro líquido regulatório de R$ 159 milhões no segundo trimestre, queda de 14,6% ante um ano antes. A receita regulatória cresceu 10,3%, para R$ 946,1 milhões, e o Ebitda regulatório avançou 6,5%, a R$ 724,7 milhões.


COPEL concluiu a venda de sua participação de 23,03% na Dona Francisca Energética à Gerdau por R$ 150,7 milhões.


NEOENERGIA BRASÍLIA investirá R$ 3,1 bilhões na expansão, modernização e digitalização da rede elétrica do Distrito Federal até 2030.


LOG aprovou R$ 13,9 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,159436 por ação, com pagamento em 01/10. Os papéis ficam ex-dividendos em 19/08.


TUPY reverteu lucro e registrou prejuízo líquido de R$ 10 milhões no segundo trimestre. A receita caiu 5,8%, para R$ 2,47 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 26%, para R$ 156 milhões.


VITTIA informou que o Comitê de Auditoria está temporariamente fora das regras do Novo Mercado após a renúncia de um conselheiro independente e que indicará um substituto em até 90 dias.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal  NY +0,4% US tech +0,8% US Semis +2,9% UEM +0,3% España 0% VIX +14,9%. Bund 3,13%. T-Note 4,65%. Spread 2A-10A U...