quarta-feira, 1 de abril de 2026

FSP 0104

República do Supremo que pode tudo

por Folha de São Paulo “Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, tudo. Para os demais cidadãos, a lei —tal como amplamente interpretada por um ministro do Supremo. Cristaliza-se no Brasil um regime anômalo de prevalência de dez indivíduos sobre o restante da sociedade. Como se vê pelas decisões de Alexandre de Moraes, a latitude de um juiz da corte quando os seus próprios interesses estão em jogo é máxima. Fulmina-se a regra que exige do magistrado afastamento de casos em que ele conste como vítima potencial. Sob sigilo decretam-se prisões, censuras e intimações sem a devida provocação da Procuradoria. Quem critica o arbítrio corre o risco de cair nas garras do Grande Inquisidor. Advogados não têm acesso aos autos. Burocracias do Estado são obrigadas a ajoelhar-se diante da toga agigantada. A atividade policial sujeita-se a intervenções esdrúxulas, como a que por um período escudou de investigação material apreendido sobre a máfia que atuava no Banco Master. A intimidação da Receita Federal levará servidores a adotarem a regra tácita de não abrirem procedimentos administrativos quando detectarem inconsistências fiscais relacionadas aos supremos magistrados. Afinal, o resultado mais brando poderá ser o afastamento sumário da função, com um rastreador no tornozelo. Ameaça parecida paira sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o instrumento mais eficaz do país para detectar transações atípicas, de que as atividades ilícitas amiúde se valem. Num golpe solitário de caneta, Moraes esvaziou o órgão. Não há o que controle um ministro do Supremo que se ponha a subverter a institucionalidade para se proteger e atingir supostos adversários. Ele não depende da petição de partes para agir sobre virtualmente tudo o que deseje. A submissão das decisões individuais aos pares, imperativo dos tribunais, passou a ser na prática facultativa. Um ministro pode atuar como o demiurgo que desfaz e reescreve as leis e manda soltar, prender, calar, pagar e não pagar. A revisão do plenário, quando ocorre, não raro se depara com fatos consumados e danos irreparáveis. Mesmo o contrapeso do colegiado esbarrou no corporativismo quando dois de seus membros passaram a ter as condutas questionadas no escândalo do Master. O encastelamento funciona como estímulo para que ministros reforcem as decisões singulares visando à autoproteção. Esvai-se a esperança de que comecem dentro do Supremo os ajustes para desbastá-lo dos superpoderes estranhos à República. Os ministros mostram-se incapazes de adotar um mero código de comportamentos óbvios, que já deveriam ser moeda corrente. É inevitável que caminhe no Congresso uma reforma para recolocar o STF em seu lugar constitucional.”

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


*Quarta-feira,1 de abril de 2026*


*Trump fala hoje à noite sobre Irã*


Presidente quer fornecer “importante atualização” sobre ofensiva militar


… Mais um dado do emprego nos Estados Unidos será divulgado hoje, o relatório ADP, com a criação de vagas no setor privado, enquanto o mais importante indicador, o payroll, sairá em pleno feriado de Sexta-Feira Santa. São destaques ainda as vendas no varejo americano e os índices de atividade global, incluindo PMI e ISM. Aqui, sai daqui a pouco o IPC-S de março e, no início da tarde, o fluxo cambial semanal. Mas são as notícias da guerra, ou as chances do fim da guerra, que tendem a esticar o otimismo dos mercados, com Trump prometendo sair do Irã em “duas ou três semanas”, sem impor exigências sobre o Estreito de Ormuz. A Casa Branca informou que o presidente fará um pronunciamento hoje à noite (22h) para fornecer uma “importante atualização” sobre a ofensiva militar.


O FIM DA GUERRA – Em novas declarações no final do dia, o presidente Donald Trump disse em entrevista à NBC que a guerra com o Irã está “chegando ao fim”, reforçando os sinais que garantiram o otimismo dos mercados globais, nesta terça-feira.


… Em conversa com os jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump previu que pode encerrar sua campanha militar contra o Irã “em duas a três semanas”. “Vamos sair muito em breve e o Irã não precisa fazer um acordo comigo para que o conflito termine.”


… O que ele quer é que o Irã seja “levado de volta à Idade da Pedra”, sem capacidade de adquirir uma arma nuclear no curto prazo. O presidente descartou o propósito de abrir o Estreito de Ormuz, afirmando que o preço da gasolina cairá tão logo os Estados Unidos saiam do Irã.


… Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que seu país não busca a guerra e está preparado para encerrá-la com garantias contra novas agressões. A declaração se seguiu à fala de Trump de que estaria disposto a encerrar os conflitos.


… Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou à Al Jazeera que houve troca de mensagens com os Estados Unidos, seja diretamente ou por meio de aliados, mas enfatizou que isso não significa que seu país esteja em negociações.


… De parte a parte, os ataques prosseguem no Oriente Médio.


… O exército do Irã alvejou a Siemens, a AT&T e centros de telecomunicações em Israel, fazendo novas ameaças contra empresas tech e financeiras dos Estados Unidos na região do Golfo, por suposto envolvimento em espionagem contra o país persa.


… Já os Estados Unidos enviaram um terceiro porta-aviões de guerra para a região, segundo o Wall Street Journal.


… Teerã é pressionada a se engajar em negociações diplomáticas mediadas por Turquia e Paquistão, que disse estar pronto para sediar uma primeira rodada de conversas, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, conversou com representantes turcos e chineses.


… Junto com o Paquistão, a China apresentou um plano de cinco pontos para cessar o uso da força e abrir o Estreito de Ormuz, incluindo o cessar-fogo, negociações de paz, proteção da infraestrutura energética e uma estrutura de paz mais ampla sob a Carta da ONU.


… A proposta foi divulgada após reunião do ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim. Trump não quis comentar a iniciativa, dizendo apenas que “as negociações com o Irã estão indo bem”.


… O presidente disse ainda acreditar em uma “reabertura imediata” do Estreito de Ormuz, logo após a saída americana do conflito, mas não quis confirmar se considera despachar sua equipe de negociação – o enviado especial Steve Witkoff e o vice JD Vance – para o Paquistão.


… A principal demanda de Washington, neste momento, é pela liberação total do tráfego no Estreito de Ormuz, a fim de normalizar as cadeias de suprimento energético e conter a disparada dos preços do petróleo – que ameaça a economia americana de estagflação.


… Também pesa a falta de apoio dos aliados europeus, que resistem às pressões de Trump para ampliar o envolvimento direto no conflito contra o Irã, enquanto priorizam contenção, diplomacia e proteção indireta de interesses estratégicos.


… Em publicação na Truth Social, o presidente sugeriu que países afetados pela crise energética no Estreito de Ormuz “juntem coragem, vão ao Estreito e simplesmente peguem” o petróleo, acrescentando que “os Estados não estarão mais lá para ajudar”.


… As chances de um acordo permitiram a queda de mais de 3% do petróleo Brent, que, no entanto, ainda fechou acima dos US$ 100, com uma valorização de 42% em março. As bolsas se animaram e dólar e juros recuaram em escala global (leia abaixo).


ENERGIA SOB PRESSÃO –O governo acelera uma resposta coordenada para conter os impactos do choque global de petróleo, com mais de 80% dos Estados já sinalizando adesão à proposta de subvenção ao diesel.


… A medida, desenhada em conjunto entre Fazenda e Comsefaz, prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro por dois meses, com custo total estimado em R$ 3 bilhões, dividido entre União e Estados.


… Apesar do avanço, ainda há resistências pontuais.


… O Rio de Janeiro, por exemplo, condiciona a adesão à publicação da medida provisória, citando impacto fiscal relevante — estimado em R$ 30 milhões por mês — em meio a um déficit projetado de R$ 19 bilhões em 2026.


… A equipe econômica busca unanimidade, mas já admite tocar a proposta mesmo sem adesão total.


… Na prática, o objetivo é evitar desabastecimento, já que os preços domésticos seguem defasados em relação ao mercado internacional, num cenário agravado pela escalada da guerra no Oriente Médio.


… A leitura dentro do governo é de que a medida é emergencial e tenta dar previsibilidade ao abastecimento em meio à volatilidade externa.


… Do lado dos preços, a pressão segue intensa. A Vibra informou que vai repassar integralmente um aumento de 54,6% no querosene de aviação (QAV) a partir de abril, refletindo reajuste da Petrobras, ainda não confirmado oficialmente.


… O movimento reforça o repasse da alta do petróleo para a cadeia doméstica.


… Na mesma direção, a Refinaria de Mataripe confirmou alta de 15,3% no GLP, enquanto o diesel e a gasolina acumulam disparadas expressivas no mês, acompanhando a volatilidade internacional.


… A defasagem de preços também escancara a diferença de política entre agentes do setor, com a refinaria privada mais alinhada à paridade de importação do que a Petrobras.


… A pressão chega ao consumidor: o gás de cozinha importado já ficou cerca de 60% mais caro, levando o governo a estudar novos subsídios para conter o impacto. O Brasil importa cerca de 20% do GLP consumido, o que amplia a exposição ao choque externo.


… Em paralelo, Lula reforça que o governo tenta evitar repasses ao diesel, atribuindo parte das altas à cadeia de distribuição.


ENDIVIDAMENTO EM FOCO – O governo voltou a avaliar o uso de recursos esquecidos em bancos para reforçar um novo programa de renegociação de dívidas, em meio ao diagnóstico de endividamento recorde das famílias.


… Segundo dados do Banco Central, o volume parado nessas contas soma R$ 10,5 bilhões, o que reacende uma discussão já travada entre equipe econômica, autoridade monetária e oposição. A proposta não é nova.


… Em 2024, o governo tentou utilizar os recursos para reforçar o resultado fiscal, mas enfrentou resistência do BC, que não aceitava a contabilização como receita primária, além de críticas políticas que classificaram a iniciativa como “confisco”.


… Apesar da aprovação da Lei 14.973/2024, os valores acabaram não sendo incorporados ao caixa federal e permaneceram parados. Agora, a ideia ressurge com outro foco: ampliar programas de renegociação de dívidas, em linha com iniciativas anteriores como o Desenrola.


… As conversas entre bancos e governo, no entanto, ainda são iniciais, embora o setor financeiro já tenha apresentado um diagnóstico detalhado do quadro de inadimplência no país.


… Nos bastidores, ganha força a proposta de consolidar dívidas — especialmente de cartão de crédito — com descontos escalonados de acordo com a renda do devedor e o nível de garantia pública oferecido. Quanto maior a cobertura do governo, maior o desconto ao consumidor.


… O desenho em discussão envolve o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO), replicando a lógica adotada em programas anteriores. Ainda assim, permanece a dúvida sobre o espaço fiscal e o apetite do governo para novos aportes, o que deve definir o avanço da iniciativa.


PESQUISA ATLAS/ESTADÃO – Na manchete do jornal, SP tem empate técnico entre Flávio (43,4% das intenções de voto) e Lula (42,5%) no primeiro turno, mas o senador lidera no segundo turno por cinco pontos (49% contra 44%).


… Ainda segundo a sondagem, Lula é a figura de maior rejeição eleitoral, de uma lista de 17 nomes apresentados, e não receberia de jeito nenhum o voto de 53,5% dos eleitores paulistas. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 47,1%.


MAIS POLÍTICA – Lula enviou ao Congresso mensagem de recomendação de Jorge Messias para a vaga no STF.


… Na CPI do Crime Organizado, foi aprovada a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e da empresa Prime Aviation Participações, que já teve o próprio Vorcaro como sócio.


… Documentos obtidos pela Folha apontam que Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci, voaram em jatos executivos de empresas do dono do Master ou ligadas a ele pelo menos oitos vezes entre maio e outubro.


MAIS AGENDA – A agenda desta quarta-feira ganha peso com a inflação e sinais do mercado de trabalho global, em meio à escalada dos combustíveis no cenário doméstico.


… O IPC-S de março, que sai às 8h, deve acelerar para 0,65%, após deflação de 0,14% em fevereiro, segundo o Projeções Broadcast, refletindo principalmente a alta de alimentos e transportes.


… As estimativas para o índice, todas positivas, variam de 0,49% a 0,66%, enquanto a inflação em 12 meses deve avançar para cerca de 3,45%, reforçando a leitura de pressão recente nos preços, especialmente com o impacto dos combustíveis em meio ao choque externo.


… Ao longo do dia, o fluxo cambial semanal do BC (14h30) completa o quadro doméstico.


… No exterior, o destaque fica para o relatório ADP de criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos (9h30), visto como prévia do payroll. Após a criação de 63 mil vagas em fevereiro, o dado é acompanhado de perto para calibrar expectativas sobre a trajetória de juros.


… Ainda nos EUA, saem os PMIs industriais (10h45 e 11h) e os estoques do DoE (11h30), em um ambiente já marcado pela volatilidade do petróleo, enquanto dirigentes do Fed participam de eventos ao longo do dia, incluindo Michael Barr e Alberto Musalem (ambos às 10h).


… Na Europa, a manhã é marcada pelos PMIs industriais finais de março na Alemanha, Zona do Euro e Reino Unido.


CHINA HOJE – O PMI/S&P Global industrial caiu de 52,1 em fevereiro para 50,8 em março, abaixo da projeção de 51. O dado sinalizou expansão mais lenta da atividade, mas foi o segundo melhor desempenho dos últimos seis meses.


JAPÃO HOJE –A leitura final doPMI/S&P Global industrial desacelerou de 53 em fevereiro para 51,6 em março, coincidindo com o início da guerra. Mas o dado seguiu acima do patamar de 50, indicando expansão da atividade.


DESATOLOU – O primeiro aceno de paz do Irã desarmou o estresse global, mas o petróleo ainda acima da marca dos US$ 100 reforça suspeitas de que a commodity tem menor espaço para voltar aos níveis observados no pré-guerra.


… A se confirmar esta percepção de que o barril vai se acomodar em um ponto de equilíbrio mais alto que o exibido antes de o conflito começar, a inflação deve seguir pressionada e pode reduzir a margem de manobra do Copom.


… A Selic pode continuar caindo, mas dificilmente meio ponto, foi a visão de consenso que economistas transmitiram ontem ao diretor do BC Paulo Picchetti, durante as reuniões promovidas na sede da autoridade monetária em SP.


… O cenário-base é de corte de 0,25pp do juro na reunião deste mês. Segundo relatos ao Valor, ninguém mencionou chance de Selic estável. As projeções dos participantes do encontro para a Selic no ano ficaram entre 12,50% e 13%.


… Parte dos economistas presentes destacou os riscos relevantes de que o IPCA estoure o teto da meta, de 4,5%, este ano. Ontem, o Bradesco revisou a projeção de inflação em 2026 de 3,8% para 4,3%, citando o efeito do petróleo.


… Automaticamente, também ajustou para cima a expectativa para a Selic no ano, de 12% para 12,5%. O banco espera um preço médio da commodity entre US$ 70 e US$ 80, considerando a normalização lenta ao longo de 2026.


… Além do choque energético sobre os preços, alguns profissionais presentes à reunião com Picchetti ontem também continuaram alertando sobre a pressão adicional dos serviços e do mercado de trabalho sobre a inflação.


… A economista Ariane Benedito (PicPay) interpretou o Caged de fevereiro, divulgado ontem, como sólido, mas em acomodação gradual. O saldo de 255.321 vagas superou janeiro (115.018 mil), mas veio abaixo da mediana (269 mil).


… O economista-sênior do Inter, André Valério, concorda que o mercado de trabalho segue robusto, mas o Caged dá sinais de que pode estar próximo do seu topo, não havendo muito espaço para melhoras nos próximos meses.


VELOCIDADE DE CRUZEIRO – Os juros futuros queimaram prêmios ontem com a expectativa de fim da ofensiva no Irã, especialmente no miolo da curva e nos vencimentos longos. Já os curtos operaram mais engessados pelo Copom.


… Como disse Galípolo esta semana, o BC está mais para “transatlântico do que jet-ski”, sinalizando que a Selic não tem como cair tanto, até porque o mercado espera que o petróleo se acomode no high mesmo se a guerra acabar.


… Assim, só o contrato de juro para jan/27 continuou na faixa de 14%, a 14,105% (de 14,297% no ajuste anterior). Já o Jan/29 caiu a 13,725% (de 14,055% na véspera); Jan/31, a 13,830% (de 14,117%); e Jan/33, a 13,885% (14,160%).


… O petróleo descomprimiu a pressão global e o Brent devolveu 3,18%, a US$ 103,97. Mas ainda acumulou um salto de quase 44% no mês, pertinho do recorde de alta histórico mensal, de 46%, na Guerra do Golfo (setembro de 1990).


… Com a esperança renovada de fim da guerra, o Ibov recuperou a faixa dos 187 mil e o dólar caiu abaixo de R$ 5,20.


… O índice à vista da bolsa doméstica fechou o último pregão de março com alta firme, de 2,71%, aos 187.461,84 pontos, e giro expressivo, de R$ 37,9 bilhões, sinalizando que os estrangeiros podem ter entrado comprando forte.


… Entre as blue chips, Vale contrariou a queda 0,80% do minério de ferro e disparou 3,75%, para R$ 82,48.


… Os papéis dos bancos também brilharam no pregão de otimismo generalizado: BTG, +5,41% (R$ 56,29); Itaú PN, +4,52% (R$ 43,48); Bradesco PN, +3,79% (R$ 19,17); Santander, +3,79% (R$ 30,64); e BB ON, +2,68% (R$ 23,00).


… As ações da Petrobras recuaram (PN -2,01%, a R$ 48,67, e ON -1,35%, a R$ 53,91) em linha com o alívio do petróleo, ocupando a terceira e quarta maiores baixas do Ibovespa – que teve apenas quatro papéis no vermelho.


… A liderança negativa ficou com Prio (-8,17%; R$ 66,21), seguida de MBRF (-3,09%; R$ 21,64).


… Do lado positivo, Natura ficou no topo, com +12,99% (R$ 10,44), após divulgar reformulação no conselho de administração e o ingresso da Advent como acionista. Magazine Luiza veio a seguir, com +9,62% (R$ 8,77).


… Reportagem do Broadcast indica que a guerra do Irã atrasou para maio e junho a janela de ofertas de ações em bolsa prevista para março e abril. Riachuelo, Vitru, Banco Pine e Pague Menos podem testar o apetite do mercado.


BAIXOU AS ARMAS – A disposição do Irã em encerrar a guerra tirou do território de correção (bear market) o Dow Jones, que avançou 2,49%, a 46.341,21 pontos, e o Nasdaq, com injeção de ânimo de 3,83%, a 21.590,63 pontos.


… O S&P 500 avançou 2,91%, aos 6.528,45 pontos. Porém, com o estouro do conflito militar no início de março, as bolsas americanas terminaram o mês com perdas acumuladas de 5,38%, 4,75% e 5,09%, respectivamente.


… O otimismo com a chance de a economia ainda conseguir evitar uma estagflação, caso a ofensiva no Irã termine logo, derrubou os juros dos Treasuries de 2 anos (a 3,792%, de 3,832%) e de 10 anos (a 4,317%, de 4,347%).


… Sentindo-se à vontade para relaxar, no câmbio, o índice DXY do dólar caiu abaixo dos 100 pontos: -0,55%, a 99,961 pontos. Mas acumulou alta de quase 2,5% em março, com o Irã e os EUA passando o mês sem dar o braço a torcer.  


… O euro subiu 0,86% ontem, a US$ 1,1563, a libra ganhou 0,44%, a US$ 1,3240, e o iene avançou para 158,76/US$.


… Aqui, o dólar à vista fechou em baixa acentuada de 1,32%, na mínima do dia, a R$ 5,1786. Mas acumulou alta de 0,87% em março. O avanço só não foi maior no mês, porque o fluxo positivo e o petróleo nas alturas protegem o real.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE e Ministério dos Transportes devem firmar acordo sobre ferrovias, envolvendo pagamento adicional de cerca de R$ 7 bilhões e conclusão das obras da Fico, segundo fontes do Valor…


… Acerto inclui as Estradas de Ferro Carajás e Vitória-Minas, com pagamento ao longo de 12 meses e compromisso de concluir o trecho entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT).


PETROBRAS informou a renúncia de Bruno Moretti à presidência do conselho de administração, tendo em vista a sua nomeação a ministro do Planejamento e Orçamento, no lugar da Simone Tebet, que disputará vaga no Senado.


JBS inaugurou centro de biotecnologia em Florianópolis, com investimento de US$ 37 milhões, focado no desenvolvimento de “superproteínas”.


GRUPO EQUATORIAL investirá R$ 21 milhões em projeto de gestão da experiência do cliente com uso de IA.


ASSAÍ aprovou programa de recompra de até 11,3 milhões de ações ON (0,8%), com duração de 12 meses.


GPA aprovou mudanças de governança, com redução do mandato do conselho para um ano e eleição de novos membros, incluindo André Diniz, Leandro Campos, Gustavo Gonçalves, Carlos Fernandes e Eleazar Filho.


GUARARAPES pagará R$ 50 milhões em JCP, a R$ 0,0997 por ação ON, com base na posição de 06/04.


MARISA reverteu lucro e registrou prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões no 4TRI25. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, e a receita líquida somou R$ 458 milhões (-2,2%).


ODONTOPREV. O Bradesco passou a deter participação direta de 53,7% na companhia após reorganização societária.


HYPERA homologou aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, com emissão de 70,6 milhões de ações.


RD SAÚDE pagará R$ 150,4 milhões em JCP, a R$ 0,086 por ação ON; “ex” em 06/04.


COGNA. Robeco passou a deter 5,04% das ações ON.


BRB adiou a divulgação dos balanços de 2025 e convocou AGE para 22/4 para deliberar sobre aumento de capital.


IRB nomeou Frederico Knapp como diretor-presidente da seguradora de grandes riscos, com Thays Vargas Ferreira como diretora financeira.


T4F. Controlador protocolou OPA para fechamento de capital, com preço de R$ 5,59 por ação (R$ 5,78 ajustado), prêmio de cerca de 30%.


BROOKFIELD acertou a compra da Tabas, startup de locação residencial, que passará a integrar a operação imobiliária do grupo no Brasil.e

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +2,9% US tech +3,4% US Semis +6,2% UEM +0,5% España +0,5% VIX 25,3% Bund 2,93%. T-Note 4,27%. Spread 2A-10A USA=+52pb B10A: ESP 3,40% PT 3,36% ITA 3,76% FRA 3,62% Euribor 12m 2,870% (fut.12m 3,044%). USD 1,158 JPY 183,5/€ 158,4/$. Ouro 4.702 $. Brent 101,3$. WTI 99,3$. Bitcoin +2% (68.919$). Ether +4,2% (2.144$). 


SESSÃO. Sensação do final dos problemas. Desde ontem, quando as subidas já foram evidentes. E mesmo antes de um fim de semana prolongado para o mercado, porque na sexta-feira os EUA e a Europa estão fechados; bolsas e obrigações. Se o fecho de posições para um fim de semana prolongado for feito com posições longas, é porque ninguém quer ficar de fora de uma recuperação previsivelmente rápida a partir de segunda-feira (6), portanto, posiciona-se agora mesmo, desde quarta (1)/quinta-feira (2), para não perder o momento. É um sintoma muito bom. Os futuros vêm a subir +1%/+2% na Europa e um pouco mais cansados nos EUA após as fortes subidas de ontem, ca.+0,4%.


As razões para isto são: 

(i)  A determinação de Trump, ontem, insistindo que já terminaram a fase mais complicada do “trabalho” no Irão (neutralizar a ameaça militar). Falará às 2 h (quinta-feira). Interpretação: o Irão já não tem meios militares, portanto, a ameaça está neutralizada, inclusive a nuclear. Este era o principal objetivo dos EUA/Israel. Pode-se intuir que Trump anuncie alguma espécie de vitória e/ou final da guerra.

(ii)  Os estados da região do Golfo Pérsico/Golfo de Omã (Arábia Saudita, Estados Árabes Unidos, etc.) afirmam que se unirão aos EUA para permitir a livre navegação, inclusive pela força (WSJ). Interpretação: Irão fica sem aliados regionais definitivamente, que sabem que precisam de vender petróleo para sobreviver. E a Guarda Revolucionária iraniana fica neutralizada sem petróleo. O Irão passa a ser o “pestilento” e, a partir de agora, a responsabilidade recairá sobre um regime, não ao país, de modo que surgirá outro regime menos agressivo, que fará parte do anterior, mas reformulado e menos perigoso.

(iii)  O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano (Araqchi) confessou ontem as negociações com os EUA (Witkoff) para uma saída negociada, ficando a Guarda Revolucionária sozinha a partir de agora a promover a guerra. Interpretação: o regine iraniano quebrou-se. Divide et vinces…


A frente convencional e racional apoia esta sensação de problemas menos graves do que o temido. Ontem saíram alguns dados americanos inesperadamente bons, embora hoje seja preciso reconhecer que eram registos de fevereiro e a guerra começou em março: Confiança do Consumidor 91,8 vs. 87,2 esperado vs. 91,2 anterior e JOLTS ou Empregos Disponíveis 6,88M vs. 6,89M esperados vs. 6,95 anterior. Mas, embora sejam de fevereiro, dão confiança ao mercado, porque significa que a economia norte-americana, emprego incluído, estava em melhor forma do que se pensava antes do início da guerra, portanto, supõe um ponto de partido melhor para enfrentar as próximas semanas. E na Europa saiu uma inflação já de março não tão má como esperado: +2,5% vs. +2,6% esperado vs. +1,9% fevereiro. E com a Subjacente a retroceder até +2,3% desde +2,4%, o que também tranquiliza um pouco.


HOJE sairá macro relevante, mas terá influência baixa, porque o mercado deixar-se-á empurrar pelas 3 razões mencionadas de interpretação positiva sobre a guerra no Irão. Às 9 h, Desemprego UE (fevereiro; repetir em 6,1%). 13:15 h EUA Inquérito ADP Emprego Privado (março; 40k vs. 63k). 13:30 h EUA Vendas a Retalho (fevereiro; +0,5% vs. -0,2%). 15 h EUA ISM Industrial (março; 52,5 vs. 52,4).


CONCLUSÃO. Desfrutamos do rally do fim da guerra no Irão. Poderão ser sinais falsos, mas parece improvável. Ontem, Wall St +2,9% e semis +6,2%. Esta madrugada, Japão +5,2% e Coreia +8,5%. Europa vem a subir ca. +2%. Obrigações bastante compradas, com redução geral de yield (-5/-20 p.b.). Parece que a nossa estratégia de não só reduzir exposição, mas principalmente comprar acompanhando as quedas foi acertada, principalmente semis. Insistimos que “para ganhar é preciso estar presente”. Ninguém pode certificar que

este seja o final garantido do mau, porque haverá idas e voltas, bastante volatilidade, mas parece que estamos no ponto de inflexão para melhor. Daí as nossas Carteiras Modelo de abril (ainda serão publicadas) manterem os níveis de exposição intactos e elevados, aplicando apenas um ajuste fino nas obrigações… portanto, receberão esta recuperação do mercado. 


FIM

terça-feira, 31 de março de 2026

Legado

 Obras? Nenhuma!  Além de viagens caras e desnecessárias, das 1001 Noites, Lula passou os dias a pensar em uma única coisa: elevar ou criar novos tributos. Segundo as estatísticas, um tributo novo ou reajustado a cada mês. Aqui trago as medidas do Lula3, segundo apurou o jornal Gazeta do Povo, para ferrar o bolso dos brasileiros e aumentar a arrecadação. Com que objetivo, não se sabe, mas claro que foi para torrar, tornando o Brasil um país de terceiro mundo com impostos de países nórdicos, onde tudo que é básico - educação, segurança e direitos - é grátis. No Brasil do Lula, apesar dos altos impostos, temos de arcar com a nossa segurança e  se quisermos uma boa educação para os filhos, só pagando.


 Raio-x dos impostos: quais foram as medidas arrecadatórias de "Lula 3"

Veja, a seguir, a lista das propostas aprovadas ou implementadas pelo governo Lula ao longo de 39 meses de governo:

Consumo e comércio

Reversão de alíquotas de PIS/Cofins sobre receitas financeiras de grandes empresas;

-Retomada da incidência de PIS/Cofins sobre gás e etanol;

-Criação de imposto temporário sobre a exportação de petróleo cru;

-Instituição de Imposto de Importação para compras abaixo de US$ 50 que não integrassem o programa Remessa Conforme – a chamada “taxa das blusinhas”;

-Ampliação da “taxa das blusinhas” para compras de até US$ 50 no Remessa Conforme;

-Aumento do Imposto de Importação sobre painéis solares;

-Retomada da incidência de PIS e Cofins sobre diesel e biodiesel;

-Aumento do Imposto de Importação sobre aço e ferro;

-Criação do IVA dual, com alíquota estimada em 28,5%, com vigência a partir de 2027;

-Criação do Imposto Seletivo (apelidado de "imposto do pecado") a partir de 2027;

-Elevação no Imposto de Importação sobre quase mil itens.

  

Investimentos e renda

-Tributação de fundos exclusivos ("come-cotas");

-Tributação de rendimentos no exterior (offshores);

-Criação de imposto mínimo sobre altas rendas e taxação de dividendos;

-Imposto mínimo global de 15% sobre lucros de multinacionais;

-Aumento na retenção de IR retido na fonte sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP);

-Retenção de IR na fonte sobre dividendos remetidos ao exterior;

-Fim da isenção de IR para fundos imobiliários e Fiagro.

Operações financeiras


Aumento do IOF sobre:

-Compras internacionais no cartão;

-Moeda em espécie;

-Crédito para empresas;

-Seguro de vida VGBL;

-FIDCs;

-Cooperativas de crédito.


Setores específicos

-Taxação das apostas eletrônicas esportivas (bets) em 12%;

-Elevação progressiva do imposto sobre as bets, até 18%;

-Elevação de IPI para armas de fogo;

-Fim da isenção e Imposto de Importação progressivo para veículos elétricos;

-Aumento da CSLL de fintechs e instituições de pagamento;

-Instituição de Imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto.

-Mudanças em benefícios fiscais e estrutura tributária

-Retirada do ICMS da base de cálculo de créditos tributários de PIS/Cofins;

-Retomada da incidência de IRPJ e CSLL sobre benefícios fiscais;

-Limitação ao uso de Juros sobre Capital Próprio (JCP);

-Reoneração da folha de pagamento de municípios e setores econômicos;

-Fim do Perse, incentivo fiscal criado na pandemia para o setor de eventos e turismo;

-Redução linear de 10% sobre benefícios fiscais.


Medidas previstas na "MP taxa tudo”

Ainda que tenha caducado e algumas de suas medidas tenham sido retomadas pelo governo – como o aumento da tributação de fintechs e bets –, a chamada "MP taxa tudo” extinguiu benefícios e elevou tributações enquanto esteve em vigor.

A medida provisória ficou válida entre 11 de junho e 8 de outubro de 2025 e estabelecia 11 medidas. Com a perda de validade, seis delas foram reapresentadas em outros projetos e restabelecidas, ainda que com algumas diferenças, como consta na listagem acima.

Foram retomadas a elevação na alíquota das bets, novas regras para concessão do seguro-defeso, elevação da CSLL para fintechs, elevação do IR retido na fonte sobre JCPs, fim da isenção para fundos imobiliários e Fiagro, e o IOF sobre FIDCs. Enquanto esteve vigente, a MP ainda estabelecia:

-Tributação de 5% sobre LCI e LCA, entre outros títulos incentivados;

-Alíquota fixa de 17,5% de IRPF retido na fonte sobre rendimentos e ganhos de capital no mercado financeiro; 

-Fim da isenção para vendas de criptoativos de até R$ 35 mil mensais, com alíquota fixada em 17,5%;

-Fim da isenção dos FI-Infra, que passariam a ser taxados em 5% a partir de janeiro de 2026;

-Cobrança de 17,5% de IR sobre ações e fundos de ações, incluindo operações de day trade, a partir de janeiro de 2026, com isenção para vendas trimestrais de até R$ 60 mil.


Agora sabemos, povo e empresariado, a razão de o dinheiro estar faltando em nossos bolsos. Sobre isso os defensores do indefensável PT nada falam.

Anderson Nunes

 *LULA COMBATE ENDIVIDAMENTO NA TENTATIVA DE SALVAR ELEIÇÃO - MC 31/03/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político*


*PLANALTO ACIONA MODO COBRANÇA PARA ALIVIAR DÍVIDA DAS FAMÍLIAS*


O governo federal corre contra o tempo para implementar um pacote de bondades econômicas e conter o avanço da oposição nas pesquisas presidenciais.


*OFENSIVA CONTRA OS JUROS ALTOS*


O presidente Lula exige resultados rápidos na redução das taxas do rotativo do cartão de crédito e na criação de novos programas de renegociação de dívidas. Com o endividamento familiar atingindo quase metade da renda anual, o foco reside em impedir que o sufoco financeiro do eleitor se transforme em rejeição nas urnas em outubro.


*POLÍTICA E SUCESSÃO DE 2026*


Pesquisas de intenção de voto mostram Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico, o que obriga o Palácio do Planalto a recuar em pautas impopulares como a taxação de importações internacionais. A alta rejeição de ambos os nomes abre espaço para discussões sobre pacificação e novos arranjos no campo da direita para o próximo pleito.


*DIREITA GANHA FORÇA COM CAIADO*


O PSD oficializou Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência sob a bandeira da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O movimento acirra a disputa pelo voto conservador e pressiona o centro político.


*RIGOR FISCAL E O GARGALO DO BRB*


O Ministério do Planejamento confirmou o bloqueio de 1,6 bilhão de reais em despesas para respeitar os limites de gastos estabelecidos para o ano de 2026. Enquanto o governo tenta equilibrar as contas, o banco BRB vive uma crise aguda de liquidez e busca socorro emergencial junto ao Banco Central para evitar um colapso patrimonial.


*ALIMENTOS E PETRÓLEO EM ALTA*


Economistas elevam em 1,5 ponto percentual a expectativa para a inflação de alimentos no domicílio devido ao conflito no Oriente Médio e outros fatores climáticos. A oscilação do barril de Brent, que beirou os US$ 120, pressiona os custos de frete e insumos agrícolas para a próxima safra.


*JUROS E MERCADO DE TRABALHO*


Gabriel Galípolo indicou que o Banco Central mantém a tranquilidade para novos cortes na Selic em abril, tratando as turbulências externas como fatores transitórios dentro de uma política ainda restritiva. O mercado agora volta a atenção para o Caged, esperando que a criação de vagas confirme o vigor econômico sem pressionar excessivamente a inflação de serviços.


*TRUMP E O ESTREITO DE ORMUZ*


O presidente Donald Trump avalia finalizar a campanha militar contra o Irã mesmo sem a liberação total do Estreito de Ormuz por considerar que a operação atual cumpre seus prazos estratégicos. A nova diretriz foca no enfraquecimento bélico seguido de pressão diplomática, buscando mitigar a estagflação que mantém o petróleo acima de US$ 100.


*RADAR CORPORATIVO*


1. AENA: A gigante espanhola arrematou o aeroporto do Galeão por 2,9 bilhões de reais com um ágio superior a 210 por cento e consolida sua liderança no setor aeroportuário nacional.  

2. Setor Elétrico: O BNDES deve liberar uma linha de crédito de 7 bilhões de reais para distribuidoras de energia com o objetivo de amortecer o aumento das tarifas para o consumidor final.  

3. JBS: A companhia captou US$ 2 bilhões em bônus no mercado internacional para otimizar o perfil de vencimento de suas dívidas.  

4. NATURA: O fundo Advent adquiriu uma fatia de 10% da empresa, resultando na saída dos fundadores do conselho de administração e em uma nova liderança executiva.  

5. AENA: O grupo arrematou a concessão do Aeroporto do Galeão por R$ 2,9 bilhões, consolidando o interesse do capital privado em infraestrutura logística.  

6. SIMPAR: A holding reportou lucro líquido de R$ 543,4 milhões no quarto trimestre, revertendo perdas anteriores com forte desempenho operacional.  

7. WEG: Teve sua recomendação elevada pelo Morgan Stanley para preço-alvo de R$ 54, refletindo o otimismo com a eficiência da empresa frente ao cenário global.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM\&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Trump fala em acabar com a guerra*


Jolts nos EUA e Caged no Brasil calibram juros


… O resultado primário do setor público abre a agenda, com previsão de déficit em fevereiro, enquanto o Planejamento nega intenção de mudar a meta fiscal. Na sequência, o Caged desafia o otimismo de Galípolo, que sinaliza a continuidade dos cortes da Selic. Já nos Estados Unidos, o relatório Jolts, com a abertura de vagas em fevereiro, é o destaque, com o investidor antecipando o timing para a retomada das quedas do juro, agora mais preocupado com o risco de estagflação pela guerra prolongada. O petróleo caía na madrugada e os futuros de NY subiam com notícia de bastidor de que Trump estaria disposto a acabar com a guerra. Mas as afirmativas sobre negociações para um acordo são colocadas em dúvida por sucessivas ameaças de intensificar os ataques.


LUZ NO FIM DO TÚNEL – Em reportagem à noite no Wall Street Journal, Trump teria dito a assessores que pode encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado.


… O presidente avaliou que uma operação para reabrir Ormuz extrapolaria seu prazo de 4 a 6 semanas para a guerra.


… A estratégia seria enfraquecer a Marinha iraniana e os estoques de mísseis e, depois, pressionar Teerã pela via diplomática. Se o movimento falhar, aliados europeus e do Golfo passariam a liderar as negociações.


CONTRADIÇÕES – Ao mesmo tempo em que elogia os avanços nos diálogos com o “novo regime” iraniano, Trump ameaça intensificar ainda mais os ataques contra o Irã, incluindo infraestruturas críticas de energia civil, enquanto a guerra abala os mercados globais.


… Nas redes sociais, o presidente publicou que, se Teerã não reabrir o Estreito de Ormuz, “concluiremos nossa adorável estadia no Irã explodindo e destruindo completamente” usinas de energia elétrica, instalações petrolíferas e “possivelmente” a infraestrutura de dessalinização.


… Trump tem oscilado entre afirmar que um acordo com o Irã é iminente e alertar que está preparado para aumentar o ritmo militar.


… Até agora, o governo não identificou com quais autoridades iranianas está negociando, direta ou indiretamente, enquanto o Irã tem afirmado repetidamente que as negociações de paz não estão progredindo, sinalizando que pode continuar lutando por muito mais tempo.


… O conflito ameaça causar graves danos econômicos em todo o mundo com o fechamento quase total do Estreito de Ormuz.


… Nesta segunda-feira, os preços do petróleo voltaram a subir, com os contratos futuros do WTI fechando a sessão acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022 (US$ 102,88, +3,25%). Já o Brent terminou a US$ 107,39 (+1,96%), acumulando alta de 50% neste mês.


… Em entrevista à Fox News, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os Estados Unidos “vão retomar o controle do Estreito de Ormuz”, garantindo a navegação segura “por meio de escoltas americanas ou multinacionais”.


… O presidente do Egito, Abdel-Fattah El-Sisi, que juntamente com o Paquistão e a Turquia está tentando mediar o conflito, fez um apelo a Trump para que ponha fim ao conflito, alertando para os perigos do aumento dos preços da energia para as economias globais.


… Já Israel dá sinais de que pretende prosseguir. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse em entrevista à Newsmax que a guerra com o Irã “definitivamente já passou da metade” em termos de missões, “embora possivelmente não em termos de tempo”.


… Ao FT, Trump afirmou que deseja “tomar o petróleo do Irã”, o que envolveria a ocupação do principal centro de exportação do país, a ilha de Kharg. Trump também está considerando uma operação militar para apreender o urânio enriquecido do Irã.


… O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, disse que “nossos homens aguardam os americanos para queimá-los vivos”.


… Trump quer um acordo antes de 6/4, quando vence o prazo para eventuais ataques dos Estados Unidos à infraestrutura energética do Irã.


SUBVENÇÃO DO DIESEL – A discussão sobre uma nova frente de alívio aos combustíveis ganhou tração após o governador de SP classificar como “razoável” a proposta do governo de subvencionar em R$ 1,20/litro o diesel importado, com custo dividido entre União e Estados.


… O aceno de Tarcísio é relevante porque ajuda a destravar uma alternativa à primeira ideia em debate, de corte do ICMS, que enfrentou resistência dos governadores por inviabilidade fiscal e risco de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.


… No mercado, porém, o foco imediato segue nos reajustes.


… A Vibra informou às companhias aéreas que vai repassar integralmente o aumento de 54,63% no querosene de aviação a partir de 1º de abril, num movimento que amplia a pressão sobre o setor num momento em que as tarifas já vinham sensíveis.


… Ao mesmo tempo, fontes disseram que a Refinaria de Mataripe, da Acelen, elevará o GLP em 15,26% também no início do mês, encerrando um período de relativa estabilidade e reacendendo a preocupação com o impacto sobre o gás de cozinha e sobre o programa Gás do Povo.


FAMÍLIAS ENDIVIDADAS – O avanço do comprometimento da renda com dívidas voltou ao centro do debate após atingir 29,3% em janeiro, o maior nível da série histórica iniciada em 2005, segundo relatório do Bradesco.


… O quadro combina crédito ainda em expansão, puxado por consignado e financiamento de veículos, com juros elevados e inadimplência em alta, especialmente entre PF, o que ajuda a explicar a percepção de aperto no orçamento mesmo em um cenário de atividade resiliente.


… Diante desse diagnóstico, o governo articula uma nova frente de renegociação de dívidas, em modelo distinto do Desenrola, com negociação direta entre bancos e clientes e possível incentivo público para melhorar as condições.


… Em paralelo, Lula pediu estudos para reduzir os juros do rotativo do cartão de crédito, um dos principais focos de estrangulamento financeiro das famílias. A estratégia busca destravar consumo e tornar mais perceptível a melhora dos indicadores econômicos.


PAUTA ELEITORAL – A queda de popularidade de Lula já começa a influenciar a agenda econômica e tributária, com a ala política do governo defendendo a revisão da chamada “taxa das blusinhas”, de 20% sobre importações de até US$ 50.


… A proposta, liderada pela Secom, ainda não chegou formalmente à Fazenda e enfrenta resistência do varejo doméstico, que vê na tributação um instrumento de proteção competitiva contra plataformas estrangeiras.


… No pano de fundo, as pesquisas eleitorais reforçam o sinal de alerta: levantamentos recentes mostram Lula tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno, com níveis de rejeição elevados e muito próximos entre os dois.


… O quadro sugere uma disputa mais aberta em 2026, com espaço para rearranjos no campo da direita.


… Nesse contexto, Gilberto Kassab lançou Ronaldo Caiado, que acena com um discurso de pacificação, incluindo anistia a Jair Bolsonaro, e o PL trabalha pela unificação da direita já no primeiro turno, oferecendo espaço em uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro.


… Nesta segunda, BTG/Nexus deu Lula e Flavio empatados no segundo turno, com 46% das intenções de voto e rejeição semelhante: 49% dizem que não votariam em Lula e 48% afirmam o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.


… Lula (44,1%) e Flávio (45,2%) surgiram empatados também na simulação de segundo turno da Paraná Pesquisas (Poder360).


… Hoje, AtlasIntel divulgará mais uma pesquisa sobre a corrida presidencial.


MAIS AGENDA – A percepção deixada por Galípolo de que, mesmo com guerra, o BC tem espaço para continuar derrubando a Selic será colocada hoje à prova pela perspectiva de recuperação do emprego do Caged, às 14h30.


… No Projeções Broadcast, a mediana do mercado financeiro indica a criação líquida de 269 mil vagas com carteira assinada em fevereiro, sinalizando a retomada das contratações depois das demissões de final de ano.


… As estimativas para esta leitura, todas de abertura de postos de trabalho, variam de 200 mil a 353.435 vagas.


… As expectativas para a política monetária ainda poderão ser calibradas pelos comentários do diretor de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Picchetti, durante duas reuniões com economistas na tarde de hoje (14h e 15h).


… Do lado fiscal, as contas do setor público consolidado (8h30) devem indicar déficit de R$ 24,25 bilhões em fevereiro, após um saldo positivo de R$ 103,689 bilhões em janeiro. As estimativas, todas negativas, variam de R$ 35,4 bilhões a R$ 16,9 bilhões.


… Nesta segunda-feira, enquanto a ministra Simone Tebet garantia que o governo não está discutindo revisão da meta fiscal para 2027, fixada em superávit de 0,50% do PIB, a pasta do Planejamento detalhava o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento deste ano.


… Do total bloqueado, R$ 1,26 bilhão recai sobre despesas discricionárias do Poder Executivo, com o ministério dos Transportes sendo o mais atingido (R$ 476,7 milhões), e R$ 334,4 milhões incidem sobre as emendas parlamentares.


BALANÇOS – Marisa adiou para hoje a divulgação de seus resultados do 4TRI e de 2025, após o fechamento dos mercados. A teleconferência do balanço, que estava agendada para esta terça-feira, agora será realizada na quinta.


… Antes da abertura, a JHSF divulga os seus números trimestrais.


LÁ FORA – Nos Estados Unidos, saem o PMI/ISM Chicago de março (10h45), o relatório de emprego Jolts de fevereiro (11h) e o índice Conference Board de confiança do consumidor norte-americano em março (11h).


… Três dirigentes do Fed falam: Austan Goolsbee (13h), Michael Barr (16h) e Michelle Bowman (18h10).


… Na Zona do Euro, é dia da leitura preliminar de março da inflação do CPI (6h).


… O BC da Colômbia decide juro às 15h.


CHINA HOJE – A atividade industrial atingiu o nível mais alto em um ano, com o PMI oficial voltando ao território de expansão (acima de 50). O índice subiu para 50,4 em março, de 49,0 em fevereiro, e superou a previsão de 50,1.


… O PMI de serviços também voltou a apresentar crescimento e avançou de 49,5 para 50,1 no período.


… Hoje à noite, sai o PMI industrial chinês final de março medido pelo setor privado (S&P Global/RatingDog).


HAVERÁ SINAIS – Dizer, Galípolo não disse ontem que a Selic vai cair mais 0,25 pp em abril. Mas no exercício de interpretação sobre os seus comentários em evento do J.Safra, dá para levantar a lebre de um novo corte à vista.


… Quando o presidente do BC reconhece que a “gordura” nos juros de 15% permitiu o início do ciclo de relaxamento da política monetária, o mercado pode entender que a mesma coisa vale para os 14,75%, nível tão elevado quanto.


… Além disso, Galípolo pareceu muito tranquilo em relação às turbulências externas desencadeadas pela guerra. “Além de sermos exportadores de petróleo, o que nos é mais favorável, estamos em uma posição contracionista.”


… Apesar da potencial escalada inflacionária com a ofensiva militar, ele disse que o BC entendeu no último Copom que era cedo para alterar o balanço de riscos, apesar de alguns fatores de atenção terem se materializado.


… “Entendemos que poderíamos aguardar 45 dias para ver os desdobramentos (da guerra)”, observou.


… Quisesse o BC corrigir o consenso das apostas do mercado de que uma nova dose de corte de 0,25 pp da Selic está a caminho, Galípolo teria tido ontem a melhor oportunidade, já que o conflito no Irã continua a pleno vapor.


… Ficou a impressão de que ele estaria chancelando o ritmo de alívio dos juros para a reunião de abril: o BC é “mais transatlântico do que jet-ski” e já demonstrou que “vai estar sempre reagindo de maneira serena e parcimoniosa”.


… Combinada à fala de Galípolo, a virada de foco do investidor para um quadro não só de inflação com a guerra, mas também de recessão (estagflação), queimou prêmio de risco entre os juros futuros, especialmente nos mais curtos.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,285% (de 14,370% no ajuste anterior); Jan/28, 14,090% (contra 14,180%); Jan/29, 14,025% (de 14,109%); Jan/31, 14,095% (de 14,160%); e Jan/33, 14,140% (de 14,194%).


… As taxas seguiram a queda dos rendimentos dos Treasuries, diante da mudança de cenário para o Fed. Com a história agora do risco de estagflação com a guerra, o investidor praticamente zerou a chance de alta do juro no ano.


… A aposta principal é de a taxa fique inalterada. Um corte deve demorar, mas a previsão foi antecipada de dezembro do ano que vem para setembro de 2027. Powell disse que a política monetária está “bem posicionada”.


… O rendimento da Note-2 anos caiu a 3,832%, de 3,907% no pregão anterior, e o de 10 anos, a 4,347% (de 4,432%).


NUMA NICE – O presidente do Fed soou bem menos assustado do que na coletiva da última reunião de política monetária, quando admitiu que alguns integrantes haviam cogitado um aperto monetário por causa da guerra.


… Desta vez, ele disse que é muito cedo para saber a dimensão do choque energético, que o BC norte-americano está em posição de aguardar para ver como tudo se desenrola e que as expectativas de inflação parecem ancoradas.


… Powell disse que episódios como o atual, de conflito militar, costumam ter caráter transitório, chamando atenção para o risco de uma ação antecipada nos juros ter efeito defasado e inadequado quando o impacto já tiver passado.


… Outro que também não botou pilha nas preocupações foi o colega John Williams. Ele reconheceu a incerteza elevada e admitiu que a inflação deve subir no curto prazo. Mas previu que tudo volte ao normal no ano que vem.


… Williams projeta inflação de 2,75% em 2026, antes de atingir a meta de longo prazo do Fed de 2% em 2027.


… Apesar de os Fed boys terem, aparentemente, recorrido a um tom menos cauteloso, o índice DXY continuou expressando o clima de maior aversão global ao risco com a guerra e fechou em alta de 0,36%, a 100,509 pontos.


… O euro caiu 0,42%, para US$ 1,1470, e a libra recuou 0,56%, a US$ 1,3185. Na direção contrária, o iene subiu para 159,70/US$ e chegou a romper de forma momentânea os 160/US$, com especulações de intervenção no câmbio.


… O BC japonês afirmou que os aumentos nos preços do petróleo podem afetar a inflação subjacente e alimentou o sentimento no mercado de que um aperto monetário possa estar vindo aí contra as pressões da guerra no Irã.


… Aqui, contaminado pela briga da ptax, que se define hoje, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,12%, mas não ultrapassou os R$ 5,25 (fechou a R$ 5,2478), porque o petróleo caro tem sido vantajoso para o real.


… Também as ações da Petrobras têm faturado a valorização do barril: ON subiu 0,64% (R$ 54,65) e PN, +0,53% (R$ 49,67), ajudando o Ibovespa a fechar em alta moderada de 0,53%, a 182.514,20 pontos, com giro de R$ 25,5 bilhões.


… A bolsa perdeu fôlego nas últimas horas de pregão, sob a volatilidade do noticiário da ofensiva militar.


… Vale avançou 0,63% (R$ 79,50), em dia de minério praticamente estável (+0,06%). Os bancos terminaram mistos: Itaú PN, +0,36% (R$ 41,60); Santander, +0,72% (R$ 29,52); Bradesco PN, -0,27% (R$ 18,47); e BB, -1,15% (R$ 22,40).


… Em NY, o S&P (-0,39%; 6.343,72 pontos) está perto de entrar em território de correção (-10% ante o pico recente), equiparando-se ao Dow Jones (+0,11%; 45.216,14 pontos) e Nasdaq (-0,73%; 20.794,64 pontos), já em bear market.


CIAS ABERTAS NO AFTER – JBS confirmou emissão de US$ 2 bilhões em bonds, sendo US$ 1,25 bilhão com vencimento em 2037 e US$ 750 milhões em 2057.


ÂMBAR ENERGIA teve acordo homologado pela Justiça para assumir o controle da Amazonas Energia, com previsão de aporte de R$ 9,8 bilhões.


RENOVA aprovou aumento de capital de até R$ 100 mil por subscrição privada.


VALE BASE METALS elevou em 6% as reservas e recursos de cobre em 2025, para 53 milhões de toneladas.


PETROBRAS investirá R$ 2,8 milhões em projeto para ampliar o conhecimento sobre a Bacia do Marajó (PA).


NATURA. Advent firmou compromisso vinculante para adquirir até 10% da companhia, com preço-alvo médio de R$ 9,75 por ação, em operação no mercado secundário a ser concluída em até seis meses…


… Fundadores Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos deixarão o conselho e migrarão para um conselho consultivo. O colegiado será recomposto, com Alessandro Carlucci assumindo a presidência.


WEG. Morgan Stanley elevou recomendação de underweight para neutra e preço-alvo de R$ 39 para R$ 54.


MRV&CO concluiu a venda do empreendimento Tributary, localizado na Geórgia (EUA), por US$ 73,3 milhões.


SIMPAR reverteu prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 543,4 milhões no 4TRI25. A receita líquida somou R$ 11,28 bilhões (+5,9%) e o Ebitda ajustado atingiu R$ 5,88 bilhões (+41,7%).


SMARTFIT. Norges Bank reduziu participação para 4,98% das ações ON, de 5,02% anteriormente.


IMC registrou prejuízo de R$ 50,8 milhões no 4TRI25, alta de 6,5%. A receita líquida somou R$ 397,1 milhões (-5,4%) e o Ebitda foi de R$ 50,1 milhões (+12,6%).


OI. Justiça adiou decisão sobre a venda da participação na V.tal e deve se pronunciar nos próximos dias. (Broadcast)


AEROPORTOS. Aena arrematou a concessão do Galeão por R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88%. O governo federal espera realizar o leilão de repactuação do Aeroporto de Brasília em novembro.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,6% US tech -1,9% US Semis -1,7% UEM -1,1% España -1% VIX 31,1% Bund 3,11%. T-Note 4,39%. Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,64% PT 3,60% ITA 4,07% FRA 3,85% Euribor 12m 2,860% (fut.12m 3,148%). USD 1,151. JPY 183,9. Ouro 4.512 $. Brent 115,4$. WTI 101,2$. Bitcoin -2% (67.411$). Ether -0,9% (2.047$). 


SESSÃO. Esta semana será de tensa espera porque a “prorrogação da prorrogação” sobre o Irão expirará na segunda-feira, 6 de abril. E Trump afirma que os novos líderes iranianos são “muito razoáveis”, mas prepara tropas para uma operação terrestre que seria muito arriscada. Esta semana deverá ser de manobras e retirada até a ver informação clara. Hoje, Ásia muito fraca (Japão -3%...), mas os futuros americanos vêm mais ou menos tranquilos. Isso deve-se à falta de atenção, à pouca fiabilidade das informações sobre o Irão e à diminuição da atividade, por se tratar de uma semana semi-festiva. A IA e o Private Equity juntam-se à situação e não ajudam nada.


Entramos numa fase de convivência tensa com a incerteza sobre a guerra no Irão, até que aconteça ou se possa prever o seu desfecho. E, em paralelo, a confusão sobre o impacto da IA (reativa desde sexta-feira sobre a cibersegurança, em particular) e algum nervosismo em relação ao Private Equity de crédito. 


O mercado não gosta de tempos lentos nem de períodos de incerteza longos. E menos ainda se três incertezas de certo peso coincidem. Essa coincidência deverá ter como resultado uma situação de semi-bloqueio de bolsas e obrigações durante uma semana que também terá menos um dia de funcionamento de mercados, visto que na sexta-feira tanto os EUA como a Europa (em em alguns países/regiões também a quinta ou segunda-feira).


Isso leva a pensar que será uma semana de pouca atividade e com uma sensação de desorientação, em que nos preocuparemos mais em não cometer erros do que em acertar. Porque não se pode aspirar a acertar realizando algum movimento concreto quando a informação é confusa e insuficiente… tanto sobre a evolução da guerra no Irão como sobre o impacto efetivo da IA e sobre o alcance real das tensões no Private Equity.


Na frente convencional, aquela sobre a qual se podem realizar estimativas com alguma probabilidade de acerto, temos a inflação na Europa (Alemanha, França, UE) hoje e amanhã, enquanto o emprego/desemprego nos EUA será a partir de amanhã e até sexta-feira. Nesse dia sairão os dados mais influentes (Taxa de Desemprego e Criação de Emprego), mas não influenciarão simplesmente porque nesse dia o mercado estará fechado. A inflação europeia importa agora especialmente para avaliar o primeiro impacto do encarecimento do petróleo, permanecendo como referência objetiva na que mais nos fixaremos esta semana. Contudo, embora saia menos má do que o esperado, é inevitável que aumente e isso não ajudará nada um mercado de tensa espera, preocupado e mais predisposto a controlar o risco do que a aumentá-lo. Por isso, tememos uma semana de enfraquecimento de bolsas em “modo espera”.


CONCLUSÃO. Hoje teremos uma tarde melhor do que a manhã. Pouca informação fiável sobre o Irão e semana semi-festiva podem dar lugar a uma sessão e semana errática. O enfraquecimento é o mais provável. O melhor será não fazer nada importante para não se precipitar, nem reagir em exagero. O pior é que não se pode fazer nada relevante com esta informação; apenas esperar em tensão. Gostaríamos que caísse um pouco mais para comprar melhor para dezembro de 2026 e 2027/2028.


FIM

FSP 0104

R epública do Supremo que pode tudo por Folha de São Paulo “Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, tudo. Para os demais cidadãos, a...