terça-feira, 14 de abril de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,1% US tech +1,1% US Semis +1,7% UEM -0,3% España -1% VIX 19,1% Bund 3,09%. T-Note 4,29%. Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,54% PT 3,50% ITA 3,88% FRA 3,71% Euribor 12m 2,71% (fut.12m 2,98%). USD 1,176 JPY 187,5/€. Ouro 4.742 $. Brent 98$. WTI 98$. Bitcoin -0,3% (73.196$). Ether -0,1% (2.254$). 


SESSÃO: Marcada por uma combinação de referências macro relevantes e, principalmente, pelo avanço da temporada de resultados, que se consolida como o principal catalisador do mercado a curto prazo. Embora a geopolítica continue a gerar volatilidade imediata, a sua capacidade de condicionar a direção do mercado é menor enquanto o canal de negociação se mantiver aberto. 


As duas referências macro do dia servirão para avaliar o impacto do recente aumento energético sobre inflação e crescimento. Por um lado, os Preços Industriais nos EUA (13:30 h) deverão mostrar um aumento significativo. Por outro, o FMI publicará o seu World Economic Outlook (14 h), onde se esperam revisões um pouco menos favoráveis de janeiro, tanto em crescimento como em inflação. No conjunto, a leitura será de um contexto um pouco mais exigente – com maior pressão inflacionista e ligeiros ajustes em baixa na atividade – mas sem evidências de uma mudança de ciclo.


Continua o fluxo de resultados empresariais, com protagonismo para o setor bancário nos EUA, e o luxo na Europa, num momento em que o mercado precisa de validar que o sólido crescimento esperado de lucros se mantém apesar do contexto mais incerto. As previsões atuais (+14,1% nos EUA e +4,2% na Europa) continuam consistentes com um cenário de expansão moderada, e qualquer confirmação nesta linha reforçará a ideia de que os fundamentos empresariais podem continuar a atuar como apoio das avaliações. Além dos resultados, será especialmente relevante o tom das guias e comentários das empresas, em particular em relação às margens, impacto de custos energéticos e visibilidade da procura.


CONCLUSÃO: O protagonismo do mercado desloca-se para os resultados empresariais, enquanto a geopolítica fica como fonte de volatilidade tática sem capacidade, por agora, de alterar o cenário de fundo. A macro pode gerar algum ruído, mas o ciclo continua expansivo. Se os resultados confirmarem o bom tom esperado e as guias acompanharem, deverão continuar a atuar como apoio para as bolsas. Mantemos a visão da geopolítica como um “choque” e não como uma mudança de ciclo, especialmente enquanto a negociação continuar. Neste contexto, continuamos a aproveitar episódios de correção para assumir posições seletivas a preços mais atrativos.

BDM MATINAL RISCALA

 *Rosa Riscala: Trump acena com acordo enquanto PPI testa juros*


… Dados da balança chinesa abrem o dia dos mercados globais, que aguardam também o início da temporada de balanços do 1TRI nos Estados Unidos, com os resultados dos grandes bancos, antes da abertura de Nova York. Na agenda dos indicadores, destaque para a inflação do PPI americano e o volume de serviços no Brasil, enquanto as reuniões do FMI começam a render noticiário. No pano de fundo, a geopolítica se mantém como principal driver dos negócios, com o encontro entre representantes de Israel e do Líbano, em Washington, e as negociações entre Estados Unidos e Irã para uma segunda rodada de conversas e nova tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio.


A BOLA ESTÁ COM ELES – O mercado segue refém da geopolítica, com novas tentativas de negociação entre Estados Unidos e Irã dando o start para uma onda de otimismo, que fez os investidores esquecerem do bloqueio anunciado por Donald Trump no fim de semana.


… Após o fracasso da rodada em Islamabad, Washington e Teerã discutem a possibilidade de um segundo encontro presencial antes do fim do cessar-fogo de 15 dias, anunciado em 7 de abril, com locais como Genebra, Turquia e até o próprio Paquistão novamente na mesa.


… Apesar da disposição para retomar o diálogo, o avanço concreto segue limitado.


… O principal entrave está justamente no núcleo da negociação: o programa nuclear iraniano.


… Segundo relatos da imprensa americana, os Estados Unidos exigem a suspensão total do enriquecimento de urânio por até 20 anos e a retirada do material já produzido, enquanto o Irã aceita uma pausa de cinco anos, com manutenção do estoque dentro do país.


… A divergência expõe o tamanho da distância entre as partes e ajuda a explicar por que, apesar do discurso mais construtivo, não houve avanço concreto nas negociações do fim de semana.


… O vice-presidente JD Vance afirmou que houve “muitos progressos”, mas deixou claro que “a bola está com Teerã”, reforçando que os Estados Unidos não abrirão mão da exigência central de impedir o Irã de desenvolver capacidade nuclear.


… Na prática, o impasse permanece: enquanto Washington exige o fim do enriquecimento de urânio e mecanismos rigorosos de verificação, o regime iraniano resiste às condições, classificadas como excessivas, embora mantenha aberta a porta para novas conversas.


… Ao mesmo tempo, a pressão segue elevada no campo operacional, com os Estados Unidos mantendo o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, em uma estratégia clara de aumentar o custo para Teerã e forçar concessões — movimento que mantém o risco energético no radar.


… Ainda assim, o mercado passou a ler o conflito com algum grau de acomodação. Declarações de Trump de que foi procurado pelo Irã e de que há interesse em um acordo ajudaram a reverter o mau humor inicial, reduzindo a aversão ao risco ao longo da sessão.


… A percepção dominante entre investidores é de que, apesar da escalada retórica e dos movimentos no terreno, o conflito pode permanecer contido e de curta duração, o que limita, por ora, uma alta mais sustentada nos preços de energia e seus efeitos inflacionários.


… Esse alívio se refletiu diretamente nos ativos, com o petróleo novamente abaixo de US$ 100, recuperação das bolsas, queda do dólar — que aqui furou os R$ 5,00 — e recuo dos juros futuros, em linha com a melhora do apetite por risco global (leia abaixo).


… Em paralelo, o outro eixo de tensão no Oriente Médio também avança, com representantes de Líbano e Israel se reunindo hoje em Washington para negociações diretas inéditas em décadas. O encontro, no entanto, já nasce fragilizado.


… Um alto dirigente do Hezbollah afirmou que o grupo não reconhecerá qualquer acordo que venha dessas negociações, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu reforçou que não há previsão de cessar-fogo, mantendo o foco no desarmamento do grupo.


… O quadro, portanto, segue de altíssima incerteza: há tentativa de construção diplomática, mas sem convergência nos pontos centrais, enquanto os movimentos no terreno continuam, mantendo o risco de escalada e sustentando a geopolítica como principal driver dos mercados.


… O sinal mais importante vem de Trump, que demonstra claramente o seu desejo de encerrar o conflito, em meio à crescente pressão doméstica pelos custos da guerra, em um cenário que pode ganhar peso no horizonte político americano.


… Muitas das declarações contraditórias do presidente americano, que confundem a avaliação do cenário, vêm exatamente da necessidade de não admitir uma derrota — o que ajuda a explicar sua insistência em atribuir ao Irã o maior interesse em resolver o impasse.


PLDO NA MESA – O governo deve confirmar amanhã, quarta-feira, o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 ao Congresso, com a fixação da meta de superávit primário em 0,5% do PIB, segundo apuração do Valor.


… O número já havia sido sinalizado anteriormente pela equipe econômica e deve ser mantido como forma de reforçar o compromisso com a trajetória de ajuste fiscal, especialmente em um horizonte que já começa a tangenciar o ciclo eleitoral.


… Internamente, a avaliação é de que a meta é ambiciosa, mas factível, diante do aumento estrutural da arrecadação observado nos últimos anos, além de medidas como o corte linear de benefícios tributários e a expectativa de receitas adicionais com leilões de petróleo.


… O PLDO também deve confirmar as metas indicativas para os anos seguintes — superávit de 1% do PIB em 2028 e de 1,25% em 2029 — além de trazer uma nova referência para 2030, com possibilidade de aceleração no ritmo de consolidação fiscal.


… Na leitura do mercado, a manutenção das metas sinalizadas tende a ser bem recebida do ponto de vista de credibilidade, embora a execução siga como principal ponto de atenção, sobretudo diante do histórico recente de frustração de resultados e da sensibilidade política do tema.


ESCALA 6×1 – Também amanhã (quarta), o governo deve enviar ao Congresso o projeto de lei que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1.


… A ideia é sincronizar o envio com um grande ato das centrais sindicais em Brasília, usando a proposta como instrumento de mobilização e reforço de apoio junto à base trabalhista, em um movimento com claro timing político.


… Interlocutores do presidente Lula indicam que o envio depende apenas de alinhamento final com o presidente da Câmara, Hugo Motta.


… Nos bastidores, há divergência sobre o instrumento ideal: enquanto Motta defende uma PEC, que já colocou para andar, o governo prefere projeto de lei, que permite maior controle sobre o texto, inclusive com possibilidade de veto.


… A proposta deve enfrentar resistência no Congresso, tanto pelo impacto potencial sobre o mercado de trabalho quanto pelo ambiente político mais sensível, mas reforça a estratégia do Planalto de avançar em pautas de apelo popular.


ENDIVIDAMENTO – Ainda na pauta eleitoral, o Ministério da Fazenda deve anunciar, na volta da viagem do presidente Lula à Europa, um novo pacote de medidas voltado à redução dos elevados níveis de endividamento.


… Segundo o ministro interino Dario Durigan, o programa está em fase final de elaboração e deve ser apresentado ao presidente após os compromissos no exterior, com expectativa de anúncio na sequência.


… Lula embarca quinta-feira, dia 16, para compromissos em Barcelona e Hannover, onde se encontrará com empresários e executivos europeus, além de agenda em Lisboa, ampliando o diálogo econômico internacional. A volta está prevista para o dia 21.


… Durigan viajou ontem à noite para a reunião do FMI nos Estados Unidos, e deve se encontrar com Lula em Barcelona e na Alemanha.


INSS – Lula decidiu demitir Gilberto Waller do cargo de presidente do INSS para tentar virar a página do escândalo das fraudes em descontos dos aposentados, segundo reportagem do Estadão. Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira, foi nomeada sua substituta.


… O governo quer se dedicar agora à fila da Previdência, que superou a marca de 2,7 milhões de pessoas em março.


MAIS AGENDA – A leitura da balança comercial da China movimenta as commodities.


… Divulgados ao primeiro minuto desta terça-feira por Pequim, os dados surpreenderam as previsões.


… As exportações tiveram alta anualizada de 2,5% em março, bem abaixo da estimativa de 10,1%. As importações dispararam 27,8% e superaram de longe a expectativa de 8%.


… O superávit comercial teve queda significativa para US$ 51,13 bilhões, abaixo da aposta de US$ 108,2 bilhões.


… Também com divulgação nas primeiras horas do dia, o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) entra no radar, especialmente em meio ao pano de fundo geopolítico mais tenso e às discussões sobre oferta global.


… Nos Estados Unidos, os dados de inflação ao produtor (PPI) de março saem às 9h30, e a expectativa é de aceleração tanto no índice cheio quanto no núcleo, em um teste importante para a trajetória de desinflação, em meio às pressões da alta do petróleo.


… Ainda na agenda americana, o dia é carregado de eventos nos bastidores das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional, com a divulgação dos relatórios de perspectivas para a economia global (10h) e de estabilidade financeira (11h15).


… Além disso, aguarda-se uma série de participações de dirigentes do Fed ao longo do dia, incluindo Austan Goolsbee (13h15), Michael Barr (13h45), Thomas Barkin e Susan Collins (14h). A presidente do BCE, Christine Lagarde, fala às 18h.


BALANÇOS – A agenda ainda ganha peso com o início da temporada do 1TRI nos Estados Unidos, com os resultados de JPMorgan Chase, Wells Fargo, Citigroup e da BlackRock, todos antes da abertura.


NO BRASIL – O destaque fica para a Pesquisa de Serviços de fevereiro (9h), com expectativa de alta de 0,5% (mediana do Broadcast), após +0,3% em janeiro, sustentada pela resiliência do mercado de trabalho. Na comparação anual, a mediana aponta desaceleração para 1,6%.


… Às 11h, o mercado acompanha mais uma pesquisa de intenção de voto para presidente, da CNT/MDA. Na quarta, sai nova Genial/Quaest, e, na quinta-feira, recorte do Datafolha em Pernambuco e levantamento do Instituto Paraná com eleitores de São Paulo.


FAZ PARTE DO MEU SHOW – Trump mantém a pose e diz que é o Irã que quer negociar. Ao mercado, pouco importa de quem exatamente está partindo a iniciativa para a diplomacia, desde que a guerra caminhe para um desfecho.


… Os negócios operaram em dois tempos: começaram o dia estressados pelo bloqueio americano aos navios vindos de portos iranianos e melhoraram no meio da tarde com os sinais de que o diálogo ainda estaria valendo.


… O petróleo ainda emplacou alta firme, mas fechou abaixo da barreira psicológica dos US$ 100, o dólar furou os R$ 5 pela primeira vez em dois anos e o Ibovespa renovou o recorde duplo e está a 2 mil pontos dos 200 mil pontos.


… Esta marca só era projetada para o final do ano, mas a bolsa está com todo o jeito de que quer antecipar o target.


… O ímpeto comprador vem sendo bancado, em grande medida, pelos investidores estrangeiros, que não param de colocar dinheiro na B3. O forte apetite gringo se refletiu novamente ontem no giro forte do Ibovespa, de R$ 33,8 bi.


… As conquistas do índice à vista viraram rotina: faz dez sessões consecutivas que opera no azul, faz quatro pregões seguidos que fecha em níveis inéditos e ontem foi a décima sétima vez este ano em que marcou máxima histórica.


… Após pico em 198.173,39 pontos, o Ibovespa fechou em alta de 0,34%, aos 198.000,71 pontos, embalado pela esperança renovada de que ainda pode sair um acordo de paz antes de vencer o cessar-fogo temporário.


… Petrobras (ON +1,78%, a R$ 54,96, e PN +1,53%, a R$ 49,78) operou contagiada pela menor percepção de risco e pelo petróleo, que desacelerou com a chance de novas conversas com o Irã, mas ainda fechou sob pressão.


… O Brent para junho disparou 4,36%, mas se afastou das máximas, para fechar abaixo de US$ 100 (US$ 99,36). Vale subiu 2,07% e fechou na melhor cotação do dia (R$ 87,36), em linha com os ganhos do minério de ferro (+1,26%).


… As blue chips das commodities tiveram desempenho melhor do que os bancos, que roubaram parte do fôlego da bolsa. Bradesco PN subiu 0,73% (R$ 20,59), mas Itaú PN caiu 0,52%, a R$ 45,83, e Santander unit, -0,28%; R$ 32,03.


… O mesmo dinheiro estrangeiro que continua entrando com força na B3 e que aproxima o Ibovespa dos 200 mil pontos também explica o dólar agora abaixo de R$ 5, depois de ter completado ontem quatro pregões em queda.


… Em questão de poucas horas, o câmbio deixou de lado o pessimismo com o fracasso das negociações em Islamabad e passou a apostar no sucesso do diálogo, com o dólar voltando à menor cotação desde março de 2024.


… Caiu 0,29%, a R$ 4,9970. Se der tudo certo, pode ir a R$ 4,97 hoje, disse um profissional ao Broadcast.


… O alívio responde à questão geopolítica e ao carry trade, que segue muito vantajoso, porque, mesmo já em ciclo de queda, a Selic ainda continua muito elevada e deve cair devagar, especialmente depois da surpresa com o IPCA.  


TETO SOB PERIGO – A nova deterioração da rodada de projeções do boletim Focus só confirmou nesta segunda-feira o risco cada vez mais evidente de que a inflação oficial estoure o limite da banda de tolerância este ano, de 4,5%.


… Com o mercado surpreendido pelo susto com o IPCA de março (0,88%), a projeção da inflação de 2026 saltou de 4,36% a 4,71% e rompeu o teto da meta. A previsão para 2027 subiu pela terceira semana seguida: 3,91%, de 3,85%.


… A piora nas estimativas estava no script, diante da onda recente de revisões em alta nas apostas para a inflação.


… A curva de juros ainda precifica alguma chance (12%) de o Copom relaxar a Selic em meio ponto na reunião do final do mês, mas os traders estão amplamente posicionados (88%) mesmo é para o corte menor, de 0,25 ponto.


… Foi por esta razão que os juros futuros curtos mantiveram ontem o viés de alta, enquanto os intermediários e longos reproduziram o alívio com os relatos de que os canais de negociação com o governo do Irã seguem abertos.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,100% (de 14,060% no ajuste anterior); Jan/28, 13,515% (contra 13,529%); Jan/29, 13,315% (de 13,368%); Jan/31, 13,350% (de 13,427%); e Jan/33, 13,440% (de 13,506%).


… Na torcida pelo novo encontro presencial das comitivas americanas e iranianas, as taxas dos Treasuries baixaram a guarda: a da Note de dois anos recuou a 3,773% (de 3,803%) e a de dez anos caiu para 4,290% (contra 4,320%).


… O Fed boy Austan Goolsbee disse que o impacto da ofensiva militar na economia ainda pode ser limitado, se a guerra acabar rápido. Já uma escalada prolongada do petróleo, disse, começaria a espalhar a pressão inflacionária.


… Confiando que ainda dá tempo de Trump e o Irã se entenderem, o índice DXY caiu 0,29%, a 98,366 pontos. O euro subiu 0,32%, a US$ 1,1761, a libra avançou 0,33%, a US$ 1,3504, e o iene fechou estável, cotado a 159,37 por dólar.


… A perspectiva de uma nova rodada de negociações da comitiva americana com Teerã, possivelmente na quinta-feira, induziu o S&P 500 a zerar as perdas acumuladas desde o início da guerra e extravasar uma dose de otimismo.


… Fechou em alta de 1,02%, aos 6.886,24 pontos, invertendo as perdas do início do dia, assim como fizeram o Dow Jones, que subiu 0,63%, aos 48.218,25 pontos, e o Nasdaq, que avançou 1,23%, para os 23.183,74 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS mantém negociações com o fundo Mubadala para recomprar a refinaria de Mataripe (Bahia), segundo a Reuters, mas considera o preço pedido elevado, como apurou o Broadcast…


… A estatal aprovou investimento superior a R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) e retomará as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com aporte de cerca de US$ 1 bilhão.


PRIO. BlackRock passou a deter 7,52% das ações ordinárias, sem participação relevante anterior.


AURA MINERALS aprovou construção do projeto Era Dorada, na Guatemala, e elevou o capex de 2026 para US$ 386 milhões–US$ 463 milhões.


RUMO propôs excluir do estatuto o limite de 20% ao direito de voto por acionista; tema será deliberado em AGE no dia 28 de abril.


SANEPAR terá reajuste tarifário anual de 2,499%, a partir de 17 de maio, conforme homologação da Agepar.


MBRF iniciou emissão de até R$ 1,5 bilhão em CRAs, em quatro séries, com prazo máximo de 30 anos.


MINERVA aprovou a 21ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão, com recursos destinados à gestão de passivos e capital.


ONCOCLÍNICAS. Fleury e Porto desistiram das tratativas para uma possível aquisição da companhia…


… O Fundo Josephina III reduziu participação na Oncoclínicas para 14,78%, enquanto a Centaurus Brazil diminuiu exposição para 5,55% do capital.


FLEURY aprovou a incorporação da Saha Infusões e alteração estatutária para proteção à dispersão acionária.


GPA elegeu André Luiz Coelho Diniz para a presidência do conselho de administração; Eleazar de Carvalho Filho será o vice.


CYRELA. VGV de lançamentos somou R$ 2,428 bilhões no 1TRI26 (-50% a/a); vendas líquidas atingiram R$ 2,942 bilhões (-3%).


EVEN registrou vendas líquidas de R$ 252 milhões no 1TRI26 (+2,4%), sem lançamentos no período.


MITRE registrou vendas líquidas de R$ 329 milhões no 1TRI26 (+1,3%), com VGV de lançamentos de R$ 916,8 milhões, quase o triplo do valor lançado no mesmo trimestre do ano passado.


SEQUOIA pretende realizar grupamento de ações para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo exigido pela B3.


UNITED AIRLINES teria apresentado a autoridades americanas uma proposta de fusão com a American Airlines, segundo fontes da Reuters.

Pesquisa Quaest

 *Pesquisa Quaest mediu o grau de moderação de Lula, Flávio Bolsonaro e Caiado*



A pesquisa que a Quaest divulga amanhã medindo a temperatura da corrida pela presidência da República e o índice de aprovação de Lula terá também uma bateria de perguntas sobre o "grau de moderação" dos três principais candidatos à presidente. 


*Sobre Lula, a pergunta será se o entrevistado acha que Lula é mais moderado do que o PT ou se o PT é mais moderado do que o presidente.


*Sobre Flávio Bolsonaro, se ele é mais moderado do "que sua família" ou se sua família é mais moderada do que ele.


*Sobre Ronaldo Caiado, se o ex-governador é o mais moderado entre todos os candidatos ou se não é o mais moderado.


​​​​​​​A Quaest entrou em campo na sexta-feira e ontem para medir as intenções de voto à Presidência da República. Serão entrevistados 2.004 brasileiros presencialmente e o resultado será divulgado amanhã. A pesquisa foi encomendada pelo banco Genial  a um custo de R$ 466 mil. A margem de erro é de dois pontos percentuais.



https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/04/pesquisa-quaest-mediu-o-grau-de-moderacao-de-lula-flavio-bolsonaro-e-caiado.ghtml?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Vladimir Timerman

 *Mais ruidoso gestor do país antecipou esquema do Master, diz estar quebrado e só anda de guarda-costas*

Ex-jogador de rúgbi, Vladimir Timerman é alvo de incontáveis processos, condenado em 2 e vitorioso em 14 Esh Capital, que chegou a ter quase R$ 1 bi sob gestão, tem atualmente R$ 12,5 milhões em recursos


11.abr.2026 às 23h00


Na noite do último dia 19, ao encerrar o expediente depois de uma entrevista à Folha, o investidor Vladimir Timerman, 46 anos, tinha à sua espera, na portaria do seu escritório em São Paulo, um guarda-costa de quase dois metros.


Gestor de fundos na Esh Capital, Timerman voltou a andar com segurança particular por um pedido de amigos, que se juntaram para pagar as despesas. Se dependesse só dele, continuaria sem a proteção —em parte porque diz não ter o que temer, mas também porque alega não poder pagar.


"Estou quebrado", contou, atribuindo a situação financeira ao bloqueio judicial de fundos da Esh Capital. Na véspera, o investidor estava em Brasília, depondo, na condição de testemunha, à CPI do Crime Organizado, onde repetiu as denúncias sobre malfeitos de investidores e a incúria de órgãos de controle.


Timerman estava ali por causa do caso do Banco Master. Relatou que o verdadeiro dono da liquidada instituição não é Daniel Vorcaro, mas o empresário Nelson Tanure, um dos alvos da Operação Compliance Zero.


Tanure disse que Timerman apresentou "ilações" aos senadores da CPI e que "nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto" do Master.


Timerman e Tanure travam disputas desde 2021, em torno das ações da Alliança Saúde (então Alliar). O primeiro integrava o grupo dos minoritários, e o segundo comprou uma fatia que lhe permitiria controlar a empresa. Timerman denunciou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que Tanure praticava insider trading (uso de informação privilegiada), mas a denúncia foi arquivada.


Na Alliança, Timerman praticou o que já fizera com sucesso em empresas como Smiles/Gol, Dimed/Panvel, buscando interferir na gestão a partir de participações minoritárias, modalidade chamada no mercado de "ativismo". Nos últimos anos, o dono da Esh tornou-se o mais ruidoso gestor ativista do país.


Timerman ilustra assim sua linha de atuação: "Você pode ser passageiro e ficar à mercê de quem dirige o carro ou sentar no banco do motorista. O gestor ativista é aquele que quer participar das decisões, tomar os rumos e implementar melhorias dentro de uma empresa".


*C-Level*


Depois da Alliança, a Esh entraria em novo embate com outra empresa controlada por Tanure, a Gafisa. Houve danos para os dois lados: numa ação da construtora —alegando greenmail, espécie de chantagem sobre os administradores—, a Justiça deferiu uma medida cautelar (preventiva e provisória, mas em vigor há dois anos) bloqueando o fundo Esh Theta, o principal da gestora de Timerman.


O valor sob gestão da Esh estava em R$ 12,5 milhões em fevereiro, segundo dados da Anbima. Reportagem de 2021 do Valor informou que, somando o fundo principal e outros exclusivos, a Esh se aproximava de R$ 1 bilhão sob gestão —apenas o Esh Theta chegou perto de R$ 200 milhões. A queda, diz Timerman, se deve à desvalorização das ações da Gafisa, ao dano reputacional que levou a resgates e perdas com outros investimentos e custos


Além disso, a medida judicial bloqueou o patrimônio dos cotistas do Esh Theta e proibiu novos aportes.


Por sua vez, o gestor voltou a denunciar Tanure por "insider trading". Em janeiro passado, após a Justiça acatar denúncia do Ministério Público Federal, Tanure virou réu por suposto uso de informação privilegiada na operação de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa. A defesa de Tanure chamou de "açodada" a denúncia do MPF.


No meio da guerra, Tanure processou Timerman por stalking (perseguição), por mensagens publicadas no então Twitter (hoje X). Sem mencionar o nome de Tanure, Timerman usou termos como "vagabundo", "bandido" e "corno". Disse que não se referia ao desafeto.


Nessa ação, Timerman foi condenado em primeira instância, em março de 2025, a pena de um ano, 10 meses e 15 dias de prisão, substituída por prestação de serviços comunitários. O gestor está recorrendo.


"Ele [Timerman] nunca ligou pro Tanure, nunca mandou um email, nunca mandou uma DM no X. Que stalking é esse? Ficou chateado de ser xingado? Entra com uma queixa-crime por injúria", disse o advogado Davi Tangerino, que defende Timerman. Ele cobra "um marco normativo mais claro de proteção aos denunciantes minoritários nas companhias de capital aberto".


Outra medida cautelar impede o gestor de falar sobre Tanure e a Gafisa.


Durante o embate com a construtora, Timerman conectou a empresa ao Master, dizendo que parte do dinheiro da Gafisa fora desviado para o banco. Desde 2023, alertou Banco Central e Polícia Federal sobre os problemas. Por isso foi convocado a depor na CPI.


Na justificativa, o relator da comissão, o senador e ex-delegado Alessandro Vieira (MDB-SE), escreveu que o depoimento de Timerman "revela-se peça indispensável para a instrução dos trabalhos", dado o "conhecimento técnico e histórico profundo" do gestor sobre o esquema do Master.


Afirmou ainda que por anos Timerman denunciou fraudes e manipulação do banco, "quando tais alertas eram tratados como meras excentricidades". "Contudo", disse o senador, "a deflagração da Operação Compliance Zero (...) e a liquidação do Master (...) validaram o foco das denúncias de Timerman (...)".


Vieira ecoou o que poucos no mercado se arriscaram a falar. Num artigo publicado em fevereiro em sua newsletter, o analista e consultor Ricardo Schweitzer classificou o gestor como "anti-herói" e "o homem que disse isso antes de todo mundo".


"Não me peça para dizer que Timerman é um santo. Ele não é. Não me peça para dizer que seus métodos são irrepreensíveis. Não são. Não me peça para dizer que eu teria feito o que ele fez. Eu não fiz. O que eu posso dizer é que, quando o mercado inteiro preferiu o silêncio, ele preferiu o barulho. E o barulho, desta vez, ressoou", escreveu Schweitzer.


Em outras palavras, o dono da Esh já era conhecido na Faria Lima muito antes do escândalo do Master, mas, por óbvio, o caso aumentou exponencialmente sua notoriedade. Numa fase aguda do embate com Tanure/Gafisa, em 2024, Timerman afirma ter recebido ameaças anônimas de morte. Valeu-se de segurança particular pela primeira vez, também pago por um amigo, segundo conta. A proteção cessou, diz, porque o apoiador passou por dificuldades financeiras.


Dessa vez, descreve, a exposição do caso Master e da CPI ressuscitou o receio do grupo que fez a vaquinha para pagar o guarda-costas. Timerman comenta que sua família, seus amigos e seus sócios "estão apavorados". "[Falam]: ‘Vão te matar’, e eu digo, do que adianta me matar? Todas as informações que eu tenho meus advogados e meus sócios têm, não adianta me matar."


É um momento tenso, mas não tanto quanto o do final de 2024, quando, após uma denúncia anônima de que teria desviado dinheiro do seu próprio fundo e enviado a uma offshore em Malta, Timerman foi alvo de um mandado de busca e apreensão —a polícia esteve em sua casa e em seu escritório.


"Nunca tive conta offshore. Tomaram meu passaporte, foi o pior momento da minha vida. É uma violência a polícia entrar na tua casa. Minha família foi muito afetada, eu fiquei muito mal", recorda. O inquérito não encontrou indícios de crime, e o processo foi arquivado.


Timerman calcula ter respondido a "dezenas" de ações judiciais nos últimos anos, a maioria arquivadas. Além da por perseguição a Tanure, foi condenado noutra por calúnia contra o gestor Daniel Alberini, da CTM Investimentos, da qual também está recorrendo.


Segundo levantamento do UOL, ele responde a nove processos —entre civis e criminais, incluindo as duas condenações que tenta reverter em segunda instância— e soma 14 vitórias, incluindo numa queixa-crime por calúnia movida por Daniel Vorcaro. Neste processo, o banqueiro do Master foi defendido por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF —no mesmo período, Moraes negou um recurso de Timerman na corte.


Sobre tantas querelas, Timerman interpreta: "O objetivo foi me quebrar financeiramente na [pessoa] física, inviabilizar meu negócio e acabar com minha reputação". São investidas inúteis, ele afirma. "Tenho um dever com meus clientes de ir até o final, eles confiaram a mim seu dinheiro. Vou falar, ‘desculpa, bateram muito forte em mim, estou com medo’? Não sou essa pessoa, [sou] jogador de rúgbi", diz, em referência ao esporte praticado na juventude. Arremata com uma de suas muitas boutades: "O bom de já ter ido para o inferno é que você conhece o caminho de volta".


Ele conta que tirou do rúgbi lições para a carreira de gestor. "Não desistir nunca, ser duro, mas leal. E confiar nas pessoas. Mas confiança só se perde uma vez."


Mesmo com os fundos bloqueados judicialmente, afirma que montou uma consultoria de contencioso estratégico e investigação e cobrança , o que lhe teria permitido começar "a tirar a cabeça da lama nos últimos meses".


Não é só o ativismo fervoroso que diferencia Timerman de um "farialimer" convencional. Ao depôr na CPI, envergou o único terno que tem no armário —o mesmo com que se casou. Costuma vestir jeans e camisas surradas e ficar descalço no escritório. Sua barba é desgrenhada. Fuma desbragadamente.


Filho do infectologista Artur Timerman, um progressista humanista (e um dos fundadores da torcida corintiana Gaviões da Fiel), recebeu seu nome como homenagem a Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura, e foi criado sem ortodoxia —o que ajuda a entender como optou por um ofício liberal. Já se definiu como "o mais comunista entre os capitalistas".


"Tive uma educação socialista, mas aprendi a pensar com a minha cabeça. Um psicanalista amigo nosso diz que só fui para o mercado financeiro para contrariar meu pai", brinca.


Mais velho de três filhos, formado em engenharia elétrica pela USP, Vladimir é irmão da psiquiatra, psicoterapeuta e escritora Natalia Timerman, autora dos romances "Copo Vazio" e "As pequenas Chances", e da engenheira naval Gabriela Timerman. Em "As Pequenas Chances", Natalia trata da morte do pai —os dias finais, a elaboração do luto.


Vladimir diz que o romance é a versão da irmã sobre aquele momento, mas não a sua, e foi contrário à publicação. Por isso, no livro, o nome do primogênito foi trocado (ele vira Simon) —os dos outros parentes foram mantidos como na vida real.


A autora-narradora de "As Pequenas Chances" conta que, no leito de morte, o pai disse a Simon que "parasse de fumar, que se cuidasse, que ficasse tranquilo".


O primogênito atendeu aos pedidos? "Cara, eu parei um bom tempo de fumar. Voltei quando estourou esse negócio. Da parte de ser mais tranquilo... eu sou tranquilo, sou resolvido. Depois da CPI, me disseram: o teu pai deve estar orgulhoso de você. Somos humanos, demasiadamente humanos. Eu não sou perfeito."


https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/mais-ruidoso-gestor-do-pais-antecipou-esquema-do-master-diz-estar-quebrado-e-so-anda-de-guarda-costa.shtml

BDM Matinal Riscala

 Sem acordo, EUA bloqueiam portos do Irã

Risco de disrupção no fluxo global de energia estressa negócios


13/04/2026


… O mercado abre a semana sob um novo patamar de tensão no Oriente Médio, após os Estados Unidos confirmarem o início do bloqueio total aos portos do Irã a partir das 11h desta segunda-feira (horário de Brasília), em resposta ao fracasso das negociações em Islamabad. Os preços do petróleo dispararam na abertura dos pregões asiáticos, refletindo o risco de disrupção no fluxo global de energia. A medida mira diretamente a principal fonte de receita de Teerã e mantém sob pressão o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo global — ao mesmo tempo em que eleva o risco de confronto direto, após a reação dura do Irã e o reforço militar na região.


SEM ACORDO – O Oriente Médio entra em um novo estágio de tensão com o início efetivo do bloqueio americano aos portos do Irã.


… As operações marcam a primeira ação concreta após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã.


… O bloqueio será aplicado de forma ampla a embarcações de todas as nacionalidades que entrem ou saiam de portos iranianos, incluindo instalações no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, num bloqueio total ao comércio marítimo do Irã.


… Somente será poupada a navegação no Estreito de Ormuz para destinos não iranianos. A medida eleva o risco de disrupção no mercado de energia, mantendo sob pressão uma das rotas mais estratégicas do comércio global.


… A decisão ocorre após 21 horas de negociações sem acordo em Islamabad, com o Irã se recusando a ceder em pontos-chave, como o programa nuclear e o controle sobre o Estreito de Ormuz, enquanto acusa os Estados Unidos de exigências “excessivas”.


… Ao longo do fim de semana, Trump chegou a ameaçar bloqueio mais amplo do Estreito, com interceptação de navios e destruição de minas.


… As últimas informações, porém, indicam uma estratégia mais calibrada, focada nos portos iranianos, sem fechamento total da rota marítima.


… Ainda assim, frustrando o otimismo dos mercados com um acordo, o risco de uma escalada da guerra permanece elevado. Os Estados Unidos já enviaram reforços à região, incluindo fuzileiros navais e tropas aerotransportadas, ampliando a presença militar no Golfo.


… Do lado iraniano, a reação foi dura. O chefe do Parlamento afirmou que o país não se curvará a ameaças, enquanto a Guarda Revolucionária alertou que qualquer movimento hostil levará os Estados Unidos a “redemoinhos mortais”, sinalizando risco de confronto direto.


… Teerã também mobilizou forças especiais, reforçou defesas costeiras, instalou minas e prepara suas posições para uma possível incursão militar, ao mesmo tempo em que indicou que a aproximação de embarcações militares será tratada como violação do cessar-fogo.


… Analistas alertam que um bloqueio naval pode ser interpretado como um ato de guerra, elevando o grau de incerteza sobre a segurança das rotas marítimas e sobre a evolução do conflito. No plano diplomático, o cenário segue fragmentado.


… O Paquistão tenta manter o canal de diálogo aberto, enquanto a Rússia se coloca à disposição para mediar uma solução política e o Reino Unido indicou que não participará de um eventual bloqueio, defendendo uma coalizão alternativa para garantir a liberdade de navegação.


… Em paralelo, Israel manteve ataques contra o Hezbollah no Líbano no fim de semana, apesar de o Irã exigir um cessar-fogo mais amplo.


… O pano de fundo é um choque já em curso no mercado de energia. O fluxo pelo Estreito de Ormuz vinha limitado desde o cessar-fogo, com poucos navios transitando, enquanto os preços globais do petróleo acumulam alta de cerca de 50% desde o início do conflito.


… Na leitura de mercado, o cenário evolui de risco para evento, com impacto direto sobre petróleo, inflação e expectativas de juros.


… A abertura da semana tende a refletir esse novo patamar, com pressão sobre ativos de risco e busca por proteção, em um ambiente que volta a ter geopolítica e energia como principais vetores de preço. No pregão asiático, o petróleo WTI atingia US$ 104,30 e o Brent, US$ 101,80.


ISRAEL VS LÍBANO – Enquanto a escalada entre Estados Unidos e Irã eleva as tensões no Oriente Médio, Israel e Líbano se reúnem amanhã, em Washington, para discutir a possibilidade de uma trégua, em um movimento que mantém aberta a frente diplomática no conflito regional.


HUNGRIA – O premiê Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições deste domingo, após 16 anos no poder, parabenizando o candidato da oposição, Peter Magyar, em sua conta do Facebook. O pleito registrou participação recorde, com mais de 77% dos eleitores votando.


CURTAS DA POLÍTICA –O presidente Lula embarca na quinta-feira para a Europa, com agenda na Espanha e na Alemanha, incluindo a Cúpula Brasil-Espanha e a feira Hannover Messe, em meio ao esforço de reforçar a agenda internacional.


… Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra deterioração de Lula no cenário eleitoral, com Flávio Bolsonaro numericamente à sua frente pela primeira vez em simulação de segundo turno (46% a 45%), além de empate técnico com outros nomes.


… A avaliação do governo segue pressionada: 40% consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto a aprovação recuou para 29%.


… O deputado José Guimarães toma posse amanhã como novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, substituindo Gleisi Hoffmann.


… CCJ da Câmara deve votar na quarta-feira a PEC que prevê o fim da escala 6×1, uma das pautas mais sensíveis na agenda trabalhista.


… Na agenda econômica, o governo envia nesta quarta-feira ao Congresso o PLDO de 2027, com meta de superávit primário de 0,5% do PIB, enquanto mantém foco em medidas para reduzir o endividamento das famílias.


… Em entrevista à Folha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou novas medidas para combustíveis no curto prazo e afirmou que o governo avalia liberar saque no limite de até 20% do FGTS para pagamento de dívidas.


… Hoje, Durigan participa com Alckmin da assinatura da operação de crédito que vai viabilizar a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos-Guarujá. Às 14h, em São Paulo.


… O governo recuou, por ora, da proposta de crédito de até R$ 7 bilhões para distribuidoras de energia, em meio à priorização de medidas voltadas ao custo dos combustíveis – segundo apurou o Estadão com fontes.


AGENDA CHEIA – A semana começa com uma agenda carregada de indicadores de atividade, em um momento em que o mercado tenta entender a resiliência do ciclo global em meio às incertezas geopolíticas e ao impacto recente das commodities.


… O foco se divide entre Brasil, com dados de fevereiro que ajudam a calibrar o ritmo doméstico, China, cujo PIB do primeiro trimestre pode redefinir expectativas para crescimento e demanda global, e Estados Unidos, com uma bateria relevante de indicadores.


… No pano de fundo, as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial reforçam o debate sobre riscos da economia global, no contexto dos conflitos no Oriente Médio. Galípolo, Picchetti e Nilton David participam nos Estados Unidos.


… Eventuais declarações do presidente do BC e dos diretores que o acompanham devem ser monitoradas com atenção, no momento em que as incertezas sobre a crise de energia tende a influenciar as expectativas para a condução da política monetária do Copom.


… Também o ministro da Fazenda, Dario Durigan, viajará hoje a Washington para uma série de eventos do FMI e do Banco Mundial.


AQUI – A semana abre com o Boletim Focus (hoje, às 8h25) e segue com o volume de serviços de fevereiro (amanhã) e as vendas no varejo (quarta-feira), dois dados-chave para aferir o fôlego do consumo e do setor terciário.


… O IBC-Br de fevereiro (quinta-feira) fecha o pacote, funcionando como proxy do PIB e consolidando a leitura do crescimento no início do ano.


… Ainda no cenário doméstico, o IGP-10 de abril (quarta-feira) entra como termômetro de inflação no atacado, especialmente relevante diante das oscilações recentes de commodities.


… O conjunto desses indicadores pode influenciar a precificação de juros, em um ambiente ainda sensível ao balanço entre atividade e inflação.


NO EXTERIOR – Os Estados Unidos trazem uma bateria relevante de dados ao longo da semana, incluindo vendas de casas usadas (hoje, às 11h), o índice de preços ao produtor (PPI, amanhã) e a produção industrial (quinta-feira), além dos pedidos semanais de seguro-desemprego.


… O Livro Bege do Federal Reserve (quarta-feira) também ganha peso ao oferecer uma leitura qualitativa da economia em diferentes distritos.


… A agenda americana ainda será marcada por falas de diversos dirigentes do Fed ao longo da semana, o que tende a calibrar as apostas de política monetária em um momento de maior sensibilidade aos dados.


… Discursos de membros como Austan Goolsbee, Michael Barr, Susan Collins e John Williams aparecem distribuídos entre terça e sexta-feira.


CHINA – O grande destaque é o pacote de dados divulgado na noite de quarta-feira, com o PIB do primeiro trimestre, produção industrial e vendas no varejo. O resultado será determinante para avaliar o ritmo da economia e seus desdobramentos para commodities e mercados emergentes.


… Já hoje à noite, ao primeiro minuto de terça-feira, sai a balança comercial chinesa, com as exportações e importações em março.


ZONA DO EURO – Na Europa, além de indicadores de atividade, como a produção industrial (quarta-feira), o mercado acompanha a leitura final do CPI de março (quinta-feira) e, principalmente, a ata do Banco Central Europeu.


… Discursos de Christine Lagarde ao longo da semana também entram no radar.


… Entre os indicadores globais, também ganham espaço os dados de comércio e atividade no Reino Unido e Japão, com destaque para o CPI japonês (sexta-feira), além da balança comercial e das transações correntes na zona do euro.


PETRÓLEO – No mercado de commodities, os relatórios mensais da OPEP (hoje) e da Agência Internacional de Energia (amanhã) ajudam a balizar as expectativas para oferta e demanda de petróleo, em meio às tensões geopolíticas e à volatilidade recente dos preços.


BALANÇOS – Por fim, a semana também marca o início da temporada de balanços nos Estados Unidos, com grandes bancos abrindo a agenda.


… Destaque para Goldman Sachs (hoje, antes da abertura), JPMorgan Chase, Wells Fargo e Citigroup (amanhã), seguidos por Bank of America e Morgan Stanley (quarta-feira), em leituras importantes sobre crédito, atividade e saúde do sistema financeiro.


… Além dos bancos, outros destaques entre os balanços são: BlackRock (amanhã, terça), maior gestora de ativos do mundo, e Netflix (quinta).


VALE – Aqui, a mineradora divulga nesta quinta-feira, 16, os dados de produção e vendas, e no dia 28 de abril, o balanço do primeiro trimestre. Os dois resultados saem após o fechamento do mercado. A teleconferência será realizada em 29 de abril, às 11h.


INFLAÇÃO NA VEIA – O fracasso das negociações em Islamabad contrata um choque mais duradouro no petróleo e complica a espiral inflacionária, que já levou o mercado a eliminar a esperança de corte de 0,50 pp da Selic este mês.


… A surpresa com o IPCA de março acima do esperado, como consequência direta da alta dos combustíveis, disparou na sexta-feira apostas de que o Copom irá mais devagar (0,25 pp) na reunião daqui a pouco mais de duas semanas.


… O pior cenário, de uma pausa na política monetária, não foi cogitado, porque a taxa básica de juros continua tão elevada, que o BC ainda tem “gordura” para cortar, mesmo com a guerra assustando as expectativas inflacionárias.


… O IPCA subiu 0,88% em março, superando o teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro, de 0,82%. O aumento de 4,59% na gasolina no mês exerceu a maior pressão sobre a inflação oficial, com contribuição de 0,23 pp.


… O dado em 12 meses avançou para 4,14% e também estourou a mediana das projeções, de 4,03%.


… Além da pressão dos combustíveis sobre o grupo Transportes, que saiu de uma alta de 0,74% em fevereiro para 1,64% em março, o avanço dos preços de alimentação e bebidas (de 0,26% para 1,56%) também puxou a inflação.  


… Uma boa notícia é que a inflação de serviços, olhada de perto pelo BC, desacelerou de 1,51% para 0,53%. No acumulado em 12 meses, passou de 6,01% em fevereiro para 5,92% em março, mas segue rodando perto de 6%.


… Especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast projetam que o salto do petróleo e dos combustíveis deve continuar encarecendo as passagens aéreas ao longo do ano, exercendo vetor relevante de pressão no IPCA.


… As medianas do Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o relatório Focus, passaram a indicar que o IPCA acumulado em 12 meses vai romper o teto da meta por cinco meses seguidos: de outubro/26 até fevereiro/27.


… O resultado mais forte da inflação de março despertou na sexta-feira uma onda de revisões em alta para o IPCA.


… A Warren, que já esperava inflação no limite da banda de tolerância (4,5%) este ano, piorou a sua projeção para 4,8%. Também a Austin Rating passou a prever o estouro da meta, puxando sua estimativa de 4,43% para 4,74%.


… A Quantitas, que já tinha incorporado ao cenário um IPCA forte (5,2% no ano), elevou a aposta para 5,3%.


DESANCORAGEM – O Itaú ainda projeta 4,5%, mas já não duvida que a inflação rompa este nível máximo fixado pelo CMN. Segundo o banco, a leitura do IPCA, com pressão mais disseminada de forma geral, reforça o viés de alta.


… Ainda o Santander, que já prevê IPCA acima do teto (4,6%), reconhece que pode subir sua estimativa.


… Em relatório a clientes, o Bradesco disse que o susto com o dado de março, combinado ao momento de escalada da cotação do petróleo, indica tendência altista para a inflação acumulada em doze meses até o final do ano.


… Diante da percepção de espaço mais reduzido para cortes de juros pelo BC com o choque de energia, o BofA subiu a projeção da Selic para este ano de 11,75% para 13,25% e, de 2027, para 12,50%, contra 10,50% antes.


… A proposta em estudo pelo governo de permitir o saque de até 20% do FGTS para pagar dívidas deve ajudar a reduzir o endividamento das famílias, mas com impacto limitado na inflação, segundo economistas no Broadcast.


… Com o período turbulento para o petróleo esvaziando as chances de o Copom emplacar um ciclo mais firme de queda da Selic, o IPCA pior do que o esperado teve impacto direto sobre os juros futuros curtos na sexta-feira.


… No fechamento dos negócios, o contrato do DI para Janeiro de 2027 voltou à faixa dos 14%, a 14,060% (de 13,923% no ajuste anterior). Jan/28 subiu a 13,540% (de 13,388%); e Jan/29 avançou para 13,380% (de 13,301%).


… Já o trecho longo da curva compensou a pressão. Jan/31 caiu a 13,420% (13,473%); e Jan/33, 13,490% (13,599%).


O LADO BOM – A perspectiva de que o diferencial de juros seguirá elevado após o forte IPCA de março deve bombar ainda mais o fluxo estrangeiro e animou o dólar a criar coragem para testar piso nos R$ 5,00 na sexta-feira.


… Na mínima intraday, marcou R$ 5,0055, para fechar em queda firme de 1,03%, cotado a R$ 5,0115.


… Pelo último informe da B3, na quarta-feira passada (dia 8), entrou mais uma fortuna em k externo na bolsa: R$ 2,6 bilhões. O fluxo acumulado neste mês de abril chega a R$ 3,1 bilhões e, no ano, já está em R$ 56,5 bilhões.


… Com o Brasil nadando em dinheiro, o dólar flerta com R$ 5 e o Ibov quer cumprir a profecia dos 200 mil pontos.


… Faz nove pregões seguidos que o índice à vista da bolsa doméstica não cai e, pelo terceiro dia consecutivo, bateu recorde duplo na sexta-feira. Somente nestas três últimas sessões, escalou 9 mil pontos, andando rápido com o fluxo.


… Driblando a ansiedade e a cautela antes do encontro do fim de semana entre os Estados Unidos e o Irã, o Ibovespa avançou 1,12%, para a nova máxima histórica de 197.323,87 pontos, com pico intraday aos 197.553,64 pontos.


… O giro forte de R$ 33,5 bilhões comprovou a presença gringa, que lançou uma onda compradora nas blue chips.


… Petrobras ignorou a queda do petróleo e terminou nas máximas do dia (ON +2,49%, R$ 54,00; e PN +2,36%, R$ 49,03). Lá fora, o Brent para junho caiu 0,75%, a US$ 95,20, confiando que poderia sair um acordo de paz no sábado.


… Vale subiu (+1,06%; R$ 85,59) e contrariou o minério (-0,33%). Ainda os bancos fecharam no azul: Itaú PN, +0,70% (R$ 46,07); Bradesco PN, +0,74% (R$ 20,44); e Santander +0,44% (R$ 32,12). BB ficou estável (+0,04%; R$ 24,73).


… Hapvida (+13,05%, a R$ 13,25) liderou com folga as altas do Ibovespa, após o anúncio de mudanças na diretoria.


EFEITO EM CASCATA – O salto dos preços de energia contamina a inflação no mundo todo. O aumento na gasolina em março dentro do índice de preços ao consumidor (CPI) americano foi o maior já registrado desde 1967.


… O indicador disparou para o maior nível em dois anos em março (3,3%), bem acima de fevereiro (2,4%). Na variação mensal, subiu 0,9%, o maior avanço em três anos, mas em linha com o cenário de Wall Street.


… O núcleo da inflação registrou alta de 2,6%, pouco abaixo da estimativa dos analistas, de 2,7%.


… Os dados não mudaram as apostas de que o Fed só deve cortar o juro por volta de setembro do ano que vem.


… A percepção de que vai demorar muito ainda para o ciclo de relaxamento monetário começar puxou as taxas dos Treasuries: a da Note de 2 anos subiu para 3,803% (de 3,781% um dia antes) e a de 10 anos, a 4,320% (de 4,286%).


… Mas o índice DXY conseguiu cair, porque, apesar de tudo, o CPI não surpreendeu. Além disso, o câmbio focou em um desfecho positivo do encontro diplomático no Paquistão, mal sabendo que daria tudo muito errado.


… O DXY recuou 0,17%, a 98,650 pontos. O euro subiu 0,23%, a US$ 1,1732, a libra ganhou 0,25%, a US$ 1,3470.


… Já as bolsas americanas operaram em clima de suspense antes da reunião em Islamabad. Só o Nasdaq subiu (+0,35%), a 22.902,89 pontos. O Dow Jones caiu 0,56% (47.916,57 pontos) e o S&P 500, -0,11%, a 6.816,89 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Moody’s reafirmou o rating corporativo da VALE em AAA.br, com perspectiva estável, citando forte geração de caixa, baixa alavancagem e posição competitiva global.


PETROBRAS. Previ vendeu R$ 1 bilhão em ações da estatal, aproveitando a alta dos papéis (Lauro Jardim/O Globo).


MBRF. Conselho de administração aprovou emissão de até R$ 1,2 bilhão em debêntures.


HAPVIDA esclareceu que é “falaciosa” a informação sobre suposta dívida de R$ 1 bilhão com a Affiance e afirmou não haver decisão formal para venda de ativos no Sul.


ONCOCLÍNICAS contratou TWK e BR Partners para assessoria em reestruturação de dívida de R$ 3,1 bilhões.


SANTANDER aprovou pagamento de R$ 2 bilhões em JCP em 7 de maio. Ex no próximo dia 22. O banco informou ainda a exoneração de Gustavo Alejo Viviani e condução de Carlos Gonzalez-Blanch como novo diretor de RI.


BRB negocia venda de ativos do Banco Master por R$ 15 bilhões e busca financiamento de R$ 6,6 bilhões via Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e bancos (Estadão).


ENGIE BRASIL. Fitch reafirmou rating nacional AAA(bra), com perspectiva estável, destacando forte geração de caixa e perfil financeiro sólido.


NEOENERGIA apresentou à CVM pedido de conversão de registro de emissora da categoria A para B.


CVC. Grupo de acionistas com mais de 35% do capital firmou novo acordo de governança.


MOTIVA. Tráfego em rodovias subiu 4,3% em março na comparação anual.


AZZAS. Ruy Kameyama deixará a companhia ao fim de abril, sem anúncio de substituto.


GRUPO CASAS BAHIA registrou volume recorde de R$ 10,2 bilhões em vendas via crediário no 4TRI25. (Folha)


EZTEC. VGV de lançamentos somou R$ 924,7 milhões no 1TRI26 (+50,1% a/a); vendas líquidas cresceram 84,8%, para R$ 696,8 milhões.


AEGEA. Lucro líquido proforma caiu 31% em 2025, para R$ 856 milhões, apesar de avanço operacional e crescimento de receita.


COMPASS, companhia de gás e energia do Grupo Cosan, deu andamento ao processo de oferta inicial de ações em bolsa (IPO) e pode lançá-la no próximo dia 17 de abril, apurou a Coluna do Broadcast.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Momento de crédito

 💰 *_“Momento do crédito privado lembra crise de Americanas e Light, mas o ajuste é menor”, diz Ibiúna*_*


Para Eduardo Alhadeff, CIO de crédito da Ibiúna, o cenário atual do mercado de crédito privado brasileiro não configura uma crise, mas uma correção saudável após um período de euforia e prêmios de risco (spreads) excessivamente baixos.


*Natureza da Correção*


Movimento de Limpeza: Assim como ocorreu após os casos de Americanas e Light em 2023, o mercado passa por um ajuste. A volatilidade recente, impulsionada por eventos de crédito em empresas como Raízen e GPA, gera saques em fundos de liquidez diária, mas a tendência é que o movimento se estabilize em poucos meses.


Diferença de 2023: A correção atual tende a ser menor. Muitos gestores não tinham exposição a Raízen ou GPA, ao contrário do que ocorreu com Americanas, onde o impacto foi sistêmico. Além disso, o CDI elevado oferece uma "gordura" de rendimento que amortece as perdas pontuais nas cotas.


*Lições Aprendidas*


Acionistas: Ter grandes acionistas não garante socorro financeiro; é preciso avaliar a disposição real de aporte.


Complexidade Contábil: Balanços difíceis de entender (como os de Americanas e Ambipar) são sinais de alerta. Se o fluxo de caixa não é replicável, o risco de surpresa é alto.


Risco de Commodities: Empresas como Braskem e CSN possuem riscos externos (preço de venda) que fogem ao controle da gestão, exigindo cautela extra.


*Perspectivas de Mercado*


Oferta vs. Demanda: Há poucas emissões de dívida nova (a maioria é refinanciamento), enquanto a demanda por crédito privado segue alta. Isso sustenta os preços dos títulos.


Atratividade do Crédito: Enquanto a Selic permanecer elevada, o crédito privado continuará sendo o "queridinho" dos investidores, pois oferece retornos competitivos (16% ao ano em média) sem a volatilidade da bolsa ou a complexidade dos multimercados.


Prazo: O executivo projeta que esse cenário de dominância do crédito deve durar, pelo menos, de 12 a 18 meses, ou até que haja uma mudança estrutural na postura fiscal do país.


*Texto com IA*


Materia completa: https://einvestidor.estadao.com.br/direto-da-faria-lima/momento-credito-privado-lembra-americanas-light-mas-menor-ibiuna/

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,11% US tech +0,35% US Semis +2,3% UEM +0,51% España +0,55% VIX 19,23% Bund 3,05%. T-Note 4,34%. Spread 2A-10A USA=+50pb B10A: ESP 3,51% PT 3,45% ITA 3,85% FRA 3,70% Euribor 12m 2,715% (fut.12m 2,984%). USD 1,168 JPY 186,6/€. Ouro 4.743 $. Brent 101,2$. WTI 104,5$. Bitcoin -1,8% (70.732$). Ether -0,22% (2.189$). 


SESSÃO: A semana passada saldou-se com um tom bastante positivo após o anúncio de um cessar-fogo entre os EUA e o Irão e o início de negociações no Paquistão para alcançar um acordo definitivo. Neste contexto, as bolsas acumularam na semana +3,5% em Nova Iorque e +4,5% na Europa, com o petróleo a baixar abaixo dos 100 dólares por barril (-12%), diminuindo as expetativas de inflação.


No plano macro, os primeiros dados de inflação nos EUA após o início do conflito mostraram um aumento menor do que o esperado (+3,3% vs. +3,4% est. e +2,4% ant.), enquanto a Confiança da Universidade de Michigan mostrou uma deterioração maior do que o esperado (47,6 vs. 51,5 est. e 52,3 nt.)


Esta semana parece que o tom negativo regressa, com o petróleo novamente acima dos 100 dólares (+7%), após as negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão “falharem”. As diferenças insuperáveis parecem decorrer da recusa iraniana em ceder o controlo do Estreito de Ormuz e a renunciar o urânio enriquecido. Ainda assim, o cessar-fogo continua em vigor até 22 de abril.


Horas depois de finalizar as negociações, Trump anunciou que os EUA irão impor um novo bloqueio naval no Estreito de Ormuz sobre todos os navios que entrem ou saiam de portos iranianos, iniciando-se hoje às 15 h, o que impedirá as exportações de petróleo iraniano, até agora o único a sair do Golfo Pérsico e, portanto, acabará com a principal fonte de financiamento do regime Aiatolá. 


Vemos esta ação como positiva, já que não deverá afetar o fornecimento atual de energia pelo Estreito, já totalmente paralisado, e poderá acelerar a sua reabertura, ao forçar o Irão a chegar a um acordo, ao asfixiá-lo economicamente. Contudo, esta operação não está isenta de riscos e teremos de ver de que forma será realizada. 


No plano convencional, esta semana começa a temporada de resultados do T1 2026, com o mercado a antecipar um sólido crescimento do EPS, perto de +14% a/a em Nova Iorque e perto de +4,4% a/a na Europa. Pelo lado macro, teremos dois eventos destacados: (i) FMI (13-18 de abril; projeções WEO na terça-feira); (ii) Livro Bege da Fed (quarta-feira; 19 h) que prepara a reunião da Fed (28-29 abril). 


Em suma, como temos vindo a dizer, o processo de paz não estará isento de tensões, como as que veremos hoje, mas continuamos a pensar que o conflito é um “golpe”, não uma involução do ciclo económico. Mantemos exposições para um ciclo que se irá manter expansivo a médio prazo, com o retrocesso progressivo da inflação no segundo semestre de 2026 e 2027.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal  NY +1,1% US tech +1,1% US Semis +1,7% UEM -0,3% España -1% VIX 19,1% Bund 3,09%. T-Note 4,29%. Spread 2A-10A US...