*Rosa Riscala: Juros aliviam, balanços comandam*
… A guerra no Oriente Médio está longe de ser resolvida, mas não comanda mais sozinha os mercados. A correção do petróleo ajudou, mas os investidores também dividem a atenção com aquilo que normalmente determina o preço dos ativos: balanços, indicadores e política monetária. A inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos e no Brasil traz alívio e novas expectativas para os juros às vésperas do Copom, enquanto a temporada do segundo trimestre agita Wall Street e a Bovespa. Hoje, último pregão de julho, é dia de repercutir a queda da Apple e o salto da Amazon e do Santander Brasil no after hours em Nova York, enquanto a reação aos números de Vale foi morna. No Japão, o BC manteve o juro durante a madrugada e, na primeira reação, o iene caiu e renovou as apostas em intervenção.
GUERRA VOLTA À ROTINA –Os ataques entre Estados Unidos e Irã continuaram nesta quinta-feira, mas sem uma escalada qualitativa relevante, abrindo espaço para uma correção do petróleo, que devolveu parte dos ganhos recentes.
… O Brent para outubro caiu 1,37%, a US$ 86,88, e o WTI para setembro recuou 1,03%, a US$ 83,59.
… Embora o Estreito de Ormuz permaneça fechado, as negociações entre Teerã e Omã sobre a administração da passagem seguem em andamento, o que ajuda a acomodar as tensões, após o primeiro impacto com a retomada da guerra.
… No campo geopolítico, a principal novidade foi o anúncio de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, com 14 países, para proteger a navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab, enquanto os houthis prometeram retaliar qualquer ofensiva saudita.
… Os Estados Unidos também ampliaram a pressão econômica sobre Teerã ao impor novas sanções a entidades e indivíduos na China, Índia, Rússia e Irã supostamente ligados à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
… Pequim negou que esteja ajudando o Irã, e reafirmou que defende uma solução diplomática para o conflito.
… Após cinco meses de tensão no Oriente Médio, o investidor segue as notícias do front da guerra no dia a dia, reagindo pontualmente, enquanto leva adiante os demais fatores que giram o mercado. Mas o risco de volatilidade do petróleo permanece vivo e uma ameaça.
O PROTAGONISMO DAS BIG TECHS – Enquanto a guerra entra na rotina dos investidores, Wall Street voltou a ser comandada pelos balanços das gigantes de tecnologia. O subíndice de tecnologia do S&P 500 subiu 5%, impulsionado pelas empresas ligadas à IA e semicondutores.
… A Microsoft liderou com salto de 15%, ao convencer que consegue acelerar os investimentos em IA sem perder disciplina financeira, registrando o maior ganho de valor de mercado em um único pregão da história de uma empresa americana: US$ 484 bilhões em capitalização.
… A Meta, por outro lado, caiu quase 8% após frustrar as expectativas de lucro e reduzir a projeção de investimentos para 2026.
… Após o fechamento, a temporada de balanços continuou movimentando o after hours.
… A Amazon superou com folga as estimativas de lucro, impulsionada pelo crescimento de 20% da receita da AWS e pela forte demanda por inteligência artificial. A empresa ainda anunciou previsão de investir US$ 200 bilhões em 2026, principalmente em infraestrutura de IA.
… No after, suas ações dispararam 9,36%.
… Já a Apple também apresentou lucro e receita acima das expectativas, com alta de 22% nas vendas do iPhone e crescimento de dois dígitos em praticamente todas as linhas de negócios.
… Ainda assim, o mercado reagiu negativamente às projeções para o trimestre seguinte, abaixo do esperado, e às indicações de custos mais elevados com memória, levando as ações a aprofundarem as perdas para mais de 6% no after hours.
CANTOU A BOLA – Quem assistiu ao BDM Live com Eduardo Nishio, head de Research da Genial Investimentos, ontem de manhã, não se surpreendeu com o fato relevante divulgado pelo Santander Brasil à noite, após o fechamento.
… Após o resultado fraco do balanço, que levou a ação a uma queda de mais de 8% em dois dias, a matriz lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) com o objetivo de comprar os 10% de ações da subsidiária brasileira que estão em free float.
… A OPA é voluntária e não visa deslistagem na B3, segundo o Santander. O prêmio previsto é de 15% e a contraprestação, de 1,908 bilhão de euros.
… Na sequência do fato relevante, os ADRs do Santander Brasil dispararam 9% no after hours de Nova York.
… “O que eu acho que pode acontecer, é uma tese na verdade, é o fechamento de capital do banco. A ação tem float baixo. Dado que o banco vai perdurar por alguns trimestres com resultados fracos, o papel não vai andar”, disse pela manhã Eduardo Nishio ao BDM Live.
… Ele comentou que “qualquer anúncio [de uma OPA] é uma garantia de preço bom para o controlador. Da ótica de quem está fechando o capital [o papel sai mais barato]”.
… Na prática, é um fechamento de capital da unidade brasileira, algo que o Santander já cogitou algumas vezes. O banco fez uma oferta em outubro de 2014 que reduziu bastante a liquidez das ações (float) na B3, como Nishio citou.
… Se você perdeu a live, assista a entrevista de Eduardo Nishio na íntegra no canal do BDM no Youtube: https://tinyurl.com/rywnebzv
VALE – Registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado e 27% abaixo das estimativas do mercado, refletindo principalmente a pressão dos custos operacionais.
… O Ebitda proforma, porém, cresceu 19%, para US$ 4,066 bilhões, superando as projeções.
… A companhia elevou a projeção para o custo caixa C1 em 2026, citando o real mais valorizado e os preços mais altos do petróleo, e anunciou distribuição de R$ 2,03 por ação entre dividendos e JCP, além da extensão do programa de recompra.
… No after hours em Nova York, as ADRs da Vale recuaram 0,27%.
BRASKEM – Ainda no after, o ADR da Braskem caiu 2,49% após divulgar dados operacionais do período de abril a junho, que reportaram quedas nas vendas (resina, químicos no Brasil, PE verde) e alta na exportação de principais químicos.
HOJE – A temporada de balanços prossegue nesta sexta-feira, com destaque para os resultados das gigantes americanas do petróleo Exxon Mobil e Chevron, que serão divulgados antes da abertura dos mercados.
… No Brasil, o calendário prevê apenas o resultado da AgroGalaxy, após o fechamento do mercado.
… Antes disso, Vale, Multiplan e EcoRodovias realizam teleconferências com analistas e investidores, todas a partir das 11h.
… A Multiplan divulgou ontem à noite lucro líquido de R$ 427,4 milhões no segundo trimestre, alta de 61,7% sobre um ano antes.
… O resultado foi impulsionado principalmente pelo reconhecimento de créditos tributários de PIS/Cofins, embora o desempenho operacional também tenha mostrado crescimento de vendas, receitas de locação e fluxo nos shoppings.
… Já a EcoRodovias reportou lucro líquido recorrente de R$ 52,9 milhões, queda de 74,1% na comparação anual, refletindo o aumento dos investimentos nas concessões, o fim da concessão da Ecovias Sul e os efeitos da inflação sobre os custos.
MAIS AGENDA – O principal destaque da agenda de hoje é a divulgação do resultado primário do setor público consolidado de junho (8h30). A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta déficit de R$ 49,3 bilhões, após saldo negativo de R$ 56,1 bilhões em maio.
… O mercado espera alguma melhora em relação ao mês anterior, sustentada principalmente por um desempenho menos negativo de Estados e municípios, embora as preocupações com a trajetória das contas públicas continuem no radar.
… Nesta quinta, o Tesouro informou que o governo central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, acima da mediana estimada (R$ 47,2 bilhões). O resultado refletiu o crescimento das despesas, que avançaram 9% em termos reais na comparação anual.
… No acumulado do primeiro semestre, o déficit do governo central chegou a R$ 92,2 bilhões, o pior para o período desde 2020, reforçando o desafio para o cumprimento da meta fiscal deste ano.
ANEEL – Ainda na agenda desta sexta-feira, a Aneel define às 16h a bandeira tarifária de energia elétrica de agosto.
BOJ MANTÉM JURO – Em decisão anunciada ao primeiro minuto desta sexta-feira, o Banco Central do Japão manteve a taxa básica em 1%, após a alta de 0,25 ponto porcentual promovida em junho. A pausa já era amplamente esperada pelo mercado.
… Depois da decisão, o iene acelerava a queda contra o dólar americano no início da madrugada, aparentemente com o mercado considerando branda a comunicação do BoJ e reacendendo as apostas em intervenção cambial.
TAL QUAL O FED – Nesta quinta-feira, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve os juros em 3,75%, mas a dissidência cresceu, com três dirigentes defendendo alta de 0,25 ponto porcentual diante dos riscos inflacionários associados à guerra no Oriente Médio.
… A maioria considerou que o aperto das condições financeiras e a desinflação ainda permitem manter a taxa, mas não descartou novo aumento caso surjam efeitos secundários sobre preços e salários.
… Em Nova York, a inflação e o PIB abaixo do esperado, nesta quinta-feira, com o núcleo do PCE em 0,1% em junho e o crescimento em 1,5% no 2TRI, aliviaram a pressão provocada pelos três votos dissidentes no Fed na reunião da véspera (leia abaixo).
MAIS EXTERIOR – A agenda internacional ainda traz a prévia da inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro de julho e, nos Estados Unidos, o Índice de Custo do Emprego (9h30), o PMI de Chicago (10h45) e a leitura final de julho do sentimento do consumidor de Michigan (11h).
… Às 14h, a Baker Hughes divulga o número de poços e plataformas de petróleo em operação.
CHINA HOJE – O PMI oficial industrial caiu de 50,3 em junho para 49,2 em julho. O resultado veio abaixo da expectativa dos analistas, de 50, e indica contração da atividade econômica chinesa.
CONTAGEM REGRESSIVA PARA O COPOM – O alívio com as novas expectativas ao Fed reforçou as apostas para a reunião de política monetária do BC na próxima quarta-feira. A curva a termo projeta agora a chance de 100% de corte de 0,25 ponto da semana, para 14%.
… Também entre os economistas, esse resultado é quase uma unanimidade: de 60 casas consultadas pelo Projeções Broadcast, apenas quatro esperam manutenção da taxa em 14,25%: Citi Brasil, Suno Research, Warren Investimentos e ZERO Markets Brasil.
… O consenso de nova redução foi formado pela sequência de dados mais benignos de inflação. Depois de o IPCA-15 de julho subir só 0,06%, o IGP-M caiu 1,16%, nesta quinta-feira, recuo mais intenso do que a mediana de 1,03% apontada pelo mercado.
… Ainda assim, mesmo entre as casas que esperam o corte na próxima semana, predomina a avaliação de que o Banco Central deverá adotar cautela na comunicação e evitar sinalizar antecipadamente um novo movimento em setembro.
… As medianas do levantamento permanecem em 14% para agosto, setembro e novembro, reforçando a percepção de que o corte da próxima semana poderá encerrar o ciclo de flexibilização, com a Selic mantida nesse patamar por um período prolongado.
… Já na curva de juros, o mercado ampliou a probabilidade de o Copom seguir com os cortes em setembro. Segundo cálculos do Bmg, essas apostas estavam ontem rigorosamente divididas, com 50% de chance de manutenção e 50% de nova redução (leia abaixo).
CURTAS DA POLÍTICA – A senadora Tereza Cristina aceitou ser vice à Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro, mas ainda falta o aval do PP.
PT. Partido realiza no domingo a convenção que oficializará a chapa Lula-Alckmin para a eleição presidencial de 2026, em São Paulo.
PESQUISA. Divulgado nesta quinta-feira, o levantamento PoderData/Aya mostrou Lula com 41% no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, o petista tem 46%, ante 43% do senador, em empate técnico dentro da margem de erro.
LULINHA. André Mendonça (STF) autorizou a PF a abrir inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência e venda de acesso ao governo federal envolvendo o filho do presidente, em apuração conduzida separadamente das investigações sobre as fraudes no INSS.
PARAGUAI. Presidente Santiago Peña convocou o embaixador brasileiro em Assunção após declarações de Lula sobre a Guerra do Paraguai. Ao defender investimentos em defesa, Lula disse que “um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil”.
TARIFAÇO. O governo brasileiro formalizou na OMC uma disputa contra os Estados Unidos, alegando que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos viola as regras do comércio internacional. Em paralelo, ministros pretendem retomar as negociações em agosto.
BURGUER COM SUSHI – O dólar afundou globalmente nesta quinta-feira, abalado por dois gatilhos: um vindo dos Estados Unidos, outro do Japão, onde circularam suspeitas de intervenção no câmbio para conter a fraqueza do iene.
… Poucas horas antes da decisão de política monetária do BoJ, os rumores de atuação movimentaram os negócios e fizeram o dólar despencar 2,46% contra a moeda japonesa, negociada no fechamento do pregão a 159,40/US$.
… Os boatos de investida do governo do Japão levaram o iene a saltar para a máxima em dois meses, depois de bem recentemente a divisa do país ter despencado para o menor patamar contra o dólar em quase quatro décadas.
… Na avaliação do ING, a intervenção pareceu “bem cronometrada”, com o Japão aproveitando a oportunidade de que o dólar já estava enfraquecido pela leitura dovish de Warsh e pelos indicadores americanos mais fracos do dia.
… A queda de 0,1% da inflação do PCE em junho contra maio veio em linha, mas o núcleo de 0,1% ficou abaixo da previsão de 0,2%. Também a primeira leitura do PIB do segundo trimestre, de 1,5%, frustrou o consenso de 2,1%.
… O menor fôlego do que o imaginado do núcleo do PCE manteve o debate sobre a chance de o Fed manter o juro em setembro, embora a aposta de pausa seja minoritária nas apostas do CME (36,6% contra 63,4% de um aperto).
… Economistas do Morgan Stanley acreditam que os comentários de Warsh essa semana sugerem que a barra está alta para o Fed pensar em subir o juro no curto prazo. O Goldman Sachs prevê juros inalterados até o fim do ano.
… Nesse contexto, o banco avalia que o real e o peso colombiano permanecem como apostas fortes para o carry trade e observa que, além do diferencial de juros, ambas as moedas tendem a se beneficiar do petróleo caro.
… Seja como for, o banco pondera que o real seguirá sensível ao ruído eleitoral e ao risco de alta dos Treasuries longos, diante da reprecificação para o Fed, que se ficar mais dovish agora terá que ser mais hawkish à frente.
… No embalo do tombo em escala global, o dólar fechou ontem na mínima do dia contra o real, em queda firme de 0,93%, a R$ 5,0611. Hoje, no pregão de virada de mês, o câmbio pode ser influenciado pela briga em torno da ptax.
… Lá fora, o DXY ficou abaixo dos 100 pontos, sob o rumor de intervenção do Japão e a percepção de que Warsh pode demorar mais para subir o juro, apesar da pressão interna confirmada pelo dissenso no placar do Fed (9 x 3).
… O DXY derreteu 1%, a 99,864 pontos. O euro subiu 0,61%, para US$ 1,1535, e a libra avançou 0,80%, a US$ 1,3474, depois de o BC inglês ter mantido os juros, mas em decisão dividida (três integrantes votaram por alta de 25 pontos).
CRISE DE CREDIBILIDADE – No day after da coletiva de Warsh, que deixou o mundo confuso sobre o início do ciclo de alta dos juros, as taxas dos Treasuries longos continuaram subindo, deflagrando o receio de um Fed atrás da curva.
… Em estado de alerta, o yield do T-Bond de 30 anos seguiu acima de 5,2%, rompendo o pico dos últimos quase 20 anos. Subiu a 5,213% (de 5,205%), e como disse o Goldman Sachs, a pressão deve ser observada de perto pelo real.
… Na cola do alívio do dólar e do petróleo ontem, os juros futuros queimaram prêmio de risco, avaliando as chances de o Copom dar dois cortes seguidos da Selic, um na próxima quarta-feira e o segundo no encontro de setembro.
… No noticiário do dia e sem influência sobre a curva, a Pnad revelou que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, em linha com o esperado e no menor patamar da série histórica para o período.
… Ao Valor, porém, o economista Henrique Danyi (do Santander) observou desaceleração gradual do emprego no setor de serviços, apontado por ele como o mais relevante. “Mais de 50% da população ocupada está em serviços.”
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava mínima de 13,805% (contra 13,839% no ajuste anterior); Jan/28, 13,855% (13,941%); Jan/29, 14,080% (14,197%); Jan/31, 14,355% (14,450%); e Jan/33, 14,535% (14,592%).
… O Ibovespa acelerou na reta final e fechou em alta de 1,88%, na máxima de 177.158,86 pontos. O giro ficou em R$ 22,8 bilhões. Petrobras ignorou a queda do petróleo: ON, +2,19%, a R$ 48,55; e PN, +2,00%, na máxima de R$ 42,84.
… À espera do balanço da noite de ontem, Vale desafiou o surto de vendas do minério de ferro (-3,31%) e registrou ganho de 1,39% (R$ 76,09), enquanto os papéis dos principais bancos terminaram majoritariamente no azul.
… Itaú PN ganhou 2,20% (R$ 42,74) e BB registrou impulso de 1,97% (R$ 21,19).
… Já Bradesco reagiu com incerteza ao aumento de capital de R$ 10 bilhões. Segundo o Broadcast, o mercado tenta entender se a medida reflete uma necessidade mais urgente de reforço patrimonial ou não passou de oportunidade.
… A ação ON caiu 0,31%, a R$ 15,99, e a PN, apesar do pouco fôlego (+0,22%), fechou na máxima de R$ 18,39.
… Santander unit perdeu mais 1,48% (R$ 25,25), horas antes do anúncio da OPA, que hoje promete um rali.
… Usiminas PNA desabou 9,25% (R$ 7,55), no topo das baixas, após a divulgação de resultados trimestrais.
… O entusiasmo do Ibovespa ontem esteve alinhado a Nova York, onde as bolsas operaram embaladas pela euforia da Microsoft (+15,51%) com os investimentos em inteligência artificial, ofuscando as preocupações da Meta (-7,95%).
… O otimismo renovado com as gigantes e tecnologia levou o Dow Jones a fechar em alta de 1,19%, aos 52.208,06 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,66%, aos 7.437,63 pontos, e o Nasdaq avançou 2,78%, para 25.122,18 pontos.
CIAS ABERTAS NO AFTER – Conselho de Administração da VALE escolheu Reinaldo Duarte Castanheira Filho para o cargo de vice-presidente do colegiado…
… Conselheiros independentes também indicaram Wilfred Theodoor Bruijn para exercer a função de Lead Independent Director.
RAÍZEN. Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial apresentado em junho. Plano contou com adesão de 81,6% dos credores para a renegociação de R$ 61,4 bilhões em dívidas.
AÉREAS. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a liberação de R$ 13,2 bilhões para as três maiores companhias do setor (Gol, Latam e Azul) para minimizar impacto da guerra no Oriente Médio…
… Na Folha, o governo estuda zerar o imposto sobre o querosene de aviação (QAV) até dezembro para conter a alta das passagens aéreas. Segundo as fontes, a proposta foi encaminhada à Fazenda nesta semana e está sob análise.
AZUL. Companhia classificou como um marco o acesso aos recursos do FNAC, após o BNDES oficializar linha que prevê até R$ 2,6 bilhões em financiamentos.
MOVIDA. O Conselho aprovou aumento de capital de até R$ 152,4 milhões mediante emissão de novas ações. A Simpar assumiu compromisso firme de subscrever até R$ 106 milhões…
… Movida também definiu 11 de setembro como data de pagamento dos JCP anunciados em dezembro de 2025.
*Rosa Riscala: Juros aliviam, balanços comandam*
… A guerra no Oriente Médio está longe de ser resolvida, mas não comanda mais sozinha os mercados. A correção do petróleo ajudou, mas os investidores também dividem a atenção com aquilo que normalmente determina o preço dos ativos: balanços, indicadores e política monetária. A inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos e no Brasil traz alívio e novas expectativas para os juros às vésperas do Copom, enquanto a temporada do segundo trimestre agita Wall Street e a Bovespa. Hoje, último pregão de julho, é dia de repercutir a queda da Apple e o salto da Amazon e do Santander Brasil no after hours em Nova York, enquanto a reação aos números de Vale foi morna. No Japão, o BC manteve o juro durante a madrugada e, na primeira reação, o iene caiu e renovou as apostas em intervenção.
GUERRA VOLTA À ROTINA –Os ataques entre Estados Unidos e Irã continuaram nesta quinta-feira, mas sem uma escalada qualitativa relevante, abrindo espaço para uma correção do petróleo, que devolveu parte dos ganhos recentes.
… O Brent para outubro caiu 1,37%, a US$ 86,88, e o WTI para setembro recuou 1,03%, a US$ 83,59.
… Embora o Estreito de Ormuz permaneça fechado, as negociações entre Teerã e Omã sobre a administração da passagem seguem em andamento, o que ajuda a acomodar as tensões, após o primeiro impacto com a retomada da guerra.
… No campo geopolítico, a principal novidade foi o anúncio de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, com 14 países, para proteger a navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab, enquanto os houthis prometeram retaliar qualquer ofensiva saudita.
… Os Estados Unidos também ampliaram a pressão econômica sobre Teerã ao impor novas sanções a entidades e indivíduos na China, Índia, Rússia e Irã supostamente ligados à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
… Pequim negou que esteja ajudando o Irã, e reafirmou que defende uma solução diplomática para o conflito.
… Após cinco meses de tensão no Oriente Médio, o investidor segue as notícias do front da guerra no dia a dia, reagindo pontualmente, enquanto leva adiante os demais fatores que giram o mercado. Mas o risco de volatilidade do petróleo permanece vivo e uma ameaça.
O PROTAGONISMO DAS BIG TECHS – Enquanto a guerra entra na rotina dos investidores, Wall Street voltou a ser comandada pelos balanços das gigantes de tecnologia. O subíndice de tecnologia do S&P 500 subiu 5%, impulsionado pelas empresas ligadas à IA e semicondutores.
… A Microsoft liderou com salto de 15%, ao convencer que consegue acelerar os investimentos em IA sem perder disciplina financeira, registrando o maior ganho de valor de mercado em um único pregão da história de uma empresa americana: US$ 484 bilhões em capitalização.
… A Meta, por outro lado, caiu quase 8% após frustrar as expectativas de lucro e reduzir a projeção de investimentos para 2026.
… Após o fechamento, a temporada de balanços continuou movimentando o after hours.
… A Amazon superou com folga as estimativas de lucro, impulsionada pelo crescimento de 20% da receita da AWS e pela forte demanda por inteligência artificial. A empresa ainda anunciou previsão de investir US$ 200 bilhões em 2026, principalmente em infraestrutura de IA.
… No after, suas ações dispararam 9,36%.
… Já a Apple também apresentou lucro e receita acima das expectativas, com alta de 22% nas vendas do iPhone e crescimento de dois dígitos em praticamente todas as linhas de negócios.
… Ainda assim, o mercado reagiu negativamente às projeções para o trimestre seguinte, abaixo do esperado, e às indicações de custos mais elevados com memória, levando as ações a aprofundarem as perdas para mais de 6% no after hours.
CANTOU A BOLA – Quem assistiu ao BDM Live com Eduardo Nishio, head de Research da Genial Investimentos, ontem de manhã, não se surpreendeu com o fato relevante divulgado pelo Santander Brasil à noite, após o fechamento.
… Após o resultado fraco do balanço, que levou a ação a uma queda de mais de 8% em dois dias, a matriz lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) com o objetivo de comprar os 10% de ações da subsidiária brasileira que estão em free float.
… A OPA é voluntária e não visa deslistagem na B3, segundo o Santander. O prêmio previsto é de 15% e a contraprestação, de 1,908 bilhão de euros.
… Na sequência do fato relevante, os ADRs do Santander Brasil dispararam 9% no after hours de Nova York.
… “O que eu acho que pode acontecer, é uma tese na verdade, é o fechamento de capital do banco. A ação tem float baixo. Dado que o banco vai perdurar por alguns trimestres com resultados fracos, o papel não vai andar”, disse pela manhã Eduardo Nishio ao BDM Live.
… Ele comentou que “qualquer anúncio [de uma OPA] é uma garantia de preço bom para o controlador. Da ótica de quem está fechando o capital [o papel sai mais barato]”.
… Na prática, é um fechamento de capital da unidade brasileira, algo que o Santander já cogitou algumas vezes. O banco fez uma oferta em outubro de 2014 que reduziu bastante a liquidez das ações (float) na B3, como Nishio citou.
… Se você perdeu a live, assista a entrevista de Eduardo Nishio na íntegra no canal do BDM no Youtube: https://tinyurl.com/rywnebzv
VALE – Registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado e 27% abaixo das estimativas do mercado, refletindo principalmente a pressão dos custos operacionais.
… O Ebitda proforma, porém, cresceu 19%, para US$ 4,066 bilhões, superando as projeções.
… A companhia elevou a projeção para o custo caixa C1 em 2026, citando o real mais valorizado e os preços mais altos do petróleo, e anunciou distribuição de R$ 2,03 por ação entre dividendos e JCP, além da extensão do programa de recompra.
… No after hours em Nova York, as ADRs da Vale recuaram 0,27%.
BRASKEM – Ainda no after, o ADR da Braskem caiu 2,49% após divulgar dados operacionais do período de abril a junho, que reportaram quedas nas vendas (resina, químicos no Brasil, PE verde) e alta na exportação de principais químicos.
HOJE – A temporada de balanços prossegue nesta sexta-feira, com destaque para os resultados das gigantes americanas do petróleo Exxon Mobil e Chevron, que serão divulgados antes da abertura dos mercados.
… No Brasil, o calendário prevê apenas o resultado da AgroGalaxy, após o fechamento do mercado.
… Antes disso, Vale, Multiplan e EcoRodovias realizam teleconferências com analistas e investidores, todas a partir das 11h.
… A Multiplan divulgou ontem à noite lucro líquido de R$ 427,4 milhões no segundo trimestre, alta de 61,7% sobre um ano antes.
… O resultado foi impulsionado principalmente pelo reconhecimento de créditos tributários de PIS/Cofins, embora o desempenho operacional também tenha mostrado crescimento de vendas, receitas de locação e fluxo nos shoppings.
… Já a EcoRodovias reportou lucro líquido recorrente de R$ 52,9 milhões, queda de 74,1% na comparação anual, refletindo o aumento dos investimentos nas concessões, o fim da concessão da Ecovias Sul e os efeitos da inflação sobre os custos.
MAIS AGENDA – O principal destaque da agenda de hoje é a divulgação do resultado primário do setor público consolidado de junho (8h30). A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta déficit de R$ 49,3 bilhões, após saldo negativo de R$ 56,1 bilhões em maio.
… O mercado espera alguma melhora em relação ao mês anterior, sustentada principalmente por um desempenho menos negativo de Estados e municípios, embora as preocupações com a trajetória das contas públicas continuem no radar.
… Nesta quinta, o Tesouro informou que o governo central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, acima da mediana estimada (R$ 47,2 bilhões). O resultado refletiu o crescimento das despesas, que avançaram 9% em termos reais na comparação anual.
… No acumulado do primeiro semestre, o déficit do governo central chegou a R$ 92,2 bilhões, o pior para o período desde 2020, reforçando o desafio para o cumprimento da meta fiscal deste ano.
ANEEL – Ainda na agenda desta sexta-feira, a Aneel define às 16h a bandeira tarifária de energia elétrica de agosto.
BOJ MANTÉM JURO – Em decisão anunciada ao primeiro minuto desta sexta-feira, o Banco Central do Japão manteve a taxa básica em 1%, após a alta de 0,25 ponto porcentual promovida em junho. A pausa já era amplamente esperada pelo mercado.
… Depois da decisão, o iene acelerava a queda contra o dólar americano no início da madrugada, aparentemente com o mercado considerando branda a comunicação do BoJ e reacendendo as apostas em intervenção cambial.
TAL QUAL O FED – Nesta quinta-feira, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve os juros em 3,75%, mas a dissidência cresceu, com três dirigentes defendendo alta de 0,25 ponto porcentual diante dos riscos inflacionários associados à guerra no Oriente Médio.
… A maioria considerou que o aperto das condições financeiras e a desinflação ainda permitem manter a taxa, mas não descartou novo aumento caso surjam efeitos secundários sobre preços e salários.
… Em Nova York, a inflação e o PIB abaixo do esperado, nesta quinta-feira, com o núcleo do PCE em 0,1% em junho e o crescimento em 1,5% no 2TRI, aliviaram a pressão provocada pelos três votos dissidentes no Fed na reunião da véspera (leia abaixo).
MAIS EXTERIOR – A agenda internacional ainda traz a prévia da inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro de julho e, nos Estados Unidos, o Índice de Custo do Emprego (9h30), o PMI de Chicago (10h45) e a leitura final de julho do sentimento do consumidor de Michigan (11h).
… Às 14h, a Baker Hughes divulga o número de poços e plataformas de petróleo em operação.
CHINA HOJE – O PMI oficial industrial caiu de 50,3 em junho para 49,2 em julho. O resultado veio abaixo da expectativa dos analistas, de 50, e indica contração da atividade econômica chinesa.
CONTAGEM REGRESSIVA PARA O COPOM – O alívio com as novas expectativas ao Fed reforçou as apostas para a reunião de política monetária do BC na próxima quarta-feira. A curva a termo projeta agora a chance de 100% de corte de 0,25 ponto da semana, para 14%.
… Também entre os economistas, esse resultado é quase uma unanimidade: de 60 casas consultadas pelo Projeções Broadcast, apenas quatro esperam manutenção da taxa em 14,25%: Citi Brasil, Suno Research, Warren Investimentos e ZERO Markets Brasil.
… O consenso de nova redução foi formado pela sequência de dados mais benignos de inflação. Depois de o IPCA-15 de julho subir só 0,06%, o IGP-M caiu 1,16%, nesta quinta-feira, recuo mais intenso do que a mediana de 1,03% apontada pelo mercado.
… Ainda assim, mesmo entre as casas que esperam o corte na próxima semana, predomina a avaliação de que o Banco Central deverá adotar cautela na comunicação e evitar sinalizar antecipadamente um novo movimento em setembro.
… As medianas do levantamento permanecem em 14% para agosto, setembro e novembro, reforçando a percepção de que o corte da próxima semana poderá encerrar o ciclo de flexibilização, com a Selic mantida nesse patamar por um período prolongado.
… Já na curva de juros, o mercado ampliou a probabilidade de o Copom seguir com os cortes em setembro. Segundo cálculos do Bmg, essas apostas estavam ontem rigorosamente divididas, com 50% de chance de manutenção e 50% de nova redução (leia abaixo).
CURTAS DA POLÍTICA – A senadora Tereza Cristina aceitou ser vice à Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro, mas ainda falta o aval do PP.
PT. Partido realiza no domingo a convenção que oficializará a chapa Lula-Alckmin para a eleição presidencial de 2026, em São Paulo.
PESQUISA. Divulgado nesta quinta-feira, o levantamento PoderData/Aya mostrou Lula com 41% no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, o petista tem 46%, ante 43% do senador, em empate técnico dentro da margem de erro.
LULINHA. André Mendonça (STF) autorizou a PF a abrir inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência e venda de acesso ao governo federal envolvendo o filho do presidente, em apuração conduzida separadamente das investigações sobre as fraudes no INSS.
PARAGUAI. Presidente Santiago Peña convocou o embaixador brasileiro em Assunção após declarações de Lula sobre a Guerra do Paraguai. Ao defender investimentos em defesa, Lula disse que “um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil”.
TARIFAÇO. O governo brasileiro formalizou na OMC uma disputa contra os Estados Unidos, alegando que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos viola as regras do comércio internacional. Em paralelo, ministros pretendem retomar as negociações em agosto.
BURGUER COM SUSHI – O dólar afundou globalmente nesta quinta-feira, abalado por dois gatilhos: um vindo dos Estados Unidos, outro do Japão, onde circularam suspeitas de intervenção no câmbio para conter a fraqueza do iene.
… Poucas horas antes da decisão de política monetária do BoJ, os rumores de atuação movimentaram os negócios e fizeram o dólar despencar 2,46% contra a moeda japonesa, negociada no fechamento do pregão a 159,40/US$.
… Os boatos de investida do governo do Japão levaram o iene a saltar para a máxima em dois meses, depois de bem recentemente a divisa do país ter despencado para o menor patamar contra o dólar em quase quatro décadas.
… Na avaliação do ING, a intervenção pareceu “bem cronometrada”, com o Japão aproveitando a oportunidade de que o dólar já estava enfraquecido pela leitura dovish de Warsh e pelos indicadores americanos mais fracos do dia.
… A queda de 0,1% da inflação do PCE em junho contra maio veio em linha, mas o núcleo de 0,1% ficou abaixo da previsão de 0,2%. Também a primeira leitura do PIB do segundo trimestre, de 1,5%, frustrou o consenso de 2,1%.
… O menor fôlego do que o imaginado do núcleo do PCE manteve o debate sobre a chance de o Fed manter o juro em setembro, embora a aposta de pausa seja minoritária nas apostas do CME (36,6% contra 63,4% de um aperto).
… Economistas do Morgan Stanley acreditam que os comentários de Warsh essa semana sugerem que a barra está alta para o Fed pensar em subir o juro no curto prazo. O Goldman Sachs prevê juros inalterados até o fim do ano.
… Nesse contexto, o banco avalia que o real e o peso colombiano permanecem como apostas fortes para o carry trade e observa que, além do diferencial de juros, ambas as moedas tendem a se beneficiar do petróleo caro.
… Seja como for, o banco pondera que o real seguirá sensível ao ruído eleitoral e ao risco de alta dos Treasuries longos, diante da reprecificação para o Fed, que se ficar mais dovish agora terá que ser mais hawkish à frente.
… No embalo do tombo em escala global, o dólar fechou ontem na mínima do dia contra o real, em queda firme de 0,93%, a R$ 5,0611. Hoje, no pregão de virada de mês, o câmbio pode ser influenciado pela briga em torno da ptax.
… Lá fora, o DXY ficou abaixo dos 100 pontos, sob o rumor de intervenção do Japão e a percepção de que Warsh pode demorar mais para subir o juro, apesar da pressão interna confirmada pelo dissenso no placar do Fed (9 x 3).
… O DXY derreteu 1%, a 99,864 pontos. O euro subiu 0,61%, para US$ 1,1535, e a libra avançou 0,80%, a US$ 1,3474, depois de o BC inglês ter mantido os juros, mas em decisão dividida (três integrantes votaram por alta de 25 pontos).
CRISE DE CREDIBILIDADE – No day after da coletiva de Warsh, que deixou o mundo confuso sobre o início do ciclo de alta dos juros, as taxas dos Treasuries longos continuaram subindo, deflagrando o receio de um Fed atrás da curva.
… Em estado de alerta, o yield do T-Bond de 30 anos seguiu acima de 5,2%, rompendo o pico dos últimos quase 20 anos. Subiu a 5,213% (de 5,205%), e como disse o Goldman Sachs, a pressão deve ser observada de perto pelo real.
… Na cola do alívio do dólar e do petróleo ontem, os juros futuros queimaram prêmio de risco, avaliando as chances de o Copom dar dois cortes seguidos da Selic, um na próxima quarta-feira e o segundo no encontro de setembro.
… No noticiário do dia e sem influência sobre a curva, a Pnad revelou que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, em linha com o esperado e no menor patamar da série histórica para o período.
… Ao Valor, porém, o economista Henrique Danyi (do Santander) observou desaceleração gradual do emprego no setor de serviços, apontado por ele como o mais relevante. “Mais de 50% da população ocupada está em serviços.”
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava mínima de 13,805% (contra 13,839% no ajuste anterior); Jan/28, 13,855% (13,941%); Jan/29, 14,080% (14,197%); Jan/31, 14,355% (14,450%); e Jan/33, 14,535% (14,592%).
… O Ibovespa acelerou na reta final e fechou em alta de 1,88%, na máxima de 177.158,86 pontos. O giro ficou em R$ 22,8 bilhões. Petrobras ignorou a queda do petróleo: ON, +2,19%, a R$ 48,55; e PN, +2,00%, na máxima de R$ 42,84.
… À espera do balanço da noite de ontem, Vale desafiou o surto de vendas do minério de ferro (-3,31%) e registrou ganho de 1,39% (R$ 76,09), enquanto os papéis dos principais bancos terminaram majoritariamente no azul.
… Itaú PN ganhou 2,20% (R$ 42,74) e BB registrou impulso de 1,97% (R$ 21,19).
… Já Bradesco reagiu com incerteza ao aumento de capital de R$ 10 bilhões. Segundo o Broadcast, o mercado tenta entender se a medida reflete uma necessidade mais urgente de reforço patrimonial ou não passou de oportunidade.
… A ação ON caiu 0,31%, a R$ 15,99, e a PN, apesar do pouco fôlego (+0,22%), fechou na máxima de R$ 18,39.
… Santander unit perdeu mais 1,48% (R$ 25,25), horas antes do anúncio da OPA, que hoje promete um rali.
… Usiminas PNA desabou 9,25% (R$ 7,55), no topo das baixas, após a divulgação de resultados trimestrais.
… O entusiasmo do Ibovespa ontem esteve alinhado a Nova York, onde as bolsas operaram embaladas pela euforia da Microsoft (+15,51%) com os investimentos em inteligência artificial, ofuscando as preocupações da Meta (-7,95%).
… O otimismo renovado com as gigantes e tecnologia levou o Dow Jones a fechar em alta de 1,19%, aos 52.208,06 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,66%, aos 7.437,63 pontos, e o Nasdaq avançou 2,78%, para 25.122,18 pontos.
CIAS ABERTAS NO AFTER – Conselho de Administração da VALE escolheu Reinaldo Duarte Castanheira Filho para o cargo de vice-presidente do colegiado…
… Conselheiros independentes também indicaram Wilfred Theodoor Bruijn para exercer a função de Lead Independent Director.
RAÍZEN. Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial apresentado em junho. Plano contou com adesão de 81,6% dos credores para a renegociação de R$ 61,4 bilhões em dívidas.
AÉREAS. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a liberação de R$ 13,2 bilhões para as três maiores companhias do setor (Gol, Latam e Azul) para minimizar impacto da guerra no Oriente Médio…
… Na Folha, o governo estuda zerar o imposto sobre o querosene de aviação (QAV) até dezembro para conter a alta das passagens aéreas. Segundo as fontes, a proposta foi encaminhada à Fazenda nesta semana e está sob análise.
AZUL. Companhia classificou como um marco o acesso aos recursos do FNAC, após o BNDES oficializar linha que prevê até R$ 2,6 bilhões em financiamentos.
MOVIDA. O Conselho aprovou aumento de capital de até R$ 152,4 milhões mediante emissão de novas ações. A Simpar assumiu compromisso firme de subscrever até R$ 106 milhões…
… Movida também definiu 11 de setembro como data de pagamento dos JCP anunciados em dezembro de 2025.
PRINER aprovou a terceira emissão de notas comerciais, no valor de R$ 50 milhões, para reforço de caixa.
SABESP. Acionistas aprovaram a incorporação das ações da Emae, que passará a ser subsidiária integral da companhia após a conclusão da operação.
COPASA celebrou novos contratos de concessão de água e esgoto com Contagem e Betim (MG), válidos até 2073. Os municípios respondem por cerca de 9,3% da receita da companhia.
YDUQS. Fourth Sail Capital reduziu participação de 7,15% para 4,65% do capital social.
PRINER aprovou a terceira emissão de notas comerciais, no valor de R$ 50 milhões, para reforço de caixa.
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YDUQS. Fourth Sail Capital reduziu participação de 7,15% para 4,65% do capital social.