quarta-feira, 1 de julho de 2026

A estupida inveja de Pelé e Zico

 A estúpida inveja de Pelé e Zico

José Nêumanne Pinto

Uma sórdida e nojenta campanha contra a lisura de Pelé, o maior jogador da história do futebol mundial, foi iniciada antes da Copa do Mundo de Estados Unidos, México e Canadá, em série exibida na televisão pela Netflix, teoricamente, sobre o Mundial do México, em 1970.

Antes que a bola rolasse na América do Norte o brasileiro foi apresentado na série em questão a uma versão mentirosa sobre o tricampeonato mundial de futebol realizado a primeira vez numa das sedes da disputa atual pela terceira vez no México, segunda nos Estados Unidos e primeira no Canadá. 

Na referida série o maior craque do principal esporte profissional do Brasil foi definido como um serviçal da ditadura militar em nosso país e também um bobalhão indigno do reconhecimento universal com que foi consagrado. Nada poderia ser mais injusto. 

No final dos anos 60 seleção da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) enfrentou antes das eliminatórias da Fifa enorme descrédito depois da sensacional vitória no mundial da Suécia em 1958, o bicampeonato no Chile em 1962, em que a seleção canarinha foi beneficiada pela organização da disputa ao não ser marcado um pênalti para a Espanha no terceiro jogo e no desaparecimento do árbitro da semifinal para que o craque do torneio, Mané Garrincha, não fosse impedido de atuar na final após ter sido expulso na semifinal contra os donos da casa, o Chile. 

Em 1966 uma campanha desastrosa para a disputa do tricampeonato na Grã Bretanha, favorecida, foi ajudada pela brutalidade contra o maior craque da história no jogo contra Portugal para facilitar a vitória da anfitriã e dona da Fifa. Na vigência de uma ditadura militar a seleção canarinha fez brilhante campanha nas eliminatórias treinada pelo competente jornalista João Saldanha, afastado do cargo por pressão dos militares sob a alegação de ser militante do Partido Comunista Brasileiro. Substituído por Mário Zagalo, o mais brilhante treinador do Brasil, contudo, este foi representado pelo melhor de seus elencos e venceu a disputa. 

Na década de 1970, tive a oportunidade de testemunhar a veneração da torcida local na sede do Mundial, pelo maior craque de todos os tempos no Encontro Mundial da Comunicação em Acapulco, no México. No Encontro Mundial da Comunicação, organizado pela mais popular rede de televisão mexicana, a Televisa, Edson Arantes do Nascimento, presente à mesa da delegação brasileira, da qual espantei-me com a popularidade do maior craque de nosso tricampeonato. À mesa do almoço Pelé atendia gentilmente a uma fila enorme de fãs querendo abraço e autógrafo, vencendo no teste de popularidade até o então presidente do México, Luís Etcheverria, numa demonstração de que os mexicanos não esqueciam o maior de todos os craques consagrado no tri do México..

No Brasil, contudo, a crônica esportiva perseguia o rei mundial do futebol de todos os tempos por ter dedicado seu milésimo gol, feito nunca alcançado por outros craques, às criancinhas desamparadas e também por nunca ter manifestado quaisquer crenças políticas. 

Desde então, abundantemente craques indiscutíveis, mas sem a mesma genialidade de Edson Arantes do Nascimento, passaram a ser citados como seus substitutos no reinado da bola. Grandes jogadores, tais como o holandês Johann Cruyff, os portenhos Diego Maradona e Lionel Messi, o português Cristiano Ronaldo, o alemão Franz Beckenbauer, o britânico Harry Kane e o francês Killian Mbappé proclamaos como herdeiros, mas são nenhum deles amarrou  as chuteiras do Rei inconteste.

Pelé fez o milésimo gol aos 30 anos. Ronaldo persegue o mesmo feito aos 40. Como Messi. Mas os demolidores do rei nunca cansaram de inventar lorotas. Ele também era venerado pelos gols que perdia. Como o drible no arqueiro uruguaio Mazurkiévicz numa jogada semelhante à de Vini Jr. na área do Japão na disputa da rodada de 16 avos da segunda-feira 29 de junho em Houston, Texas. Esquecido também pelos sabichões das narrações e narrativas foi o chute do próprio campo em 1970 no México contra a Tchecoslováquia. Passa em branco como o feito inigualável da invencibilidade de Pelé em jogos em que atuou ao lado de Mané  Garrincha, outro gênio. Pode ser que ainda apareça outro igual. Mas até agora não apareceu.

Enquanto isso, só medíocres tentam impor seu desconhecimento. Nenhum dos locutores dessa Copa lembra o fato histórico de que foi o filho de Dondinho e dona Celeste quem inventou o soccer nos EUA, agora na segunda Copa junto com o capitão Carlos Alberto Torres, a convite simplesmente de Henry Kissinger. Como também memhum narrador ou ex-craque lembrou-se do fato de Zico ter criado o futebol japonês. Os invejosos preferem levar para as mesas redondas quem devia ser esquecido, como Filipão dos 7 a 1 da Alemanha no Mineirão. E fazem de Felipe Melo um professor após haver tirado da jogada Júlio César, o melhor goleiro do mundo na época, na derrota para a Holanda na semifinal de 1998. É pouco ou querem mais, hein? 

*Jornalista, poeta e escritor

Doutorado...

 


Call Matinal 0107

 Call Matinal

01/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (3006)

MERCADOS

Na terça-feira (30), o Ibovespa recuou 0,68%, aos 172.024,12 pontos, com giro financeiro de só R$ 22 bi. Quase R$ 9 bilhões deixaram a B3 em junho. O desânimo com a fuga de capital externo colocou o índice à vista muito perto de perder os 172 mil pontos. Terminou o mês em queda acumulada de 1%. Já o dólar terminou na faixa de R$ 5,16, em leve queda de 0,23%, negociado a R$ 5,1628. Está em clima de esperar para ver o payroll de amanhã.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta quarta-feira (1º), com mercado de olho nos comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, em um momento em que os investidores aumentam as apostas em aumentos das taxas de juros nos EUA.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,30%

S&P 500 Futuro: -0,32%

Nasdaq Futuro: -0,56%

 

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,44%

Nikkei (Japão): +0,59%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,63%

Nifty 50 (Índia): +0,72%

ASX 200 (Austrália): -0,64%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,16%

DAX (Alemanha): +0,19%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,01%

 CAC 40 (França): -0,41%

FTSE MIB (Itália): -0,30%

 

Commodities

 

 

 

.Petróleo WTI, -0,41%, a US$ 69,17 o barril

.Petróleo Brent, -0,29%, a US$ 72,73 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,68%, a 733 yuans (US$ 107,89)

Bitcoin, -0,16%, a US$ 58.540,93

O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para setembro de 2026, fechou em queda de 1,68%, cotado a 733 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 108,02.

 

NO DIA, 0107

Acompanhamos os indicadores da economia brasileira a vislumbrar um corte da Selic na próxima reunião do Copom em agosto. Em paralelo, nos Estados Unidos, onde os investidores continuam trabalhando com um Fed mais hawkish, a atenção se volta agora para os dados do emprego. Antes do payroll nesta quinta-feira, aguardado com expectativa, investidores acompanham hoje a pesquisa ADP, com a criação de vagas no setor privado em junho, e a participação de Kevin Warsh no painel de política monetária do Fórum de Sintra, dois eventos que podem influenciar as expectativas para os juros.

 

Sobre os PMI de junho:

 

  • Alemanha/S&P Global: PMI industrial foi revisado para cima, atingindo 50,3 em junho, ante preliminar de 50; no mês anterior, 50,1
  • Zona do euro/S&P Global: PMI Global para o setor manufatureiro caiu para 51,4 em junho, de 51,6 em maio, em linha com a estimativa preliminar de 51,3
  • Reino Unido/S&P Global: PMI Global de Manufatura caiu a 52,5 em junho, abaixo da máxima de quatro anos de 53,9 em maio e da estimativa preliminar anterior de 53,1

Boa semana a todos!

 

Agenda 29 de junho a 03 de julho

 

Quarta-feira, 01/07

08h00 - Brasil: FGV – IPC-S (jun)

8h30 - Brasil: Nota de Crédito do Banco Central

5h00 - PMI Industrial da S&P Global

14h30 - Fluxo Cambial semanal

04h55 – Alemanha: S&P Global – PMI industrial (final de jun)

05h00 – Zona do euro: S&P Global – PMI industrial (final de jun)

05h30 – Reino Unido: S&P Global – PMI industrial (final de jun)

06h00 – Zona do euro: Eurostat – CPI (preliminar de jun)

09h15 – EUA: ADP – Relatório de criação de vagas no setor privado (jun)

10h45 – EUA: S&P Global – PMI industrial (final de jun)

11h00 – EUA: Gastos com construção (mai)

11h00 – EUA: ISM – PMI industrial (jun)

11h30 – EUA: DoE – Estoques de petróleo (semana até 26/jun)

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,8% EUA tech +1,6% EUA Semis +3,9% UE +1,5% Espanha +0,5% VIX 16,5% Bund 2,86%. T-Note 4,47%. Spread 2A-10A USA=+29pb O10A: ESP 3,34% PT 3,24% ITA 3,63% FRA 3,69% Euribor 12m 2,73% USD 1,142 JPY 185,7/€. Ouro 4.008$. Brent 72,9$. WTI 69,5$. Bitcoin -2,6% (58.642$). Ether -2,6% (1.574$).

 

SESSÃO: Com o petróleo estabilizado perto de 73 $ (Brent) e sem novidades na frente geoestratégica, o mercado foca a atenção sobre a inflação e as expetativas de taxas de juros. Hoje conheceremos o IPC da zona euro, que provavelmente irá retroceder até +3,0% em junho vs. +3,2% anterior, e caso surpreenda, o mais provável é que seja para melhor, tal como vivemos ontem com as inflações de alguns dos principais países da UE (Alemanha, França, Itália e Portugal). E se assim for, os bancos centrais suavizarão um pouco o tom? Hoje poderemos ter alguma resposta de Sintra, já que às 14 h realiza-se um painel com os principais banqueiros: Lagarde (BCE), Warsh (Fed) e Bailey (BoE). Em segundo plano ficará a frente micro, na qual o mais destacável são os resultados de Nike, cujas vendas continuam em queda durante mais um trimestre (-4% a/a a taxas de câmbio constante). Já são 10 trimestres consecutivos sem crescimento. Cai -3% em after-market.


Em suma, hoje prevemos um arranque sem rumo definido, à espera da inflação e banqueiros centrais, que caso suavizem um pouco o tom das suas últimas comparências, poderão animar um pouco o mercado durante a tarde. Veremos…


Em qualquer caso, convém não esquecer que as bolsas fecharam o 1S do ano com rentabilidades muito positivas, superiores a 9%, tanto na Europa como nos EUA, e que não seria de estranhar que fizessem uma pausa antes de continuarem a subir. Para a segunda metade do ano, consideramos que o contexto continua a ser pró-mercado e favorável à aceitação de riscos. O custo de oportunidade de “ficar de fora” continua a ser superior à perda potencial que viria associada a uma repentina deterioração do contexto. Por isso, mantemos níveis elevados de exposição a renda variável, de entre 25% para os perfis defensivos até 80% para os agressivos. Link para a nossa estratégia trimestral (em espanhol; brevemente em português).

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: ADP e Warsh antes do payroll*


… Reforçadas pelo Caged mais fraco de maio, as apostas em novo corte da Selic em agosto ganharam força, enquanto o governo iniciou a retirada gradual dos subsídios aos combustíveis após a forte e rápida queda do petróleo. Nos Estados Unidos, onde os investidores continuam trabalhando com um Fed mais hawkish, a atenção se volta agora para os dados do emprego. Antes do payroll nesta quinta-feira, aguardado com expectativa, investidores em Nova York acompanham hoje a pesquisa ADP, com a criação de vagas no setor privado em junho, e a participação de Kevin Warsh no painel de política monetária do Fórum de Sintra, dois eventos que podem influenciar as expectativas para os juros.


VIROU CONSENSO – Depois de o petróleo aliviar uma importante fonte de pressão inflacionária, o Caged reforçou a percepção de que o Banco Central ganhou mais espaço para manter o ciclo de afrouxamento monetário.


… A criação de 72.960 vagas em maio, bem abaixo das 120 mil esperadas pelo mercado, somada aos sinais de acomodação dos salários, fortaleceu as apostas em novo corte de 0,25 ponto da Selic em agosto, hoje projetadas em cerca de 70% pela curva de juros.


… O dado consolidou uma leitura que já vinha sendo construída desde o IPCA-15, reforçada pela Pnad Contínua e consolidada pela entrevista de Galípolo após o Relatório de Política Monetária, que ajudou a encerrar a confusão inicial provocada pelo comunicado e pela ata do Copom.


… Ao longo da tarde, após os números do Caged, diferentes instituições passaram a convergir para a mesma conclusão.


… O Inter afirmou que o Caged e o IPCA-15 favorecem a continuidade da calibragem da Selic e manteve a projeção de cortes até o juro chegar a 13,25% no fim do ano. O Bradesco destacou a perda de força do mercado de trabalho e a redução das pressões salariais.


… Para a Austin Rating, a desaceleração das contratações confirma que a política monetária está produzindo os efeitos esperados e abre espaço para novos cortes da Selic nas reuniões de agosto e de setembro.


… Daycoval, ASA e 4intelligence também avaliaram que os dados reforçam um processo gradual de desaceleração do emprego formal, enquanto a XP classificou o resultado como mais um sinal de moderação — e não de contração — da atividade.


… Além de reforçar o cenário para a política monetária, várias casas revisaram para baixo suas projeções de geração de empregos em 2026.


… A XP reduziu sua estimativa de 1,05 milhão para 960 mil vagas, a 4intelligence passou de 1,1 milhão para 1 milhão e a Austin manteve previsão de 900 mil postos, abaixo do ritmo observado nos últimos anos.


… O consenso passou a ser de que o mercado de trabalho continua resiliente, mas perde dinamismo de forma consistente, reduzindo uma das principais fontes de preocupação do Banco Central com a inflação de serviços (leia mais abaixo).


ESPERANDO O PAYROLL – Enquanto aqui o mercado já reprecificou as expectativas para a Selic, nos Estados Unidos,  os investidores continuam trabalhando com um Fed mais hawkish, apesar da queda forte e rápida do petróleo, que reduziu as pressões inflacionárias.


… O contrato futuro do Brent fechou a terça-feira a US$ 72,92 e o contrato do WTI a US$ 69,50, praticamente de volta aos níveis anteriores ao conflito, encerrando junho com perdas próximas de 20%, no pior trimestre desde 2020, em plena pandemia da Covid.


… Os ruídos diplomáticos não impediram a queda, que refletiu o aumento da oferta global, impulsionado pela retomada das exportações iranianas, pelo maior volume embarcado pela Rússia desde 2022 e pela aceleração do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz.


… As notícias contraditórias sobre uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã em Doha são acompanhadas sem impacto.


… Enquanto Washington envia representantes para prosseguir as negociações no Catar, Teerã reafirmou que não abrirá mão do enriquecimento de urânio e limitou a gratuidade da passagem por Ormuz aos 60 dias previstos no acordo.


… Com a geopolítica perdendo influência sobre os ativos, o fator-chave para um ajuste nas apostas para os juros americanos pode ser o payroll, que será divulgado amanhã, quinta-feira, de forma antecipada por causa do feriado da Independência.


… O payroll é o principal teste para avaliar se a economia americana continua forte o suficiente para manter juros elevados por mais tempo.


… Se vier forte, tende a consolidar a expectativa de manutenção de uma postura restritiva pelo Fed. Já um resultado mais fraco pode reduzir essa percepção, enfraquecer o dólar e abrir espaço para uma reprecificação dos juros americanos, com reflexos positivos para os emergentes.


FIM DA SUBVENÇÃO – A Petrobras anunciou no início da noite a redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A para as distribuidoras, exatamente o valor da primeira parcela da subvenção retirada pelo governo a partir desta quarta-feira.


… Com isso, o preço final do combustível permanece inalterado em R$ 3,30/litro, preservando a neutralidade prometida pela equipe econômica.


… A retirada dos subsídios será gradual e o governo já avalia os próximos cortes, que podem alcançar a parcela remanescente do diesel (R$ 1,15/litro) e a gasolina (R$ 0,44/litro). O governo também reavalia os incentivos ao GLP, ao combustível de aviação e ao biodiesel.


… Com o Brent próximo dos níveis anteriores ao conflito e a normalização gradual do mercado internacional, a equipe econômica considera que as medidas cumpriram seu papel de amortecer o choque de preços sem provocar distorções permanentes.


… Tanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, quanto o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, insistiram que os subsídios sempre tiveram caráter temporário e que não seriam utilizados para manter os preços artificialmente baixos.


… Na mesma linha, o governo passou a considerar desnecessário o PLP dos Combustíveis, enviado ao Congresso no auge da crise para criar um mecanismo permanente de compensação dos preços. Segundo Moretti, a proposta perdeu a razão de existir.


… A equipe econômica acompanhará o comportamento dos preços nas bombas para evitar reajustes abusivos durante a retirada dos subsídios.


CONTA DE LUZ – Em paralelo, a Aneel anunciou nesta terça-feira duas medidas em direções opostas para os consumidores de energia elétrica.


… Enquanto aprovou um reajuste médio de 10,18% nas tarifas da Enel São Paulo, também autorizou a distribuição de R$ 872,1 milhões do Bônus de Itaipu, que garantirá desconto nas contas de luz emitidas em agosto para consumidores elegíveis.


… O reajuste da Enel entra em vigor no próximo sábado e será, em média, de 9,02% para os consumidores residenciais, refletindo principalmente o aumento dos custos de compra e transporte de energia, além dos encargos setoriais.


… Já o Bônus de Itaipu beneficiará consumidores residenciais e rurais que consumiram menos de 350 kWh em pelo menos um mês dos últimos 12 meses. O crédito poderá variar de R$ 2,69 a R$ 31,38 por unidade consumidora, conforme o consumo de energia.


… O valor distribuído foi ampliado de R$ 767,2 milhões para R$ 872,1 milhões depois que a Aneel decidiu reduzir de 5% para 4% a parcela destinada à reserva técnica da Conta Itaipu, liberando mais recursos para abatimento das tarifas.


PLANO SAFRA – O governo lançou nesta terça-feira o Plano Safra 2026/27 com R$ 610,3 bilhões em financiamentos para a agricultura empresarial e familiar, aumento de 2,7% em relação à temporada anterior.


… Apesar do volume recorde de recursos, o crescimento ficou abaixo da inflação e aquém do esperado pelo setor.


… O destaque foi a redução entre 0,5 e 1,5 ponto porcentual dos juros em diversas linhas de crédito, movimento viabilizado por um aumento de 34% nos recursos do Tesouro destinados à equalização das taxas, que passaram de R$ 13,5 bilhões para R$ 18,1 bilhões.


… Para a agricultura empresarial serão destinados R$ 525,1 bilhões, com juros entre 8% e 12,5% ao ano.


… Já a agricultura familiar contará com R$ 85,2 bilhões em crédito rural, 9% acima da safra passada, além de cortes nas taxas de financiamento para alimentos básicos, produção agroecológica, mecanização, bioeconomia e habitação rural.


… O governo também ampliou os limites de financiamento de diversas linhas do Pronaf, reduziu os juros de linhas voltadas a mulheres e jovens produtores e anunciou um pacote de medidas para adaptação climática, inclusão produtiva e assistência técnica.


… Além disso, estuda um programa de renegociação das dívidas de produtores afetados por perdas climáticas, nos moldes de um Desenrola.


… A agricultura empresarial teve o plano lançado pela manhã por Geraldo Alckmin, enquanto Lula participava da Cúpula do Mercosul, no Paraguai. No fim da tarde, já de volta ao Brasil, o presidente comandou o lançamento do Plano Safra da agricultura familiar.


CURTAS DA POLÍTICA – A AtlasIntel divulga nesta quarta-feira nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência, recolocando Michelle Bolsonaro nos cenários e medindo a percepção dos eleitores sobre a crise envolvendo a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro.


… Ontem à noite, Michelle anunciou que deixará a presidência do PL Mulher para dedicar-se aos cuidados de seu marido. Em nota, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que a decisão foi pessoal e minimizou as divergências internas.


… Também hoje começa o trabalho de campo do Datafolha sobre a corrida presidencial em São Paulo, com divulgação prevista para domingo.


ESCALA 6X1. No Senado, Davi Alcolumbre afirmou que a PEC que extingue a escala 6×1 não pode servir ao calendário eleitoral e reagiu às pressões para acelerar sua tramitação. A proposta continua sem despacho para a Comissão de Constituição e Justiça.


MAIS AGENDA – A quarta-feira marca o início de julho com uma agenda voltada aos indicadores de atividade e crédito, enquanto o mercado entra na reta final de espera pelo payroll americano, amanhã.


… No Brasil, os destaques são a Nota de Crédito do Banco Central (8h30), o PMI Industrial da S&P Global (10h) e o Fluxo Cambial semanal (14h30). Mais cedo, saem o IPC-S (8h) e o Índice de Confiança Empresarial da FGV (8h).


… O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, retorna das férias de dois dias, mas cumpre apenas despachos internos em São Paulo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reúne-se com o presidente da Shell Brasil às 8h45 e concede entrevista à TV Record às 11h30.


… Nos Estados Unidos, a atenção começa às 9h15, com a pesquisa ADP de emprego no setor privado, último indicador relevante antes do payroll de quinta-feira, com expectativa de desaceleração das vagas criadas em maio (122 mil) para 92,5 mil.


… A agenda americana inclui ainda o PMI industrial de junho medido pela S&P Global (10h45) e o ISM (11h), além dos estoques de petróleo (11h30).


… Às 10h, o mercado vai parar para ouvir Kevin Warsh no painel de política monetária do fórum do BCE, em Sintra.


CHINA HOJE – O PMI industrial medido pela S&P Global caiu de 51,8 em maio para 51,7 em junho. Apesar da queda, resultado superou a previsão dos analistas, de 51,5. O PMI acima de 50 indica que a atividade continua em expansão.


JAPÃO HOJE – A leitura final do PMI industrial medido pela S&P Global subiu de 54,5 em maio para 54,8 em junho.


O CALL DO CORTE – O mercado vai colecionando cada vez mais argumentos para cobrar uma nova dose de queda da Selic em agosto, a 14%, ainda que o ciclo de flexibilização monetária possa ser interrompido por pausas pontuais.


… Depois da reversão do choque do petróleo, da surpresa com o IPCA-15 de junho abaixo do esperado, da deflação do IGP-M de junho e acomodação das expectativas de inflação na Focus, agora o emprego entrou como driver.


… As duas leituras fracas consecutivas do Caged (abril e maio) reforçam a percepção de que a falta de dinamismo do mercado de trabalho possa estar se consolidando como tendência, em mais um fator de alívio para a inflação.


… Segundo o Valor, no mercado de opções digitais do Copom, a chance de a Selic cair na reunião de agosto já encosta em 70%: subiu de 61% para 67%, enquanto a probabilidade de manutenção caiu de 36% para 30%.


… O Caged dovish atuou ontem como gatilho para os juros futuros emplacarem a sétima queda seguida.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caía para 14,000% (de 14,038% no ajuste anterior); Jan/28 recuava a 14,015% (contra 14,107%); Jan/29, a 14,115% (14,198%); Jan/31, a 14,210% (14,281%); e Jan/33, 14,245% (14,311%).


… Nem o câmbio parece oferecer risco para as apostas na curva de queda da Selic no próximo Copom.


… Mesmo com a tendência de dólar mais forte, o real segue abaixo de R$ 5,20 e não pressiona a inflação, avalia o Inter, que prevê cortes sequenciais de 0,25 pp do juro até o ano acabar (agosto, setembro, novembro e dezembro).


… Surpreenderam ontem as oscilações tímidas do câmbio para um dia de briga de ptax. O dólar terminou na faixa de R$ 5,16, em leve queda de 0,23%, negociado a R$ 5,1628. Está em clima de esperar para ver o payroll de amanhã.


… Nos melhores momentos deste ano, o real acumulou rali superior a 10%. Mas em maio a maré positiva começou a virar e, em junho, o fôlego foi neutralizado pelo tombo de 20% do petróleo e a precificação hawkish para o Fed.


… Apesar da depreciação dos últimos dois meses, a moeda doméstica ainda registra valorização de 5,94% no ano.


… Nos Estados Unidos, o investidor repercutiu a força do emprego nesta terça-feira. O relatório Jolts apontou a criação de 7,6 milhões de vagas de trabalho em maio, acima da estimativa do mercado, de 6,975 milhões.


… O indicador americano sólido ajudou o dólar a afundar o iene para o pior nível em 40 anos, a 162,58/US$, e manter no radar o risco de que o governo do Japão possa agir contra a volatilidade e promover uma intervenção no câmbio.


… Mas o DXY ficou estável (+0,08%; 101,187 pts), com oscilação marginal do euro (US$ 1,1427) e libra (US$ 1,3265).


A OPORTUNIDADE FAZ O FALCÃO – É  preciso esperar pelo payroll para cravar um diagnóstico sobre o mercado de trabalho. Mas a resiliência apontada pelo relatório Jolts reforçou a perspectiva de juros elevados por mais tempo.


… Dirigente do Fed, Beth Hammack disse que o mercado de trabalho está praticamente em pleno emprego, que o crescimento econômico ainda se mostra sólido e que a inflação continua “muito elevada” de forma generalizada.


… A inflação subjacente, segundo ela, está pressionada, o que significa que não se trata apenas de um problema impulsionado pelo setor de energia. Hammack promete participar das reuniões do Fed com a “mente aberta”.


… Disse que evitará julgamentos precipitados sobre os rumos da política monetária, mas reconheceu que o BC americano poderá precisar considerar aumentos nas taxas de juros se os preços não se exibirem moderação.


… O Deutsche Bank projeta dois apertos de 25 pontos-base pelo Fed e acredita que, no contexto da inflação, o rendimento da Note de dois anos possa bater 4,3% este ano. Ontem, avançou para 4,151% (de 4,100% na véspera).


… Mas a perspectiva de uma política monetária contracionista não tem assustado nos últimos dias as bolsas em Nova York, que voltam a se encantar com a inteligência artificial, depois da recente liquidação no setor de tecnologia.


… Ontem, o Nasdaq ganhou 1,52%, aos 26.213,72 pontos; o S&P 500 avançou 0,79%, para 7.499,00 pontos, e o Dow Jones subiu 0,26%, aos 52.317,81 pontos, com os investidores recuperando o otimismo em relação às gigantes techs.


… Mas junho terminou com perdas acumuladas para o S&P 500 (-1,06%) e o Nasdaq (-2,81%), porque, de tempos em tempos, o mercado coloca em xeque o entusiasmo sobre os investimentos na IA e questiona eventuais exageros.


BYE-BYE, BRAZIL – Nem o alívio nos juros futuros provocado pelo Caged e tampouco o sinal positivo das bolsas americanas pouparam o Ibovespa de cair. O que melhor explica este descolamento é a saída de fluxo estrangeiro.


… Quase R$ 9 bilhões deixaram a B3 em junho. O desânimo com a fuga de capital externo colocou o índice à vista muito perto de perder os 172 mil pontos ontem, quando caiu 0,68%, aos 172.024,12 pontos, com giro de só R$ 22 bi.


… O Ibovespa terminou o mês com queda acumulada de 1%. As blue chips financeiras caíram em bloco nesta terça: BB, -1,73% (R$ 19,91); Itaú, -0,54% (R$ 42,18); Bradesco PN, -0,39% (R$ 18,10); e Santander unit, -0,07% (R$ 26,80).


… Petrobras (ON -1,25%, a R$ 41,78; e PN, -0,89%, a R$ 37,80) operou em linha com a desvalorização do petróleo. Já os papéis da Vale recuaram 0,32%, cotados a R$ 77,88, na contramão do minério de ferro, que subiu 0,61% na China.


… Braskem PNA liderou as baixas do Ibovespa, com -3,78% (R$ 6,36), após rebaixamento pela S&P e pela Fitch.  


CIAS ABERTAS NO AFTER – Em reunião bilateral, Lula e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decidiram acelerar as negociações para a assinatura de acordos entre a PETROBRAS e a YPFB na área de exploração de gás natural…


… Segundo Lula, a presidente da petroleira, Magda Chambriard, receberá no Rio de Janeiro, ainda nesta semana, uma comitiva ministerial boliviana para dar continuidade às negociações.


VALE. TCU vota hoje processo sobre o acordo judicial de reparação do rompimento da barragem de Mariana.


GERDAU. T. Rowe Price passou a deter 5,12% das ações preferenciais da companhia.


SANTANDER. Gilson Finkelsztain assume hoje como CEO do banco, após aprovação do conselho.


JBS dará férias coletivas em duas unidades de Mato Grosso e reduzirá o ritmo de produção nas plantas de Campo Grande (MS) e Diamantino (MT), diante do iminente esgotamento da cota de exportação de carne bovina à China.


RD SAÚDE. Conselho aprovou JCP de R$ 154,5 milhões, equivalentes a R$ 0,088359 por ação, com pagamento até 01/12. A partir do dia 6 de julho, as ações passam a ser negociadas na condição de ex.


FLEURY. Moody’s afirmou rating corporativo AAA.br da companhia, com perspectiva estável.


ONCOCLÍNICAS. Superintendência da CVM negou pedido de OPA feito por minoritários; cabe recurso contra decisão.


AMIL. Negociações com Advent e Bain estão em fase de diligência, segundo fontes do Valor.


AXIA ENERGIA converterá 347,8 mil ações PNC em ordinárias, na proporção de 1 por 1.


ENERGISA. Aneel aprovou reajuste tarifário da Energisa Tocantins, com efeito médio de 7,92%.


LIGHT. Aneel vai apurar possível inadimplência da companhia nas obras do Túnel ByPass.


OI. Julgamento que pode resultar na falência da companhia foi suspenso por pedido de vista.


AZUL homologou emissão de 6,9 milhões de bônus de subscrição, que serão negociados sob o código AZUL19 a partir de amanhã.


AMERICANAS afirmou desconhecer cálculo da PF que aponta R$ 54 bilhões em fraude contábil.


TRISUL. Conselho aprovou cancelamento de 9,1 milhões de ações e novo programa de recompra de até 8,9 milhões de papéis.


ESPAÇOLASER. Fundo Magnólia zerou participação de 16,9% e deixou o grupo de controle.


VIVEO. Dynamo reduziu participação para 4,7%, contra 8,9% anteriormente.

Jonas FEDERIGHI Jr

 Há décadas acompanho a degradação institucional brasileira e cheguei a uma conclusão incômoda: excluído Lula, não consigo identificar uma figura que tenha causado impacto tão profundo e duradouro sobre o sistema de Justiça brasileiro quanto Gilmar Mendes.


Na minha visão, o chamado “garantismo” deixou de ser uma ferramenta legítima de proteção contra abusos do Estado para se transformar em um mecanismo que, na prática, ampliou a sensação de impunidade das elites políticas e econômicas. O resultado não foi mais justiça. O resultado foi mais descrença, mais insegurança jurídica e uma população cada vez mais convencida de que existem regras para os poderosos e regras para o cidadão comum.

Quando observo o destino da Lava Jato, vejo um marco dessa transformação. Milhões de brasileiros tiveram a impressão de assistir não apenas à correção de excessos processuais, mas ao desmonte de uma das maiores investigações de corrupção da história do país. Em nome de teses jurídicas sofisticadas, condenações foram anuladas, provas foram invalidadas e personagens centrais da política nacional retornaram ao jogo. Para boa parte da população, a mensagem foi devastadora: no Brasil, o sistema sempre encontra um caminho para proteger os seus.

O mais grave é que essa percepção transcende partidos. Ela alimenta a convicção de que a corrupção deixou de ser um desvio para se tornar um componente estrutural do poder. Enquanto o cidadão trabalha, paga impostos e enfrenta a violência crescente, a elite política, burocrática e jurídica parece viver em um universo paralelo, protegida por interpretações que raramente beneficiam quem está fora dos círculos de influência.

Por isso considero que o debate sobre Gilmar Mendes não é apenas sobre um ministro do Supremo. É sobre o modelo institucional que ajudamos a construir. Um modelo em que a busca por garantias individuais, necessária em qualquer democracia, perdeu o equilíbrio e passou a conviver com um sentimento coletivo de impunidade. E quando a sociedade deixa de acreditar que o crime compensa menos do que a honestidade, o prejuízo não é apenas jurídico. É moral, econômico e civilizacional.

A pergunta que fica é simples: quantas décadas mais o Brasil suportará convivendo com um sistema que parece cada vez mais eficiente para proteger os poderosos do que para proteger os cidadãos? 





A teia de interesses de Vorcaro

 🚔*A Teia de Influência de Daniel Vorcaro- Estadão*


A extensa rede de conexões políticas e jurídicas criada por Daniel Vorcaro, ex-banqueiro atualmente preso por fraudes envolvendo o Banco Master.


 Em mensagens interceptadas, Vorcaro comparou o negócio de bancos a uma "máfia". Ele construiu uma rede de influência em Brasília que ignorava barreiras ideológicas, envolvendo autoridades dos Três Poderes para proteger-se de investigações e expandir seus negócios.


Para cooptar políticos e autoridades, o banqueiro utilizava táticas que iam desde encontros pontuais, festas luxuosas, viagens em jatinhos particulares e degustações secretas de charutos e whisky, até o pagamento direto de propinas.


*Ações Estratégicas e Tráfico de Influência:*


o No Congresso: Fez lobby para aumentar os limites cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).


o Consultorias: Contratou ex-ministros tanto do governo Lula quanto de Bolsonaro para legitimar e apoiar suas operações.


o Órgãos Reguladores e Estatais: Tentou se infiltrar no Banco Central e utilizou um banco estatal no Distrito Federal para realizar fraudes financeiras e facilitar a venda do Banco Master.


o Tribunais Superiores: Buscou proteção junto a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar evitar a liquidação do banco e blindar-se das acusações.


*Situação Atual*: Vorcaro busca fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, os investigadores seguem céticos, pois ele resiste em fornecer informações novas que vão além do que as autoridades já descobriram ao analisar seus celulares apreendidos.


*A Investigação do Estadão*: A reportagem inclui uma ferramenta interativa (o "gráfico da Vorcarosfera"), baseada em documentos da PF, Receita Federal, Coaf e CPIs, que mapeia o grau de proximidade e os valores supostamente recebidos pelos envolvidos no esquema.


*Maiores valores nominais:*

Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) — R$ 146 milhões

Alexandre de Moraes (ministro do STF) — R$ 80 milhões

Fábio Faria (empresário/ex-ministro) — R$ 67,5 milhões

Flávio Bolsonaro (senador) — R$ 61 milhões

*Maior capilaridade*(presente em mais categorias):

Ciro Nogueira — 6 categorias

Hugo Motta, Ibaneis Rocha, Alexandre de Moraes — 4 categorias cada


*Pessoas sem valor atribuído* (—): 18 nomes, concentrados em Atuação pró Master e Voos, entre elas, Davi Alcolumbre, Lula  Nunes Marques ,Andrei Rodrigues, Benedito Gonçalves, Hugo Motta 



*Texto com IA*


Materia completa: https://www.estadao.com.br/politica/vorcarosfera-teia-daniel-vorcaro-brasilia-infografico/?utm_source=estadao:app&utm_medium=noticia:compartilhamento

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