quinta-feira, 6 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira, 06 de Agosto de 2.026.


*Copom deixa tudo em aberto*


Novo corte ou pausa em setembro dependem de melhora das expectativas inflacionárias, redução gradual da atividade e desaceleração do mercado de trabalho


… O mercado espera poucas reações ao Copom, após a reunião que cortou a Selic para 14% – amplamente esperada – e trouxe um comunicado sem novidades, já que evitou qualquer guidance, deixando em aberto e dependente dos dados os próximos passos do ciclo de calibração. Um novo corte ou uma pausa em setembro estarão condicionados à melhora das expectativas inflacionárias, à continuidade da redução gradual da atividade e à desaceleração do mercado de trabalho. Na agenda de hoje, o investidor repercute o balanço do Bradesco, enquanto espera pelos resultados de Petrobras, após o fechamento. Lá fora, a atenção permanece nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.


GUERRA E PETRÓLEO –Apesar dos novos ataques dos houthis contra navios sauditas no Mar Vermelho e das ameaças de ampliar o conflito com a Arábia Saudita, o petróleo terminou o dia sem direção única e manteve o Brent abaixo de US$ 80 por barril.


… Esse é um sinal de que o mercado continua atribuindo maior peso às negociações para reabrir o Estreito de Ormuz do que aos conflitos.


… O WTI caiu 0,73%, para US$ 75,22, enquanto o Brent avançou apenas 0,11%, a US$ 79,45, acumulando perdas próximas de 10% na semana.


… O principal fator de alívio veio da informação de que Irã e Omã concluíram o rascunho de um acordo para restabelecer o tráfego na principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio.


… Donald Trump afirmou que houve progresso nas conversas e os Estados Unidos removeram parte das sanções ligadas ao regime iraniano, reforçando a percepção de que Washington tenta preservar o canal diplomático.


… O otimismo, porém, continua limitado.


… O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã ainda não decidiu se avançará para uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos, voltou a negar conversas diretas e fez exigências para fechar qualquer acordo.


… O governo iraniano quer a retirada de sanções, a liberação de ativos iranianos e o cumprimento de compromissos anteriores por Washington.


… Enquanto isso, os houthis intensificaram a pressão sobre a navegação no Mar Vermelho ao reivindicar ataques contra dois petroleiros sauditas e ameaçar impedir a passagem de embarcações do país até que suas exigências sejam atendidas.


… Mais tarde, o grupo afirmou que se prepara para um conflito em larga escala com a Arábia Saudita, mantendo elevado o risco geopolítico.


AGORA SIM – O Copom entregou o esperado corte de 0,25 ponto da Selic, para 14% ao ano, mas o principal destaque da reunião ficou por conta da comunicação. Na avaliação predominante entre economistas, o BC acertou em divulgar um texto mais curto e objetivo.


… Depois das críticas geradas em junho, dessa vez todo mundo aprovou o comunicado, embora tenha omitido qualquer sinalização futura, sem qualquer compromisso com uma nova queda ou uma pausa do ciclo de calibração.


… Mas deixar todas as opções sobre a mesa também era a expectativa majoritária dos analistas. Ninguém apostava em guidance.


… Para o Itaú, o Copom “corrigiu o ruído” anterior ao recolocar a assimetria altista no comunicado e deixar setembro totalmente em aberto.


… O Santander avaliou que o Banco Central simplificou a mensagem, preservando o mesmo framework adotado em junho, mas sem a necessidade de justificar o ciclo de calibração, agora que a projeção de inflação para o novo horizonte relevante (1T2028) caiu para 3,2%.


… Já o Goldman Sachs classificou o comunicado como focado e neutro, enquanto a XP destacou que o BC ajustou seu diagnóstico para incorporar a moderação da atividade e a desaceleração da inflação observadas nas últimas semanas.


… A autoridade monetária reconheceu a desaceleração gradual da atividade econômica e da inflação, mas preservou um tom cauteloso ao reforçar a resiliência do mercado de trabalho, a desancoragem das expectativas e a assimetria altista do balanço de riscos.


… A leitura predominante foi de que o ciclo de flexibilização continua vivo, mas dependerá integralmente dos próximos indicadores.


… Alguns economistas consideraram o texto do comunicado marginalmente mais hawkish.


… Na avaliação de Marco Antonio Caruso, do Santander, o foco do Comitê passa gradualmente da continuidade do ciclo de calibração para a identificação do nível adequado de restrição monetária, mantendo elevada a dependência dos dados para as decisões futuras.


… Já Fernando Honorato, do Bradesco, espera que a ata do Copom detalhe a leitura do Banco Central sobre o mercado de trabalho.


… Para ele, a troca da expressão “mercado resiliente”, usada em junho, por “mercado aquecido” sugere que o BC passou a reconhecer alguma perda de tração na geração de vagas, embora continue avaliando que o desemprego permanece em nível baixo.


… Honorato entende que o Copom deixou “todas as opções em aberto” para setembro e mantém como cenário-base mais um corte do juro, para 13,75%, mas não descarta reduções adicionais caso a inflação continue melhorando e o câmbio permaneça comportado.


… Também Itaú, Santander e Inter seguem vendo espaço para mais um corte de 0,25 ponto em setembro, enquanto Goldman Sachs e Citi preferem aguardar a ata na semana que vem e os próximos dados antes de revisar suas projeções.


… Na ponta mais conservadora, o ABC Brasil avalia que o Banco Central parece ter alcançado o nível de restrição desejado, embora também reconheça que o comunicado não fechou completamente a porta para novas reduções da Selic.


… No conjunto, o mercado entendeu que o Copom preservou a flexibilidade na condução da política monetária.


… A partir de agora, o foco passa a ser a evolução da atividade, da inflação, das expectativas e do cenário externo, que determinarão se haverá espaço para mais um corte da Selic – como a pesquisa Focus mostrou nesta semana – ou para uma pausa.


… Com o comunicado sem surpresas, a curva de juros tende a manter as apostas em nova queda de 25 pontos em setembro, que estavam projetadas em 70% no fechamento desta quarta-feira, contra 23% de estabilidade e 7% de uma redução de 50 pontos (leia mais abaixo).


NOVOS RECORDES – No calendário corporativo, o balanço de Petrobras após o fechamento é o grande destaque desta quinta-feira.


… A expectativa é de novos recordes de lucro, receita e geração de caixa no segundo trimestre, impulsionados pela alta do Brent e pelo aumento da produção. Na média das projeções levantadas pela Broadcast, a estatal deve registrar lucro líquido de US$ 8,2 bilhões.


… O Ebitda deve somar US$ 17,4 bilhões e a receita líquida, US$ 36,3 bilhões, além de dividendos próximos de US$ 4 bilhões.


… Segundo analistas, os resultados robustos serão sustentados pelo aumento da produção e preços mais elevados do petróleo e combustíveis.


… O principal fator de pressão continua sendo o imposto sobre a exportação de petróleo, enquanto o aumento dos recebíveis relacionados aos subsídios aos combustíveis deve limitar parte da geração de caixa neste trimestre, com recuperação esperada apenas no terceiro trimestre.


MAIS BALANÇOS – Além de Petrobras, também divulgam resultados hoje após o fechamento do mercado: Allos, Assaí, Localiza, Lojas Renner, Hypera, Magazine Luiza, Alpargatas, Energisa, Eztec, Fleury e Petroreconcavo.


AFTER HOURS – O Bradesco abriu os balanços de ontem à noite reportando números em linha com as expectativas.


… O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, alta de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,5% na comparação trimestral, praticamente na média das projeções do Prévias Broadcast.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 16,2%, de 15,8% no primeiro trimestre, enquanto a margem financeira avançou com o crescimento da carteira de crédito e o melhor desempenho das operações de tesouraria.


… A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%, pouco acima do trimestre anterior, refletindo principalmente o comportamento das carteiras de pessoa física e de pequenas e médias empresas. No after hours de Nova York, os ADRs do Bradesco reagiram em leve alta (+0,49%).


… Com a divulgação do Bradesco, os três maiores bancos privados do País encerraram a temporada do segundo trimestre com lucro combinado de R$ 22,47 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Broadcast.


… O desempenho foi sustentado principalmente pelo Itaú e pelo próprio Bradesco, que manteve a trajetória de recuperação da rentabilidade, enquanto o Santander ficou para trás após reforçar provisões e registrar queda de 20% no lucro na comparação trimestral.


INTER – O Banco Inter também divulgou resultados acima dos registrados há um ano, com lucro líquido de R$ 421 milhões no segundo trimestre, alta de 34% na comparação anual e de 6,7% em relação aos três primeiros meses do ano.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) avançou para 16,3%, enquanto as receitas cresceram 32%, para R$ 2,6 bilhões.


… No balanço, o banco informou ainda que já está próximo de cumprir sua nova “Regra de 50”, anunciada em maio, que combina crescimento de receitas e rentabilidade, ao atingir 48% no segundo trimestre. O ADR subiu 1,46% no after de Nova York.


AXIA – Ainda no pós mercado, o ADR de Axia Energia fechou com queda de 0,67%, após frustrar no lucro líquido, que veio 45% abaixo do estimado, em R$ 1,19 bilhão, embora a empresa tenha conseguido reverter o prejuízo de R$ 1,33 bilhão registrado um ano antes.


… Leia abaixo no Cias Abertas os demais balanços divulgados ontem à noite, entre os quais, da Copel, Engie Brasil, Totvs e Riachuelo.


MAIS AGENDA – Além da repercussão do Copom, a agenda desta quinta-feira traz a balança comercial de julho, às 15h, com expectativa de superávit de US$ 8,1 bilhões, segundo a mediana do Broadcast, sustentado principalmente pelos embarques de petróleo e soja.


… Nos Estados Unidos, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30, indicador que continua no radar depois da surpresa negativa do ADP e às vésperas do payroll de amanhã. Às 17h30, fala o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem.


… A pesquisa ADP mostrou que o setor privado dos Estados Unidos criou 44 mil empregos em julho, ante previsão de geração de 75 mil postos.


CURTAS DA POLÍTICA –Sem conseguir atrair a ex-presidente da Caixa Daniella Marques para sua chapa, diante da neutralidade do Republicanos, Flávio Bolsonaro anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice.


… A escolha foi recebida com frustração pelo mercado, reforçando a percepção de dificuldades na articulação política do senador. Integrantes da própria campanha afirmaram reservadamente segundo o Estadão apurou, terem sido surpreendidos pela decisão.


… Gaspar também chega à disputa sob desgaste político por responder a ação relacionada a acusações de estupro e tentativa de suborno feitas por parlamentares durante a CPMI do INSS – acusações que ele nega.


… Apesar de a pesquisa Genial/Quaest mostrar redução da vantagem de Lula no segundo turno — de 45% para 44%, enquanto Flávio avançou de 37% para 39% —, a avaliação predominante é que a melhora eleitoral ainda não compensou a fragilidade na construção de alianças.


LULA. Já o presidente segue administrando o aumento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos e a Argentina às vésperas da eleição.


… A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington repercute como mais um capítulo da escalada de tensões com a Casa Branca, enquanto Lula disse que quer conversar com Trump para defender reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre as guerras.


… No front doméstico, o presidente também enfrentou desgaste com a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da coordenação da campanha petista, após a revelação de uma transferência financeira feita por uma empresária investigada pela Polícia Federal.


STAND BY – Em clima de esperar para ver o que viria no comunicado do Copom após o fechamento, os juros futuros reduziram o fôlego de queda à tarde e o dólar se protegeu na estabilidade, mais perto da máxima que da mínima.


… O fato de o petróleo ter praticamente zerado a queda da manhã contribuiu para reduzir o alívio por aqui.


… No pano de fundo, o comportamento morno dos negócios domésticos também parece ter refletido a falta de ânimo com a questão fiscal, agora que o trade eleitoral começa a influenciar mais diretamente o cenário de mercado.


… Apesar de Lula ter reduzido a sua vantagem contra Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest, a escolha do vice do senador foi vista com reservas, diante da avaliação de que agrega pouco capital político à pré-candidatura.


… Cresce a percepção de que, sem uma alternância no Poder, o enfrentamento aos gastos pode ser mais desafiador.


… Sob oscilações modestas, o DI para janeiro de 2027 fechou a 13,770% (de 13,786% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,810% (contra 13,835%); Jan/29, a 14,015% (de 14,034%); Jan/31, 14,185% (14,239%); Jan/33, 14,290% (14,368%).


… O dólar à vista se afastou do piso intraday abaixo de R$ 5,10 e fechou próximo de R$ 5,13, cotado a R$ 5,1282, praticamente estável (-0,05%), sem ímpeto para corrigir parte do estresse observado durante o pregão anterior.


… Lá fora, o câmbio entra em compasso de espera pelo payroll de amanhã, depois de o relatório ADP ter mostrado que o setor privado americano criou 44 mil vagas em julho, abaixo das expectativas de 75 mil postos de trabalho.


… Apesar da frustração com os dados, a diretora do Fed Lisa Cook disse que o mercado de mão de obra permanece resiliente e que a Inteligência Artificial ainda não provocou perdas significativas de emprego nos Estados Unidos.


… Ela indicou que, atualmente, os riscos relacionados à inflação superam os riscos para o mercado de trabalho.


… Embora tenha reconhecido que algumas forças desinflacionárias já estão em ação, “o que pode empurrar a inflação em direção à meta sem um aumento de juro”, ela disse que o Fed está “ficando sem margem” para esperar.


… Apesar de ter apoiado a pausa no juro na reunião mais recente, Cook reiterou estar “firmemente comprometida” em restaurar a estabilidade de preços e garantiu que o Fed está pronto para agir se a inflação não desacelerar.


… Na mesma linha, Mary Daly disse na noite de ontem que os choques de oferta não devem ter impacto duradouro sobre a inflação, mas ressaltou que o Fed precisa seguir atento para agir caso as pressões se mostrem persistentes.


… Diante dos números fracos do emprego ontem, o índice DXY caiu 0,18%, a 99,676 pontos. O euro subiu 0,19%, para US$ 1,1550, a libra avançou 0,11%, a US$ 1,3464, e o iene ficou perto do zero a zero, a 157,74 por dólar.


… Depois do frenesi das últimas intervenções coordenadas no câmbio entre os governos de Tóquio e de Washington, a moeda japonesa testa uma acomodação. Mas o BofA está confiante que a rodada de ganhos ainda não acabou.


… O banco projeta o iene a 153 por dólar no final deste trimestre e em 149 por dólar quando o ano terminar.


… Sem arriscar grandes passos, os juros dos Treasuries caíram ontem muito de leve, no pregão sem emoção. O rendimento da Note de dois anos recuou para 4,177% (de 4,195% na véspera) e o de dez anos, a 4,612% (de 4,618%).


FICOU NA PROMESSA – Quem viu o Ibovespa subir quase 1,5% durante o pregão e romper os 180 mil pontos na máxima do dia (180.194) acabou surpreendido pelo rápido esgotamento do fôlego da bolsa na reta final da sessão.


… A perda de gás foi atribuída ao suspense com o comunicado do Copom e com o balanço do Bradesco, à falta de novidades sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e ao desconforto com o cenário eleitoral e fiscal.


… Além disso, participantes do mercado observaram ao Valor que a chegada nos 180 mil pontos pode ter atraído um movimento técnico de vendas, concentrado em Petrobras e Bradesco, enquanto Vale e Itaú aliviaram a barra.


… No jogo de forças opostas, o Ibovespa fechou estável (-0,09%), a 177.726,17 pontos, com giro de só R$ 17 bilhões. Apesar de o petróleo não ter assustado, Petrobras foi mal: ON -2,08%, a R$ 47,15; e PN -1,34%, a R$ 41,93.


… Na contagem regressiva para o seu balanço, Bradesco PN destoou do setor e caiu 0,77% (R$ 18,05). Já Itaú PN subiu 0,67% (R$ 42,38), Santander unit emplacou nova alta (+1,31%; R$ 29,48) e BB, +0,29% (R$ 21,05).


… As ações da Vale avançaram 0,46%, para R$ 76,66, sintonizadas à valorização de 0,93% do minério de ferro.


… Em Nova York, o Dow Jones engatou a quinta alta seguida (+0,49%) e renovou o topo histórico: 54.349,12 pontos.


… O impulso veio da Nvidia (+3,43%), depois de CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmar que a sua empresa aeroespacial usará exclusivamente processadores da Nvidia na construção de sua infraestrutura de computação voltada à IA.


… Já os temores renovados com investimentos excessivos em inteligência artificial voltaram a rondar o Nasdaq, que perdeu 0,83%, aos 26.363,44 pontos, e o S&P 500, que caiu 0,17%, aos 7.723,50 pontos. SpaceX derreteu 13,60%.


… Apesar de a empresa ter superado as expectativas na divulgação do primeiro balanço trimestral desde a abertura de capital, em junho, anunciou investimentos em IA acima do esperado, resgatando o fantasma do mercado.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE contestou cobranças de R$ 17,78 bilhões em royalties da mineração feitas pela ANM e afirmou que recolhe regularmente a CFEM.


… STF incluiu na pauta de 21/08 julgamento sobre a tributação dos lucros da companhia no exterior.


SANTANDER contratou Daniel Bassan, ex-UBS, para a vice-presidência do banco de investimento no Brasil, com posse prevista para o início de 2027.


BTG PACTUAL aprovou JCP de R$ 0,258896 por ação ON ou PN, com pagamento em 14/08. As ações ficam ex-direitos em 11/08.


AGIBANK teve lucro líquido de R$ 200,3 milhões no segundo trimestre, alta de 24,4% ante um ano antes. A receita total avançou 26,3%, para R$ 3,2 bilhões.


BRB. STF marcou para 13/08 nova audiência para definir a execução do acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC ao banco, após o governo do Distrito Federal alegar inércia da União.


AXIA informou que hoje será o último dia de negociação dos ADRs da companhia na Bolsa de Nova York.


BRAVA teve lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre, queda de 16,9% ante um ano antes. A receita cresceu 14%, para R$ 3,598 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 33%, para R$ 1,774 bilhão.


… Ecopetrol adquiriu 116,1 milhões de ações da companhia por R$ 23 cada, em operação de R$ 2,67 bilhões, e passará a deter 51% do capital após a liquidação da OPA em 17/08.


ENGIE BRASIL teve lucro líquido de R$ 1,962 bilhão no segundo trimestre, alta de 246% ante um ano antes. A receita cresceu 13,8%, para R$ 3,511 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 16,8%, para R$ 2,179 bilhões…


… Conselho aprovou R$ 770,8 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,544207 por ação. Os papéis ficam ex-dividendos em 21/08.


COPEL teve lucro líquido de R$ 645,1 milhões no segundo trimestre, 10% acima das projeções do Broadcast. O Ebitda ficou em linha, em R$ 1,612 bilhão, enquanto a receita recorrente ficou 6,8% abaixo das estimativas, em R$ 5,96 bi.


AUREN ENERGIA teve prejuízo líquido de R$ 379 milhões no segundo trimestre, 32,7% menor ante um ano antes. A receita cresceu 5,9%, para R$ 3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 12,4%, para R$ 858,9 milhões.


BRASKEM. Moody’s rebaixou o rating global de Caa3 para Ca, com perspectiva negativa, considerando a suspensão temporária de execuções de dívidas como evento de inadimplência.


PRIO. A política de remuneração aos acionistas seguirá atrelada às oportunidades de M&A e independe das eleições, segundo a companhia.


JBS N.V. e subsidiárias, incluindo a JBS, assinaram aditivo que prevê nova linha de crédito rotativo de até US$ 2,65 bi.


NATURA convocou duas AGEs para 27/08 destinadas a deliberar sobre a dispensa de OPA relacionada à entrada da Advent e a ampliação do conselho de administração.


GUARARAPES teve lucro líquido de R$ 167,9 milhões no segundo trimestre, alta de 36,2% ante um ano antes. A receita cresceu 3,3%, para R$ 2,691 bilhões, e o Ebitda avançou 12,7%, para R$ 460,6 milhões.


VIVARA teve lucro líquido de R$ 156,7 milhões no segundo trimestre, alta de 0,9% ante um ano antes. A receita cresceu 9,5%, para R$ 833,1 milhões, e o Ebitda avançou 4,9%, para R$ 205,4 milhões.


SMARTFIT teve lucro líquido recorrente de R$ 204 milhões no segundo trimestre, alta de 8% ante um ano antes. A receita cresceu 22%, para R$ 2,2 bilhões, e o Ebitda atingiu recorde de R$ 712 milhões, avanço de 24%.


AURA MINERALS teve lucro líquido de US$ 217,7 milhões no segundo trimestre, salto de 2.572% ante um ano antes, impulsionado por ganho não caixa com derivativos…


… A receita cresceu 76%, para US$ 336 milhões, e o Ebitda ajustado avançou 85%, para US$ 196,7 milhões.


COPASA. Cade aprovou sem restrições a aquisição de 30% das ações ordinárias da companhia pela Gerais Saneamento, do grupo Equatorial.


AEGEA homologou aumento de capital de R$ 2,1 bilhões, com subscrição de novas ações pelo GIC e pela Itaúsa, para reforço da estrutura de capital e aceleração da desalavancagem.


TOTVS teve lucro líquido ajustado de R$ 240,6 milhões no segundo trimestre, alta de 5,9% ante um ano antes. A receita cresceu 13,3%, para R$ 1,9 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 22,5%, para R$ 486,8 milhões.


CYRELA assinou memorando não vinculante para vender à TRX lajes comerciais e participações em quatro galpões logísticos por cerca de R$ 2,14 bilhões.


GAFISA. Lad Capital passou a deter 9,50% do capital.


DEXCO teve lucro líquido recorrente de R$ 33,8 milhões no segundo trimestre, alta de 13% ante um ano antes. A receita cresceu 5,2%, para R$ 2,2 bilhões, e o Ebitda ajustado recorrente avançou 23,7%, para R$ 547,4 milhões.


IOCHPE-MAXION teve lucro líquido de R$ 86,9 milhões no segundo trimestre, praticamente estável ante um ano antes. A receita caiu 2,3%, para R$ 4,012 bilhões, e o Ebitda recuou 7,3%, para R$ 417,5 milhões.

Dia de mercado de trabalho nos EUA e balança comercial no Brasil, com Copom ainda no radar após o corte da Selic.

Dia de mercado de trabalho nos EUA e balança comercial no Brasil, com Copom ainda no radar após o corte da Selic.


🇧🇷 Cenário Doméstico

Após a redução da Selic para 14% ao ano, o foco do mercado migra para os desdobramentos da decisão e para a agenda desta quinta. O Ivar da FGV abre o dia como termômetro de preços no setor imobiliário, seguido por leilão do Tesouro e, à tarde, a balança comercial de julho, que ajuda a calibrar as expectativas para câmbio e fluxo externo. No radar político e corporativo, entrevista do ministro da Fazenda, prazo para sanção de MP e julgamento no STF dividem atenção com uma rodada relevante de balanços, liderada por Petrobras, além de varejo e energia.

🌍 Cenário Internacional (EUA/Europa/Ásia/outros)

Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados preliminares de produtividade e custo do trabalho do segundo trimestre são os principais vetores do dia, com potencial de mexer nas apostas para juros e no comportamento dos Treasuries. Na Europa, as encomendas à indústria da Alemanha e as vendas no varejo da zona do euro oferecem sinais sobre o ritmo de atividade no bloco. Entre emergentes, a decisão de juros do Banco do México também entra no radar.


📊 Agenda do dia – Brasil

▪️ 08h00 – Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) - FGV (julho)

▪️ 11h45 – Leilão de títulos públicos - Tesouro Nacional

▪️ 15h00 – Balança Comercial (julho)


🕒 Agenda do dia – Exterior

▪️ 03h00 – Alemanha: Encomendas à indústria (junho)

▪️ 06h00 – Zona do Euro: Vendas no varejo (junho)

▪️ 09h30 – EUA: Pedidos semanais de seguro-desemprego; Produtividade não-agrícola preliminar (2º tri); Custo do trabalho (2º tri)

▪️ 16h00 – México: Decisão de política monetária (Banxico)

▪️ 18h30 – EUA: Discurso de dirigente do Fed (Musalem) 

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,2% US tech -0,8% US Semis -1,4% UEM -0,1% España +0,2% VIX 15,8% Bund 3,10%. T-Note 4,62%. Spread 2A-10A USA=+53pb B10A: ESP 3,55% PT 3,46% ITA 3,89% FRA 3,90% Euribor 12m 2,93% (fut.12m 2,80%). USD 1,156 JPY 182,2/€. Ouro 4.278 $. Brent 79,5$. WTI 74,9$. Bitcoin +0,9% (64.674$). Ether +2,1% (1.909$).


SESSÃO de ligeiros avanços, com a atenção nas negociações EUA/Irão e digestão dos novos resultados empresariais.


O preço do barril de Brent amanhece nos 79 $ pelo terceiro dia consecutivo. Notícias sobre um acordo entre o Irão e Omã para gerir o tráfego no Estreito de Ormuz sustêm o otimismo sobre um novo acordo que pause o conflito e permita a abertura do Estreito no curto prazo. O Irão insinuou a possibilidade de cobrar taxas e exige um levantamento dos bloqueios e sanções. Os EUA, que procuram uma reabertura livre de taxas, consolidar um cessar-fogo duradouro e regressar às discussões sobre o programa nuclear iraniano, ainda não se pronunciaram.


Com a geopolítica a dar uma pequena pausa, o mercado continuará a digerir os resultados empresariais. Hoje publicam 31 das maiores empresas americanas (entre elas Ralph Lauren, Constellation Energy ou Datadog). Também 37 das principais europeias, entre as quais, à primeira hora, conhecemos os resultados positivos de Siemens, Rheinmetall e Deutsche Telekom. 76% das maiores empresas americanas já publicaram e o crescimento médio do EPS no 2T é de +51% vs. +24% inicialmente estimado.


Na frente macro nos EUA (13:30 h) veremos um novo avanço da produtividade no 2T 2026 até +0,6% t/t esp. vs. +0,3% ant. com Custos Laborais Unitários contidos (+2,1% vs. +1,8%). São boas notícias, porque o mercado laboral não está a gerar pressões inflacionistas relevantes.


Em suma, a combinação de um preço do petróleo contido, resultados previsivelmente positivos e macro pró-mercado apontam para uma sessão de ligeiros avanços, com autorização das imprevisíveis novidades em termos geopolíticos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Credito de Carbono


"Tenho um forte propósito: apoiar a transição para uma economia de baixo carbono que não será financiada por discursos, mas através de ativos transacionáveis.


É exatamente isso que os créditos de carbono representam.

Muito além da compensação de emissões, eles são instrumentos capazes de direcionar capital para projetos que reduzem, removem ou evitam emissões de gases de efeito estufa, acelerando a descarbonização e viabilizando uma economia mais sustentável.

Mas existe uma realidade que poucos compreendem: nem todo crédito de carbono é igual. E, principalmente, nem todo crédito possui integridade.

Há projetos de REDD+, restauração e reflorestamento (ARR), manejo florestal sustentável (IFM), agricultura regenerativa, energias renováveis, captura de metano, eficiência energética, gestão de resíduos, soluções baseadas na natureza (NbS), captura e armazenamento de carbono (CCS), entre diversas outras metodologias.

Cada ativo possui critérios próprios de certificação, adicionalidade, permanência, riscos, co-benefícios socioambientais, liquidez e precificação.

É justamente nesse ponto que está o meu trabalho: não atuo apenas aproximando compradores e vendedores, mas principalmente, identificando ativos íntegros, estruturando operações com segurança jurídica e técnica, apoiando negociações nacionais e internacionais e conectando empresas, investidores e desenvolvedores de projetos que realmente gerem impacto climático positivo.

Porque uma operação bem-sucedida não depende apenas do preço. Depende da qualidade do ativo, da credibilidade do projeto e da segurança da transação.

O mercado voluntário amadurece em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, o mercado regulado avança no Brasil e em diversas jurisdições ao redor do mundo. Esse movimento tende a aumentar a demanda por créditos de carbono rastreáveis, íntegros e de alta qualidade.

Na verdade, a descarbonização deixou de ser apenas uma pauta ESG e passou a ser uma estratégia de competitividade, gestão de riscos, acesso a mercados e geração de valor.

E toda transição precisa de quem saiba conectar o capital aos ativos certos 🫡

Na sua visão, quais tipos de créditos de carbono serão mais valorizados nos próximos anos? "

Call Matinal

05/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0408)

MERCADOS

Na terça-feira (04), Ibovespa operou de lado, e fechou recuando 0,06%, a 177.894 pontos.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

O desempenho das bolsas de NY é impulsionado por resultados corporativos acima das expectativas, o que tem renovado a confiança dos investidores na capacidade das empresas de sustentar o crescimento dos lucros.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,19%

S&P 500 Futuro: +0,23%

Nasdaq Futuro: -0,08%

 

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China): +1,47%

Nikkei (Japão): +3,66%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,24%

Nifty 50 (Índia): -0,38%

ASX 200 (Austrália): +0,90%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,09%

DAX (Alemanha): +0,19%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,14%

CAC 40 (França): +0,08%

FTSE MIB (Itália): +0,33%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI: +0,42%, a US$ 76,09 o barril

Petróleo Brent: +1,06%, a US$ 80,20 o barril

Minério de ferro (Dalian): +0,93%, a 706 iuanes (US$ 104,54)

Bitcoin: -0,14%, a US$ 64.174,50

O petróleo segue sensível às negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, mantendo o setor de energia no radar.

 

Dia 0408

O mercado inicia esta quarta-feira (5), com as atenções voltadas para a decisão do Copom, que deve abrir uma nova fase da política monetária brasileira. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,00% ao ano. Mais importante, no entanto, sera o comunicado do BCB, que poderá indicar novos cortes, uma pausa ou manter todas as alternativas em aberto diante das incertezas fiscais e do avanço do calendário eleitoral.

 

Nos Estados Unidos, o destaque será o relatório ADP de criação de empregos, considerado um importante indicador para calibrar as expectativas para o payroll de sexta-feira. Também seguem no radar as negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, fator que continua influenciando os preços do petróleo. A temporada de balanços segue movimentando os mercados. Após a repercussão dos resultados do Itaú e da SpaceX, investidores acompanham hoje os números de Bradesco, Banco Inter, Totvs, Smart Fit, Vivara, Copel, Klabin, Walt Disney, Glencore e Heineken.

 

 

 

 

Agenda

 

Quarta-feira, 0508

Alemanha: 04h55 – PMI Composto (S&P Global – final de julho)

Uniao Europeia: 05h00 – PMI Composto da Zona do Euro (final de julho)

Reino Unido: 05h30 – PMI Composto do Reino Unido (final de julho)

Uniao Europeia: 06h00 – PPI (junho)

EUA: 09h45 – Relatório ADP de criação de empregos no setor privado (julho)

10h45 – PMI Composto (final de julho)

11h00 – ISM de Serviços (julho)

 11h30 – Estoques semanais de petróleo (DoE)

Brasil: 14h30 – Fluxo Cambial Semanal

BDM Riscala Matinal

 *Rosa Riscala: Copom abre nova fase dos juros*


A grande dúvida é o que o BC sinalizará para setembro, se indicará mais quedas, uma pausa ou se deixará todas as opções em aberto


… Com o petróleo abaixo de US$ 80, o Copom deve decidir hoje um novo corte de 25 pontos da Selic, para 14%. A grande dúvida é o que o BC sinalizará para setembro, se indicará mais quedas, uma pausa ou se deixará todas as opções em aberto, em meio a um ambiente marcado pelas incertezas fiscais e pelo avanço do calendário eleitoral. Nos Estados Unidos, a pesquisa ADP deve calibrar as expectativas para o payroll de sexta-feira, enquanto investidores esperam pelo acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. A temporada de balanços segue forte, com a repercussão de Itaú e SpaceX no after hours. Após o fechamento, sai Bradesco e, logo cedo, sai nova pesquisa da Quaest.


PETRÓLEO AFUNDA – O petróleo despencou pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira e voltou a ser negociado abaixo de US$ 80 por barril, com o mercado reagindo à perspectiva de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.


… O Brent fechou em queda de 5,26%, a US$ 79,36, enquanto o WTI recuou 5,69%, para US$ 75,77, ampliando as perdas da véspera.


… O movimento ganhou força ainda pela manhã, depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que um acordo para reabrir Ormuz poderia ser fechado “entre hoje e amanhã”.


… Em seguida, a Al Arabiya informava que a reabertura completa da hidrovia poderia ser anunciada “nas próximas horas”, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, confirmava avanços nas negociações, embora tenha ressaltado que ainda não há um acordo final.


… Ao longo do dia, novas informações reforçaram essa percepção.


… A Associated Press informou que Irã e Omã avançam na negociação de um acordo para restabelecer a navegação pelo estreito, com rotas administradas pelos dois países e cobrança de taxas para garantir a segurança da via.


… Apesar do otimismo dos mercados, permanecem dúvidas sobre a viabilidade do acordo.


… O Irã insiste que negocia apenas com Omã, e não diretamente com os Estados Unidos, enquanto fontes do governo iraniano afirmam que um eventual entendimento entre Teerã e Mascate não garantiria a normalização da navegação sem o fim das ações americanas na região.


… Analistas da TD Securities avaliam que qualquer acordo continua sujeito a fracassar.


… Já o Mizuho afirma que as negociações têm como objetivo imediato reabrir o Estreito de Ormuz e restabelecer o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico, deixando para um segundo momento questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano.


… Os termos do eventual acordo, portanto, ainda permanecem nebulosos.


OPEP+ – A produção da Opep aumentou em 1,16 milhão de barris por dia em julho, puxada por Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.


… Mesmo assim, a oferta do cartel segue abaixo dos níveis registrados antes da guerra, em razão das interrupções no transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Vermelho.


RÚSSIA – Já as exportações russas de petróleo caíram para 3,9 milhões de barris por dia nas quatro semanas encerradas em 2 de agosto, o menor nível em sete semanas, segundo levantamento da Bloomberg.


COPOM GANHA ARGUMENTOS – Se dependesse do petróleo abaixo de US$ 80 e do tombo três vezes maior que o esperado na produção industrial do IBGE em junho (-1,8%), os juros futuros teriam caído. Mas o fiscal pegou antes do Copom.


… A curva operou na defensiva, diante da possibilidade de que o comunicado deixe a decisão de política monetária de setembro em aberto, em meio ao temor de que a não alternância de poder no Planalto piore as contas públicas.


… À espera de novas pesquisas eleitorais, os investidores observaram a dificuldade de Flávio Bolsonaro em reunir capital político junto ao Centrão para compor a sua chapa, vista como mais market friendly no quesito fiscal.


… Além disso, a sanção diplomática dos Estados Unidos contra o Brasil só ajudou a piorar o ambiente de negócios.


… Durante sabatina promovida por O Antagonista e G4 Hub, Flávio Bolsonaro se comprometeu com a proposta de promover um “tesouraço” na máquina pública brasileira, com redução da carga tributária e desburocratização.


… Ele citou a intenção de voltar a zerar o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo e de reduzir a alíquota do IOF para níveis próximos ao de 2022, além de rever o arcabouço fiscal, que qualificou de “calabouço fiscal”.


… A declaração repercutiu em entrevista do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ao podcast da Warren Investimentos, onde disse que seria “muito ruim” rediscutir a regra fiscal do zero neste momento.


… “Não adianta ter uma meta fiscal mais rígida sem os instrumentos para cumpri-la”, afirmou. Ele admitiu que o governo não tem bala de prata para resolver de vez a questão fiscal e defendeu maior flexibilidade no orçamento.


… Entrevistado ontem pelo BDM Live, o economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, apontou o fiscal como o “grande calcanhar de Aquiles”, com as medidas de estímulo do governo responsáveis pela deterioração nos últimos tempos.


… Segundo ele, se virar o ano (eleitoral) e o Brasil não passar por um ajuste, o País vai seguir pelo caminho errado.


… “Teria que fazer aqueles famosos 3Ds: desvincular, desindexar e desobrigar. Essa é a solução”, resumiu. “O mais fácil seria desindexar boa parte das despesas, especialmente previdenciárias, porque o Brasil está envelhecendo.”


 … Além do contexto fiscal delicado, o Copom chega hoje à reunião de política monetária com o desafio das expectativas de inflação, que continuam rodando altas, apesar do alívio das últimas leituras da inflação corrente.


 … “A inflação de 2028 é a mais importante agora e já estamos com projeção de 3,80%”, advertiu Serrano ao BDM, recomendando postura mais cautelosa do BC. O Bmg aposta em corte de 0,25 ponto e possível pausa em setembro.


… Serrano, no entanto, reconhece que o BC conta hoje com condições mais favoráveis para cortar a Selic, incluindo o IPCA-15 e as medidas dos núcleos, a pressão menor da renda dos salários e a desaceleração da atividade – o que pode evitar uma interrupção do ciclo.


BRASIL X EUA – A Casa Branca confirmou no fim do dia a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em mais um capítulo da escalada das tensões diplomáticas entre os dois países.


… Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta recíproca à decisão do governo brasileiro de negar vistos a dois diplomatas americanos e à demora na concessão do agrément para que Daniel Perez assuma a embaixada em Brasília.


… Washington afirmou que a decisão não representa a expulsão da diplomata e poderá ser revertida caso o Brasil aceite a indicação de Perez.


… Em nota, o governo americano disse que deu ao Brasil “todas as oportunidades para fazer a coisa certa”, classificou a medida como uma ação de reciprocidade e afirmou que outras providências continuam em avaliação.


… O Palácio do Planalto reagiu elevando o tom. Em nota, a Secom repudiou a revogação do visto, classificou a decisão como parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil” e acusou os Estados Unidos de tentar interferir na eleição presidencial de outubro.


… O governo também rejeitou os argumentos de Washington, afirmou que não existe prazo para a concessão do agrément e reiterou que negou os vistos aos funcionários do Departamento de Estado porque eles pretendiam questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.


BRASIL X ARGENTINA – Além do estranhamento com os Estados Unidos, o governo brasileiro enfrenta a crise diplomática com a Argentina.


… Nesta terça-feira, o Itamaraty rebaixou a relação diplomática com a Argentina ao nível de encarregado de negócios, após uma nova série de ofensas do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


… O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará ao país enquanto Milei mantiver os ataques ao governo brasileiro. A decisão foi comunicada oficialmente ao embaixador argentino em Brasília por meio de uma nota de protesto.


… A medida foi tomada depois que Milei voltou a chamar Lula de “presidiário”, “ladrão” e “corrupto” em entrevista concedida após participar, no último fim de semana, do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.


AGENDA DO MERCADO – Principal destaque do dia, a decisão de política monetária do Copom, que será anunciada após as 18h30. A expectativa praticamente unânime do mercado é de um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para 14% ao ano.


… Mais importante do que a decisão será o comunicado, que pode indicar se ainda há espaço para novas quedas ou se o ciclo será interrompido.


… Antes disso, a agenda doméstica começa com os PMIs composto e de serviços da S&P Global (10h). Às 11h30, o BC realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial e, às 14h30, divulga o fluxo cambial semanal e o Índice de Commodities Brasil (IC-Br).


… Nos Estados Unidos, após o Jolts mostrar queda na abertura de vagas mais intensa do que a esperada, investidores monitoram hoje a pesquisa ADP com a criação de empregos no setor privado (9h45). A expectativa é de abertura de 75 mil vagas em julho (98 mil em junho).


… Na sequência, saem o PMI composto e de serviços da S&P Global, às 10h45, e o ISM de serviços, às 11h – importante termômetro da atividade no maior setor da economia americana.


… Ainda às 11h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo, gasolina e destilados, acompanhados de perto depois da forte queda do petróleo nos dois últimos pregões e das expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.


… O mercado acompanha ainda discurso da diretora do Fed, Lisa Cook, às 17h, e uma conferência de Mary Daly (Fed/San Francisco), às 21h30.


SINAIS – Nesta terça-feira, em entrevista à CNBC, a dirigente do Fed Anna Paulson (Filadélfia) avaliou que a economia está forte, mas que a inflação continua “muito alta” e que o objetivo do BC americano ainda é reduzi-la.


… À noite, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, disse que algum tipo de aperto na política monetária será necessário para trazer a inflação de volta à meta de 2%. “Meu foco está totalmente na inflação, que continua alta demais.”


… Considerando que a última reunião do Fomc, na semana passada, teve três votos dissidentes em favor de uma alta do juro, essas indicações são importantes para formar expectativas para o próximo encontro de setembro.


BALANÇOS – A temporada de resultados segue intensa nesta quarta-feira, com destaque para Klabin, que divulga seus números antes da abertura do mercado, e para Bradesco, Axia Energia e Copel, que apresentam seus balanços após o fechamento.


… Para o Bradesco, a expectativa é de lucro líquido de R$ 7 bilhões no segundo trimestre, alta de 15,3% em relação a um ano antes.


… Segundo as instituições consultadas pelo Broadcast, se confirmados, os números reforçariam a tese de recuperação gradual da rentabilidade, sustentada pela expansão da carteira de crédito, receitas de serviços e bom desempenho da operação de seguros.


… A Axia Energia deve voltar a apresentar resultados robustos, impulsionados pelos ganhos com a modulação da geração hidrelétrica.


… O mercado espera Ebitda de R$ 6,64 bilhões, alta de 16%, e lucro líquido de R$ 2,19 bilhões, avanço de 49%, além da possibilidade de anúncio de dividendos ou recompra de ações.


… Para a Copel, a expectativa é de um trimestre sólido, puxado pelo segmento de distribuição. As projeções apontam para Ebitda de R$ 1,62 bilhão, alta de 8%, e lucro líquido de R$ 586 milhões, com crescimento de 2,5%.


… Já a Klabin deve registrar Ebitda ajustado de R$ 1,85 bilhão, queda de 9,1% na comparação anual. Apesar disso, analistas esperam recuperação sequencial dos negócios de celulose, papel e embalagens, favorecida pela ausência de paradas de manutenção e pela melhora operacional.


… Também divulgam resultados nesta quarta-feira Dexco, Engie, Auren, Boa Safra, Brava Energia, Riachuelo, Smart Fit, Totvs, Banco Inter e Vivara, todos após o fechamento do mercado.


… No exterior, a temporada de balanços continua com os resultados de Walt Disney, Glencore e Heineken, todos antes da abertura.


AFTER HOURS – Os balanços divulgados após o fechamento movimentaram o mercado no after hours de Nova York. A ADM liderou as perdas, com queda de 8,82%, seguida pela SpaceX, que recuou 7,46%. Entre os ADRs brasileiros, o Itaú subiu 1,22%, enquanto a Gerdau caiu 1,18%.


… O Itaú divulgou lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre, em linha com as expectativas. O banco manteve a inadimplência praticamente estável, ampliou a carteira de crédito e voltou a apresentar rentabilidade elevada, com ROE de 24,3%.


… O principal ponto de atenção ficou para o corte na projeção de crescimento das receitas de serviços e seguros em 2026.


… Após o balanço, o ADR de Itaú recuperou parte da queda no pregão da B3 (-2,48%), onde liderou as perdas do setor, refletindo os receios de que as sanções do governo dos Estados Unidos possam voltar a incluir a Lei Magnitsky.


… A Gerdau também entregou números em linha com o esperado. O lucro líquido avançou quase 70% na comparação anual, para R$ 1,47 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 33,9%, para R$ 3,43 bilhões, impulsionado mais uma vez pela operação da América do Norte.


… A companhia ainda anunciou dividendos de R$ 0,23 por ação.


… Já a SpaceX decepcionou os investidores apesar das metas ambiciosas apresentadas por Elon Musk.


… O empresário afirmou que pretende antecipar para 2030 a meta de alcançar US$ 1 trilhão em receita, prometeu lançar data centers no espaço já em 2027 e anunciou que a empresa passará a priorizar chips da Nvidia em seus projetos de inteligência artificial.


… Ainda assim, as ações caíram feio no after hours.


… Já a AMD superou as expectativas de lucro e receita, impulsionada pelo forte crescimento da divisão de data centers, mas também caiu após Musk anunciar que a SpaceX deixará de utilizar seus chips, optando exclusivamente pela arquitetura Blackwell, da Nvidia.


… Confira abaixo em Cias Abertas os outros balanços divulgados ontem à noite.


CURTAS DA POLÍTICA – Genial/Quaest (7h) e Meio/Ideia divulgam hoje novas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, com perguntas sobre o tarifaço, a relação com Trump e as críticas de Flávio às urnas eletrônicas.


PROCURA-SE. O PL afirma ter fechado o nome do vice de Flávio, que será anunciado hoje, às 11h.


… Ontem, três partidos cortejados pelo PL formalizaram neutralidade na disputa eleitoral: União Brasil, Podemos e o Republicanos, que frustrou a tentativa de Flávio de ter a ex-presidente da CEF Daniella Marques como vice.


… Em meio à falta de alianças, o PL pode ter que recorrer a um vice do próprio partido, numa chapa puro-sangue. Flávio sinalizou muitas vezes a intenção de escolher uma mulher, com o objetivo de falar com o eleitorado feminino.


 … A pré-candidatura do senador tem exibido desidratação, especialmente diante dos escândalos do Master.


TETO DE VIDRO. De seu lado, a campanha de Lula à reeleição enfrenta o desgaste da revelação de que a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e suspeita de tráfico de influência, fez repasse ao ex-chefe de gabinete de Lula.


COMBINANDO COM OS RUSSOS. Lula e Putin conversaram por telefone ontem, durante uma hora, sobre o fortalecimento das relação bilaterais e sobre a guerra na Ucrânia, que já completa quatro anos e meio.


… Interlocutores do Palácio do Planalto já haviam informado que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a Lula, durante a Cúpula de Líderes do G7, na França, que conversasse com Putin para destravar as negociações.


ENCURRALADOS – Na véspera do Copom, os juros futuros chegaram a recuar pela manhã com o petróleo e a produção industrial fraca, que indicou desaceleração importante da atividade econômica. Mas o sinal mudou à tarde.


… A turbulência na relação diplomática do Brasil com Trump e o risco político-eleitoral-fiscal afetaram a curva.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,795% (de 13,796% no ajuste anterior); Jan/28, 13,830% (contra 13,794% na véspera); Jan/29, 14,020% (13,974%); Jan/31, 14,210% (14,195%); e Jan/33, 14,340% (14,362%).


… Também o câmbio não escapou ileso ao trade eleitoral, que bate diretamente no fiscal, e teve de lidar ainda com a nova derrocada do petróleo, que isolou o real da tendência positiva de outras moedas emergentes.


… De volta ao patamar acima de R$ 5,10, o dólar à vista avançou 0,56%, para R$ 5,1155, destoando da estabilidade do índice DXY (-0,04%) lá fora, que fechou aos 99,858 pontos. O iene interrompeu o rali e caiu a 157,80 por dólar.


… O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, garantiu que o país fará “de tudo” para apoiar o iene, já que a estabilidade é importante para os Estados Unidos e impede uma depreciação mais ampla das moedas asiáticas.


… Entre as divisas europeias, o euro subiu 0,18%, a US$ 1,1532, e a libra esterlina ganhou 0,16%, a US$ 1,3450.


… Com o petróleo afundando rápido e esvaziando as pressões inflacionárias de curto prazo, as taxas dos Treasuries relaxaram: a da Note de dois anos caiu a 4,195% (de 4,252% na véspera) e a de 10 anos, a 4,618% (contra 4,252%).


NO TOPO – A desescalada da guerra e a safra positiva dos balanços em NY garantiram recordes de fechamento para os índices Dow Jones, em alta de 1,71%, a 54.085,94 pontos, e S&P 500, que subiu 1,79%, a 7.736,50 pontos.


… O Nasdaq não ficou para trás e disparou 2,59%, aos 26.584,99 pontos, em dia de brilho das ações de tecnologia.


… Antes do anúncio de seus balanços, AMD disparou 7% e Space X saltou 9,43% com a notícia de uma parceria com a  e Nvidia (2,54%). Os papéis da Palantir impressionaram com uma arrancada de 29,5% depois de seu resultado.


… Para o economista Mohamed El-Erian, 80% dos resultados corporativos da temporada superaram as expectativas, reforçando a narrativa de uma “impressionante resiliência econômica” nos Estados Unidos.


… O Ibovespa ficou de fora da festa em Nova York, porque Petrobras não teve como se desviar da derrocada do petróleo e o investidor não conseguiu ignorar a incerteza eleitoral e a sanção diplomática dos americanos ao Brasil.


… Itaú estressou horas antes de seu balanço (-2,48%; R$ 42,10) e Bradesco PN também entrou na pilha: perdeu 1,67%, a R$ 18,22, na véspera de seu resultado trimestral. Já Santander unit emplacou nova alta: +0,59% (R$ 29,10).


… Em grande medida, o Ibovespa só fechou estável (-0,06%), aos 177.894,97 pontos, porque Vale compensou os riscos e abriu uma recuperação firme, com alta de 2,24% (R$ 76,31), no sentido contrário do minério (-0,43%).


… Por mais um pregão, o volume financeiro negociado na bolsa foi insignificante, de apenas R$ 17,2 bilhões.


CIAS ABERTAS NO AFTER – METALÚRGICA GERDAU teve lucro líquido ajustado de R$ 1,464 bilhão no segundo trimestre, alta de 69,7% ante um ano antes…


… A receita cresceu 2%, para R$ 17,871 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 33,9%, para R$ 3,426 bilhões…


… A companhia distribuirá R$ 0,11 por ação ON ou PN em dividendos, com pagamento em 14/09. As ações ficam ex em 20/08.


PRIO teve lucro líquido de R$ 413,3 milhões no segundo trimestre, salto de 169% ante um ano antes. A receita cresceu 160%, para R$ 1,223 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 218%, para R$ 878,6 milhões.


GPA teve prejuízo líquido consolidado de R$ 252 milhões no segundo trimestre, 16,2% maior ante um ano antes. A receita caiu 9,6%, para R$ 4,2 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 7,3%, para R$ 450 milhões.


CBA teve lucro líquido de R$ 410 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 73 milhões um ano antes. A receita cresceu 28%, para R$ 2,6 bilhões, e o Ebitda ajustado atingiu recorde de R$ 705 milhões.


IGUATEMI teve lucro líquido recorrente de R$ 133,8 milhões no segundo trimestre, receita de R$ 396 milhões e Ebitda recorrente de R$ 290,5 milhões, todos em linha com as projeções do Broadcast…


… A Fitch reafirmou o rating AAA(bra), com perspectiva estável, destacando a qualidade dos ativos, a elevada ocupação e a estrutura de capital conservadora.


C&A teve lucro líquido de R$ 177,9 milhões no segundo trimestre, queda de 11,2% ante um ano antes. A receita cresceu 1,2%, para R$ 2,08 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 0,6%, para R$ 435,9 milhões.


VULCABRAS teve lucro líquido recorrente de R$ 143,7 milhões no segundo trimestre, queda de 0,8% ante um ano antes. A receita cresceu 11,2%, para R$ 994,8 milhões, e o Ebitda recorrente avançou 9,3%, para R$ 208,6 milhões…


… Conselho aprovou novo programa de recompra de até 15 milhões de ações ou 13,56% dos papéis em circulação.


RD SAÚDE teve lucro líquido ajustado de R$ 432 milhões no segundo trimestre, alta de 7,4% ante um ano antes. A receita líquida cresceu 9,8%, para R$ 11 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 17,9%, para R$ 1,017 bilhão.


ONCOCLÍNICAS. Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial e concedeu à companhia seis meses de proteção contra credores.


TENDA teve lucro líquido consolidado de R$ 179,1 milhões no segundo trimestre, queda de 12,2% contra um ano antes. A receita cresceu 30,1%, para R$ 1,290 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 64,9%, para R$ 275,2 milhões.


YDUQS aprovou a 13ª emissão de debêntures, no valor inicial de R$ 1,1 bilhão, que poderá ser ampliado para até R$ 1,375 bilhão.


ENEVA recebeu autorização da Aneel para iniciar a operação comercial da UTE Azulão I, no Amazonas. A usina terá receita fixa anual de R$ 278,3 milhões por 15 anos, além de remuneração variável pela geração.


TAESA. Energizações nas concessões Tangará e Ananaí adicionaram R$ 141,9 milhões à Receita Anual Permitida no ciclo 2026/2027.


EQUATORIAL PARÁ. Aneel adiou para 11/08 a decisão sobre reajuste tarifário médio de 7,6% para os consumidores da distribuidora.


TOTVS cancelará 20 milhões de ações mantidas em tesouraria e aprovou novo programa de recompra de até 30 milhões de papéis, válido até 05/08/2027.


LATAM teve lucro líquido de US$ 125 milhões no segundo trimestre, com alta de 28% na receita, para US$ 4,2 bilhões, e Ebitda ajustado de US$ 713 milhões…


… A companhia iniciará a primeira fase da operação com aeronaves Embraer E195-E2 e incorporará gradualmente até 14 aviões entre novembro de 2026 e março de 2027.


JALLES MACHADO aprovou financiamento de R$ 300 milhões junto ao BNDES, no âmbito do programa Brasil Soberano, para apoiar a produção de açúcar orgânico afetada pelas tarifas dos Estados Unidos.


MOTIVA. Grupo Mover condicionou a renovação do acordo de acionistas à conclusão da venda de sua participação ao Bradesco BBI e à decisão do banco sobre a permanência no acordo.


IRANI aprovou R$ 7,9 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,03 por ação, com pagamento até 20/8.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado* Quinta Feira, 06 de Agosto de 2.026. *Copom deixa tudo em aberto* Novo corte ou pausa em setembro dependem de melhora das...