quinta-feira, 21 de maio de 2026

Gustavo Gomes Maia

 Mandei este conto para uma revista, mas ele foi recusado. Que pena. Resolvi, então, publicar a peça neste espaço, onde o editor (guardados certos limites), sou eu. Minha esperança é que, pelo menos, Helga Hoffmann, Mozart Foschetti Silva e Carmen Lícia Palazzo o leiam.


OS CURDOS SÃO SURDOS?

Gustavo Maia Gomes


Com Antônio Ferreira, depois que ele parou de vagar pelo mundo com Raimundo, tudo andou mal, como os trens da Central e os rios de Blumenau. Mas, isso passou e a castanha assou. Ele tornou-se um adulto culto, que detesta tumulto e não engole insulto, um militar militante e vigilante do Forte da Morte, localizado no ponto mais alto do Monte Alto, entre a entrada da estrada e a saída de Aída.


Nessa nova vida sem fatia parida, o sonho de Tonho era levar o almirante ao mirante. Por um fio, ele venceu o desafio. Para comemorar, ao fim e ao cabo, segurou pelo cabo o fuzil do cabo que servia no Cabo. Não no Cabo Frio, que lhe causava arrepio, nem no Cabo das Tormentas Violentas. No Cabo de Santo Agostinho, o irmão do Julhinho e do Setembrinho.


Pelo bom serviço prestado e com dinheiro emprestado, a Deus temente, Antônio virou tenente. Tomou-se de uma fé dentina, tridentina, sem se alertar de que fé demais fede mais.


– “Os curdos são surdos?”, perguntou-lhe o coronel Joel, dono do quartel.

– “Não, não são surdos nem absurdos, os curdos”, disse o tenente temente.


Isso que ele disse não é doidice nem tolice, pois Tonho teve muitos amores e vários rumores, mas as suas namoradas curdas não eram surdas.


A primeira foi Lia, a que não lia porque não sabia. (A tia de Lia, Maria, sofria de azia e era mãe de Sofia.) Houve também a Bina. “Minha cara Bina”, ele escrevia na latrina ou na cantina tomando penicilina. A namorada seguinte, Graças, só lhe trouxe desgraças. Numa reunião da igreja, Antônio não a despiu, a despediu. Enquanto os fiéis diziam “graças a Deus”, ele disse: “Graças, adeus”.


Depois disso, o militar militante virou amante de Nancy Cidade, urbanista famosa, com uma sobrinha de nome Dora, por quem ele enlouqueceu na hora. A tia entrou em pânico britânico, tirânico. Deixou de trabalhar, virou indigente, como tanta gente. Desde então, Nancy Cidade passa necessidade. Tonho, por sua vez, detesta a Dora, mas adora a prima da Dora, que se chama Glostora.


Ele pensava nisso quando acordou atordoado. Ou, melhor, foi acordado.

– “Tira a bota e bota a tira”, ordenou-lhe o coronel Joel Pimentel.

Estava disforme o uniforme do tenente. Repelente, de fato. Ele obedeceu no ato. O outro não atenuou, continuou:

– Trate sem descaso deste caso de sumiço hortaliço.

– “O que houve com a couve?”, quis saber Tonho, risonho.

– “Houve o que se ouve: mataram o arquivo morto”, disse Joel, o coronel.


Disso, Antônio sabia, mas não sabia que o outro sabia que ele sabia, mesmo porque não era sábio que o soubesse. Perguntou:

– Quais são as suas impressões digitais sobre assuntos tais?

O coronel tapeou-o, estapeou-o, imobilizou-o e reverteu a ordem:

– Tira a tira e bota a bota.


Tonho obedeceu, não esmoreceu. Depois de um mês, chegou a vez de ele dizer o que havia feito pra consertar o malfeito:

– Pelo seu jeito suspeito, o perigoso criminoso é o vigário Sicário.

– “É o cúmulo!”, disse o coveiro, sentado no túmulo.

Ele curava padecimentos com pás de cimento.


Também discordou, sentada lá atrás, a atriz Stella Artoás, que tinha um long neck, no futebol era beque, usava leque e passava o cheque:

– “Foi a Vanja quem tomou a canja”, ela afirmou.

Stella tem hepatite de sobra e apetite de cobra.


Enquanto isso, no quartel do coronel Joel, estava tudo ao léu. O capitão Tinhorão exibia como butim do crime um pudim de creme. O gramático, dramático, ameaçava tomar medidas drásticas e providências gástricas. O varredor vereador disse que o deficiente da fala havia mentido em desmentido.

– “Eu mudo, eu mudo”, defendeu-se o mudo – e foi tudo.


Nesse momento, Tonho soube que sua namorada Bartira partira. “Cafetina”, esbravejou Cristina, que sofria da retina e era amiga de Corina. Ela aconselhou, com seu jeito morno, ao provável corno:

– Procure com Vicente uma explicação convincente.

Vicente era um vidente que nada via, nem sabia.


E assim o caso chegou ao fim. Esquecido e escondido, um dia, Tonho, tristonho, refletia em frente ao espelho, coçando o joelho e roçando os coelhos:

– Como meu talento tá lento, prefiro morar mal na zona rural.


Desde então, ele acha comoventes os semoventes; sonoras como violas as graviolas; poética, se não ética, a pata puta a quem imputa a disputa entre os irmãos Cravinhos e os bebedores de vinhos.


Dias depois, outro crime aconteceu pelos lados do quartel do Joel Pimentel, perturbando o descanso do ganso e os sonhos de Tonho: jogado do nono andar, sem saber voar, João Nascimento virou João no cimento.


O coronel que mandava no quartel deu ordem ao tenente Antônio para prender os radicais livres. Era ilegal, pegaria mal, mas, com efeito, teria de ser feito.

– “A Casa Branca me deu carta branca”, justificou-se Joel.

Disse mais: uma sujeita suspeita fora vista na Bela Vista comendo marmelada e saindo do mar melada.


Antônio declinou em latim, mas sem latir. Ao quartel não quer voltar, nem ser de novo militar. Gostou de deixar o asfalto e ir morar no planalto. É feliz com o seu concriz. Só lhe faz falta uma xícara na chácara.


Ele agora namora a Tina, a argentina. Seus amigos a acham feia e confusa, obtusa. Ou uma coisa pior, que rima com Tina. Nem vou dizer o quê, nem por quê. Tonho discorda. Da feiura, não, mas lhe enaltece a inteligência, cultivada com paciência. Não sei se é sincero, nem saber quero.


Disto eu sei: toda vez que Tina fala, com as mãos juntas, Tonho pergunta:

– Qué que tu cré, Tina?

BDM Matinal Riscala

 Nvidia falha em sustentar o entusiasmo

Balanço não foi suficiente para empolgar investidores, acostumados a resultados cada vez mais extraordinários


21/05/2026


… Apesar de o balanço da Nvidia superar estimativas, a ação caiu mais de 1% no after em Nova York, decepcionando um mercado acostumado a resultados extraordinários, contaminando outras gigantes de semicondutores e devolvendo parte do entusiasmo com inteligência artificial. A reação pode dar o start para uma correção do otimismo da véspera, quando o petróleo caiu forte com investidores apostando que Trump quer um acordo no Oriente Médio. Uma segunda leitura da ata dura do Fed também pode pesar. Na agenda de hoje, destaque para a arrecadação federal no Brasil, PMIs na Zona do Euro e nos Estados Unidos e balanço do Walmart, antes da abertura.


GUERRA ALIVIA EM DIA DE NVIDIA – O mercado voltou a apostar que Donald Trump não deixará o conflito no Oriente Médio escapar do controle, mesmo sem sinais concretos de acordo entre Estados Unidos e Irã e apesar da ata mais dura do Fed.


… A percepção de que a Casa Branca trabalha para evitar nova escalada, diante do impacto do petróleo sobre inflação, juros e bolsas, ajudou a derrubar o Brent em quase 6%, embora a commodity siga acima dos US$ 100.


… Trump afirmou que as negociações com Teerã estão nos “estágios finais”, mas voltou a ameaçar retomar ataques caso o Irã não aceite os termos americanos – coisa que já ninguém acredita mais.


… Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que forçar uma rendição “é uma ilusão”, enquanto a Guarda Revolucionária ameaçou ampliar o conflito para além do Oriente Médio em caso de novos bombardeios.


… Apesar da melhora parcial do humor nos mercados, os sinais seguem contraditórios.


… Segundo o Axios, Trump teve uma conversa tensa com Benjamin Netanyahu esta semana, após defender um encerramento formal do conflito.


… Israel continua pressionando por uma nova rodada de ataques contra o Irã, enquanto Washington tenta evitar uma escalada mais ampla às vésperas do ciclo eleitoral americano, na tentativa de Trump para recuperar a popularidade ameaçada pela guerra.


… O Estreito de Ormuz continua no centro da disputa geopolítica e muito do que Trump fala não corresponde aos fatos.


… Embora o mercado tenha recebido bem o aumento do fluxo, o Irã afirmou que 26 embarcações atravessaram a região sob coordenação da Guarda Revolucionária, numa demonstração de controle sobre uma das principais rotas globais de petróleo.


… Em Wall Street, o alívio temporário com o petróleo abriu espaço para a retomada das ações de tecnologia, enquanto investidores aguardavam o balanço da Nvidia após o fechamento – que pode ter muita coisa a ver com a bom humor do dia.


… A expectativa em torno da gigante de semicondutores ajudou a sustentar o Nasdaq e reforçou a rotação de fluxo para inteligência artificial, mesmo em um ambiente ainda marcado por forte incerteza geopolítica e juros elevados.


MERCADO ESPERAVA MAIS – A Nvidia voltou a superar as estimativas de Wall Street, mas não foi suficiente para empolgar investidores acostumados a resultados cada vez mais extraordinários da principal referência global de inteligência artificial.


… A companhia projetou receita de cerca de US$ 91 bilhões para o trimestre encerrado em julho, acima do consenso médio dos analistas, mas abaixo das estimativas mais otimistas, que já chegavam perto de US$ 96 bilhões.


… A ação chegou a cair 2,5% no after hours, em mais um sinal de que o mercado ficou mais exigente com o setor de IA. Fechou em -1,26%.


… A empresa também anunciou recompra de US$ 80 bilhões em ações e elevou o dividendo trimestral para 25 centavos por papel, numa tentativa de reforçar a remuneração ao investidor em meio ao amadurecimento do ciclo de inteligência artificial.


… Apesar da decepção, os números seguem impressionantes.


… A receita da Nvidia avançou 85% no trimestre, para US$ 81,6 bilhões, acima das projeções, enquanto a divisão de data centers, principal motor do grupo, faturou US$ 75,2 bilhões. A companhia afirmou ainda que continua operando com demanda acima da capacidade de oferta.


… O CEO Jensen Huang voltou a defender que a expansão da infraestrutura global de IA ainda está apenas no começo, classificando o movimento como “a maior expansão de infraestrutura da história da humanidade”.


… Os gigantes globais de tecnologia devem investir cerca de US$ 725 bilhões em inteligência artificial apenas neste ano.


… Ainda assim, cresce em Wall Street a discussão sobre até onde o ritmo atual de expansão da IA consegue se sustentar entre 2027 e 2028, especialmente diante da concorrência crescente de AMD, Intel e Broadcom no mercado de chips avançados.


… Analistas também começam a monitorar com mais atenção o avanço das próprias gigantes de tecnologia clientes da Nvidia, como Amazon, Google, Microsoft e Meta, que aceleram o desenvolvimento de chips proprietários de IA.


… O movimento pode reduzir a dependência da companhia nos próximos anos.


… A leitura ganha ainda mais peso após a ata hawkish do Fed reacender preocupações com juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, num ambiente em que o investidor começa a questionar até que ponto valuations tão elevados em tecnologia continuam sustentáveis.


DEVERIA CAIR E NÃO SUBIR – Entre a guerra e a expectativa com o balanço da Nvidia, o mercado desprezou a ata dura do Fed, reforçando preocupações com inflação persistente, petróleo elevado e juros altos por mais tempo nos Estados Unidos.


… Dirigentes discutiram novas altas de juros, e parte do comitê defendeu retirar do comunicado qualquer sinalização favorável a cortes.


… O documento ainda destacou que a guerra no Oriente Médio passou a ser um dos principais vetores de risco para inflação e volatilidade global, especialmente diante do impacto do petróleo sobre cadeias produtivas e preços ao consumidor.


… Após a divulgação da ata, o mercado voltou a enxergar como majoritária a chance de manutenção dos juros americanos até dezembro.


… Em condições normais, a combinação de Fed mais hawkish, guerra prolongada e petróleo acima de US$ 100 tenderia a pressionar bolsas e as techs. Ainda assim, Wall Street sustentou o rali, apoiada pela forte queda do petróleo, enquanto esperava Nvidia.


… A gigante de semicondutores funcionou como um termômetro global de apetite por risco e inteligência artificial, ajudando a puxar Nasdaq, S&P 500 e bolsas emergentes, com o investidor aproveitando o alívio temporário no Oriente Médio para retomar posições em tecnologia.


… Hoje, no entanto, sem muito para festejar, Nova York pode se voltar para o Fed e de novo para a guerra sem fim.


ELEIÇÃO – No front doméstico, a crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro continua contaminando o ambiente eleitoral, com interlocutores da pré-campanha já admitindo reavaliar o projeto presidencial caso novas revelações atinjam o senador nas próximas semanas.


… Segundo O Globo, aliados trabalham com um prazo de 10 a 15 dias para medir a resiliência de sua candidatura, embora o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenha negado publicamente qualquer ultimato.


… Em meio ao desgaste, Flávio deve intensificar agendas com o eleitorado evangélico e antecipar um nome para a equipe econômica.


… A pressão sobre ele aumentou após novas frentes de investigação atingirem o entorno do senador. A PF apura o envio de emenda parlamentar para uma ONG ligada aos irmãos Brazão, condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.


… Nesta quarta, mais uma pesquisa, a Vox Populi, mostrou o estrago da crise na candidatura de Flávio, que caiu feio frente a Lula. O presidente aparece com 41,5% no primeiro turno, contra 32,1% de Flávio. No segundo turno, com 46,8%, ante 38,1% do senador.


… Na noite de ontem, a Veja informou que a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada de Vorcaro. Investigadores dizem que banqueiro omitiu informações e tentava proteger alguns “figurões da República”.


ESCALA 6X1 – O adiamento da leitura do parecer sobre o fim da escala 6×1 escancarou o impasse entre governo, líderes partidários e setores empresariais sobre o ritmo da transição da jornada de trabalho.


… Sete líderes da Câmara pediram a retirada da proposta que previa um período de adaptação de dez anos, enquanto Hugo Motta e o governo do presidente Lula negociam uma transição mais curta, em torno de três anos.


… O relator Leo Prates também passou a defender flexibilizações no texto para trabalhadores com salários acima de R$ 16 mil, que poderiam ficar fora do novo limite de jornada e escala.


… Segundo ele, a ideia é reduzir a pejotização entre profissionais de alta renda e criar um modelo mais flexível de contratação dentro da CLT.


… Nos bastidores, Câmara e governo discutem um modelo de transição que incluiria corte imediato de uma hora na jornada após a promulgação da PEC, com redução gradual das demais horas até 2029. A ala mais à esquerda do PT segue pressionando por implementação mais rápida.


CURTAS DA POLÍTICA – A CCJ do Senado adiou a análise da PEC da autonomia orçamentária do Banco Central, mas o texto ganhou apoio explícito de 14 entidades do sistema financeiro, incluindo Febraban, fintechs, bancos e empresas de pagamentos.


… Em nota conjunta, o grupo defendeu a “urgente necessidade” de reforço no orçamento e no quadro de pessoal da autoridade monetária.


… As associações afirmam que a autonomia financeira ajudaria a reduzir a percepção de risco do País, fortaleceria a estabilidade da política monetária e aproximaria o Brasil das práticas de economias relevantes. O texto pode voltar à pauta da CCJ na próxima semana.


AGRO. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo deve concluir nos próximos dias um acordo com o Senado para o projeto de renegociação das dívidas do agronegócio. A proposta passou a prever prazo de até dez anos para pagamento e carência de até dois anos.


… A Fazenda também discute a criação de um fundo garantidor para o crédito rural, inspirado no FGC, como forma de dar sustentação ao financiamento do setor em meio ao ambiente global mais instável.


ALCOLUMBRE. Não compareceu ao evento de 100 dias do Pacto dos Três Poderes promovido pelo Planalto, em mais um sinal de ruído entre o governo e a cúpula do Congresso.


AÉCIO. Nos bastidores da eleição de 2026, o PSDB passou a discutir a possibilidade de lançar Aécio Neves à Presidência, diante do desgaste recente da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.


CVM – O Senado aprovou a indicação de Otto Lobo para a presidência da CVM, por 31 votos a 13, e de Igor Muniz para o cargo de diretor.


MAIS AGENDA – A quinta-feira concentra indicadores importantes, com dados de arrecadação federal de abril no Brasil, o Boletim Regional do Banco Central e reunião do CMN. Na Europa e nos EUA, os PMIs preliminares de maio ajudam a calibrar expectativas para a economia.


… A arrecadação federal (15h) deve somar R$ 275 bilhões, segundo mediana da Broadcast, com alta real de cerca de 6,3% na comparação anual.


… O mercado segue monitorando o impacto da arrecadação ligada ao petróleo, do IOF e das medidas tributárias adotadas pelo governo nos últimos meses, embora economistas já apontem sinais graduais de desaceleração das receitas mais ligadas à atividade econômica.


… Pela manhã (10h), o Banco Central divulga a edição anual do Boletim Regional, com avaliação detalhada sobre atividade, crédito, mercado de trabalho e inflação nas diferentes regiões do País. E no final da tarde, o CMN publica os votos da sua reunião.


… O ministro da Fazenda, Dario Durigan, concede entrevista à CNN Brasil no início da noite.


… No exterior, os PMIs da Europa abrem a agenda e concentram as atenções do mercado, em busca de sinais sobre crescimento global, em meio ao ambiente de juros elevados e tensão geopolítica. Os mesmos índices saem também nos Estados Unidos (10h45).


… Nova York recebe ainda os pedidos semanais de auxílio-desemprego e dados do setor imobiliário americano, ambos às 9h30.


… Entre os balanços, o destaque internacional fica para o Walmart, antes da abertura, enquanto investidores seguem repercutindo os números da Nvidia e a reação negativa das ações da gigante de inteligência artificial no after hours.


MÉXICO – A Moody’s rebaixou o rating soberano do país de Baa2 para Baa3, citando deterioração fiscal persistente, aumento da dívida pública e o impacto do apoio contínuo à Pemex sobre as contas do país.


… A decisão veio poucos dias após a S&P revisar a perspectiva do México para negativa.


JAPÃO HOJE – A leitura preliminar do PMI de serviços medida pela S&P Global caiu de 51 pontos em abril para 50 pontos em maio, frustrando a previsão de 51,5 pontos. O nível de 50 é considerado neutro para a atividade do setor.


… Já o PMI industrial recuou de 55,1 para 54,5 pontos no período. O PMI composto registrou um recuo de 52,2 para 51,1 pontos. Apesar das quedas, os dois indicadores ainda estão em território de expansão.


NAVEGAR É PRECISO – Os relatos sobre a retomada parcial do fluxo de navios no Estreito de Ormuz e, em alguma medida, a esperança de um acordo de paz entre Trump e o Irã tiraram o mercado da monotonia da guerra.


… Se as novidades vão caminhar para um desfecho do conflito militar, só a história é que vai dizer.


… Ontem, como se viu, a queda livre de quase 6% do petróleo e a aposta de que o balanço da Nvidia impressionaria deram um choque de otimismo nos negócios. Mas parece prematuro dizer que os mercados globais viraram a chave.


… Como disse a Capital Economics, é difícil imaginar o Fed mantendo sua postura de afrouxamento monetário até a reunião do próximo mês, a menos que os preços do petróleo continuem a cair tão acentuadamente quanto ontem.


… Deu tudo certo um dia, o que é ótimo, mas excelente só será mesmo quando der para virar a página da guerra.  


… De qualquer maneira, a torcida que tomou conta ontem dos negócios levou o contrato do Brent com entrega prevista para julho a mergulhar 5,62%, fechar cotado a US$ 105,02 e desencadear uma onda de alívio generalizada.


… Ignorando os alertas da ata do Fed, os Treasuries interromperam a liquidação. Depois de ter cravado esta semana o pico em quase vinte anos, a taxa do T-Bond de 30 anos corrigiu, caindo para 5,114%, contra 5,178% na véspera.


… Nos prazos menores, o yield da Note-2 anos recuou a 4,046% (de 4,110%) e o de 10 anos, a 4,574% (de 4,660%).


… Aqui, os juros futuros queimaram prêmios, de carona no ajuste dos Treasuries e no tombo do petróleo.


… . No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,075% (de 14,148% no ajuste anterior); Jan/28, 13,890% (contra 14,054% na véspera); Jan/29, 13,955% (14,132%); Jan/31, 14,110% (14,285%); e Jan/33, 14,205% (14,370%).


… A janela de respiro aberta pelo noticiário do dia chegou a provocar queda momentânea do dólar abaixo dos R$ 5. Cravou R$ 4,9999 na mínima, mas voltou um pouquinho no fechamento, para R$ 5,0034, em queda de 0,74%.


… O câmbio espera o desenrolar dos acontecimentos para consolidar seu patamar justo. A perspectiva de Selic elevada serve de suporte para o real. Já a incerteza eleitoral doméstica entra como um risco não desprezível.


… Lá fora, a melhora inesperada de humor derrubou o DXY em 0,24%, mas ainda acima dos 99 pontos, aos 99,092 pontos. O iene subiu a 158,86 por dólar, o euro ganhou 0,17%, a US$ 1,1632, e a libra avançou 0,29%, a US$ 1,3443.


… No Reino Unido, a inflação ao consumidor de abril desacelerou para 2,8% na margem, contra a previsão de 3%, esvaziando as apostas de um aperto monetário pelo BC inglês (BoE), ainda mais em dia de derrocada do petróleo.


… Já na zona do euro, reportagem da Reuters apontou que uma alta do juro pelo BCE está praticamente certa.


A ARTE DE CORRER RISCOS – O mercado sabe que, quanto mais alta a expectativa, tanto maior o perigo de se frustrar. Ainda assim, jogou lá para cima a confiança de que o balanço trimestral da Nvidia voltaria a dar show.


… À espera do resultado, os papéis da empresa engataram alta de 1,3% e ajudaram a disseminar um rali no setor de tecnologia, com destaque para as ações da AMD (+8,10%), da Intel (+7,36%) e da Micron Technology (+4,76%).


… O Nasdaq emplacou ganhos de 1,54%, aos 26.270,36 pontos, o S&P 500 registrou valorização de 1,08%, para 7.432,97 pontos, e o Dow Jones reconquistou os 50 mil pontos, com avanço de 1,31%, para 50.009,35 pontos.


… Sincronizado ao impulso de Nova York, o Ibovespa retomou os 177 mil pontos. Subiu 1,77%, aos 177.355,73 pontos, com giro de R$ 28 bilhões. A bolsa conseguiu driblar o impacto do tombo do petróleo sobre a Petrobras.


… O papel ON da companhia afundou 3,85% e fechou na mínima de R$ 49,68. PN perdeu 3,23%, valendo R$ 44,60.  Já a Vale operou embalada (+1,21%; 82,00), superando com folga a alta discreta do minério de ferro (+0,19%).


… Os bancos abriram espaço de reação com a melhora na percepção de risco externa: Bradesco PN, +2,70% (R$ 17,86); Santander, +2,62% (R$ 27,45); BB, +2,32% (R$ 20,70); Itaú PN +2,29% (R$ 39,67); e BTG, +2,13% (R$ 54,20).


… CSN Mineração aprovou novo programa de recompra de ações e ficou no topo do Ibovespa: +10,29% (R$ 4,50).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS aderiu à nova subvenção federal para combustíveis e afirmou que mantém sua política de preços…


… Ainda no noticiário da estatal, a companhia concluiu a aquisição de 49,99% de participação nas subsidiárias da Lightsource bp no Brasil e firmou aditivo com a Naturgy para reduzir o preço do gás no Rio a partir de junho.


BB aprovou distribuição antecipada de R$ 340,7 milhões em JCP do 2TRI26, equivalentes a R$ 0,0596 por ação; “ex” em 2/6.


SANTANDER confirmou a renúncia de Christian Egan ao cargo de vice-presidente executivo. O executivo assumirá a presidência da B3.


SABESP deve desistir da privatização da Copasa, segundo fontes do Valor. A empresa havia se credenciado para disputar a vaga de sócio de referência no plano de desestatização, mas considerou que “já há muito a fazer em SP”…


… As propostas pela Copasa serão recebidas até segunda-feira, com divulgação do nome do investidor de referência no dia 27. Se não houver um acionista de referência, a Copasa terá seu capital pulverizado na oferta de ações.


MBRF teve perspectiva de rating revisada pela S&P de neutra para negativa…


… A empresa aprovou R$ 300 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,339 por ação.


GPA vendeu sua participação de 66,7% na Stix para a RD Saúde por R$ 23 milhões.


ONCOCLÍNICAS. Minoritários pediram que a análise sobre eventual OPA seja levada ao colegiado da CVM.


BRADSAÚDE recebeu autorização da B3 para manter free float de 8,609% até outubro de 2027.


AZZAS expôs disputa societária entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman em comunicado ao mercado…


… A empresa informou que a rixa decorre de divergências relacionadas à governança da Azzas 2154, cuja estrutura de competências foi definida pelo acordo de acionistas firmado após combinação de negócios entre Arezzo e Soma.


MULTIPLAN. A Squadra Investimentos reduziu participação de 5,006% para 4,990% do capital.


VAMOS aprovou programa de recompra de até 36,9 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 7% do free float.


UNIDAS aprovou a 22ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões.


AXIA ENERGIA (antiga Eletrobras) recebeu aprovação da B3 para migrar ao Novo Mercado. Empresa passará a ter ações ON, sob o código AXIA3, e ações PNC (AXIA7), que serão conversíveis e resgatáveis até 2031.


ENEVA aprovou aumento de capital de R$ 1,5 milhão após exercício de opções de ações.


CEMIG. O Banco Clássico passou a deter 17,63% do capital acionário da companhia.


BANDEIRA TARIFÁRIA. Projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam possibilidade de bandeira vermelha patamar 1 em junho, com cobrança extra de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.


OI SOLUÇÕES. Cinco empresas se inscreveram para participar do leilão da empresa, segundo fontes da Broadcast. Na lista, constam a TIM, Vivo, Claro, V.tal e Sercomtel.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Vai rolar

 *Vai rolar: Arrecadação aqui e PMIs globais no radar*


[21/05/26] Apesar de o balanço da Nvidia superar estimativas, a ação caiu mais de 1% no after em Nova York, decepcionando um mercado acostumado a resultados extraordinários, contaminando outras gigantes de semicondutores e devolvendo parte do entusiasmo com inteligência artificial. A reação pode dar o start para uma correção do otimismo da véspera, quando o petróleo caiu forte com investidores apostando que Trump quer um acordo no Oriente Médio. Uma segunda leitura da ata dura do Fed também pode pesar. Na agenda de hoje, destaque para a arrecadação federal no Brasil, PMIs na Zona do Euro e nos Estados Unidos e balanço do Walmart, antes da abertura. (Rosa Riscala)


*👉 Confira abaixo a agenda de hoje*


*Indicadores*


▪️ 04h30 – Alemanha: PMI composto (preliminar, mai)

▪️ 05h00 – Zona do euro: PMI composto (preliminar, mai)

▪️ 05h30 – Reino Unido: PMI composto (preliminar, mai)

▪️ 09h30 – EUA: Construções de moradias iniciadas (abr)

▪️ 09h30 – EUA: Pedidos de auxílio-desemprego

▪️ 10h00 – Brasil: BC – Boletim Regional 2025

▪️ 10h45 – EUA: PMI composto (preliminar, mai)

▪️ 11h00 – Zona do euro: Confiança do consumidor (preliminar, mai)

▪️ 15h00 – Brasil: Receita Federal – Arrecadação (abr)


*Eventos*


▪️ 13h20 – EUA: Tom Barkin (Fed Richmond) discursa em evento

▪️ 18h00 – Brasil: CMN divulga votos da reunião

▪️ 18h00 – Brasil: Dario Durigan concede entrevista à CNN Brasil


*Balanços*


▪️ EUA/antes da abertura – Walmart

quarta-feira, 20 de maio de 2026

PT descarta Haddad

 🗳️ *Revista Oeste: PT não descarta lançar Haddad à Presidência*


A cúpula do PT intensificou, nos últimos dias, as discussões sobre a possibilidade de lançar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad à Presidência. A decisão depende da repercussão das trocas de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


https://revistaoeste.com/no-ponto/pt-nao-descarta-lancar-haddad-a-presidencia/

Mercados emergentes

 🌎 *Emergentes, podem estar, mais vulneráveis, ao retorno, da fuga de capitais*


Bloomberg Intelligence:  As reservas internacionais, vêm crescendo, em ritmo, mais rápido, do que a oferta de moeda, em 2026, mas, o risco de fuga de capitais, em emergentes, segue elevado, dado, que os índices de cobertura, de near-money, na maior parte, do complexo, estão, agora, abaixo, do limiar, de 30%.


O índice de cobertura, de near-money, melhorou, em 12, dos 17 principais, emergentes, neste ano, com Hungria, Polônia, Peru, e Chile, exibindo, melhora, superior, à dos pares. Ainda assim, com base, em dados reportados, até março, a cobertura, está, abaixo, de 30%, em 10, dos 17 países, emergentes.


O risco de fuga de capitais, é, maior, em economias, com conta de capital aberta, e baixa relação, entre reservas, e oferta de moeda. Credores, buscam, reservas, que cubram, ao menos, 20%, da broad-money, o M3, embora, o near-money, o M2, seja, reportado, com maior frequência. A China, com índice, de apenas 6,6%, tem, a cobertura, mais fraca, entre, os pares, mais de 15 pontos, abaixo, de sua média, de cinco anos.


O gráfico, evidencia, ainda, um contraste regional importante, o risco de fuga de capitais, subiu, mais, na América Latina, com Brasil, Colômbia, e México, caindo, abaixo, do limiar, de 30%, no último ano, enquanto, a Europa Oriental, exibe, melhora material, com Hungria, Romênia, e Polônia, agora, solidamente, acima, de suas médias, de cinco anos. No detalhe, Peru, lidera, com cerca de 80%, seguido, por Czech, Romênia, Israel, e Hungria, todos, acima de 40%, enquanto, no fundo, da distribuição, aparecem, Brasil, com cerca de 26%, Chile, Indonésia, Malásia, Coreia do Sul, e China, esta, na lanterna, com 6,6%.


Leitura: o dado, traz, leitura diferenciada, e relevante, sobre, posicionamento, em emergentes, especialmente, quando combinado, com o tema, do carry trade, comentado, anteriormente, três pontos, merecem atenção, primeiro, há, divergência regional, materialmente importante, a América Latina, com destaque negativo, para Brasil, Colômbia, e México, mostra, deterioração, na cobertura, de near-money, o que eleva, a fragilidade, a reversões súbitas, de fluxo, em cenários, de risk-off, ou de fortalecimento, do dólar, segundo, a Europa Oriental, Hungria, Polônia, e Romênia, surge, como bloco, comparativamente, mais resiliente, com colchão, de reservas, mais robusto, frente, à própria história, recente, o que sugere, preferência relativa, dentro, do sleeve, de emergentes, terceiro, a leitura, é, particularmente, sensível, para o real, dado, que combina, atratividade, de carry, com cobertura, de near-money, abaixo, de 30%, ou seja, alto retorno, de carrego, mas, com vulnerabilidade estrutural, a saídas, de capital, em janelas, de stress, para portfólio, o trade, de carry, em emergentes, segue, funcional, no curto prazo, mas, esse indicador, reforça, a necessidade, de seletividade, com preferência, por países, com melhor cobertura, e disciplina, em sizing, especialmente, em América Latina, dado, o duplo risco, de prêmio de prazo, americano, em alta, comentado, anteriormente, e de fragilidade, em reservas, relativas, à oferta de moeda, hedge, parcial, em volatilidade cambial, e atenção, a gatilhos, de risk-off, global, seguem, recomendáveis, para quem, mantém, exposição, ao trade, de carry, latino-americano.


Fonte: Bloomberg Intelligence

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,7% US tech -0,6% US Semis +0,0% UEM +0,1% España -0,5% VIX 18,1% Bund 3,19%. T-Note 4,67%. Spread 2A-10A USA=+55pb B10A: ESP 3,63% PT 3,57% ITA 3,98% FRA 3,98% Euribor 12m 2,82% (fut.12m 3,16%). USD 1,161 JPY 184,6/€. Ouro 4.489 $. Brent 111,3$. WTI 103,9$. Bitcoin -0,2% (76.863$). Ether -0,9% (2.112$).


SESSÃO: Compasso de espero prévio aos resultados de Nvidia, que publicará após o fecho de Nova Iorque e com o consenso a estimar Receitas +79% a/a e EPS +83,2%. Além disso, na quinta-feira, às 12 h, serão conhecidos os de Walmart (EPS 0,658 $; +7,9%). Ambos servirão para medir o pulso da tecnologia e consumo. Entre as duas supõe ca. 10,5% da capitalização bursátil da bolsa americana, portanto, hoje será imposto um tom de cautela à espera dos resultados. Contudo, às 19 h, serão publicadas as Atas da Fed da reunião de 29 de abril, que têm especial importância dado o tom hawkish/duro utilizado e a discrepância entre os conselheiros que poderá pesar na reta final da sessão americana.


O mercado de renda fixa tensiona-se (yield 30A EUA +4 p.b.; yield 10A EUA +6 p.b. até 4,67%; yield 10A Alemanha +3 p.b. até 3,19%) porque cada dia que passa sem resolução em Ormuz aumenta a expetativa de uma inflação elevada durante mais tempo. Os indicadores de preços já incluem os aumentos: Preços Industriais no Japão (+4,9% a/a abril) e inflação americana (+3,8% a/a). E isso arrasta as bolsas que até agora tinham convivido com a incerteza graças ao crescimento dos lucros empresariais (EPS 1T’26 +26% EUA e +12% Europa). O mercado precisa de avanços concretos e tangíveis no conflito do Irão para continuar a subir, caso contrário a preocupação pela inflação e ciclo económico empurra as obrigações (preço) e as bolsas em baixa. Mas é prudente que o mercado descanse e consolide os níveis após os avanços das últimas semanas.


CONCLUSÃO: Hoje, sessão de impasse antes da avaliação dos resultados de Nvidia e Walmart (10,5% da capitalização bursátil da bolsa americana), com as Atas da Fed a mostrarem a preocupação dos conselheiros devido ao aumento de inflação. Com isso, o razoável é alguma correção, uma prudente realização de lucros após os avanços recentes.

BDM Matinal Riscala

 Guerra longa e Nvidia testam Wall Street

No Brasil, o exterior adverso soma-se ao efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro para reforçar dúvidas sobre o cenário eleitoral de 2026


20/05/2026


… Mais focado no custo econômico de uma guerra prolongada no Oriente Médio do que nos blefes de Trump, o mercado mantém o petróleo acima dos US$ 110. Com o Estreito de Ormuz ainda parcialmente bloqueado, investidores passaram a incorporar um cenário de inflação global mais persistente, juros elevados por mais tempo e desaceleração da atividade. Nesse ambiente, a ata do Fed e o balanço da Nvidia hoje ganham peso como testes importantes para o humor de Wall Street e a sustentação do rali das big techs. No Brasil, o exterior adverso soma-se ao efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro para reforçar dúvidas sobre o cenário eleitoral de 2026.


GUERRA SEM FIM – Os mercados globais começaram a precificar não mais o risco de um grande ataque imediato ao Irã, como Donald Trump vive ameaçando, mas sim o custo de uma guerra prolongada no Oriente Médio.


… A retórica do presidente americano perdeu parte da capacidade de provocar choques duradouros nos ativos, diante da percepção de que ele alterna escaladas verbais e recuos sem conseguir entregar uma solução rápida para o conflito.


… Nesta terça-feira, Trump voltou a falar em “outro grande ataque” contra Teerã caso não haja acordo nos próximos dias, o que ninguém acredita, prevendo uma possível ofensiva “até o início da próxima semana”.  


… O vice-presidente JD Vance tentou sustentar um tom mais construtivo ao afirmar que as negociações avançaram, mas também admitiu que Washington pode retomar a campanha militar – embora “não seja isso o que o presidente quer”.


… Os sinais seguem contraditórios, enquanto mediadores relatam pouco progresso real nas conversas entre Estados Unidos e Irã, e o desgaste político da guerra também começa a crescer dentro dos próprios Estados Unidos.


… O Senado americano mostrou aumento da resistência à continuidade do conflito, em uma votação vista como alerta para a Casa Branca.


… Republicanos passaram a manifestar desconforto com o custo econômico e político da guerra, enquanto pesquisas mostram deterioração do apoio popular à estratégia de Trump no Oriente Médio.


… Em Wall Street, o mau humor voltou a dominar os negócios, com pressão sobre as big techs, fortalecimento do dólar e disparada dos juros dos Treasuries. O rendimento do T-Bond de 30 anos atingiu o maior nível em quase duas décadas (leia abaixo).


… A reação reflete o temor de que o choque de energia prolongue a inflação global e force o Fed a manter juros elevados por mais tempo — ou até voltar a discutir altas adicionais – como os futuros já projetam.


… Mesmo com queda modesta do Brent na sessão regular, a commodity voltou a ganhar força no eletrônico, em meio à percepção de que a normalização da oferta de petróleo está cada vez mais distante.


… Para estrategistas internacionais, o mercado deixou de operar o blefe e passou a operar a duração da guerra.


… Em relatório, o Deutsche Bank afirmou que os ativos globais já começam a precificar um cenário crescente de estagflação, enquanto o BofA aponta que parte relevante dos gestores acredita que o rendimento do Treasury de 30 anos pode atingir 6% nos próximos meses.


O EFEITO VORCARO – Além do exterior cheio de incertezas, o mercado doméstico passou a incorporar um novo vetor de estresse, com a deterioração política da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro após os desdobramentos do caso Daniel Vorcaro.


… A leitura predominante entre investidores é de que o episódio enfraquece, ao menos no curto prazo, a principal alternativa de oposição considerada mais alinhada a uma agenda fiscal ortodoxa, reduzindo a percepção de chance de alternância de poder em 2026.


… A primeira pesquisa a captar os efeitos do chamado “Flávio Day 2.0” mostrou piora relevante do senador nas simulações eleitorais.


… Levantamento AtlasIntel/Bloomberg apontou Lula com 48,9% das intenções de voto no segundo turno, contra 41,8% de Flávio Bolsonaro. Em abril, os dois apareciam praticamente empatados. A rejeição do senador também aumentou e passou a superar a do atual presidente.


… O ruído cresceu depois que Flávio confirmou ter visitado Daniel Vorcaro no fim de 2025, após o banqueiro deixar a prisão domiciliar.


… Segundo ele, o encontro teve como objetivo “colocar um ponto final” na questão envolvendo o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. A declaração reforçou o desgaste com o vazamento do áudio em que Flávio pedia recursos a Vorcaro para a produção cinematográfica.


… A crise reabre discussões que haviam perdido força nos últimos meses, especialmente em torno do risco fiscal e da eleição de 2026.


… Com a perda de tração da candidatura de Flávio, investidores passaram a cogitar probabilidade maior de continuidade do atual governo, já que uma terceira via parece improvável nesta altura – cenário que voltou a pressionar os vértices longos da curva de juros.


… O movimento apareceu com clareza nos ativos domésticos.


… O dólar voltou a superar R$ 5,00, o Ibovespa perdeu o nível dos 175 mil pontos e os juros futuros longos abriram em meio à combinação de aversão a risco global e piora da percepção política local (leia mais abaixo).


… Entre as revelações do dia, surgiu a informação de que Daniel Vorcaro teria participado do financiamento do filme sobre Bolsonaro com mais de 90% dos recursos, vindos de um fundo sediado no Texas e ligado ao entorno da família, segundo a produtora responsável pelo longa.


ESCALA 6X1 – O governo e a Câmara ainda tentam fechar um acordo sobre a transição da PEC do fim da escala 6×1, depois que a leitura do parecer do relator Leo Prates, inicialmente prevista para hoje, foi adiada para a próxima segunda-feira.


… O principal impasse continua sendo o prazo de adaptação às novas regras, que pode variar de dois até cinco anos.


… A decisão de adiar a apresentação do relatório ocorreu após reunião na residência oficial de Hugo Motta, com participação de líderes da Câmara e integrantes do governo, ontem à noite. Segundo os deputados, ainda há pontos “a serem maturados” em torno do período de transição.


… Governistas defendem uma implementação mais rápida da nova jornada, enquanto empresários pressionam por um prazo maior de adaptação diante do aumento esperado de custos trabalhistas e possíveis efeitos sobre contratação, produtividade e rotatividade.


… O texto em discussão mantém os pilares centrais da proposta: jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e preservação salarial.


… Hugo Motta mantém a previsão de votação no plenário já na próxima semana, embora ainda não exista acordo com o Senado sobre a tramitação da proposta. O tema ganhou forte apoio político e é tratado como pauta de grande apelo popular para o governo Lula.


CURTAS DA POLÍTICA – A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado votará hoje o projeto de renegociação das dívidas rurais, que prevê uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e envolve até R$ 180 bilhões em operações renegociáveis.


… O texto enfrenta forte resistência da equipe econômica, pelo impacto fiscal.


… O parecer limita em R$ 30 bilhões o uso direto do Fundo Social e permite recursos adicionais de fundos supervisionados pela Fazenda e emissão de títulos do Tesouro. O governo tenta calibrar o projeto, enquanto o Congresso acelera a tramitação diante da pressão do agronegócio.


LULA. O presidente participa nesta quarta-feira (14h30) da posse de Odair Cunha, ex-deputado do PT, como novo ministro do TCU.


CVM. CAE do Senado também apreciar hoje as indicações de Otto Lobo à presidência da CVM e de Igor Muniz para uma diretoria da autarquia.


MUNICÍPIOS. O Congresso marcou para amanhã sessão conjunta para analisar vetos da LDO relacionados a municípios inadimplentes.


… A medida, tratada como prioritária pela Câmara e Senado, pode destravar o acesso de mais de três mil cidades a convênios e recursos federais.


MAIS AGENDA – A quarta-feira combina uma agenda mais esvaziada de indicadores com eventos capazes de mexer diretamente com a percepção sobre juros, tecnologia e fluxo global. No exterior, investidores monitoram a ata da última reunião do Fed e o balanço da Nvidia.


… Entre os indicadores domésticos, saem o IGP-M do segundo decêndio de maio, às 8h, e o fluxo cambial semanal do Banco Central, às 14h30.


… Nos Estados Unidos, a ata do Fed, às 15h, que será acompanhada em busca de sinais sobre como a autoridade monetária avalia o impacto da guerra no Oriente Médio, da inflação ligada à energia e da abertura recente dos juros longos americanos.


… Antes disso, o mercado acompanha o CPI final de abril da zona do euro, às 6h, além de falas de dirigentes de bancos centrais.


… Às 10h15, o diretor do Fed Michael Barr participa de conferência sobre estabilidade financeira, e no mesmo horário o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, fala ao Comitê do Tesouro britânico.


… Também entram no radar os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos, divulgados pelo Departamento de Energia às 11h30, em um momento em que o mercado segue extremamente sensível a qualquer sinal sobre oferta global e impactos da guerra no Oriente Médio.


… À noite, os PMIs preliminares do Japão encerram a agenda, enquanto o mercado volta suas atenções para o resultado da Nvidia.


NVIDIA – O mercado entra no balanço da Nvidia não apenas esperando números fortes, mas sinais de que a inteligência artificial continua capaz de sustentar um ciclo prolongado de crescimento explosivo mesmo num ambiente de juros elevados e aversão a risco global.


… O resultado é visto como um teste importante para o fôlego das big techs e para a manutenção do apetite por tecnologia em Nova York.


… A gigante dos semicondutores chega ao trimestre carregando expectativas extremamente elevadas, em uma posição rara no mercado global: a de principal fornecedora da infraestrutura que sustenta a corrida mundial por inteligência artificial.


… Para investidores, entregar números fortes já virou obrigação mínima para sustentar o prêmio da ação. O consenso de mercado projeta receita de US$ 78,82 bilhões e lucro por ação de US$ 1,75 no primeiro trimestre fiscal de 2026.


… Mas parte de Wall Street trabalha com projeções ainda mais agressivas. O Morgan Stanley, por exemplo, estima receita próxima de US$ 79,3 bilhões, lucro por ação de até US$ 2,01 e guidance que pode apontar faturamento perto de US$ 88 bilhões no próximo trimestre.


… O foco principal deve ficar sobre os comentários de Jensen Huang a respeito da demanda por data centers, da capacidade de expansão da oferta e do comportamento das margens operacionais.


… O mercado quer entender se a Nvidia continua conseguindo transformar o boom de IA em crescimento sustentável até 2027, mesmo diante do aumento das restrições comerciais, dos custos elevados de energia e do ambiente macro mais pressionado.


… Depois de liderarem o rali recente em Wall Street, as big techs começaram a mostrar sinais de realização nos últimos pregões, pressionadas pela abertura dos juros dos Treasuries e pela percepção de que o choque do petróleo pode manter a inflação elevada por mais tempo.


… Nesse ambiente, o balanço da Nvidia ganha peso ainda maior como termômetro do humor do mercado global.


CHINA HOJE – O PBoC manteve inalteradas as principais taxas de juros. A de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Ambas seguem no mesmo nível há exatamente um ano.


VAI SE CRIANDO UM CLIMA TERRÍVEL – O efeito em cascata da guerra sobre o petróleo e sobre os preços amplia a liquidação dos Treasuries, dispara a taxa do T-Bond ao topo em quase 20 anos e coincide com a crise política aqui.


… A piora apontada pela Atlas/Bloomberg nas intenções de voto e na rejeição do senador Flávio Bolsonaro, depois que vazou o áudio em que ele pede dinheiro a Vorcaro, recai sobre os mercados em um momento inoportuno.


… Já não bastasse o choque inflacionário do conflito no Irã, ainda tem mais esse ruído para administrar.


… Sob o estresse combinado, o Ibovespa volta às piores marcas desde janeiro, o dólar roda acima de 5% e os juros futuros abrem. Com os retornos dos Treasuries em patamares mais atrativos, aumenta o fluxo de saída do k externo.


… No pregão da última sexta-feira, houve uma fuga expressiva da B3, de R$ 2,4 bilhões. As retiradas em maio já encostam nos R$ 10 bilhões e, no acumulado do ano, o volume de capital estrangeiro se esvazia para R$ 46,9 bilhões.


… A sorte para o câmbio é que a Selic pode até cair, mas vai continuar tão elevada, que não parece oferecer risco ao carry trade. Ainda assim, o real não deixou de operar sensível ontem à inflação global e à pesquisa eleitoral.


… A moeda brasileira exibiu um dos piores desempenhos do dia contra o dólar, que subiu 0,84%, cotado a R$ 5,0405.


… Juntas, a pressão no câmbio e a escalada dos rendimentos dos Treasuries voltaram a embutir forte prêmio de risco nos juros futuros, especialmente entre os vencimentos mais longos, que saltaram em torno de dez pontos-base.


… O contrato de DI para Jan/31 avançou a 14,270% (contra 14,185% na véspera) e o Jan/33 foi a 14,350% (de 14,255%). No miolo da curva, o Jan/28 subiu para 14,050% (de 14,038%) e o Jan/29, a 14,115% (de 14,068%).


… Já o trecho de curto prazo operou engessado, com o vencimento para Jan/27 assumindo viés de queda, a 14,140% (de 14,157%), porque contempla a precificação de que o Copom ainda vai derrubar a Selic pelo menos mais uma vez.


… Nos Estados Unidos, a maré vira de forma cada vez mais convincente para uma alta antecipada dos juros pelo Fed e a ferramenta de apostas do CME Group já aponta chances ligeiramente majoritárias de um aperto em dezembro.


… Ontem à noite, a dirigente do Fed Anna Paulson disse que é “saudável” que os investidores tenham começado a considerar cenários em que as taxas possam precisar subir nos EUA. Mas ainda vê o nível atual como apropriado.


… A continuidade da defesa de uma pausa no juro, no entanto, vem sendo constantemente colocada à prova pela persistência da guerra, desmoralizando o poder de Trump, que não sabe como sair da arapuca que ele mesmo criou.


INFLAÇÃO NA VEIA – Sem qualquer ruptura no impasse com Irã e nenhum caminho claro para acabar com a guerra, o petróleo sobe muito e cai pouco, como ontem, quando o Brent recuou só 0,73% e continuou caro, a US$ 111,28.


… O humor bipolar de Trump não dá nenhuma garantia confiável de que um acordo de paz esteja nos planos e o mercado se vê refém de viver na montanha-russa das emoções de cada dia, esperando o desfecho que nunca vem.


… É um desafio manter o sangue-frio vendo o petróleo persistir por tanto tempo nos três dígitos. A explosão dos juros dos títulos globais do Tesouro está aí para provar que a corda das expectativas de inflação estourou.


… O custo da dívida americana medido pelo T-Bond de 30 anos, que estava em 4,60% antes do conflito em Ormuz, quase saltou à faixa de 5,20% ontem. Bateu 5,196% na máxima do dia e fechou a 5,178%, de 5,130% um dia antes.


… Está no nível mais elevado em 19 anos, desde 2007, superando o patamar observado durante a crise hipotecária. Gestores do BofA veem chance de os juros dos Treasuries de 30 anos subirem acima de 6% nos próximos 12 meses.


… Também os yields da Note de dez anos embutem a tensão e ontem tocaram 4,68% no pico do nervosismo, para terminarem perto desta marca, a 4,660%, contra 4,600% na véspera. A onda de escalada das taxas é global.


… No Japão, o rendimento do papel de dez anos investiu para perto de 3%, no pico em 30 anos. O PIB japonês mais forte do que o esperado no primeiro trimestre deste ano reforçou as expectativas de um maior aperto monetário.


… Mas o protagonista do salto das taxas dos títulos asiáticos é o petróleo. Em declarações à imprensa após a reunião do G7 em Paris, o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, reconheceu o ritmo acelerado dos juros do JGBs de longo prazo.


… E assegurou que o BC japonês adotará a política monetária adequada para atingir a meta de inflação.


… Também às margens do G7, a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, indicou sua determinação em intervir no mercado de câmbio para sustentar o iene. “Tomaremos ações ousadas conforme necessário”, disse.


… Na zona do euro, o dirigente do BCE Martin Kocher reconheceu que uma alta dos juros em junho será inevitável se Ormuz continuar fechado e os formuladores de políticas concluírem que não dá mais para alcançar a inflação de 2%.


… Apesar do tom hawkish das autoridades europeias e japonesas, o iene, o euro e a libra esterlina caíram ontem, porque o dólar subiu com a perspectiva de que o Fed possa ter que adiantar para dezembro um aperto monetário.


… O índice DXY operou em alta de 0,14%, a 99,327 pontos, derrubando o iene para 159,02 por dólar. O euro registrou desvalorização de 0,48%, para US$ 1,1608, e a libra esterlina recuou 0,25% e fechou cotada a US$ 1,3403.


CAVALO DE PAU – O efeito Dark Horse, que ameaça a guinada no quadro eleitoral, somou-se à aversão a risco global para botar o Ibovespa abaixo dos 175 mil pontos, em queda de 1,52%, a 174.278,86 pontos, com giro de R$ 26,4 bi. 


… Como lembrou o Broadcast, a bolsa já queimou 25 mil pontos desde quando sonhava com os 200 mil pontos.


… Ontem, as quedas do petróleo e do minério (-0,87%) não deram chance de reação às blue chips das commodities: Vale registrou perda de 0,99%, a R$ 81,02, Petrobras PN recuou 0,75%, a R$ 46,09, e ON, -0,23%, a R$ 51,67.


… Também as ações dos bancos caíram em bloco com o clima pesado: Itaú PN devolveu 2,12% (R$ 38,78); BTG unit, -2,05% (R$ 53,07); Bradesco PN, -1,53% (R$ 17,39); BB ON, -0,93% (R$ 20,23); e Santander unit, -0,37% (R$ 26,75).


… B3 afundou 4,96%, para R$ 15,89, após confirmar que Christian Egan substituirá Gilson Finkelsztain como CEO.


… Só quatro ações subiram nesta terça-feira no Ibovespa: Usiminas PNA engatou valorização de 1,11%, para R$ 9,13; Prio teve alta de 0,73%, negociada a R$ 69,32; TIM avançou 0,63%, para R$ 22,21; e Smartfit, +0,11% (R$ 18,57).


… Evitando ativos de risco, em meio à disparada nos rendimentos dos Treasuries, os investidores venderam posições nas bolsas americanas. Também bateu uma dose de expectativa e cautela antes do teste do balanço da Nvidia.


… O Nasdaq caiu 0,84%, a 25.870,71 pontos; S&P 500, -0,67% (7.353,61 pontos); e Dow Jones, -0,65% (49.363,88).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS firmou aditivo com a Naturgy para reduzir o preço do gás no Rio de Janeiro a partir de junho…


… O preço da gasolina vendida pela Petrobras está 41,3% abaixo do preço de paridade de importação, estima a XP. No caso do diesel, defasagem de preço é de 32,7% em relação à paridade internacional.


BTG PACTUAL teve rating Ba1 reafirmado pela Moody’s, com perspectiva estável.


AZZAS. Alexandre Birman pediu a instauração de arbitragem contra Roberto Jatahy por disputa envolvendo a gestão da Reserva no grupo, segundo o Valor Econômico…


… A Azzas confirmou a contratação do Itaú BBA para avaliar alternativas estratégicas, em meio à disputa societária.


MINERVA aprovou aumento de capital de R$ 15,4 mil, com emissão de 3,1 mil ações ordinárias.


COSAN. Rubens Ometto avalia comprar terras da Radar em vez de novo aporte na Raízen, segundo a Bloomberg.


RD SAÚDE distribuirá R$ 140,7 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,0821 por ação.


MOVIDA aprovou programa de recompra de até 27,8 milhões de ações ordinárias, equivalentes a cerca de 15% dos papéis em circulação.


OI SOLUÇÕES. Claro confirmou participação no processo de venda da companhia, mas disse ainda avaliar se o ativo é atrativo pelo valor pedido, de R$ 1,4 bilhão, conforme o edital.


KLABIN. A Guepardo Investimentos passou a deter 5,005% das ações preferenciais da companhia.


AMBIPAR. O TJ-RJ rejeitou recursos de credores contra a recuperação judicial, segundo fontes da Broadcast.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Gustavo Gomes Maia

 Mandei este conto para uma revista, mas ele foi recusado. Que pena. Resolvi, então, publicar a peça neste espaço, onde o editor (guardados ...