quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Credito de Carbono


"Tenho um forte propósito: apoiar a transição para uma economia de baixo carbono que não será financiada por discursos, mas através de ativos transacionáveis.


É exatamente isso que os créditos de carbono representam.

Muito além da compensação de emissões, eles são instrumentos capazes de direcionar capital para projetos que reduzem, removem ou evitam emissões de gases de efeito estufa, acelerando a descarbonização e viabilizando uma economia mais sustentável.

Mas existe uma realidade que poucos compreendem: nem todo crédito de carbono é igual. E, principalmente, nem todo crédito possui integridade.

Há projetos de REDD+, restauração e reflorestamento (ARR), manejo florestal sustentável (IFM), agricultura regenerativa, energias renováveis, captura de metano, eficiência energética, gestão de resíduos, soluções baseadas na natureza (NbS), captura e armazenamento de carbono (CCS), entre diversas outras metodologias.

Cada ativo possui critérios próprios de certificação, adicionalidade, permanência, riscos, co-benefícios socioambientais, liquidez e precificação.

É justamente nesse ponto que está o meu trabalho: não atuo apenas aproximando compradores e vendedores, mas principalmente, identificando ativos íntegros, estruturando operações com segurança jurídica e técnica, apoiando negociações nacionais e internacionais e conectando empresas, investidores e desenvolvedores de projetos que realmente gerem impacto climático positivo.

Porque uma operação bem-sucedida não depende apenas do preço. Depende da qualidade do ativo, da credibilidade do projeto e da segurança da transação.

O mercado voluntário amadurece em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, o mercado regulado avança no Brasil e em diversas jurisdições ao redor do mundo. Esse movimento tende a aumentar a demanda por créditos de carbono rastreáveis, íntegros e de alta qualidade.

Na verdade, a descarbonização deixou de ser apenas uma pauta ESG e passou a ser uma estratégia de competitividade, gestão de riscos, acesso a mercados e geração de valor.

E toda transição precisa de quem saiba conectar o capital aos ativos certos 🫡

Na sua visão, quais tipos de créditos de carbono serão mais valorizados nos próximos anos? "

Call Matinal

05/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0408)

MERCADOS

Na terça-feira (04), Ibovespa operou de lado, e fechou recuando 0,06%, a 177.894 pontos.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

O desempenho das bolsas de NY é impulsionado por resultados corporativos acima das expectativas, o que tem renovado a confiança dos investidores na capacidade das empresas de sustentar o crescimento dos lucros.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,19%

S&P 500 Futuro: +0,23%

Nasdaq Futuro: -0,08%

 

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China): +1,47%

Nikkei (Japão): +3,66%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,24%

Nifty 50 (Índia): -0,38%

ASX 200 (Austrália): +0,90%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,09%

DAX (Alemanha): +0,19%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,14%

CAC 40 (França): +0,08%

FTSE MIB (Itália): +0,33%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI: +0,42%, a US$ 76,09 o barril

Petróleo Brent: +1,06%, a US$ 80,20 o barril

Minério de ferro (Dalian): +0,93%, a 706 iuanes (US$ 104,54)

Bitcoin: -0,14%, a US$ 64.174,50

O petróleo segue sensível às negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, mantendo o setor de energia no radar.

 

Dia 0408

O mercado inicia esta quarta-feira (5), com as atenções voltadas para a decisão do Copom, que deve abrir uma nova fase da política monetária brasileira. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,00% ao ano. Mais importante, no entanto, sera o comunicado do BCB, que poderá indicar novos cortes, uma pausa ou manter todas as alternativas em aberto diante das incertezas fiscais e do avanço do calendário eleitoral.

 

Nos Estados Unidos, o destaque será o relatório ADP de criação de empregos, considerado um importante indicador para calibrar as expectativas para o payroll de sexta-feira. Também seguem no radar as negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, fator que continua influenciando os preços do petróleo. A temporada de balanços segue movimentando os mercados. Após a repercussão dos resultados do Itaú e da SpaceX, investidores acompanham hoje os números de Bradesco, Banco Inter, Totvs, Smart Fit, Vivara, Copel, Klabin, Walt Disney, Glencore e Heineken.

 

 

 

 

Agenda

 

Quarta-feira, 0508

Alemanha: 04h55 – PMI Composto (S&P Global – final de julho)

Uniao Europeia: 05h00 – PMI Composto da Zona do Euro (final de julho)

Reino Unido: 05h30 – PMI Composto do Reino Unido (final de julho)

Uniao Europeia: 06h00 – PPI (junho)

EUA: 09h45 – Relatório ADP de criação de empregos no setor privado (julho)

10h45 – PMI Composto (final de julho)

11h00 – ISM de Serviços (julho)

 11h30 – Estoques semanais de petróleo (DoE)

Brasil: 14h30 – Fluxo Cambial Semanal

BDM Riscala Matinal

 *Rosa Riscala: Copom abre nova fase dos juros*


A grande dúvida é o que o BC sinalizará para setembro, se indicará mais quedas, uma pausa ou se deixará todas as opções em aberto


… Com o petróleo abaixo de US$ 80, o Copom deve decidir hoje um novo corte de 25 pontos da Selic, para 14%. A grande dúvida é o que o BC sinalizará para setembro, se indicará mais quedas, uma pausa ou se deixará todas as opções em aberto, em meio a um ambiente marcado pelas incertezas fiscais e pelo avanço do calendário eleitoral. Nos Estados Unidos, a pesquisa ADP deve calibrar as expectativas para o payroll de sexta-feira, enquanto investidores esperam pelo acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. A temporada de balanços segue forte, com a repercussão de Itaú e SpaceX no after hours. Após o fechamento, sai Bradesco e, logo cedo, sai nova pesquisa da Quaest.


PETRÓLEO AFUNDA – O petróleo despencou pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira e voltou a ser negociado abaixo de US$ 80 por barril, com o mercado reagindo à perspectiva de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.


… O Brent fechou em queda de 5,26%, a US$ 79,36, enquanto o WTI recuou 5,69%, para US$ 75,77, ampliando as perdas da véspera.


… O movimento ganhou força ainda pela manhã, depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que um acordo para reabrir Ormuz poderia ser fechado “entre hoje e amanhã”.


… Em seguida, a Al Arabiya informava que a reabertura completa da hidrovia poderia ser anunciada “nas próximas horas”, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, confirmava avanços nas negociações, embora tenha ressaltado que ainda não há um acordo final.


… Ao longo do dia, novas informações reforçaram essa percepção.


… A Associated Press informou que Irã e Omã avançam na negociação de um acordo para restabelecer a navegação pelo estreito, com rotas administradas pelos dois países e cobrança de taxas para garantir a segurança da via.


… Apesar do otimismo dos mercados, permanecem dúvidas sobre a viabilidade do acordo.


… O Irã insiste que negocia apenas com Omã, e não diretamente com os Estados Unidos, enquanto fontes do governo iraniano afirmam que um eventual entendimento entre Teerã e Mascate não garantiria a normalização da navegação sem o fim das ações americanas na região.


… Analistas da TD Securities avaliam que qualquer acordo continua sujeito a fracassar.


… Já o Mizuho afirma que as negociações têm como objetivo imediato reabrir o Estreito de Ormuz e restabelecer o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico, deixando para um segundo momento questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano.


… Os termos do eventual acordo, portanto, ainda permanecem nebulosos.


OPEP+ – A produção da Opep aumentou em 1,16 milhão de barris por dia em julho, puxada por Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.


… Mesmo assim, a oferta do cartel segue abaixo dos níveis registrados antes da guerra, em razão das interrupções no transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Vermelho.


RÚSSIA – Já as exportações russas de petróleo caíram para 3,9 milhões de barris por dia nas quatro semanas encerradas em 2 de agosto, o menor nível em sete semanas, segundo levantamento da Bloomberg.


COPOM GANHA ARGUMENTOS – Se dependesse do petróleo abaixo de US$ 80 e do tombo três vezes maior que o esperado na produção industrial do IBGE em junho (-1,8%), os juros futuros teriam caído. Mas o fiscal pegou antes do Copom.


… A curva operou na defensiva, diante da possibilidade de que o comunicado deixe a decisão de política monetária de setembro em aberto, em meio ao temor de que a não alternância de poder no Planalto piore as contas públicas.


… À espera de novas pesquisas eleitorais, os investidores observaram a dificuldade de Flávio Bolsonaro em reunir capital político junto ao Centrão para compor a sua chapa, vista como mais market friendly no quesito fiscal.


… Além disso, a sanção diplomática dos Estados Unidos contra o Brasil só ajudou a piorar o ambiente de negócios.


… Durante sabatina promovida por O Antagonista e G4 Hub, Flávio Bolsonaro se comprometeu com a proposta de promover um “tesouraço” na máquina pública brasileira, com redução da carga tributária e desburocratização.


… Ele citou a intenção de voltar a zerar o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo e de reduzir a alíquota do IOF para níveis próximos ao de 2022, além de rever o arcabouço fiscal, que qualificou de “calabouço fiscal”.


… A declaração repercutiu em entrevista do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ao podcast da Warren Investimentos, onde disse que seria “muito ruim” rediscutir a regra fiscal do zero neste momento.


… “Não adianta ter uma meta fiscal mais rígida sem os instrumentos para cumpri-la”, afirmou. Ele admitiu que o governo não tem bala de prata para resolver de vez a questão fiscal e defendeu maior flexibilidade no orçamento.


… Entrevistado ontem pelo BDM Live, o economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, apontou o fiscal como o “grande calcanhar de Aquiles”, com as medidas de estímulo do governo responsáveis pela deterioração nos últimos tempos.


… Segundo ele, se virar o ano (eleitoral) e o Brasil não passar por um ajuste, o País vai seguir pelo caminho errado.


… “Teria que fazer aqueles famosos 3Ds: desvincular, desindexar e desobrigar. Essa é a solução”, resumiu. “O mais fácil seria desindexar boa parte das despesas, especialmente previdenciárias, porque o Brasil está envelhecendo.”


 … Além do contexto fiscal delicado, o Copom chega hoje à reunião de política monetária com o desafio das expectativas de inflação, que continuam rodando altas, apesar do alívio das últimas leituras da inflação corrente.


 … “A inflação de 2028 é a mais importante agora e já estamos com projeção de 3,80%”, advertiu Serrano ao BDM, recomendando postura mais cautelosa do BC. O Bmg aposta em corte de 0,25 ponto e possível pausa em setembro.


… Serrano, no entanto, reconhece que o BC conta hoje com condições mais favoráveis para cortar a Selic, incluindo o IPCA-15 e as medidas dos núcleos, a pressão menor da renda dos salários e a desaceleração da atividade – o que pode evitar uma interrupção do ciclo.


BRASIL X EUA – A Casa Branca confirmou no fim do dia a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em mais um capítulo da escalada das tensões diplomáticas entre os dois países.


… Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta recíproca à decisão do governo brasileiro de negar vistos a dois diplomatas americanos e à demora na concessão do agrément para que Daniel Perez assuma a embaixada em Brasília.


… Washington afirmou que a decisão não representa a expulsão da diplomata e poderá ser revertida caso o Brasil aceite a indicação de Perez.


… Em nota, o governo americano disse que deu ao Brasil “todas as oportunidades para fazer a coisa certa”, classificou a medida como uma ação de reciprocidade e afirmou que outras providências continuam em avaliação.


… O Palácio do Planalto reagiu elevando o tom. Em nota, a Secom repudiou a revogação do visto, classificou a decisão como parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil” e acusou os Estados Unidos de tentar interferir na eleição presidencial de outubro.


… O governo também rejeitou os argumentos de Washington, afirmou que não existe prazo para a concessão do agrément e reiterou que negou os vistos aos funcionários do Departamento de Estado porque eles pretendiam questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.


BRASIL X ARGENTINA – Além do estranhamento com os Estados Unidos, o governo brasileiro enfrenta a crise diplomática com a Argentina.


… Nesta terça-feira, o Itamaraty rebaixou a relação diplomática com a Argentina ao nível de encarregado de negócios, após uma nova série de ofensas do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


… O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará ao país enquanto Milei mantiver os ataques ao governo brasileiro. A decisão foi comunicada oficialmente ao embaixador argentino em Brasília por meio de uma nota de protesto.


… A medida foi tomada depois que Milei voltou a chamar Lula de “presidiário”, “ladrão” e “corrupto” em entrevista concedida após participar, no último fim de semana, do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.


AGENDA DO MERCADO – Principal destaque do dia, a decisão de política monetária do Copom, que será anunciada após as 18h30. A expectativa praticamente unânime do mercado é de um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para 14% ao ano.


… Mais importante do que a decisão será o comunicado, que pode indicar se ainda há espaço para novas quedas ou se o ciclo será interrompido.


… Antes disso, a agenda doméstica começa com os PMIs composto e de serviços da S&P Global (10h). Às 11h30, o BC realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial e, às 14h30, divulga o fluxo cambial semanal e o Índice de Commodities Brasil (IC-Br).


… Nos Estados Unidos, após o Jolts mostrar queda na abertura de vagas mais intensa do que a esperada, investidores monitoram hoje a pesquisa ADP com a criação de empregos no setor privado (9h45). A expectativa é de abertura de 75 mil vagas em julho (98 mil em junho).


… Na sequência, saem o PMI composto e de serviços da S&P Global, às 10h45, e o ISM de serviços, às 11h – importante termômetro da atividade no maior setor da economia americana.


… Ainda às 11h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo, gasolina e destilados, acompanhados de perto depois da forte queda do petróleo nos dois últimos pregões e das expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.


… O mercado acompanha ainda discurso da diretora do Fed, Lisa Cook, às 17h, e uma conferência de Mary Daly (Fed/San Francisco), às 21h30.


SINAIS – Nesta terça-feira, em entrevista à CNBC, a dirigente do Fed Anna Paulson (Filadélfia) avaliou que a economia está forte, mas que a inflação continua “muito alta” e que o objetivo do BC americano ainda é reduzi-la.


… À noite, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, disse que algum tipo de aperto na política monetária será necessário para trazer a inflação de volta à meta de 2%. “Meu foco está totalmente na inflação, que continua alta demais.”


… Considerando que a última reunião do Fomc, na semana passada, teve três votos dissidentes em favor de uma alta do juro, essas indicações são importantes para formar expectativas para o próximo encontro de setembro.


BALANÇOS – A temporada de resultados segue intensa nesta quarta-feira, com destaque para Klabin, que divulga seus números antes da abertura do mercado, e para Bradesco, Axia Energia e Copel, que apresentam seus balanços após o fechamento.


… Para o Bradesco, a expectativa é de lucro líquido de R$ 7 bilhões no segundo trimestre, alta de 15,3% em relação a um ano antes.


… Segundo as instituições consultadas pelo Broadcast, se confirmados, os números reforçariam a tese de recuperação gradual da rentabilidade, sustentada pela expansão da carteira de crédito, receitas de serviços e bom desempenho da operação de seguros.


… A Axia Energia deve voltar a apresentar resultados robustos, impulsionados pelos ganhos com a modulação da geração hidrelétrica.


… O mercado espera Ebitda de R$ 6,64 bilhões, alta de 16%, e lucro líquido de R$ 2,19 bilhões, avanço de 49%, além da possibilidade de anúncio de dividendos ou recompra de ações.


… Para a Copel, a expectativa é de um trimestre sólido, puxado pelo segmento de distribuição. As projeções apontam para Ebitda de R$ 1,62 bilhão, alta de 8%, e lucro líquido de R$ 586 milhões, com crescimento de 2,5%.


… Já a Klabin deve registrar Ebitda ajustado de R$ 1,85 bilhão, queda de 9,1% na comparação anual. Apesar disso, analistas esperam recuperação sequencial dos negócios de celulose, papel e embalagens, favorecida pela ausência de paradas de manutenção e pela melhora operacional.


… Também divulgam resultados nesta quarta-feira Dexco, Engie, Auren, Boa Safra, Brava Energia, Riachuelo, Smart Fit, Totvs, Banco Inter e Vivara, todos após o fechamento do mercado.


… No exterior, a temporada de balanços continua com os resultados de Walt Disney, Glencore e Heineken, todos antes da abertura.


AFTER HOURS – Os balanços divulgados após o fechamento movimentaram o mercado no after hours de Nova York. A ADM liderou as perdas, com queda de 8,82%, seguida pela SpaceX, que recuou 7,46%. Entre os ADRs brasileiros, o Itaú subiu 1,22%, enquanto a Gerdau caiu 1,18%.


… O Itaú divulgou lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre, em linha com as expectativas. O banco manteve a inadimplência praticamente estável, ampliou a carteira de crédito e voltou a apresentar rentabilidade elevada, com ROE de 24,3%.


… O principal ponto de atenção ficou para o corte na projeção de crescimento das receitas de serviços e seguros em 2026.


… Após o balanço, o ADR de Itaú recuperou parte da queda no pregão da B3 (-2,48%), onde liderou as perdas do setor, refletindo os receios de que as sanções do governo dos Estados Unidos possam voltar a incluir a Lei Magnitsky.


… A Gerdau também entregou números em linha com o esperado. O lucro líquido avançou quase 70% na comparação anual, para R$ 1,47 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 33,9%, para R$ 3,43 bilhões, impulsionado mais uma vez pela operação da América do Norte.


… A companhia ainda anunciou dividendos de R$ 0,23 por ação.


… Já a SpaceX decepcionou os investidores apesar das metas ambiciosas apresentadas por Elon Musk.


… O empresário afirmou que pretende antecipar para 2030 a meta de alcançar US$ 1 trilhão em receita, prometeu lançar data centers no espaço já em 2027 e anunciou que a empresa passará a priorizar chips da Nvidia em seus projetos de inteligência artificial.


… Ainda assim, as ações caíram feio no after hours.


… Já a AMD superou as expectativas de lucro e receita, impulsionada pelo forte crescimento da divisão de data centers, mas também caiu após Musk anunciar que a SpaceX deixará de utilizar seus chips, optando exclusivamente pela arquitetura Blackwell, da Nvidia.


… Confira abaixo em Cias Abertas os outros balanços divulgados ontem à noite.


CURTAS DA POLÍTICA – Genial/Quaest (7h) e Meio/Ideia divulgam hoje novas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, com perguntas sobre o tarifaço, a relação com Trump e as críticas de Flávio às urnas eletrônicas.


PROCURA-SE. O PL afirma ter fechado o nome do vice de Flávio, que será anunciado hoje, às 11h.


… Ontem, três partidos cortejados pelo PL formalizaram neutralidade na disputa eleitoral: União Brasil, Podemos e o Republicanos, que frustrou a tentativa de Flávio de ter a ex-presidente da CEF Daniella Marques como vice.


… Em meio à falta de alianças, o PL pode ter que recorrer a um vice do próprio partido, numa chapa puro-sangue. Flávio sinalizou muitas vezes a intenção de escolher uma mulher, com o objetivo de falar com o eleitorado feminino.


 … A pré-candidatura do senador tem exibido desidratação, especialmente diante dos escândalos do Master.


TETO DE VIDRO. De seu lado, a campanha de Lula à reeleição enfrenta o desgaste da revelação de que a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e suspeita de tráfico de influência, fez repasse ao ex-chefe de gabinete de Lula.


COMBINANDO COM OS RUSSOS. Lula e Putin conversaram por telefone ontem, durante uma hora, sobre o fortalecimento das relação bilaterais e sobre a guerra na Ucrânia, que já completa quatro anos e meio.


… Interlocutores do Palácio do Planalto já haviam informado que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a Lula, durante a Cúpula de Líderes do G7, na França, que conversasse com Putin para destravar as negociações.


ENCURRALADOS – Na véspera do Copom, os juros futuros chegaram a recuar pela manhã com o petróleo e a produção industrial fraca, que indicou desaceleração importante da atividade econômica. Mas o sinal mudou à tarde.


… A turbulência na relação diplomática do Brasil com Trump e o risco político-eleitoral-fiscal afetaram a curva.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,795% (de 13,796% no ajuste anterior); Jan/28, 13,830% (contra 13,794% na véspera); Jan/29, 14,020% (13,974%); Jan/31, 14,210% (14,195%); e Jan/33, 14,340% (14,362%).


… Também o câmbio não escapou ileso ao trade eleitoral, que bate diretamente no fiscal, e teve de lidar ainda com a nova derrocada do petróleo, que isolou o real da tendência positiva de outras moedas emergentes.


… De volta ao patamar acima de R$ 5,10, o dólar à vista avançou 0,56%, para R$ 5,1155, destoando da estabilidade do índice DXY (-0,04%) lá fora, que fechou aos 99,858 pontos. O iene interrompeu o rali e caiu a 157,80 por dólar.


… O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, garantiu que o país fará “de tudo” para apoiar o iene, já que a estabilidade é importante para os Estados Unidos e impede uma depreciação mais ampla das moedas asiáticas.


… Entre as divisas europeias, o euro subiu 0,18%, a US$ 1,1532, e a libra esterlina ganhou 0,16%, a US$ 1,3450.


… Com o petróleo afundando rápido e esvaziando as pressões inflacionárias de curto prazo, as taxas dos Treasuries relaxaram: a da Note de dois anos caiu a 4,195% (de 4,252% na véspera) e a de 10 anos, a 4,618% (contra 4,252%).


NO TOPO – A desescalada da guerra e a safra positiva dos balanços em NY garantiram recordes de fechamento para os índices Dow Jones, em alta de 1,71%, a 54.085,94 pontos, e S&P 500, que subiu 1,79%, a 7.736,50 pontos.


… O Nasdaq não ficou para trás e disparou 2,59%, aos 26.584,99 pontos, em dia de brilho das ações de tecnologia.


… Antes do anúncio de seus balanços, AMD disparou 7% e Space X saltou 9,43% com a notícia de uma parceria com a  e Nvidia (2,54%). Os papéis da Palantir impressionaram com uma arrancada de 29,5% depois de seu resultado.


… Para o economista Mohamed El-Erian, 80% dos resultados corporativos da temporada superaram as expectativas, reforçando a narrativa de uma “impressionante resiliência econômica” nos Estados Unidos.


… O Ibovespa ficou de fora da festa em Nova York, porque Petrobras não teve como se desviar da derrocada do petróleo e o investidor não conseguiu ignorar a incerteza eleitoral e a sanção diplomática dos americanos ao Brasil.


… Itaú estressou horas antes de seu balanço (-2,48%; R$ 42,10) e Bradesco PN também entrou na pilha: perdeu 1,67%, a R$ 18,22, na véspera de seu resultado trimestral. Já Santander unit emplacou nova alta: +0,59% (R$ 29,10).


… Em grande medida, o Ibovespa só fechou estável (-0,06%), aos 177.894,97 pontos, porque Vale compensou os riscos e abriu uma recuperação firme, com alta de 2,24% (R$ 76,31), no sentido contrário do minério (-0,43%).


… Por mais um pregão, o volume financeiro negociado na bolsa foi insignificante, de apenas R$ 17,2 bilhões.


CIAS ABERTAS NO AFTER – METALÚRGICA GERDAU teve lucro líquido ajustado de R$ 1,464 bilhão no segundo trimestre, alta de 69,7% ante um ano antes…


… A receita cresceu 2%, para R$ 17,871 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 33,9%, para R$ 3,426 bilhões…


… A companhia distribuirá R$ 0,11 por ação ON ou PN em dividendos, com pagamento em 14/09. As ações ficam ex em 20/08.


PRIO teve lucro líquido de R$ 413,3 milhões no segundo trimestre, salto de 169% ante um ano antes. A receita cresceu 160%, para R$ 1,223 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 218%, para R$ 878,6 milhões.


GPA teve prejuízo líquido consolidado de R$ 252 milhões no segundo trimestre, 16,2% maior ante um ano antes. A receita caiu 9,6%, para R$ 4,2 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 7,3%, para R$ 450 milhões.


CBA teve lucro líquido de R$ 410 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 73 milhões um ano antes. A receita cresceu 28%, para R$ 2,6 bilhões, e o Ebitda ajustado atingiu recorde de R$ 705 milhões.


IGUATEMI teve lucro líquido recorrente de R$ 133,8 milhões no segundo trimestre, receita de R$ 396 milhões e Ebitda recorrente de R$ 290,5 milhões, todos em linha com as projeções do Broadcast…


… A Fitch reafirmou o rating AAA(bra), com perspectiva estável, destacando a qualidade dos ativos, a elevada ocupação e a estrutura de capital conservadora.


C&A teve lucro líquido de R$ 177,9 milhões no segundo trimestre, queda de 11,2% ante um ano antes. A receita cresceu 1,2%, para R$ 2,08 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 0,6%, para R$ 435,9 milhões.


VULCABRAS teve lucro líquido recorrente de R$ 143,7 milhões no segundo trimestre, queda de 0,8% ante um ano antes. A receita cresceu 11,2%, para R$ 994,8 milhões, e o Ebitda recorrente avançou 9,3%, para R$ 208,6 milhões…


… Conselho aprovou novo programa de recompra de até 15 milhões de ações ou 13,56% dos papéis em circulação.


RD SAÚDE teve lucro líquido ajustado de R$ 432 milhões no segundo trimestre, alta de 7,4% ante um ano antes. A receita líquida cresceu 9,8%, para R$ 11 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 17,9%, para R$ 1,017 bilhão.


ONCOCLÍNICAS. Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial e concedeu à companhia seis meses de proteção contra credores.


TENDA teve lucro líquido consolidado de R$ 179,1 milhões no segundo trimestre, queda de 12,2% contra um ano antes. A receita cresceu 30,1%, para R$ 1,290 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 64,9%, para R$ 275,2 milhões.


YDUQS aprovou a 13ª emissão de debêntures, no valor inicial de R$ 1,1 bilhão, que poderá ser ampliado para até R$ 1,375 bilhão.


ENEVA recebeu autorização da Aneel para iniciar a operação comercial da UTE Azulão I, no Amazonas. A usina terá receita fixa anual de R$ 278,3 milhões por 15 anos, além de remuneração variável pela geração.


TAESA. Energizações nas concessões Tangará e Ananaí adicionaram R$ 141,9 milhões à Receita Anual Permitida no ciclo 2026/2027.


EQUATORIAL PARÁ. Aneel adiou para 11/08 a decisão sobre reajuste tarifário médio de 7,6% para os consumidores da distribuidora.


TOTVS cancelará 20 milhões de ações mantidas em tesouraria e aprovou novo programa de recompra de até 30 milhões de papéis, válido até 05/08/2027.


LATAM teve lucro líquido de US$ 125 milhões no segundo trimestre, com alta de 28% na receita, para US$ 4,2 bilhões, e Ebitda ajustado de US$ 713 milhões…


… A companhia iniciará a primeira fase da operação com aeronaves Embraer E195-E2 e incorporará gradualmente até 14 aviões entre novembro de 2026 e março de 2027.


JALLES MACHADO aprovou financiamento de R$ 300 milhões junto ao BNDES, no âmbito do programa Brasil Soberano, para apoiar a produção de açúcar orgânico afetada pelas tarifas dos Estados Unidos.


MOTIVA. Grupo Mover condicionou a renovação do acordo de acionistas à conclusão da venda de sua participação ao Bradesco BBI e à decisão do banco sobre a permanência no acordo.


IRANI aprovou R$ 7,9 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,03 por ação, com pagamento até 20/8.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Chico Graziano

Fundada em 1927 por imigrantes japoneses, a Cooperativa Agrícola de Cotia foi uma das entidades pioneiras na comercialização de batatas, legumes e frutas no Brasil. Entre seus protagonistas se encontra Américo Utumi.


Com formação em direito pelo Largo do São Francisco (USP), desde os 18 anos o nissei Américo Utumi trabalhava como auxiliar de escritório na Cooperativa de Cotia, onde permaneceu por 40 anos (de 1952 a 1992). Chegou a ser vice-presidente. Empolgante, atencioso, querido, seu carisma o guindou a cargos de representação no movimento cooperativista, brasileiro e mundial. Tornou-se, mais que amigo, um braço direito de Roberto Rodrigues, o grande líder do setor, que presidiu a Aliança Cooperativa Internacional.


Fizeram a unificação do sistema e elaboraram, junto com tantos outros idealistas, a Lei Nacional do Cooperativismo (Lei 5.764 de 1971), marco legal vigente.


Fruto de sua destacada atuação, Américo Utumi foi eleito presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo, cumprindo 3 mandatos, de 1981 a 1993. Nessa época o conheci, precisamente em setembro de 1993, quando trabalhava no Ministério da Fazenda, em São Paulo, auxiliando Fernando Henrique Cardoso na articulação do Plano Real junto à agropecuária.


A estabilização da economia brasileira seria doída para os agentes produtivos que estavam endividados. Era o caso da Cooperativa de Cotia.

Américo Utumi me orientou, aconselhou, demonstrando uma virtude muito própria da cultura japonesa, mas rara por aqui: rigidez moral. Frente aos indícios de desvios e fraudes, ele não titubeou em endossar uma espécie de intervenção. A Cooperativa de Cotia estava falida. É triste, mas essa é a história final de uma cooperativa agrícola exemplar, que chegou a ser a maior da América Latina. Sua atuação estimulou a formação de tantas outras, significando muito para o desenvolvimento da horticultura e da fruticultura nacionais. Foram fundamentais também para o desenvolvimento do agro no cerrado, a partir da colonização em são Gotardo (MG).

Américo Utumi morreu em 1º de agosto, aos 92 anos. Deixou-nos seu exemplo. Seu sonho o torna inesquecível.

Leia o artigo completo.
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BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Correção no petróleo, foco em Copom e balanços*


A temporada de balanços acelera com Itaú e Gerdau, após o fechamento, e o primeiro resultado da SpaceX desde o IPO, que coloca à prova o entusiasmo com a inteligência artificial


… Depois de a forte queda do petróleo aliviar, ao menos temporariamente, os temores de uma nova escalada militar no Oriente Médio, a commodity corrige parte do tombo com os sinais contraditórios sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz. Aqui, as atenções se voltam para a reunião do Copom, que começa hoje e deve confirmar amanhã mais um corte da Selic. A dúvida não é a decisão desta semana, mas o que o BC sinalizará para setembro. Antes disso, investidores acompanham a produção industrial de junho no Brasil e o relatório Jolts nos Estados Unidos, enquanto a temporada de balanços acelera com Itaú e Gerdau, após o fechamento, e o primeiro resultado da SpaceX desde o IPO, que colocará à prova o entusiasmo do mercado com a inteligência artificial.


UM DIA DE CADA VEZ – Depois de semanas reagindo a cada ameaça de escalada militar, investidores passaram a interpretar as declarações de Trump menos como verdade e mais como um indicativo das intenções da Casa Branca no curtíssimo prazo.


… Se o presidente dos Estados Unidos fala em negociação, a leitura é de que um novo ataque dificilmente ocorrerá nas próximas horas.


… Isso ontem foi suficiente para provocar uma liquidação de quase 5% no petróleo e devolver parte do apetite por risco aos mercados globais. No fechamento do pregão regular, o Brent era negociado a US$ 83,77 (-4,73%) e o WTI a US$ 80,34 (-5,11%).


… O movimento ocorreu mesmo sem uma mudança concreta no conflito.


… Depois de suspender os ataques planejados para o fim de semana, Trump voltou a falar grosso, como quem está no controle, dizendo que é a “última chance” para um acordo com Teerã. Chegou a prometer que o Estreito de Ormuz poderá ser reaberto já nesta terça-feira.


… Segundo ele, a primeira etapa das negociações prevê justamente a normalização da navegação pela principal rota de exportação de petróleo do mundo, antes do avanço para um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.


… O problema é que praticamente ninguém confirmou essa versão.


… O governo iraniano voltou a negar negociações diretas com Washington e afirmou que os contatos com Omã se limitam à discussão de uma rota temporária para garantir a navegação em Ormuz. Até mesmo autoridades americanas minimizaram as declarações de Trump.


… Fontes do governo de Donald Trump admitiram que não existe uma nova rodada de negociações marcada, mas apenas conversas indiretas, por meio dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner (o genro do presidente), com mediação de países da região.


… Os fatos no front da guerra também continuam recomendando cautela.


… O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e por Bab el-Mandeb segue muito abaixo do normal, segundo dados da MarineTraffic, enquanto seis superpetroleiros sauditas desviaram a rota para o sul da África após novas ameaças dos Houthis contra embarcações do país.


… Ao mesmo tempo, Teerã manteve o tom agressivo e voltou a alertar para o risco de ampliação do conflito.


… Ainda assim, para os mercados, bastou a percepção de que o risco de uma nova escalada militar diminuiu no curtíssimo prazo.


… A guerra continua longe de uma solução, mas os investidores parecem ter deixado de negociar o desfecho do conflito para negociar apenas a probabilidade do próximo ataque. E, por ora, Trump deu ao mercado um motivo para acreditar que esse ataque pode esperar mais um dia.


O CONSENSO DO COPOM – Diretores do Banco Central reúnem-se hoje na primeira sessão do Copom para a Análise de Conjuntura antes da decisão sobre a Selic, que será divulgada amanhã, quarta-feira, minutos após as 18h30. Não deve haver surpresa com o resultado.


… A expectativa amplamente majoritária é de corte de 0,25 ponto porcentual, levando a Selic para 14% ao ano. O suspense é o que virá depois.


… O consenso do mercado mudou nas últimas semanas. Se até pouco tempo a percepção era de que agosto marcaria o último corte do ciclo, a sequência de indicadores mais benignos passou a sustentar a avaliação de que setembro continua em aberto.


… A combinação de inflação mais comportada, sinais de moderação da atividade e queda do petróleo levou diversas instituições a revisarem as projeções, embora nenhuma espere que o Banco Central antecipe seus próximos passos.


… HSBC, XP, Santander e Itaú convergem na avaliação de que o Copom evitará qualquer guidance, mantendo a dependência dos dados.


… A expectativa é de um comunicado neutro, que reconheça a melhora recente da inflação e a desaceleração da atividade econômica, mas mantenha o balanço de riscos ainda assimétrico e preserve a flexibilidade para decidir reunião a reunião.


… O Santander e o Bank of America já projetam mais um corte de 0,25 ponto em setembro, levando a Selic a 13,75%, enquanto o Boletim Focus desta semana também passou a incorporar esse cenário pela primeira vez desde março.


… Para o HSBC, o cenário-base ainda é de uma pausa prolongada após agosto, embora o banco admita extensão do ciclo caso a inflação continue surpreendendo para baixo. A XP também considera que esse corte pode ser o último, mas não descarta reduções adicionais.


… A principal ressalva continuam sendo as expectativas de inflação. Mesmo com a melhora dos índices correntes, economistas seguem alertando que as projeções para os próximos anos permanecem acima da meta.


… A Bradesco Asset, por exemplo, reduziu sua projeção para o IPCA de 2026, mas continua vendo riscos relevantes ligados ao El Niño, aos preços de energia e ao comportamento dos alimentos.


… Já o Citi permanece entre as poucas instituições que ainda acreditam na manutenção da Selic em 14,25%, argumentando que a desancoragem das expectativas, a expansão fiscal às vésperas das eleições e a resiliência da atividade ainda recomendam cautela.


… Em suma, a decisão desta quarta-feira parece praticamente contratada. O que o mercado tentará decifrar será a redação do comunicado: se o Copom apenas deixará a porta aberta para setembro ou se começará a preparar o terreno para uma pausa ou para um novo corte.


BDM LIVE – O economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, fala hoje (10h) sobre a mensagem esperada para o comunicado do Copom, em entrevista a Rosa Riscala e Téo Takar. Confira: https://tinyurl.com/mtur5tbx.


AGENDA – Antes do Copom, o mercado confere o ritmo da desaceleração da economia com a produção industrial de junho no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o relatório Jolts abre a sequência de indicadores do emprego, que culmina com o payroll, na sexta-feira.


… Em pesquisa Broadcast, a mediana das estimativas da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de junho, às 9h, aponta queda de 0,6% na produção, após recuo de 0,2% em maio, refletindo principalmente a acomodação da indústria extrativa e do processamento de petróleo.


… Na comparação com junho do ano passado, porém, a expectativa é de aceleração, com alta de 3,0%, ante avanço de 0,2% no mês anterior.


… Mais cedo (5h), a Fipe divulga o IPC de julho, com a mediana das projeções apontando para alta de 0,03%, após avanço de 0,18% em junho, com desaceleração puxada principalmente pela queda dos preços dos alimentos e da gasolina.


… Às 11h, o Tesouro Nacional realiza leilão de NTN-B com vencimentos em 2031, 2037 e 2050, além de LFT para 2032.


… Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio divulga às 9h30 a balança comercial de junho, com expectativa de redução do déficit para US$ 72,4 bilhões, ante US$ 77,6 bilhões em maio. Já o relatório Jolts será conhecido às 11h.


… A mediana aponta para 7,40 milhões de vagas abertas em junho, abaixo dos 7,59 milhões postos registrados em maio.


SPACEX – Após a forte reação aos balanços de Microsoft e Amazon, a temporada de balanços entra em um novo teste para a inteligência artificial. A SpaceX divulga hoje, após o fechamento, seu primeiro balanço após o IPO.


… Desde a badalada oferta, a SpaceX acumula queda de cerca de 20% e de mais de 50% em relação à máxima.


… Os números da companhia poderão influenciar o humor do setor de tecnologia, especialmente diante das dúvidas sobre o retorno dos pesados investimentos em IA. Também após o fechamento, sai o balanço de AMD.


… Representantes das big techs terão reunião hoje com a Casa Branca, segundo o The Information.


… Ainda nesta terça, antes da abertura dos mercados, divulgam resultados HSBC, Lufthansa, BP, Whirlpool, Caterpillar e McDonald’s.


AFTER HOURS – Palantir deu show (+14,97%) depois de o lucro por ação ajustado saltar 156%, para US$ 0,41, superando de longe a projeção de US$ 0,3, e a receita com o governo americano dobrar para US$ 809 milhões.


… A empresa afirmou que a demanda por seu software de IA impulsionou a receita pelo 12º trimestre consecutivo.


ITAÚ – Aqui, a grande expectativa da temporada de balanços é o resultado do Itaú Unibanco, divulgado hoje após o fechamento.


… O mercado espera lucro de R$ 12,5 bilhões no segundo trimestre, alta de cerca de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo o banco como o mais rentável entre os grandes do setor.


… Além do lucro, os investidores estarão atentos ao crescimento da carteira de crédito, à qualidade dos ativos, como inadimplência e provisões (PDD), ao desempenho das receitas com tarifas e às sinalizações da administração para o segundo semestre.


MAIS BALANÇOS – A temporada do segundo trimestre acelera também na B3, com resultados de Gerdau, Gerdau Metalúrgica, GPA, Iguatemi, Prio, RD Saúde, C&A e Tenda, todos após o fechamento.


… Entre eles, Gerdau deve registrar um dos melhores desempenhos do trimestre, com expectativa de lucro de R$ 1,48 bilhão (+71% no ano), sustentada pela resiliência das operações na América do Norte e pela melhora das margens na América do Sul.


… Confira abaixo no Cias Abertas os balanços de BB Seguridade, BradSaúde e Marcopolo, divulgados ontem à noite.


CURTAS DA POLÍTICA – Depois de recuperar terreno na pesquisa BTG/Nexus, que mostrou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (45%) e Lula (46%), nesta segunda-feira, o senador sofreu novo revés no esforço para ampliar sua base de apoio.


… O Republicanos, que ficou de consultar seus diretórios estaduais sobre a participação de Tereza Cristina como vice na chapa, informou ao PL que a maioria de seus diretórios estaduais prefere manter a neutralidade.


… Hoje, Flávio participa da primeira sabatina da campanha eleitoral, promovida por O Antagonista e G4 Hub, a partir das 11h.


LULA. Já o presidente abre nesta terça-feira a série de entrevistas dos presidenciáveis promovida pela GloboNews e pelo G1, às 14h.


… No campo diplomático, uma nova sequência de ataques de Javier Milei a Lula complicou a tentativa de normalização das relações entre Brasil e Argentina – um tema que é tratado com cuidado pelo Planalto, em meio à exploração eleitoral do bolsonarismo.


MAIS PESQUISAS. Os institutos Genial/Quaest e Meio/Ideia divulgam amanhã novas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, com perguntas sobre o tarifaço dos Estados Unidos, a relação dos candidatos com Trump e as críticas de Flávio às urnas eletrônicas.


CONGRESSO. Retoma os trabalhos nesta semana, mas as votações só devem ganhar ritmo a partir do dia 10, por causa do calendário eleitoral.


… Entre as prioridades estão projetos ligados ao agronegócio, a PEC da Segurança Pública e propostas econômicas como o PLP dos Combustíveis e a política de minerais críticos. O governo também pretende avançar com a PEC do fim da jornada 6×1.


VÁLVULA DE ESCAPE – Sustentável ou não, o afastamento do petróleo da marca dos US$ 90 provocou queima dos prêmios de risco nos juros futuros, aqui e lá fora, na medida em que desarma a pressão sobre o canal inflacionário.


… Na véspera da decisão do Copom, ainda a novidade do boletim Focus de queda na projeção da Selic do ano, de 13,75% para 14%, animou as apostas de que o corte de juro esperado para amanhã possa não ser o último do ciclo.


… Vai depender de muita coisa: 1) de uma solução diplomática na guerra que garanta queda para valer do petróleo e esvazie as expectativas de inflação; 2) de uma postura dovish do Fed (que Warsh já deu a impressão que pode ter)…


… E mais importante que tudo, de um cenário fiscalmente responsável, no contexto eleitoral ainda indefinido.


… Entre os traders, a aposta de que o Copom cortará o juro também em setembro ainda continua majoritária (60%), mas segue bem próxima da precificação de uma pausa (40%), porque todo mundo quer ler antes o comunicado.


… Não que o mercado esteja confiando que o documento passará algum recado. Mesmo assim, espera por ele.


… Além do ajuste na Selic, o Focus trouxe ontem a perspectiva de alívio na inflação deste ano, de 5,12% para 5,03%, enquanto as estimativas para o IPCA de 2027 e de 2028 permaneceram em 4,22% e 3,80%, respectivamente.


… Encorajada pelas surpresas baixistas das últimas leituras da inflação, a Bradesco Asset reduziu a projeção do IPCA de 2026 de 5,4% para 5,1%, mas observou que os núcleos rodam em nível incompatível com a convergência à meta.



… Apesar dos riscos à volta, o alívio do petróleo nesta segunda-feira viabilizou queda consistente na curva do DI.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,805% (de 13,795% no ajuste anterior); Jan/28, 13,810% (contra 13,860% na véspera); Jan/29, 13,980% (14,096%); Jan/31, 14,190% (14,382%); e Jan/33, 14,355% (14,573%).


… Lá fora, depois do salto recente, a taxa da Note de dez anos voltou a operar abaixo de 4,70%, em 4,252%, contra 4,707% na última sexta-feira, enquanto a de dois anos caiu para 4,252% (de 4,267%), na cola do tombo do petróleo.


… Ninguém vai comprar tão fácil a perspectiva de uma solução rápida da guerra, marcada por tantas reviravoltas.


… Mas os Treasuries aproveitaram ontem para realizar lucro, depois de a credibilidade do Fed ter sido colocada à prova na semana passada pela percepção de que Kevin Wash pode ser mais tolerante com as pressões inflacionárias.


… Destoando dos três dissidentes da última reunião de política monetária, John Williams (presidente do Fed de Nova York) disse que a sua previsão é que a inflação caia na segunda metade deste ano e “ainda mais no próximo ano”.


… Ele garante que, se este prognóstico não se concretizar, o Fed não hesitará em responder com alta dos juros.


… O que preocupa o mercado é o medo de o BC americano se atrasar e não reagir tão rápido a eventuais choques.


ARIGATÔ – Quanto mais tempo o Fed demorar para apertar a política monetária, tanto melhor para o Japão, que tem apelado às intervenções cambiais para conter a fragilidade do iene, desencadeada pelo diferencial dos juros.


… Depois da recente atuação dupla do governo de Tóquio e de Trump, a moeda japonesa continuou subindo ontem (+0,28%), para 156,92 por dólar, mas o mercado mantém o debate sobre a eficácia das investidas no câmbio.


… Para a consultoria britânica Oxford Economics, o efeito das intervenções durará mais que em ofensivas anteriores, mas ainda será insuficiente para reverter a tendência fraca do iene, que deve voltar a 160 por dólar no fim do ano.


… Análise do Valor também pontua que, historicamente, as atuações no câmbio raramente conseguiram mudar uma tendência determinada por fundamentos. No máximo, reduziram a volatilidade e movimentos especulativos.


… Na visão da Capital Economics, a capacidade do Tesouro americano de influenciar o iene é mais simbólica do que efetivamente prática, já que as reservas dos Estados Unidos são limitadas para bancar uma intervenção prolongada.


… Cálculos na BBG indicam que, na sexta, o Japão teria gasto 5,33 trilhões de ienes (US$ 34 bilhões) para intervir.


… Ontem, o euro recuou 0,16%, a US$ 1,1510, a libra caiu 0,36%, a US$ 1,3432, e o DXY ficou estável (-0,02%), a 99,897 pontos. Por aqui, o dólar subiu 0,33%, a R$ 5,0870, com o real enfraquecido pela liquidação do petróleo.


… Mas considerando que o barril derreteu e que o Copom vai cortar a Selic amanhã e, eventualmente, pode até deixar contratado um novo corte em setembro, dá para dizer que a moeda brasileira se segurou muito bem ontem.


SAIU BARATO – Por ter forte peso individual dos papéis diretamente ligados às commodities, o Ibovespa já antecipava um dia desafiador, com o petróleo e minério de ferro (-2,85%) no alvo de um forte movimento vendedor.


… Vale (-2,15%; R$ 74,64) e Petrobras não resistiram (ON, -0,86%, a R$ 48,62; e PN, -0,85%, a R$ 43,05), e o índice à vista passou boa parte do pregão no vermelho, mas reagiu na reta final e fechou estável, aos 178.000,24 pontos.


… Chamou atenção o volume financeiro de apenas R$ 15,9 bilhões, ainda mais baixo do que as médias recentes.


… O contraponto para a bolsa zerar as perdas veio dos bancos e das ações mais dependentes ao ciclo econômico. O recuo dos juros futuros animou Hapvida (+5,59%), C&A (+3,60%), Vivara (+2,98%) e Magazine Luiza (+2,58%).


… No setor financeiro, em véspera de balanço, Itaú PN avançou 0,70% (R$ 43,17). Bradesco PN ganhou 0,65% (R$ 18,55) e Santander unit ampliou a alta (+1,08%, a R$ 28,93), mesmo depois do rali recente provocado pela OPA.


… CSN liderou as perdas do índice à vista e despencou 6,82%, para R$ 4,51, após o corte de rating pela Fitch.


… A B3 divulgou ontem a primeira prévia do Ibovespa, que irá vigorar entre setembro e dezembro, com a entrada das ações da Tenda e saída de Petrorecôncavo. A bolsa vai divulgar mais duas prévias este mês, nos dias 17 e 31.


… Em Nova York, rolou ontem uma dose de euforia com o tombo do petróleo e com as big techs. Meta (+6,02%), Microsoft (+4,93%), Alphabet (+4,88%) e Amazon (+4,58%) puxaram os ganhos, em meio à temporada de balanços.


… O Dow Jones renovou seu recorde histórico acima dos 53 mil pontos e subiu 1,32%, para 53.178,41 pontos. O S&P 500 registrou valorização de 1,48%, para 7.600,50 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 2,13%, a 25.913,90 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – BB SEGURIDADE teve lucro líquido de R$ 2,151 bilhões no segundo trimestre, em linha com as projeções do Broadcast…


… Conselho aprovou R$ 3,850 bilhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 1,983285 por ação, com pagamento em 03/09. As ações ficam ex-direito em 07/08.


BRADSAÚDE teve lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, alta de 24,8% ante um ano antes. A receita cresceu 10,8%, para R$ 13,8 bilhões, e o ROAE ficou em 25,8%.


SANTANDER. Brookfield negocia a compra da torre do banco no Complexo JK por cerca de R$ 2,3 bilhões, segundo o Metro Quadrado.


CSN CIMENTOS. Huaxin, consórcio formado por Votorantim e Cementir e Polimix seguem na disputa pela companhia, segundo o Valor Econômico. A proposta da Huaxin seria de R$ 12 bilhões.


ISA ENERGIA teve lucro líquido regulatório de R$ 174 milhões no segundo trimestre, queda de 32% ante um ano antes. A receita regulatória cresceu 20,9%, a R$ 1,2 bilhão, e o Ebitda regulatório avançou 22,5%, a R$ 967 milhões.


ENEL. Área técnica da Aneel rejeitou as alegações finais da companhia e manteve a recomendação de caducidade da concessão em São Paulo.


COGNA. Vasta aprovou a incorporação pela Somos e o resgate compulsório das ações dos minoritários, como parte da reorganização societária.


MOVIDA aprovou a 28ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,140 bilhão, para gestão de passivos e pré-pagamento de dívida.


PAGUE MENOS teve lucro líquido de R$ 71,1 milhões no segundo trimestre, alta de 41,6% ante um ano antes. A receita cresceu 8%, para R$ 3,99 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 11,7%, para R$ 409,3 milhões.


ODONTOPREV teve lucro líquido de R$ 115,7 milhões no segundo trimestre, queda de 20,8% ante um ano antes. A receita líquida cresceu 5,6%, para R$ 635,3 milhões.


VALID concluiu a aquisição do grupo HST Card Technology por R$ 73 milhões, a serem pagos ao longo de três anos.


MARCOPOLO teve lucro líquido de R$ 272,4 milhões no segundo trimestre, queda de 14,7% ante um ano antes. A receita cresceu 3%, para R$ 2,37 bilhões, enquanto o Ebitda recuou 15%, para R$ 338,6 milhões.


TEGMA aprovou a distribuição de R$ 75,2 milhões em dividendos e JCP, equivalentes a R$ 1,14 por ação, com pagamento em 18/08.


RUMO. Debenturistas aprovaram fiança bancária complementar de R$ 87,5 milhões do Banco ABC para a segunda série da 18ª emissão de debêntures.


MOTIVA. Grupo Soares Penido, Votorantim e Itaúsa manifestaram intenção de renovar o acordo de acionistas.


PARANAPANEMA homologou aumento de capital de R$ 5,9 milhões, com a emissão de 9,6 milhões de ações, e reduziu a dívida em R$ 5,8 milhões.

Credito de Carbono

"Tenho um forte propósito: apoiar a transição para uma economia de baixo carbono que não será financiada por discursos, mas através de ...