*Rosa Riscala: Copom abre nova fase dos juros*
A grande dúvida é o que o BC sinalizará para setembro, se indicará mais quedas, uma pausa ou se deixará todas as opções em aberto
… Com o petróleo abaixo de US$ 80, o Copom deve decidir hoje um novo corte de 25 pontos da Selic, para 14%. A grande dúvida é o que o BC sinalizará para setembro, se indicará mais quedas, uma pausa ou se deixará todas as opções em aberto, em meio a um ambiente marcado pelas incertezas fiscais e pelo avanço do calendário eleitoral. Nos Estados Unidos, a pesquisa ADP deve calibrar as expectativas para o payroll de sexta-feira, enquanto investidores esperam pelo acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. A temporada de balanços segue forte, com a repercussão de Itaú e SpaceX no after hours. Após o fechamento, sai Bradesco e, logo cedo, sai nova pesquisa da Quaest.
PETRÓLEO AFUNDA – O petróleo despencou pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira e voltou a ser negociado abaixo de US$ 80 por barril, com o mercado reagindo à perspectiva de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
… O Brent fechou em queda de 5,26%, a US$ 79,36, enquanto o WTI recuou 5,69%, para US$ 75,77, ampliando as perdas da véspera.
… O movimento ganhou força ainda pela manhã, depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que um acordo para reabrir Ormuz poderia ser fechado “entre hoje e amanhã”.
… Em seguida, a Al Arabiya informava que a reabertura completa da hidrovia poderia ser anunciada “nas próximas horas”, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, confirmava avanços nas negociações, embora tenha ressaltado que ainda não há um acordo final.
… Ao longo do dia, novas informações reforçaram essa percepção.
… A Associated Press informou que Irã e Omã avançam na negociação de um acordo para restabelecer a navegação pelo estreito, com rotas administradas pelos dois países e cobrança de taxas para garantir a segurança da via.
… Apesar do otimismo dos mercados, permanecem dúvidas sobre a viabilidade do acordo.
… O Irã insiste que negocia apenas com Omã, e não diretamente com os Estados Unidos, enquanto fontes do governo iraniano afirmam que um eventual entendimento entre Teerã e Mascate não garantiria a normalização da navegação sem o fim das ações americanas na região.
… Analistas da TD Securities avaliam que qualquer acordo continua sujeito a fracassar.
… Já o Mizuho afirma que as negociações têm como objetivo imediato reabrir o Estreito de Ormuz e restabelecer o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico, deixando para um segundo momento questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano.
… Os termos do eventual acordo, portanto, ainda permanecem nebulosos.
OPEP+ – A produção da Opep aumentou em 1,16 milhão de barris por dia em julho, puxada por Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.
… Mesmo assim, a oferta do cartel segue abaixo dos níveis registrados antes da guerra, em razão das interrupções no transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Vermelho.
RÚSSIA – Já as exportações russas de petróleo caíram para 3,9 milhões de barris por dia nas quatro semanas encerradas em 2 de agosto, o menor nível em sete semanas, segundo levantamento da Bloomberg.
COPOM GANHA ARGUMENTOS – Se dependesse do petróleo abaixo de US$ 80 e do tombo três vezes maior que o esperado na produção industrial do IBGE em junho (-1,8%), os juros futuros teriam caído. Mas o fiscal pegou antes do Copom.
… A curva operou na defensiva, diante da possibilidade de que o comunicado deixe a decisão de política monetária de setembro em aberto, em meio ao temor de que a não alternância de poder no Planalto piore as contas públicas.
… À espera de novas pesquisas eleitorais, os investidores observaram a dificuldade de Flávio Bolsonaro em reunir capital político junto ao Centrão para compor a sua chapa, vista como mais market friendly no quesito fiscal.
… Além disso, a sanção diplomática dos Estados Unidos contra o Brasil só ajudou a piorar o ambiente de negócios.
… Durante sabatina promovida por O Antagonista e G4 Hub, Flávio Bolsonaro se comprometeu com a proposta de promover um “tesouraço” na máquina pública brasileira, com redução da carga tributária e desburocratização.
… Ele citou a intenção de voltar a zerar o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo e de reduzir a alíquota do IOF para níveis próximos ao de 2022, além de rever o arcabouço fiscal, que qualificou de “calabouço fiscal”.
… A declaração repercutiu em entrevista do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ao podcast da Warren Investimentos, onde disse que seria “muito ruim” rediscutir a regra fiscal do zero neste momento.
… “Não adianta ter uma meta fiscal mais rígida sem os instrumentos para cumpri-la”, afirmou. Ele admitiu que o governo não tem bala de prata para resolver de vez a questão fiscal e defendeu maior flexibilidade no orçamento.
… Entrevistado ontem pelo BDM Live, o economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, apontou o fiscal como o “grande calcanhar de Aquiles”, com as medidas de estímulo do governo responsáveis pela deterioração nos últimos tempos.
… Segundo ele, se virar o ano (eleitoral) e o Brasil não passar por um ajuste, o País vai seguir pelo caminho errado.
… “Teria que fazer aqueles famosos 3Ds: desvincular, desindexar e desobrigar. Essa é a solução”, resumiu. “O mais fácil seria desindexar boa parte das despesas, especialmente previdenciárias, porque o Brasil está envelhecendo.”
… Além do contexto fiscal delicado, o Copom chega hoje à reunião de política monetária com o desafio das expectativas de inflação, que continuam rodando altas, apesar do alívio das últimas leituras da inflação corrente.
… “A inflação de 2028 é a mais importante agora e já estamos com projeção de 3,80%”, advertiu Serrano ao BDM, recomendando postura mais cautelosa do BC. O Bmg aposta em corte de 0,25 ponto e possível pausa em setembro.
… Serrano, no entanto, reconhece que o BC conta hoje com condições mais favoráveis para cortar a Selic, incluindo o IPCA-15 e as medidas dos núcleos, a pressão menor da renda dos salários e a desaceleração da atividade – o que pode evitar uma interrupção do ciclo.
BRASIL X EUA – A Casa Branca confirmou no fim do dia a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em mais um capítulo da escalada das tensões diplomáticas entre os dois países.
… Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta recíproca à decisão do governo brasileiro de negar vistos a dois diplomatas americanos e à demora na concessão do agrément para que Daniel Perez assuma a embaixada em Brasília.
… Washington afirmou que a decisão não representa a expulsão da diplomata e poderá ser revertida caso o Brasil aceite a indicação de Perez.
… Em nota, o governo americano disse que deu ao Brasil “todas as oportunidades para fazer a coisa certa”, classificou a medida como uma ação de reciprocidade e afirmou que outras providências continuam em avaliação.
… O Palácio do Planalto reagiu elevando o tom. Em nota, a Secom repudiou a revogação do visto, classificou a decisão como parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil” e acusou os Estados Unidos de tentar interferir na eleição presidencial de outubro.
… O governo também rejeitou os argumentos de Washington, afirmou que não existe prazo para a concessão do agrément e reiterou que negou os vistos aos funcionários do Departamento de Estado porque eles pretendiam questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
BRASIL X ARGENTINA – Além do estranhamento com os Estados Unidos, o governo brasileiro enfrenta a crise diplomática com a Argentina.
… Nesta terça-feira, o Itamaraty rebaixou a relação diplomática com a Argentina ao nível de encarregado de negócios, após uma nova série de ofensas do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
… O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará ao país enquanto Milei mantiver os ataques ao governo brasileiro. A decisão foi comunicada oficialmente ao embaixador argentino em Brasília por meio de uma nota de protesto.
… A medida foi tomada depois que Milei voltou a chamar Lula de “presidiário”, “ladrão” e “corrupto” em entrevista concedida após participar, no último fim de semana, do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
AGENDA DO MERCADO – Principal destaque do dia, a decisão de política monetária do Copom, que será anunciada após as 18h30. A expectativa praticamente unânime do mercado é de um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para 14% ao ano.
… Mais importante do que a decisão será o comunicado, que pode indicar se ainda há espaço para novas quedas ou se o ciclo será interrompido.
… Antes disso, a agenda doméstica começa com os PMIs composto e de serviços da S&P Global (10h). Às 11h30, o BC realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial e, às 14h30, divulga o fluxo cambial semanal e o Índice de Commodities Brasil (IC-Br).
… Nos Estados Unidos, após o Jolts mostrar queda na abertura de vagas mais intensa do que a esperada, investidores monitoram hoje a pesquisa ADP com a criação de empregos no setor privado (9h45). A expectativa é de abertura de 75 mil vagas em julho (98 mil em junho).
… Na sequência, saem o PMI composto e de serviços da S&P Global, às 10h45, e o ISM de serviços, às 11h – importante termômetro da atividade no maior setor da economia americana.
… Ainda às 11h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo, gasolina e destilados, acompanhados de perto depois da forte queda do petróleo nos dois últimos pregões e das expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.
… O mercado acompanha ainda discurso da diretora do Fed, Lisa Cook, às 17h, e uma conferência de Mary Daly (Fed/San Francisco), às 21h30.
SINAIS – Nesta terça-feira, em entrevista à CNBC, a dirigente do Fed Anna Paulson (Filadélfia) avaliou que a economia está forte, mas que a inflação continua “muito alta” e que o objetivo do BC americano ainda é reduzi-la.
… À noite, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, disse que algum tipo de aperto na política monetária será necessário para trazer a inflação de volta à meta de 2%. “Meu foco está totalmente na inflação, que continua alta demais.”
… Considerando que a última reunião do Fomc, na semana passada, teve três votos dissidentes em favor de uma alta do juro, essas indicações são importantes para formar expectativas para o próximo encontro de setembro.
BALANÇOS – A temporada de resultados segue intensa nesta quarta-feira, com destaque para Klabin, que divulga seus números antes da abertura do mercado, e para Bradesco, Axia Energia e Copel, que apresentam seus balanços após o fechamento.
… Para o Bradesco, a expectativa é de lucro líquido de R$ 7 bilhões no segundo trimestre, alta de 15,3% em relação a um ano antes.
… Segundo as instituições consultadas pelo Broadcast, se confirmados, os números reforçariam a tese de recuperação gradual da rentabilidade, sustentada pela expansão da carteira de crédito, receitas de serviços e bom desempenho da operação de seguros.
… A Axia Energia deve voltar a apresentar resultados robustos, impulsionados pelos ganhos com a modulação da geração hidrelétrica.
… O mercado espera Ebitda de R$ 6,64 bilhões, alta de 16%, e lucro líquido de R$ 2,19 bilhões, avanço de 49%, além da possibilidade de anúncio de dividendos ou recompra de ações.
… Para a Copel, a expectativa é de um trimestre sólido, puxado pelo segmento de distribuição. As projeções apontam para Ebitda de R$ 1,62 bilhão, alta de 8%, e lucro líquido de R$ 586 milhões, com crescimento de 2,5%.
… Já a Klabin deve registrar Ebitda ajustado de R$ 1,85 bilhão, queda de 9,1% na comparação anual. Apesar disso, analistas esperam recuperação sequencial dos negócios de celulose, papel e embalagens, favorecida pela ausência de paradas de manutenção e pela melhora operacional.
… Também divulgam resultados nesta quarta-feira Dexco, Engie, Auren, Boa Safra, Brava Energia, Riachuelo, Smart Fit, Totvs, Banco Inter e Vivara, todos após o fechamento do mercado.
… No exterior, a temporada de balanços continua com os resultados de Walt Disney, Glencore e Heineken, todos antes da abertura.
AFTER HOURS – Os balanços divulgados após o fechamento movimentaram o mercado no after hours de Nova York. A ADM liderou as perdas, com queda de 8,82%, seguida pela SpaceX, que recuou 7,46%. Entre os ADRs brasileiros, o Itaú subiu 1,22%, enquanto a Gerdau caiu 1,18%.
… O Itaú divulgou lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre, em linha com as expectativas. O banco manteve a inadimplência praticamente estável, ampliou a carteira de crédito e voltou a apresentar rentabilidade elevada, com ROE de 24,3%.
… O principal ponto de atenção ficou para o corte na projeção de crescimento das receitas de serviços e seguros em 2026.
… Após o balanço, o ADR de Itaú recuperou parte da queda no pregão da B3 (-2,48%), onde liderou as perdas do setor, refletindo os receios de que as sanções do governo dos Estados Unidos possam voltar a incluir a Lei Magnitsky.
… A Gerdau também entregou números em linha com o esperado. O lucro líquido avançou quase 70% na comparação anual, para R$ 1,47 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 33,9%, para R$ 3,43 bilhões, impulsionado mais uma vez pela operação da América do Norte.
… A companhia ainda anunciou dividendos de R$ 0,23 por ação.
… Já a SpaceX decepcionou os investidores apesar das metas ambiciosas apresentadas por Elon Musk.
… O empresário afirmou que pretende antecipar para 2030 a meta de alcançar US$ 1 trilhão em receita, prometeu lançar data centers no espaço já em 2027 e anunciou que a empresa passará a priorizar chips da Nvidia em seus projetos de inteligência artificial.
… Ainda assim, as ações caíram feio no after hours.
… Já a AMD superou as expectativas de lucro e receita, impulsionada pelo forte crescimento da divisão de data centers, mas também caiu após Musk anunciar que a SpaceX deixará de utilizar seus chips, optando exclusivamente pela arquitetura Blackwell, da Nvidia.
… Confira abaixo em Cias Abertas os outros balanços divulgados ontem à noite.
CURTAS DA POLÍTICA – Genial/Quaest (7h) e Meio/Ideia divulgam hoje novas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, com perguntas sobre o tarifaço, a relação com Trump e as críticas de Flávio às urnas eletrônicas.
PROCURA-SE. O PL afirma ter fechado o nome do vice de Flávio, que será anunciado hoje, às 11h.
… Ontem, três partidos cortejados pelo PL formalizaram neutralidade na disputa eleitoral: União Brasil, Podemos e o Republicanos, que frustrou a tentativa de Flávio de ter a ex-presidente da CEF Daniella Marques como vice.
… Em meio à falta de alianças, o PL pode ter que recorrer a um vice do próprio partido, numa chapa puro-sangue. Flávio sinalizou muitas vezes a intenção de escolher uma mulher, com o objetivo de falar com o eleitorado feminino.
… A pré-candidatura do senador tem exibido desidratação, especialmente diante dos escândalos do Master.
TETO DE VIDRO. De seu lado, a campanha de Lula à reeleição enfrenta o desgaste da revelação de que a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e suspeita de tráfico de influência, fez repasse ao ex-chefe de gabinete de Lula.
COMBINANDO COM OS RUSSOS. Lula e Putin conversaram por telefone ontem, durante uma hora, sobre o fortalecimento das relação bilaterais e sobre a guerra na Ucrânia, que já completa quatro anos e meio.
… Interlocutores do Palácio do Planalto já haviam informado que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a Lula, durante a Cúpula de Líderes do G7, na França, que conversasse com Putin para destravar as negociações.
ENCURRALADOS – Na véspera do Copom, os juros futuros chegaram a recuar pela manhã com o petróleo e a produção industrial fraca, que indicou desaceleração importante da atividade econômica. Mas o sinal mudou à tarde.
… A turbulência na relação diplomática do Brasil com Trump e o risco político-eleitoral-fiscal afetaram a curva.
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,795% (de 13,796% no ajuste anterior); Jan/28, 13,830% (contra 13,794% na véspera); Jan/29, 14,020% (13,974%); Jan/31, 14,210% (14,195%); e Jan/33, 14,340% (14,362%).
… Também o câmbio não escapou ileso ao trade eleitoral, que bate diretamente no fiscal, e teve de lidar ainda com a nova derrocada do petróleo, que isolou o real da tendência positiva de outras moedas emergentes.
… De volta ao patamar acima de R$ 5,10, o dólar à vista avançou 0,56%, para R$ 5,1155, destoando da estabilidade do índice DXY (-0,04%) lá fora, que fechou aos 99,858 pontos. O iene interrompeu o rali e caiu a 157,80 por dólar.
… O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, garantiu que o país fará “de tudo” para apoiar o iene, já que a estabilidade é importante para os Estados Unidos e impede uma depreciação mais ampla das moedas asiáticas.
… Entre as divisas europeias, o euro subiu 0,18%, a US$ 1,1532, e a libra esterlina ganhou 0,16%, a US$ 1,3450.
… Com o petróleo afundando rápido e esvaziando as pressões inflacionárias de curto prazo, as taxas dos Treasuries relaxaram: a da Note de dois anos caiu a 4,195% (de 4,252% na véspera) e a de 10 anos, a 4,618% (contra 4,252%).
NO TOPO – A desescalada da guerra e a safra positiva dos balanços em NY garantiram recordes de fechamento para os índices Dow Jones, em alta de 1,71%, a 54.085,94 pontos, e S&P 500, que subiu 1,79%, a 7.736,50 pontos.
… O Nasdaq não ficou para trás e disparou 2,59%, aos 26.584,99 pontos, em dia de brilho das ações de tecnologia.
… Antes do anúncio de seus balanços, AMD disparou 7% e Space X saltou 9,43% com a notícia de uma parceria com a e Nvidia (2,54%). Os papéis da Palantir impressionaram com uma arrancada de 29,5% depois de seu resultado.
… Para o economista Mohamed El-Erian, 80% dos resultados corporativos da temporada superaram as expectativas, reforçando a narrativa de uma “impressionante resiliência econômica” nos Estados Unidos.
… O Ibovespa ficou de fora da festa em Nova York, porque Petrobras não teve como se desviar da derrocada do petróleo e o investidor não conseguiu ignorar a incerteza eleitoral e a sanção diplomática dos americanos ao Brasil.
… Itaú estressou horas antes de seu balanço (-2,48%; R$ 42,10) e Bradesco PN também entrou na pilha: perdeu 1,67%, a R$ 18,22, na véspera de seu resultado trimestral. Já Santander unit emplacou nova alta: +0,59% (R$ 29,10).
… Em grande medida, o Ibovespa só fechou estável (-0,06%), aos 177.894,97 pontos, porque Vale compensou os riscos e abriu uma recuperação firme, com alta de 2,24% (R$ 76,31), no sentido contrário do minério (-0,43%).
… Por mais um pregão, o volume financeiro negociado na bolsa foi insignificante, de apenas R$ 17,2 bilhões.
CIAS ABERTAS NO AFTER – METALÚRGICA GERDAU teve lucro líquido ajustado de R$ 1,464 bilhão no segundo trimestre, alta de 69,7% ante um ano antes…
… A receita cresceu 2%, para R$ 17,871 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 33,9%, para R$ 3,426 bilhões…
… A companhia distribuirá R$ 0,11 por ação ON ou PN em dividendos, com pagamento em 14/09. As ações ficam ex em 20/08.
PRIO teve lucro líquido de R$ 413,3 milhões no segundo trimestre, salto de 169% ante um ano antes. A receita cresceu 160%, para R$ 1,223 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 218%, para R$ 878,6 milhões.
GPA teve prejuízo líquido consolidado de R$ 252 milhões no segundo trimestre, 16,2% maior ante um ano antes. A receita caiu 9,6%, para R$ 4,2 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 7,3%, para R$ 450 milhões.
CBA teve lucro líquido de R$ 410 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 73 milhões um ano antes. A receita cresceu 28%, para R$ 2,6 bilhões, e o Ebitda ajustado atingiu recorde de R$ 705 milhões.
IGUATEMI teve lucro líquido recorrente de R$ 133,8 milhões no segundo trimestre, receita de R$ 396 milhões e Ebitda recorrente de R$ 290,5 milhões, todos em linha com as projeções do Broadcast…
… A Fitch reafirmou o rating AAA(bra), com perspectiva estável, destacando a qualidade dos ativos, a elevada ocupação e a estrutura de capital conservadora.
C&A teve lucro líquido de R$ 177,9 milhões no segundo trimestre, queda de 11,2% ante um ano antes. A receita cresceu 1,2%, para R$ 2,08 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 0,6%, para R$ 435,9 milhões.
VULCABRAS teve lucro líquido recorrente de R$ 143,7 milhões no segundo trimestre, queda de 0,8% ante um ano antes. A receita cresceu 11,2%, para R$ 994,8 milhões, e o Ebitda recorrente avançou 9,3%, para R$ 208,6 milhões…
… Conselho aprovou novo programa de recompra de até 15 milhões de ações ou 13,56% dos papéis em circulação.
RD SAÚDE teve lucro líquido ajustado de R$ 432 milhões no segundo trimestre, alta de 7,4% ante um ano antes. A receita líquida cresceu 9,8%, para R$ 11 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 17,9%, para R$ 1,017 bilhão.
ONCOCLÍNICAS. Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial e concedeu à companhia seis meses de proteção contra credores.
TENDA teve lucro líquido consolidado de R$ 179,1 milhões no segundo trimestre, queda de 12,2% contra um ano antes. A receita cresceu 30,1%, para R$ 1,290 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 64,9%, para R$ 275,2 milhões.
YDUQS aprovou a 13ª emissão de debêntures, no valor inicial de R$ 1,1 bilhão, que poderá ser ampliado para até R$ 1,375 bilhão.
ENEVA recebeu autorização da Aneel para iniciar a operação comercial da UTE Azulão I, no Amazonas. A usina terá receita fixa anual de R$ 278,3 milhões por 15 anos, além de remuneração variável pela geração.
TAESA. Energizações nas concessões Tangará e Ananaí adicionaram R$ 141,9 milhões à Receita Anual Permitida no ciclo 2026/2027.
EQUATORIAL PARÁ. Aneel adiou para 11/08 a decisão sobre reajuste tarifário médio de 7,6% para os consumidores da distribuidora.
TOTVS cancelará 20 milhões de ações mantidas em tesouraria e aprovou novo programa de recompra de até 30 milhões de papéis, válido até 05/08/2027.
LATAM teve lucro líquido de US$ 125 milhões no segundo trimestre, com alta de 28% na receita, para US$ 4,2 bilhões, e Ebitda ajustado de US$ 713 milhões…
… A companhia iniciará a primeira fase da operação com aeronaves Embraer E195-E2 e incorporará gradualmente até 14 aviões entre novembro de 2026 e março de 2027.
JALLES MACHADO aprovou financiamento de R$ 300 milhões junto ao BNDES, no âmbito do programa Brasil Soberano, para apoiar a produção de açúcar orgânico afetada pelas tarifas dos Estados Unidos.
MOTIVA. Grupo Mover condicionou a renovação do acordo de acionistas à conclusão da venda de sua participação ao Bradesco BBI e à decisão do banco sobre a permanência no acordo.
IRANI aprovou R$ 7,9 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,03 por ação, com pagamento até 20/8.