sexta-feira, 13 de março de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,5% US tech -1,7% US Semis -3,4%  UEM -0,8% España -1,2% VIX 27,3% +3,1pb. Bund 2,94%. T-Note 4,26%. Spread 2A-10A USA=+57,5pb B10A: ESP 3,44%  PT 3,39%  ITA 3,73%   FRA 3,63%. Euribor 12m 2,46% (fut.12m 2,81%). USD 1,148. JPY 183,4. Ouro 5.091,6$. Brent 100,7$. WTI 95,7$. Bitcoin -0,6% (71.323$). Ether -0,3% (2.063$).


SESSÃO de quedas gerais nas bolsas e obrigações. Khamenei ameaçou manter o Estreito de Ormuz fechado e intensificar os ataques, o que provocou um novo aumento dos preços do petróleo bruto: o Brent superou os 100 $. Esta escalada do conflito aumento o receio de uma guerra mais prolongada e, principalmente, o seu impacto negativo em termos de inflação e crescimento do PIB.


Contudo, o cenário central continua a ser uma guerra curta, de algumas semanas, visto que os recursos do Irão são limitados e os EUA terão eleições de meio mandato em novembro. Pelo lado positivo, voltaram a destacar-se empresas vinculadas ao setor petrolífero (Infraestruturas EUA, Repsol) e Defesa. Recordemos que ambos os setores fazem parte das nossas recomendações de investimento. O dólar voltou a atuar como ativo-refúgio avalia a 1,148.


Hoje teremos macro nos EUA: o mais importante será o PCE (12:30 h): estima-se +2,9% e qualquer dado superior será recebido negativamente pelo receio de um aumento forte derivado do choque energético. Também será importante a Confiança da Universidade de Michigan, porque os inquéritos foram realizados a 17 de fevereiro e a 9 de março, pelo que receberão o sentimento real dos consumidores. O resto, impactará menos. A primeira revisão do PIB do 4T nos EUA (12:30 h) (+1,4% est. t/t anualizado) não acrescentará nada recente e tampouco os JOLTS (janeiro).


Os EUA ampliaram temporariamente (licença de 30 dias) as autorizações de compra, venda e entrega de petróleo russo que já estivesse carregado em navios antes de 12 de março. Com esta medida, trata de conter o preço em alta do petróleo, embora o Brent suba (+0,6%) até 101,1 $/barril. 

Quiçá hoje tenhamos uma sessão um pouco mais tranquila, mas como sempre ultimamente, tudo dependerá da geopolítica.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Sexta Feira,13 de Março de 2.026.


*Petróleo rouba cena do PCE*


A agenda movimentada tem ainda a revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30)


… Desconfiado de que Trump subestima a magnitude das turbulências, ao vender a ideia de um conflito curto, o mundo opera em risk-off e se prepara para interrupção prolongada no fornecimento do petróleo. Ontem à noite, na tentativa de contar os preços, os EUA relaxaram as sanções contra a Rússia pela primeira vez desde o início da guerra da Ucrânia. No Brasil, o pacote para baixar o diesel só gerou preocupação fiscal e foi interpretado como eleitoreiro. Com o petróleo explodindo, traders adiam os cortes do juro pelo Fed e, aqui, a uma semana do Copom, traders apostam que o ciclo pode começar mais tímido (0,25pp). A agenda movimentada de hoje tem o PCE de janeiro, revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30).


SINTOMA DE DESESPERO? – Para estabilizar o salto nos preços, Washington emitiu na noite de ontem uma licença válida por um mês para que países comprem petróleo russo e derivados que atualmente estão retidos no mar.


… Desde o início de março, o petróleo já explodiu em torno de 40% e acumula um rali de 70% no ano.


… A flexibilização temporária das sanções contra Moscou dá a medida do grau de estresse da administração de Trump com a escalada do petróleo para o nível mais alto em quase quatros anos, após cruzar os US$ 100 por barril.


… O anúncio ocorre um dia após os EUA informarem a liberação de 172 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, como parte do esforço coordenado da AIE, que injetará um total de 400 milhões de barris de petróleo.


… A AIE alertou que a atual interrupção na oferta é a maior da história do mercado global de petróleo.


… O Tesouro americano já havia emitido anteriormente, em 5 de março, uma dispensa de 30 dias especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo que estava retido no mar.


PACOTE DO DIESEL – O presidente Lula assinou decreto nesta quinta-feira para zerar o PIS/Cofins sobre o combustível e subvencionar o litro em R$ 0,32 na refinaria, na tentativa de conter o preço nas bombas em R$ 0,64.


… Para equilibrar o impacto fiscal e bancar o custo da subvenção e desoneração, com renúncia calculada de R$ 30 bi, o governo baixou MP com duração de 120 dias para estabelecer imposto de 12% sobre a exportação do petróleo.


… Apesar de Haddad ter vendido o pacote como neutro do ponto de vista fiscal, o mercado alerta que a arrecadação com o imposto, estimada pelo governo em R$ 15 bi, é insuficiente para cobrir as perdas com as demais medidas.


… Investidores não demoraram a apontar caráter eleitoreiro na iniciativa, coincidindo com a onda de pesquisas mostrando queda de popularidade do governo e perda da vantagem competitiva de Lula contra Flávio Bolsonaro.


… Vale relembrar que o PIS/Cofins sobre o diesel já foi zerado em crises de governo anteriores: por Temer, em 2018, para acabar com a greve dos caminhoneiros e por Bolsonaro, em 2022, quando estourava a guerra da Ucrânia.


… Na noite de ontem, o conselho de administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção do diesel (que ainda depende de análise da ANP) e informou que a decisão não altera sua estratégia comercial.


… Levantamentos apontaram que a defasagem dos valores dos combustíveis da Petrobras bateu níveis recordes nesta quinta-feira, desde a implementação da política de preços da companhia, em maio de 2023.


… O diesel, que não é reajustado há mais de 300 dias, está com preço até 75% abaixo do praticado lá fora (Abicom). A gasolina está quase 50% mais barata do que o produto importado, segundo cálculos da consultoria StoneX.


ATACA NOVAMENTE – O governo Trump abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil e uma lista de outros 59 países. O Representante Comercial norte-americano avalia concorrência desleal obtida com “trabalho forçado”.


PREVISÃO PARA O PCE – O dado de janeiro ainda não vai capturar as pressões inflacionárias que estão bombando por causa do petróleo. O índice de gastos com consumo devem apontar alta de 0,33%, contra 0,36% em dezembro.


… Na base anualizada, o indicador de preços deve desacelerar levemente, de 3% para 2,9%.


… Já a segunda leitura do PIB americano do quarto trimestre deve ser revisada em alta, para 1,8%, contra 1,4% na estimativa preliminar. Na comparação com igual período de 2024, o resultado deve se manter em 2,2%.


… Ainda nos EUA, saem as encomendas de bens duráveis em janeiro (9h30), com previsão de +1,4%, a prévia de março do sentimento do consumidor/Univ. Michigan (11h) e o relatório de emprego Jolts de janeiro (11h).


… A produção industrial de janeiro é destaque hoje na zona do euro (7h) e no Reino Unido (4h).


MAIS AGENDA – O IBGE divulga às 9h o volume de serviços prestados, que deve voltar para o terreno positivo em janeiro, após dois meses consecutivos de retração. A mediana no Broadcast aponta crescimento de 0,1% na margem.


… As estimativas variam de -1,2% a +1,0%. Em dezembro, houve queda de 0,4% e, em novembro, de 0,1%.


… Ainda às 9h, saem os dados regionais da produção industrial de janeiro e a produção agrícola em fevereiro.


… Às 10h30, o Ministério da Fazenda atualiza a sua grade de projeções para os principais indicadores econômicos (PIB e inflação), que servirá como um termômetro preliminar do impacto da guerra no Oriente Médio.


… O BC chamou para hoje, às 9h30, um leilão duplo no câmbio, conhecido no jargão do mercado como “casadão”, com a oferta simultânea de dólar à vista e de swap cambial reverso, ambas com valor de até US$ 1 bilhão.


… Analistas ouvidos pela Broadcast afirmam que o BC provavelmente busca aliviar uma pressão de alta no cupom cambial (que reflete o juro em dólar no Brasil) de curto prazo provocada pela diminuição de liquidez no spot.


… Operadores afirmam que a aversão ao risco no exterior com a guerra diminuiu o fluxo de recursos para cá.


SEM CPI – Zanin negou pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), que cobrava a instalação da CPI do Master na Câmara. Segundo o ministro do Supremo, há “deficiências” na ação apresentada pelo parlamentar.


… Não é possível afirmar, disse Zanin, que houve “omissão” ou “resistência pessoal” de Motta a instalar a CPI, como alegou o deputado. Esta semana, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido, redistribuído, por sorteio, a Zanin.


… A partir de hoje, no plenário virtual do STF, quatro ministros (Gilmar, Fux, Nunes Marques e André Mendonça) decidem se Vorcaro será mantido na cadeia. Toffoli se declarou suspeito. A votação deve durar uma semana.


TEBET – A ministra do Planejamento confirmou que deixará o governo até o final do mês para focar na pré-candidatura ao Senado por São Paulo, mudando, portanto, de domicílio eleitoral (ela é do Mato Grosso do Sul).


… Ainda não está definido o partido pelo qual irá disputar, mas é quase certo que Tebet deixará o MDB. A ministra terá reunião com o presidente Lula na semana que vem para definir quem será o seu sucessor na pasta.


… Entre os nomes mais cotados para assumir o Planejamento, estão a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti.


… Também chegou a circular o nome do atual secretário-executivo de Tebet, Gustavo Guimarães.


COMBUSTÍVEL – Mais ataques a navios e a refinarias no Oriente Médio e o primeiro discurso do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, alimentaram a alta de quase 10% do petróleo, que voltou a cravar a casa dos US$ 100.


… Mojtaba adotou tom radical em seu primeiro pronunciamento, afirmando que “certamente” manterá o Estreito de Ormuz fechado e seguirá com ataques a bases dos EUA. Ele também prometeu “vingança” pelas mortes iranianas.


… Diante da expectativa frustrada de desescalar a guerra e da dúvida se os 400 milhões de barris de reservas liberadas pela AIE são suficientes para amortecer o choque de oferta, a commodity voltou a disparar.


… O Brent para maio subiu 9,21% na ICE, para US$ 100,46 por barril, e o WTI para abril avançou 9,72%, a US$ 95,73.


FÓSFORO – A alta do petróleo para o nível psicológico dos US$ 100 reforçou as preocupações de Wall Street com a inflação, conforme fica claro que a guerra não deve acabar “em breve”, como sugeriu Donald Trump.


… O clima de incerteza fez o mercado empurrar para dezembro a possibilidade de o Fed fazer um novo corte de juros nos EUA, segundo levantamento do CME Group.


… O Dow Jones caiu 1,56%, aos 46.677,85 pontos; S&P 500 recuou 1,52% (6.672,58); e o Nasdaq, -1,78% (22.311,98).


… Petroleiras seguiram entre as principais altas: Chevron (+2,70%) e ExxonMobil (+1,29%). As companhias aéreas voltaram a cair: American (-4,44%), Delta (-2,03%) e United (-4,58%).


… Morgan Stanley caiu 4,05% depois de limitar resgates em um fundo de crédito privado. Segundo a Bloomberg, investidores tentaram retirar quase 11% dos ativos. Outros bancos sentiram: Goldman Sachs (-4,40%) e Citi (-3,38%).


ALARME DE INCÊNDIO – Depois de três pregões em alta, a bolsa brasileira levou um tombo e zerou os ganhos acumulados na semana, em meio ao cenário geopolítico conturbado e à alta da inflação além do projetado.


… O Ibovespa fechou em baixa de 2,55%, aos 179.284,49 pontos, com giro expressivo de R$ 35,6 bilhões. Além dos fatores externos e econômicos, a safra de balanços tem mostrado um quadro preocupante das dívidas corporativas.


… Os casos recentes de empresas que entraram com pedido de recuperação extrajudicial, como GPA e Raízen, e os sinais de alerta em outras companhias, como CSN e Oncoclínicas, pioraram a percepção de risco doméstico.


… Um cenário preocupante e que pode se agravar, caso o Copom adie os planos de redução da Selic ou adote um ciclo de afrouxamento mais lento, por causa do risco inflacionário decorrente da disparada do petróleo.


… Não à toa, os bancos tiveram perdas expressivas, já que costumam figurar nas listas de principais credores: Santander (-4,44%, a R$ 30,58), BB (-4,38%, a R$ 24,23), Bradesco PN (-2,76%, a R$ 19,39) e Itaú (-2,73%, a R$ 42,69).


… Vale teve baixa modesta (-0,76%; R$ 79,24), na contramão do minério (+1,34%), ao passo que Petrobras subiu timidamente (ON, +1,45%, a R$ 49,65; e PN, +0,45%, a R$ 45,00), se comparada à disparada do petróleo.


… Yduqs (-14,83%, a R$ 10,28) liderou as perdas do Ibovespa, seguida de CSN (-14,45%; R$ 6,10), ambas após balanços. Embraer veio a seguir, com queda de 11,01% (R$ 74,73).


… Entre as poucas altas do dia, SLC Agrícola (+4,34%, a R$ 17,56) puxou a fila, mesmo com prejuízo no seu balanço, seguida de MBRF (+3,16%; R$ 16,99).


SAÍDA DE EMERGÊNCIA – O cenário de inflação mais alta nos EUA nos próximos meses, desenhado pela disparada do petróleo, fortaleceu o dólar globalmente, mas a alta da moeda americana foi mais intensa diante do real.


… O câmbio doméstico praticamente apagou a queda acumulada nesta semana, com a combinação da piora externa com o risco fiscal, por conta das medidas anunciadas pelo governo para amenizar a alta do diesel.


… O IPCA acima do esperado, a expectativa de reajuste dos combustíveis e a deterioração do perfil de crédito das empresas, com os anúncios de pedidos de recuperação, completaram o quadro desfavorável para o real.


.. O dólar fechou em alta de 1,61%, a R$ 5,2423, próximo da máxima do dia (5,2493). Lá fora, o índice DXY subiu 0,50%, para 99,730 pontos. O euro caiu 0,47%, a US$ 1,1513, e a libra perdeu 0,50%, a US$ 1,3346.


EXTINTOR – Os juros futuros atingiram os maiores níveis deste ano, após sessão de forte acúmulo de prêmios, com o mercado embutindo o petróleo a US$ 100 e o IPCA de fevereiro (+0,70%) quase no teto das expectativas (+0,72%).


… Os avanços da commodity e da inflação jogaram ainda mais incerteza sobre a decisão do Copom da semana que vem, com o mercado apostando em um corte de 0,25 pp, e se perguntando até se o BC vai mesmo reduzir a Selic.


… Os DIs também reagiram às medidas anunciadas pelo governo para tentar amenizar o aumento no preço do diesel. Embora Fernando Haddad tenha dito que não haverá impacto fiscal, prevaleceu certa desconfiança entre os agentes.


… Depois de testar os 14%, o DI para janeiro de 2027 fechou a 13,995%, de 13,652% no ajuste anterior; Jan/29 foi a 13,525% (de 13,163%); Jan/31, a 13,805% (de 13,473%); e Jan/33, a 13,920% (de 13,628%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE aprovou cancelamento de 99,8 milhões de ações ON mantidas em tesouraria, equivalentes a 36,9% do total. Após a operação, a companhia manterá 170,3 milhões de papéis em tesouraria.


MAGAZINE LUIZA registrou lucro líquido ajustado de R$ 124,7 milhões no 4TRI25, queda de 10,5% em base anual. Ebitda somou R$ 867,3 milhões (+2,5%) e receita líquida foi de R$ 11,153 bilhões (+3,4%).


GPA. Bonsucex Holding e o empresário Silvio Tini elevaram participação conjunta para 23,025% das ações ordinárias da companhia.


ALLOS. A Cura Brazil, veículo de investimento do empresário Alexander Otto, vendeu 17,1 milhões de ações da companhia na B3 e reduziu sua participação de 6,8% para 3,4% do capital.


HYPERA registrou lucro líquido de R$ 449,8 milhões no 4TRI25, alta de 469,7% em base anual. Receita líquida somou R$ 2,237 bilhões (+48,1%) e Ebitda das operações continuadas foi de R$ 748,4 milhões (+446,7%).


ENERGISA registrou lucro líquido consolidado de R$ 975,2 milhões no 4TRI25, queda de 54% em base anual. Ebitda somou R$ 2,013 bilhões (+11,9%) e receita líquida ajustada foi de R$ 7,92 bilhões (+4,3%).


NEOENERGIA. O conselho de administração recomendou aos acionistas a aceitação da OPA da Iberdrola para fechamento de capital da companhia.


RAÍZEN. A Justiça de São Paulo aceitou o processamento do pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial da companhia, abrindo prazo de 30 dias para impugnações de credores.


SABESP fechou contrato para comprar 100% das cotas do Oceania Fundo de Investimento em Ações por R$ 171,6 milhões. O único ativo do fundo são 3,407 milhões de ações ordinárias da EMAE.


COPASA deixará de divulgar guidance de investimentos para 2026-2030 em meio ao processo de potencial oferta secundária de ações pelo governo de Minas Gerais no âmbito da desestatização…


… A companhia aprovou JCP de R$ 177,6 milhões, equivalente a R$ 0,4684 por ação. Papéis ficam ex em 24/03 e o pagamento será feito em 11 de maio.


AEGEA aprovou a 27ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, com prazo de oito anos.


TELEFÔNICA BRASIL. Acionistas aprovaram a redução de capital de R$ 4 bilhões, sem cancelamento de ações, com restituição de R$ 1,2517 por ação aos acionistas.


MOTIVA aprovou a 7ª emissão de debêntures da ViaQuatro, no valor de até R$ 1,829 bilhão, com prazo de sete anos.


GOL anunciou novas rotas internacionais de longo alcance a partir do Galeão para Paris, Lisboa e Orlando com aeronaves Airbus A330.


ÂNIMA teve prejuízo líquido de R$ 18,1 milhões no 4TRI25, revertendo lucro de R$ 15,9 milhões um ano antes. Ebitda ajustado foi de R$ 334 milhões (+13,7%) e receita líquida somou R$ 972,3 milhões (+8,6%).


EZTEC registrou lucro líquido de R$ 117,5 milhões no 4TRI25, queda de 7,2% em base anual. Receita líquida somou R$ 269 milhões (-36,9%).


MELNICK aprovou a recompra privada de até 3,1 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 2,03% do free float, para programa de incentivo de longo prazo.


RANDONCORP teve prejuízo líquido de R$ 231,3 milhões no 4TRI25, revertendo lucro de R$ 117,8 milhões um ano antes. Receita líquida somou R$ 3,21 bilhões (-1,5%) e Ebitda foi de R$ 167 milhões (-60,6%).


VITTIA registrou lucro líquido ajustado de R$ 32,1 milhões no 4TRI25, queda de 30,8% em base anual. Receita líquida somou R$ 258,1 milhões (+0,9%) e Ebitda ajustado foi de R$ 45,6 milhões (-25,6%).


NEOGRID. A Dalpe Gestão e Participações decidiu prosseguir com a OPA unificada para aquisição de controle e cancelamento de registro da companhia, com novo preço de R$ 30,89 por ação.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Vorcaro e o STF

 *Cresce a pressão para STF libertar Vorcaro*


Os votos de Mendonça e Fux serão pela manutenção da prisão preventiva. Gilmar e Nunes Marques se apresentam como incógnitas. Se o resultado for um empate, Vorcaro irá para casa — livre, leve e solto


"As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro (...) Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça. Quanto a esse último aspecto, foram identificados registros indicando que Daniel Bueno Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento."



https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/03/cresce-a-pressao-para-stf-libertar-vorcaro.ghtml

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,1% US tech +0,1% US Semis +0,6% UEM -0,7% España -0,5% VIX 24,2% Bund 2,93%. T-Note 4,23%. Spread 2A-10A USA=+57pb B10A: ESP 3,41% PT 3,34% FRA 3,57% ITA 3,67% Euribor 12m 2,552% (fut.12m 2,66%). USD 1,155. JPY 183,5. Ouro 5.168 $. Brent 99,2$. WTI 92,8$. Bitcoin -1,7% (69.465). Ether -1,9% (2.029$).  


SESSÃO: O conflito no Golfo intensifica-se e provoca uma nova sessão de quedas em obrigações e bolsas… exceto tecnologia americana, especialmente os semis. Os EUA já avisaram que antes de melhorar, as tensões aumentariam.


O ataque iraniano a navios força a paragem de infraestruturas petrolíferas no Golfo (Iraque, Omã) e China cancela exportações já acordadas de produtos refinados. O Brent volta a aproximar-se dos 100 $ apesar da AIE anunciar que irá liberar 400 M barris para aliviar o preço do petróleo enquanto o conflito decorrer. A inflação americana não dá surpresas em fevereiro: tanto a taxa geral como a subjacente repetem em 2,4% e 2,5%. Não recebe impacto recente nos carburantes, portanto teremos de esperar pelo dado de março (publicado a 10 de abril). Neste contexto, o mais provável é que a Fed espere para conhecer os dados antes de tomar alguma decisão sobre política monetária. Ainda mais ao considerar que em junho há mudança de liderança com a entrada de Warsh. 


Hoje é improvável uma melhoria do tom no mercado, exceto mudança no Médio Oriente. Quase sem referências económicas relevantes, a frente geopolítica continuará a marcar o ritmo. A Balança Comercial americana (12:30 h) não terá muito impacto à espera dos novos impostos alfandegários americanos. Na frente empresarial, a temporada de resultados está a terminar. Na Europa, BMW publicou resultados 4T fracos e RWE mistos.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira,12 de Março de 2.026.


*Petróleo assusta antes do IPCA*


Iraque interrompe operação de todos os terminais do país


… Trump tenta reforçar a mensagem de uma guerra curta, mas relatos na imprensa indicam que as forças americanas se preparam para pelo menos mais duas semanas de conflito. A ação coordenada da AIE de liberar o volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas emergenciais para o mercado não impediu a retomada do rali da commodity, que no início da madrugada ampliava a arrancada e voava novamente para os US$ 100, afundando os futuros das bolsas em NY. Os repiques da commodity voltam a colocar em xeque o grau de alívio do Copom, mantendo o suspense se o BC será mais conservador no início do ciclo de cortes da Selic. Em meio ao cenário já conturbado, para piorar as coisas, a inflação do IPCA de fevereiro promete pressão hoje (9h).


CAMPO MINADO – Nas primeiras horas desta quinta-feira, o barril escalava quase 10%, turbinado pelo ataque ao Porto de Basra, que levou o Iraque a interromper a operação de todos os terminais de petróleo do país.


… Dois petroleiros estrangeiros carregados com óleo combustível iraquiano pegaram fogo em águas iraquianas após serem atingidos por projéteis, informou o Wall Street Journal, citando autoridades portuárias iraquianas.


… O Bahrein disse que o Irã atacou tanques de combustível em uma instalação na província de Muharraq.


… A escalada dos ataques iranianos e a decisão do governo americano de suspender a escolta militar de petroleiros pelo Estreito de Ormuz estão diminuindo as esperanças de uma rápida retomada do tráfego na hidrovia.


… O comando militar do Irã afirma que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril. O país vem já realizou ataques nos últimos dias a tanques de armazenamento de combustível no porto de Salalah, em Omã.


… Paralelamente, Israel continua sua campanha de ataques contra o Hezbollah no Líbano.


… O governo Trump planeja liberar 172 milhões de barris da reserva emergencial de petróleo dos EUA como parte do esforço coordenado de nações ao redor do mundo para aliviar a alta dos preços da commodity.


… O volume faz parte do plano dos países membros da AIE para a liberação de um total de 400 milhões de barris. Apesar da iniciativa, o petróleo continua subindo com força e desafiando os prognósticos de uma guerra curta.


… Durante discurso a uma plateia ontem em Kentucky, Trump afirmou que os americanos destruíram 58 navios de guerra iranianos e 31 lança-minas e que as forças armadas estão muito adiantadas em relação ao cronograma.


… Embora tenha cantado vitória sobre a ofensiva militar (“nós vencemos”), disse que os Estados Unidos não querem ir embora “antes da hora” do Irã e devem permanecer até que todo o trabalho esteja concluído.


… Pelo desenrolar dos últimos acontecimentos, o desfecho da guerra não será tão rápido quanto Trump prega.


NO OLHO DO FURAÇÃO – O indicador oficial de preços do IBGE pega o mercado em alta tensão com a guerra e deve acelerar para 0,63%, contra 0,33% em janeiro. As projeções no Broadcast para esta leitura vão de 0,20% a 0,72%.


… Foco de preocupação do BC, a inflação de serviços deve puxar o IPCA, refletindo o reajuste nos cursos regulares de educação e a surpresa com a alta das passagens aéreas em fevereiro, que tradicionalmente caem no mês.


… No acumulado em 12 meses, o IPCA deve desacelerar de 4,44% para 3,74%. As previsões vão de 3,52% a 3,83%.


… A média dos núcleos deve ganhar força na margem, passando de 0,45% em janeiro para 0,57% em fevereiro.


… Entre as principais aberturas do IPCA, a expectativa é de avanço nos preços livres (0,26% para 0,81%) e serviços (0,10% para 1,49%). Já os serviços subjacentes devem repetir a variação do mês anterior de 0,57%.


… Já alimentação em domicílio (0,10% para 0,04%) e bens industriais (0,61% para 0,28%) devem perder ritmo.


… O presidente do BC, Gabriel Galípolo já apontou a inflação de serviços como um ponto de desconforto e atenção, devido à sua persistência em continuar rodando alta, impulsionada por um mercado de trabalho aquecido.


… O IPCA deve entrar hoje, junto com o petróleo, no debate sobre o espaço de relaxamento monetário que o Copom terá à frente. O ciclo poderá ser melhor calibrado, dependendo de como evoluir a dinâmica dos riscos geopolíticos.


… Ontem, abaladas pelo novo salto do petróleo, as apostas na curva a termo para a taxa Selic na reunião da semana que vem viraram de novo, com traders assumindo como majoritária a chance de só 0,25pp, ao invés de meio ponto.


… Às vésperas da reunião do Copom, o mercado também monitora um potencial reajuste dos combustíveis.


… Há 310 dias, a Petrobras não altera o preço do diesel, o que vem levando as distribuidoras a buscar volume extra nas refinarias. A estatal adotou, porém, o sistema de “cota-dia”, que limita a retirada aos contratos já efetuados.


… Ontem, a empresa realizou leilão de diesel para minimizar problemas de abastecimento no sul do País, em plena safra. As TRRs (Transportadores-Revendedores-Retalhistas) relatam restrição de fornecimento pelas distribuidoras.


… A venda de 20 milhões de litros do combustível saiu R$ 1,80 acima do preço cobrado nas refinarias da Petrobras.


… Fontes do Valor apontam que o preço se aproxima do valor do produto importado, o que indica que a estatal poderia usar o resultado do leilão para elevar o diesel em até R$ 1 por litro e se aproximar da cotação internacional.


SEM CACIFE ELEITORAL – Vitrine do governo para a reeleição de Lula, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 não surtiu até aqui o efeito esperado nas intenções de voto para a corrida presidencial.


… Pela primeira vez, a pesquisa Genial/Quaest apontou empate (41%) do presidente da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno da eleição. A margem de erro da sondagem é de 2pp.


… A vantagem de Lula vem diminuindo desde dezembro, quando Flávio anunciou a pré-candidatura. À época, a diferença entre os dois era de dez pontos porcentuais. Em janeiro, caiu para sete pontos e, em fevereiro, para cinco.


… Numericamente empatados agora, os dois têm alta rejeição. A de Lula subiu de 54% para 56% e a de Flávio se manteve em 55%. A desaprovação do governo Lula subiu de 49% para 51% e a aprovação caiu de 45% para 44%.


… Este é o pior resultado desde julho do ano passado, acendendo o sinal amarelo para interlocutores de Lula.


… Já no último dia 25, a pesquisa AtlasIntel apontou empate técnico entre o chefe do Executivo e Flávio Bolsonaro. A redução da distância também foi observada no levantamento mais recente do Datafolha, divulgado sábado.


PAUTA-BOMBA – A PEC dos agentes comunitários, já aprovada em outubro pela Câmara, avança no Senado. Davi Alcolumbre despachou texto para a CCJ, que é comandada por Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Lula…


… O governo estima impacto para as contas públicas de R$ 24,7 bilhões nos próximos 10 anos.


DANÇA DAS CADEIRAS – O secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti, é cotado para assumir o Planejamento após a saída de Tebet, que deve concorrer a uma vaga ao Senado por São Paulo pelo PSB.


… Outro nome cotado para assumir a pasta é a atual ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Nessa configuração, o secretário-executivo da Gestão, Cilair Rodrigues de Abreu, assumiria o lugar de Dweck.


… A ministra é considerada de confiança por Lula e tem um bom trânsito entre os demais ministros.


CRISE DE CREDIBILIDADE – O ministro do STF Cristiano Zanin foi sorteado para relatar a ação que pede a instalação de uma CPI do Master na Câmara. A redistribuição ocorreu após Toffoli se declarar suspeito para relatar o caso.


… Ele alegou motivo de foro íntimo. Toffoli ainda se declarou suspeito para votar no processo que levou Vorcaro à prisão. A segunda Turma do STF deve confirmar a manutenção da prisão em sessão virtual a partir de amanhã.


… Ministros do Supremo consultados pelo Valor consideraram positivo o afastamento rápido de Toffoli, que poupa a Corte de mais críticas, no momento em que o STF já vive uma crise de reputação envolvendo o banco de Vorcaro.


BALANÇOS –Magazine Luiza, Hypera, Energisa, Eztec e Vittia Fertilizantes soltam os resultados após o fechamento.


LÁ FORA – Nos EUA, às 9h30, saem os dados de janeiro da balança comercial e das construções de moradias iniciadas, além do auxílio-desemprego, que deve ter alta de dois mil pedidos, para 215 mil.


… A AIE publica relatório mensal de petróleo (6h) e os BCs da Turquia (8h) e do Peru (20h) decidem juros.


MINA DE PROBLEMAS – Como se viu, não adiantou Trump repetir que a guerra vai acabar “em breve”, nem a AIE liberar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas emergenciais para o mercado.


… Também o aumento informado pelo DoE de 3,824 milhões de barris nos estoques dos EUA na semana passada, acima do esperado (+1,1 milhão), não fez preço. A commodity retomou a trajetória de forte alta.


… Pesaram os relatos de novos ataques a navios na região do Estreito de Ormuz e a declaração do Irã, de que espalhou minas pela passagem marítima.


… O comando militar do país afirmou que “o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril”. Já os americanos afirmaram ter afundado 16 embarcações iranianas usadas para colocação das minas.


… A promessa de Trump, de que a Marinha escoltaria navios na travessia do Estreito, ainda não se tornou realidade. E fontes da Axios afirmaram que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.


… O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que serão necessárias “algumas semanas” para coordenar as escoltas de navios. O Brent para maio subiu 4,76%, a US$ 91,98. E o WTI para abril avançou 4,55%, a US$ 87,25.


FOGO CRUZADO – Wall Street não deu bola para o CPI de fevereiro (+0,3%), em linha com o esperado, porque o dado é anterior ao início da guerra. O petróleo continuou no centro das preocupações, a uma semana do Fomc.


… Com o investidor lidando com informações desencontradas da guerra, as bolsas não definiram tendência. O Dow Jones caiu 0,61%, aos 47.417,27 pontos; o S&P 500 recuou 0,08% (6.775,80); e o Nasdaq subiu 0,08% (22.716,13).


… A disparada da commodity impulsionou as petroleiras: Chevron (+2,95%) e ExxonMobil (+2,33%). E voltou a pressionar as companhias aéreas: American Airlines (-0,63%), United (-0,46%) e Delta (-0,22%).


… Oracle (+9,18%) foi destaque de alta entre as componentes do S&P500, após apresentar balanço acima das expectativas dos analistas.


PONTA FIRME – Petrobras ajudou mais uma vez a bolsa brasileira a resistir à volatilidade externa, com o Ibovespa cravando a terceira alta seguida, ainda que modesta, de 0,28%, aos 183.969,35 pontos.


… O giro foi menor do que o visto nas últimas sessões, de R$ 25,9 bilhões. Na esteira do petróleo, as ações ON da estatal subiram 4,89% (R$ 48,94), enquanto as PN ganharam de 4,36% (R$ 44,80), liderando as altas do índice.


… A Vale (-0,88%, a R$ 79,85) ignorou a alta do minério (+0,90%). Os bancos ficaram mistos: Santander (-0,78%; R$ 32,00) e Bradesco PN (-0,45%; R$ 19,94) em baixa; BB (+0,80%; R$ 25,34) e Itaú PN (+0,21%; R$ 43,89) em alta.


… Cury (+4,13%, a R$ 37,30) foi a terceira maior alta, após o balanço. Raízen foi a maior baixa (-5,77%; R$ 0,49), após pedir recuperação extrajudicial. MBRF (-4,24%, a R$ 16,47) e Cosan (-2,29%, a R$ 5,97) completam a lista negativa.


NÃO DEU BOLA – Outra prova de resistência veio do câmbio, com dólar estável (+0,03%, a R$ 5,1593), apesar do avanço da moeda americana lá fora. O juro elevado e o fato de o Brasil ser exportador de petróleo ajudaram o real.


… O noticiário eleitoral, mostrando empate numérico entre Lula e Flávio na pesquisa Genial/Quaest, não fez preço. E o BC confirmou forte fluxo cambial negativo na semana passada, de US$ 3,897 bilhões, com o estouro da guerra.


… Mas os números mais recentes da B3 indicam que, depois do susto inicial com o Irã, o estrangeiro está voltando ao Brasil. Entraram R$ 1,4 bilhão na bolsa na 2ªF, elevando o saldo positivo em março para R$ 2,2 bilhões.


… Lá fora, a continuidade do conflito reforça a busca por proteção no dólar, além de aumentar a incerteza sobre quando o Fed vai reduzir os juros americanos, diante dos riscos inflacionários.


… O DXY subiu 0,39%, para 99,215 pontos. O euro caiu 0,35%, a US$ 1,1571. E a libra ficou estável (-0,03%), a US$ 1,3416.


CHEIRO DE AUMENTO – A nova disparada do petróleo fez os juros futuros de vencimentos curtos e intermediários avançarem, com a expectativa de que a Petrobras anuncie em breve um reajuste de combustíveis.


… A uma semana do Copom, a preocupação com a inflação decorrente da guerra ganha relevância, consolidando a aposta de que o BC será mais cauteloso em seu ciclo de afrouxamento, com um corte inicial de apenas 0,25 pp.


… O dado de vendas no varejo, que mostrou alta de 0,4% em janeiro pelo conceito restrito, contrariando previsão de queda de 0,1%, e a pesquisa Genial/Quaest, que confirmou empate entre Lula e Flávio, não fizeram preço nos DIs.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,710% (de 13,549% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,200% (13,067%); Jan/31 a 13,495% (13,422%); e Jan/33 a 13,640% (13,607%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – CSN ampliou o prejuízo em mais de 8 vezes (748%) no 4Tri em base anual, para R$ 721,2 milhões. O Ebitda ajustado de R$ 3,325 bilhões ficou 19,8% acima da média das projeções do Prévias Broadcast…


… A receita líquida de R$ 11,4 bi registrou queda de 5,2% contra um ano antes, mas veio 5,5% acima do previsto…


… Benjamin Steinbruch, CEO da CSN, pode anunciar hoje um acordo com os bancos para a obtenção de um empréstimo-ponte de até US$ 1,5 bi. (Lauro Jardim/O Globo)…


… Proposta na mesa prevê juros de 14% a 15% ao ano em dólar, com os ativos da CSN Cimentos em garantia.


CSN Mineração registrou lucro líquido de R$ 1,194 bilhão no quarto trimestre de 2025, queda de 40,8% contra igual intervalo de 2024. A cifra superou em 85,9% as estimativas das casas consultadas pelo Prévias Broadcast…


… O Ebitda ajustado fica em R$ 1,761 bilhão, baixa de 12,6% contra igual período de 2024, mas acima do R$ 1,563 bilhão estimado. Já a receita líquida totalizou R$ 4,109 bilhões, em linha com os R$ 4,2 bilhões indicados.


VALE. TRF-6 suspendeu julgamento de recursos que podem reverter absolvição da empresa e da BHP no processo criminal sobre rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Análise deve ser retomada em junho.


RAÍZEN informou que a Baillie Gifford passou a deter 66.962.600 ações PN, equivalentes a 4,93% do total emitido.


GPA. A Fitch rebaixou o rating nacional de longo prazo da companhia de CCC(bra) para C(bra) após o acordo com credores para apresentação de plano de recuperação extrajudicial…


… O Citi decidiu interromper a cobertura do grupo após o pedido de recuperação extrajudicial da companhia. A última recomendação era de venda, com preço-alvo de R$ 2,80.


DIA. A rede de supermercados do empresário Nelson Tanure pediu à Justiça de São Paulo o encerramento antecipado de sua recuperação judicial, prevista para outubro de 2026, segundo a Folha.


AZZAS 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões no 4TRI25, queda de 0,5% em base anual. Receita bruta somou R$ 4,12 bilhões (-2,3%) e Ebitda recorrente foi de R$ 501,1 milhões (-3,5%).


GRUPO SBF aprovou a 4ª emissão de debêntures, no valor total de R$ 600 milhões. Os recursos serão usados para reforço de caixa e pagamento de dívidas.


AXIA ENERGIA concluiu leilão de 108.961 frações de ações preferenciais classe C na B3, ao preço médio de R$ 58,54 por papel, após bonificação aprovada em dezembro.


VIBRA ENERGIA registrou lucro líquido de R$ 679 milhões no 4TRI25, alta de 33,1% em base anual. Receita líquida ajustada somou R$ 50,45 bilhões (+13,5%) e Ebitda avançou 100,5%, para R$ 2,62 bilhões.


BRAVA ENERGIA registrou prejuízo de R$ 588 milhões no 4TRI25, redução de 43% ante o 4TRI24. Receita líquida somou R$ 2,5 bilhões (+31%) e Ebitda foi de R$ 509 milhões (+29%).


TAESA informou que o ONS liberou a energização do reforço na subestação Itacaiúnas (PA), referente à instalação do segundo banco de reatores da concessão ATE III…


… Com isso, concessão passa a receber RAP adicional de cerca de R$ 6,7 milhões ao ano, com efeitos retroativos a 4 de março.


COGNA reportou lucro líquido de R$ 220 milhões no 4TRI25, queda de 76,2% em base anual. Receita líquida somou R$ 2,20 bilhões (+1,9%) e Ebitda recorrente foi de R$ 769,1 milhões (-5,3%).


YDUQS reverteu lucro e registrou prejuízo de R$ 49,5 milhões no 4TRI25. Receita líquida somou R$ 1,3 bilhão (+3%) e Ebitda foi de R$ 361,8 milhões (+0,1%).


CURY registrou lucro líquido de R$ 270,1 milhões no 4TRI25, alta de 62,9% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,4 bilhão (+37,2%) e Ebitda foi de R$ 355 milhões (+50,3%).


PLANO&PLANO registrou lucro líquido de R$ 133,4 milhões no 4TRI25, alta de 52,3% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,07 bilhão (+59,9%) e Ebitda foi de R$ 176,6 milhões (+46,1%).


LAVVI registrou lucro líquido de R$ 104,6 milhões no 4TRI25, queda de 13% em base anual. Receita líquida somou R$ 539,1 milhões (-8%) e Ebitda foi de R$ 129,4 milhões (-21%).


TENDA fará liquidação parcial de contratos de derivativos referenciados em 386.601 ações firmados com o Santander. Conselho também aprovou recompra de até 385.601 ações para programa de incentivo de longo prazo.


SLC AGRÍCOLA teve prejuízo líquido de R$ 70,8 milhões no 4TRI25, piora de 37,9% na comparação anual. Receita líquida somou R$ 2,27 bilhões (+15%) e Ebitda ajustado cresceu 3,6%, para R$ 633,1 milhões.


MOURA DUBEUX registrou lucro líquido de R$ 111,9 milhões no 4TRI25, alta de 148,9% em base anual. Receita líquida somou R$ 704,7 milhões (+91,6%) e Ebitda ajustado foi de R$ 138,0 milhões (+159%).


JSL. O Citi rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra e elevou o preço-alvo de R$ 7,60 para R$ 8,00.


ESPAÇOLASER encerrou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 34,9 milhões, alta de 49,6% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,1 bilhão (+7,7%) e Ebitda ajustado foi de R$ 256 milhões (+15,2%).


FEBRABAN. Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, deve substituir Luiz Carlos Trabuco no comando do conselho diretor da Federação dos bancos, segundo fontes do Valor.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Escarnio, OESP

 *Escárnio*


Explicação da mulher de Moraes sobre o contrato multimilionário com o Master ofende a inteligência alheia. A PGR tem o dever de investigar as suspeitas, mas, por ora, omite-se inexplicavelmente


Há explicações que podem convencer um juiz. Outras talvez satisfaçam um cliente. E há as que não parecem destinadas a convencer ninguém – apenas a testar até que ponto o público tolera ser tratado como idiota. Após três meses de silêncio, a nota divulgada pelo escritório da mulher e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para explicar o contrato com o Banco Master pertence a essa categoria.


O Estadão consultou 13 advogados de bancas de elite e demonstrou que o contrato de R$ 129 milhões do Barci de Moraes Advogados, que teria vigorado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 a uma remuneração mensal entre R$ 3,6 milhões e R$ 5,8 milhões, é absolutamente incompatível com o mercado. Mesmo adotando os preços do topo, o conjunto de atividades descritas na nota – reuniões, pareceres, revisão de políticas internas – dificilmente ultrapassaria R$ 7,8 milhões, no total.


Honorários superiores a R$ 100 milhões são raros e normalmente estão associados a disputas fiscais ou operações societárias bilionárias envolvendo batalhões de advogados e múltiplos escritórios. Os especialistas questionaram ainda o gabarito técnico da banca dos Moraes nas áreas contratadas. Segundo apuração de O Globo, nunca desmentida, apenas entre 2023 e 2024 o patrimônio da mulher do ministro aumentou 232%, de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões. Um fenômeno.


Ou Viviane de Moraes se transformou repentinamente na mais disputada advogada do Brasil, quiçá do mundo, ou todos os brasileiros estão autorizados a suspeitar que o contrato comprou serviços inconfessáveis.


O negócio compõe um mosaico de indícios: encontros pessoais entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e Alexandre de Moraes; mensagens interceptadas pela Polícia Federal tratando de interesses do banco (incluindo no dia da prisão do banqueiro); e contatos institucionais sensíveis, como com o Banco Central. Nada disso, tomado isoladamente, é crime. Mas, no conjunto, esses indícios compõem uma base objetiva que demanda investigação imediata. O mesmo vale para os vínculos do ministro Dias Toffoli com estruturas financeiras ligadas a Vorcaro, e suas decisões judiciais enquanto relator do caso Master.


Se fossem aplicados nesse caso os mesmos critérios que Moraes usou em processos recentes, o ministro estaria agora em sérios apuros. Moraes, por exemplo, já tratou o apagamento de mensagens em celular como ocultação de provas. Agora, há indícios de que o ministro tenha feito o mesmo com as mensagens trocadas com Vorcaro.


Uma vez que os próprios ministros Moraes e Toffoli se recusam a expor tudo às claras, a responsabilidade de dissipar – ou confirmar – as suspeitas caberia, antes de tudo, ao Ministério Público. Mas também aqui os princípios são elásticos. Em outros episódios, o procurador-geral, Paulo Gonet, amigo e apadrinhado de Moraes, já demonstrou um zelo incomum – como no caso do empresário ostensivamente investigado após supostamente hostilizar Moraes em um aeroporto, ou do ex-assessor de Moraes que, após expor evidências de manipulações processuais pelo ministro, ao invés de ser ouvido como testemunha, foi convertido em réu. Compare essa urgência fulminante com a paciência quase geológica no caso Master.


A percepção é de que a aplicação da lei pode variar, entre sonolenta e draconiana, conforme a posição institucional de quem está sob suspeita. Pela lógica constitucional, o poder emana do povo, aqueles que o exercem estão a seu serviço e, como bons funcionários, devem prestar contas de seus atos. Mas as autoridades togadas invertem essa lógica e tratam o poder como se fosse coisa sua, e os cidadãos como seus serviçais.


Pior do que uma explicação implausível é a sensação de que ela foi formulada na expectativa de que ninguém ousará questioná-la. Quando autoridades acreditam poder oferecer versões que desafiam a aritmética e o senso comum sem sequer enfrentar uma investigação, algo está profundamente pervertido na ordem republicana. O ministro Alexandre de Moraes já demonstrou inúmeras vezes que seu respeito pela lei é seletivo. Poderia ao menos respeitar a inteligência alheia.


https://www.estadao.com.br/opiniao/escarnio/?utm_source=estadao:app&utm_medium=noticia:compartilhamento

Crusoé

 https://crusoe.com.br/diario/por-que-toffoli-e-moraes-ainda-sao-ministros-escarnio/


*Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio*


_A lei precisa permanecer distinguível da vontade particular de quem a interpreta. Sem essa distinção, a própria ideia de direito adquire contornos incertos_


Num país não disfuncional como o Brasil, esta pobre nação imersa numa apedeutocracia cleptomaníaca, fertilizada por séculos de corrupção e desvios morais de toda espécie, Toffoli e Moraes já estariam (quando não presos) sumariamente afastados da mais alta corte judicial do país, com vidas devassadas, computadores e celulares sequestrados, sigilos bancários quebrados e investigados linha a linha. Mas somos o Brasil... Até quando esse Brasil?


Há tipo de inquietação moral que emerge em certas épocas da vida política e que não se deixa reduzir facilmente a um desacordo partidário ou a uma indignação passageira com decisões específicas.


Ela surge como uma sensação difusa de que algo no equilíbrio entre poder e responsabilidade deixou de soar convincente (mesmo que jamais tenha sido de fato convincente).


Ora, as pessoas podem não dominar os detalhes jurídicos das instituições, podem não acompanhar de perto os procedimentos formais, mas percebem que existe uma expectativa implícita em qualquer ordem política estável: aqueles que ocupam as posições mais altas de autoridade devem ser também aqueles cuja conduta suporta o escrutínio mais severo e as mais altas exigências.


Essa expectativa tem uma simplicidade quase instintiva. Ela não floresce em teorias constitucionais sofisticadas, mas numa intuição bastante elementar de justiça.


O poder, sobretudo o poder investido de legitimidade institucional, carrega consigo a ideia de prestação de contas (os antigos gregos, vejam vocês, pelo 7 século a. C. já tinham um nome para tal prestação... eram as “euthynai”).


Em muitas circunstâncias da vida comum, isso parece evidente demais para precisar ser formulado.


Um juiz julga, um governante governa, um legislador legisla, e a confiança pública sustenta esse arranjo enquanto permanece a impressão de que os limites do cargo continuam sendo reconhecidos por quem o exerce.


A dificuldade toma forma no momento mesmo em que esse arranjo social começa a produzir uma impressão diferente. Devemos naturalizar a presença de suspeitos de conduta criminosa na condução dos processos institucionais?


Há de vir certo amargo na boca... sem grandes reflexões filosóficas, não? Ou perdemos completamente o que em bom português chamaria logo de “vergonha na cara”?


Os gregos, sempre eles, tinham uma sensibilidade muito refinada para o fenômeno que chamavam de “hybris”, uma forma de excesso que surgia quando a autoridade deixava de reconhecer os limites que originalmente justificavam sua existência.


A palavra aparece com frequência nas tragédias ... mas sua função ultrapassava o campo literário. A tragédia era também um exercício coletivo de reflexão sobre os perigos inerentes ao poder.


Na Atenas democrática, onde os cidadãos participavam diretamente das decisões públicas, essa preocupação adquiria uma intensidade especial.


O julgamento de Sócrates permanece como um episódio revelador dessa ambiguidade. O tribunal que o condenou não era uma instituição clandestina ou ilegítima.


Tratava-se de um órgão reconhecido da cidade, composto por cidadãos investidos da autoridade de julgar.


Ainda assim, o episódio atravessou os séculos como símbolo de um erro que parecia incompatível com a própria ideia de justiça.


Platão registrou esse momento com uma sobriedade desconcertante, mostrando um homem que continuava fiel à razão enquanto a autoridade institucional se movia em outra direção.


A cena é frequentemente lembrada como exemplo da fragilidade das decisões humanas, mas talvez diga algo mais específico sobre a relação entre instituições e confiança pública.


Tribunais não vivem apenas de regras escritas ou de procedimentos formais.


Existe uma dimensão menos tangível que envolve prestígio moral, credibilidade e uma certa disposição coletiva para aceitar decisões difíceis.


Uma comunidade política tolera derrotas jurídicas e até (infelizmente) injustiças pontuais enquanto preserva a sensação de que o sistema, no conjunto, continua comprometido com alguma forma reconhecível de justiça.


Pensadores liberais modernos refletiram longamente sobre essa questão porque sabiam que o poder institucional tende a desenvolver uma dinâmica própria.


Friedrich Hayek insistia que o Estado de Direito depende menos da presença de tribunais e mais de uma cultura política que preserve a primazia de regras gerais e impessoais.


A lei precisa permanecer distinguível da vontade particular de quem a interpreta. Sem essa distinção, a própria ideia de direito começa a adquirir contornos incertos.


A advertência não nasce de pessimismo exagerado. Ela parte de uma observação bastante sóbria da experiência histórica. Instituições são compostas por pessoas e as pessoas respondem aos incentivos do ambiente em que vivem.


Autoridade prolongada, ausência de mecanismos claros de responsabilização e a sensação de que certas posições estão protegidas contra questionamentos diretos tendem a alterar gradualmente o comportamento humano.


Nem sempre esse processo assume a forma de abuso explícito, como temos visto atualmente na Zumbilândia brasileira.


Em muitos casos, ele aparece como uma mudança sutil de atitude, um aumento da autoconfiança institucional, uma disposição crescente para expandir interpretações e competências.


Esse fenômeno se torna especialmente delicado no caso dos tribunais superiores.


Uma corte constitucional ocupa uma posição singular dentro da estrutura política. Sua função consiste em interpretar a lei em última instância e proteger certos princípios fundamentais contra oscilações da política cotidiana.


Essa posição, por óbvio, exige certa independência e um grau significativo de proteção institucional. Sem isso, o tribunal se tornaria apenas mais um ator submetido às pressões do momento.


Ao mesmo tempo, essa proteção cria uma situação curiosa. Quanto mais elevada se torna a posição institucional de um tribunal, mais difíceis se tornam os mecanismos de controle efetivo sobre ele.


O sistema político costuma confiar que a própria formação intelectual e ética dos magistrados funcionará como limite interno. Ledo engano. Somos sempre humanos.


No específico caso da mais alta corte brasileira, ministros não “acham” que não devem se submeter a qualquer código de conduta. Eles têm certeza.


Essa coisa de lei, regra, controle de abusos subjetivos é algo para gente “menor”; homens e mulheres divinos, aparentados do Olimpo, não devem ser cerceados em suas superiores determinações.


A perplexidade talvez seja a emoção mais reveladora nesse cenário. É um escárnio.


Não trato aqui de hostilidade permanente contra as instituições. Pelo contrário, instituições fortes costumam depender de um certo grau de confiança pública. O ponto delicado está em manter viva a possibilidade de questionamento.


Sociedades que perdem completamente essa capacidade tendem a transformar a autoridade institucional em algo rígido e autorreferente. Neste ponto, passamos todos a um estágio de condenação que inviabiliza processo civilizatório.


Na prática, a vida política raramente oferece soluções perfeitamente claras para esse tipo de tensão.


Muitas vezes, o sistema segue adiante com pequenos ajustes, sem que ocorra qualquer ruptura dramática.


Em outras ocasiões, as tensões acumuladas acabam produzindo reformas ou mudanças institucionais mais amplas. Imaginem vocês em que ponto estamos.


Enquanto isso, perguntas incômodas continuam circulando no debate público.


Elas reaparecem em conversas informais, em artigos de opinião, em discussões jurídicas mais técnicas.


Não desaparecem facilmente porque tocam em algo fundamental para a imaginação política de uma comunidade. O exercício do poder permanece sempre acompanhado pela expectativa de que esse poder reconheça algum tipo de limite.


Estamos em ponto de inflexão de nossa história. Ou o Brasil se reencontra num pacto mínimo de moralidade factível (mesmo nessa apedeutocracia cleptomaníaca) ou agonizará por mais tantas décadas em meio ao lixo, ao chorume estatal que nos lidera.

Simples assim.

Dennys Xavier é escritor, tradutor e PhD em Filosofia

Instagram: prof.dennysxavier

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