sábado, 8 de agosto de 2026

Marcola é Lula



"As notícias que se sucedem diariamente _ sobre a relação de um número impressionante de autoridades no topo de nossas mais importantes instituições do Estado com a corrupção e negócios escusos _ deveriam deixar claro para toda a população brasileira que a vitória de uma das facções mafiosas em um ciclo eleitoral (seja por ser a nossa preferida, a menos odiada, ou uma combinação dessas duas coisas), além de não representar a "vitória definitiva do bem sobre o mal", também não significará um avanço institucional na direção da conformidade com o bem comum e o interesse público.


A conclusão de quem observa a sucessão de notícias é a de que a "moeda em circulação" no país, com a qual disputamos o cara ou coroa eleitoral, é falsa.


Infelizmente, a "galera militante" (que se orgulha de não ser omissa ou isenta) não está nem aí para esse "detalhe"... e está preocupada unicamente se "vai dar cara", ou se "vai dar coroa".


A verdade é que a face do populista, estampada no lado da moeda que cairá para cima na eleição, não irá mudar nem o fato de que usamos uma moeda falsa... nem o fato de que o processo político em nosso país se tornou uma farsa, um jogo de cartas marcadas completamente dissociado de qualquer um dos princípios e causas nobres usados no discurso dos oportunistas que lideram as máfias político-partidárias.




A briga entre populistas irresponsáveis é a distração na qual o povo brasileiro está viciado.




"Todos" estamos única e exclusivamente preocupados em apostar no vencedor da próxima eleição, enquanto tudo ao nosso redor se torna cada vez mais arbitrário e injusto.


Solução?


Imediata?


Não existe.


Porém, o caminho mais razoável é claro:


Precisamos parar de achar que a nossa repulsa, convicção, ou sensação de superioridade moral, poderia substituir a necessidade de debatermos políticas, criticarmos a falta de resultados, reconhecermos os retrocessos, exigirmos mudanças de curso.


É preciso reconhecer o fato básico da política:




O poder corrompe e só a vigilância constante _ com a troca da "fralda do bebê" sempre que os sinais olfativos assim o sugerirem _ "salva".

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cenário econômico Bradesco

 🇧🇷 *Cenário econômico Bradesco | Ago26*

 

*A dissipação dos choques inflacionários tem sido mais rápida do que projetávamos, levando-nos a revisar o IPCA de 2026 de 5,3% para 5,0%.* Para 2027, mantivemos a projeção em 4,1%. A surpresa baixista de junho foi disseminada, qualitativamente favorável e sem sinais de contaminação para outros setores. O principal risco à projeção segue sendo o El Niño, cujo efeito sobre a inflação de alimentos ainda é incerto.

 

*Os dados do segundo trimestre confirmam a moderação do crescimento. Com isso, ajustamos o PIB de 2026 para 1,9% e, o de 2027, de 1,5% para 1,3%.* Os estímulos de crédito começam a mostrar fadiga, em um ambiente de elevado comprometimento de renda das famílias.

 

*Mantivemos a projeção para o câmbio em R$/US$ 5,00 ao final de 2026 e R$/US$ 5,20 em 2027*, com fundamentos externos sólidos. O déficit em conta corrente converge para próximo de 2,0% do PIB e o investimento direto no país foi revisado para US$ 90 bilhões em 2026 e US$ 95 bilhões em 2027. No âmbito fiscal, mantemos a expectativa de cumprimento do arcabouço em 2026 e 2027, mas o debate começa a se deslocar para a sustentação das regras adiante — esse segue sendo o maior risco do cenário.

 

*Com a inflação cedendo e a atividade acomodando é provável que a Selic encerre o ano abaixo da nossa atual projeção, em 13,75%.* Para 2027, mantivemos a previsão em 11,00%, patamar no qual o juro real ainda permanecerá acima do que estimamos como neutro.

 

*Fernando Honorato*

Economista-Chefe Bradesco

Divida publica descontrolada

 


Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,2% US tech -0,4% US Semis -1,4% UEM +0,4% España +0,6% VIX 15,2% Bund 3,14%. T-Note 4,68%. Spread 2A-10A USA=+53pb B10A: ESP 3,58% PT 3,47% ITA 3,92% FRA 3,90% Euribor 12m 2,88%. USD 1,153 JPY 182,6/€. Ouro 4.239 $. Brent 82,5$. WTI 77,3$. Bitcoin -0,6% (64.393$). Ether -0,5% (1.906$).


SESSÃO: Sem notícias das negociações entre os EUA e o Irão, o petróleo sobe, superando novamente os 80 $/barril e a yield das obrigações soberanas aumenta e situa-se já em níveis a vigiar (T-Note c.4,70%, Bund 3,15%). Isto fez com que as bolsas perdessem força ontem, fechando ontem a sessão americana com ligeiríssimas quedas (-0,2%), após ter estado a subir durante toda a sessão (Europa +0,4%). Hoje, as bolsas asiáticas optam pela realização de lucros e o mais provável é que a Europa abra também um pouco em baixa (-0,2%?), à espera do emprego americano (13:30 h). Será a única referência capaz de marcar o tom da sessão e tudo aponta que a Criação de Emprego Não Agrícola (Payrolls) recuperará tração em julho após a queda registada em junho (80k esp. vs. 57k ant.), enquanto os Salários se mantêm fixos em +4,2% e a Taxa de Desemprego (4,2%), próxima a mínimos históricos. A confirmar-se, terá pouco impacto nas expetativas de taxas de juros da Fed, mais preocupada com a inflação do que cm a economia, e o mercado poderá tentar regressar à série em alta na sessão americana, apoiada na força dos resultados empresariais. Nos EUA, o EPS cresce c. +51% no 2T (a/a) vs 24% esperado inicialmente, com a temporada de resultados praticamente finalizada.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo rouba a cena do payroll*


Só uma deterioração forte do emprego desviaria o foco do Fed dos riscos inflacionários


… Depois de apenas dois dias de alívio, a guerra entre Estados Unidos e Irã volta a comandar os mercados, recolocando o petróleo, a inflação e os juros no centro das atenções. A piora das tensões no Oriente Médio elevou as dúvidas sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e reforçou apostas de que o Fed pode elevar os juros em setembro. Nesse ambiente, o payroll hoje perde parte do protagonismo, já que só uma deterioração forte do emprego desviaria o foco do BC dos riscos inflacionários. No Brasil, o day after do Copom confirmou as expectativas de novo corte, enquanto a Petrobras divulgou um balanço acima das expectativas, impulsionado justamente pelo petróleo mais caro.


GEOPOLÍTICA VOLTA A PESAR – O otimismo com um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz deu lugar a uma nova rodada de tensão no Oriente Médio, recolocando o petróleo e a geopolítica no centro das atenções dos mercados.


… Ao longo da quinta-feira, aumentou o pessimismo sobre uma solução entre Estados Unidos e Irã após relatos de ataques dos houthis contra alvos sauditas no Mar Vermelho, explosões na ilha iraniana de Qeshm e um esboço do acordo entre Irã e Omã que não convenceu.


… O texto prevê restrições à navegação de embarcações dos Estados Unidos, Israel e países considerados “hostis” pelo Estreito, além da cobrança de pedágios. O avanço das hostilidades levou o Brent a fechar em alta de 3,83%, a US$ 82,49 o barril.


… No pregão eletrônico, o petróleo ampliava os ganhos, com o Brent em torno de US$ 83 o barril e o WTI a US$ 78.


… Segundo a agência Tasnim, as explosões em Qeshm ocorreram após disparos contra “alvos inimigos” na entrada de Ormuz.


… Ao mesmo tempo, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de promover um “teatro diplomático” e exigiu que os Estados Unidos “cumpram seus compromissos”.


… Também pesaram as informações de que Washington rejeita os termos propostos por Teerã e Omã para a reabertura da principal rota marítima do petróleo, insistindo que Ormuz permaneça uma via internacional livre de restrições e taxas.


… Em meio ao aumento das incertezas, Donald Trump afirmou que acredita que a guerra terminará “em breve” e disse participar diretamente das negociações sobre Ormuz, embora tenha voltado a admitir a possibilidade de novos ataques ao Irã.


… Para analistas do ING, continuam existindo divergências profundas entre Estados Unidos e Irã sobre o controle do Estreito de Ormuz e a questão nuclear, o que mantém elevado o risco de um novo fracasso das negociações.


… Enquanto isso, o tráfego de navios permanece reduzido, ameaçando o fluxo global e sustentando o prêmio de risco do petróleo.


PAYROLL PERDE STATUS – O relatório oficial de emprego dos Estados Unidos será divulgado hoje, às 9h30, em um momento em que o mercado em Nova York voltou a concentrar todas as atenções nos riscos inflacionários, ampliados pela volatilidade do petróleo.


… Desde a reunião da semana passada, quando o Fomc registrou três votos dissidentes favoráveis à alta dos juros, dirigentes do Federal Reserve vêm reforçando que a prioridade continua sendo levar a inflação de volta à meta de 2%.


… Ontem, reportagem do Financial Times teve impacto sobre os negócios ao revelar que o presidente do Fed, Kevin Warsh, está preparado para defender uma alta dos juros em setembro caso os próximos indicadores de preços confirmem esse cenário.


… Nesse contexto, o payroll tende a ser relativizado pelos investidores. Apenas uma deterioração mais acentuada do emprego teria potencial para reduzir de forma significativa as apostas de aperto monetário em setembro, que voltaram a crescer.


… Um mercado de trabalho que permaneça resiliente dificilmente mudará a percepção de que a principal variável para a decisão do Fed voltou a ser a inflação, especialmente após a piora das tensões no Oriente Médio e a pressão do petróleo.


… A mediana do Projeções Broadcast aponta para a criação de 80 mil vagas em julho, após 57 mil em junho, com estimativas entre 63 mil e 130 mil. A taxa de desemprego deve permanecer em 4,2%, enquanto o salário médio por hora deve desacelerar para alta de 0,3% no mês.


… Os indicadores antecedentes trouxeram sinais mistos: o relatório Jolts e o ADP sugeriram alguma moderação na demanda por mão de obra, enquanto os pedidos semanais de auxílio-desemprego seguem próximos das mínimas históricas.


… A aversão ao risco do pregão desta quinta-feira, que contagiou os mercados domésticos, teve tudo a ver com o cenário externo (leia abaixo).


O DAY AFTER DO COPOM – As chances renovadas de uma alta dos juros americanos em setembro pressionaram os juros dos Treasuries, em um movimento reproduzido pela curva dos DIs, um dia depois de o Copom deixar em aberto as próximas decisões.


… Ainda que alguns trechos do comunicado tenham vindo mais conservadores, o fato de o BC permanecer dependente dos dados, colocando na mesa todas as opções – inclusive uma pausa no ciclo de calibração da Selic – não foi o que puxou os juros.


… O mercado não teve a facilidade de um forward guidance, mas acredita que o Copom possa dar mais um corte em setembro. Não só a curva de juros fechou o day after do Copom precificando essa aposta, como essa também é a expectativa da maioria dos economistas.


… Segundo levantamento realizado pelo Broadcast, de 48 casas consultadas, 34 esperam uma nova queda de 25 pontos em setembro, para 13,75%. Outras 13 instituições estimam manutenção da taxa em 14% e uma (Integral Group) vê espaço para um corte 50 pontos.


… As medianas para o nível da Selic caíram de 14% para 13,75% para as reuniões de setembro, novembro e dezembro, na comparação com levantamento realizado semana passada, de acordo com o consenso da última pesquisa Focus.


… A atenção dos investidores se volta agora para a ata do Copom, que será divulgada na terça-feira.


… Economistas esperam que o documento detalhe a avaliação sobre o mercado de trabalho, a transmissão da política monetária para a atividade e o comportamento das expectativas de inflação, depois de um comunicado deliberadamente sucinto.


O LUCRO DA PETROBRAS – Divulgado após o fechamento, o balanço da estatal superou com folga as expectativas do mercado.


… A Petrobras registrou lucro líquido de US$ 10,4 bilhões no segundo trimestre, uma alta de 120,3% em relação a um ano antes. O Ebitda ajustado também veio acima do esperado, em US$ 18,6 bilhões, e a receita de vendas alcançou US$ 33,6 bilhões.


… Em reais, lucro de R$ 52,4 bilhões; Ebitda de R$ 93,8 bilhões; e receita de R$ 169,5 bilhões – todos entre os maiores resultados da história da companhia. A Petrobras ainda anunciou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos, ou R$ 1,348/ação. Ex em 24/8.


… No after hours de Nova York, os ADRs subiram 1,4% (ON) e 1,09% (PN), refletindo um resultado impulsionado pela combinação entre aumento da produção, maior utilização das refinarias e preços elevados do petróleo ao longo de praticamente todo o trimestre.


… Depois de a guerra entre Estados Unidos e Irã sustentar um Brent elevado entre abril e junho, o desempenho da estatal no terceiro trimestre dependerá, em grande parte, da evolução do conflito e, especialmente, do comportamento do petróleo.


… A teleconferência da Petrobras para analistas e investidores acontecerá pela manhã, a partir das 11h45.


BRASKEM – Ainda no after hours, destaque para a forte alta da petroquímica (7,30%), após a decisão da Camex de prorrogar por até cinco anos o direito antidumping sobre importações de resina PVC-S da China.


BALANÇO HOJE – Aqui, só Porto divulga resultados hoje, antes da abertura do mercado.


MAIS AGENDA – FGV divulga o IGP-DI de julho, às 8h, com expectativa de queda de 0,98% (Broadcast), após recuo de 0,79% em junho.


… A deflação deve refletir, principalmente, a continuidade da queda dos preços no atacado, ainda favorecidos pelo recuo das commodities, especialmente agrícolas, e dos combustíveis.


… Às 11h30, o BC realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial (US$ 2,5 bilhões), iniciando a rolagem dos contratos de setembro.


… No exterior, a Alemanha divulga de madrugada a produção industrial de junho, e, nos Estados Unidos, o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, participa de evento às 11h, enquanto o Fed publica os dados de crédito ao consumidor de junho, às 16h.


CHINA HOJE – As exportações registraram alta anualizada de 23,9% em julho, desacelerando o ritmo contra junho (27%), mas o resultado superou a expectativa dos analistas do mercado financeiro de um crescimento 22,9%…


… As importações também perderam fôlego, de 36% para 27,5%, porém vieram acima do consenso de 27,1%. O superávit comercial de US$ 112,5 bilhões ficou abaixo de junho (US$ 125,6 bi), mas acima da projeção de US$ 100 bi.


CURTAS DA POLÍTICA – A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos pode ganhar um novo capítulo.


… Segundo o Estadão, diplomatas americanos alertaram empresários brasileiros de que Washington poderá ampliar as retaliações caso o governo brasileiro continue sem conceder o agrément ao indicado por Donald Trump para a embaixada em Brasília, Daniel Perez.


… Entre as possibilidades discutidas estariam novas restrições de vistos e até a retomada de sanções contra autoridades brasileiras.


LULA. Segundo a Folha, o presidente aprovou as diretrizes de seu plano de governo para um eventual quarto mandato, retirando propostas como reestatizações e tarifa zero no transporte público e reforçando o compromisso com responsabilidade fiscal e controle da inflação.


FLÁVIO. Também já prepara propostas de corte de gastos, incluindo PECs e projetos de lei, para serem discutidos em uma eventual transição de governo, informou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que participou com ele do podcast Market Makers.


VALE TUDO – Não teve nada a ver com o Copom a pressão observada ontem nos juros futuros domésticos, mesmo porque o BC sinalizou que todas as opções estão em aberto para setembro, até mesmo um novo corte da taxa Selic.


… O que pegou na curva foi o fantasma da inflação com o novo rali de quase 4% do petróleo, sem perspectiva de um desfecho rápido para a guerra, o que também puxou as taxas dos Treasuries e pôs na conta um Fed hawkish.


… Acima de US$ 80, o barril aprofundou a repercussão à notícia de que Kevin Warsh estaria preparado para um potencial aperto monetário na próxima reunião, em setembro, se as próximas leituras da inflação assustarem.


… Mesmo os dirigentes do Fed que votaram junto com Warsh pela manutenção do juro na reunião mais recente não descartam agir de forma mais conservadora caso as pressões inflacionárias se mostrem mais persistentes.


… Apesar de não ter direito a voto este ano pelo sistema de rodízio do Fed, Alberto Musalem declarou publicamente ontem, durante evento, a sua preferência por uma “restrição significativa” para conter a inflação “elevada demais”.


… Para ele, o juro no nível atual é incompatível com o cumprimento da meta de inflação de 2% e um BC que tolera os preços acima do alvo, com a promessa de ganhos de produtividade, corre o risco de desancorar as expectativas.


… Além do petróleo, Musalem alertou para o risco de o El Niño se transformar em um novo choque de oferta.


… Na defensiva, o juro da Note de 2 anos subiu para 4,241% (de 4,177%) e o de 10 anos, a 4,663% (de 4,612%).


… Aqui, o DI para Janeiro de 2027 marcou 13,770% (de 13,755% no ajuste anterior); Jan/28, 13,865% (contra 13,793% na véspera); Jan/29, 14,120% (de 14,009%); Jan/31, 14,330% (de 14,193%); e Jan/33, 14,430% (de 14,292%).


… O efeito em cascata da guerra, que puxa o petróleo e que puxa o medo da inflação, chegou ontem também ao câmbio no exterior, com o índice DXY em alta de 0,25%, embora ainda abaixo da linha dos 100 pontos (99,930).


… O euro caiu 0,26%, a US$ 1,1521, a libra ficou estável (-0,08%), a US$ 1,3455, e o iene recuou a 158,46 por dólar. A BBG informou que a Alemanha cogita nomear Joachim Nagel ao BCE se Lagarde sair antes do final de seu mandato.


… Imune à valorização do dólar em escala global, por aqui, a moeda americana fechou em baixa de 0,41%, a R$ 5,1073, porque o real faturou a disparada do petróleo e não se abalou pela possibilidade de o Fed virar hawkish.


… Fora um ou outro pico de estresse, o câmbio doméstico se mantém comportado, ainda confiando que o fluxo não deve parar de vir para o Brasil nem se a Selic cair, se o juro do Fed subir e se o fiscal não se resolver com um Lula 4.


NÃO ORNOU – Tem dias em que o mercado combina reações inusitadas, como ontem, quando o petróleo escalou, mas o Ibovespa queimou quase 2.200 pontos, e o balanço do Bradesco veio dentro do script, mas o papel caiu.


… A bolsa parece ter respondido ao cenário mais amplo de incômodo com o risco de descontrole da inflação global.


… Diante da piora no apetite por risco, Petrobras teve alta tímida (PN, +0,48%, a R$ 42,13; e ON, +0,34%, a R$ 47,31). Não se empolgou nem com a força do petróleo e tampouco com a previsão de que o balanço viria forte à noite.


… Bradesco ignorou o resultado trimestral em linha com o esperado e afundou 1,94% (PN), a R$ 17,70. Os bancos recuaram em bloco: BB, -3,66% (R$ 20,28); Itaú PN, -1,3% (mínima de R$ 41,83); e Santander unit, -0,71% (R$ 29,27).


… Também “do contra”, Vale recuou 1,66%, a R$ 75,39, apesar da alta firme de 2,57% do minério de ferro. O mau humor roubou os 176 mil pontos do Ibovespa, que caiu 1,23%, a 175.546,36 pontos, com giro de R$ 19,3 bilhões.


… Os desafios do ambiente externo (petróleo, Fed e expectativa pelo payroll) vieram a calhar para o Dow Jones interromper a sequência de cinco altas e abandonar seu pico histórico, para recuar 0,85%, aos 53.885,10 pontos.


… Ainda o S&P 500, que continua flertando com seus recordes, caiu de leve (-0,18%), a 7.709,96 pontos, enquanto o Nasdaq fechou estável (-0,06%), aos 26.348,35 pontos, apesar das incertezas sobre os retornos dos gastos em IA.


CIAS ABERTAS NO AFTER – RENNER teve lucro líquido de R$ 404,6 milhões no segundo trimestre, em linha com as projeções do Broadcast…


… O Ebitda de varejo ficou 22% acima do previsto, em R$ 791,2 milhões, e a receita de R$ 3,6 bilhões veio em linha.


ALPARGATAS teve lucro líquido de R$ 169,7 milhões no segundo trimestre, alta de 95% ante um ano antes. A receita cresceu 11,3%, para R$ 1,2 bilhão, e o Ebitda avançou 54%, para R$ 269 milhões.


GRENDENE teve lucro líquido de R$ 89,4 milhões no segundo trimestre, queda de 37,7% ante um ano antes. A receita recuou 0,4%, para R$ 552,8 milhões, e o Ebitda ajustado caiu 27,4%, para R$ 40,7 milhões.


AZZAS negou à CVM que as projeções divulgadas para a Cris Barros, marca de moda feminina de luxo que integra o portfólio do grupo, tenham sido elaboradas, revisadas ou aprovadas pela companhia…


… Segundo a reportagem do Valor, a Azzas planeja encerrar o ano com faturamento próximo de R$ 300 milhões, crescimento de 20% ante 2025, margem de lucro operacional de 28,5% e retorno sobre o capital investido de 44%.


ALLOS teve lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre, 66% acima das projeções do Broadcast…


… O Ebitda ajustado de R$ 525 milhões ficou 5,6% acima do esperado, enquanto a receita líquida de R$ 723 milhões superou as estimativas em 5,2%.


MAGAZINE LUIZA reverteu lucro e registrou prejuízo ajustado de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre. A receita caiu 2,6%, para R$ 8,8 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 2,5%, para R$ 708,8 milhões.


ASSAÍ teve lucro líquido recorrente de R$ 344 milhões no segundo trimestre, 111% acima das projeções do Broadcast. O Ebitda de R$ 1 bilhão e a receita de R$ 19,175 bilhões vieram em linha…


… Conselho elegeu Rafael Sachete da Silva como diretor de Relações com Investidores, acumulando a função com a vice-presidência de Finanças. Belmiro Gomes permanece como CEO.


CVC. Fernando Antonio Kulnig Cinelli renunciou ao conselho de administração, e o substituto ainda não foi escolhido.


HYPERA teve lucro líquido de operações continuadas de R$ 490 milhões no segundo trimestre, alta de 15% ante um ano antes. A receita cresceu 8,5%, para R$ 2,336 bilhões, e o Ebitda avançou 4,1%, para R$ 754,9 milhões.


FLEURY teve lucro líquido de R$ 221,9 milhões no segundo trimestre, alta de 45,7% ante um ano antes. A receita cresceu 14,4%, para R$ 2,3 bilhões, e o Ebitda avançou 15,2%, para R$ 612,9 milhões…


… A companhia distribuirá R$ 217,8 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,4007 por ação, com pagamento em 02/10. Os papéis ficam ex-JCP em 12/08.


PAGUE MENOS aprovou a nona emissão de debêntures, no valor de R$ 350 milhões, para resgatar antecipadamente títulos da sexta emissão.


OUROFINO teve lucro líquido ajustado de R$ 15,9 milhões no segundo trimestre, queda de 33,3% contra um ano antes. A receita cresceu 30,7%, para R$ 338,7 milhões, e o Ebitda ajustado avançou 22,1%, para R$ 60,8 milhões.


BRB. O ministro Fux (STF) marcou para o próximo dia 13 uma nova audiência de conciliação para discutir o acordo entre a União, o governo do Distrito Federal (DF) e o banco, que busca viabilizar um socorro de até R$ 6,6 bilhões…


… O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou inércia da União e afirmou que a liberação do empréstimo depende da apresentação de um plano de negócios pelo banco e pelo governo do DF.


UBS. Daniel Barros assumirá comando do banco no Brasil, substituindo Daniel Bassan, que irá para o Santander.


BR PARTNERS teve lucro líquido de R$ 35,1 milhões no segundo trimestre, queda de 22,4% ante um ano antes. A receita recuou 6,6%, para R$ 130,1 milhões.


LOCALIZA teve lucro líquido de R$ 1 bilhão no segundo trimestre, alta de 30,6% ante um ano antes. A receita cresceu 24,5%, para R$ 12,3 bilhões, e o Ebitda avançou 14%, para R$ 3,7 bilhões.


EZTEC teve lucro líquido de R$ 110,4 milhões no segundo trimestre, queda de 21,1% ante um ano antes, enquanto a receita recuou 16,1%, para R$ 376,7 milhões…


… A companhia distribuirá R$ 26,2 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,09456 por ação, com pagamento em 28/08. Os papéis ficam ex em 14/08.


MRV. A Resia celebrou acordos para vender o empreendimento Memorial e cinco terrenos nos Estados Unidos por US$ 170 milhões. As operações reduzirão o endividamento em US$ 141 milhões.


PETRORECONCAVO teve lucro líquido de R$ 202,7 milhões no segundo trimestre, queda de 15% ante um ano antes. O Ebitda cresceu 6%, para R$ 396,1 milhões, e a receita ficou estável em R$ 807,9 milhões…


… Conselho aprovou R$ 100 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,340736 por ação, com pagamento em 27/08. Os papéis ficam ex-proventos em 18/08…


… A companhia informou que a produção média recuou 1,4% em julho ante junho, para 23,7 mil barris de óleo equivalente por dia….


… A empresa também comunicou ter fechado contrato para vender à BRAVA ao menos 50% da produção líquida de petróleo do Ativo Potiguar entre outubro de 2026 e dezembro de 2030.


REFIT. ANP deve julgar nesta sexta-feira a retirada da autorização de operação da refinaria.


ENERGISA teve lucro líquido ajustado recorrente de R$ 88 milhões no segundo trimestre, queda de 80% ante um ano antes. A receita cresceu 4%, para R$ 7,2 bilhões, e o Ebitda ajustado recorrente avançou 1%, para R$ 1,9 bilhão…


… Conselho aprovou R$ 251,5 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,50 por unit e R$ 0,10 por ação ON ou PN, com pagamento em 24/08. Os papéis ficam ex-dividendos em 12/08.


ALUPAR teve lucro líquido regulatório de R$ 159 milhões no segundo trimestre, queda de 14,6% ante um ano antes. A receita regulatória cresceu 10,3%, para R$ 946,1 milhões, e o Ebitda regulatório avançou 6,5%, a R$ 724,7 milhões.


COPEL concluiu a venda de sua participação de 23,03% na Dona Francisca Energética à Gerdau por R$ 150,7 milhões.


NEOENERGIA BRASÍLIA investirá R$ 3,1 bilhões na expansão, modernização e digitalização da rede elétrica do Distrito Federal até 2030.


LOG aprovou R$ 13,9 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,159436 por ação, com pagamento em 01/10. Os papéis ficam ex-dividendos em 19/08.


TUPY reverteu lucro e registrou prejuízo líquido de R$ 10 milhões no segundo trimestre. A receita caiu 5,8%, para R$ 2,47 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 26%, para R$ 156 milhões.


VITTIA informou que o Comitê de Auditoria está temporariamente fora das regras do Novo Mercado após a renúncia de um conselheiro independente e que indicará um substituto em até 90 dias.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira, 06 de Agosto de 2.026.


*Copom deixa tudo em aberto*


Novo corte ou pausa em setembro dependem de melhora das expectativas inflacionárias, redução gradual da atividade e desaceleração do mercado de trabalho


… O mercado espera poucas reações ao Copom, após a reunião que cortou a Selic para 14% – amplamente esperada – e trouxe um comunicado sem novidades, já que evitou qualquer guidance, deixando em aberto e dependente dos dados os próximos passos do ciclo de calibração. Um novo corte ou uma pausa em setembro estarão condicionados à melhora das expectativas inflacionárias, à continuidade da redução gradual da atividade e à desaceleração do mercado de trabalho. Na agenda de hoje, o investidor repercute o balanço do Bradesco, enquanto espera pelos resultados de Petrobras, após o fechamento. Lá fora, a atenção permanece nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.


GUERRA E PETRÓLEO –Apesar dos novos ataques dos houthis contra navios sauditas no Mar Vermelho e das ameaças de ampliar o conflito com a Arábia Saudita, o petróleo terminou o dia sem direção única e manteve o Brent abaixo de US$ 80 por barril.


… Esse é um sinal de que o mercado continua atribuindo maior peso às negociações para reabrir o Estreito de Ormuz do que aos conflitos.


… O WTI caiu 0,73%, para US$ 75,22, enquanto o Brent avançou apenas 0,11%, a US$ 79,45, acumulando perdas próximas de 10% na semana.


… O principal fator de alívio veio da informação de que Irã e Omã concluíram o rascunho de um acordo para restabelecer o tráfego na principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio.


… Donald Trump afirmou que houve progresso nas conversas e os Estados Unidos removeram parte das sanções ligadas ao regime iraniano, reforçando a percepção de que Washington tenta preservar o canal diplomático.


… O otimismo, porém, continua limitado.


… O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã ainda não decidiu se avançará para uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos, voltou a negar conversas diretas e fez exigências para fechar qualquer acordo.


… O governo iraniano quer a retirada de sanções, a liberação de ativos iranianos e o cumprimento de compromissos anteriores por Washington.


… Enquanto isso, os houthis intensificaram a pressão sobre a navegação no Mar Vermelho ao reivindicar ataques contra dois petroleiros sauditas e ameaçar impedir a passagem de embarcações do país até que suas exigências sejam atendidas.


… Mais tarde, o grupo afirmou que se prepara para um conflito em larga escala com a Arábia Saudita, mantendo elevado o risco geopolítico.


AGORA SIM – O Copom entregou o esperado corte de 0,25 ponto da Selic, para 14% ao ano, mas o principal destaque da reunião ficou por conta da comunicação. Na avaliação predominante entre economistas, o BC acertou em divulgar um texto mais curto e objetivo.


… Depois das críticas geradas em junho, dessa vez todo mundo aprovou o comunicado, embora tenha omitido qualquer sinalização futura, sem qualquer compromisso com uma nova queda ou uma pausa do ciclo de calibração.


… Mas deixar todas as opções sobre a mesa também era a expectativa majoritária dos analistas. Ninguém apostava em guidance.


… Para o Itaú, o Copom “corrigiu o ruído” anterior ao recolocar a assimetria altista no comunicado e deixar setembro totalmente em aberto.


… O Santander avaliou que o Banco Central simplificou a mensagem, preservando o mesmo framework adotado em junho, mas sem a necessidade de justificar o ciclo de calibração, agora que a projeção de inflação para o novo horizonte relevante (1T2028) caiu para 3,2%.


… Já o Goldman Sachs classificou o comunicado como focado e neutro, enquanto a XP destacou que o BC ajustou seu diagnóstico para incorporar a moderação da atividade e a desaceleração da inflação observadas nas últimas semanas.


… A autoridade monetária reconheceu a desaceleração gradual da atividade econômica e da inflação, mas preservou um tom cauteloso ao reforçar a resiliência do mercado de trabalho, a desancoragem das expectativas e a assimetria altista do balanço de riscos.


… A leitura predominante foi de que o ciclo de flexibilização continua vivo, mas dependerá integralmente dos próximos indicadores.


… Alguns economistas consideraram o texto do comunicado marginalmente mais hawkish.


… Na avaliação de Marco Antonio Caruso, do Santander, o foco do Comitê passa gradualmente da continuidade do ciclo de calibração para a identificação do nível adequado de restrição monetária, mantendo elevada a dependência dos dados para as decisões futuras.


… Já Fernando Honorato, do Bradesco, espera que a ata do Copom detalhe a leitura do Banco Central sobre o mercado de trabalho.


… Para ele, a troca da expressão “mercado resiliente”, usada em junho, por “mercado aquecido” sugere que o BC passou a reconhecer alguma perda de tração na geração de vagas, embora continue avaliando que o desemprego permanece em nível baixo.


… Honorato entende que o Copom deixou “todas as opções em aberto” para setembro e mantém como cenário-base mais um corte do juro, para 13,75%, mas não descarta reduções adicionais caso a inflação continue melhorando e o câmbio permaneça comportado.


… Também Itaú, Santander e Inter seguem vendo espaço para mais um corte de 0,25 ponto em setembro, enquanto Goldman Sachs e Citi preferem aguardar a ata na semana que vem e os próximos dados antes de revisar suas projeções.


… Na ponta mais conservadora, o ABC Brasil avalia que o Banco Central parece ter alcançado o nível de restrição desejado, embora também reconheça que o comunicado não fechou completamente a porta para novas reduções da Selic.


… No conjunto, o mercado entendeu que o Copom preservou a flexibilidade na condução da política monetária.


… A partir de agora, o foco passa a ser a evolução da atividade, da inflação, das expectativas e do cenário externo, que determinarão se haverá espaço para mais um corte da Selic – como a pesquisa Focus mostrou nesta semana – ou para uma pausa.


… Com o comunicado sem surpresas, a curva de juros tende a manter as apostas em nova queda de 25 pontos em setembro, que estavam projetadas em 70% no fechamento desta quarta-feira, contra 23% de estabilidade e 7% de uma redução de 50 pontos (leia mais abaixo).


NOVOS RECORDES – No calendário corporativo, o balanço de Petrobras após o fechamento é o grande destaque desta quinta-feira.


… A expectativa é de novos recordes de lucro, receita e geração de caixa no segundo trimestre, impulsionados pela alta do Brent e pelo aumento da produção. Na média das projeções levantadas pela Broadcast, a estatal deve registrar lucro líquido de US$ 8,2 bilhões.


… O Ebitda deve somar US$ 17,4 bilhões e a receita líquida, US$ 36,3 bilhões, além de dividendos próximos de US$ 4 bilhões.


… Segundo analistas, os resultados robustos serão sustentados pelo aumento da produção e preços mais elevados do petróleo e combustíveis.


… O principal fator de pressão continua sendo o imposto sobre a exportação de petróleo, enquanto o aumento dos recebíveis relacionados aos subsídios aos combustíveis deve limitar parte da geração de caixa neste trimestre, com recuperação esperada apenas no terceiro trimestre.


MAIS BALANÇOS – Além de Petrobras, também divulgam resultados hoje após o fechamento do mercado: Allos, Assaí, Localiza, Lojas Renner, Hypera, Magazine Luiza, Alpargatas, Energisa, Eztec, Fleury e Petroreconcavo.


AFTER HOURS – O Bradesco abriu os balanços de ontem à noite reportando números em linha com as expectativas.


… O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, alta de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,5% na comparação trimestral, praticamente na média das projeções do Prévias Broadcast.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 16,2%, de 15,8% no primeiro trimestre, enquanto a margem financeira avançou com o crescimento da carteira de crédito e o melhor desempenho das operações de tesouraria.


… A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%, pouco acima do trimestre anterior, refletindo principalmente o comportamento das carteiras de pessoa física e de pequenas e médias empresas. No after hours de Nova York, os ADRs do Bradesco reagiram em leve alta (+0,49%).


… Com a divulgação do Bradesco, os três maiores bancos privados do País encerraram a temporada do segundo trimestre com lucro combinado de R$ 22,47 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Broadcast.


… O desempenho foi sustentado principalmente pelo Itaú e pelo próprio Bradesco, que manteve a trajetória de recuperação da rentabilidade, enquanto o Santander ficou para trás após reforçar provisões e registrar queda de 20% no lucro na comparação trimestral.


INTER – O Banco Inter também divulgou resultados acima dos registrados há um ano, com lucro líquido de R$ 421 milhões no segundo trimestre, alta de 34% na comparação anual e de 6,7% em relação aos três primeiros meses do ano.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) avançou para 16,3%, enquanto as receitas cresceram 32%, para R$ 2,6 bilhões.


… No balanço, o banco informou ainda que já está próximo de cumprir sua nova “Regra de 50”, anunciada em maio, que combina crescimento de receitas e rentabilidade, ao atingir 48% no segundo trimestre. O ADR subiu 1,46% no after de Nova York.


AXIA – Ainda no pós mercado, o ADR de Axia Energia fechou com queda de 0,67%, após frustrar no lucro líquido, que veio 45% abaixo do estimado, em R$ 1,19 bilhão, embora a empresa tenha conseguido reverter o prejuízo de R$ 1,33 bilhão registrado um ano antes.


… Leia abaixo no Cias Abertas os demais balanços divulgados ontem à noite, entre os quais, da Copel, Engie Brasil, Totvs e Riachuelo.


MAIS AGENDA – Além da repercussão do Copom, a agenda desta quinta-feira traz a balança comercial de julho, às 15h, com expectativa de superávit de US$ 8,1 bilhões, segundo a mediana do Broadcast, sustentado principalmente pelos embarques de petróleo e soja.


… Nos Estados Unidos, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30, indicador que continua no radar depois da surpresa negativa do ADP e às vésperas do payroll de amanhã. Às 17h30, fala o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem.


… A pesquisa ADP mostrou que o setor privado dos Estados Unidos criou 44 mil empregos em julho, ante previsão de geração de 75 mil postos.


CURTAS DA POLÍTICA –Sem conseguir atrair a ex-presidente da Caixa Daniella Marques para sua chapa, diante da neutralidade do Republicanos, Flávio Bolsonaro anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice.


… A escolha foi recebida com frustração pelo mercado, reforçando a percepção de dificuldades na articulação política do senador. Integrantes da própria campanha afirmaram reservadamente segundo o Estadão apurou, terem sido surpreendidos pela decisão.


… Gaspar também chega à disputa sob desgaste político por responder a ação relacionada a acusações de estupro e tentativa de suborno feitas por parlamentares durante a CPMI do INSS – acusações que ele nega.


… Apesar de a pesquisa Genial/Quaest mostrar redução da vantagem de Lula no segundo turno — de 45% para 44%, enquanto Flávio avançou de 37% para 39% —, a avaliação predominante é que a melhora eleitoral ainda não compensou a fragilidade na construção de alianças.


LULA. Já o presidente segue administrando o aumento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos e a Argentina às vésperas da eleição.


… A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington repercute como mais um capítulo da escalada de tensões com a Casa Branca, enquanto Lula disse que quer conversar com Trump para defender reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre as guerras.


… No front doméstico, o presidente também enfrentou desgaste com a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da coordenação da campanha petista, após a revelação de uma transferência financeira feita por uma empresária investigada pela Polícia Federal.


STAND BY – Em clima de esperar para ver o que viria no comunicado do Copom após o fechamento, os juros futuros reduziram o fôlego de queda à tarde e o dólar se protegeu na estabilidade, mais perto da máxima que da mínima.


… O fato de o petróleo ter praticamente zerado a queda da manhã contribuiu para reduzir o alívio por aqui.


… No pano de fundo, o comportamento morno dos negócios domésticos também parece ter refletido a falta de ânimo com a questão fiscal, agora que o trade eleitoral começa a influenciar mais diretamente o cenário de mercado.


… Apesar de Lula ter reduzido a sua vantagem contra Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest, a escolha do vice do senador foi vista com reservas, diante da avaliação de que agrega pouco capital político à pré-candidatura.


… Cresce a percepção de que, sem uma alternância no Poder, o enfrentamento aos gastos pode ser mais desafiador.


… Sob oscilações modestas, o DI para janeiro de 2027 fechou a 13,770% (de 13,786% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,810% (contra 13,835%); Jan/29, a 14,015% (de 14,034%); Jan/31, 14,185% (14,239%); Jan/33, 14,290% (14,368%).


… O dólar à vista se afastou do piso intraday abaixo de R$ 5,10 e fechou próximo de R$ 5,13, cotado a R$ 5,1282, praticamente estável (-0,05%), sem ímpeto para corrigir parte do estresse observado durante o pregão anterior.


… Lá fora, o câmbio entra em compasso de espera pelo payroll de amanhã, depois de o relatório ADP ter mostrado que o setor privado americano criou 44 mil vagas em julho, abaixo das expectativas de 75 mil postos de trabalho.


… Apesar da frustração com os dados, a diretora do Fed Lisa Cook disse que o mercado de mão de obra permanece resiliente e que a Inteligência Artificial ainda não provocou perdas significativas de emprego nos Estados Unidos.


… Ela indicou que, atualmente, os riscos relacionados à inflação superam os riscos para o mercado de trabalho.


… Embora tenha reconhecido que algumas forças desinflacionárias já estão em ação, “o que pode empurrar a inflação em direção à meta sem um aumento de juro”, ela disse que o Fed está “ficando sem margem” para esperar.


… Apesar de ter apoiado a pausa no juro na reunião mais recente, Cook reiterou estar “firmemente comprometida” em restaurar a estabilidade de preços e garantiu que o Fed está pronto para agir se a inflação não desacelerar.


… Na mesma linha, Mary Daly disse na noite de ontem que os choques de oferta não devem ter impacto duradouro sobre a inflação, mas ressaltou que o Fed precisa seguir atento para agir caso as pressões se mostrem persistentes.


… Diante dos números fracos do emprego ontem, o índice DXY caiu 0,18%, a 99,676 pontos. O euro subiu 0,19%, para US$ 1,1550, a libra avançou 0,11%, a US$ 1,3464, e o iene ficou perto do zero a zero, a 157,74 por dólar.


… Depois do frenesi das últimas intervenções coordenadas no câmbio entre os governos de Tóquio e de Washington, a moeda japonesa testa uma acomodação. Mas o BofA está confiante que a rodada de ganhos ainda não acabou.


… O banco projeta o iene a 153 por dólar no final deste trimestre e em 149 por dólar quando o ano terminar.


… Sem arriscar grandes passos, os juros dos Treasuries caíram ontem muito de leve, no pregão sem emoção. O rendimento da Note de dois anos recuou para 4,177% (de 4,195% na véspera) e o de dez anos, a 4,612% (de 4,618%).


FICOU NA PROMESSA – Quem viu o Ibovespa subir quase 1,5% durante o pregão e romper os 180 mil pontos na máxima do dia (180.194) acabou surpreendido pelo rápido esgotamento do fôlego da bolsa na reta final da sessão.


… A perda de gás foi atribuída ao suspense com o comunicado do Copom e com o balanço do Bradesco, à falta de novidades sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e ao desconforto com o cenário eleitoral e fiscal.


… Além disso, participantes do mercado observaram ao Valor que a chegada nos 180 mil pontos pode ter atraído um movimento técnico de vendas, concentrado em Petrobras e Bradesco, enquanto Vale e Itaú aliviaram a barra.


… No jogo de forças opostas, o Ibovespa fechou estável (-0,09%), a 177.726,17 pontos, com giro de só R$ 17 bilhões. Apesar de o petróleo não ter assustado, Petrobras foi mal: ON -2,08%, a R$ 47,15; e PN -1,34%, a R$ 41,93.


… Na contagem regressiva para o seu balanço, Bradesco PN destoou do setor e caiu 0,77% (R$ 18,05). Já Itaú PN subiu 0,67% (R$ 42,38), Santander unit emplacou nova alta (+1,31%; R$ 29,48) e BB, +0,29% (R$ 21,05).


… As ações da Vale avançaram 0,46%, para R$ 76,66, sintonizadas à valorização de 0,93% do minério de ferro.


… Em Nova York, o Dow Jones engatou a quinta alta seguida (+0,49%) e renovou o topo histórico: 54.349,12 pontos.


… O impulso veio da Nvidia (+3,43%), depois de CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmar que a sua empresa aeroespacial usará exclusivamente processadores da Nvidia na construção de sua infraestrutura de computação voltada à IA.


… Já os temores renovados com investimentos excessivos em inteligência artificial voltaram a rondar o Nasdaq, que perdeu 0,83%, aos 26.363,44 pontos, e o S&P 500, que caiu 0,17%, aos 7.723,50 pontos. SpaceX derreteu 13,60%.


… Apesar de a empresa ter superado as expectativas na divulgação do primeiro balanço trimestral desde a abertura de capital, em junho, anunciou investimentos em IA acima do esperado, resgatando o fantasma do mercado.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE contestou cobranças de R$ 17,78 bilhões em royalties da mineração feitas pela ANM e afirmou que recolhe regularmente a CFEM.


… STF incluiu na pauta de 21/08 julgamento sobre a tributação dos lucros da companhia no exterior.


SANTANDER contratou Daniel Bassan, ex-UBS, para a vice-presidência do banco de investimento no Brasil, com posse prevista para o início de 2027.


BTG PACTUAL aprovou JCP de R$ 0,258896 por ação ON ou PN, com pagamento em 14/08. As ações ficam ex-direitos em 11/08.


AGIBANK teve lucro líquido de R$ 200,3 milhões no segundo trimestre, alta de 24,4% ante um ano antes. A receita total avançou 26,3%, para R$ 3,2 bilhões.


BRB. STF marcou para 13/08 nova audiência para definir a execução do acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC ao banco, após o governo do Distrito Federal alegar inércia da União.


AXIA informou que hoje será o último dia de negociação dos ADRs da companhia na Bolsa de Nova York.


BRAVA teve lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre, queda de 16,9% ante um ano antes. A receita cresceu 14%, para R$ 3,598 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 33%, para R$ 1,774 bilhão.


… Ecopetrol adquiriu 116,1 milhões de ações da companhia por R$ 23 cada, em operação de R$ 2,67 bilhões, e passará a deter 51% do capital após a liquidação da OPA em 17/08.


ENGIE BRASIL teve lucro líquido de R$ 1,962 bilhão no segundo trimestre, alta de 246% ante um ano antes. A receita cresceu 13,8%, para R$ 3,511 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 16,8%, para R$ 2,179 bilhões…


… Conselho aprovou R$ 770,8 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,544207 por ação. Os papéis ficam ex-dividendos em 21/08.


COPEL teve lucro líquido de R$ 645,1 milhões no segundo trimestre, 10% acima das projeções do Broadcast. O Ebitda ficou em linha, em R$ 1,612 bilhão, enquanto a receita recorrente ficou 6,8% abaixo das estimativas, em R$ 5,96 bi.


AUREN ENERGIA teve prejuízo líquido de R$ 379 milhões no segundo trimestre, 32,7% menor ante um ano antes. A receita cresceu 5,9%, para R$ 3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 12,4%, para R$ 858,9 milhões.


BRASKEM. Moody’s rebaixou o rating global de Caa3 para Ca, com perspectiva negativa, considerando a suspensão temporária de execuções de dívidas como evento de inadimplência.


PRIO. A política de remuneração aos acionistas seguirá atrelada às oportunidades de M&A e independe das eleições, segundo a companhia.


JBS N.V. e subsidiárias, incluindo a JBS, assinaram aditivo que prevê nova linha de crédito rotativo de até US$ 2,65 bi.


NATURA convocou duas AGEs para 27/08 destinadas a deliberar sobre a dispensa de OPA relacionada à entrada da Advent e a ampliação do conselho de administração.


GUARARAPES teve lucro líquido de R$ 167,9 milhões no segundo trimestre, alta de 36,2% ante um ano antes. A receita cresceu 3,3%, para R$ 2,691 bilhões, e o Ebitda avançou 12,7%, para R$ 460,6 milhões.


VIVARA teve lucro líquido de R$ 156,7 milhões no segundo trimestre, alta de 0,9% ante um ano antes. A receita cresceu 9,5%, para R$ 833,1 milhões, e o Ebitda avançou 4,9%, para R$ 205,4 milhões.


SMARTFIT teve lucro líquido recorrente de R$ 204 milhões no segundo trimestre, alta de 8% ante um ano antes. A receita cresceu 22%, para R$ 2,2 bilhões, e o Ebitda atingiu recorde de R$ 712 milhões, avanço de 24%.


AURA MINERALS teve lucro líquido de US$ 217,7 milhões no segundo trimestre, salto de 2.572% ante um ano antes, impulsionado por ganho não caixa com derivativos…


… A receita cresceu 76%, para US$ 336 milhões, e o Ebitda ajustado avançou 85%, para US$ 196,7 milhões.


COPASA. Cade aprovou sem restrições a aquisição de 30% das ações ordinárias da companhia pela Gerais Saneamento, do grupo Equatorial.


AEGEA homologou aumento de capital de R$ 2,1 bilhões, com subscrição de novas ações pelo GIC e pela Itaúsa, para reforço da estrutura de capital e aceleração da desalavancagem.


TOTVS teve lucro líquido ajustado de R$ 240,6 milhões no segundo trimestre, alta de 5,9% ante um ano antes. A receita cresceu 13,3%, para R$ 1,9 bilhão, e o Ebitda ajustado avançou 22,5%, para R$ 486,8 milhões.


CYRELA assinou memorando não vinculante para vender à TRX lajes comerciais e participações em quatro galpões logísticos por cerca de R$ 2,14 bilhões.


GAFISA. Lad Capital passou a deter 9,50% do capital.


DEXCO teve lucro líquido recorrente de R$ 33,8 milhões no segundo trimestre, alta de 13% ante um ano antes. A receita cresceu 5,2%, para R$ 2,2 bilhões, e o Ebitda ajustado recorrente avançou 23,7%, para R$ 547,4 milhões.


IOCHPE-MAXION teve lucro líquido de R$ 86,9 milhões no segundo trimestre, praticamente estável ante um ano antes. A receita caiu 2,3%, para R$ 4,012 bilhões, e o Ebitda recuou 7,3%, para R$ 417,5 milhões.

Dia de mercado de trabalho nos EUA e balança comercial no Brasil.

Dia de mercado de trabalho nos EUA e balança comercial no Brasil, com Copom ainda no radar após o corte da Selic.


🇧🇷 Cenário Doméstico

Após a redução da Selic para 14% ao ano, o foco do mercado migra para os desdobramentos da decisão e para a agenda desta quinta. O Ivar da FGV abre o dia como termômetro de preços no setor imobiliário, seguido por leilão do Tesouro e, à tarde, a balança comercial de julho, que ajuda a calibrar as expectativas para câmbio e fluxo externo. No radar político e corporativo, entrevista do ministro da Fazenda, prazo para sanção de MP e julgamento no STF dividem atenção com uma rodada relevante de balanços, liderada por Petrobras, além de varejo e energia.

🌍 Cenário Internacional (EUA/Europa/Ásia/outros)

Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados preliminares de produtividade e custo do trabalho do segundo trimestre são os principais vetores do dia, com potencial de mexer nas apostas para juros e no comportamento dos Treasuries. Na Europa, as encomendas à indústria da Alemanha e as vendas no varejo da zona do euro oferecem sinais sobre o ritmo de atividade no bloco. Entre emergentes, a decisão de juros do Banco do México também entra no radar.


📊 Agenda do dia – Brasil

▪️ 08h00 – Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) - FGV (julho)

▪️ 11h45 – Leilão de títulos públicos - Tesouro Nacional

▪️ 15h00 – Balança Comercial (julho)


🕒 Agenda do dia – Exterior

▪️ 03h00 – Alemanha: Encomendas à indústria (junho)

▪️ 06h00 – Zona do Euro: Vendas no varejo (junho)

▪️ 09h30 – EUA: Pedidos semanais de seguro-desemprego; Produtividade não-agrícola preliminar (2º tri); Custo do trabalho (2º tri)

▪️ 16h00 – México: Decisão de política monetária (Banxico)

▪️ 18h30 – EUA: Discurso de dirigente do Fed (Musalem) 

Marcola é Lula

"As notícias que se sucedem diariamente _ sobre a relação de um número impressionante de autoridades no topo de nossas mais importantes...