O fiasco da seleção brasileira não tem apenas uma causa, claro. O problema é complexo e de difícil solução. Mas, se há algo que resume bem o atual descalabro em que se encontra a administração do futebol tupiniquim, são as interferências relatadas neste artigo.
Papo de Economista
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
CBF tem dono e veste toga
Perda de valores
Desejava muito que essa imagem de "atitude" estivesse associada a alguem com a camisa canarinho. Mas não está. Assim sendo, reproduzo abaixo trechos de um texto de Fernando Fino Menigheni: NOSSA IDEIA DE VALORES SE PERDEU
"Eu tenho a mania de olhar o contexto. O time merecia? Fez as coisas certas? Lutou o suficiente? Teve atitude?
Há tempos o Brasil não mostra atitude. Vivemos sob a névoa do achar, mas não do executar.
Cometemos o erro de acreditar que o talento resolve tudo. Que basta reunir jogadores habilidosos e, em algum momento, dará certo.
Enquanto o mundo valoriza o coletivo, a humildade e a luta, seguimos na direção oposta, acreditando que a habilidade, sozinha, resolverá o problema.
A imagem de Neymar dizendo ao goleiro “nós somos foda”, com o jogo praticamente perdido, retrata o Brasil de hoje. Falta humildade.
Falta entender que, para ganhar, é preciso atitude, e não arrogância. É preciso morder, e não apenas cercar.
(...) Fomos os melhores. Não somos mais. Ganhamos cinco títulos. Ganhamos. Hoje, porém, não somos a melhor seleção. Não praticamos o melhor futebol.
Enquanto a fumaça esconder a verdade, seremos apenas a sombra do que fomos. E sabe o pior?
Nossos filhos talvez nem tenham em quem se inspirar para torcer. Nossas referências de ídolos despencaram. Nossa ideia de valores se perdeu. E a compreensão de quanto é preciso lutar... essa parece ter desaparecido primeiro".
Em tempo - Continua a martelar na minha cabeça o diálogo de um dos jogadores, acho que o tal de Bruno (mas nao tenho certeza), em um programa de TV discutindo marcas de creme corporal com a com a apresentadora. Ele revelou que ja usou creme tal, por óbvio francês, mas agora alterna com o creme Y. É isso mesmo que voces estão lendo.
Um jogador da seleção preopadissimE com creme corporal. Outros, focados em cortes ridículos do cabelo. Ou em roupas de grife, coleção de carros... Meus ídolos do futebol lavaram a cabeça com sabão de coco. E mais almofadinha deles, pelo que me lembre, era o Paulo Roberto Falcão, elegante na vida, contudo um gladiador (elegante idem) dentro de campo.
Brasileiros no exterior: prosperar vai muito além de mudar de país
Brasileiros no exterior: prosperar vai muito além de mudar de país
Todos os anos, milhões de brasileiros decidem construir uma nova vida fora do Brasil. As razões são diversas: segurança, oportunidades profissionais, qualidade de vida, educação ou estabilidade econômica. Mas uma pergunta continua relevante: quantos realmente prosperam?
Os estudos mostram que viver no exterior amplia oportunidades, mas não garante prosperidade por si só. O sucesso costuma estar mais relacionado ao preparo do que ao destino escolhido.
Alguns fatores fazem diferença:
* Qualificação profissional e aprendizado contínuo;
* Planejamento financeiro antes e depois da mudança;
* Domínio do idioma e adaptação à cultura local;
* Construção de uma rede de relacionamentos;
* Disciplina para poupar, investir e proteger o patrimônio;
* Organização tributária e patrimonial entre os dois países.
Para famílias, o planejamento é ainda mais importante. Mudar de país envolve decisões que afetam educação dos filhos, carreira, aposentadoria, sucessão patrimonial e qualidade de vida no longo prazo.
Também é importante lembrar que prosperidade não significa apenas ganhar mais. Significa construir estabilidade, preservar o patrimônio, manter vínculos familiares e criar oportunidades para as próximas gerações.
Quem se prepara aumenta as chances de transformar a experiência internacional em crescimento pessoal, profissional e financeiro. Quem improvisa tende a enfrentar dificuldades que poderiam ser evitadas.
No fim, o país pode mudar, mas os princípios permanecem os mesmos: planejamento, disciplina, educação financeira e visão de longo prazo.
#PlanejamentoFinanceiro #BrasileirosNoExterior #Patrimônio #GovernançaFamiliar #EducaçãoFinanceira
Se sua família precisasse mudar de país amanhã, vocês estariam financeiramente preparados para começar uma nova vida com segurança?
Mudar de país pode abrir portas. Planejar o futuro é o que transforma oportunidade em prosperidade.
Call Matinal 0607
Call Matinal
06/07/2026
Julio
Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (0307)
MERCADOS
Na sexta-feira (03), o Ibovespa subiu 0,74%, aos 174.070,27 pontos. A
esperança de que um novo corte da Selic esteja a caminho desencadeou o segundo
pregão seguido de alta ao Ibovespa, que reconquistou o patamar dos 174 mil
pontos, com otimismo em bloco das blue chips. Sem Nova York, o giro acabou
reduzido a menos da metade um dia normal: R$ 12,7 bilhões. Já o dólar à vista fechou
em queda de 0,76%, a R$ 5,1689, na tentativa de se consolidar abaixo do nível
de R$ 5,20.
PRINCIPAIS
MERCADOS
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MERCADOS 5h30 |
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Índices |
Comentários |
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EUA |
Dow Jones Futuro: +0,17% S&P 500 Futuro: +0,40% Nasdaq Futuro: +0,84% |
Os índices futuros dos EUA avançam nesta segunda-feira (6), dando
sequência aos ganhos da semana passada, quando o Dow Jones renovou suas
máximas históricas. |
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Ásia-Pacífico |
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Shanghai SE (China), -0,06% Nikkei (Japão): -0,01% Hang Seng Index (Hong Kong): +1,14% Nifty 50 (Índia): +0,74% ASX 200 (Austrália): -0,15% |
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Europa |
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STOXX 600: +0,22% * DAX (Alemanha): +0,37% * FTSE 100 (Reino Unido): +0,46% * CAC 40 (França): +0,57% * FTSE MIB (Itália): +0,51% |
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Commodities |
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Petróleo WTI, -0,80%, a US$ 68,14 o barril Petróleo Brent, -0,94%, a US$ 71,44 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,14%, a
738 iuanes (US$ 108,70) Bitcoin, +0,39%, a US$ 62.978,78 |
Na abertura dos mercados asiáticos, o Brent
recuava 0,58%, para US$ 71,70 o barril, enquanto o WTI caía 0,51%, para US$
68,34. |
NO
DIA, 0607
A Opep+ anunciou o aumento da produção, o que acabou derrubando a cotação
do barril de petróleo neste início de semana (ver tabela acima), ainda mais
depois da reabertura do estreito de Ormuz. Foi o quarto aumento consecutivo da
produção. A oferta será elevada em 188 mil barris por dia a partir de agosto. Em
comunicado, a Opep+ afirmou que continua monitorando as condições do mercado e
reiterou que poderá aumentar, pausar ou até reverter os ajustes voluntários de
produção, dependendo da evolução da oferta e da demanda. Na agenda da semana, destaquemos as vendas no varejo e o IPCA de junho,
que podem confirmar a desaceleração da economia e manter vivo o debate sobre
mais um corte da Selic em agosto. No exterior, saem as atas do Fed e do BCE. Ainda
no exterior, o funeral do líder supremo
do Irã, Ali Khamenei, dominou o noticiário do fim de semana e suspendeu
temporariamente as negociações entre Washington e Teerã para um acordo
permanente que encerre a guerra. Com a redução das tensões
no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia volta ao radar nesta semana com a
expectativa para a cúpula da Otan, na Turquia, onde Donald Trump se reunirá com
Volodymyr Zelensky. O presidente americano conversou por telefone com Putin e
Zelensky, reafirmando a disposição de buscar uma solução para o conflito.
Agenda
Segunda-feira, 06/07
Brasil
08h25
- Banco Central do Brasil – Boletim Focus
09h00
- IGP-DI de junho, que deve cair 0,60%, após alta de 0,87% em maio.
15h00
- Balança Comercial
Zona
do Euro
PPI (Producer Price Index) de maio
Vendas no varejo de maio
EUA
PMI de Serviços
PMI Composto
BDM Matinal Riscala
Bom dia Mercado
*Rosa Riscala: Opep amplia oferta; Brasil enfrenta o USTR*
… A semana começa com o petróleo em queda, depois de a Opep+ confirmar novo aumento da produção e reforçar a percepção de normalização da oferta após a reabertura do Estreito de Ormuz. Enquanto investidores acompanham a implementação do acordo entre Estados Unidos e Irã, a atenção se volta hoje para a audiência do USTR sobre as práticas comerciais do Brasil, em Washington, primeira etapa da estratégia tarifária de Donald Trump contra o País. Na agenda da semana, são destaques as vendas no varejo e o IPCA de junho, que podem confirmar a desaceleração da economia e manter vivo o debate sobre mais um corte da Selic em agosto. No exterior, saem as atas do Fed e do BCE.
MAIS PETRÓLEO – A Opep+ confirmou, neste domingo, o quarto aumento consecutivo da produção de petróleo, reforçando a expectativa de um mercado mais abastecido após a normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.
… A oferta será elevada em 188 mil barris por dia a partir de agosto, exatamente como investidores antecipavam desde a semana passada, quando a Reuters informou que os países estudavam acelerar a recomposição da produção interrompida pelos cortes voluntários de 2023.
… Em comunicado, a Opep+ afirmou que continua monitorando as condições do mercado e reiterou que poderá aumentar, pausar ou até reverter os ajustes voluntários de produção, dependendo da evolução da oferta e da demanda.
… Os países também reafirmaram o compromisso de compensar integralmente qualquer volume produzido acima do acordado desde janeiro de 2024, informando que reuniões mensais serão realizadas para reavaliar as condições do mercado.
… Na abertura dos mercados asiáticos, o Brent recuava 0,58%, para US$ 71,70 o barril, enquanto o WTI caía 0,51%, para US$ 68,34.
… Além do aumento da oferta, os preços continuam refletindo a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, reduzindo os prêmios de risco geopolítico incorporados às cotações durante o conflito entre Estados Unidos e Irã.
EUA X IRÃ – O funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, dominou o noticiário do fim de semana e suspendeu temporariamente as negociações entre Washington e Teerã para um acordo permanente que encerre a guerra.
… Em meio a pedidos de vingança contra os Estados Unidos e Israel nas cerimônias em Teerã, Trump voltou a dizer que venceu o conflito e disse acreditar que os iranianos continuam interessados em um acordo definitivo, apesar da pausa nas conversas até o fim do período de luto.
… Apesar da escalada do discurso político, os sinais continuam apontando para a implementação do memorando firmado no mês passado.
… Neste domingo, o comércio marítimo entre Irã e Catar foi retomado após meses de suspensão, enquanto o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz permanece próximo da normalidade.
… Donald Trump também confirmou que deverá receber em breve o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, encontro visto como importante para consolidar o entendimento e reduzir novas fontes de tensão na região.
… O ambiente, no entanto, continua delicado.
… A Turquia acusou Israel de tentar sabotar o acordo entre Estados Unidos e Irã, Teerã voltou a afirmar que responderá a qualquer violação do cessar-fogo e indicou que poderá adotar tratamento diferenciado para aliados, como a China, na navegação pelo Estreito de Ormuz.
… Apesar das divergências, os mercados seguem privilegiando os avanços práticos e concretos das negociações, refletidos na retomada gradual do comércio e na normalização do fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico.
UCRÂNIA X RÚSSIA – Com a redução das tensões no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia volta ao radar nesta semana com a expectativa para a cúpula da Otan, na Turquia, onde Donald Trump se reunirá com Volodymyr Zelensky.
… O presidente americano conversou por telefone com Putin e Zelensky, reafirmando a disposição de buscar uma solução para o conflito.
… Segundo a Casa Branca, Trump pretende discutir alternativas para encerrar a guerra, avaliando que o conflito entrou em uma fase de estagnação, sem avanços relevantes de nenhum dos lados nos últimos dois meses.
… Às vésperas da cúpula, porém, Zelensky afirmou que a Rússia prepara um ataque em larga escala contra a Ucrânia, que pode ocorrer antes do encontro da Otan. Na Turquia, Trump também deve pressionar os aliados da aliança a gastarem mais com defesa.
USTR – Começa nesta segunda-feira, em Washington, a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre as práticas comerciais do Brasil – etapa importante da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
… Ao longo de dois dias, representantes da indústria brasileira, empresas americanas e integrantes da oposição participarão das discussões sobre a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros e outras medidas comerciais em estudo pelo governo Donald Trump.
… A principal linha de defesa da indústria nacional será a de que o tarifaço tende a prejudicar mais os próprios Estados Unidos do que o Brasil.
… CNI, Fiesp, Amcham e outras entidades argumentam que boa parte das exportações brasileiras é formada por insumos industriais, matérias-primas e bens de capital utilizados pela indústria americana.
… Na avaliação dessas entidades, as tarifas elevariam custos de produção, reduziriam a competitividade das empresas americanas e poderiam ampliar a dependência dos Estados Unidos de fornecedores asiáticos, especialmente da China.
… O governo brasileiro também contesta os fundamentos da investigação.
… Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a rebater as críticas ao Pix, um dos principais alvos do relatório preliminar do USTR, afirmando que o sistema é uma infraestrutura pública de acesso universal e não discrimina empresas estrangeiras.
… Em resposta enviada ao governo americano, o Itamaraty também sustentou que o Pix ampliou a concorrência no mercado brasileiro de pagamentos e criou oportunidades para empresas americanas.
… A audiência também ganhou contornos políticos.
… O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro chegou neste domingo aos Estados Unidos e participará da sessão de amanhã.
… Em manifestação encaminhada ao USTR, o parlamentar pediu a suspensão da tarifa de 25%, argumentando que a medida acaba fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, efeito supostamente oposto ao pretendido pelo governo Trump.
CURTAS DA POLÍTICA – Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostra Tarcísio de Freitas liderando a disputa pelo governo com 46% das intenções de voto, contra 30% de Haddad. Em eventual segundo turno, o governador venceria por 53% a 37%.
… Já pesquisa nacional mostrou que, pela primeira vez desde 2014, a direita e a centro-direita (44%) superam a esquerda e a centro-esquerda (39%) na identificação ideológica dos brasileiros. A mudança ocorreu principalmente no eixo comportamental.
BOLSONARO. Alexandre de Moraes acompanhou o parecer da PGR, que não identificou falta grave no episódio envolvendo uma pistola registrada em nome do ex-presidente e apreendida em uma blitz no DF, e manteve sua prisão domiciliar por tempo indeterminado.
PCC. A Polícia Federal afirmou que antecipou a Operação Exchange, deflagrada na sexta-feira contra um núcleo financeiro do PCC, depois que os Estados Unidos anunciaram sanções contra empresários brasileiros acusados de lavar dinheiro para a facção.
… Segundo a PF, a divulgação das sanções comprometeu parte do planejamento operacional da investigação.
BLUSINHAS. A MP que extingue o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 continua parada no Congresso e pode perder a validade sem ser votada. O setor de varejo teme que o calendário eleitoral e o recesso parlamentar inviabilizem a apreciação da proposta.
CORREIOS. O Tesouro Nacional deverá rever os critérios adotados para conceder garantia da União a um novo empréstimo dos Correios, após questionamentos do TCU sobre a operação de R$ 12 bilhões aprovada no fim do ano passado.
… A revisão busca viabilizar um novo financiamento à estatal, estimado em cerca de R$ 7 bilhões.
CONSIGNADO. O governo deve propor ainda neste mês a redução do teto de juros do consignado do INSS.
… A proposta será analisada pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) no dia 28 de julho e pode afetar as operações de crédito de bancos e instituições financeiras que atuam nesse segmento.
MAIS AGENDA – Depois de uma sequência de indicadores reforçar a percepção de desaceleração da economia brasileira e recolocar no radar mais um corte da Selic em agosto, a agenda desta semana testa se essa narrativa continua de pé.
… No Brasil, o principal destaque é o IPCA de junho, na sexta-feira, mas já amanhã sai o IGP-DI de junho, que deve cair 0,60%, após alta de 0,87% em maio, e na quarta-feira, vendas no varejo em maio, que podem confirmar os dados mais fracos da produção industrial (abaixo).
… Hoje, o mercado confere se as expectativas de inflação no Boletim Focus (8h25) estabilizaram.
… No exterior, investidores acompanham as atas das últimas reuniões do Fed e do BCE, os dados de inflação da China e uma nova rodada de indicadores de atividade. Na quinta-feira, a PepsiCo divulga balanço em Nova York, antes da abertura do mercado.
… A ata do Fomc, na quarta-feira, é o primeiro documento sob a presidência de Kevin Warsh, e já deve imprimir o estilo do novo presidente do Fed, que insistiu em não oferecer guidances sobre a condução da política monetária. A ata do BCE sai na quinta-feira.
… Ainda na agenda internacional, investidores monitoram nesta segunda-feira os PMIs de serviços dos Estados Unidos, às 10h45 e às 11h, e da economia global, ao meio-dia, além da balança comercial americana amanhã, terça-feira, em busca de pistas sobre o ritmo da atividade.
… O CPI e o PPI da China serão divulgados na noite de quarta-feira, oferecendo sinais sobre a dinâmica da segunda maior economia do mundo.
GALÍPOLO – O presidente do Banco Central reúne-se hoje em São Paulo com Dan Katz, diretor-geral adjunto do FMI, André Roncaglia, diretor-executivo do Brasil no organismo, e o assessor Luc Eyraud, para tratar de assuntos institucionais.
… Em Brasília, Durigan recebe o presidente da CNI, Ricardo Alban, e representantes da Ambev, Coca-Cola Brasil, Philip Morris Brasil e Souza Cruz. Às 15h, o ministro da Fazenda se reúne com Lula no Palácio do Planalto.
BARRA ALTA PARA PAUSA – Após quatro altas seguidas, a produção da indústria brasileira caiu 0,2% em maio ante abril, contrariou a projeção de avanço de 0,2% e contribuiu para as apostas na continuidade do ciclo de corte do juro.
… É mais um indicador fraco para a coleção dovish, combinado a dados de emprego, a sinais de acomodação das pressões inflacionárias e aos esclarecimentos do BC, depois dos ruídos causados pelo comunicado do Copom.
… Traders precificam ampla chance (72%) de a taxa Selic cair em agosto, contra aposta de 28% na pausa.
… Entre os economistas, porém, persistem as advertências sobre a condução da política monetária. “Se o BC está, de fato, mirando a inflação no centro da meta, não existe mais espaço para cortar juros”, resume Solange Srour (do UBS).
… Apesar do alívio do choque do petróleo, o Santander elevou na sexta-feira a projeção para a Selic ao final deste ano (13,25% para 13,75%) e de 2027 (12,50% para 12,75%), incorporando os efeitos na inflação de um El Niño forte.
… O El Niño passou a ser citado em documentos do BC como fator de incerteza que leva a maior conservadorismo para os juros. O Ministério da Fazenda avisou que deverá elevar sua projeção para IPCA do ano, hoje em 4,5%.
… De seu lado, o BofA reconhece que a chance de um corte do juro cresceu diante da queda nos preços do petróleo, da surpresa com os dados abaixo do esperado da inflação e da geração de empregos inferior às expectativas.
… Mas o banco mantém a projeção da Selic em 14,25%, levando em conta as expectativas de inflação ainda desancoradas e as medidas do governo para estimular o crédito e a demanda, que ainda exigiriam política restritiva.
… Sem medo do tom mais cauteloso, os juros futuros jogaram as fichas na sexta-feira em uma nova flexibilização do Copom, empolgados pela produção industrial fraca e pelo câmbio comportado, com o dólar abaixo de R$ 5,20.
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caía a 14,000% (de 14,043% no ajuste anterior); Jan/28 recuava a 14,090% (contra 14,239%); Jan/29, a 14,250% (14,398%); Jan/31, a 14,385% (14,510%); e Jan/33, 14,425% (14,525%).
… Um fator paralelo de alívio das taxas veio do recado da equipe econômica de que o Tesouro está pronto para realizar novos leilões de recompra para preservar a liquidez. A estratégia, porém, é questionada por profissionais.
… Ao Broadcast, Sergio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, disse que a raiz do problema está na curva pré e não na curva de juros real. Outros players também relativizaram o efeito potencial de uma nova intervenção.
CAVOU ESPAÇO – Na sessão de liquidez esvaziada pelo feriado americano, o dólar operou a fraqueza inesperada da produção industrial doméstica e continuou repercutindo também o payroll fraco, divulgado um dia antes.
… Os dados do mercado de trabalho americano reduziram as chances de alta nos juros por parte do Fed no curto prazo, o que favoreceria os países emergentes, como o Brasil, apesar das incertezas fiscais ainda pouco endereçadas.
… O dólar à vista fechou em queda de 0,76%, a R$ 5,1689, na tentativa de se consolidar abaixo do nível de R$ 5,20.
… Lá fora, apesar da expectativa de que o Fed não eleve os juros este ano, a moeda americana ainda não embarca em um canal sustentado de baixa. O índice DXY optou pela estabilização na sexta-feira (+0,02%), a 100,875 pontos.
… Os rivais europeus do dólar também registraram oscilações marginais: o euro (US$ 1,1439) e a libra (US$ 1,3354) subiram só 0,04%. O iene (161,36/US$) exibiu queda próxima de 0,10%, de olho em uma intervenção pelo BoJ.
… O BNY Investments aponta que, além de uma atuação cambial, pode vir um aumento surpresa do juro japonês.
SUBIU NO VAZIO – A esperança de que um novo corte da Selic esteja a caminho desencadeou o segundo pregão seguido de alta ao Ibovespa, que reconquistou o patamar dos 174 mil pontos, com otimismo em bloco das blue chips.
… O índice à vista subiu 0,74%, aos 174.070,27 pontos. Sem Nova York, o giro acabou reduzido a menos da metade um dia normal: R$ 12,7 bilhões. O alívio na curva de juros estimulou o apetite pelos papéis dos bancos, em especial.
… O investidor comprou Bradesco PN (+0,55%, R$ 18,26), Itaú PN (+0,64%, R$ 42,74), BTG unit (+2,38%, R$ 55,84) e Santander unit (+0,67%, R$ 26,95). BB foi exceção, com leve recuo de 0,10% (mínima de R$ 19,98).
… A Vale contrariou o minério de ferro (-1,74%) e também avançou (+0,77%; R$ 78,84), assim como Petrobras (PN, +0,76%, na máxima de R$ 38,25; e ON, +0,69%, a R$ 42,39), em dia de ganho moderado do barril do petróleo.
… Apesar da normalização gradual do fluxo no Estreito de Ormuz, a commodity ampliou a realização de lucro. O Brent/setembro subiu 0,45%, a US$ 72,12, mas o Citi projeta o contrato na faixa de US$ 60 até dezembro.
… Segundo o banco, apesar do processo de paz frágil com o Irã, o acordo provisório deve registrar progressos.
… A Fitch concorda sobre o viés de baixa para o petróleo no ano, embora não tenha soltado uma previsão específica.
CIAS ABERTAS NO AFTER – O Broadcast apurou que credores da RAÍZEN indicaram Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para acompanhar a implementação do plano de recuperação extrajudicial…
… Conselho da Raízen aprovou emissão de apólices de seguro no valor de R$ 249,6 milhões para garantia de obrigações judiciais e administrativas…
RUMO. Cofco é a favorita para comprar a operadora da Cosan, segundo Lauro Jardim/O Globo.
CEMIG fornecerá energia solar por assinatura para cerca de 6,7 mil prédios públicos do governo de Minas Gerais. Projeto deve gerar economia de R$ 34 milhões por ano.
ISA ENERGIA. Conselho aprovou a 23ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão. Recursos serão destinados à recomposição de caixa.
TAESA aprovou a 22ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,7 bilhão. Recursos serão destinados a reforço de capital de giro e/ou aquisições.
ENEVA negocia a compra de campos de gás na Venezuela, segundo Lauro Jardim/O Globo.
ECORODOVIAS. Ecovias das Gerais iniciou a operação da concessão das BR-251/MG e BR-116/MG, com extensão de 734,9 km e prazo de 30 anos.
SÃO MARTINHO pagará R$ 69,9 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,21659 por ação, em 21/07. Ações ficaram ex no último sábado.
HELBOR. HBR Realty protocolou pedido de OPA de permuta para aquisição do controle da companhia e fechamento de capital. Oferta prevê relação de troca de 0,81553398 ação da HBR para cada ação da Helbor.
GAFISA. Suno passou a deter 10,12% do capital social.
CBF tem dono e veste toga
O fiasco da seleção brasileira não tem apenas uma causa, claro. O problema é complexo e de difícil solução. Mas, se há algo que resume bem...
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🇧🇷 *Tarcísio: mercado financeiro é muito ansioso, precisa ter calma* Broadcast: - O governador de São Paulo afirmou há pouco, no Annual M...
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*Bom Dia Mercado* Sexta Feira, 31 de Outubro de 2.025. *Magníficas brilham no after hours* Aqui, hoje tem a Pnad Contínua e déficit primár...
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*Rosa Riscala: Isenção do IR aprovada sem sustos* Nos EUA, shutdown suspendeu os indicadores de hoje e o payroll amanhã … Agenda econômica ...