quarta-feira, 8 de julho de 2026

O Debate sobre a Incerteza: da Vida Pessoal à Economia Pós-Keynesiana

1. Por que esse debate volta sempre à tona

Há um debate que cresce de tempos em tempos e que revela uma simbiose interessante entre a academia e o mercado financeiro: como lidamos com a incerteza. Ele importa porque a incerteza também "conversa" com as tomadas de decisão do mercado — especialmente com a alocação de recursos entre os diversos ativos disponíveis.

Lidar com a incerteza faz parte da nossa rotina, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ainda assim, temos uma tendência natural de buscar respostas definitivas, previsibilidade e controle, mesmo quando eles simplesmente não existem. Essa busca frequentemente se transforma em angústia, ansiedade e estresse, prejudicando a qualidade das nossas decisões.

Aprender a conviver melhor com a incerteza, sem ficar paralisado por ela, é uma habilidade que pode elevar significativamente a forma como vivemos, lideramos e decidimos.

2. A perspectiva comportamental: How to Not Know

O livro How to Not Know, de Simone Stolzoff, traz reflexões práticas sobre esse tema, mostrando que aceitar a incerteza não significa resignação, mas sim desenvolver mais clareza, adaptabilidade e capacidade de julgamento.

Principais aprendizados:

  • A incerteza faz parte da vida — aceitá-la é o primeiro passo para tomar melhores decisões.
  • Confiança não exige certeza. É possível decidir bem mesmo sem todas as respostas.
  • Pensar em probabilidades e cenários é mais útil do que tentar prever o futuro.
  • Foque no que pode ser controlado e evite a ilusão de controlar o restante.
  • Tolerar dúvidas reduz a ansiedade e melhora a qualidade do julgamento.
  • Faça boas perguntas e esteja disposto a mudar de ideia diante de novas evidências.
  • Em ambientes incertos, testar, aprender e ajustar costuma funcionar melhor do que buscar o plano perfeito.
  • Resiliência e adaptabilidade são mais importantes do que capacidade de previsão.
  • Diversificação aumenta a robustez em investimentos, carreira e vida.

Quem convive melhor com a incerteza tende a tomar decisões mais racionais e consistentes — uma conclusão que ecoa, décadas antes, uma tradição teórica específica da economia.

3. A raiz acadêmica: a incerteza na economia pós-keynesiana

Essa conexão entre incerteza e tomada de decisão não é nova na teoria econômica. Ela é um dos pilares centrais do pós-keynesianismo, corrente na qual a demanda por moeda passa pelo comportamento dos agentes diante do ambiente econômico e da incerteza.

Nessa visão, própria de uma economia monetária de mercado (o capitalismo), a demanda por moeda se transforma — por transação, precaução ou especulação — dependendo do momento econômico e do grau de incerteza percebido. É daí que vem a célebre frase de Keynes: "a longo prazo, estaremos todos mortos."

Os principais expoentes

Paul Davidson (1930–2024) Importante macroeconomista americano e principal expoente da vertente americana da economia pós-keynesiana, foi um dos fundadores do Journal of Post Keynesian Economics. Destacou-se por criticar a economia convencional e defender que a teoria original de Keynes foi deturpada por interpretações neoclássicas.

Suas contribuições centrais:

  • Incerteza fundamental e o axioma ergódico — ao contrário da economia clássica, o futuro não pode ser previsto estatisticamente a partir do passado (rejeição do axioma ergódico); as decisões econômicas são tomadas sob incerteza radical.
  • A moeda como fator central — a moeda não é um mero meio de troca neutro, mas uma forma de reter riqueza (preferência pela liquidez) em um mundo incerto, o que afeta diretamente o nível de emprego e a produção.
  • Crítica à economia convencional — rejeição de modelos que assumem mercados com autorregulação automática ou flexibilidade de preços capaz de garantir o pleno emprego.

Victoria Chick Economista pós-keynesiana britânica, famosa por suas contribuições ao entendimento e reexame da Teoria Geral de Keynes.

Fernando Cardim de Carvalho Principal expoente do pensamento pós-keynesiano no Brasil, professor emérito da UFRJ e aluno de doutorado de Paul Davidson. Foi orientador acadêmico no mestrado da UFF mencionado como ponto de partida desta reflexão.

4. Obras de referência dos três autores

AutorObraFoco
Paul DavidsonMoney and the Real World (Moeda e o Mundo Real)Uma das obras mais clássicas do autor
Paul DavidsonPost Keynesian Macroeconomic TheoryMacroeconomia pós-keynesiana
Paul DavidsonPost Keynesian Theory and PolicyPolíticas econômicas
Victoria ChickMacroeconomia após Keynes: um reexame da Teoria Geral (trad. Forense Universitária)Reexame da Teoria Geral
Victoria ChickSobre Moeda, Método e Keynes (Editora Unicamp)Coletânea de ensaios
Fernando Cardim de CarvalhoKeynes e os Pós-Keynesianos: princípios de macroeconomia monetária da produção (Alta Books)Síntese da obra de Keynes
Fernando Cardim de CarvalhoMoeda, produção e acumulação (Editora UnB)Perspectiva pós-keynesiana
Fernando Cardim de CarvalhoMoeda e Sistema Financeiro: ensaios em homenagem a Fernando Cardim de Carvalho (Editora UFSM)Homenagem e ensaios teóricos

5. Fechando o círculo do debate

O que une as duas pontas — a leitura comportamental de Stolzoff e a teoria monetária de Davidson, Chick e Cardim — é a mesma constatação: a incerteza não é um problema a ser resolvido, mas uma condição a ser administrada. Seja na alocação de ativos de um investidor, seja na decisão de reter moeda por precaução, seja na escolha de carreira de uma pessoa, o que diferencia boas decisões de más decisões não é a eliminação da incerteza — é a capacidade de agir bem apesar dela.

BDM Matinal Riscala

 Quarta-feira, 8 de Julho de 2026.


*ORMUZ REACENDE ALERTA EM DIA DE ATA DO FED*

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… A geopolítica retomou protagonismo nesta terça-feira com os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, que levaram os Estados Unidos a revogar a licença para venda de petróleo iraniano e a lançar uma nova ofensiva contra alvos no Irã, reacendendo dúvidas sobre a sustentação do cessar-fogo firmado em junho. À véspera da divulgação da ata do Fed, nesta tarde, o petróleo voltou a subir com força, os Treasuries e o dólar avançaram, enquanto investidores passaram a reavaliar os riscos inflacionários. Ainda assim, a percepção predominante continua sendo a de que o mercado só deve reagir de forma mais intensa se houver interrupção efetiva do fluxo de petróleo na região.


GEOPOLÍTICA VOLTA AO JOGO – O mercado passou a terça-feira reprecificando um risco que julgava cada vez menor: a sustentação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que levou investidores a reduzir gradualmente o prêmio incorporado ao petróleo.


… Ataques a embarcações comerciais no Estreito de Ormuz levaram Washington a revogar a licença que autorizava a venda de petróleo iraniano e, horas depois, a retomar ataques contra alvos no Irã, recolocando em dúvida a solidez do acordo provisório firmado em junho.


… Pelo menos três petroleiros foram atingidos, um deles incendiado, segundo autoridades marítimas britânicas.


… O Irã negou envolvimento nos ataques, mas voltou a defender que apenas embarcações utilizando rotas coordenadas com Teerã poderiam atravessar o estreito com segurança, reforçando a tentativa de controlar uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.


… A resposta americana foi rápida. O Departamento do Tesouro revogou a licença que, desde 21 de junho, autorizava a produção, distribuição e venda de petróleo iraniano durante os 60 dias previstos para as negociações de paz.


… Novas operações comerciais ficaram proibidas e as transações já iniciadas terão prazo apenas até 17 de julho para serem encerradas.


… Washington classificou os ataques em Ormuz como “totalmente inaceitáveis”, mas insistiu que continua disposto a negociar um acordo definitivo com Teerã. Poucas horas depois, porém, os confrontos voltaram a se intensificar.


… O Comando Central dos Estados Unidos anunciou ataques contra alvos iranianos, enquanto o Irã acusava Washington de violar o memorando de entendimento e prometia responder de forma “decisiva”, afirmando que continua cumprindo os compromissos assumidos no acordo.


… Mais do que interromper efetivamente a oferta global de petróleo, os episódios desta terça-feira levaram investidores a recolocar nos preços um prêmio de risco geopolítico que vinha sendo gradualmente eliminado nas últimas semanas.


… O Brent voltou a superar US$ 74 no pregão regular e avançou mais de 5% no eletrônico, enquanto o WTI voltou a US$ 72.


… A reação dos demais mercados seguiu o comportamento típico de episódios em que a alta do petróleo reacende preocupações com a inflação.


… Os rendimentos dos Treasuries avançaram, diante do receio de que uma nova alta da energia pressione a inflação, o dólar voltou a ganhar força globalmente e as bolsas recuaram, especialmente o setor de tecnologia, mais sensível ao aumento dos juros de longo prazo.


… Assim, à véspera da ata do Fed, a geopolítica voltou a influenciar justamente o principal fundamento observado pelo investidor: a inflação.


… Ainda assim, o mercado também evitou uma reação mais extrema, confiando que uma interrupção prolongada do fluxo por Ormuz parece improvável, enquanto o Departamento de Energia dos Estados Unidos manteve a projeção de excesso de oferta de petróleo em 2027.


… Em outras palavras, a preocupação voltou, mas a percepção ainda é de que o conflito permanece administrável, desde que os ataques não evoluam para um fechamento efetivo da principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico.


… No pregão regular, o Brent para setembro avançou 3,01%, para US$ 74,16, e o WTI para agosto subiu 2,76%, para US$ 70,44.


DEFESA GANHA ESCALA – Ainda no cenário internacional, os investidores acompanharam o primeiro dia da cúpula da Otan, marcada pelo fortalecimento da indústria de defesa, da segurança energética e da cooperação tecnológica.


… Trump voltou a pressionar os aliados europeus por maior alinhamento estratégico, enquanto o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, defendeu que o aumento dos gastos militares precisa ser acompanhado pela ampliação da capacidade de produção.


… Diplomatas estimam que os novos contratos de armamentos negociados durante a cúpula possam alcançar cerca de US$ 50 bilhões.


… Entre as iniciativas discutidas está a expansão da rede de oleodutos estratégicos da Otan para o Leste Europeu e a Turquia, projeto que pretende reforçar o abastecimento de combustível para bases militares e reduzir vulnerabilidades logísticas em eventuais situações de crise.


… A reunião também serviu de plataforma para novos acordos bilaterais. Na área de energia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul assinaram um memorando para acelerar a implantação de pequenos reatores nucleares modulares, com foco inicial no Indo-Pacífico e na Europa.


… O Canadá também iniciou negociações com a Alemanha para uma parceria voltada à cooperação em defesa, inteligência artificial, minerais críticos, energia, tecnologia e investimentos, além de abrir conversas com a Turquia para um acordo de livre comércio.


… Paralelamente, Trump voltou a elevar o tom contra aliados da Otan, afirmando ter ficado decepcionado com a falta de apoio europeu durante a ofensiva contra o Irã e defendendo maior lealdade dos parceiros aos Estados Unidos.


… O presidente americano também sinalizou disposição para remover sanções impostas à Turquia, disse acreditar que um acordo para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia pode estar próximo e voltou a defender o controle americano sobre a Groenlândia.


NEGOCIAÇÃO SEGUE ABERTA – No segundo e último dia da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o governo brasileiro reforçou a estratégia de manter as negociações abertas até a decisão prevista para 15 de julho.


… O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o presidente Lula orientou a permanecer na mesa de negociação e classificou como “proveitosa” a reunião realizada nesta terça-feira.


… Segundo ele, novas reuniões devem ocorrer ainda nesta semana e no início da próxima, antes da decisão final do governo americano.


… O ministro também afirmou que a participação dos representantes do setor produtivo brasileiro foi positiva ao defender a retirada das tarifas de 25% e contestar os fundamentos da investigação conduzida pelos Estados Unidos.


… A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel argumentou que o produto brasileiro é essencial para a cadeia de alimentos e bebidas dos Estados Unidos, alertando que uma tarifa adicional elevaria custos para empresas e consumidores americanos.


… A Sociedade Rural Brasileira, por sua vez, sustentou que Brasil e Estados Unidos mantêm cadeias produtivas complementares e contestou as críticas ambientais presentes no relatório do USTR, afirmando que a legislação brasileira está entre as mais rigorosas do mundo.


… Em meio às discussões, o ministro Márcio Elias descartou qualquer negociação envolvendo redução da tarifa brasileira sobre o etanol sem que os Estados Unidos também discutam a elevada tributação aplicada ao açúcar brasileiro.


O QUE FLÁVIO FALOU NOS EUA – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro aproveitou a audiência do USTR para concentrar sua apresentação em críticas ao governo Lula, apesar de o processo discutir supostas práticas comerciais desleais e sobretaxa ao Brasil.


… Em um discurso de cinco minutos, Flávio pediu que a decisão sobre as tarifas fosse adiada para depois das eleições de outubro, afirmando que uma taxação imediata favoreceria politicamente o presidente Lula nas eleições.


… Também disse que um novo governo [o seu] poderia melhorar a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos.


… O senador voltou a associar o governo petista a casos de corrupção, citou o Mensalão, a Lava Jato, a fraude no INSS e o Banco Master, além de atribuir ao Supremo Tribunal Federal a remoção de conteúdos em redes sociais.


… Segundo relatos de participantes da audiência pública, ao ser questionado por representantes do USTR sobre os impactos econômicos das tarifas, defendeu que acabariam fortalecendo a presença comercial da China no Brasil.


… Após a audiência, Flávio Bolsonaro criticou a ausência de representantes do governo brasileiro durante seu depoimento e acusou o presidente Lula de explorar politicamente a ameaça de sobretaxação.


CURTAS DA POLÍTICA – O pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, criticou a atuação da família Bolsonaro junto ao governo Trump, afirmando que a associação ao tarifaço ajuda Lula a recuperar espaço, ao explorar o discurso da soberania nacional.


NOVA PESQUISA. O instituto Gerp divulga nesta quarta-feira nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República.


VETOS. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, trabalha para realizar amanhã, quinta-feira, uma sessão conjunta para análise de 65 vetos presidenciais, mas a convocação ainda depende de acordo entre governo e oposição.


… Entre os temas pendentes estão vetos com potencial de impacto fiscal, como despesas imunes a contingenciamento, Fundo Partidário e regras para execução de emendas parlamentares.


DÍVIDAS RURAIS. Frente Parlamentar da Agropecuária segue negociando uma alternativa ao projeto de renegociação das dívidas do setor.


… A Fazenda apresentou proposta com custo estimado em R$ 1,5 bilhão por ano, bem inferior ao impacto atribuído ao texto aprovado pelo Senado. Ainda não houve acordo sobre juros, prazos, público beneficiado e limite das operações.


FISCAL. Câmara aprovou a urgência do projeto que retira mais R$ 2,5 bilhões do limite de gastos e da meta fiscal para recompor investimentos da Defesa em 2026. A proposta amplia as exceções ao arcabouço fiscal e busca recuperar parte dos recursos bloqueados no Orçamento.


GASOLINA. O presidente da Câmara, Hugo Motta, pressionou o governo a retirar até amanhã, quinta-feira, o subsídio à gasolina e ameaça pautar o projeto que preserva o diferencial tributário dos biocombustíveis caso isso não ocorra.


EUA. Em nota ao G1, o Depto de Estado classificou como “absurda” a avaliação do Itamaraty de que o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas poderia abrir espaço para uma ação militar americana no Brasil.


… Washington afirmou que a medida busca apenas combater a atuação das facções em território americano.


AGENDA – Depois da retomada das tensões no Oriente Médio recolocar a inflação no centro das atenções, o principal evento desta quarta-feira será a divulgação da ata da reunião do Fed (15h), que pode ajudar o mercado a calibrar as expectativas para os próximos passos dos juros.


… Nesta terça-feira, John Williams afirmou estar mais otimista com a inflação diante da queda dos preços da energia, mas a pesquisa do próprio Fed mostrou alta das expectativas inflacionárias dos consumidores para um e três anos, reforçando a atenção do mercado ao documento.


… Antes, o FMI divulga o relatório de Perspectivas Econômicas Globais (10h), o Depto do Comércio, os estoques no atacado (11h), e o Depto de Energia, os estoques de petróleo (11h30). No fim da noite, a China divulga os índices de inflação ao consumidor e ao produtor (22h30).


… No Brasil, o dia é mais fraco, com o IPC-S (8h), o fluxo cambial semanal e o IC-Br do Banco Central (ambos às 14h30).


ESTAVA DEMORANDO – Logo quando o choque do petróleo começava a entrar em stand-by e garantia uma onda de risk on no humor global, vieram os novos ataques no Estreito de Ormuz para resgatar o sentimento de insegurança.


… Não se sabe ainda se os últimos episódios escalarão para uma crise que chegue ao ponto de ameaçar o acordo provisório de paz no Oriente Médio e tampouco já dá para dizer que o mercado reprecificará a aposta para os juros.


… Sensível à guerra, vai depender da evolução do petróleo, depois de o barril ter flertado ontem com US$ 75. Mas a tensão renovada pode trazer de volta ao debate se o Fed e do Copom terão espaço para uma inclinação mais dovish.


… Em meio ao desconforto de que o petróleo volte à cena como fator de pressão inflacionária, as taxas dos Treasuries subiram e puxaram os juros futuros por aqui, enquanto o dólar voltou para a faixa de R$ 5,15.


… Profissionais ouvidos pelo Broadcast observaram que o nervosismo na curva do DI foi moderado pela garantia do secretário do Tesouro, Daniel Leal, de que o órgão está preparado para recomprar títulos públicos se preciso.


… Caso a redução dos lotes e o cancelamento de leilões feitos até agora não sejam suficientes, “temos paciência e recursos suficientes para continuar emitindo pequenas quantidades pelo tempo que for necessário”, disse ele à BBG.


… Duas semanas atrás, o Tesouro cancelou um leilão de NTN-B. Na avaliação do estrategista Luis Felipe Vital, da Warren, deve ser mantida a estratégia de ofertas de lotes mínimos de NTN-B até que o mercado volte à normalidade.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,015% (de 13,991% no ajuste anterior); Jan/28, 14,120% (contra 14,043% na véspera); Jan/29, 14,275% (14,188%); Jan/31, 14,370% (14,321%); e Jan/33, 14,395% (14,354%).


… Com o susto do petróleo, que poderia tornar mais desafiador um corte de juro pelo Fed, o yield da Note de dois anos subiu a 4,181%, de 4,112% um dia antes, e o retorno do título de dez anos avançou para 4,546% (de 4,468%).


… Para a AllianceBernstein, não só a cautela ainda exercida pelo conflito militar, mas também os altos investimentos em inteligência artificial tornam provável a manutenção de algum conservadorismo na política monetária americana.


… Ontem, com o repique do petróleo, ficou comprometida, de certo modo, a fala do diretor do Fed John Williams, “mais positivo” sobre a perspectiva de inflação no curto prazo, diante da recente queda nos preços de energia.


O ELEFANTE NA SALA – A reviravolta do petróleo entra como novidade do radar e será observada de perto por todos os grandes BCs, trazendo o imponderável de volta à mesa e pondo em xeque um desfecho mais rápido da guerra.


… No câmbio, a volta do fantasma dos custos de energia provocada pela piora no cenário geopolítico deu impulso nesta terça-feira ao índice DXY (+0,17%, a 101,023 pontos), com o dólar fortalecido contra as moedas europeias.


… O euro recuou 0,25%, a US$ 1,1418, e a libra caiu 0,20%, cotada a US$ 1,3362. A Capital Economics acredita que o BCE deve manter os juros estáveis em julho e setembro, diante da expectativa de inflação abaixo do previsto.


… Mas nenhuma decisão está pré-determinada, até que se observe melhor a dinâmica do petróleo.  


… O iene subiu para 162,08 por dólar ontem, apesar de mercado ainda não ter visto sinais de intervenção do BoJ.


… Aqui, o dólar fechou em alta moderada de 0,41%, mas ainda permanece abaixo de R$ 5,20, cotado a R$ 5,1528.


… Ruim para a confiança dos mercados, mas positivo para a Petrobras, o salto do petróleo amorteceu a queda do Ibovespa, que caiu só 0,25% e preservou (por pouco) os 172 mil pontos (172.020,68), com giro fraco de R$ 20 bi.


… Os papéis ON da Petrobras avançaram 2,65% (R$ 42,96) e ações PN ganharam 1,77% (R$ 38,44), neutralizando parte do impacto da queda firme de 2,04% da Vale, para R$ 76,20, diante do retrocesso na trégua negociada.


… No pano de fundo, a renúncia do presidente do Conselho da Vale, Daniel Stieler, também pode ter justificado parte das vendas no papel, mas a saída já vinha sendo precificada e poderá ser absorvida alguma facilidade.


… Para o Citi, o fim antecipado do mandato de Stieler não ajuda na percepção sobre governança, mas não deve ser negativo, “especialmente considerando que a Previ sugeriu um substituto independente e bem qualificado”.


… Os papéis dos principais bancos também operaram no vermelho na bolsa: Bradesco PN, -0,56% (R$ 17,82); Itaú PN,  -0,31% (R$ 42,43); BB, -0,20% (R$ 19,73); Santander unit, -2,62% (mínima de R$ 26,01); e BTG unit, -1,50% (R$ 54,55).


… Assustados pela escalada da violência no Oriente Médio, os investidores venderam risco em Nova York e se desfizeram de ações ligadas à IA. O Nasdaq, que concentra as techs, foi o que mais caiu: -1,16%, a 25.818,69 pontos.


… O S&P 500 perdeu 0,45%, aos 7.503,77 pontos, e o Dow Jones recuou 0,25%, para 52.925,15 pontos, um dia depois de ter tocado pela primeira vez os 53 mil pontos e renovado o seu recorde de fechamento de todos os tempos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS divulgará o relatório de produção e vendas do segundo trimestre em 28/07 e o balanço em 06/08, ambos após o fechamento do mercado.


AZUL venceu licitação da Petrobras para prestação de serviços aéreos dedicados na região Norte por quatro anos, operando, em parceria com a Azul Conecta, as rotas Manaus-Porto Urucu e Porto Urucu-Carauari. (Broadcast)


VIBRA investirá R$ 45 milhões na construção de um posto de abastecimento para atender ao Projeto Sucuriú, da Arauco, em contrato de cinco anos. (Coluna do Broadcast)


BRAVA ENERGIA. Colegiado da CVM recebeu recurso sobre a OPA para aquisição do controle da companhia. A oferta havia sido suspensa temporariamente no mês passado para ajustes no edital.


LIGHT concluiu aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, com subscrição integral das ações remanescentes.


SABESP aprovou a liquidação e dissolução voluntária da Infranext Soluções em Pavimentação.


BANCO DO BRASIL anunciou contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para prestação de serviços postais nacionais e internacionais por cinco anos.


TENDA registrou 14 lançamentos no segundo trimestre, com VGV de R$ 1,6 bilhão, alta de 54,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.


CURY registrou vendas líquidas de R$ 2,045 bilhões no segundo trimestre, queda de 9,5% na comparação anual, e geração de caixa de R$ 144,9 milhões, alta de 40,2%.


MITRE aprovou pagamento de R$ 9 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,08508 por ação, em três parcelas.


ASSAÍ. Ninety One UK reduziu participação para 4,99% do capital, equivalente a 67.210.844 ações.


ONCOCLÍNICAS. Lauro Jardim/O Globo informou que a companhia deve protocolar pedido de recuperação extrajudicial entre hoje e sexta-feira; segundo o colunista, cerca de um terço dos credores já aderiu ao plano.


MOTIVA. Tráfego nas concessões rodoviárias comparáveis cresceu 3,4% em junho ante um ano antes; RioSP liderou, com alta de 12,2%.

XP Furla News

 *08-07 | XP Furla News*


Bom dia,


🔴 Futuros às 6h13 de Brasília: S&P 500 -0,93% (7.480,75) | Nasdaq 100 -1,28% (29.016,75) | Dow Jones -689 pts (-1,30%) | FTSE 100 -1,57% | Stoxx 600 -1,85%

⛽️ *Petróleo: Brent US$ 78,78 (+6,23%) | WTI US$ 74,95 (+6,40%)*


🤝 *Resumo do Furla: o cessar-fogo acabou. Trump declarou na cúpula da OTAN em Ancara que o acordo com o Irã está "encerrado". O petróleo dispara mais de 6%. Bolsas caem globalmente. Os EUA restabeleceram as sanções às vendas de petróleo iraniano e retomaram os ataques. O Irã revidou com bombardeios no Bahrein e no Kuwait. É a maior escalada desde o início do conflito.*

✔️ *Trump na OTAN: "Para mim, o cessar-fogo está encerrado. Não quero mais negociar com o Irã"*

✔️ *Petróleo Brent +6,23% a US$ 78,78 | WTI +6,40% a US$ 74,95 — maior alta em semanas*

✔️ EUA retomam ataques: mais de 80 alvos atingidos no sul do Irã, incluindo defesa aérea e bases de drones

✔️ EUA restabelecem sanções às vendas de petróleo iraniano — licença revogada

✔️ Ata do Fed sai hoje (15h BRT) — mercado busca pistas sobre juros com inflação voltando a subir


⚔️ *O cessar-fogo acabou — e o petróleo explodiu:*

➖ *Na cúpula da OTAN em Ancara (Turquia), Trump foi perguntado se o cessar-fogo com o Irã havia acabado. Resposta: "Para mim, acho que sim. Não quero mais lidar com eles. Para mim, está encerrado"*

➖ Os ataques começaram na noite de terça: os EUA realizaram uma "série de bombardeios poderosos" contra o Irã em retaliação a ataques iranianos contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma violação direta do acordo de paz assinado no mês passado

➖ *Mais de 80 alvos foram atingidos: sistemas de defesa aérea, radares costeiros, mísseis terra-ar, mísseis antinavio e bases de lançamento de drones*

➖ O Irã revidou com ataques a instalações no Bahrein e no Kuwait

➖ Os EUA revogaram a licença que permitia ao Irã vender petróleo — sanções restabelecidas imediatamente

➖ O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu os ataques americanos: "Quando há um cessar-fogo e o Irã o viola atacando navios, é totalmente crucial que os EUA reajam com força"

👉 *O mercado havia precificado paz. Agora, precifica guerra de volta, e o petróleo acima de US$ 78 é só o começo se Ormuz for fechado novamente*


💡 *O que isso significa para você:*

➖ *Petróleo mais caro = combustível mais caro = inflação sobe no Brasil e no mundo*

➖ O Fed, que já havia sinalizado possível alta de juros, terá ainda mais pressão para agir — a ata de hoje (15h BRT) vai ser lida com muito mais atenção do que o previsto

➖ Bolsas globais caem: Stoxx 600 -1,85%, Kospi -5,35% (entrou em território de mercado de baixa), Nikkei -2,11%

➖ O dólar tende a se fortalecer com a aversão a risco — o real pode ser pressionado

➖ Vital Knowledge: *"A ata do Fed tende a ser dura em tom — e com o petróleo voltando a subir, pode conter surpresas"*

👉 *O conflito no Oriente Médio volta a ser o principal driver de mercado — monitorar Ormuz é monitorar a inflação global*


🇧🇷 *Brasil: tarifaço avança e petróleo volta a pressionar:*

➖ No segundo dia de audiências no USTR, os americanos descobriram um problema: em muitos setores, substituir os produtos brasileiros significaria aumentar a dependência da China — o oposto do que Trump quer

➖ Governo brasileiro quer novas reuniões com Greer (representante comercial dos EUA) ainda esta semana; etanol e açúcar seguem fora da negociação

➖ A participação dos EUA no comércio exterior brasileiro bateu mínima histórica no 1º semestre: apenas 9,4% das exportações


📋 *Agenda do dia:*

➖ EUA: ata do Fed (15h BRT) — primeira reunião com Warsh; leitura vai ser crítica com petróleo em alta

➖ Brasil: reunião esperada entre Mauro Vieira, Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA


*Guerra EUA-Israel x Irã*

→ Reuters - Estados Unidos retomam ataques ao Irã após ofensivas no Estreito de Ormuz

→ UOL - Mais de 80 alvos foram atingidos: sistemas de defesa aérea, vigilância costeira, mísseis e bases de drones

→ CNN - Irã ataca instalações no Bahrein e Kuwait após onda de bombardeios dos EUA

→ Reuters - EUA restabelecem sanções às vendas de petróleo do Irã após ataques a navios-tanque


*O Globo - Audiência do USTR indica que substituir produtos brasileiros pode aumentar dependência americana da China*

No segundo dia de audiências, os americanos questionaram sobre o impacto da tarifação e a possibilidade de substituir os produtos brasileiros. Em muitos casos, a principal alternativa seria a importação da China.


*Folha - Redução da tarifa sobre etanol americano não está em negociação, diz ministro*

"O presidente Lula defende que o tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós tratemos do açúcar, que é sobretaxado nos EUA", disse Márcio Elias Rosa.


*Valor - Brasil quer novas reuniões com EUA antes de tarifa*

Há expectativa de reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa, o chanceler Mauro Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ainda nesta semana.


*CNN - Amcham: participação dos EUA no comércio exterior brasileiro atinge mínima histórica*

No primeiro semestre, os EUA responderam por 9,4% das exportações brasileiras. As vendas de produtos sobretaxados pelos EUA caíram 16,6%.


*Valor - Em meio à dificuldade com dívida pública, Tesouro quer rediscutir títulos incentivados*

O secretário Daniel Leal afirma que as distorções provocadas pela expansão da oferta de títulos incentivados devem ser enfrentadas pelo próximo governo.


*Folha - Governo propõe ao agro limitar renegociação de dívidas a produtores com perdas climáticas*

Reunião entre Durigan e lideranças do setor termina sem acordo. A Bancada do agro insiste em projeto que acessa recursos do Fundo Social do pré-sal.


*G1 - Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea*

Entidade revisou para cima a projeção de vendas, mas afirma que o avanço das importações e a queda das exportações limitam o crescimento da produção nacional.


*O Globo - Mercado livre de energia: governo prepara regras para que consumidores possam escolher fornecedor de luz*

Pequenos comércios e indústrias poderão acessar o mercado livre a partir de novembro de 2027; residências, em novembro de 2028.

Sunrise Main

 🌅 *SUNRISE MAIN INTELLIGENCE RT* 


📅 *Quarta-feira, 08 de julho de 2026* 


🎯 A GRANDE NARRATIVA DO DIA


O mercado voltou a operar em modo de aversão ao risco.


Depois de alguns dias em que o foco havia migrado do Oriente Médio para os dados econômicos dos EUA, a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã recolocou a geopolítica no centro da precificação global. 


O petróleo voltou a subir, os rendimentos dos Treasuries avançaram e os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve para avaliar o impacto do choque de energia sobre a inflação e a trajetória dos juros. �

Reuters · 2


A leitura do dia é clara: 


o mercado saiu do regime "Macro → Política Monetária" e voltou para "Geopolítica + Inflação".


🌍 I. FORÇAS GLOBAIS (DRIVERS)


🔴 Driver 1 – Escalada entre EUA e Irã


Status: 🔴 Crítico.


• Novos ataques entre EUA e Irã aumentaram novamente a tensão no Golfo.


• O risco à navegação no Estreito de Ormuz voltou a crescer.


• Washington endureceu as sanções sobre o petróleo iraniano.


O que significa


O prêmio de risco voltou para o petróleo e para toda a cadeia energética mundial.


Como afeta os mercados


• Alta do petróleo.


• Pressão inflacionária.


• Maior cautela do Federal Reserve.


• Volatilidade nas bolsas globais. �

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🟠 Driver 2 – Federal Reserve


Status: Alto.


Hoje o principal evento macro é a divulgação da ata da reunião de junho do Fed.


O mercado buscará sinais sobre o peso que o Banco Central americano está atribuindo ao choque do petróleo e à desaceleração recente do mercado de trabalho. �

Reuters · 1


🟠 Driver 3 – China


• A recuperação econômica continua moderada.


• O setor imobiliário permanece pressionado.


• A demanda chinesa segue sendo determinante para minério de ferro e commodities industriais.


🟡 Driver 4 – Inteligência Artificial


A corrida global por IA continua sustentando investimentos em tecnologia, embora o setor enfrente realização de lucros após a forte valorização dos últimos meses. �

Reuters


📊 II. COMO O MERCADO ESTÁ PRECIFICANDO


Estados Unidos


• Dólar fortalecido.

• Treasuries em alta.

• Mercado reduz apostas em cortes rápidos de juros.

• Ata do Fed torna-se o principal catalisador do dia. �

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Europa


• Bolsas acompanham a alta do petróleo.

• Energia volta ao centro das atenções.


Ásia


• Bolsas pressionadas.

• Destaque negativo para o setor de tecnologia na Coreia do Sul.

• Iene continua fraco diante da política monetária japonesa. �

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Brasil


• O Ibovespa tende a acompanhar o humor externo.

• Petrobras pode ser favorecida pelo avanço do petróleo.

• Vale continua dependente dos sinais da economia chinesa.

• O fluxo estrangeiro permanece como principal variável para os ativos brasileiros.


🧠 III. CATALISADORES DO DIA


🇺🇸 EUA


🔴 Ata da reunião do Federal Reserve.

🔴 Evolução das tensões com o Irã.

🟠 Juros dos Treasuries.


🇪🇺 Europa


🟠 Energia.

🟠 Guerra na Ucrânia.

🟡 Indicadores industriais.

🌏 Ásia

🟠 China.

🟠 Tecnologia.

🟡 Câmbio japonês.


🇧🇷 Brasil


🟠 Fluxo estrangeiro.

🟠 Commodities.

🟡 Agenda fiscal.


📍 IV. REGIME DE MERCADO


🔴 GEOPOLÍTICA + INFLAÇÃO


O mercado voltou a precificar risco geopolítico.

O petróleo reassumiu o papel de principal variável para inflação, juros e bolsas globais. �

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📊 V. MATRIZ DE PROBABILIDADES


• Escalada adicional entre EUA e Irã: Alta.

• Petróleo permanecer acima dos níveis recentes: Alta.

• Fed manter postura cautelosa: Alta.

• Corte de juros antecipado nos EUA: Baixa/Média.

• Recuperação acelerada da economia chinesa: Baixa.


⚠️ VI. MAPA GLOBAL DE RISCO


🔴 Geopolítico: Muito Alto.

🟠 Política Monetária: Alto.

🟠 Energia: Alto.

🟠 China: Alto.

🟠 Fiscal Global: Alto.

🟡 Financeiro: Moderado.

🟠 Brasil: Alto.


🇧🇷 VII. BRASIL EM FOCO


Times Brasil


• O foco permanece nos impactos do cenário internacional sobre juros, petróleo e ativos brasileiros.

• A agenda doméstica continua dominada pelo debate fiscal e pelo comportamento do mercado externo.


InfoMoney


• O mercado acompanha a influência do cenário internacional sobre o Ibovespa, dólar e curva de juros, enquanto investidores monitoram os próximos passos da política monetária. �

InfoMoney


Bloomberg Línea Brasil


• Entre os destaques estão a avaliação de que o gatilho para o mercado brasileiro continua sendo o cenário externo, discussões sobre risco fiscal, além de notícias sobre IA, SpaceX, agronegócio e empresas brasileiras. �

Bloomberg Línea Brasil · 1


🧮 VIII. PAINEL MPCP


MPCP Global: 🟠 Restritivo, pressionado pela combinação de risco geopolítico e inflação de energia.


MPCP Brasil Atual: 🟠 Dependente do cenário externo, da trajetória fiscal e do fluxo de capitais.


MPCP Brasil Reversão: 🟢 Potencial estrutural preservado, condicionado ao avanço de reformas e à estabilização do ambiente internacional.


Termômetro Piovesan: 🟠 Ambiente de elevada volatilidade, com dominância do risco geopolítico sobre os fatores domésticos.


🚀 IX. CONCLUSÃO EXECUTIVA


O mercado iniciou o dia com uma mudança importante de narrativa.


A fragilidade do mercado de trabalho americano continua relevante, mas o principal fator de precificação voltou a ser a escalada entre EUA e Irã, que reacendeu as preocupações com o Estreito de Ormuz e elevou novamente o preço do petróleo.


A ata do Federal Reserve será decisiva para mostrar se o banco central americano está mais preocupado com a inflação impulsionada pela energia ou com os sinais de desaceleração econômica.


Leitura consolidada do MPCP: 


o sistema global permanece em um ambiente de alta volatilidade, no qual geopolítica, energia e política monetária voltaram a formar o tripé dominante para a precificação dos mercados globais.

Call Matinal 0807

 Call Matinal

08/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (0707)

MERCADOS

Na terça-feira (07), tivemos queda do Ibovespa, que caiu só 0,25% e preservou (por pouco) os 172 mil pontos (172.020,68), com giro fraco de R$ 20 bi. Já o dólar fechou em alta moderada de 0,41%, mas ainda permanece abaixo de R$ 5,20, cotado a R$ 5,1528.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quarta-feira (8), pressionados pela disparada do petróleo após escalada das tensões no Oriente Médio. As forças americanas realizaram uma série de ataques contra o Irã na noite de terça-feira, em resposta a ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz.

MERCADOS 5h30

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,68%

S&P 500 Futuro: -0,44%

Nasdaq Futuro: -0,54%

Mercados estressados com a falta de solução no conflito do Oriente Médio.

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,49%

Nikkei (Japão): -2,11%

Hang Seng Index (Hong Kong): +2,99%

Nifty 50 (Índia): -0,92%

ASX 200 (Austrália): -0,21%

Europa

STOXX 600: -0,78%

DAX (Alemanha): -1,70%

FTSE 100 (Reino Unido): -1,35%

CAC 40 (França): -1,57%

FTSE MIB (Itália): -1,66%

Commodities

Petróleo WTI, +5,01%, a US$ 73,97 o barril

Petróleo Brent, +5,12%, a US$ 77,96 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,88%, a 746 iuanes (US$ 109,80)

Bitcoin, -2,70%, a US$ 61.984,61


Dia 0806

Donald Trump tentou acomodar a situação. Na Guerra declarada, fez ataques cirúrgicos ao Irã, com ajuda de Israel, matou alguns aiatolás, mas errou ao não derrubar o regime da Guarda Revolucionária iraniana. Isso demandaria o uso de tropas regulares terrestres e o desgaste de perdas. Quis evitar pela perda de apoio popular e de maioria no Congresso. Ontem, Trump revogou a licença para venda de petróleo iraniano e a lançou uma nova ofensiva contra alvos no Irã, reacendendo dúvidas sobre a sustentação do cessar-fogo de junho. À véspera da divulgação da ata do Fed, nesta tarde, o petróleo voltou a subir com força, os Treasuries e o dólar avançaram, enquanto investidores passaram a reavaliar os riscos inflacionários. Washington classificou os ataques em Ormuz como “totalmente inaceitáveis”, mas insistiu que continua disposto a negociar um acordo definitivo com Teerã. Poucas horas depois, porém, os confrontos voltaram a se intensificar. Se não derrubar o regime dos aiatolás viveremos nestes sobressaltos. Não tem jeito.

 

 

 

Agenda

 

Quarta-feira, 08/07

Brasil: IPC-S (8h), o fluxo cambial semanal e o IC-Br do Banco Central (ambos às 14h30).

EUA: Ata da reunião do Fed (15h), que pode ajudar o mercado a calibrar as expectativas para os próximos passos dos juros

FMI divulga o relatório de Perspectivas Econômicas Globais (10h)

EUA: Depto do Comércio, os estoques no atacado (11h)

EUA: Depto de Energia, os estoques de petróleo (11h30).

China: divulga os índices de inflação ao consumidor e ao produtor (22h30).


O Debate sobre a Incerteza: da Vida Pessoal à Economia Pós-Keynesiana

1. Por que esse debate volta sempre à tona Há um debate que cresce de tempos em tempos e que revela uma simbiose interessante entre a acad...