quinta-feira, 30 de abril de 2026

Fabio Graner

 🇧🇷 *Fabio Graner: Derrota de Messias é desastre para governo, mas também é recado ao STF- Globo*


A rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado extrapola o significado de uma derrota política pesada para o governo e é interpretada, nos bastidores, também como um recado direto do Congresso ao Supremo Tribunal Federal (STF). A leitura é compartilhada por interlocutores tanto da base governista quanto da oposição.


Em um ambiente de crescente acirramento político e com a aproximação do calendário eleitoral, o placar — 42 votos contrários e 34 favoráveis — expôs a disposição do Senado de afirmar sua força institucional e dar um sinal à Corte de que seria preciso conter sua "hipertrofia". Vale dizer que, de certa forma, isso foi dito pelo próprio Messias na sabatina na CCJ do Senado antes da votação em que foi derrotado.


Com o movimento, a oposição reforça a estratégia de polarização com a Corte máxima, muito alinhada com a tônica do governo Jair Bolsonaro e que tem encontrado eco em boa parte da população, como mostram pesquisas. Pré-candidato a presidente, o senador Flavio Bolsonaro falou em "reação aos excessos do Supremo". A atuação oposicionista também visa reforçar a onda pela aprovação da anistia contra a condenação por tentativa de golpe, pendente de exame pelo Congresso. A sentença que levou Bolsonaro à prisão é tratada pela extrema direita como um episódio de atuação política da Corte.


A tensão entre os Poderes vinha se intensificando nas últimas semanas. Declarações de ministros do STF, como Gilmar Mendes, ampliaram o desconforto entre congressistas. Nos corredores do Senado, ganhou corpo a percepção de que o Judiciário tem ampliado excessivamente seu espaço de atuação e restringido liberdades. Correta ou não, a visão de parte dos parlamentares é que é preciso um freio de arrumação institucional.


A decisão de barrar o nome indicado pelo governo também produz efeitos práticos: o STF seguirá operando com uma cadeira vaga por mais tempo, aumentando a carga de trabalho dos ministros e impondo pressão adicional sobre o funcionamento da Corte.


No Palácio do Planalto, o discurso oficial é de aceitar o resultado. Nos bastidores, porém, o clima é de perplexidade e desolação. A avaliação interna é que será necessário um freio de arrumação na articulação política, sobretudo no Congresso, onde a base tem mostrado fragilidade.


A derrota também expõe, de forma mais nítida, as dificuldades da articulação política liderada pelo ministro José Guimarães, recém-empossado na função.


O episódio reforça as dúvidas sobre a capacidade de coordenação da base aliada em votações sensíveis e sobre a efetividade da interlocução com o Legislativo.


Esse cenário amplia a incerteza em relação à tramitação de pautas prioritárias do Executivo. Entre elas, o projeto de lei complementar que trata da desoneração de combustíveis, visto como uma das apostas do governo para aliviar pressões sobre preços. Apesar de haver, em tese, um ambiente favorável à proposta, parlamentares já sinalizam que o avanço do texto dependerá de um custo político mais elevado.


A tendência é crescer a cobrança por uma liberação mais robusta de emendas parlamentares, o que tende a elevar a fatura imposta ao governo para garantir apoio no Congresso. A combinação entre base fragmentada, demandas crescentes por recursos e um ambiente político mais tenso indica que a aprovação de medidas econômicas pode exigir negociações mais complexas nas próximas semanas.


A partir de agora, auxiliares e analistas avaliam que o governo terá de decidir entre adotar uma postura mais combativa na relação com o Legislativo — especialmente diante da oposição — ou investir na recomposição de pontes para evitar novas derrotas em um momento sensível, marcado pela disputa eleitoral e pelos desafios na condução da agenda econômica.


Para além de todas essas ponderações, uma grande incógnita é entender as razões para a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contra o nome de Messias. Dada a dimensão política do episódio, algo que não acontecia há mais de um século, as explicações até agora parecem insuficientes.


https://oglobo.globo.com/economia/fabio-graner/post/2026/04/derrota-de-messias-e-desastre-para-governo-mas-tambem-e-recado-ao-stf.ghtml

"Bessias", crônica de uma derrota

 *Apelos, traições e clima de fim de governo: bastidores da derrota histórica de Lula no Senado*

Governo culpa Alcolumbre por rejeição de Messias, mas ainda não decidiu se vai retaliar


Na véspera da sabatina de Jorge Messias, o governista Weverton Rocha abordou colegas com um apelo emocional. Disse que o Senado não podia destruir a carreira de um jovem advogado para impor uma derrota a Lula.


Relator da indicação, Weverton sabia que o governo correria riscos na votação secreta. A súplica não surtiu efeito: Messias teve apenas 34 votos favoráveis, sete a menos que o necessário para virar ministro do Supremo Tribunal Federal.


O responsável pela derrota histórica do Planalto tem nome e sobrenome: Davi Alcolumbre. O presidente do Senado tentou emplacar o aliado Rodrigo Pacheco na vaga do ministro Luís Roberto Barroso. Contrariado com a escolha de Messias, resolveu humilhar Lula e deixar o governo de joelhos.


Alcolumbre submeteu o advogado-geral da União a uma frigideira de cinco meses. Só aceitou recebê-lo na semana passada, às escondidas. No encontro, não quis se comprometer com a aprovação. Faltou dizer que se empenharia pessoalmente para rejeitá-lo.


O governo acreditou no otimismo que vendia em declarações públicas. A Secretaria de Relações Institucionais chegou a descartar uma sugestão de adiar a sabatina, em manobra para ganhar tempo e tentar conquistar votos.


A ficha só começou a cair ontem à tarde, quando Messias respondia às últimas perguntas dos senadores. Ao constatar que a derrota era iminente, um articulador do Planalto abandonou o almoço às pressas, na tentativa de demover Alcolumbre. Ouviu que o jogo já estava jogado.


No terceiro mandato, Lula sofre uma derrota inédita nos últimos 132 anos. Desde 1894, na turbulenta gestão de Floriano Peixoto, o Senado não rejeitava um indicado ao Supremo. O resultado expõe um governo desarticulado e alheio ao que se negocia nos corredores do Congresso.


Uma das planilhas que circulavam entre os lulistas contabilizava votos inexistentes a favor de Messias. Um deles viria do senador Alessandro Vieira, defensor histórico da Lava-Jato e crítico contumaz do Supremo.


Embora a votação tenha sido secreta, não é difícil traçar um mapa de traições em partidos aliados, como PSD e MDB. Algumas defecções eram visíveis a olho nu. Preterido por Lula, Pacheco foi o primeiro senador a deixar o plenário, assim que o painel foi aberto.


Outros aliados preferiram nem aparecer. Insatisfeito por ter perdido a vaga de titular na Comissão de Constituição e Justiça, o senador Cid Gomes viajou para não votar.


A oposição comemorou o resultado com euforia. Senadores bolsonaristas ensaiaram um coro de “Fora, Lula” no plenário. Hoje o clima de fim de governo tende a se agravar. O Congresso deve derrubar o veto ao chamado PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe.


Na ressaca da derrota, o Planalto será pressionado a romper o imobilismo e tomar decisões sobre o futuro da relação com o Legislativo.


Parte dos aliados defende que Lula demita todos os indicados de Alcolumbre na Esplanada. O risco é contratar novos problemas, já que o presidente do Senado mostrou ter completo domínio da Casa.


Outra questão em aberto é o que fazer com a vaga no Supremo. A hipótese de indicar Pacheco soaria como sujeição à chantagem de Alcolumbre. A opção de ceder ao lobby por Bruno Dantas também enfrenta resistências: o ministro do Tribunal de Contas da União é próximo a senadores do MDB.


A oposição prefere que Lula deixe a indicação para o próximo governo. O que também seria interpretado como uma capitulação, já que o presidente é candidato ao quarto mandato.


https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/04/apelos-traicoes-e-clima-de-fim-de-governo-bastidores-da-derrota-historica-de-lula-no-senado.ghtml?utm_source=aplicativoGloboMais&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Fed alerta, Copom calibra e política implode*


Agenda tem balanço da Apple, PIB e PCE nos EUA, reuniões do BCE e BoE, dados fiscais, desemprego aqui e relatório de produção e vendas da Petrobras


… Mais um dia muito movimentado nos mercados, nessa véspera do feriado de 1º de Maio. O petróleo volta a registrar um rali e Nova York ainda repercute os alertas do Fed sobre os impactos da guerra no Oriente Médio, o impasse nas negociações, novas ameaças de Trump de atacar o Irã e a reação das big techs no after, enquanto espera o balanço da Apple, o PIB/1TRI e o PCE, e monitora as reuniões do BCE e BoE. Aqui, o Copom reconheceu a piora do cenário, mas evitou uma mudança brusca na mensagem, deixando em aberto novos cortes da Selic. Na agenda, dados fiscais, desemprego e o relatório de produção e vendas da Petrobras. Na política, a derrota histórica do governo Lula com a rejeição de Messias ao STF.


CORTE SOB INCERTEZA – O Banco Central entregou o esperado ao reduzir a Selic em 0,25 ponto, para 14,50% ao ano, mas com uma comunicação mais cautelosa e, em alguns pontos, mais dura, refletindo o aumento da incerteza global.


… O pano de fundo segue sendo o choque externo, a escalada da guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre o petróleo, que passaram a ocupar espaço central na reação do Copom, elevando a volatilidade e exigindo cautela adicional de economias emergentes.


… No cenário doméstico, o desconforto permanece: a atividade mostra sinais de moderação ao longo de 2026, mas o mercado de trabalho segue resiliente, enquanto a inflação corrente e as medidas subjacentes voltaram a acelerar, afastando-se da meta.


… As expectativas seguem desancoradas, com o Focus apontando IPCA de 4,9% em 2026 e 4,0% em 2027, enquanto a projeção do Copom para o horizonte relevante — agora o 4º trimestre de 2027 — subiu para 3,5%, acima do centro da meta.


… Esse ponto, inclusive, foi o principal vetor hawkish do comunicado – a revisão da projeção, de 3,3% para 3,5%, veio acima do esperado por parte do mercado e reflete, sobretudo, o impacto do petróleo e a piora das expectativas inflacionárias.


… Ainda assim, o Copom evitou endurecer de forma mais explícita.


… Ao contrário do que parte dos analistas esperava, o Comitê não classificou o balanço de riscos como assimétrico, mantendo a leitura de riscos elevados, mas distribuídos entre vetores de alta e de baixa — o que pode ser interpretado como um elemento mais dovish na margem.


… Na prática, o BC reconhece que o cenário piorou, mas evita sinalizar uma inflexão abrupta na política monetária.


… O ponto mais relevante da comunicação foi a mudança sutil, mas importante, na sinalização futura, à medida que passou a destacar não só o ritmo, mas também a extensão do ciclo de cortes. Essa alteração desloca o foco da próxima decisão para o tamanho total do ciclo.


… Em outras palavras, o debate deixa de ser apenas “quanto cortar na próxima reunião” e passa a ser “até onde será possível cortar”.


… A leitura predominante é de que novos cortes seguem no radar (provavelmente ainda no ritmo de 0,25 ponto), mas sem compromisso firme e totalmente condicionados à evolução do cenário, especialmente da inflação e da geopolítica.


… A possibilidade de aceleração para 0,50 ponto, que ainda era discutida por parte do mercado, perde força diante da piora das projeções e da maior incerteza, e uma escalada adicional da guerra pode levar até mesmo a um encerramento antecipado do ciclo de cortes.


… Em linha com o Fed, o BC brasileiro também passa a operar sob a lógica de um choque inflacionário importado, com o petróleo no centro.


GUERRA VIRA CHOQUE INFLACIONÁRIO –Como amplamente esperado, o Fomc manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, mas o comunicado e, principalmente, a coletiva de Jerome Powell deram o tom mais duro do dia.


… O presidente do Fed reforçou que os preços de energia ainda não atingiram o pico e alertou que o choque provocado pela guerra no Oriente Médio tende a pressionar inflação e cadeias de suprimento, elevando também a incerteza sobre o crescimento.


… Além do voto já esperado de Stephen Miran por um corte de 0,25 ponto, chamou atenção a dissidência de dirigentes que se opuseram à manutenção do viés de relaxamento no comunicado — um sinal de que o espaço para flexibilização está sendo reavaliado.


… Na prática, o Fed consolidou a mensagem de cautela.


… O ciclo de cortes segue distante e condicionado à dissipação de um choque que, neste momento, se intensifica com a escalada geopolítica.


… Segundo a CME Group, o mercado já empurra o primeiro corte de juros nos Estados Unidos apenas para dezembro de 2027 — uma sinalização clara de que o choque inflacionário recolocou o Fed em modo de espera prolongada.


… No pano de fundo, a avaliação é que, mesmo com a saída de Powell da presidência no próximo mês, sua permanência no conselho tende a reduzir a influência política sobre a autoridade monetária, em um momento de crescente pressão externa.


… Nesta quarta-feira, o nome de Kevin Warsh foi aprovado pelo Comitê Bancário do Senado americano para assumir o comando do Fed. Não há ainda data definida para a votação no plenário, que tem maioria republicana.


NOVAS AMEAÇAS – O petróleo Brent atingiu os US$ 120 com Trump sugerindo a possibilidade de retomar uma ação militar contra o Irã.


… Em postagem nas redes sociais, o presidente indicou que “não seria mais bonzinho”, e aos jornalistas da Casa Branca afirmou que “nunca haverá um acordo a menos que eles [os iranianos] admitam a derrota e concordem que não terão armas nucleares”.


… Segundo a Axios, o Comando Central dos Estados Unidos preparou um plano para uma onda de ataques “curta e poderosa” na esperança de quebrar o impasse nas negociações, enquanto o Irã segue afirmando que Washington precisa reduzir suas exigências.


…  Mais cedo, Trump comentou que a guerra entre Rússia e Ucrânia pode acabar antes do conflito no Irã, referindo-se à proposta de cessar-fogo de Putin para o Dia da Vitória, em 9 de maio, quando a Rússia celebra a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, em 1945.


NÃO CHAMA O BESSIAS – Depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo Lula. Pela primeira vez em 132 anos, rejeitou um nome ao Supremo.


… Em votação no plenário, ontem à noite, Messias obteve apenas 34 votos, sete a menos que o necessário, diante de 42 votos contrários. O revés inédito escancara a fragilidade da articulação política do Planalto e aprofunda a tensão na relação com o Congresso.


… Nos bastidores, a derrota é atribuída a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga e, segundo relatos no Globo, atuou ao longo do dia para ampliar a resistência ao indicado.


… Alcolumbre teria mobilizado senadores de centro, oposição e indecisos, pedindo votos contrários e estimulando a formação de um bloco de rejeição. A expectativa inicial do governo era de um placar mais apertado, entre 26 e 31 votos contrários, mas o resultado surpreendeu.


… Publicamente, Alcolumbre negou ter atuado contra o indicado e afirmou ter cumprido apenas seu papel institucional.


… Ainda assim, interlocutores do Planalto interpretaram sua postura como um gesto claro de distanciamento político, em meio a uma relação já deteriorada desde a indicação. A derrota ganhou contornos ainda mais sensíveis pela falta de reação do governo.


… Tentativas de interlocução de última hora não avançaram, e aliados de Messias afirmam que não foram avisados previamente da articulação contrária. O episódio abre uma crise sem precedentes entre Executivo e Senado, com impacto direto sobre a agenda do governo.


… O resultado sinaliza perda de controle político em votações sensíveis e levanta dúvidas sobre a capacidade de articulação do Planalto daqui para frente. O recado do Senado é claro: a base está desorganizada, o custo de governar subiu e a pauta do Executivo corre risco.


… Para a oposição, representa também o fim prematuro do governo Lula e um grande baque na sua candidatura a um quarto mandato.


… No mercado, a derrota de Lula deve se somar às pesquisas eleitorais que confirmam uma situação difícil para o presidente e, no limite, tende a ser vista como uma boa notícia, na medida em que a Faria Lima não esconde sua preferência por uma alternância de poder.


CURTAS DA POLÍTICA – Davi Alcolumbre convocou sessão do Congresso para hoje para votar vetos ao projeto que trata da dosimetria das penas do 8 de janeiro. O texto pode encurtar o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em regime fechado.


… Luiz Inácio Lula da Silva edita medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para o Plano Brasil Soberano, voltado a micro, pequenas e médias empresas afetadas pela instabilidade global e pelas sobretaxas dos Estados Unidos.


… Relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1 pretende apresentar o parecer entre 20 e 22 de maio, com votação na semana seguinte.


… Câmara aprovou urgência de PLP que cria exceção à Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir a redução de tributos sobre combustíveis em 2026. A compensação viria do aumento de arrecadação gerado pelo choque do petróleo, incluindo royalties e receitas do setor.


… Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que o governo prevê uso de até R$ 4,5 bilhões do FGTS no novo Desenrola. Trabalhadores poderão usar até 20% do saldo para quitar dívidas, com restrição para gastos com apostas.


… O Tribunal de Contas da União determinou a suspensão de novas concessões de crédito consignado pelo INSS até a implementação de travas de segurança. A decisão surpreendeu o governo, que deve recorrer.


AGENDA CHEIA – A quinta-feira concentra uma agenda carregada, que combina dados relevantes no Brasil com decisões de política monetária no exterior e indicadores-chave de atividade e inflação nos Estados Unidos, em um ambiente ainda pressionado pelo choque do petróleo.


… No Brasil, o dia começa com o resultado primário do setor público consolidado, às 8h30, com mediana de déficit de R$ 67,8 bilhões em março (pesquisa Broadcast), pressionado pela antecipação de pagamentos de precatórios.


… Na sequência, após o Caged forte divulgado na véspera, o IBGE divulga a taxa de desemprego, às 9h, com expectativa de leve alta para 6,0% no trimestre até março, refletindo a sazonalidade do período, mas ainda em patamar historicamente baixo.


… A leitura combinada de fiscal pressionado e mercado de trabalho resiliente reforça o pano de fundo doméstico desafiador para a política monetária, especialmente após o Copom destacar a persistência das pressões inflacionárias.


… No exterior, o foco recai sobre decisões de política monetária e dados relevantes nos Estados Unidos. O Banco da Inglaterra anuncia sua decisão às 8h, seguido pelo Banco Central Europeu às 9h15, com coletiva de Christine Lagarde na sequência, às 9h45.


… Nos dois casos, a expectativa é de manutenção dos juros em 3,75% (BoE) e 2% (BCE).


… Nos Estados Unidos, o destaque é duplo: o PIB do primeiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE), ambos às 9h30.


… A mediana das projeções aponta crescimento anualizado de 2,3%, acima do ritmo fraco do fim de 2025, mas ainda sob impacto do choque de energia, que reduz a renda disponível das famílias e limita o ritmo de expansão da economia.


… Além disso, saem pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30, e o índice de atividade nacional do Fed de Chicago, às 10h45.


CHINA HOJE – O PMI oficial industrial caiu de 50,4 em março para 50,3 em abril, mas ainda superou a previsão de 50,1. O mesmo indicador, medido pelo setor privado, apontou alta para 52,2, acima da aposta de 51,0.


BALANÇOS –A temporada de resultados segue intensa no exterior, com destaque para a APPLE após o fechamento em Nova York, em mais um teste para o fôlego das big techs em meio ao ambiente mais pressionado por juros e petróleo.


… Antes da abertura, a agenda é carregada na Europa e nos Estados Unidos, com Volkswagen, Air France, Société Générale, ING, Bombardier, BNP Paribas e Stellantis, além dos americanos Caterpillar (US$ 4,65), Mastercard (US$ 4,41) e International Paper (US$ 0,14).


… Após o fechamento, além da Apple (previsão de LPA/US$ 1,95), também divulga resultados a ConocoPhillips (US$ 1,68).


AFTER HOURS –Números fortes das big techs reforçam o bom momento de resultados em Nova York, mas a reação foi mista, com investidores mais sensíveis a guidance, capex e sinais de desaceleração em métricas operacionais.


… No pós-mercado, ALPHABET foi a única entre as magníficas que brilhou no pós-mercado (+7,21%), após lucro líquido de US$ 62,57 bilhões no 1TRI, avanço de 81% na comparação anual, com LPA de US$ 5,11. Receita cresceu 22%, para US$ 109,2 bilhões, superando o consenso.


… Já a META PLATFORMS caiu feio (-7,0%), apesar do lucro de US$ 26,77 bilhões no 1TRI apontar alta anual de 62%, com LPA de US$ 10,44 bem acima do consenso e do ano passado (US$ 6,43). Receita somou US$ 56,31 bilhões (+33%), também acima das estimativas.


… Para o 2TRI, o guidance projeta de US$ 58 bilhões a US$ 61 bilhões, com capex entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.


… AMAZON subiu 2,76% e MICROSOFT teve alta leve (+0,33%), as duas registrando aumento nos lucros e nas receitas do 1TRI26.


… AMAZON lucrou US$ 30,25 bilhões, aumento de 76,6%, com LPA ajustado de US$ 2,78, acima do consenso de US$ 1,63. A receita, que totalizou US$ 181,5 bilhões, subiu 17%, e do mesmo modo veio acima das projeções.


… O lucro da MICROSOFT foi de US$ 31,8 bilhões no 3TRI fiscal de 2026, alta de 23%, com LPA de US$ 4,27, acima do consenso de US$ 4,05. A receita somou US$ 82,9 bilhões (+18%), também acima das estimativas.


TOPETE – A ameaça de Trump de não ser mais “bonzinho”, sinalizando um plano de ataques “curtos e poderosos” contra o Irã para forçar uma nova rodada de negociação, coincidiu com a leitura hawkish do comunicado do Fed.  


… Washington mantém como ponto de honra a exigência de que o governo de Teerã aceite um acordo sobre o programa nuclear. Ou não suspenderá o bloqueio aos portos do Irã, prolongando o impasse na diplomacia.


… O salto do petróleo a quase US$ 120 justificou o conservadorismo assumido pelo statement e os comentários de Powell de que o Fed deve adotar uma postura mais “neutra” nos próximos meses, esvaziando cortes no curto prazo.


… A perspectiva de que a flexibilização monetária só seja retomada em dezembro do ano que vem, segundo a ferramenta de apostas do CME, dá a medida da tensão que domina o horizonte e que estressa os negócios globais.


… A deterioração do cenário externo acionou ontem posições defensivas e se refletiu em uma puxada dos rendimentos dos Treasuries, reproduzida por aqui pela alta expressiva dos juros futuros e pela volta do dólar a R$ 5.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,205% (de 14,123% no dia anterior); Jan/28 subia a 13,950% (13,741%); Jan/29 disparava a 13,845% (13,594%); Jan/31, a 13,835% (13,597%); e Jan/33, a 13,875% (13,643%).


… No pano de fundo, a curva contou ainda com gatilhos domésticos para incorporar bastante prêmio de risco.


… Os números do Caged de março surpreenderam. A criação de 228,2 mil vagas de trabalho superou a previsão de abertura de 156 mil postos, mostrando um mercado de trabalho resiliente à eficácia da política monetária restritiva.


… O mercado também reagiu ao resultado do Tesouro, que mostrou déficit do Governo Central de R$ 73,783 bilhões em março, o maior da série histórica para o mês e pouco acima do esperado pelos economistas (déficit de R$ 72 bi).


… A sinalização de ações militares dos americanos no Irã intensificou o risco de pressões inflacionárias e desencadeou uma disparada de 6% do petróleo Brent, para US$ 118,03, indicando que pode mirar os US$ 120.


… Também o susto com a queda expressiva dos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos entrou na conta. Houve recuo de 6,233 milhões de barris, contrariando a estimativa de redução de apenas 100 mil barris.


… Fontes da Reuters informaram que a Opep+ deve concordar com novo aumento de produção na reunião do próximo domingo, mas menor que o planejado, para levar em conta a saída dos Emirados Árabes do grupo.


… Efetivamente, porém, poucos produtores do cartel poderão aumentar a oferta, com o Estreito de Ormuz fechado.


DIGA AO POVO QUE FICO – Com o fator guerra escalando o petróleo, o Fed ganhou munição para defender a mensagem mais hawkish. Também entrou no jogo de apostas a decisão de Powell de permanecer como diretor.


… Para o Capital Economics, a sua permanência no conselho por período ainda indeterminado protege o Fed de influência política. Especialistas apontam que Powell pode tirar a vaga de Stephen Miran, protegido de Trump.


… Powell exaltou a capacidade de seu sucessor no comando do Fed, Kevin Warsh, construir consenso, mas admitiu que a independência do BC americano continua em risco e que os ataques da Casa Branca ampliam os desgastes.


… “Até agora fomos bem-sucedidos em fazer valer nossa autoridade legal. Adoraria pensar que já passamos pela era de pressões sobre o Fed, mas isso ainda não acabou”, advertiu, defendendo a continuidade do rigor técnico.


… Powell prometeu manter perfil “discreto” enquanto continuar como membro do conselho do Fed e disse que não vai interferir na liderança de Warsh, rejeitando veementemente a possibilidade de virar um “presidente paralelo”.


… Mas só de Powell estar lá, o mercado já deduz que pode haver constrangimento a uma inclinação mais dovish.


… Também o fato de Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan não terem apoiado a inclusão de um viés de flexibilização monetária no comunicado do Fed pode ser um recado a Warsh de que não se submeterão a pressões.


… A convicção de que ainda pode demorar mais de um ano e meio para o juro cair sustentou os yields dos Treasuries e o dólar. A taxa da Note de dois anos subiu a 3,934%, de 3,835% na véspera, e a de dez anos, a 4,414% (de 4,345%).


… No câmbio, o índice DXY avançou 0,33%, a 98,961 pontos. Na véspera das decisões de política monetária na Europa, o euro caiu 0,32%, a US$ 1,1673, e a libra esterlina perdeu 0,32%, a US$ 1,3477. O iene recuou a 160,40/US$.


… Na Dow Jones, apesar da pausa hoje, o mercado projeta que o BC inglês elevará o juro duas vezes até setembro.


… A mensagem de Powell de que o petróleo pode subir mais alcançou também o câmbio doméstico e o dólar fechou em alta de 0,39%, a R$ 5,0018. Mas a moeda chega ao último pregão do mês com queda acumulada de 3,41%.


ROLO COMPRESSOR – Primeira vilã do dia no Ibovespa, Vale abriu com gap de queda, frustrada pelo balanço, e depois foi só acelerando as vendas. No fechamento, derreteu 5,87% e perdeu o suporte dos R$ 80, a R$ 79,44.


… Ao longo do pregão, a turbulência do petróleo, a dose extra de cautela na comunicação do Fed e a percepção de que o Copom não vai ter espaço para relaxar demais entraram como fatores adicionais para derrubar o Ibovespa.


… O movimento negativo se intensificou na reta final e o índice à vista da bolsa doméstica caiu abaixo dos 185 mil pontos. Na sexta queda seguida, fechou em baixa de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, com giro de R$ 28,5 bilhões.


… Os principais bancos caíram forte: Santander perdeu 2,65%, a R$ 28,64, decepcionado pelo resultado trimestral. BB recuou 3,68% (R$ 21,71); Itaú PN, -2,79% (R$ 42,87); BTG, -2,68% (R$ 58,57); e Bradesco PN, -2,35% (R$ 19,11).


… Petrobras figurou entre as poucas altas do dia, mas não salvou a bolsa de terminar no vermelho. Impulsionadas pelo rali do petróleo, as ações ON registraram valorização de 3,16%, a R$ 54,47, e as PN subiram 3,03%, a R$ 48,96.


… O dia aqui foi bem mais negativo do que nas bolsas em Nova York. À espera dos balanços das magníficas, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam estáveis (ambos em -0,04%), aos 7.135,95 pontos e 24.673,24 pontos, respectivamente.


… Só o Dow Jones caiu um pouco mais (-0,57%, aos 48.861,81 pontos), de olho no petróleo e na abordagem do Fed.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE realiza às 10h assembleia geral ordinária (AGO) e extraordinária.


PETROBRAS divulgará relatório de produção e vendas do 1TRI26 após o fechamento.


AÉREAS. Impactado pela guerra no Oriente Médio, o preço do querosene de avião (QAV) deve ser reajustado em cerca de 18% nesta sexta, 1º de maio, sem que as medidas anunciadas pelo governo para mitigar os efeitos da crise sobre o setor estejam totalmente implementadas.


BANCO DO BRASIL aprovou elevação do capital social autorizado para até R$ 150 bilhões. O banco não pretende levantar capital no momento.


BRB. Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto diminuindo em R$ 2,9 bilhões o escopo de imóveis oferecidos para cobrir o rombo do Banco Master no Banco de Brasília.


BV fechou R$ 13 bilhões em negócios sustentáveis em 2025, acumulando R$ 47,7 bilhões desde 2012, o equivalente a 59,6% da meta de R$ 80 bilhões até 2030.


EMBRAER pagará R$ 7,646 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,010 por ação. Ex em 12/05.


SUZANO teve Ebitda de R$ 4,580 bilhões no 1TRI26 e receita de R$ 10,968 bilhões, ambos em linha com o esperado. Lucro líquido foi de R$ 4,312 bilhões, quase 80% acima das projeções.


SABESP afirmou no formulário 20-F arquivado na SEC que desaceleração econômica, inflação, câmbio e mudanças regulatórias podem afetar resultados.


SANEPAR pagará R$ 585,2 milhões em JCP no dia 26 de junho.


CBA pagará R$ 28,7 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,044 por ação. Ex hoje.


EQUATORIAL. O volume de energia distribuída aumentou 4,8% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 15.608 gigawatts-hora (GWh).


CPFL ENERGIA pagará R$ 4,2 bilhões em dividendos, a R$ 3,73 por ação on. Ex hoje.


TAESA pagará dividendos de R$ 310,1 milhões, a R$ 0,30 por ON e PN e R$ 0,90 por unit. Ex hoje.


MULTIPLAN teve lucro líquido de R$ 316,145 milhões no 1TRI26 (+35,1%), Ebitda de R$ 516,482 milhões (+28,9%) e receita de R$ 826,975 milhões (+57,3%).


IGUATEMI projeta capex entre R$ 450 milhões e R$ 600 milhões para 2026 e 2027 e estima pagar R$ 200 milhões em dividendos este ano.


MOTIVA teve lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões no 1TRI26, 12,1% acima das estimativas. Já o Ebitda ajustado de R$ 2,2 bilhões veio 18,2% abaixo do esperado e receita líquida de R$ 3,3 bilhões veio 23,8% pior que o esperado…


… A companhia aprovou programa de recompra de até 3,6 milhões de ações ordinárias, equivalente a cerca de 0,4% do free float.


LOCALIZA. Norges Bank reduziu participação para 4,97% das ações PN.


SÃO MARTINHO anunciou oferta pública de R$ 1,1 bilhão em debêntures incentivadas, com início em 4 de maio.


IOCHPE-MAXION teve lucro líquido de R$ 3,92 milhões no 1TRI26 (-64%), receita de R$ 3,81 bilhões (-3,3%) e Ebitda de R$ 357 milhões (+0,8%).


MAHLE METAL LEVE pagará R$ 275,9 milhões em dividendos, equivalente a R$ 2,03626 por ação, em 27 de maio.


VULCABRAS aprovou novo plano de opção de compra de ações para funcionários e administradores.


VITRU pagará R$ 3,7 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,025117 por ação, em 18 de junho.


BIOMM. Alaska e LAPB elevaram participação para 26,15% do capital, enquanto BRB reduziu fatia para 3,25%.


UNIGEL. Família Slezynger reassumiu a gestão da companhia, com Gabriel Slezynger como “chefe de reestruturação”, em substituição à CEO, Helena Paraíso Ramos, indicada pelos credores.

Mercados 3004

 🌏 *INTERNACIONAL* 


Os mercados globais repercutem nesta quinta-feira as decisões de política monetária de ontem, enquanto a agenda do dia traz novos eventos de peso: o PIB preliminar do primeiro trimestre dos EUA, a decisão de juros do BCE e o índice de inflação PCE americano.


Os futuros de Wall Street e as bolsas europeias operam em território misto. Na Ásia, a maioria dos mercados fecharam em queda. O petróleo tipo Brent recua 1,3%, cotado a US$ 116,50 o barril, depois de ter passado US$ 123, seu maior nível desde 2022, devido aos temores que os EUA possam retomar a ação militar contra o Irã.


Confira as cotações às 7h10:


Bolsas mundiais:

* S&P 500 Futuro +0,11%

* FTSE +0,91%

* CAC -0,83%

* Nikkei -1,06%

* Kospi -1,38%

* Shanghai +0,11%

Commodities:

* Petróleo WTI (jun) +0,20% a US$ 107,09 barril

* Petróleo Brent (jun) -1,30% a US$ 116,50 barril

* Ouro (jun) +1,51%, a US$ 4.630,9 por onça troy

Outros:

* Índice do dólar (DXY): -0,23%, a 98,731 pontos

* Bitcoin +0,87% a US$ 76.108,28

* Treasuries 10 anos: 4,405%, abaixo de 4,434% do fechamento anterior

* Treasuries 2 anos: 3,916%, abaixo de 3,965% do fechamento anterior


O Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O presidente Jerome Powell, em coletiva após a decisão, reforçou a postura de cautela diante das incertezas geopolíticas e do impacto do petróleo sobre a inflação.


Trump rejeitou ontem a mais recente proposta do Irã e confirmou que manterá o bloqueio naval a portos iranianos em Ormuz até que Teerã aceite um acordo que atenda às preocupações americanas sobre o programa nuclear. Em entrevista ao Axios, o presidente disse ver o bloqueio como "mais eficaz" que bombardeios, mas não descartou novas ações militares.


Entre as alternativas estaria uma ofensiva curta e intensa focada em infraestrutura, além de um plano para assumir controle parcial do Estreito de Hormuz, com o objetivo de restabelecer a navegação comercial, possivelmente com uso de tropas terrestres. 


Outras opções incluiriam operações de forças especiais para garantir controle de estoques de urânio altamente enriquecido. 


Na agenda do dia, o destaque é o PIB preliminar do primeiro trimestre dos EUA. Será a primeira leitura da atividade americana no período em que o conflito no Oriente Médio eclodiu. O BTG espera que o PIB acelere para 2,0% t/t anualizado, após crescimento de 0,5% no 4T, trimestre afetado negativamente pelo shutdown.


O BCE também decide juros hoje, com manutenção em 2,0% como cenário base, seguida de coletiva de Lagarde às 10h15. Saem ainda o PCE de março (inflação preferida do Fed) e os pedidos semanais de seguro-desemprego.


O núcleo do PCE deve registrar nova leitura pressionada, elevando a taxa anual para 3,2% e a média móvel trimestral anualizada para 4,2%. 


Na zona do euro, a inflação anual foi divulgada hoje cedo e mostrou alta para 3% em abril, nível mais alto desde setembro de 2023, após taxa de 2,6% em março. Os custos de energia dispararam 10,9%. O PIB da zona do euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre, abaixo do crescimento de 0,2% nos últimos três meses de 2025.


Na China, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor manufatureiro caiu para 50,3 em abril, ante 50,4 em março.


🇧🇷BRASIL


O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos, pressionado pelo tombo das ações da Vale após seus resultados trimestrais decepcionarem o mercado. O dólar avançou 0,40%, fechando a R$ 5,0014.


O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, levando a taxa de 14,75% para 14,5% ao ano, o menor nível desde maio de 2025. O comitê elevou sua projeção de inflação para 2026 de 3,9% para 4,6%, acima do teto da meta, e para o horizonte relevante (4T27) de 3,3% para 3,5%.


Na agenda doméstica de hoje, o destaque é a Pnad Contínua de março, que deve mostrar taxa de 6%, após taxa de desemprego anterior em 5,8%. Sai também o Resultado Primário Consolidado de março. O BTG projeta um déficit primário de R$69,6bilhões.

 

🏢EMPRESAS


A Suzano registrou lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no 1T26, queda de 32% na comparação anual, explicada pela desvalorização do dólar frente ao real, pela menor receita líquida e pelo aumento do custo dos produtos vendidos.


A Multiplan registrou lucro líquido de R$ 316,1 milhões no 1T26, alta de 35,1% na comparação anual. A receita somou R$ 826,9 milhões, crescimento de 57,3%.


A Motiva registrou lucro líquido de R$ 627 milhões no 1T26, crescimento de 16,3% em base ajustada.


A Iochpe-Maxion registrou lucro líquido de R$ 3,92 milhões no 1T26, queda de 64% na comparação anual, pressionada por despesas não recorrentes, menor receita e piora do resultado financeiro.


**Com informações de sites e agências de notícias

Fabio Graner

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