Papo de Economista Semanal
Atravessamos esta semana de olho nas pesquisas para a eleição majoritária do dia 4 e também atento ao comportamento do conflito no Oriente Médio.
Vejamos o que foi destaque.
1) No Oriente, a grande dúvida é saber quanto EUA e Irã cederam para ambas as partes no “liberar” do estreito de Ormuz. Nesta semana, algum avanço houve nas tratativas e com isso o barril de petróleo recuou 6%.
O Brent encerrou a sexta-feira (25) em queda de 2,8%, a US$ 97,44 o barril, acumulando recuo de 6,2% na semana — o maior em meses.
2) A contribuir, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, apresentando aos EUA uma proposta com prazo de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar negociações.
3) Na sexta-feira(25), por aqui, saiu a prévia do IPCA de setembro, que subiu 0,70% — bem acima da deflação de 0,40% em agosto. Maior impacto individual veio da energia elétrica residencial, que disparou 7,42% com o fim do bônus de Itaipu. Em 12 meses, o IPCA-15 avançou de 4,24% para 4,47%.
4) Este resultado, talvez, reforce a percepção de que o Copom deve ser mais cauteloso no ciclo de cortes da Selic. A leitura oficial do IPCA de setembro, prevista para outubro, será determinante para o Copom na reunião de novembro.
5) Neste cenário, o Ibovespa operou sem rumo, “de lado”, fechando a 183.476,86 pontos, queda de 0,96% — a segunda perda semanal consecutiva. Já o dólar fechou a R$ 5,18, com alta de 0,72% na semana.
6) No “front político”, a disputa segue apertada entre Lula da Silva e Flavio Bolsonaro. No entanto, percebe-se alguma perda de tração do primeiro e reação do segundo. E tudo piorou para o primeiro diante de novas gravações de personagens do STF e do entorno do governo Lula. Realmente. Daniel Vorcaro é um “arquivo vivo”.
Boa Semana a todos!
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sábado, 26 de setembro de 2026
Millor sobre Lula
“”Millôr Fernandes sobre Lula:
“A ignorância subiu-lhe à cabeça. Ele acha que sabe tudo, mas não sabe nada".
"Lula chegou ao limite extremo da soberba. E ultrapassou-o".
"O Brasil é o único país em que os ratos conseguem botar a culpa no queijo".
"Lula, um líder aspirando cada vez mais pompa tropeçando cada vez mais nas circunstâncias".
Esse negócio da bebedeira dele foi ridiculo. Ele disse que decidiu expulsar jornalista como exemplo. Para quê? Para que todo mundo fique com medo de escrever coisas negativas sobre ele?"
"Lula é um túnel no fim da luz".
"Freud ficaria besta com Lula; é o ego maior do mundo".
"Lula tem um grande passado pela frente".”
- da TL do Isaac Averbuch / via Alessandro Gagnor Galvão
Micro x Macro
A discussão sobre a questão da baixa produtividade dos fatores de produção, na economia brasileira, nos remete ao fato de que parte do meio acadêmico gosta de trabalhar com a macro keynesiana pelo lado da demanda.
São todos “educados” sob a égide da heterodoxia keynesiana e suas vertentes. Nesta, o debate gira em torno de grandes temas, como os desafios do desenvolvimento, o hiato do produto, as flutuações de demanda “efetiva”, o multiplicador, a demanda por moeda, as formas de atuação do Bacen, etc.
Falar de eficiência alocativa, na produtividade de fatores, são mais uma abordagem ortodoxa. Como tornar os setores produtivos (ou não) mais eficientes? São abordagens neoclássicas, mais micro. A macro keynesiana gosta mais de aborda a economia pelo lado da demanda, enquanto que o neo-clássicos focam mais no setor produtivo, na oferta de fatores, bens e serviços.
Os “policymakers”, em maioria, macro keynesianos, não alcançam. Perdem com isso. Não a toa, as pesquisas da Universidade de Chicago são muito mais focadas na micro, na racionalidade dos agentes, portanto, um celeiro de Prêmios Nobel.
Paramos no tempo no debate econômico, e poucos se convencem disso. Um amigo bem define, “paramos no tempo e andamos em círculo… essas escolas heterodoxas Campinas, por exemplo, insistem no “Keynesianismo bastardo”… aplicando receitas de curto prazo à problemas estruturais e de longo prazo… insistem no erro na esperança de um dia, quem sabe, dar certo…”
Certa feita, o brilhante Gustavo Franco, seguindo Pedro Malan, Bacha, todos economistas da PUC RJ, argumentaram que, pouco a pouco, estaríamos superando os temas macro, como o problema inflacionario, o gerenciamento da demanda agregada, ingressando mais em temas do “dia a dia”, de eficiência aplicativa, ou alocativa, como a questão do crédito, nas suas variadas possibilidades, os setores da economia, etc.
O "empacamento", o impasse, q representa o debate fiscal no país, por culpa do PT, é um ponto a ser salientado. A definição de regras, a disciplina e responsabilidade fiscal, já deveriam ter sido definidos como consensos consolidados. Mas o PT cisma em não considerar estes pontos relevantes. Mas são!
Piora fiscal contribui, nas expectativas, para a deterioração das condições de financiamento, na rolagem da dívida pública. O aumento dos custos financeiros no “carrego” destes títulos públicos é puro sintoma desta piora. Mas vai convencer um petista, apoiado na MMT, de que isso é uma realidade, um fato concreto…
Todos os países, que optaram pela disciplina fiscal, estão melhores que o Brasil.
Se nós formos ver o q a MIT, Princeton, Chicago, Berkeley, etc, produzem de pesquisa aplicada, veremos que são pouquíssimas as pesquisas macros.
Sabem por que? Pq a “fronteira da ciência”, do conhecimento, o “estado da arte”, está no produzir "modelos quantitativos" bem calibrados, e estes só possíveis em situações mais isoladas, no velho "céteris paribus", vendo os efeitos causais entre poucos agentes, mto complicado na macro dinâmica.
São aplicaveis mais na microeconomia. Na macro, ainda tenhamos os modelos DGSE.
No mundo acadêmico, no exterior, quem não adere aos modelos macrométricos, aos poucos, vai ficando para trás.
São todos “educados” sob a égide da heterodoxia keynesiana e suas vertentes. Nesta, o debate gira em torno de grandes temas, como os desafios do desenvolvimento, o hiato do produto, as flutuações de demanda “efetiva”, o multiplicador, a demanda por moeda, as formas de atuação do Bacen, etc.
Falar de eficiência alocativa, na produtividade de fatores, são mais uma abordagem ortodoxa. Como tornar os setores produtivos (ou não) mais eficientes? São abordagens neoclássicas, mais micro. A macro keynesiana gosta mais de aborda a economia pelo lado da demanda, enquanto que o neo-clássicos focam mais no setor produtivo, na oferta de fatores, bens e serviços.
Os “policymakers”, em maioria, macro keynesianos, não alcançam. Perdem com isso. Não a toa, as pesquisas da Universidade de Chicago são muito mais focadas na micro, na racionalidade dos agentes, portanto, um celeiro de Prêmios Nobel.
Paramos no tempo no debate econômico, e poucos se convencem disso. Um amigo bem define, “paramos no tempo e andamos em círculo… essas escolas heterodoxas Campinas, por exemplo, insistem no “Keynesianismo bastardo”… aplicando receitas de curto prazo à problemas estruturais e de longo prazo… insistem no erro na esperança de um dia, quem sabe, dar certo…”
Certa feita, o brilhante Gustavo Franco, seguindo Pedro Malan, Bacha, todos economistas da PUC RJ, argumentaram que, pouco a pouco, estaríamos superando os temas macro, como o problema inflacionario, o gerenciamento da demanda agregada, ingressando mais em temas do “dia a dia”, de eficiência aplicativa, ou alocativa, como a questão do crédito, nas suas variadas possibilidades, os setores da economia, etc.
O "empacamento", o impasse, q representa o debate fiscal no país, por culpa do PT, é um ponto a ser salientado. A definição de regras, a disciplina e responsabilidade fiscal, já deveriam ter sido definidos como consensos consolidados. Mas o PT cisma em não considerar estes pontos relevantes. Mas são!
Piora fiscal contribui, nas expectativas, para a deterioração das condições de financiamento, na rolagem da dívida pública. O aumento dos custos financeiros no “carrego” destes títulos públicos é puro sintoma desta piora. Mas vai convencer um petista, apoiado na MMT, de que isso é uma realidade, um fato concreto…
Todos os países, que optaram pela disciplina fiscal, estão melhores que o Brasil.
Se nós formos ver o q a MIT, Princeton, Chicago, Berkeley, etc, produzem de pesquisa aplicada, veremos que são pouquíssimas as pesquisas macros.
Sabem por que? Pq a “fronteira da ciência”, do conhecimento, o “estado da arte”, está no produzir "modelos quantitativos" bem calibrados, e estes só possíveis em situações mais isoladas, no velho "céteris paribus", vendo os efeitos causais entre poucos agentes, mto complicado na macro dinâmica.
São aplicaveis mais na microeconomia. Na macro, ainda tenhamos os modelos DGSE.
No mundo acadêmico, no exterior, quem não adere aos modelos macrométricos, aos poucos, vai ficando para trás.
Lava Jato
Relembrando trecho do depoimento do Renato Duque para o então juiz Moro em maio/2017:
"É, eu tive, após a saída da Petrobras, três encontros com o Lula: um em 2012, um em 2013 e o último em 2014.
Nesse encontro de 2012, para mim ficou muito evidente, e fiquei surpreendido, com o conhecimento que ele tinha sobre esse projeto de sondas. Ele me questionou — eu já só relembrando, que eu já estava fora da Petrobras desde abril. Nós estamos falando isso aí já é julho. Esse encontro, esse primeiro encontro, se deu em julho de 2012, a meu pedido. Eu conversei com [o] Vacari, que eu queria agradecer pelo período que eu passei na Petrobras. E ele começou a fazer algumas perguntas sobre a questão das sondas. Uma delas, por exemplo, é: por que que não tinha sido assinado o contrato ainda, já que tinha sido aprovado lá em abril? Falei: 'Presidente, eu nem sabia que não tinha sido. Tô fora da empresa, não sei responder.'
Então eu fiquei surpreendido, porque naquela hora - eu, o presidente Lula... né, e Vacari - ficou claro para mim que pelo nível de informação, ele conhecia tudo, e falando esse tipo de coisa na frente do Vacari e na minha frente. Poxa, é, ele tá comandando tudo. O Vacari realmente era um braço que atuava para o Lula, né?
Aí teve um segundo encontro que, da mesma maneira, ele fez perguntas sobre sondas, é, porque não tava recebendo. Até então, em 2013, ele perguntou se eu sabia por que as empresas não estavam pagando. Eu não soube responder também, porque não acompanhava isso.
E por fim, no último encontro, 2013/2014, já com a Lava Jato em andamento, ele me chama em São Paulo. Eu tenho uma reunião no hangar da TAM, no aeroporto de Congonhas. E ele me pergunta se eu tinha uma conta na Suíça com recebimentos da empresa SBM, dizendo que a então presidente Dilma tinha recebido a informação de que um ex-diretor da Petrobras teria recebido dinheiro numa conta na Suíça da SBM. Eu falei: 'Não, não tenho dinheiro da SBM nenhum, nunca recebi dinheiro da SBM.' Aí ele vira para mim e fala assim: 'Olha, e das sondas tem alguma coisa?' Falei ( e tinha né ) - Eu falei: “Não, também não tem.” Ele falou assim: “Olha, presta atenção no que eu vou te dizer. Se tiver alguma coisa, não pode ter, entendeu? Não pode ter nada no teu nome, entendeu?” Eu entendi. Mas o que que eu ia fazer? Não tinha mais o que fazer. Aí ele foi, falou que ia conversar com a Dilma, que ela tava preocupada com esse assunto e queria tranquilizá-la.
Mas nessas três vezes ficou claro, muito claro para mim, que ele tinha pleno conhecimento de tudo e tinha o comando."
Desindustrialização...
Assinar:
Postagens (Atom)
Amilton Aquino
Lula deu ontem sua última cartada. Às favas com a Lei de Responsabilidade Fiscal e com a legislação eleitoral, que proíbe tudo o que está s...
-
*HORA DO MERCADO: BRICS TENTA ACABAR COM DOMINÂNCIA DO DÓLAR E BLOCO SERÁ TAXADO EM 10%, DIZ TRUMP* Por Caroline Aragaki *Trump x dólar* - ...
-
🚔*POLÍCIA FEDERAL DESTRANCADA NO CASO MASTER - MC 20/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O Ministro André Mendonça devolve auto...
-
Análise Bankinter Portugal NY -1,5% US tech -1,9% US Semis -2,5% UEM -2% España -1,1% VIX 26,8% Bund 3,05%. T-Note 4,98%. Spread 2A-10A US...