segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Quem já enfrentou tempestades sabe orientar em mares revoltos

Marcelo Bretas

O Brasil atravessa, mais uma vez, um momento delicado de sua vida institucional. Reportagens recentes da grande imprensa apontam para movimentos políticos e institucionais que, ao invés de fortalecerem a transparência, parecem priorizar acomodações de poder, criando um ambiente de tolerância perigosa com práticas que deveriam ser rigorosamente apuradas.

Não se trata de acusações pessoais, trata-se de padrões institucionais.

Quando investigações envolvendo grandes interesses econômicos passam a ser sistematicamente esvaziadas, postergadas ou neutralizadas por arranjos informais, o que se perde não é apenas a apuração de fatos: perde-se confiança, segurança jurídica e credibilidade internacional.

Vivemos algo que ecoa experiências recentes da nossa história. A Operação Lava Jato, com todos os seus acertos, eventuais erros e excessos, representou um marco de ruptura: pela primeira vez em nossa história, estruturas tradicionais de poder foram submetidas a escrutínio real. E justamente por isso, ela despertou reações intensas.

Hoje, o que preocupa não é um caso específico, mas a repetição de um método:

👉 normalizar acordos políticos como solução para crises de integridade;

👉 substituir governança por conveniência;

👉 trocar compliance por silêncio institucional.

Como magistrado federal por quase três décadas, tive a responsabilidade e o ônus de conduzir investigações complexas envolvendo crimes financeiros, corrupção sistêmica e estruturas sofisticadas de ocultação patrimonial. Essa trajetória me trouxe reconhecimento público, mas, sobretudo, autoridade moral para afirmar: não existe desenvolvimento sustentável sem integridade institucional.

Empresas sérias sabem disso. Investidores globais sabem disso. Conselhos sabem disso.

Compliance, hoje, não é local. É global.

É avaliado por agências internacionais, parceiros comerciais, fundos, bancos multilaterais e reguladores estrangeiros. Nenhuma organização pode se dar ao luxo de navegar em águas turvas achando que o risco é apenas reputacional — ele é financeiro, jurídico e existencial.

É justamente nesse cenário que coloco minha experiência à disposição do setor produtivo.

Quem já navegou por mares revoltos sabe:

  • identificar riscos antes que eles se tornem crises;
  • separar ruído político de risco real;
  • estruturar governança sólida mesmo em ambientes instáveis;
  • proteger empresas, conselhos e lideranças de contaminações institucionais.

Minha atuação hoje é voltada a aconselhar empresários, boards e organizações que desejam crescer de forma segura, ética e alinhada aos padrões internacionais de integridade — especialmente em ambientes onde o Estado falha em dar respostas claras.

Integridade não é discurso. É decisão.

E, nos momentos difíceis, ela exige lideranças que já provaram sua coragem.

Call Matinal 0902

 Call Matinal

09/02/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0602)

MERCADOS

No mercado brasileiro de sexta-feira (06), o Ibovespa superou recordes, avançando 0,45%, a 182.949 pontos, enquanto, no acumulado da semana, avançou 0,97%, na quinta semana seguida de ganhos. Já no mercado cambial, o dólar registrou baixa de 0,63%, a R$ 5,2204. A continuidade da entrada de fluxo de recursos estrangeiro para a bolsa ajuda a fortalecer o real.

 

 

PRINCIPAIS MERCADOS

A sessão desta segunda-feira (09) é de ganhos no pré-mercado dos Estados Unidos, com os investidores atentos a uma semana de divulgação de balanços corporativos, inflação e de emprego.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,18%

S&P 500 Futuro: +0,10%

Nasdaq Futuro: +0,09%

Futuros de NY sobem no início de semana marcada por dados de inflação e emprego.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +1,41%

Nikkei (Japão): +3,89%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,76%

Nifty 50 (Índia): +0,59%

ASX 200 (Austrália): +1,85%

A Bolsa de Tóquio opera em forte alta na segunda-feira, 09 (pelo horário local), como reflexo da vitória acachapante do partido da premiê Sanae Takaichi nas eleições deste domingo. Reguladores chineses pediram contenção nas compras de títulos do Tesouro dos EUA por parte dos bancos. A ordem: reduzir exposição e evitar concentração excessiva.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,47%

DAX (Alemanha): +0,78%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,34%

CAC 40 (França): +0,31%

FTSE MIB (Itália): +1,26%

Bolsas europeias sobem no início de semana agitada; UniCredit se destaca.

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,80%, a US$ 63,04 o barril

Petróleo Brent, -0,54%, a US$ 67,51 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,46%, a 761,50 iuanes (US$ 109,74)

 

 

NO DIA, 0902

Semana importante para o balizamento dos mercados de juros, com payroll e CPI nos EUA e IPCA, dados de varejo e serviços no Brasil. Por aqui, expectativas giram em torno do corte de 0,5 pp da Selic na reunião do Copom de março e as novas apostas de redução do juro também pelo Fed. No Japão, vitória esmagadora de Sanae Takaichi nas eleições parlamentares do fim de semana repercute no iene. Já na B3, a temporada de balanços ganha ritmo, com BTG Pactual (hoje, antes da abertura), BB, Vale e Raízen, sob rumores de recuperação judicial. Amanhã, Petrobras divulga relatório de produção e vendas.

 

Agenda macro 09 a 13 de fevereiro

 

 

Segunda-feira, 09 de Fevereiro 

Brasil: Pesquisa Focus

Brasil: presidente do BCB faz palestra em evento da ABBC, em São Paulo, das 9h30 às 10h25

UE: Christine Lagarde, presidente do BCE, participa às 13h de sessão plenária no Parlamento Europeu

EUA: três Fed boys falam hoje: Christopher Waller (15h30 e 19h00), Stephen Miran (16h30), Raphael Bostic (17h15).

 

 

Boa segunda-feira para todos! Feliz 2026 !

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +2% US tech +2,2% US semis +5,7% UEM +1,2% España +1,1% VIX 17,8% Bund 2,84% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+72pb B10A: ESP 3,22% PT 3,21% FRA 3,44% ITA 3,47% Euribor 12m 2,227% (fut.2,374%) USD 1,185 JPY 185,3 Ouro 5.035$ Brent 67,4$ WTI 62,9$ Bitcoin +9% (70.525$) Ether +9,6% (1.895$).


SESSÃO: Nova Iorque subiu com muita força na sexta-feira, principalmente no final da sessão e particularmente semis (quase +6%), numa reativação da caça às pechinchas depois do sofrido ao longo da semana, principalmente pelo ceticismo perante os investimentos em IA, que cobram seriamente a Alphabet, Microsoft e Amazon (semana: -4,5%, -6,8% e -12,1%, respetivamente). Os futuros para hoje vêm a subir um pouco depois desse esforço de última hora na sexta-feira.


Takaichi (PM) vence as eleições com maioria absoluta (328 assentos de 465) e a bolsa japonesa +4% porque descontam-se estímulos fiscais pró-PIB (menos impostos e mais despesa), embora implica mais dívida e isso eleve as yields das obrigações japonesas. Contudo, o yen aguenta firma, próximo de 156,5/$ e 185,5/€ pela ameaça de outra intervenção, mas também porque se o risco de inflação aumenta, também o faz a probabilidade de outra subida de taxas de juros (agora 0,75%). 


Reino Unido: Starmer (PM) em risco depois de estar indiretamente envolvido no caso Epstein: o seu chefe de gabinete demite-se ao assumir a responsabilidade por ter nomeado Mandelson embaixador dos EUA, apesar de conhecer os seus vínculos a Epstein. Significa yield de obrigações em alta e libra em baixa, além de um risco sério para Starmer, que poderá ter de se demitir. 


Devemos habituar-nos a apoiar sell-offs passageiros e frequentes até que ocorram duas condições: (1) se contenham as avaliações das empresas desenvolvedoras puras de IA (Anthropic, xAI, OpenAI, etc) que pretendem sair à bolsa em finais de 2026, em vez de se expandirem indefinidamente. (2) Se comprove que, mais ou menos, os investimentos em IA das empresas realmente oferecem retornos aceitáveis. 


Estendeu-se a sensação de que a tecnologia – e particularmente tudo o relacionado com IA – deva deter as suas subidas e corrigir até que se comprove que as peças (resultados/expetativas/investimentos) encaixam mais ou menos bem. Não ocorre nenhuma mudança de fundo, mas sim um ceticismo sobre a elevada velocidade que a tecnologia desenvolveu e, particularmente, os semis, tornando-se necessária uma correção preventiva… justamente o que aconteceu nos últimos dias. As bolsas deverão evoluir lentamente ou planas durante umas semanas após a brusca recuperação de sexta-feira em Nova Iorque, apesar da vitória de Takaichi no Japão. Esta perspetiva seria, desde logo, muito melhor do que qualquer exuberância ambiciosa.


No plano convencional, na quarta-feira será publicado o emprego americano de janeiro, que poderá ser mais fraco do que o esperado porque a metodologia é alterada, acompanhado da revisão dos dados de 2025, muito provavelmente em baixa. Será bom para que a Fed baixe taxas de juros, mas a sua interpretação será complexa e o mercado poderá reagir com ceticismo. Na sexta-feira, inflação americana a retroceder (+2,5% vs. +2,7%) e isso será bom. Mais resultados e guias empresariais submetidos à incerteza da IA e, na sexta-feira, o arranque da Conferência de Segurança de Munique, que voltará a colocar à geoestratégia em primeiro plano, e isso pode significar volatilidade em alta. Com tudo isto, o mais provável é um assentamento de níveis e não uma recuperação rápida. Isso seria melhor do que voltar a uma exuberância questionável…


CONCLUSÃO: Hoje, provável subida suave (+0,5%?) depois da mudança em Nova Iorque, na sexta-feira. A vitória de Takaichi no Japão ajudara bastante. Esta semana, poderemos ter uma subida fraca, que deveremos interpretar como um assentamento do mercado e não uma recuperação dos níveis prévios à fase recente de queda; pelo menos, não ainda.


FIM

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Semana importante para os juros aqui e nos EUA*


… A agenda para os juros é forte nesta semana, com payroll e CPI nos Estados Unidos, e IPCA, dados do varejo e de serviços no Brasil, enquanto investidores esperam confirmar as expectativas de um corte de meio ponto da Selic em março e as novas apostas de redução do juro também pelo Fed. No Japão, vitória esmagadora de Sanae Takaichi nas eleições parlamentares do fim de semana repercute no iene. Já na B3, a temporada de balanços ganha ritmo, com BTG Pactual (hoje, antes da abertura), BB, Vale e Raízen, sob rumores de recuperação judicial. Amanhã, Petrobras divulga relatório de produção e vendas. O mercado ainda será movimentado por evento do BTG em São Paulo.


O TRIUNFO DE TAKAICHI – O desfecho das eleições parlamentares no Japão, realizadas neste domingo, trouxe uma vitória descrita como impressionante para a coalizão liderada pela primeira-ministra, Sanae Takaichi.


… O Partido Liberal Democrata (PLD) garantiu ampla maioria na Câmara Baixa, consolidando o mandato da premiê para avançar com uma agenda de expansão fiscal, cortes de impostos e fortalecimento da política de defesa.


… O resultado impulsionou o Nikkei, mas manteve desvalorização sobre o iene e elevou os rendimentos dos títulos japoneses (JGB) nos primeiros negócios. A vitória reduz a incerteza política no curto prazo, mas coloca o BoJ em uma posição delicada.


… A autoridade monetária terá de equilibrar a meta de inflação com os planos de gastos do novo governo, enquanto monitora o câmbio, que pode voltar a testar a barreira dos 160 ienes por dólar — um ponto sensível para a política monetária.


A ELEIÇÃO EM PORTUGAL –Ainda no domingo, ocandidato de centro-esquerda António José Seguro venceu a eleição presidencial com 66% dos votos, derrotando de forma expressiva o populista de extrema-direita André Ventura, que obteve 34%.


IRÃ SEM ACORDO –Após negociações indiretas com Washington mediadas por Omã, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã manterá o direito de enriquecer urânio, mesmo sob pressão militar dos Estados Unidos.


… Neste domingo, disse que a principal força do Irã está na capacidade de “dizer não às grandes potências”. O chanceler reiterou que não aceitará a exigência de “enriquecimento zero” e descartou negociar o programa de mísseis.


… Em entrevista à Al Jazeera, Araghchi afirmou que o país prefere a diplomacia, mas está preparado para uma escalada militar. Apesar da ameaça, o petróleo caía durante a madrugada, confiando nas negociações.


UCRÂNIA – Zelensky afirmou que os Estados Unidos deram prazo até junho para alcançar um acordo que encerre a guerra. Segundo ele, Washington pretende intensificar a pressão sobre Kiev e Moscou caso não haja avanços até o início do verão no Hemisfério Norte.


XI NOS EUA – Em entrevista divulgada pela NBC no domingo, Trump confirmou viagem à Pequim em abril e informou que receberá o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca no fim do ano, em meio aos esforços para recalibrar relações estremecidas pela guerra comercial.


NO BRASIL – Reunião do Diretório Nacional do PT marcou o fim de semana, com críticas aos juros altos e pedidos de revisão da meta de inflação, fixada em 3%. O partido também defendeu que a crise do Master abre espaço para a discussão sobre a autonomia do BC.


… O líder do partido na Câmara, deputado Pedro Uczai, disse que o episódio expôs falhas de fiscalização e defendeu uma “autonomia relativa”, argumentando que o atual modelo teria se tornado, na prática, uma “autonomia absoluta”, com mecanismos de controle frágeis.


… Segundo ele, a discussão não parte formalmente do governo, mas será levada pela bancada ao Congresso, à sociedade e a Haddad.


… O tema ganhou força após o Diretório Nacional do PT aprovar resolução divulgada no sábado, na Bahia, criticando a política monetária. O texto sustenta que a autonomia do Banco Central atuou contra o “projeto [de Lula] eleito nas urnas”.


O SOCORRO AO BRB –As discussões da equipe econômica devem girar em torno do Master nesta semana, após o Banco de Brasília entregar ao BC o plano para lidar com os impactos da compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras do banco, parte delas sob suspeita de fraude.


… O plano prevê um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas em até 180 dias, caso fique comprovada a necessidade de aporte. De acordo com o mercado, o plano discutido com o regulador envolve um aporte potencial de até R$ 5 bilhões.


… O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que há um “cardápio” de alternativas para capitalização, incluindo empréstimo junto ao FGC, operações com consórcio de bancos, um fundo imobiliário com ativos do DF e aporte direto do controlador, o GDF.


… Em paralelo, o banco vendeu R$ 5 bilhões em ativos de alta liquidez (carteiras de crédito consignado e antecipação de FGTS) para frear a fuga de recursos após a liquidação do Master e negocia a venda de quase R$ 1 bilhão em carteiras com garantia do Tesouro para Itaú e Bradesco.


… Souza afirmou que o BRB dará “um passo atrás” e voltará a atuar como banco regional de desenvolvimento, afastando a possibilidade de privatização ou federalização. “O objetivo é preservar a solidez e manter os índices prudenciais, em especial o Índice de Basileia.”


… O banco precisa apresentar o balanço de 2025 até 31 de março e espera divulgar os números já com uma solução para os efeitos da operação com o Master, cuja auditoria ainda avalia a qualidade dos ativos recebidos em substituição aos créditos originalmente adquiridos.


… Na manchete do Estadão de hoje, “Maioria da Câmara e do Senado diz apoiar CPI sobre caso Master”.


IPCA E ATIVIDADE – A divulgação da inflação oficial de janeiro amanhã (terça), junto com os dados de serviços (quinta) e as vendas no varejo (sexta), é esperada para validar as expectativas de um corte inicial de 0,50pp da Selic no Copom de março.


… Para o IPCA, a mediana das estimativas apurada em pesquisa Broadcast é de leve desaceleração para 0,32%, de 0,33% em dezembro. Também a média os núcleos – que será mais observada pelos economistas – deve arrefecer de 0,46% para 0,40% em janeiro.


… Em especial, o mercado quer ver se a inflação de serviços confirma a tendência de desinflação no acumulado de 12 meses.


… Já um recuo nas vendas do varejo ampliado — altamente dependentes das condições de crédito — deve reforçar a tese de que a economia está em desaceleração, conforme o prognóstico apontado na ata da última reunião do Copom.


BTG PACTUAL – O mercado também vai monitorar declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que tem presença confirmada em evento do BTG Pactual nesta semana, amanhã (10) e quarta-feira (11), em São Paulo.


… Estão confirmadas ainda a participação de Fernando Haddad, Hugo Motta e do ministro Vital do Rêgo (TCU), além dos gestores André Jakurski (JGP), Luis Stuhlberger (Verde Asset), Rogerio Xavier (SPX Capital) e uma entrevista com Flávio Bolsonaro.


… Scott Bessent, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, aceitou convite para vir ao Brasil para participar da Conference 2026 do banco.


GALÍPOLO – Hoje, o presidente do BC faz palestra em evento da ABBC, em São Paulo, das 9h30 às 10h25.


BALANÇOS NA B3 –BTG Pactual divulga balanço hoje, antes da abertura do mercado. Após o fechamento, saem os resultados de BB Seguridade, Motiva e São Martinho. Amanhã (terça-feira) tem Banco Inter, Suzano e TIM Brasil.


… Na quarta, destaque para Banco do Brasil, além de Klabin, Assaí, Banrisul, Guararapes e Totvs. Na quinta-feira vem Ambev, Jalles Machado, Neoenergia, Raízen, Copasa e Vale, após o fechamento. Usiminas fecha a semana na sexta-feira.


… Em Nova York, estão previstos para terça-feira Coca-Cola, Ford e AIG; para quarta, McDonald´s; e para quinta, Airbnb.


PAYROLL E CPI – Nos Estados Unidos, os dois indicadores mais importantes da semana também podem influenciar as expectativas para o Fed.


… Após dados fracos do mercado de trabalho na semana passada, o relatório do emprego de janeiro, cuja divulgação atrasou devido à paralisação parcial do governo, sairá na quarta-feira, com estimativa de uma taxa de desemprego estável em 4,4%.


… Uma eventual surpresa, indicando enfraquecimento maior, pode aumentar a pressão por cortes do juro antes do fim do mandato de Powell.


… Seja como for, o mercado ainda deverá esperar pela inflação de janeiro (CPI), que será divulgada na sexta-feira.


MAIS AGENDA – Christine Lagarde, presidente do BCE, participa às 13h de sessão plenária no Parlamento Europeu e três Fed boys falam hoje: Christopher Waller (15h30 e 19h00), Stephen Miran (16h30), Raphael Bostic (17h15).


… Ainda nos Estados Unidos, saem vendas no varejo (amanhã), auxílio-desemprego e vendas de moradias usadas (quinta).


… Na China, serão divulgados os dados da inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de janeiro amanhã, no final da noite. No Japão, um feriado – Dia da Fundação Nacional – deixa os mercados financeiros fechados na quarta-feira.


… Na Europa, são destaques na quinta-feira: o PIB e a produção industrial no Reino Unido, e o relatório de petróleo na AIE. Na sexta, sai o PPI na Alemanha, o PIB e a balança comercial na Zona do Euro. No mesmo dia, o BC da Rússia decide sobre juros.


AQUI – Na sexta-feira, dia das vendas no varejo, sai ainda o IGP-10 de fevereiro.


… Hoje, o BC divulga o Boletim Focus (8h25), com as projeções atualizadas do mercado financeiro para as variáveis econômicas.


LULA – O presidente visita nesta segunda-feira o Centro de Produção de Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan, em São Paulo, e, às 10h, anuncia investimentos relacionados à infraestrutura de produção de insumos e imunobiológicos.


NA CÂMARA – O presidente Hugo Motta convocou reunião de líderes para hoje (11h). Entre as prioridades da semana estará a votação do regime de urgência para o projeto de lei que institui o Redata e o mérito do Marco Legal do Transporte Público.


POLITIZAÇÃO DO ENREDO – Pegou mal no DI a polêmica da declaração do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, de que, após o escândalo do Master, o partido quer rever autonomia do BC, que precisa ser “relativa, não absoluta”.


… O ruído de interferência puxou os juros de médio e longo prazo, enquanto os curtos continuaram comportados, porque o mercado está convencido de que o ciclo de queda da Selic vai começar com corte de meio ponto em março.


… O entendimento no mercado é de que, se a ata não corrigiu o tom da comunicação, é porque liberou esta aposta.


… A BuysideBrazil reduziu na sexta-feira a estimativa para o juro deste ano de 12,25% para 12%.


… A nova projeção, abaixo do consenso no boletim Focus (12,25%), é consistente com a perspectiva de trajetória mais benigna da inflação, câmbio menos pressionado e moderação da atividade econômica, segundo a consultoria.


… No Balanço Macrofiscal apresentado na sexta-feira, a Fazenda aumentou marginalmente a sua projeção para a inflação deste ano, de 3,5% para 3,6%, acima do centro da meta, de 3%, mas enfatizou o alívio contra 2025.


… Segundo a pasta, a desaceleração contra a alta de 4,26% do ano passado deve possibilitar redução na taxa Selic.


… Já o Daycoval reduziu a projeção para IPCA de 4,1% para 3,8%. “A desinflação segue ocorrendo em função do comportamento benigno da inflação importada, e os bens industriais e preços administrados são os destaques.”


… Quanto ao PIB, a Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda reduziu a estimativa para este ano de 2,4% para 2,3%, diante da inércia em 2026 da desaceleração mais forte que a esperada da atividade no fim de 2025.


… No fechamento dos negócios, o contrato de DI para Janeiro de 2027 marcava 13,360% (de 13,379% no ajuste anterior). Já o Jan/29 subia a 12,760% (contra 12,727%); Jan/31, a 13,205% (13,148%); e Jan/33, 13,460% (13,383%).


PIQUE NO LUGAR – Fator extra de volatilidade, a temporada dos balanços continua testando os limites do rali do Ibovespa, que já dá alguns sinais de fadiga, mas prova que ainda está no jogo, mesmo com correções pontuais.


… No último pregão, o índice à vista não conseguiu reproduzir a euforia das bolsas americanas, mas resistiu à queda dos bancos e fechou em alta moderada de 0,45%, colado nos 183 mil pontos (182.949,78), com giro de R$ 30 bilhões.


… O Ibovespa driblou o impacto da onda de vendas nos papéis do Bradesco (PN -2,55%, a R$ 20,61, na terceira maior queda do dia; e ON -1,98%, a R$ 17,81), no day after do balanço, com os investidores frustrados pelo guidance.


… O Bradesco informou que projeta lucro líquido de R$ 27,6 bilhões este ano, 4% abaixo do consenso do mercado.


… No auge do estresse, as ações do banco chegaram a derreter mais de 5%. Mas a tensão foi amenizada, em parte, por relatórios do BofA e do Citi mantendo a recomendação de compra para o Bradesco, apesar dos desafios à frente.


… O Citi cortou em 3% a estimativa de lucro do Bradesco em 2026, para R$ 27,8 bilhões, mas reiterou a recomendação de compra para as ações e elevou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 24, diante do ciclo de cortes da Selic.


… Ainda no setor financeiro, Santander caiu 1,74% (R$ 33,95) e BB ON perdeu 0,45% (R$ 24,33), às vésperas de seu balanço, na quarta-feira. Já BTG Pactual, que solta resultado hoje, ganhou 2,19% e Itaú subiu 2,70%, para R$ 46,75.


… Vinda de recordes históricos, Vale ampliou a realização de lucro (-0,95%, a R$ 85,63), facilitada pela queda de 1,23% do minério de ferro. Petrobras (ON -1,04%, a R$ 38,87; e PN -0,95%, a R$ 36,65) foi na contramão do petróleo.


… Pesou o comentário do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, sobre possível multa à companhia, confirmada depois do fechamento dos mercados, por causa do vazamento de fluido de perfuração ocorrido na Foz do Amazonas.


… A empresa foi multada em R$ 2,5 milhões e tem prazo de 20 dias para pagar ou recorrer da decisão.


… Às voltas com este ruído, Petrobras operou desatrelada da alta de 0,74% do Brent, que fechou a US$ 68,05. O barril operou de olho nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que se recusa a encerrar o programa nuclear.


… Em outra frente, os americanos anunciaram novas sanções para restringir as exportações de petróleo iraniano.


APESAR DE VOCÊ – O plano de gastos de US$ 600 bi em inteligência artificial pelas big techs este ano mantém a inquietação do investidor sobre a bolha, com a percepção de que a corrida pela IA pode estar ficando cara demais.


… Porém, depois de uma sequência de baixas das gigantes de tecnologia, a fuga foi interrompida e deu espaço para uma recuperação firme em alguns papéis do setor, como Nvidia (+7,78%), AMD (+8,28%) e Broadcom (+7,22%).


… O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que o enorme investimento em IA é tanto “apropriado” quanto “necessário”, visto que o setor está passando por uma “construção de infraestrutura única em uma geração”.


… Já as ações da Amazon não embarcaram na onda positiva e afundaram quase 6%, refletindo o balanço divulgado na noite anterior, com guidance fraco e previsão elevada de despesas de capital, de US$ 200 bilhões neste ano.


… Mas o pessimismo nas bolsas foi deixado de lado. O Dow Jones avançou 2,47% e quebrou a barreira inédita dos 50 mil pontos (50.115,67). O S&P 500 subiu 1,97%, a 6.932,30 pontos; e o Nasdaq ganhou 2,18%, a 23.031,21 pontos.


… A melhora no apetite por risco observada na bolsa desmontou posições defensivas nos Treasuries e sustentou o juro da Note de 2 anos a 3,495% (contra 3,464% no pregão da véspera) e de 10 anos, a 4,204% (de 4,194%).


… O investidor também vendeu dólar (DXY, -0,20%, a 97,629 pontos), apesar de o secretário Scott Bessent (Tesouro) ter reiterado a política de dólar forte, contrariando comentários recentes de que uma moeda fraca era “ótima”.


… Em relação ao salto de 1.200 pontos do índice Dow Jones na sexta-feira, ele disse neste domingo, em entrevista para a Fox News, ter o entendimento de que a “Main Street”, a economia real, “está prestes a prosperar”.


… Bessent ainda avaliou que o Fed não deve agir rápido para reduzir o balanço patrimonial, mesmo sob o provável comando da instituição por Kevin Warsh, indicado por Trump e crítico às compras de títulos do Tesouro americano.


… Ainda no câmbio, na sexta-feira, o euro subiu 0,32%, a US$ 1,1822, e a libra esterlina ganhou 0,57%, a US$ 1,3617.


… O iene caiu a 157,15/US$. É grande a expectativa para a moeda japonesa hoje, após a vitória histórica da premiê, Sanae Takaichi, que abre caminho para os cortes de impostos prometidos e preocupa os mercados financeiros.


… Aqui, o dólar acompanhou o enfraquecimento da moeda americana no exterior e fechou em baixa de 0,63% na sexta-feira, a R$ 5,2204. A continuidade da entrada de fluxo de k estrangeiro para a bolsa ajudou a fortalecer o real.


CIAS ABERTAS NO AFTER – JBS anunciou a criação de uma nova plataforma multiproteínas em Omã, no Oriente Médio, com investimento de US$ 150 milhões…


… A JBS adquiriu 80% da Oamn Food Capital, ligada ao fundo soberano Oman Investment Authority, e prevê capacidade acima de 300 mil toneladas/ano, ampliando a presença para 26 países.


PETROBRAS. A Namíbia afirmou que não reconhecerá, por ora, a licença de exploração offshore adquirida pela Petrobras e pela TotalEnergies até que o processo legal de aprovação seja cumprido, segundo autoridades locais.


BRADESCO anunciou três novos indicados ao conselho: Paulo Rogério Caffarelli, Ivan Gontijo e Regina Nunes. Os executivos substituirão Samuel Monteiro, Walter Lus Bernades Albertoni e o ex-presidente do banco, Octavio Lazari…


… As nomeações serão votadas em assembleia em março e estão sujeitas à aprovação do Banco Central…


… O Bradesco convocou AGE para 10 de março para deliberar sobre aumento de capital de R$ 6,67 bilhões, por meio da capitalização da reserva legal, para R$ 93,77 bilhões. Não haverá emissão de ações.


BANCO ABC BRASIL. O banco registrou lucro líquido de R$ 275,5 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 13,4% na comparação anual.


BANCO PINE. O banco estrutura oferta subsequente de ações (follow-on), que pode ser lançada após a divulgação dos resultados anuais, marcada para hoje, segundo fontes do Valor…


… A operação, estimada em cerca de R$ 300 milhões, teria como objetivo ampliar a liquidez dos papéis, sem diluição relevante do controle.


GERDAU. A gestora FMR LLC reduziu participação nas ações PN para 4,4% do total.


COPEL. A BlackRock passou a deter 5,17% das ações ordinárias, segundo atualização de participação relevante.


EQUATORIAL. A energia distribuída subiu 4,9% no quarto trimestre de 2025 ante igual período de 2024, para 16.325 GWh; a energia injetada bruta avançou 5,7%, para 19.941 GWh…


… A energia faturada cresceu 1,1% no período; as perdas totais recuaram para 18,1% da energia injetada, 0,2 p.p. abaixo do ano anterior e 2 p.p. inferiores ao nível regulatório consolidado.


ECORODOVIAS. O tráfego de veículos nas concessões cresceu 23,4% em janeiro na comparação anual.


RAÍZEN. Os controladores informaram que seguem avaliando alternativas para redução da alavancagem e fortalecimento da estrutura de capital, sem decisão tomada até o momento.


AZUL. A aérea concluiu oferta privada de US$ 1,375 bilhão em títulos no exterior, com remuneração de 9,875% ao ano e vencimento em 2031, para avançar no processo de saída do Chapter 11.


AXIA. O conselho aprovou a 8ª emissão de debêntures, que pode chegar a R$ 2 bilhões, com prazos de até 15 anos e incentivo fiscal…


… A companhia realizou a primeira edição de programa interno de compra de ações, com adesão de cerca de 1,6 mil funcionários (22% do quadro), que adquiriram 390 mil papéis com desconto de 10%…


… O pagamento será feito em 12 parcelas sem juros, com abatimento em folha; as ações serão transferidas até o fim do mês e o resgate poderá ocorrer após três anos (Lauro Jardim/O Globo).


HYPERA. A companhia reiterou que avalia oportunidades de negócios no setor, mas afirmou não haver qualquer deliberação sobre a compra da Medley.


GUARARAPES. A varejista informou que avalia a possibilidade de realizar uma oferta pública de ações, sem decisão definitiva até o momento.


LWSA. Encerrou-se sem oposição o prazo para contestação da redução de capital; acionistas receberão R$ 0,25 por ação, com pagamento em 20 de fevereiro.


ESPAÇOLASER. O conselho aprovou a ampliação do programa de recompra de ações, elevando o limite para até 10 milhões de papéis.


SEQUOIA. Veículos sob gestão da JiveMauá converteram debêntures em ações e passaram a deter 99,63% do capital social, assumindo o controle da companhia.


ALLIANÇA SAÚDE. O investidor Nelson Tanure deixou de ser o controlador da empresa e perdeu uma fatia que detinha da Light…


… As ações das empresas haviam sido dadas como garantia para um empréstimo feito para a aquisição da Ligga Telecom, por um consórcio formado pelas gestoras de investimento Farallon e Prisma e pelo BTG e Santander…


… Em fato relevante divulgado no sábado, a Alliança informou que fundos ligados a Tanure agora detêm 6,96% da empresa. Anteriormente, a participação beirava os 67%…


… Já a Light informou que o fundo Opus FIP passou a ser dono de 9,9% de suas ações por conta de “excussão de alienação fiduciária”. Em outras palavras, papéis haviam sido dados como garantia a empréstimo, agora executada.


ONCOCLÍNICAS. A empresa afirmou desconhecer negociações entre a IG4 Capital e o Goldman Sachs envolvendo a participação de 21,17% do banco na companhia.


GAFISA. O Tribunal Arbitral deferiu pedido de extinção do procedimento CAM 269/24 em relação ao Águia Dourada FIIA, após acordo entre as partes; o litígio prossegue apenas contra o Esh Theta Master FIM…


… A Fator Capital passou a deter 9,52% do capital social, com 2,33 milhões de ações ordinárias.


SÃO MARTINHO. A companhia concluiu a incorporação da Nova Egito Agrícola após aprovação em Assembleia Geral Extraordinária, com a consequente extinção da empresa incorporada…


… Segundo a empresa, a operação segue os termos já divulgados, não resultou em aumento de capital e não altera a estrutura societária.

Bastidores Israel

 *Li as 55 páginas – de queixo caído*


Li com muito cuidado as 55 páginas que o Primeiro-Ministro autorizou a publicação. Realmente, o que descreviam os superlativos, o choque e os “tremores” que os membros da Knesset, que tiveram acesso ao material antes de mim, relataram estão corretos e são devastadores a ponto de gerar medo. Este é um documento assustador que todo cidadão israelense deve ler. Não deve, não é permitido ou recomendável — deve ler. Leia e não acredite. Esfregue os olhos e se belisque diante da profundidade e magnitude da cegueira dos chefes do aparato de segurança. Leia, choque-se, estremeça e levante-se diante da maldade, hipocrisia e vileza, e da dimensão da injustiça e do mal perpetrados contra o Primeiro-Ministro Netanyahu.


Estamos falando dos chefes do aparato de segurança que se opõem a ele e resistem veementemente à ideia de eliminar, “podar” e “decapitar” líderes do Hamas — especialmente Sinwar e Deif — enquanto Netanyahu insistiu repetidamente, por uma década, em tentar implementar isso. Quando Netanyahu insiste, eles dizem a ele: “não é viável” ou “não há maturidade operacional”. Leia e se enfureça com esses oficiais cegos, equivocados, míopes e delirantes que, com sua audácia e negligência, fazem briefings contra Netanyahu; exatamente como dissemos desde o início — eles alertaram principalmente por motivos políticos e argumentaram que a “reforma judicial” ameaça a segurança do Estado. Esses órgãos fizeram briefings, mentiram, ameaçaram e vazaram informações de portas fechadas dizendo que “Netanyahu está bloqueando um acordo” e “abandonando os reféns”.


Chefe do Estado-Maior Zamir: “Não há resposta humanitária para o milhão de pessoas que transferiremos, tudo será complicado. Sugiro que retire a devolução dos reféns dos objetivos da guerra”.

Primeiro-Ministro Netanyahu ao Chefe do Estado-Maior: “O plano que você apresentou não ajudará a trazer os reféns de volta. O plano que acabamos de aprovar atingirá os objetivos da guerra de maneira mais eficiente”.


E sobre a responsabilidade de Netanyahu? Netanyahu não está fugindo da responsabilidade — ele explica seu papel e como agiu ao longo dos anos. Vi citações tendenciosas enfatizando que ele votou, em reuniões do gabinete, contra a ocupação da Faixa; é verdade — Netanyahu também votou contra a ocupação da Faixa. Mas quando o quadro geral mostra que todos os chefes do aparato de segurança e todos os ministros pensavam unanimemente, como os protocolos mostraram, e quando logo após o massacre houve pedidos para interromper a guerra e admitir a derrota, fica claro que uma operação para ocupar a Faixa sem o gatilho de 7 de outubro não teria apoio público. Para comparação: na “Operação Margem Protetora”, a comoção pública subiu aos céus após a perda de soldados, e o público não estava pronto para arcar com os altos custos da guerra — até que 7 de outubro aconteceu e provou o contrário.


No final, o PM não está em cima do muro — ele é alimentado pelas informações que lhe foram passadas pelo aparato de segurança e decide de acordo. Em retrospectiva, é fácil julgar, mas quando você olha para o quadro geral, ele não tinha outra opção. Ele, é claro, assume a responsabilidade ministerial, mas responsabilidade não é necessariamente culpa; também se mede pela forma como você lida após o erro. Quando Netanyahu se levantou das cinzas, enfrentou todos os obstrucionistas, reagiu e virou o jogo — cumpriu sua responsabilidade da forma correta, aos meus olhos. Outros erros ao longo dos anos, como o acordo Shalit, são claros e devem ser examinados.


Leia os protocolos — lá estão todas as respostas a todas as perguntas, em grande detalhe. Por isso o Supremo Tribunal de Justiça interrompeu a revisão do Controlador do Estado; por isso eles têm tanto medo de uma comissão de inquérito justa e imparcial. Porque, assim como na montagem maliciosa de casos, eles não estão interessados em justiça, verdade ou respostas — estão interessados em uma única tarefa que lhes é impossível: derrubar Netanyahu.


Leia, e você não vai acreditar.


_Moti Kastel_



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