terça-feira, 28 de julho de 2026

Call Matinal

28/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2707)

MERCADOS

Na segunda-feira (27), o Ibovespa encerrou positivo, 0,74%, a 175.334 pontos, mas com o volume financeiro voltando ao padrão das últimas semanas. O Relatório Focus mostrou mais uma desaceleração nas expectativas de inflação, embora as projeções ainda permaneçam acima da meta. O dólar fechou em alta, 0,60%, a R$ 5,112, refletindo a menor atratividade do carry trade diante da possibilidade de cortes na Selic.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados, nesta terça-feira (28), operam sem um rumo definido, tanto em NY, como no resto do mundo. A influenciar, o desempenho das empresas de semicondutores.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,16%

S&P 500 Futuro: -0,09%

Nasdaq Futuro: -0,70%

Os índices futuros dos EUA operam sem direção única nesta terça-feira (28), à medida que a piora no desempenho das ações de fabricantes de semicondutores ofusca o alívio observado em outros setores, beneficiados pela queda dos preços do petróleo e pelo recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -1,16%

Nikkei (Japão): -3,95%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,41%

Nifty 50 (Índia): +0,03%

ASX 200 (Austrália): +0,60%

Mercados cairam fortes, pela má situação das empresas de semicondutores.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,07%

DAX (Alemanha): +0,32%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,02%

CAC 40 (França): +0,16%

FTSE MIB (Itália): -0,03%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -2,61%, a US$ 80,45 o barril

Petróleo Brent, -3,81%, a US$ 85,55 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,20%, a 741,00 iuanes (US$ 109,52)

Bitcoin, -2,35%, a US$ 63.384,16

Petróleo recua bastante diante da perspectiva de trégua no Oriente Médio. Brent está a US$ 89, caindo -7%.

 

Dia 2807

Dia de IPCA15 por aqui e de reunião do Fed nos EUA, além da tregua no Oriente Medio, o que vem derrubando pesado a cotação dos barris de  petróleo ja negociados abaixo de US$ 90. Não descartemos que o FOMC sinalize uma elevação da taxa FED Fund, na reunião de setembro. Ontem, a cotação do barril de petróleo fechou em forte queda, ampliando o movimento iniciado antes do fim de semana, com a pausa dos ataques entre EUA e o Irã. O Brent caiu 6,33%, para US$ 85,87, e o WTI, 7,5%, para US$ 82,61. A melhora de humor foi reforçada por declarações do presidente Trump, afirmando que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que Washington mantém “boas conversas” com Teerã. “Há uma chance de chegarmos a um acordo”. Na agenda desta terça-feira, destaque para os dados do setor externo de junho, que vem com déficit menor nas transações correntes, e para o IPCA-15 de julho, que deve desacelerar. No calendário corporativo, a expectativa é para o relatório de produção e vendas de Petrobras, após o fechamento do mercado.

 

Agenda

Terça-feira, 28/07

Brasil: Dados do setor externo de junho

Brasil: IPCA-15 de julho, que deve desacelerar

Brasil: Produção e vendas de Petrobras

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,1% EUA tech -0,2% EUA Semis -2,2% UE +0,1% Espanha +0,8% VIX 18,7% Bund 3,13%. T-Note 4,65%. Spread 2A-10A USA=+32pb B10A: ESP 3,59% PT 3,48% ITA 3,94% FRA 3,91% Euribor 12m 2,92% (futuro 12m 3,10%) USD 1,137 JPY 186,2/€ 163,7/$. Ouro 4.077$. Brent 87,8$. WTI 81,9$. Bitcoin +1,2% (64.917$). Ether +4,6% (1.945$).


:: SESSÃO. Hoje o tom é bastante negativo nas bolsas. Principalmente por um errático comportamento dos semis depois de ontem uma empresa chinesa anunciar que poderá começar a fabricar máquinas de litografia avançada. Máquinas que desempenham um papel crucial no fabrico de chips e que eventualmente competirão com os equipamentos que ASML desenvolve. Como consequência, Coreia do Sul cai ca. -10%, Japão -4% e os futuros em Nova Iorque vêm com quedas de -0,4%.

 

Ontem: petróleo ca. -10% até 87 $/barril após a decisão dos EUA de deter os ataques sobre o Irão e a saída bem-sucedida de CXMT (empresa de semis chinesa). Apresentavam um panorama favorável para bolsas e obrigações. Contudo, o anúncio da empresa chinesa, à primeira hora da tarde, de começar a fabricar máquinas para fabricar chips prejudicou tanto ASML (-8,5%) como o setor de semis em geral (-2%), deixando, assim, as bolsas com saldos praticamente planos, tanto na Europa como em Nova Iorque (+0,1%). Por sua vez, as obrigações tiveram uma pausa graças à queda dos preços do petróleo (T-Note -3 p.b.; 4,65%; Bund -4 p.b.; 3,13%), embora ainda se mantenha em níveis quiçá demasiado elevados.


Para hoje, a macro fica para segundo plano (Balança Comercial, Confiança do Consumidor nos EUA) e a atenção está nos semicondutores. O risco de crescente concorrência chinesa é um novo foco de preocupação para o mercado de sobreinvestimento em IA e que propicia realizações de lucros após umas reavaliações anuais que ainda se situam >60%. Na nossa opinião, quiçá as quedas sejam excessivas e se expliquem mais pelo bom comportamento do ano e um contexto de elevada volatilidade do verão do que por uma mudança de fundo nos fundamentos das empresas do setor. Os semis são praticamente imunes ao complexo panorama geoestratégico os lucros empresariais (EPS 2026e +84% vs. +23% no conjunto EUA), portanto, interpretamos as quedas como correções prudentes e não como um aspeto alarmante que oferecem oportunidades de entrada a níveis mais atrativos. 


Deixando de lado os semis, continuamos em plena temporada de resultados. Ontem, após o fecho europeu, LVMH publicou resultados 1S26 que, com aspetos positivos e negativos, não conseguem dissipar as dúvidas sobre o setor do luxo. E à primeira hora, Mercedes corta guias e antecipa queda de vendas em 2026 pela debilidade da procura na China. Hoje também publica Coca-Cola e, após o fecho europeu, ASMI, EssilorLuxottica, Kering… Todos serão no prelúdio dos eventos realmente importantes da semana: (i) a publicação de 4 de 7 Magníficas (na quarta-feira, Microsoft e Meta; na quinta-feira, Apple e Amazon) que certamente serão bons resultados, embora os investimentos de CAPEX que anunciem possam prejudicar. (ii) A reunião da Fed, amanhã, onde o mais provável é que K. Warsh se expresse de forma confusa e seja complicado extrair conclusões fiáveis. E (iii) inflações na Europa, que servirão para testar o impacto do novo aumento dos preços do petróleo em julho. Veremos…


CONCLUSÃO: Hoje arranca fraca como consequência do acontecido no setor de semis, que poderá melhorar um pouco ao longo da sessão, enquanto o petróleo se mantiver <90 $/barril e os resultados empresariais continuarem a dar apoio ao mercado.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: IPCA-15 antes do Fed*


… Na véspera da reunião do Fed, a embicada do petróleo não mudou as apostas altamente majoritárias de que o Comitê poderá sinalizar amanhã uma alta do juro americano em setembro. O risco de volatilidade continua elevado, já que nada está resolvido ainda no Oriente Médio, apesar de novas tentativas de negociação e da suspensão dos ataques entre Estados Unidos e o Irã. Na agenda desta terça-feira, destaque para os dados do setor externo de junho, que vem com déficit menor nas transações correntes, e para o IPCA-15 de julho, que deve desacelerar. No calendário corporativo, a expectativa é para o relatório de produção e vendas de Petrobras, após o fechamento do mercado.


TRUMP FALA EM ACORDO –O petróleo fechou em forte queda nesta segunda-feira, ampliando o movimento iniciado antes do fim de semana, com a pausa dos ataques entre Estados Unidos e o Irã. O Brent caiu 6,33%, para US$ 85,87, e o WTI, 7,5%, para US$ 82,61.


… A melhora de humor foi reforçada por declarações do presidente Trump, afirmando que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que Washington mantém “boas conversas” com Teerã. “Há uma chance de chegarmos a um acordo”, disse ele.


… Apesar da distensão, o conflito permanece longe de uma solução definitiva. O Irã negou negociações diretas com Washington, os Houthis reivindicaram novos ataques contra instalações petrolíferas sauditas e o tráfego no Estreito de Ormuz continua reduzido.


… No fim do dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou como “fabricadas” as reportagens recentes da mídia segundo as quais o seu país teria proposto conversas diretas com Washington.


… Chamou isso de uma invenção do outro lado e ressaltou que o foco atual do Irã é a defesa, afirmando que não há negociações em andamento.


… O risco de volatilidade, portanto, continua vivo e foi expresso por Trump ao dizer que “os ataques poderão ser retomados se os esforços diplomáticos fracassarem”. Na véspera do Fed, a queda do petróleo não reduziu as apostas em alta do juro em setembro.


… Na ferramenta do CME Group, as chances de um aperto naquele mês são projetadas em mais de 80%, atingidas no auge das tensões, quando o Brent voltou a bater os US$ 100: 55,7% esperam alta de 25 pontos, 25,8%, de 50 pontos, e só 18,5% esperam manutenção.


… Para o head de estratégia de mercado global da Ebury, Matthew Ryan, os investidores acreditam que, “no mínimo, o Fomc manterá aberta a opção de elevar os juros em setembro”, depois de decidir pela estabilidade da taxa nesta quarta-feira.


NETANYAHU EM WASHINGTON – Hoje, a reunião entre Trump e o primeiro-ministro de Israel deve oferecer novos sinais sobre a continuidade da trégua e das negociações. Sobre o encontro, o presidente disse que ambos estão bem alinhados no que diz respeito ao Irã.


… Em publicação no X antes da viagem, Netanyahu destacou que será sua oitava reunião com Trump, “mais do que com qualquer outro líder internacional”, e que na conversa desta terça-feira abordará “todos os temas que estão sobre a mesa, mas sobretudo o Irã”.


… O objetivo é claro, escreveu o premiê, “preservar a segurança de Israel, fortalecer seu poder e ampliar o círculo de paz ao nosso redor”.


… Segundo o NYT,Netanyahu deve apresentar informações de inteligência indicando que o Irã está ampliando suas instalações nucleares no complexo de Pickaxe Mountain e que o regime iraniano estaria mentindo ao afirmar que pretende dar continuidade às negociações de paz.


… Citando uma fonte em Jerusalém, o jornal afirmou que Israel descobriu provas de que centrífugas nucleares chegaram recentemente ao país e demonstrará ao presidente Donald Trump que Teerã não estaria negociando de boa-fé neste momento.


… Como um gesto a Trump, que mandou avisá-lo que não aceitaria sua visita de mãos vazias, o gabinete israelense aprovou a entrada de uma força internacional em Gaza, contrariando um princípio estabelecido anteriormente.


… Além de Netanyahu, Donald Trump também receberá hoje na Casa Branca o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.


CHINA – Discursando em evento da GM em Milford, Michigan, Trump disse que montadoras europeias, como BMW, Mercedes e Volkswagen, estão sendo “dizimadas” pelos carros chineses, ao defender tarifas abrangentes e a produção de veículos nos Estados Unidos.


… Ao mesmo tempo, a China cobrou os Estados Unidos a “corrigirem seus erros” e eliminarem completamente as medidas tarifárias unilaterais, após a imposição da sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos chineses no âmbito da investigação relacionada ao trabalho forçado.


… Segundo Pequim, os Estados Unidos usam a questão do trabalho forçado como pretexto para justificar novas barreiras comerciais, “apesar de não terem ratificado a Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930”.


… O governo chinês também acusou os Estados Unidos de “hegemonismo em IA” e afirmou que poderá adotar contramedidas após autoridades de Washington declararem que empresas chinesas podem ser alvo de sanções por suposta apropriação indevida de tecnologia americana.


… Já Trump reagiu dizendo que os Estados Unidos estão vencendo a China na corrida de inteligência artificial.


OMC – O Brasil apresentou nesta segunda-feira um pedido formal de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio contra as novas tarifas impostas ao País.


… A ação questiona tanto a sobretaxa de 25%, aplicada na investigação específica sobre o Brasil, quanto a tarifa adicional de 12,5% anunciada para um grupo de 60 países. Segundo o Itamaraty, as medidas são incompatíveis com as regras do comércio internacional.


… O governo continua estudando a Lei da Reciprocidade, mas busca equilibrar uma resposta para evitar impactos sobre o mercado interno.


CRISE DIPLOMÁTICA – Também a tensão entre Brasil e Argentina continuou escalando nesta segunda-feira.


… Depois de convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas e cobrar explicações do governo argentino, o Itamaraty passou a tratar como “muito grave” a ofensiva verbal do presidente Javier Milei contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes.


… Os integrantes do governo, porém, foram orientados a evitar ataques pessoais para não ampliar o desgaste diplomático.


… Ao longo do dia, Milei voltou a atacar o governo brasileiro nas redes sociais, repetiu críticas a Lula e ao STF e fez novas acusações, sem apresentar provas, de interferência do Brasil na eleição presidencial argentina de 2023.


… Em telefonema com Lula, o presidente chinês, Xi Jinping, deu apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e contra “interferências externas”.


DIA DE IPCA-15 – Principal destaque da agenda, o IPCA-15 de julho será divulgado pelo IBGE às 9h e deve confirmar a desaceleração da inflação e reforçar o cenário favorável para o Copom, que faz sua reunião de política monetária na semana que vem.


… Mediana das projeções (Broadcast) aponta alta de 0,21%, após 0,41% em junho, reduzindo o acumulado em 12 meses de 4,80% para 4,67%.


… A melhora deve ser sustentada principalmente pela deflação dos alimentos, especialmente produtos in natura, que mais do que compensará a alta esperada de passagens aéreas, energia elétrica e combustíveis.


… A expectativa é de queda de 0,84% nos preços da alimentação no domicílio, além de desaceleração dos preços livres e dos bens industriais.


… Além do índice cheio, investidores acompanharão a composição do indicador. A média dos núcleos de inflação deve desacelerar de 0,34% para 0,25%, sinalizando perda adicional de fôlego das pressões mais persistentes sobre os preços.


… Ainda assim, serviços e preços administrados devem permanecer pressionados, refletindo reajustes de energia e a alta das passagens aéreas.


… Na quinta-feira, serão importantes os dados do mercado de trabalho, com Caged e Pnad Contínua de junho.


MAIS AGENDA – Antes do IPCA-15, investidores acompanham a Nota do Setor Externo, às 8h30, com a mediana das projeções apontando para um déficit de US$ 2,3 bilhões em transações correntes em junho, após saldo negativo de US$ 3,185 bilhões em maio.


… Ao longo da manhã, o Tesouro realiza leilão de títulos (11h), enquanto o Banco Central promove leilão de swap cambial (11h30).


… Nos Estados Unidos, o destaque é o índice de confiança do consumidor de julho, medido pelo Conference Board (11h). A expectativa é de alta para 92,2 pontos, ante 91,2 em junho, em mais um indicador relevante para calibrar as expectativas às vésperas da decisão do Fed.


BALANÇOS – A temporada de resultados do segundo trimestre segue movimentando os mercados nesta terça-feira.


… Antes da abertura de Wall Street, divulgam seus números Boeing e Coca-Cola, enquanto, no Reino Unido, saem os balanços de Barclays e Rio Tinto. Após o fechamento dos mercados americanos, será a vez de Visa e Ford.


… Aqui, não estão previstos balanços nesta terça-feira, mas os investidores acompanham as teleconferências da Telefônica Brasil (Vivo), às 10h, e da TIM, às 11h, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, ontem à noite.


… A Vivo reportou lucro líquido de R$ 1,57 bilhão, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos móvel e fixo, expansão das margens e controle de custos.


… Já a TIM apresentou lucro líquido normalizado de R$ 1,04 bilhão, praticamente em linha com as expectativas do mercado, enquanto Ebitda e receita vieram acima das projeções, reforçando a continuidade do bom desempenho operacional da companhia.


PETROBRAS – Divulga relatório de produção e vendas do segundo trimestre hoje, após o fechamento do mercado.


VALE – Ainda no calendário corporativo, é grande a expectativa pelo balanço de Vale, nesta quinta-feira. A previsão das Prévias Broadcast é de um lucro de US$ 1,8 bilhão no segundo trimestre – o que, se confirmado, representará recuo de 10,8% ante o 2TRI25.


CURTAS DA POLÍTICA – A pesquisa AtlasIntel, que será divulgada nesta terça-feira, deve trazer a primeira leitura dos efeitos eleitorais do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.


… O levantamento também vai testar, pela primeira vez, um eventual confronto entre Michelle Bolsonaro e Lula no primeiro e no segundo turno.


… Já a pesquisa BTG/Nexus, nesta segunda, mostrou Lula com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o presidente aparece à frente, com 47%, ante 43% do senador.


ZEMA. O Partido Novo oficializou Romeu Zema como candidato à Presidência da República.


… O ex-governador de Minas Gerais afirmou que manterá a candidatura até o fim, descartou novamente a possibilidade de compor uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro e disse que a definição do companheiro de chapa deve ocorrer nas próximas semanas.


INDÚSTRIA. O pessimismo voltou a avançar entre os empresários industriais em julho. Levantamento da CNI mostrou que 26 dos 29 setores pesquisados estão sem confiança, enquanto apenas três permanecem otimistas.


… Segundo a entidade, a falta prolongada de confiança tende a adiar investimentos, contratações e decisões de aumento da produção.


REFORMA TRIBUTÁRIA. O Ministério da Fazenda informou que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS divulgarão até o fim de julho o calendário de obrigatoriedade dos novos documentos fiscais eletrônicos da reforma tributária.


… O governo também anunciou que lançará um programa de estímulo à conformidade para apoiar a fase de transição da CBS e do IBS.


PREVIDÊNCIA. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que não considera necessária uma nova reforma que aumente a idade mínima ou as alíquotas de aposentadoria, dizendo que o desafio deve ser enfrentado pela revisão de políticas que afetam as receitas da Previdência.


EM CIMA DA HORA – Às vésperas da bateria de importantes decisões globais de política monetária, a surpresa com o petróleo abaixo de US$ 90 desconstrói parte o estresse e chama os grandes BCs a administrarem a reviravolta.


… As apostas para os juros em setembro vêm afunilando nas últimas semanas para a tendência mais conservadora (aperto do Fed e pausa do Copom), mas o tombo do petróleo ressurge e ainda pode confundir as expectativas.


… Por enquanto, porém, o mercado mantém a precificação hawkish como majoritária, mesmo porque, até setembro ainda tem tempo e muita coisa pode rolar. Kevin Warsh, que já não gosta de dar guidance, pode ficar na sua.


… Galípolo também deve evitar se comprometer precocemente antes de saber se o alívio do petróleo vem pra ficar.


… Durante evento da XP, na última sexta-feira, ele já disse que ambientes de alta incerteza econômica exigem cautela e humildade na comunicação oficial, evitando o uso rígido de forward guidance para preservar a flexibilidade.


… Enquanto isso, o petróleo derrete com a pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã e a esperança renovada sobre as negociações para um possível acordo de paz, com todas as atenções hoje em Trump e Netanyahu.


… O tombo do Brent aliviou o temor inflacionário e desencadeou forte devolução de prêmios de risco na curva do DI.


… A curva ignorou a leve piora apontada pelo boletim Focus da mediana das estimativas para o IPCA do ano que vem (de 4,20% a 4,22%) e para 2028 (de 3,78% para 3,80%). Já a projeção para 2026 melhorou de 5,15% para 5,12%.


… No fechamento, o contrato do DI para Janeiro de 2027 caiu a 13,900% (de 13,960% no ajuste anterior); Jan/28, a 14,015% (de 14,167%); Jan/29, a 14,310% (de 14,457%); Jan/31, a 14,545% (14,632%); e Jan/33, 14,650% (14,699%).


… Com a pausa nos ataques ininterruptos das últimas duas semanas no Oriente Médio, as taxas dos Treasuries se sentiram à vontade também para o ajuste em baixa: Note-2 anos, 4,320%, de 4,330%; e 10 anos, 4,647%, de 4,678%.


… Descolado do cenário de risk-on, o dólar subiu, ou melhor, foi o real que caiu, porque desta vez não pôde contar com o suporte do petróleo caro, que vinha dando fôlego para as moedas de países produtores da commodity.


… Após o tombo do barril, o dólar à vista fechou em alta de 0,62%, negociado a R$ 5,1122, e destoou da estabilidade do câmbio lá fora, onde o índice DXY ficou praticamente estável (+0,07%, a 101,535 pontos), à espera do Fed.


… O iene, que acompanha a decisão do BoJ essa semana, subiu para 163,72 por dólar. Ontem, a premiê, Sanae Takaichi, falou sobre política fiscal e defendeu que o Japão abandone o pensamento “excessivamente austero”.


… A libra caiu 0,23% antes da reunião do BoE, para US$ 1,3290, e o euro fechou de lado (-0,03%), a US$ 1,1371.


NÃO MELOU – Em queda livre, o petróleo levou junto para o negativo os papéis da Petrobras (ON -3,15%, R$ 46,05; PN, -2,84%, a R$ 41,01), mas a onda de vendas não impediu o Ibovespa de reconquistar os 175 mil pontos.


… Vale e os bancos fizeram o contraponto para o índice à vista defender uma alta de 0,74%, aos 175.334,46 pontos. Como de costume, o giro continuou fraco: R$ 19,2 bilhões. A temporada dos balanços começa a agitar o pedaço.


… Santander, que abre amanhã a safra do setor financeiro, saltou 3,87% e fechou na máxima de R$ 27,36. Itaú PN ganhou 1,40% (R$ 42,69), Bradesco PN avançou 1,24% (R$ 18,71) e BB ON registrou impulso de 0,74% (R$ 20,50).


… Vale, que também vem aí com o seu resultado trimestral, na quinta-feira, subiu 0,60%, negociada a R$ 75,69.


… Como aqui, em Nova York, os investidores acionam a expectativa pelos balanços e lançam um foco especial de atenção sobre os planos de gastos das gigantes de tecnologia em inteligência artificial nos próximos trimestres.


… Houve desconforto ainda ontem com a informação na imprensa de que a China começou a desenvolver máquinas de litografia ultravioleta profunda, utilizadas para fabricar semicondutores, preocupando a concorrência americana.


… Os riscos falaram mais alto para o Nasdaq, que não aproveitou o alívio do petróleo e caiu 0,18%, a 24.932,08 pontos. O S&P 500 fechou estável (+0,02%), a 7.413,18 pontos, e o Dow Jones subiu 0,51%, a 52.210,08 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – A Fitch reafirmou em BBB os ratings do BANCO DO BRASIL de transações de fluxo futuro lastreadas em direitos de pagamento em dólares originados pelo banco, com perspectiva estável.


NATURA. S&P reafirmou o rating brAAA e alterou a perspectiva de estável para negativa, citando riscos de execução, custos de transformação e desafios na integração com a Avon.


HAPVIDA lançará em agosto a NotreDame Saúde, marca de planos voltada ao segmento premium, com rede credenciada de hospitais e laboratórios de alta complexidade.


WEG. Citi manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 49, destacando demanda sólida e menor exposição às tarifas de importação dos Estados Unidos.


ISA ENERGIA. JPMorgan rebaixou recomendação de compra para neutra e reduziu preço-alvo de R$ 30 a R$ 26,50.


SIMPAR teve receita líquida de R$ 11,25 bilhões no segundo trimestre, alta de 8,8% ante um ano antes. A alavancagem caiu para 2,8 vezes, menor nível desde o IPO.


GRUPO TOKY aprovou grupamento de ações na proporção de 20 para 1 para adequar a cotação dos papéis ao mínimo de R$ 1 exigido pela B3.


TUPY contratou R$ 600 milhões em financiamentos junto ao BNDES, com prazo de 60 meses, para otimizar a estrutura financeira e apoiar sua estratégia de crescimento.

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