Análise Bankinter Portugal
NY -1,5% US tech -2,0% US Semis -3,6% UEM -0,7% España -0,1% VIX 22,2% Bund 3,08%. T-Note 4,55%. Spread 2A-10A USA=+41pb B10A: ESP 3,52% PT 3,46% ITA 3,85% FRA 3,74% Euribor 12m 2,87% (fut.12m 3,01%) USD 1,154 JPY 185,2/€ 160,5/$. Ouro 4.072$. Brent 93,1$. WTI 90,0$. Bitcoin -0,6% (61.742$). Ether -1,8% (1.629$).
:: SESSÃO. Os EUA intensificam os ataques no Irão e Trump ameaça atuar em Teerão se o Irão não assinar de forma iminente um acordo de paz. Contudo, o petróleo mantém-se perto dos 90 $/barril e os futuros das bolsas avaliam com algum positivismo à espera da reunião de taxas de juros do BCE de hoje (13:15 h).
Ontem o tom foi negativo nas bolsas (Nova Iorque -1,5%, Europa -0,7%) e obrigações (T-Note +3 p.b., Bund +4 p.b.) num movimento de risk-off que recebe o aumento do prémio de risco por geoestratégia e algum nervosismo do mercado por conhecer a decisão de taxas de juros do BCE e a saída à bolsa de SpaceX amanhã… No plano mais convencional, a inflação americana de maio cumpriu o esperado. Tanto a taxa geral (+4,2% vs. +3,8% anterior) como a subjacente (+2,9% vs. +2,8% ant. vs. +2,5% antes do início da guerra). Na nossa opinião, a leitura dos dados é positiva. Principalmente porque: (1) com os preços da gasolina a moderarem-se, o registo de maio poderá ser o pico da inflação, mostrando que a pressão em preços derivada do conflito foi mais benigna do que o esperado. (ii) Uma inflação subjacente inferior a +3,0% demonstra que o encarecimento da energia não causa efeitos de segunda ronda sobre os preços e que, portanto, (iii) o aumento da inflação tem caráter mais transitório do que estrutural. Em suma, primeiro marco da semana (IPC EUA) sem surpresas e dando algum alívio ao mercado.
Para hoje, o foco está na reunião de taxas de juros do BCE (13:15 h). O mercado dá por garantida uma subida de 25 p.b. até 2,25%/2,40% (Depósito/Crédito) e, portanto, a chave estará na atualização do quadro macro e dialética que Lagarde utilize na comparência (13:45 h). Em relação a este último ponto, acreditamos que irá manter a “abordagem dependente de dados” e “a cada reunião”, evitando mensagens explícitas, mantendo todas as opções abertas. Na nossa opinião, com um crescimento errático (+0,3% 1T26) e uns picos de inflação (+3,2%) inferiores ao estimado inicialmente, fazem-nos estar um pouco céticos sobre as subidas de taxas de juros do BCE que o mercado desconta. Veremos… Às 13:30 h, também serão publicados os Preços Industriais (maio) nos EUA. Provavelmente a subirem até +6,4% desde +6,0%, embora certamente para segundo plano após se conhecer o dado de inflação de ontem.
Na frente empresarial, Oracle publicou ontem no fecho resultados melhores do que o esperado, mas cai -10% em aftermarket após anunciar a sua intenção de aumentar o endividamento por 40.000 M$ (dívida + ampliação capital) para continuar com os seus planos de investimento/CAPEX.
Com esta mistura, o lógico hoje seria ver alguma estabilização do mercado, desde que não haja surpresas negativas na frente geoestratégica e o petróleo se mantenha próximo aos 90 $/barril.
FIM