terça-feira, 9 de setembro de 2025

Nada q o $$ não possa comprar

 https://www.conjur.com.br/2025-abr-07/juristocracia-nao-e-democracia/


Sim, a juristocracia não é democracia, pois na juristocracia o poder de decisão é transferido para o judiciário, que governa de facto por meio de um ativismo judicial, em detrimento da vontade popular e da separação dos poderes clássica. A democracia, ao contrário, fundamenta-se na soberania popular e no consentimento dos governados. 


O que é a Juristocracia?

É um regime onde juízes e outros atores da elite jurídico-política assumem funções políticas, substituindo ou limitando os poderes Legislativo e Executivo. 


Não é um sistema de governo, mas uma manifestação de poder judicial que extrapola os limites constitucionais. 


Carateriza-se pela judicialização da política, com o judiciário a intervir em assuntos que não lhe competem, como orçamento, saúde, e políticas públicas. 


Por que a Juristocracia é diferente da Democracia?


Soberania:

Na democracia, a soberania reside no povo; na juristocracia, o poder é exercido por uma elite que não tem representação popular direta. 


Separação de Poderes:

A democracia busca a separação dos poderes, enquanto a juristocracia implica uma transferência desse poder para o judiciário, quebrando o equilíbrio constitucional. 


Participação Popular:

Na democracia, as decisões políticas são tomadas com base no consentimento dos governados; a juristocracia pode diminuir a participação popular. 


Consequências da Juristocracia:

Ameaça ao Estado de Direito e ao controle democrático sobre as decisões políticas. 

Perda do controle sobre as políticas públicas pelo Legislativo e Executivo, cujas decisões podem ser alteradas ou canceladas pelo judiciário. 


A juristocracia é frequentemente vista como uma forma de governo em que o judiciário assume um papel político indevido.

BDM Matinal Riscala

 BDM: Moraes vota hoje em meio a temor de sanções

 

... A agenda esvaziada dos mercados nesta terça-feira deixa o caminho livre para o investidor acompanhar o julgamento de Jair Bolsonaro, que será retomado às 9h, no STF, com o voto do ministro-relator, Alexandre de Moraes. A expectativa de uma condenação é consenso, até mesmo entre seus aliados. O que não se sabe é como Trump reagirá a esse provável resultado. O receio de novas sanções contra o Brasil mantém a cautela, embora a aposta em cortes maiores do juro americano segure um pouco os movimentos defensivos. Entre os destaques, sai a revisão anual do payroll nos EUA, a Apple apresenta o Iphone 17 e a Anfavea divulga vendas e produção de veículos.

 

... No final do dia, em postagem no X, o subsecretário de Diplomacia Pública da Casa Branca, Darren Beattie, trouxe nova ameaça, dizendo que “medidas cabíveis” continuarão a ser tomadas contra Moraes e “indivíduos cujos abusos têm minado as liberdades fundamentais”.

 

... Citando os protestos bolsonaristas do último domingo, Beattie escreveu que as manifestações do 7 de Setembro foram “um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro, que busca preservar os valores da liberdade e da justiça”.

 

... Ainda ontem, em reunião do Conselho Superior do Agronegócio, o ex-embaixador Rubens Barbosa, que serviu em Washington e Londres, previu que os Estados Unidos devem impor novas sanções do Brasil ao final do julgamento de Bolsonaro, previsto para sexta-feira.

 

... O clima de apreensão é tanto, que até o visto diplomático concedido pelos EUA para o ministro Haddad, que participará da Semana do Clima em NY entre os dias 21 e 28, virou notícia. No dia 23, é Lula quem viaja, para a abertura da Assembleia Geral da ONU.

 

... No mercado, a tensão foi amplificada pelo tom radical do governador Tarcísio, que discursou na av. Paulista com críticas pesadas a Moraes, em uma guinada eleitoral para a extrema-direita que pode ter comprometido sua imagem e foi considerada um erro.

 

... Muita gente entende que Tarcísio tenha que falar aos bolsonaristas, mas também precisa atrair o eleitor moderado para ganhar.

 

... Pesquisa CNT/MDA divulgada ontem mostrou que Lula derrotaria os adversários em seis cenários testados para o segundo turno, com 45,7% contra Bolsonaro (37,7%) e com 43,9% contra Tarcísio (37,6%). No primeiro turno, Lula teria 35,8% e Tarcísio, 17,7%.

 

... Os resultados frustraram quem espera uma alternância do poder nas eleições presidenciais de 2026.

 

... Em Brasília, o governo opera para evitar que a turbulência política não prejudique a sua agenda no Congresso. Na reunião com os ministros, nesta segunda-feira, Gleisi Hoffmann pediu aos ministros do Centrão que retomem seus mandados temporariamente.

 

... A cobrança é direcionada principalmente aos ministros parlamentares do PP e União Brasil, que resistem em sair, mesmo após as cúpulas de seus partidos terem rompido com governo: André Fufuca (Esporte), Celso Sabino (Turismo) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

 

... Os ministros da Pesca, André de Paula (PSD), e de Cidades, Jader Filho (MDB), também devem reassumir as vagas na Câmara, enquanto no Senado, a ajuda deve ser de Renan Filho, de Transportes, e Simone Tebet, do Planejamento - ambos do MDB.

 

... Participantes da reunião relataram à Coluna do Estadão que há um temor no Planalto de que propostas do governo sejam derrotadas por poucos votos, em meio ao ambiente político conflagrado com o julgamento de Bolsonaro e a pressão pela anistia.

 

... Na votação recente da PEC dos precatórios, o governo conseguiu derrubar um destaque do PL por só um voto.

 

... A atenção será redobrada nas votações da isenção do IR, PEC da Segurança e das MPs do Gás do Povo e da redução da conta de luz.

 

A CRISE NA FRANÇA - O presidente Emmanuel Macron deve anunciar ainda nesta semana o substituto de François Bayrou, que perdeu uma votação de confiança parlamentar (por 364 votos contra 194) convocada por ele mesmo.

 

... Segundo relatório da Eurasia, o tamanho da derrota de Bayrou fortaleceu pressões da extrema-direita e da esquerda radical por eleições antecipadas e até pela renúncia do presidente. Mas Macron “recusará ambos os caminhos”.

 

... Deve pedir ao novo premiê que busque um acordo com os socialistas para viabilizar um orçamento menos ambicioso de corte de déficit.

 

... No final do primeiro trimestre de 2025, a dívida pública francesa era de 3,346 trilhões de euros, ou 114% do PIB.

 

NO JAPÃO - A mudança no governo japonês não deve impedir o BoJ de manter o ciclo de alta de juros, na visão da Capital Economics.

 

... “Os mercados parecem preocupados que o sucessor do primeiro-ministro Shigeru Ishiba pressionará por juros baixos, mas os precedentes disponíveis sugerem que o Banco do Japão não seria facilmente coagido”, avaliou a consultoria em relatório.

 

... Ishiba anunciou sua renúncia no fim de semana após a derrota do Partido Liberal Democrata (LDP) nas eleições da Câmara Alta em julho. A escolha do novo líder do partido, e próximo premiê, está marcada para 4 de outubro.

 

E NA ARGENTINA - O presidente Javier Milei reuniu duas vezes o seu gabinete na Casa Rosada, nesta segunda-feira, após a dura derrota eleitoral do governo nas eleições deste domingo na província de Buenos Aires.

 

... Nesse contexto de forte tensão política, o La Nación apurou que não deve haver mudanças na equipe governamental.

 

... O revés eleitoral impôs uma sessão de nervosismo nos mercados argentinos, em meio às incertezas sobre a agenda de estabilização fiscal.

 

... O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 13,25%, enquanto em Nova York o tombo dos ADRs argentinos chegou a se aproximar de 25%: BBVA (-24,41%), Supervielle (-23,97%), Banco Macro (-23,57%) e Grupo Financiero Galicia (-23,57%).

 

... No câmbio, o dólar se aproximou do teto fixado pelo regime de banda móvel, atualmente em 1.470 pesos argentinos. No final da tarde, a moeda americana subia a 1.423,4953 pesos, uma alta acima de 4% sobre o fechamento de sexta-feira.

 

... No mercado paralelo, o dólar blue avançou ao maior nível em mais de um ano, a 1.385 pesos, de acordo com o Ámbito Financiero.

 

HOJE - No final do dia, o secretário de Finanças, Pablo Quirno, anunciou no X uma série de leilões para esta terça-feira, incluindo a oferta de Lecaps em pesos, títulos do Tesouro em pesos e de títulos denominados em dólares americanos.

 

MAIS AGENDA - Dia fraco de indicadores começa com a primeira prévia de setembro do IPC-Fipe, às 5h. Já às 10h, saem os dados da Anfavea de produção e vendas de veículos em agosto, além dos dados industriais da CNI (julho).

 

... Às 15h30, Galípolo recebe o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, para tratar de assuntos institucionais, após o Banco Central ter reprovado a operação envolvendo a compra da instituição pelo BRB, na semana passada.

 

... Nos Estados Unidos, depois do payroll fraco de agosto, sai a revisão anual preliminar do relatório de emprego, às 11h. No Reino Unido, em meio à crise fiscal, a ministra das Finanças, Rachel Reeves testemunha na Câmara, às 7h30.

 

... O BC do Chile divulga, às 18h, sua decisão de política monetária e, na China, paralelamente ao Congresso Nacional do Povo, saem no final da noite, às 22h30, os indicadores de inflação do CPI e do PPI relativos ao mês de agosto.

 

NA DEFESIVA - O perigo de o governo Trump impor novas sanções ao Brasil com o fim do julgamento de Bolsonaro levou os bancos a caírem em bloco e precipitou uma realização do Ibovespa depois dos recordes inéditos.

 

... Além da resposta à cena política, os papéis do setor financeiro reproduziram ainda o Pix parcelado.

 

... Segundo a Fitch, a modalidade pode intensificar a concorrência com cartões de crédito, remodelar o setor de pagamentos e estimular a inovação fintech, impulsionando uma competição com os bancos tradicionais.

 

... Sem apetite para risco, BB ON perdeu 0,95%, a R$ 20,95, e passou a acumular perdas de 10% no ano. Itaú caiu 0,47%, a R$ 38,18; Bradesco PN, -0,52%, a R$ 17,15; Bradesco ON, -0,48% (R$ 14,64); e Santander, -1,71% (R$ 28,69).


... Sob o ajuste negativo dos bancos e vindo dos topos históricos na sexta-feira, o Ibovespa chamou uma correção moderada e caiu 0,59%, abaixo dos 142 mil pontos (141.791,58). O giro não deu para nada: menos de R$ 17 bilhões.

 

... As ordens de vendas na bolsa foram limitadas pelas posições nas blue chips das commodities. As ações da Vale subiram de leve (+0,25%), para R$ 56,36, acompanhando a alta de 0,64% do minério de ferro no mercado chinês.

 

... Na cola do petróleo, Petrobras ON registrou valorização de 0,88%, para R$ 33,19, e PN subiu 0,39%, a R$ 30,71.

 

... As perspectivas de novas sanções do Ocidente à Rússia, depois do forte ataque à Kiev no fim de semana, deram impulso ao Brent, que se recuperou parcialmente da perda de 2,22% do pregão anterior e subiu 0,79%, a US$ 66,02.

 

... A decisão da Opep+ de elevar a oferta em 137 mil bpd não conseguiu derrubar o barril, porque ficou abaixo dos 144 mil bpd dos dois meses anteriores e a aposta é de que a produção real seja inferior ao volume prometido.

 

... Em Wall Street, o destaque ficou com o Nasdaq, que subiu 0,45% e renovou o recorde histórico de fechamento, aos 21.798,70 pontos, puxado pelas gigantes de tecnologia e pelos cortes de juros pelo Fed no radar do investidor.

 

... O Dow Jones fechou em alta de 0,25%, aos 45.514,95 pontos; e o S&P 500 subiu 0,21%, aos 6.495,15 pontos.

 

NÃO ABALA - Mesmo que a inflação americana do CPI surpreenda para cima na próxima quinta-feira, não será isso que comprometerá a aposta praticamente unânime de corte de juro pelo Fed na reunião da semana que vem.

 

... No máximo, um dado forte nos preços esvaziará a especulação de um relaxamento monetário mais agressivo, de 50 pontos, neste momento em que o governo Trump vem forçando a barra para o Fed ser o mais dovish possível.

 

... Aliado da Casa Branca, Stephen Miran terá a sua indicação para o Fed votada amanhã pela Comissão Bancária do Senado. O aval do colegiado é um passo obrigatório antes de submeter o nome ao plenário da Casa.

 

... Dependendo do ritmo da tramitação, ele já poderá estrear daqui a sete dias no encontro de política monetária.


... Já na lista dos cotados para substituir Powell no ano que vem, o assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett defendeu a independência do Fed em entrevista à CBS, mas recomendou mente "aberta para novas políticas".

 

... Observou ainda que o BC americano deve se livrar do modo "ortodoxo que levou a erros no passado", ressaltou que a inflação americana caiu consideravelmente e que o mercado já precifica três cortes de juros até o fim do ano.

 

... Em nova rodada de queda, a taxa da Note de 2 anos caiu abaixo de 3,50%, para 3,494% (contra 3,525% na sexta-feira do payroll), o rendimento de 10 anos recuou para 4,041% (de 4,088%) e o de 30 anos, a 4,687% (de 4,768%).

 

... Com o início do ciclo de relaxamento do Fed à vista, o índice DXY caiu 0,32%, a 97,454 pontos, e teria caído mais, não tivesse o dólar saltado contra o iene, que fechou cotado a 147,36/US$, diante da renúncia de Ishiba.

 

... A pressão inflacionária permanece no radar como um desafio ao BC japonês. Pouco menos de um ano atrás, quando Ishiba assumiu, o índice anualizado de preços ao consumidor (CPI) estava em 2,3%. Em julho, já superava 3%.

 

IL EST TOMBÉ - Na outra crise política, da França, o premiê François Bayrou caiu, após ficar apenas nove meses no cargo. Momentaneamente, o euro chegou a recuar, mas logo recuperou terreno e subiu 0,37%, a US$ 1,1766.


... A derrota no voto de confiança já estava precificada, justificando a reação sem sustos no câmbio. Bayrou alerta que o país está "se afogando em dívidas", mas que a oposição continua rejeitando as propostas de cortes de gastos.

 

... A queda do dólar lá fora afastou por aqui a moeda americana das máximas do dia, quando flertou com R$ 5,45.

 

... Mas não conseguiu apreciar o real, desconfortável com o risco de retaliação de Trump, à espera do desfecho do julgamento de Bolsonaro. Travado na estabilidade, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 5,4173.


... Apesar da tensão política, o recuo das taxas dos Treasuries ajudou os juros futuros a se acomodarem na B3. Também a expectativa de deflação do IPCA de agosto, amanhã, pode ter contribuído para manter a curva do DI flat.

 

... A projeção entre os participantes do mercado financeiro é de deflação de 0,15% para o indicador oficial de inflação. Se confirmada, será a primeira leitura negativa do índice em um ano e a maior em três anos.

 

... O boletim Focus mostrou ontem estabilidade nas expectativas de inflação para este ano (4,85%) e queda marginal nas projeções para a mediana do IPCA em 2026 (de 4,31% para 4,30%) e para 2027 (de 3,94% para 3,93%).


... No fechamento, o contrato do DI para Jan/26 marcava 14,895% (contra 14,891% no ajuste anterior); Jan/27, 13,945% (de 13,929%); Jan/29, 13,190% (estável); Jan/31, 13,485% (de 13,511%); e Jan/33, 13,660% (de 13,704%).

 

CIAS ABERTAS - MARFRIG e BRF fixaram data de fechamento da incorporação de ações no próximo dia 22; a partir de 23 de setembro, os papéis da Marfrig passarão a ser negociados sob o ticker MBRF3.

 

COGNA EDUCAÇÃO comunicou que fará o resgate antecipado facultativo total das debêntures da 9ª emissão, a ser liquidado no próximo dia 15.

 

SUZANO concluiu a recompra das sênior notes em circulação, emitidas pela Suzano Austria GmbH, com juros de 5,750% ao ano, vencimento em 2026, e as sênior notes, com juros de 5,500% ao ano, vencimento em 2027.

 

ZAMP concluiu OPA para migração de registro e saída do segmento básico da B3.

 

APPLE. Realiza hoje (14h de Brasília) o lançamento da linha iPhone 17: iPhone 17, 17 Air, 17 Pro e 17 Pro Max. A principal mudança será a troca do modelo Plus pelo Air, mais fino, e a ampliação do uso do embedded SIM (eSIM)...

 

... Os preços devem partir de US$ 799 no modelo básico, chegando a US$ 1.249 no 17 Pro Max. As vendas em lojas começarão no dia 19.

 

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Dessfios das Cias aéreas

 ✈️ Por que as companhias aéreas têm tanta dificuldade em lucrar?


As empresas do setor enfrentam um verdadeiro campo minado de desafios:


🔹 Custos fixos altíssimos – combustível, manutenção e frota representam despesas pesadas e constantes.

🔹 Concorrência acirrada – a disputa entre companhias pressiona tarifas para baixo.

🔹 Demanda instável – crises econômicas, eventos globais e fatores externos afetam diretamente o fluxo de passageiros.

🔹 Tributação e regulações – impostos elevados e regras rígidas pesam ainda mais no caixa.

🔹 Sazonalidade – muitas vezes o lucro só aparece na alta temporada.

🔹 Endividamento em dólar – aliado a falhas de gestão, aumenta a vulnerabilidade financeira.


💡 O resultado? Um setor estratégico, mas de margens extremamente reduzidas e constantemente exposto a riscos.


👉 Você acha que as passagens aéreas no Brasil refletem esses desafios ou existe espaço para melhorar a eficiência das companhias?

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


SESSÃO: A incerteza de hoje devido à revisão da série histórica da Criação de Emprego nos EUA (Payrolls), às 15 h, fará com que as bolsas enfraqueçam depois da boa sessão de ontem, com subidas de bolsas e obrigações, que voltaram a reduzir drasticamente as suas yields, apesar de França, Japão e restantes incertezas políticas. As obrigações parecem imunes a todos os problemas políticos/fiscais: a O10A francesa reduziu ontem a sua yield desde 3,45% até 3,41% enquanto Bayrou perdeu a moção de confiança. Mais uma vez, cumpriu-se o que comprar assim que houver um desfecho, desde que seja o esperado, bom ou mau. 


O mais importante HOJE: o BLS (Bureau of Labor Statistics) poderá rever os Payrolls entre abril 2024 e março 2025 entre -0,4M e -1,0M. Quando reviu 12m até março 2024 foi -0,6M. E quando reviu maio/junho 2025 em -0,258M. Então, Trump despediu a responsável do BLS. Isso foi em julho. Não faz muito tempo que começou a confusão com esses dados. Por isso, quando na passada sexta-feira os Payrolls de agosto saíram apena 22 k, o mercado reagiu entre cético (é fiável) e alegre (a Fed irá baixar mais, porque o emprego está a debilitar-se), mas no final não soube qual a reação correta. Os fatores por trás de uma criação de emprego inferior podem ser a atual rutura tecnológica da IA/Iag, que potencia a eficácia pelo emprego de tecnologia avançada, como ocorre há uns anos, e as restrições à imigração, que travam o crescimento demográfico, o fator mais clássico e simples de apoio da Procura Final em qualquer economia.


Embora continuemos à espera do mais importante desta semana, que sairá na quinta-feira (BCE e aumento da inflação americana), a revisão do emprego americano hoje é relevante. Embora o mercado não saiba como interpretar os dados, independentemente dos que sejam publicados, porque pensará que talvez não sejam fiáveis. Ou talvez aqueles que deixam de ser fiáveis sejam os que saem todos os meses, porque depois são revistos para algo completamente diferente. Qual pode ser o impacto prático hoje? Provavelmente, se a revisão em baixa se aproximar e/ou superar -1M, então seria igual o ceticismo, porque o mercado interpretaria que a Fed poderia ver-se obrigada a decidir sobre uma descida de taxas de juros de -25 p.b. ou de -50 p.b. na reunião de 17 de setembro (agora 4,25/4,50%). E começar a descontar -50 p.b. em setembro e mais descidas posteriores devido a um emprego abalado seria, em princípio e a muito curto prazo, bom para as bolsas e obrigações… MAS, numa segunda reflexão, não seria estranho que a interpretação se tornasse negativa ao pensar que a situação se tornou mais complicada do que o conveniente e encaixável em positivo. 

  

CONCLUSÃO: Passamos de França ao emprego americano revisto. Parece provável que se imponha algum respeito e que as bolsas europeias retrocedam um pouco (-0,2%?), sendo Wall St. uma verdadeira incógnita dependente da revisão do emprego. Se sair em cerca de -0,4M/-0,8M, a reação seria bastante positiva, porque seria interpretado que um debilitamento aceitável tornaria a Fed mais flexível. Mas se sair -1M ou superior, a reação pode ser diferente e negativa, com quedas de bolsas, mas não de obrigações, que sairiam beneficiadas de uma expetativa mais agressiva sobre descidas de taxas de juros. Será uma sessão emocionante. E o aumento da inflação americana de agosto, que sairá na quinta-feira, poderá complicar ainda mais as coisas quanto a saber quanto dano sofre o ciclo americano e em que sentido interpretá-lo. O mais lógico seria que o tom do mercado se complicasse a partir de hoje.


NY +0,2% US tech +0,5% US semis +0,8% UEM +0,8% España +1% VIX 15,1% Bund 2,64% T-Note 4,05% Spread 2A-10A USA=+55pb B10A: ESP 3,23% PT 3,06% FRA 3,41% ITA 3,50% Euribor 12m 2,184% (fut.2,127%) USD 1,176 JPY 173,1 Ouro 3.657$ Brent 66,5$ WTI 62,7$ Bitcoin +0,9% (111.949$) Ether +0,4% (4.307$) 


FIM

Call Matinal 0801

  Call Matinal 08/01/2026 Julio Hegedus Netto, economista   Pensatas: “ Caso Master. Com certeza, pensando em se blindar, na velha ...