No momento em que parecia haver estabilização do mercado com o coronavírus, a instabilidade política trouxe novas incertezas. O aumento de casos de Covid-19 já tinha sido digerido; agora, investidor terá de interpretar os passos do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pode ser o próximo a deixar o governo. “Estamos numa pandemia e numa crise política bastante ruidosa. A economia já teria dificuldade por si só. Agora, com a instabilidade política associada, vai gerar mais e mais incerteza, trazendo volatilidade aos mercados”, diz Alexandre Aoude, sócio-fundador da gestora Vectis Partners. “A minha visão é negativa porque um presidente tresloucado no meio de uma pandemia e de uma crise econômica sem precedentes corre o risco de perder mais ministros de alta qualidade.” A principal preocupação é com a saída de Guedes. Assim como Moro, o titular da pasta da Economia tem convicções caras para o mercado financeiro. Se o superministro Moro trazia os selos de combate à corrupção e de transparência, o superministro Guedes é o guardião do ajuste macroeconômico. “Com a saída de Moro, o dólar para o consumidor final bateu em R$ 7. Isso não teve nada a ver com Guedes, que continua no ministério”, afirma Guto Ferreira, sócio da casa de análise Solomon’s Brain. “O que está sendo precificado hoje pelo mercado é a política, não é a economia.”
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
segunda-feira, 27 de abril de 2020
Do Estadão: “Quantas crises (ao mesmo tempo) o Ibovespa aguenta?”
No momento em que parecia haver estabilização do mercado com o coronavírus, a instabilidade política trouxe novas incertezas. O aumento de casos de Covid-19 já tinha sido digerido; agora, investidor terá de interpretar os passos do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pode ser o próximo a deixar o governo. “Estamos numa pandemia e numa crise política bastante ruidosa. A economia já teria dificuldade por si só. Agora, com a instabilidade política associada, vai gerar mais e mais incerteza, trazendo volatilidade aos mercados”, diz Alexandre Aoude, sócio-fundador da gestora Vectis Partners. “A minha visão é negativa porque um presidente tresloucado no meio de uma pandemia e de uma crise econômica sem precedentes corre o risco de perder mais ministros de alta qualidade.” A principal preocupação é com a saída de Guedes. Assim como Moro, o titular da pasta da Economia tem convicções caras para o mercado financeiro. Se o superministro Moro trazia os selos de combate à corrupção e de transparência, o superministro Guedes é o guardião do ajuste macroeconômico. “Com a saída de Moro, o dólar para o consumidor final bateu em R$ 7. Isso não teve nada a ver com Guedes, que continua no ministério”, afirma Guto Ferreira, sócio da casa de análise Solomon’s Brain. “O que está sendo precificado hoje pelo mercado é a política, não é a economia.”
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