quarta-feira, 20 de maio de 2026

PT descarta Haddad

 🗳️ *Revista Oeste: PT não descarta lançar Haddad à Presidência*


A cúpula do PT intensificou, nos últimos dias, as discussões sobre a possibilidade de lançar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad à Presidência. A decisão depende da repercussão das trocas de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


https://revistaoeste.com/no-ponto/pt-nao-descarta-lancar-haddad-a-presidencia/

Mercados emergentes

 🌎 *Emergentes, podem estar, mais vulneráveis, ao retorno, da fuga de capitais*


Bloomberg Intelligence:  As reservas internacionais, vêm crescendo, em ritmo, mais rápido, do que a oferta de moeda, em 2026, mas, o risco de fuga de capitais, em emergentes, segue elevado, dado, que os índices de cobertura, de near-money, na maior parte, do complexo, estão, agora, abaixo, do limiar, de 30%.


O índice de cobertura, de near-money, melhorou, em 12, dos 17 principais, emergentes, neste ano, com Hungria, Polônia, Peru, e Chile, exibindo, melhora, superior, à dos pares. Ainda assim, com base, em dados reportados, até março, a cobertura, está, abaixo, de 30%, em 10, dos 17 países, emergentes.


O risco de fuga de capitais, é, maior, em economias, com conta de capital aberta, e baixa relação, entre reservas, e oferta de moeda. Credores, buscam, reservas, que cubram, ao menos, 20%, da broad-money, o M3, embora, o near-money, o M2, seja, reportado, com maior frequência. A China, com índice, de apenas 6,6%, tem, a cobertura, mais fraca, entre, os pares, mais de 15 pontos, abaixo, de sua média, de cinco anos.


O gráfico, evidencia, ainda, um contraste regional importante, o risco de fuga de capitais, subiu, mais, na América Latina, com Brasil, Colômbia, e México, caindo, abaixo, do limiar, de 30%, no último ano, enquanto, a Europa Oriental, exibe, melhora material, com Hungria, Romênia, e Polônia, agora, solidamente, acima, de suas médias, de cinco anos. No detalhe, Peru, lidera, com cerca de 80%, seguido, por Czech, Romênia, Israel, e Hungria, todos, acima de 40%, enquanto, no fundo, da distribuição, aparecem, Brasil, com cerca de 26%, Chile, Indonésia, Malásia, Coreia do Sul, e China, esta, na lanterna, com 6,6%.


Leitura: o dado, traz, leitura diferenciada, e relevante, sobre, posicionamento, em emergentes, especialmente, quando combinado, com o tema, do carry trade, comentado, anteriormente, três pontos, merecem atenção, primeiro, há, divergência regional, materialmente importante, a América Latina, com destaque negativo, para Brasil, Colômbia, e México, mostra, deterioração, na cobertura, de near-money, o que eleva, a fragilidade, a reversões súbitas, de fluxo, em cenários, de risk-off, ou de fortalecimento, do dólar, segundo, a Europa Oriental, Hungria, Polônia, e Romênia, surge, como bloco, comparativamente, mais resiliente, com colchão, de reservas, mais robusto, frente, à própria história, recente, o que sugere, preferência relativa, dentro, do sleeve, de emergentes, terceiro, a leitura, é, particularmente, sensível, para o real, dado, que combina, atratividade, de carry, com cobertura, de near-money, abaixo, de 30%, ou seja, alto retorno, de carrego, mas, com vulnerabilidade estrutural, a saídas, de capital, em janelas, de stress, para portfólio, o trade, de carry, em emergentes, segue, funcional, no curto prazo, mas, esse indicador, reforça, a necessidade, de seletividade, com preferência, por países, com melhor cobertura, e disciplina, em sizing, especialmente, em América Latina, dado, o duplo risco, de prêmio de prazo, americano, em alta, comentado, anteriormente, e de fragilidade, em reservas, relativas, à oferta de moeda, hedge, parcial, em volatilidade cambial, e atenção, a gatilhos, de risk-off, global, seguem, recomendáveis, para quem, mantém, exposição, ao trade, de carry, latino-americano.


Fonte: Bloomberg Intelligence

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,7% US tech -0,6% US Semis +0,0% UEM +0,1% España -0,5% VIX 18,1% Bund 3,19%. T-Note 4,67%. Spread 2A-10A USA=+55pb B10A: ESP 3,63% PT 3,57% ITA 3,98% FRA 3,98% Euribor 12m 2,82% (fut.12m 3,16%). USD 1,161 JPY 184,6/€. Ouro 4.489 $. Brent 111,3$. WTI 103,9$. Bitcoin -0,2% (76.863$). Ether -0,9% (2.112$).


SESSÃO: Compasso de espero prévio aos resultados de Nvidia, que publicará após o fecho de Nova Iorque e com o consenso a estimar Receitas +79% a/a e EPS +83,2%. Além disso, na quinta-feira, às 12 h, serão conhecidos os de Walmart (EPS 0,658 $; +7,9%). Ambos servirão para medir o pulso da tecnologia e consumo. Entre as duas supõe ca. 10,5% da capitalização bursátil da bolsa americana, portanto, hoje será imposto um tom de cautela à espera dos resultados. Contudo, às 19 h, serão publicadas as Atas da Fed da reunião de 29 de abril, que têm especial importância dado o tom hawkish/duro utilizado e a discrepância entre os conselheiros que poderá pesar na reta final da sessão americana.


O mercado de renda fixa tensiona-se (yield 30A EUA +4 p.b.; yield 10A EUA +6 p.b. até 4,67%; yield 10A Alemanha +3 p.b. até 3,19%) porque cada dia que passa sem resolução em Ormuz aumenta a expetativa de uma inflação elevada durante mais tempo. Os indicadores de preços já incluem os aumentos: Preços Industriais no Japão (+4,9% a/a abril) e inflação americana (+3,8% a/a). E isso arrasta as bolsas que até agora tinham convivido com a incerteza graças ao crescimento dos lucros empresariais (EPS 1T’26 +26% EUA e +12% Europa). O mercado precisa de avanços concretos e tangíveis no conflito do Irão para continuar a subir, caso contrário a preocupação pela inflação e ciclo económico empurra as obrigações (preço) e as bolsas em baixa. Mas é prudente que o mercado descanse e consolide os níveis após os avanços das últimas semanas.


CONCLUSÃO: Hoje, sessão de impasse antes da avaliação dos resultados de Nvidia e Walmart (10,5% da capitalização bursátil da bolsa americana), com as Atas da Fed a mostrarem a preocupação dos conselheiros devido ao aumento de inflação. Com isso, o razoável é alguma correção, uma prudente realização de lucros após os avanços recentes.

BDM Matinal Riscala

 Guerra longa e Nvidia testam Wall Street

No Brasil, o exterior adverso soma-se ao efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro para reforçar dúvidas sobre o cenário eleitoral de 2026


20/05/2026


… Mais focado no custo econômico de uma guerra prolongada no Oriente Médio do que nos blefes de Trump, o mercado mantém o petróleo acima dos US$ 110. Com o Estreito de Ormuz ainda parcialmente bloqueado, investidores passaram a incorporar um cenário de inflação global mais persistente, juros elevados por mais tempo e desaceleração da atividade. Nesse ambiente, a ata do Fed e o balanço da Nvidia hoje ganham peso como testes importantes para o humor de Wall Street e a sustentação do rali das big techs. No Brasil, o exterior adverso soma-se ao efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro para reforçar dúvidas sobre o cenário eleitoral de 2026.


GUERRA SEM FIM – Os mercados globais começaram a precificar não mais o risco de um grande ataque imediato ao Irã, como Donald Trump vive ameaçando, mas sim o custo de uma guerra prolongada no Oriente Médio.


… A retórica do presidente americano perdeu parte da capacidade de provocar choques duradouros nos ativos, diante da percepção de que ele alterna escaladas verbais e recuos sem conseguir entregar uma solução rápida para o conflito.


… Nesta terça-feira, Trump voltou a falar em “outro grande ataque” contra Teerã caso não haja acordo nos próximos dias, o que ninguém acredita, prevendo uma possível ofensiva “até o início da próxima semana”.  


… O vice-presidente JD Vance tentou sustentar um tom mais construtivo ao afirmar que as negociações avançaram, mas também admitiu que Washington pode retomar a campanha militar – embora “não seja isso o que o presidente quer”.


… Os sinais seguem contraditórios, enquanto mediadores relatam pouco progresso real nas conversas entre Estados Unidos e Irã, e o desgaste político da guerra também começa a crescer dentro dos próprios Estados Unidos.


… O Senado americano mostrou aumento da resistência à continuidade do conflito, em uma votação vista como alerta para a Casa Branca.


… Republicanos passaram a manifestar desconforto com o custo econômico e político da guerra, enquanto pesquisas mostram deterioração do apoio popular à estratégia de Trump no Oriente Médio.


… Em Wall Street, o mau humor voltou a dominar os negócios, com pressão sobre as big techs, fortalecimento do dólar e disparada dos juros dos Treasuries. O rendimento do T-Bond de 30 anos atingiu o maior nível em quase duas décadas (leia abaixo).


… A reação reflete o temor de que o choque de energia prolongue a inflação global e force o Fed a manter juros elevados por mais tempo — ou até voltar a discutir altas adicionais – como os futuros já projetam.


… Mesmo com queda modesta do Brent na sessão regular, a commodity voltou a ganhar força no eletrônico, em meio à percepção de que a normalização da oferta de petróleo está cada vez mais distante.


… Para estrategistas internacionais, o mercado deixou de operar o blefe e passou a operar a duração da guerra.


… Em relatório, o Deutsche Bank afirmou que os ativos globais já começam a precificar um cenário crescente de estagflação, enquanto o BofA aponta que parte relevante dos gestores acredita que o rendimento do Treasury de 30 anos pode atingir 6% nos próximos meses.


O EFEITO VORCARO – Além do exterior cheio de incertezas, o mercado doméstico passou a incorporar um novo vetor de estresse, com a deterioração política da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro após os desdobramentos do caso Daniel Vorcaro.


… A leitura predominante entre investidores é de que o episódio enfraquece, ao menos no curto prazo, a principal alternativa de oposição considerada mais alinhada a uma agenda fiscal ortodoxa, reduzindo a percepção de chance de alternância de poder em 2026.


… A primeira pesquisa a captar os efeitos do chamado “Flávio Day 2.0” mostrou piora relevante do senador nas simulações eleitorais.


… Levantamento AtlasIntel/Bloomberg apontou Lula com 48,9% das intenções de voto no segundo turno, contra 41,8% de Flávio Bolsonaro. Em abril, os dois apareciam praticamente empatados. A rejeição do senador também aumentou e passou a superar a do atual presidente.


… O ruído cresceu depois que Flávio confirmou ter visitado Daniel Vorcaro no fim de 2025, após o banqueiro deixar a prisão domiciliar.


… Segundo ele, o encontro teve como objetivo “colocar um ponto final” na questão envolvendo o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. A declaração reforçou o desgaste com o vazamento do áudio em que Flávio pedia recursos a Vorcaro para a produção cinematográfica.


… A crise reabre discussões que haviam perdido força nos últimos meses, especialmente em torno do risco fiscal e da eleição de 2026.


… Com a perda de tração da candidatura de Flávio, investidores passaram a cogitar probabilidade maior de continuidade do atual governo, já que uma terceira via parece improvável nesta altura – cenário que voltou a pressionar os vértices longos da curva de juros.


… O movimento apareceu com clareza nos ativos domésticos.


… O dólar voltou a superar R$ 5,00, o Ibovespa perdeu o nível dos 175 mil pontos e os juros futuros longos abriram em meio à combinação de aversão a risco global e piora da percepção política local (leia mais abaixo).


… Entre as revelações do dia, surgiu a informação de que Daniel Vorcaro teria participado do financiamento do filme sobre Bolsonaro com mais de 90% dos recursos, vindos de um fundo sediado no Texas e ligado ao entorno da família, segundo a produtora responsável pelo longa.


ESCALA 6X1 – O governo e a Câmara ainda tentam fechar um acordo sobre a transição da PEC do fim da escala 6×1, depois que a leitura do parecer do relator Leo Prates, inicialmente prevista para hoje, foi adiada para a próxima segunda-feira.


… O principal impasse continua sendo o prazo de adaptação às novas regras, que pode variar de dois até cinco anos.


… A decisão de adiar a apresentação do relatório ocorreu após reunião na residência oficial de Hugo Motta, com participação de líderes da Câmara e integrantes do governo, ontem à noite. Segundo os deputados, ainda há pontos “a serem maturados” em torno do período de transição.


… Governistas defendem uma implementação mais rápida da nova jornada, enquanto empresários pressionam por um prazo maior de adaptação diante do aumento esperado de custos trabalhistas e possíveis efeitos sobre contratação, produtividade e rotatividade.


… O texto em discussão mantém os pilares centrais da proposta: jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e preservação salarial.


… Hugo Motta mantém a previsão de votação no plenário já na próxima semana, embora ainda não exista acordo com o Senado sobre a tramitação da proposta. O tema ganhou forte apoio político e é tratado como pauta de grande apelo popular para o governo Lula.


CURTAS DA POLÍTICA – A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado votará hoje o projeto de renegociação das dívidas rurais, que prevê uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e envolve até R$ 180 bilhões em operações renegociáveis.


… O texto enfrenta forte resistência da equipe econômica, pelo impacto fiscal.


… O parecer limita em R$ 30 bilhões o uso direto do Fundo Social e permite recursos adicionais de fundos supervisionados pela Fazenda e emissão de títulos do Tesouro. O governo tenta calibrar o projeto, enquanto o Congresso acelera a tramitação diante da pressão do agronegócio.


LULA. O presidente participa nesta quarta-feira (14h30) da posse de Odair Cunha, ex-deputado do PT, como novo ministro do TCU.


CVM. CAE do Senado também apreciar hoje as indicações de Otto Lobo à presidência da CVM e de Igor Muniz para uma diretoria da autarquia.


MUNICÍPIOS. O Congresso marcou para amanhã sessão conjunta para analisar vetos da LDO relacionados a municípios inadimplentes.


… A medida, tratada como prioritária pela Câmara e Senado, pode destravar o acesso de mais de três mil cidades a convênios e recursos federais.


MAIS AGENDA – A quarta-feira combina uma agenda mais esvaziada de indicadores com eventos capazes de mexer diretamente com a percepção sobre juros, tecnologia e fluxo global. No exterior, investidores monitoram a ata da última reunião do Fed e o balanço da Nvidia.


… Entre os indicadores domésticos, saem o IGP-M do segundo decêndio de maio, às 8h, e o fluxo cambial semanal do Banco Central, às 14h30.


… Nos Estados Unidos, a ata do Fed, às 15h, que será acompanhada em busca de sinais sobre como a autoridade monetária avalia o impacto da guerra no Oriente Médio, da inflação ligada à energia e da abertura recente dos juros longos americanos.


… Antes disso, o mercado acompanha o CPI final de abril da zona do euro, às 6h, além de falas de dirigentes de bancos centrais.


… Às 10h15, o diretor do Fed Michael Barr participa de conferência sobre estabilidade financeira, e no mesmo horário o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, fala ao Comitê do Tesouro britânico.


… Também entram no radar os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos, divulgados pelo Departamento de Energia às 11h30, em um momento em que o mercado segue extremamente sensível a qualquer sinal sobre oferta global e impactos da guerra no Oriente Médio.


… À noite, os PMIs preliminares do Japão encerram a agenda, enquanto o mercado volta suas atenções para o resultado da Nvidia.


NVIDIA – O mercado entra no balanço da Nvidia não apenas esperando números fortes, mas sinais de que a inteligência artificial continua capaz de sustentar um ciclo prolongado de crescimento explosivo mesmo num ambiente de juros elevados e aversão a risco global.


… O resultado é visto como um teste importante para o fôlego das big techs e para a manutenção do apetite por tecnologia em Nova York.


… A gigante dos semicondutores chega ao trimestre carregando expectativas extremamente elevadas, em uma posição rara no mercado global: a de principal fornecedora da infraestrutura que sustenta a corrida mundial por inteligência artificial.


… Para investidores, entregar números fortes já virou obrigação mínima para sustentar o prêmio da ação. O consenso de mercado projeta receita de US$ 78,82 bilhões e lucro por ação de US$ 1,75 no primeiro trimestre fiscal de 2026.


… Mas parte de Wall Street trabalha com projeções ainda mais agressivas. O Morgan Stanley, por exemplo, estima receita próxima de US$ 79,3 bilhões, lucro por ação de até US$ 2,01 e guidance que pode apontar faturamento perto de US$ 88 bilhões no próximo trimestre.


… O foco principal deve ficar sobre os comentários de Jensen Huang a respeito da demanda por data centers, da capacidade de expansão da oferta e do comportamento das margens operacionais.


… O mercado quer entender se a Nvidia continua conseguindo transformar o boom de IA em crescimento sustentável até 2027, mesmo diante do aumento das restrições comerciais, dos custos elevados de energia e do ambiente macro mais pressionado.


… Depois de liderarem o rali recente em Wall Street, as big techs começaram a mostrar sinais de realização nos últimos pregões, pressionadas pela abertura dos juros dos Treasuries e pela percepção de que o choque do petróleo pode manter a inflação elevada por mais tempo.


… Nesse ambiente, o balanço da Nvidia ganha peso ainda maior como termômetro do humor do mercado global.


CHINA HOJE – O PBoC manteve inalteradas as principais taxas de juros. A de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Ambas seguem no mesmo nível há exatamente um ano.


VAI SE CRIANDO UM CLIMA TERRÍVEL – O efeito em cascata da guerra sobre o petróleo e sobre os preços amplia a liquidação dos Treasuries, dispara a taxa do T-Bond ao topo em quase 20 anos e coincide com a crise política aqui.


… A piora apontada pela Atlas/Bloomberg nas intenções de voto e na rejeição do senador Flávio Bolsonaro, depois que vazou o áudio em que ele pede dinheiro a Vorcaro, recai sobre os mercados em um momento inoportuno.


… Já não bastasse o choque inflacionário do conflito no Irã, ainda tem mais esse ruído para administrar.


… Sob o estresse combinado, o Ibovespa volta às piores marcas desde janeiro, o dólar roda acima de 5% e os juros futuros abrem. Com os retornos dos Treasuries em patamares mais atrativos, aumenta o fluxo de saída do k externo.


… No pregão da última sexta-feira, houve uma fuga expressiva da B3, de R$ 2,4 bilhões. As retiradas em maio já encostam nos R$ 10 bilhões e, no acumulado do ano, o volume de capital estrangeiro se esvazia para R$ 46,9 bilhões.


… A sorte para o câmbio é que a Selic pode até cair, mas vai continuar tão elevada, que não parece oferecer risco ao carry trade. Ainda assim, o real não deixou de operar sensível ontem à inflação global e à pesquisa eleitoral.


… A moeda brasileira exibiu um dos piores desempenhos do dia contra o dólar, que subiu 0,84%, cotado a R$ 5,0405.


… Juntas, a pressão no câmbio e a escalada dos rendimentos dos Treasuries voltaram a embutir forte prêmio de risco nos juros futuros, especialmente entre os vencimentos mais longos, que saltaram em torno de dez pontos-base.


… O contrato de DI para Jan/31 avançou a 14,270% (contra 14,185% na véspera) e o Jan/33 foi a 14,350% (de 14,255%). No miolo da curva, o Jan/28 subiu para 14,050% (de 14,038%) e o Jan/29, a 14,115% (de 14,068%).


… Já o trecho de curto prazo operou engessado, com o vencimento para Jan/27 assumindo viés de queda, a 14,140% (de 14,157%), porque contempla a precificação de que o Copom ainda vai derrubar a Selic pelo menos mais uma vez.


… Nos Estados Unidos, a maré vira de forma cada vez mais convincente para uma alta antecipada dos juros pelo Fed e a ferramenta de apostas do CME Group já aponta chances ligeiramente majoritárias de um aperto em dezembro.


… Ontem à noite, a dirigente do Fed Anna Paulson disse que é “saudável” que os investidores tenham começado a considerar cenários em que as taxas possam precisar subir nos EUA. Mas ainda vê o nível atual como apropriado.


… A continuidade da defesa de uma pausa no juro, no entanto, vem sendo constantemente colocada à prova pela persistência da guerra, desmoralizando o poder de Trump, que não sabe como sair da arapuca que ele mesmo criou.


INFLAÇÃO NA VEIA – Sem qualquer ruptura no impasse com Irã e nenhum caminho claro para acabar com a guerra, o petróleo sobe muito e cai pouco, como ontem, quando o Brent recuou só 0,73% e continuou caro, a US$ 111,28.


… O humor bipolar de Trump não dá nenhuma garantia confiável de que um acordo de paz esteja nos planos e o mercado se vê refém de viver na montanha-russa das emoções de cada dia, esperando o desfecho que nunca vem.


… É um desafio manter o sangue-frio vendo o petróleo persistir por tanto tempo nos três dígitos. A explosão dos juros dos títulos globais do Tesouro está aí para provar que a corda das expectativas de inflação estourou.


… O custo da dívida americana medido pelo T-Bond de 30 anos, que estava em 4,60% antes do conflito em Ormuz, quase saltou à faixa de 5,20% ontem. Bateu 5,196% na máxima do dia e fechou a 5,178%, de 5,130% um dia antes.


… Está no nível mais elevado em 19 anos, desde 2007, superando o patamar observado durante a crise hipotecária. Gestores do BofA veem chance de os juros dos Treasuries de 30 anos subirem acima de 6% nos próximos 12 meses.


… Também os yields da Note de dez anos embutem a tensão e ontem tocaram 4,68% no pico do nervosismo, para terminarem perto desta marca, a 4,660%, contra 4,600% na véspera. A onda de escalada das taxas é global.


… No Japão, o rendimento do papel de dez anos investiu para perto de 3%, no pico em 30 anos. O PIB japonês mais forte do que o esperado no primeiro trimestre deste ano reforçou as expectativas de um maior aperto monetário.


… Mas o protagonista do salto das taxas dos títulos asiáticos é o petróleo. Em declarações à imprensa após a reunião do G7 em Paris, o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, reconheceu o ritmo acelerado dos juros do JGBs de longo prazo.


… E assegurou que o BC japonês adotará a política monetária adequada para atingir a meta de inflação.


… Também às margens do G7, a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, indicou sua determinação em intervir no mercado de câmbio para sustentar o iene. “Tomaremos ações ousadas conforme necessário”, disse.


… Na zona do euro, o dirigente do BCE Martin Kocher reconheceu que uma alta dos juros em junho será inevitável se Ormuz continuar fechado e os formuladores de políticas concluírem que não dá mais para alcançar a inflação de 2%.


… Apesar do tom hawkish das autoridades europeias e japonesas, o iene, o euro e a libra esterlina caíram ontem, porque o dólar subiu com a perspectiva de que o Fed possa ter que adiantar para dezembro um aperto monetário.


… O índice DXY operou em alta de 0,14%, a 99,327 pontos, derrubando o iene para 159,02 por dólar. O euro registrou desvalorização de 0,48%, para US$ 1,1608, e a libra esterlina recuou 0,25% e fechou cotada a US$ 1,3403.


CAVALO DE PAU – O efeito Dark Horse, que ameaça a guinada no quadro eleitoral, somou-se à aversão a risco global para botar o Ibovespa abaixo dos 175 mil pontos, em queda de 1,52%, a 174.278,86 pontos, com giro de R$ 26,4 bi. 


… Como lembrou o Broadcast, a bolsa já queimou 25 mil pontos desde quando sonhava com os 200 mil pontos.


… Ontem, as quedas do petróleo e do minério (-0,87%) não deram chance de reação às blue chips das commodities: Vale registrou perda de 0,99%, a R$ 81,02, Petrobras PN recuou 0,75%, a R$ 46,09, e ON, -0,23%, a R$ 51,67.


… Também as ações dos bancos caíram em bloco com o clima pesado: Itaú PN devolveu 2,12% (R$ 38,78); BTG unit, -2,05% (R$ 53,07); Bradesco PN, -1,53% (R$ 17,39); BB ON, -0,93% (R$ 20,23); e Santander unit, -0,37% (R$ 26,75).


… B3 afundou 4,96%, para R$ 15,89, após confirmar que Christian Egan substituirá Gilson Finkelsztain como CEO.


… Só quatro ações subiram nesta terça-feira no Ibovespa: Usiminas PNA engatou valorização de 1,11%, para R$ 9,13; Prio teve alta de 0,73%, negociada a R$ 69,32; TIM avançou 0,63%, para R$ 22,21; e Smartfit, +0,11% (R$ 18,57).


… Evitando ativos de risco, em meio à disparada nos rendimentos dos Treasuries, os investidores venderam posições nas bolsas americanas. Também bateu uma dose de expectativa e cautela antes do teste do balanço da Nvidia.


… O Nasdaq caiu 0,84%, a 25.870,71 pontos; S&P 500, -0,67% (7.353,61 pontos); e Dow Jones, -0,65% (49.363,88).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS firmou aditivo com a Naturgy para reduzir o preço do gás no Rio de Janeiro a partir de junho…


… O preço da gasolina vendida pela Petrobras está 41,3% abaixo do preço de paridade de importação, estima a XP. No caso do diesel, defasagem de preço é de 32,7% em relação à paridade internacional.


BTG PACTUAL teve rating Ba1 reafirmado pela Moody’s, com perspectiva estável.


AZZAS. Alexandre Birman pediu a instauração de arbitragem contra Roberto Jatahy por disputa envolvendo a gestão da Reserva no grupo, segundo o Valor Econômico…


… A Azzas confirmou a contratação do Itaú BBA para avaliar alternativas estratégicas, em meio à disputa societária.


MINERVA aprovou aumento de capital de R$ 15,4 mil, com emissão de 3,1 mil ações ordinárias.


COSAN. Rubens Ometto avalia comprar terras da Radar em vez de novo aporte na Raízen, segundo a Bloomberg.


RD SAÚDE distribuirá R$ 140,7 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,0821 por ação.


MOVIDA aprovou programa de recompra de até 27,8 milhões de ações ordinárias, equivalentes a cerca de 15% dos papéis em circulação.


OI SOLUÇÕES. Claro confirmou participação no processo de venda da companhia, mas disse ainda avaliar se o ativo é atrativo pelo valor pedido, de R$ 1,4 bilhão, conforme o edital.


KLABIN. A Guepardo Investimentos passou a deter 5,005% das ações preferenciais da companhia.


AMBIPAR. O TJ-RJ rejeitou recursos de credores contra a recuperação judicial, segundo fontes da Broadcast.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Golpe bancário

 *Criminosos clonam linha oficial de banco em novo golpe*

Advogada especialista explica a mecânica do golpe, os sinais de alerta que a maioria ignora e o caminho jurídico para reaver os valores perdidos


Fraudes em que criminosos se passam por gerentes ou funcionários de bancos para desviar dinheiro de correntistas crescem no Brasil e acumulam prejuízos expressivos. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que o percentual de brasileiros alvo de golpes ou tentativas subiu de 33%, em setembro de 2024, para 38%.


O golpe do falso gerente funciona porque é tecnicamente sofisticado: o telefone toca, e na tela, aparece o número da central de atendimento do banco — o que está salvo no celular. O contato começa por WhatsApp ou telefone com linguagem profissional e uso de informações sigilosas da vítima, como saldo bancário e dados da conta, para construir credibilidade. Em seguida, os criminosos orientam o correntista a acessar links, escanear QR Codes ou inserir códigos no próprio aplicativo do banco — o que permite transferências via Pix e até contratação de empréstimos sem que a vítima perceba a fraude.


"O caso da escritora e jornalista Claudia Castelo Branco, que perdeu R$ 20,5 mil em uma única tarde, ilustra o que eu recebo todos os dias casos como esse no escritório", afirma advogada especialista em fraude bancária Brunna Vecchi, fundadora da BSV Advocacia que atua na defesa de vítimas de crimes financeiros e prevenção de golpes financeiros em empresas.


"O que torna esse golpe tão eficaz é a combinação entre tecnologia e manipulação psicológica. O criminoso usa ferramentas reais, como o spoofing de chamadas, para parecer legítimo. E usa dados verdadeiros da vítima — nome, CPF, número da agência, últimas transações — para construir credibilidade absoluta", esclarece a advogada especialista em fraudes digitais Brunna Vecchi.


Como funciona o golpe, passo a passoO roteiro do golpe do falso gerente segue uma lógica sofisticada que combina recursos técnicos com manipulação emocional. "Entender cada etapa é fundamental para a prevenção", destaca a especialista em vítimas de golpes bancários.


O contato com número falsificado (spoofing): a vítima recebe uma ligação de um número que aparece idêntico ao da central do banco. A técnica de spoofing falsifica a identificação de chamadas, tornando o contato aparentemente legítimo. O golpista se apresenta como gerente, analista de segurança ou supervisor de prevenção a fraudes.

A criação do senso de urgência: o falso gerente informa que a conta apresenta "movimentações atípicas" ou está "sob tentativa de invasão neste exato momento". Usa dados reais da vítima para construir credibilidade — informações frequentemente obtidas por vazamentos de dados ou compra em mercados ilegais.

A instrução para "proteger" o dinheiro: aqui está o núcleo da fraude. O golpista orienta a vítima a realizar transferências via Pix para uma suposta "segurança do banco".

O controle total da operação: em muitos casos, os criminosos mantêm a vítima em linha durante todo o processo, instruindo cada clique e cada senha digitada. A pressão emocional impede o raciocínio crítico. Os valores são transferidos e rapidamente fragmentados em diversas contas.

A negativa bancária: ao perceber o golpe, a vítima contata o banco e frequentemente recebe a informação de que "a responsabilidade é do usuário que forneceu os dados". Essa resposta, porém, não resiste à análise jurídica especializada de um advogado especialista em fraudes bancárias, ressalta Vecchi.

Entretanto, existem padrões comportamentais e técnicos que identificam o golpe do falso gerente antes que o dano aconteça, aponta a advogada especialista em golpes bancários Brunna Vecchi. Reconhecê-los pode evitar prejuízos irreversíveis:


1. Pedido de transferência para "proteger" o dinheiro — nenhum banco faz isso


2. Solicitação de instalação de aplicativo de acesso remoto durante a ligação


3. Urgência extrema e instrução para não desligar o telefone nem consultar ninguém


4. Solicitação de senha, token ou código recebido por SMS durante a ligação


Esses quatro padrões são alertas evidentes de que se trata de uma fraude. "Nenhum banco legítimo pede transferência, acesso remoto ao celular, isolamento da vítima ou confirmação de senha por telefone. São quatro condutas que simplesmente não existem no protocolo de nenhuma instituição financeira séria", afirma Vecchi.


Se o cliente tiver essa informação gravada na memória — que o banco nunca pede essas quatro coisas —, ele tem nas mãos a ferramenta mais eficaz de proteção contra esse golpe", ensina a advogada especialista em golpes digitais Brunna Vecchi.


Caso a pessoa tenha sido vítima do golpe do falso gerente, ela deve, primeiramente, comunicar o banco imediatamente por todos os canais disponíveis e solicitar o acionamento do Med — o mecanismo especial de devolução do pix, que permite o bloqueio cautelar e a devolução dos valores transferidos em situações de fraude, desde que acionado dentro do prazo regulatório.


Registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia competente ou pela plataforma digital, documentando todos os detalhes do contato fraudulento, inclusive com capturas de tela e registros de chamadas. Reunir e preservar todas as provas disponíveis — extratos, comprovantes de transferência, histórico de ligações e mensagens — é medida essencial para embasar eventual ação judicial.


"O banco não pode simplesmente negar responsabilidade alegando culpa do consumidor. Quando a fraude envolve spoofing do próprio número da instituição, há falha direta no dever de segurança que o banco tem obrigação legal de garantir. A jurisprudência do STJ é clara: o risco da atividade bancária é do banco, não do cliente", conclui a advogada especialista em fraudes bancárias.




https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/05/19/criminosos-clonam-linha-oficial-de-banco-em-novo-golpe-1.ghtml

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