terça-feira, 3 de março de 2026

Fernando Costa

 Bela reflexão de meu Faceamigo Fernando Costa sobre o apoio da esquerda ao regime medieval assassino do Irã.


"Escrevi este texto em resposta a uma entrevista concedida pelo diplomata José Bustani, na qual ele sustentou que a Guerra do Iraque e o atual conflito envolvendo o Irã seriam motivados essencialmente por imperialismo americano, chegando ao ponto de formular a pergunta — a meu ver absurda — sobre por que o Irã não poderia possuir armas nucleares enquanto outros países podem. A questão, colocada nesses termos, ignora contexto histórico, natureza de regimes políticos e responsabilidade institucional:


Sobre os ataques dos EUA ao Irã, a esquerda brasileira, a diplomacia petista e certos setores da diplomacia brasileira insistem em um antiamericanismo automático e intelectualmente limitado, afirmando que os EUA agem exclusivamente por imperialismo. Embora eu compartilhe críticas à política externa americana — fui, inclusive, contrário à Guerra do Iraque — reduzir ações geopolíticas complexas a uma narrativa simplista de “dominação” não é análise, mas ideologia. Trata-se de uma leitura reducionista que ignora fatores históricos, estratégicos e tecnológicos que moldaram a atuação internacional americana ao longo do século XX.


Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA optaram pelo isolacionismo. O resultado histórico desse afastamento contribuiu para um ambiente internacional instável que culminou na Segunda Guerra. O aprendizado estratégico foi decisivo: oceanos e barreiras geográficas já não isolam uma nação, sobretudo na era da aviação, dos mísseis balísticos e, posteriormente, das armas nucleares. A liderança global americana no pós-1945 não decorreu de um projeto imperial clássico, mas da compreensão de que a estabilidade internacional passou a ser condição direta de sua própria segurança.


Em contraste com a maioria dos impérios da história, que buscaram expandir territórios e subjugar povos, os EUA receberam o domínio global como consequência da derrota de potências expansionistas — o nazismo na Europa e o Japão imperial na Ásia. Antes do fim da guerra, tanto o regime nazista quanto o império japonês praticaram políticas de ocupação e violência extremas: na Ásia, o exército japonês matou civis, estuprou mulheres e cometeu atrocidades sistemáticas contra populações civis, enquanto na Europa o nazismo perpetrava massacres e perseguições em larga escala. Os Estados Unidos, ao contrário, não buscaram anexar territórios ou subjugar povos, mas atuaram para derrotar regimes que praticavam essas violências. Se os Aliados não tivessem vencido a Segunda Guerra, o mundo provavelmente teria seguido a trajetória histórica de expansão violenta típica da maioria dos impérios. A experiência histórica mostra, portanto, que a tese imperialista do Sr. José Bustani carece de fundamento: os EUA não criaram um império no sentido clássico, mas assumiram responsabilidades estratégicas por aprendizado histórico e necessidade de segurança global.


Isso não significa negar erros históricos graves. O golpe de 1953 no Irã, que depôs Mohammad Mossadegh, e o subsequente apoio americano ao regime do xá foram decisões controversas e moralmente problemáticas. Contudo, a própria história do Oriente Médio demonstra que, na região, frequentemente não há escolhas ideais, mas opções menos danosas dentro de cenários altamente instáveis. O exemplo do Iraque é ilustrativo: sob Saddam Hussein havia uma estabilidade autoritária; após sua queda, o país mergulhou em uma guerra civil brutal entre sunitas e xiitas. A constatação desconfortável é que, em determinadas circunstâncias históricas, não existem escolhas boas, apenas alternativas que buscam minimizar danos dentro de contextos trágicos.


A reconstrução da Alemanha e do Japão após 1945 — sem anexações territoriais — reforça que a política externa americana não se resume a conquistas territoriais. Os EUA financiaram a recuperação de antigos inimigos e ajudaram a estruturar instituições multilaterais que, muitas vezes, os criticam. Isso não os absolve de erros, mas invalida a caricatura de potência movida exclusivamente por espoliação.


Outro ponto frequentemente distorcido é a ideia de que guerras modernas se explicam principalmente pela busca por recursos naturais. O século XX demonstrou que a prosperidade de uma nação depende mais de educação, tecnologia e instituições sólidas do que de matérias-primas. Países ricos como Suécia, Noruega e Dinamarca — além de Suíça, Áustria e Alemanha — prosperaram sobretudo por capital humano e institucional, não por expansão colonial. Da mesma forma, Hong Kong, Singapura e Austrália — esta última tendo sido colônia penal do Império Britânico — tornaram-se altamente desenvolvidos apesar de sua origem colonial. Em contraste, países com vastos recursos naturais, como Brasil e Venezuela, continuam enfrentando dificuldades estruturais persistentes. O Japão, com escassez de recursos naturais, tornou-se potência global graças à inovação tecnológica e à produtividade. Ainda assim, parte da esquerda brasileira sustentou que a Guerra do Iraque ocorreu essencialmente para que empresas americanas explorassem petróleo — explicação simplista que reduz um conflito multifacetado a determinismo econômico e ignora fatores estratégicos, de segurança e de equilíbrio regional.


Continuando:

No caso do Irã, a discussão exige rigor adicional. O regime iraniano financia e apoia, há décadas, grupos como Hamas e Hezbollah, responsáveis por ataques deliberados contra civis. Dentro dessa lógica político-ideológica, o uso do terrorismo e do assassinato de civis é legitimado como instrumento de avanço estratégico. Esse elemento não pode ser relativizado. Um regime que admite tais práticas como ferramenta política representa risco qualitativamente distinto ao pleitear armamento nuclear. A pergunta sobre por que o Irã não poderia ter armas nucleares enquanto outros países têm ignora justamente essa diferença fundamental de natureza institucional e doutrinária.


A experiência recente ilustra o contraste entre diplomacia responsável e delírio moral. A ex-presidente Dilma Rousseffsugeriu que os EUA deveriam negociar com o Estado Islâmico (ISIS), organização que, entre outras atrocidades, jogava opositores na fogueira e promovia execuções públicas de minorias religiosas. Propor negociação com um movimento que pratica barbarismo explícito não é sofisticação diplomática, mas incompreensão da natureza do interlocutor. A metáfora do “tigre”, utilizada por Winston Churchill em referência ao nazismo, expressa exatamente esse ponto: negociar com o tigre significa supor que é possível racionalizar com um predador. Há forças históricas com as quais o diálogo não produz moderação, porque não compartilham os mesmos parâmetros racionais ou morais. Negociar com o barbarismo, nessas condições, tende apenas a fortalecê-lo.


No campo acadêmico, parte da base intelectual desse relativismo foi influenciada por correntes associadas à tradição antropológica da Columbia University, com autores como Franz Boas, Ruth Benedict e Margaret Mead. Embora tenham contribuído para combater teorias raciais pseudocientíficas, a leitura vulgarizada de suas ideias fomentou um multilateralismo acrítico, segundo o qual todas as culturas seriam equivalentes em mérito histórico e institucional. A própria história demonstra que civilizações alternaram posições de liderança científica e institucional. O mundo islâmico medieval destacou-se por avanços matemáticos, médicos e filosóficos, enquanto partes da Europa enfrentavam obscurantismo religioso e perseguições como as da Inquisição. Posteriormente, a Reforma Protestante, o Iluminismo e a Revolução Científica transformaram profundamente as instituições europeias, alterando o eixo do dinamismo tecnológico e político, enquanto países do Oriente Médio ficaram relativamente para trás nesse processo institucional. Ignorar essas variações históricas e sustentar uma equivalência moral permanente entre culturas é desconsiderar evidências concretas.


Essa postura gera uma contradição evidente: proclama-se a defesa de minorias e direitos humanos universais, mas relativizam-se práticas que os violam frontalmente, como a mutilação genital feminina, a repressão sistemática das mulheres, a imposição de códigos legais discriminatórios e a legitimação do assassinato de civis como meio de ação política. Defender grupos oprimidos enquanto se toleram tais abusos em nome do relativismo cultural não é coerência moral, mas inconsistência intelectual.


Em síntese, a falta de consistência analítica em setores da esquerda e da diplomacia brasileira produz uma falsa equivalência moral. Ao tratar democracias liberais e regimes que legitimam terrorismo e reprimem direitos fundamentais como se ocupassem o mesmo patamar ético, constrói-se uma simetria artificial. Os exemplos reiterados de abusos de direitos humanos e da utilização deliberada do terrorismo por parte do regime iraniano demonstram que essa equivalência é insustentável. O antiamericanismo reflexo, longe de qualificar o debate, empobrece a compreensão das diferenças reais entre sistemas políticos, culturas estratégicas e responsabilidades históricas."

Pontos de preocupação do PIB

Os pontos de preocupação do PIB do quarto trimestre

Queda forte dos investimentos no último período fechou um ano de mal desempenho de um indicador importante para a capacidade futura de crescimento do país

Por  Fabio Graner — Brasília

03/03/2026 10h36  Atualizado agora

Apesar da alta de 2,3% no ano, a fotografia do PIB no último trimestre do ano passado tem alguns pontos de preocupação que não podem ser desprezados. A queda do investimento, tecnicamente chamada de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), é um dos pontos principais de atenção. O indicador caiu 3,5% na comparação com o terceiro trimestre, no qual já tinha tido uma virtual estagnação, e recuou 3,1% quando olhado em relação ao mesmo período do ano anterior, o que reforça o sinal negativo.

Ao longo de 2025, os investimentos mostraram muita volatilidade, mas uma tendência de deterioração. Depois de começarem o ano acelerado, desde o segundo trimestre os números foram muito ruins. Como o resultado, em relação ao tamanho da economia, a FBCF caiu para 16% do PIB no quarto trimestre de 2025 e na média do ano ficou em 16,8%, ligeiramente abaixo dos 16,9% de 2024.

Fundamental para elevar a capacidade de crescimento do país a longo prazo, esse indicador é um dos que mais rapidamente responde à alta da taxa de juros. Não só a taxa de curto prazo definida pelo BC se manteve em 15%, mas também a chamada “parte longa da curva de juros”, que nada mais é do que as taxas dos títulos públicos com prazo que variam de 5 a 40 anos, tem se mantido muito elevada.

Uma amostra disso é que a parte fixa da TLP, a taxa de referência do BNDES que considera os títulos atrelados à inflação de 5 anos, se mantém acima de 7% real há mais de um ano (encostando em 8% em parte do período), um nível proibitivo para um grande número de empresas, especialmente do setor industrial.

Não à toa, a indústria teve um ano sofrível, com queda de 0,2%, e um último trimestre ainda pior, recuando 0,6% em comparação com o já estagnado terceiro trimestre.

O efeito da política monetária restritiva também fica mais destacado no desempenho do consumo das famílias, que ficou parado no quarto trimestre, depois de ter tido discreta queda no anterior. Isso pode ajudar a entender o desempenho fraco da popularidade do governo Lula nos últimos meses.

É preciso ficar claro que era esse o objetivo mesmo da alta dos juros, colocar um freio na animação dos agentes econômicos, tanto empresários como consumidores.

O que os números divulgados nessa manhã pelo IBGE revelam também é que o resultado só não foi pior porque o consumo do governo acelerou no segundo semestre, com altas superiores a 1%, após um controle maior na primeira metade do ano.

Se está claro que a política de contenção do BC para derrubar a inflação deu certo, um problema para a atuação da autoridade monetária persiste: a dinâmica do setor de serviços. Fonte de maior preocupação para o esforço de levar o IPCA à meta, o segmento não só seguiu crescendo ao longo de todo ano como acelerou nos últimos três meses de 2025, com elevação de 0,8% sobre o trimestre imediatamente anterior.

Se no agregado os dados do PIB corroboram a necessidade e até urgência de se iniciar o ciclo de corte dos juros, a combinação de consumo do governo e PIB de serviços em alta, ainda mais em um contexto de crescente incerteza internacional por conta do conflito no Oriente Médio, vai exigir muita sabedoria de Gabriel Galípolo e companhia.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira,03 de Março de 2.026.


*PIB e Caged dividem a cena com Irã*


Susto com a inflação do IPCA-15 e escalada do petróleo também movimentam apostas para Selic


… Os Estados Unidos e o Irã continuam medindo forças, envolvidos em uma guerra de narrativas sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo. Na noite de ontem, a Defesa Americana informou que a rota de navegação permanece aberta, apesar do anúncio da Guarda Revolucionária iraniana de que havia fechado a via e da ameaça de incendiar qualquer navio que tentasse passar. Após o choque inicial ao conflito deflagrado, os mercados globais testaram ontem alguma acomodação, que dependerá da intensidade e duração do ataque. Trump projeta de 4 a 5 semanas. Além de monitorar os desdobramentos da ofensiva militar, o investidor doméstico tem agenda importante para operar hoje, com o PIB do quarto trimestre e os dados de janeiro do Caged.


O CALL DA SELIC – Os dois indicadores pegam o mercado envolvido no debate sobre o ciclo de flexibilização monetária do Copom. O susto com a inflação do IPCA-15 e agora a escalada do petróleo movimentam as apostas.


… As chances de Selic terminal de 12% vão se esvaziando, diante das chances de o BC eventualmente assumir uma postura mais conservadora. A aposta principal para a reunião deste mês continua sendo de corte de meio ponto.


… Mas abril entra no jogo e o desfecho do encontro do mês que vem vai depender da evolução do cenário, com probabilidade cada vez mais reduzida de o comitê de Galípolo acelerar o ritmo de queda do juro para 0,75 ponto.


… O principal driver que limitaria os cortes da taxa Selic seria um choque persistente do petróleo, em meio aos prognósticos de que o barril pode avançar para entre US$ 90 e US$ 100, em caso de perdas expressivas de oferta.


… Fonte do governo de Washington disse que, até aqui, não se discute venda de petróleo da reserva estratégica.


… Diante da escalada das tensões geopolíticas e de uma eventual manutenção do preço do petróleo em nível mais elevado, um aumento de 10% na gasolina adicionaria cerca de 20 a 25 pontos-base no IPCA, calcula o ASA.


… A Tendências estima alta de até 0,3 pp do IPCA em 2026 se petróleo ficar em torno de US$ 80 até o fim do ano.


… De um lado, há desconforto com a inflação; de outro, a atividade reforça os sinais de desaceleração gradual.


… Hoje (9h), o PIB do IBGE deve confirmar o fôlego bem menos aquecido da economia, com resultado próximo de zero. A mediana no Broadcast indica crescimento de 0,1% na margem, repetindo a variação do terceiro trimestre.


… As estimativas variam de queda de 0,2% a expansão de 0,4%. Para o PIB acumulado no ano, o mercado aponta desaceleração para 1,8%, contra alta de 3,4% registrada no acumulado de 2024. As projeções vão de 1,5% a 2,5%.


… Os efeitos da Selic em nível restritivo, que demoraram para aparecer, agora se fazem notar. Além do PIB, as vendas de veículos medidas pela Fenabrave em fevereiro (hoje) servem de termômetro para o ritmo da atividade.


… Do lado do emprego, o Caged divulga às 14h30 os dados com carteira assinada. A sazonalidade de janeiro deve justificar a criação de novos postos de trabalho formais: 92 mil, após o fechamento de 618.164 vagas em dezembro.


… As estimativas para a leitura do primeiro mês do ano, todas de abertura, variam de 55.304 a 157.231 vagas.


… “Geralmente em dezembro há destruição de vagas, uma leve criação de postos em janeiro e uma recuperação mais forte em fevereiro. Essa é a dinâmica da série”, explica o economista da GO Associados Rafael Prado.


… À primeira hora do dia (5h), o IPC-Fipe de fevereiro deve desacelerar para 0,18%, contra 0,21% em janeiro.


MAIS PESQUISAS ELEITORAIS – A Datafolha divulga na quinta-feira a sondagem de abrangência nacional e outra focada no eleitorado de SP, em que testará o nome de Haddad, enquanto o ministro avalia concorrer ao governo.


… Antes de proferir aula magna ontem à noite a alunos da FEA da USP, Haddad disse que ainda não decidiu se vai ceder ao pedido de Lula para disputar o Palácio dos Bandeirantes, na tentativa de evitar a reeleição de Tarcísio.


… Hoje, o instituto Real Time Big Data publica pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro.


… Lula convocou Haddad e Alckmin para acompanhá-lo nas agendas desta terça-feira no Estado de SP. Em Valinhos, às 16h, visita fábrica de medicamentos. Às 19h, em SP, participa da abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho.


BALANÇOS – Auren e RD Saúde soltam os seus resultados trimestrais depois do fechamento do mercado.


CASO MASTER – Em reunião com deputados, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que, se não houver um socorro por parte do governo do DF na instituição, o banco vai parar de funcionar.


… Mas a consultoria da Câmara Legislativa do Distrito Federal aponta problemas e recomenda a rejeição de projeto de capitalização, apurou o Valor. Ibaneis Rocha tentará votar o projeto de aporte hoje, mas votação é incerta.


AFTER HOURS – As ações da Stone afundaram 4,17%, diante da desaceleração nos volumes transacionados nas maquininhas com a Selic a 15%. A dinâmica negativa neste quesito ofuscou o ritmo forte nas operações de crédito.


… A empresa reportou lucro ajustado de R$ 707 milhões no quatro trimestre do ano passado, alta anual de 12%, e fixou guidance entre R$ 6, 6 bilhões e R$ 7 bilhões para 2026, o que significaria um crescimento entre 4% e 11%.


… Após concluir a venda da Linx para a Totvs, na última sexta-feira, a Stone informou que fará uma distribuição extraordinária de capital excedente de aproximadamente R$ 3,08 bilhões. O formato será definido em abril.


LÁ FORA – Em meio à investida contra o Irã, Trump recebe o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Três dirigentes do Fed falam hoje: John Williams (11h55), Jeffrey Schmid (12h10) e Neel Kashkari (13h45).


… No Reino Unido, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, faz Declaração de Primavera. Entre os indicadores do dia, saem a leitura preliminar de fevereiro da inflação ao consumidor da zona do euro (7h) e da Turquia (4h).      


CHINA – Sai o PMI industrial e de serviços de fevereiro medido pelo governo (22h30) e pelo setor privado (22h45).


CUSPINDO FOGO – Na noite de ontem, o Irã atacou com dois drones a Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita. O local estava vazio no momento do ataque e não houve feridos, segundo informações da Fox News.


… Fontes ouvidas pela CNN afirmam que o americanos devem retaliar o ataque em Riad nas próximas 24 horas.


… Mais cedo, Trump disse que o conflito deve durar até cinco semanas, mas está preparado para lutar por mais tempo, dizendo que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir. “Nem começamos a atacar com força.”


… Em entrevista coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os ataques não se resolverão “da noite para o dia”, uma vez que o campo de batalha é extenso.


… Ele acrescentou que o prazo de quatro a cinco semanas de ofensiva, fixado por Trump, pode mudar.


… O governo americano não afasta o envio de tropas para lutar no Irã, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana coloca pressão e lança o alerta de que os Estados Unidos e Israel “não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo”.


… Em telefonema nesta segunda-feira, a China declarou apoio ao direito do Irã de defender sua “soberania, independência e dignidade” e manifestou suporte à proteção dos “interesses legítimos” iranianos.


… O Brics adiou a reunião de ministros das Finanças, em meio a guerra no Oriente Médio, segundo fontes do Valor. Galípolo estava com viagem marcada para o evento, que aconteceria em Jaipur (Índia) na quinta e sexta-feira.


BARRIL DE PÓLVORA –O petróleo chegou a atingir 13% de alta durante a sessão, com o Brent a US$ 82, mas perdeu força em meio aos sinais de que os EUA não pretendem prorrogar a guerra contra o Irã por muitas semanas.


… O Brent para maio fechou em alta de 6,68%, a US$ 77,74 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril subiu 6,28%, a US$ 71,23 por barril na Nymex.


FICOU BARATO – A queda dos mercados de ações em Nova York no início da sessão, em meio ao estresse com os ataques ao Irã, deixou diversos ativos a preços atraentes e motivou uma onda compradora ao longo da tarde.


… A melhora na percepção de risco em Wall Street coincidiu com a declaração de Trump, de que a guerra pode durar de quatro e cinco semanas, afastando a preocupação de que o conflito possa se estender por meses.


… O Dow Jones caiu apenas 0,15%, para 48.904,78 pontos, enquanto o S&P 500 fechou perto da estabilidade (+0,04%), aos 6.881,62 pontos, e o Nasdaq terminou em alta de 0,36% (22.748,86 pontos).


… “Os mercados futuros reagiram de forma exagerada ao conflito iraniano, criando uma oportunidade de compra do S&P 500, que se aproximava de suas mínimas de 2026”, disse Jeff Kilburg, CEO da KKM Financial, à CNBC.


… As ações de defesa se destacaram entre as maiores altas: Northrop Grumman (+6,02%), RTX (+4,71%) e Lockheed Martin (+3,37%).


… Na esteira da disparada do petróleo, as companhias do setor também acumularam ganhos: ConocoPhilips (+4,21%), Chevron (1,52%) e ExxonMobil (+1,13%).


… Ações ligadas ao turismo e mais sensíveis à alta da commodity concentraram as perdas, como as aéreas United (-2,91%) e American (-4,21%) e as operadoras de cruzeiros Carnival (-7,64%) e Norwegian Cruise (-10,53%).


SEGUROU A ONDA – O Ibovespa chegou a cair 1,14% no pior momento do dia, mas seguiu a reação de NY à tarde, puxado pelas petroleiras, e terminou em alta de 0,28%, aos 189.307,02 pontos, com bom volume (R$ 31,6 bilhões).


… Petrobras ON (+4,63%, a R$ 44,71) e Petrobras PN (+4,58%, a R$ 41,13) foram a segunda e terceira maiores altas do índice, atrás apenas de Prio ON (+5,12%, a R$ 57,28).


… Vale ON (-0,35%, a R$ 88,16) foi na contramão do minério (+0,87%). Os papéis dos bancos fecharam mistos: Itaú (-1,80%, a R$ 45,92), BTG (-0,28%, a R$ 61,09), Bradesco PN (+0,38%, a R$ 21,23) e Santander (+0,06%, a R$ 33,52).


… Braskem PNA (-3,55%, a R$ 9,25) liderou as perdas do índice, após desempenho operacional abaixo do esperado no 4TRI, seguida por Multiplan ON (-3,10%, a R$ 34,11) e Marcopolo PN (-2,91%, a R$ 6,68).


VAI PELA ESCADA –Os juros futuros tiveram mais uma sessão de alta nos prêmios, em meio ao clima de aversão ao risco global e à incerteza sobre a duração dos ataques dos EUA e Israel ao Irã.


… Operadores avaliaram que o avanço nos DIs não foi maior porque o mercado já havia estressado na 6ªF com a surpresa do IPCA-15 acima do esperado.


… Agora, um cenário de preço do petróleo mais elevado pode levar os economistas a reverem para cima suas projeções de inflação para este ano. A consequência seria um Copom mais cauteloso em seu ciclo de alívio.


… A aposta do mercado para a reunião deste mês não mudou. Segundo Flávio Serrano, do BMG, a curva precifica cerca de 80% de chance de corte de 0,5 pp, contra 20% de redução de 0,25 pp, quase o mesmo cenário de 6ªF.


… Já o juro previsto para o fim deste ano subiu levemente, de 12,25% para 12,35%. Na 5ªF, antes do susto com o IPCA-15, a projeção estava em 12,05%, afirmou Serrano ao Broadcast.


… No fechamento de ontem, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,305% (de 13,277% no ajuste anterior); Jan/29,  12,745% (de 12,645%); Jan/31, 13,115% (de 13,030%); e Jan/33, 13,315% (de 13,254%).


… O dólar terminou o dia em alta moderada (+0,62%) frente ao real, a R$ 5,1659. No pior momento do dia, bateu nos R$ 5,2145 (+1,57%), mas a forte exposição do real ao petróleo ajudou a compensar parte da busca por proteção.


… Lá fora, o clima de aversão global ao risco fez o dólar subir diante dos pares (DXY +0,79%, aos 98,383 pontos), com o euro valendo US$ 1,1707 (-0,89%), a libra cotada a US$ 1,3424 (-0,41%) e o iene caindo para 157,34/US$.


CIAS ABERTAS NO AFTER – GPA teve rating de longo prazo rebaixado de ‘A’ para ‘CCC’ pela Fitch, que citou crescentes riscos de refinanciamento, já que a empresa tem R$ 1,7 bilhão em dívidas a serem pagas até julho…


… Companhia também apresentou pedido de tutela cautelar para bloqueio de ações detidas pelo Casino. Segundo a empresa, a medida visa preservar os direitos e garantias do grupo no âmbito do processo de arbitragem.


AZUL teve rating elevado pela S&P de ‘D’ para ‘brBBB-’ após concluir reestruturação sob Chapter 11 nos EUA; perspectiva é estável…


…  Agência destacou redução de cerca de US$ 1,1 bilhão na dívida financeira e expectativa de alavancagem próxima de 3,0x em 2026.


AXIA ENERGIA assegurou direito de reembolso de R$ 40,62 por ação a acionistas contrários à conversão de PN em ON, no processo de migração ao Novo Mercado.


PETRORECONCAVO. Tiago Noel assumirá a presidência do conselho de administração após a renúncia de Eduardo de Britto Pereira Azevedo. Ainda Rafael Machado Neves renunciou ao cargo de membro suplente do colegiado.


SUZANO celebrou acordo de acionistas com integrantes do Grupo Fanny para gestão conjunta de 303,4 milhões de ações, equivalentes a 27,51% do capital social.


AEGEA aprovou aumento de capital de R$ 402,4 milhões, com subscrição por GIC e Itaúsa; após a operação, Equipav ficou com 68,69% do capital votante.


HIDROVIAS DO BRASIL teve prejuízo de R$ 361 milhões no 4TRI25, redução de 11% na comparação anual; receita quase dobrou, para R$ 509 milhões.


LWSA lançou o serviço de computação em nuvem Locaweb Cloud, com foco em micro, pequenas e médias empresas e clientes de maior porte.


SER EDUCACIONAL aprovou a 7ª emissão de debêntures, no valor de R$ 250 milhões, com remuneração de CDI +1,10% ao ano.


IRANI aprovou pagamento de R$ 9,6 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,041575 por ação.


IA. O Departamento de Estado americano vai substituir o modelo que alimenta seu chatbot interno, o StateChat, migrando da Anthropic para a OpenAI, segundo a Reuters.

CNN x Paramount x Netflix

HOJE SÃO SÓ BOAS NOTÍCIAS...O MUNDO REALMENTE ESTÁ A DAR UMA GUINADA PARA O MAIOR BEM DE TODOS NÓS...WOKISMO, IDEOLOGIAS ESQUERDISTAS ESTÃO A IR PARA O RALO. AGORA SÓ A VERDADE SERÁ MOSTRADA ...


Hoje pela manhã, na sede da CNN em New York, o edifício Hudson Yards, o clima era de velório.

Mais: de pânico.


A razão: a Netflix, que defende transgêneros e a volta de Obama, esperada pela esquerda como compradora da Warner Brothers, dona da CNN, desistiu oficialmente da compra.


O motivo do pânico -que acabou indo ao ar hoje pela manhã nos noticiários da CNN e CBS- é mais do que justificado: o novo dono do maior império midiático do mundo agora é a Paramount, de David Ellison, conservador e cuja família é totalmente alinhada a Donald Trump.


A Netflix desistiu oficialmente quando a sua oferta de 72 bilhões de dólares foi superada pelos 81 bilhões da Paramount.

Há muito, Trump tem rotulado a CNN como um dos veículos que mais dissemina notícias falsas nos EUA tal como as suas franquias nos diversos países, e tem afirmado sua intenção de reformular totalmente a empresa.


A compra, evidentemente, promete demissões brutais em toda a empresa.


Trump é apoiado integralmente por Ellison, agora dono  de uma enorme rede de franquias, que inclui, além da CNN, dezenas de outras como O Senhor dos Anéis, Batman, Superman e DC Comics.


O comunicado oficial foi feito hoje pelo Departamento de Justiça americano e pela Netflix, e manchetes se alastraram pela mídia de esquerda afirmando que 'Trump e seus aliados pretendem transformar a emissora em canal pró-MAGA.'


Os reflexos dessa guinada nos rumos da mídia mundial vão se espalhar por todo o mundo, e inclusive no caso de lingua portuguesa,  onde a CNN poderá, sob uma orientação conservadora, virar uma pedra no sapato da rede globo no Brasil e da media capital em portugal,  conhecida pelo seu 'jornalismo' de ocasião e alugado a quem paga mais.


Facto é que a nefasta onda woke estimulada pela esquerda, que invadiu o mundo, vai agonizar.

Para alívio do planeta, cansado desse lixo.


A própria Netflix deverá, a partir de agora, rever aa suas posições duvidosas, diante da realidade...e da concorrência.


Good news, especialmente no caso do Brasil, em ano eleitoral e sujeito a uma imprensa totalmente comprada por Lula e seus asseclas.

Quem viver verá.  


Paulo Gonçalves

Decisão de Gilmar Mendes é um escárnio

 *Decisão de Gilmar em socorro de Toffoli é um escárnio*


Decano do STF suspendeu quebra de sigilos da Maridt, empresa que tem seu colega entre os sócios Medida havia sido determinada pela CPI do Crime Organizado; tudo se passou como se houvesse um jogo combinado para Gilmar socorrer Toffoli


2.mar.2026 às 22h00


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acrescentou mais uma linha esdrúxula na trama do banco Master, a esta altura já repleta de relações anômalas entre Daniel Vorcaro, controlador da instituição, e as mais diversas autoridades públicas brasileiras.


Na sexta-feira (27), em uma manobra que achincalha os ritos processuais, o decano da corte suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli. A providência investigativa havia sido determinada dias antes pela CPI do Crime Organizado.


Como se estivesse coberto de razão, Gilmar vociferou em sua decisão. Classificou a quebra de sigilo como "destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida" e afirmou que ela "apresenta narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas".


Sob essa camada de retórica tempestuosa, contudo, encontra-se pouca substância. Pode-se e deve-se, é verdade, discutir os limites de atuação da CPI. Criada com o propósito de esquadrinhar o alcance do crime organizado, a comissão ampliou seu escopo de modo a incluir o banco Master.


Embora sejam convincentes os argumentos parlamentares —é preciso esclarecer se a cúpula do Judiciário se envolveu com o mundo do crime—, as apurações precisam respeitar as normas do Estado de Direito. E cabe ao STF, no fim das contas, frear eventuais ataques às garantias individuais.


Ocorre que o Supremo também deve observar certos procedimentos, mas os ministros amiúde agem como se desconhecessem essa regra rudimentar. Foi precisamente o que fez Gilmar.


Sua canetada favorável à empresa da família Toffoli jamais poderia constar de um manual jurídico. Ela se deu em um mandado de segurança de 2021, impetrado pela produtora Brasil Paralelo no contexto da CPI da Covid. Ou seja, sem nenhuma relação com o Master, Toffoli e a atual CPI. E pior: o processo estava arquivado.


Com a manobra, o pedido da Maridt caiu no colo de Gilmar, dado que ele relatou o caso da Brasil Paralelo. Ou seja, tudo se passou como se houvesse uma jogada combinada nos bastidores para o decano socorrer Toffoli.


E não foi o único gesto recente a evidenciar o espírito de corpo que contamina o Supremo. Na quinta-feira (26), o ministro André Mendonça havia decidido que os irmãos de Toffoli, convocados pela CPI do Crime Organizado, estavam dispensados de cumprir essa obrigação.


É um escárnio. Passou da hora de os membros do STF entenderem que não estão acima das leis e que a sociedade exige respostas satisfatórias sobre os laços pouco republicanos entre Toffoli e Vorcaro. Não é demais lembrar que o ministro é citado em conversas no celular do ex-banqueiro.


As iniciativas em favor de Toffoli são tantas e tão heterodoxas que se torna inevitável perguntar o que ele está escondendo que demanda tamanho esforço.


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Fernando Costa

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