segunda-feira, 9 de março de 2026

CV e PCC como organizações terroristas

 *EUA devem anunciar CV e PCC como organizações terroristas nos próximos dias*


08/03/2026 19h07


O governo do presidente norte-americano Donald Trump deve anunciar nos próximos dias que as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) serão designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras pelos EUA.


A documentação em relação aos dois grupos foi finalizada no Departamento de Estado há alguns dias, passou por uma série de outras agências que deram ok ao material, e segue o mesmo formato do que já foi feito pela gestão Trump em relação a outras quadrilhas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, do México, ou o Tren de Aragua, da Venezuela.


Depois de sair da mesa do secretário de Estado Marco Rubio, o material deverá ainda ser entregue ao Congresso e finalmente publicado no Registro Oficial Federal, o que pode levar aproximadamente mais duas semanas.


A informação foi confirmada ao UOL por diferentes fontes dentro ou próximas à administração Trump. A reportagem apurou ainda que o chanceler brasileiro Mauro Vieira soube do avanço do tema em Washington e tem tentando conversar com sua contraparte, o secretário de Estado Marco Rubio, desde ontem. Até a publicação deste texto, não houve a confirmação de que a conversa entre ambos tenha acontecido.


A designação de um cartel como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) pelo Departamento de Estado congela ativos de seus integrantes nos EUA, impede acesso destes grupos ao sistema financeiro do país e barra o fornecimento de "apoio material", como armas, por entes norte-americanos.


Além disso, impõe restrições de imigração aos EUA aos associados às quadrilhas e aumenta os riscos legais para empresas que operam nas regiões afetadas. Elas passam a estar sujeitas a sanções do Tesouro dos EUA. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) tem emitido alerta a empresas quanto ao risco aumentado de fazer negócios em países como o México, em que operam cartéis designados como terroristas.


Trump também já fez ameaças explícitas de ataques militares contra cartéis no território do México, por exemplo, embora haja divergência entre especialistas sobre se a designação dos cartéis como grupo terrorista daria à Casa Branca cobertura legal para esse tipo de ação.


O assunto vinha sendo tocado há meses por diferentes funcionários do governo americano, entre os quais o subsecretário de Estado para Hemisfério Ocidental Christopher Landau, o secretário de Estado adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais dos Estados Unidos, Darren Beattie, e o Conselheiro Sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental Ricardo Pita. O tema também conta com a simpatia da nova Czar das Drogas de Trump, Sarah Carter, confirmada em janeiro pelo Congresso como Diretora do Gabinete de Políticas Nacionais de Controle de Drogas.


O combate ao tráfico de drogas nas Américas é tema prioritário para a administração Trump e foi assunto de um encontro liderado pelo presidente americano junto a líderes de direita da América Latina, ontem, em Miami, batizado de Shield of the Americas (Escudo das Américas).


O UOL apurou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que não participou das reuniões dos chefes de Estado, pediu pessoalmente ao presidente da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele, que fizessem avançar a agenda de designação de CV e PCC como grupos terroristas por Trump.


O governo Lula se opunha à designação da facções brasileiras como terroristas e afirmou isso ao governo dos EUA em diferentes ocasiões.


Em parte, a resistência se deve ao temor de que essa designação possa afetar a soberania do Brasil em lidar com suas questões de segurança doméstica, incluindo aí uma facilitação para a atuação militar dos americanos, que têm bombardeado embarcações supostamente ligadas ao tráfico no Caribe.


Além disso, o governo brasileiro diz que nem PCC nem CV possuem motivações políticas ou ideológicas, sendo meramente organizações criminosas que visam lucros ilícitos, e portanto não se aplicaria o conceito de terrorismo para designar tais grupos.


Brasil e EUA estão em negociação para lançar uma cooperação bilateral no combate ao crime organizado. Com a derrubada das tarifas por decisão da Suprema Corte dos EUA, esta se tornou a principal pauta de um possível encontro entre Trump e Lula na capital americana, que o brasileiro gostaria que ocorresse ainda este mês - mas que segue sem data marcada.


Em dezembro passado, Lula telefonou para Trump para propor esse esforço conjunto, especialmente com trabalho compartilhado de inteligência que pudesse barrar a lavagem de dinheiro dessas quadrilhas em território americano. Lula chegou a apontar alvos específicos que atuariam na Flórida para lavar lucro ilegalmente obtido com imóveis, por exemplo. A negociação estava em aberto, mas como o UOL mostrou no fim do mês passado, havia certa tensão nos escalões inferiores da diplomacia.


Em parte, a negociação proposta por Lula já era uma tentativa do Planalto de impedir o avanço da direita sobre o tema nos EUA, como aconteceu com tarifas e a Lei Global Magnitsky. Segurança pública deverá ser um dos grandes assuntos da eleição presidencial do Brasil, em outubro.


Consultados, nem o Itamaraty nem o Planalto enviaram comentários oficiais sobre o assunto até a publicação desta reportagem.


https://noticias.uol.com.br/colunas/mariana-sanches/2026/03/08/eua-devem-anunciar-cv-e-pcc-como-organizacoes-terroristas-nos-proximos-dias.htm

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,3% US tech -1,5% US Semis -3,9% UEM -1,1% España -1% VIX 29,5% Bund 2,86%. T-Note 4,19%. Spread 2A-10A USA=+58pb B10A: ESP 3,35% PT ITA 3,27% FRA 3,51% ITA 3,62% Euribor 12m 2,323% (fut.12m 2,705%). USD 1,155. JPY 183,2. Ouro 5.097 $. Brent 108,3$. WTI 94,2$. Bitcoin -5,4% (67.297$). Ether -4,6% (1.986$). 


SESSÃO: O mercado amanhece numa situação complicada no que diz respeito ao petróleo, que supera 100 $ como aconteceu imediatamente depois do início da invasão da Ucrânia, em 2022. Por isso, as bolsas na Ásia caem suavemente: Japão -5%, Coreia do Sul -6%, Índia -2,5%, China -2%... Ásia é a mais afetada, porque do Golfo Pérsico/Estreito de Ormuz provém ca. 85% do seu petróleo. Os futuros sobre as bolsas americanas aguentam um pouco melhor (-1,8%), e a europeia (-2%), mas estamos num dia em que o mercado se irá assustar, porque parece que a guerra com o Irão poderá prolongar-se mais do que o tolerável sem entrar numa séria realização de lucros e isso levaria (é o principal receio) a um aumento da inflação que, por sua vez, levaria os bancos centrais a subirem taxas de juros para a combater. Esta reação é natural, mas baseia-se em 4 erros.


Erro 1: Pensar que os bancos centrais irão subir taxas de juros para combater a inflação. Na realidade, se a guerra se complicar seriamente (pouco provável) e o ciclo económico for ameaçado (não só pelo aumento da inflação, mas também a ser considerado), os bancos centrais atuariam por emergência e baixariam taxas de juros agressivamente (até zero?) para proteger a economia/emprego. Desenvolvimento mais provável: a inflação irá aumentar cerca de 100 p.b. e isso irá adiar a próxima descida da Fed (já não será em junho), mas o BCE e o BoE deixarão as suas taxas de juros como estão, sem as subir, para evitar prejudicar o ciclo económico. De momento, o Japão não irá subir taxas de juros.


Erro 2: Pensar que isto é diferente do que vimos antes. Na realidade, nas semanas posteriores à invasão da Ucrânia, o petróleo subiu até 130 $. Na altura, no início de 2022, Wall St. esperava quase 4700 pontos, caiu até ca. 3.600 e no final de 2024 tinha recuperado até ca. 6.100. Isto é, primeiro caiu -23% para depois subir +70% desde aquele mínimo, e o saldo líquido foi +30%. E a guerra na Ucrãnia continua aberta, coisa que é improvável que aconteça com o Irão, cuja extensão da fase dura será de 1 ou 2 semanas, e pode ser que entre numa fase de desgaste até destruir militarmente o Irão, que poderá prolongar-se durante meses, mas com a qual o mercado já teria aprendido a conviver sem drama. Desenvolvimento mais provável: o petróleo irá fluir com dificuldade pelo Estreito de Ormuz e o petróleo permanecerá entre 80/90 $. É pior, mas não um drama. 


Erro 3: Pensar que terminou o ciclo económico expansivo, que os lucros empresariais irão piorar seriamente e que é preciso vender. Na realidade, é um choque de curto prazo que proporciona oportunidades interessantes para comprar menos caro. Recordemos que o período 2023/2025 foi excelente e que os preços/avaliações já não eram claramente atrativos; era necessário selecionar muito. Por isso, umas semanas de reajuste de preços (quedas) até que se veja que isto não irá alterar o ciclo económico nem os resultados empresariais, de expansivos a contrativos, proporciona oportunidades para comprar a preços mais atrativos, particularmente: defesa, semicondutores, bancos, utilities, infraestruturas ou petróleo. Mas, principalmente, demonstrar-se-á que é uma boa ideia, de forma genérica, comprar bolsa/índices mais abaixo com uma perspetiva de 12/24 meses, acompanhando as quedas desta semana (será impossível acertar e comprar em mínimos), que evoluirão de “pior a menos mal”.


Erro 4: Ignorar que o contexto geoestratégico resultante pós-Venezuela e pós-Irão será melhor. Neutralizadas estas 2 ameaças, a Rússia ficará debilitada em recursos para a sua invasão da Ucrânia, e a China debilitada económica e geoestategicamente a médio e longo prazo. Os reequilíbrios geoestratégicos serão mais estáveis. O ciclo económico e os lucros empresariais voltarão a ser fiavelmente expansivos. Então, todo o mundo irá perceber que o que está a acontecer agora foi uma oportunidade.


CONCLUSÃO. Provavelmente, esta semana estamos no pior momento deste choque passageiro. Sangue-frio. Ampliar posições enquanto aparece indícios de estabilização/subida. Ao início, será instável e pensaremos que nos precipitamos, mas de seguida veremos que não é assim. Só terá de ser assim durante umas 2 semanas, no máximo. 


FIM

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo explode em semana de inflação*


… A semana começa com a escalada furiosa do petróleo até quase US$ 120 e o tombo dos futuros das bolsas em NY, diante da escolha do novo líder no Irã. Trump promete liquidar o conflito até o início de abril e cobra a rendição “incondicional” de Teerã, que resiste. Em meio ao choque do petróleo, os dados de inflação do CPI (quarta) e PCE (sexta) ganham interesse redobrado nos EUA. Aqui, às vésperas do IPCA de fevereiro (quinta), o estresse praticamente enterra a chance de o Copom abrir com meio ponto o ciclo de queda da Selic. A semana tem ainda as vendas no varejo e pesquisa de serviços, além da repercussão ao caso Master e à pesquisa Datafolha.


VELOZES E FURIOSOS – Mesmo vindos de um rali na semana passada, os futuros de petróleo causaram perplexidade na noite deste domingo, com um salto de quase 30%. Romperam US$ 100 e ameaçam buscar os US$ 120 hoje.


… Os ganhos diários são os maiores já registrados na história. A arrancada coincidiu com a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã, sinalizando mais um regime linha dura.


… A sucessão desafia Trump e aumenta a pressão de um confronto mais amplo e mais demorado.


… O exército israelense ameaça matar qualquer sucessor e Trump diz que a guerra só terminará quando os governantes do Irã forem eliminados. Segundo ele, a alta do petróleo é um preço “muito pequeno” a pagar à paz.


… “Só tolos pensariam diferente!”, escreveu o presidente norte-americano em suas redes sociais, destacando que os preços da commodity cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear do Irã terminar.


… O ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, alertou que os preços da commodity podem chegar a US$ 150 e que o fornecimento do Golfo Pérsico pode levar semanas ou até meses para ser restabelecido.


… Após a escolha Mojtaba, o Irã lançou mísseis contra Israel, que voltou a atacar o rival. Kuwait e Qatar relataram ataques vindos do país persa e os Estados Unidos ordenaram a saída de pessoal de embaixada na Arábia Saudita.


… Já no sábado, antes da escolha do novo líder iraniano, as forças israelenses ampliaram os bombardeios, atingindo depósitos de combustível perto de Teerã, enquanto o Bahrein informou danos a uma usina de dessalinização.


… A ofensiva sinalizou uma ampliação dos ataques a infraestruturas vitais em toda a região.


… A explosão do petróleo, com impacto direto na inflação, coloca em xeque a capacidade de a Petrobras não repassar a volatilidade dos preços praticados no mercado internacional para os combustíveis por aqui.


… Na sexta-feira, a presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que, caso a alta do preço do petróleo seja muito elevada, o cenário vai exigir respostas mais rápidas da estatal sobre um potencial reajuste.


… Na mesma linha, o diretor financeiro e de relacionamento com investidores da companhia, Fernando Melgarejo, disse que “ninguém sabe o novo patamar de preço do Brent”, o que dificulta a avaliação do momento.


… O diretor de comercialização e logística, Claudio Schlosser, destacou que a estratégia comercial tem como princípio não transferir a volatilidade no mercado externo e ressaltou que a Petrobras não reajusta o diesel há 300 dias.


… Apesar do conflito geopolítico, salientou que o mais relevante para a empresa é o “fator tempo”.


MAIS AGENDA – O rali do petróleo projeta Copom mais conservador este mês, com corte de só 0,25 pp da Selic (ou nada), com o mercado à espera do IPVA/fev (quinta) e vendas no varejo (quarta) e serviços (sexta) de janeiro.


… Hoje, saem a prévia do IPC-S (8h), o boletim Focus (8h25) e a balança comercial semanal (15h).


… Lula recebe nesta segunda-feira o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em uma visita de Estado no Palácio do Planalto. Na quarta-feira, Lula estará no Chile para a posse do presidente eleito, José Antonio Kast.


… Galípolo e Picchetti estão na Basileia para reuniões do BIS. O BC entra em período de silêncio na quarta.


A LIVE DO BDM – Amanhã, a partir de 9h, ocorrerá o primeiro programa BDM Live, uma nova forma de criar conteúdo voltado para o mercado financeiro.


… A uma semana da reunião do Copom, jornalistas do BDM e convidados irão conversar com Sérgio Goldenstein, da Eytse Estratégia, sobre os prováveis movimentos do BC na taxa Selic este ano.


… A live será transmitida ao vivo e será ancorada pelo jornalista Téo Takar. Contará com a presença das jornalistas Rosa Riscala (BDM), Thaís Heredia (CNN) e da economista Ariane Benedito (PicPay).


… Inscreva-se pelo link https://novidade.bomdiamercado.com.br/live


BALANÇOS – A semana tem como destaques os números trimestrais da CSN, CSN Mineração e Braskem na quarta-feira; Prio, amanhã; além das varejistas Azzas e Casas Bahia (quarta-feira) e Magazine Luiza (quinta-feira).


… Hoje, saem MRV, antes da abertura, e Cosan e Direcional após o fechamento do mercado. Amanhã: Allos, Cury e


Vibra Energia. Na quarta, Smartfit, Brava, Cogna, SLC Agrícola e Yduqs. Quinta: Energisa, Eztec, Hypera e Vittia.


EMPATADOS – A Datafolha acabou saindo só no sábado e confirmou que Lula continua perdendo vantagem, enquanto a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ganha força na corrida para o Planalto.


… Em simulação para o segundo turno da disputa, o filho do ex-presidente aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% anteriormente, tecnicamente empatado com Lula, que lidera com 46% (antes tinha 51%).


… Outro fator que mostra a consolidação de Flávio como principal candidato da direita são as respostas espontâneas do eleitor. Em dezembro, ele não era citado. Agora, tem 12% das intenções de voto. Lula oscilou de 24% para 25%.


… Os dois também empatam em rejeição: 46% dos eleitores nunca votariam em Lula e 45% não querem Flávio.


… Entre nomes da centro-direita, o candidato que aparece mais competitivo entre cenários de segundo turno é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 41% das intenções de voto, contra 45% do presidente Lula.


… Ele fica à frente de Ronaldo Caiado (36% contra 46% de Lula) e de Eduardo Leite (34% x 46% do petista).


… O Datafolha ainda testou um improvável cenário em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o candidato contra Flávio – neste caso, o nome do governo perde de 33% a 21% das intenções contra o bolsonarista.


… O instituto de pesquisa também realizou o primeiro levantamento do ano sobre a disputa estadual.


… Tarcísio lidera isolado no primeiro turno, com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad, que ainda não bateu o martelo sobre a candidatura. Quando o candidato é Alckmin, o governador abre a vantagem: 46% x 26%.


… Em um eventual segundo turno, Tarcísio bateria Haddad por 52% contra 37% e Alckmin por 50% contra 39%.


… De última hora, o Palácio do Planalto teme que os escândalos da crise do Master e os vazamentos de movimentações financeiras de Lulinha comprometam ainda mais o capital político do governo nas eleições.


… A relação entre Lula e Alcolumbre mostra sinais de desgaste e afastamento, neste momento em que o presidente do Senado tem em mãos pelo menos três decisões fundamentais para Lula neste período pré-eleitoral:


… Prorrogação ou não da CPI do INSS, a indicação de Messias ao STF e a convocação de sessão do Congresso para manter ou derrubar o veto de Lula ao projeto de lei que reduz penas dos condenados por atos golpistas.


… Alcolumbre é pressionado por uma ala do Senado a abrir processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, após dados revelarem que Vorcaro teria trocado mensagens com o ministro do STF quando foi preso em novembro.


… Moraes rebateu, argumentando que os conteúdos extraídos do celular do banqueiro não eram endereçados a ele.


… O STF inicia na sexta o julgamento da decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação que resultou na prisão de Vorcaro. Toffoli avalia votar, apesar da pressão de colegas para se abster, após a troca da relatoria.


… A CAE do Senado mantém a previsão de ouvir Vorcaro amanhã, embora ainda não haja confirmação oficial.


TARIFAÇO – O Tribunal do Comércio Internacional dos Estados Unidos suspendeu na sexta-feira uma ordem anterior da Justiça que havia instruído a Alfândega a realizar reembolsos a importadores das tarifas impostas por Trump.


… Foi acatado o argumento de que o sistema informatizado da agência alfandegária não está preparado para processar imediatamente o grande volume de reembolsos e que um novo sistema deve ficar pronto em 45 dias.


… Estima-se que o governo norte-americano terá de reembolsar US$ 166 bilhões.


LÁ FORA – As apostas para o Fed continuarão a ser operadas esta semana pelos dados de inflação do PCE de janeiro (sexta) e CPI de fevereiro (quarta). Outro destaque é o PIB americano do quarto trimestre, que sai na sexta-feira.


… Na zona do euro, destaque para a produção industrial de janeiro do bloco (sexta) e da Alemanha (hoje, às 4h). O BC da Turquia decide juro na quinta-feira. No mesmo dia, a AIE publica o relatório mensal do petróleo.


CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) teve alta anualizada de 1,3% em fevereiro. O resultado ficou abaixo da expectativa de 0,9%, mas registrou a maior leitura em três anos…


… O índice de preços ao produtor (PPI) teve queda de 0,9% e permaneceu em território de deflação pelo 41º mês consecutivo. Economistas estimavam recuo maior, de 1,1%.


… Na virada de hoje para amanhã, sai a balança comercial chinesa dos dois primeiros meses do ano.


FIM DO HORÁRIO DE VERÃO – A partir de hoje, as bolsas de Nova York passam a operar das 10h30 às 17h, mesmo horário do call de fechamento do Ibovespa. O petróleo será negociado das 10h às 15h30 e o ouro fechará às 14h30.


O CÉU É O LIMITE – O petróleo já havia disparado na sexta com as declarações de Trump de que não fará acordo com o Irã e só aceitará a “rendição incondicional” do Irã. A frase esvaziou a esperança de solução rápida da guerra.


… A própria Casa Branca ampliou a sinalização dada por Trump há alguns dias, de que o conflito poderia acabar em 4 ou 5 semanas. Agora, os americanos já falam em mais 4 a 6 semanas. Uma semana já se foi.


… Além de um prazo ligeiramente mais longo, a guerra já começa a ganhar uma abrangência territorial maior, com o Irã fazendo ataques pontuais em diversos países do Oriente Médio.


… O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou que países europeus poderão se tornar “alvos legítimos”, caso participem da ofensiva militar contra o país.


… E, por enquanto, não há nenhuma sinalização de que o Estreito de Ormuz será reaberto, o que já força os países da região a reduzirem a produção por falta de espaço para estocar o óleo e com saídas limitadas para escoá-lo.


… Em meio ao cenário de caos, os EUA anunciaram um seguro de até US$ 20 bilhões para perdas marítimas na região do Golfo Pérsico, com o objetivo de dar maior segurança às transportadoras de petróleo.


… O WTI para abril disparou 12,20% na sexta na Nymex, a US$ 90,90. O Brent para maio saltou 8,52% na ICE, a US$ 92,69. Na semana, o WTI arrancou 35,63% e o Brent ganhou 27,78%, ambos a um passo de atingirem os US$ 100.


SEM FUNDO – Além de se confrontar com o choque nos preços do petróleo, o que aumenta a preocupação sobre a inflação, Wall Street ainda teve de lidar com uma inesperada redução de empregos no payroll.


… O relatório mostrou o fechamento de 92 mil vagas de trabalho em fevereiro, contrariando a projeção de aumento de 55 mil postos, o que deixa o Fed em uma sinuca de bico, entre priorizar emprego ou inflação.


… A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, em vez da esperada estabilidade (4,3%). O payroll também trouxe revisão para baixo das vagas em janeiro (de +130 mil para +126 mil) e em dezembro (de +48 mil para -17 mil).


… O payroll fraco em janeiro resgatou as apostas de corte de juro pelo Fed entre junho e julho, mas parte do mercado acredita que os dados podem ter sido distorcidos por fatores temporários.


… Susan Collins (Fed/Boston) afirmou que as perspectivas econômicas dos Estados Unidos seguem cercadas por incertezas, agravadas por fatores geopolíticos. “Não vejo necessidade iminente de alterar as taxas de juros.”


… “Com base na minha perspectiva, considero uma abordagem paciente e ponderada como apropriada. Meu cenário base apresenta uma inflação ainda incerta, com riscos contínuos de alta”, comentou Collins.


… Para apoiar uma flexibilização, ela disse que buscará “evidências claras” de que a inflação esteja retornando à meta, o que, na sua avaliação, pode ocorrer somente no segundo semestre.


… O Dow Jones recuou 0,95%, aos 47.501,55 pontos; o S&P 500 caiu 1,33% (6.740,02 pontos); e o Nasdaq perdeu 1,59% (22.387,68 pontos). Na semana, os índices acumularam perdas de 3,01%, 2,02% e 1,24%, respectivamente.


NA MESMA ONDA –O clima externo contaminou de novo a B3, embora Petrobras tenha amortecido a queda do Ibovespa: -0,61%, aos 179.364,82 pontos, com giro de R$ 32,6 bilhões. Na semana, o estrago foi grande: -4,99%.


… A alta do petróleo, e a reação do balanço do 4TRI impulsionaram Petrobras: a ação ON subiu 4,12% (R$ 45,78) e a PN ganhou 3,49% (R$ 42,11). Brava (+4,83%, a R$ 19,77) e Prio (+4,71%, a 59,64) foram no embalo.


… Entre outras blue chips, Vale recuou 2,99% (R$ 78,86), ignorando a alta do minério de ferro (+1,38%). Santander caiu 2,51% (R$ 31,52); BTG, -2,01% (R$ 56,00); Bradesco PN, -1,41% (R$ 19,55);  Itaú PN -1,33% (R$ 42,93).


… Com as petroleiras dominando as altas, a lista de maiores baixas trouxe Embraer (-8,05%; R$ 80,14), após o balanço trimestral dividir opiniões de analistas. Vamos perdeu 7,24% (R$ 3,97) e Raízen PN caiu 6,78% (R$ 0,55).


COPOM EM XEQUE –Os juros futuros dispararam novamente, com o mercado reagindo ao clima de aversão ao risco no exterior e embutindo nos DIs mais curtos os possíveis efeitos inflacionários da alta do petróleo.


… A 10 dias do Copom, os agentes estão revendo suas apostas para a política monetária. Antes dado como certo, o corte de 0,5 pp na Selic neste mês continua perdendo espaço na curva para 0,25 pp, que já é majoritário.


… E já tem economista cogitando a possibilidade de Copom não mexer na Selic na próxima reunião, contrariando a sinalização que foi dada em janeiro, antes do estouro da guerra no Oriente Médio.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,670% (de 13,505% no ajuste anterior); Jan/29, 13,300% (de 13,079%); Jan/31, 13,715% (contra 13,469%); e Jan/33, 13,925% (de 13,665%).


… No balanço da semana, a curva acentuou a inclinação e se deslocou de forma expressiva para cima: o DI Jan/27 subiu 39 pontos-base; Jan/29 avançou 65 pb; Jan/31 disparou 68 pb; e Jan/33 teve alta de 66 pb.


PERDEU FORÇA –O payroll fraco e a disparada do petróleo fizeram o dólar recuar diante dos pares, devolvendo parte da alta recente, com o mercado reacendendo a esperança na retomada dos cortes de juros pelo Fed em julho.


…. O DXY caiu 0,37%, para 98,945 pontos. O euro ficou perto da estabilidade (-0,04%), a US$ 1,1603. A libra ganhou 0,29%, a US$ 1,3390. Por aqui, o dólar caiu 0,82%, a R$ 5,2438, mas acumulou valorização de 2,14% na semana.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS informou que recebeu indicações do acionista controlador e de minoritários para os conselhos de administração e fiscal; eleição ocorrerá na assembleia de acionistas prevista para 2026.


COSAN. S&P rebaixou rating corporativo de BB para BB- e colocou a nota em CreditWatch negativo, citando menor flexibilidade financeira e incertezas ligadas à Raízen.


BRASKEM informou que a Superintendência-Geral do Cade aprovou, sem restrições, operação que pode levar o fundo IG4 a assumir participação hoje detida pela Novonor; tribunal ainda pode avocar o caso em até 15 dias…


… A Braskem informou ainda que a Norges Bank Investment Management reduziu participação para 4,96% das ações preferenciais classe A da companhia.


NEOGRID informou que a Dalpe Gestão terá cinco dias para decidir se mantém ou desiste da OPA, após laudo indicar valor por ação entre R$ 29,42 e R$ 32,36, acima da oferta inicial de R$ 29.


SLC AGRÍCOLA recebeu R$ 59,7 milhões referentes à metade da parcela remanescente de operação de associação com FIPs administrados pelo BTG Pactual.


REDE D’OR obteve habilitação do MEC para desenvolver faculdade de medicina no Rio com 100 alunos por ano.


ODONTOPREV aprovou aditamento ao protocolo de incorporação de papéis da Bradesco Gestão de Saúde e convocou AGE para 6 de abril para deliberar sobre a operação.


ONCOCLÍNICAS aprovou operação de antecipação de recebíveis com o Sicoob Credicom, permitindo acesso antecipado a valores de atendimentos já prestados a planos de saúde.


EMS comprou a Medley, da Sanofi, por cerca de US$ 600 milhões. Com a operação, a farmacêutica deixa para trás nomes como Hypera, Aché, Biolab e a indiana Sun Pharma, e pode atingir 31% do mercado brasileiro de genéricos.


MOTIVA aprovou terceira emissão de debêntures da controlada Rota Sorocabana, no valor de R$ 1,05 bilhão, para refinanciamento de dívidas e investimentos em infraestrutura.


CASAS BAHIA afirmou que eventuais atrasos de repasses a lojistas de marketplace foram pontuais, ligados a questões sistêmicas do Pix, e já foram sanados; companhia disse estar “absolutamente corrente” nos pagamentos.


AEROPORTOS. Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que há quatro interessados no leilão de concessão do Galeão, previsto para o próximo dia 30 na B3, com lance mínimo de R$ 932 milhões.

CV e PCC como organizações terroristas

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