quinta-feira, 25 de junho de 2026

Doutores e mestres: para que serve?

 

O BRASIL FORMA MESTRES E DOUTORES.

MAS O MERCADO ESTÁ DISPOSTO A PAGAR POR ELES?

📊 O Brasil já formou mais de 1 milhão de mestres.

📊 Já formou mais de 319 mil doutores.

📊 E continua expandindo sua pós-graduação ano após ano.

Mas existe uma pergunta que raramente aparece nos relatórios oficiais:

---- Quanto vale um Mestre ou Doutor no mercado de trabalho? ----

Porque a realidade nem sempre acompanha o discurso. Muitos profissionais altamente qualificados descobrem que:

✅ O cargo exige graduação.
✅ O salário é definido pela função.
✅ O mestrado não gera aumento salarial.
✅ O doutorado não garante melhores oportunidades.
✅ Em alguns casos, a titulação elevada até dificulta a contratação.

Enquanto isso, nas universidades, muitos docentes enfrentam outra realidade:

❎ Salários pressionados.
❎ Valorização reduzida.
❎ Pagamentos por hora-aula cada vez menores.
❎ E uma concorrência crescente entre profissionais cada vez mais qualificados.

- O Brasil afirma que precisa de inovação.
- Afirma que precisa aumentar sua produtividade.
- Afirma que precisa fortalecer ciência e tecnologia.

Mas uma dúvida permanece:

Estamos formando conhecimento ou apenas acumulando títulos que o mercado não sabe aproveitar?

Talvez o problema não seja a quantidade de mestres e doutores. Talvez o problema seja o valor que a sociedade atribui a eles.

E você?

O mercado brasileiro valoriza a qualificação ou apenas exige mais por menos?

SEMANA INTENSA: BANCOS CENTRAIS SOB OS HOLOFOTES


Julio Hegedus Netto, 24/06/2027

O Cenário Global

Foi uma semana excepcionalmente intensa no calendário de política monetária mundial. Destaque maior ficou com a chamada "super quarta" - dia em que o Copom (Comitê de Política Monetária do Brasil) e o Fed (Federal Reserve dos Estados Unidos) se reuniram no mesmo dia, em horários distintos, concentrando as atenções dos mercados financeiros globais.

Além destes dois protagonistas, realizaram reuniões de política monetária o Banco Central do Japão (BoJ), o Banco do Canadá (BoC), o México (Banxico), a China (PBoC) e o Reino Unido (BoE). (ver tabela ao fim)

Em todas as decisões, o que predominou foi a cautela. Como pano de fundo, a ocorrência de choques de oferta, decorrentes das oscilações do barril de petróleo - agravadas pela guerra no Oriente Médio. Estes acabaram pressionando os índices de inflação em diferentes graus ao redor do mundo, limitando o espaço para um afrouxamento monetário mais agressivo.



Fed: Independência que Surpreendeu

Antes do Copom, o Fed anunciou a manutenção da taxa Fed Funds na faixa de 3,50% a 3,75% - decisão que surpreendeu parte considerável do mercado, que esperava uma postura mais flexível sob a nova liderança de Kevin Warsh.

O contexto político se torna fundamental para compreender esta “surpresa”. Lembremos que o presidente Donald Trump optou por não renovar o mandato de Jerome Powell, ao fim de seu ciclo, insatisfeito com a resistência do ex-chairman em promover cortes de juros, mesmo diante de pressões explícitas da Casa Branca. A expectativa predominante era de que Warsh, visto como mais próximo do governo, adotasse uma linha mais dovish. A manutenção da taxa - numa conjuntura em que Trump vinha sinalizando abertamente o desejo de juros mais baixos - foi lida pelo mercado como um sinal importante de independência institucional do Fed, ao menos neste primeiro momento.

Esta decisão refletiu também a complexidade do ambiente macroeconômico americano: o mercado de trabalho ainda resiliente e a inflação mostrando resistência em alguns componentes, cortar juros prematuramente representaria um risco considerável à credibilidade do banco central.

Copom: Um Corte que Gerou Mais Dúvidas do que Certezas

O Banco Central do Brasil optou pela redução da Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25%, deixando em aberto a possibilidade de novos cortes ao longo do ciclo - mesmo num momento delicado, marcado pela alta do petróleo, desancoragem de expectativas, ambiente externo volátil e um quadro inflacionário doméstico ainda longe do centro da meta.

A decisão em si não foi a principal fonte de questionamentos. O problema residiu na comunicação - tanto no comunicado imediato quanto na ata divulgada posteriorment

O "Horizonte Relevante" de 18 Meses

O ponto que mais gerou ruído foi a referência do BCB a um "horizonte relevante de convergência inflacionária" de 18 meses - equivalente a este restante de 2026 e quatro trimestres de 2027. Na prática, o Banco Central resolveu adotar, formalmente, uma leitura mais leniente do processo de convergência em direção ao centro da meta de inflação, fixada em 3,0%, dentro do intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

Objetivo aqui foi evitar volatilidade excessiva nos mercados de ativos e criar espaço suficiente para uma eventual correção de rota, caso o cenário inflacionário piorasse.

No entanto, o alongamento do horizonte mais longo acabou interpretado pelo mercado como uma sinalização de maior tolerância à inflação elevada no curto prazo - leitura que, naturalmente, gerou incerteza e desconforto entre os agentes financeiros.

Em outras palavras: ao estender o prazo de convergência, o BCB comprou tempo - mas pagou em clareza e previsibilidade.

Os dados da Inflação

Os dados que amparam a decisão do Copom mostram o IPCA acumulado em 12 meses em 4,72%, com recuo esperado para 4,15% ao final de 2027 - ainda acima do centro da meta, mas dentro do intervalo de tolerância. Vale lembrar que o descumprimento formal da meta só se configura, caso a inflação permaneça fora do intervalo de tolerância (abaixo de 1,5% ou acima de 4,5%) por um período superior a seis meses consecutivos.

Lembremos também que o quadro inflacionário doméstico vem sendo pressionado por fatores que fogem ao controle direto da política monetária: câmbio depreciado, alta do petróleo e dos alimentos, e os reflexos dos conflitos geopolíticos sobre os preços do petróleo.

Em MAIO, o IPCA registrou 0,58%, abaixo de abril (0,67%), mas acima das projeções.

A Ata e o Freio de Arrumação

Na ata da reunião, o BCB promoveu o que muitos analistas chamaram de "freio de arrumação": sinalizou explicitamente que não há garantia de novos cortes nas próximas reuniões do Copom.

A mensagem foi uma tentativa clara de moderar as expectativas de afrouxamento contínuo da política monetária - evitando que o mercado precificasse uma trajetória de queda de juros mais agressiva do que o BCB estaria disposto a entregar.

Uma questão central, no entanto, permanece em aberto: o Copom manterá a Selic em 14,25% na próxima reunião, consolidando uma pausa no ciclo de cortes, ou realizará mais um corte de 0,25 ponto percentual, dando continuidade ao afrouxamento gradual?

Síntese

Para grande parte do mercado, o BCB confundiu mais do que esclareceu entre o comunicado e a ata do Copom. Ao combinar um corte de juros com um horizonte de convergência inflacionária muito longo, uma comunicação ambígua sobre os próximos passos e uma ata que, na prática, contradiz parcialmente o sinal dovish do corte, o Copom entregou ao mercado mais perguntas do que respostas.

O cenário exige monitoramento atento em múltiplas frentes: a trajetória do IPCA nos próximos meses, o comportamento do câmbio, a evolução dos preços do petróleo, o ritmo das decisões do Fed e, naturalmente, o próprio tom do BCB nas comunicações que precedem a próxima reunião do Copom.

Em política monetária, clareza é um ativo tão valioso quanto a própria decisão de juros. E nesta "super quarta", esse ativo ficou em falta. Seguimos monitorando.


Decisões de Política Monetária

Taxa de juros

Comentários

Fed (Banco Central americano)

3,50% a 3,75%

manteve a Fed Funds na quarta-feira (17), pela quarta reunião consecutiva em decisão unânime, primeira decisão sob o comando do novo chairman, Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. Não se descarta a possibilidade de um aumento nas taxas, antes do fim do ano.


BoE (Banco da Inglaterra)

3,75%

seguindo o Fed, manteve as taxas de juros inalteradas na quinta-feira (18), com o presidente Andrew Bailey argumentando que as autoridades terão tempo para avaliar a ameaça, representada pelo aumento nos custos de energia, causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.


BoJ (Banco do Japão)

0,75% para 1,00%

elevou a taxa de juros para o ​maior patamar em 31 anos na terça-feira (16), marcando mais ​um passo decisivo na “normalização da política monetária”, com foco em conter as pressões inflacionárias, decorrentes do choque causado pela guerra no Oriente Médio. Juros se elevaram, impactando os custos dos empréstimos a níveis vistos pela última vez em 1995.


BCE (Banco Central Europeu)

2,00% para 2,25%

Em maio, elevou sua principal taxa de juros pela primeira vez desde 2023, em uma decisão motivada pelo avanço da inflação na zona do euro em meio aos efeitos econômicos da guerra entre EUA, Israel e Irã. A taxa de depósito, referência para a política monetária do bloco, subiu de 2,00% para 2,25%. Medida já era amplamente esperada pelo mercado e marcou a primeira reação de um grande banco central ao aumento dos preços de energia, provocado pelo conflito no Oriente Médio.


PboC (Banco Popular da China)

3,00%

Em maio e junho, o banco central da China deixou inalteradas ​as taxas ​referenciais de empréstimos pelo 12º mês consecutivo, em 3,00%, em linha com as expectativas do mercado. A última vez que o PBoC alterou suas taxas básicas para empréstimos foi em maio do ano passado, quando teve início a guerra tarifária com os EUA. Agora, outra crise rondava a economia chinesa – a guerra no Irã e a instabilidade no Oriente Médio– , mas o governo decidiu manter uma postura ainda mais conservadora.


Calendário de reuniões para 2026 e 2027

2026

- 04 e 05 de agosto

- 15 e 16 de setembro

- 03 e 04 de novembro

2027

- 26 e 27 de janeiro

- 16 e 17 de março

- 27 e 28 de abril

- 15 e 16 junho

- 03 e 04 de agosto

- 21 e 22 de setembro

- 26 e 27 de outubro

- 07 e 08 de dezembro





Call Matinal 2506

 Call Matinal

25/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2406)

MERCADOS

Na quarta-feira (23), o Ibovespa fechou em baixa de 0,44%, a 170.506 pontos, com giro de R$ 27,1 bilhões. Já a moeda americana fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,20.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (25), impulsionados pelo excelente resultado da Micron que reafirmou a tese otimista para o setor de inteligência artificial. O apetite por risco também foi favorecido pela queda dos preços do petróleo, que retornaram aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,07%

S&P 500 Futuro: +0,74%

Nasdaq Futuro: +2,22%

Nos EUA, a Micron explodiu +15% no after-hours e salvou o setor de chips. "Tecnologia está caindo, mas está havendo rotação para industriais e financeiras — isso é sinal construtivo. Uma pausa em junho não é surpreendente"

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,23%

Nikkei (Japão): +4,61%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,43%

Nifty 50 (Índia): +0,74%

ASX 200 (Austrália): -0,68%

Kospi (Coreia do Sul) +5,4% e Nikkei (Japão) +4,6% — Ásia rebate com força

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,47%

DAX (Alemanha): +0,50%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,17%

CAC 40 (França): +0,17%

FTSE MIB (Itália): +0,32%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -1,17%, a US$ 69,52 o barril

Petróleo Brent, -1,46%, a US$ 72,66 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,08%, a 735 iuanes (US$ 108,24) Bitcoin, +3,21%, a US$ 61.637,32

Petróleo Brent abaixo de US$ 73 e WTI abaixo de US$ 70 — no menor nível desde antes da guerra. Pior parece ter ficado para trás, até a próxima estocada dos terroristas do HAMAS e do Hezbollah.

 

NO DIA, 2506

Por aqui, o mercado aguarda o Relatório de PM, e com ele esclarecimentos sobre o que está pensando o BCB na condução da política monetária, coisa que não conseguiu com a ata do Copom na terça e o comunicado da semana passada. Se o texto não der as respostas que se espera, Galípolo ainda pode se explicar na coletiva, às 11h, sobre o relatório. Ainda na agenda, a inflação é destaque, com o IPCA-15 de junho aqui e o PCE de maio nos EUA, que deve superar 4% em termos anualizados, contribuindo para a inclinação hawkish do Fed. A falta de convergência entre as análises sobre os próximos passos do Copom mantém as apostas divididas, com o mercado rachado ao meio: metade confiando em Selic estável e metade em nova queda. Foi uma novidade a ata apresentar vários sinais interpretados como mais conservadores do que o comunicado, reconhecendo a assimetria altista no balanço de riscos, a piora nas expectativas de inflação e a atividade forte. O que se deve atentar é sobre o potencial desinflacionário da reversão da escalada do petróleo, diante do acordo diplomático provisório firmado entre os Estados Unidos e Irã. Em meio à retomada do fluxo no Estreito de Ormuz, o barril está de volta aos menores níveis desde o início da guerra. Só o que não se sabe ainda é se já dá para apostar todas as fichas que a guerra não oferece mais perigo.

 

 

 

Agenda 22 a 26 de junho

Quinta-feira (25):  

Brasil: IPCA-15 de junho

EUA: PCE de maio (9h30 BRT), PIB final do 1º tri, renda pessoal de maio, pedidos de seguro-desemprego; balanços de McCormick, Darden Restaurants e Winnebago (antes da abertura)

BDM Matinal Riscala

 *RPM e PCE concentram atenções*

Agenda do dia tem ainda IPCA-15 de junho aqui e PIB dos EUA


25/06/2026


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato


… Tudo que o mercado mais espera é que quem tenha escrito o Relatório de Política Monetária dissipe a confusão armada pelo comunicado e a ata do Copom. O documento sai às 8h e o BC não pode desperdiçar mais esta chance de operar consenso e administrar melhor as expectativas sobre um corte ou pausa da Selic na próxima reunião de política monetária. Se o texto não der as respostas que se espera, Galípolo ainda pode se explicar na coletiva, às 11h, sobre o RPM. Ainda na agenda, a inflação é destaque, com o IPCA-15 de junho (9h) aqui e o PCE de maio nos Estados Unidos, às 9h30, que deve superar 4% em termos anualizados, contribuindo para a inclinação hawkish do Fed.


DANDO O QUE FALAR – A falta de convergência entre as análises sobre os próximos passos do Copom mantém as apostas divididas, com o mercado rachado ao meio: metade confiando em Selic estável e metade em nova queda.  


… Foi uma novidade a ata apresentar vários sinais interpretados como mais conservadores do que o comunicado, reconhecendo a assimetria altista no balanço de riscos, a piora nas expectativas de inflação e a atividade forte.


… Mas até esta visão mais realista foi, de certo modo, considerada incoerente por parte do mercado, já que o BC, ao mesmo tempo, não escondeu a preferência pelo processo mais gradual de convergência do IPCA ao centro da meta.  


… A linguagem da ata não encerrou a polêmica gerada pelo comunicado e voltou a confundir, mais que esclarecer, transferindo toda a expectativa para hoje e mantendo no ar os questionamentos sobre a credibilidade do BC.


… O desafio é colocar, de uma vez por todas, um ponto final aos ruídos e desconfianças, e transmitir de volta a sensação de segurança a investidor de que o BC sabe o que está fazendo para ancorar as expectativas de inflação.


… Quem leu a ata pelo lado dovish, acredita que o texto tenha concentrado a atenção no potencial desinflacionário da reversão da escalada do petróleo, diante do acordo diplomático provisório firmado entre os Estados Unidos e Irã.


… Em meio à retomada do fluxo no Estreito de Ormuz, o barril está de volta aos menores níveis desde o início da guerra. Só o que não se sabe ainda é se já dá para apostar todas as fichas que a guerra não oferece mais perigo.


… O desenrolar dos próximos capítulos para o fim do conflito promete ser o fiel da balança para o Copom.


… Otimista, a curva dos juros reprecifica o cenário da política monetária e derrete junto com o petróleo, mesmo sem alívio no câmbio, agora que o real parece ter esgotado a sua melhor fase, diante do fortalecimento global do dólar.


… Na transição de comando do Fed, a presidência de Warsh surpreendeu, enfatizou a prioridade de conter as pressões inflacionárias. Aqui, a moeda americana volta ao patamar mais caro em três meses, na faixa de R$ 5,20.


PCE & PIB – Sem resistência do novo Fed ao ciclo de aperto monetário, o mercado projeta chance ampla (70%) de o juro dos EUA subir em setembro. O BofA está agressivo e prevê três altas seguidas 25 pontos-base nas taxas no ano.


… A equipe de economistas do banco calcula que o núcleo do PCE, que é a medida favorita de inflação do Fed, possa atingir 3,5% em maio, quase 0,70 ponto percentual acima do nível de um ano atrás, consolidando a aposta hawkish.


… A mediana das expectativas do mercado é de alta de 3,3% para o núcleo na base anualizada e de 4,1% para o índice cheio, contra 3,8% na leitura anterior. Na base mensal, as apostas são de 0,4% (núcleo) e 0,5% (PCE cheio).


… Outro termômetro do grau de aquecimento da economia americana virá hoje da terceira leitura do PIB do primeiro trimestre, também às 9h30. A previsão é de crescimento de 1,7%, contra 1,6% nos três meses anteriores.


… Ainda às 9h30, serão divulgados mais três indicadores: o índice de atividade nacional medido pelo Fed de Chicago em maio, as encomendas de bens duráveis do mesmo mês e os pedidos semanais de auxílio-desemprego.


… Dois Fed boys falam neste dia de PCE: John Williams (16h30) e Austan Goolsbee (19h30).


… O BC do México divulga decisão de política monetária às 16h.


IPCA-15 – Por aqui, sob as suspeitas de parte do mercado de negligência do BC no compromisso com a meta de inflação, a prévia do IPCA-15 de junho deve desacelerar para 0,44% (mediana do Broadcast), contra 0,62% em maio.


… O intervalo das projeções varia de 0,34% a 0,57%. O enfraquecimento dos preços em Transportes deve aliviar.


… Também os núcleos da prévia da inflação devem perder força, de 0,48% em maio para 0,40% em junho.


… Confira: preços livres (0,69% para 0,51%); administrados (0,43% para 0,22%); alimentação no domicílio (1,73% para 1,11%); bens industriais (0,31% para 0,28%); serviços (0,48% para 0,41%) e serviços subjacentes (0,53% para 0,43%).


… Além do IPCA-15, sai hoje a inflação medida pela terceira prévia do IPC-Fipe (5h). Ainda na agenda doméstica, é importante a arrecadação federal de maio, às 11h, que deve ser sustentada pelas receitas ligadas ao petróleo.


… A previsão é de R$ 253,050 bi, após R$ 278,823 bi em abril. As estimativas variam de R$ 240,9 bi a R$ 269,7 bi.


… No final da tarde (18h), o CMN anuncia as deliberações de sua reunião mensal.


PEDE PARA SAIR – O senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiu deixar a liderança do governo no Senado, após ter sido alvo de fase da Operação Compliance Zero, deflagrada semana passada, no âmbito das investigações do caso Master.


… Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão sobre o afastamento foi tomada “em comum acordo” com o presidente Lula, durante reunião realizada entre os dois na tarde desta quarta-feira.


… Após a sua saída, Teresa Leitão (PT-PE) e Camilo Santana (PT-CE) são cotados para assumir o cargo de liderança.


MAIS CURTAS DA POLÍTICA -Hoje é a vez de o Jota soltar seu levantamento eleitoral e, amanhã, tem PoderData.


… Ontem, a sondagem Gerp mostrou empate em primeiro turno entre Lula (37%) e Flávio Bolsonaro (34%), que, em um eventual segundo turno, aparece com 42%, numericamente à frente do presidente (40%).


YANKEE, GO HOME. O Itamaraty divulgou nota rebatendo as críticas de Flávio Bolsonaro pelo governo não enviar representantes à audiência nos Estados Unidos, dia 6, que discutirá novas tarifas contra produtos brasileiros.


… Sem mencionar o parlamentar, o Ministério das Relações Exteriores disse que o tarifaço tem origem na “tentativa de interferência externa na justiça brasileira” e que os “traidores da Pátria” não conseguirão “reescrever a história”.


AFTER HOURS – A recente liquidação do setor de tecnologia no Nasdaq promete ser interrompida hoje pelas boas notícias de duas empresas de semicondutores e ligadas à inteligência artificial: as gigantes Micron e Qualcomm.


… As ações da Micron saltaram 15,8% no after hours após a fabricante de chips de memória divulgar lucro ajustado de US$ 25,11 por ação no terceiro trimestre fiscal de 2026, bem acima do consenso, de US$ 20,78.


… A receita saltou 346%, para US$ 41,46 bilhões, superando a previsão dos analistas, de US$ 35,84 bilhões. Para o trimestre atual, a empresa projetou receita de US$ 50 bilhões, contra média de US$ 43,58 bilhões do mercado.


… O lucro ajustado deverá chegar aos US$ 31,00 por ação no quarto trimestre fiscal. Segundo o presidente da Micron, Sanjay Mehrotra, acordos estratégicos de longo prazo devem melhorar a previsibilidade do desempenho.


… De seu lado, Qualcomm disparou 13% no pregão estendido, depois de ter elevado a meta de receita para o ano fiscal de 2029 para US$ 40 bilhões, aproximadamente o dobro do guidance anterior para o mesmo período.


… Além disso, a fabricante de semicondutores e tecnologias sem fio informou parcerias com a Meta.


… No setor financeiro, o teste de estresse do Fed divulgado ontem indicou que os grandes bancos estão bem posicionados para enfrentar uma eventual recessão severa e são capazes de continuar a emprestar dinheiro.


… Logo depois do anúncio de que passaram no teste do Fed, quatro das maiores instituições financeiras americanas (JPMorgan, Wells Fargo, Morgan Stanley e Goldman Sachs) anunciaram aumento em seus dividendos trimestrais.


JAPÃO HOJE – Uma semana após o BoJ ter elevado  os juros de 0,75% para 1%, o dirigente Naoki Tamura sugeriu que o BC japonês continue aumentando a taxa em 25 pontos ou até mais, caso os riscos de inflação se intensifiquem.


… Em encontro com empresários, ele disse ver espaço para apertar a política monetária até o nível neutro de 2%.


QUEIMANDO GORDURA – Os juros futuros devolveram quase 30 pontos em alguns vencimentos, na véspera da divulgação do Relatório de Política Monetária e do IPCA-15, com ajuda principalmente do tombo do petróleo.


… No dia seguinte à ata do Copom, o mercado seguiu o recuo dos Treasuries, de olho no efeito desinflacionário da queda da commodity, o que poderia justificar a continuidade dos cortes da Selic na reunião de agosto.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,125% (de 14,186% no ajuste anterior); Jan/28, 14,300% (de 14,566%); Jan/29, 14,355% (contra 14,659%); Jan/31, 14,345% (de 14,614%); e Jan/33, 14,285% (de 14,541%).


GANHANDO PESO – O dólar (+0,28%, a R$ 5,2020) voltou a subir, em linha com a alta da divisa americana no exterior, após a prévia do PMI composto dos Estados Unidos avançar de 51,5 em maio para 52,2 em junho.


… Com a atividade americana aquecida, na véspera do PCE, o mercado seguiu apostando que o Fed subirá os juros neste ano. Segundo o CME Group, 67% das expectativas são de alta a partir da reunião de setembro.


… O real também sentiu a queda do petróleo, o que afetou o desempenho das moedas de países produtores. O índice DXY subiu 0,18% (101,595 pontos). O euro caiu 0,26% (US$ 1,1354) e a libra perdeu 0,31% (US$ 1,3162).


CANAL LIVRE – O processo de normalização da navegação por Ormuz voltou a derrubar o petróleo. Em 24 horas, 72 navios passaram pelo Estreito, com 20 milhões de barris, disse o secretário de Energia americano, Chris Wright.


… Donald Trump também fez preço na commodity, ao afirmar que o Teerã confirmou a Washington que não está cobrando pedágios das embarcações que transitam na região.


… Em visita ao Kuwait, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, frisou que um grupo técnico de negociação voltará ainda este mês ao Oriente Médio para novas conversas com os iranianos.


… Na agenda do dia, a nova queda nos estoques americanos da commodity medidos pelo DoE semana passada, de 6,088 milhões de barris, não chegou a fazer preço, apesar de ter vindo pior que o esperado (-4,1 milhões).


… O Brent para agosto recuou 4,33%, a US$ 73,74 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês caiu 3,92%, a US$ 70,34 por barril na Nymex, com os contratos atingindo os menores valores desde o início da guerra.


… Mais uma casa revisou para baixo suas expectativas para o Brent. O JPMorgan agora espera US$ 86 no terceiro trimestre, US$ 80 no quarto trimestre e US$ 78 no fechamento de 2026.


EM CIMA DO MURO – As bolsas americanas não definiram tendência ontem, com as ações de tecnologia novamente penalizadas pela expectativa de alta dos juros. O endividamento alto do setor preocupa os investidores.


… O Dow Jones subiu 0,35%, aos 51.848,90 pontos. O S&P 500 recuou 0,10%, aos 7.358,22 pontos, e o Nasdaq caiu 0,43%, aos 25.476,64 pontos.


… Entre os destaques negativos ficaram Oracle (-4,62%), Seagate (-4,30%), Westen Digital (-4%) e Microsoft (-2,27%).


… As petroleiras sentiram o tombo da commodity: Chevron (-2,57%), ConocoPhillips (-2,77%) e ExxonMobil (-2,03%). Já as aéreas decolaram com o alívio no preço do QAV: United Airlines (+7,40%), American (+8,05%) e Delta (+4,53%).


… O setor de construção também brilhou, após o Congresso americano aprovar um projeto para apoiar obras de moradias populares: Builders FirstSource (+11,31%), PulteGroup (+7,24%) e KB Home (+16,65%).


SEM OPÇÃO – Petrobras (ON, -2,68%, a R$ 42,80; e PN, -2,64%, a R$ 38,29) sentiu a queda do petróleo e Vale (-2,08%; R$ 77,73) foi na contramão do minério (+0,74%), repercutindo o ruído em torno da presidência do Conselho.


… Com seus dois carros-chefes no vermelho, o Ibovespa não teve alternativa, senão seguir o mesmo caminho, fechando em baixa de 0,44%, aos 170.506,66 pontos, com giro de R$ 27,2 bilhões.


… No setor financeiro, o quadro não foi muito diferente: Santander unit (-1,38%, a R$ 26,38), Bradesco PN (-1,07%; R$ 17,65), BB ON (-0,65%; R$ 19,73) e Itaú PN (-0,19%; R$ 40,97). A exceção ficou com BTG unit (+1,63%; R$ 53,66).


… CSN (-3,98%; R$ 5,06) liderou as perdas do índice, seguida de Azzas (-3,93%; R$ 19,31) e MBRF (-3,93%; R$ 16,14).


… Na outra ponta, C&A disparou 8,87% (R$ 10,68), após o Itaú BBA avaliar as ações como “irracionalmente baratas”. Cyrela ON (+4,17%, a R$ 22,50) e Assaí (+4,16%, a R$ 8,27) completaram a lista de maiores altas.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE negou ter aprovado investimento na Bamin e reiterou que seguem as tratativas para otimização das concessões da EFC e da EFVM.


B3 contestou recomendação da Superintendência-Geral do Cade por supostas práticas anticoncorrenciais e afirmou que a decisão não tem efeito imediato…


… Conselho da B3 aprovou ajuste do JCP trimestral e extraordinário, para R$ 0,071 e R$ 0,149 por ação, respectivamente; pagamento será em 07/07 e ações ficam ex em 25/06


BB SEGURIDADE. Conselho aprovou pagamento de R$ 3,85 bilhões em dividendos intercalares. Valor por ação e datas de pagamento e da posição acionária serão divulgados após o balanço do segundo trimestre.


KLABIN. Conselho da aprovou programa de recompra de até 89 milhões de ações, válido até 24/12/2027.


LOCALIZA anunciou a 48ª emissão de debêntures, no valor de R$ 8,02 bilhões, para recompra de dívidas e recomposição de caixa. Já a Localiza Fleet fará a 21ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2,01 bilhões.


AUREN aprovou a fase 2 da reorganização societária para concentrar ativos hidrelétricos na Cesp e simplificar a estrutura do grupo.


OI. O investidor Victor Adler reduziu participação nas ações preferenciais para 7,74%, ante 12,0%.


GM. Elevou o plano de investimentos no Brasil em R$ 3,5 bilhões, para R$ 10,5 bilhões até 2028, com foco em novos produtos, tecnologias e ampliação das operações.


AÉREAS. Governo estuda reduzir gradualmente o IR sobre leasing de aeronaves até zerar a alíquota em 2030, para aliviar custos das companhias; hoje a tributação é de 3% e subiria para 15% em 2027 sem mudança na lei.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Doutores e mestres: para que serve?

  O BRASIL FORMA MESTRES E DOUTORES. MAS O MERCADO ESTÁ DISPOSTO A PAGAR POR ELES? 📊 O Brasil já formou mais de 1 milhão de mestres. 📊 Já ...