segunda-feira, 6 de julho de 2026

Call Matinal 0607

 Call Matinal

06/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0307)

MERCADOS

Na sexta-feira (03), o Ibovespa subiu 0,74%, aos 174.070,27 pontos. A esperança de que um novo corte da Selic esteja a caminho desencadeou o segundo pregão seguido de alta ao Ibovespa, que reconquistou o patamar dos 174 mil pontos, com otimismo em bloco das blue chips. Sem Nova York, o giro acabou reduzido a menos da metade um dia normal: R$ 12,7 bilhões. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,76%, a R$ 5,1689, na tentativa de se consolidar abaixo do nível de R$ 5,20.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

O mercado é impulsionado pela alta das ações de tecnologia, enquanto investidores acompanham os resultados das sul-coreanas Samsung e SK Hynix, que devem oferecer novos sinais sobre a demanda por chips voltados à inteligência artificial.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,17%

S&P 500 Futuro: +0,40%

Nasdaq Futuro: +0,84%

Os índices futuros dos EUA avançam nesta segunda-feira (6), dando sequência aos ganhos da semana passada, quando o Dow Jones renovou suas máximas históricas.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,06%

Nikkei (Japão): -0,01%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,14%

Nifty 50 (Índia): +0,74%

ASX 200 (Austrália): -0,15%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,22%

* DAX (Alemanha): +0,37%

* FTSE 100 (Reino Unido): +0,46%

* CAC 40 (França): +0,57%

* FTSE MIB (Itália): +0,51%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,80%, a US$ 68,14 o barril

Petróleo Brent, -0,94%, a US$ 71,44 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,14%, a 738 iuanes (US$ 108,70)

Bitcoin, +0,39%, a US$ 62.978,78

Na abertura dos mercados asiáticos, o Brent recuava 0,58%, para US$ 71,70 o barril, enquanto o WTI caía 0,51%, para US$ 68,34.

 

NO DIA, 0607

A Opep+ anunciou o aumento da produção, o que acabou derrubando a cotação do barril de petróleo neste início de semana (ver tabela acima), ainda mais depois da reabertura do estreito de Ormuz. Foi o quarto aumento consecutivo da produção. A oferta será elevada em 188 mil barris por dia a partir de agosto. Em comunicado, a Opep+ afirmou que continua monitorando as condições do mercado e reiterou que poderá aumentar, pausar ou até reverter os ajustes voluntários de produção, dependendo da evolução da oferta e da demanda. Na agenda da semana, destaquemos as vendas no varejo e o IPCA de junho, que podem confirmar a desaceleração da economia e manter vivo o debate sobre mais um corte da Selic em agosto. No exterior, saem as atas do Fed e do BCE. Ainda no exterior, o funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, dominou o noticiário do fim de semana e suspendeu temporariamente as negociações entre Washington e Teerã para um acordo permanente que encerre a guerra. Com a redução das tensões no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia volta ao radar nesta semana com a expectativa para a cúpula da Otan, na Turquia, onde Donald Trump se reunirá com Volodymyr Zelensky. O presidente americano conversou por telefone com Putin e Zelensky, reafirmando a disposição de buscar uma solução para o conflito.

 

Agenda

 

Segunda-feira, 06/07

 

Brasil

08h25 - Banco Central do Brasil – Boletim Focus

09h00 - IGP-DI de junho, que deve cair 0,60%, após alta de 0,87% em maio.

15h00 - Balança Comercial

Zona do Euro

PPI (Producer Price Index) de maio

Vendas no varejo de maio

EUA

PMI de Serviços

PMI Composto

BDM Matinal Riscala

 Bom dia Mercado


*Rosa Riscala: Opep amplia oferta; Brasil enfrenta o USTR*


… A semana começa com o petróleo em queda, depois de a Opep+ confirmar novo aumento da produção e reforçar a percepção de normalização da oferta após a reabertura do Estreito de Ormuz. Enquanto investidores acompanham a implementação do acordo entre Estados Unidos e Irã, a atenção se volta hoje para a audiência do USTR sobre as práticas comerciais do Brasil, em Washington, primeira etapa da estratégia tarifária de Donald Trump contra o País. Na agenda da semana, são destaques as vendas no varejo e o IPCA de junho, que podem confirmar a desaceleração da economia e manter vivo o debate sobre mais um corte da Selic em agosto. No exterior, saem as atas do Fed e do BCE.


MAIS PETRÓLEO – A Opep+ confirmou, neste domingo, o quarto aumento consecutivo da produção de petróleo, reforçando a expectativa de um mercado mais abastecido após a normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.


… A oferta será elevada em 188 mil barris por dia a partir de agosto, exatamente como investidores antecipavam desde a semana passada, quando a Reuters informou que os países estudavam acelerar a recomposição da produção interrompida pelos cortes voluntários de 2023.


… Em comunicado, a Opep+ afirmou que continua monitorando as condições do mercado e reiterou que poderá aumentar, pausar ou até reverter os ajustes voluntários de produção, dependendo da evolução da oferta e da demanda.


… Os países também reafirmaram o compromisso de compensar integralmente qualquer volume produzido acima do acordado desde janeiro de 2024, informando que reuniões mensais serão realizadas para reavaliar as condições do mercado.


… Na abertura dos mercados asiáticos, o Brent recuava 0,58%, para US$ 71,70 o barril, enquanto o WTI caía 0,51%, para US$ 68,34.


… Além do aumento da oferta, os preços continuam refletindo a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, reduzindo os prêmios de risco geopolítico incorporados às cotações durante o conflito entre Estados Unidos e Irã.


EUA X IRÃ – O funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, dominou o noticiário do fim de semana e suspendeu temporariamente as negociações entre Washington e Teerã para um acordo permanente que encerre a guerra.


… Em meio a pedidos de vingança contra os Estados Unidos e Israel nas cerimônias em Teerã, Trump voltou a dizer que venceu o conflito e disse acreditar que os iranianos continuam interessados em um acordo definitivo, apesar da pausa nas conversas até o fim do período de luto.


… Apesar da escalada do discurso político, os sinais continuam apontando para a implementação do memorando firmado no mês passado.


… Neste domingo, o comércio marítimo entre Irã e Catar foi retomado após meses de suspensão, enquanto o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz permanece próximo da normalidade.


… Donald Trump também confirmou que deverá receber em breve o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, encontro visto como importante para consolidar o entendimento e reduzir novas fontes de tensão na região.


… O ambiente, no entanto, continua delicado.


… A Turquia acusou Israel de tentar sabotar o acordo entre Estados Unidos e Irã, Teerã voltou a afirmar que responderá a qualquer violação do cessar-fogo e indicou que poderá adotar tratamento diferenciado para aliados, como a China, na navegação pelo Estreito de Ormuz.


… Apesar das divergências, os mercados seguem privilegiando os avanços práticos e concretos das negociações, refletidos na retomada gradual do comércio e na normalização do fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico.


UCRÂNIA X RÚSSIA – Com a redução das tensões no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia volta ao radar nesta semana com a expectativa para a cúpula da Otan, na Turquia, onde Donald Trump se reunirá com Volodymyr Zelensky.


… O presidente americano conversou por telefone com Putin e Zelensky, reafirmando a disposição de buscar uma solução para o conflito.


… Segundo a Casa Branca, Trump pretende discutir alternativas para encerrar a guerra, avaliando que o conflito entrou em uma fase de estagnação, sem avanços relevantes de nenhum dos lados nos últimos dois meses.


… Às vésperas da cúpula, porém, Zelensky afirmou que a Rússia prepara um ataque em larga escala contra a Ucrânia, que pode ocorrer antes do encontro da Otan. Na Turquia, Trump também deve pressionar os aliados da aliança a gastarem mais com defesa.


USTR – Começa nesta segunda-feira, em Washington, a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre as práticas comerciais do Brasil – etapa importante da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio.


… Ao longo de dois dias, representantes da indústria brasileira, empresas americanas e integrantes da oposição participarão das discussões sobre a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros e outras medidas comerciais em estudo pelo governo Donald Trump.


… A principal linha de defesa da indústria nacional será a de que o tarifaço tende a prejudicar mais os próprios Estados Unidos do que o Brasil.


… CNI, Fiesp, Amcham e outras entidades argumentam que boa parte das exportações brasileiras é formada por insumos industriais, matérias-primas e bens de capital utilizados pela indústria americana.


… Na avaliação dessas entidades, as tarifas elevariam custos de produção, reduziriam a competitividade das empresas americanas e poderiam ampliar a dependência dos Estados Unidos de fornecedores asiáticos, especialmente da China.


… O governo brasileiro também contesta os fundamentos da investigação.


… Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a rebater as críticas ao Pix, um dos principais alvos do relatório preliminar do USTR, afirmando que o sistema é uma infraestrutura pública de acesso universal e não discrimina empresas estrangeiras.


… Em resposta enviada ao governo americano, o Itamaraty também sustentou que o Pix ampliou a concorrência no mercado brasileiro de pagamentos e criou oportunidades para empresas americanas.


… A audiência também ganhou contornos políticos.


… O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro chegou neste domingo aos Estados Unidos e participará da sessão de amanhã.


… Em manifestação encaminhada ao USTR, o parlamentar pediu a suspensão da tarifa de 25%, argumentando que a medida acaba fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, efeito supostamente oposto ao pretendido pelo governo Trump.


CURTAS DA POLÍTICA – Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostra Tarcísio de Freitas liderando a disputa pelo governo com 46% das intenções de voto, contra 30% de Haddad. Em eventual segundo turno, o governador venceria por 53% a 37%.


… Já pesquisa nacional mostrou que, pela primeira vez desde 2014, a direita e a centro-direita (44%) superam a esquerda e a centro-esquerda (39%) na identificação ideológica dos brasileiros. A mudança ocorreu principalmente no eixo comportamental.


BOLSONARO. Alexandre de Moraes acompanhou o parecer da PGR, que não identificou falta grave no episódio envolvendo uma pistola registrada em nome do ex-presidente e apreendida em uma blitz no DF, e manteve sua prisão domiciliar por tempo indeterminado.


PCC. A Polícia Federal afirmou que antecipou a Operação Exchange, deflagrada na sexta-feira contra um núcleo financeiro do PCC, depois que os Estados Unidos anunciaram sanções contra empresários brasileiros acusados de lavar dinheiro para a facção.


… Segundo a PF, a divulgação das sanções comprometeu parte do planejamento operacional da investigação.


BLUSINHAS. A MP que extingue o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 continua parada no Congresso e pode perder a validade sem ser votada. O setor de varejo teme que o calendário eleitoral e o recesso parlamentar inviabilizem a apreciação da proposta.


CORREIOS. O Tesouro Nacional deverá rever os critérios adotados para conceder garantia da União a um novo empréstimo dos Correios, após questionamentos do TCU sobre a operação de R$ 12 bilhões aprovada no fim do ano passado.


… A revisão busca viabilizar um novo financiamento à estatal, estimado em cerca de R$ 7 bilhões.


CONSIGNADO. O governo deve propor ainda neste mês a redução do teto de juros do consignado do INSS.


… A proposta será analisada pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) no dia 28 de julho e pode afetar as operações de crédito de bancos e instituições financeiras que atuam nesse segmento.


MAIS AGENDA – Depois de uma sequência de indicadores reforçar a percepção de desaceleração da economia brasileira e recolocar no radar mais um corte da Selic em agosto, a agenda desta semana testa se essa narrativa continua de pé.


… No Brasil, o principal destaque é o IPCA de junho, na sexta-feira, mas já amanhã sai o IGP-DI de junho, que deve cair 0,60%, após alta de 0,87% em maio, e na quarta-feira, vendas no varejo em maio, que podem confirmar os dados mais fracos da produção industrial (abaixo).


… Hoje, o mercado confere se as expectativas de inflação no Boletim Focus (8h25) estabilizaram.


… No exterior, investidores acompanham as atas das últimas reuniões do Fed e do BCE, os dados de inflação da China e uma nova rodada de indicadores de atividade. Na quinta-feira, a PepsiCo divulga balanço em Nova York, antes da abertura do mercado.


… A ata do Fomc, na quarta-feira, é o primeiro documento sob a presidência de Kevin Warsh, e já deve imprimir o estilo do novo presidente do Fed, que insistiu em não oferecer guidances sobre a condução da política monetária. A ata do BCE sai na quinta-feira.


… Ainda na agenda internacional, investidores monitoram nesta segunda-feira os PMIs de serviços dos Estados Unidos, às 10h45 e às 11h, e da economia global, ao meio-dia, além da balança comercial americana amanhã, terça-feira, em busca de pistas sobre o ritmo da atividade.


… O CPI e o PPI da China serão divulgados na noite de quarta-feira, oferecendo sinais sobre a dinâmica da segunda maior economia do mundo.


GALÍPOLO – O presidente do Banco Central reúne-se hoje em São Paulo com Dan Katz, diretor-geral adjunto do FMI, André Roncaglia, diretor-executivo do Brasil no organismo, e o assessor Luc Eyraud, para tratar de assuntos institucionais.


… Em Brasília, Durigan recebe o presidente da CNI, Ricardo Alban, e representantes da Ambev, Coca-Cola Brasil, Philip Morris Brasil e Souza Cruz. Às 15h, o ministro da Fazenda se reúne com Lula no Palácio do Planalto.


BARRA ALTA PARA PAUSA – Após quatro altas seguidas, a produção da indústria brasileira caiu 0,2% em maio ante abril, contrariou a projeção de avanço de 0,2% e contribuiu para as apostas na continuidade do ciclo de corte do juro.


… É mais um indicador fraco para a coleção dovish, combinado a dados de emprego, a sinais de acomodação das pressões inflacionárias e aos esclarecimentos do BC, depois dos ruídos causados pelo comunicado do Copom.


… Traders precificam ampla chance (72%) de a taxa Selic cair em agosto, contra aposta de 28% na pausa.


… Entre os economistas, porém, persistem as advertências sobre a condução da política monetária. “Se o BC está, de fato, mirando a inflação no centro da meta, não existe mais espaço para cortar juros”, resume Solange Srour (do UBS).


… Apesar do alívio do choque do petróleo, o Santander elevou na sexta-feira a projeção para a Selic ao final deste ano (13,25% para 13,75%) e de 2027 (12,50% para 12,75%), incorporando os efeitos na inflação de um El Niño forte.


… O El Niño passou a ser citado em documentos do BC como fator de incerteza que leva a maior conservadorismo para os juros. O Ministério da Fazenda avisou que deverá elevar sua projeção para IPCA do ano, hoje em 4,5%.


… De seu lado, o BofA reconhece que a chance de um corte do juro cresceu diante da queda nos preços do petróleo, da surpresa com os dados abaixo do esperado da inflação e da geração de empregos inferior às expectativas.


… Mas o banco mantém a projeção da Selic em 14,25%, levando em conta as expectativas de inflação ainda desancoradas e as medidas do governo para estimular o crédito e a demanda, que ainda exigiriam política restritiva.


… Sem medo do tom mais cauteloso, os juros futuros jogaram as fichas na sexta-feira em uma nova flexibilização do Copom, empolgados pela produção industrial fraca e pelo câmbio comportado, com o dólar abaixo de R$ 5,20.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caía a 14,000% (de 14,043% no ajuste anterior); Jan/28 recuava a 14,090% (contra 14,239%); Jan/29, a 14,250% (14,398%); Jan/31, a 14,385% (14,510%); e Jan/33, 14,425% (14,525%).


… Um fator paralelo de alívio das taxas veio do recado da equipe econômica de que o Tesouro está pronto para realizar novos leilões de recompra para preservar a liquidez. A estratégia, porém, é questionada por profissionais.


… Ao Broadcast, Sergio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, disse que a raiz do problema está na curva pré e não na curva de juros real. Outros players também relativizaram o efeito potencial de uma nova intervenção.


CAVOU ESPAÇO – Na sessão de liquidez esvaziada pelo feriado americano, o dólar operou a fraqueza inesperada da produção industrial doméstica e continuou repercutindo também o payroll fraco, divulgado um dia antes.


… Os dados do mercado de trabalho americano reduziram as chances de alta nos juros por parte do Fed no curto prazo, o que favoreceria os países emergentes, como o Brasil, apesar das incertezas fiscais ainda pouco endereçadas.


… O dólar à vista fechou em queda de 0,76%, a R$ 5,1689, na tentativa de se consolidar abaixo do nível de R$ 5,20.


… Lá fora, apesar da expectativa de que o Fed não eleve os juros este ano, a moeda americana ainda não embarca em um canal sustentado de baixa. O índice DXY optou pela estabilização na sexta-feira (+0,02%), a 100,875 pontos.


… Os rivais europeus do dólar também registraram oscilações marginais: o euro (US$ 1,1439) e a libra (US$ 1,3354) subiram só 0,04%. O iene (161,36/US$) exibiu queda próxima de 0,10%, de olho em uma intervenção pelo BoJ.


… O BNY Investments aponta que, além de uma atuação cambial, pode vir um aumento surpresa do juro japonês.


SUBIU NO VAZIO – A esperança de que um novo corte da Selic esteja a caminho desencadeou o segundo pregão seguido de alta ao Ibovespa, que reconquistou o patamar dos 174 mil pontos, com otimismo em bloco das blue chips.  


… O índice à vista subiu 0,74%, aos 174.070,27 pontos. Sem Nova York, o giro acabou reduzido a menos da metade um dia normal: R$ 12,7 bilhões. O alívio na curva de juros estimulou o apetite pelos papéis dos bancos, em especial.


… O investidor comprou Bradesco PN (+0,55%, R$ 18,26), Itaú PN (+0,64%, R$ 42,74), BTG unit (+2,38%, R$ 55,84) e Santander unit (+0,67%, R$ 26,95). BB foi exceção, com leve recuo de 0,10% (mínima de R$ 19,98).


… A Vale contrariou o minério de ferro (-1,74%) e também avançou (+0,77%; R$ 78,84), assim como Petrobras (PN, +0,76%, na máxima de R$ 38,25; e ON, +0,69%, a R$ 42,39), em dia de ganho moderado do barril do petróleo.


… Apesar da normalização gradual do fluxo no Estreito de Ormuz, a commodity ampliou a realização de lucro. O Brent/setembro subiu 0,45%, a US$ 72,12, mas o Citi projeta o contrato na faixa de US$ 60 até dezembro.


… Segundo o banco, apesar do processo de paz frágil com o Irã, o acordo provisório deve registrar progressos.


… A Fitch concorda sobre o viés de baixa para o petróleo no ano, embora não tenha soltado uma previsão específica.


CIAS ABERTAS NO AFTER – O Broadcast apurou que credores da RAÍZEN indicaram Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para acompanhar a implementação do plano de recuperação extrajudicial…


… Conselho da Raízen aprovou emissão de apólices de seguro no valor de R$ 249,6 milhões para garantia de obrigações judiciais e administrativas…


RUMO. Cofco é a favorita para comprar a operadora da Cosan, segundo Lauro Jardim/O Globo.


CEMIG fornecerá energia solar por assinatura para cerca de 6,7 mil prédios públicos do governo de Minas Gerais. Projeto deve gerar economia de R$ 34 milhões por ano.


ISA ENERGIA. Conselho aprovou a 23ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão. Recursos serão destinados à recomposição de caixa.


TAESA aprovou a 22ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,7 bilhão. Recursos serão destinados a reforço de capital de giro e/ou aquisições.


ENEVA negocia a compra de campos de gás na Venezuela, segundo Lauro Jardim/O Globo.


ECORODOVIAS. Ecovias das Gerais iniciou a operação da concessão das BR-251/MG e BR-116/MG, com extensão de 734,9 km e prazo de 30 anos.


SÃO MARTINHO pagará R$ 69,9 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,21659 por ação, em 21/07. Ações ficaram ex no último sábado.


HELBOR. HBR Realty protocolou pedido de OPA de permuta para aquisição do controle da companhia e fechamento de capital. Oferta prevê relação de troca de 0,81553398 ação da HBR para cada ação da Helbor.


GAFISA. Suno passou a deter 10,12% do capital social.

Leitura de fim de semana

 *Leitura de Domingo: Brasil disputa mercado espacial e prevê lançamento de foguete ainda este ano*


Por Circe Bonatelli


São Paulo, 30/06/2026 - O Brasil está tentando abocanhar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões ao redor do mundo e tende a crescer mais nos próximos anos, puxado por SpaceX, Blue Origins e dezenas de outras empresas menores, mas relevantes. Neste momento, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para "alugar" o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes.


A sul-coreana Innospace obteve, no dia 22 de junho, autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento. A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa. A SpaceX, de Elon Musk, já avisou que busca centros espaciais ao redor do mundo para expandir suas atividades - e o Brasil tem condições de entrar no páreo, dizem especialistas.


"Estamos interagindo com empresas com interesse em lançar seus veículos do Brasil. São aproximadamente 20 empresas, de América, Europa, Ásia e Oceania, sendo algumas em estado mais avançado de negociação", conta o diretor de projetos e negócios da Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), Paulo Ricardo da Silva Mendes.


A Alada é a estatal criada em 2024 pelo governo Lula com o objetivo de prospectar clientes para uso da infraestrutura e dos serviços de lançamentos de Alcântara, bem como intermediar a interação desses clientes com os órgãos públicos locais que emitem as autorizações. O faturamento dos contratos será convertido em investimentos na própria infraestrutura local. A base vinha sendo pouco utilizada. Agora, pode transformar-se em um trunfo, pois faltam centros espaciais disponíveis no planeta.


Nessa preparação, o Brasil firmou um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos em 2019, no governo Bolsonaro. O acordo protege a tecnologia norte-americana, o que é considerado um passo essencial para viabilizar os lançamentos, uma vez que cerca de 80% da tecnologia empregada nos veículos vem de lá.


"O mercado aeroespacial cresceu rapidamente. Criou-se aí uma janela que o Brasil não pode perder. O que buscamos é explorar a capacidade de lançamento, a valor justo de mercado, e colocar o País dentro desse mercado mundial", diz Silva Mendes.


*Mercado trilionário*


O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics. A quantidade de satélites ativos em órbita deve saltar de 11,7 mil, em 2025. para 30 mil, em 2030, chegando a 60 mil, em 2040, segundo relatório produzido pela Força Espacial dos EUA (o braço militar criado no primeiro mandato de Donald Trump).


Alcântara, por sua vez, tem potencial para atender cerca de 90% dos lançamentos, estima o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro espacial. "Alcântara está se transformando para absorver uma parte dessa demanda e ser um agente global", diz.


A infraestrutura dali é capaz de atender foguetes de pequeno e médio portes, com capacidade de levar para órbita entre 20 a 50 toneladas de carga, o que representa a maior parte dos lançamentos. A título de comparação, é uma faixa compatível com o Falcon, da SpaceX, que carrega até 23 toneladas, mas abaixo do 'supercargueiro' Falcon Heavy, de até 64 toneladas. "Nossa infraestrutura já está totalmente adequada para o mercado. E se mais empresas vierem no futuro, aí precisaremos de investimentos", complementa Rocha Júnior.


*Vantagens*


O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima da Linha do Equador, considerada o 'filé mignon' da órbita, onde fica a maioria dos satélites geoestacionários (que ficam 'parados' em relação à Terra, monitorando pontos específicos). Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca 30% menor do que em outras partes do globo.


Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos. Por fim, sua principal concorrente, Kourou, centro espacial da Guiana Francesa, já está praticamente lotada de lançamentos europeus, com pouca margem para crescer.


Dentro deste cenário favorável, o Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay. "Já será um bom começo e com capacidade de expandir mais para frente". Segundo ele, a criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado. "Existe uma logística por trás. Antes, eram só lançamentos brasileiros, então o próprio governo se arranjava. Agora vão envolver empresas estrangeiras, o que requer organização".


A sul-coreana Innospace fará em breve o seu segundo lançamento no Maranhão. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, mas o veículo explodiu após 33 segundos no céu devido a um vazamento de gases de combustão. A causa do acidente foi do projeto do foguete, não na base, diz o diretor da Alada. "É como um avião. Se decolou e caiu, não é culpa da infraestrutura do aeroporto".


*Virada*


O Centro Espacial de Alcântara foi inaugurado em 1983 para ser o ponto de lançamento de um foguete brasileiro, mas isso não teve o sucesso esperado. Houve três tentativas. A última ocorreu em 2003, a maior tragédia do programa espacial brasileiro, quando a explosão do veículo matou 21 profissionais do setor.


"Junto com eles se foi também todo nosso conhecimento sobre foguetes. Eles eram nossa referência, nossos heróis. Aí ficamos parados no tempo", observa o diretor do espacial. "Nessa época, a Índia estava no mesmo patamar que nós. Hoje, ela pousa no lado oculto da Lua e nós não", diz, referindo-se à missão indiana não tripulada que chegou ao polo sul lunar em 2023.


Nos anos seguintes, Alcântara foi reformada e passou a atender voos suborbitais - que não são capazes de lançar satélites em órbita, mas servem para experimentos científicos em ambientes de baixa gravidade. Já o projeto de um foguete próprio sofreu cortes de orçamento e dificuldades no desenvolvimento da tecnologia necessária.


Com o centro espacial pouco utilizado e o mercado crescendo, veio a virada na estratégia, com a busca de clientes corporativos. "Ainda queremos lançar nosso foguete, mas vislumbramos esse lado comercial, pois o mercado está superaquecido", aponta Rocha Junior.


Contato: circe.bonatelli@estadao.com


Broadcast+

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque fechada, UE +0,9% Espanha +0,7% VIX 15,8% Bund 2,93%. T-Note 4,47%. Spread 2A-10A USA=+35pb O10A: ESP 3,42% PT 3,31% ITA 3,71% FRA 3,73% Euribor 12m 2,709% (futuro 12m 2,870%) USD 1,143 JPY 185,1/€ 162,0/$. Ouro 4.153$. Brent 72,0$. WTI 68,7$. Bitcoin +2,4% (63.049$). Ether +3,8% (1.771$).



:: SESSÃO. Esta semana deverá ser de transição para a publicação dos resultados 2T, mas volta a ter conteúdo próprio e provavelmente irá subir de novo. Principalmente graças à Coreia, Taiwan e SpaceX… Mas também ao facto da OPEP+ voltar a aumentar produção e a um bom dado industrial na Alemanha, publicado à primeira hora.


Graças à Coreia porque Samsung irá publicar amanhã resultados 2T preliminares que se espera que ofereçam fortes aumentos (Vendas +126%) e também porque, na sexta-feira, SK Hynix (semis DRAM, NAND, etc.) começará a avaliar mediante ADRs em Nova Iorque, por 2,4% do seu capital, o que fará estas ações muito mais acessíveis, “investíveis”, na prática.


Graças ao Taiwan porque, na sexta-feira, TSMC irá publicar Vendas 2T que se esperam boas (+35%). 


E graças a SpaceX porque amanhã irá incorporar-se no índice Nasdaq-100 com uma ponderação aproximada de 0,8%, o que dará lugar a uma inércia compradora por parte dos fundos indexados, embora não só por estes. Já veremos o que acontece que a sua incorporação a índices tiver completa, mas funciona, de momento.


:: CONCLUSÃO. Arrancamos esta segunda-feira com um tom positivo após o aumento de produção de OPEP+ (+188.000b/d desde agosto), o que favorece um petróleo contido no preço, com os futuros americanos a subirem ligeiramente (ca.+0,3%) perante a expetativa de uma boa temporada de resultados 2T e depois de Nova Iorque ter estado fechada na sexta-feira, e com a publicação de uns Pedidos Industriais na Alemanha melhores do que o esperado (+1,9% vs. +1,5%). Portanto, a semana deverá voltar a oferecer um saldo líquido positivo.



FIM

Futebol Brasileiro - algumas notas

 


Não tem teorias malucas da conspiração, não tem apenas um culpado, são vários sobre esta perda do Brasil contra a Noruega (2x1) e a nossa eliminação. Para não perder o fio da meada.

1. O Brasil perdeu, porque veio involuindo, numa leitura equivocada do futebol, da nossa filosofia, do que é a nossa essência, do que deveria ser feito com a gestão da seleção brasileira.
2. A estrutura da CBF é feita para manipular e enganar. Este Samir Xaud, não manda em nada, é testa de ferro do filho do Gilmar Mender, Francisco Schertel Ferreira Mendes. Com uma forte atuação nos bastidores esportivos e acadêmicos, e diretor-geral do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), faculdade fundada por seu pai, e também atua como vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol. É mais um esquema nesta pobre República, desta vez, de onde o brasileiro mais gosta e curte.
3. Quais são os interesses que estão por detrás disso? Realmente, eu não tenho ideia, mas não são nada bons e transparentes. O GM e o FSFM são duas ratazanas que mto transitam pelos bastidores do esporte e da política nacional.
3. Carlo Ancelotti se mostrou um cara ultrapassado, assim como o é o futebol italiano. Estimular o esquema de jogo de contra-ataques, ou de transição para uma seleção que, históricamente, não sabe se defender, foi e é um erro.
4. Mas o cara vai continuar na seleção até 2030 e vai impor esta filsofia. O Brasil ter 32% de posse de bola em média, dando a bola para os noruegueses, foi um erro abissal. Outros erros sobre a escalação, usar pouco o Neymar, escantear o Luis Henrique, teimar com este Casimiro....
5. Esta seleção foi uma sucessão de equívocos desde a convocação, parecida com a do Tite em 2022, muitos atacantes e poucos meias. Por que não ter convocado o nosso único ponta de lança clássico, o rpz do Cruzeiro, Matheus Pereira, o camisa 10 deles ? E o Paulo Henrique do Vasco, um lateral de verdade?
6. Estas teimosias como o Danilo, o Paquetá que, ainda bem se contundiu, custaram desgastes desnecessários.
7. O Danilo Santos não podia ter sido preterido. Ele e o Neymar, assim como o Endrick entraram numa fogueira, numa roubada aos 15 a 20 minutos do segundo tempo.
8. Neymar não é o culpado de nada. Claro, sua vida privada, como se comporta, seus hábitos, seu pouco foco acabaram fatais. O q é fato é que o ecossistema do futebol nacional transita uma garotada mimada e sem noção da realidade. Muito pouco profissional e que adora ostentar e desfilar marcas. Novos ricos do futebol. Não pode dar certo...
9. Temos que repensar o futebol brasileiro, Brasília, temos que repensar tudo! Temos que voltar a prezar pela ética e honestidade. Chega de safadeza em tdas as esferas da nossa sociedade. Chega !
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Call Matinal 0607

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