quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Alvaro Gribel

 



O ponto central do Gribel é brutalmente simples: o Master não era “too big to fail”; parecia “too many friends to fail”. Quando um banco relativamente pequeno vira um caso com potencial de abalar FGC, encarecer crédito e contaminar a confiança no sistema, a pergunta deixa de ser contábil (“quanto foi o rombo?”) e vira institucional: como um risco privado ganha proteção informal e transfere custo para a sociedade? É aí que nasce a metáfora perfeita para batizar o episódio: “o amigo do amigo do meu cunhado” — a lógica de rede que, em tese, torna o colapso impossível… até que estoura.

O adendo que precisa entrar, sem rodeios, é o escândalo do recesso. Se essa crise fosse uma empresa privada e “pegasse fogo” no coração do negócio, a diretoria interromperia férias e montaria sala de guerra no mesmo dia. No Brasil, com o sistema financeiro sob ameaça de perda de credibilidade, o Congresso seguir em recesso passa a ser parte do problema, porque a dimensão do caso exige reação política à altura do risco sistêmico: convocação imediata, cobranças públicas, audiências, transparência total e responsabilização. Não é “mais uma crise”; é um incêndio institucional — e incêndio não aguarda volta do verão. A sequência lógica (didática) fica assim: (1) ocorre a quebra/liquidação e aparecem impactos em cadeia (FGC, crédito, confiança). (2) num ambiente normal, a resposta é técnica: Banco Central age, isola o risco e impõe custo a quem assumiu o risco. (3) quando surgem sinais, no noticiário e no debate público, de que atores políticos tentam reescrever, atrasar, bloquear ou “proteger” consequências, o caso muda de natureza: de falha de gestão para crise de governança. (4) crise de governança vira preço: spread sobe, investimento foge, reputação afunda. (5) se há suspeitas públicas de conexões e trânsito entre interesses privados e instrumentos de controle do Estado, isso exige o protocolo máximo de integridade: investigar, abrir dados, rastrear fluxos, expor vínculos, responsabilizar — ou desmentir com fatos e provas. (Observação necessária: acusações específicas sobre pessoas e valores só podem ser tratadas com segurança quando sustentadas por documentos e reportagens verificáveis; fora disso, cabem como suspeitas a serem apuradas, não como fato consumado.) Conclusão: se a tese do Gribel é “amigos poderosos mudam o destino de um banco”, então a resposta republicana tem que ser o oposto: instituições mais fortes do que as redes. Isso exige o Congresso fora do recesso, tratando o caso como prioridade nacional — com foco em governança, prestação de contas e medidas concretas que restaurem confiança. Porque, quando o país dá sinal de que prefere preservar o sistema político a proteger a credibilidade do sistema financeiro, a mensagem ao mercado e ao cidadão é devastadora: aqui, o risco não é bancário — é institucional.

BDM Matinal Riscala

*Bom Dia Mercado*

Quinta Feira,22 de Janeiro de 2.026.

*PIB, PCE e Trump no radar*

Dia ainda tem balanço da Intel e, aqui, dados da arrecadação


… Primeiro, ele descartou que tomaria a Groenlândia à força. Depois, recuou nas ameaças de usar tarifas adicionais para conseguir o apoio dos europeus, indicando que há um acordo sendo costurado para os Estados Unidos assumirem o controle da ilha. Era só o que os mercados queriam ouvir de Trump, em Davos, para começarem a festa. Aqui, o Ibovespa saltou para nova máxima histórica, encostando nos 172 mil pontos, com um volume financeiro impressionante acusando a corrida dos estrangeiros, enquanto o fluxo derrubou o dólar e esvaziou os prêmios dos juros futuros. Na agenda, são destaques o PIB americano, PCE de novembro, balanço da Intel e, aqui, dados da arrecadação.


CRER OU NÃO CRER? – Trump não deu detalhes sobre o que chamou de “estrutura de um acordo para a Groenlândia e toda a região do Ártico”, que, segundo ele, teria sido aceito pela Otan e europeus, embora a negociação tenha se limitado a uma única conversa com Mark Rutte.


… O presidente Trump, que está dando o embate como resolvido, resumiu assim a sua confiança em entrevista à CNBC: “Eles aceitaram porque Rutte representa todos.” Não houve declaração do secretário-geral da Otan confirmando Trump, nem de nenhum líder da Europa.


… Ele explicou que a suspensão das tarifas de 10% anunciadas para 1º de fevereiro a oito países europeus – Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – faz parte do acordo, que “envolve minerais” para os Estados Unidos.


… O anúncio foi feito pelo presidente em postagem na Truth Social, após reunião com Mark Rutte, informando que o vice-presidente, JD Vance, o secretário Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff serão responsáveis pelas negociações, a partir de agora.


… Segundo Trump, o acordo com a Groenlândia será “para sempre” e dará aos Estados Unidos “tudo que precisamos”.


… Diversos líderes europeus se pronunciaram ao fim do dia, mas em tom de cautela e apenas sobre o recuo de Trump sobre as tarifas.


… “É bom que Trump tenha recuado das tarifas contra nós, que apoiamos a Dinamarca e a Groenlândia. A mudança de fronteiras recebeu críticas severas. Não nos deixamos chantagear. Nosso trabalho surtiu efeito”, disse a ministra de Relações Exteriores sueca, Maria Stenergard.


… O vice-chanceler alemão, Lars Klingbeil, também foi cauteloso, afirmando que ainda é muito cedo para concluir que a disputa entre os Estados Unidos e a União Europeia tenha chegado ao fim. “Vamos ver os acordos que serão alcançados por Rutte e Trump.”


… Já o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, disse que o dia terminou melhor do que havia começado, que era um bom sinal o compromisso de não usar a força, mas alertou que Trump tem “uma ambição que não podemos acomodar”.


LISA COOK – Em outro destaque desta quarta-feira, que também ajudou no bom humor dos mercados, a audiência da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tentativa de Trump de destituir a diretora do Fed indicou a tendência de mantê-la no cargo.


… Durante a sessão, a maioria dos ministros demonstrou ceticismo em relação ao esforço do governo para afastar Cook com base em acusações de fraude hipotecária, que ela nega. Nenhum presidente demitiu um diretor em exercício nos 112 anos de história do Fed.


… O ministro Brett Kavanaugh chegou a afirmar que permitir a demissão “enfraqueceria, se não destruísse, a independência do Fed”. Pelo menos outros cinco juízes também levantaram dúvidas sobre a legalidade da iniciativa da Casa Branca.


… Uma eventual derrota de Trump representaria um alívio para Wall Street, já que coibiria sua tentativa de influenciar o BC americano.


… A Corte avalia se Cook pode permanecer no cargo enquanto contesta a demissão. Instâncias inferiores autorizaram sua permanência, e os ministros podem simplesmente negar o recurso emergencial do governo, deixando o caso seguir nos tribunais de origem.


… O presidente do Fed, Jerome Powell, e o ex-presidente Ben Bernanke acompanharam quase duas horas de argumentos no tribunal.


O SUBSTITUTO – Mais cedo, em Davos, o presidente Trump voltou a criticar Powell, afirmando que reduziu o número de candidatos para chefiar a instituição a apenas um nome. A expectativa é de que o novo comandante do Fed seja anunciado em breve.


… “Todos que entrevistei são ótimos. Atualmente, só temos um péssimo presidente do Fed, é o Jerome ‘atrasado demais’ Powell.


… Em sua fala, Trump elogiou particularmente o diretor de Investimentos da BlackRock, Rick Rieder, dizendo que ele é “muito impressionante”. Isso fez com que o nome de Rieder ganhasse impulso nas bolsas de aposta do mercado.


… Na Polymarket, ele passou a ocupar o segundo lugar na disputa, com 27% de chance. Kevin Warsh ainda é o favorito, com 53%. O atual diretor do Fed Christopher Waller e o Conselheiro Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, tinham 11% e 5%, respectivamente.


MERCOSUL-UE – Após o Parlamento Europeu levar o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia à Corte de Justiça, o que pode congelar sua implementação, o presidente Lula deve entrar no circuito político para tentar salvar o tratado.


… Segundo apurou o Valor, a ideia do Brasil é articular uma aprovação rápida do acordo no bloco sul-americano, em seus respectivos parlamentos. Aqui, a aprovação só poderá acontecer após o fim do recesso legislativo, a partir de fevereiro.


… Já segundo o Estadão, a saída mais esperada é de uma vigência temporária para viabilizar a implementação do acordo.


… A iniciativa de consulta ao Tribunal de Justiça da União Europeia foi aprovada nesta quarta, freando o avanço do processo de ratificação do acordo. A consulta foi aprovada por 334 votos a favor e 324 contra, mostrando um racha claro entre os deputados europeus.


STF NO ALVO – Ainda no Estadão/hoje duas reportagens envolvem os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em relações com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo BC.


… Equipe de jornalistas foi a Marília, interior de SP, onde a casa de um irmão de Toffoli aparece como sede da empresa Maridt Participações, que vendeu para um fundo de um cunhado de Vorcaro parte de resort de luxo Tayayá, no Paraná, por R$ 3,3 milhões.


… A casa de 130 metros quadrados, com sinais de deterioração na pintura e nos pisos da garagem e da calçada, é a residência de José Eugênio Dias Toffoli e de sua esposa, Cássia Pires Toffoli, que atendeu e conversou com o jornal.


… “Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. Eu moro aqui há 24 anos, comprei financiada, e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui.”


… Cássia disse que ficam inventando que seu marido é sócio do Tayayá. A casa que consta na Junta Comercial como sede da empresa foi comprada por ela por R$ 27 mil em 1998 e financiada pela Caixa. O valor atualizado pelo IGP-M é de R$ 276 mil.


… Toffoli é relator do inquérito do caso Master no STF, após aceitar pedido da defesa de Vorcaro para que o caso subisse para o Supremo.


… Em outra reportagem do Estadão, a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes (STF), aparece como representante do Banco Master em um processo que investiga o empresário Nelson Tanure por crimes contra o mercado de capitais.


… O caso passou a tramitar no STF após a Justiça Federal em São Paulo declinar da competência e remeter a investigação à Corte, onde está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O inquérito corre sob sigilo e o Master figura como parte interessada no processo.


MAIS AGENDA – Se os dados da Receita Federal (11h) vierem como o esperado, o ano de 2025 deve ter encerrado com arrecadação de R$ 2,884 trilhões, novo recorde da série histórica e ganho real de 4,3% contra 2024.


… Para dezembro, a mediana das estimativas no Projeções Broadcast é de R$ 290,1 bilhões, melhor do que em novembro (R$ 226,753 bilhões), diante do aumento das receitas com o IOF e contribuições previdenciárias.


… As apostas para o valor arrecadado no último mês do ano variam de R$ 282,40 bilhões a R$ 320 bilhões.


… Na parte da tarde (15h), tem reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).


LÁ FORA – A leitura final do PIB americano do terceiro trimestre sai às 10h30, depois de a primeira estimativa do resultado ter apontado alta anualizada de 4,3%, superando o crescimento de 3,8% registrado no segundo trimestre.


… Ao meio-dia, o foco das atenções se desloca para o PCE, principal referência do Fed para a inflação. Tanto para o índice cheio quanto para o núcleo, a previsão é de alta de 0,2% em novembro contra outubro e 2,8% na base anual.


… Ainda nos Estados Unidos, saem o auxílio-desemprego (10h30), com estimativa de alta de 9 mil pedidos, para 207 mil, e os estoques de petróleo do DoE (14h), que devem registrar queda semanal de 500 mil barris.


… O BCE divulga a ata da última decisão monetária às 9h30 e o BC da Turquia decide juro às 8h.


BALANÇOS – Intel (previsão de lucro de US$ 0,08 por ação) e Alcoa (US$ 0,93) soltam os resultados depois do fechamento dos mercados. Já GE Aerospace (US$ 1,43) e Procter & Gamble (US$ 1,86) vêm antes da abertura.


QUEBROU O GELO – O recuo na ameaça tarifária de Trump contra a Europa e na anexação na marra da Groenlândia, combinado ao fator Lisa Cook e à pesquisa eleitoral aqui, despertou uma verdadeira fúria compradora no Ibovespa.


… No clima generalizado de festa, ainda o dólar voltou à menor cotação desde o “Flávio Day”, enquanto na curva do DI, os contratos futuros dos juros devolveram prêmio de ponta a ponta, diante do forte apetite global por risco.


… Mas foi a exuberância do índice à vista da bolsa doméstica que mais impressionou ontem, com uma escalada de cerca de 5.500 pontos de uma tacada só, com recordes atrás de recordes batidos desde a manhã.


… No pregão histórico, o Ibovespa engatou rali de 3,33% e faltou muito pouco para testar 172 mil pontos. Estabeleceu a melhor marca de fechamento (171.816,67 pontos) e intraday (171.969,01 pontos) de todos os tempos.


… O giro também saltou aos olhos: R$ 43,3 bilhões, mais que o dobro de uma sessão normal, turbinado pela forte entrada de capital estrangeiro e uma rotação de portfólios, apesar de o investidor ter parado de “vender a América”.


… O fato de o Brasil e os emergentes terem sido mantidos como destinos dos investimentos externos sinaliza que, apesar de Trump ter voltado atrás, todo mundo está cansado de saber que, de confiável, ele não tem nada.


… Não será, assim, nenhuma surpresa se, depois de absorvida toda a euforia, a onda de volatilidade voltar com tudo.


… As blue chips da bolsa brasileira brilharam em bloco. Vale disparou 3,02%, para o maior preço de tela (R$ 82,50) desde que estreou no Ibovespa. Petrobras ON saltou 4,59%, para R$ 36,03, e PN (+3,53%) fechou cotada a R$ 33,43.


… O petróleo fechou minutos antes de Trump anunciar oficialmente que havia desistido da ofensiva tarifária contra a UE e, muito provavelmente por isso, não foi tão longe. O Brent para março fechou em alta de 0,49%, a US$ 65,24.


… Os papéis dos bancos correram livres na bolsa, movidos pela presença marcante dos gringos na ponta de compra: Itaú, +4,38% (R$ 41,67); Bradesco PN, +3,08% (R$ 19,76); Santander unit, +3,32% (R$ 34,57%); BB, +3,99% (R$ 22,40).


… A entrada consistente do fluxo estrangeiro também deixou a sua marca registrada no câmbio. Como fator coadjuvante, a vantagem menor de Lula contra Flávio, de 12 pontos para 4, na pesquisa AtlasIntel aliviou o dólar.


… O presidente venceria o adversário por 49% a 45% em eventual segundo turno. A diferença caiu oito pontos desde dezembro, quando estava em 53% a 41%. Contra Tarcísio, a vantagem de Lula seria idêntica: 49% a 45%.


… A moeda americana fechou em baixa de 1,11%, a R$ 5,3208, voltando ao nível anterior ao anúncio da pré-candidatura do filho de Bolsonaro à Presidência, no início de dezembro, quando esteve perto de bater R$ 5,30.


… Ainda os juros futuros não ficaram ontem de fora da festa e devolveram a pressão: Jan/27, mínima de 13,725% (contra 13,793% na véspera); Jan/29, 13,120% (13,238%); Jan/31, 13,455% (13,570%); e Jan/33, 13,650% (13,755%).


O IMPÉRIO CONTRA-ATACA – Vai saber se Trump, o rei da bravata, está falando sério quando se mostra disposto a negociar e dar um passo atrás no confronto com a Groenlândia e a UE. Mas Nova York quis ontem pagar para ver.


… Como disse a Capital Economics, em relatório, os investidores temiam a “repetição do caos” visto no Dia da Libertação, em abril do ano passado, com liquidação tripla dos ativos americanos (bolsas, Treasuries e dólar).


… Mas o gesto de recuo de Trump acabou dando ontem a chance de uma interrupção do estresse, ainda que a continuidade da rotação global de carteiras para os emergentes sinalize que o investidor está olhando alternativas.


… Players pararam de desmontar posições nos títulos do Tesouro americano e derrubaram as taxas da Note de 2 anos (3,589%, contra 3,594% na véspera), de 10 anos (4,250%, de 4,289%) e do T-Bond 30 anos (4,868%, de 4,917%).


… Os participantes do mercado também pararam de apostar ontem contra o dólar e sustentaram o índice DXY em leve alta de 0,12%, a 98,761 pontos. O euro caiu 0,32%, a US$ 1,1688, e a libra esterlina perdeu 0,19%, a US$ 1,3423.


… O iene recuou para 158,37/US$, depreciado novamente pela perspectiva de uma política fiscal mais relaxada.


… A suspensão das tarifas extras aos países europeus contrários à anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos e a percepção de que a Suprema Corte vai defender a independência do Fed devolveu o otimismo às bolsas americanas.


… O índice Dow Jones subiu 1,21%, aos 49.077,23 pontos; o S&P 500 ganhou 1,16%, aos 6.875,62 pontos, e voltou a operar no azul no acumulado do ano; enquanto o Nasdaq registrou valorização de 1,18%, aos 23.224,82 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – CEMIG informou que foi exercido o direito de preferência pela companhia para aquisição de 51% das ações da hidrelétrica Pipoca detidas pela Serena Geração, controlada pela Serena Energia…


… Valor da operação será de R$ 36,3 milhões.


ENEVA apresentou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a declaração de comercialidade da descoberta de Colinas, nos blocos PN-T-102A e PN-T-103, na Bacia de Parnaíba…


… Também foi solicitado à ANP que a acumulação de Colinas receba a denominação de Gaviãozinho. 


BRASKEM. Investidor Victor Adler adquiriu 24 mil ações preferenciais classe B, representativas de 5,013% do total de papéis do tipo; conforme dados recentes, Adler não detinha participação relevante anterior.


ÂNIMA. Organon Capital reduziu participação de 5,27% para 4,75%, passando a deter 19.200.00 de ações ordinárias.


POSITIVO. Grupo de investidores atingiu de forma consolidada a soma de 7.090.000 de ações ordinárias da companhia, representando 5% do total…


… Os veículos de investimento Clube de Investimento Padova, Clube de Investimento Verona e Santander Makcemiuk FIA BDR Bível 1 e Clube de Investimento Piombino Dese não detinham participação relevante anterior.

Call Matinal 2201

 Call Matinal

22/01/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2101)

MERCADOS E AGENDA

No mercado brasileiro de quarta-feira (21), o Ibovespa fechou em forte alta de 3,33%, a 171.816 pts. Já no mercado cambial, o dólar caiu até a faixa de R$ 5,32 (-1,13%).

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operam em forte alta nesta quinta-feira (22), refletindo o tom moderado do presidente dos EUA, Donald Trump, na discução da questão da Groenlândia.

 

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,23%

S&P 500 Futuro: +0,45%

Nasdaq Futuro: +0,67%

Trump recuou, argumentando apenas que terá o controle de pequenas áreas da Groelândia, com a instalação de bases americanas.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,14%

Nikkei (Japão): +1,76%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,17%

Taiex (Taiwan): +1,60%

Kospi (Coréia): +0,87%

Todas as praças asiáticas fecharam em alta após o mundo ouvir de Trump um recuo em relação à uma ação armada na Groenlândia e implementação de tarifas adicionais contra a Europa.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +1,15%

DAX (Alemanha): +1,15%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,66%

CAC 40 (França): +1,34%

FTSE MIB (Itália): -0,32%

As bolsas europeias sobem depois de Trump dizer que não prosseguirá com a imposição de tarifas sobre a Groenlândia a países europeus e que havia chegado a um acordo preliminar sobre o território dinamarquês. 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,25%, a US$ 60,47 o barril

Petróleo Brent, -0,35%, a US$ 65,01 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,06%, a 786,50 iuanes (US$ 112,94)

 

 

NO DIA, 2201

Depois de muitas bravatas, Donald Trump acabou recuando, considerando algumas áreas da Groelândia e a instalação de bases americanas. Nada mal para quem ameaçava com uma intervenção militar. Diante disso, os mercados globais operaram ontem e hoje em alívio e euforia, diante da moderação do presidente. Outro evento, que ajudou no bom humor dos mercados, foi a audiência da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tentativa de Trump de destituir a diretora do Fed, que indicou a tendência de mantê-la no cargo. No Brasil, o Ibovespa saltou para nova máxima histórica, encostando nos 172 mil pontos, com um volume financeiro e grande ingresso de estrangeiros, enquanto o fluxo derrubou o dólar e esvaziou os prêmios dos juros futuros. Na agenda, são destaques o PIB americano, PCE de novembro, balanço da Intel e, aqui, dados da arrecadação.

 

 

Agenda Macroeconômica Brasil

 

 

quinta-feira, 22 de Janeiro 

Brasil: Receita Federal divulga arrecadação de dezembro

 Brasil: reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN)

EUA: PIB do 3º trimestre, PCE de outubro e novembro, pedidos iniciais e contínuos de seguro-desemprego

Europa: ata da reunião de política monetária do BCE

sexta-feira, 23 de Janeiro 

PMIs preliminares: Zona do Euro, Alemanha, Reino Unido, EUA e Japão

EUA: confiança do consumidor – Universidade de Michigan

Madrugada: Banco do Japão (BoJ) anuncia decisão de política monetária e divulga o Relatório de Projeções Econômicas

 

 

Boa quinta-feira para todos! Feliz 2026 !

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...