segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Outlooks

 𝐋𝐢𝐬𝐭 𝐨𝐟 𝐌𝐚𝐫𝐤𝐞𝐭 𝐎𝐮𝐭𝐥𝐨𝐨𝐤𝐬 𝐟𝐨𝐫 2025           👇🏻👇🏻👇🏻


Goldman Sachs: https://lnkd.in/guQ5d5we

JP Morgan: https://lnkd.in/gapTqRCa

JP Morgan 2025 CMA: https://lnkd.in/gJC52rPJ

JP Morgan Wealth Management: https://lnkd.in/gd9p4tkT

UBS: https://lnkd.in/gCUAN6nB

Barclays: https://lnkd.in/ghmWiXw2

Morgan Stanley: https://lnkd.in/g_snf2gf

BlackRock: https://lnkd.in/gRgeATSM

Invesco: https://lnkd.in/gqEjY6QX

Merrill Lynch: https://lnkd.in/gAnUCDHN

BNP Paribas: https://lnkd.in/gGT8MSYr

Schroders : https://lnkd.in/grJsfM6m

Amundi: https://lnkd.in/gKUmhsvk

HSBC: https://lnkd.in/gSSkDcdF

ING: https://lnkd.in/gHgAv9_f

NY TIMES

 https://www.nytimes.com/2024/11/24/world/americas/brazil-corruption-operation-car-wash-convictions.html


O golpe já foi dado

 " O golpe já foi dado"


Luís Ernesto Lacombe - 24/11/2024 


O golpe já foi dado. Não houve “tentativa de planejamento”; houve planejamento e ação, na caradura. Tivemos leis rasgadas, ou inventadas, ou interpretadas. Tivemos sistema jurídico desprezado, reviravoltas absurdas, capazes de chutar todas as instâncias. Era um “problema de CEP”... Não houve “possivelmente”... Tornaram possível o que seria impossível num país sério.


Tornaram “provas” mensagens obtidas ilegalmente que nunca foram periciadas. Um juiz de primeira instância foi crucificado, como se apenas ele tivesse botado na cadeia, por ambição política, um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Sua substituta também decidiu pela condenação, assim como os três desembargadores da segunda instância.


Na terceira instância, outra decisão unânime: os quatro ministros confirmaram a condenação do réu, que acabou preso. Pedidos de habeas corpus em seu favor chegaram à última instância e, um a um, foram negados. Até que o golpe começou a ser implementado... Então, decidiram, sem apelação, que todas as condenações deveriam ser anuladas. Um ministro do Supremo ficou tão emocionado com isso que chorou...


Aquele que estava preso foi liberado para concorrer à Presidência da República. E ele precisava vencer a eleição. Uma dobradinha bem planejada entre o STF e o TSE entrou em cena. A campanha foi absolutamente desequilibrada. Ao descondenado, toda a ajuda. Ao seu concorrente, todas as dificuldades, a censura implementada impiedosamente, como se fosse garantia constitucional, desde que usada contra alguém específico, contra um grupo determinado.


Aquele que estava na cadeia levou a eleição. Mais uma etapa do plano concluída com sucesso: “missão dada, missão cumprida”. E o próximo passo seria continuar garantindo que não houvesse oposição, com o vale-tudo instituído. Os inquéritos ilegais intermináveis não surgiram à toa, servem para estabelecer o terror, o medo, para levar ao silêncio, ao exílio ou à prisão de forma absolutamente injusta qualquer um que ouse reagir ao golpe. E, nessa onda brutal, foi arrastado também o principal adversário do descondenado reconduzido à Presidência: está inelegível até 2030.


Em 2026, está claro, os golpistas de verdade não permitirão a participação nas eleições daqueles que cogitem enfrentar a trama terrível que tomou conta do Brasil. Com o apoio dos artistas beneficiados por fartas verbas dos pagadores de impostos, da imprensa igualmente mercantilista... E, assim, todos os que mantêm o senso crítico, o compromisso com as leis e com a verdade podem ser chamados de reacionários. Estão reagindo ao golpe, com muito orgulho e amor pelo país."

Haroldo Monteiro

 

Haroldo MonteirResumo do meu recente livro lançado, feito pelo Fi"lipe Moreli
"Acredito na meritocracia como uma medida relativa. Trago nesse livro um novo olhar sobre esse conceito que apesar das críticas é a maneira mais democrática de se atingir o "seu" sucesso."
Logo de cara tem-se a primeira impressão sobre o livro apenas pela capa, ou melhor, pelo nome.

O autor, Haroldo Monteiro, nesta obra, aborda a meritocracia de uma forma jamais abordada no Brasil. Aliás, arrisco a dizer que é o primeiro livro dessa temática que a aborda assim.

O autor argumenta que a meritocracia é relativa, tendo em vista que não se trata de todos atingirem os mesmos objetivos e as mesmas posições. O que o autor diz é que cada uma atingirá certos patamares em suas jornadas de vida e que cada um terá uma forma diferente de sucesso. Nem todos ficarão milionários ou bilionários, mas terão uma vida melhor e mais confortável e isso jamais poderá ser considerado como fracasso.

Para chega a essa conclusão, o autor, afirma que o sucesso de cada um, depende de suas escolhas de vida. E, veja, não se trata apenas de decisões profissionais, mas de decisões pessoais. Há vários fatores pessoais, várias decisões, que tomamos diariamente que nos afetarão de formas diversas, e quem sabe, até no impedindo de atingir completamente a meta almejada. Importante ainda notar que a não completude da meta não necessariamente implica em um fracasso, pois se há uma melhora na vida da pessoa, não há fracasso.

Ainda, o autor, define algumas situações as quais não considera como mérito, alguns exemplos: pessoas que nascem ricas ou herdeiros. Dessa forma, não há como atrelar o mérito a riqueza, principalmente a pessoas que nasceram ricas ou herdaram bens ou dinheiro. O mérito aqui estaria na pessoa conseguir melhorar ainda mais a sua condição de vida e não em já nascer rica. Inclusive, essa é uma forma de defender o próprio sistema meritocrático pois atrelar a meritocracia a riqueza é uma forma de descaracterizar o sistema meritocrático.

O livro, com certeza, é uma leitura recomendada para todos que procuram entender mais sobre e meritocracia. A leitura é fácil e fluída, sem os rigorismos acadêmicos.

Haroldo Monteiro

Uma certa ideia de Europa

 Uma certa ideia de Europa 


Vou buscar uma referência literária muito estimável: John Banville. Um mestre. Na sua versão de Kim Philby tenta explicar a uma jornalista as razões de trair o projecto atlantista. Diz ele: é uma certa ideia sobre a Europa.


E que Europa é esta?


É a Europa continental. Desligada do eixo Atlântico, que inclui o Reino Unido (Perfidious Albion), Canadá e Estados Unidos. É uma questão antiga que se revela na filosofia por exemplo: o cisma da filosofia analítica é todo ele uma fronteira geográfica. O que indica que o pensamento filosófico anda atrelado a uma ideia de cultura e valores geopolíticos. Esta ideia de Europa também se revela no cisma entre conservadores europeus. A CDU de Merkel e Ursula Von der Leyen detestam os tories britânicos, e isto explica a exuberância sarcástica de Boris Johnson no período que viveu em Bruxelas.


Esta ideia de Europa Continental versus uma Europa Atlântica também se manifestou no contrato da Austrália para comprar submarinos franceses. Os europeus continentais temem estes atlantistas. Merkel era mais vigiada pela NSA do que pelos russos. Julgo até que Merkel teme mais o poder dos americanos do que o urso russo, que apesar de tudo é muito mais fraco. A convicção sobre a Rússia e o regime de Moscovo era simples: dar mel (euros) aos russos e estes ficariam calados. Esta Europa acreditava que o poder do dinheiro é mais forte que poder cinético das armas. 


Confesso que pode haver muitas manobras para definir esferas de influência. Creio que não é possível esta ambiguidade. E creio que os novos falcões de Washington vão meter a Europa continental de joelhos. Kim Philby e os espiões que serviram os russos podiam embelezar a sua missão, mas julgo que também sabiam que Moscovo é gelado. Esta ideia de Europa não tem condições exemplares de singrar.

Buffett vendendo ações

 Estadão: Buffett está vendendo suas ações, e o mercado quer saber o que isso significa


São Paulo, 24/11/2024 - Considerado o maior investidor do mundo, Warren Buffett nunca esteve tão conservador nos seus negócios. No terceiro trimestre deste ano, sua holding, a Berkshire Hathaway, vendeu mais ações do que comprou pelo oitavo trimestre consecutivo, em operações que somaram mais de US$ 34 bilhões (R$ 197,2 bilhões).


Na prática, o conglomerado liderado pelo megainvestidor nunca esteve tão líquido. Após as vendas, o caixa da Berkshire Hathaway passou a representar 28% dos ativos totais da empresa, patamar mais elevado desde a década de 1990, totalizando US$ 325,2 bilhões. Toda essa movimentação gera especulações no mercado. Estaria o “oráculo de Omaha” - uma referência aos bons resultados decorrentes de seus investimentos e também à cidade onde nasceu, nos EUA - prevendo uma nova tendência de baixa para o mercado?


Alguns acreditam que ele está apenas se mantendo fiel à sua filosofia de investimento, afinal, Buffett não especula. Ele compra quando está barato, e vende quando está caro. É bom lembrar que a Bolsa dos EUA dita tendências globais, influenciando diretamente mercados ao redor do mundo, inclusive o brasileiro.


Paula Zogbi, gerente de research e head de conteúdo da Nomad, avalia que as mudanças de Buffett refletem uma maior cautela em relação à precificação dos ativos, e não significaria, necessariamente, recessão ou mercado em baixa. “Em algumas declarações, ele já deixou claro que tem achado mais difícil encontrar oportunidades na Bolsa, especialmente em um momento de juros altos, em que sua posição em caixa traz algum rendimento”, diz Zogbi. O movimento poderia indicar ainda a realização de bons lucros acumulados.


Um exemplo disso é o negócio com os papéis do Nubank. A Berkshire investiu na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco brasileiro em Nova York no quarto trimestre de 2021. Na época, adquiriu 107.118.784 ações a um custo médio estimado pelo mercado entre US$ 8,36 e US$ 9,38 por ação. Assim, um investimento avaliado em mais de US$ 1 bilhão.


Já no terceiro trimestre deste ano, a Berkshire reduziu sua participação em 19,31%, vendendo 20.679.787 ações a um preço estimado em US$ 13,65, gerando aproximadamente US$ 282 milhões de caixa. Essa realização parcial teria representado um lucro entre 45% e 63%.


A Nu Holding não foi a única empresa do setor financeiro em que Buffet reduziu sua posição. O Bank of America foi uma das principais vendas da carteira, com uma redução de 22,77% na participação do megainvestidor - porcentual muito próximo ao do corte em ações da Apple (de 25%).


Em relatório a clientes, o estrategista-chefe da XP, Paulo Gitz, reforçou que o movimento de venda da Apple foi totalmente pragmático. “Em maio, ele (Buffett) deu a entender que a venda ocorreu por razões fiscais, devido ao risco de aumento de impostos em ganhos de capital por um governo que deseja cobrir um déficit fiscal crescente”, lembrou. Na prática, ele teria se antecipado para pagar menos tributos - uma discussão que ganhava força naquele momento entre os democratas em relação às grandes companhias.


A Apple e o BofA ainda continuam entre as maiores participações da Berkshire. Buffett mantém mais de 26% de seu portfólio em ações da fabricante do iPhone e quase 12% em papéis do BofA.


FUNDAMENTOS. É possível acompanhar a carteira de Buffett por meio do chamado Formulário 13F-HR da Berkshire Hathaway. O documento é uma exigência da SEC (o equivalente à Comissão de Valores Mobiliários brasileira) para dar transparência às participações acionárias dos grandes gestores de investimentos.


“Não acreditamos que Buffett esteja prevendo uma recessão. Esse não é o seu perfil”, diz Daniel Heizer, analista de ações internacionais da Suno. O especialista lembra que o megainvestidor é conhecido por ser guiado pelos fundamentos das empresas e pela avaliação de valor, evitando previsões sobre o mercado ou a economia. “Quando ele vende, isso geralmente se deve a três motivos principais: perda de fundamento, preço excessivamente alto e custo de oportunidade.”


Heizer reconhece, no entanto, que as vendas recentes levantam questionamentos e que o fato de o maior investidor do mundo não achar tantas oportunidades (de compra) quer dizer que tem bastante ativo caro por aí. “O mercado pode estar caro e prestes a entrar em uma recessão, mas com certeza o maior investidor de todos os tempos não está realizando especulações a respeito disso. Se ele acha caro, ele vende. E se acha barato, ele compra. Simples assim.”


Entre as “bagatelas” do trimestre, a Berkshire entrou com pequenas participações em Domino's Pizza e Pool Corporation (0,2% e 0,5%, respectivamente), e ampliou posições em Heico Corporation (para 0,5%) e Sirius Holdings (0,93%).


William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, reforça que Buffett não faz projeções macroeconômicas e reitera esse posicionamento de forma contundente nos tradicionais encontros anuais da Berkshire, em Omaha. “O que ele sempre fala tem a ver com o comportamento do que ele chama de ‘humor do senhor mercado’”, diz Castro Alves. Ou seja, na visão do estrategista, Buffett está se aproveitando dos exageros de precificação do mercado e seguindo a filosofia de lucrar quando os preços ainda estão em alta. (Leo Guimarães, E-Investidor)


Broadcast+

BDM Matinal Riscala 2511

 🇧🇷 BOM DIA MERCADO


Pacote fiscal sai entre hoje e amanhã

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[25/11/24]


… Os futuros em NY reagiam bem na noite de ontem à nomeação por Trump do novo secretário do Tesouro, Scott Bessent. Antes do feriado de Ação de Graças, que fecha NY na 5ªF e abrevia o pregão na Black Friday, os investidores conferem nos EUA a ata do último Fomc amanhã, o PCE de outubro e a revisão do PIB/3Tri. Os dados calibram as apostas para o Fed, após Powell ter dito não ter pressa em cortar os juros. Aqui, a agenda dos indicadores tem como destaque o IPCA-15 de novembro (3ªF) e os dados fiscais de outubro. O mercado entra nesta semana com a promessa de Haddad de que o pacote fiscal seja anunciado ainda hoje ou amanhã. Nesta 2ªF, a equipe econômica leva ao presidente Lula, às 10h, as minutas com as medidas de cortes de gastos, incluindo o acordo feito com a Defesa, depois de o governo ter anunciado tarde da noite de 6ªF um novo bloqueio de R$ 6 bilhões no Orçamento para cumprir a meta fiscal.


… O congelamento foi necessário devido ao aumento nas despesas com benefícios previdenciários. Desta vez, não foi necessário fazer um contingenciamento, porque a arrecadação federal tem vindo em linha com o esperado.


… Como a União já tinha R$ 13,3 bilhões em valores bloqueados no Orçamento, com o novo congelamento o valor bloqueado soma agora R$ 19,3 bilhões, segundo o último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.


… O relatório revisou a estimativa para o déficit primário do ano de R$ 28,349 bilhões para R$ 28,737 bilhões, praticamente no limite da banda inferior da meta, que permite um rombo máximo de R$ 28,8 bilhões, ou 0,25% do PIB.


… Segundo reportagem do Valor, o Ministério da Fazenda calcula que o “empoçamento” de recursos do Orçamento (despesas orçadas, mas que acabam não sendo realizadas) ultrapassará os R$ 20 bilhões este ano.


… Se esse volume se confirmar, a União fechará o ano com déficit de R$ 8,7 bilhões, mais próximo da meta de déficit zero.


… Os números do Orçamento seriam detalhados em entrevista coletiva no fim da tarde de 6ªF, que acabou cancelada de última hora e foi remarcada para esta semana, mas sem confirmação de data ainda.


… Ouvido pelo Broadcast, o economista Italo Faviano (Buysidebrazil) disse que o bloqueio de R$ 6 bilhões no Orçamento poderá reduzir a pressão no mercado, embora o suspense pelo pacote fiscal limite o otimismo. 


ENFIM, O PACOTE – Questionado recentemente se o impacto das medidas será próximo de R$ 70 bilhões em dois anos, conforme tem circulado na imprensa nas últimas semanas, o ministro Fernando Haddad evitou cravar qualquer número.


… Mas garantiu que o corte de gastos será suficiente para reforçar o arcabouço fiscal. Sobre as iniciativas acertadas com o Ministério da Defesa, confirmou que devem render uma economia anual em torno de R$ 2 bilhões.


… Em entrevista ao Broadcast Político, o ministro Alexandre Padilha disse que o corte na Defesa não irá propor uma reforma estrutural, já que o presidente Lula tenta fortalecer a relação com os militares desde o início do mandato.


… Sobre o pacote, ele usou uma metáfora: “O presidente Lula e o ministro Haddad não vão derrubar a árvore desse ciclo de crescimento econômica, vai ser a poda adequada para fazer com que essa árvore tenha raiz forte e frutos duradouros.”


… Participarão da reunião de hoje com o presidente Lula os ministros Fernando Haddad, Esther Dweck e Rui Costa, além do secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães. O encontro no Palácio do Planalto está agendado para as 10h.


… A expectativa de Haddad é que, ao final da reunião com Lula, o pacote já possa ser anunciado, o que pode ocorrer hoje ou amanhã.


MAIS AGENDA – A Comissão Mista de Orçamento (CMO) realizará reunião amanhã (3ªF) para alinhar as estratégias para a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem.


… A evolução do quadro fiscal ainda será conferida nesta semana pelas contas do Governo Central (5ªF) e pelo resultado consolidado de outubro do setor público (6ªF), em meio ao debate sobre dominância fiscal.


… Em encontro com Guillen (BC) na última 6ªF, economistas discutiram as chances de uma abordagem mais agressiva no Copom do mês que vem, de um aperto de 0,75pp da Selic, antecipando maior desancoragem da inflação.


… Diante da deterioração das expectativas para o IPCA, o Santander Brasil elevou a estimativa para a inflação deste ano, de 4,4% a 4,8%. Com o ajuste, a aposta do banco rompe agora o teto da meta, de 4,50%.


… O Santander manteve em 11,75% a previsão para a Selic em dezembro, mas subiu a projeção do juro terminal de 10,5% para 12,0%. O movimento ocorre em paralelo aos picos de estresse no DI, que especula com Selic de 14%.


… Apesar de as estimativas para a inflação continuarem rodando altas, amanhã (3ªF), o alívio nas tarifas de energia elétrica deve ajudar na desaceleração do IPCA-15 para 0,49% em novembro, de 0,54% (outubro).


… O IGP-M fechado de novembro sai na 5ªF. Hoje, tem a prévia do IPC-S (8h) e, amanhã, a parcial do IPC-Fipe.


… Do lado do emprego, os dados de outubro do Caged (5ªF) e da Pnad Contínua (6ªF) também estão na agenda da semana.


… O câmbio monitora hoje (8h30) as transações correntes em outubro. O mercado prevê déficit de US$ 6,20 bilhões (mediana em pesquisa Broadcast), após um saldo negativo de US$ 6,526 bilhões em setembro.


… Para o IDP, deve vir entrada líquida de US$ 4,850 bilhões, contra saldo positivo de US$ 5,229 bilhões no mês anterior.


CRISE DA CARNE – Frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao grupo Carrefour no Brasil (bandeiras Carrefour, Atacadão, Sam’s) após a decisão da empresa na França de não vender mais o produto do Mercosul.


… Segundo apurou o Estadão, a interrupção no fornecimento já afetou pelo menos 150 das 540 lojas da rede no País.


… Cerca de 50 caminhões com carne tiveram as entregas suspensas até a tarde de ontem.


… Entre as companhias que aderiram à interrupção, estão a JBS, Marfrig e Masterboi.


… A estimativa do mercado é de que, mantido o embargo, em até três dias pode ocorrer desabastecimento total dos supermercados do grupo, já que se trata de mercadoria resfriada ou congelada.


… No Estadão, entidades do agronegócio, da indústria, do setor de serviços e o governo brasileiro estão reagindo à decisão do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, de não vender carnes do Mercosul na França.


… Em carta, seis entidades afirmaram que se o grupo Carrefour entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês, o bloco não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país.


… O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reagiu com veemência ao movimento francês e apoiou o posicionamento da indústria brasileira de carnes, após a suspensão da compra de proteínas do Mercosul pelas unidades francesas do grupo.


LÁ FORA – As chances crescentes de o Fed dar uma pausa no juro em dezembro serão testadas não só pelo PCE e PIB, na 4ªF, mas também pelo ritmo de consumo das varejistas americanas, confiantes para a Black Friday.


… Hoje (10h30), o Fed/Chicago divulga a atividade nacional de outubro. Na 6ªF, ponte entre o Thanksgiving Day e o final de semana, NY opera com horário reduzido: as bolsas fecham às 15h e os Treasuries, às 16h.


… Na zona do euro, a leitura preliminar de novembro do CPI sai na 6ªF. A Alemanha solta hoje (6h) o índice Ifo de sentimento das empresas em novembro. O domingo, a Opep realiza reunião ministerial na Áustria.


CHINA – O PMI oficial da indústria e do setor de serviços em novembro sai na noite de 6ªF.


GUERRA I – O Hezbollah lançou cerca de 250 foguetes e projéteis contra Israel neste domingo, no mais intenso ataque do grupo militante.


… A ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios israelenses que deixaram mortos em Beirute, enquanto negociadores tentam avançar nas tratativas para um cessar-fogo que contenha a escalada do conflito.


… Alguns dos foguetes atingiram a região de Tel-Aviv, capital de Israel.


GUERRA II –O Kremlin acusou neste domingo o governo Biden de adotar medidas para dificultar quaisquer tentativas de Donald Trump de negociar a paz na Ucrânia quando assumir a presidência dos Estados Unidos, em janeiro.


… A crítica foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em entrevista à televisão estatal russa, informou a agência Tass.


… “O governo Biden está tentando escalar a situação até o ponto em que qualquer termo de paz esteja fadado ao fracasso”, disse Peskov, classificando a administração atual como um “partido da guerra” que utiliza a Ucrânia como uma ferramenta contra a Rússia.


… Entre as ações recentes dos EUA, ele destacou a autorização para que Kiev utilize mísseis de longo alcance contra alvos russos.


VIRADA AOS 45’ – O pagamento de dividendos extraordinários da Petrobras fez o investidor deixar de lado o fiscal e levar o Ibov a retomar os 129 mil pontos, na 6ªF. Até então no vermelho, o índice arrematou um ganho semanal de 1,04%, após quatro baixas semanais.


… Os dividendos deram ânimo aos acionistas da estatal e ao mercado em geral, já que ajudam a União a fechar as contas do ano. Dos R$ 20 bilhões a serem pagos, R$ 5,7 bilhões ficam com o governo federal.


… Petrobras ON disparou 5,23% (R$ 43,24) e PN saltou 3,98% (R$ 39,42). Com peso de quase 13%, esses papéis puxaram o Ibovespa, que fechou na máxima do dia, em 129.125,51 pontos (+1,74%). O volume financeiro foi de R$ 21,9 bilhões.


… Entre as 86 ações do índice, 83 encerraram a sessão em alta. O bom humor influenciou Vale (+0,97%; R$ 58,18), que virou para o positivo, na contramão do minério de ferro (-1,09% em Dalian).


… Santander se destacou entre os bancos, com alta de 3,63% (R$ 26,24). Banco do Brasil subiu 1,35% (R$ 25,60); Bradesco ON, +0,50% (R$ 12,14), Itaú, +0,29% (R$ 34,11) e Bradesco PN, +0,22% (R$ 13,80).


… Brava Energia liderou os ganhos, com +7,44% (R$ 19,34), seguida de Raízen, com +7,00% (R$ 2,60), e Cosan, com +6,10% (R$ 11,13).


… Vamos Locação (-0,65%; R$ 6,10), Totvs (-0,33%; R$ 29,82) e Suzano (-0,15%, 60,70) foram as únicas a cair.


COMPASSO DE ESPERA – Na esteira da Petrobras, que estimulou a entrada de capital gringo, o dólar oscilou numa faixa estreita e fechou estável em R$ 5,8155 (+0,05%), descolado da forte alta no exterior. Na semana, subiu 0,45%.


… Ninguém pareceu disposto a fazer grandes apostas às vésperas do anúncio do pacote de cortes de gastos.


… Economistas que se reuniram com o Banco Central da 6ªF acreditam que o pacote fiscal está no preço e não deve derrubar o dólar.


… Segundo eles, cerca de 80% do impacto potencial do pacote já entrou nos preços dos ativos e os 20% restantes podem causar algum impacto de curto prazo, mas insuficiente para reduzir o dólar a uma faixa próxima de R$ 5,40.


… No momento do fechamento, o mercado também ainda esperava o relatório mensal de receitas e despesas da Fazenda, que acabou sendo divulgado depois das 21h. 


… Os juros futuros seguiram refletindo a cautela com as contas públicas e tiveram alta moderada. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,250% (de 13,185% no fechamento anterior); o Jan/27 subia a 13,375% (13,345%).


… Jan/29 avançava a 13,170% (13,150%); Jan/31, a 13,010% (12,980%); e Jan/33, a 12,890% (12,870%).


ATIVIDADE À TODA – Mais um dado a mostrar a solidez da economia dos EUA animou as bolsas de NY na 6ªF, com o Dow Jones batendo novo recorde e os juros dos Treasuries de curto prazo sustentado alta.


… Puxado pela força do setor de serviços, o PMI Composto dos EUA medido pela S&P Global subiu a 55,3 na leitura preliminar de novembro, de 54,1 em outubro. A expectativa era de um avanço menor, a 54,7.


… É o maior nível do índice desde abril/22, impulsionado pela expectativa de políticas amigáveis aos negócios do futuro governo Trump.


… Mais sensível às decisões de política monetária, o retorno da note de 2 anos avançou a 4,377%, de 4,348%.


… Em meio à rotação de setores, que tem privilegiado ações cíclicas, com maior potencial de alta em relação às techs, já bem esticadas, o Dow Jones subiu 0,97%, aos 44.296,51 pontos.


… O S&P 500 avançou 0,35% (5.969,34). O Nasdaq ficou na lanterna, com leve alta de 0,16% (aos 19.003,65 pontos), pressionado por Nvidia (-3,2%) e Alphabet (-1,7%).


… Na semana, os índices acumularam ganhos de, respectivamente, 1,96%, 1,68% e 1,73%.


… Como tem acontecido nessa fase de rotação de setores, o índice Russell 2000, de small caps, teve uma performance superior aos demais. Subiu 1,8% no dia e 4,3% na semana.


… “Os investidores estão saindo das big caps de comunicação e tecnologia e entrando em setores cíclicos, de consumo discricionário, industrial e financeiro, bem como small caps”, observou Sam Stovall (CFRA Research).


… Com o fim dos balanços e o início da temporada das compras de fim de ano, o mercado vai estar de olho no consumo doméstico.


… O índice de sentimento do consumidor, da Universidade de Michigan, chamou atenção na 6ªF, ao subir de 70,5 em outubro para 71,8 em novembro, mas bem menos que os 73,3 esperados.


… A expectativa de inflação no curto prazo (12 meses) caiu de 2,7% para 2,7% no período. Mas a de longo prazo (5 anos) subiu de 3,0% para 3,2%.


… O aumento da tensão geopolítica, que permeou o mercado ao longo de toda a semana passada, continuou elevando o dólar, considerado um refúgio.


… Além disso, a pressão de PMIs ruins na Europa – na contramão dos EUA – levou investidores a acreditar em cortes mais agressivos do BCE e do BoE, desvalorizando as moedas locais.


… O euro chegou a cair à mínima em quase dois anos (US$ 1,0331) e fechou com queda de 0,62%, a US$ 1,0417. A libra cedeu 0,53%, a US$ 1,2530.


… Na zona do euro, o PMI composto caiu a 48,1 na preliminar de novembro, menor nível em 10 meses, segundo a S&P Global. Houve recuo importante no PMI de serviços (51,6 para 49,2).


… Mesma coisa no Reino Unido, onde o PMI composto caiu de 51,8 para 49,9 de outubro para a preliminar de novembro, menor nível em 13 meses. A expectativa era de estabilidade.


… Para o ING, o enfraquecimento da economia europeia e a escalada das tensões entre Ucrânia e Rússia são riscos para o euro. O banco holandês vê espaço para uma desvalorização até menos de US$ 1,02.


… “Os dados mostram que a confiança das empresas europeias está desmoronando em um ambiente de guerra comercial iminente [sob Trump] e de impasse político na Europa”, disse o banco em relatório.


… O iene caiu 0,17%, para 154,87/US$. O índice dólar (DXY) fechou em alta de 0,54%, a 107,554.


O CHEFE DO CAIXA – Donald Trump nomeou na noite de 6ªF o bilionário gestor de fundos de hedge Scott Bessent, 62 anos, para chefiar o Departamento do Tesouro dos EUA.


… Na campanha, Bessent mediou discussões entre Trump e agentes do mercado financeiro, incluindo questões sobre o papel do Fed.


… Bessent, que dirige o fundo de hedge macro Key Square Group e trabalhou para o megainvestidor George Soros, indicou que apoiará os planos de redução de tarifas e impostos de Trump.


… Mas os investidores esperam que, em vez de marcar pontos políticos, ele priorize a estabilidade econômica.


… A nomeação aliviou as preocupações sobre as políticas protecionistas do novo presidente, que ameaçavam alimentar a inflação, agravar as tensões comerciais e amplificar a volatilidade do mercado.


… Assim como Trump, Bessent é um entusiasta dos criptoativos e já defendeu a tarifação de importações como uma forma de aumentar as receitas e proteger as indústrias americanas.


EM TEMPO… BANCO DO BRASIL distribuirá R$ 1,007 bi em JCP, ou R$ 0,1764/ação; ex dia 12/12; pagamento em 27/12.


PETROBRAS informou no sábado que potenciais parcerias no setor de etanol serão por meio de participações minoritárias ou controle compartilhado com agentes relevantes do setor…


… O informe saiu depois de o Plano Estratégico 2025 mostrar que a petroleira pretende reingressar no setor de álcool numa preparação para a transição energética.


SIMPAR informou a descontinuidade das projeções de receita líquida, Ebitda e dívida para 2026 das suas subsidiárias Automob, CS Grãos e Ciclus Rio…


… No caso da Automob, a companhia optou pela descontinuidade das estimativas devido à reorganização societária envolvendo a Automob e a Vamos Locação, aprovada na 6ªF (22).


GRUPO MATEUS concluiu a venda de imóveis para o fundo de investimento imobiliário TRX Real Estate, por R$ 122,8 milhões.


IGUATEMI. Radar atingiu participação acionária de 5,03% na empresa; segundo último formulário de referência, de 25/10, gestora não detinha participação relevante no grupo.


RAÍZEN cogita buscar sócio para suas operações de etanol de segunda geração, segundo apuração da Bloomberg. Além disso, estaria considerando a venda da participação na operação brasileira da rede Oxxo.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Matinal ConfianceTec 2511

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

25/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (22)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na sexta-feira (22) em alta forte de 1,74%, a 129.175 pontos. Já o dólar encerrou em alta de 0,05%, a R$ 5,814. 


MERCADOS HOJE

 (05h40):


Mercados nesta segunda-feira (25) operando em alta nos futuros dos EUA, refletindo a reação positiva à indicação de Scott Bessent por Donald Trump para o cargo de secretário do Tesouro.


EUA: 🇺🇸

Dow Jones Futuro: +0,59%

S&P 500 Futuro: +0,43%

Nasdaq Futuro: +0,45%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,11%

Nikkei (Japão🇯🇵): +1,30%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,41%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷): +1,32%

ASX 200 (Austrália🇦🇺): +0,28%


Europa 🇪🇺:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧): +0,35%

DAX (Alemanha🇩🇪): +0,42%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,58%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,07%

STOXX 600: +0,33%


Commodities:

Petróleo WTI, -1,02%, a US$ 70,51 o barril

Petróleo Brent, -0,88%, a US$ 74,51 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,84%, a 781,50 iuanes (US$ 107,85)


NO DIA (25/11)


Semana mais curta pelo feriado de Ação de Graças nos EUA, fechando o mercado de NY. Na  sexta-feira, ainda temos o "Black Friday". 


Hoje, os futuros em NY operam em alta, depois da  nomeação, neste fim de semana, por Trump, do novo secretário do Tesouro. 


Em destaque de indicadores, o PCE e o PIB do terceiro trimestre, a "balizarem" as apostas para o Fed, depois de Powell ter dito "não ter pressa em cortar os juros".


Por aqui, a agenda dos indicadores tem como destaque o IPCA-15 de novembro (terça-feira) e os dados fiscais de outubro. 


Iniciamos a semana também com a promessa de Haddad de que o pacote fiscal seja anunciado hoje ou amanhã. Nesta segunda-feira, temos reunião com as medidas de cortes de gastos, incluindo o acordo feito com a Defesa e um novo bloqueio de R$ 6 bilhões no Orçamento para a meta fiscal.


AGENDA DO DIA (25/11)


Indicadores:

06h00. Alemanha/Ifo: Índice de sentimento das empresas em novembro

08h25. Brasil/BCB: Relatório Focus

10h30. EUA/Fed de Chicago: Índice de atividade nacional em outubro

15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial semanal 


Eventos:

10h00. Lula recebe Haddad, Rui Costa e Esther Dweck para discutir minuta do corte de gastos

15h00. Lula recebe 12 ministros, entre eles Haddad, Costa (Casa Civil), José Múcio (Defesa), Camilo Santana (Educação) e Nísia Trindade (Saúde)

19h00. Brasil/BCB: Diretores Diogo Guillen, Ailton Aquino e Otavio Damaso participam de jantar da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em SP 

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa segunda-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

PMI S&P

 PMI na Europa (S&P Global)


▪️ Alemanha: PMI de Serviços cai de 51,6 pontos em outubro para 49,4 pontos em novembro, menor nível em nove meses; PMI Industrial avançou de 43 para 43,2, melhor patamar em cinco meses — Composto ficou em 47,3 pontos

▪️ Zona do Euro: PMI Composto caiu de 50 pontos em outubro para 48,1 pontos em novembro, menor nível em 10 meses; Serviços ficou em 49,2 pontos e Indústria cedeu de 46 para 45,2 — os dados ficaram abaixo da previsão

▪️ Reino Unido: PMI Composto caiu de 51,8 pontos em outubro para 49,9 pontos em novembro, menor nível em 13 meses; Serviços recuou de 52 para 50 e Industrial de 49,9 pontos para 48,6 no período.

Falsificação chinesa

 ‘Luxo fake’: por dentro do mercado trilionário de roupas e bolsas de grife falsificadas na China


No topo do ranking de Países que mais movimentam o mercado de produtos falsificados, metrópoles do país asiático são um polo de venda de réplicas ilegais de gigantes como Prada, Chanel, Hermès, Dior e outras


Wesley Gonsalves


XANGAI - Em um inglês quase ininteligível e com um sorriso no rosto, Li Qin, de 60 anos, aborda turistas que caminham pela avenida Sichuan, região central de Xangai, na costa leste da China. Quase sussurrando ela diz: “Bags? Louis Vuitton, Chanel, Prada?”, enquanto mostra um cartão com imagens de algumas bolsas falsificadas. No centro de compras da cidade, a vendedora trabalha há 20 anos tentando convencer o público - quase sempre ocidental - que caminha pela região a visitar sua loja de réplicas de bolsas de luxo, um mercado gigantesco na China.


O Estadão visitou lojas de roupas, bolsas e sapatos falsificados na maior cidade do país asiático para entender como funciona a abordagem e vendas desse grupo no País, classificado como o nº 1 no ranking de países que mais produzem itens ilegais, segundo o relatório The Notorious Markets List, do governo dos Estados Unidos, e movimenta um mercado trilionário.


Assim como as próprias lojas oficiais das marcas de luxo global, as vendedoras de falsificações estão espalhadas por diversas cidades da , em especial aquelas de maior adensamento populacional e turístico.


Entre lojas no subsolo de shoppings, dentro de galerias e até em corredores de hotéis da megalópole chinesa com quase 25 milhões de habitantes, escondem esses pontos de compras dos produtos ilegais. Prateleiras e mais prateleiras de bolsas das principais marcas do mercado de luxo, com maior ou menor nível de “autenticidade”, capazes de pôr em xeque a decisão de especialistas em autenticação ao avaliar os produtos.


Com falsificações de todo tipo e preço, para garantir um “negócio da China” e o menor valor, os consumidores ávidos têm de pôr a negociação em jogo. Por lá, o preço da “etiqueta” nem sempre é o valor final, e a negociata faz parte do protocolo cultural.



Há 20 anos, Li Qin, trabalha com venda de bolsas falsificadas em Xangai, um dos polos das réplicas da China Foto: WESLEY GONSALVES/ESTADAO

Na primeira “loja” visitada pela reportagem, Li mostrava toda uma linha de produtos falsificados em um tablet, com fotos de modelos, tamanho e opções de cor. Depois que o comprador escolhia suas opções, uma segunda vendedora buscava, em outro local, os itens. “Você gosta? Qual paga?”, questionava Li.


Depois de dizer que não tinha mais interesse pelas bolsas, a vendedora continuou questionando “qual” o preço mínimo para levar um modelo falsificado da bolsa NeverFull da grife francesa Louis Vuitton, avaliada em R$ R$ 11,5 mil no e-commerce oficial da marca. “1,8 mil yuans (R$ 1,4 mil, na cotação atual), good price for you”, disparava Lin, cada vez mais agitada.



A cada negativa sobre o preço ou qualidade dos produtos, a chinesa subia o tom ao sentir que a venda estava longe de ser finalizada. Esse modus operandi é comum entre os vendedores de itens ilegais, que na primeira abordagem tentam ganhar os clientes na simpatia, mas ao ver o negócio cair por terra mudam drasticamente para um trato via agressividade. Em todas as lojas de falsificação visitadas pela reportagem, essa abordagem se repetia.


Sobre a “qualidade” da falsificação, isso dependerá de quanto o consumidor estiver disposto a desembolsar, e principalmente, qual o modelo e marca escolhido. Modelos mais “simples” podem custar a partir de R$ 200, mas as bolsas conhecidas como de “1ª linha” chegam a custar alguns milhares de reais, a depender da “exclusividade” da peça na sua versão original.


A especialista da ESPM pondera que essa oferta de diferentes qualidades e tipos de bolsas falsificadas - das piores às melhores - se dá pela demanda de cada um dos segmentos, que varia conforme o valor que cada tipo de cliente está disposto a pagar. “É a lei da oferta e da demanda. Se existem essas diferenças entre os produtos é porque há mercado consumidor”, diz.



Bolsas que custam em torno de R$ 30 mil são comercializadas na sua versão falsificada a partir de R$ 2 mil Foto: WESLEY GONSALVES/ESTADAO

A título de comparação, no mercado de “segunda mão”, de revenda de itens seminovos, uma bolsa do tipo Birkin da casa francesa Hermés pode custar entre R$ 55 mil e R$ 100 mil, a depender de especificações como tamanho, cor, itens de personalização e origem do couro. Em lojas espalhadas pelo centro de Xangai, uma copia da versão “clássica” da bolsa pode custar até R$ 30 mil.


Mesmo com os esforços das maisons internacionais contra a venda de produtos falsificados, esse mercado é responsável por movimentar alguns trilhões de dólares anualmente.


Dados da plataforma Business of Fashion, de 2022, apontam para uma movimentação de US$ 3 trilhões (R$ 17,43 trilhões), com aumento de 10 vezes ante 2013. Sem sinais de arrefecimento, o mercado de falsificados cresce e faz com que as vendas dos originais encolham. É o que aponta o levantamento European Union Intellectual Property Office Observatory (EUIPO, na sigla em inglês). De acordo com o órgão, em 2024, os mercados europeus perderam em média 10% em vendas anuais por causa das falsificações.


Conforme a entidade, ao analisar o período de 2018 a 2021, as vendas perdidas devido à falsificação no mercado inteiro foi de 5,2%, quase € 12 bilhões (R$ 72,5 bilhões, na cotação atual).



A oferta expressiva de produtos falsificados na maior cidade do país, pode ser vista como um reflexo da própria China figurar no pódio de países com maior produção desses itens. Segundo o relatório sobre mercado de falsificações do governo dos Estados Unidos, que produz o The Notorious Markets List, a China continua na dianteira dos principais produtores de falsificações.


Conforme o documento, gigantes chineses do e-commerce como WeChat, Taobao e Pinduoduo são alguns dos principais fornecedores desse tipo de mercadoria. O documento que coloca a no topo do ranking de venda de produtos falsificados também tem espaço para o Brasil. Segundo citado no relatório do governo americano, de janeiro deste ano, a rua 25 de Março, em São Paulo, é um dos principais pontos de venda de mercadoria falsificada no País.


Na avaliação de Sresnewsky, da ESPM, diferentemente de como o combate à pirataria e falsificação é feita hoje, realizada com foco nas apreensões locais e barreiras alfandegárias e fronteiras dos país separadamente, o trabalho para coibir esse mercado ilegal deveria ser fruto de um esforço coletivo, em grupos de nações, o até puxados por blocos econômicos, como o Mercosul, União Europeia, e outras entidades de relações econômicas dos países.


“De maneira mundial, é uma fraqueza legislativa global”, afirma. “Não adianta fechar a entrada de produtos e ter apreensão de cargas, desses produtos de uso pessoal de luxo. As grandes apreensões acontecem todo dia. Mas por mais que haja esse esforço, isso não é institucionalizado”, complementa.


Esse é um mercado difícil de mensurar, exatamente pela informalidade. Quanto mais informal o mercado é, mais difícil fica de levantar as informações sobre ele


Katherine Sresnewsky, especialista em mercado de luxo da ESPM


Abordagem agressiva e labirinto para chegar aos produtos



Na , a abordagem dos turistas acontece em frente às lojas de produtos originais que são copiados em larga escala. Ainda que de maneira sutil, para não despertar a atenção dos diversos policiais chineses que ficam à espreita nas ruas comerciais abarrotadas de visitantes, os contrabandistas chegam sorridentes, à primeira vista.


Depois de conseguir conquistar os possíveis compradores, ainda em uma linguagem que mistura um “inglês ruim” com gestos, os vendedores indicam a direção das lojas, que, quase sempre, ficam em avenidas próximas às vias principais de comércio, mas não perto o suficiente onde há policiamento mais pesado.


Na primeira “loja” visitada, a vendedora Li levou a reportagem por uma caminhada de quase um quilômetro, até chegar em um shopping de variedades. Ali, dois lances de escada rolante abaixo, no subsolo do imóvel, atrás dos boxes de vendas de roupas comuns, depois de uma porta de metal, havia uma sala abarrotada de bolsas falsas. Prada, Chanel, Louis Vuitton, Loewe, relógios da , Rolex, malas Rimowa, tênis da Gucci, todo tipo de peça. “Shoes and clock too” (sapatos e relógio -sic-), dizia a vendedora em inglês apontando para as caixas.


No local, compradores “discutiam” o preço de alguns itens. Um casal de americanos tentava comprar uma bolsa falsificada da Chanel, com o símbolo clássico da maison francesa, mais parecendo um G, do que um C. Com uma calculadora na mão, as contrabandistas mostravam o valor numérico e questionavam por uma contraproposta. “You! How much?”, instiga.




Mais ou menos falsas: as falsificações de “primeira linha”



Em uma segunda abordagem, a reportagem foi acompanhada por um homem, que não quis se identificar, e ficou encarregado de nos ciceronear até um shopping, cerca de 500 metros do centro de compras oficiais. No 10º andar do Ji Hotel, atrás de uma porta de metal, que mais parecia uma fechadura de cofre, estavam as primeiras falsificações, nem tão fidedignas assim.


Entre bolsas e sapatos, estavam itens da “New New”, “Prata”, “Dire”, que emulam , respectivamente, produtos das grifes italianas Miu Miu e Prada e da francesa Dior. Uma bolsa dessas, custava a partir de 300 yuans chineses - claro - a serem negociados para baixo, algo em torno de R$ 240 na cotação atual.


Ao serem questionados sobre a baixa qualidade das imitações pela reportagem, os vendedores se apressaram a buscar mais opções. Ainda diante da negativa sobre a qualidade dos produtos, o vendedor - que não quis se identificar - arranhava em português a frase “vem amigo” enquanto apontava para outra porta de metal entre as prateleiras. Atrás estavam as falsificações “de primeira” e também aquelas de preços mais altos.


Bolsas da Prada, tênis da Balenciaga, carteiras da Gucci, camisas da Moncler, e muito mais. A última parada da loja, guardava os itens mais “fidedignos” e que geraram mais negociação e mais agressividade por parte do vendedor ao ser contrariado em relação ao preço.


O ‘chanceler’ dos falsificados



Alvo de falsificações de todo nível de qualidade e detalhes, as bolsas da Hermès ganharam até um “chanceler” virtual que carimba quem estiver desfilando - e se gabando - de versões falsificadas das bolsas da grife. Com mais de 341 mil seguidores em sua conta do Instagram, o perfil anônimo “The Fake Birkin Slayer” tem como função desmascarar quem usa bolsas falsificadas, mostrando nomes, fotos e até os “@s” de famosos e anônimos endinheirados, incluindo vários brasileiros que já foram pegos na “malha fina” do perfil desfilando falsificações.


Nos “Stories” da rede social, a plataforma entrega e lista quem é consumidor de itens falsificados, o que já levou muitas “endinheiradas” a vir a público se justificar e se defender de que não é adepta de “réplicas” ou que não sabia quando comprou de segunda mão o item.


Cair na malha fina daqueles que consomem itens de luxo falsificados virou uma obsessão pelo mundo, em especial no País. Recentemente, o ator Caio Castro foi flagrado experimentando modelos de tênis falsificados em sua viagem à China. O artista acabou estampando as notícias de sites de fofoca diante do comportamento.



Katherine Sresnewsky desmistifica a ideia de que apenas os mais pobres consomem itens falsificados. Para além da sensação de pertencimento, a professora lembra que itens como bolsas e sapatos dessas grifes servem como marcadores sociais na nossa sociedade, porém, o que gera o desejo pelo item em si, mesmo que falsificado, não pela ideia de um produto de luxo, que passa pelo aspecto da exclusividade.


Ela também destaca que o verdadeiro consumidor do mercado de não passa nem perto desse tipo de falsificação, já que para esse perfil de consumidor, mais do que o produto, a busca é pela exclusividade e relação íntima com algumas marcas tão cobiçadas. “Para algumas pessoas, comprar o falsificado é como uma oportunidade. Talvez o grupo em que ela está inserida socialmente não saiba distinguir entre o verdadeiro e o falso”, dispara a especialista em luxo.


Impacto financeiro



Embora amplamente conhecido por todos os países, o impacto financeiro causado pelos criminosos em escala global ainda é difícil de ser compilado, segundo narram os especialistas.


Uma das razões: a informalidade, como explica a coordenadora do curso de publicidade e propaganda da ESPM e especialista em mercado de luxo, Katherine Sresnewsky. “Esse é um mercado difícil de mensurar, exatamente pela informalidade. Quanto mais informal o mercado é, mais difícil fica de levantar as informações sobre ele,” diz.


A professora destaca que os poucos dados disponibilizados pelas grandes companhias de pesquisa são limitados, e dão apenas “uma vaga ideia” desse contingente, uma vez que a análise é feita apenas com poucas informações vindas de algumas empresas de listadas no mercado de capitais, que exigem algum nível de transparência sobre os negócios e que - por conta própria - relatam prejuízos oriundos da pirataria.


https://www.estadao.com.br/economia/negocios/luxo-fake-por-dentro-do-mercado-roupas-e-bolsas-de-grife-falsificadas-na-china/

Mercado de cavalos

 O mercado de cavalos de salto está ganhando espaço como alternativa de investimento no Brasil, com o lançamento do primeiro fundo dedicado à modalidade pela Lifetime Asset Management, gestora vinculada ao BTG Pactual. A iniciativa, que teve origem no Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo, captou R$ 6,5 milhões em um fundo fechado com mais de 100 cotistas. O fundo investe na compra e desenvolvimento de cavalos jovens, com foco na valorização para revenda e proteção por meio de seguros. Em entrevista à Bloomberg Línea, Josian Teixeira, portfolio manager da Lifetime, destacou que sócios da hípica, após conhecerem o cavaleiro Marlon Zanotelli, viram no projeto uma forma de fomentar o segmento de luxo e obter retorno financeiro. Clique no link para saber mais.


https://tinyurl.com/4u64yf59

Eleição no Uruguai

Esquerdista Yamandú Orsi, candidato de Pepe Mujica, vence o segundo turno das eleições presidenciais uruguaias e comandará o Uruguai até 2030. O adversário Álvaro Delgado já reconheceu a derrota

O presidente eleito já foi parabenizado pelo atual chefe do governo, Luis Lacalle Pou; Lula também já parabenizou Yamandú.

O candidato esquerdista apoiado por Pepe Mujica confirmou o favoritismo do primeiro turno. A vitória dele também confirma a tendência das últimas pesquisas eleitorais divulgadas, que mostraram pequena vantagem nas intenções de voto. Com 100% das urnas apuradas, \Orsi obteve 49,84% dos votos contra 45,87% de Delgado.


https://oapolo.com/esquerdista-yamandu-orsi-candidato-de-pepe-mujica-vence-o-segundo-turno-das-eleicoes-presidenciais-uruguaias-e-comandara-o-uruguai-ate-2030/

Javier Milei

 Javier Milei aproveita o holofote global com sua agenda econômica e conexões internacionais, destacando-se como aliado próximo de Donald Trump. O presidente argentino busca reforçar sua posição com um acordo renovado com o FMI e atrair investimentos externos, essenciais para sustentar os avanços econômicos recentes, como a queda na inflação e a recuperação do peso. No entanto, enfrenta o desafio de manter o apoio interno em meio aos custos sociais de sua política de austeridade. Clique no link para saber mais.


https://tinyurl.com/4u7nexz3

Manchete 2 feira

 Manchetes desta segunda-feira


São Paulo, 25/11/2024 - A seguir, as manchetes desta segunda-feira dos principais jornais brasileiros e do mundo:


O Estado de S.Paulo (SP)


Suspeita de venda de sentenças atinge seis TJs e 23 magistrados


Folha de S.Paulo (SP)


Países precisam evitar choques com prudência fiscal, diz chefe do FMI


Valor Econômico (SP)


Governo usa banda de tolerância para cumprir meta de resultado primário


O Globo (RJ)


Financiamento para imóveis usados cai mais de 80%


The New York Times (EUA)


Fundo de transição para Trump mantém doadores ocultos


The Wall Street Journal (EUA)


Cook, da Apple, elaborou cuidadosamente conexão pessoal com Trump


Financial Times (RU)


Varejistas dos EUA estendem ofertas da Black Friday por semanas para atrair compradores desanimados


El País (ESP)


Governo ganha margem para Orçamentos e evitará reajustes no próximo ano


Correio Braziliense (DF)


Temporal causa prejuízos no Sol Nascente


Zero Hora (RS)


Aluguel residencial registra alta de 19% em 12 meses em Porto Alegre


A Tarde (BA)


Décimo terceiro salário vai injetar R$ 13,1 bilhões na economia baiana


Jornal do Commercio (PE)


Sport volta à elite do futebol brasileiro


Broadcast+

Matinal MZ

 🌎🇧🇷🇺🇸 Dia tem reunião de Lula e Haddad sobre corte de gastos


Os futuros em NY reagiam bem na noite de ontem à nomeação por Trump do novo secretário do Tesouro, Scott Bessent. Antes do feriado de Ação de Graças, que fecha NY na 5ªF e abrevia o pregão na Black Friday, os investidores conferem nos EUA a ata do último Fomc amanhã, o PCE de outubro e a revisão do PIB/3Tri. Os dados calibram as apostas para o Fed, após Powell ter dito não ter pressa em cortar os juros. Aqui, a agenda dos indicadores tem como destaque o IPCA-15 de novembro (3ªF) e os dados fiscais de outubro. O mercado entra nesta semana com a promessa de Haddad de que o pacote fiscal seja anunciado ainda hoje ou amanhã. Nesta 2ªF, a equipe econômica leva ao presidente Lula, às 10h, as minutas com as medidas de cortes de gastos, incluindo o acordo feito com a Defesa, depois de o governo ter anunciado tarde da noite de 6ªF um novo bloqueio de R$ 6 bilhões no Orçamento para cumprir a meta fiscal. (Rosa Riscala)


👉Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️06h00 – Alemanha/Ifo: Índice de sentimento das empresas em novembro

▪️08h25 – Brasil/BC: Relatório Focus

▪️10h30 – EUA/Fed de Chicago: Índice de atividade nacional em outubro

▪️15h00 – Brasil/Mdic: Balança comercial semanal 


Eventos

▪️10h00 – Lula recebe Haddad, Rui Costa e Esther Dweck para discutir minuta do corte de gastos

▪️15h00 – Lula recebe 12 ministros, entre eles Haddad, Costa (Casa Civil), José Múcio (Defesa), Camilo Santana (Educação) e Nísia Trindade (Saúde)

▪️19h00 – Brasil/BC: Diretores Diogo Guillen, Ailton Aquino e Otavio Damaso participam de jantar da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em SP


🔎 Veja os principais indicadores às 5h40 (horário de Brasília):


🌏 EUA

Dow Jones Futuro: +0,59%

S&P 500 Futuro: +0,43%

Nasdaq Futuro: +0,45%

🌏 Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,11%

Nikkei (Japão): +1,30%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,41%

Kospi (Coreia do Sul): +1,32%

ASX 200 (Austrália): +0,28%

🌍 Europa

FTSE 100 (Reino Unido): +0,35%

DAX (Alemanha): +0,42%

CAC 40 (França): +0,58%

FTSE MIB (Itália): +0,07%

STOXX 600: +0,33%

🌍 Commodities

Petróleo WTI, -1,02%, a US$ 70,51 o barril

Petróleo Brent, -0,88%, a US$ 74,51 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,84%, a 781,50 iuanes (US$ 107,85)

🪙 Criptos

Bitcoin, +1,61%, a US$ 98.330,31


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Lava Jato

 🇺🇸🇧🇷 The New York Times 

A Lava Jato começou em 2014 e seus investigadores descobriram que "algumas das maiores empresas do Brasil — incluindo um grupo por trás da gigante da carne JBS, da Petrobras e da Odebrecht — estavam pagando propinas para autoridades no poder na América Latina e na África em troca de contratos lucrativos de governos. Descobriram que o esquema envolvia no mínimo US$ 3 bilhões em propinas, muitas das quais eram lavadas através de esquemas como o Lava a Jato de Brasília."

As decisões do STF desfazendo a operação estão tendo uma "reação em cascata na América Latina, levando a anulações de ao menos 115 condenações no Brasil, de acordo com grupos anticorrupção. As reversões também lançam dúvida sobre outros casos no Panamá, Equador, Peru e Argentina, incluindo as condenações de vários ex-presidentes."

"O desfazer da Lava Jato é agora uma conclusão triste para uma investigação que foi vista antes como uma mudança de maré para a América Latina, com a promessa de arrancar pela raiz a corrupção sistêmica que havia apodrecido as fundações de governos."

Sobre o Brasil: “Uma das maiores repressões à corrupção na história recente está sendo silenciosamente eliminada. A Suprema Corte do Brasil está descartando evidências importantes, deixando de lado grandes condenações e suspendendo bilhões de dólares em multas”.
 "A maioria das decisões para reverter a Operação Lava Jato foram feitas por um único ministro do STF, José Antonio Dias Toffoli."

"Antes de entrar no Supremo, ele trabalhou como advogado para o partido político do sr. Lula e, depois, como conselheiro de Lula enquanto presidente."

"O ministro também foi ligado à investigação que ele agora está desmantelando. Em 2019, Marcelo Odebrecht, o chefe executivo da Odebrecht, gigante brasileira da construção, deu o nome do ministro Toffoli em um depoimento à polícia sobre o esquema de corrupção na empresa, sugerindo que o juiz pode ter tido um papel, de acordo com notícias locais."

"Depois que reportagens o ligaram ao esquema, o ministro Toffoli tomou a decisão muito atípica de conceder ao Supremo a autoridade de abrir seu próprio inquérito a respeito de ataques contra o próprio tribunal."

"Ele chamou a investigação de Inquérito das Fake News, e em um de seus primeiros atos, um ministro seu colega Moraes mandou que uma revista Crusoé censurasse uma reportagem ligando o ministro Toffoli à Lava Jato."

"O ministro Toffoli continua resistente a críticas. Este ano, ele abriu uma investigação criminal contra a Transparência Internacional, um grupo anticorrupção com sede em Berlim, depois que o grupo criticou suas decisões de anular sentenças da Lava Jato."

 Toffoli "tentou anular todas as condenações criminais contra o sr. Odebrecht, o ex-chefe executivo, mas foi vencido por colegas do Supremo".

"O ministro Toffoli também suspendeu US$ 3,2 bilhões de multa contra a empresa controladora da JBS. (Críticos notaram que a esposa do ministro Toffoli trabalhou como advogada para a firma de advocacia em outros casos.)"


Bankinter Portugal Matinal 2511

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Nova Iorque está há 5 sessões a subir, com a volatilidade em baixa, fixando-se em ca.15%, que é muito pouco. Isso marca tendência de consolidação em positivo, assumindo todos os riscos abertos, incluindo geoestratégia mais tensa. As obrigações reagiram muito bem nas últimas horas à designação do novo Secretário do Tesouro com Trump, Scott Bessent, porque poderá servir de contenção a este sobre dívida e défice fiscal. E P. Lane (BCE) afirmou que “a política monetária não deverá permanecer restritiva durante muito tempo”, insinuando descidas de taxas de juros… que o mercado já tem descontadas, em declarações que, em todo o caso, deverão apreciar um pouco o euro e animar as bolsas europeias. 

 

Na prática, esta semana tem apenas 3 dias úteis, porque Nova Iorque está fechada na quinta-feira (Ação de Graças) e na sexta-feira só abre a meia-sessão (Black Friday). Quarta-feira será o dia de maior interesse do ponto de vista macro (a temporada de publicação de resultados terminou com um saldo de EPS +8,4% vs +5,1% esperado, em empresas americanas), porque será publicado o Deflator do Consumo Privado (PCE) americano, previsivelmente a aumentar, tanto na Taxa Geral (+2,3% desde +2,1%) como na Subjacente (+2,8% vs +2,7%). E o mercado não irá gostar muito disso, porque contribuirá para arrefecer as expetativas de descidas de taxas de juros da Fed, cujo nível terminal (isto é, Taxa Diretora, uma vez terminado o trabalho) acabamos de rever em alta até ao intervalo 3,50/3,75% - 3,75/4,00% desde 3,00/3,25% estimado antes da vitória de Trump.  

 

Em paralelo e para fechar a semana em todos os sentidos, na sexta-feira sairá uma inflação europeia muito provavelmente também a aumentar até +2,3% desde +2,0%, inclusive a Taxa Subjacente (+2,8% vs +2,7%, exatamente igual à americana). Nesse dia teremos sessão normal na Europa, mas só meia-sessão em Nova Iorque, portanto a atividade será baixa, de pouco volume. Isso significa que a Europa sentir-se-á um pouco desorientada e o aumento da inflação poderá afetar mais do que o normal umas bolsas que provavelmente tenderão a dar 2024 quase por terminado, com tendência a realizar lucros de forma preventiva e para um hipotético reposicionamento para 2025 desde preços mais atrativos dentro de uns dias. É provável que durante uns dias se imponha uma sensação de retirada parcial, porque o custo de oportunidade parece baixo: há pouco a ganhar e talvez um pouco mais a perder, com riscos assimétricos. Mas nada de mais, antes uma falta de incentivo e de vontade de correr riscos perante uma inflação que aumenta, umas taxas menos baixas e um prémio de risco superior por geoestratégia. Porque hoje poderá, ainda, subir um pouco. 

 

S&P500 +0,4% Nq-100 +0,2% SOX -0,2% ES-50 +0,7% IBEX +0,4% VIX 15,2% Bund 2,25% T-Note 4,34% Spread 2A-10A USA=+0pb B10A: ESP 2,98% PT 2,74% FRA 3,06% ITA 3,51% Euribor 12m 2,489% (fut.2,042%) USD 1,045 JPY 161,5 Ouro 2.667$ Brent 74,7$ WTI 70,7$ Bitcoin -0,9% (98.282$) Ether +0,3% (3.386$). 

 

FIM

STF x Bolsonaro

 *FOI AÍ QUE COMEÇOU A PERSEGUIÇÃO….

Em abril de 2019, Itaipu cancelou o patrocínio da empresa de palestras de Gilmar Mendes em Portugal.

No mesmo mês foi exonerada do Conselho de Itaipu a ex-mulher de Gilmar Mendes.


O cancelamento desses contratos selou o destino de Lula e Bolsonaro.

O ministro Gilmar Mendes entendeu que Bolsonaro não poderia se reeleger de jeito nenhum, sob pena de estar inviabilizado seu esquema de lavagem de dinheiro em forma de palestras.


Gilmar decidiu, então, que tinha que soltar Lula e dar condições de elegibilidade para ele pq esta era a forma de prosseguir com seus esquemas em Portugal.

Por ser corrupto Lula entenderia tudo e atenderia Gilmar sem problemas.

Este, aliás, foi o motivo pelo qual os dois se encontraram,

em caráter reservado, em Portugal logo depois das eleições.


Ambos contratos, extintos por Bolsonaro, haviam sido feitos por Temer, logo após Gilmar Mendes ter dado o voto de minerva naquele julgamento do TSE que propiciou que Temer fosse Presidente. Gilmar bateu o martelo em favor de Temer ao dizer que a chapa eleitoral Temer/Dilma podia ser dividida.


Passemos a analisar o esquema de Gilmar.

O patrocínio de milhões vindos de Itaipu não passa por auditoria aqui no Brasil pq a empresa é binacional. 

O dinheiro segue diretamente para Portugal, pelo que tbm não entra no radar da Receita Federal.


Aí ministros que aceitam vender sentenças no Brasil acabam recebendo o Pagamento em Portugal.

Para tanto tiram CPF europeu e abrem uma conta em

um banco em Portugal.

A seguir, são convidados pra dar palestras pra ninguém em Portugal na empresa de Gilmar. 

E a fictícia palestra é paga no Banco de Portugal, razão porque o dinheiro não precisa ser declarado no imposto de renda.


E os ministros que participam do esquema ficam com milhares de euros pra torrar com a família na Europa.

E por causa dessa lama toda os brasileiros acabaram sendo vítimas de uma eleição decidida nos bastidores e posta na mesa pra eleger um corrupto, sem a menor preocupação com o fato de que ele e o seu partido irão destruir o país. 


E pra manter a farsa, os ministros acabaram tendo que dobrar a meta e impor a censura e as prisões pra quem se insurgir.


Para quem não entendia pq os ministros do STF mudaram radicalmente seus votos nos processos da lava jato, está aí a explicação. 

🤡🤡🤡🤡


https://www.estadao.com.br/politica/itaipu-cancela-r-42-milhoes-em-contratos-inclusive-patrocinio-para-forum-de-gilmar-mendes/

Sem falar q o nome de Dias Toffoli apareceu nas planilhas da Odebrecht 🤷🏻‍♀️ e eles precisavam impedir as investigações da PF nos CPFs do STF 😤

Mercado com menor margem

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