domingo, 10 de novembro de 2024

Leitura de Domingo 2 OESP

 Leitura de Domingo: Risco de cenário global para bancos brasileiros não é claro, avalia Moody's


Por Matheus Piovesana


São Paulo, 07/11/2024 - Ainda não está claro como uma possível restrição das condições financeiras globais pode afetar os bancos brasileiros, mas não é de se esperar um aperto na ponta da captação, em que o mercado doméstico consegue suprir com folga as necessidades de capital das instituições. A avaliação é da agência de classificação de risco Moody's, que vê os bancos locais buscando crescimento, mas de forma moderada e junto a públicos conhecidos.


"Esse risco hoje não está claro. Os bancos brasileiros têm uma liquidez doméstica extremamente abundante, e isso tem trazido um benefício muito grande", disse ao Broadcast a analista sênior de crédito da Moody's, Ceres Lisboa. "Eles não dependem dessa volatilidade externa e isso também dá apoio para crescer crédito."


Na quarta-feira, 6, a confirmação da vitória do ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos causou estresse em ativos locais como o real e os juros futuros. No final do dia, o dólar perdeu força e caiu, mas os temores de mais inflação e juros mais altos devido à agenda protecionista e de corte de impostos de Trump se mantiveram.


Como mostrou a reportagem, na visão de analistas e dos próprios bancos, esses riscos devem atingir aos bancos locais de forma indireta. Os balanços devem ser pressionados caso o dólar mais forte se confirme, o que poderia gerar inflação no Brasil e obrigar o Banco Central a manter os juros altos por mais tempo.


Ceres afirma que os principais limitadores para os bancos são locais. A curva futura de juros, por exemplo, tem subido este ano diante de dúvidas do mercado sobre o rumo das contas públicas brasileiras. Para ancorar as expectativas de inflação, o BC brasileiro tem elevado os juros na contramão das autoridades monetárias de outras economias, inclusive o Fed (o Banco Central americano), que acaba de reduzir os juros da economia americana em 0,25 ponto porcentual.


Captações externas


A analista da Moody's diz que o cenário incerto não fecha as portas para captações externas pelos bancos. Na visão dela, o que encarece as colocações é o juro mais alto dos últimos dois anos, fator equilibrado pelo peso que nomes como Itaú Unibanco e Banco do Brasil têm no exterior.


Outro fator que restringe captações no exterior é a liquidez ampla no mercado local. "Se os bancos forem calcular o custo dessa captação, o da captação local ainda ganha, e tem bastante abundância", diz ela.


Contato: matheus.piovesana@broadcast.com.br


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Leitura de domingo 1 OESP

 Leitura de Domingo: Não podemos ficar reféns da relação com os EUA, diz Carlos Fávaro


Por Isadora Duarte


Brasília, 06/11/2024 - O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil tem de respeitar a posição mais protecionista do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que não deve ficar refém dessa relação. "Ele fez uma campanha numa plataforma mais protecionista. Queremos ter relações comerciais com toda a América do Sul, com os Estados Unidos, com a Europa, mas também não precisamos ficar reféns dessa situação. O fortalecimento do Brics e o fortalecimento dos países do Sul Global são fundamentais para ampliarmos as nossas negociações", disse Fávaro a jornalistas no Uruguai, onde cumpriu agenda nesta quarta-feira.


O ministro afirmou ter "quase convicção" de que algumas declarações e posições de Trump tendem a ficar restritas ao período eleitoral. "A eleição talvez se exacerbe algumas manifestações, mas a realidade governando é outra. Por isso, eu tenho certeza que os Estados Unidos continuarão tendo um protagonismo importante para o mundo, para a América Latina, para a Ásia e para o Oriente Médio na nova gestão de Donald Trump", observou.


Para Fávaro, uma ampliação das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com os países do Sul Global "supera qualquer protecionismo" a ser adotado por outros países. "Neste Sul Global, temos grande densidade populacional com Índia, China, Japão, toda a Ásia, além de todo o Oriente Médio com países com muitos recursos. E temos a América do Sul com grande densidade populacional e países bem estabilizados", ponderou o ministro.


Contato: isadora.duarte@estadao.com


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Dominância fiscal

 Dominância fiscal:

Tradução 

É quando vc precisa de juros mais altos p controlar a inflação, mas a dívida pública já chegou num ponto tão alto em relação ao PIB q, para pagá-los, precisa-se de um superavit primario tão alto, q a única maneira de se fazer o ajuste é via inflação. 


É o ponto em q estamos chegando. 


7% de juro real por ano, numa divida q representa 80% do pib. São 8.75% do pib com juros.


E o PT decidindo se o resultado primario desejado é deficit de 0.25% do Pib, ou zerado.


Já se vão 40 anos de redemocratizacao e ainda não aprenderam o básico do básico.

Estabilidade...o mal maior

 Vai🇧🇷



https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/estabilidade-de-servidores-no-brasil-chega-a-65-do-total-na-suecia-a-1.shtml

Ailton Braga

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