sábado, 31 de maio de 2025

Psulo Roberto de Almeida

 "" *A despedida insólita de um aspone excêntrico* 


Musk, que deixa de comandar ao trabalho de sapa que vinha conduzindo desde janeiro, é apenas o desvario mais evidente de uma tropa de assessores excepcionalmente desqualificados para as funções que mal exercem, sempre vigiados e totalmente submissos a outros desvarios próprios ao ignorante, incompetente e malvado chefe que desgoverna uma grande nação. 


Seus eleitores, fascinados com a conversa enganosa da restauração de glórias antigas, não atilam adequadamente sobre o mal que os atingem, mas é preocupante para o mundo que os plutocratas econômicos e os grandes caciques políticos não sejam capazes de atuar de modo decisivo para conter a sanha destrutiva do personagem. 


É evidente a todos os observadores mais atentos que o ególatra no poder está destruindo tudo o que o império construiu pacientemente (e com alguns golpes por vezes mais contundentes) ao longo das últimas oito décadas, inclusive a sua capacidade de liderança. 


Forças adversas contemplam o desmantelamento do multilateralismo perpetrado pelo megalomaníaco como forma indireta de reforçar o seu próprio poder sobre instituições e mecanismos de relações internacionais, abrindo espaço para a tal “nova ordem global multilateral” que pretendem criar. 


Vai deixar terra arrasada atrás de si.


Do ponto de vista das potências médias que contemplam o trabalho de destruição da ordem em vigor, algumas se coordenam entre si para reforçar a capacidade de resistência, embora algumas outras, mal avisadas por suas lideranças ignorantes ou mal instruídas pela diplomacia profissional, insistem em se aliar a um ou aos dois impérios alternativos.


A história não se repete; ela pode até rimar, como pretendem alguns. Mas, dado seu caráter insólito e totalmente imprevisível, ela pode dar alguns soluços bizarros, sob a ação de fatores contingentes, como os que atualmente se apresentam, sob a forma de cleptocratas imperiais e agressivos e de auxiliares solícitos insuspeitados."


Embaixador Paulo Roberto Almeida


Brasília, 31/05/2025

Tiro no pé

 Alguém pode achar normal termos um Congresso com isso que aparece na matéria do José Casado?


“TIRO NO PÉ

Motta e Alcolumbre são lenientes com a delinquência parlamentar

José Casado – Veja, 31/05/25


— Pois não, babaca. Quem falou aí? Paulo Fernando dos Santos, 65 anos, advogado de formação, mais conhecido como Paulão do PT, de Alagoas, não gostou da interrupção do discurso na tribuna da Câmara. 


— Fui eu — respondeu Gilvan Aguiar Costa, 46 anos, policial federal eleito como Gilvan da Federal pelo Partido Liberal do Espírito Santo. 


— Obrigado, babaca. Você tem de aprender o que é democracia… — devolveu o petista. 


— Babaca é você — cortou Gilvan. — Eu tenho nojo, eu tenho asco de vocês da esquerda, do PT e do PSOL. 


Um deputado desfilava no salão equilibrando na cabeça um velho exemplar encadernado da Bíblia. Manoel Isidorio de Santana Junior, 60 anos, eleito pelo Avante da Bahia, é um policial militar que se diz um “ex-gay” convertido em pastor evangélico. 


No corredor central, João Chrisóstomo de Moura, 63 anos, coronel do Exército na reserva eleito pelo PL de Rondônia, usava o microfone para reafirmar a própria virilidade, acompanhado pela câmera do telefone de um assessor: 


— Eu sou machão, eu sou machão… Olhem bem, vocês da esquerda, cuidado quando falarem contra mim, eu sou machão, sou indígena, sou filho de tukano, com “k”, e sou brabo mesmo. 


Cenas assim agora são rotineiras nos plenários da Câmara e do Senado, transformados em estúdios de produção do marketing parlamentar voltado às redes sociais. Dissipa-se a essência do debate legislativo numa atmosfera desatinada, onde o novo normal é abjurar a civilidade e a regra básica é o desrespeito irrestrito aos adversários. 


A culpa, em parte, é dos chefes do Legislativo, que relutam na aplicação das regras de ordem e decoro parlamentar. Caso exemplar foi a emboscada no Senado contra Marina Silva, ministra do Meio Ambiente. 


Ela já havia sido atacada pelo senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, que não gostou de suas propostas sobre a política ambiental, apresentadas numa reunião do Senado: 


— Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la. 


A truculência motivou queixas no plenário, nove semanas atrás. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, contemporizou. Discursou sobre as próprias divergências com a ministra sobre exigências ambientais para prospecções da Petrobras no litoral do seu estado, o Amapá. E relativizou a “brincadeira” sobre enforcamento do “meu irmão” e “meu amigo”, que é líder do PSDB no Senado: — Tenho certeza absoluta de que o nosso querido senador Plínio Valério vai rapidamente pedir desculpas e recompor essa fala infeliz em relação à ministra. 


Valério foi ao microfone, desafiador: — Se você perguntar: “Faria de novo?”. Não. “Mas se arrepende?” Não, foi uma brincadeira (…). Eu passei seis horas e dez minutos tratando-a com decência. Por ser mulher, por ser ministra, por ser negra, por ser frágil, foi tratada com toda a delicadeza, ela sabe disso. Acusar-me de machismo é até engraçado. 


A senadora Eliziane Gama, do PSD do Maranhão, interveio: — Eu peço a você que peça desculpas à Marina. 


Valério insistiu: 


— Mas de quê? De quê? 


Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, se exasperou: — O que nós vivemos hoje é a banalização da forma de tratamento com relação à mulher. E esta Casa tem que dar o exemplo, a gente tem que dar o exemplo. 


Do fundo do plenário veio um grito de Marcio Bittar, do União Brasil do Acre, que defendia Valério: 


— A gente, não! 


Leila Barros devolveu em voz alta: 


— A gente, sim! Você está defendendo, passando a mão na cabeça dele e achando normal, está defendendo. Vamos parar de justificar um comportamento inaceitável — inaceitável! Não dá mais para aceitar isso. 


A aversão às mulheres na política tem sido constante na retórica legislativa. A leniência com agressores também. Em março, ao criticar comentários machistas de Lula numa reunião com os presidentes do Senado e da Câmara, o deputado Gustavo Gayer, do Partido Liberal de Goiás, chafurdou no grotesco ao falar sobre a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais. 


O presidente do Senado protestou em público e anunciou processo por falta de decoro. Talvez tenha esquecido, porque quase três meses depois o Conselho de Ética ainda não recebeu nenhuma queixa sua contra o deputado Gayer. Também não há registro de pedido de sanção feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. 


A leniência de Motta e Alcolumbre com a delinquência parlamentar é tiro no pé porque a anarquia corrói a credibilidade institucional. E uma das consequências inevitáveis da degradação é a liquefação do poder dos chefes do Legislativo.”

XP Bom dia 3105

 News XPress


Brasil

Mesmo diante da pressão no Congresso para que o governo apresente uma alternativa para o aumento do IOF, os jornais reportam que a equipe econômica acredita que o decreto não será derrubado (https://tinyurl.com/4kkf7mbp) e avalia a viabilidade de manter a medida em 2025 e negociar uma proposta com novos mecanismos apenas para 2026 (https://tinyurl.com/28ytmmuu e https://tinyurl.com/255pxpey) – Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, confirmou que essa é uma possibilidade que “está à mesa” (https://tinyurl.com/2vku6hck). O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que a receita gerada com a majoração do tributo é “imprescindível” para a execução orçamentária deste ano e que, até o momento, não há alternativa para a medida (https://tinyurl.com/3ywtdafn). Já o secretário-executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, disse que agora não é o momento de “fechar nenhuma porta”, inclusive em termos de diminuição de despesas, para possíveis alternativas ao IOF (https://tinyurl.com/ycxwz9hp).

As declarações foram dadas após o presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçar que o governo terá um prazo de dez dias para apresentar uma proposta e que, caso a Fazenda decida seguir com o aumento do IOF, o Congresso poderá pautar o PDL para sustar a medida. Motta destacou que há “um esgotamento” na Casa com a majoração de impostos e que o ideal seria avançar em frentes "mais estruturantes”. Neste sentido, defendeu discutir pautas como a revisão de isenções fiscais, a desvinculação das receitas e uma reforma administrativa “que traga mais eficiência da máquina pública” (app: https://bit.ly/4mynPxz e desktop: https://tinyurl.com/3kufccfh). Também cobrou que o presidente Lula entre no debate (https://tinyurl.com/bdu8vutw) e disse ter deixado claro para o ministro Fernando Haddad que o ambiente no Congresso é pela derrubada do decreto (https://tinyurl.com/3r552jwp). Segundo a Folha, líderes da Câmara querem que Haddad participe do próximo encontro do colegiado, marcado para 10 de junho, para um novo debate sobre o tema (https://tinyurl.com/bden4ert). A Bloomberg também afirma que, na visão da equipe econômica, a revogação da medida, sem novas alternativas de receita, levaria o congelamento de despesas deste ano a um patamar considerado como insustentável -- ainda assim, de acordo com a nota, uma mudança na meta de 2025 não é colocada como alternativa (https://tinyurl.com/9w56jtpy).

E, seguindo no Congresso, ontem Motta anunciou a criação do grupo de trabalho para debater a reforma administrativa na Casa. De acordo com ele, o objetivo é ter a proposta apresentada em até 45 dias e levar o texto a plenário ainda no primeiro semestre, antes do recesso de julho (https://tinyurl.com/4ydnk89u). Já a Folha reporta que a cúpula do Congresso tem manifestado críticas à maneira como foi apresentada a parlamentares a MP da reforma do setor elétrico e que a expectativa é que o texto sofra alterações ao longo de sua tramitação – até agora mais de 600 emendas já foram apresentadas (https://tinyurl.com/bdeha989).

Agenda BCB: Diogo Guillen se reúne individualmente com o mercado às 9h e às 10h para tratar de conjuntura. Nilton David faz o mesmo às 9h, às 10h e às 14h30.

Agendas de Lula e Haddad: Lula participa de cerimônia para lançamento do programa Mais Especialistas, às 11h (https://tinyurl.com/4z92jw64), e se reúne com o ministro Rui Costa, às 15h. A agenda de Haddad não havia sido atualizada até a publicação deste material.

Agenda local de dados: Às 8h30 o BCB divulga o resultado do setor público de abril, com o mercado projetando superávit primário de BRL 18,8 bi e a XP, de BRL 18,6 bi. O consenso é de avanço da dívida líquida de 61,6% para 61,7% do PIB. Às 9h o IBGE divulga o PIB do primeiro trimestre, com o mercado projetando 1,5% t/t e 3,1% a/a e a XP, 1,6% t/t e 3,1% a/a – publicamos na semana passado uma nota detalhando nossas projeções (https://tinyurl.com/3trkstkw). Hoje a Aneel divulga a bandeira tarifária a ser adotada em junho, mas não há horário definido para o anúncio.

Tarcisio e Bolsonaro

 *Tarcísio exalta Bolsonaro no STF, nega trama golpista e é poupado por Moraes e Gonet*


Governador depõe nesta sexta-feira como testemunha chamada pela defesa do ex-presidente da República


30.mai.2025 às 8h42


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta sexta-feira (30) ao STF (Supremo Tribunal Federal) ter conhecimento de qualquer articulação golpista durante o fim do governo Jair Bolsonaro (PL).


Durante o depoimento como testemunha no caso da trama golpista de 2022, o ex-ministro de Infraestrutura cotado para disputar a eleição presidencial no ano que vem exaltou o ex-presidente e disse que a preocupação dele no período era "que a coisa desandasse".


"O único comentário [de Bolsonaro] era que lamentava. Foi um período de situações difíceis, crises graves, Brumadinho, Covid, crise hídrica, guerra da Ucrânia e todas elas da melhor forma possível, terminamos com superávit. A preocupação era que a coisa desandasse, uma preocupação com o futuro do país", disse o governador paulista.


Em uma participação curta na sessão do Supremo, de menos de 10 minutos, Tarcísio disse ter se encontrado com Bolsonaro nos dias 15 e 19 de novembro e 10, 14 e 15 de dezembro de 2022.


"Falamos também da montagem do secretariado aqui em São Paulo. E a gente sempre conversava sobre isso basicamente. O presidente sempre esteve comigo no sentido de orientar, preocupado que eu acertasse também, preocupado também em transmitir a experiência dele", afirmou.


Apenas o advogado Celso Vilardi, da defesa de Bolsonaro, fez perguntas ao governador. As defesas dos outros réus, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes optaram por não fazer questões.


FolhaJus


A estratégia de exaltar o governo Bolsonaro durante audiência no Supremo foi usada também pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil. Indicado como testemunha de Anderson Torres, o político disse que foi orientado pelo ex-presidente para fazer a transição de governo.


"A transição nos decepcionou pela falta de interesse em informações sobre o país. Mas foi tudo dentro da normalidade, o presidente [Bolsonaro] em momento nenhum quis obstaculizar a transição", disse Ciro.


Tarcísio foi ministro da Infraestrutura de janeiro de 2019 a março de 2022. Ele deixou o cargo para concorrer ao governo de São Paulo, sob a benção de Bolsonaro. Foi um dos integrantes do primeiro escalão mais aclamados pelo ex-presidente, com quem mantinha relação próxima.


O governador bolsonarista tem repetido a aliados que nunca ouviu o ex-presidente falar em golpe, enquanto distorce e omite fatos ocorridos no período e estava ao lado de Bolsonaro em alguns dos momentos mais agudos de ataques antidemocráticos às instituições.


Ao defender Bolsonaro diante das investigações da Polícia Federal, Tarcísio já disse que "o presidente respeitou o resultado da eleição", o que nunca ocorreu, e que a posse de Lula "aconteceu em plena normalidade e respeito à democracia", o que também é outra distorção diante dos fatos.


O ex-ministro foi ao menos cinco vezes ao Palácio do Alvorada no fim de 2022, após Bolsonaro perder a eleição para Lula (PT), segundo os registros da portaria da residência oficial da Presidência da República.


O depoimento do governador era um dos mais esperados. Mesmo fora do governo nos últimos meses de 2022, Tarcísio esteve ao lado de Bolsonaro em alguns dos momentos mais agudos de ataques antidemocráticos às instituições.


Tarcísio já afirmou não ter identificado intenção golpista nos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas, manteve-se em silêncio ao lado do aliado durante parte dessas manifestações e minimizou agressões verbais do ex-presidente ao STF. Por outro lado, o governador tenta se equilibrar entre uma relação cordial com ministros do tribunal e a base bolsonarista.


Uma das expectativas geradas antes do depoimento era sobre como seria a interação de Moraes com Tarcísio. Os dois têm boa relação. O ministro do Supremo, porém, tem sido duro nos depoimentos com testemunhas que distorcem fatos narrados na denúncia ou que emitem opiniões para defender aliados.


O perfil de Moraes ficou evidente com a insinuação de que o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, mentia em juízo e chegou ao ápice quando Moraes ameaçou prender o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo por desacato.


Na Presidência, Bolsonaro acumulou uma série de declarações golpistas às claras, provocou crises entre os Poderes, colocou em xeque a realização das eleições de 2022, ameaçou não cumprir decisões do STF e estimulou com mentiras e ilações uma campanha para desacreditar o sistema eleitoral do país.


Após a derrota para Lula, incentivou a criação e a manutenção dos acampamentos golpistas que se alastraram pelo país e deram origem aos ataques do 8 de Janeiro.


Nesse mesmo período, adotou conduta que contribuiu para manter seus apoiadores esperançosos de que permaneceria no poder e, como ele mesmo admitiu publicamente, reuniu-se com militares e assessores próximos para discutir formas de intervir no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e anular as eleições.


A defesa de Bolsonaro nega a participação do ex-presidente em crimes e argumenta, entre críticas à denúncia da PGR, que não há provas de ligação entre a suposta conspiração iniciada no Palácio do Planalto, em junho de 2021, e os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023.

Moody rebaixa Brasil

 *Moody's rebaixa perspectiva de nota do Brasil por causa de "vulnerabilidades fiscais"*


A agência de classificação de risco Moody's rebaixou sua perspectiva para o Brasil de positiva para estável.

O rating para o país foi mantido em BA1, mas a capacidade do país de reduzir "vulnerabilidades riscais e estabilizar a dívida no curto prazo" parece limitada para a agência. A Moody's afirmou, ainda, que a rigidez dos gastos seria o limitador principal.

O relatório da agência menciona uma "deterioração acentuada na capacidade de pagamento da dívida" e um "progresso mais lento do que o esperado na resolução da rigidez dos gastos e na construção de credibilidade em torno da política fiscal, apesar do cumprimento das metas de resultado primário".

Após a divulgação da mudança na perspectiva de nota, o Ministério da Fazenda afirmou que o governo reafirma seu compromisso com uma melhoria contínua dos resultados fiscais e com o aprofundamento do processo de reformas estruturais.

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...