sábado, 4 de julho de 2026

Semana que vem

 TERMÔMETRO BROADCAST BOLSA: MAIORIA DO MERCADO APOSTA EM QUEDA DO IBOVESPA NA SEMANA QUE VEM [Termômetro]


São Paulo, 03/07/2026 - O mercado ampliou o pessimismo em relação ao desempenho do Ibovespa na próxima semana, segundo o Termômetro Broadcast Bolsa. Na pesquisa desta sexta-feira, 57,14% dos participantes projetam queda do principal índice da B3, ante 50% no levantamento anterior. As apostas em estabilidade recuaram de 33,33% para 28,57%, enquanto as projeções de alta diminuíram de 16,67% para 14,29%. Até as 14h30, horário limite para envio das respostas, o Ibovespa acumulava avanço de 0,68% na semana.


Na semana que vem, a agenda doméstica terá como destaque a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, na sexta-feira, 10. Antes disso, os investidores acompanharão, na terça-feira, 7, o IGP-DI de junho, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), além do leilão de títulos públicos do Tesouro e dos dados de produção de veículos da Anfavea. Na quarta-feira, 8, o Banco Central divulgará o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), enquanto a quinta-feira, 9, reserva a primeira prévia do IGP-M de julho e o novo leilão do Tesouro.


Nos Estados Unidos, o principal evento da semana será a divulgação da ata da reunião de junho do Fomc, na quarta-feira, que poderá oferecer novas pistas sobre a avaliação dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) em relação à inflação, à atividade econômica e aos próximos passos da política monetária americana. Antes disso, na segunda-feira, 6, serão divulgados o PMI de serviços da S&P Global e o ISM de serviços, acompanhados de discurso do diretor do Fed Christopher Waller. Na terça-feira, o mercado conhecerá a balança comercial de maio. Ao longo da semana, também estarão no radar os pedidos semanais de auxílio-desemprego, discursos de dirigentes do Fed, incluindo John Williams e Lorie Logan, além dos leilões de títulos do Tesouro americano de 10 e 30 anos.


No cenário internacional, a atenção também deverá estar voltada aos índices de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de junho da China, e aos desdobramentos para o fim das tensões entre Irã e Estados Unidos.


O Termômetro Broadcast Bolsa tem por objetivo captar o sentimento de operadores, analistas e gestores para o comportamento do Ibovespa na semana seguinte. A ideia é mostrar para o leitor a percepção dos profissionais - e não das instituições financeiras - a partir da resposta para pergunta: Qual o sentimento para o Ibovespa na próxima semana? As alternativas apresentadas são de variação positiva, negativa ou neutra.


A pergunta é enviada às quintas-feiras e as respostas devem ser encaminhadas até as 14h30 da sexta-feira. Após o encerramento do período, o departamento de Dados da Broadcast calcula o porcentual obtido a partir de cada uma das opções apresentadas pelo Termômetro. As respostas individuais dos participantes ficam em sigilo e os jornalistas não têm acesso a elas. A publicação dos resultados é feita nos serviços em tempo real da Broadcast às sextas-feiras.

Brasil - Destaque da Semana - Desaceleração da Atividade By Dan Kawa 0407

 Os indicadores de atividade finalmente começam a sinalizar uma desaceleração mais clara da economia brasileira. O CAGED, a PNAD e a produção industrial (divulgada hoje) de maio vieram abaixo do esperado, indicando perda de fôlego no mercado de trabalho, no consumo e nos investimentos após um primeiro trimestre bastante forte. Ainda existem sinais pontuais de melhora na confiança e na indústria, possivelmente impulsionados pelos estímulos recentes, mas, por enquanto, esse não parece ser o cenário predominante.


Esse ambiente abre espaço para o BCB conduzir um novo corte de 25bps na reunião de agosto com uma base de dados mais consistente. Diferentemente da decisão anterior, agora a combinação de atividade mais fraca, mercado de trabalho menos aquecido e inflação em desaceleração tende a dar maior respaldo à flexibilização da política monetária.

O mercado de juros já começou a refletir essa mudança de cenário, revertendo parte da abertura observada após o último Copom. Ainda assim, o movimento dependerá da continuidade dessa dinâmica, em um ambiente que segue cercado por riscos relevantes, como uma eventual reaceleração da atividade impulsionada pelos estímulos, o quadro fiscal desafiador e o aumento da influência do calendário eleitoral sobre os ativos brasileiros.

Caso este movimento se confirme, pode vir a ser um vetor de sustentação a ativos de duration (leia-se, sensíveis a juros) no Brasil.






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