terça-feira, 30 de setembro de 2025

Marcos Mendes

 Outliers 172: "Governo vai sair alucinadamente atrás de novas receitas”, diz Marcos Mendes, pesquisador do Insper  

 

No episódio 172 do Outliers InfoMoney, Clara Sodré e Fabiano Cintra recebem Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, e um dos criadores da regra do “Teto de Gastos”

 

Especialista em políticas públicas e finanças do setor público, Mendes explica os principais desafios do Brasil quando o assunto é meta fiscal e contas públicas. Ele comenta o peso de supersalários e precatórios, avalia se o governo conseguirá cumprir o arcabouço fiscal e discute se a política econômica do governo Lula tem prioridades claras. O episódio também aborda juros elevados no mundo pós-pandemia, perspectivas para a Selic, as diferenças entre Brasil e Argentina e o impacto do cenário fiscal nas eleições de 2026 - com as projeções de Mendes para o pleito.


https://youtu.be/dDAh5VFmBkU

Kinea aposta em bolsa

 https://braziljournal.com/kinea-aumenta-exposicao-a-brasil-compra-bolsa-e-real/


*Kinea aumenta exposição a Brasil: compra bolsa e real*


Giuliana Napolitano


Depois de anos investindo mais no exterior, a Kinea ampliou a exposição dos seus fundos multimercado a ativos brasileiros. 


Foi o aumento mais relevante desde 2019, e os níveis de alocação no País são os mais altos dos últimos cinco anos. 


Numa carta que será divulgada ao mercado nesta quarta-feira, a gestora informa que seus fundos multimercado estão comprados na Bolsa, comprados em real e aplicados em juros locais, em razão da expectativa de corte da Selic. 


Com isso, cerca de metade do risco desses fundos – que têm um patrimônio aproximado de R$ 25 bilhões, incluindo os de previdência – está concentrada em investimentos no Brasil.


A Kinea vê o mercado local se beneficiando de uma combinação de três fatores: valuations atrativos, “algum crescimento econômico” e um ambiente mais favorável de liquidez, com a queda dos juros


Para a gestora, o PIB – que deve ficar no zero a zero no segundo semestre – tende a crescer em 2026 com a redução dos juros e uma “provável reaceleração fiscal, típica de anos eleitorais”. 


Em relação à Bolsa, a gestora lembra que a relação Preço-Lucro está abaixo da média histórica ao mesmo tempo em que os lucros das empresas abertas vêm aumentando, na média, desde 2024.


Já o real, diz a casa, tem um diferencial de juros superior a 10% em relação ao dólar. “Com juros de 15% ao ano, o dólar precisaria estar acima de R$ 5,8 em 12 meses para um investidor perder dinheiro comprado em moeda local.”


O risco é a eleição de 2026. Na carta, a gestora compara a jornada para voltar a investir no Brasil à Odisseia, de Homero, mas diz acreditar que os fatores positivos do mercado local não são o canto da sereia que quase enganou Ulisses. 


Segundo a Kinea, a análise das eleições presidenciais dos últimos 30 anos sugere que, para ter 50% de chance de ser reeleito, um presidente no cargo deve ter uma avaliação positiva líquida superior a cinco pontos percentuais, o que não é o hoje.


Mesmo considerando que o governo vá usar a máquina para tentar aumentar sua popularidade no ano que vem, “o ponto de partida parece desafiador”.


A possibilidade de um aumento de gastos que rompa de vez com o arcabouço fiscal é o principal risco ao cenário-base da Kinea. 


Mas, na visão da gestora, o medo de que o dólar possa passar dos R$ 6 deve conter um descontrole maior das despesas.


As principais ações brasileiras no portfólio dos fundos multimercado da gestora são BTG Pactual, Embraer, Marcopolo, SmartFit e Vibra, além de Copel, Equatorial, Sabesp e Orizon como nomes para dividendos.


A casa também aumentou os investimentos em ações de outros mercados fora dos EUA, em razão das mudanças na economia americana. Entre os papéis em carteira, estão Airbus, Siemens Energy, Nvidia, TSMC e Xiaomi.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: EUA perto do shutdown*


Aqui, a agenda prevê o resultado primário e a taxa de desemprego da Pnad, enquanto os mercados se preparam para o fechamento de setembro, com Ptax no câmbio e juros sob pressão


… A Casa Branca tem até a meia-noite de hoje para conseguir um acordo sobre o impasse orçamentário no Congresso dos Estados Unidos, ou o governo americano será desligado amanhã. Esse é o estresse do dia, após a falta de consenso na reunião de ontem de Trump com democratas e republicanos. Um shutdown paralisaria diversos serviços públicos, ameaçando inclusive a divulgação do payroll, no final da semana. Nesta terça, o relatório Jolts projeta os primeiros dados do emprego em agosto. Aqui, a agenda prevê o resultado primário e a taxa de desemprego da Pnad, enquanto os mercados se preparam para o fechamento de setembro, com Ptax no câmbio e juros sob pressão.


SHUTDOWN – O risco de paralisação do governo americano foi admitido pelo vice-presidente J.D. Vance, após o encontro malsucedido de Trump com os parlamentares. “Eu acho que caminhamos para um shutdown porque os democratas não querem fazer a coisa certa.”


… É verdade que é uma história que está sempre se repetindo e que muitas vezes é resolvida no último minuto.


… Liderada pelos republicanos, a Câmara aprovou um projeto de lei provisório que estenderia o financiamento até 21 de novembro, mas, para ser aprovado no Senado, o texto precisa do apoio de pelo menos oito democratas, que não aprovam a proposta.


… Suas exigências incluem assistência médica ausentes no projeto dos republicanos, a extensão dos subsídios premium do Affordable Care Act (ACA), que expiram no final do ano, e uma reversão dos cortes no financiamento do Medicaid.


… Os democratas também querem novas restrições à capacidade de o presidente se recusar a gastar verbas aprovadas pelo Congresso.


… Na reunião desta segunda-feira, Trump sinalizou que não está disposto a fazer concessões e ameaçou demitir permanentemente funcionários federais em massa se o governo paralisar. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, falou em “grandes diferenças” entre eles.


O PLANO PARA GAZA – Trump também esteve envolvido nesta segunda-feira com a proposta de cessar-fogo em Gaza que prevê, entre outros pontos, que ele próprio assuma a liderança de um comitê de transição no enclave e que o Hamas seja completamente desarmado.


… O presidente anunciou o plano em uma entrevista coletiva ao lado do premier israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca, dizendo que o acordo de paz está “muito próximo” de ser fechado, se o Hamas concordar com o plano.


… O Hamas ainda não se pronunciou e parece improvável que aceite, mas a proposta coloca o grupo terrorista sob pressão, já que Trump disse que, se não houver concordância, os Estados Unidos darão “total apoio” a Israel para acabar com a ameaça que representa.


… Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão receberam com satisfação o plano de paz e, em uma declaração conjunta, “saudaram os esforços sinceros do presidente Trump para acabar com a guerra em Gaza”.


… A reunião entre Trump e Netanyahu acontece após uma semana em que o isolamento internacional de Israel se aprofundou, à medida que o Reino Unido, a França e outros países europeus anunciaram que reconheceriam um Estado palestino, apesar das objeções israelenses.


… Nos mercados, o plano de paz para Gaza teve influência no petróleo, que caiu como fator coadjuvante à perspectiva de maior oferta da Opep, na reunião do próximo domingo. O barril do Brent fechou cotado a US$ 67,09, em queda de 3,07%.


FISCAL NO ALVO – Estadão teve acesso ao relatório do TCU que condenou a prática do governo de mirar o piso da meta e reportagem de Alvaro Gribel revela que R$ 89,9 bilhões em gastos foram excluídos do arcabouço, em seis medidas de exceções em 2024 e 2025.


… Parecer do ministro Benjamin Zymler alerta que isso pode reduzir a credibilidade fiscal e dificultar o processo de estabilização da dívida pública.


… Caso seja mantida a decisão da Corte, pode obrigar o governo a congelar até R$ 34 bilhões a mais em gastos em pleno ano eleitoral. O Executivo ainda pode recorrer, com efeito suspensivo da medida, e ao que tudo indica é o que pretende o ministro Haddad.


… Em evento do Itaú BBA nesta segunda-feira, Haddad disse que a equipe econômica segue comprometida em atingir os resultados fiscais, mas que a interpretação do TCU sobre o centro da meta contraria a determinação dada pelo Congresso Nacional.


… O TCU lembra que o arcabouço fiscal foi instituído para corrigir o que, na visão da equipe econômica, seria um problema de “rigidez” do antigo teto de gastos. A nova regra prometeu flexibilidade para acomodar despesas inesperadas com a criação de um regime de bandas.


… O problema, diz o Tribunal, é que mesmo com essa margem de tolerância, o governo vem excluindo despesas da meta.


… No terceiro relatório bimestral de receitas e despesas, o governo estimou ter R$ 4,7 bilhões de resultado acima do limite da banda fiscal, mas, ainda assim, optou por excluir as medidas de socorro contra o tarifaço em sua integralidade.


… O TCU afirma que isso dificulta a ancoragem das expectativas em relação à dívida pública federal e obriga o governo a pagar juros mais elevados para a rolagem. Na avaliação do Tribunal, a prática de excluir gastos é pior do que seria uma mudança da meta.


TETO DA DÍVIDA – Texto do senador Oriovisto Guimarães (PSDB), que define um limite de 80% do PIB para a dívida consolidada da União, será lido hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com uma mudança importante.


… O relator retirou as operações compromissadas do BC destinadas à política monetária da base de cálculo do limite da dívida, que poderiam engessar a política monetária, alegando que seus objetivos “são distintos dos objetivos da política fiscal”.


… De acordo com os novos parâmetros, o endividamento da União estaria atualmente em 64,05%, ou seja, abaixo do limite proposto.


ISENÇÃO DE IR – Câmara aguarda pelo projeto que amplia a faixa de isenção para R$ 5 mil mensais articulando movimento para derrubar a taxação da alta renda como forma de compensar a renúncia fiscal. O relator, Arthur Lira, diz que “o debate vai ser animado”.


… A votação está confirmada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, para amanhã, quarta-feira.


… A principal resistência vem dos líderes do PL, Sóstenes Cavalcante, e do Novo, Marcel van Hattem, que já apresentaram destaques para votar em separado os capítulos que tratam da tributação das altas rendas. Não querem nenhuma compensação.


… Já foram apresentadas mais de 50 emendas, muitas da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que pretende incorporar a vinculação das letras de crédito do agronegócio e do setor imobiliário.


TARCÍSIO – Visitou Bolsonaro, nesta segunda, e saiu de lá dizendo aos jornalistas que é candidato à reeleição em 2026, em São Paulo. “Mas, independentemente do que acontecer”, disse o governador, “vamos estar juntos”.


… Tarcísio relatou o estado de saúde de Bolsonaro: “Está passando por um momento difícil. É muito triste. A gente conversando e ele soluçando o tempo todo”. Pouco depois, Carlos Bolsonaro informou nas redes sociais que o pai estava passando mal.


… Já Flávio Bolsonaro fez elogios a Tarcísio, dizendo que ele “é um dos principais ativos da centro-direita”, sugerindo que as coisas não estão ainda definidas: “Só após esse processo da anistia iremos tratar sobre eleições de 2026. Não tem por que antecipar nome.”


DUROS NA QUEDA – Mensagens conservadoras de Galípolo e Guillen nesta segunda prevaleceram sobre novos ajustes em baixa das expectativas inflacionárias no Boletim Focus e o resultado do Caged, que criou menos vagas que o esperado em agosto.


… Os dois apontaram o “desconforto” do BC com o emprego aquecido e as estimativas desancoradas do IPCA, reforçando as apostas de que a Selic permanecerá elevada por mais tempo. O lado positivo é que essa decisão garante o carry trade e a apreciação do câmbio.


… O real, conduzido pelo Exterior, apresentou o melhor desempenho entre os emergentes latino-americanos, na faixa de R$ 5,30, enquanto o Ibovespa renovou mais um recorde intraday, à espera do fluxo atraído pelo diferencial com as taxas americanas.


… Resta saber se o relatório do payroll voltará a assustar o Fed, que também anda cauteloso com os riscos inflacionários.


HOJE – O consenso para o relatório Jolts (11h) aponta para 7,1 milhões de vagas abertas em agosto, mesma proporção de julho. Amanhã, quarta, será divulgada a pesquisa ADP com o emprego no setor privado. A expectativa para o payroll é de criação de apenas 22 mil.


… Ainda nos Estados Unidos, o PMI medido pelo ISM de Chicago sai às 10h45 e deve melhorar para 44,1 em setembro, contra 41,5 em agosto. Às 11h, a confiança do consumidor medida pelo Conference Board (11h) deve cair para 96,0 em setembro.


… Quatro Fed boys falam: Philip Jefferson (7h), Susan Collins (10h), Austan Goolsbee (14h30) e Lorie Logan (20h10).


… Lagarde (BCE) discursa em conferência na Finlândia, às 9h50. A leitura preliminar de setembro da inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha sai às 9h. À tarde (15h), o BC da Colômbia divulga decisão de política monetária.


CHINA – O PMI do setor industrial medido pelo setor privado (S&P Global) subiu de 50,5 em agosto para 51,2 em setembro, acima do esperado (50,3). Foi o segundo mês consecutivo em que ultrapassou a marca dos 50 pontos.


… Por outro lado, o PMI do setor de serviços registrou uma ligeira queda, de 53,0 para 52,9 de um mês para o outro. Apesar do recuo, o indicador mantém-se no território de expansão da atividade econômica, acima de 50.


… Ainda ontem à noite, foram divulgados os dados oficiais. O PMI industrial subiu de 49,4 em agosto para 49,8 em setembro e superou a previsão de 49,6. O PMI de serviços caiu para 50, contra 50,3 no mês anterior.


MAIS AGENDA – Aqui, depois da desaceleração dos números do Caged, a taxa de desemprego medida pelo IBGE no trimestre móvel encerrado em agosto deve ficar estável em 5,6%, interrompendo quatro quedas consecutivas.


… O dado da Pnad sai às 9h e o intervalo das projeções no Broadcast varia de 5,4% a 6%.


… Do lado fiscal, as estimativas para a leitura de agosto do setor público consolidado (8h30) são todas deficitárias e variam de R$ 30,0 bilhões a R$ 13,7 bilhões (mediana de R$ 19,1 bilhões), após saldo negativo de R$ 66,566 bilhões em julho.


… O resultado deve refletir as contas do governo central, apesar de o déficit primário de R$ 15,564 bilhões em agosto ter vindo melhor que o de julho (-R$ 54,124 bilhões) e do que a previsão do mercado, de -R$ 20,2 bilhões.


… Às 14h, o Tesouro divulga o Relatório Mensal da Dívida Pública (RMD) relativo a agosto e publica em seu site um anúncio sobre o Plano Anual de Financiamento (PAF), com revisão dos parâmetros, segundo apurou o Valor.


… Haverá coletiva virtual de imprensa às 15h do Tesouro para comentar o RMD e o PAF.


É O CARRY, STUPID! – Em teoria, o tombo de 3% do petróleo com os esforços para o desfecho dos conflitos em Gaza poderia ter feito um estrago no câmbio. Na prática, porém, o que se viu foi o real entre as moedas top 10 do dia.  


… Em primeiro plano, são as apostas no diferencial dos juros entre o Brasil e os Estados Unidos que continuam bancando o ambiente de alívio para o dólar, que fechou ontem em baixa moderada de 0,30%, cotado a R$ 5,3223.


… Operadores apontaram que o fôlego de queda foi possivelmente limitado pela briga técnica da ptax hoje. Mas a moeda americana chega ao último pregão do mês com queda acumulada de 1,84% e, no ano, cai quase 14%.


… Se o payroll confirmar a fraqueza do mercado de trabalho americano, os investidores devem reforçar as apostas em um novo corte de juros pelo Fed na reunião de outubro, redirecionando o fluxo de capitais aos emergentes.  


… Esta perspectiva de que vem mais uma dose de relaxamento monetário nos Estados Unidos, enquanto aqui o Copom não deve derrubar a Selic em dezembro, foi reforçada ontem por novos recados conservadores do BC.


… Galípolo disse mais uma vez que não dá para “se emocionar” com indicadores econômicos isolados, enquanto Guillen chamava a atenção para as pressões inflacionárias resistentes observadas no setor de serviços.


… Os comentários não deram espaço para o mercado reagir com alívio à nova rodada de ajustes em baixa no boletim Focus para a mediana das expectativas do IPCA deste ano, de 4,83% para 4,81%, e de 2026, de 4,29% para 4,28%.


… Também foi deixada de lado a desaceleração gradual do mercado de trabalho apontada pelos dados do Caged. Foram criadas 147,3 mil vagas de emprego em agosto, abaixo das 182 mil esperadas pelos analistas do mercado.


… Em evento do Itaú BBA, o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, disse que a economia precisa confirmar sinais claros de desaceleração e o câmbio precisa ir para a casa de R$ 5,00 para o Copom antecipar um corte do juro.


… O Itaú, no entanto, projeta um câmbio em R$ 5,30 no fim do ano e em R$ 5,50 em 2026. Assim, Mesquita prevê o início da flexibilização da política monetária só em janeiro e não descarta o risco de a Selic cair depois disso.


… De olho na comunicação do BC, que não alivia a barra, os juros futuros engatam alta moderada no meio da tarde.


… O DI para Jan/26 marcou 14,900% (contra 14,899% no ajuste anterior); Jan/27 terminou a 14,065% (de 14,037% no pregão de sexta-feira); Jan/29, a 13,290% (de 13,231%); Jan/31, a 13,485% (13,432%); e Jan/33, 13,580% (13,524%). 


SEMPRE CABE MAIS UM – Pronto para um novo recorde histórico intraday, o Ibovespa chegou a 147.558,22 pontos no pico do dia, animado pela perspectiva de fluxo estrangeiro para a bolsa com o Fed dovish e o Copom hawkish.


… O índice à vista também não fechou longe de sua marca inédita de fechamento: só 155 mil pontos o separaram da máxima de todos os tempos. Subiu 0,61%, aos 146.336,80 pontos, na terceira maior pontuação da história.


… Com ganho acumulado de 3,48% no mês, o Ibovespa caminha para o melhor setembro em seis anos, desde 2019 (+3,57%), segundo o Broadcast, e mantém uma sequência positiva, depois do salto de 6,28% registrado em agosto.


… Foi uma surpresa a bolsa ter dado ontem uma demonstração de força, num dia em que o petróleo afundou e acionou movimento vendedor nas ações da Petrobras: ON recuou 1,89%, para R$ 34,32, e PN caiu 1,36%, a R$ 31,81.


… O contraponto positivo para o Ibovespa veio dos bancos, que avançaram em bloco, e dos papéis da Vale, que desprezaram a queda firme de 1,57% do minério de ferro e registraram valorização de 0,33%, para R$ 57,28.


… No setor financeiro, Bradesco ON subiu 1,26%, a R$ 15,28; Bradesco PN ganhou 1,02%, a R$ 17,84; avançou 0,57%, a R$ 38,89; e Santander unit, +0,38%, para R$ 29,35. Só BB ON fechou praticamente estável (+0,05%), a R$ 22,12.


… Eletrobras PNB liderou os ganhos do dia (+4,30%; R$ 55,56), com o Bradesco BBI reiterando recomendação de compra. O papel da companhia superou pela primeira vez o preço da oferta de privatização, em junho de 2022.


… Na outra ponta, Braskem PNA caiu 5,13% (R$ 6,66) após o corte da nota de crédito pela Fitch e S&P.


… Em NY, apesar do fantasma de um shutdown, as bolsas em NY foram impulsionadas pelo setor de tecnologia.


… Nvidia avançou 2,07%, após acordos com a OpenAI, Alibaba (+4,62%) e Microsoft (+0,61%) reforçarem a demanda por seus chips de inteligência artificial. O Nasdaq registrou valorização de 0,48%, encerrando em 22.591,15 pontos.


… O Dow Jones fechou em leve alta de 0,15%, aos 46.316,07 pontos, e o S&P 500 subiu 0,26%, a 6.661,21 pontos.


TODO ANO É A MESMA COISA – A história do shutdown se repete nos Estados Unidos e despertou ontem algum apelo de proteção pelos Treasuries, derrubando o juro da Note-2 anos a 3,633%, contra 3,644% no pregão anterior.


… A taxa do título de 10 anos recuou para 4,143%, de 4,182%, e a do T-bond de 30 anos caiu a 4,708%, de 4,757%.


… Os rendimentos dos Treasuries também se mantiveram em queda diante da apostas de que o juro do Fed vai cair mais duas vezes este ano. O Fed boy Alberto Musalem afirmou que está aberto a novos cortes, mas pediu cautela.


… “O espaço entre agora e o ponto em que a política poderia se tornar excessivamente acomodatícia é limitado”, disse, defendendo taxas altas o suficiente para continuar a combater a inflação, que segue acima da meta de 2%.


… Convencido de que o Fed pegará leve em outubro e em dezembro, o dólar caiu. No pano de fundo, ainda pesou no câmbio o risco de paralisação do governo. O índice DXY recuou 0,25%, abaixo da linha dos 98,000 pontos (97,906).


… O euro subiu 0,22%, a US$ 1,1730, a libra ganhou 0,24%, a US$ 1,3438, e o iene avançou para 148,63 por dólar.


COMPANHIAS ABERTAS – BRASKEM estaria avaliando uma recuperação extrajudicial entre as possibilidades para renegociar sua dívida e reduzir a alavancagem financeira, segundo apuração do Pipeline/Valor.


MBRF anunciou o pagamento de proventos aos acionistas da BRF e da Marfrig como parte da operação que resultou na criação da nova companhia…


… BRF iniciou ontem a distribuição de um total de R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 2,9 bilhões em dividendos (R$ 1,83 por ação) e R$ 400 milhões em JCP (R$ 0,25 bruto por ação)…


… Já os acionistas da Marfrig receberão R$ 2,3 bi em dividendos (R$ 2,81/ação), com os valores creditados hoje.


AMBEV. A XP rebaixou a recomendação para as ações de neutra para venda e cortou o preço-alvo de R$ 13,40 para R$ 10,90, projetando um potencial de desvalorização de 12,1% em relação ao fechamento desta segunda-feira.


REDE D´OR. O conselho de administração aprovou a 37ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, de espécie quirografária, em série única, no valor de R$ 2,740 bilhões.


BRAVA ENERGIA. Conselho de Administração aprovou o aumento do capital social em R$ 5.824.444,50, mediante a subscrição particular de ações, para atender aos exercícios de opções de compra de papéis…


… Foi autorizada a emissão de 369.806 ações ordinárias ao preço de R$ 15,75 cada; os novos papéis emitidos serão subscritos pelos beneficiários do plano de opções de compra da companhia…


… Com o aumento, o capital social da Brava Energia passará a ser de R$ 11.977.517.089,53, dividido em 464.557.268 ações ordinárias.

Paulo Cursino

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