quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Pulando fora 2

 🇧🇷 Cresce orientação para acionista estrangeiro não investir no Brasil.- Estadão

Quadro fiscal local e incerteza sobre juros nos EUA fazem bancos desaconselhar compra de ações.

O cenário fiscal incerto no Brasil e a expectativa de menos cortes de juros nos EUA têm levado bancos estrangeiros a desaconselhar investimentos no país.

Redução da recomendação de investimentos: Bancos como JPMorgan, Morgan Stanley, Julius Baer e HSBC rebaixaram a recomendação para a compra de ativos brasileiros devido à piora das expectativas e falta de visibilidade para a reversão do cenário. 

Participação do Brasil em fundos globais: A participação do Brasil no índice MSCI Emerging Markets caiu para cerca de 4% em dezembro de 2024, sendo ultrapassado pela Arábia Saudita.

Incertezas e cautela dos investidores: As incertezas sobre os riscos domésticos e a cautela com Trump de volta à Casa Branca devem manter o investidor estrangeiro distante do Brasil em 2025.


Resumo com IA 

Gestora Verde

 📉 Verde Asset Mantém Visão Negativa para Ativos Locais e Real  


A Verde Asset Management reforçou sua postura pessimista em relação aos ativos brasileiros, conforme detalhado em sua carta mensal de gestão. A gestora obteve ganhos em dezembro com apostas contra o real e a bolsa brasileira e continua a adotar um posicionamento defensivo.  


A gestora:  

- Mantém posição vendida no real, antecipando impactos inflacionários da depreciação da moeda em 2025, o que deve forçar o Banco Central a elevar os juros para níveis considerados "esquecidos".  

- Reduziu exposição a ações globais e segue vendida em bolsa brasileira, devido ao ambiente de risco elevado.  

- Encerrou posição em inflação implícita no Brasil por questões de preço, mantendo uma pequena posição aplicada em juros reais.  


Apesar dos prêmios de risco significativos nos preços de vários ativos, a Verde segue com um posicionamento cauteloso, refletindo a deterioração das condições econômicas domésticas.

Call Matinal ConfianceTec 0901

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

09/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (08/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quarta-feira (08), fechou em queda, -1,27 %, a 119.624 pontos. 


Já o dólar à vista operou em alta de 0,09%, a R$ 6,109.


PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00


Índices futuros de NY operam em queda, enquanto os mercados acionários à vista nos EUA permanecem fechados nesta quinta-feira (9), pelo feriado nacional. Investidores aguardam o relatório do payroll de dezembro, divulgado na sexta.


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,20%

S&P 500 Futuro, -0,32%

Nasdaq Futuro, -0,46%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,58%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,94%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,20%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +0,03%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,11%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,20%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,32%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,51%

STOXX 600🇪🇺, -0,24%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,03%, a US$ 73,34 o barril

Petróleo Brent, +0,08%, a US$ 76,22 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,53%, a 754,50 iuanes (US$ 102,90).


NO DIA, 09/01


No Brasil, dia de vendas do varejo e nos EUA, teremos discursos de cinco dirigentes do Fed.


Lá é Feriado, em homenagem à Jimmy Carter (luto aos 100 anos).


Decorrente disso, a liquidez dos mercados globais deve ser reduzida, pelo fechamento das bolsas de NY.

    

Ontem, a ata do Fed de dezembro revelou expectativas de desaceleração da inflação, mas com riscos de persistência de pressões nos preços.


Isso, devido às políticas da administração de Donald Trump - aumento de tarifas, restrições à imigração e mudanças fiscais.


Por isso, o Fed deve manter a taxa atual de 4,25%-4,50% na reunião de janeiro2025.


AGENDA, 09/01


Indicadores:

04h00. Alemanha🇩🇪/Destatis: Produção industrial - nov

07h00. Zona do Euro🇪🇺/Eurostat: Vendas no varejo - nov

08h00. OCDE: CPI de novembro

08h00. Brasil🇧🇷/FGV: IPC-S Capitais da 1ª quadrissemana - jan   

09h00. Brasil🇧🇷/IBGE: Vendas do varejo de novembro


Eventos:

10h00. Lula, Haddad e ministros discutem dívida dos Estados

10h15. Susan Collins (Fed de Boston) participa de debate

11h00. Patrick Harker (Fed de Filadélfia) discursa

14h30. CNPS avalia teto de juros em consignado para beneficiários do INSS

14h40. Thomas Barkin (Fed de Richmond) participa de evento

15h30. Jeffrey Schmid (Fed de Kansas City) discursa

15h35. Michelle Bowman, diretora do Fed, participa de evento

20h00. Peru: BC divulga decisão de política monetária.

                               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quinta-feira, bons negócios e feliz 2025!🥳👏🎄

Neofeed: dolar para 2025

 Dólar para 2025


https://neofeed.com.br/insiders/qual-e-o-dolar-esperado-para-este-ano-mais-para-r-6-ou-para-r-7/

Pulando fora...

 🇧🇷 *Cresce orientação para acionista estrangeiro não investir no Brasil.- Estadão*


Quadro fiscal local e incerteza sobre juros nos EUA fazem bancos desaconselhar compra de ações.


O cenário fiscal incerto no Brasil e a expectativa de menos cortes de juros nos EUA têm levado bancos estrangeiros a desaconselhar investimentos no país.


*Redução da recomendação de investimentos*: Bancos como JPMorgan, Morgan Stanley, Julius Baer e HSBC rebaixaram a recomendação para a compra de ativos brasileiros devido à piora das expectativas e falta de visibilidade para a reversão do cenário. 


*Participação do Brasil em fundos globais*: A participação do Brasil no índice MSCI Emerging Markets caiu para cerca de 4% em dezembro de 2024, sendo ultrapassado pela Arábia Saudita.


*Incertezas e cautela dos investidores*: As incertezas sobre os riscos domésticos e a cautela com Trump de volta à Casa Branca devem manter o investidor estrangeiro distante do Brasil em 2025.


*Resumo com IA* 


Matéria completa: https://digital.estadao.com.br/article/281900188851664

Hiato do produto

 Exclusivo/FGV: Hiato do produto ficou positivo em 4% no 3tri24, maior em quase 30 anos


Por Daniela Amorim


Rio, 08/01/2025 - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro já cresce acima da sua capacidade produtiva há sete trimestres consecutivos. No terceiro trimestre de 2024, o hiato do produto - diferença entre o PIB corrente e o PIB potencial - ficou positivo em 4%, resultado mais elevado em quase três décadas, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), obtidos com exclusividade pelo Broadcast. "Esse é o maior hiato positivo dos últimos 30 anos", frisou Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV.


A última vez em que o hiato esteve mais positivo foi no primeiro trimestre de 1995, em 5,5%, diz o estudo do Ibre/FGV, conduzido por Considera e pela pesquisadora Elisa Andrade.


A abertura adicional do hiato foi apontada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como um dos motivos para a intensificação no ritmo de aperto da política monetária. O crescimento da economia acima da capacidade instalada sugere pressões inflacionárias, com a demanda maior do que a oferta. "Você tem um excesso de demanda realmente. O Banco Central não está errado na interpretação dele de que há um excesso de demanda", confirmou Considera.


Depois de passar mais de oito anos operando com ociosidade, a economia brasileira tem rodado acima da sua capacidade máxima produtiva desde o primeiro trimestre de 2023: o hiato ficou positivo em 0,7% nos primeiros três meses de 2023; 2% no segundo trimestre de 2023; 1,5% no terceiro trimestre de 2023; 1,3% no quarto trimestre de 2023; 2,3% no primeiro trimestre de 2024; 3,5% no segundo trimestre de 2024; subindo a 4% no terceiro trimestre de 2024. A cada trimestre, o PIB brasileiro tem renovado patamares recordes, sustentado por um consumo também em níveis históricos.


"Isso mostra uma economia muito aquecida. Isso é bom? É bom, porque tem mais emprego. Mas tem mais inflação. Então se o governo não segura o gasto dele, a inflação vai acontecer mesmo. A única solução que a gente tem para não ficar enfrentando esse dilema é fazer um ajuste fiscal crível, que o mercado acredite que vai dar certo", sugeriu o coordenador do Ibre/FGV.


Na ata do Copom publicada pelo BC no mês passado - após ter elevado a taxa básica de juros, a Selic, em 1,0 ponto porcentual, para 12,25% ao ano -, os integrantes mencionaram que o desempenho do PIB do terceiro trimestre mostrou um hiato do produto mais positivo do que o estimado.


"Analisando o período corrente de atividade econômica, persiste um cenário de atividade resiliente com dinamismo maior do que esperado, como evidenciado na divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, levando a nova reavaliação de um hiato mais positivo", diz a ata do Copom.


O cenário fez o Copom já contratar mais duas altas de 1 ponto porcentual para as primeiras reuniões deste ano. Segundo Claudio Considera, do Ibre/FGV, o atual quadro fiscal tem obrigado o Banco Central a agir de forma mais contundente contra as pressões inflacionárias, elevando significativamente a taxa básica de juros, de forma que contenha a atividade econômica. "A questão é que o Brasil está precisando crescer", ponderou Considera.


A solução para um crescimento econômico sem uma abertura maior do hiato, disse o pesquisador do Ibre/FGV, passaria por mais investimentos em bens de capital, que elevassem a capacidade produtiva, e em ferramentas que permitissem um aumento da produtividade da mão de obra, já sobreutilizada. Como o atual ciclo de elevação de juros inibe essas duas possibilidades, o ajuste fiscal seria imperativo, defende ele.


"Uma coisa boa é que aumentou o investimento. E o consumo não é ruim, mas você tem que garantir que o ajuste fiscal vai existir. Você tem que tirar o governo da demanda, e deixar o privado ocupar", explicou Considera.


Os últimos dados das Contas Nacionais Trimestrais, apurados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o PIB cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024 ante o imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, completando assim 13 trimestres de avanços consecutivos. Sob a ótica da demanda, o consumo das Famílias expandiu 1,5% no terceiro trimestre de 2024, também a 13ª taxa positiva consecutiva. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (medida dos investimentos no PIB) aumentou 2,1%, quarto trimestre seguido de elevação.


Contato: daniela.amorim@estadao.com


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