sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Brazil Journal no centro das polêmicas

 Sobre fatos, fofocas e innuendo

 

Ao longo das últimas semanas – e em especial à luz das notícias recentes – diversos leitores me perguntaram acerca do Banco Master. Dada a importância do tema para o mercado, esclareço – sem ressalvas e com todas as letras – que nem o Banco Master nem quaisquer de seus acionistas tem qualquer tipo de participação societária, direta ou indireta, no capital social do Brazil Journal. Estou interpelando os veículos que afirmaram o contrário. Associar nossa ausência de cobertura a qualquer tipo de vínculo com o Banco Master é leviano e beira a desonestidade. O jornalismo investigativo é importantíssimo para o Brasil e para o mercado de capitais. Esta, no entanto, não é a tradição deste site. Parabéns aos veículos que têm coberto os escândalos financeiros do País com afinco e profundidade, frequentemente a um alto custo pessoal para seus profissionais. Quando e se tivermos algo a agregar à cobertura deste e de outros escândalos em gestação, vamos fazê-lo. Enquanto isso, continuaremos a priorizar matérias que trazem análise, insights e breaking news ao leitor ávido por informações sobre as empresas, os mercados e as políticas públicas. Agradeço as inúmeras mensagens de reconhecimento à integridade deste veículo, que em apenas nove anos se tornou uma referência para tantos – e, para mim, uma responsabilidade que cresce a cada dia. Presto estes esclarecimentos por gratidão e em atenção a estes leitores, e não a blogs ideológicos com credibilidade pífia.

Blindagem do MASTER atrasou a atuação do BCB

 Blindagem que atrasou ação do BC contra o Master também precisa ser investigada


 


 


A operação da Polícia Federal (PF) que prendeu Daniel Vorcaro e outros dirigentes do Banco Master por falsificar títulos de crédito para encobrir um desvio de R$ 12,2 bilhões do Banco de Brasília, o BRB, foi certeira, mas o Banco Central não precisava ter esperado até que surgisse uma fraude tão grosseira para começar a agir. As peripécias de Vorcaro são acompanhadas com lupa no mercado já há alguns anos, pelo menos desde 2021, quando seu banco passou a crescer vertiginosamente vendendo títulos que prometiam rendimentos extraordinários aos clientes e pagando comissões fora do comum aos corretores. O dono do Master também é velho conhecido da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, onde já fez acordo para pagar multas de R$ 1,2 milhão e respondeu a processos por manipulação dos preços de ativos e operações fraudulentas com debêntures e títulos imobiliários. Em julho de 2024, técnicos da Caixa Econômica Federal que examinaram os números do Master para opinar sobre a compra de R$ 500 milhões em títulos de renda fixa escreveram num relatório que o modelo de negócios era “de difícil compreensão” e tinha “alto risco de solvência”. Afirmaram, ainda, que o banco dependia de uma “operação complexa de investimentos” em empresas em recuperação judicial, superendividadas, ou de precatórios de difícil recebimento. Por lei, bancos insolventes — em bom português, quebrados — são passíveis de medidas duras, incluindo a intervenção, pelo Banco Central, que tem o dever de proteger a integridade do sistema financeiro. Ao longo destes anos, porém, o BC e seus diretores não pareciam muito abalados com a picaretagem que se vislumbrava no horizonte. Por falta de aviso é que não foi. Desde a gestão de Roberto Campos Neto, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre perdas de até R$ 250 mil em caso de quebra, enviou mais de 38 alertas ao BC sobre os problemas do Master. Sem contar as dezenas de reuniões e conversas de bastidores com pedidos de providências a Campos Neto, na era Jair Bolsonaro, e a Gabriel Galípolo, no governo Lula. Em 2023, depois de muita pressão do mercado, o BC criou regras diminuindo a proporção de precatórios e CDBs que os bancos podem acumular. Mas deu até o final de 2025 para o pessoal se enquadrar — uma temeridade, como está demonstrado agora. Desde então, só o passivo do banco mais que dobrou. O FGC calcula que será necessário desembolsar no mínimo R$ 40 bilhões para compensar as perdas dos investidores. Mas não cobre o rombo dos fundos de pensão de servidores dos estados e municípios que compraram quase R$ 2 bilhões em títulos do Master que virarão pó. Não é difícil entender a demora do BC em agir. A blindagem de Vorcaro era poderosa, ecumênica e ostensiva. Demonstrava-se em festas milionárias e viagens de jato com políticos e autoridades do governo e do Judiciário, ricos patrocínios a eventos jurídicos, além de contratos generosos com figuras estreladas — como Ricardo Lewandowski, que entre o STF e o Ministério da Justiça passou um ano como conselheiro do Master, ou Guido Mantega, que levou Vorcaro para dar um abraço no presidente Lula no Palácio do Planalto. Só com “consultorias jurídicas” o banco gastou cerca de R$ 250 milhões em 2024. Entre os contratados estava Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, que em abril daquele ano foi convidado de honra de um evento jurídico promovido pelo Master em Londres. A “bancada do Vorcaro” também era famosa em Brasília. Seu líder honorário era o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também em 2024 propôs aumentar a cobertura do FGC dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Batizada de “emenda Master”, a iniciativa não colou. Em março, quando o BRB se ofereceu para comprar 58% do Master e ainda assim manter Vorcaro no controle, num salvamento com o dinheiro do contribuinte brasiliense, o senador Izalci Lucas (PL-DF) fez um pedido de CPI e obteve as assinaturas necessárias, mas desistiu misteriosamente em duas semanas. O negócio com o BRB também provocou celeuma interna no Banco Central, com uma ala defendendo a transação e outra considerando que apenas transferiria o rombo de um banco privado a um estatal. Mesmo depois de reprovar a compra, continuou a haver impasse sobre a necessidade de intervenção. O decreto de liquidação do Master já estava pronto havia tempos, mas só quando a PF entrou em campo o BC apertou o botão. A razão da demora não foi outra que não a pressão dos amigos de Vorcaro em Brasília. Os mesmos que, espera-se, sejam investigados a sério e a fundo. Já passou da hora, mas antes tarde do que mais tarde.

Papel de Roberto Campos Neto no MASTER

 É preciso investigar o papel de Roberto Campos Neto na fraude do Banco Master

 


A implosão do Banco Master e a descoberta de fraudes bilionárias reveladas pela Operação Compliance Zero escancaram um ponto que não pode mais ser varrido para baixo do tapete: por que Roberto Campos Neto deixou a farra ir tão longe? Diante dos alertas insistentes do mercado, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de banqueiros de peso, como justificar a apatia regulatória que permitiu que o Master se transformasse numa bomba-relógio de R$ 12 bilhões? O silêncio do ex-presidente do Banco Central é politicamente suspeito. Segundo revelou o colunista Lauro Jardim em maio deste ano, o FGC enviou 38 comunicados pedindo esclarecimentos sobre o Master. Trinta e oito. Não foram dois, nem cinco — trinta e oito alertas formais. Além disso, grandes banqueiros apresentaram os mesmos temores em reuniões oficiais no ano passado. E nada aconteceu. Por que Campos Neto não agiu? Por incapacidade? Por escolha? Ou por conveniência? Os indícios de que interesses políticos contornaram a atuação técnica do regulador são cada vez mais incômodos. A proximidade entre Campos Neto e Ciro Nogueira, principal aliado de Daniel Vorcaro, dono do Master, não é uma especulação conspiratória: está registrada em fotografia de 2021, com direito a confraternização e churrasco “fogo de chão” ao lado de ministros de Jair Bolsonaro. Naquele momento, Campos Neto já presidia o BC, nomeado pelo próprio Bolsonaro. Nogueira, por sua vez, viria a ser o padrinho político do banqueiro cuja instituição romperia todas as barreiras do risco. A afinidade política, por si só, não comprova favorecimento. Mas, diante da sequência de fatos, torna-se impossível ignorar o contexto. Especialmente porque, durante a gestão de Campos Neto, todos os sinais de gestão temerária do Master estavam explícitos. Mesmo assim, a fiscalização simplesmente não veio. O Master explodiu sua captação ao usar o FGC como isca de venda: CDBs prometendo até 140% do CDI, uma anomalia evidente em comparação ao sistema bancário. A instituição só emitiu, em poucos anos, mais de R$ 45 bilhões em depósitos a prazo — oito vezes mais do que em 2021. Esse crescimento explosivo moveu o mercado, que cobrou o BC. E o que o BC fez? Deu respostas tímidas: exigiu contribuições extras para o FGC e, só em 2024, apertou minimamente as regras de emissão de títulos. Frouxidão regulatória não é acidente — é decisão. E as decisões mais problemáticas vieram no âmbito técnico. Em outubro de 2023, ainda sob a gestão de Roberto Campos Neto, o Banco Central editou uma norma que permitiu que bancos com grande exposição a precatórios e direitos creditórios — como o Master — não fossem obrigados a recalcular o risco desses ativos. A regra estabeleceu um corte em 30 de junho de 2023, salvando justamente as instituições já carregadas de papéis de altíssimo risco e baixíssima liquidez. Era como permitir que um ônibus sem freio continuasse descendo a ladeira, desde que tivesse começado a acelerar antes de determinada data. Essa mudança regulatória foi decisiva para manter o Master operando sem a necessidade de aporte dos sócios ou venda de ativos. E foi assinada durante a gestão de Campos Neto. Enquanto isso, no Congresso, o aliado político do controlador do Master — o senador Ciro Nogueira — tentava elevar o limite de garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que facilitaria ainda mais a expansão das emissões de bancos médios e pequenos. A proposta foi rechaçada por todas as entidades bancárias sérias do país e acabou derrotada. Mas sua mera existência reforça o problema: havia um movimento político coordenado para ampliar o espaço de atuação justamente das instituições que vinham distorcendo o sistema. Sob a presidência de Gabriel Galíplo, o BC teve de liquidar a Master Corretora e investigar os desdobramentos que a Polícia Federal agora expõe: operações fraudulentas, créditos falsos, substituição de ativos duvidosos aceitos após aprovação contábil do próprio Banco Central. Como é possível que tudo isso tenha acontecido sem que quem tinha o dever de impedir… impedisse? A pergunta central — e incontornável — é esta: qual foi o papel de Roberto Campos Neto na permissividade que permitiu a escalada do risco sistêmico do Master? Porque, diante do histórico de alertas ignorados, vínculos políticos, decisões regulatórias lenientes e omissões sucessivas, a hipótese de que o ex-presidente do Banco Central falhou gravemente no exercício de suas funções não é apenas plausível — é inevitável. Se o sistema financeiro brasileiro está hoje às voltas com os escombros dessa crise, é porque, por muito tempo, quem deveria apertar o freio decidiu deixar correr solto. E isso não pode ficar sem resposta.

Call Matinal 2111

 

Call Matinal

21/11/2025

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO (20/11)

MERCADOS E AGENDA

Dia de feriado da Consciência negra ontem (20), mas repleto de acontecimentos. Trump zerou o acréscimo de tarifas congtra o  Brasil, pegou fogo no COP30 e Lula indicou Jorge Messias para o STF. Hoje, na agenda do dia, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, PMIs da atividade global, cinco diretores do Fed falando e a confiança do consumidor de Michigan.

 PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (21), após o tombo da véspera. As ações recuaram diante das persistentes preocupações com avaliações esticadas e com o ritmo intenso de gastos em tecnologia, fatores que limitaram o rali impulsionado pela previsão otimista da Nvidia. A gigante de inteligência artificial caiu 3,2%, pressionando o setor. A incerteza sobre a capacidade do Fed de cortar juros no próximo mês também pesou no humor dos investidores.

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

 

 

Dow Jones Futuro: +0,35%

S&P 500 Futuro: +0,25%

Nasdaq Futuro: +0,11%

Ásia-Pacífico

 

 

Shanghai SE (China), -2,45%

Nikkei (Japão): -2,40%

Hang Seng Index (Hong Kong): -2,38%

Nifty 50 (Índia): -0,21%

ASX 200 (Austrália): -1,59%

Europa

 

 

STOXX 600: -0,74%

DAX (Alemanha): -0,77%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,61%

CAC 40 (França): -0,50%

FTSE MIB (Itália): -0,81%

Commodities

 

 

Petróleo WTI, -1,58%, a US$ 58,07 o barril

Petróleo Brent, -1,33%, a US$ 62,54 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,32%, a 785,50 iuanes (US$ 110,09)

 

NO DIA, 1911

Depois do feriado de ontem (Consciência Negra), os mercados amanheceram hoje com boas e más notícias, dentr as boas, a zeragem do acréscimo de 40% nas tarifas dos produtos brasileiros para os EUA (carne bovina, café, frutas, legumes, tubérculos, nozes, madeira, petróleo e minério), dentre as más, a indicação de Jorge Messias ao STF, o que desagradou Alcolumbre, que queria Rodrigo Pacheco. Na lógica de Trump o impacto das sobretaxas punitivas à inflação dos Estados Unidos, sobretudo aos produtos que impactam o custo de vida. Mais cedo, uma bomba estourou em Belém com um incêndio no pavilhão da COP30, manchando ainda mais a imagem do Brasil no exterior. Em Nova York, o balanço forte da Nvidia não impediu queda feia das bolsas, nesta quinta-feira, nem o payroll mudou as apostas nos juros para dezembro.

 

 

 

 

 

Agenda Macroeconômica Brasil

 

Segunda-feira, 17 de novembro 

 

 

Feriado: México, Colômbia e Argentina

Japão: Produção industrial e PIB preliminar (3º tri)

Europa: Suíça e Itália – CPI (out); Itália – PIB preliminar

Brasil: FGV IPC-S (semanal), Relatório Focus, IBC-Br (set), Balança comercial (semanal).

EUA: Índice Empire State (Fed NY)

Canadá: CPI (out)

 

 

Terça-feira, 18 de novembro 

Hong Kong: Taxa de desemprego (out)

EUA: Produção industrial (out), Índice NAHB (nov), API semanal

Chile e Colômbia: PIB (3º tri)

 

 

Quarta-feira, 19 de novembro 

Europa: CPI do Reino Unido e da Zona do Euro

EUA: Licenças de construção (set), DoE semanal, Ata do FOMC

Brasil: Fluxo Cambial (semanal)

China: PBoC – LPRs (1 ano e 5 anos – nov)

 

Quinta-feira, 20 de novembro 

Feriado nacional: Brasil

Hong Kong: CPI

Europa: Confiança do consumidor – Turquia e Zona do Euro

EUA: Fed Filadélfia (atividade industrial – nov), Vendas de Casas Usadas (out)

Japão: PMI composto preliminar (nov)

 

 

Sexta-feira, 21 de novembro 

Europa: Reino Unido – Vendas no varejo (out); França, Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro – PMI composto preliminar (nov)

México: PIB (3º tri)

EUA: PMI industrial, PMI de serviços e PMI composto (nov, preliminar); Sentimento da Universidade de Michigan (nov, final)

Brasil: B3 – Vencimento de opções sobre ações (nov)

 

 

 

 

 

Boa sexta-feira a todos!

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal


NY -1,6% US tech -2,4% US semis -4,8% UEM +0,5% España +0,6% VIX 26,4% Bund 2,72% T-Note 4,09% Spread 2A-10A USA=+54pb B10A: ESP 3,23% PT 3,06% FRA 3,49% ITA 3,48% Euribor 12m 2,221% (fut.2,298%) USD 1,154 JPY 181,4 Ouro 4.036$ Brent 62,8$ WTI 58,4$ Bitcoin -1,9% (85.565$) Ether -3% (2.794$).


SESSÃO: Após sair um emprego americano bom (13:30 h, Criação de Emprego 119k vs. 51k esperado vs. -4k anterior, mas Desemprego 4,4% vs. 4,3%... embora devido a um aumento da Taxa de Participação, o que é estruturalmente bom), Nova Iorque reagiu bem inicialmente… mas mudou e caiu com força de seguida, até ao ponto de se transformar num sell-off rápido, dizendo liquidez agressivamente. Porque um emprego bom reduz a expetativa de mais descidas de taxas de juros nos EUA e a tecnologia é especialmente sensível a taxas de juros.


Nota-se a insegurança do mercado em relação à IA, o que é bom, porque permite que se abrande para o final do ano, em vez de entrar em zona de excessos, tendo em conta as generosas reavaliações até agora, em 2025: Nova Iorque +11%, tech EUA +15%, Semis quase +30%, bolsa europeia +15%, Espanha quase +40%. E estes são saldos depois dos cortes destes últimos dias, porque antes eram ainda mais generosos. 


Por isso, embora as quedas nunca agradem, e menos se ganham velocidade, é melhor que ocorram agora em novembro/dezembro do que continuar com subidas rápidas que terminem a convidar numa correção forte. As dúvidas sobre as avaliações da IA continuam a pesar e, embora insistimos que os hipotéticos preços excessivos estariam na IA ainda não avaliada (OpenAI, Mistral, Anthropic, XIA…) e não no ecossistema da IA avaliado (Amazon, Nvidia, TSMC, ASML, Netflix…), o medo irreflexivo por vezes deriva em correções bruscas como as de ontem. Não é preciso assustar-se.


Esta madrugada: inflação japonesa má (+3% desde +2,9%; Subjacente idêntica) e Vendas a Retalho no Reino Unido com desaceleração forte (+0,2% vs. +1,5% esperado vs. +1% anterior). O Japão lança um novo pacote de estímulos fiscais por 21,3Bn JPY (3,5% do PIB), que implicará mais dívida e, por isso, o yen sofreu uma queda acelerada até ca. 181/€ e 157/$. 


Ao longo do dia, sairão os PMIs nas principais economias, sendo os Industriais os mais importantes: 9 h UE (50,2 vs. 50,0), 09:30 h Reino Unido (49,2 vs. 49,7) e 14:45 h EUA (52,0 vs. 52,5). Parecem continuistas, portanto influenciarão pouco caso se cumpram as expetativas. Mais importante serão os salários na UE (10 h), que deverão retroceder apreciavelmente (até +2,5% no 3T desde +4% no 2T) e isso joga a favor da inflação europeia, que já não apresenta quaisquer problemas (+2,1%). 


CONCLUSÃO: A correção de Wall St. de ontem, principalmente pelo emprego, foi excessiva, portanto deverá subir um pouco durante a tarde americana. Mas a manhã europeia será má, porque tem de imitar Nova Iorque e ontem não teve tempo. Por isso, esta sexta-feira evoluirá de pior para menos mau, com provável subida de Wall St. Mas se não subisse, quase melhor, porque, insistimos, consideramos saudável um reajuste natural em novembro/dezembro, mesmo que hipoteticamente isso resultasse numa certa reação exagerada, para assim permitir enfrentar 2026 com potenciais de reavaliação mais confortáveis e reposicionando-nos em relação à IA com mais sensatez do que visceralidade. 


FIM

BDM Matinal Riscala

 Trump zera tarifaço do Brasil


21/11/2025


… O feriado terminou com uma excelente notícia para o Brasil, com a decisão de Trump de zerar a tarifa adicional de 40% para uma lista de mais de 200 produtos. Mais cedo, um incêndio no pavilhão da COP30 tomou as imagens da televisão, enquanto Lula indicava Jorge Messias ao STF, provocando reação imediata de Alcolumbre, que já marcou a votação de uma pauta-bomba no Senado. Em Nova York, o balanço forte da Nvidia não impediu queda feia das bolsas, nesta quinta-feira, nem o payroll mudou as apostas nos juros para dezembro. Hoje, a agenda tem Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, PMIs da atividade global, cinco Fed boys e confiança do consumidor de Michigan.


LIVRE DO TARIFAÇO – Após quatro meses de tarifaço, o recuo do presidente Trump está sendo atribuído ao trabalho da diplomacia brasileira e ao impacto das sobretaxas punitivas à inflação dos Estados Unidos, sobretudo aos produtos que impactam o custo de vida.


… A nova lista de isenções adiciona mais de 200 itens, inclusive produtos considerados competitivos, à relação de cerca de 700 produtos que haviam sido excluídos do tarifaço pelo governo americano no final de julho. No total, são cerca de mil produtos isentos.


… Entre outros itens, café, carne bovina, frutas, castanhas estão liberados das tarifas de 40% para as exportações aos Estados Unidos de modo retroativo ao dia 13 de novembro. As taxas de importação pagas no período serão reembolsadas pelo governo americano.


… Em meio ao tarifaço, a participação das vendas para os Estados Unidos no total exportado pelo Brasil caiu de 12% entre agosto e outubro de 2024 para 8% entre agosto e outubro de 2025. O déficit comercial saltou mais de 340% no mesmo período.


… Açúcar, madeira, ferro-gusa, aço e cobre sofreram perdas significativas e não conseguiram compensar a retração das vendas com outros mercados. Café, carne bovina, máquinas, minério de ferro redirecionaram parte das exportações para a Ásia e as Américas.


… Na ordem executiva, o presidente Trump afirma que, após as recentes negociações com o governo brasileiro e consultas com assessores, determinou que “certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de 40% sobre o Brasil”.


… O texto cita a conversa por telefone entre os presidentes Trump e Lula, no início de outubro, na qual eles concordaram em abrir negociações para reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. “Também recebi recomendações de vários assessores.”


… Em nota, o Itamaraty disse que recebe a notícia com satisfação e que “o Brasil seguirá mantendo negociações com os EUA com vistas à retirada das tarifas adicionais sobre o restante da pauta de comércio bilateral”.


LULA – O presidente estava no Salão do Automóvel quando repercutiu a notícia de que os Estados Unidos haviam retirado as tarifas do Brasil. “Hoje eu estou feliz porque o presidente Trump já começou a reduzir algumas taxações que tinha feito em alguns produtos brasileiros.”


… Para Lula, o Brasil conquistou o respeito dos Estados Unidos e isso foi fundamental para o recuo do presidente Donald Trump. “As negociações foram acontecendo à medida que o País conseguiu “galgar respeito”. “Ninguém respeita quem não se respeita.”


… Também presentes à abertura do Salão do Automóvel, Alckmin disse que o acordo Mercosul-União Europeia sairá no próximo mês e Haddad, que “o governo Lula terá a menor inflação acumulada da história, a menor taxa de desemprego e o maior crescimento médio desde 2010”.


STF – Lula aproveitou o feriado para também anunciar oficialmente a indicação do AGU, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal, preterindo o candidato de Davi Alcolumbre, o senador Rodrigo Pacheco.


… A indicação, que já era esperada, cria uma tensão com o Senado, que precisa aprovar o nome de Messias, num momento em que o governo espera recuperar alguns pontos mais sensíveis da Lei Antifacção, modificados na Câmara pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP).


PAUTA-BOMBA – Na primeira reação, Alcolumbre anunciou em pleno feriado que o plenário da Casa vai apreciar já na próxima terça, 25, um projeto de lei que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.


… A proposta, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais no início do mês, e prevê que homens poderão se aposentar aos 52 anos e mulheres aos 50, se tiverem 20 anos de exercício na função.


… Proposta semelhante foi aprovada na Câmara com estimativa de impacto bilionário, que pode custar R$ 5,5 bilhões até 2030, segundo cálculos do relator, o deputado Antonio Brito (PSD), ou R$ 24,72 bilhões nas estimativas do Ministério da Previdência Social.


PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO – No Globo, Lula deve indicar uma mulher para comandar a Advocacia-Geral da União no lugar de Jorge Messias.


… As principais cotadas para assumir a AGU são Analize Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional, Isadora Cartaxo de Arruda, secretária-geral de Contencioso, e Adriana Venturini, procuradora-geral federal. As três ocupam postos de segundo escalão na pasta.


… Se o presidente decidir não indicar uma mulher, o principal cotado é Flávio Roman, atual número 2 da AGU.


COP30 – O incêndio em um pavilhão da COP, na véspera do encerramento, deixa uma mancha no evento em Belém do Pará, ampliando as críticas da própria ONU à infraestrutura improvisada para a sua realização. As imagens do acidente correram o mundo.


… O Ministério da Saúde informou que 21 pessoas foram atendidas, a grande maioria relacionada à inalação de fumaça.


… Segundo a ONU, todos os presentes foram evacuados com segurança e o fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos, após ação rápida do corpo de bombeiros e da segurança das Nações Unidas.


… A perícia identificou que o incêndio começou com o mau uso de um aparelho elétrico, provavelmente um microondas, no pavilhão da África.


… As atividades serão retomadas hoje, focadas nas negociações dos representantes dos países.


INCERTEZAS SE MANTÊM – Em Nova York, os números robustos do balanço da Nvidia chegaram a causar uma reação inicial de entusiasmo, com salto de 5% das ações no after hours e na abertura das bolsas, nesta quinta-feira, feriado no Brasil.


… Mas os ganhos foram apagados em pouco tempo, e por volta de meio-dia o mercado voltava a refletir preocupações com uma bolha da IA.


… Após ter subido 1,90% no início dos negócios, o S&P 500 acelerou as perdas para fechar em queda de 1,56% (6.538.76 pontos), enquanto o Nasdaq (-2,15%, 22.078,05 pontos) era derrubado pela Nvidia (-2,97%, US$ 180,75). Dow Jones caiu 0,84% (45.752,26 pontos).


… Divulgado na quarta-feira à noite, o balanço da Nvidia apresentou uma previsão de receita robusta, com vendas projetadas de US$ 65 bilhões no trimestre de janeiro, US$ 3 bilhões acima do esperado, afastando a ideia de que a indústria de IA esteja em uma bolha.


… Os resultados no terceiro trimestre, com crescimento de 62% da receita, para US$ 57 bilhões (ou US$ 1,30/ação), também superaram as estimativas, com o valor de mercado da empresa atingindo US$ 4,5 trilhões e valorização de 39% das ações neste ano.


… Na conferência com investidores, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a demanda pelos aceleradores de inteligência artificial continua robusta e que as perspectivas indicam que o faturamento de meio trilhão de dólares pode ser ainda maior do que o previsto.


… “Muito se tem falado sobre uma bolha da IA. Do nosso ponto de vista, vemos algo muito diferente. O papel crescente da IA ajudará a manter a demanda pelos produtos da Nvidia. A tecnologia está prestes a chegar ao mundo físico na forma de robôs e outros dispositivos.”


… Os comentários otimistas fizeram as ações subirem 5% no after hours, impulsionando diversas ações relacionadas.


… No pregão desta quinta, a recuperação inicial da ação perdeu força e o aumento das contas a receber da Nvidia pode ter sido o que assustou os investidores, disse Kimberly Forrest, diretora de investimentos da Bokeh Capital, na Bloomberg.


… “Se os produtos estão vendendo como água, por que a empresa não está recebendo por isso?”, questionou ela.


… Para Matt Maley, estrategista-chefe da Miller Tabak, as incertezas em relação à IA, se ela está gerando receita ou lucro suficiente para justificar os enormes gastos com infraestrutura, também pesaram sobre o sentimento do mercado, levando as pessoas a realizarem algum lucro.


PAYROLL – Já o relatório de empregos de setembro, divulgado no feriado com atraso devido ao shutdown, trouxe duas surpresas: uma taxa de desemprego de 4,4% (de 4,3% em agosto) e a criação 119 mil vagas (mais que o dobro do consenso de 51 mil).


… O crescimento da taxa de desemprego, para o nível mais alto em quase quatro anos, e mesmo a recuperação modesta das vagas criadas em setembro – após a queda revisada de 4 mil em agosto – apontam para um cenário de fragilidade do mercado de trabalho.


… Dados abertos do payroll mostraram que os ganhos de emprego foram impulsionados principalmente por contratações nas áreas de saúde, lazer e hotelaria, enquanto outros setores, como o de manufatura e o de transporte, perderam postos de trabalho.


… Já o salário médio por hora trabalhada teve aumento reduzido em setembro de 0,20%, o menor desde junho (consenso de +0,30%).


… As incertezas aumentam com o anúncio do Departamento do Trabalho de que não divulgará um relatório completo de empregos para outubro, pois a paralisação do governo impediu o cálculo da taxa de desemprego e de outros indicadores importantes.


… O Departamento de Estatísticas (BLS) informou que os dados da folha de pagamento de outubro serão incorporados ao relatório de novembro, que será divulgado somente em 16 de dezembro, após a próxima reunião do Fed, nos dias 10 e 11.


… Os números do payroll de setembro, portanto, divulgados um dia depois da ata da última reunião de política monetária do Fed ter mostrado um comitê dividido sobre a possibilidade de novos cortes nas taxas de juros, não devem mudar muita coisa.


… Trata-se do último dado importante do emprego antes do Fomc de dezembro e muitos membros, que já estavam inclinados a fazer uma pausa nas quedas, devem manter as suas posições – mais alinhados à linha de conduta conservadora de Powell.


… Ainda assim, no final do dia, as chances de um corte de 25 pontos-base do juro no próximo Fomc no CME Group tinham avançado um pouco, de 33% na véspera para 40%, enquanto a probabilidade de manutenção caiu de 67% para 60%.


FED BOYS – O mercado deve continuar reagindo aos comentários dos dirigentes do Fed para ajustar suas expectativas ao último mês do ano.


… Falam hoje John Williams (9h30), Michael Barr (10h30), Phillip Jefferson (10h45), Susan Collins (11h) e Lorie Logan (11h).


MAIS AGENDA – Índices PMI de novembro medem a atividade global, com divulgação na Alemanha, Zona do Euro, Grã-Bretanha e os Estados Unidos, com o PMI Composto, de Serviços e Industrial (11h45). Um discurso de Lagarde (BCE) abre o dia na Europa.


… Ainda nos Estados Unidos, ao meio-dia, sai o índice de confiança do consumidor de Michigan, de novembro, com as expectativas de inflação para um ano e cinco anos. No mesmo horário, serão divulgados os estoques no atacado em agosto.


… O Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, ainda sem horário hoje, precisa ser enviado pelo governo ao Congresso até amanhã, sábado.


MAIS TRUMP – O Departamento de Justiça deve levar 30 dias para decidir sobre a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein, após o presidente Trump ter sancionado, na quarta-feira à noite, a lei que foi aprovada por unanimidade pelo Congresso dos Estados Unidos.


CHINA – O PBoC manteve na noite de quarta-feira as principais taxas de juros inalteradas pelo sexto mês seguido. A taxa preferencial de empréstimo (LPR) de 1 ano permaneceu em 3,0%, enquanto a de 5 anos ficou em 3,5%.


… Ambas as taxas estão no mesmo nível desde maio, quando Pequim anunciou medidas de estímulo para apoiar a economia, diante do enfraquecimento do crescimento e do aumento das tensões comerciais com Washington.


JAPÃO HOJE – O PMI composto subiu de 51,5 em outubro para 52,0 em novembro, segundo pesquisa preliminar da S&P Global. O indicador permaneceu acima do nível neutro de 50, ou seja, indicando expansão da atividade.


… Já o PMI de serviços permaneceu em 53,1 no mesmo período. O PMI industrial teve alta de 48,2 para 48,8 na mesma comparação. Apesar do avanço, o indicador continua a apontar contração da atividade econômica.


… Ainda no Japão, o ritmo das exportações desacelerou de 4,2% em setembro para 3,6% em outubro, na base anualizada, mas o resultado superou a previsão de consenso no mercado de 1,1%, diante da desvalorização do iene.


O MERCADO NO FERIADO – Apesar da novidade da retirada do tarifaço de Trump sobre a lista de produtos brasileiros, o EWZ, principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em NY, reagiu de forma morna no after hours.


… Subiu de leve, só 0,31%, a US$ 32,00, mas depois de ter registrado queda firme de 1,82% no pregão regular de Wall Street, a US$ 31,90, diante da virada negativa das bolsas americanas durante o feriado aqui da Consciência Negra.


… A releitura do balanço da Nvidia e o payroll que não abriu espaço para corte do juro pelo Fed em dezembro derrubaram em mais de 1% os ADRs domésticos das duas principais blue chips relacionadas às commodities.


… Antes da reversão da taxa adicional sobre os produtos domésticos, o ADR da Vale recuou 1,65%, negociado a US$ 11,92. A queda foi bem mais expressiva do que a observada pelo minério de ferro no mercado chinês (-0,38%).


… O ADR correspondente à ação PN da Petrobras perdeu 2,03%, a US$ 12,04, e o equivalente à ON caiu 1,84%, a US$ 12,78. O desempenho foi bem pior que o petróleo, que precificou o avanço diplomático entre Rússia e Ucrânia.


… A sinalização de Zelensky de que aceita trabalhar na proposta de paz costurada pelos Estados Unidos trouxe alívio imediato. Um eventual cessar-fogo abriria caminho à suspensão das sanções ao petróleo russo, elevando a oferta já saturada.


… Em paralelo, a perspectiva de que o Fed não baixe o juro em dezembro pode comprometer o consumo da commodity. O Brent para janeiro, negociado na ICE londrina, recuou 0,20%, negociado a US$ 63,38 por barril.


… No câmbio, o alívio da retirada das tarifas por Trump pode garantir gap de alta para o real na abertura de hoje, após o dólar ter saído para o feriado com valorização moderada de 0,39%, negociado a R$ 5,3385 no mercado à vista.


… Entre as divisas mais fortes, ontem, as variações foram marginais, diante das incertezas sobre o Fed e a bolha das techs. O DXY fechou estável (-0,06%), a 100,158 pontos. O euro caiu a US$ 1,152 e a libra subiu para US$ 1,307.


… O iene, em 157,623 por dólar, emplacou a sua quarta queda consecutiva. No intervalo de um mês, desde a posse da primeira-ministra, Sanae Takaichi, a moeda japonesa já afundou 5%. Cresce a chance de o BoJ não subir o juro.


… Nos Estados Unidos, o Fed boy Michael Barr pregou cautela quando questionado sobre novos cortes de juros. Afirmou estar preocupado com o fato de a inflação ainda estar em torno de 3%, contra a meta de 2%.


… Também Anna Paulson, presidente do Fed, recomendou prudência em conferência na noite de ontem. Segundo ela, a ameaça de inflação “persistentemente alta” precisa ser equilibrada com o enfraquecimento do emprego.


… Apesar do tom hawkish que vem sendo assumido por uma fatia relevante do Fed, os juros dos Treasuries caíram ontem. A taxa da Note-2 anos recuou para 3,551% (de 3,587%) e a de 10 anos voltou para 4,098% (de 4,129%).


COMPANHIAS ABERTAS – BRASKEM confirmou que controlada Braskem Idesa não efetuou pagamento de juros previsto para a última terça-feira, referente às notas seniores com vencimento em 2029, que somam US$ 900 mi…


… Depois do calote, a subsidiária segue em conversas com um grupo ad-hoc de detentores dos títulos, em busca de uma solução que assegure uma estrutura de capital sustentável e garanta a continuidade de suas operações.


ITAÚ negocia fatia do GPA na financeira FIC, apurou o Valor Econômico/Pipeline. Em acertos finais, banco vai pagar cerca de R$ 300 milhões pela participação da varejista. O anúncio deve acontecer já nos próximos dias…


… O Itaú já é acionista da FIC, que tem também as Casas Bahia e o Assaí como sócios.


BRB. A S&P rebaixou o rating do banco de B para B- e colocou a nova nota em revisão para possível rebaixamento…


… Segundo a agência, a ação reflete as preocupações com a gestão de risco do BRB, particularmente em vista da investigação sobre suas recentes aquisições de carteira de empréstimos do Master…


… BRB nomeou Nelson Antônio de Souza como presidente e diretor de Relações com Investidores.


MOTIVA informou que a BlackRock passou a administrar 101.176.755 ações ordinárias da empresa, o equivalente a cerca de 5,008% do total de papéis em circulação.


VIBRA ENERGIA. O conselho de administração aprovou aumento de capital de R$ 800 milhões e pagamento de R$ 850 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), correspondendo a R$ 0,7635 por ação. Ex dia 26.


ENERGISA. Conselho de Administração aprovou aumento de capital no valor de R$ 2,75 bilhões, por meio da capitalização de reservas de lucros…


… Com isso, o capital social da companhia passará de R$ 8,129 bilhões para R$ 10,876 bilhões…


… Colegiado aprovou a distribuição de dividendos no valor total de R$ 320,5 milhões, o equivalente a R$ 0,70 por unit e R$ 0,14 por ação ordinária ou preferencial, com pagamento em 19 de dezembro; ex em 27 de novembro.


EMBRAER firmou novos acordos estratégicos com organizações de pesquisa e empresas da Holanda para fortalecer o alinhamento com o sistema de defesa holandês.


ELDORADO CELULOSE. A Moody´s rebaixou a classificação de Ba2 para Ba3, com perspectiva estável…


… Em agosto, a agência de classificação de risco havia colocado a nota da companhia sob revisão para rebaixamento, após a aquisição da participação da Paper Excellence na Eldorado pela J&F por R$ 15 bilhões.


Aos assinantes do BDM, Bom Dia e Bons Negócios!

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...