quarta-feira, 15 de julho de 2026

Lendas do mercado

 CORRETORA SCHAIN CURY A 34, RESENHAS DE MERCADO, LENDAS DA BOLSA.


Antes vamos relembrar,a origem do numero 34. Começou como Floriano Octavio de Godoy, cujo pomposo escritorio situava se na Rua Anchieta, na galeria que da passagem para a Praça da Sé,bem proxima ao pregão do Pateo do Colegio, onde o Gaspar auxiliar de pregão levava as ordens de compra e venda a pé para entregar ao Zé Gordo e ao Waltinho Rosna.


Era uma verdadeira escola de operadores, com Genaro, Waltinho,(no céu) Zé Gordo(no ceu), Neizinho da moto, Samuca, Boris , Gaspar(no ceu) dizem que até o Rominho (no céu) trabalhou por lá tambem. A maior parte deles depois iriam migrar para a Plena Corretora .


Com o fim da Godoy, surge uma das maiores Corretoras da historia da Bolsa, a lendaria Schain Cury.


Tinha seus escritorios em predio proprio, na Rua Vergueiro na Vila Mariana em SP e na 7 de Setembro no RJ.


Seu proprietario Salim, tinha em Robert Van Dick seu braço direito.O Robert estava a frente de seu tempo, era inteligentissimo e foi o criador dos financiamento com opções na Bovespa.

Robert elaborava tudo em suas HP(s) 12C e 41 CV e transmitia ao Rubinho no pregão que com sua pequena calculadora Sharp Elal 70 fazia miseria na roda. O Rubinho com aquela cara de pirado onde muitos achavam meio bobo, foi o cara mais esperto de todos os tempos do viva voz, ele fechava negocios com todo mundo, não anotava nada e no final do dia te encontrava e falava: Voce me deve uma boleta de 1.000 OSH31 (opções de Sharp) e não errava nunca, se ele falasse voce poderia fazer a boleta kkk


Outras grandes feras estavam na mesa como o Jose Guilherman, Fernando Suzuki, Rubens Taufic,Teruo e tantos outros.


Depois de falarmos dos nobres, temos que falar do coração da Corretora que eram os operadores , já que sem eles esse coração não pulsava.

Que me perdoe todos que usaram o crachá da Schain, mas tenho que necessariamente começar pelo Barão, mesmo sabendo que o Giló ficará bravo. Barão, Giló. Luciano ,Serginho, Helinho,Luizinho,Geleia, e tantos outros .


Barão era uma figura impar. otimo operador, corretissimo, muito interessado em aprender,veio de familia simples e chegou a se formar em graduação de Adm, de Empresas. Tenho uma passagem com o Barão que me faz encharcar os olhos: Fiz por muitos anos juntamente com mais alguns colegas, palestras em Faculdades , Associações Comerciais, Condominios, bem antes de Raimundinho Magliano começar com o Bovespa vai a Voce . Uma ocasião estou falando para uma plateia de estudantes, quando o local é invadido por uns 100 alunos e alunas que entram me aplaudindo, era a Faculdade do Barão com ele à frente, totalmente empolgado gritando: Esse cara é meu amigo, esse cara é meu amigo. Confesso que foi dificil terminar a apresentação. tamanha era minha emoção.


O Barão para completar seu orçamento vendia Kinder Ovo no pregão por 1,00 ,mesmo sabendo que com o volume de ordens que carregava, poderia sim ter a tendencia do mercado a seu favor,mas nunca a usou. É até hoje o melhor amigo do grande investidor Luiz Barsi Filho e dizem as más linguas que  é o Barão quem paga a cafe para o Barsi quando se encontram. Coisas da vida. 


" Essa é uma homenagem a todos que deixaram marcas materiais e imateriais no corpo e na alma de toda uma classe"

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo mantém mercado sob pressão*


… A melhora inesperada da inflação americana devolveu algum apetite por risco aos mercados, mas não foi suficiente para tirar a guerra do radar, que segue em alta tensão no Oriente Médio. Enquanto o petróleo continua pressionado – ampliou os ganhos no eletrônico – e dirigentes do Fed tentam conter o entusiasmo provocado pelo CPI, investidores acompanham hoje novos testes para os juros, com o PPI, o Livro Bege e mais um depoimento de Kevin Warsh. No Brasil, o foco se divide entre a desaceleração da atividade, com a pesquisa de Serviços, a expectativa pelo novo tarifaço americano e a preocupação fiscal após a aprovação de pauta-bomba no Senado.


PETRÓLEO AINDA SOB PRESSÃO –O presidente Donald Trump surpreendeu o mercado ao abandonar, apenas um dia depois, a proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz.


… Convencido por aliados do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, ele substituiu a medida pela promessa de acordos comerciais e investimentos nos Estados Unidos, reconhecendo, na prática, o elevado custo econômico e político da iniciativa.


… O recuo eliminou um novo fator de risco para o comércio marítimo internacional e levou o petróleo a devolver parte da forte alta registrada no início do dia. A mudança, porém, não representou alívio sobre o Irã. Ao contrário.


… Enquanto recuava na frente comercial, Washington endurecia a ofensiva militar, retomando o bloqueio à navegação iraniana, ampliando as sanções contra a rede de exportação de petróleo do país e lançando uma nova onda de ataques contra alvos ligados ao regime.


… Teerã respondeu com novos ataques a bases americanas no Bahrein e no Kuwait e voltou a afirmar que o Estreito de Ormuz permanecerá sob seu controle, enquanto Donald Trump voltava a fazer ameaças ao Irã em entrevista à noite na Fox News.


… O Brent, que havia fechado o pregão regular em US$ 84,73 (+1,72%), ampliava os ganhos no eletrônico, subindo para perto de US$ 86, com a promessa do presidente americano de atingir usinas de energia e pontes na próxima semana, a menos que Teerã volte a negociar.


… Também à noite, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou que a retomada dos ataques dos Estados Unidos ao Irã “fecha a porta” para futuras negociações. “A infraestrutura civil está sendo danificada no Irã e nos países do Conselho do Golfo.”


… Com renovadas incertezas sobre a evolução da guerra, os mercados tendem a permanecer voláteis, após um dia de respiro com o CPI fraco.


CPI MUDA O JOGO – A inflação americana de junho surpreendeu positivamente e devolveu ao mercado a percepção de que o Federal Reserve pode esperar um pouco mais antes de voltar a elevar os juros.


… O índice cheio caiu 0,4%, contra expectativa de recuo de 0,1%, enquanto o núcleo ficou estável, contrariando as projeções de alta de 0,2%.


… A reação do investidor foi imediata: a probabilidade de alta dos juros em setembro caiu de 73% para 59,7%, segundo o CME, derrubando os rendimentos dos Treasuries, enfraquecendo o dólar e estimulando o apetite por risco (leia mais abaixo).


… Já hoje, no entanto, o mercado pode voltar a atenção aos alertas do Fed, que parece não ter se impressionado da mesma forma. Apesar da melhora das expectativas de curto prazo, ninguém abandonou o cenário de aperto monetário mais à frente.


… Para a Capital Economics, o CPI não altera o diagnóstico de que a inflação continuará pressionada pelos investimentos em inteligência artificial e pela recuperação da demanda. A consultoria mantém a avaliação de que a questão não é se, mas quando o Fed voltará a elevar os juros.


WARSH SOA HAWK – Enquanto Donald Trump comemorava o CPI e afirmava que a inflação continuará caindo mesmo com a guerra, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, procurou conter o entusiasmo do mercado.


… Em depoimento na Câmara, ele reafirmou que a prioridade número um do banco central continua sendo a estabilidade de preços e deixou claro que o CPI abaixo do esperado está longe de representar “missão cumprida”.


… Warsh disse estar “redobrando” o compromisso com a meta de inflação de 2% e ressaltou que “um único dado não encerra a discussão”.


… Acrescentou, ainda, que o Fed não tolerará uma inflação persistentemente elevada, que o mercado de trabalho continua resiliente, o que dá espaço para a autoridade monetária continuar concentrada no combate aos preços.


… Segundo ele, o banco central continuará tomando decisões com base nos dados, sem se deixar influenciar por pressões políticas.


… O presidente do Fed também sinalizou que pretende revisar a forma como a instituição comunica suas decisões e avalia a inflação, mas garantiu que eventuais mudanças não têm o objetivo de reduzir a transparência nem alterar a condução da política monetária.


… A cautela também predominou entre outros dirigentes do Fed.


… Austan Goolsbee afirmou que o CPI foi “surpreendentemente benigno”, mas ressaltou que o banco central precisará de uma sequência de indicadores favoráveis antes de concluir que a inflação voltou de forma sustentada para a meta.


… Já Michael Barr lembrou que a disseminação da inteligência artificial ainda traz incertezas importantes para a economia e o mercado de trabalho, reforçando a necessidade de decisões baseadas nos dados, e não em um único indicador.


NOVO TARIFAÇO – Aqui, o mercado entra nesta quarta-feira à espera da decisão final dos Estados Unidos sobre a investigação comercial contra o Brasil, que deve resultar na imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.


… A previsão é de conclusão da investigação até esta quarta-feira (15), após as consultas públicas ocorridas na última semana.


… A expectativa, tanto do setor privado quanto do governo, é de recomendação do USTR de tarifa de 25% sobre os produtos importados brasileiros. Para alguns setores, pode haver modulação da sobretaxa para 20%, segundo apurou o Estadão.


… A tendência é de manutenção da lista de exceções, abrangendo produtos agropecuários, aeronaves e insumos industriais, conforme sugerido pelo USTR no relatório preliminar, com possibilidade de ampliação a produtos que podem afetar a inflação americana.


… De acordo com fontes, não houve novas reuniões bilaterais entre o USTR e o governo brasileiro ao longo desta semana. Autoridades americanas também não aceitaram receber representantes do setor privado nacional nos últimos dias.


… A nova tarifa, se aplicada sobre o Brasil, ocorre no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana.


… Os Estados Unidos acusam o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, como o PIX, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.


PAUTA-BOMBA – O Senado aprovou no início da noite em dois turnos a PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que amplia despesas obrigatórias sem indicar fonte de financiamento. O texto segue para promulgação.


… Segundo estimativas do Ministério da Previdência, a medida terá impacto de R$ 27,9 bilhões em dez anos, podendo superar R$ 54 bilhões no horizonte de 80 anos. Além da aposentadoria especial, a proposta prevê a efetivação de agentes contratados após processo seletivo público.


… Derrotado no Congresso, o governo já sinalizou que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal.


… Para o economista-chefe da Warren, Felipe Salto, a aprovação da PEC evidencia o avanço de uma agenda eleitoral com elevado custo, que evidencia o descaso com a responsabilidade fiscal. Para ele, não há qualquer espaço para acomodar mais essa despesa.


MP DO FRETE – Mais cedo, o Senado aprovou a medida provisória que reforça a fiscalização do piso mínimo do frete e amplia o controle sobre as operações de transporte rodoviário de cargas, em uma tentativa de encerrar a mobilização dos caminhoneiros iniciada nesta semana.


… Após a votação, o presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, pediu a desmobilização dos protestos e orientou a categoria a concentrar esforços na regulamentação das novas regras junto à ANTT. A expectativa é de normalização gradual das operações.


… Apesar do acordo, os reflexos da paralisação já chegaram ao Porto de Santos, onde seis navios tiveram as operações interrompidas e outro registrou atraso, enquanto a redução do fluxo de caminhões levou ao reforço das medidas de segurança no terminal.


… O Senado retirou do texto o dispositivo que fixava um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros, e governistas afirmaram que Lula deverá vetar o trecho aprovado pela Câmara que anistia multas aplicadas pelos bloqueios de rodovias em 2022.


CURTAS DA POLÍTICA – Genial/Quaest divulga (7h) nova pesquisa de avaliação do governo Lula e de intenção de voto para a eleição presidencial.


DÍVIDAS RURAIS. Hugo Motta volta a se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tentar fechar uma MP de renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e pela guerra no Oriente Médio.


MCMV. O governo avalia ampliar a faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 21 mil e reduzir os juros do programa, em proposta apresentada pelas construtoras e ainda em análise pelo Ministério das Cidades.


TCU. O Tribunal de Contas da União analisa hoje auditoria sobre a política de conteúdo local no setor de petróleo e gás, além de acompanhar a carteira de investimentos da Petrobras e outros processos.


ETANOL. A alta do petróleo acabou favorecendo uma medida que meses atrás preocupava o governo pelo risco de pressionar a inflação.


… O MME estima que a elevação temporária da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% reduzirá o preço do combustível em cerca de R$ 0,03 por litro e evitará a importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano.


AGENDA – Depois de o CPI surpreender positivamente, o mercado volta suas atenções hoje para o PPI de junho nos Estados Unidos, às 9h30, em busca de novos sinais sobre a trajetória da inflação.


… Na sequência, às 11h, o presidente do Fed, Kevin Warsh, depõe no Comitê Bancário do Senado, e, às 15h, sai o Livro Bege do Fed.


… Ao longo do dia, investidores ainda acompanham discursos de dirigentes do banco central americano, como John Williams (9h45), Lisa Cook (14h) e Alberto Musalem (19h), além dos estoques semanais de petróleo do Departamento de Energia (DoE), às 11h30.


… No Brasil, o destaque é a Pesquisa Mensal de Serviços de maio, às 9h, com a mediana das estimativas apontando estabilidade (0,0%), após alta de 1,2% em abril – o que reforça a expectativa de desaceleração gradual da atividade.


… Estão ainda previstos o Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, às 14h, e o fluxo cambial semanal do BC, às 14h30.


CHINA HOJE – O PIB cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado. O resultado veio levemente abaixo da previsão de 4,6% e desacelerou contra os 5% do trimestre anterior.


… A produção industrial teve alta anualizada de 5,3% em junho, acima de maio (4,5%) e da expectativa de 4,7%. As vendas no varejo avançaram 1%, contrariaram a aposta de queda de 0,2% e superaram desempenho de maio (-0,6%).


BALANÇOS – A temporada de resultados prossegue com os números da BlackRock e do Morgan Stanley, antes da abertura dos mercados em Nova York. Na Europa, o destaque é a ASML, referência global na fabricação de equipamentos para a indústria de semicondutores.


UM É POUCO – Está certo o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, quando não diz que não se engana que a deflação do CPI de junho por si só signifique que a missão do BC americano contra as pressões inflacionárias está cumprida.


… Muita gente, dentro e fora do Fed, concorda com ele que ainda há muito o que fazer para que “tudo esteja bem”.


… Já na segunda-feira, Christopher Waller também havia dito que um resultado positivo do CPI seria relativizado pelo  novo choque do petróleo, que já saltou em torno de 20% desde a queda abaixo de US$ 70 no início deste mês.


… O mercado não está ignorando todas estas advertências do Fed sobre embarcar num otimismo precipitado. Ainda assim, o investir quis curtir o CPI e, como especular é do jogo, reduziu as apostas em alta do juro no curto prazo.


… A chance de um aperto monetário em setembro ainda é majoritária, mas caiu de 73% para cerca de 60%, com as estimativas na ferramenta do CME migrando para a manutenção da taxa básica (40%, contra 27% anteriormente).


… Ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte até o encontro do Fed em setembro, mas uma boa parte dos investidores esteve disposta ontem a incorporar a expectativa dovish, ainda que ela possa a vir se provar passageira.


… A taxa da Note-2 anos, mais sensível às decisões de política monetária, recuou a 4,185%, de 4,269% na véspera.


… Depois do CPI, o Goldman Sachs revisou em baixa a previsão para o núcleo do índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), para 0,18% em junho, contra a expectativa de 0,24% antes da divulgação do indicador.


… Aqui, os juros futuros foram no embalo do apetite por risco e queimaram prêmio com o CPI.


… Fecharam nas mínimas do dia os contratos para Jan/27, a 13,895%, de 13,947% na véspera ; Jan/28, a 13,855% (de 14,011%); e Jan/29, a 14,020% (de 14,195%). Jan/31 caiu a 14,215% (de 14,363%); e Jan/33, a 14,285% (14,402%).


… A surpresa do CPI enfraqueceu o dólar e devolveu o DXY (-0,31%) aos 100,919 pontos, enquanto as moedas rivais se fortaleceram: euro, +0,30%, a US$ 1,1426; libra esterlina, +0,30%, a US$ 1,3392, e iene cotado a 162,16 por dólar.


… Mas de todas as 33 divisas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, o real teve a melhor performance, derrubando o dólar abaixo de R$ 5,10. Em primeiro plano, foi a inflação americana que ditou o ritmo do câmbio doméstico.


… Mas não foi só isso. O petróleo em torno de US$ 85 melhora nossos termos de troca, já que o Brasil é exportador da commodity. Outro fator favorável ao real é a perspectiva de fluxo para a bolsa com um corte da Selic no radar.   


… Na sexta-feira do IPCA, os investidores estrangeiros colocaram R$ 1,5 bilhão na B3.


SAIU DA MODA, MAS NÃO SAIU DE CENA – Três meses atrás, o Ibovespa namorava a marca inédita dos 200 mil pontos e faltou muito pouco à época para chegar neste pico. De lá para cá, a euforia com a bolsa brasileira baixou.


… Dificilmente, diz o Citi, o índice à vista vai alcançar os 200 mil este ano, diante da reversão de tendência do capital estrangeiro, agora mais de olho nos Estados Unidos e nos emergentes expostos à IA, como Taiwan e Coreia do Sul.


… Mas o banco reconhece que a bolsa está barata e observa que, ao mesmo tempo em que o mundo vive o frenesi da IA, convive simultaneamente com o temor de que a bolha de tecnologia estoure, e é aí que o Brasil pode faturar.


… Segundo o Citi, a bolsa brasileira pode funcionar para os estrangeiros como uma espécie de hedge de IA. “Se os investidores querem reverter o trade de IA e investir na velha economia, o Brasil fica na moda novamente.”


… De seu lado, o ASA acredita que é o trade eleitoral que pode fazer a diferença e projetar o Ibov aos 300 mil pontos em um prazo entre 12 e 18 meses após as eleições, caso um governo fiscalmente responsável assuma o poder.


… Ontem, na esteira do clima externo mais positivo, o Ibovespa fechou em alta de 0,51%, aos 176.641,10 pontos, com giro de R$ 21,9 bilhões. Vale subiu forte (+1,59%; R$ 74,01), acompanhando o minério de ferro (+1,81%).


… Os papéis da Petrobras testaram uma acomodação, mesmo com o petróleo em alta. PN ficou estável em R$ 40,66, e ON teve leve baixa de 0,50% (R$ 45,48). Entre os bancos, Itaú PN subiu 0,25% (R$ 43,63) e BB, +1,73% (R$ 20,59).


… Já na ponta oposta, Bradesco PN recuou 0,75% (R$ 18,63) e Santander unit perdeu 0,11% (R$ 27,34).


… Em Wall Street, o alívio do CPI garantiu entusiasmo ao Nasdaq, que avançou 0,90%, para 26.107,01 pontos.


… Já a frustração com a prévia operacional da IBM afundou a ação em quase 25%, limitou os ganhos do S&P 500 (+0,38%, a 7.543,59 pontos) e zerou a recuperação do Dow Jones (+0,02%), que fechou o dia aos 52.508,27 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE elegeu Wilfred Theodoor Bruijn como presidente interino do conselho de administração. Ele permanecerá no cargo até a eleição do novo presidente, em assembleia marcada para 22/07.


PETROBRAS. GQG Partners passou a deter participação equivalente a 4,99% das ações ordinárias da companhia, por meio de ADRs, após alienação no mercado secundário.


ENERGISA SUL-SUDESTE teve reajuste tarifário médio de 9,63% aprovado pela Aneel.


TAESA ratificou, em AGE, a aquisição de cinco transmissoras da Energisa por R$ 1,545 bilhão, ainda sujeita às aprovações da Aneel e do Cade.


CEMIG. UBS reduziu de 10,17% para 0,03% a posição em derivativos referenciados em ações preferenciais.


ÂNIMA acertou compra da FMU por R$ 410 milhões. Pagamento será de R$ 240 milhões no fechamento da operação e até R$ 170 milhões, corrigidos pelo CDI, até dez/29, com parcela variável atrelada a desempenho da instituição.


EVEN lançou dois projetos no segundo trimestre, com VGV potencial de R$ 280,5 milhões, queda de 59,5% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas recuaram 64,7%, para R$ 156 milhões.


MELNICK registrou queda de 67,6% no VGV de lançamentos e de 66,7% nas vendas líquidas no segundo trimestre.


HELBOR. Caixa Asset passou a deter 5,26% das ações da companhia.


OI informou que divulgará as demonstrações financeiras apenas após a conclusão da auditoria independente conduzida pela PwC.


AMBIPAR pediu suspensão da recuperação judicial nos Estados Unidos em favor de avançar com o “Chapter 15”, modalidade legal que poderá estender aos EUA os efeitos do plano de recuperação reconhecido no Brasil…


… Segundo fontes do Broadcast, o Opportunity contestou o pedido.


NEOGRID teve aprovado pela CVM o cancelamento do registro de companhia aberta. A empresa convocará AGE para deliberar sobre o resgate compulsório das ações remanescentes.


CAMIL registrou lucro de R$ 28 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, queda de 57,6% na comparação anual, enquanto a receita líquida recuou 0,7%, para R$ 2,6 bilhões.


ROMI lucrou R$ 13,9 milhões no segundo trimestre, queda de 15% na comparação anual, apesar de a receita líquida ter crescido 5,9%, para R$ 334,8 milhões.


HYUNDAI. Funcionários iniciaram greve rotativa de três dias por reajuste salarial e preocupações com o avanço da automação e o uso de robôs humanoides nas fábricas, segundo o Jornal do Carro/Estadão.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,4% EUA tech +0,9% EUA Semis +2,5% UE +0,1% Espanha +0,1% VIX 16,5% Bund 3,07%. T-Note 4,59%. Spread 2A-10A USA=+37pb B10A: ESP 3,57% PT 3,47% ITA 3,88% FRA 3,88% Euribor 12m 2,825% USD 1,144 JPY 185,5/€ 162,2/$. Ouro 4.038$. Brent 85,2$. WTI 79,61$. Bitcoin +3,1% (64.723$). Ether +5,2% (1.874$).

 

:: SESSÃO. Warsh e mais resultados empresariais.                                    

Sessão de continuidade de ontem. Nova intervenção de K. Warsh perante o Senado, mais bancos americanos, embora também maior variedade de empresas, entre elas ASML e Richemont que bateram expetativas.


Ontem vivemos uma sessão onde tanto as bolsas como as obrigações recuperaram. O mercado avaliou (i) a moderação do IPC americano até +3,5% desde +4,2%. A taxa subjacente também se moderou até +2,6% desde +2,9%. A queda do petróleo bruto (WTI -17% no mês) após o MoU assinado entre os EUA e o Irão relaxou as secções de Energia e Transporte. O dado revela que a inflação teria alcançado o pico nos meses anteriores e isso retira pressão à Fed. As yields dos Treasuries relaxaram (T-Note -3,4 p.b. até 4,59%, 2A -9 p.b. até 4,195%) e o $ depreciou-se (1,143 €/$, +0,5%). (ii) Resultados da banca americana que bateram expetativas (Goldman: 9%, BoA +1,9%, JP Morgan +2,5%, Wells Fargo -2,7%, Citi -5,2%) e impulsionaram o setor financeiro (+0,2%). Também melhorou o tom da tecnologia, que recuperava perante uma diminuição das expetativas de subidas de taxas de juros, algo que afeta os setores de alto crescimento. (iii) Comparência de K. Warsh perante o Congresso, onde cumpriu o guião, mantendo um tom firme. A intervenção focou-se na independência da Fed, onde reiterou o compromisso de conseguir estabilidade de preços, mas sem antecipar futuros movimentos de taxas de juros.


Para a sessão de hoje, não esperamos surpresas relevantes por parte de Warsh, os bancos continuarão a mostrar-se bem, especialmente os com grande peso da banca de investimento (EPS MS +38%, BNY Mellon +15%, Blackrock +5%). À primeira hora, ASML apresentou resultados melhores do que o esperado e reviu as guias para 2026 em alta (+2,8% em pré-abertura) e Richemont bateu amplamente as expetativas (Vendas 1T (abril-junho) +20% a preço constante), o que animará a tecnologia e o luxo.


Na frente convencional, o PIB da China 2T cresce menos do que o esperado e também se situa abaixo do objetivo do governo (+4,5%/+5,0%). O resto da sessão vem carregada de referências, mas com pouca capacidade de influência: Preços Industriais da UE, Preços Industriais americanos, reunião do BoC (Canadá), onde se espera que mantenha taxas de juros estáveis em 2,25% pela sexta reunião consecutiva perante uma inflação elevada (+3,2% em maio vs. +1,8% pré-Irão), mas uma atividade económica débil (PIB +0,4% a/a no 1T 2026). Será publicado o Livro Bege da Fed (19 h). Destaca a moderação esperada dos Preços Industriais nos EUA (13:30 h), mas conhecido já o IPC de junho, não deverá ter muito impacto numas yields que ontem começaram a relaxar-se após umas semanas a aumentarem perante o tom mais hawkish da Fed e a subida do petróleo bruto. Os resultados empresariais voltam a ter o protagonismo (resultados 2T e guias). Embora provavelmente convivam com alguma volatilidade de Ormuz, num contexto de menores volumes durante os meses de verão, os crescimentos esperados (+24,3% nos EUA, tecnologia +65%, +13,6% na Europa) oferecem um apoio sólido.

 

:: CONCLUSÃO. Hoje a sessão deverá manter a inércia em alta de ontem.

 

FIM

Lendas do mercado

 CORRETORA SCHAIN CURY A 34, RESENHAS DE MERCADO, LENDAS DA BOLSA. Antes vamos relembrar,a origem do numero 34. Começou como Floriano Octavi...