sexta-feira, 10 de abril de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Sexta Feira,10 de Abril de 2.026.


*Inflação testa mercado sob acordo frágil na guerra*

CPI americano (9h30) e IPCA de março (9h) devem incorporar choque de energia da guerra


… Na véspera do fim de semana, os mercados tendem a assumir alguma cautela, na expectativa pelo início das negociações entre representantes de Teerã e Washington, em encontro neste sábado, em Islamabad, no Paquistão. Apesar da distensão do cenário geopolítico, sobretudo pelos sinais de Trump de que quer encerrar essa guerra, ainda há muitas incertezas sobre a normalização da oferta do petróleo. O dia será marcado também pela divulgação do CPI americano, na primeira leitura a incorporar o encarecimento da gasolina sobre a inflação nos Estados Unidos, às 9h30, e, no Brasil, pelo IPCA de março, às 9h, que deve acelerar com a alta dos alimentos e dos combustíveis.


TRUMP QUER O ACORDO –A tentativa de construção de um cessar-fogo no Oriente Médio ainda está longe de uma estabilização do conflito, mas há avanços evidentes na diplomacia, que permitem algum otimismo.


… O ponto mais relevante para sustentar a perspectiva de um acordo segue sendo a mudança de postura de Donald Trump, que abandonou a retórica mais agressiva das últimas semanas e passou a adotar um tom mais conciliador em relação ao Irã.


… O presidente americano já não faz ameaças diretas ao regime iraniano, deixou de exigir publicamente a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e, nos bastidores, tem atuado para destravar as negociações.


… Segundo relatos, Trump pediu diretamente a Benjamin Netanyahu que reduzisse os ataques de Israel ao Líbano, uma das principais condições impostas por Teerã para avançar com o cessar-fogo.


… O movimento foi seguido por um anúncio do premiê israelense de que iniciará negociações diretas com o Líbano “o mais rápido possível”, com reuniões previstas já para a próxima semana, nos Estados Unidos.


… Apesar do gesto diplomático, Netanyahu deixou claro que não pretende interromper os bombardeios, mantendo um dos principais pontos de tensão do acordo.


… Do lado iraniano, a exigência de um cessar-fogo completo no Líbano continua sendo reafirmada, junto à manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz, que permanece fechado mesmo após o anúncio da trégua.


… O Irã também indicou que pode limitar a circulação de navios e chegou a discutir a cobrança de pedágios para a travessia, em meio a relatos de restrições operacionais no fluxo de petróleo.


… Na prática, o cenário ainda é de grande instabilidade, com episódios contínuos de violência na região e divergências abertas sobre os termos do acordo. Mas a delegação iraniana já chegou à capital do Paquistão, Islamabad, no fim da noite desta quinta-feira para as negociações.


… O Irã mantém pressões no campo operacional e reforça suas exigências, porém, está disposto a conversar.


… Também os sinais recentes de Washington — especialmente a atuação direta de Trump para conter a escalada militar — ajudam a sustentar algum grau de confiança do mercado de que uma negociação mais ampla pode avançar.


… Nesta quinta-feira, essa leitura foi suficiente para reduzir parcialmente o prêmio de risco nos ativos globais, com impacto direto sobre o petróleo, que, após forte queda na véspera, voltou a subir, mas ainda abaixo dos níveis mais críticos.


… Instituições como o Goldman Sachs já revisaram para baixo suas projeções de curto prazo para o petróleo, citando a redução do risco imediato, embora ressaltem que a tendência segue assimétrica, com riscos relevantes de novas altas.


… No pano de fundo, permanece a avaliação de que, mesmo com um eventual avanço nas negociações, os efeitos sobre energia e inflação devem persistir por algum tempo, mantendo o cenário global sensível aos próximos desdobramentos.


RÚSSIA X UCRÂNIA -Concordaram com uma trégua de dois dias durante o feriado da Páscoa ortodoxa, a partir deste sábado, com cessar-fogo anunciado por Putin e adesão por Zelensky, embora ambos mantenham tropas em alerta e o acordo ainda seja visto com cautela.


A CONTA DA GUERRA – O governo segue acelerando medidas para mitigar os impactos da alta do petróleo sobre a economia, combinando crédito, desoneração e ajustes operacionais, enquanto tenta evitar repasses imediatos aos preços domésticos.


… Já foram formalizadas a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e abertura de linhas de crédito para o setor aéreo, incluindo capital de giro de R$ 1 bilhão e um programa mais amplo, que pode chegar a R$ 7,5 bilhões via FNAC, operacionalizado pelo BNDES.


… A medida busca garantir liquidez às companhias em meio à disparada dos custos de combustível, embora a demora na regulamentação ainda gere incertezas no setor.


… No segmento de combustíveis, a Vibra sinalizou adesão ao programa de subvenção ao diesel, após ajustes técnicos e diálogo com o governo e a ANP, reforçando a tentativa de dar previsibilidade ao mercado e conter impactos sobre o consumidor final.


… Ainda no campo emergencial, a Petrobras voltou atrás no leilão de GLP, após pressão direta de Lula, mas segue sem clareza sobre a devolução do ágio, estimado em cerca de R$ 140 milhões, levantando dúvidas sobre a efetividade da medida para reduzir o preço ao consumidor.


… No front fiscal, o governo recorreu da decisão que suspendeu a cobrança do imposto de exportação sobre o petróleo, peça-chave do pacote de compensação, em um movimento que adiciona incerteza à calibragem das contas públicas, diante das medidas de alívio.


… Mas a Justiça negou ontem à noite o pedido da União e manteve a decisão liminar que suspendeu a cobrança do Imposto de Exportação de petróleo para cinco petroleiras que operam no Brasil.


… Já no plano operacional, a equipe técnica avalia antecipar a contratação de gás natural para usinas térmicas, ampliando o prazo de 60 para 90 dias, em estratégia preventiva para garantir oferta de energia em um cenário de maior risco geopolítico.


… No conjunto, o governo combina ações emergenciais e medidas estruturais para amortecer o choque externo, mas a efetividade do pacote segue condicionada à evolução do conflito e ao equilíbrio entre preços, atividade e arrecadação.


ENDIVIDAMENTO – O pacote do governo para reduzir o endividamento das famílias pode incluir a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do FGTS para trabalhadores com valores residuais de saques anteriores.


… A medida deve vir acompanhada de ações de renegociação de dívidas, com foco em famílias de menor renda.


… O plano ainda está em elaboração e dependerá de aval do Congresso.


CURTAS NA POLÍTICA – Aliados de Davi Alcolumbre veem espaço para votar a PEC da autonomia financeira do Banco Central antes das eleições, embora o avanço ainda dependa de acordo político e de aval da equipe econômica.


… A sabatina de Jorge Messias ao STF foi marcada para 29 de abril, com ambiente considerado favorável no Senado e expectativa de aprovação no mesmo dia, depois de meses de impasse na nomeação do novo ministro que ocupará a vaga de Barroso.


… Alcolumbre também convocou sessão do Congresso para 30 de abril para analisar o veto ao projeto da dosimetria (8 de janeiro).


… Datafolha divulga amanhã, sábado, a primeira pesquisa sobre a eleição presidencial após a entrada de Ronaldo Caiado e com simulação de segundo turno também entre Fernando Haddad e Flávio Bolsonaro.


… Na Folha, a colunista Mônica Bergamo afirmou que a possibilidade de Haddad substituir Lula como candidato à Presidência anima integrantes do mercado financeiro; banqueiros e executivos já abordaram lideranças do PT e o próprio ex-ministro para tratar do tema.


MAIS AGENDA –A sexta-feira concentra os principais dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, em um ambiente ainda pressionado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre energia e logística.


… A manhã começa com o IGP-M do 1º decêndio de abril (8h), que pode já refletir parte da recente alta do petróleo.


… Às 9h, o IBGE divulga o IPCA de março, com expectativa de aceleração a 0,77%, após 0,70% em fevereiro, segundo a mediana do mercado apurada pelo Broadcast, com projeções entre 0,47% e 0,82%.


… Em 12 meses, a inflação pode subir a 4,03%, de 3,81%, pressionada principalmente por alimentos e combustíveis, já incorporando efeitos indiretos da guerra via custos logísticos e energia.


… Apesar disso, a média dos núcleos deve desacelerar para 0,38%, de 0,62%, indicando algum alívio na margem em serviços e bens industriais.


… No mesmo horário, Galípolo participa de encontro na FEA-USP (10h), em fala sobre política monetária e conjuntura econômica. Fechado para a imprensa.


… No exterior, o foco se volta para os Estados Unidos, com a divulgação do CPI de março (9h30), que deve subir 0,9% no mês, após 0,3% em fevereiro, com a taxa anual avançando a 3,4%.


… O dado deve ser a primeira leitura a incorporar de forma mais clara o choque de energia, com forte impacto da gasolina, enquanto o núcleo tende a subir 0,3% no mês e 2,7% em 12 meses.


… Às 11h, saem o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com expectativa de leve recuo a 52,5, e as encomendas à indústria de fevereiro. Às 14h, o relatório da Baker Hughes divulga poços e plataformas de petróleo em operação nos Estados Unidos.


CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) de março registrou alta anualizada de 1,0%, abaixo da previsão dos analistas, de 1,2%. Já os preços ao produtor (PPI) avançaram 0,5% no período, contra expectativa de 0,6%.


GUERRA E PAZ – Apesar de Netanyahu continuar irredutível, dizendo que não vai interromper os bombardeios sobre o Líbano, a pressão de Trump para que Israel sente para negociar com Beirute aliviou a pressão nos negócios.


… O petróleo desacelerou a alta, as bolsas em Nova York ampliaram os ganhos e o S&P 500 fechou a 150 pontos de seu recorde, enquanto por aqui o Ibovespa conquistou a façanha de romper a marca inédita dos 195 mil pontos.


… Também o câmbio refletiu as novidades do front, com o dólar na cotação mais barata em dois anos (R$ 5,06).


… O investidor sabe muito bem que o jogo só acaba quando termina e que a trégua negociada está longe de ser confiável. Mesmo assim, o noticiário serviu como válvula de escape para o mercado continuar aliviando o estresse.


… O Ibovespa subiu 1,52% e emplacou mais um recorde duplo, com giro expressivo de novo, de R$ 37,2 bilhões, para dar consistência à máxima de todos os tempos no fechamento (195.129,25 pontos) e ao pico intraday (195.513,91).


… O índice à vista da bolsa doméstica completou, assim, oito pregões consecutivos no azul. A queda de 1,05% da Vale, para R$ 84,69, seguindo a tendência do minério de ferro (-2,53%), não impediu os topos históricos da bolsa.


… Apesar de o petróleo ter perdido fôlego à tarde, Petrobras ON subiu 2,93%, a R$ 52,69, e PN, +2,77%, a R$ 47,90.


… Os papéis dos principais bancos também foram determinantes para o Ibovespa cruzar a barreira recorde: Itaú, +1,71% (R$ 45,75); Bradesco PN, +0,59% (R$ 20,29); Santander unit, +1,81% (R$ 31,98); e BB ON, +0,94% (R$ 24,72).


… Operadores relataram ao Broadcast que tem muito recurso estrangeiro no meio do volume financeiro que vem bombando nos últimos dois dias no Ibovespa. A forte presença gringa leva o mercado a sonhar com dólar a R$ 5,00.


… Não está longe: ontem, marcou R$ 5,0588 na mínima do dia, para fechar a R$ 5,0634, em queda de 0,77%.


… Apesar de o real e a bolsa terem voltado a exibir força, os juros futuros tiveram queda moderada, preferindo não comprar excessivamente o otimismo em um desfecho positivo do cessar-fogo, porque vai que dá tudo errado.


… Um dia depois de ter derretido com os gestos de aproximação entre Trump e o Irã, a curva achou melhor ir mais devagar. O contrato de DI para Janeiro/27 caiu para 13,920% (de 13,952%); e Jan/28, a 13,400% (13,456%).


… Jan/29 recuou para 13,305% (de 13,357% na véspera); Jan/31, 13,465% (13,503%); e Jan/33, 13,575% (13,610%).


ROLOU UMA BOA VONTADE – As bolsas em NY amanheceram reconhecendo a fragilidade do cessar-fogo, mas zeraram as perdas à tarde, querendo acreditar que Israel não vai prejudicar o sucesso das negociações com o Irã.


… No otimismo de virada, o índice Dow Jones registrou valorização de 0,58%, aos 48.185,80 pontos, o S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,65 pontos, e o Nasdaq terminou o dia em alta de 0,83%, aos 22.822,417 pontos.


… Um dia depois do maior tombo em seis anos, o petróleo Brent também começou o dia se ajustando e chegou a flertar novamente com os US$ 100 na máxima, mas segurou o ímpeto e desacelerou para US$ 95,92 (+1,23%).


… No câmbio, o índice DXY do dólar conseguiu relaxar (-0,31%), para fechar abaixo da linha dos 99 pontos (98,819), mesmo que o terreno das negociações diplomáticas continue bastante instável e marcado por reviravoltas.


… O euro subiu 0,28%, para US$ 1,1711, e a libra ganhou 0,25%, a US$ 1,3444. Só o iene caiu, para 159,04 por dólar.


… A esperança de alívio do petróleo com as conversas entre EUA, Irã, Israel e o Líbano impediu as taxas dos juros dos Treasuries de subirem: a da Note-2 anos recuou a 3,781% (de 3,787%) e de 10 anos, a 4,286% (de 4,287%).


… Na agenda do dia, a inflação do PCE não assustou, mas continua estourando a meta de 2% perseguida pelo Fed.


… O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,4% em fevereiro na comparação mensal e 3% na anual, ambos em linha com o previsto, enquanto a renda pessoal teve queda inesperada de 0,1% no mês.


… Já o PIB americano do 4TRI cresceu a uma taxa anualizada de 0,5%, ante da expectativa de alta de 0,7%, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram 16 mil na última semana, para 219 mil, acima da previsão de 210 mil.


… Para a Capital Economics, a tendência é de que o crescimento nos Estados Unidos siga contido neste trimestre, já que os preços elevados dos combustíveis pressionam o poder de compra das famílias.


… Na plataforma CME Group, as chances de cortes de juro pelo Fed voltaram a ser postergadas para o segundo semestre de 2027.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS acertou a compra das participações remanescentes em Tartaruga Verde e no Módulo II de Espadarte por US$ 450 milhões, passando a deter 100% dos ativos.


JBS captou US$ 500 milhões com reabertura de título de dívida que havia emitido no final de março, apurou o Valor. A S&P Global afirmou que a reabertura da captação alonga o cronograma de vencimentos da dívida da companhia.


BRB convocou assembleias para 30/4 para deliberar sobre balanço de 2025, dividendos e remuneração. O banco negou aporte de R$ 30 bilhões no Master e afirmou que informações divulgadas foram “distorcidas”.


HAPVIDA. Lucas Garrido foi indicado para vice-presidente de Finanças da companhia, substituindo Luccas Adib, que assumirá como CEO.


ONCOCLÍNICAS. Prejuízo quase dobrou no quarto trimestre/25, em base anual, para R$ 1,51 bilhão. Receita líquida somou R$ 1,36 bilhão, queda de 12,6% contra um ano antes, e Ebitda ficou negativo em R$ 574 milhões (estável)…


… A companhia informou nesta quinta-feira à CVM que a sua continuidade operacional depende da renegociação de dívidas e destacou incerteza relevante sobre sua capacidade financeira.


IRB. Goldman Sachs passou a deter 6,07% das ações ordinárias.


SMARTFIT. Norges Bank passou a deter 5,01% das ações ordinárias.


NEOENERGIA. Iberdrola atingiu cerca de 98% do capital após OPA e dará seguimento ao fechamento de capital.


CURY registrou VGV de lançamentos de R$ 2,646 bilhões no 1TRI26, queda de 4,9% na base anualizada, e vendas líquidas de R$ 2,33 bilhões (+9,5%)


DIRECIONAL registrou lançamentos de R$ 1,0 bilhão (+12%) e vendas líquidas de R$ 1,6 bilhão (+19%) no 1TRI26.


FERROGRÃO. STF adiou novamente julgamento sobre o projeto, com placar parcial de 2 a 0 favorável à obra.


LOCALIZA. Citi reiterou recomendação de compra e elevou preço-alvo de R$ 52 para R$ 55, citando expectativa de resultados fortes no 1TRI, com operações resilientes e disciplina de preços.


VITRU fixou preço de R$ 14,69 por ação em follow-on, podendo levantar até R$ 276,3 milhões.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,6% US tech +0,7% US semis +2,1% UEM -0,3% España -0,2% VIX 19,5% Bund 3,01% T-Note 4,30% Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,43% PT 3,41% FRA 3,63% ITA 3,75% Euribor 12m 2,86% (fut. 2,85%) USD 1,169 JPY 186,1 Ouro 4.758$ Brent 96,6$ WTI 98,3$ Bitcoin -0,5% (72.048$) Ether -0,9% (2.194$).


SESSÃO: O tom do mercado virá marcado pelas novidades do Médio Oriente – para calibrar a viabilidade da trégua e do processo negociador – e pelos dados do IPC americano de março – que permitirão avaliar os primeiros impactos do choque energético.


A fragilidade do cessar-fogo revelou-se ontem, a poucas horas do acordo: ataques de Israel no Líbano, restrições do Irão ao tráfego pelo Estreito de Ormuz e declarações de Trump alertando para uma escalada se o Irão não cumprir o acordo. À última hora da tarde, o sentimento melhorou ao Israel anunciar o início de negociações com o Líbano, eliminando um ponto-chave de fricção no conflito.


A primeira ronda de conversações entre os EUA e o Irão começa este fim de semana no Paquistão. As posturas iniciais estão distanciadas. O plano iraniano é maximalista e o acordo irá requerer concessões difíceis para os EUA (controlo de Ormuz, armamento nuclear..). A parte positiva é que existe um interesse mútuo em alcançar um acordo e estão a ser dados os passos (cessar-fogo + processo negociador) em boa direção.


Na frente convencional, o foco estará na inflação americana e na Confiança da Univ. de Michigan. O IPC irá aumentar (+3,4% desde +2,4% por energia) e  Taxa Subjacente também irá ver-se afetada (+2,7% vs +2,5% ant), afastando-se do objetivo da Fed. Veremos deterioração na Confiança do Consumidor (51,3 vs 53,3) com as Expetativas de Inflação claramente em alta (1 ano:+ 4,3% est. vs +3,8% ant. e 5 anos +3,5% est. vs +3,2% ant). 


Neste contexto, os cortes de taxas de juros da Fed terão de esperar. Sem recuperação do choque alfandegário, começa um choque energético. Além disso, o mercado laboral está em equilíbrio e não requer estímulos. O nosso cenário central contempla um corte apenas em 2026, e para o final do ano.


CONCLUSÃO: Sessão de otimismo cauteloso perante o início de conversações, este fim de semana, entre os EUA e o Irão e o anúncio de um acordo para dialogar entre Israel e o Líbano. Em qualquer caso, os potenciais avanços nas bolsas serão moderados. Ainda faltam muitas incógnitas por resolver antes de uma normalização completa. Além disso, a macro não irá ajudar na sessão (aumento na inflação e deterioração na confiança), evidenciando que o impacto na economia começa a ser tangível e afastando possíveis cortes de taxas de juros. Defendemos que a guerra irá terminar em breve e que terá valido a pena ser paciente e assumido posições em momentos de correções.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado* Sexta Feira,10 de Abril de 2.026. *Inflação testa mercado sob acordo frágil na guerra* ​ CPI americano (9h30) e IPCA de m...