Vocês querem um rico resumo do atraso que condena nossos jovens à rabeira do PISA e a uma mão de obra semi analfabeta? Leiam esse artigo do jornalista Jorge Okubaro. Está tudo aí.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
terça-feira, 30 de junho de 2026
Marcelo Guterman
Call Matinal 3006
Call Matinal
30/06/2026
Julio
Hegedus Netto, economista
FECHAMENTO (2906)
MERCADOS
Na segunda-feira (29), o Ibovespa fechou quase estável, com leve perda de
0,05%, aos 173.205,35 pontos, após oscilar entre 172.392,54 e 173.891,53. Volume
somou R$ 13,9 bilhões. Já o dólar à vista registrou alta discreta, de 0,13%,
negociado a R$ 5,1743.
PRINCIPAIS MERCADOS
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MERCADOS 5h30 |
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Índices |
Comentários |
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EUA |
Dow Jones Futuro: +0,01% S&P 500 Futuro: +0,04% Nasdaq Futuro: +0,12% |
Os índices futuros de Nova York operam ligeira, após o Dow Jones
renovar seu recorde de fechamento na sessão anterior. Na segunda-feira, o
índice avançou 0,59% e encerrou acima dos 52 mil pontos pela primeira vez na
história, impulsionado principalmente pela valorização de quase 5% das ações
da Alphabet. |
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Ásia-Pacífico |
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Shanghai SE (China), +0,50% Nikkei (Japão): +0,86% Hang Seng Index (Hong Kong): -0,63% Nifty 50 (Índia): 0,00% ASX 200 (Austrália): -0,51% |
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Europa |
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STOXX 600: +0,66% DAX (Alemanha): +0,92% FTSE 100 (Reino Unido): +0,42% CAC 40 (França): -0,55% FTSE MIB (Itália): +0,43% |
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Commodities |
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Petróleo WTI, +0,08%, a US$ 70,81 o barril Petróleo Brent, -0,03%, a US$ 73,13 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,61%, a
747 iuanes (US$ 109,95) Bitcoin, -1,90%, a US$ 59.174,10 |
Petróleo segue como principal variável de
risco, com volatilidade ligada às negociações entre Estados Unidos e Irã e à
segurança no Estreito de Ormuz. |
NO DIA, 3006
A guerra, ao que parece, vai ficando para trás, com o mercado doméstico agora
mais focado ao patamar da taxa Selic, por quanto tempo será mantido, se teremos
cortes, assim como nos EUA, como o Fed deve “operar”. A agenda de hoje (30) recoloca o mercado de trabalho
no centro dos debates, com o Caged no Brasil, enquanto os investidores entram
na contagem regressiva para o “payroll”, principal teste da semana para as
apostas sobre os próximos passos do Fed. Aqui ainda tem dados fiscais e Plano
Safra. Fechando o mês e estejam de olho no PTAX, para sentir para onde vai o
dólar. Trump levou um tranco ontem, quando a Suprema Corte Americana se negou a
punir a diretora do Fed, Lisa Cook.
Boa semana a todos!
Agenda 29 de junho a 02 de julho
Segunda-feira, 30/06
21h30, Leitura final do PMI industrial de junho no
Japão
22h45, PMI industrial da China
8h30, o BCB divulga o resultado consolidado do setor
público de maio
10h, Cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/27
14h, divulgação do Caged de maio
9hs, zona do euro, prévia da inflação de junho na
Alemanha
10h45, PMI/ISM de Chicago
11h, confiança do consumidor, medida pelo Conference
Board
relatório Jolts em busca de novos sinais sobre o
mercado de trabalho antes do payroll de quinta-feira
Malu Gaspar
Malu Gaspar
O GLOBO18/06/2026
O embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça durante o julgamento das prisões de Henrique e Felipe Vorcaro, na terça-feira passada, não expôs apenas a guerra de nervos que dominou o Supremo Tribunal Federal (STF) em virtude do caso do Banco Master. Deixou patente, também, até onde alguns ministros estão dispostos a ir para salvar a pele de fraudadores, milicianos, parlamentares, servidores públicos corruptos e, em última instância, as próprias peles, já que alguns se misturaram a essa gangue em troca de contratos milionários e mordomias variadas.
O objeto da sessão era avaliar se o pai de Daniel Vorcaro, Henrique, e o primo, Felipe, deveriam continuar presos. Na cadeia desde meados de maio, os dois são acusados de tentar obstruir a Justiça coagindo e comprando testemunhas e de continuar lavando o dinheiro da quadrilha mesmo depois do início das investigações.
Os relatos que constam da decisão, divulgada no dia da prisão, e da representação policial, tornada pública na própria terça-feira, são escabrosos. De acordo com a Polícia Federal (PF), Henrique Vorcaro comandava os grupos de milicianos, bicheiros e hackers remunerados com R$ 1 milhão mensais. Os diálogos capturados pela PF mostraram ainda que, até a véspera da prisão, ele negociava o silêncio de Joana, irmã de Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, que se suicidou na cadeia logo depois de preso.
Numa das mensagens, ela diz ter informações que podem acabar com toda a família Vorcaro. Noutra, cita “ameaças de cadeia”, “golpes” e “vídeos com fuzil que iam matar a mim e a minha mãe”. Felipe, preso em maio por ter organizado os pagamentos da mesada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), continuou lavando dinheiro do ecossistema do Master até abril de 2026. Segundo o Coaf, movimentou mais de R$ 18 bilhões em pagamentos a 1.199 pessoas físicas e jurídicas e pode ter ajudado a esconder recursos mundo afora.
Gilmar ignorou tudo isso. Mas gastou um terço do voto de quase uma hora e 20 minutos listando episódios da época da Operação Lava-Jato, seu bode expiatório preferido, para justificar uma comparação com a Compliance Zero.
Em sua opinião, a operação comete os mesmos abusos, entre eles prender parentes para obter delações, ou o juiz atuar em conluio com os investigadores. Quem conhece o histórico de Gilmar, porém, está cansado de saber que sua preocupação com o devido processo legal é tão seletiva quanto a delação proposta por Daniel Vorcaro.
O ministro nunca se incomodou com o tenente-coronel Mauro Cid ter sido preso preventivamente por quatro meses, no caso da trama golpista, até decidir fazer uma delação, num acordo fechado apenas com a PF e contra a opinião da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas autorizado por Alexandre de Moraes.
Tampouco questionou o fato de Cid ter mudado de versão pelo menos cinco vezes, nem o teor de áudios vazados para a imprensa em que ele diz ter sido obrigado a mudar seus depoimentos para atender à “narrativa pronta” do juiz-investigador. E nunca disse palavra sobre a decisão de mandar prender o general Walter Braga Netto por tentar mandar recados a Cid na prisão por meio do pai dele, general Lourena Cid. Henrique Vorcaro fez muito pior, mas, para Gilmar, é um injustiçado.
Não faz dois meses que o ministro disse a Renata Lo Prete, na TV Globo, que o inquérito das fake news se estenderá “pelo menos até o final das eleições de 2026”. Por quê? Ele não explicou, mas está claro que a razão nada tem a ver com a Constituição ou com o combate à criminalidade organizada.
No fundo, Gilmar é apenas o porta-voz de uma facção do STF para quem vale a máxima brasiliense segundo a qual “Estado de Direito é aquele que pune meu inimigo; quando pune meu amigo, é Estado policialesco”.
No julgamento, que acabou mantendo a prisão dos Vorcaros por 3 votos a 1, Mendonça acusou o golpe: “Parece que certos setores atuam para criar um vício. Tudo o que querem é criar um vício. Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego. Eu estou acompanhando. Estou assistindo os movimentos”.
Nem era preciso estar dentro do tribunal para vislumbrar o roteiro que está posto: primeiro, espalham-se questionamentos que possam se prestar a uma alegação de nulidade processual formal, já que os crimes em si são incontestáveis. Depois, arranja-se um fato para lançar suspeitas sobre a isenção de todos os investigadores. Em seguida, derrubam-se sentenças e multas, até que todos estejam livres e desimpedidos.
Para quem acompanha o derretimento do Supremo em praça pública, tudo isso é uma tragédia para a democracia. Pior ainda é constatar que quem deveria zelar pela imagem da instituição é quem mais contribui para enxovalhá-la. Aparentemente, para determinados ministros, nada disso importa. Desde que o sistema continue intocado.
BDM Matinal Riscala
*Rosa Riscala: Caged abre contagem regressiva para o payroll*
… A guerra no Oriente Médio continua produzindo manchetes, mas a questão geopolítica perdeu influência sobre os preços dos ativos. Com o petróleo relativamente estabilizado, mesmo após a correção de ontem, o mercado retoma a discussão que realmente interessa: até onde a economia americana resiste aos juros elevados e quanto espaço ainda existe para novos cortes da Selic. A agenda de hoje recoloca o mercado de trabalho no centro do debate, com o Caged no Brasil, enquanto os investidores entram na contagem regressiva para o payroll, principal teste da semana para as apostas sobre os próximos passos do Fed. Aqui ainda tem dados fiscais e Plano Safra.
CORREÇÃO SEM SUSTO –O petróleo interrompeu nesta segunda-feira parte das perdas acumuladas nos últimos dias, em um mercado ainda sensível aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã e à situação no Estreito de Ormuz.
… Depois de oscilar com declarações contraditórias sobre uma possível rodada de negociações em Doha, o Brent fechou em alta de 1,80%, cotado a US$ 73,91, enquanto o WTI avançou 2,20%, para US$ 70,75, recuperando parte do tombo de quase 10% na semana passada.
… O noticiário foi dominado por versões divergentes entre Washington e Teerã.
… Trump afirmou que os Estados Unidos estão prontos para uma nova reunião no Catar, enquanto o governo iraniano negou preparativos para o encontro e voltou a defender que o gerenciamento do Estreito de Ormuz permaneça sob controle dos países da região.
… Apesar dos ruídos diplomáticos, o mercado continuou atribuindo maior peso aos sinais de normalização do fluxo de petróleo pelo Golfo.
… Dados compilados pela Bloomberg mostraram que cerca de 14 milhões de barris de petróleo iraquiano deixaram o Golfo nos últimos dez dias, enquanto companhias voltaram gradualmente a utilizar a rota por Ormuz.
… A avaliação predominante continua sendo a de que o choque sobre a oferta tende a ser temporário.
… A Fitch, por exemplo, mantém a projeção de que o Brent recue para cerca de US$ 70 por barril no quarto trimestre, reforçando a avaliação de que a alta recente tende a ser temporária e ajuda a explicar por que a commodity permanece próxima dos níveis anteriores ao conflito.
… Com a preocupação imediata sobre o petróleo parcialmente acomodada, a atenção dos investidores se volta novamente para os fundamentos da economia americana, com o payroll de junho passando a ser o principal teste para as expectativas de juros do Fed.
… Nos mercados em Nova York, essa mudança de foco já favoreceu a retomada das ações de tecnologia e inteligência artificial, enquanto os Treasuries oscilaram perto da estabilidade à espera do relatório de emprego na quinta-feira (leia mais abaixo).
… No Brasil, esse pano de fundo, somado ao IPCA-15 mais baixo que o esperado e à comunicação mais flexível do Banco Central, mantém viva a discussão sobre um novo corte da Selic em agosto, enquanto o mercado acompanha hoje os dados do Caged.
EMPREGO AINDA FORTE – Às 14h, o Ministério do Trabalho divulga o Caged de maio. A mediana das projeções do Broadcast aponta para a criação líquida de 120 mil vagas com carteira assinada, após a abertura de 85.888 postos em abril.
… As estimativas variam de 38.191 a 175 mil vagas e, para o ano, a expectativa intermediária é de geração de 1,095 milhão de empregos formais.
… O setor de serviços deve voltar a liderar a criação de vagas, enquanto o comércio tende a recuperar parte do desempenho mais fraco em abril.
… A leitura predominante entre os economistas é de que o mercado de trabalho continua resiliente, embora deva apresentar uma desaceleração gradual ao longo dos próximos meses, em linha com a expectativa de perda de fôlego da atividade econômica.
… O comportamento do emprego permanece entre os principais fatores de preocupação do Banco Central, ao lado dos estímulos fiscais e parafiscais, por sustentar a demanda doméstica e dificultar uma desaceleração mais consistente da inflação de serviços.
… Por isso, o Caged ganha importância adicional em um momento em que o mercado voltou a discutir a possibilidade de novo corte da Selic.
MAIS AGENDA – Mais cedo (8h30), o Banco Central divulga o resultado consolidado do setor público de maio.
… A mediana das projeções indica déficit primário de R$ 53,9 bilhões, após superávit de R$ 24,624 bilhões em abril, refletindo principalmente o aumento das despesas do governo central. As estimativas variam de déficit de R$ 38,9 bilhões a R$ 57,049 bilhões.
… Já a mediana para 2026 aponta rombo de R$ 55 bilhões nas contas consolidadas.
… Às 11h, o Tesouro realiza leilão de LFT para 01/06/2032 e de NTN-B para 15/05/2029, 15/05/2033 e 15/08/2040.
… Na zona do euro, a prévia da inflação de junho na Alemanha, às 9h, divide atenções com a continuidade do Fórum de Sintra, que reúne dirigentes dos principais bancos centrais do mundo em busca de novas sinalizações sobre política monetária.
… Nos Estados Unidos, o foco da agenda estará no PMI/ISM de Chicago, às 10h45, e, às 11h, na confiança do consumidor, medida pelo Conference Board, e no relatório Jolts, com investidores em busca de novos sinais sobre o mercado de trabalho antes do payroll de quinta-feira.
… No final da noite, a agenda asiática traz a leitura final do PMI industrial de junho no Japão (21h30) e o PMI industrial da China (22h45) medido pelo setor privado.
… Na noite de ontem, este mesmo indicador, só que calculado pelo governo chinês, subiu de 50 em maio para 50,3 em junho, apontando expansão da atividade e contrariando a expectativa dos analistas de queda para 49,8.
PLANO SAFRA – Em Brasília, está prevista para as 10h a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/27, no Palácio do Planalto, com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
… O governo deve anunciar R$ 525,1 bilhões em recursos para médios e grandes produtores, valor recorde e 1,7% superior ao da safra anterior.
… Apesar das restrições orçamentárias e do elevado custo da equalização provocado pela Selic ainda em patamar alto, o Plano Safra combina aumento do volume de crédito com redução de até 1,5 ponto porcentual nas taxas de juros, que passam a variar entre 8% e 12,5% ao ano.
… O esforço fiscal também aumenta. A participação do Tesouro na equalização dos juros sobe de R$ 3,94 bilhões para R$ 5,56 bilhões, embora o volume de recursos equalizados recue de R$ 113,8 bilhões para R$ 97 bilhões, refletindo o maior custo dos subsídios.
… O governo também priorizou o Pronamp, ampliando os recursos para R$ 72,6 bilhões, com redução da taxa de juros de 10% para 9% ao ano.
… Às 17h, será anunciado o Plano Safra da agricultura familiar, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de recursos entre R$ 83 bilhões e R$ 85 bilhões, acima dos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na safra atual.
… Os juros do Pronaf devem cair entre 0,5 e 1 ponto porcentual em linhas voltadas à produção de alimentos e para mulheres.
… O Plano Safra foi elaborado em um ambiente de juros elevados, espaço fiscal reduzido e desaceleração do agronegócio. O aumento do crédito busca preservar o ritmo de produção do setor, responsável por cerca de 25% do PIB, e contribuir para conter a inflação dos alimentos.
CURTAS DA POLÍTICA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pautou para esta terça-feira a votação da PEC que cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias – considerada uma pauta-bomba pela equipe econômica.
… A Confederação Nacional de Municípios estima impacto de R$ 69 bilhões sobre os regimes próprios das prefeituras, enquanto o Ministério da Previdência calcula um custo de R$ 98,7 bilhões ao longo de todo o período de vigência da medida.
MEI. O presidente da Câmara, Hugo Motta, recebeu do governo o projeto que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de permitir a contratação de mais um funcionário.
… Proposta faz parte do acordo firmado durante a tramitação da PEC que extinguiu a escala 6×1 e deve ser votada antes do recesso parlamentar.
MAIS FISCAL. Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor, programas lançados ontem pelo governo, devem mobilizar cerca de R$ 4 bilhões do Tesouro Nacional em linhas de crédito subsidiadas, sendo R$ 3 bilhões para o Desenrola e R$ 1 bilhão para o Fies Empreendedor.
… Segundo a Fazenda e o Planejamento, os aportes serão classificados como despesas financeiras, sem impacto sobre o resultado primário.
… Os programas foram anunciados poucos dias depois de o BC apontar medidas fiscais e de crédito entre os fatores de risco para a inflação.
BRB-MASTER. O governo do Distrito Federal informou que ainda negocia o empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para viabilizar o aporte no BRB e cobrir o rombo decorrente da operação com o Banco Master.
… A expectativa agora é concluir a operação ao longo desta semana, e não mais até esta terça-feira, como previsto inicialmente.
MAIS PESQUISA. AtlasIntel divulga nesta quarta-feira nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência, incluindo Michelle Bolsonaro entre os cenários testados e questões sobre o vídeo em que a ex-primeira-dama afirma ter sido “humilhada” por Flávio Bolsonaro.
HEXA NO DI – Os juros futuros conseguiram dar um drible na correção em alta do petróleo e completaram o sexto pregão consecutivo em queda, em dia de liquidez reduzida, em função do jogo do Brasil na Copa do Mundo.
… O otimismo se estende desde a semana passada, quando a surpresa com o IPCA-15 de junho melhor que o esperado e o tombo do petróleo deram o start para uma reprecificação das apostas para a Selic em agosto.
… Depois disso, ainda o RPM e a coletiva de Galípolo deixaram o espaço aberto para mais um corte do juro.
… Ontem, a deflação do IGP-M de junho (-0,50%) mais intensa do que se imaginava e o boletim Focus bem comportado continuaram consolidando o terreno para uma eventual nossa dose de flexibilização do Copom.
… A mediana das expectativas para o IPCA de 2028, horizonte que já apareceu no comunicado do BC, seguiu em 3,70%. Para 2027, houve alta marginal de 4,15% para 4,17%, sem causar susto. Para 2026, não saiu de 5,33%.
… O Bradesco subiu a sua estimativa de inflação deste ano e ajustou exatamente à mediana do Focus, de 5% para 5,3%, além de ter elevado a previsão para o IPCA em 2027, de 3,7% para 4,1%, o que bateu na aposta para a Selic.
… O banco espera agora que, diante do cenário mais adverso para a inflação, a taxa básica de juro termine o ano em 13,75%, um ponto superior à sua projeção anterior. Sobre o PIB, a aposta foi ajustada de 1,8% para 2% em 2026.
… No quadro eleitoral, a notícia do dia foi o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nas intenções de voto da simulação de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus, o que contribuiu para o sentimento de risk on na curva do DI.
… Com o ambiente confortável, a alta do petróleo ficou em segundo plano e não melou a onda de alívio nos juros, mesmo depois de o governo do Teerã desmentir que haveria reunião marcada com os Estados Unidos esta semana.
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caiu a 14,035% (de 14,059% no ajuste anterior); Jan/28 foi a 14,100% (de 14,159% na véspera); Jan/29, a 14,190% (de 14,235%); Jan/31, 14,265% (14,339%); e Jan/33, 14,280% (14,366%).
… Caso se confirmem as especulações de parte do mercado de que o Copom possa adotar uma estratégia de “stop and go” na política monetária, o carry trade ainda deve continuar vantajoso, à medida que a Selic cairá mais devagar.
… Também o saldo comercial positivo deve continuar jogando a favor do real, segundo a avaliação do Deutsche Bank.
… Na véspera da briga da ptax, o dólar à vista registrou alta discreta, de 0,13%, negociado a R$ 5,1743.
TEA OF CHAIR – Nova York já começa a cumprir a espera pelo payroll, que sairá um dia antes do que de costume (na quinta-feira) por causa do feriado de Independence Day, que fechará os mercados americanos na sexta-feira.
… O relatório de emprego será um termômetro importante para medir as chances de o Fed subir o juro em julho, depois de o PCE mais comportado ter colocado em xeque a aposta hawkish e virado o cenário das expectativas.
… A ferramenta do CME aponta agora como precificação principal a chance de uma pausa no juro (68,5%) contra 31,5% de alta. Mas é claro que as fichas continuam rolando e tem que esperar o payroll para cravar os palpites.
… Antes do indicador do mercado de trabalho, o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, fala amanhã no simpósio anual de Sintra (Portugal), promovido pelo BCE, e quem sabe possa ajudar a coordenar as expectativas para os juros.
… Em clima de suspense pela agenda, as taxas dos Treasuries pouco oscilaram. O yield do papel de 2 anos operou na faixa de 4,10% (contra 4,086% no pregão anterior) e o rendimento da Note de 10 anos caiu a 4,370% (de 4,372%).
… No câmbio, a nova escorregada do iene ao seu pior nível em quase duas décadas voltou a plantar a ideia de que uma intervenção pelo BC japonês está a caminho para defender a moeda, que fechou valendo 161,93 por dólar.
… O euro subiu 0,36%, a US$ 1,1429, com comentários conservadores de Lagarde na abertura do fórum de Sintra.
… Segundo ela, o cenário recente [de reversão do choque do petróleo] não muda em nada a avaliação que levou o BCE a decidir por uma alta do juro pouco mais de duas semanas atrás. “Foi uma decisão robusta”, apontou Lagarde.
… A libra avançou 0,47%, para US$ 1,3260, e, com o dólar enfraquecido, o índice DXY caiu 0,25%, a 101,105 pontos.
8 OU 80 – Volatilidade máxima tem sido a marca registrada do setor de tecnologia. Em meio à febre da Inteligência Artificial, ou as high techs estão em uma onda de frenesi, com suspeitas de bolha, ou entram em liquidação pesada.
… Ontem foi a vez de brilharem, contribuindo para as bolsas americanas a continuarem tirando o foco do petróleo.
… Alphabet escalou 4,79%, depois de estrear no índice Dow Jones no lugar da Verizon. Tesla disparou 8,5%, após Elon Musk indicar nova versão do hardware de direção autônoma e laços mais estreitos da empresa com a SpaceX.
… Com o impulso das ações de tecnologia, o índice Dow Jones encerrou em alta de 0,59%, aos 52.182,08 pontos. O S&P 500 ganhou 1,17%, aos 7.440,37 pontos; e o Nasdaq teve avanço expressivo de 2,07%, aos 25.820,14 pontos.
… Mas o Ibovespa ignorou o fôlego de Wall Street. Profissionais de mercado apontam que a bolsa doméstica não consegue ir muito em frente, porque anda ressentida com a fuga do capital estrangeiro, de quase R$ 9 bi no mês.
… O Ibovespa operou ontem no zero a zero (-0,05%), aos 173.205,35 pontos, com volume financeiro de R$ 13,92 bilhões, cerca de metade de um pregão normal, porque o Brasil parou à tarde para assistir ao jogo da Copa.
… As ações da Petrobras tiveram alta tímida (PN, +0,21%, a R$ 38,14; e ON, +0,14%, a R$ 42,31), em dia de valorização firme do petróleo. A Vale terminou perto do zero (-0,03%; R$ 78,13), contra avanço de 0,67% do minério.
… Entre os bancos, destaque para Santander unit, que subiu 1,78% (máxima de R$ 26,82); Bradesco PN, +1,40% (R$ 18,17); e Itaú PN, +0,40% (R$ 42,41). Já BB ON recuou 0,39% (R$ 20,26) e BTG unit perdeu 0,27% (R$ 54,51).
… Braskem PNA foi a que mais subiu (+5,76%; R$ 6,61), apesar do rebaixamento do rating pela Fitch, de “CC” para “C”. Após a empresa obter tutela cautelar para se proteger de credores, a agência citou risco de refinanciamento.
… Depois do fechamento dos negócios, veio mais o downgrade da nota da Braskem, pela S&P, de CCC- para D.
CIAS ABERTAS NO AFTER – RAÍZEN registrou prejuízo de R$ 7,334 bilhões no 4º trimestre da safra 2025/26, alta de 192% em relação ao mesmo período da safra anterior. Ebitda ajustado cresceu 46%, para R$ 2,884 bilhões.
MOVIDA assumirá os contratos de locação de veículos da Copel e a frota associada por R$ 100 milhões…
… A operação envolve a compra de 724 veículos da CS Brasil (Simpar) e a cessão dos contratos de aluguel firmados com a Copel e controladas.
ENERGISA recebeu aporte de R$ 1,399 bilhão do Itaú na Denerge. O banco passará a deter 9,98% da holding.
SABESP recebeu autorização para ampliar a captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul para reforçar o Sistema Cantareira durante o período de estiagem.
GRUPO MATEUS recebeu auto de infração de R$ 1,28 bilhão da Receita Federal por questionamentos sobre créditos presumidos de ICMS de 2022 e 2023. A companhia classificou a perda como possível.
MAERSK elevou o guidance para 2026 e agora prevê Ebitda entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, ante projeção anterior de US$ 4,5 bilhões a US$ 7 bilhões.
VOLKSWAGEN negou plano de demissões no Brasil e afirmou que mantém intenção de investimentos de R$ 16 bilhões no País até 2028, após notícias sobre cortes globais de empregos.
Bankinter Matinal Portugal
Análise Bankinter Portugal
Nova Iorque +1,1% EUA tech +2,2% EUA Semis +3,8% UE +0,2% Espanha -0,2% VIX 17,7% Bund 2,86%. T-Note 4,38%. Spread 2A-10A USA=+27pb O10A: ESP 3,34% PT 3,24% ITA 3,58% FRA 3,63% Euribor 12m 2,73% (futuro 12m 2,77%) USD 1,142 JPY 185,0/€ 162,2/$. Ouro 4.016$. Brent 73,2$. WTI 70,8$. Bitcoin +1,0% (60.214$). Ether +3,0% (1.616$).
:: SESSÃO. Hoje o tom é bastante positivo (fut. Europa +0,5%, Nova Iorque +0,1%...), seguindo o bom comportamento da tecnologia ontem (EUA tech +2,2%, semis +3,8%...). Tudo isso numa sessão onde as inflações preliminares na Europa e as intervenções de banqueiros centrais em Sintra têm toda a atenção.
Em relação às inflações: 07:45 h França (+2,1% esp. vs. +2,4% ant.), 10:00h Itália (+3,1% vs. +3,2%), 11:00 h Portugal (+3,2% vs. +3,3%) e 13:00 h Alemanha (repetir +2,6%). A priori, as inflações mostrarão que o pico de inflação poderá ter ficado para trás, definindo assim um precedente para a inflação europeia de amanhã (+3,0% vs. +3,2%). A confirmarem-se estes registos, o lógico é que o BCE comece a moderar um pouco o tom depois da subida de taxas de juros aplicada na sua última reunião. Arrefecendo assim as expetativas de cortes de taxas de juros por parte do mercado. Contudo, de momento, o tom utilizado continua a ser hawkish/duro. Ontem, Lagarde, em Sintra, afirmou que o BCE pode subir taxas de juros sem tensionar as condições financeiras. Veremos…
Hoje, em Sintra, intervenções de Schnabel (10:40 h) e Lane (13:30 h), entre outros… embora o prato forte seja amanhã, com o painel entre os Presidentes dos principais bancos centrais do mundo: Lagarde (BCE), Warsh (Fed), Bailey (BoE). Também nos EUA teremos a publicação da Confiança do Consumidor (15 h), que continuará a melhorar (94,4 est. desde 93,1), e as Vagas de Emprego Disponíveis JOLTS, que poderão moderar-se (7,30M em junho vs. 7,62M ant.). Contudo, não acreditamos que o impacto de ambas seja muito marcado na sessão.
Neste contexto, a tecnologia continua a ser o setor que impulsiona as bolsas. Principalmente pelo apoio que as expetativas de crescimento dos lucros empresariais oferecem às avaliações. Como referência, crescimento esperado do EPS para 2026 é de +85% para os semis e +33% para o setor tecnologia americano. Em linha com este último, ontem, Nova Iorque +1,2% com os semis +3,8% e as 7 Magníficas a recuperarem terreno após as quedas das últimas sessões. Contudo, hoje, fechamos o trimestre com saldos francamente bons: Nova Iorque +14%, EUA tech +25%, semis +80% e Europa +12%.
CONCLUSÃO: Hoje, sessão de ligeiros avanços nas bolsas, desde que as inflações europeias não surpreendam para pior e não chegue nenhuma notícia da frente geopolítica.
Marcelo Guterman
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