quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

The Economist

 The Economist, 27/01/2025 


Se há uma única tecnologia de que os Estados Unidos precisam para criar a “nova e emocionante era de sucesso nacional” que o presidente Donald Trump prometeu em seu discurso de posse, essa tecnologia é a inteligência artificial generativa. No mínimo, ela contribuirá para os ganhos de produtividade da próxima década, impulsionando o crescimento econômico. No máximo, impulsionará a humanidade em uma transformação comparável à da Revolução Industrial.


O fato de Trump ter apresentado no dia seguinte à posse o lançamento do “maior projeto de infraestrutura de IA da história” mostra que ele compreende o potencial. Mas o mesmo acontece com o resto do mundo e, acima de tudo, com a China. Enquanto Trump fazia seu discurso, uma empresa chinesa lançou o mais recente e impressionante modelo de linguagem grande (LLM). De repente, a liderança dos Estados Unidos sobre a China em IA parece menor do que em qualquer outro momento desde que o ChatGPT ficou famoso.


A recuperação da China é surpreendente porque ela estava muito atrás — porque os Estados Unidos se propuseram a desacelerá-la. O governo de Joe Biden temia que a IA avançada pudesse garantir a supremacia militar do Partido Comunista Chinês (PCC). Assim, os Estados Unidos reduziram as exportações para a China dos melhores chips para o treinamento da IA e cortaram o acesso da China a muitas das máquinas necessárias para fabricar substitutos. Atrás de seu muro de proteção, o Vale do Silício se agita. Os pesquisadores chineses devoram os artigos americanos sobre IA; os americanos raramente retribuem o elogio.


No entanto, o progresso mais recente da China está revolucionando o setor e deixando os formuladores de políticas americanos constrangidos. O sucesso dos modelos chineses, combinado com mudanças em todo o setor, pode virar a economia da IA de cabeça para baixo. Os Estados Unidos devem se preparar para um mundo no qual a IA chinesa está respirando em seu pescoço.


Os LLMs da China não são os melhores. Mas sua fabricação é muito mais barata. O QwQ, de propriedade do Alibaba, um gigante do comércio eletrônico, foi lançado em novembro e está menos de três meses atrás dos melhores modelos dos Estados Unidos. 


O DeepSeek, cujo criador saiu de uma empresa de investimentos, está em sétimo lugar em um benchmark. Aparentemente, ele foi treinado usando 2 mil chips de segunda classe — contra 16 mil chips de primeira classe do modelo da Meta, que o DeepSeek supera em algumas classificações. O custo do treinamento de um LLM americano é de dezenas de milhões de dólares e está aumentando. O proprietário do DeepSeek diz que gastou menos de US$ 6 milhões.


As empresas americanas podem copiar as técnicas da DeepSeek se quiserem, pois seu modelo é de código aberto. Mas o treinamento barato mudará o setor ao mesmo tempo em que o design do modelo estiver evoluindo. O lançamento do dia da inauguração na China foi o modelo de “raciocínio” da DeepSeek, projetado para competir com uma oferta de última geração da OpenAI. Esses modelos conversam entre si antes de responder a uma consulta. Esse “raciocínio” produz uma resposta melhor, mas também usa mais eletricidade. À medida que a qualidade do resultado aumenta, os custos crescem.


O resultado é que, assim como a China reduziu o custo fixo da construção de modelos, o custo marginal de consultá-los está aumentando.


Se essas duas tendências continuarem, a economia do setor de tecnologia se inverterá. Na pesquisa na web e nas redes sociais, replicar um gigante estabelecido como o Google envolveu enormes custos fixos de investimento e a capacidade de suportar grandes perdas. Mas o custo por pesquisa era infinitesimal. Esse fato — e os efeitos de rede inerentes a muitas tecnologias da web — fizeram com que esses mercados fossem como “o vencedor leva tudo”.


Se modelos de IA suficientemente bons puderem ser treinados de forma relativamente barata, eles se proliferarão, especialmente porque muitos países estão desesperados para ter seus próprios modelos. E um alto custo por consulta também pode incentivar mais modelos criados para fins específicos que produzam respostas eficientes e especializadas com o mínimo de consultas.


A outra consequência do avanço da China é que os Estados Unidos enfrentam uma concorrência assimétrica. Agora está claro que a China inovará para contornar obstáculos, como a falta dos melhores chips, seja por meio de ganhos de eficiência ou compensando a ausência de hardware de alta qualidade com mais quantidade. Os chips chineses estão ficando cada vez melhores, inclusive os projetados pela Huawei, uma empresa de tecnologia que, há uma geração, conseguiu a adoção generalizada de seus equipamentos de telecomunicações com uma abordagem barata e desonesta.


Se a China permanecer perto da fronteira, poderá ser a primeira a dar o salto para a superinteligência. Se isso acontecer, ela poderá obter mais do que apenas uma vantagem militar. Em um cenário de superinteligência, a dinâmica do “vencedor leva tudo” pode se reafirmar repentinamente. Mesmo que o setor permaneça nos trilhos atuais, a adoção generalizada da IA chinesa em todo o mundo poderá dar ao PCC uma enorme influência política, pelo menos tão preocupante quanto a ameaça de propaganda representada pelo TikTok, um aplicativo de compartilhamento de vídeos de propriedade chinesa cujo futuro nos Estados Unidos ainda não está claro.


O que Trump deve fazer? Seu anúncio sobre infraestrutura foi um bom começo. Os Estados Unidos precisam eliminar os obstáculos legais à construção de data centers. Também deve garantir que a contratação de engenheiros estrangeiros seja fácil e reformar as compras de defesa para incentivar a rápida adoção da IA.


Alguns argumentam que ele também deve revogar as proibições de exportação da indústria de chips.


O governo Biden admitiu que a proibição não conseguiu conter a IA chinesa. No entanto, isso não significa que ela não tenha feito nada. Na pior das hipóteses, a IA poderia ser tão mortal quanto as armas nucleares. Os Estados Unidos jamais enviariam a seus adversários os componentes para armas nucleares, mesmo que eles tivessem outras maneiras de obtê-los. A IA chinesa certamente seria ainda mais forte se agora voltasse a ter acesso fácil aos melhores chips.


Agências ou agência


O mais importante é reduzir o projeto de Biden sobre a “regra de difusão de IA”, que definiria quais países têm acesso à tecnologia americana. Isso foi projetado para forçar outros países a entrarem no ecossistema de IA dos Estados Unidos, mas o setor de tecnologia argumentou que, ao reduzir a burocracia, isso fará o oposto. A cada avanço chinês, essa objeção se torna mais crível. 


Se os Estados Unidos presumirem que sua tecnologia é a única opção para países como a Índia ou a Indonésia, correm o risco de exagerar. Alguns gênios da tecnologia prometem que a próxima inovação colocará novamente os Estados Unidos na frente. Talvez. Mas seria perigoso considerar a liderança dos EUA como garantida.

IA Chinesa

 A destruição criativa da IA chinesa

29 jan. 2025
Estadão
A competição pela IA parecia vencida por umas poucas ‘big techs’ americanas. Mas uma startup chinesa mostrou que o jogo só começou e está aberto a empresas de todo o mundo
No seu discurso de posse na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma “nova era eletrizante de sucesso nacional”. Turbinado pela tecnologia mais disruptiva de nosso tempo, talvez de todos os tempos, a inteligência artificial (IA), o sucesso do novo império americano poderia ir tão longe até fincar sua bandeira em Marte. Um dos primeiros compromissos de Trump foi anunciar planos para investimentos privados de meio trilhão de dólares no “maior projeto de infraestrutura de IA na história”.
Faz todo sentido. Dois anos após a OpenAI lançar o ChatGPT, o primeiro aplicativo de IA para o público em geral, o consenso é de que o desenvolvimento exige uma quantidade brutal de energia e de chips de última geração. Os investimentos em centros de dados pelas três gigantes da computação em nuvem (Alphabet, Amazon e Microsoft) e a Meta cresceram 57% em um ano, chegando a US$ 180 bilhões. A Microsoft, principal investidora da OpenAI, anunciou US$ 80 bilhões em infraestrutura para este ano; e a Meta, US$ 65 bilhões em IA. A tecnologia da IA parecia se concentrar em umas poucas big techs americanas, e os custos formariam uma fortaleza inexpugnável para os competidores.
Então, uma jovem, pequena e obscura startup chinesa, a DeepSeek, jogou uma granada na sala: lançou um modelo de linguagem de grande escala tão eficiente quanto o ChatGPT, mas produzido com uma quantidade muito menor de chips de segunda categoria e, portanto, com custos comparativamente ínfimos.
No fim de semana, o DeepSeek-R1 ultrapassou o ChatGPT em downloads. Na segunda-feira, as empresas de tecnologia americanas perderam US$ 1 trilhão no mercado de ações. As ações da campeã da produção de chips, a Nvidia, que cresceram 10 vezes em dois anos, o que a tornou a empresa mais valiosa do mundo, despencaram 17%, com perda de quase US$ 600 bilhões, a maior de um único ativo na história. Entre as empresas de energia, também foi um banho de sangue.
Rapidamente, investidores concluíram que estamos no “momento Sputnik da IA”, numa referência ao lançamento do satélite Sputnik pelos russos em 1957, evento que assustou os americanos, temerosos de perder a decisiva corrida espacial em meio à guerra fria. Para alento dos EUA, sabe-se que o “momento Sputnik” da URSS foi efêmero, pois os americanos, depois de investirem muito dinheiro e criatividade, acabaram superando os soviéticos nessa disputa e chegaram à Lua.
Mas a comparação tem limites. A DeepSeek não só é brutalmente mais barata, mas seus códigos são abertos. Qualquer empreendedor com uma quantidade moderada de dinheiro pode replicálos e redesenhá-los, o que deve multiplicar exponencialmente a oferta do serviço mundo afora.
Além do choque no mercado, as implicações geopolíticas são imensas. “O lançamento do DeepSeek deve ser um alerta para as nossas indústrias de que precisamos estar focados em competir para vencer”, disse Trump. “Isso é bom porque você não precisa gastar tanto dinheiro”, arrematou, como se fosse um CEO empenhado em aumentar margens de lucro, e não um presidente da República que deve pensar em estratégias de longo prazo.
No início dos anos 2000, a China se abriu ao mercado global e o inundou com produtos baratos. Como reação, não poucos países parecem ter entendido que esse desenvolvimento chinês se deu por causa do “capitalismo de Estado”, e não a despeito dele. Até os EUA agora emulam esse modelo, seja através de políticas industriais com impulso estatal, seja por meio de protecionismo brutal. Mas, assim como o crescimento econômico chinês das últimas décadas, o DeepSeek foi resultado do empreendedorismo. As tentativas dos EUA de controlar exportações de tecnologia, ao invés de sufocar a inovação chinesa, as estimularam. Os EUA e outros países precisam focar em competir, e não em proteger.
O jogo da IA parecia definitivamente vencido pelas big techs americanas. Mas a pequena DeepSeek não só mostrou que esse jogo está apenas começando, como conseguiu mudar completamente as regras. A corrida espacial foi disputada pelos governos de duas superpotências. A corrida pela IA agora pode ser disputada por empresas de todo o mundo.

IA

 


Abertura 2901

 Abertura: Brasil olha Vale e Petrobras antes de Copom; exterior fica misto à espera de Fed


São Paulo, 29/01/2025


Por Silvana Rocha e Luciana Xavier*


OVERVIEW.  As decisões de juros no Brasil e nos EUA, bem como os comentários de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), estão no centro das atenções dos mercados nesta super quarta. As sinalizações sobre o aumento de tarifas pelo governo de Donald Trump devem guiar também os negócios antes da divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia americanas, como Meta, Microsoft e Tesla. Internamente, serão acompanhados um leilão de linha de até US$ 2 bilhões no mercado de câmbio e reunião do Conselho de Administração da Petrobras para discutir preços de combustíveis.


NO EXTERIOR.   Os mercados operam sem direção definida, com investidores atentos a balanços corporativos e esperando a decisão do Fed. A holandesa ASML, fabricante de equipamentos para a produção de semicondutores, superou expectativas em encomendas, lucro e vendas, impulsionando ações de empresas de chips na Europa e Japão. Enquanto os rendimentos dos Treasuries recuam, o índice DXY do dólar registra leve alta, com temores de aumento rápido de tarifas pelo governo de Donald Trump. O mercado aguarda sinalizações sobre as diretrizes futuras do Fed, com previsão de manutenção das taxas à faixa de 4,25% a 4,50% a.a. Uma postura dovish de Powell pode beneficiar bolsas e enfraquecer Treasuries e dólar, enquanto um tom hawkish pode pressionar ações e fortalecer taxas. Além disso, Howard Lutnick, indicado ao Departamento de Comércio dos EUA, não deve detalhar tarifas ou política da China ao Senado.


POR AQUI. As atenções na Bolsa ficam na reunião do CA da Petrobras em meio a expectativas de possível aumento de preços do diesel, mas não o da gasolina. O mercado deve analisar também o relatório de produção e vendas da Vale (leia mais abaixo em O Que sabemos). Para a decisão do Copom, há consenso por alta de 1 pp da Selic, a 13,25%, e expectativas pelo tom do comunicado, que deve repercutir amanhã, em meio a uma piora das projeções de inflação dos agentes financeiros. A perspectiva de nova alta da Selic tem favorecido o ingresso de investidores estrangeiros no Brasil e ajudado a derrubar os juros futuros e o dólar em relação ao real, que ontem desceu a R$ 5,86, abaixo de R$ 5,90 pela primeira vez desde o dia 26 de novembro. Foi o sétimo pregão consecutivo de desvalorização da moeda americana, que já acumula queda de 5,03% neste mês, depois de ter subido 2,88% em dezembro, e 27,34% em 2024.


NA POLÍTICA.  Favorito à presidência da Câmara, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos) repetiu o que fez em São Paulo e reuniu a classe política do Rio de Janeiro. A primeira-dama Rosângela da Silva viajará a Roma entre 9 e 13 de fevereiro para acompanhar o ministro Wellington Dias em uma reunião que definirá o presidente da Aliança Global de Combate à Fome. Aliados do governo alertam para "tempestade perfeita" com a discussão de reajuste do diesel após crise do PIX e a alta nos preços dos alimentos.


AGENDA.


COPOM, FOMC E PETROBRAS FICAM NO RADAR - O destaque localé a decisão do Copom, após às 18h30. Antes, o BC faz lleilão de linha de até US$ 2 bilhõesàs 10h20, e leilão de rolagem de até 15 mil contratos de sswap cambial (S$ 750 milhões), às 11h30. O Conselho de Administração da Petrobras se reúne. O presidente LLulaparticipa de cerimônia do BNDES sobre financiamento de rodovias no Paraná às 11h, e se reúne com ministros e banqueiros, às 15h. No exterior, o Fed anuncia sua decisão monetária às 16 horas e Powell concede entrevista às 16h30. No setor corporativo, os bbalançosde Meta, Microsoft e Tesla serão publicados após o fechamento das Bolsas de Nova York.


O QUE SABEMOS.


VALE - A pproduçãode minério de ferro da Vale caiu 4,6% no 4º trimestre de 2024, para 85,3 milhões de toneladas. No ano, totalizou 327,675 Mt, alta de 2% e em linha com o guidance (328Mt), a maior produção de minério de ferro desde 2018, quando atingiu 384,6 Mt. A produção de pelotas recuou 6,9% no trimestre, para 9,167 Mt, mas subiu 1,2% no ano, atingindo 36,9 Mt. A VVale comercializou81,196 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro no quarto trimestre de 2024, recuo de 10% na comparação anual. Na somatória do ano de 2024, a mineradora vendeu 306,652 Mt, volume 1,9% maior que em 2023. A empresa divulgou seu relatório de produção e vendas, antecipando o resultado operacional.


EM TESE: A produção recorde de minério de ferro em 2024 pode ajudar as ações da mineradora nesta quarta-feira. O ADR da Vale subia 0,55% no pré-mercado em NY às 7h20. Mas o mercado pode também ponderar a queda da produção de minério no quarto trimestre, além do recuo nas vendas da commodity. Segundo a mineradora, aa queda na produçãoem relação ao quarto trimestre de 2023 está relacionada à decisão estratégica de priorizar minérios de maior margem, o que reduziu a produção do Sistema Sul e aumentou a do S11D, que produz minério de maior qualidade. A Vale explicou que a queda nos embarques de minério se deve à redução nas vendas diretas de produtos de alta sílica.


ITAÚ E IA GENERATIVA -  O IItaú Unibancocomprou uma fatia de 15% do capital da NeoSpace, startup especializada em modelos de inteligência artificial generativa para o setor financeiro. O desembolso do banco não foi revelado, mas a compra aconteceu através de uma rodada de investimento na empresa liderada pelo Itaú e que totalizou US$ 18 milhões (o equivalente a R$ 105,7 milhões). O banco espera utilizar a tecnologia da NeoSpace para aprimorar recomendações personalizadas aos clientes a partir de histórico e interesses, além de possíveis aplicações nos modelos de análise do conglomerado. A NeoSpace, criada em 2024 pelos fundadores da Zup, é especializada em modelos de IA generativa para setores com alto volume de clientes, entre eles o financeiro.


EM TESE: A notícia deve ser bem recebida pelo investidor, embora possa com impacto limitado nas ações do banco, que acumulam alta de 8,29% em um ano. Em Nova York, o ADR do Itaú subia 0,35% no pré-mercado às 7 horas. O investimento do banco na NeoSpace reforça a estratégia em inovação e inteligência artificial, o que pode melhorar a eficiência operacional e a personalização dos serviços financeiros. Além disso, o acordo comercial com a startup amplia o potencial de monetização dessa tecnologia.


OVERNIGHT.


PROJETOS NA CCJ  - A Comissão de Constituição e Justiça (CCCJ) do Senadoretoma as atividades em fevereiro e tem prontas para a pauta propostas consideradas polêmicas. Ao todo, são 32 os projetos que já podem ser votados no colegiado, de temas como aborto, redução da maioridade penal, proibição do uso de linguagem neutra em estabelecimentos de ensino e redução de área protegida na Amazônia.


CCR E NEOENERGIA - AA CCRinformou que foi concluída a transação celebrada por suas controladas com a Neoenergia Renováveis para aquisição de 2,84% do capital social da Oitis 2 Energia Renovável, 6,75% do capital social da Oitis 4 e 5,25% do capital social da Oitis 6. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que a conclusão dessa operação garantirá o suprimento de cerca de 60% do consumo anual de energia do Grupo CCR.


AMBIPAR - A AAmbiparacaba de confirmar que foi precificada no valor de US$ 400 milhões uma captação no exterior em títulos verdes (green bonds), com vencimento em 5 de fevereiro de 2033. A informação foi antecipada mais cedo pelo Broadcast. Segundo a empresa, a remuneração será de 10,875%. Os recursos servirão para refinanciamento de obrigações financeiras da companhia, incluindo a oferta de aquisição de até US$ 200 milhões das green notes emitidas pela Ambipar Lux em 30 de janeiro de 2024. O restante, se houver, será para usos corporativos gerais.


AZUL - A AAzulanunciou que concluiu a reestruturação de suas obrigações com todos os detentores de títulos de dívida, arrendadores e fabricantes, e a liquidação da oferta previamente anunciada no valor principal de US$ 525 milhões em Notas Superprioritárias com taxa flutuante e vencimento em 2030, emitidas pela Azul Secured Finance LLP, juntamente com suas ofertas de troca previamente anunciadas.


ALLOS - O conselho de administração da AAllosaprovou um novo programa de recompra de ações de emissão da companhia, de até 10 milhões, o que representa 2,1% do total de 473.723.134 ações ordinárias de emissão da companhia. As ações serão adquiridas a preço de mercado, até 27 de janeiro de 2026. O programa será executado por meio da BrMalls, subsidiária Allos.


ESPANHA - O Produto Interno Bruto (PIB) da EEspanhacresceu 0,8% no quarto trimestre de 2024 ante os três meses anteriores, segundo dados preliminares divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A variação superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,6% no período. Na comparação anual, a economia espanhola teve expansão de 3,5% entre outubro e dezembro, também acima do consenso do WSJ, de ganho de 3,1%.


ALEMANHA/CONFIANÇA - A confiança do consumidor na AAlemanhadeve se deteriorar em fevereiro, à medida que as expectativas de recuperação econômica diminuíram em meio a cortes de empregos e com a aproximação das eleições nacionais, no mês que vem. Pesquisa do instituto Gfk divulgada nesta quarta-feira projeta que o índice de confiança do consumidor na Alemanha cairá para -22,4 pontos em fevereiro, ante -21,4 pontos em janeiro, segundo dado revisado. O resultado de fevereiro ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSect, de -21,8 pontos.


TRUMP OFERECE PROGRAMA DE DEMISSÃO A SERVIDORES - A Casa Branca começou a oferecer, na terça-feira, 28, oito meses de salário a todos os funcionários federais que optarem por deixar seus empregos até 6 de fevereiro. “Se optar por não continuar em sua função atual na força de trabalho federal, agradecemos pelo serviço a seu país e você terá uma saída digna e justa do governo federal, utilizando pprograma de demissão” diz o e-mail aos funcionários.

“Esse programa começa a vigorar em 28 de janeiro e está disponível para todos os funcionários federais até 6 de fevereiro.”


TRUMP CONVIDA NETANYAHU - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o primeiro-ministro de Israel, BBenjaminNetanyahu, para um encontro na próxima semana, de acordo com uma carta enviada pela Casa Branca e compartilhada pela equipe do líder israelense. Será a primeira visita de um líder estrangeiro aos Estados Unidos no segundo mandato de Trump à frente dos EUA.  O anúncio ocorre enquanto os Estados Unidos pressionam Israel e o Hamas a manter o cessar-fogo que pausou o conflito de 15 meses em Gaza. O encontro está marcado para terça-feira.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY E TREASURIES - Os índices futuros das bolsas de Nova York operam sem direção única após um dia de recuperação em Wall Street ontem, enquanto investidores aguardam decisão do Fed e uma série de balanços trimestrais. Os rendimentos dos Treasuries operam em baixa, depois de avançarem na sessão anterior. Às 7h10, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,06%, enquanto o S&P 500 avançava 0,07% e o Nasdaq subia 0,36%. O juro da T-note de 2 anos caía a 4,193% (de 4,196%), o da T-note de 10 anos recuava a 4,523% (de 4,535%) e o do T-bond de 30 anos diminuía a 4,763% (de 4,783%).


BOLSAS EUROPEIAS  - As bolsas eeuropeiasoperam majoritariamente em alta na manhã desta quarta-feira, à medida que ações de tecnologia avançam na esteira do forte balanço da holandesa ASML, que fabrica equipamentos para a produção de semicondutores. A de Paris, no entanto, é pressionada por ações do setor de luxo, após o resultado fraco nas vendas da francesa LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, a maior do setor. Às 7h10, a Bolsa de Londres caía 0,18% e a de Paris recuava 0,24%, enquanto a de Frankfurt subia 0,63%.


MOEDAS FORTES - O dólar sobe ante o euro, mas se enfraquece em relação à libra e ao iene antes da decisão do Fed. Na Europa, mais cedo, índice de confiança do consumidor alemão decepcionou e dados de crescimento da Espanha vieram acima do esperado. Às 7h12, o euro caía a US$ 1,0400 (de US$ 1,0437), a libra avançava a US$ 1,2412 (de US$ 1,2443) e o dólar recuava a 155,42 ienes (de 155,53 ienes). Já o índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - tinha alta de 0,26%, a 108,14 pontos.


PETRÓLEO - Os contratos futuros do petróleo caem, após ganhos da sessão anterior, antes da divulgação da pesquisa oficial do DoE sobre estoques de petróleo e derivados dos EUA e seguem atentos ao noticiário sobre a oferta da commodity. Às 7h13, o barril do petróleo WTI para março caía 0,91% na Nymex, a US$ 73,10, enquanto o do Brent para abril recuava 0,99% na ICE, a US$ 76,72.


BOLSAS DA ÁSIA A bolsa de Tóquio encerrou os negócios desta quarta-feira em alta, recuperando-se após recentes quedas de ações de tecnologia em meio ao sucesso do chatbot chinês DeepSeek, enquanto feriados mantiveram outros mercados asiáticos fechados. O índice japonês Nikkei subiu 1,02% em Tóquio, impulsionado por empresas das áreas de chips. Tokyo Electron avançou 2,3% e Advantest saltou 4,4% após a ASML - fabricante holandesa de equipamentos para produção de semicondutores - divulgar encomendas trimestrais bem acima do esperado. Em outras partes da Ásia, as bolsas da China continental, de Hong Kong, de Taiwan e da Coreia do Sul não operaram hoje devido a feriados. Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, com ganho de 0,57% do S&P/ASX 200 em Sydney.


*colaborou Sérgio Caldas


Contato: silvana.rocha@estadao.com e luciana.xavier@estadao.com




Broadcast+

Prensa 2901

 Manchetes desta quarta-feira


São Paulo, 29/01/2025 - A seguir, as manchetes desta quarta-feira dos principais jornais brasileiros e do mundo:


O Estado de S.Paulo (SP)


Alta de preços leva inflação de comida em capitais a dois dígitos


Folha de S.Paulo (SP)


Arrecadação federal bate recorde em 2024 e atinge R$ 2,65 trilhões


Valor Econômico (SP)


Despesa cresce mais que receita no 1º biênio dos atuais governadores


O Globo (RJ)


Reajuste do diesel pressiona governo em meio à alta dos alimentos


The New York Times (EUA)


Alarme do Medicaid leva juíza a bloquear congelamento


The Wall Street Journal (EUA)


DeepSeek usou várias táticas para superar os EUA


Financial Times (RU)


Congelamento de centenas de bilhões em subsídios e empréstimos federais por Trump gera alarme


El País (ESP)


Sánchez fecha acordo com o Junts para manter o aumento das pensões e a proteção social


Correio Braziliense (DF)


Prepare o bolso: preço da gasolina vai subir


A Tarde (BA)


Turismo deve injetar R$ 23 bi na economia baiana


Jornal do Commercio (PE)


Sob Lula, arrecadação de impostos tem recorde histórico


Broadcast+

Coluna do Estadão

 Coluna do Estadão: Governistas alertam para 'tempestade perfeita' com alta do diesel após crise


Uma “tempestade perfeita” se abateu sobre o governo no primeiro mês de 2025, lamentam aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvidos pela Coluna. A avaliação surgiu a partir da constatação de que o reajuste no diesel discutido pela Petrobras vem no pior momento possível, quando o Palácio do Planalto ainda tenta contornar dois problemas que afetaram a popularidade presidencial: a “crise do Pix” e a alta nos preços dos alimentos. Era para janeiro ter marcado uma virada na “sorte” do governo. A chegada de Sidônio Palmeira à Secom foi pensada como um “ponto de virada” para ajustar a comunicação na segunda metade do mandato com foco na disputa eleitoral de 2026. Mas o marqueteiro, desde que assumiu o cargo, tem lidado com uma crise atrás da outra.


MENOS MAL. O temor maior de aliados de Lula é um eventual reajuste na gasolina, que, por ora, está fora do radar. Mesmo assim, o diesel afeta o custo do transporte, o que pode impactar ainda mais os alimentos. Além disso, o valor dos combustíveis, que pouco oscilou nos últimos meses, era visto como um dos poucos trunfos do governo Lula.


SÓ RESTA... Aliados de Márcio Macêdo ficaram animados com um elogio recente feito a ele por Lula, apesar da indicação de que o ministro será substituído por Gleisi Hoffmann na Secretaria-Geral da Presidência. Na última reunião ministerial, o presidente agradeceu à organização do G-20 social, que ficou sob a responsabilidade de Macêdo.


...A ESPERANÇA. O afago de Lula ao petista ganhou peso porque o ministro havia sido muito criticado pelo ato esvaziado em 1.º de maio de 2024, no Dia do Trabalho, considerado um fracasso.


INFLUÊNCIA. O Palácio do Planalto trocou o servidor responsável por cuidar do acervo pessoal de Lula. O historiador Claudio Soares Rocha foi substituído por Jackson Raymundo, que é amigo da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e era até então secretário executivo do Conselho Nacional de Educação (CNE).


FUNÇÃO. A Diretoria de Documentação Histórica (DDH) organiza, por exemplo, presentes recebidos e cartas que chegam para o presidente. Procurados, o gabinete de Lula e a assessoria de Janja não se manifestaram.


FREIO. A Justiça Federal do Distrito Federal tem barrado decisões da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que atenderam a questionamentos de empresas tradicionais de ônibus para suspender autorizações a novatas no mercado. Isso aconteceu em dois processos no último mês. A agência reguladora não respondeu à Coluna.


AINDA... O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) prepara um pedido formal de desculpas aos familiares do ex-deputado federal Rubens Paiva, morto e desaparecido pela ditadura militar. A cerimônia deve acontecer em abril.


...ESTOU AQUI Em 1971, quando o ex-deputado foi levado pelo Exército, o órgão antecessor do colegiado havia ignorado cartas da mulher e da filha de Rubens Paiva, Eunice e Eliana, e arquivou o caso sem investigação. O processo foi reaberto em 2024.


VODCAST ‘DOIS PONTOS’ | Hoje sobre medidas de Trump na imigração


Leonardo Trevisan

Professor da ESPM


“Trump usou a Colômbia para dar um recado sobre como vai gerir suas relações internacionais. Tentou dar um recado de força e Gustavo Petro ‘mordeu a isca’.”


Pedro Brites

Professor da FGV


“Medidas de Trump geram uma onda xenofóbica muito significativa. Elas aumentam a sensação de medo e de perseguição dentro dos Estados Unidos.”


(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Iander Porcella/colaborou Daniel Weterman)


Broadcast+

Ozempic

 Estadão: Estudo indica que Ozempic reduz risco de ter Alzheimer e adicção


São Paulo, 28/01/2025 - Enquanto análogos do GLP-1, classe de medicamentos como o Ozempic, são usados por cada vez mais gente e novos estudos surgem apontando efeitos positivos além do controle da diabete tipo 2 e da obesidade, pesquisadores da Washington University School of Medicine in St. Louis e do Veterans Affairs St. Louis Health Care System decidiram fazer uma pesquisa ampla, resultando no mais extenso atlas sobre benefícios e riscos dessas injeções.


“Percebemos que ninguém havia feito uma análise sistemática examinando todos os possíveis resultados do GLP-1, sem deixar pedra sobre pedra. É como descobrir uma nova terra, a primeira coisa que você quer fazer é mapeá-la”, explica o autor sênior do estudo, Ziyad Al-Aly, epidemiologista e nefrologista que trata pacientes no John J. Cochran Veterans Hospital, afiliado à WashU Medicine.


Usando o banco de dados dos veteranos dos EUA, eles compararam pacientes com diabete que passaram a usar análogos do GLP-1 e aqueles que só mantiveram o tratamento clássico com três outras classes de medicamentos para controle da glicemia - comercializados com nomes como Jardiance, Glipizide e Januvia - para um conjunto abrangente de 175 desfechos de saúde. As análises incluíram mais de 2 milhões de pacientes.


Além de proteção contra os eventos adversos cardiovasculares importantes (Mace, na sigla em inglês), já divulgada, o estudo trouxe algumas surpresas, como impactos positivos no cérebro, com reduções no risco de Alzheimer e de adicções. Por outro lado, foram detectados reflexos negativos no pâncreas e nas articulações ainda não vistos. Ao todo, a adição de análogos do GLP-1 foi associada a uma redução no risco de 42 desfechos e um aumento no risco de 19 - nenhuma associação estatisticamente significativa foi encontrada para os outros 114 (65,14%) observados. Os resultados foram publicados na respeitada revista científica Nature Medicine.


“Fica evidente que esses medicamentos atuam em múltiplos órgãos e sistemas”, diz Al-Aly. “Eles realmente funcionam. Mas também é importante observar que não são isentos de efeitos colaterais.”


Ao ser feita a comparação com outros medicamentos, a ideia era permitir que médicos e pacientes tivessem mais informações para escolher a melhor opção de tratamento. “A decisão deverá ser personalizada com base no perfil de risco, nas preferências, no perfil de comorbidades e na condição de saúde do paciente.”


ESTUDO VALIOSO. Os múltiplos efeitos de análogos do GLP-1 - moléculas que imitam o hormônio GLP-1, que deveria ser naturalmente liberado quando comemos, desencadeando a liberação de insulina - não são de todo inesperados.


“O pleiotropismo (capacidade de um medicamento de produzir múltiplos efeitos em diferentes órgãos ou sistemas, além de seu efeito primário) não tem nada de fantástico”, diz o endocrinologista Bruno Geloneze, pesquisador principal do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que não se envolveu no estudo. “Qualquer hormônio ou seu análogo não atua em um único local. Se fosse o caso, não seria nem hormônio”, explica.


Mas, segundo ele, o novo estudo tem um “valor monumental por causa do volume e da qualidade do registro”. “Ele foi além dos achados ativamente buscados. Alguns achados muito importantes dificilmente vão aparecer em estudos clínicos com 1 mil, 2 mil ou 3 mil pessoas. (No novo estudo) foi observada a redução do risco de câncer de fígado, algo que é difícil de ser detectado em estudos clínicos com amostras menores porque, em termos absolutos, são poucas as pessoas que irão desenvolver um desfecho tão grave.”


Porém, há limitações. Por exemplo: uma alteração na bula do medicamento exigiria um estudo clínico controlado (com grupo placebo, randomizado e sem os pesquisadores saberem quem está recebendo a medicação), diz Geloneze.


O endocrinologista destaca ainda que aspectos como a universalização dos resultados requerem cuidado já que os pesquisadores recorreram a uma base de dados muito específica, composta majoritariamente por informações de pessoas brancas e mais velhas. “Apenas 1,6% da amostra tinha menos de 40 anos, quando sabemos que grande porção das pessoas com diabete tem menos de 40.”


CÉREBRO. O surpreendente foi a dimensão do efeito dos análogos do GLP-1 no sistema nervoso central. O estudo apontou redução do risco de demências, incluindo o Alzheimer, e do uso problemático de substâncias (adicção), como álcool e opioides. A nova pesquisa também indicou diminuição do risco de ideação suicida, contrariando um episódio do início do ano passado.


PÂNCREAS. Ao Estadão/Broadcast, Al-Aly confirma que a maior preocupação dos pesquisadores está relacionada ao aumento do risco de pancreatite aguda (uma inflamação do pâncreas). “A pancreatite aguda é uma condição grave que pode levar a hospitalizações e, em alguns casos, ser fatal. Embora seja um efeito colateral raro, ele está presente e pode ser letal em algumas situações, tornando-se uma preocupação séria.”


Muitos dos efeitos colaterais encontrados no novo estudo, como pancreatite e complicações agudas de pedras nos rins, não aparecem na bula dos análogos do GLP-1. Com as descobertas da pesquisa, ele avalia que órgãos reguladores como a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a EMA deveriam exigir mais dados de segurança por parte das farmacêuticas. (Leon Ferrari)


Broadcast+

Bankinter Portugal Matinal 29/01

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As bolsas começaram a assimilar o surgimento de DeepSeek (a empresa chinesa de IA) e conseguiram fechar com subidas; mais intensas no lado americano do que no europeu. O tema dará que falar (de facto, OpenAI e Microsoft investigam se DeepSeek obteve informação não autorizada para o desenvolvimento da sua aplicação, segundo fontes de Bloomberg). Os resultados empresariais, ainda não protagonizados pelas grandes tecnológicas americanas (será a partir de hoje), foram mistos: RTX melhorou expetativas, enquanto Lockheed Martin e GM dececionaram; Boeing com fortes perdas, mas mensagem otimista. No lado europeu, destacam-se SAP antes da abertura (positivos e boas guias) e LVMH no fecho (piores do que o esperado). Os dados macro passaram relativamente despercebidos, Pedidos de Bens Duráveis positivos na sua leitura mais subjacente para o Investimento, enquanto a Confiança dos Consumidores se deteriorou em janeiro. 

 

HOJE a sessão vem ligeiramente positiva, além de animada pelas boas guias de ASML à primeira hora. A chave estará em dois tipos de eventos: (1) bancos centrais, com a Fed como principal, às 19 h, mantendo taxas de juros (4,25%/4,50%), mas o mais relevante será comprovar se o tom de Powell tende a ser um pouco mais hawkish/duro. Anteriormente, Riskbank (Suécia 08:30 h) e Banco do Canadá (14:45 h) baixarão taxas de juros. Banco Central do Brasil (19:00h) irá fazer uma subida. (2) Início de publicação de 3 das 7 Magníficas, com o mercado americano já fechado: MICROSOFT (EPS 3,128$, +6,7%), META (6,75$; +12%) e TESLA (0,67$ +8%). Também se destaca a publicação de LAM RESEARCH (0,88$ +17%) e IBM (3,75$, -3,1%), todos após o fecho.  


Em suma, melhoria do tom que deve consolidar-se com a mensagem da Fed. Teremos de esperar por amanhã para a leitura dos comentários fundamentais das grandes tecnológicas.  

 

S&P500 +0,9% Nq100 +1,6% ES-50 +0,1% VIX 16,41% -1,49pb. Bund 2,50%. T-Note 4,53%. Spread 2A-10A USA=+33,6pb B10A: ESP 3,15% ITA 3,63%. Euribor 12m 2,50% (fut.12m 2,36%). USD 1,043. JPY 162,2. Ouro 2.763,11$. Brent 77,49$. WTI 73,77$. Bitcoin -1,01% (100.325$). Ether -3,4% (3.053$).

BDM Matinal Riscala 2901

 *Rosa Riscala: Fed mantém juro e BC sobe Selic a 13,25%*


… O Fomc deve anunciar às 16h (BSB) uma pausa no ciclo de cortes do juro nos EUA, mantendo a taxa no intervalo entre 4,25% e 4,50%. A expectativa é para a entrevista de Powell (16h30), quando os investidores esperam ter alguma sinalização do que poderá vir pela frente. A pressão de Trump, exigindo juros mais baixos, não deve ser comentada pelo presidente do Fed, mas a ameaça de tarifas tende a manter o tom de cautela em sua mensagem. Da mesma forma, não há suspense para o Copom, que já contratou altas de 1pp da Selic não só para hoje, mas também para março. Minutos após as 18h30, a taxa básica será de 13,25%. Além dos desafios externos, o BC enfrenta os riscos da inflação e da persistente deterioração das expectativas, em meio a um fiscal que continua a ser a grande preocupação do mercado.


… Na primeira reunião sob o comando de Galípolo, o Copom deve manter o guidance para março, mas retirar o plural, que em dezembro apontou para “ajustes” de 1pp na Selic nos dois próximos encontros. O que não deve é se comprometer com maio.


… Uma saída seria admitir que o ciclo de altas vai se estender além de março, mas que a magnitude dos aumentos dependerá dos dados, como escreveu em relatório o diretor de pesquisa macroeconômica do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos.


… De todo modo, o comunicado não pode relaxar a guarda, porque se vier com um tom menos hawkish, vai dar o que falar.


… Este é o primeiro Copom de Galípolo e dos três últimos diretores indicados por Lula, que tem agora 9 dos 11 votos do colegiado. Será importante que o novo BC mostre seu alinhamento com o mercado, reiterando o compromisso com a meta de inflação.


… Os indicadores do IPCA desde o Copom de dezembro mostram que a inflação está em alta, refletindo o aquecimento da atividade e a depreciação cambial. Apesar da recente correção do dólar frente ao real, as incertezas externas ainda são grandes.


… O mercado também espera as projeções do BC para a inflação deste ano e do 3Tri de 2026, que deve se tornar o horizonte relevante da política monetária a partir de agora. Essa atualização pode ser um indicativo da trajetória da Selic e do tamanho do ciclo.


… Na Focus de 2ªF, as estimativas deram um salto, com o IPCA de 2025 passando de 5,08% para 5,50% e de 2026, de 4,10% para 4,22%, enquanto o mercado já eleva para até 16,25% a taxa terminal da Selic, com a mediana dos economistas em 15%.


… Em NY, será a primeira vez que o Fed manterá as taxas inalteradas desde que iniciou o atual ciclo de flexibilização monetária, em setembro do ano passado. De lá para cá, os juros já sofreram três reduções.


… O BC americano revisou significativamente para cima suas expectativas de cortes nas taxas este ano, prevendo agora apenas 50 pontos-base de alívio, metade do que estava previsto em setembro.


… Em tese, esta projeção sinaliza duas quedas, de 25pb cada. Mas o Fed corre o risco de ter que limitar sua estratégia a um único corte ou nenhum, dependendo da obsessão de Trump pelas políticas protecionistas.


… O mercado espera pelas sinalizações de Powell para a reunião de março (o Fed não se reúne em fevereiro).


PETROBRAS – O reajuste nos preços dos combustíveis deve entrar na pauta da primeira reunião do ano do conselho de administração da estatal, que está marcada para hoje, às 9h30, mas não deve ser decisiva.


… O CA pode fazer recomendações, mas não tem autonomia para alterar os preços, tarefa que cabe à diretoria executiva da estatal, formada por Magda Chambriard e os diretores Fernando Melgarejo e Carlos Schlosser.


… Os dois executivos estão em férias e só voltam semana que vem, o que dificulta o anúncio de um reajuste nos próximos dias, segundo o Broadcast. De qualquer forma, Magda já sinalizou a Lula que o diesel deve subir.


… O combustível não sobe há um ano e um mês e dados da Abicom apontam que a defasagem do produto frente às cotações praticadas no mercado internacional está em 17%. Já a gasolina pode ficar inalterada.


… A presidente da Petrobras não deve escapar de ser questionada nesta 4ªF pelos conselheiros, que representam os sócios privados, sobre a defasagem nos preços praticados aqui contra o mercado internacional.  


… Há meses, a empresa vem segurando a gasolina e agora com o Brent valendo menos de US$ 80 e o dólar acomodado abaixo de R$ 6, a Petro pode tentar ganhar tempo para evitar o reajuste por mais algumas semanas.


… Fonte disse ao Valor que a variação dos preços ainda estaria dentro da margem de tolerância da nova política “abrasileirada” de preços, sem resultar em prejuízo à estatal, o que não quer dizer que não haja defasagem.


… O maior desafio para a Petrobras será convencer os investidores de que o reajuste não precisa ocorrer agora. Os acionistas minoritários devem ser os primeiros a disparar críticas se não houver aumento nos próximos dias.


… Recentemente, Magda disse que “não estamos congelando nada”. Só falta combinar com o mercado.


VALE – Foi morna a reação da mineradora no after market (+0,11%) ao relatório de produção e vendas do 4Tri.


… Depois do fechamento dos mercados, a empresa informou que a produção trimestral de minério de ferro registrou queda de 4,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2023, para 85,3 milhões de toneladas (Mt).


… Mas o volume produzido no acumulado do ano passado, de 327,675 milhões de toneladas (Mt) foi o maior desde 2018, quando atingiu 384,6 milhões de toneladas, e veio praticamente no guidance atualizado, de 328 Mt.


… Já as vendas de minério exibiram recuo de 10% entre outubro e dezembro, para 81,196 milhões de toneladas.


HOLLIDAY IN HELL – Na véspera do Copom, durante evento promovido pelo UBS BB, o CEO da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger, disse que com os juros futuros a 15%/16%, o dólar tende a se acomodar.


… “Evidentemente vira piquenique à beira do vulcão e a moeda americana se acalma”, ilustrou.


… O problema que persiste, contudo, é a sustentabilidade da dívida pública e, segundo ele, é isso que está expresso nos preços de mercado, a exemplo das NTN-Bs com vencimento em 2035, pagando IPCA mais 7,85%.


… “Não dá para a gente pagar o juro de 8% por 10 anos seguidos”, afirmou. “Alguma coisa vai ter que acontecer. E vai acontecer. Seja uma mudança de governo, seja uma mudança de mentalidade deste governo”, disse.


… Na visão do gestor, com a Selic muito mais alta, o PIB crescendo a 3,5% e sem tantas arrecadações extraordinárias, o Brasil deve ter que encarar déficits nominais da ordem de 10% até o ano que vem.


… “Agora, se é hora de comprar dólar, eu não sei.” A moeda americana furou ontem os R$ 5,90 (abaixo).


FUNDOS IMOBILIÁRIOS – Em reunião nesta 3ªF, em Brasília, Haddad esclareceu a empresários da construção civil que o governo federal não tem a intenção de taxar os fundos de investimentos imobiliários (FIIs).


… Conforme relatos ao Broadcast, o ministro disse que houve “erro de interpretação” e prometeu corrigir o texto da reforma tributária. A declaração veio após o veto de Lula que resultou na tributação destes fundos.


… O presidente vetou artigo que isentava os fundos da incidência de IBS e CBS, novos tributos sobre o consumo.


MAIS AGENDA – O BC faz leilão de linha de venda de dólares com compromisso de recompra na modalidade pós-fixado Selic, às 10h20. A meta é vender até US$ 2 bi, para rolar a recompra do mesmo montante no dia 4/2.  


… Às 14h30, o BC solta os dados do fluxo cambial na semana passada.


… O presidente Lula se reúne hoje com Marina Silva (Meio Ambiente) para tratar da exploração da Margem Equatorial pela Petrobras, segundo apuração do Broadcast.


… O encontro é um desdobramento da reunião realizada na 2ªF com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e os ministros Alexandre Silveira (MME) e Rui Costa (Casa Civil).


… Chambriard vê na região a melhor oportunidade para a estatal repor e aumentar suas reservas de petróleo, em meio ao declínio do pré-sal, que deve se agravar na próxima década.


… Às 15h, Lula tem reunião com os presidentes do BB, Tarciana Medeiros; da Caixa, Carlos Vieira; do Bradesco, Marcelo Noronha; do Itaú, Milton Maluhy Filho; e do Santander, Mario Leão.


… Segundo o Valor, o objetivo é discutir o projeto de lei do governo que trata de mudanças no crédito consignado e que deve ir ao Congresso nas próximas semanas.


… Também estarão presentes os ministros Haddad, Rui Costa e Luiz Marinho (Trabalho), além do presidente do conselho diretor da Febraban, Luiz Carlos Trabuco, e o presidente-executivo da entidade, Isaac Sidney.


LÁ FORA – O DoE informa os estoques de petróleo dos EUA (12h30), que devem crescer 1,1 milhão de barris.


… O presidente do BoE, Andrew Bailey testemunha no Comitê do Tesouro britânico (11h15) e o BC do Canadá anuncia decisão sobre juros (11h45). Ontem, o Chile manteve a taxa inalterada em 5%, em decisão unânime.


BALANÇO DAS BIG TECHS – Depois do furação do DeepSeek, o resultado hoje de três (Meta, Microsoft e Tesla) das sete magníficas, após o fechamento, é um teste importante para o desempenho das gigantes de tecnologia.


… Meta tem previsão de lucro de US$ 6,75; Microsoft, US$ 3,11; e Tesla, US$ 0,76. Saem ainda IBM e Whirlpool.


DO SCARY TRADE PARA O CARRY TRADE – Contra os piores prognósticos de que o dólar poderia escalar até R$ 7, a moeda americana começou este ano diferente. Primeiro, furou o piso R$ 6 e, ontem, desbancou os R$ 5,90.


… Por trás desta movimentação, em que os suportes no câmbio vão sendo derrubados, está o interesse renovado dos investidores estrangeiros pelo Brasil, atraídos pelos juros elevados da renda fixa doméstica.


… A curva a termo segue precificando Selic terminal acima dos 16%. Se vai chegar até tudo isso, é a pergunta que vale dinheiro no mercado e o comunicado do Copom já pode testar as chances de um ciclo deste tamanho.  


… Quanto maior, melhor para o carry trade. Se ainda por cima o Fed sinalizar dois cortes para o ano, aí seria a combinação ideal, tornando o ambiente ainda mais convidativo para o apetite do fluxo externo pelo Brasil.


… Embalado pela perspectiva de que o dinheiro continue entrando, atraído pelos juros na lua, o dólar fechou ontem abaixo de R$ 5,90 pela primeira vez desde novembro, em queda firme de 0,74%, cotado a R$ 5,8696.


… Faz sete pregões seguidos que o real sobe, com alta acumulada de 5% este mês, numa reviravolta em relação a dezembro, quando registrou depreciação de 2,88%, fechando o ano passado com um tombo próximo de 30%.


… O novo alívio no câmbio observado ontem foi reproduzido em queda modesta pela curva do DI. As taxas curtas tiveram espaço limitado para devolver prêmio, porque dovish é que o comunicado do Copom não virá.


… A calmaria registrada ontem pelos juros futuros respondeu, em alguma medida, à ligeira melhora da percepção de risco fiscal após o resultado da arrecadação federal de dezembro (R$ 262,265 bilhões).


… O resultado veio um pouco acima do esperado pelos economistas (R$ 258,065 bilhões).


… No acumulado do ano passado, o Brasil ostentou recorde de R$ 2,65 trilhões com impostos e contribuições.


… O DI para janeiro de 2026 ficou estável (15,135%) em relação ao fechamento anterior; jan/27 caiu a 15,310% (de 15,335%); jan/29, a 15,065% (de 15,075%); jan/31, a 15,020% (de 15,010%); e jan/33, a 14,940% (14,950%).


EM ONDAS – Um dia depois de ter flertado com os 125 mil pontos e subido quase 2%, o Ibovespa voltou (-0,65%), mas conseguiu defender (por pouco) os 124 mil pontos (124.055,50), tentando refrear a realização de lucros.


… Na contagem regressiva para o início da temporada dos balanços, Itaú, que solta resultado no dia 5, testou leve alta de 0,18%, a R$ 33,30. Bradesco PN (+0,43%, a R$ 11,63) também ajudou a limitar a correção da bolsa.


… Já o restante do setor exibiu desempenho negativo. Banco do Brasil caiu 0,65% (R$ 27,53), Bradesco ON baixou 0,56% (R$ 10,64) e Santander cedeu 0,52% (R$ 24,97).


… A ameaça de Trump de taxar o aço, alumínio e cobre abalou as siderúrgicas: Usiminas PNA (-1,48%; R$ 5,33), CSN (-0,80%; R$ 8,73) e Gerdau PN (-0,10%; R$ 9,93).


… Vale (-2,43%; R$ 52,65) exibiu perdas antes do relatório trimestral de produção. Análise do Citi apontou redução da demanda chinesa por minério de ferro em até 80 milhões de t, o que pode diminuir as vendas da mineradora.


… Na contramão do petróleo, Petrobras registrou quedas leves (ON, -0,24%, a R$ 40,98; e PN, -0,13%, a R$ 37,13), no suspense pelo que será decidido hoje pela estatal em relação a reajustes dos combustíveis.


… O Brent para abril, que havia caído quase 1,80% na véspera, subiu moderadamente (+0,40%, a US$ 76,49), apesar da informação de que os EUA e a UE vão manter a pressão sobre a Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia.


… IRB liderou as altas (+3,77%; R$ 52,51). O mercado vê melhora operacional e projeta melhor margem financeira. No ranking de quedas, destaque para Cogna (-5,00%; R$ 1,33), CVC (-4,84%; R$ 1,77) e Vibra (-4,08%; R$ 17,64).


… Até agora o Ibov acumula alta de 3,1% em janeiro, recuperando-se em parte do recuo de 4,3% em dezembro, mas o mercado acionário brasileiro ainda vai mal.


… Segundo cálculo do UBS WM, as ações brasileiras estão com desconto de 40% em relação a outros emergentes, que já estão 40% descontados em relação aos EUA.


… “Isso mostra o quanto de notícias ruins está embutido no preço dos ativos brasileiros”, escreveu Alejo Czerwonko, diretor de mercados emergentes nas Américas da casa.


… Para o banco, a questão fiscal é a maior problema local e deve continuar limitando os ativos brasileiros. “E mais para o final do ano, os investidores vão começar a precificar as eleições de 2026”, avisou.


POEIRA BAIXOU – Após o susto com a IA da startup chinesa DeepSeek, as ações de tecnologia engataram reação em NY, com investidores vendo a forte queda de 2ªF como oportunidade de comprar bons papéis a preços descontados.


… Nvidia, que na véspera levou um tombo de 17%, subiu 8,93%, puxando uma alta de 2,03% no Nasdaq, a 19.733,59 pontos. Microsoft, que segundo Trump está em negociações para comprar o braço do TikTok nos EUA, subiu 2,9%.


… S&P 500 avançou 0,92% (6.067,70) e o Dow Jones ganhou 0,31% (44.850,35). Boeing teve alta de 1,5%, apesar do maior prejuízo anual desde 2020, com a notícia de que espera voltar à produção da aeronave 737 neste ano.


… General Motors caiu 8,9%, com balanço e guidance que não agradaram ao mercado e preocupações sobre os problemas que as tarifas de Trump podem causar à montadora.


… O advento da DeepSeek, disse Emily Bowersock Hill (Bowersock Capital Partners) à BBG, deve tornar os investidores mais criteriosos e seletivos quando se trata de colocar dinheiro em IA.


… No câmbio, o dólar subiu com declarações de Trump, de que planeja tarifas universais “bem maiores” que os 2,5% mencionados por seu secretário de Tesouro, Scott Bessent em entrevista ao FT, na 2ªF.


… O índice DXY (+0,49%, a 107,886 pontos) foi favorecido ainda pela queda do iene (-0,65%, a 155,552/US$) que na véspera havia subido forte, atraindo a fuga de risco para ativos seguros, diante do “efeito DeepSeek”.


… O euro caiu 0,52%, a US$ 1,0437. A libra cedeu 0,38%, a US$ 1,2443.


… Na primeira coletiva de imprensa do segundo mandato de Trump, a secretária de imprensa da Casa Branca disse que o governo vai impor tarifas de importação contra produtos do México e Canadá em 1º de fevereiro.


… Entre os Treasuries, o juro da note de 2 anos ficou estável em 4,197% (de 4,199% na sessão anterior) e o da note de 10 anos também mudou pouco: foi a 4,539%, de 4,537%. O juro do T-Bond de 30 anos subiu a 4,782%, de 4,773%.


EM TEMPO… ITAÚ UNIBANCO comprou uma fatia de 15% do capital da NeoSpace, startup especializada em modelos de IA generativa para o setor financeiro…


… O desembolso do banco não foi revelado, mas a compra ocorreu por meio de uma rodada de investimentos na empresa liderada pelo Itaú e que totalizou US$ 18 milhões.


AZUL encerrou processo de reestruturação e ajuste no balanço totalizou US$ 2,4 bilhões, entre dinheiro novo, economias e conversão de dívida em ações…


… A última parte do processo foi a finalização das etapas para captação de US$ 525 milhões junto a investidores, negócio anunciado em outubro passado.


ALLOS aprovou novo programa de recompra de até 10 milhões de ações, o que representa 2,1% do total de 473,7 milhões de ações ordinárias de emissão da companhia…


… As ações serão adquiridas a preço de mercado, até 27 de janeiro de 2026. O programa será executado por meio da BrMalls, subsidiária Allos.


AMBIPAR captou US$ 400 milhões em títulos verdes, com vencimento em 5 de fevereiro de 2033. A remuneração será de 10,875%. A demanda pelos papéis chegou a US$ 1 bilhão.

Jonas Federighi

  O texto mostra que a ofensiva do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) no caso Master começou a acender um alerta vermelho: analistas, técnicos...