sábado, 22 de agosto de 2026

Ray Dalio

 'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS'


Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão estava errada: em vez do colapso, começava um dos maiores ciclos de alta da história. O erro quase o levou à falência, mas também deu origem a um método criado para resistir às falsas certezas do mercado.

Ray Dalio já foi chamado de “Steve Jobs dos investimentos” e está à frente da Bridgewater Associates, gigante que administra mais de US$ 150 bilhões para clientes institucionais ao redor do mundo, entre fundos de pensão, governos e bancos centrais.

A quase falência foi descrita por Dalio como uma experiência “muito dolorosa”, mas decisiva para mudar sua forma de pensar e o levou a desenvolver um sistema de investimentos capaz de atravessar diferentes cenários econômicos, mesmo quando o excesso de confiança apontasse para a direção errada.

Confira no site do Seu Dinheiro: https://mrf.lu/2sw6p

Papo de Economista

Quando algum tema me chama atenção, quando o momento demanda, eu saio a escrever. Não tem jeito.

2013 foi um ano engraçado. Em meados daquele ano, me veio uma pessoa, lá do Nordeste, me contactando, através do meu linkedin, num convite para eu ser assessor econômico do fundo soberano de um país da Africa, rico em diamante e petroleo, mas, infelizmente, na mão de corruptos, dentre os paises mais corruptos do continente. Não sabia bem quem eram as pessoas. Fui investigar, ou como dizem, "puxar a capivara". O gestor do fundo soberano era o filho do presidente. A proposta era muito poupuda, sedutora, mas eu recusei de pronto, por uma questao etica. Nenhum dinheiro do mundo me compra para participar de esquemas estranhos, nem ficar proximo de pessoas envolvidas com corrupçao pesada. E a minha consciência, o poder dormir tranquilo, ter a confiança do meu filho...

Ao fim de 2013, entre novembro e dezembro, eu acabei dando, com um amigo do BCB, um curso de Tesouraria Bancaria, pelo BPC, isso, atividade totalmente licita, por varias provincias deste pais. Foram duas oportunidades num mesmo ano. Mas interessante, uma oportunidade nada tendo a ver com a outra. Contatos ttmente diferentes e sem conhecimento entre eles. Muito estranho. Mas depois disso, nunca mais. Por isso, eu achar engraçado. Vida que segue.

Uma das coisas q mais me orgulho é não compactuar com esquemas, corrupções variadas, puxadinhos para cá, ou para lá. Tenho 61 anos, sendo uns 35 trabalhando como consultoria do mercado de capitais, na Lopes Filho Associados. Não é facil. Nunca foi.

Mas a LFA sempre foi uma "blindagem", embora com algumas ocasiões em operaçoes de rating. Faz parte. Mas eu não era da area. Sempre fiz o q me dá prazer, ser economista, falar de conjuntura, economica e politica, de macro, finanças publicas. O que me atrai são os projetos, nunca, o dinheiro. Este, depois, se torna consequencia. 

No capitalismo, existem várias fissuras, vazamentos até, mas sem dúvida, que é o sistema mais eficiente que existe.

Um fato interessante é quando, diante do potencial de demanda crescente, varias medias empresas buscam dar um salto, para se tornarem maiores, mais robustas. Muitas, diante das taxas de juros praticadas no mercado, acabam tentando achar um socio, um parceiro, alguem que compre 5%, 10% da empresa, e a ajude a se capitalizar e investir.

É o chamado "Venture Capital" colocando o seu bloco na rua, algo muito comum de acontecer. Muitas vezes, são gestores de recursos alocando na empresa, por acreditar ter potencial grande de se expandir, valorizando sobremaneira seus 5% ou 10%.

Geralmente, o gestor sabe o "timing certo" para vender a sua parte, depois de consideravel valorização. Uma empresa onde trabalhei nao teve oportunidade de fazer isso no longo ciclo de 1977 a 2019.

Só o fez quando uma concorrente fez uma operação de pagar um "preço simbolico" pelos passivos fiscais e trabalhistas, e assim a empresa foi vendida para este outro concorrente. Poucos anos depois, este mesmo concorrente acabou incorporado por um peixe ainda maior e o cara que havia feito a primeira operacao, acabou saindo. Faz parte.

O fato é q qdo uma empresa não quer pegar emprestimo em banco para investir em ampliação, pelas taxas abusivas, o uso do "venture capital" acaba se tornado uma saída.

MarabraZ em RJ



O pedido de recuperação judicial da Marabraz traz, na lista de motivos que levaram a varejista à uma dívida de R$ 140 milhões, uma extensa briga familiar. No documento apresentado à Justiça, os controladores da Marabraz afirmam que passaram a encontrar dificuldades para ter acesso a crédito após perderem acesso a uma holding criada para administrar os imóveis da família.
A briga entre duas gerações da família Nasser — do fundador da Marabraz — já rendeu um longo processo judicial. Em um dos capítulos, o anel de noivado dado por Abdul Fares a atriz Marina Ruy Barbosa foi usado como demonstração de que os netos do criador da varejista fariam “retiradas anuais milionárias” para “sustentar um padrão de vida de luxo extremo”.

Cravejada de diamantes e comprada em Dubai, a jóia é avaliada em cerca de US$ 1 milhão — aproximadamente R$ 6 milhões. O objetivo da ação judicial era retirar Abdul e outros netos do fundador da Marabraz do comando, justamente, da holding que controla os imóveis da família: a LP Administradora de Bens.

A confusão começou em meados de 2011, quando os filhos do fundador transferiram as participações que detinham nesta holding para seus descendentes. Ou seja, o controle da LP passou para os netos, entre eles, o noivo de Marina Ruy Barbosa.

Os irmãos Nasser e Jamel Fares — atuais controladores da Marabraz e filhos do fundador da varejista — afirmam, no processo judicial, que a transferência das cotas para os descendentes foi uma “operação simulada” com o objetivo de blindar o patrimônio da família de dívidas da Marabraz.

Já os herdeiros — netos do fundador da Marabraz — argumentam que a transferência de cotas foi legítima e que a ação para anular o negócio teria sido motivada por desavenças familiares.

Em setembro de 2025, decisão judicial manteve os netos no controle da LP por entender que os filhos não poderiam pedir a nulidade do negócio ao argumentarem que, na verdade, teria se tratado de uma manobra maliciosa para despistar credores.

Leia mais na coluna Dinheiro e Negócios, de Gabriella Furquim, no metropoles.com

Winston Churchill

 


"Economia Moral: Da Prostituição à Venda de Órgãos, O Que Transações Controversas Revelam Sobre Como Funcionam os Mercados" por Alvin E. Roth.



Nos tempos que vivemos em q tudo é permitido, este livro cai como uma luva. Tempos bicudos em que se naturaliza a safadeza e a corrupção. Pobre país.








Instigante e talvez polêmico: definitivamente uma boa leitura para o verão!
"Economia Moral: Da Prostituição à Venda de Órgãos, O Que Transações Controversas Revelam Sobre Como Funcionam os Mercados" por Alvin E. Roth.

"Combinando a expertise incomparável de Roth como pioneiro em design de mercado com seus relatos incisivos e espirituosos de questões complexas, Moral Economics oferece uma nova e poderosa e inovadora estrutura para resolver as controvérsias mais difíceis de hoje."

"Os mercados não precisam permitir tudo ou proibir tudo. Um design de mercado prudente pode encontrar um equilíbrio entre preservar os direitos das pessoas de perseguir seus próprios interesses e proteger os mais vulneráveis de danos."

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Ray Dalio

  'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS' Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão es...