Quando algum tema me chama atenção, quando o momento demanda, eu saio a escrever. Não tem jeito.
2013 foi um ano engraçado. Em meados daquele ano, me veio uma pessoa, lá do Nordeste, me contactando, através do meu linkedin, num convite para eu ser assessor econômico do fundo soberano de um país da Africa, rico em diamante e petroleo, mas, infelizmente, na mão de corruptos, dentre os paises mais corruptos do continente. Não sabia bem quem eram as pessoas. Fui investigar, ou como dizem, "puxar a capivara". O gestor do fundo soberano era o filho do presidente. A proposta era muito poupuda, sedutora, mas eu recusei de pronto, por uma questao etica. Nenhum dinheiro do mundo me compra para participar de esquemas estranhos, nem ficar proximo de pessoas envolvidas com corrupçao pesada. E a minha consciência, o poder dormir tranquilo, ter a confiança do meu filho...
Ao fim de 2013, entre novembro e dezembro, eu acabei dando, com um amigo do BCB, um curso de Tesouraria Bancaria, pelo BPC, isso, atividade totalmente licita, por varias provincias deste pais. Foram duas oportunidades num mesmo ano. Mas interessante, uma oportunidade nada tendo a ver com a outra. Contatos ttmente diferentes e sem conhecimento entre eles. Muito estranho. Mas depois disso, nunca mais. Por isso, eu achar engraçado. Vida que segue.
Uma das coisas q mais me orgulho é não compactuar com esquemas, corrupções variadas, puxadinhos para cá, ou para lá. Tenho 61 anos, sendo uns 35 trabalhando como consultoria do mercado de capitais, na Lopes Filho Associados. Não é facil. Nunca foi.
Mas a LFA sempre foi uma "blindagem", embora com algumas ocasiões em operaçoes de rating. Faz parte. Mas eu não era da area. Sempre fiz o q me dá prazer, ser economista, falar de conjuntura, economica e politica, de macro, finanças publicas. O que me atrai são os projetos, nunca, o dinheiro. Este, depois, se torna consequencia.
No capitalismo, existem várias fissuras, vazamentos até, mas sem dúvida, que é o sistema mais eficiente que existe.
Um fato interessante é quando, diante do potencial de demanda crescente, varias medias empresas buscam dar um salto, para se tornarem maiores, mais robustas. Muitas, diante das taxas de juros praticadas no mercado, acabam tentando achar um socio, um parceiro, alguem que compre 5%, 10% da empresa, e a ajude a se capitalizar e investir.
É o chamado "Venture Capital" colocando o seu bloco na rua, algo muito comum de acontecer. Muitas vezes, são gestores de recursos alocando na empresa, por acreditar ter potencial grande de se expandir, valorizando sobremaneira seus 5% ou 10%.
Geralmente, o gestor sabe o "timing certo" para vender a sua parte, depois de consideravel valorização. Uma empresa onde trabalhei nao teve oportunidade de fazer isso no longo ciclo de 1977 a 2019.
Só o fez quando uma concorrente fez uma operação de pagar um "preço simbolico" pelos passivos fiscais e trabalhistas, e assim a empresa foi vendida para este outro concorrente. Poucos anos depois, este mesmo concorrente acabou incorporado por um peixe ainda maior e o cara que havia feito a primeira operacao, acabou saindo. Faz parte.
O fato é q qdo uma empresa não quer pegar emprestimo em banco para investir em ampliação, pelas taxas abusivas, o uso do "venture capital" acaba se tornado uma saída.