quinta-feira, 8 de maio de 2025

Bankinter Portugal 0805

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem à noite, o USD apreciou-se um pouco (1,13), como advertimos, após uma abordagem de Powell (Fed; 19 h) bastante hawkish/dura em comparação com o quão dovish/suave o mercado ainda está (estava?) ao esperar inclusive mais 3 descidas de taxas de juros vs. 2 estimativa Bankinter (setembro e dezembro, até 3,75/4,00%). A evolução dos acontecimentos é mais ou menos como tínhamos previsto, com uma Fed cautelosa sobre o PIB e inflação, e mais reativa do que proativa em relação a descidas de taxas de juros… ao contrário do BCE, que antepõe critérios políticos a técnicos e, por isso, provavelmente se colocará numa posição delicada na segunda metade deste ano, quando a inflação aumentar depois de ter retrocedido até níveis de confiança próximos ao objetivo de +2%.


Mas Wall St. conseguiu subir ontem à noite, apesar da Fed fria, graças ao governo americano/Trump prepararem um relaxamento das limitações à exportações de chips para IA, portanto o SOX (semis) fechou a subir +1,7%, quando estava com quedas de ca.-1%. 


HOJE cedo estamos a receber um fluxo de resultados corporativos de tom fraco. Toyota estima EBIT 2025 -21% devido aos impostos alfandegários e a apreciação do yen. Infineon com resultados 1T inferiores a expetativas e guidance 2T fraco, assim como revisão em baixa do seu guidance 2025 devido aos impostos alfandegários. Fortinet com bons resultados e mantém guias, mas, como o mercado esperava que melhorasse, cai 13% em aftermarket. Influenciam positivamente a expetativa das conversações EUA/China sobre impostos alfandegários, este fim de semana, e que Trump tenha afirmado, ontem à noite, que ao longo do dia irá anunciar detalhes de um acordo comercial com um determinado país, o que todos supomos que seja o Reino Unido.


O conteúdo mais importante do dia, entre o previsível, é a manutenção de taxas de juros na Suécia (08:30 h; 2,25%) e Noruega (09 h; 4,50%), e a descida no Reino Unido (12 h; -25 p.b., até 4,25%), que inclui a atualização de estimativas macro. Depois destes bancos centrais, a única referência potente a sair esta semana são os Custos Laborais Unitários 1T 2025 nos EUA, hoje às 13:30 h, que se estima que irão aumentar significativamente até +5,1/5,2% desde +2,2%... o que reforça a ideia de que a inflação irá aumentar ao longo dos próximos trimestres. Recordemos que o Deflator do PIB está em +3,7% e que o componente de expetativas de inflação a 12m da Confiança da Univ. de Michigan está em +6,5%, nada menos. 


CONCLUSÃO: Exercício de pragmatismo a curto prazo hoje, com provável subida de bolsas (+0,5%?), tanto europeias como americana, animadas pelas mensagens de Trump em relação a negociações comerciais e relaxamento nas exportações de semis para IA. Quando a tecnologia empurra, arrasta o mercado. O USD romperá em baixa o nível 1,13 graças à assepsia transmitida pela Fed, enquanto as obrigações ganharão um pouco de yield (+2/4 p.b?), perdendo em preços.


S&P500 +0,4% Nq-100 +0,4% SOX +1,7% ES50 -0,6% IBEX -0,4% VIX 23,6% Bund 2,47% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+49pb B10A: ESP 3,13% PT 3,00% FRA 3,19% ITA 3,55% Euribor 12m 2,039% (fut.1,917%) USD 1,130 JPY 162,7 Ouro 3.370$ Brent 61,7$ WTI 58,6$ Bitcoin +2,6% (98.840$) Ether +3,9% (1.900$). 


FIM

Curva de juro

 Copom tenta evitar que curva de DI precifique corte da Selic cedo demais, segundo analistas


Por Gustavo Nicoletta


São Paulo, 07/05/2025 - O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe uma série de elementos que indicam menor propensão a uma nova alta nos juros, mas também pretende evitar que os investidores se precipitem em apostas sobre o momento em que a Selic começará a cair, segundo especialistas.


A favor de um potencial fim do ciclo de alta da Selic estão as mudanças no balanço de riscos para a inflação. O Copom deixou de considerá-lo assimétrico e igualou o número de fatores que podem estimular ou deprimir a alta de preços - agora são três para cada lado. Antes, havia um a menos entre os riscos baixistas.


A redução nas projeções de inflação para 2025 e 2026 também pode entrar nesta conta - embora a previsão para o ano que vem esteja ligeiramente acima de algumas das estimativas que circulavam no mercado para o horizonte relevante da política monetária.


Mas o comunicado também ressalta que o cenário ainda é de "expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho", e que isso prescreve "uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado".


Luciano Telo, executivo-chefe de investimentos do UBS Global Wealth Management, afirma que este trecho do comunicado do Copom e a ênfase dada à incerteza vinda do exterior e dos efeitos da guerra comercial sobre a atividade, a inflação e os preços de ativos indicam que há uma preocupação do colegiado em indicar que apostas de corte na Selic seriam "prematuras".


"Ele procurou evitar que isso fosse para o preço muito rápido, evitar este tipo de discussão. O mercado sempre tenta se antecipar. O Copom fez esforço no comunicado para demorar mais algum tempo para entender a volatilidade das tarifas, se mostrou preocupado e quer de fato manter a política mais apertada", diz.


Huang Seen, head de renda fixa da Schroders, avalia que o Copom está tentando não soar "dovish" - propenso a afrouxamento da política monetária - depois de, na prática, ter indicado que há grandes chances de a Selic parar de subir e permanecer no nível atual, agora de 14,75% ao ano.


"Mesmo que não esteja explicitamente no texto, se tudo correr de acordo com o que eles esperam, praticamente dá para dizer que o ciclo se encerrou. Nos dá a entender que provavelmente o plano de voo deles é manter esse nível, que eles entendem que já é significativamente contracionista por um período prolongado. O que eles não querem é parar e o mercado entender como sinal verde para sair cortando", afirmou.


Gean Lima, estrategista e trader de juros e moedas da Connex Capital, aponta que o posicionamento do Copom e a preocupação em "espantar a precificação de cortes muito cedo" deve resultar numa inclinação da curva de juros futuros.


"A precificação de manutenção da Selic para a próxima reunião deve aumentar, e ele está falando que não pretende cortar juros tão rápido, de preservar a taxa de juros mais alta por mais tempo", afirmou.


Contato: gustavo.nicoletta@estadao.com


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BDM Matinal Riscala 0805

 *Rosa Riscala: Trump anuncia às 11h primeiro acordo comercial*


… O presidente Trump marcou para hoje, às 11h (Brasília), coletiva de imprensa para informar o primeiro acordo comercial fechado pelos EUA. “GRANDE ACORDO COMERCIAL COM REPRESENTANTES DE UM PAÍS GRANDE E ALTAMENTE RESPEITADO. O PRIMEIRO DE MUITOS”, escreveu ele em sua rede Truth Social, ontem à noite. Não foi revelado o país em questão, mas especula-se que poderá ser o Reino Unido. Na agenda desta 4ªF, após o Fed manter a taxa nos EUA e o Copom subir a Selic para 14,75%, é a vez de o BoE decidir o juro britânico (8h), que deve ser cortado em 25pbs, para 4,25%. Entre os indicadores, são destaques as expectativas de inflação do consumidor do Fed/NY e, aqui, o IGP-DI de abril e a produção e vendas de veículos da Anfavea. No calendário dos balanços, Ambev, CSN e Itaú Unibanco.


… Na B3, repercute o resultado de Bradesco, que garantiu no after hours alta de 2,38% ao ADR, após o lucro líquido de R$ 5,864 bilhões superar as estimativas dos analistas. A ação recuperou-se da queda de mais de 3% no pregão regular.


… Na curva de juros, as chances de um ajuste em alta são grandes após o Copom deixar em aberto a possibilidade de estender o ciclo de aperto da taxa Selic para junho, adotando uma mensagem mais conservadora e cautelosa no comunicado.


… Como o esperado, o BC não renovou o forward guidance, mas destacou com ênfase o cenário de “elevada incerteza”, sobretudo, com a política comercial dos EUA e a política fiscal no Brasil, que têm impactado os preços dos ativos e as expectativas dos agentes.


… Citando expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade e pressões no mercado de trabalho, afirmou que esses fatores prescrevem uma política monetária em patamar “significativamente contracionista por período prolongado”.


… Ao se referir à próxima reunião, o comunicado também fala em “cautela adicional” e “flexibilidade” na atuação da política monetária, enquanto ressalva que os impactos acumulados do estágio avançado do ciclo de ajuste ainda serão observados.


… Em suma, o Copom parece não saber se o ciclo de aperto da Selic acabou, com a taxa a 14,75%, ou se será necessário um ajuste final. Mas afirmou que a “calibragem do aperto seguirá guiada pelo objetivo de trazer a inflação à meta no horizonte relevante”.


… Para o BC, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta, assim como as expectativas de inflação para 2025 (5,5%) e 2026 (4,5%) na pesquisa Focus, enquanto a projeção para 2026 no seu cenário de referência está em 3,6%.


… O balanço de riscos está simétrico, com as variáveis tanto de alta quanto de baixa “mais elevadas que o usual”.


… Entre os riscos de alta, destacam (i) a desancoragem das expectativas por período mais prolongado, (ii) maior resiliência na inflação de serviços em função de um hiato do produto mais positivo e (iii) uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.


… Entre os riscos de baixa, estão (i) a eventual desaceleração da atividade doméstica mais acentuada, (ii) uma desaceleração global maior decorrente do choque de comércio e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.


… Nesta 4ªF, enquanto absorvia a paciência do Fed – “sem pressa” para mexer nos juros nos EUA – o DI esperou pelo Copom elevando os prêmios dos contratos mais curtos, na reação combinada com a alta inesperada da produção industrial (abaixo).


HERÓI DA RESISTÊNCIA – Provando estar acima das pressões políticas, Powell enfrentou os ataques do presidente Trump, que o acusa de ser “teimoso” e “insensível”, manteve o juro em 4,25%-4,5% e descartou uma urgência do Fed para cortar as taxas.


… “É apropriado que tenhamos paciência”, disse diversas vezes na coletiva de imprensa que se seguiu ao Fomc, mencionando que todos os integrantes do Comitê apoiam a decisão de “esperar para ver” antes de sair agindo antecipadamente.


… Segundo Powell, a economia americana não vive hoje uma situação (como a de 2019) em que se recomende corte de juros preventivo, porque não se sabe qual será a resposta adequada até os próximos indicadores econômicos.


… No comunicado, o Fed admitiu que a incerteza sobre as perspectivas econômicas “aumentou ainda mais”, enquanto Powell reconhecia ser preciso ter maior clareza sobre os impactos da política tarifária de Trump.


… Até a próxima reunião de política monetária, em junho, ainda estará valendo a pausa de 90 dias no tarifaço e a maior esperança dos mercados globais é de que, neste meio tempo, os EUA e a China superem suas diferenças. 


… Powell ainda não vê sinais claros de desaceleração da economia americana e está otimista para o segundo trimestre. “O cenário de contração do PIB pode ser revertido e os gastos do consumidor podem ser revisados para cima”, projetou.


… Depois de o payroll forte de abril ter afastado os fantasmas de uma recessão, o presidente do Fed observou que o mercado de trabalho não representa atualmente uma fonte significativa de pressão inflacionária para os EUA.


… Mas alertou que o potencial de aumento de desemprego e da inflação estão maiores devido às incertezas em relação à política protecionista do governo de Washington e que o Fed prefere continuar monitorando os dados.


… Ao comentar o relacionamento do Fed com a Casa Branca, em meio às ameaças de Trump de demiti-lo, Powell disse que “nunca pediu e nunca pedirá” uma reunião com o presidente americano, e que não há motivo para isso ocorrer.


… Diante da sinalização de Powell de que não está com pressa, o mercado manteve julho como o mês mais provável para o corte.


… Para o ano, a principal aposta se mantém em uma redução acumulada de 75pbs nos juros até dezembro, segundo a ferramenta do CME Group, com 37,7% de chance, contra 31,1% de um aperto monetário maior, de 100 pbs.


O PRIMEIRO ACORDO E A CHINA – O tuíte de Trump confirmando para hoje o anúncio de um “importante” acordo comercial colocou em alta os futuros de Nova York, ontem à noite, enquanto os pregões asiáticos reduziram as perdas.


… O mercado espera esse primeiro acordo com grande ansiedade, porque deve servir como referência da política tarifária.


… Segundo o NYT antecipou, o acordo deve ter sido fechado com o Reino Unido, que vinha em intensas negociações com Washington.


… Mais cedo, Wall Street já operava mais confiante com as negociações que os EUA abrirão com a China, neste fim de semana, na Suíça, embora Trump tenha descartado reduzir preventivamente as tarifas para incentivar um acordo, como Pequim pediu.


… Nesta 4ªF, Trump deu posse ao novo embaixador dos EUA na China, David Perdue, e insistiu que foi de Pequim a iniciativa de procurar Washington para conversar, enquanto os chineses continuam afirmando que foram procurados pela Casa Branca.


… Também ontem, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, alertou que qualquer diálogo com os EUA deve ser baseado na equidade, respeito e benefício mútuo. “Qualquer pressão ou coerção não funcionará com a China.”


BOE – Com um provável acordo a ser anunciado hoje por Trump para o Reino Unido, o BC inglês enfrenta as incertezas tarifárias e deverá reduzir os juros para 4,25%. Está em vigor para os britânicos uma tarifa de 10%, reduzida para todos os parceiros, à exceção da China.


… Apostando em tarifas mais baixas para as exportações de aço e automóveis do país, o BoE agirá em resposta ao crescimento fraco dos últimos meses. Segundo o Barclays, é possível que revise em baixa suas projeções de inflação.


… O mercado precifica um corte de 25pbs nesta reunião e um orçamento total de 100pbs nos próximos 12 meses, para 3,5%.


MAIS AGENDA – Dois índices de inflação, IGP-DI de abril e a primeira prévia do IPC-S de maio, ambos a serem divulgados às 8h pela FGV, abrem o dia. Às 10, a Anfavea divulgará a produção de veículos em abril, que deve recuar 4%, após o tombo de 12,6% em março.


… O ministro Fernando Haddad reúne-se (17h) com a agência Moody’s para tratar sobre as perspectivas econômicas para o Brasil.


… Também o presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem encontro com a Moody’s (9h) para avaliação do risco soberano.


… Lá fora, a balança comercial e a produção industrial da Alemanha em março saem de madrugada, enquanto os EUA divulgam pedidos de auxílio-desemprego (9h30), com previsão de +230 mil solicitações iniciais, após 241 mil na semana anterior.


… Às 11h, estoques no atacado nos EUA devem subir 0,5% em abril e, às 12h, saem as expectativas de inflação do consumidor do Fed/NY em abril. Para um ano, aumentaram em março para 3,6%, no nível mais alto desde outubro de 2023.


BALANÇOS – No dia mais intenso da temporada, o Bradesco comenta os resultados em teleconferência (10h30).


… Antes da abertura dos negócios, a Ambev solta seus números. Depois do fechamento, vêm Itaú, B3, CSN, CSN Mineração, Assaí, Magazine Luiza, Alpargatas, Localiza, Rumo, Suzano, Cemig, Cogna, LWSA, Petz e Totvs.


MAKE DOLLAR GREAT AGAIN – Sem pressa para cortar o juro, apesar de Trump continuar forçando a barra do Fed, Powell consolida a autonomia do BC americano e abre espaço para o mercado voltar a apostar na força do dólar.


… No curtíssimo prazo, outro gatilho favorável pode vir das negociações de alto escalão em Genebra, no sábado, entre os EUA e a China, embora Washington indique que as tratativas são preliminares, o que esfria parte do ânimo.


… Motivado pelo Fed e pela esperança de que as conversas na Suíça rendam alguma coisa, o índice DXY subiu 0,38%, para 99,614 pontos, persistindo em sua tentativa de recobrar a linha psicologicamente importante dos 100 pontos.


… O dólar avançou para 143,72 ienes, o euro caiu 0,65%, cotado a US$ 1,1315, e a libra esterlina foi negociada em baixa de 0,68%, a US$ 1,3302, na expectativa de que o BC inglês retome hoje o ciclo de flexibilização monetária.


… As notícias de aproximação entre os EUA e a China e o recado de Powell de que ainda não está na hora de cortar os juros também fortaleceram o dólar por aqui (+0,61%, a R$ 5,7454), que completou sua terceira alta consecutiva.


… Antecipando-se ao meio ponto do Copom, a ponta curta do DI operou com gap de alta, tendo ainda como fatores adicionais de pressão o câmbio e a produção industrial em março (+1,2%), quase no dobro do teto esperado (0,7%).


… Já os vencimentos de médio e longo prazo dos juros futuros seguiram o recuo dos rendimentos dos Treasuries.


… No fechamento, o DI Jan/26 subiu a 14,715% (de 14,685% no dia anterior); e Jan/27, a 13,985% (contra 13,950% na véspera). Já o Jan/29 caiu a 13,500% (de 13,530%); Jan/31, 13,660% (de 13,710%); e Jan/33, 13,700% (13,770%).


… Nos EUA, a taxa da Note de 2 anos cedeu a 3,785% (de 3,790%) e a de 10 anos recuou para 4,283% (de 4,305%).


… Ignorando as sinalizações mais conservadoras do Fed para a política monetária, as bolsas em Wall Street interromperam dois dias de quedas consecutivas, sustentadas pela promessa de negociação entre a China e os EUA.


… Foi uma vitória o Nasdaq ter conseguido virar para o positivo (+0,27%, a 17.738,16 pontos), apesar do tombo da Alphabet (-7,26%) com a notícia de que a Apple (-1,14%) estuda o uso de instrumentos de IA no navegador Safari.


… Já as ações da Nvidia subiram 3,10% com relatos na Bloomberg de que o governo Trump pretende revogar as restrições para exportação de chips, que estavam programadas para entrar em vigor daqui a uma semana.


… O Dow Jones ganhou 0,69%, a 41.113,97 pontos, e o S&P 500 avançou 0,43%, para 5.631,27 pontos.


… Não deu para o Ibovespa colar na alta das bolsas em NY, porque ainda tinha que operar o suspense pelo Copom. Em compasso de espera, o índice à vista travou (-0,09%), a 133.397,52 pontos, com giro abaixo de R$ 20 bilhões.


… Já na contagem regressiva para o balanço trimestral da próxima 2ªF, as ações da Petrobras ampliaram os ganhos (ON, +0,65%, a R$ 32,48; e PN, +0,46%, a R$ 30,29), deixando para trás a liquidação do primeiro pregão da semana.


… O ímpeto comprador nos papéis desafiou a queda do petróleo Brent para julho, que recuou 1,66%, a US$ 61,12 o barril, sentindo o dólar forte com o Fed e ainda os planos da Opep+ de acelerar a produção global da commodity.


… Sem fôlego, Vale ON caiu 0,19% (R$ 52,90), apesar de o minério de ferro ter fechado em alta de 0,35%.


… Entre os grandes bancos, Bradesco PN (-1,51%, a R$ 13,04) esperou em baixa pelo balanço de ontem à noite. Já Itaú PN (+1,10%, a R$ 35,04), BB ON (+1,42%, a R$ 29,31) e Santander Unit (+0,35%, a R$ 28,55) tomaram impulso.


EM TEMPO… MINERVA reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 185,0 milhões no 1TRI25. Receita líquida cresceu 55,8%, para R$ 11,2 bilhões; Ebitda aumentou 53,1%, para R$ 962,5 milhões.


REDE D´OR teve lucro líquido de R$ 1,018 bi no 1TRI25, alta de 21,1% na comparação anual. O Ebitda ajustado subiu 21,1%, para R$ 2,641 bi; receita líquida aumentou 6,5%, para R$ 13,178 bi.


ULTRAPAR teve lucro líquido de R$ 363 milhões no 1TRI25, queda de 20,2% na comparação anual. Receita líquida subiu 10%, para R$ 33,3 bi, e Ebitda caiu 12,5%, para R$ 1,188 bi.


AZZAS 2154 registrou lucro líquido de R$ 117,7 milhões no 1Tri, alta anual de 15,6%. Receita líquida somou R$ 2,6 bilhões, um crescimento de 13,9% contra o mesmo intervalo/24…


… Ebitda recorrente totalizou R$ 427,7 milhões, 23,3% maior que o apresentado um ano antes.


C&A informou lucro líquido de R$ 4,1 milhões no 1Tri25, queda de 94,3% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 10,9% e totalizou R$ 1,6 bilhão. Ebitda ajustado somou R$ 244 milhões, alta anual de 35,4%.


GUARARAPES reduziu prejuízo líquido em 77,2% no 1Tri25 (base anual), para R$ 26 milhões. Receita líquida somou R$ 2,2 bilhões, alta de 10,6% contra um ano antes. Ebitda de R$ 258 milhões foi recorde, com crescimento de 22%.


VIVARA registrou lucro líquido de R$ 115,039 milhões no 1Tri25, salto de 221,3% contra o mesmo intervalo/24. O Ebitda ajustado somou R$ 101,065 mi, avanço de 54,4%, e a receita líquida totalizou R$ 537,081 mi, alta de 20,8%…


… O conselho de administração aprovou a criação de um novo programa de recompra de ações, no qual prevê adquirir até 10% das ações ordinárias de emissão da companhia em circulação.


NATURA &CO informou que a BlackRock aumentou a sua participação acionária na companhia para 5,032% do total.


MOVIDA registrou lucro líquido de R$ 78,5 milhões no 1Tri, crescimento de 61,5% contra o mesmo período de 2024. Ebitda teve alta de 26,3% e alcançou marca recorde de R$ 1,338 bilhão. Receita líquida subiu 18,1%, a R$ 3,5 bilhões.


LOJAS QUERO-QUERO ampliou prejuízo ajustado em 17,2% no 1TRI25, para R$ 15,7 milhões. O Ebitda ajustado cresceu 19,8%, para R$ 13,1 milhões; receita líquida subiu 14,1%, para R$ 671,5 milhões.


ENGIE registrou lucro líquido ajustado de R$ 823 milhões no 1Tri25, alta de 3,8% contra igual período de 2024. Sem ajustes, o lucro líquido da empresa ficou em R$ 826 milhões, queda de 51,0% na mesma base de comparação…


… Ebitda ajustado totalizou R$ 2,040 bilhões, aumento de 12,4%. Descontados os ajustes, o Ebitda foi de 2,044 bilhões, montante 35,4% menor do que o observado um ano antes. Receita líquida alcançou R$ 3,013 bi (+15,5%).


TAESA informou lucro líquido IFRS de R$ 365,2 milhões no 1Tri25, queda de 2,5% contra o 1Tri24. O lucro líquido regulatório caiu 0,7%, para R$ 188,3 mi. O Ebitda regulatório somou R$ 509,6 milhões, alta de 6,9%…


… A receita líquida cresceu 3,8%, para R$ 597,9 milhões. O conselho aprovou a distribuição de R$ 188 mi em JCP, a R$ 0,54 por unit; ex” no próximo dia 13.


AUREN ENERGIA teve lucro líquido de R$ 54,0 milhões no 1TRI25, queda de 64,3% na comparação com pro-forma do 1TRI24. Ebitda ajustado subiu 65,7%, para R$ 1,203 bi, e receita líquida cresceu 33,6%, para R$ 2,952 bi.


PRIO. Agências de rating avaliam upgrade da companhia após compra do campo de Peregrino, disse o diretor Financeiro, Milton Rangel.


BRASILAGRO registrou prejuízo líquido de R$ 1,093 milhão no 3Tri do ano agrícola 2024/25, encerrado em 31 de março. O resultado representa redução de 96% contra a perda de R$ 30,147 milhões em igual período/24.


IOCHPE-MAXION. O lucro líquido caiu 78,3% no 1TRI25 s/ 1TRI24, para R$ 10,892 milhões. O Ebitda subiu 11,9%, para R$ 354,362 milhões, e a receita líquida cresceu 9,5%, para R$ 3,938 bi.


AERIS. A fabricante de pás eólicas reportou um prejuízo líquido de R$ 94,5 milhões no 1Tri. O valor representa uma piora de 129,2% em relação a igual período de 2024.


ITAÚSA informou que a BlackRock passou a deter, de forma agregada, 361.049.971 ações preferenciais. O montante representa aproximadamente 5,073% do total desta classe de ativo emitido pela companhia.

Paulo Baia

 Encontrei, no fim da tarde, em Copacabana, um velho conhecido. Um homem de cerca de cinquenta anos, advogado, professor universitário, inte...