sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Call Matinal


14/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1308)

MERCADOS

Na quinta-feira (13), o Ibovespa fechou em baixa de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, com volume financeiro de R$ 22,4 bilhões. A moeda americana avançou 0,25%, para R$ 5,1930, descolada da fraqueza no exterior, em dia de alívio do PPI.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

O movimento ocorre com a retomada do apetite por ações ligadas à inteligência artificial e a desaceleração da inflação nos Estados Unidos, que reduziu as apostas de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: -0,14%

S&P 500 Futuro: +0,03%

Nasdaq Futuro: +0,06%

Os índices futuros do EUA operam próximos da estabilidade nesta sexta-feira (14), caminhando para a terceira semana consecutiva de ganhos.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,01%

Nikkei (Japão): +0,59%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,10%

Nifty 50 (Índia): -0,06%

ASX 200 (Austrália): -0,80%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,21%

DAX (Alemanha): +0,42%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,42%

CAC 40 (França): -0,23%

FTSE MIB (Itália): -0,28%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +1,58%, a US$ 82,53 o barril

Petróleo Brent, +1,14%, a US$ 88,06 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,42%, a 710,50 iuanes (US$ 105,37)

Bitcoin, -0,87%, a US$ 62.796,29

 

 

Dia 1408

Nos EUA, a inflação veio mais comportada, o que deve adiar para dezembro uma nova elevada na taxa de juros, pelo Fed. Hoje o mercado acompanha as vendas no varejo e o sentimento do consumidor de Michigan. No Brasil, a Pnad Contínua e a nova pesquisa Quaest. Mas preocupa mesmo  o risco fiscal e a eleição, cobrando prêmio dos ativos domésticos. O ambiente ganhou uma fonte adicional de tensão à noite, com a decisão do governo de abrir processo para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na temporada de balanços, investidores repercutem os números do Nubank, que disparou no after hours em Nova York.

 

Agenda

Sexta-feira, 1408

 A sexta-feira traz a Pnad Contínua trimestral, às 9h, no trimestre encerrado em junho. Nos EUA, as vendas no varejo de julho saem às 9h30. O indicador ganha importância depois de CPI e PPI reduzirem as apostas de alta dos juros pelo Fed em setembro e outubro. Às 11h, a Universidade de Michigan divulga a leitura preliminar de agosto do índice de sentimento do consumidor. Também serão conhecidas as expectativas de inflação para um e cinco anos. Antes, às 6h, sai a segunda leitura do PIB da zona do euro no segundo trimestre, com previsão de alta de 0,4% na margem e 1% em 12 meses.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Alívio externo não chega no Brasil*


Risco fiscal e a eleição passaram a cobrar prêmio dos ativos domésticos


… Depois de o CPI e o PPI aliviarem as pressões inflacionárias e adiarem para dezembro as apostas de uma alta do juro pelo Fed, o mercado acompanha hoje as vendas no varejo e o sentimento do consumidor de Michigan. No Brasil, a Pnad Contínua e a nova pesquisa Quaest dividem as atenções, em um momento em que o risco fiscal e a eleição passaram a cobrar prêmio dos ativos domésticos. O ambiente ganhou uma fonte adicional de tensão à noite, com a decisão do governo de abrir processo para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na temporada de balanços, investidores repercutem os números do Nubank, que disparou no after hours em Nova York.


PETRÓLEO CAI APESAR DA GUERRA – O petróleo caiu mais de 2% nesta quinta-feira, pressionado pelas preocupações com a demanda global, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio e sem qualquer avanço nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.


… O Brent fechou em queda de 2,15%, a US$ 87,07, e o WTI recuou 2,43%, a US$ 81,25.


… Pesaram sobre as cotações os cortes nas projeções de demanda da Opep e da AIE, além do aumento dos estoques americanos, divulgados nesta semana. A Arábia Saudita também deu sinais de que está elevando as exportações pelo Golfo Pérsico.


… Mas o risco de uma nova escalada da guerra aumentou. O comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, alertou autoridades israelenses de que os Estados Unidos podem retomar os ataques contra o Irã e pedir novamente a ajuda de Israel.


… Uma eventual ofensiva incluiria instalações de petróleo, gás e eletricidade iranianas. Já o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos podem manter por tempo indefinido o bloqueio aos portos iranianos.


… À noite, o vice JD Vance disse que Washington continuará usando instrumentos diplomáticos, militares e econômicos para pressionar Teerã.


… O Irã também endureceu o discurso e voltou a afirmar que nenhum navio pode atravessar Ormuz com segurança sem sua autorização.


… Segundo a UKMTO, o tráfego comercial permanece fortemente reduzido, com o número de petroleiros transitando pelo estreito na casa de um dígito em cada direção. À noite, dois navios da ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, foram atacados na travessia.


… O risco de uma nova frente de conflito na região também aumentou. Os houthis atacaram uma refinaria da Saudi Aramco em Jizan e intensificaram os confrontos com forças do governo do Iêmen.


… Em resumo, seria precipitado concluir que a queda do petróleo aponta uma tendência. As cotações devem continuar sujeitas à forte volatilidade, diante dos riscos da guerra e das restrições no Estreito de Ormuz.


FISCAL COBRA PRÊMIO – O PLP dos Combustíveis, aprovado pelo Congresso, trouxe uma primeira tentativa de conter o crescimento das despesas a partir de 2027, mas não foi suficiente para aliviar as preocupações do mercado com a trajetória fiscal.


… A menos de dois meses das eleições, as dúvidas sobre a capacidade do próximo governo de estabilizar a dívida mudaram o mercado.


… O projeto dos Combustíveis estabelece gatilhos que podem abrir espaço de cerca de R$ 10 bilhões no Orçamento de 2027, mas, ao mesmo tempo, ampliou benefícios tributários, criou novas exceções às regras fiscais e antecipou despesas previstas para os próximos anos.


… A IFI considera factível a estimativa, mas ressalta que não se trata de corte de gastos. É uma folga no Orçamento que poderá ser ocupada por outras despesas. Também alertou que novas exclusões das regras fiscais não contribuem para conter o rápido crescimento da dívida pública.


… A avaliação predominante entre os economistas é de que a trava representa algum avanço, mas está muito distante do ajuste necessário.


… Tiago Sbardelotto, da XP, estima que o País precisaria sair de um déficit primário de 0,3% a 0,4% do PIB para um superávit de cerca de 2%, o equivalente a um ajuste entre R$ 300 bilhões e R$ 350 bilhões.


… Jeferson Bittencourt, do ASA, considera o ajuste previsto no PLP assimétrico e frágil: a economia é futura, condicional à existência de déficit e relativamente pequena, enquanto o projeto antecipa despesas e cria ou amplia subsídios e exceções ao arcabouço.


… Marcelo Bacelar, da Azimut, avalia que o governo vem tentando sinalizar algum ajuste, mas que são necessárias atitudes mais concretas.


… Para o mercado, o problema permanece essencialmente o mesmo: faltam medidas capazes de garantir uma trajetória sustentável para a dívida.


… Já o ex-presidente do BC Gustavo Franco diz que o País caminha gradualmente para uma crise fiscal se não voltar a produzir superávits primários capazes de estabilizar a dívida. Segundo ele, desde o antigo teto de gastos não houve nenhuma medida realmente forte de ajuste.


… A própria IFI avalia que a crescente rigidez das despesas obrigatórias tornará inevitável uma revisão profunda do regime fiscal em 2027.


… A discussão ganha ainda mais peso com a eleição, diante das dúvidas sobre quais medidas de ajuste serão efetivamente adotadas pelo próximo governo. Desse modo, as incertezas acabam se transformando em prêmio de risco, sinalizando um período de volatilidade.


… O alerta do JPMorgan nesta semana marcou essa mudança de percepção e colocou definitivamente a eleição no preço dos ativos domésticos, que passaram a se descolar até mesmo dos dias de alívio em Nova York (leia abaixo mais sobre os mercados).


BRASIL REAGE AOS EUA – O governo abriu nesta quinta-feira à noite o processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta aos produtos brasileiros.


… O Itamaraty notificou Washington e pediu a abertura de consultas diplomáticas. A decisão acrescenta uma nova fonte de tensão aos mercados, que já haviam reagido durante o pregão ao risco de deterioração das relações entre os dois países.


… Mais cedo, os Estados Unidos acusaram o Brasil e mais 40 países de ajudarem a China a contornar as tarifas americanas de importação, com a promessa do assessor econômico da Casa Branca, Peter Navarro, de adotar medidas para impedir o transbordo de produtos chineses.


… Antes mesmo da resposta brasileira, o temor de novas retaliações dos Estados Unidos já havia contribuído para o mau humor dos mercados. Para o economista-chefe do BMG, Flávio Serrano, esse risco passou a fazer parte da equação dos negócios, ao lado das preocupações fiscais.


… Apesar da abertura do processo de reciprocidade, o governo do presidente Lula sinalizou que pretende evitar uma escalada.


… Em entrevista ao Estadão, o ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) disse que a prioridade continua sendo a negociação com Washington, enquanto o processo na Camex deixa preparado o instrumento da Reciprocidade para a adoção de contramedidas, caso sejam necessárias.


BRB SEGUE SEM SOLUÇÃO – A audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira no STF terminou sem acordo para o socorro de R$ 6,6 bilhões ao BRB e deixou o banco e o governo do Distrito Federal isolados na tentativa de viabilizar a operação.


… Luiz Fux deixou claro que o Supremo não obrigará o Tesouro a dar garantia e nem o FGC e os grandes bancos a participarem do empréstimo.


… O Fundo Garantidor de Créditos insistiu que ainda faltam informações para avaliar a situação financeira do BRB, incluindo o balanço de 2025, enquanto os grandes bancos não demonstraram confiança no plano de negócios apresentado pela instituição.


… Apesar das resistências, a governadora Celina Leão disse acreditar que o acordo será concluído e argumentou que um socorro de R$ 6,6 bilhões seria preferível a uma eventual liquidação do BRB, que poderia custar cerca de R$ 20 bilhões ao FGC.


… As negociações continuam e o próximo passo será a apresentação de novas propostas pelas partes.


NUBANK BRILHA NO AFTER – O Nubank surpreendeu o mercado com lucro líquido recorde de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, 49% maior do que um ano antes e 10,6% acima da média das estimativas do Prévias Broadcast. As ações subiram 8,34% no after hours em Nova York.


… Foi a primeira vez que o banco digital superou US$ 1 bilhão de lucro em um trimestre. A receita cresceu 39%, para US$ 5,9 bilhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) avançou para 33%, de 28% um ano antes.


… A carteira de crédito aumentou 37% em 12 meses, para US$ 39,4 bilhões, enquanto a base alcançou 139 milhões de clientes. No México, onde já soma 16 milhões de clientes, o Nubank teve o primeiro trimestre completo de lucratividade.


… O ponto de atenção ficou com o custo do crédito, que aumentou 61% em um ano, e com a inadimplência acima de 90 dias, que subiu de 6,5% para 6,9%. A inadimplência de curto prazo, porém, recuou para 4,8%, e o banco afirmou que as métricas de risco permanecem sob controle.


MAIS AFTER HOURS – A Braskem também subiu forte no after hours de Nova York (+5,31%), pelo segundo dia seguido, antes da divulgação do balanço, em meio a rumores de que poderá protocolar recuperação extrajudicial.


… Já era madrugada quando a Braskem informou que reverteu o prejuízo e teve lucro líquido de R$ 3,32 bilhões no 2Tri26. A receita líquida avançou 22%, para R$ 21,7 bilhões, e o Ebitda subiu mais de 12 vezes, para R$ 5,25 bilhões.


… Já a Stone caiu 1,47%, após reportar queda de 2,6% no lucro líquido ajustado, para R$ 583 milhões, acusando o cenário “mais desafiador”.


… Ainda a ação da Reddit foi destaque no after hours, disparando mais de 12% após a S&P Global anunciar a inclusão da empresa no S&P 500.


MAIS BALANÇOS – Para hoje estão previstos os resultados de Casas Bahia, Cosan, Vibra Energia, Jalles Machado e Marisa Lojas, todos após o fechamento.


… Confira abaixo, no Cias Abertas, os demais resultados divulgados ontem à noite:  Cemig, MBRF, CPFL Energia, Cyrela, Raízen, Yduqs, 3Tentos, Compass, Even, Fertilizantes Heringer, Light, M.Dias Branco, Petz Cobasi e Grupo Mateus.


MAIS AGENDA – A sexta-feira traz a Pnad Contínua trimestral, às 9h, com os dados do mercado de trabalho no trimestre encerrado em junho.


… Nos Estados Unidos, as vendas no varejo de julho saem às 9h30 e devem avançar 0,1% na margem, após alta de 0,2% em junho. O indicador ganha importância depois de CPI e PPI reduzirem as apostas de alta dos juros pelo Fed em setembro e outubro.


… Às 11h, a Universidade de Michigan divulga a leitura preliminar de agosto do índice de sentimento do consumidor, com previsão de queda para 54,5, de 55,2 em julho. Também serão conhecidas as expectativas de inflação para um e cinco anos.


… Antes, às 6h, sai a segunda leitura do PIB da zona do euro no segundo trimestre, com previsão de alta de 0,4% na margem e 1% em 12 meses.


CURTAS DA POLÍTICA – Flávio Bolsonaro divulgou seu plano de governo prometendo reduzir a dívida pública e entregar superávits primários, com uma revisão do arcabouço fiscal para que os gastos caibam no Orçamento.


… A meta é estabilizar e depois reduzir a relação dívida/PIB. O programa prevê uma regra para limitar os gastos discricionários dos três Poderes e restringir o crédito subsidiado com recursos do Tesouro.


… Flávio propõe ainda um “choque de gestão”, com corte de pelo menos dez ministérios, redução de cargos comissionados e despesas administrativas e combate aos supersalários.


… O plano prevê também a retomada das privatizações, sem indicar quais estatais poderiam ser vendidas, além da redução de impostos sobre consumo e produção e de uma revisão da reforma tributária para diminuir o IVA.


LULA. Em ritmo de campanha, transformou a divulgação de novos dados sobre o mercado formal de trabalho em uma agenda de caráter eleitoral, com apoiadores reunidos para receber o presidente e imagens produzidas para as redes sociais.


… Os dados do Ministério do Trabalho mostraram que o estoque de vínculos formais chegou a 62,9 milhões em junho, alta de 3,6% em relação ao fim de 2025. Apesar do avanço do emprego, a massa salarial caiu 3,3% e a remuneração média recuou 2,9%.


EUA X ELEIÇÃO. O governo Trump afirmou que respeitará o resultado da eleição presidencial brasileira desde que a disputa seja “livre e justa” e negou que pretenda interferir no processo eleitoral. A declaração ocorre após Lula acusar Washington de tentar interferir na eleição.


… Em nota, o Depto de Estado afirmou que os Estados Unidos já mantiveram relações bem-sucedidas com diferentes governos brasileiros.


BYE BYE BRASIL – Um rio de dinheiro estrangeiro tem deixado a B3 e se confirmou a “profecia” de que haveria uma retirada gigantesca de capital externo no pregão da última terça-feira, quando o Brasil foi rebaixado pelo JPMorgan.


… Naquele dia, a sangria foi de R$ 4,7 bilhões, elevando a fuga de capital externo no mês para quase R$ 12 bilhões.


… Neste momento em que o trade eleitoral entra pra valer no preço, a disputa acirrada reacende as dúvidas sobre a capacidade de o próximo governo de promover o ajuste fiscal necessário para estabilizar as contas públicas.


… “Faz sentido entrar no período eleitoral com um pouco menos de risco no Brasil”, disse Kieran Curtis (Aberdeen) ao Infomoney. Para ele, trata-se de se preparar para volatilidade e não necessariamente para o resultado da eleição.


… Já a Sycamore Capital disse ao Valor que reduziu a exposição às ações brasileiras de 5% para algo próximo de zero nas carteiras do clientes por causa do risco específico de reeleição do presidente Lula.


… De seu lado, o chefe de pesquisa macroeconômica global da Ashmore, Gustavo Medeiros, discorda que a forte saída de capital externo esteja diretamente ligada à incerteza eleitoral ou à rotação para outros emergentes.


… Ele avalia que o movimento parece ter caráter mais técnico e pode estar relacionado à elevada concentração das posições de alguns fundos no País, de cerca de 60% (maior nível em 20 anos), que estariam efetuando resgates.


… Um fator que pesa, segundo este profissional, é a perspectiva de um ciclo menor de relaxamento monetário, na medida em que a Selic elevada reforça o cenário mais negativo para a expansão do crédito e a inadimplência.


… Embora Medeiros não atribua a saída recente de estrangeiros à eleição, ele afirma estar mais cauteloso com o pleito, que tende a elevar a volatilidade em um cenário no qual, “o risco fiscal ainda não foi precificado”.


… Muitos investidores não estão sentindo firmeza nos planos de cortes de gastos de Lula e Flávio Bolsonaro.


… Na pior sequência em três anos, o Ibovespa completou ontem a sua oitava queda consecutiva, destoando dos ganhos em Nova York. Fechou em baixa de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, com volume financeiro de R$ 22,4 bilhões.


… As ações do BB foram o destaque negativo entre os bancos e afundaram 4,16% (R$ 18,21), após o balanço. Bradesco PN recuou 0,48% (R$ 16,66), Itaú PN perdeu 0,31% (R$ 38,31), mas Santander unit subiu 0,71% (R$ 29,83).


… Vale caiu firme (-1,75%; R$ 71,90) e foi pior do que o minério (-0,21%). Petrobras subiu (PN, +1,09%, a R$ 41,90; e ON, +0,89%, a R$ 46,73), apesar de o petróleo ter caído mais de 2%, com as tensões geopolíticas em stand by.


… Hapvida desabou 33,09% (R$ 6,41) e liderou com folga as perdas do índice. Depois de dois trimestres em que a companhia acenou com uma recuperação, o balanço voltou a decepcionar e acendeu um alerta no mercado.


EFEITO COLATERAL – O câmbio doméstico sente o movimento dos investidores estrangeiros batendo em retirada do Brasil e, com o fluxo se esvaindo da bolsa, o que se vê é o dólar à vista já se reaproximando da marca de R$ 5,20.


… Ainda um desmonte de posições compradas em real por fundos locais tem pesado, segundo apuração do Valor. Ontem, também a queda do petróleo contribuiu para tirar suporte do real, que caiu pelo quarto pregão consecutivo.


… A moeda americana avançou 0,25%, para R$ 5,1930, descolada da fraqueza no exterior, em dia de alívio do PPI. No acumulado do mês, a divisa brasileira exibe o pior desempenho na lista das 33 moedas globais mais importantes.


… Sorte que o carry trade atrativo ainda tem inibido qualquer investida do dólar para níveis próximos de R$ 5,50.


… Também os juros futuros não escaparam ontem da dinâmica negativa observada nos demais ativos brasileiros. Os vencimentos longos e intermediários subiram, apesar de o petróleo e de os rendimentos dos Treasuries terem caído.


… A piora na percepção de risco fiscal, associada aos ruídos eleitorais, voltou a falar mais alto para a curva do DI.


… Só a ponta curta fechou perto da estabilidade, refletindo a expectativa de corte de juros pelo Copom em setembro, apesar de as vendas no varejo restrito em junho terem mostrado alta de 0,5%, acima do 0,2% esperado.


… O indicador não descredencia a avaliação de que o fôlego da atividade econômica continua desaquecendo.  


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,750% (de 13,749% no ajuste anterior); Jan/28, 13,915% (contra 13,921%); Jan/29, 14,245% (de 14,223%); Jan/31, 14,530% (de 14,456%); e Jan/33, 14,640% (de 14,554%).


2 X 0 – Dois indicadores da inflação americana (CPI e PPI) já passaram no teste de que o Fed pode deixar para subir o juro em dezembro, mas ainda faltam mais cinco desafios pela frente até a próxima reunião de política monetária.


… O mercado vai repercutir mais três leituras da inflação (o PCE de julho e CPI e PPI de agosto), além de mais um relatório do payroll e a reunião de Jackson Hole, no final do mês. Nova York ainda tem os Fed boys para monitorar.


… Em entrevista para a Fox News, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee reconheceu que a inflação em torno de 3% ainda está acima do desejável, mas avaliou que as leituras recentes oferecem algum alento.


… “Se essas pressões forem superadas, a economia poderia voltar ao caminho dourado, no qual a inflação retorna ao objetivo de 2%”, disse, projetando que os efeitos do tarifaço e da alta do petróleo vão continuar perdendo força.


… O colega Tom Barkin reconheceu que fica dividido entre focar no fato de que a inflação está acima da meta há mais de 5 anos e observar que os preços agora estão desacelerando e que os choques devem ser passageiros.


… Neste sentido, ele acredita que ainda não está claro se o Fed terá que subir o juro e aponta fatores otimistas: o mercado de trabalho está mais frágil e o arrefecimento gradual da inflação ajuda a reduzir as expectativas.


… Já Beth Hammack não traiu ontem a postura hawkish assumida na última reunião de política monetária.


… “Minha visão é que precisamos agir agora. Se levar mais 3 a 4 anos para atingirmos a meta de inflação, o público pode esperar?”, questionou, observando que a inflação é generalizada, não se restringindo a setores específicos.


… Segundo ela, alguns fatores que impulsionam a inflação, incluindo a IA, podem ser persistentes.


… “O investimento em IA parece imune ao nível das taxas de juros. Elevar os juros pode ser doloroso, mas não se pode permitir que o crescimento e o investimento sejam tão rápidos a ponto de superaquecer a economia.”


… Depois do CPI e do PPI desta semana, as chances de manutenção dos juros pelo Fed são majoritárias em setembro (65,2%) e outubro (50,1%), e o mercado adiou para a reunião de dezembro a aposta em um aperto monetário.


NÃO CONVENCE – A ideia de juro estável em setembro devolveu o índice DXY (-0,05%) para baixo do 100 pontos (99,964), mas o dólar ainda resiste a cair com mais consistência por causa da volatilidade dos preços do petróleo.


… De nada adiantou ontem para o iene nem a expectativa de que o Fed demore mais para subir o juro e tampouco que o BC japonês possa apressar uma alta para um futuro próximo, provavelmente setembro ou outubro.


… Fontes da Bloomberg disseram que o governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, apoia um aumento das taxas de juros pelo BoJ em breve. Mas o iene continuou fragilizado e recuou para 159,54 por dólar nesta quinta-feira.


… Com oscilações marginais, o euro subiu 0,04%, a US$ 1,1531, e a libra recuou 0,07%, para 1,3486.


… Entre os Treasuries, o efeito combinado da inflação do PPI abaixo do consenso e o alívio do petróleo derrubaram as taxas da Note de dois anos, a 4,143% (contra 4,199% na véspera), e de dez anos, a 4,643% (de 4,686%).


… Também as bolsas em NY concentraram o foco na percepção de que o Fed pode não subir os juros em setembro.


… O S&P 500 ganhou 0,65% e renovou seu recorde de fechamento, aos 7.798,99 pontos, tendo superado os 7.800 pontos no pico intraday (7.816,70). O Dow Jones registrou leve valorização de 0,13%, para 53.839,99 pontos.


… O Nasdaq ganhou 0,81% e fechou aos 26.803,03 pontos, com destaque para Micron (+4,23%) e Super Micro Computer (+4,12%). Netflix (+5,43%) também saltou após Bill Ackman anunciar que voltou a investir na empresa.


CIAS ABERTAS NO AFTER – EMBRAER distribuirá R$ 154 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,2163 por ação. Papéis ficam “ex” em 22/9 e o pagamento está previsto para 24/5/2027.


AZUL teve prejuízo líquido ajustado de R$ 1,070 bilhão no segundo trimestre, piora de 125,1%. Receita cresceu 0,7%, para R$ 4,978 bilhões, e Ebitda caiu 55,4%, para R$ 510,1 milhões…


… Companhia informou que a Readystate Asset Management elevou participação para 10,5% do capital social, passando a deter 19,3 milhões de ADS.


CEMIG teve lucro de R$ 945,4 milhões no segundo trimestre, 5,4% acima das projeções do Broadcast. Receita de R$ 11,156 bilhões superou o esperado em 35,5% e Ebitda de R$ 2,47 bilhões, em 34,7%.


CPFL ENERGIA teve lucro líquido de R$ 1,438 bilhão no segundo trimestre, alta de 21,3%. Receita cresceu 5,3%, para R$ 11,107 bilhões, e Ebitda avançou 17,4%, para R$ 3,556 bilhões.


AXIA subscreveu R$ 1,5 bilhão em debêntures conversíveis da Eletronuclear para financiar a extensão da vida útil de Angra 1. Compromisso total previsto no acordo com a União é de R$ 2,4 bilhões.


LIGHT teve prejuízo líquido de R$ 252 milhões no segundo trimestre, piora de 390,2%. Receita cresceu 9,8%, para R$ 3,796 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 82,3%, para R$ 599 milhões.


RAÍZEN teve prejuízo líquido de R$ 1,642 bilhão no primeiro trimestre da safra 2026/27, melhora de 11%. Receita cresceu 4%, para R$ 51,460 bilhões, e Ebitda ajustado mais que dobrou, para R$ 3,848 bilhões.


COMPASS teve lucro líquido de R$ 287,2 milhões no segundo trimestre, queda de 19%. Receita caiu 9%, para R$ 3,93 bilhões, e Ebitda cresceu 5%, para R$ 1,27 bilhão…


… Empresa aprovou recompra de até 3,2 milhões de ações, equivalentes a 1,86% dos papéis em circulação, pelo prazo de 18 meses.


SANEPAR teve prejuízo de R$ 505 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de um ano antes. Receita cresceu 11,5%, para R$ 1,9 bilhão, e Ebitda avançou 0,8%, para R$ 540,3 milhões.


GRUPO MATEUS teve lucro líquido de R$ 241,9 milhões no segundo trimestre, queda de 38,9%. Receita cresceu 12,2%, para R$ 9,852 bilhões, e Ebitda caiu 12,1%, para R$ 681,6 milhões.


PETZ COBASI teve lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre, alta de 8,4%. Receita cresceu 7,9%, para R$ 1,7 bilhão, e Ebitda ajustado avançou 11%, para R$ 186,7 milhões.


AMERICANAS concluiu a venda de três das dez lojas deficitárias do Natural da Terra ao Oba Hortifruti. A operação total envolvendo os ativos é de R$ 69,3 milhões.


MBRF teve lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 69 milhões no segundo trimestre, queda de 19,5%. Receita cresceu 4,9%, para R$ 40,720 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 5,4%, para R$ 3,203 bilhões.


M. DIAS BRANCO teve lucro líquido de R$ 168,8 milhões no segundo trimestre, queda de 22%. Receita caiu 0,9%, para R$ 2,7 bilhões, e Ebitda recuou 17,5%, para R$ 284,4 milhões.


CYRELA teve lucro líquido de R$ 452 milhões no segundo trimestre, em linha com as projeções do Broadcast. Receita de R$ 2,481 bilhões também ficou em linha com o esperado.


JHSF teve lucro líquido de R$ 444,4 milhões no segundo trimestre, alta de 80,8%. Receita cresceu 88,5%, para R$ 935,3 milhões, e Ebitda ajustado mais que dobrou, para R$ 502,6 milhões.


TRISUL teve lucro líquido de R$ 44,9 milhões no segundo trimestre, queda de 10%. Receita cresceu 26,1%, para R$ 370,2 milhões.


EVEN teve lucro líquido de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre, queda de 37,2%. Receita recuou 64,7%, para R$ 201 milhões.


ALLOS acertou a venda de sua fatia de 60% no São Bernardo Plaza Shopping ao XP Malls por R$ 331,1 milhões. Operação considera cap rate de 9% e ainda depende de condições precedentes.


DASA reduziu o prejuízo para R$ 35 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 454 milhões um ano antes. Receita bruta caiu 10%, para R$ 2,414 bilhões, e Ebitda cresceu 53%, para R$ 446 milhões.


YDUQS reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 1,5 milhão no segundo trimestre. Receita cresceu 1%, para R$ 1,4 bilhão, e Ebitda avançou 4,5%, para R$ 392,9 milhões.


TOTVS aprovou emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures com vencimento em 2033. Recursos serão usados para resgatar antecipadamente a quinta emissão e alongar o perfil da dívida.


LWSA teve lucro líquido ajustado de R$ 65,7 milhões no segundo trimestre, alta de 48,7%. Receita cresceu 8,2%, para R$ 375,2 milhões, e Ebitda ajustado avançou 35,1%, para R$ 102,5 milhões…


… Empresa distribuirá R$ 23,4 milhões em dividendos, ou R$ 0,0425 por ação, com pagamento no dia 31. Ações ficam ex-dividendo em 19/8.


RANDONCORP teve prejuízo líquido de R$ 90,5 milhões no segundo trimestre, aumento de 159,3%. Receita cresceu 0,9%, para R$ 3,3 bilhões, e Ebitda avançou 19,4%, para R$ 440,4 milhões.


3TENTOS teve lucro líquido ajustado de R$ 14,4 milhões no segundo trimestre, queda de 86,3%. Receita cresceu 31,9%, para R$ 4,7 bilhões, e Ebitda ajustado com hedge caiu 64,3%, para R$ 78,7 milhões…


… A empresa aprovou recompra de até 5 milhões de ações, equivalentes a cerca de 4,43% dos papéis em circulação, pelo prazo de 18 meses.


FERTILIZANTES HERINGER teve prejuízo de R$ 37,2 milhões no segundo trimestre, aumento de 29%. Receita caiu 54,8%, para R$ 316,5 milhões, e Ebitda ficou negativo em R$ 3,4 milhões.


CVC. Fundos da Apex venderam cerca de 17 milhões de ações da companhia em meio à crise da gestora, segundo o Valor. Participação da Apex teria caído de 15% para cerca de 11%.


COSAN formalizou intenção de vender sua participação integral no TUP São Luís por R$ 300 milhões. Companhia poderá receber ainda earn-out de R$ 50 milhões condicionado à implantação de novo berço no terminal.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,6% US tech +1,2% US Semis +0,5%  UE +0,1% Espanha -0,2% VIX +14,6%. Bund 3,13%. T-Note 4,64%. Spread 2A-10A USA=+50,4pb B10A: ESP 3,56%  PT 3,46%  ITA 3,89%   FRA 3,94%. Euribor 12m 2,94%. USD 1,153. JPY 183,9. Ouro 4.350$. Brent 87,1$. WTI 81,3$. Bitcoin -0,3% (63.358$). Ether -0,0% (1.885$).


SESSÃO: As bolsas continuam em alta, marcando novos máximos históricos nos EUA. Após a boa temporada de resultados empresariais, agora veem-se impulsionadas pelo arrefecimento de expetativas de subidas de taxas de juros por parte da Fed. Ontem, os Preços Industriais confirmaram a desaceleração da inflação nos EUA e Barkin (Fed) defendeu manter taxas de juros sem alterações. Além disso, o mercado já relativiza as novas ameaças de Trump, que avisa sobre um “isolamento económico sem precedentes” contra o Irão e que incluiria, claro, o bloqueio do Estreito de Ormuz. Contudo, o preço do petróleo Brent mantém-se abaixo de 90 $, ontem retrocedeu -2% e hoje quase não reage a estas novas ameaças de Trump. Por último, hoje teremos dados de consumo nos EUA (Vendas a Retalho e Confiança do Consumidor da U. de Míchigan) que poderão enfraquecer, moderando ainda mais as pressões inflacionistas. Portanto, hoje o mais provável é que as bolsas continuem a subir, embora de forma moderada (+0,5%? ).

Elena Landau

 


Call Matinal

14/08/2026 Julio Hegedus Netto, economista   MERCADOS EM GERAL   FECHAMENTO (1308) MERCADOS Na quinta-feira (13), o Ibovespa...